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[Escolha a data] [Ano] RESUMO 03 @RADEGONDESS 1 SUMÁRIO Competência Tributária - Conceitos Iniciais ....................................................................................... 02 Competência Tributária Privativa ....................................................................................................... 03 Competência Tributária Comum ........................................................................................................ 03 Competência Tributária Cumulativa ................................................................................................... 03 Competência Tributária Residual ....................................................................................................... 04 Competência Tributária Extraordinária............................................................................................... 04 Bis In Idem x Bitributação ............................................................................................................... 05 Conceitos Importantes ....................................................................................................................... 09 Jurisprudência .................................................................................................................................... 11 Considerações Finais .......................................................................................................................... 12 Caderno de Questões do TEC ............................................................................................................. 13 CONSIDERAÇÕES INICIAIS Pessoal, hoje daremos continuidade ao estudo do DIREITO TIBUTÁRIO e nunca é demais lembrarmos que adotamos as seguintes premissas na elaboração do nosso material: Histórico de cobrança das principais bancas; e Exclusão de conceitos que não possuem histórico de cobrança relevante. Neste material abordaremos apenas os artigos, incisos e alíneas mais relevantes. Colocaremos esquemas, exemplos, quadros e comentários, tudo isso a fim de facilitar a memorização. Caso queira verificar algum outro dispositivo, recomendamos o acesso à lei por meio do site do planalto: Constituição → http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm CTN → http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172compilado.htm Sugestão de estudo: Estude com calma este PDF. Leia-o devagar, mas não se preocupe em memorizar os detalhes, pois eles serão memorizados com a repetição do estudo desse conteúdo. Bons estudos! http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172compilado.htm RESUMO 03 @RADEGONDESS 2 COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA Competência tributária é a atribuição dada pela Constituição Federal aos entes políticos (União, Estados, DF, Municípios) para instituir os tributos. ATENÇÃO: A competência tributária é indelegável. (CTN, art. 7º) CAPACIDADE TRIBUTÁRIA ATIVA A capacidade tributária ativa é a capacidade para arrecadar e fiscalizar tributos ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra. Diferente da competência tributária, ela pode ser delegada. OBSERVAÇÕES 01 CTN: Art. 7º A competência tributária é indelegável, salvo atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra. 02 Em regra, a capacidade tributária ativa somente pode ser delegada para pessoas jurídicas de direito público. Contudo, temos uma exceção que já caiu em provas e está prevista na súmula 396 do STJ. STJ. SÚMULA 396 A Confederação Nacional da Agricultura tem legitimidade ativa para a cobrança da contribuição sindical rural. ATENÇÃO: Note que, de acordo com o STJ, a Confederação Nacional de Agricultura, que é Pessoa Jurídica de Direito Privado, pode receber a delegação da capacidade tributária ativa. COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA É a aptidão para instituir tributos CAPACIDADE TIBUTÁRIA ATIVA É a aptidão para arrecadar, fiscalizar e cobrar tributos mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com RESUMO 03 @RADEGONDESS 3 COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA PRIVATIVA É a competência, para instituir tributos, que somente pode ser exercida por determinado ente político. Por exemplo, na União, os tributos de competência privativa são os impostos, os empréstimos compulsórios e as contribuições especiais. Por outro lado, nos Estados, os tributos de competência privativa são apenas os impostos. Já nos