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<p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>Autor:</p><p>Fábio Dutra</p><p>20 de Maio de 2024</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>Índice</p><p>..............................................................................................................................................................................................1) Competência Tributária 3</p><p>..............................................................................................................................................................................................2) Questões Comentadas - Competência Tributária - CEBRASPE 30</p><p>..............................................................................................................................................................................................3) Questões Comentadas - Competência Tributária - FCC 44</p><p>..............................................................................................................................................................................................4) Questões Comentadas - Competência Tributária - FGV 73</p><p>..............................................................................................................................................................................................5) Questões Comentadas - Competência Tributária - MULTIBANCAS 95</p><p>..............................................................................................................................................................................................6) Lista de Questões - Competência Tributária - CEBRASPE 117</p><p>..............................................................................................................................................................................................7) Lista de Questões - Competência Tributária - FCC 126</p><p>..............................................................................................................................................................................................8) Lista de Questões - Competência Tributária - FGV 145</p><p>..............................................................................................................................................................................................9) Lista de Questões - Competência Tributária - MULTIBANCAS 157</p><p>..............................................................................................................................................................................................10) Resumo - Competência Tributária 169</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>2</p><p>174</p><p>OBSERVAÇÕES SOBRE A AULA</p><p>Olá, meus amigos! Tudo bem por aí? Eu realmente espero que sim!</p><p>Aqui estou eu outra vez convidando vocês a manterem-se firmes naquilo a que vocês se propuseram:</p><p>serem aprovados! A caminhada é fácil? Realmente, não é! Mas o resultado é muito, muito compensador!</p><p>Podem acreditar!</p><p>Após ser aprovado, pude ter a certeza de que realmente é possível ser muito bom em tudo aquilo que</p><p>ousamos entregar todo nosso potencial. Isso é algo que carrego comigo em todas os meus projetos</p><p>pessoais e profissionais! E é iniciando mais uma aula de Direito Tributário aqui no Estratégia Concursos que</p><p>eu convido vocês a entregarem o melhor de vocês!</p><p>Por falar em nossa aula (e isso é o principal agora!!!), vamos estudar a competência tributária e suas</p><p>características, bem como a capacidade tributária ativa. Nesse tópico, eu acredito que muitas dúvidas das</p><p>aulas anteriores serão sanadas! Tudo vai começar a se encaixar! Depois de estudar a competência</p><p>tributária, partiremos para o estudo dos impostos de competência da União.</p><p>Não se assuste com o número de páginas! A maior parte são as nossas questões comentadas, e você não</p><p>precisa resolvê-las de uma só vez!</p><p>Antes de começarmos, como de praxe, deixo aqui uma frase para reflexão:</p><p>"Sonhar grande e sonhar pequeno dá o mesmo trabalho."</p><p>Jorge Paulo Lemann, Empreendedor</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>3</p><p>174</p><p>COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA</p><p>Sabe-se que a imunidade pode ser considerada uma incompetência tributária, pois a CF/88, de um lado</p><p>previu a competência para criar tributos, de outro estabeleceu algumas limitações a esta competência,</p><p>entre as quais estão as imunidades.</p><p>A essa competência para criar ou instituir tributos denominamos competência tributária.</p><p>Como é decorrência do princípio da legalidade (estudado em aula anterior), que preceitua que a</p><p>instituição de tributos deve ser feita sempre por intermédio de lei formal, a competência tributária</p><p>pressupõe a competência legislativa para instituir o tributo. Portanto, os tributos só podem ser</p><p>instituídos por leis ordinárias, medidas provisórias e leis complementares (em alguns casos). É por isso</p><p>que o caput do art. 6º, do CTN, previu que a atribuição constitucional de competência tributária</p><p>compreende a competência legislativa plena.</p><p>Neste momento, deve ter pairado alguma dúvida sobre quem poderia instituir tributos. A princípio,</p><p>você deve entender que apenas os entes federados (União, Estados, Distrito Federal e Municípios)</p><p>possuem autonomia para instituição, extinção, majoração ou redução de tributos.</p><p>Se um ente federado é destinatário dos recursos provenientes de tributos arrecadados</p><p>por outro ente federativo, isso não produz qualquer efeito sobre a competência</p><p>tributária deste ente (quem distribuiu a receita tributária).</p><p>De acordo com o art. 6º, par. único, do CTN, os tributos cuja receita seja distribuída, no</p><p>todo ou em parte, a outras pessoas jurídicas de direito público pertencerá à competência</p><p>legislativa daquela a que tenham sido atribuídos. Portanto, a título de exemplo, quando</p><p>o Estado distribui parte de suas receitas decorrentes da arrecadação do IPVA com os</p><p>Municípios localizados em seu território, a competência tributária para instituir o IPVA</p><p>continua pertencendo ao Estado.</p><p>Até aqui você já deve estar ter percebido que a Constituição Federal de 1988 não criou nenhum</p><p>tributo, mas unicamente definiu a competência tributária de cada ente para que este institua os tributos.</p><p>Além da competência tributária, a CF/88 determinou que deve haver, também, a competência para</p><p>legislar sobre direito tributário. Isso não se confunde com a competência tributária, pois aqui o objetivo é</p><p>traçar regras sobre o exercício da competência tributária. Assim, embora ambas decorram de lei, possuem</p><p>objetivos diferentes, ok?</p><p>Por exemplo, compete à União legislar sobre direito tributário, como será visto a seguir, mas isso</p><p>não torna este ente competente para instituir o IPTU ou o ISS, já que se trata de imposto de competência</p><p>municipal e distrital.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>4</p><p>174</p><p>Memorize:</p><p>-A CF não cria tributo, apenas estabelece a competência tributária dos entes políticos.</p><p>-A competência para legislar sobre direito tributário não se confunde com a competência</p><p>tributária.</p><p>Vamos esquematizar isso para você não confundir:</p><p>Para entender a previsão da competência para legislar sobre direito tributário, vejamos o que diz o</p><p>art. 24, I, da CF/88 e seus parágrafos:</p><p>Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente</p><p>sobre:</p><p>I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico;</p><p>(...)</p><p>§ 1º - No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a</p><p>estabelecer normas gerais.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>5</p><p>174</p><p>§ 2º - A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência</p><p>suplementar dos Estados.</p><p>§ 3º - Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência</p><p>legislativa plena, para atender</p><p>lembrar que tal</p><p>posicionamento só deve ser adotado em casos específicos, como nesta questão, que cita uma</p><p>situação específica e não afirma genericamente a possibilidade de tal delegação.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>8. CEBRASPE/Proc -TCE-RJ/2023</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>32</p><p>174</p><p>No que diz respeito à competência tributária, julgue o item a seguir.</p><p>No caso da competência cumulativa, a União tem a competência tributária para cobrar os</p><p>impostos estaduais e, se o território não for dividido em municípios, os impostos municipais.</p><p>Comentário: Realmente existe a competência tributária cumulativa para União, em territórios</p><p>federais, como bem apontado na assertiva:</p><p>Art. 147. Competem à União, em Território Federal, os impostos estaduais e, se o Território não</p><p>for dividido em Municípios, cumulativamente, os impostos municipais; ao Distrito Federal cabem</p><p>os impostos municipais.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>9. CEBRASPE/AFM -Pref Fortaleza/Ciências Econômicas e Finanças/2023</p><p>A tributação, base para a arrecadação dos entes governamentais, é um importante tópico das</p><p>finanças públicas. Acerca desse tema, julgue o item a seguir.</p><p>São impostos de competência dos municípios brasileiros o imposto sobre a propriedade predial e</p><p>territorial urbana (IPTU), o imposto sobre serviços (ISS) e o imposto sobre a transmissão de bens</p><p>imóveis inter vivos (ITBI).</p><p>Comentário: Esta questão é bem simples! Bastava ao candidato ter ciência de quais são os</p><p>impostos municipais: IPTU, ISS e ITBI.</p><p>Não se pode esquecer da competência para instituir o IBS - Imposto sobre Bens e Serviços,</p><p>prevista na CF/88, com a alteração promovida pela EC 132/2023 - Reforma Tributária. Tal</p><p>imposto é de competência compartilhada entre Estados, DF e Municípios, mas instituído por lei</p><p>complementar nacional.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>10. CEBRASPE/ATM -Pref Fortaleza/2023</p><p>Considerando a competência tributária prevista na Constituição Federal de 1988 e no Código</p><p>Tributário Nacional, julgue o item a seguir.</p><p>Caso a competência extraordinária seja utilizada, a União pode instituir imposto extraordinário</p><p>em caso de iminência de guerra externa mediante ato do Poder Executivo com força de lei</p><p>material, o qual não precisa ser apreciado pelo Congresso Nacional.</p><p>Comentário: Realmente, com base no art. 154, II, da CF/88, a União possui competência</p><p>extraordinária para instituir imposto extraordinário em caso de iminência de guerra externa. Tal</p><p>imposto pode ser instituído por meio de lei, ou até mesmo por medida provisória (ato do Poder</p><p>Executivo com força de lei material).</p><p>Porém, caso seja utilizada a MP, tal ato precisa ser apreciado posteriormente pelo Congresso</p><p>Nacional, conforme os ditamos do art. 62 da CF.</p><p>Gabarito: Errado</p><p>11. CEBRASPE/Pref Maringá-Auditor/2022</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>33</p><p>174</p><p>A capacidade legal do Distrito Federal para instituir impostos típicos dos estados e dos</p><p>municípios é uma competência</p><p>a) privativa.</p><p>b) cumulativa.</p><p>c) comum.</p><p>d) residual.</p><p>e) especial.</p><p>Comentário: O Distrito Federal, por não ser dividido em Municípios, detém a competência</p><p>cumulativa para instituir impostos estaduais e municipais, conforme estabelece o art. 147, da CF:</p><p>Art. 147. Competem à União, em Território Federal, os impostos estaduais e, se o Território não</p><p>for dividido em Municípios, cumulativamente, os impostos municipais; ao Distrito Federal cabem</p><p>os impostos municipais.