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ESTIMULANTES · Classificação: Psicoestimulantes (aumentam basicamente a vigília, capacidade motora e de concentração). - Xantina (cafeína/Teofilina/Teobromina Naturais. Aminofilina derivado da Teofilina; um pouco mais solúvel com biodisponibilidade maior. Não modifica as ações da Teofilina); - Cocaína; - Anfetaminas (aminas anorexígenas) A Xantina é um estimulante central, convulsivante e diurético. Trimetilação da cafeína aumenta a ação central e a dimetilação aumenta a ação diurética e diminui o estímulo central. Convulsivantes e estimulantes respiratórios (em desuso) - Analépticos: estricnina (em doses pequenas provocam convulsões. Maior importância como veneno e também em pesquisas). Psicomiméticos (Psicodélicos – fazem distorção do pensamento) - LSD e análogos; - Maconha e análogos; - Fenilciclidina; São psicoanalépticos. Aumentam a atividade psíquica através de diferentes mecanismos. São drogas despersonalizantes, que modificam os padrões do pensamento e que induzem um tipo de psicose modelo. · Mecanismo de ação: Bloqueio dos receptores A da Adenosina. - Adenosina (neurotransmissor natural) diminui a atividade neural, dilata vasos sanguíneos, reduz a filtração glomerular. - O aumento do Ca2+ celular pelo bloqueio dos canais de cálcio. - Bloqueio da enzima fosfodiesterase (não quebra AMPc), aumenta sinais excitatórios da adrenalina. - As Xantinas inibem os receptores da Adenosina, reduzindo a vasodilatação. · Farmacodinâmica: -SNC: Diminuição do sono, aumento da vigília * Córtex: Aumenta a concentração e reflexos, redução da fadiga (até uma dose de mais ou menos 150-200 mg). Em doses altas causa inquietação, tremores, insônia e irritabilidade; * Bulbo: Há estimulo se esses centros estão deprimidos (respiratorio, vasomotora e vagal); * Medula: Doses tóxicas (Homem 10g). Em doses tóxicas pode haver convulsões, mas é muito difícil porque tem que acumular cerca de 10g na corrente sanguínea. - SCV (os efeitos são sentidos muito rápido): * Coração: Aumento e ino e cronotropismo (pelo aumento do Ca2+ conseqüente da inibição da Fosfodiesterase. É um efeito beta 1 adrenergico indireto). * Coronárias e vasos viscerais: Vasodilatação. * Vasos cerebrais: Vasoconstrição (cefaleia). -Sistema Respiratório: * Respiração: Estímulo bulbar central. * Brônquios: Relaxamento da musculatura lisa, situação de alergia e até mesmo bronquite. Reduzem a liberação de leucotrienos e histamina. Por isso que muitos idosos e crianças usam muito a Aminofilina e Teofilina em forma de xarope. -TGI: * Secreção: Aumento da Pepsina, secreção gástrica de HCl (inibido parcialmente por Atropina e completamente por antagonistas H2). As Xantinas aumentam a acidez gástrica e a acidez da secreção, por isso não são recomendadas em pessoas com gastrite. * Não afetam a motilidade gástrica. Vômitos e náuseas em doses acima de 300mg. -Trato Urinário: * Aumenta a filtração glomerular e diminui a reabsorção tubular de Na+ (favorável a diurese). Aumenta a reabsorção de Na+ na alça de henle. Aumenta a vasodilatação – aumenta o aporte sanguíneo. Tem propriedades diuréticas fracas que não são consideradas importantes na terapêutica. - Músculo esquelético: * Aumenta a força de contração muscular e vigor do músculo (pelo mecanismo iônico principalmente - dopping). * Melhora do desempenho físico pelo aumento da função psíquica. Mecanismo iônico igual ao aumento do aporte de Ca2+. · METABOLISMO: - Aumento do metabolismo basal (de 10-50%); - Aumento da glicogenólise; - Hipertermia (doses altas). Ao estimular a função motora a cafeína aumenta o metabolismo basal. A cafeína é considerada termogência, favorece psiquicamente e muscularmente o aumento de atividade física e aumenta o consumo de energia. · INDICAÇÕES (USOS) DAS XANTINAS: -Fadiga mental, astenia (estudantes); - Apneia e RN prematuros (Aminofilina); - Asma brônquica; - Insuficiência