municípios, os tributos de competência privativa são os impostos e a COSIP (Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública). COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA COMUM É a competência atribuída a todos os entes federativos para instituir determinados tributos. Por exemplo, as taxas e as contribuições de melhoria podem ser instituídas por qualquer ente político, desde que o fato gerador seja uma atividade estatal do ente que a instituiu. Perceba que a competência tributária comum diz respeito aos tributos vinculados. COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA CUMULATIVA É a competência que a União possui para instituir os tributos estaduais e municipais nos Territórios Federais. Além da União, o Distrito Federal também possui a competência tributária cumulativa para instituir os tributos municipais. Essa competência está prevista no art. 147 da CF. OBSERVAÇÃO Se os territórios federais forem divididos em Municípios, competirá à União apenas os impostos estaduais, já que os Municípios deterão a competência para instituir os seus próprios impostos municipais. COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA PRIVATIVA UNIÃO Impostos + Empréstimos Compulsórios + Contribuições Especiais ESTADOS Apenas os impostos MUNICÍPIOS Impostos + COSIP COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA COMUM TODOS OS ENTES POLÍTICOS Taxas + Contribuição de Melhoria mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com RESUMO 03 @RADEGONDESS 4 COMPETÊNCIA RESIDUAL É a competência para instituir novos tributos, além daqueles já existentes. É com base no art. 154, I, e no art. 195, § 4º, ambos da CF, que a União (somente a União) detém a competência para instituir novos impostos e novas contribuições para a seguridade social, respectivamente. Para a instituição dos denominados Impostos Residuais, há que se obedecer algumas restrições estampadas no art. 154, I, da CF: Deve ser instituído por lei complementar; Deve obedecer ao critério da não cumulatividade; Deve possuir fato gerador ou base de cálculo diversos dos demais impostos já discriminados. Para a instituição das Contribuições Sociais Residuais, nos termos da CF, art. 195, § 4º, a lei poderá instituir outras fontes (contribuições residuais) destinadas a garantir a manutenção ou expansão da seguridade social, desde que: Mediante lei complementar; Sejam não cumulativas; e Não tenham fato gerador ou base de cálculo próprio de outras Contribuições. OBS: As contribuições sociais residuais podem ter a mesma base de cálculo dos impostos. COMPETÊNCIA EXTRAORDINÁRIA É a competência que a União possui para instituir o Imposto Extraordinário de Guerra (IEG). Vale ressaltar que a instituição do IEG somente se faz possível em situação de guerra externa (ou sua iminência), ou seja, não há como instituir o imposto mediante uma guerra interna (guerra civil). Além disso, tal imposto podeser instituído por lei ordinária (ou mesmo por medida provisória), pois não foi feita nenhuma reserva à lei complementar. Com efeito, a Constituição Federal (art. 154, II) permite que a União institua o IEG tendo o mesmo fato gerador de outro imposto de sua competência ou da competência dos Estados e Municípios. CONSTITUIÇÃO FEDERAL Art. 154. A União poderá instituir: II - na iminência ou no caso de guerra externa, impostos extraordinários, compreendidos ou não em sua competência tributária, os quais serão suprimidos, gradativamente, cessadas as causas de sua criação. NÃO CONFUNDA IMPOSTO EXTRAORDINÁRIO DE GUERRA (IEG) IMPOSTO SOBRE GRANDES FORTUNAS (IGF) Lei Ordinária Lei Complementar mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com RESUMO 03 @RADEGONDESS 5 Esquematizando, temos: COMPETÊNCIA QUAIS TRIBUTOS? ENTE FEDERADO PRIVATIVA Empréstimos Compulsórios UNIÃO PRIVATIVA Contribuições Especiais UNIÃO (tem exceções) PRIVATIVA Impostos UNIÃO + E + DF + M COMUM Taxas e Contribuições de Melhoria UNIÃO + E + DF + M CUMULATIVA Todos (nos Territórios Federais e no DF) UNIÃO + DF RESIDUAL Novos impostos e Novas Contribuições para a Seguridade Social UNIÃO EXTRAORDINÁRIA IEG UNIÃO BIS IN IDEM x BITRIBUTAÇÃO O Bis In Idem ocorre quando o mesmo ente federado tributa o mesmo fato gerador duas vezes. É o caso, por exemplo, da incidência do Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) incidente sobre a apuração do lucro das empresas, que ocorre cumulativamente com a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Repare que neste caso