</p><p>Gabarito: B</p><p>12. CEBRASPE/SEFAZ-AL-AUDITOR/2021</p><p>Considerando as disposições do Código Tributário Nacional (CTN), julgue o seguinte item.</p><p>A previsão para que uma pessoa de direito privado exerça o encargo de arrecadar determinado</p><p>tributo não caracteriza delegação de competência.</p><p>Comentário: Conforme estabelece o art. 7º, § 3º, do CTN, não constitui delegação de</p><p>competência o cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo ou da função de</p><p>arrecadar tributos.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>13. CEBRASPE/SEFAZ-AL-AUDITOR/2021</p><p>Considerando as disposições do Código Tributário Nacional (CTN), julgue o seguinte item.</p><p>Tanto a competência tributária quanto a capacidade tributária ativa são indelegáveis.</p><p>Comentário: O art. 7º, do CTN, prevê que a competência tributária é realmente indelegável,</p><p>salvo atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos</p><p>ou decisões administrativas em matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito</p><p>público a outra, sendo esta a capacidade tributária ativa.</p><p>Gabarito: Errado</p><p>14. CEBRASPE/SEFAZ-CE-AUDITOR/2021</p><p>Considerando o disposto na Constituição Federal e no Código Tributário Nacional (CTN), julgue</p><p>o item seguinte.</p><p>São exemplos de tributos de competência estadual o imposto sobre transmissão causa mortis e o</p><p>imposto sobre a doação.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>34</p><p>174</p><p>Comentário: De fato, o ITCMD é um imposto de competência estadual. Além do ITCMD, os</p><p>Estados e DF também podem instituir o ICMS e o IPVA (CF, art. 155).</p><p>Não se pode esquecer da competência para instituir o IBS - Imposto sobre Bens e Serviços,</p><p>prevista na CF/88, com a alteração promovida pela EC 132/2023 - Reforma Tributária. Tal</p><p>imposto é de competência compartilhada entre Estados, DF e Municípios, mas instituído por lei</p><p>complementar nacional.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>15. CEBRASPE/Pref. Aracaju-Auditor/2021</p><p>A competência tributária</p><p>a) é um conceito equivalente ao conceito de capacidade tributária ativa.</p><p>b) da União pode ser renunciada, como no caso da não instituição do imposto sobre grandes</p><p>fortunas (IGF).</p><p>c) da União pode, no caso dos territórios, abranger impostos estaduais ou municipais.</p><p>d) pode ser delegada aos municípios, como no caso do ITR.</p><p>e) impede a cobrança de contribuição de melhoria por dois entes federativos distintos.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: A competência tributária (instituição de tributos) não se confunde com a</p><p>capacidade tributária ativa (arrecadação, fiscalização e cobrança de tributos). Errada.</p><p>Alternativa B: Uma das características da competência tributária é a sua irrenunciabilidade, ou</p><p>seja, a União não pode renunciar em favor de outro ente sua competência tributária. Errada.</p><p>Alternativa C: Realmente, em se tratando de territórios federais não divididos em Municípios, a</p><p>CF em seu art. 147, autoriza que a União institua impostos estaduais e municipais. Correta.</p><p>Alternativa D: Apenas a capacidade tributária ativa relativa ao ITR é que pode ser delegada pela</p><p>União aos Municípios. Errada.</p><p>Alternativa E: A contribuição de melhoria é um tributo de competência comum. O ente que</p><p>realizar a obra pública, tendo ela resultado em valorização imobiliária, pode realizar a sua</p><p>instituição (por meio de lei) e cobrança. Errada.</p><p>Gabarito: C</p><p>16. CEBRASPE/SEFAZ-RR-AUDITOR/2021</p><p>O fenômeno da bitributação impede que</p><p>a) Estados-nações diversos instituam tributo sobre o mesmo fato gerador e sobre a mesma base</p><p>de cálculo.</p><p>b) entes tributantes diversos exijam tributos com o mesmo fato gerador.</p><p>c) duas espécies tributárias incidam, por exemplo, sobre o lucro das empresas.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>35</p><p>174</p><p>d) o mesmo ente tributante institua dois tributos com mesmo fato gerador.</p><p>e) entes tributantes diversos exijam tributos com a mesma base de cálculo.</p><p>Comentário: A vedação à bitributação envolve a proibição de que dois entes federativos (entes</p><p>tributantes) diversos exijam tributos com o mesmo fato gerador. É por isso que a CF/88 delineou</p><p>a competência tributária de cada ente.</p><p>Gabarito: B</p><p>17. CEBRASPE/SEFAZ-AL-AUDITOR/2021</p><p>Considerando os princípios do direito tributário, a Constituição Federal de 1988 (CF) e o CTN,</p><p>julgue o item a seguir.</p><p>A principal distinção entre bis in idem e bitributação é que, no caso da</p><p>bitributação, a dupla</p><p>tributação é estabelecida por um mesmo ente político, ao passo que, no caso do bis in idem, ela</p><p>é estabelecida por entes federativos diferentes.</p><p>Comentário: Na verdade, os conceitos foram invertidos:</p><p>Bitributação: dupla tributação estabelecida por entes federativos diferentes.</p><p>Bis in idem: dupla tributação é estabelecida por um mesmo ente político</p><p>Gabarito: Errado</p><p>1. CESPE/SEFAZ-AL-Auditor Fiscal/2020</p><p>A União pode instituir impostos extraordinários na iminência ou no caso de guerra externa, desde</p><p>que tais impostos estejam compreendidos em sua competência tributária, devendo esses</p><p>impostos ser suprimidos gradativamente quando cessadas as causas de sua criação.</p><p>Comentário: A competência da União para instituir impostos extraordinários foi prevista no art.</p><p>154, II, da CF/88, que abrange impostos compreendidos ou não em sua competência tributária.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>2. CESPE/SEFAZ-RS-Auditor Fiscal/2019</p><p>Instituir contribuições previdenciárias de servidores públicos do Distrito Federal é competência</p><p>exclusiva da União.</p><p>Comentário: A competência para instituir contribuições previdenciárias de servidores públicos do</p><p>Distrito Federal pertence ao próprio Distrito Federal, com base no § 1º, do art. 149, da CF/88.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>3. CESPE/SEFAZ-RS-Auditor Fiscal/2019</p><p>Com relação à competência tributária dos entes federados, assinale a opção correta.</p><p>a) O Distrito Federal e os municípios têm competência para instituir contribuições para o custeio</p><p>de serviços de iluminação pública.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>36</p><p>174</p><p>b) Os estados federados e o Distrito Federal têm competência residual para legislar sobre</p><p>empréstimos compulsórios.</p><p>c) Os municípios, os estados federados, o Distrito Federal e a União têm competência</p><p>concorrente para instituir contribuições sociais interventivas e de interesse das categorias</p><p>profissionais.</p><p>d) À União competem originariamente os impostos sobre doações de bens imóveis quando o</p><p>donatário vier a ser beneficiado com os direitos reais em dois ou mais estados.</p><p>e) Aos municípios e ao Distrito Federal competem os impostos incidentes sobre operações</p><p>relativas à circulação de mercadorias com a mudança de titularidade.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: O art. 149-A, da CF/88, atribuiu ao Distrito Federal e aos municípios a</p><p>competência para instituir contribuições para o custeio de serviços de iluminação pública.</p><p>Alternativa correta.</p><p>Destaque-se que a EC 132/2023 (Reforma Tributária) ampliou o escopo de incidência da COSIP,</p><p>abrangendo o custeio, a expansão e a melhoria do serviço de iluminação pública e de sistemas</p><p>de monitoramento para segurança e preservação de logradouros públicos.</p><p>Alternativa B: Somente a União pode instituir e legislar sobre empréstimos compulsórios.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: Somente a União possui competência para instituir contribuições sociais</p><p>interventivas e de interesse das categorias profissionais. A única ressalva diz respeito à</p><p>contribuição dos servidores públicos de cada ente federativo. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: O imposto sobre doações compete sempre aos Estados e ao DF. Alternativa</p><p>errada.</p><p>Alternativa E: As operações relativas à circulação de mercadorias são tributadas pelo ICMS, de</p><p>competência dos Estados e Distrito Federal. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>4. CESPE/SEFAZ-RS-Técnico Tributário/2018</p><p>A capacidade ativa de arrecadação tributária pode ser transferida a título precário a outras</p><p>pessoas jurídicas de direito público.</p><p>Comentário: O art. 7º, do CTN, estabelece a possibilidade de a capacidade tributária ativa ser</p><p>delegada a outra pessoa jurídica de direito público.</p><p>Gabarito: Correta</p><p>5. CESPE/CGM-João Pessoa/2018</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>37</p><p>174</p><p>Em relação à divisão das competências em matéria tributária, compete ao município instituir o</p><p>IPTU, o ITBI e o ISSQN.</p><p>Comentário: Realmente, conforme prevê o art. 156, da CF/88, compete ao município instituir o</p><p>IPTU, o ITBI e o ISSQN.</p><p>Gabarito: Correta</p><p>6. CESPE/PGM-Manaus-Procurador/2018</p><p>Compete aos municípios instituir o ITCMD.</p><p>Comentário: Conforme prevê o art. 156, da CF/88, compete ao município instituir o IPTU, o ITBI</p><p>e o ISSQN. O ITCMD é de competência dos Estados.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>7. CESPE/TCE-MG-Analista de Controle Externo/2018</p><p>Determinado município da Federação, ao instituir contribuição para o custeio do serviço de</p><p>iluminação pública e contribuição de melhoria, decorrente de obra pública, exerce,</p><p>respectivamente,</p><p>a) competência residual e competência privativa.</p><p>b) competência privativa e competência residual.</p><p>c) competência comum e competência privativa.</p><p>d) competência privativa e competência comum.</p><p>e) competência comum e competência comum.</p><p>Comentário: A COSIP é de competência privativa dos Municípios e do Distrito Federal. Já a</p><p>contribuição de melhoria é tributo de competência comum. Logo, só nos resta a Letra D como</p><p>resposta da questão.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>8. CESPE/PGE-PI-Procurador do Estado Substituto/2014</p><p>A capacidade tributária ativa não se confunde com a competência tributária, pois aquela pode</p><p>ser delegada a qualquer pessoa jurídica de direito público ou privado, o que implica a</p><p>transferência das prerrogativas de cobrança, fiscalização e arrecadação do crédito tributário.</p><p>Comentário: Embora a capacidade tributária ativa compreenda de fato a prerrogativa de</p><p>cobrança, fiscalização e arrecadação do crédito tributário, sua delegação só pode ser realizada à</p><p>pessoas jurídicas de direito público.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>9. CESPE/JUIZ FEDERAL-2ª REGIÃO/2013</p><p>Pode ser objeto de delegação</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>38</p><p>174</p><p>==302b8==</p><p>a) a capacidade tributária ativa.</p><p>b) o poder tributário.</p><p>c) a competência tributária.</p><p>d) a soberania tributária.</p><p>e) a autonomia tributária.</p><p>Comentário: Nos termos do caput do art. 7º do CTN, a competência tributária é indelegável,</p><p>salvo a atribuição das funções de arrecadar e fiscalizar tributos entre outras atividades a estas</p><p>relacionadas (capacidade tributária ativa), que pode ser delegada de uma pessoa jurídica de</p><p>direito público a outra. Portanto, a alternativa correta é Letra A.