Prévia do material em texto
HIERARQUIA DA ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL O corpo animal apresenta muitos níveis de complexidade estrutural. No nível químico, os átomos são minúsculos componentes que formam a matéria, tais como carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio. Eles se combinam para formar pequenas moléculas, tais como as do dióxido de carbono (CO2) e da água (H2O), e outras maiores, as chamadas macromoléculas (macro = grande). No corpo, há quatro classes de macromoléculas: carboidratos (açúcares), lipídios (gorduras), proteínas e ácidos nucleicos (DNA, RNA). Essas macromoléculas são os componentes que formam as estruturas do próximo nível, o nível celular, constituído pelas células e suas subunidades funcionais, chamadas organelas celulares. As macromoléculas também contribuem para as funções metabólicas das células tanto como fonte de energia (carboidratos), quanto como moléculas de sinalização (proteínas e hormônios lipídicos) e como catalisadores (enzimas). As células são as menores unidades vivas no corpo, sendo encontrada trilhões delas. O nível seguinte é o nível tecidual. O tecido é um grupo de células que funcionam juntas de maneira a realizar uma função comum. São apenas quatro os tipos de tecidos que formam todos os órgãos do corpo humano: tecido epitelial (epitélio), tecido conjuntivo, tecido muscular e tecido nervoso. Todo tecido desempenha um papel característico. Em resumo, o epitélio recobre a superfície corporal e forra suas cavidades; o tecido conjuntivo suporta o corpo e protege seus órgãos; o tecido muscular propicia o movimento; e o tecido nervoso é responsável pela rápida comunicação interna, transmitindo impulsos elétricos. O nível orgânico, próximo nível, é marcado pela ocorrência de processos fisiológicos extremamente complexos. Um órgão é uma estrutura distinta, composta de mais de um tecido. A maioria dos órgãos contém os quatros tecidos. É possível pensar em cada órgão do corpo como um centro funcional responsável por uma atividade que nenhum outro órgão pode realizar. Os órgãos que funcionam com bastante proximidade para atingir um propósito comum compõem o nível sistêmico. Por exemplo, os órgãos do sistema cardiovascular — o coração e os vasos sanguíneos — transportam sangue para todos os tecidos do corpo. O nível mais alto da organização é o organismo. Por exemplo, o organismo humano é toda uma pessoa viva. O nível do organismo é o resultado de todos os níveis mais simples funcionando em uníssono para sustentar a vida. CÉLULA 1- MEMBRANA PLASMÁTICA A membrana plasmática apresenta-se como uma dupla camada de moléculas de lipídios com proteínas plasmáticas inseridas. Os lipídios mais abundantes na membrana plasmática são os fosfolipídios. Fosfolipídios se assemelham a um picolé com dois palitos. Cada molécula de fosfolipídios tem uma “cabeça” polar que é carregada, além de uma cauda não polar, não carregada, constituída por duas cadeias de ácidos graxos. As cabeças polares são atraídas pela água — o principal componente do citoplasma e do fluido externo da célula — de forma que ficam dispostas ao longo da superfície interna e externa da membrana. As caudas não polares evitam a presença de água e ficam alinhadas no centro da membrana. O resultado são duas camadas paralelas de moléculas fosfolipídicas de ponta a ponta, formando a estrutura básica de dupla camada da membrana. A membrana plasmática também contém quantidades substanciais de colesterol, outro lipídio. As proteínas constituem aproximadamente metade da membrana plasmática. Há dois tipos de proteínas da membrana: integral (intrínseca) e periférica (extrínseca). As proteínas integrais estão firmemente incrustadas ou fortemente aderidas à dupla camada de lipídios. Algumas proteínas integrais projetam -se para fora apenas de um lado da membrana, mas a maioria são proteínas transmembranas que cobrem toda a extensão da membrana e projetam -se para fora dos dois lados (trans = através). As proteínas periféricas, em comparação, não estão incrustadas na dupla camada de lipídios de forma alguma. Pelo contrário, elas ficam aderidas de forma solta à superfície da membrana. As proteínas periféricas incluem uma rede de filamentos que ajudam a sustentar a membrana a partir