cardíaca aguda – parada cardíaca (porque ionotropismo e cronotropismo); - Cefaleia. · CONTRA INDICAÇÕES: -Úlceras gástricas; - Lesões miocárdicas; - Hipertensão arterial; - Poderia ainda acrescentar indivíduos muito nervosos. ESTIMULANTES PREDOMINANTEMENTE ESPINHAIS (medulares) Estricnina: Mecanismo de ação: Córtex: aumento dos reflexos (sensibilidade); Medula: exagero das respostas (interrompe a atividade da glicina); Toxicidade (doses elevadas) - Exagero das respostas reflexas (hiper-reflexiva); - Convulsões tetânicas (2 a 3 episódios de contração e relaxamento) - Relaxamento (depressão) Convulsões: - Boca errada (riso sardônico); - Pernas estendidas, pés virados para dentro; - Convulsões e relaxamento alternados; - Indivíduo consciente com dores terríveis; - Apnéia (contração sustentada dos músculos respiratórios) - Morte. ANFETAMINAS: Aumento da atividade da DA. Principais efeitos sobre o SNC: - Estimulação locomotora (cortical); - Euforia, excitação; - Movimentos estereotipados (movimentos bizarros); - Anorexia (diminuição do apetite); - Alucinações auditivas e visuais (consumo de doses altas ou repetidas); - Aumento da agressividade e violência. Temos também uma hiperatividade simpática, porque as anfetaminas são drogas que vão aumentar as aminas (pelo aumento da liberação, pela diminuição da recaptação ou pelas duas juntas) – efeitos simpaticomiméticos. - Vasoconstrição e taquicardia; - Midríase; - Redução da atividade GI. As anfetaminas são mais usadas como drogas de abuso, mas algumas tem indicação clínica. As anfetaminas são uma mistura racêmica (50% dextro e 50% levo). A D-anfetamina é mais potente em termos de ação sobre o SNC que a anfetamina racêmica. A metil- anfetamina é muito potente. O metilfenidato é usado em casos de hiperatividade infantil em doses bem pequenas. O ecstasy que também é uma anfetamina, tem ação serotoninérgica, além de noradrenérgica e dopaminérgica. Tem também a metanfetamina, que é tão potente quanto as demais. IMPORTÂNCIA: - Drogas de ação predominantemente central. - Administração freqüente EV – psicose anfetamínica (esquizofrenia); Sendo as drogas de ação predominantemente central, a administração de doses altas, ou de doses repetidas provocam a chamada psicose anfetamínica ( nada diferente da esquizofrenia). O tratamento é o mesmo que o da esquizofrenia: neurolépticos, internação. As anfetaminas provocam Tolerância e dependência psíquica, que se manifesta pela ansiedade, indisposição, depressão. AMINA ANOREGÍGENA SNC POTÊNCIA DEPRESSORA Anfetamina +++ ++++ D-anfetamina ++++ +++ Metilfenidato +++ ++ Anfepramona + +/- Mazindor +/- +/- · Anfepramona, mazindol (usado para emagrecer): tem potência pequena no SNC comparado com os outros, só que pessoas que usam inibidores do apetite a longo prazo, acabam no mesmo perfil do usuário de anfetamina, embora o poder de estimulação central seja muito menor. FARMACODINÂMICA: 1. SNC: ação estimulante. - Euforia: diminui a fadiga, redução do sono – aumento da atividade motora; - Ansiedade: cefaléia + tonturas – depressão posterior – fadiga intelectual – astenia e debilidade dos membros. - A fenfluramina não provoca estes efeitos (desuso) As anfetaminas, como um todo, aumentam a liberação de monoaminas, principalmente DA e NA. Aumentam a liberação e diminuem a recaptação, acontecendo assim, um acúmulo das monoaminas em várias regiões do cérebro. MECANISMO DE AÇÃO: - Estímulo do SNC em todos os níveis, principalmente no sistema ativador reticular do mesencéfalo (sistema mesolímbico). Aí está a explicação do porque as anfetaminas induzem uma psicose modelo: nessa região, o aumento de DA está associado a esquizofrenia, a doenças mentais. - Aumento da liberação de NA e DA nas teminações nervosas simpáticas e SNC; - Inibem a recaptação dos mediadores no SNC. Consequência: aumento da ativação monoaminérgica no SNC. - Sistema CV: aumenta a atividade cardíaca (podendo gerar