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>10. CESPE/JUIZ FEDERAL-2ª REGIÃO/2013</p><p>A União poderá instituir impostos não previstos na CF, desde que eles não sejam cumulativos</p><p>nem tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos nela discriminados, mediante</p><p>a) medida provisória.</p><p>b) lei delegada.</p><p>c) lei ordinária.</p><p>d) lei complementar.</p><p>e) emenda constitucional.</p><p>Comentário: A questão trata da competência residual da União para a instituição de novos</p><p>impostos, além dos previstos no texto constitucional. Estudamos na aula que para o exercício</p><p>dessa competência deve haver a edição de uma lei complementar. Portanto, a alternativa correta</p><p>é a Letra D.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>11. CESPE/JUIZ-TJ-MA/2013</p><p>A CF não cria tributo, mas outorga competência tributária a cada ente federado, devendo o</p><p>exercício dessa competência ser regulado por lei, por expressa previsão constitucional.</p><p>Comentário: De fato, a CF não cria tributos, mas apenas confere poder aos entes federados, para</p><p>que estes instituam os tributos, sempre por intermédio de lei, consoante o princípio da</p><p>legalidade.</p><p>Gabarito: Correta</p><p>12. CESPE/PROCURADOR-MP-TCDF/2013</p><p>Quando a União deixa de editar normas gerais sobre matéria tributária, cabe aos estados a</p><p>prerrogativa de exercer a competência legislativa plena.</p><p>Comentário: É exatamente isso o que diz o art. 24, § 3º, da CF/88.</p><p>Gabarito: Correta</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>39</p><p>174</p><p>13. CESPE/DPE-TO/2013</p><p>As contribuições residuais para a seguridade social são cumulativas e de competência da União,</p><p>instituídas por lei complementar, desde que não tenham fato gerador próprio de impostos.</p><p>Comentário: Nós podemos identificar dois erros nesta questão. O primeiro é que as</p><p>contribuições residuais são não cumulativas; o segundo diz respeito à restrição de que os fatos</p><p>geradores ou base de cálculo de tais contribuições não sejam iguais às que já foram previstas na</p><p>CF/88. Portanto, não há impedimento de que sejam iguais aos dos impostos previstos na CF/88.</p><p>Esse tem sido o entendimento do STF (RE 242.615/BA).</p><p>Gabarito: Errada</p><p>14. CESPE/DPE-TO/2013</p><p>As contribuições de interesse das categorias profissionais ou econômicas são de competência da</p><p>União, dos estados, do DF e dos municípios.</p><p>Comentário: As contribuições especiais, via de regra, são de competência privativa da União,</p><p>com algumas exceções, das quais as contribuições corporativas – ou de interesse das categorias</p><p>profissionais ou econômicas – não fazem parte.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>15. CESPE/JUIZ-TJ-BA/2012</p><p>Acerca da competência legislativa sobre normas gerais de direito tributário, julgue a assertiva a</p><p>seguir.</p><p>a) A competência dos estados, ainda que suplementar, é excluída com o exercício, pela União, da</p><p>competência para legislar sobre normas gerais de direito tributário.</p><p>b) Os municípios não dispõem de competência para instituir normas gerais de direito tributário.</p><p>c) Em nenhuma hipótese os estados e o DF exercerão competência legislativa plena.</p><p>d) No âmbito dos estados e do DF, prevalecem as respectivas leis sobre as leis federais.</p><p>e) Pertencem à competência concorrente todas as pessoas políticas.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Conforme § 2º do art. 24, da CF/88, a competência da União para legislar sobre</p><p>normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados. Item errado.</p><p>Alternativa B: Aos municípios, cabe apenas suplementar a legislação federal e a estadual no que</p><p>couber (art. 30, da CF/88), sendo que a competência para instituir normas gerais fica a cargo da</p><p>União. Item correto.</p><p>Alternativa C: Os Estados e o DF exercerão competência legislativa plena caso inexista lei federal</p><p>dispondo sobre as normas gerais. Portanto, o item está errado.</p><p>Alternativa D: Não há prevalência das leis estaduais sobre as leis federais. Cabe ainda destacar</p><p>que, em se tratando de superveniência de lei federal sobre normas gerais, a lei estadual tem a</p><p>sua eficácia suspensa. Item errado.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>40</p><p>174</p><p>Alternativa E: Apenas a União, os Estados e o Distrito Federal possuem competência legislativa</p><p>concorrente. Item errado.</p><p>Gabarito: B</p><p>16. CESPE/JUIZ-TJ-PI/2012</p><p>No que concerne à competência tributária, assinale a opção correta.</p><p>a) O poder de criar tributos é repartido entre os vários entes políticos, e a CF assinala a esfera de</p><p>competência dos níveis federal, estadual e municipal.</p><p>b) Mesmo na ausência de normas gerais da União, os estados e o DF não têm a possibilidade de</p><p>exercer a competência legislativa plena em matéria tributária.</p><p>c) As principais características da competência tributária são a transmissibilidade e a</p><p>renunciabilidade, conforme a legislação em vigor.</p><p>d) Sendo, como regra geral, delegável a competência tributária, justifica-se a delegação da</p><p>atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos.</p><p>e) À luz do CTN, o não exercício da competência tributária pelo ente competente defere a outra</p><p>pessoa jurídica de direito público o exercício tributário, que não pode ser obstaculizado.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: De fato, a competência tributária, entendida como o poder de criar tributos, é</p><p>repartida entre os entes políticos pela CF/88. Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: De acordo com o art. 24, § 3º, da CF/88, inexistindo lei federal sobre normas</p><p>gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: A competência tributária é intransmissível e irrenunciável. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Embora se admita a delegação da atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar</p><p>tributos (capacidade tributária ativa), a competência tributária é indelegável. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: De acordo com o art. 8º, do CTN, o não-exercício da competência tributária não a</p><p>defere a pessoa jurídica de direito público diversa daquela a que a Constituição a tenha</p><p>atribuído. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>17. CESPE/TJ-SE-Titular de Serviços de Notas e de Registros/2014</p><p>De acordo com a CF, compete aos municípios instituir impostos sobre</p><p>a) operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários.</p><p>b) transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos.</p><p>c) propriedade territorial rural.</p><p>d) transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou</p><p>acessão física.</p><p>e) grandes fortunas.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>41</p><p>174</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Esse imposto é o conhecido IOF, de competência da União, e não dos Municípios.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: Esse imposto é o ITCMD, de competência dos Estados, e não dos Municípios.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: Esse imposto é o ITR, de competência da União, e não dos Municípios. Alternativa</p><p>errada.</p><p>Alternativa D: Trata-se do ITBI, imposto de competência dos Municípios, conforme determina o</p><p>art. 156, II, da CF/88. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Esse imposto é o IGF, de competência da União, e não dos Municípios. Alternativa</p><p>errada.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>18. CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014</p><p>De acordo com a CF, compete privativamente à União instituir, entre outros, os seguintes tributos:</p><p>imposto de importação, imposto de exportação, imposto de renda, empréstimos compulsórios e</p><p>impostos extraordinários, neste último caso em situação de iminência ou de guerra externa,</p><p>compreendidos ou não em sua competência tributária.</p><p>Comentário: Está correto dizer que compete privativamente à União instituir II, IE, IR,</p><p>empréstimos compulsórios e impostos extraordinários. A questão, de maneira acertada, ainda</p><p>acrescentou que, quanto aos impostos extraordinários, a instituição se dá em situação de</p><p>iminência ou de guerra externa, podendo estarem compreendidos ou não em sua competência</p><p>tributária.</p><p>Gabarito: Correta</p><p>19. CESPE/TJ-SE-Titular de Serviços de Notas e de Registros/2014</p><p>O critério adotado na CF para a distribuição de competência tributária para a instituição de</p><p>impostos, ressalvado o imposto extraordinário de guerra, fundamenta-se na definição de</p><p>situações materiais que servirão de suporte para a incidência do tributo.</p><p>Comentário: De fato, a CF/88, ao distribuir a competência tributária entre os entes federativos, o</p><p>fez considerando as situações materiais que servirão de suporte para a incidência do tributo.</p><p>Assim, por exemplo, foi dito que cabe à União instituir imposto sobre a importação de produtos</p><p>estrangeiros. Do mesmo modo, os Estados são competentes para instituir imposto sobre a</p><p>propriedade de veículos automotores.</p><p>Gabarito: Correta</p><p>20. CESPE/JUIZ-TJ-ES/2011</p><p>A instituição de imposto extraordinário de guerra, por lei complementar, é da competência da</p><p>União.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>42</p><p>174</p><p>Comentário: A instituição de imposto extraordinário de guerra é de competência da União,</p><p>sendo realizada mediante lei ordinária, e não complementar.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>21. CESPE/JUIZ-TJ-ES/2011</p><p>A competência tributária apresenta-se como aptidão jurídica para criar tributos, sendo a</p><p>imunidade uma forma qualificada de incidência, por expressa disposição legal.</p><p>Comentário: A competência tributária é a aptidão jurídica para criar tributos. Entretanto, a</p><p>imunidade é uma forma constitucional de não incidência tributária.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>22. CESPE/JUIZ FEDERAL-2ª REGIÃO/2011</p><p>As contribuições de melhoria, de competência exclusiva dos municípios, são tributos cujo fato</p><p>gerador é a valorização de imóveis urbanos em razão de obras realizadas pelo poder público</p><p>local.</p><p>Comentário: De fato, o fato gerador da contribuição de melhoria é a valorização dos imóveis</p><p>particulares, como já estudamos. No entanto, deve-se lembrar que a contribuição de melhoria é</p><p>um tributo de competência comum, ou seja, todos os entes federativos podem instituí-las.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>23. CESPE/JUIZ FEDERAL-2ª REGIÃO/2011</p><p>Cabe à União criar imposto sobre serviços de qualquer natureza em municípios que não tiverem</p><p>instituído essa exação, embora a competência para cobrá-los seja dos próprios municípios.</p><p>Comentário: A competência tributária é imprescritível. Portanto, ainda que os municípios não</p><p>instituam o ISS, não há deferimento dessa competência tributária a outra pessoa diversa daquela</p><p>a quem a CF/88 a tenha atribuído (CTN, art. 8º).</p><p>Gabarito: Errada</p><p>24. CESPE/JUIZ FEDERAL-2ª REGIÃO/2011</p><p>À União compete realizar a cobrança de imposto sobre serviços de qualquer natureza em</p><p>municípios que, embora tenham instituído essa exação, não a estejam cobrando.</p><p>Comentário: Uma vez instituído o tributo, a sua cobrança é atividade administrativa plenamente</p><p>vinculada. Isso consta do próprio conceito de tributo. Assim, não há qualquer previsão para que a</p><p>União cobre tributos de competência dos Municípios se estes não estiverem cobrando os tributos</p><p>instituídos.