de seu lado citoplasmático. Sem essa forte base de sustentação, a membrana plasmática se romperia facilmente. Cadeias curtas de moléculas de carboidratos aderem às proteínas externamente, formando as glicoproteínas, da mesma maneira que se aderem as moléculas de lipídios externas, tornando-os glicolipídios. Esses açúcares se projetam a partir da superfície externa da célula, formando o glicocálice (“cobertura de açúcar”), ou envoltório celular. O glicocálice é pegajoso e pode ajudar as células a se ligarem quando elas estão próximas. Como todas as células têm diferentes padrões de açúcares na composição do glicocálice, este também é um marcador biológico peculiar, pelo qual as células que se aproximam se reconhecem umas às outras. Por exemplo, um espermatozoide reconhece o óvulo (célula -ovo) através da composição específica do glicocálice do óvulo. As funções da membrana plasmática estão relacionadas com a sua localização na interface entre o exterior e interior da célula. Assim, tem-se como função da membrana plasmática: • Barreira protetora contra substâncias e forças do lado de fora da célula. • Algumas das proteínas de membrana funcionam como receptores; ou seja, têm capacidade de se ligar a moléculas específicas provenientes do lado externo da célula. Após a ligação ao receptor, a molécula pode induzir uma alteração da atividade celular. Os receptores de membrana funcionam como parte do sistema de comunicação celular do organismo. • Controlar quais substâncias podem entrar e sair da célula e atua como uma barreira permeável e seletiva que permite que algumas substâncias passem entre o fluido intra e extracelular ao mesmo tempo, além de impedir a passagem de outras substâncias. Transporte através da membrana Pequenas moléculas não carregadas, como oxigênio, dióxido de carbono, moléculas solúveis em gordura, podem passar livremente pela dupla camada de lipídios da membrana plasmática por meio de um processo chamado difusão simples. *Difusão é a tendência de moléculas, em uma determinada solução, moverem -se para baixo do seu gradiente de concentração; ou seja, movem -se de uma região onde estão concentradas para uma região onde estão menos concentradas. *A difusão de moléculas de água em uma membrana é chamada de osmose. A maioria das moléculas solúveis em água ou moléculas carregadas, como a glicose, aminoácidos e íons, não conseguem penetrar a dupla camada de lipídios por simples difusão. Essas substâncias podem cruzar a membrana plasmática apenas por meio de mecanismos de transporte específicos, que utilizam as proteínas integrais para transportar ou bombear as moléculas pela membrana ou para formar canais por meio dos quais passam moléculas específicas. Esse processo de transporte é chamado de difusão facilitada. Outras proteínas integrais movem moléculas pela membrana plasmática contra seu gradiente de concentração, um processo chamado de transporte ativo, que requer o uso de energia. Difusão simples Difusão facilitada Transporte ativo As moléculas maiores (macromoléculas) e as grandes partículas sólidas são transportadas através da membrana plasmática por outro processo, chamado transporte vesicular. O conhecimento dos dois tipos de transporte vesicular, exocitose e endocitose, é essencial para o entendimento da anatomia funcional básica. Endocitose (“para dentro da célula”) é o mecanismo pelo qual grandes partículas e macromoléculas penetram nas células. A substância a ser transportada para dentro da célula fica envolvida por uma parte da membrana plasmática,que se dobra para dentro. A vesícula membranosa formada é retirada da membrana plasmática e se move para dentro do citoplasma, onde seus conteúdos são digeridos. Há dois tipos de endocitose: fagocitose e pinocitose. • Fagocitose quer dizer, literalmente, “o comer celular”. Algumas células — a maioria dos glóbulos brancos, por exemplo — são especialistas em fagocitose e ajudam a monitorar e proteger o organismo por meio da ingestão de bactérias, vírus e outras substâncias estranhas. Além de “comer” as células mortas e doentes do organismo. • A pinocitose quer dizer, literalmente “o beber celular”. A pinocitose, uma atividade rotineira da maioria das células, é uma forma não seletiva de absorver fluido extracelular. Esse processo é especialmente importante em células que funcionam na absorção de nutrientes, como as células que revestem o intestino. Exocitose (“para fora da célula”) é um mecanismo pelo qual as substâncias se movem do citoplasma para o lado externo da célula. A exocitose é responsável pela maioria dos processos de secreção, como a liberação de muco ou hormônios de proteínas das células glandulares do organismo. 