parada cardíaca) e aumento da PA. As anfetaminas podem levar a uma parada cardíaca, arritmias, extra-sistólica, e até mesmo a um colapso. METABOLISMO (AÇÃO ANOREXÍGENA) · Diminuição do apetite – hipotálamo· - Centro da alimentação; _ Centro da saciedade. Mecanismo: inibição do centro da alimentação por liberação de NA. Estimulam a saciedade justamente pelo acúmulo de monoaminas. Tem uma ação anorexígena potente, mas que desenvolve tolerância bem rápido. AMINAS ANOREXÍGENAS (OU INIBIDORES DO APETITE) · Continuam sendo anfetaminas. - FENTAMINA; - ANFEPRAMONA; - MAZINDOL ( sem estrutura feniletilamina – mais termogênico); - SIBUTRAMINA (NA>5-HT>DA) - atua diminuindo a captação e também atua uma pouco na serotonina, mais que a fentramina e a apomorfina, que agem a nível de DA e NA. Inibidores de apetite usados como adjuvante no tratamento da obesidade, associadas à redução da ingestão calórica, tem um efeito de no máximo 8-10 semanas, depois causa tolerância, dependência, como as anfetaminas. · PREPARAÇÕES COMERCIAIS: - Mazindol: de todas, talvez a ‘menos pior’, mas ainda ruim. Ele não tem uma estrutura anfetamínica, foge daquele padrão feniletilamina. É o único que foge, os outros todos tem semelhança. - Fenfluramina (saiu de uso): saíram do mercado por alterações na válvula mitral; - Anfepramona: Mais antiga; - Sibutramina: Mais nova; - Fentramina. Todos eles se comparam com as anfetaminas, têm efeitos menores, mas não são desprovidos. “ Todas as aminas tem efeito anorexígeno, porque não tem como separar o local, se aumenta as aminas, vai aumentar em todas as regiões que tem monoaminas, não tem como fazer uma ação seletiva dela no córtex.” · CONTRA-INDICAÇÃO: - Alterações CV: hipertensão, hipertireoidismo, glaucoma(causa midríase); - Pacientes com distúrbios psiquiátricos, epilepsia e alcoolismo. · REAÇÕES ADVERSAS: - SNC: vertigem, tremor, irritabilidade, fraqueza, tensão, insônia, ansiedade, cefaléia; - SCV: calafrios, palidez ou rubor, palpitação, arritmias, dor anginosa, hiper ou hipotensão; - GI: boca seca, gosto metálico, náusea, vômito, diarréia, cãibras abdominais. Uso crônico = dependência psíquica e tolerância; Precauções: Pessoas com histórico de abuso de drogas. Riscos: hipertensos, doenças renais. COCAÍNA · IMPORTÂNCIA: - Precursor dos atuais anestésicos locais; - Droga de abuso. Crack é cocaína só que em outra forma. Um está na forma de sal e outro na forma de base. · Formas e vias de uso da Cocaína: - Folha de coca: tem cocaína em quantidades pequenas; - Pasta de coca: 1º momento em que se começa a fazer a extração; - Pó de coca: depois que fazem o sal (cloridrato de cocaína). Usam para cheirar e também para injetar; - Crack: quando tratam o pó com a base, formando uma substância alcalina, que são as pedras amarelas. É um subproduto da cocaína, qualitativamente inferior, mas com poder viciante muito maior do que a cocaína. “ A cocaína, quando cheirada, passa pela corrente sanguínea para chegar ao cérebro e o crack não. O crack, como é fumado, passa diretamente para a pequena circulação, do pulmão vai direto para o cérebro e ‘chega lá’ antes de atingir a circulação sistêmica. Por isso, o poder de dependência e vício é mais rápido”. · MECANISMO DE AÇÃO DA COCAÍNA: - Diminui a recaptação dos mediadores fisiológicos (NA, DA e adrenalina) e aumenta o tempo de ação deles no organismo e SNC; - Inibe a captação de DA e NA, mas principalmente de DA. Aumento de DA nos principais centros nervosos. Esse aumento faz a estimulação da cocaína; SNC: elevação do humor, aumento da capacidade física e mental, redução do sono e do apetite, ansiedade, hipervigilância, idéias de perseguição, agressividade (droga dá coragem). SNP: aumento das atividades adrenérgicas: PA, batimento cardíaco, risco de AVC, hemorragia. · FARMACODEPENDÊNCIA: - Droga com alta potência de abuso; - Desenvolvimento de tolerância; - Supressão do uso: sonolência e depressão.