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>43</p><p>174</p><p>QUESTÕES COMPLEMENTARES COMENTADAS</p><p>1. FCC/TRT9-Analista-Contabilidade/2022</p><p>Consoante ao que dispõe o Código Tributário Nacional,</p><p>a) tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que</p><p>constitua sanção de ato ilícito ou não, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa</p><p>plenamente vinculada.</p><p>b) a natureza jurídica específica do tributo é determinada pela destinação legal do produto da sua</p><p>arrecadação.</p><p>c) há previsão legal de casos em que é possível a delegação da atribuição de arrecadar.</p><p>d) a atribuição compreende as garantias e os privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de</p><p>direito público que a conferir e é irrevogável.</p><p>e) o não exercício da competência tributária a defere à pessoa jurídica de direito público diversa daquela a</p><p>que a Constituição a tenha atribuído.</p><p>Comentário:</p><p>Letra A: A definição de tributo prevista no CTN estabelece que o tributo não constitui sanção por ato ilícito.</p><p>Errado.</p><p>Letra B: Na verdade o que o CTN prevê é que a natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo</p><p>fato gerador da obrigação tributária. Errado.</p><p>Letra C: Realmente, é possível ocorrer a delegação da atribuição de arrecadação, como ocorre com a</p><p>arrecadação bancária dos tributos, atribuída à pessoas jurídicas de direito privado (bancos), conforme art.</p><p>7º, § 3º, do CTN. Correto.</p><p>Letra D: Embora a assertiva isoladamente esteja sem nexo, refere-se à atribuição da capacidade tributária</p><p>ativa. Mas o que o CTN prevê é que tal atribuição pode ser revogada a qualquer tempo. Errado.</p><p>Letra E: O art. 8º veda que ocorra essa atribuição de competência a outra pessoa jurídica de direito público</p><p>diversa daquela a que a Constituição a tenha atribuído. Errado.</p><p>Gabarito: C</p><p>2. FCC/TRT23-Analista/2022</p><p>A Constituição Federal de 1988 outorgou à União a competência para instituir vários impostos.</p><p>Relativamente a essa competência, é correto afirmar que</p><p>a) o cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo ou da função de arrecadar tributos pode ser</p><p>efetuado pela União, pois isso não caracteriza delegação da competência que lhe foi constitucionalmente</p><p>atribuída.</p><p>b) os Estados passaram a ter competência para tributar as grandes fortunas, em razão de a União não ter</p><p>exercido sua competência para instituir referido imposto.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>44</p><p>174</p><p>c) a União tem competência legislativa plena em relação a esses impostos, excetuados os casos em que a</p><p>receita deles seja distribuída entre outras pessoas jurídicas de direito público, hipótese em que a</p><p>competência será concorrente, em âmbito restrito.</p><p>d) os Estados e os Municípios poderão exercer essa competência plena, de maneira subsidiária, no caso de</p><p>a União não a exercer.</p><p>e) a atribuição da função de fiscalizar os impostos federais, que decorre da competência que a Constituição</p><p>Federal atribuiu à União para instituí-los, é indelegável.</p><p>Comentário:</p><p>Letra A: Realmente, a atribuição de arrecadar tributos pode ser realizada pela união a uma pessoa jurídica</p><p>de direito privado sem que isso caracterize delegação de competência tributária, ou mesmo de capacidade</p><p>tributária ativa. Correto.</p><p>Letra B: Na verdade, a competência para tributar grandes fortunas pertence privativamente à união.</p><p>Errado.</p><p>Letra C: Mesmo nos casos em que os impostos tenham sua receita distribuída a outras pessoas jurídicas de</p><p>direito público e a competência tributária para instituí-los continua sendo da união. Errado.</p><p>Letra D: O que o art. 24 da CF prevê é que, inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão</p><p>a competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades. Errado.</p><p>Letra E: Não é vedada a atribuição da função de fiscalizar os impostos federais, uma vez que configura</p><p>capacidade tributária ativa. A delegação pode ser conferida a outra pessoa jurídica de direito público.</p><p>Errado.</p><p>Gabarito: A</p><p>3. FCC/SEFAZ-PE-AUDITOR/2022</p><p>Município no interior de Pernambuco por não possuir uma estrutura de administração tributária</p><p>compatível com o tamanho de seu território, que é muito grande, resolve delegar a Município vizinho, mais</p><p>bem estruturado em termos organizacional e fiscal, diversas de suas atribuições fiscais. Nos termos</p><p>previstos no Código Tributário Nacional, tal delegação das atribuições para arrecadar e fiscalizar tributos</p><p>a) pode ser revogada apenas mediante novo acordo entre as partes.</p><p>b) permite a aplicação dos privilégios processuais de quem recebe a delegação.</p><p>c) não pode ser outorgada a pessoa de direito privado.</p><p>d) pode ser delegada novamente a terceiro, público ou privado, por quem recebeu a delegação.</p><p>e) não pode ser realizada.</p><p>Comentário:</p><p>Letra A: A revogação pode ocorrer por meio de ato unilateral do ente delegante. Errado.</p><p>Letra B: A revogação permite a aplicação dos privilégios processuais de que concedeu a delegação. Errado.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>45</p><p>174</p><p>Letra C: De fato, tal atribuição não pode ser outorgada a pessoa de direito privado, apenas de direito</p><p>público. Correto.</p><p>Letra D: Não há previsão de nova delegação a terceiro no CTN. Errado.</p><p>Letra E: Como comentado, a delegação pode ser realizada a outra pessoa jurídica de direito público. Errado.</p><p>Gabarito: C</p><p>4. FCC/Prefeitura de Manaus-Assistente Técnico Fazendário/2019</p><p>A Constituição Federal outorga competência para as pessoas jurídicas de direito público interno</p><p>instituírem impostos. De acordo com o texto constitucional e com a legislação tributária nacional</p><p>em vigor, compete aos Municípios instituir impostos sobre</p><p>a) a transmissão inter vivos, a qualquer título, inclusive por doação, de bens imóveis, por natureza</p><p>ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de</p><p>direitos a sua aquisição.</p><p>b) serviços de qualquer natureza, inclusive de transporte intramunicipal, definidos em lei</p><p>complementar.</p><p>c) a propriedade predial e territorial urbana e rural.</p><p>d) a transmissão, a qualquer título, inclusive causa mortis, exclusivamente de bens imóveis, por</p><p>natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como</p><p>cessão de direitos a sua aquisição.</p><p>e) serviços de qualquer natureza, inclusive</p><p>de transporte intermunicipal, definidos em lei ordinária</p><p>municipal específica.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Os municípios têm competência para instituir o IPTU, ITBI e ISS. Contudo o ITBI</p><p>não incide sobre doação. Sobre as doações incidirá o ITCMD. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: O transporte intramunicipal é aquele que ocorre dentro do território do município,</p><p>sendo possível a cobrança do ISS. Já o intermunicipal é aquele que incide entre dois municípios</p><p>distintos. Sobre este incidirá ICMS. Alternativa correta.</p><p>Alternativa C: Sobre a propriedade rural incidirá o ITR, que é de competência da União.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Os municípios não têm competência para instituir o ITCMD. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Sobre transporte intermunicipal cabe ICMS e não ISS. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>5. FCC/TRF 4ª Região-Técnico Judiciário/2019</p><p>A Constituição Federal de 1988 estabelece que o Brasil é uma república federativa formada pela</p><p>união indissolúvel dos estados e municípios e do distrito federal, e na parte que trata DA</p><p>TRIBUTAÇÃO E DO ORÇAMENTO, determina as competências tributárias da União, Estados,</p><p>Distrito Federal e Municípios. Conforme a referida Constituição, são tributos que podem ser</p><p>instituídos pela União:</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>46</p><p>174</p><p>a) imposto sobre operações de crédito, contribuição de melhoria, contribuição para o custeio da</p><p>iluminação pública e imposto sobre serviços.</p><p>b) imposto sobre a renda, imposto sobre importação de produtos estrangeiros e imposto sobre</p><p>grandes fortunas.</p><p>c) contribuição de intervenção no domínio econômico, contribuição de melhoria, imposto sobre</p><p>propriedades territoriais urbanas e taxa de fiscalização de portos e ferrovias.</p><p>d) taxa de serviço de polícia de fronteira, contribuição previdenciária, imposto sobre a renda, e</p><p>imposto sobre a propriedade de veículos automotores terrestres e aquáticos.</p><p>e) taxa de expedição de certidões, taxa de vigilância sanitária, imposto sobre produtos</p><p>industrializados destinados ao exterior e imposto sobre propriedade territorial urbana.</p><p>Comentário: A União pode instituir: II, IE, IPI, IR, IOF, ITR, Imposto sobre Grandes Fortunas,</p><p>Imposto Seletivo (Reforma Tributária), Imposto Extraordinário de Guerra, CIDEs e Contribuições</p><p>Especiais (com exceção da COSIP), Empréstimos Compulsórios, Taxas e Contribuição de</p><p>Melhoria. Você não precisaria conhecer nada sobre as taxas citadas para chegar ao gabarito da</p><p>questão.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>6. FCC/Prefeitura de Manaus-Técnico Fazendário/2018</p><p>De acordo com a Constituição Federal, os Municípios têm competência para instituir, na forma da</p><p>lei,</p><p>a) contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública.</p><p>b) o ITBI, imposto que incide sobre a transmissão de quaisquer bens, a título oneroso.</p><p>c) o IPVA, que incide sobre a propriedade de quaisquer veículos licenciados no Município.</p><p>d) o IPTU, imposto que a incide sobre a propriedade e a transmissão de bens imóveis.</p><p>e) o ITCMD, que incide sobre a transmissão de quaisquer bens ocorrida dentro dos limites</p><p>municipais.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Os Municípios e o DF tem competência para instituir tal tributo, conforme art.</p><p>149-A da CF/88. Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: Os Municípios têm de fato competência para instituir o ITBI, mas este não incide</p><p>sobre quaisquer bens, mas apenas sobre bens imóveis. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: Tal imposto é de competência dos Estados e DF. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: O IPTU incide sobre a propriedade de imóvel urbano. Sobre a transmissão de bens</p><p>imóveis incide o ITBI. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Tal imposto é de competência dos Estados e DF. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>47</p><p>174</p><p>7. FCC/ Assembléia Legistiva de SE - Analista Legislativo/2018</p><p>De acordo com a Constituição Federal, tanto os Estados como os Municípios brasileiros têm</p><p>competência para instituir</p><p>a) empréstimos compulsórios, condicionado a aval da União, Imposto sobre Serviços de Qualquer</p><p>Natureza e contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das</p><p>categorias profissionais ou econômicas.</p><p>b) o Imposto sobre a Propriedade Territorial e Predial Urbana, contribuição para o custeio do</p><p>serviço de iluminação pública e taxas pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos</p><p>específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição.</p><p>c) taxas, em razão do exercício do poder de polícia, contribuição de melhoria, decorrente de</p><p>obras públicas, e contribuição cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes,</p><p>do regime de previdência próprio, de caráter contributivo e solidário.