Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

[Escolha a data] 
 [Ano]
 
 
RESUMO 03 
 
@RADEGONDESS 
 
1 
 
SUMÁRIO 
 
Competência Tributária - Conceitos Iniciais ....................................................................................... 02 
Competência Tributária Privativa ....................................................................................................... 03 
Competência Tributária Comum ........................................................................................................ 03 
Competência Tributária Cumulativa ................................................................................................... 03 
Competência Tributária Residual ....................................................................................................... 04 
Competência Tributária Extraordinária............................................................................................... 04 
Bis In Idem x Bitributação ............................................................................................................... 05 
Conceitos Importantes ....................................................................................................................... 09 
Jurisprudência .................................................................................................................................... 11 
Considerações Finais .......................................................................................................................... 12 
Caderno de Questões do TEC ............................................................................................................. 13 
 
 
 
CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
Pessoal, hoje daremos continuidade ao estudo do DIREITO TIBUTÁRIO e nunca é demais lembrarmos 
que adotamos as seguintes premissas na elaboração do nosso material: 
 Histórico de cobrança das principais bancas; e 
 Exclusão de conceitos que não possuem histórico de cobrança relevante. 
 
Neste material abordaremos apenas os artigos, incisos e alíneas mais relevantes. Colocaremos 
esquemas, exemplos, quadros e comentários, tudo isso a fim de facilitar a memorização. Caso queira 
verificar algum outro dispositivo, recomendamos o acesso à lei por meio do site do planalto: 
 Constituição → http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm 
 CTN → http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172compilado.htm 
 
Sugestão de estudo: 
 Estude com calma este PDF. Leia-o devagar, mas não se preocupe em memorizar os detalhes, 
pois eles serão memorizados com a repetição do estudo desse conteúdo. 
 
Bons estudos! 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172compilado.htm
 
RESUMO 03 
 
@RADEGONDESS 
 
2 
 
COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA 
Competência tributária é a atribuição dada pela Constituição Federal aos entes políticos (União, 
Estados, DF, Municípios) para instituir os tributos. 
ATENÇÃO: A competência tributária é indelegável. (CTN, art. 7º) 
 
 
 
CAPACIDADE TRIBUTÁRIA ATIVA 
A capacidade tributária ativa é a capacidade para arrecadar e fiscalizar tributos ou de executar leis, 
serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de 
direito público a outra. Diferente da competência tributária, ela pode ser delegada. 
 
 
 
 
 
 
OBSERVAÇÕES 
01 
 
CTN: Art. 7º 
 A competência tributária é indelegável, salvo atribuição das funções de arrecadar ou 
fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em 
matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra. 
 
02 
 
Em regra, a capacidade tributária ativa somente pode ser delegada para pessoas jurídicas 
de direito público. Contudo, temos uma exceção que já caiu em provas e está prevista na 
súmula 396 do STJ. 
 
STJ. SÚMULA 396 
 A Confederação Nacional da Agricultura tem legitimidade ativa para a cobrança da 
contribuição sindical rural. 
 
ATENÇÃO: Note que, de acordo com o STJ, a Confederação Nacional de Agricultura, que é 
Pessoa Jurídica de Direito Privado, pode receber a delegação da capacidade tributária ativa. 
 
 
 
 
 
COMPETÊNCIA 
TRIBUTÁRIA 
É a aptidão para instituir tributos 
CAPACIDADE 
TIBUTÁRIA ATIVA 
É a aptidão para arrecadar, fiscalizar e 
cobrar tributos 
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
 
RESUMO 03 
 
@RADEGONDESS 
 
3 
 
COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA PRIVATIVA 
É a competência, para instituir tributos, que somente pode ser exercida por determinado ente político. 
Por exemplo, na União, os tributos de competência privativa são os impostos, os empréstimos 
compulsórios e as contribuições especiais. Por outro lado, nos Estados, os tributos de competência 
privativa são apenas os impostos. Já nos municípios, os tributos de competência privativa são os 
impostos e a COSIP (Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública). 
 