ambos os tributos são de competência da União. A bitributação, por outro lado, ocorre quando MAIS DE UM ente federado tributa o mesmo fato gerador. Em regra, nesse caso, percebe-se que há invasão de competência tributária, pois a CF/88 traçou os limites da competência de cada ente. BIS IN IDEM 01 Ente Político + 02 Tributos = Permitido BITRIBUTAÇÃO 02 Entes Políticos + 02 Tributos = Proibido EXCEÇÃO: IEG mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com RESUMO 03 @RADEGONDESS 6 AVISO: Vamos repetir propositalmente os conceitos de tributo e imposto no intuito de contextualizar o assunto e massificar ainda mais o tema. ESPÉCIES DE TRIBUTOS Nos termos do CTN (art. 5º), o tributo possui 3 espécies (teoria tripartida) e nos termos do STF, o tributo possui 5 espécies (teoria pentapartida). CTN Art. 5º. Os tributos são impostos, taxas e contribuições de melhoria. ESPÉCIES DE TRIBUTOS IMPOSTOS TAXAS CONTRIBUIÇÕES DE MELHORIA EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS IMPOSTOS Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica. Ou seja, são aqueles tributos relacionados com uma atividade realizada pelo contribuinte. O contribuinte de alguma maneira manifesta riqueza (ex.: Imposto de Renda). Cada ente recebeu da Constituição Federal (CF) a competência para instituir seus impostos específicos. OBS: Só a União pode criar impostos não especificados pela Constituição Federal (são chamados de impostos residuais). IMPOSTO (CTN: art. 16º) Tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal STF CTN RESUMO 03 @RADEGONDESS 7 São impostos de competência da UNIÃO: II (Imposto sobre Importação de produtos estrangeiros); IE (Imposto sobre Exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados); IR (Imposto sobre Renda e proventos de qualquer natureza); IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados); IOF (Imposto sobre Operações Financeiras - crédito, câmbio, seguro, títulos mobiliários); ITR (Imposto sobre Propriedade Territorial Rural); IGF (Imposto sobre Grandes Fortunas); IEG (Imposto Extraordinário de Guerra); e Impostos Residuais. São impostos de competência dos ESTADOS e do DF: ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação, de quaisquer bens ou direitos); IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores); e ICMS (Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre prestações de Serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação). São impostos de competência dos MUNICÍPIOS e do DF: IPTU (Imposto sobre Propriedade predial e Territorial Urbana); ISS (Imposto Sobre Serviços de qualquer natureza); e ITBI (Imposto sobre Transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de Bens Imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição). UNIÃO ESTADOS + DF MUNICÍPIOS + DF 1. II 2. IE 3. IPI 4. IOF 5. IR 6. ITR 7. IGF 8. IEG 9. I. RESIDUAIS 1. ICMS 2. IPVA 3. ITCMD 1. ISS 2. IPTU 3. ITBI OBS.: As taxas e as contribuições de melhoria são de competência comum. RESUMO 03 @RADEGONDESS 8 EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS Empréstimo Compulsório é um empréstimo obrigatório, forçado. Ou seja, o cidadão será obrigado a emprestar dinheiro para o Poder Público, mas a devolução deste valor é garantida pelo próprio Governo. A Constituição Federal, em seu artigo 148, dispõe que a União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios. CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS A contribuição especial é uma espécie de tributo trazida pela Constituição Federal (CF), que foge da teoria do fato gerador utilizado para classificar os tributos em impostos, taxas e contribuições de melhoria. O seu critério de identificação baseia-se na finalidade da criação do tributo (art. 149, CF), sendo necessária a vinculação da receita que deu causa a sua criação. OBSERVAÇÕES 1) Os Municípios e o DF poderão instituir contribuição ESPECIAL, na forma das respectivas leis, para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (COSIP). (CF, art. 149-A) 2) Os demais entes podem instituir contribuição previdenciária (é uma espécie de contribuição social) a ser cobrada de seus servidores. A UNIÃO, PODERÁ INSTITUIR EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS Para atender a despesas extraordinárias Decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência No caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional Observado o princípio da Anterioridade Anual COMPETE EXCLUSIVAMENTE À UNIÃO INSTITUIR CONTRIBUIÇÕES: Sociais De intervenção no domínio econômico (CIDE) De interesse das categorias profissionais ou econômicas CF: Art. 148 CF: Art. 149 CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988 http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10670874/artigo-149-da-constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-de-1988 http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988 mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.commpsfiscal@gmail.com RESUMO 03 @RADEGONDESS 9 CONCEITOS IMPORTANTES Nesse tópico do resumo vamos colocar aqueles conceitos que já apareceram em provas, ou seja, que possuem grandes chances de aparecerem novamente. Logo, faz-se necessário uma leitura pragmática, como se fosse “lei seca”. Essa leitura deve ser repetida o máximo de vezes até o dia da prova. TOME NOTA! 01 CTN. Art. 7º A competência tributária é indelegável, salvo atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra. Comentário: A competência tributária (criação de tributos) é indelegável. Contudo, uma lei estadual pode delegar a chamada capacidade tributária ativa a uma autarquia (Pessoa Jurídica de Direito Público). Exemplo: Uma lei estadual pode conferir poderes a uma autarquia estadual gestora do regime próprio de previdência dos servidores estaduais para fiscalizar, arrecadar e inclusive cobrar judicialmente a contribuição previdenciária dos servidores. 02 Não constitui delegação de competência o cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo ou da função de arrecadar tributos. 03 Tributos cuja instituição deve ocorrer por meio de LEI COMPLEMENTAR: Empréstimo Compulsório Imposto sobre Grandes Fortunas Imposto Residual Contribuição Social Residual 04 Inexiste, na Constituição Federal, reserva de iniciativa para leis de natureza tributária, motivo pelo qual se admite que um projeto de lei iniciado no Parlamento revogue integralmente determinado tributo. Exemplo: Projeto de lei do Município de iniciativa de vereador propõe a revogação da lei instituidora de certa taxa municipal. Contudo, ao seguir para o prefeito, este vetou a lei sob argumento único de inconstitucionalidade formal do projeto de lei. Nesse caso, podemos afirmar que as razões do veto pelo prefeito não são adequadas, uma vez que a Constituição da República não exige, para a extinção do tributo, reserva de iniciativa, tampouco que o projeto de lei seja de iniciativa do chefe do Poder Executivo. 05 CF. Art. 146, inciso III, alínea “b” Cabe à lei complementar estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários. mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com RESUMO 03 @RADEGONDESS 10 Exemplo: Uma lei ordinária federal previa norma que ampliava, para 10 anos, o prazo decadencial para o lançamento dos créditos tributários referentes a uma contribuição previdenciária federal. Nesse caso, a ampliação de prazo é inválida, pois somente poderia ser veiculada por Lei Complementar. 06 Convencionou-se chamar de DISCRIMINAÇÃO CONSTITUCIONAL DE RENDAS as normas constitucionais que versam sobre: Atribuição de competência tributária; e Repartição de receitas tributárias. 07 O QUE É DISCRIMINAÇÃO CONSTITUCIONAL DE RENDAS TRIBUTÁRIAS? É uma técnica constitucional que tem por objetivo dotar os entes federativos de recursos financeiros para o efetivo custeio de suas atividades. Essa técnica está relacionada com a autonomia dos Entes Federativos e, portanto, vincula-se à cláusula pétrea da forma federativa do Estado Brasileiro (CF, art. 60, § 4º). 08 CF. Art. 157, inciso II Pertencem aos Estados e ao Distrito Federal 20% do produto da arrecadação do imposto residual que a União instituir. 09 A competência para instituir Imposto sobre a transmissão de bens INTER VIVOS é: Do Estado → Se a transmissão não for onerosa (doação) (ITCMD). Do Município → Se a transmissão for onerosa (ITBI). 