</p><p>d) tributos interestaduais e intermunicipais com a finalidade de limitar o tráfego de pessoas ou</p><p>bens, sempre que a segurança pública estiver ameaçada, podendo, na vigência de estado de</p><p>emergência decorrente desta ameaça, serem instituídos e cobrados empréstimos compulsórios e</p><p>contribuições de intervenção no domínio econômico.</p><p>e) o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação, contribuição de melhoria, taxas em</p><p>razão do exercício do poder de polícia e empréstimos compulsórios, condicionado a aval da</p><p>União.</p><p>Comentário: Taxas, contribuições de melhoria e contribuição previdenciária cobrada de seus</p><p>respectivos servidores para custeio do Regime Próprio de Previdência, são tributos comuns a</p><p>Municípios e Estados.</p><p>II, IE, IPI, IOF, IR, ITR, IGF, IEG, Empréstimos compulsórios, e demais contribuições especiais são</p><p>de competência exclusiva da União.</p><p>IPVA, ICMS, ITCMD são de competência apenas dos Estados e DF.</p><p>IPTU, ITBI, ISS e COSIP são de competência apenas dos Municípios e DF.</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>8. FCC/DPE-RS-Defensor Público do Estado/2018</p><p>Considerando-se as competências tributárias previstas na Constituição Federal, é autorizada</p><p>a) à União a instituição de impostos sobre produtos industrializados.</p><p>b) aos Estados e ao Distrito Federal a instituição de impostos sobre operações de câmbio.</p><p>c) à União a instituição de impostos sobre a propriedade de veículos automotores.</p><p>d) aos Municípios a instituição de impostos sobre circulação de mercadorias.</p><p>e) aos Estados e ao Distrito Federal a instituição de imposto sobre grandes fortunas.</p><p>Comentário:</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>48</p><p>174</p><p>==302b8==</p><p>Alternativa A: A União pode instituir II, IE, IPI, IOF, IR, ITR, Imposto sobre Grandes Fortunas,</p><p>Imposto Seletivo (Reforma Tributária), Imposto Extraordinário de Guerra e Impostos residuais.</p><p>Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: Tal competência é da União. Os Estados podem instituir ITCMD, ICMS, IPVA. Já o</p><p>DF pode instituir o ITCMD, ICMS, IPVA, ITBI, IPTU e ISS. Alternativa errada.</p><p>Não se pode esquecer da competência para instituir o IBS - Imposto sobre Bens e Serviços,</p><p>prevista na CF/88, com a alteração promovida pela EC 132/2023 - Reforma Tributária. Tal</p><p>imposto é de competência compartilhada entre Estados, DF e Municípios, mas instituído por lei</p><p>complementar nacional.</p><p>Alternativa C: Tal Imposto é de competência dos Estados e DF. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Tal imposto é de competência dos Estados e DF. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Tal imposto é de competência da União. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>9. FCC/CLDF-Procurador Legislativo/2018</p><p>O Código Tributário Nacional, no Título II do Livro Primeiro, trata da competência tributária. De</p><p>acordo com estas regras,</p><p>a) a competência dos Municípios para legislar concorrentemente sobre o IPVA, em razão da</p><p>repartição de receita tributária deste imposto entre Estados e Municípios, alcança apenas os</p><p>veículos de propriedade de pessoas naturais e jurídicas com domicílio nos referidos Municípios.</p><p>b) a competência dos Municípios</p><p>para legislar concorrentemente sobre o IPVA, em razão da</p><p>repartição de receita tributária deste imposto entre Estados e Municípios, alcança apenas os</p><p>veículos que efetivamente circulam no Município, durante mais de 181 dias por ano,</p><p>demonstrando o uso concreto de vias públicas.</p><p>c) a competência dos Municípios para legislar concorrentemente sobre o IPVA, em razão da</p><p>repartição de receita tributária deste imposto entre Estados e Municípios, alcança apenas os</p><p>veículos licenciados nos referidos Municípios.</p><p>d) a competência para legislar sobre o ITR será dos Municípios, sempre que estes optarem por</p><p>fiscalizar e cobrar este imposto, como estabelecido no inciso III do § 4o do art. 153 da</p><p>Constituição Federal, desde que, com isso, não ocorra redução do valor do imposto ou qualquer</p><p>outra forma de renúncia fiscal.</p><p>e) o não exercício da competência tributária dos Municípios para instituir o ITBI não defere à</p><p>União, nem aos Estados em que eles estão localizados, a competência para instituir o referido</p><p>imposto.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: O fato da receita do IPVA ser repartida com os Municípios em nada influencia a</p><p>competência para legislar sobre o IPVA, que pertence aos Estados e DF. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: O fato da receita do IPVA ser repartida com os Municípios em nada influencia a</p><p>competência para legislar sobre o IPVA, que pertence aos Estados e DF. Alternativa errada.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>49</p><p>174</p><p>Alternativa C: O fato da receita do IPVA ser repartida com os Municípios em nada influencia a</p><p>competência para legislar sobre o IPVA, que pertence aos Estados e DF. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: A opção prevista no art. 153, §4º, III da CF/88 não significa delegação da</p><p>competência legislativa da União aos Municípios, mas sim delegação da capacidade tributária</p><p>ativa. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: É exatamente o que dispõe o art. 8º do CTN. Alternativa correta.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>10. FCC/CLDF-Consultor Legislativo/2018</p><p>De acordo com a Constituição Federal, o Distrito Federal pode instituir tributos de competência</p><p>tanto estadual como municipal.</p><p>Em razão disso, esta pessoa jurídica de direito público poderá instituir</p><p>a) o ICMS sobre a prestação de serviços de transporte intramunicipal, intermunicipal e de</p><p>comunicação.</p><p>b) o ISSQN sobre a prestação de serviços de transporte intramunicipal, intermunicipal e de</p><p>comunicação.</p><p>c) impostos sobre a prestação de serviços de transporte intramunicipal e intermunicipal.</p><p>d) o ICMS sobre a prestação de serviços de transporte intramunicipal e intermunicipal e o ISSQN</p><p>sobre a prestação de serviços de comunicação.</p><p>e) o ICMS sobre a prestação de serviços de comunicação e o ISSQN sobre a prestação de</p><p>serviços de transporte intramunicipal e intermunicipal.</p><p>Comentário:</p><p>Os Estados podem instituir ITCMD, ICMS, IPVA. Já o DF pode instituir o ITCMD, ICMS, IPVA,</p><p>ITBI, IPTU e ISS. E os Municípios o ITBI, IPTU e ISS.</p><p>Há sempre essa “confusão” entre qual tributo caberia no transporte intramunicipal e qual caberia</p><p>no transporte intermunicipal.</p><p>Transporte intramunicipal, isto é dentro do território do Município, só pode ser tributado pelo</p><p>ISS.</p><p>Já o transporte intermunicipal, isto é entre dois municípios distintos, só pode ser tributado pelo</p><p>ICMS.</p><p>Não se pode esquecer da competência para instituir o IBS - Imposto sobre Bens e Serviços,</p><p>prevista na CF/88, com a alteração promovida pela EC 132/2023 - Reforma Tributária. Tal</p><p>imposto é de competência compartilhada entre Estados, DF e Municípios, mas instituído por lei</p><p>complementar nacional.</p><p>Em suma, a única alternativa que atende corretamente a esta distinção é a letra C.</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>11. FCC/CLDF-Consultor Técnico Legislativo/2018</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>50</p><p>174</p><p>A Constituição Federal, em seu art. 147, estabelece que “ao Distrito Federal cabem os impostos</p><p>municipais”.</p><p>Ao atribuir esta competência específica para o Distrito Federal instituir impostos municipais, a</p><p>Constituição</p><p>a) proíbe que o Distrito Federal institua taxas pelo poder de polícia.</p><p>b) proíbe que o Distrito Federal institua a contribuição para o custeio do serviço de iluminação</p><p>pública.</p><p>c) proíbe que o Distrito Federal institua contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio,</p><p>em benefício destes, do regime próprio de previdência.</p><p>d) permite, por via indireta, que o Distrito Federal institua o IOF, o ITR e o IPI.</p><p>e) não proíbe que o Distrito Federal institua contribuição de melhoria.</p><p>Comentário: O DF pode instituir somente os seguintes impostos: ITCMD, ICMS, IPVA, ITBI, IPTU</p><p>e ISS. Também pode instituir taxas, contribuição de melhoria, contribuição previdenciária cobrada</p><p>de seus servidores para financiar o Regime Próprio de Previdência e a COSIP.</p><p>Assim o DF pode sim instituir contribuição de melhoria.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>12. FCC/CLDF-Consultor Técnico Legislativo/2018</p><p>O Sistema Tributário Nacional disciplinado pela Constituição Federal contempla diversas</p><p>exações, sendo que, algumas delas, recebem a denominação de “contribuições”. De acordo com</p><p>a atribuição de competências expressa no texto constitucional, as contribuições</p><p>a) de melhoria, decorrentes de obras realizadas no território da pessoa jurídica de direito público,</p><p>podem ser instituídas por essa pessoa jurídica e, de acordo com o Código Tributário Nacional,</p><p>desde que essas obras acarretem o incremento organizado do processo de urbanização da região</p><p>em que a obra venha a ser realizada.</p><p>b) especiais para a modernização dos órgãos estaduais de segurança podem ser instituídas pelos</p><p>Estados e pelo Distrito Federal.</p><p>c) para o custeio dos regimes previdenciários estatutários próprios da União, dos Estados, do</p><p>Distrito Federal e dos Municípios, em benefício dos servidores titulares de cargos efetivos dessas</p><p>pessoas jurídicas de direito público, podem ser por elas instituídas.</p><p>d) extraordinárias para o reforço da segurança das fronteiras, podem ser instituídas</p><p>exclusivamente pela União, na iminência ou no caso de guerra externa, sem prejuízo da</p><p>instituição dos impostos extraordinários constitucionalmente previstos.</p><p>e) para o custeio do serviço de iluminação pública, na forma das respectivas leis, podem ser</p><p>instituídas pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: O Fato Gerador da contribuição de melhoria é a valorização imobiliária decorrente</p><p>de obra pública. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: Não há tal previsão na CF/88. Alternativa errada</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>51</p><p>174</p><p>Alternativa C: É exatamente o que informa o art. 149, §1º da CF/88. Alternativa correta.</p><p>Alternativa D: Não há tal previsão na CF/88. Alternativa errada</p><p>Alternativa E: A COSIP só pode ser instituída pelos Municípios e DF, conforme art. 149-A da</p><p>CF/88. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>13. FCC/TJ-SC-Juiz Estadual/2017</p><p>A respeito da competência legislativa sobre normas gerais em matéria tributária:</p><p>a) Trata-se de competência concorrente da União, Estados, Distrito Federal e Municípios.</p><p>b) Trata-se de competência exclusiva da União.</p><p>c) É afastada pelo exercício da competência plena dos entes tributantes quanto aos seus</p><p>respectivos tributos.</p><p>d) Pode ser exercida por lei ordinária, desde que comprovada a relevância e urgência da matéria.</p><p>e) Não tem relevância alguma para o imposto de transmissão causa mortis e doação de bens ou</p><p>direitos.</p><p>Comentário: A competência para legislar sobre direito tributário cabe à União, aos Estados e ao</p><p>Distrito Federal. Porém, a fixação das normas gerais em matéria tributária é competência</p><p>exclusiva da União, disciplinada por meio de lei complementar (CF/88, art. 146).</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>14. FCC/PGE-MA-Procurador do Estado do Maranhão/2016</p><p>Sobre a competência tributária, considere</p><p>os itens a seguir.