 
 
 
COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA COMUM 
É a competência atribuída a todos os entes federativos para instituir determinados tributos. Por 
exemplo, as taxas e as contribuições de melhoria podem ser instituídas por qualquer ente político, 
desde que o fato gerador seja uma atividade estatal do ente que a instituiu. Perceba que a competência 
tributária comum diz respeito aos tributos vinculados. 
 
 
 
 
 
COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA CUMULATIVA 
É a competência que a União possui para instituir os tributos estaduais e municipais nos Territórios 
Federais. Além da União, o Distrito Federal também possui a competência tributária cumulativa para 
instituir os tributos municipais. Essa competência está prevista no art. 147 da CF. 
 
 
OBSERVAÇÃO 
Se os territórios federais forem divididos em Municípios, competirá à União apenas os impostos 
estaduais, já que os Municípios deterão a competência para instituir os seus próprios impostos 
municipais. 
 
 
 
COMPETÊNCIA 
TRIBUTÁRIA 
PRIVATIVA 
UNIÃO 
Impostos 
 + Empréstimos Compulsórios 
+ Contribuições Especiais 
ESTADOS Apenas os impostos 
MUNICÍPIOS Impostos + COSIP 
COMPETÊNCIA 
TRIBUTÁRIA 
COMUM 
TODOS OS ENTES 
POLÍTICOS 
Taxas + Contribuição de Melhoria 
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
 
RESUMO 03 
 
@RADEGONDESS 
 
4 
 
COMPETÊNCIA RESIDUAL 
É a competência para instituir novos tributos, além daqueles já existentes. É com base no art. 154, I, e 
no art. 195, § 4º, ambos da CF, que a União (somente a União) detém a competência para instituir novos 
impostos e novas contribuições para a seguridade social, respectivamente. 
 
Para a instituição dos denominados Impostos Residuais, há que se obedecer algumas restrições 
estampadas no art. 154, I, da CF: 
 Deve ser instituído por lei complementar; 
 Deve obedecer ao critério da não cumulatividade; 
 Deve possuir fato gerador ou base de cálculo diversos dos demais impostos já discriminados. 
 
 
Para a instituição das Contribuições Sociais Residuais, nos termos da CF, art. 195, § 4º, a lei poderá 
instituir outras fontes (contribuições residuais) destinadas a garantir a manutenção ou expansão da 
seguridade social, desde que: 
 Mediante lei complementar; 
 Sejam não cumulativas; e 
 Não tenham fato gerador ou base de cálculo próprio de outras Contribuições. 
 
 
OBS: As contribuições sociais residuais podem ter a mesma base de cálculo dos impostos. 
 
 
 
COMPETÊNCIA EXTRAORDINÁRIA 
É a competência que a União possui para instituir o Imposto Extraordinário de Guerra (IEG). Vale 
ressaltar que a instituição do IEG somente se faz possível em situação de guerra externa (ou sua 
iminência), ou seja, não há como instituir o imposto mediante uma guerra interna (guerra civil). Além 
disso, tal imposto podeser instituído por lei ordinária (ou mesmo por medida provisória), pois não foi 
feita nenhuma reserva à lei complementar. Com efeito, a Constituição Federal (art. 154, II) permite que 
a União institua o IEG tendo o mesmo fato gerador de outro imposto de sua competência ou da 
competência dos Estados e Municípios. 
 
CONSTITUIÇÃO FEDERAL 
Art. 154. A União poderá instituir: 
II - na iminência ou no caso de guerra externa, impostos extraordinários, compreendidos ou não 
em sua competência tributária, os quais serão suprimidos, gradativamente, cessadas as causas de 
sua criação. 
 
