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FARMACOLOGIA Prof.ª MARIA IZABEL CRONOGRAMA: 06 ENCONTROS: 08/08 15/08 22/08-TESTE (5,0) 29/08 05/09 12/09- AVALIAÇÃO (5,0) História da farmacologia e seus conceitos Farmacologia é a ciência que estuda os fármacos desde sua origem, preparo, obtenção, industrialização, ações, mecanismos, aplicação ao paciente e efeitos benéficos ou prejudiciais Medicamento: estrutura química conhecida com propriedades benéficas ao organismo comprovadas por meios científicos. Droga: substância que modifica a função fisiológica com ou sem intenção benéfica. Remédio: substância animal, vegetal, mineral ou sintética; procedimento (ginástica, massagem, acupuntura, banhos); fé ou crença; influências; utilizados em benefícios da saúde ou bem-estar. Placebo: medicamento com baixa concentração ou ausência total do fármaco (P.A.), com o intuito de tratar hipocondríacos ou realizar estudos clínicos de medicamentos que estão sendo lançados no mercado. ● Efeito colateral: é um efeito adverso que ocorre de forma simultânea com o efeito principal e pode chegar a ser nocivo. Pode ou não depender diretamente da dose e do tempo de uso da medicação. ● Dose: é uma quantidade de fármaco especifica que será administrada no organismo com o intuito de produzir um efeito terapêutico. Posologia: é a quantidade de fármaco especifica que será administrada no organismo com um tempo também específico, no qual visa manter um efeito terapêutico pelo tempo desejado. Dose: é uma quantidade de fármaco especifica que será administrada no organismo com o intuito de produzir um efeito terapêutico. 9 Dose mínima: é a menor dose de um fármaco capaz de produzir o efeito terapêutico esperado. ● Dose eficaz: é a dose capaz de produzir efeitos benéficos ao organismo, essa dose fica entre a dose mínima e máxima, e deve ser mantida constante para que o efeito do medicamento seja mantido. ●Dose máxima: é a maior dose de um fármaco capaz de produzir o efeito terapêutico e que nosso organismo consegue metabolizar. Se está dose for ultrapassada, ocorrerá efeitos tóxicos ao organismo. ●Dose tóxica: é a dose de fármaco que ultrapassa a dose máxima, causando perturbações, intoxicações ao organismo. ●Dose letal: é a dose de fármaco que ultrapassa a dose tóxica e leva o indivíduo a morte. 09 CERTOS NA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAÇÃO 1. Paciente certo Para certificar-se que a medicação será administrada no paciente certo, preconiza-se: - Utilizar dois identificadores (como nome e data de nascimento do paciente). - Questionar ao paciente, confirmar com a pulseira de identificação. - Verificar se o nome corresponde ao nome identificado no leito, portuário, e na prescrição médica. - Evitar dentro do possível, a internação de duas Paciente certo Para certificar-se que a medicação será administrada no paciente certo,. 14 2-Medicamento certo Antes de administrar o medicamento, deve-se conferir o nome do medicamento com a prescrição médica. - Conferir o nome do medicamento que tem em mãos e o que está prescrito. - Via certa - Verificar se a via de administração prescrita é a via indicada para administração daquele medicamento disponível (conferindo sua indicação no próprio rotulo). - 4. Hora certa As medicações devem ser administradas sempre na hora prescrita, evitando atrasos e adiantamentos. 17 5. Dose certa Conferir atentamente a dose prescrita. - Registro certo Na anotação de enfermagem, registre o medicamento administrado e justifique em casos de adiamentos, cancelamentos, desabastecimentos, recusa do paciente e/ou eventos adversos. 19 Orientação certa - Deve ser informado ao paciente sobre qual medicamento está sendo administrado (nome), para que “serve” (indicação), a dose e a frequência que será administrado. 8. Forma certa - Checar se o medicamento a ser administrado possui a mesma forma farmacêutica e via de administração que foi prescrita. - 9- Resposta certa Nessa última etapa, devemos observar cuidadosamente o paciente, para identificar se o medicamento teve o efeito desejado e esperado. Registrar em prontuário e informar o profissional prescritor todos os efeitos diferentes (indesejados/colateral) em intensidade e forma – FORMAS FARMACÊUTICAS E VIAS DE ADMINISTRAÇÕES Formas farmacêuticas e suas indicações Cápsulas: forma farmacêutica sólida empregada por viaoral. São constituídas de invólucro de gelatina com seu fármaco contida internamente, no qual os mesmos podem ser sólidos, semissólidos ou líquidos. Geralmente são usadas para facilitar a deglutição e liberação do fármaco na cavidade gástrica. Drágeas: forma farmacêutica sólida empregada por via oral. São comprimidos que recebem um revestimento externo com o objetivo de mascarar odores e sabores desagradáveis. Esse revestimento é solução de queratina, açúcar e corantes, proporcionando também uma melhor deglutição. Solução: forma farmacêutica liquida empregada por via oral. São misturas homogêneas de duas ou mais fases (solvente + soluto), sendo o soluto totalmente