2- CITOPLASMA O citoplasma se localiza dentro da membrana plasmática e fora do núcleo. A maior parte das atividades celulares é realizada no citoplasma, que consiste em três elementos principais: citosol, inclusões e organelas. Citosol ou matriz citoplasmática é a substância gelatinosa, que contém um fluido dentro do qual ficam suspensos os outros elementos citoplasmáticos, e consiste em água, íons e muitas enzimas. Algumas dessas enzimas iniciam a degradação de nutrientes (açúcares, aminoácidos e lipídios) que são a matéria-prima e fonte de energia para a atividade celular. Em muitos tipos de células, o citosol representa aproximadamente metade do volume do citoplasma. Inclusões são estruturas temporárias no citoplasma. Alguns exemplos são armazenamento de alimentos, como gotículas de lipídio. Organelas citoplasmáticas - a maioria das organelas, com exceção dos ribossomo e dos centríolos, é delimitado por uma membrana que tem composição semelhante à da membrana plasmática, mas não tem o glicocálice. As organelas encontradas nas células são: ✓ RIBOSSOMOS São a linha de montagem de uma fábrica e produzem proteínas para a função celular e extracelular. São pequenos grânulos de coloração escura. Ao contrário da maioria das organelas, não são revestidos por uma membrana, mas são construídos por proteínas e RNA ribossômico. Cada ribossomo consiste em duas subunidades que se encaixam uma sobre a outra. Praticamente todas as células produzem grandes quantidades de proteína, e os ribossomos são o local onde ocorre a síntese de proteínas. Nos ribossomos, blocos de construção chamados aminoácidos unem-se para formar moléculas de proteína. Muitos ribossomos flutuam livremente dentro do citosol. Esses ribossomos livres produzem proteínas solúveis que funcionam dentro do próprio citosol. Os ribossomos ligados às membranas do retículo endoplasmático rugoso produzem proteínas que se tornam parte da membrana celular ou que são exportadas para fora da célula. ✓ RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO (RE) É literalmente uma “rede dentro do citoplasma”. O RE é um sistema amplo de envoltório e tubos revestidos por membranas que se espiralam no citoplasma e corresponde a mais de metade das superfícies membranosas dentro de uma célula animal normal. Há dois tipos diferentes de RE: o RE rugoso (granular) e o RE liso (agranular). Qualquer um deles pode predominar em um determinado tipo de célula, dependendo da função específica da célula. • Retículo endoplasmático rugoso → consiste principalmente de cavidades interconectadas chamadas cisternas (“cavidades preenchidas por fluido”). Os ribossomos sustentam a face externa das membranas do RE rugoso, formando as proteínas, ligam-se à membrana quando a proteína está sendo produzida e desligam-se quando o processo é concluído. O RE rugoso tem várias funções: ▪ Seus ribossomos produzem todas as proteínas que são secretadas das células ▪ Produz as enzimas digestórias contidas nos lisossomos ▪ Produz as proteínas integrais • Retículo endoplasmático liso→ é uma extensão do RE rugoso. É formado por túbulos organizados em uma rede com ramificações. Como não há ribossomos anexados a suas membranas, ele não é um local de síntese de proteína. O RE liso tem diferentes funções, mas a maioria está relacionada ao metabolismo de lipídios e à produção ou degradação de gorduras. Outra função importante do RE liso é o armazenamento de íons de cálcio. ✓ COMPLEXO DE GOLGI É um conjunto de três a dez cisternas discoides, e cada uma delas está ligada a uma membrana. Ele se parece com uma pilha de discos ocos, um encaixado dentro do outro. Os produtos do RE rugoso movem -se pelo complexo de Golgi a partir do lado convexo (cis) para o côncavo (trans). Mais especificamente, a face cis recebe vesículas de transporte membranosas e esféricas do RE rugoso; novas vesículas são geradas na