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16/03/2026 Anatomia Radiográfica Esqueleto apendicular e Axial POSICIONAMENTO RADIOG RÁFICO Radiação ionizante • Tem alta energia e é capaz de ionizar átomos (retirar elétrons), podendo atravessar tecidos e formar imagens. ResultadoO que aconteceEtapa Prontos para acelerar Liberação de elétrons Aquecimento do filamento Alta energiaAceleração dos elétrons Aplicação de kVp Produção de radiação X Conversão da energia Impacto no ânodo Formação da imagem Absorção diferencial Passagem pelo corpo •Cada tecido absorve de forma diferente: •Osso: absorve mais → aparece branco •Ar: absorve muito pouco → aparece preto •Tecidos moles: absorvem menos → aparecem cinza •O feixe que sai é captado pelo filme radiográfico ou detector digital, formando a imagem. Densidade Radiológica AR GORDURA ÁGUA OSSO METAL 1 2 3 4 16/03/2026 Importância clínica da densidade radiológica • Identificar estruturas anatômicas • Detectar alterações patológicas • Avaliar lesões, fraturas ou massas • Interpretar corretamente uma radiografia. Por exemplo: • Líquido nos pulmões pode aumentar a densidade onde normalmente haveria ar • Calcificações aparecem mais brancas • Corpos metálicos são facilmente identificados. • Quanto maior a passagem de raios-X, mais escura (radiolúcida) será a imagem. Quanto maior a absorção dos raios-X, mais clara (radiopaca) será a imagem. • Ar → Gordura → Água/partes moles → Osso → Metal Posicionamentos Décubitos Incidências Espumas Calhas Barbante Esparadrapo Posicionamento - Decúbitos 5 6 7 8 16/03/2026 Incidências -Laterolateral Direita ou Esquerda -Médiolateral -Dorsoventral -Ventrodorsal -Craniocaudal/Caudocranial -Dorsopalmar/Dorsoplantar INCIDÊNCIAS RADIOGRÁFICAS Decúbitos Lateral direito – Paciente deitado de lado Lateral esquerdo- Paciente deitado de lado Ventral – Paciente com o abdômen para baixo Dorsal – Paciente com o abdômen para cima Vídeo de posicionamento HTTPS://WWW.YOUTUBE.COM/WATCH?V=AKr9HmUMMnU Radiografia • Esqueleto apendicular • Esqueleto axial • Tórax • Abdomen 9 10 11 12 16/03/2026 Radiografia Óssea • Duas projeções • Articulação proximal e distal incluídas • Membro colateral • Projeções específicas Raio-X Raio-X Duas projeções são necessárias! Ideia tridimensional Por que duas projeções? • Reduzir sobreposição de estruturas • ʣEm apenas uma incidência, ossos ou órgãos podem se sobrepor, escondendo fraturas, tumores ou outras alterações. • A segunda projeção ajuda a separar visualmente essas estruturas. • ʤ Localizar lesões no espaço • Com duas incidências é possível determinar a posição real de uma lesão (anterior, posterior, medial ou lateral). • ʥ Confirmar achados radiográficos • Às vezes uma imagem pode parecer anormal por causa de artefatos ou superposição. A segunda projeção ajuda a confirmar se o achado é real ou apenas um efeito da projeção. • ʦ Avaliar melhor forma e tamanho • Certas estruturas ou fraturas só aparecem claramente quando vistas de outro ângulo. Duas projeções 13 14 15 16 16/03/2026 Distorção de imagem • Ocorre quando a imagem formada não representa fielmente as dimensões ou o formato do objeto anatômico. Ou seja, a estrutura pode parecer: maior ou menor do que realmente é alongada ou encurtada com formato alterado. • Isso acontece porque o feixe de raios-X diverge (se espalha em forma de cone) ao sair da fonte. Distorção- Magnificação • Magnificação (aumento) • Ocorre quando a imagem aparece maior que o objeto real. Principais causas: • Grande distância entre o objeto e o detector/filme • distância foco-filme pequena • divergência do feixe de raios-X • Quanto mais distante o objeto estiver do detector, maior será o aumento da imagem. 17 18 19 20 16/03/2026 Distorção de forma • Acontece quando o objeto aparece alongado ou encurtado. • Pode ocorrer quando: • o objeto não está paralelo ao detector • o feixe de raios-X não está perpendicular ao objeto • Existe angulação incorreta do tubo Distorção • Os fatores geométricos que influenciam diretamente a distorção: • Distância foco-filme (FFD ou SID) • Distância objeto-filme (OFD ou OID) • Alinhamento entre feixe, objeto e detector • Para reduzir distorção: • aumentar a distância foco-filme • diminuir a distância objeto-detector • manter objeto e detector paralelos • manter o feixe central perpendicular Importância clínica da distorção • Prejuízo medições anatômicas • Causar interpretação diagnóstica incorreta • Alterar avaliação de tamanho de órgãos ou lesões Radiologia digital • CR: Computed Radiology • Placas de fósforo (digitalização da imagem) • DR: Digital radiology • Painel detector digital – Imagem eletrônica direto • Componentes CR • Aparelho de RX (o mesmo do analógico) • Leitora (retira a placa faz a leitura converte em imagem em sinais digitais apaga as informações) • Computador – Software • Impressora DRY 21 22 23 24 16/03/2026 Radiologia digital • Componentes DR • Aparelho de Raiox • Placa detectora – processo de conversão do sinal digital direto - Computador – Software • Vantagens e desvantagens da radiologia digital; Radiologia digital • CR: Computed Radiology • Placas de fósforo (digitalização da imagem) • DR: Digital radiology • Painel detector digital – Imagem eletrônica direto • Componentes CR • Aparelho de RX (o mesmo do analógico) • Leitora (retira a placa faz a leitura converte em imagem em sinais digitais apaga as informações) • Computador – Software • Impressora DRY Radiologia digital • Componentes DR • Aparelho de Raiox • Placa detectora – processo de conversão do sinal digital direto - Computador – Software • Vantagens e desvantagens da radiologia digital; Radiografia • -Exame complementar ou de triagem • -Por que necessito de mais de uma projeção? Raio-x é UNIDIMENSIONAL e as estruturas são TRIDIMENSIONAIS, mínimo de 2 projeções perpendiculares entre si. • -Radiologia digital CR, digitalização da imagem – Vantagens e desvantagens • -Radiologia Digital DR • -Imagens no formato DYCOM – extensão utilizado para imagens/arquivos médicos 25 26 27 28 16/03/2026 DIGITALIZADORA - CR DR Efeitos biológicos da radiação Processos inflamatórios, infecciosos, tumorais (em doses baixas por períodos prolongados) Alterações genéticas (mutações) Efeito cumulativo Limites de exposição Superexposição, dose alta gravidade aumenta de acordo com a dose Síndrome aguda da radiação: diarréia, náuseas, vômitos, hemorragias Tecidos mais sensíveis medula óssea, gônadas, cristalino, pele Proteção radiológica Necessidade da radiografia Contenção do animal Posicionamento adequado Dosímetro Paredes blindadas Aventais de Chumbo Luvas de chumbo Protetor de tireoide Óculos Biombo 29 30 31 32 16/03/2026 Exposição inadequada • É um dos erros mais frequentes. • Subexposição (imagem muito clara) • ocorre quando há baixa quantidade de raios-X • causas: mAs baixo ou kVp baixo • Superexposição (imagem muito escura) • ocorre quando há excesso de radiação • causas: mAs alto ou kVp alto Posicionamento incorreto do paciente • Quando o paciente ou a estrutura anatômica não está posicionada corretamente. Pode causar: • distorção da imagem • sobreposição de estruturas • perda de informações diagnósticas. Movimento do paciente • Movimentos durante a exposição podem causar borramento da imagem. Fontes comuns: • respiração • movimento involuntário • tempo de exposição muito longo. Colimação inadequada • A colimação controla o tamanho do campo de radiação. Erros comuns: • campo muito grande • inclusão de áreas desnecessárias • Isso pode causar: • maior radiação ao paciente • redução do contraste da imagem devido à radiação espalhada. 33 34 35 36 16/03/2026 Centralização incorreta dos feixes de RX • Quando o feixe central não está direcionado corretamente para a região de interesse. • Consequências: • parte da anatomiapode ficar fora da imagem • distorção geométrica. Por que evitar erros de técnica? • Garantir qualidade diagnóstica da imagem • Evitar repetição de exames • Reduzir exposição desnecessária à radiação • Melhorar a precisão do diagnóstico. Médio Lateral e Crânio- Caudal Caudo-Cranial e Médio Lateral 37 38 39 40 16/03/2026 Duas projeções, por quê? Projeções especiais Dorso Palmar e Médio lateral Radiografia Latero Lateral Craniana 41 42 43 44 16/03/2026 Posição Dorso-Ventral crânio Projeção dorso-ventral Dentes Coluna Cervical 45 46 47 48 16/03/2026 Coluna Cervical Coluna Torácica Coluna Lombar Coluna Lombo sacra 49 50 51 52 16/03/2026 Escápulo umeral Articulação umero-radio-ulnar Cotovelo Radio e Ulna 53 54 55 56 16/03/2026 Fechamento precoce disco epifisário distal da ulna Qual a alteração da imagem? Linhas de crescimento/discos epifisários 57 58 59 60 16/03/2026 61 62 63 64 16/03/2026 http://www.cirurgiavet.com/web/sub-luxacao-severa-do- pulso/ Qual é a alteração? Fratura de salter-harris •Tipo I: fratura exclusiva da fise. •Tipo II: fise + metáfise. •Tipo III: fise + epífise. •Tipo IV: epífise + fise + metáfise. •Tipo V: compressão da fise. •As fraturas de Salter-Harris são definidas como fraturas que envolvem a placa fisária (fise) de animais imaturos e são classificadas de acordo com o padrão de acometimento da epífise, fise e metáfise. Elas representam um grupo específico de fraturas cuja característica principal é a interrupção da cartilagem de crescimento, podendo estender-se para estruturas ósseas adjacentes. (THRALL, Donald E. Diagnóstico de Radiologia Veterinária. 7. ed. Rio de Janeiro: GEN Guanabara Koogan, 2019. 65 66 67 68 16/03/2026 • file:///C:/Users/manue/Downloads/Editor+da+re vista,+1%C2%AA+se%C3%A7%C3%A3o+-+3491+- +5+-+Publicado.pdf Vamos comparar? 69 70 71 72 16/03/2026 73 74 75 76 16/03/2026 • https://medvep.com.br/wp- content/uploads/2020/06/Principais- altera%C3%A7%C3%B5es-radiogr%C3%A1ficas- n%C3%A3o-traum%C3%A1ticas-da-coluna-vertebral- em-pequenos-animais.pdf https://medvep.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Principais-altera%C3%A7%C3%B5es- radiogr%C3%A1ficas-n%C3%A3o-traum%C3%A1ticas-da-coluna-vertebral-em-pequenos- animais.pdf 77 78 79 80 16/03/2026 https://www.medicinaveterinariaemfoco.com.br/malformacoes-congenitas-da-coluna- vertebral-decaes-braquicefalicos-com-cauda-em-parafuso-revisao-de-literatura/ 81 82