 
NÃO CONFUNDA 
IMPOSTO EXTRAORDINÁRIO DE GUERRA 
(IEG) 
IMPOSTO SOBRE GRANDES FORTUNAS 
(IGF) 
Lei Ordinária Lei Complementar 
 
 
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
 
RESUMO 03 
 
@RADEGONDESS 
 
5 
 
Esquematizando, temos: 
COMPETÊNCIA QUAIS TRIBUTOS? ENTE FEDERADO 
PRIVATIVA 
 
Empréstimos Compulsórios 
 
UNIÃO 
PRIVATIVA 
 
Contribuições Especiais 
 
UNIÃO 
(tem exceções) 
PRIVATIVA 
 
Impostos 
 
UNIÃO + E + DF + M 
COMUM 
 
Taxas e Contribuições de Melhoria 
 
UNIÃO + E + DF + M 
CUMULATIVA 
 
Todos 
(nos Territórios Federais e no DF) 
 
UNIÃO + DF 
RESIDUAL 
 
Novos impostos e Novas Contribuições para 
a Seguridade Social 
 
UNIÃO 
EXTRAORDINÁRIA 
 
IEG 
 
UNIÃO 
 
 
 
BIS IN IDEM x BITRIBUTAÇÃO 
O Bis In Idem ocorre quando o mesmo ente federado tributa o mesmo fato gerador duas vezes. É o 
caso, por exemplo, da incidência do Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) incidente sobre 
a apuração do lucro das empresas, que ocorre cumulativamente com a Contribuição Social sobre o 
Lucro Líquido (CSLL). Repare que neste caso ambos os tributos são de competência da União. 
 
A bitributação, por outro lado, ocorre quando MAIS DE UM ente federado tributa o mesmo fato 
gerador. Em regra, nesse caso, percebe-se que há invasão de competência tributária, pois a CF/88 
traçou os limites da competência de cada ente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
BIS IN IDEM 01 Ente Político + 02 Tributos = Permitido 
BITRIBUTAÇÃO 02 Entes Políticos + 02 Tributos = Proibido 
EXCEÇÃO: 
IEG 
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
 
RESUMO 03 
 
@RADEGONDESS 
 
6 
 
AVISO: Vamos repetir propositalmente os conceitos de tributo e imposto no intuito de contextualizar o 
assunto e massificar ainda mais o tema. 
 
ESPÉCIES DE TRIBUTOS 
Nos termos do CTN (art. 5º), o tributo possui 3 espécies (teoria tripartida) e nos termos do STF, o tributo 
possui 5 espécies (teoria pentapartida). 
 
CTN 
Art. 5º. Os tributos são impostos, taxas e contribuições de melhoria. 
 
ESPÉCIES DE TRIBUTOS 
IMPOSTOS 
TAXAS 
CONTRIBUIÇÕES DE MELHORIA 
EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS 
CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS 
 
 
 
 
IMPOSTOS 
Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer 
atividade estatal específica. Ou seja, são aqueles tributos relacionados com uma atividade realizada 
pelo contribuinte. O contribuinte de alguma maneira manifesta riqueza (ex.: Imposto de Renda). Cada 
ente recebeu da Constituição Federal (CF) a competência para instituir seus impostos específicos. 
 
 
 
 
OBS: Só a União pode criar impostos não especificados pela Constituição Federal (são chamados 
de impostos residuais). 
 
 
 
IMPOSTO 
(CTN: art. 16º) 
Tem por fato gerador uma situação 
independente de qualquer atividade estatal 
 
STF 
CTN 
 
RESUMO 03 
 
@RADEGONDESS 
 
7 
 
 
São impostos de competência da UNIÃO: 
 II (Imposto sobre Importação de produtos estrangeiros); 
 IE (Imposto sobre Exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados); 
 IR (Imposto sobre Renda e proventos de qualquer natureza); 
 IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados); 
 IOF (Imposto sobre Operações Financeiras - crédito, câmbio, seguro, títulos mobiliários); 
 ITR (Imposto sobre Propriedade Territorial Rural); 
 IGF (Imposto sobre Grandes Fortunas); 
 IEG (Imposto Extraordinário de Guerra); e 
 Impostos Residuais. 
 
 
São impostos de competência dos ESTADOS e do DF: 
 ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação, de quaisquer bens ou direitos); 
 IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores); e 
 ICMS (Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre prestações de 
Serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação). 
 
 
São impostos de competência dos MUNICÍPIOS e do DF: 
 IPTU (Imposto sobre Propriedade predial e Territorial Urbana); 
 ISS (Imposto Sobre Serviços de qualquer natureza); e 
 ITBI (Imposto sobre Transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de Bens 
Imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de 
garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição). 
 