face trans e saem do complexo. O complexo de Golgi seleciona, processa e embala as proteínas e membranas produzidas pelo RE rugoso. As atividades e produtos do aparelho de Golgi seguem três vias: • Na via que ocorre nas células glandulares, o produto da proteína fica contido nas vesículas secretoras; essas vesículas liberam seu conteúdo para o exterior da célula por exocitose. • Na via comum a todas as células, a membrana da vesícula funde-se e contribui com a membrana plasmática, cujos componentes são renovados e reciclados constantemente. • Na via também comum em todas as células, a vesícula que sai do complexo de Golgi é um lisossomo, um saco preenchido por enzimas digestórias que permanecem dentro da célula. * O complexo de Golgi é o “departamento” de embalagem e transporte da fábrica e recebe o produto do RE rugoso, embala e transporta esse produto até o seu destino final. ✓ LISOSSOMOS São sacos esféricos, revestidos por membranas que contêm vários tipos de enzimas digestórias. Essas enzimas, chamadas hidrolases ácidas, podem digerir praticamente todos os tipos de grandes moléculas biológicas. Os lisossomos podem ser considerados como o “time de demolição” da célula, pois degradam e digerem substâncias indesejáveis. • Quando as membranas internas, proteínas ou organelas de uma célula são danificadas ou se desgastam, elas são envolvidas por uma nova membrana do RE rugoso, formando uma vesícula. Então, os lisossomos ao redor fundem-se com essa vesícula para digerir seu conteúdo. A digestão pode ser feita com segurança dentro das vesículas, pois a membrana mantém as enzimas destrutivas longe dos outros componentes celulares. • As células fagocíticas, como alguns glóbulos brancos, têm um número excepcional de lisossomos para degradar as bactérias e vírus ingeridos. ✓ MITOCÔNDRIAS São análogas às usinas de energia da fábrica, pois produzem a energia para realizar a função celular. São geralmente apresentadas como estruturas cujo formato se assemelha a um feijão, devido a sua aparência quando colocadas em lâminas microscópicas. Na realidade, as mitocôndrias são longas e filamentosas (mitos = fio). Em células vivas, elas se contorcem e mudam de formato à medida que se movimentam pelo citoplasma. A maioria das organelas são envolvidas por uma membrana, mas isso muda no caso das mitocôndrias, que é envolvida por duas membranas: a membrana externa, que é lisa, e a membrana interna, que se invagina formando cristas em forma de prateleiras, as quais se projetam para dentro da matriz, a substância gelatinosa que fica dentro da mitocôndria. As mitocôndrias geram a maior parte da energia que a célula utiliza para realizar seu trabalho. Fazem isso por meio da liberação sistemática da energia armazenada nas ligações químicasdas moléculas de nutrientes e da transferência dessa energia para produzir o trifosfato de adenosina (ATP) — as moléculas com altos níveis de energia que a célula utiliza para realizar as reações químicas. ✓ PEROXISSOMOS Funcionam como um sistema de remoção de resíduos tóxicos da fábrica. São sacos revestidos por membranas, que se parecem com pequenos lisossomos. Contêm uma variedade de enzimas, principalmente as oxidases e catalases. ✓ CITOESQUELETO Literalmente o “esqueleto da célula”, é uma rede elaborada de bastonetes que percorre o citosol. Essa rede funciona como os “ossos”, “músculos” e “ligamentos” de uma célula, sustentando as estruturas celulares e gerando vários movimentos de células. Os três tipos de bastonetes do citoesqueleto são os microfilamentos, os filamentos intermediários e os microtúbulos, dos quais nenhum é revestido por uma membrana. Os microfilamentos, os elementos mais estreitos do citoesqueleto, são filamentos da proteína actina. Também chamados filamentos de actina, eles concentram-se mais fortemente em uma camada abaixo da membrana plasmática. Os filamentos de actina interagem com outra proteína, chamada miosina, gerando forças contráteis dentro da célula. A interação da actina com a miosina transforma uma célula em duas durante a divisão celular (citocinese) e causa as alterações da membrana que acompanha a endocitose e exocitose. Essa interação também permite que algumas células enviem e retraiam extensões chamadas pseudópodes (“pés falsos”), em uma ação