10 CF. Art. 24, inciso I e § 3º Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre direito tributário. No entanto, inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades. 11 CF. Art. 146, inciso III, alínea “a” Lei complementar deve trazer a definição dos fatos geradores, da base de cálculo e dos contribuintes dos impostos previstos na Constituição. Contudo, caso não exista lei complementar prevendo tais definições relativamente aos impostos estaduais, os Estados podem instituir e cobrar seus impostos, pois possuem competência legislativa plena até que a lei complementar venha a ser editada, haja vista a disposição do art. 24, inciso I, combinado com o § 3º, da CF. 12 CF. Art. 194 A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à: Previdência Assistência Social Saúde OBS.: A "Contribuição Previdenciária" é uma das fontes da contribuição social para custear a seguridade social (Previdência). Essa contribuição pode ser instituída pela MNEMÔNICO: PAS mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com RESUMO 03 @RADEGONDESS 11 União, pelos Estados, pelo DF e pelos Municípios, por meio de lei, para custear o regime próprio de previdência social dos servidores ativos, dos aposentados e dos pensionistas. (CF. Art. 149, § 1º) Contudo, apenas a União é competente para instituir contribuições sociais para custeio da seguridade social que abrange os serviços de saúde e de assistência social. Portanto, caso um Município ou um Estado decida instituir, por meio de lei, contribuição para custear serviço de saúde em favor de seus servidores, a referida lei será inconstitucional. JURISPRUDÊNCIA Atualmente muitas questões vêm da jurisprudência do STF/STJ e não propriamente do texto constitucional ou das leis. Dessa forma, elaboramos um compilado com todas as jurisprudências que costumam aparecer em provas de forma recorrente. Portanto, atenção a elas! JURISPRUDÊNCIA RELEVANTE 01 STJ. REsp 735.278 (12.06.07) O SENAI, como pessoa jurídica titular da competência para exigir o pagamento da contribuição social de interesse das categorias profissionais ou econômicas tem legitimidade ativa ad causam para promover diretamente a ação de cobrança da respectiva contribuição, como previsto no art. 6º, parágrafo único, do seu Regimento Interno. Comentário: O STJ entende pela possibilidade de delegação da capacidade tributária ativa a pessoas jurídicas de direito privado integrantes do “Sistema S” (Serviços Sociais Autônomos). Exemplo: Projeto de lei complementar federal pode delegar a uma pessoa jurídica de direito privado integrante do chamado “sistema S” (serviços sociais autônomos) a fiscalização e cobrança de uma contribuição já existente voltada para o custeio das atividades de tal entidade. 02 STJ. SÚMULA 396 A Confederação Nacional da Agricultura tem legitimidade ativa para a cobrança da contribuição sindical rural. Comentário: De acordo com o STJ, a Confederação Nacional de Agricultura, que é Pessoa Jurídica de Direito Privado, pode receber a delegação da capacidade tributária ativa. mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com mpsfiscal@gmail.com RESUMO 03 @RADEGONDESS 12 CONSIDERAÇÕES FINAIS Galera, terminamos nosso resumo! Agora precisamos estudar as questões. AVISO 01: Vale lembrar que optamos por excluir dos nossos resumos qualquer conceito que não possui histórico de cobrança relevante, caso contrário nosso material ficaria imenso e contraproducente. AVISO 02: Caso você se depare com alguma questão em que sua base teóricanão esteja aqui neste resumo, vale a pena “favoritá-la” a fim de que ela possa fazer parte do seu material de revisão, ok!? AVISO 03: Estude com calma (qualidade) as questões e não se esqueça de “favoritar” também as que você errar ou ficar com dúvidas, pois, quando for efetuar sua revisão, o reestudo do comentário do professor e dos alunos, no fórum dessas questões “favoritas”, deverá ser seu foco. AVISO 04: Para não perder tempo, quando estiver no fórum dos alunos, procure pelos dois comentários com maior número de curtidas, leia-os com calma (procure entender) e depois avance para a próxima questão. Somente procure por algum outro comentário caso ainda não tenha entendido a questão. Forte abraço e até a próxima! RESUMO 03 @RADEGONDESS 13 CADERNOS DE QUESTÕES Não deixe de complementar seus estudos por meio das questões. AVISOS: Se você possui assinatura em algum site de questões, monte seu caderno com os assuntos estudados neste PDF. Se você possui a assinatura do TEC CONCURSOS, escolha a banca do seu concurso e clique no link abaixo para abrir o caderno de questões do assunto estudado. CADERNOS DE QUESTÕES DO ASSUNTO ESTUDADO LINKS BANCA https://www.tecconcursos.com.br/s/Q1TKAS CEBRASPE https://www.tecconcursos.com.br/s/Q1rtuF FCC https://www.tecconcursos.com.br/s/Q1rtvA FGV https://www.tecconcursos.com.br/s/Q1rtvE VUNESP https://www.tecconcursos.com.br/s/Q1rtvD FUNDATEC LACUNA DE CONHECIMENTO QUESTÕES TEORIA https://www.tecconcursos.com.br/s/Q1TKAS https://www.tecconcursos.com.br/s/Q1rtuF https://www.tecconcursos.com.br/s/Q1rtvA https://www.tecconcursos.com.br/s/Q1rtvE https://www.tecconcursos.com.br/s/Q1rtvD