 
UNIÃO ESTADOS + DF MUNICÍPIOS + DF 
 
1. II 
2. IE 
3. IPI 
4. IOF 
5. IR 
6. ITR 
7. IGF 
8. IEG 
9. I. RESIDUAIS 
 
1. ICMS 
2. IPVA 
3. ITCMD 
1. ISS 
2. IPTU 
3. ITBI 
OBS.: As taxas e as contribuições de melhoria são de competência comum. 
 
 
RESUMO 03 
 
@RADEGONDESS 
 
8 
 
EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS 
Empréstimo Compulsório é um empréstimo obrigatório, forçado. Ou seja, o cidadão será obrigado a 
emprestar dinheiro para o Poder Público, mas a devolução deste valor é garantida pelo próprio 
Governo. A Constituição Federal, em seu artigo 148, dispõe que a União, mediante lei complementar, 
poderá instituir empréstimos compulsórios. 
 
 
 
 
 
CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS 
A contribuição especial é uma espécie de tributo trazida pela Constituição Federal (CF), que foge da 
teoria do fato gerador utilizado para classificar os tributos em impostos, taxas e contribuições de 
melhoria. O seu critério de identificação baseia-se na finalidade da criação do tributo (art. 149, CF), 
sendo necessária a vinculação da receita que deu causa a sua criação. 
 
 
 
 
OBSERVAÇÕES 
1) Os Municípios e o DF poderão instituir contribuição ESPECIAL, na forma das respectivas leis, 
para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (COSIP). (CF, art. 149-A) 
 
2) Os demais entes podem instituir contribuição previdenciária (é uma espécie de contribuição 
social) a ser cobrada de seus servidores. 
 
A UNIÃO, PODERÁ 
INSTITUIR 
EMPRÉSTIMOS 
COMPULSÓRIOS 
Para atender a despesas 
extraordinárias 
Decorrentes de calamidade 
pública, de guerra externa 
ou sua iminência 
No caso de investimento público 
de caráter urgente e de relevante 
interesse nacional 
Observado o princípio da 
Anterioridade Anual 
COMPETE 
EXCLUSIVAMENTE 
À UNIÃO INSTITUIR 
CONTRIBUIÇÕES: 
Sociais 
De intervenção no domínio 
econômico (CIDE) 
De interesse das categorias 
profissionais ou econômicas 
CF: Art. 148 
CF: Art. 149 
CONTRIBUIÇÕES 
ESPECIAIS 
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10670874/artigo-149-da-constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-de-1988
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.commpsfiscal@gmail.com
 
RESUMO 03 
 
@RADEGONDESS 
 
9 
 
CONCEITOS IMPORTANTES 
Nesse tópico do resumo vamos colocar aqueles conceitos que já apareceram em provas, ou seja, que 
possuem grandes chances de aparecerem novamente. Logo, faz-se necessário uma leitura pragmática, 
como se fosse “lei seca”. Essa leitura deve ser repetida o máximo de vezes até o dia da prova. 
 
 
TOME NOTA! 
01 
 
CTN. Art. 7º 
 A competência tributária é indelegável, salvo atribuição das funções de 
arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões 
administrativas em matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de 
direito público a outra. 
 
Comentário: A competência tributária (criação de tributos) é indelegável. Contudo, uma 
lei estadual pode delegar a chamada capacidade tributária ativa a uma autarquia (Pessoa 
Jurídica de Direito Público). 
 
Exemplo: Uma lei estadual pode conferir poderes a uma autarquia estadual gestora do 
regime próprio de previdência dos servidores estaduais para fiscalizar, arrecadar e 
inclusive cobrar judicialmente a contribuição previdenciária dos servidores. 
 
02 
 
Não constitui delegação de competência o cometimento, a pessoas de direito privado, 
do encargo ou da função de arrecadar tributos. 
 
03 
 
Tributos cuja instituição deve ocorrer por meio de LEI COMPLEMENTAR: 
 Empréstimo Compulsório 
 Imposto sobre Grandes Fortunas 
 Imposto Residual 
 Contribuição Social Residual 
 
04 
 
Inexiste, na Constituição Federal, reserva de iniciativa para leis de natureza tributária, 
motivo pelo qual se admite que um projeto de lei iniciado no Parlamento revogue 
integralmente determinado tributo. 
 