chamada movimento ameboide (“mudança de formato”). Os filamentos intermediários são fibras rígidas e insolúveis de proteínas, com um diâmetro entre os microfilamentos e microtúbulos. Os filamentos intermediários são os elementos mais estáveis e permanentes do citoesqueleto. Sua propriedade mais importante é a força tênsil elevada; ou seja, agem como se fossem fios resistentes para resistir às forças de contração que são exercidas sobre a célula. Eles também exercem um elo para unir as células adjacentes por meio de junções celulares específicas chamadas desmossomos. Os microtúbulos, elementos com maior diâmetro, são tubos ocos constituídos de subunidades esféricas de proteína chamadas tubulinas. São firmes, porém dobráveis. As mitocôndrias, lisossomos e grânulos de secreção se unem aos microtúbulos como se fossem ornamentos pendurados nos galhos de uma árvore de Natal. As organelas movimentam-se no citoplasma puxadas pelos microtúbulos por pequenas proteínas motoras, as cinesinas e dineínas, que funcionam como locomotivas que se movimentam nos trilhos da ferrovia microtubular. Os microtúbulos são organelas extremamente dinâmicas, que constantemente crescem a partir do centro da célula, desagregando-se e então reagregando-se. ✓ CENTRÍOLOS A parede de cada centríolo consiste em 27 microtúbulos curtos, organizados em nove grupos de três. Ao contrário da maioria dos outros microtúbulos, os dos centríolos são estáveis e não se desagregam. Do ponto de vista funcional, os centríolos participam da formação dos cílios e flagelos e do fuso mitótico 3- NÚCLEO Literalmente uma “pequena noz”, é o centro de controle da célula. Seu material genético, o ácido desoxirribonucleico (DNA), organiza as atividades celulares, dando instruções para a síntese de proteínas. Enquanto a maioria das células tem apenas um núcleo, algumas, incluindo as células dos músculos esqueléticos, têm muitas; ou seja, são multinucleares (multi = muitas). A presença de mais de um núcleo geralmente quer dizer que uma célula tem uma quantidade maior que o normal de citoplasma para regular. Um tipo de célula do organismo, o glóbulo vermelho maduro, é anucleado; ou seja, não tem núcleo. Seu núcleo normalmente é ejetado antes de a célula entrar na corrente sanguínea. O núcleo é revestido por um envoltório nuclear (carioteca), que consiste de duas membranas paralelas separadas por um espaço preenchido por fluido. A membrana externa é contínua com o RE rugoso e tem ribossomos em sua face externa. Forma-se de novo a partir do RE rugoso após a divisão celular, e é evidentemente uma parte especializada do RE rugoso. A membrana interna é revestida por filamentos de proteína, a lâmina nuclear, que mantém a forma do núcleo. Em vários pontos, as duas camadas do envoltório nuclear fundem-se e os poros nucleares penetram as regiões que foram fundidas. Cada poro é formado por um conjunto em forma de pulseira, que contém mais de 22 proteínas, existindo milhares de poros por núcleo. Como ouras membranas celulares, as membranas do envoltório nuclear são seletivamente permeáveis, mas os poros permitem que as moléculas grandes entrem e saiam do núcleo, conforme necessário. O envoltório nuclear contém um fluido gelatinoso chamado nucleoplasma, no qual ficam suspensos a cromatina e o nucléolo. Como o citosol, o nucleoplasma contém sais, nutrientes e outros elementos químicos essenciais. O nucléolo (“pequeno núcleo”) é um corpo de coloração escura localizado no núcleo celular. Pode haver um ou vários dentro de um núcleo celular. O nucléolo contém partes de vários cromossomos diferentes e funciona como a “máquina de produção de ribossomos” da célula. Especificamente, essa máquina tem centenas de cópias de genes que codificam o RNA ribossômico e funciona como o local onde grandes e pequenas subunidades de ribossomos são montadas. Essas subunidades deixam o núcleo através dos poros nucleares e unem -se no citoplasma, formando ribossomos completos. Referência JUNQUEIRA, L. C. U.; CARNEIRO, J. Biologia celular e molecular. 7ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. MARIEB, E. N.; HOEHN, K. Anatomia E Fisiologia. 3ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2009. SILVERTHORN, D. Fisiologia Humana: Uma Abordagem Integrada, 7ª Edição, Artmed, 2017.