miscível (misturável) no solvente. Os solventes mais utilizados nas soluções são a água e a glicerina, exemplos bem comuns são os xaropes e os soros para reidratação. Suspensão: forma farmacêutica liquida empregada por via oral. São misturas heterógenas, resultantes da mistura de líquidos com sólidos, no qual o sólido fica suspenso no líquido quando agito, já em repouso fica sedimentado (estabelecida) no fundo do frasco. Uma característica importante dessa forma, é que nos seus frascos sempre virá escrito “agite antes de usar”. Pó: forma farmacêutica solida empregada por via oral Os pós se apresentam de forma a serem diluídos em líquidos ou já vem em envelopes em quantidades exatas. Creme Pomada: forma farmacêutica semissólida de consistência macia e oleosa destinada ao uso tópico. Devido à sua consistência oleosa os P.A. (princípios ativos) se depositam sobre a pele formando uma película, promovendo um efeito local de proteção. ● Gel: forma farmacêutica semissólida de consistência macia e aquosa destinada ao uso tópico. Forma farmacêutica que possui grande quantidade de água em sua formulação, cujo P.A Sua penetração é mais rápida que o creme e pode conter ou não álcool em sua composição. 31 Vias de administrações Vias Enterais: Via oral (V.O.): Via retal: Via tópica/cutânea Via sublingual: Via nasal: Via aérea Via aérea: tratamento local da córnea, pálpebras ou dilatações das pupilas. Via otológica/auricular Via oral (V.O.): Via oral (V.O.): VIA ENTERAL o medicamento é deglutido e absorvido no sistema gastrointestinal no qual sem dúvidas é a via mais utilizada. Vantagem: prática, independência para a administração do medicamento, facilidade de adesão ao tratamento. Desvantagem: só é indicado para pacientes conscientes. Via retal: VIA ENTERAL 35 Via retal: VIA ENTERAL o medicamento é introduzido no segmento terminal do intestino grosso através do ânus. Vantagem: mucosa é altamente vascularizada e o medicamento tem uma absorção rápida. Evitando problemas gástricos. Desvantagem: preconceito, irritação da mucosa retal, necessidade de local reservado para aplicação. Via tópica cutânea Via tópica/cutânea VIA ENTERAL a ação do medicamento pode ser; Epidérmica (fraca ou nenhum poder de penetração cutânea), a ação do medicamento pode ser; endodérmica (age na epiderme) ou diadérmica (age em níveis mais profundos podendo chegar a atingir a circulação sanguínea). Via tópica/cutânea VIA ENTERAL Via sublingual, Via nasal e Via aérea Via sublingual: VIA ENTERAL administração do medicamento dentro da boca, abaixo da língua (viadiretamente ligada a circulação sanguínea). De rápida absorção devido à alta vascularização local. Via nasal VIA ENTERAL o medicamento terá sua ação local, apenas na mucosa nasal. Usados como vasoconstritores, antialérgicos, anti-inflamatórios, antissépticos nasais, entre outros. Via aérea VIA ENTERAL administração do medicamento por vias aéreas ou aspirados pela boca que vai diretamente para os pulmões onde a mucosa pulmonar é bastante vascularizadas. Via otológica/auricular VIA ENTERAL tratamento local de infecções ou inflamações do ouvido. Vias Parenterais: Via intradérmica (I.D.): Via subcutânea (S.C.): Via intramuscular (I.M Via intravenosa/endovenosa Via intradérmica (I.D.): PARENTERAL via utilizada para testes alérgicos e algumas vacinas, no qual são tolerados pequenos volumes injetados 46 Via subcutânea (S.C.): PARENTERAL atinge o tecido subcutâneo (tecido adiposo/hipoderme), e usado para aplicação de vacinas, insulinas e medicamentos. Via intramuscular (I.M) PARENTERAL aplicação é feito no músculo que é rico em vasos sanguíneos facilitando a absorção de grandes volumes de medicamentos. Via intramuscular (I.M) DORSO GLUTEO PARENTERAL VASTO LATREAL DA COXA VENTROGLUTEA DELTOIDE Via intravenosa/endovenosa administração diretamente na veia, a fim de obter a ação imediata esperada. 54 55 56 image1.emf FARMACOLOGIA image2.png image3.emf ● Comprimidos: forma farmacêutica sólida empregada por via oral. De formatos, cores, odores e tamanho s variados, resultante da compressão de vários pós. O image4.png image5.png image6.png image7.emf image8.emf ● Pó: forma farmacêutica solida empregada por via oral. Os pós se apresentam de forma a serem diluídos em líquidos ou já vem em envelopes em quantidades exatas. image9.emf ● Creme: forma farmacêutica semissólida de consistência macia e aquosa destinada ao uso tópico. Tem uma ótima penetração na pele e de forma rápida. ● Pomada: forma farmacêutica semissólida de consistência macia e oleosa destinada ao uso tópico. Devido à sua consistência oleosa os P.A. (princípios ativos) se depositam sobre a pele formando uma película, promovendo um efeito local de proteção. image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png image19.png image20.png image21.png image22.png image23.png image24.png image25.png image26.png image27.png image28.png image29.png image30.png image31.png image32.png image33.png image34.png image35.png image36.png image37.png image38.png image39.png image40.png