Exemplo: Projeto de lei do Município de iniciativa de vereador propõe a revogação da lei 
instituidora de certa taxa municipal. Contudo, ao seguir para o prefeito, este vetou a lei 
sob argumento único de inconstitucionalidade formal do projeto de lei. Nesse caso, 
podemos afirmar que as razões do veto pelo prefeito não são adequadas, uma vez que a 
Constituição da República não exige, para a extinção do tributo, reserva de iniciativa, 
tampouco que o projeto de lei seja de iniciativa do chefe do Poder Executivo. 
 
05 
 
CF. Art. 146, inciso III, alínea “b” 
 Cabe à lei complementar estabelecer normas gerais em matéria de legislação 
tributária, especialmente sobre obrigação, lançamento, crédito, prescrição e 
decadência tributários. 
 
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
 
RESUMO 03 
 
@RADEGONDESS 
 
10 
Exemplo: Uma lei ordinária federal previa norma que ampliava, para 10 anos, o prazo 
decadencial para o lançamento dos créditos tributários referentes a uma contribuição 
previdenciária federal. Nesse caso, a ampliação de prazo é inválida, pois somente 
poderia ser veiculada por Lei Complementar. 
 
06 
 
Convencionou-se chamar de DISCRIMINAÇÃO CONSTITUCIONAL DE RENDAS as normas 
constitucionais que versam sobre: 
 Atribuição de competência tributária; e 
 Repartição de receitas tributárias. 
 
07 
 
O QUE É DISCRIMINAÇÃO CONSTITUCIONAL DE RENDAS TRIBUTÁRIAS? 
 É uma técnica constitucional que tem por objetivo dotar os entes federativos de 
recursos financeiros para o efetivo custeio de suas atividades. Essa técnica está 
relacionada com a autonomia dos Entes Federativos e, portanto, vincula-se à 
cláusula pétrea da forma federativa do Estado Brasileiro (CF, art. 60, § 4º). 
 
08 
 
CF. Art. 157, inciso II 
 Pertencem aos Estados e ao Distrito Federal 20% do produto da arrecadação do 
imposto residual que a União instituir. 
 
09 
 
A competência para instituir Imposto sobre a transmissão de bens INTER VIVOS é: 
 Do Estado → Se a transmissão não for onerosa (doação) (ITCMD). 
 Do Município → Se a transmissão for onerosa (ITBI). 
 
10 
 
CF. Art. 24, inciso I e § 3º 
 Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente 
sobre direito tributário. No entanto, inexistindo lei federal sobre normas gerais, 
os Estados exercerão a competência legislativa plena, para atender a suas 
peculiaridades. 
 
11 
 
CF. Art. 146, inciso III, alínea “a” 
 Lei complementar deve trazer a definição dos fatos geradores, da base de 
cálculo e dos contribuintes dos impostos previstos na Constituição. Contudo, 
caso não exista lei complementar prevendo tais definições relativamente aos 
impostos estaduais, os Estados podem instituir e cobrar seus impostos, pois 
possuem competência legislativa plena até que a lei complementar venha a ser 
editada, haja vista a disposição do art. 24, inciso I, combinado com o § 3º, da CF. 
 
12 
 
CF. Art. 194 
 A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos 
Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à: 
 Previdência 
 Assistência Social 
 Saúde 
 
OBS.: A "Contribuição Previdenciária" é uma das fontes da contribuição social para 
custear a seguridade social (Previdência). Essa contribuição pode ser instituída pela 
MNEMÔNICO: PAS 
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
 
RESUMO 03 
 
@RADEGONDESS 
 
11 
União, pelos Estados, pelo DF e pelos Municípios, por meio de lei, para custear o regime 
próprio de previdência social dos servidores ativos, dos aposentados e dos pensionistas. 
(CF. Art. 149, § 1º) 
 
Contudo, apenas a União é competente para instituir contribuições sociais para custeio 
da seguridade social que abrange os serviços de saúde e de assistência social. Portanto, 
caso um Município ou um Estado decida instituir, por meio de lei, contribuição para 
custear serviço de saúde em favor de seus servidores, a referida lei será inconstitucional. 
 
 
 
 
 
JURISPRUDÊNCIA 
Atualmente muitas questões vêm da jurisprudência do STF/STJ e não propriamente do texto 
constitucional ou das leis. Dessa forma, elaboramos um compilado com todas as jurisprudências que 
costumam aparecer em provas de forma recorrente. Portanto, atenção a elas! 
 
JURISPRUDÊNCIA RELEVANTE 
01 
 
STJ. REsp 735.278 (12.06.07) 
 O SENAI, como pessoa jurídica titular da competência para exigir o pagamento da 
contribuição social de interesse das categorias profissionais ou econômicas tem 
legitimidade ativa ad causam para promover diretamente a ação de cobrança da 
respectiva contribuição, como previsto no art. 6º, parágrafo único, do seu 
Regimento Interno. 
 
Comentário: O STJ entende pela possibilidade de delegação da capacidade tributária ativa 
a pessoas jurídicas de direito privado integrantes do “Sistema S” (Serviços Sociais 
Autônomos). 
 
Exemplo: Projeto de lei complementar federal pode delegar a uma pessoa jurídica de 
direito privado integrante do chamado “sistema S” (serviços sociais autônomos) a 
fiscalização e cobrança de uma contribuição já existente voltada para o custeio das 
atividades de tal entidade. 
 
02 
 
STJ. SÚMULA 396 
 A Confederação Nacional da Agricultura tem legitimidade ativa para a cobrança da 
contribuição sindical rural. 
 
Comentário: De acordo com o STJ, a Confederação Nacional de Agricultura, que é Pessoa 
Jurídica de Direito Privado, pode receber a delegação da capacidade tributária ativa. 
 
 
 
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
mpsfiscal@gmail.com
 
RESUMO 03 
 
@RADEGONDESS 
 
12 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Galera, terminamos nosso resumo! Agora precisamos estudar as questões. 
 
AVISO 01: Vale lembrar que optamos por excluir dos nossos resumos qualquer conceito que não possui 
histórico de cobrança relevante, caso contrário nosso material ficaria imenso e contraproducente. 
 
AVISO 02: Caso você se depare com alguma questão em que sua base teóricanão esteja aqui neste 
resumo, vale a pena “favoritá-la” a fim de que ela possa fazer parte do seu material de revisão, ok!? 
 
 
AVISO 03: Estude com calma (qualidade) as questões e não se esqueça de “favoritar” também as que 
você errar ou ficar com dúvidas, pois, quando for efetuar sua revisão, o reestudo do comentário do 
professor e dos alunos, no fórum dessas questões “favoritas”, deverá ser seu foco. 
 
AVISO 04: Para não perder tempo, quando estiver no fórum dos alunos, procure pelos dois comentários 
com maior número de curtidas, leia-os com calma (procure entender) e depois avance para a próxima 
questão. Somente procure por algum outro comentário caso ainda não tenha entendido a questão. 
 
Forte abraço e até a próxima! 
 
 
RESUMO 03 
 
@RADEGONDESS 
 
13 
 
CADERNOS DE QUESTÕES 
Não deixe de complementar seus estudos por meio das questões. 
 
 
 
 
 
 
 
 
AVISOS: 
 Se você possui assinatura em algum site de questões, monte seu caderno com os assuntos 
estudados neste PDF. 
 
 Se você possui a assinatura do TEC CONCURSOS, escolha a banca do seu concurso e clique no 
link abaixo para abrir o caderno de questões do assunto estudado. 
 
CADERNOS DE QUESTÕES DO ASSUNTO ESTUDADO 
LINKS BANCA 
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q1TKAS CEBRASPE 
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q1rtuF FCC 
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q1rtvA FGV 
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q1rtvE VUNESP 
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q1rtvD FUNDATEC 
 
 
 
 
LACUNA DE 
CONHECIMENTO 
QUESTÕES TEORIA 
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q1TKAS
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q1rtuF
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q1rtvA
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q1rtvE
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q1rtvD

Mais conteúdos dessa disciplina