</p><p>I. Muito embora a competência tributária seja privativa, a União pode instituir impostos de</p><p>competência dos Estados e do Distrito Federal no âmbito dos Territórios Federais.</p><p>II. A competência tributária pode ser exercida por outro ente na hipótese específica do ente</p><p>constitucionalmente competente não instituir o tributo que tem previsão de repartição</p><p>constitucional de receitas.</p><p>III. A imunidade tributária expressa a incompetência do ente para instituição do tributo na</p><p>situação ali prevista, podendo ser fixada na Constituição Federal ou em lei complementar.</p><p>IV. A competência para instituição de tributos é privativa, ou seja, quando atribuída a um ente</p><p>político os demais estão automaticamente proibidos de instituí-lo, visto não ser admitido ser</p><p>tributado duas vezes por um mesmo fato imponível.</p><p>É correto o que se afirma APENAS em</p><p>a) I e IV.</p><p>b) II e III.</p><p>c) II e IV.</p><p>D) I, II e III.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>52</p><p>174</p><p>e) I, III e IV.</p><p>Comentário:</p><p>Item I: Há tal previsão no art. 147 da CF/88. Item correto.</p><p>Item II: Não há tal previsão na CF/88 e é vedada tal prática pelo art. 8º do CTN. Item errado.</p><p>Item III: A primeira parte da assertiva está correta. Contudo a imunidade tributária é fixada na</p><p>CF/88 apenas, e não em lei complementar. Item errado.</p><p>Item IV: Exatamente! Aquele ente dotado de competência para instituir o tributo, somente ele</p><p>poderá fazê-lo. E em regra é vedada a tributação duas vezes por um único fato gerador. Item</p><p>correto.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>15. FCC/ARSETE-Advogado/2016</p><p>Caso um determinado Município brasileiro decida instituir, em seu território, contribuições</p><p>previstas na Constituição Federal, ele poderá fazê-lo em relação às contribuições</p><p>a) para o custeio do regime previdenciário próprio dos servidores titulares de cargos efetivos</p><p>desse Município, cobrada desses servidores e em benefício deles, bem como contribuições de</p><p>interesse das categorias profissionais em atividade neste Município.</p><p>b) para o custeio do serviço de iluminação pública, desde que o Estado em que se localiza esse</p><p>Município não a tenha instituído, mas não poderá instituir contribuições de interesse das</p><p>categorias econômicas em atuação neste Município.</p><p>c) de intervenção no domínio econômico em âmbito municipal, bem como contribuições de</p><p>melhoria, decorrentes de obras realizadas no Município.</p><p>d) de melhoria, decorrentes de obras públicas realizadas pelo poder público municipal, mas não</p><p>poderá instituir contribuições sociais de intervenção no domínio econômico, em âmbito</p><p>Municipal.</p><p>e) para o custeio do regime previdenciário dos servidores federais, estaduais e municipais,</p><p>titulares de cargos efetivos e que atuem nas respectivas repartições públicas localizadas neste</p><p>Município.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Os municípios podem instituir tal contribuição previdenciária, mas não podem</p><p>instituir a contribuição de interesse das categorias profissionais, pois esta é de competência da</p><p>União. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: Os municípios podem instituir a COSIP e não há qualquer condicionamento em</p><p>relação ao Estado de que o Município faça parte, mesmo porque os Estados não têm tal</p><p>competência tributária. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: Os municípios não podem instituir as CIDEs. Alternativa errada.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>53</p><p>174</p><p>Alternativa D: Conforme art. 145, III da CF/88 os municípios têm competência para instituir a</p><p>contribuição de melhoria. Contudo não têm competência para instituir as CIDEs, que são de</p><p>competência da União. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Os municípios podem instituir contribuição previdenciária apenas de seus</p><p>servidores municipais. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>16. FCC/PGM-Teresina-Analista Administrativo/2016</p><p>Considere:</p><p>I. Há bis in idem quando uma pessoa jurídica de direito público tributa mais de uma vez o mesmo</p><p>contribuinte sobre o mesmo fato gerador.</p><p>II. Ocorre bitributação quando duas pessoas de direito público tributam o mesmo contribuinte</p><p>sobre o mesmo fato gerador.</p><p>III. Haverá inconstitucionalidade ainda que a bitributação esteja prevista no próprio texto</p><p>constitucional.</p><p>Está correto o que se afirma APENAS em</p><p>a) III.</p><p>b) I e II.</p><p>c) I e III.</p><p>d) II e III.</p><p>e) I.</p><p>Comentário: Os itens I e II trazem a definição correta de “bis in idem” e bi tributação. Já em</p><p>relação a bitributação prevista na CF/88, se assim o for, não é possível que se alegue</p><p>inconstitucionalidade. É o que poderá ocorrer caso um dia a União crie Imposto Extraordinário de</p><p>Guerra com fato gerador de outro Imposto que não seja de sua competência, como IPVA, ICMS,</p><p>ISS, por exemplo.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>17. FCC/SEFAZ-MA-Auditor Fiscal/2016</p><p>Relativamente aos tributos de competência dos entes federados, a Constituição Federal</p><p>a) autoriza a União a instituir impostos novos, não previstos no texto constitucional, desde que</p><p>sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados</p><p>nesta Constituição, cabendo aos Estados e ao Distrito Federal 20% dessa arrecadação, a título de</p><p>repartição de receita.</p><p>b) autoriza a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios a instituir impostos, taxas,</p><p>contribuições sociais e de melhoria, cabendo somente à União instituir empréstimos</p><p>compulsórios.</p><p>c) não autoriza a União a instituir impostos que sejam da competência dos Municípios, exceto no</p><p>caso de guerra interna ou golpe de Estado.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>54</p><p>174</p><p>d) autoriza a União a instituir impostos extraordinários, que também sejam da competência dos</p><p>Estados, devendo entregar-lhes 50% da receita auferida, a título de repartição de receita.</p><p>e) permite apenas aos Municípios instituir e cobrar a contribuição de melhoria.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Trata-se dos impostos residuais, previstos no art. 154, I, da CF/88. A redação da</p><p>assertiva está perfeita, inclusive quanto ao percentual dos recursos arrecadados destinados aos</p><p>Estados e ao Distrito Federal. Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: As contribuições sociais, em regra, são de competência da União, além dos</p><p>empréstimos compulsórios, evidentemente. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: A CF/88, em seu art. 154, II, autoriza a União instituir, na iminência ou no caso de</p><p>guerra externa, impostos extraordinários, compreendidos ou não em sua competência tributária,</p><p>os quais serão suprimidos, gradativamente, cessadas as causas de sua criação. Dessa forma, é</p><p>possível instituir impostos de competência dos Municípios, mas apenas no caso de guerra</p><p>externa ou sua iminência. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Embora não se tenha estudado o tema “repartição das receitas tributárias”, é</p><p>preciso ter em mente que a receita dos impostos extraordinários de guerra não é repartida com</p><p>outros entes. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Todos os entes federados são competentes para instituir contribuições de melhoria.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>18. FCC/TJ-GO-Juiz Estadual/ 2015</p><p>Considere as seguintes afirmativas:</p><p>I. A competência tributária pode ser deslocada para outro ente diante da inércia na instituição do</p><p>tributo pelo ente político originalmente competente.</p><p>II. A competência se distingue da capacidade tributária ativa porque esta está relacionada à</p><p>instituição do tributo e aquela à cobrança do tributo.</p><p>III. A competência tributária é fixada pela Constituição da República.</p><p>IV. A imunidade tributária significa ausência de competência do ente para instituir tributo na</p><p>situação definida pela norma constitucional imunizante.</p><p>V. A competência tributária pode ser delegada por lei a outro ente político, hipótese em que se</p><p>torna também o titular da capacidade tributária ativa.</p><p>Está correto o que se afirma APENAS em</p><p>a) I, II e III.</p><p>B) III, IV e V.</p><p>c) I e II.</p><p>d) IV e V.</p><p>e) III e IV.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>55</p><p>174</p><p>Comentário:</p><p>Item I: Tal hipótese é vedada pelo art. 8º do CTN. Item errado.</p><p>Item II: É exatamente o oposto: a capacidade tributária está relacionada a cobrança, e a</p><p>competência à instituição do tributo. Item errado.</p><p>Item III: Exatamente! A competência para que cada ente institua determinado tributo vêm</p><p>expressa na CF/88. Item correto.</p><p>Item IV: É a definição de imunidade tributária. Item correto.</p><p>Item V: É vedada a delegação da competência tributária. O que pode ser delegado é a atribuição</p><p>das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões</p><p>administrativas em matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito público a</p><p>outra, conforme art. 7º do CTN. Item errado.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>19. FCC/TCM-GO-Auditor Conselheiro Substituto/2015</p><p>De acordo com a Constituição Federal, a competência tributária para instituir o ICMS é dos</p><p>Estados federados e do Distrito Federal. Relativamente a este imposto e, considerando a</p><p>disciplina estabelecida no Código Tributário Nacional,</p><p>a) a atribuição da função de arrecadar o ICMS pode ser cometida à pessoa jurídica de direito</p><p>privado e isso não constitui delegação de competência.</p><p>b) os Estados não poderão delegar sua competência tributária a nenhuma outra pessoa, mas</p><p>poderão delegar aos Municípios a atribuição de fiscalizá-los, não podendo essa atribuição ser</p><p>revogada sem a anuência do município que recebeu essa atribuição.</p><p>c) o não-exercício da competência tributária pelo Estado defere-a, primeiramente, à União e, caso</p><p>essa competência não seja por ela exercida, defere-a aos Municípios localizados no território do</p><p>Estado que não a exerceu.</p><p>d) a competência para legislar sobre ele é tanto dos Estados como dos Municípios que se</p><p>encontram nesse Estado, em razão de uma parte do produto da arrecadação desse imposto</p><p>pertencer a esses Municípios.</p><p>e) a competência para instituir esse tributo poderá ser delegada aos Municípios localizados no</p><p>território desse Estado.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: É a literalidade do art. 7º, §3º Não constitui delegação de competência o</p><p>cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo ou da função de arrecadar tributos.</p><p>Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: A atribuição pode ser revogada, a qualquer tempo, por ato unilateral da pessoa</p><p>jurídica de direito público que a tenha conferido. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: O não-exercício da competência tributária não a defere a pessoa jurídica de direito</p><p>público diversa daquela a que a Constituição a tenha atribuído. Alternativa errada.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>56</p><p>174</p><p>Alternativa D: Os Municípios não têm competência para legislar sobre o ICMS. A repartição de</p><p>receitas do ICMS em nada influencia a competência legislativa, que é somente dos Estados e DF.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: A competência tributária é indelegável. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>20. FCC/TCM-GO-Auditor Conselheiro Substituto/2015</p><p>De acordo com a Constituição Federal, os Municípios brasileiros podem</p><p>a) mediante prévia autorização do Congresso Nacional, e por meio de lei complementar, instituir</p><p>empréstimos compulsórios para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade</p><p>pública.</p><p>b) instituir contribuição, na forma das respectivas leis, para o custeio do serviço de iluminação</p><p>pública, observados os princípios da legalidade, anterioridade, anterioridade nonagesimal</p><p>(noventena) e da irretroatividade.</p><p>c) instituir imposto sobre a transmissão causa mortis de bens imóveis, por natureza ou acessão</p><p>física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua</p><p>aquisição.</p><p>d) em caráter excepcional, mediante lei complementar e prévia autorização do Senado Federal,</p><p>instituir empréstimos compulsórios, no caso de investimento público de caráter urgente e de</p><p>relevante interesse social.</p><p>e) instituir imposto sobre a prestação de serviços de qualquer natureza, definidos em lei</p><p>complementar, inclusive a prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de</p><p>comunicação, definida na Lei Complementar nº 87/1996.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Os empréstimos compulsórios são de competência da União, e não dos</p><p>Municípios. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: É o que informa o art. 149-A da CF/88. Alternativa correta.</p><p>Alternativa C: O ITCMD é de competência dos Estados e DF. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Os empréstimos compulsórios são de competência da União, e não dos</p><p>Municípios. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: A prestação de serviço de transporte interestadual e intermunicipal e de</p><p>comunicação é tributada pelo ICMS, e o ICMS é de competência dos Estados. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>21. FCC/TCM-GO-Auditor de Controle Externo/2015</p><p>De acordo com a Constituição Federal, são tributos de competência</p><p>a) do Distrito Federal: o ITBI, o IGF, o ITCD e o ISSQN.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>57</p><p>174</p><p>b) federal: o II, o IE, o ITR e os impostos extraordinários passíveis de serem instituídos na</p><p>iminência ou no caso de guerra externa.</p><p>c) estadual: o ICMS, o IPTU, o IPVA e o ITCD.</p><p>d) municipal: o ISSQN, o IPTU, o ITR e o ITBI.</p><p>e) federal: o IPI, o ITBI, o IOF, ITCD e o IR.</p><p>Comentário: A União pode instituir: II, IE, IPI, IR, IOF, ITR, Imposto sobre Grandes Fortunas,</p><p>Imposto Seletivo (EC 132/2023 - Reforma Tributária), Imposto Extraordinário de Guerra e</p><p>Impostos Residuais.</p><p>Estados podem instituir ITCMD, ICMS, IPVA. Já o DF pode instituir o ITCMD, ICMS, IPVA, ITBI,</p><p>IPTU e ISS. E os Municípios o ITBI, IPTU e ISS.</p><p>Não se pode esquecer da competência para instituir o IBS - Imposto sobre Bens e Serviços,</p><p>prevista na CF/88, com a alteração promovida pela EC 132/2023 - Reforma Tributária. Tal</p><p>imposto é de competência compartilhada entre Estados, DF e Municípios, mas instituído por lei</p><p>complementar nacional.</p><p>Gabarito: Letra B.</p><p>22. FCC/TCM-GO-Auditor de Controle Externo/2015</p><p>A Constituição Federal atribui competência à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos</p><p>Municípios para instituir impostos, taxas e contribuições de melhoria. Essas pessoas jurídicas de</p><p>direito público também têm competência para instituir contribuições.</p><p>De acordo com a Constituição Federal, os Municípios podem instituir contribuições</p><p>a) 1. para o custeio do serviço de iluminação pública, na forma das respectivas leis,</p><p>2. sociais e</p><p>3. cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, do regime previdenciário</p><p>estatutário.</p><p>b) 1. para o custeio do serviço de iluminação pública, na forma das respectivas leis,</p><p>2. cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, do regime previdenciário</p><p>estatutário e</p><p>3. de intervenção no domínio econômico.</p><p>c) 1. de intervenção no domínio econômico e</p><p>2. de interesse das categorias profissionais ou econômicas.</p><p>d) 1. de intervenção no domínio econômico,</p><p>2. sociais e</p><p>3. de interesse das categorias profissionais ou econômicas.</p><p>e) 1. cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, do regime previdenciário</p><p>estatutário e</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>58</p><p>174</p><p>2. para o custeio do serviço de iluminação pública, na forma das respectivas leis.</p><p>Comentário: Os municípios podem instituir contribuição de melhoria, COSIP e a contribuição</p><p>previdenciária cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, do regime</p><p>previdenciário estatutário.</p><p>Não podem instituir CIDEs e nem contribuição de interesse das categorias profissionais e</p><p>econômicas e nem contribuições sociais.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>23. FCC/MANAUSPREV-Procurador Autárquico/2015</p><p>De acordo com a Constituição Federal, os Municípios têm competência tributária para instituir</p><p>a) a contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública e a contribuição de melhoria.</p><p>b) o ITR, observadas as cláusulas de convênio específico com a União para esse fim.</p><p>c) o IR sobre os rendimentos auferidos pelos funcionários estatutários dos órgãos que compõem</p><p>sua administração direta.</p><p>d) o ITBI sobre as transmissões de bens imóveis, por compra e venda ou por doação.</p><p>e) o ISSQN sobre a prestação de serviço de transporte intermunicipal de carga.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Os municípios podem instituir contribuição de melhoria, COSIP e a contribuição</p><p>previdenciária cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, do regime</p><p>previdenciário estatutário. Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: Apesar de os Municípios poderem fiscalizar e cobrar o ITR, este é de competência</p><p>da União. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: O IR é de competência da União. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Sobre a doação incidirá o ITCMD. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: O transporte intermunicipal é tributado por ICMS. O transporte intramunicipal por</p><p>ISS. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>24. FCC/CGM São Luís-Auditor de Controle Interno/2015</p><p>De acordo com a Constituição Federal, compete à União instituir impostos sobre</p><p>a) grandes fortunas, nos termos de lei complementar; operações de crédito, câmbio e seguro, ou</p><p>relativas a títulos ou valores mobiliários; propriedade territorial rural.</p><p>b) importação de produtos estrangeiros; propriedade predial e territorial urbana; renda e</p><p>proventos de qualquer natureza.</p><p>c) produtos industrializados; transmissão “causa mortis” e doação, de quaisquer bens ou direitos;</p><p>grandes fortunas, nos termos de lei complementar.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>59</p><p>174</p><p>d) exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados; propriedade de veículos</p><p>automotores; operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários.</p><p>e) propriedade territorial rural; transmissão “inter vivos”, a qualquer título, por ato oneroso, de</p><p>bens imóveis; exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados.</p><p>Comentário: A União pode instituir: II, IE, IPI, IR, IOF, ITR, Imposto sobre Grandes Fortunas,</p><p>Imposto Seletivo (EC 132/2023 - Reforma Tributária), Imposto Extraordinário de Guerra e</p><p>Impostos Residuais.</p><p>Estados podem instituir ITCMD, ICMS, IPVA. Já o DF pode instituir o ITCMD, ICMS, IPVA, ITBI,</p><p>IPTU e ISS. E os Municípios o ITBI, IPTU e ISS.</p><p>Não se pode esquecer da competência para instituir o IBS - Imposto sobre Bens e Serviços,</p><p>prevista na CF/88, com a alteração promovida pela EC 132/2023 - Reforma Tributária. Tal</p><p>imposto é de competência compartilhada entre Estados, DF e Municípios, mas instituído por lei</p><p>complementar nacional.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>25. FCC/TRF 3ª Região-Analista Judiciário/2014</p><p>A competência legislativa em matéria tributária é</p><p>a) fixada por lei complementar federal, que atualmente é o Código Tributário Nacional.</p><p>b) administrativa, conferida somente aos entes da Administração Pública Direta Estatal e</p><p>Paraestatal.</p><p>c) constitucional exclusiva para instituir impostos, empréstimo compulsório e contribuições de</p><p>intervenção no domínio econômico, e comum em relação às taxas e contribuição de melhoria.</p><p>d) suplementar em relação à instituição de taxas, contribuições e impostos, e privativa à</p><p>instituição de empréstimos compulsórios e impostos residual e extraordinário.</p><p>e) é concorrente da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios para legislar sobre</p><p>normas gerais em matéria tributária, mediante lei complementar.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: A competência legislativa é fixada pela Constituição Federal que separa os tributos</p><p>que cada ente é competente para legislar sobre. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: A competência é fixada na Constituição, e não administrativamente. Ademais</p><p>aplica-se somente aos Entes Federados. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: É exatamente isso: é exclusiva para Impostos, Empréstimos compulsórios e CIDEs,</p><p>e comum em relação a taxas e contribuição de melhoria. Alternativa correta.</p><p>Alternativa D: É comum em relação a taxas e contribuições de melhoria. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: É de competência exclusiva da União Federal dispor sobre normas gerais em</p><p>matéria tributária. É importante o candidato diferenciar tal situação do art. 146, III do art. 24, I da</p><p>CF/88. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>60</p><p>174</p><p>26. FCC/PGM-Recife-Procurador Judicial/2014</p><p>Procurador Judicial do Recife recém empossado no cargo recebe a incumbência de apresentar</p><p>estudo detalhado sobre competência tributária. Demonstrando profundo conhecimento sobre o</p><p>tema, ele correlaciona corretamente os entes políticos (União, Estados, Distrito Federal e</p><p>Municípios) aos respectivos tributos, conforme definido na Constituição Federal de 1988.</p><p>É correto afirmar que são de competência do Distrito Federal:</p><p>a) Contribuição sobre a receita ou faturamento das empresas, imposto sobre a prestação de</p><p>serviços de transporte interestadual e intermunicipal e imposto sobre a prestação de serviços de</p><p>transporte intramunicipal.</p><p>b) Imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores</p><p>mobiliários; imposto predial e territorial urbano e imposto sobre a transmissão de bens imóveis.</p><p>c) Imposto sobre serviços de qualquer natureza, imposto extraordinário em caso de guerra</p><p>externa e imposto sobre a propriedade de veículos automotores.</p><p>d) Imposto sobre a prestação de serviço de comunicação, imposto predial e territorial urbano e</p><p>imposto territorial rural.</p><p>e) Imposto sobre a transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis,</p><p>por natureza; imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e imposto sobre a</p><p>doação, de quaisquer bens ou direitos.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Contribuição sobre a receita ou faturamento de empresas é uma contribuição</p><p>social, cuja competência é da União. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: O IOF é de competência da União. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: O IEG é de competência também da União. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: O ITR é de competência da União. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Todos os impostos aqui mencionados são de competência do D.F. Alternativa</p><p>correta.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>27. FCC/PGM-Cuiabá - Procurador/2014</p><p>Considere as seguintes afirmações:</p><p>I. Compete à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, instituir contribuições de</p><p>intervenção no domínio econômico, observados os princípios da legalidade e da anterioridade,</p><p>como previsto na Constituição Federal.</p><p>II. Tendo em vista a proximidade da Copa do Mundo e sendo Cuiabá uma das cidades-sede</p><p>escolhidas para a realização de jogos do mundial, verificou-se a necessidade urgente de</p><p>ampliação da sua rede de transporte de passageiros. Para fazer face aos custos deste</p><p>investimento, considerado de caráter urgente, o Município de Cuiabá poderia, mediante lei</p><p>complementar municipal, instituir empréstimo compulsório, desde que observado o princípio da</p><p>anterioridade.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>61</p><p>174</p><p>III. A cobrança da contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública, passível de</p><p>instituição pelo município de Cuiabá, pode ser feita na fatura de consumo de energia elétrica.</p><p>Está correto o que se afirma APENAS em</p><p>a) II e III.</p><p>b) I e III.</p><p>c) III.</p><p>d) II.</p><p>e) I.</p><p>Comentário:</p><p>Item I: Estados, DF e Municípios não podem instituir CIDEs, somente a União tem tal</p><p>competência. Item errado.</p><p>Item II: Os empréstimos compulsórios são de competência da União apenas. Item errado.</p><p>Item III:</p><p>Exatamente o que dispõe o art. 149-A da CF/88. Item correto.</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>28. FCC/ PGM-Cuiabá - Procurador/2014</p><p>Procurador do município de Cuiabá consultado sobre possibilidades legislativas de iniciativa do</p><p>executivo municipal que propiciassem um aumento da arrecadação, elaborou parecer indicando</p><p>quais seriam as espécies tributárias de competência do município passíveis de serem alteradas.</p><p>São tributos de competência da União, dos Estados e dos Municípios, respectivamente:</p><p>a) Imposto sobre a propriedade territorial rural; Imposto sobre a prestação de Serviços de</p><p>qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II, definidos em lei ordinária federal; Imposto</p><p>sobre operações relativas à circulação de mercadorias.</p><p>b) Imposto sobre a transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos; Imposto</p><p>sobre a transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis por acessão</p><p>física; Imposto sobre a propriedade de veículos automotores.</p><p>c) Impostos extraordinários, no caso de iminência de guerra externa ou interna; Imposto sobre a</p><p>propriedade predial e territorial urbana; Imposto sobre a prestação de serviços de comunicação.</p><p>d) Imposto sobre serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II, definidos em</p><p>lei complementar; Imposto sobre grandes fortunas, nos termos de lei ordinária federal; Imposto</p><p>sobre a prestação de serviços de transporte interestadual.</p><p>e) Imposto sobre operações relativas a valores mobiliários; Imposto sobre operações relativas à</p><p>circulação de mercadorias; Imposto sobre a transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato</p><p>oneroso, de bens imóveis, por natureza.</p><p>Comentário: A União pode instituir: II, IE, IPI, IR, IOF, ITR, Imposto sobre Grandes Fortunas,</p><p>Imposto Seletivo (EC 132/2023 - Reforma Tributária), Imposto Extraordinário de Guerra e</p><p>Impostos Residuais.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>62</p><p>174</p><p>Estados podem instituir ITCMD, ICMS, IPVA. Já o DF pode instituir o ITCMD, ICMS, IPVA, ITBI,</p><p>IPTU e ISS. E os Municípios o ITBI, IPTU e ISS.</p><p>Não se pode esquecer da competência para instituir o IBS - Imposto sobre Bens e Serviços,</p><p>prevista na CF/88, com a alteração promovida pela EC 132/2023 - Reforma Tributária. Tal</p><p>imposto é de competência compartilhada entre Estados, DF e Municípios, mas instituído por lei</p><p>complementar nacional.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>29. FCC/ TRF 4ª Região-Técnico Judiciário/2014</p><p>Sobre o Sistema Tributário Nacional, considere:</p><p>I. Segundo a Constituição Federal, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios</p><p>poderão instituir os seguintes tributos: impostos, taxas e contribuição de melhoria.</p><p>II. A Constituição Federal é fonte instituidora de tributos, especialmente impostos e contribuições</p><p>especiais.</p><p>III. Constitucionalmente, o princípio da capacidade contributiva é direcionado aos impostos, que</p><p>terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte.</p><p>IV. Segundo a Constituição Federal, a União tem competência para instituir impostos municipais,</p><p>desde que sejam instituídos sobre Territórios não divididos em Municípios.</p><p>V. É vedado à União, Estados, Distrito Federal e Municípios instituir tributos sobre patrimônio,</p><p>renda e serviços, relacionados com as finalidades essenciais dos templos de qualquer culto.</p><p>Está correto o que consta APENAS em</p><p>a) I, II e III.</p><p>b) III, IV e V.</p><p>c) I, II e V.</p><p>d) I, III e IV.</p><p>e) II, IV e V.</p><p>Comentário:</p><p>Item I: É o que dispõe o art. 145, I, II e III da CF/88. Item correto.</p><p>Item II: A CF/88 apenas fixa quem é competente para cada tributo. Contudo cada ente federado</p><p>deverá instituir o tributo de sua competência por meio de Lei. Item errado.</p><p>Item III: De fato, o princípio da capacidade contributiva, segundo a CF/88, aplica-se a impostos,</p><p>conforme o §1º do art. 145. Item correto.</p><p>Item IV: Tal previsão tem respaldo no art. 147 da CF/88. Item correto.</p><p>Item V: A imunidade religiosa é apenas para “impostos” e não para “tributos”. Item errado.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>30. FCC/SEFAZ PE-Auditor Fiscal do Tesouro Estadual/2014</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>63</p><p>174</p><p>De acordo com a Constituição Federal,</p><p>a) a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir contribuição de</p><p>melhoria, decorrente de obra pública, ainda que não haja valorização imobiliária dela decorrente.</p><p>b) a União poderá instituir empréstimos compulsórios, mediante medida provisória, no caso de</p><p>investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional.</p><p>c) os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir contribuição, na forma das</p><p>respectivas leis, para o custeio do serviço de iluminação pública.</p><p>d) a União poderá instituir, mediante lei ordinária, na iminência ou no caso de guerra externa,</p><p>impostos extraordinários, compreendidos ou não em sua competência tributária, os quais serão</p><p>suprimidos, gradativamente, cessadas as causas de sua criação.</p><p>e) a União poderá instituir, mediante lei ordinária, impostos não compreendidos em sua</p><p>competência tributária, desde que sejam não cumulativos e não tenham fato gerador ou base de</p><p>cálculo próprios dos discriminados na Constituição Federal.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: A contribuição de melhoria tem por fato gerador a valorização imobiliária, sem a</p><p>qual não é possível exigir o tributo. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: Os empréstimos compulsórios são instituídos por Lei Complementar e a CF/88</p><p>veda a edição de M.P. cuja matéria seja reservada a Lei Complementar. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: Apenas os Municípios e o DF são competentes para instituir a COSIP. Alternativa</p><p>errada.</p><p>Alternativa D: É exatamente o que dispõe o art. 154, II da CF/88. Alternativa correta.</p><p>Alternativa E: Para instituir os impostos residuais, é necessária Lei Complementar, conforme art.</p><p>154, I da CF/88. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>31. FCC/METRO-SP-Analista Desenvolvimento Gestão Júnior/2014</p><p>São tributos estaduais:</p><p>a) Imposto sobre serviços de transporte de natureza intermunicipal, imposto sobre a propriedade</p><p>rural situada no âmbito estadual.</p><p>b) Imposto sobre a renda percebida por servidores públicos estaduais que tenha sido retido na</p><p>fonte pelo Governo do Estado.</p><p>c) Imposto sobre a propriedade de veículos automotores e o Imposto sobre a prestação de</p><p>serviços de comunicação.</p><p>d) Impostos retidos na fonte pela Administração Pública Estadual e Imposto sobre as operações</p><p>relativas à circulação de mercadorias.</p><p>e) Imposto sobre a transmissão gratuita de bens imóveis e o imposto sobre operações com</p><p>produtos industrializados.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>64</p><p>174</p><p>Comentário: São de competência da União o II, IE, IPI, IR, IOF, ITR, Imposto sobre Grandes</p><p>Fortunas, Imposto Seletivo (EC 132/2023 - Reforma Tributária), Imposto Extraordinário de Guerra</p><p>e Impostos Residuais.</p><p>São de competência dos Estados o ITCMD, ICMS, IPVA. Já o DF pode instituir o ITCMD, ICMS,</p><p>IPVA, ITBI, IPTU e ISS. E os Municípios o ITBI, IPTU e ISS.</p><p>Temos também o IBS - Imposto sobre Bens e Serviços, prevista na CF/88, com a alteração</p><p>promovida pela EC 132/2023 - Reforma Tributária. Tal imposto é de competência compartilhada</p><p>entre Estados, DF e Municípios, mas instituído por lei complementar nacional.</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>32. FCC/PGE-BA-Analista de Procuradoria/2013</p><p>Sobre o tema da competência tributária e sua limitação é correto afirmar:</p><p>a) A competência tributária é fixada por lei do ente político, não podendo ser disciplinada por</p><p>ato do Chefe do Poder Executivo.</p><p>b) O não exercício da competência tributária implica a competência suplementar dos Estados,</p><p>Distrito Federal e Municípios em instituir tributos, disciplinando normas gerais e normas</p><p>específicas.</p><p>c) A competência tributária é constitucional e, como tal,</p><p>a suas peculiaridades.</p><p>§ 4º - A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei</p><p>estadual, no que lhe for contrário.</p><p>Percebe-se, pela leitura do dispositivo supracitado que, embora a competência para legislar sobre</p><p>direito tributário seja concorrente da União, Estados e DF, cabe àquela a definição das normas gerais.</p><p>Os Estados, portanto, ficam incumbidos de suplementar as normas gerais definidas pela União,</p><p>podendo exercer competência legislativa plena, quando não existir a lei federal sobre normas gerais.</p><p>Nesse sentido, vamos ver o entendimento do STF:</p><p>“AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IPVA. LEI ESTADUAL. ALÍQUOTAS</p><p>DIFERENCIADAS EM RAZÃO DO TIPO DO VEÍCULO.</p><p>1. Os Estados-membros estão legitimados a ditar as normas gerais referentes ao IPVA,</p><p>no exercício da competência concorrente prevista no artigo 24, § 3º, da Constituição do Brasil.</p><p>2. O Supremo possui orientação no sentido de que não há tributo progressivo quando as</p><p>alíquotas são diferenciadas segundo critérios que não levam em consideração a capacidade</p><p>contributiva.</p><p>Agravo regimental a que se nega provimento”.</p><p>(STF, RE 466.480-AgR/MG, Rel. Min. Eros Grau, 24/06/2008)</p><p>Para entender melhor o julgado, faz-se necessário saber que o CTN foi editado sob a égide da</p><p>CF/46. Nessa CF, não havia previsão para IPVA, de forma que o CTN não contemplou o referido imposto.</p><p>Como hoje existe tal previsão constitucional, não havendo, contudo, normas gerais editadas pela</p><p>União sobre o IPVA, o STF entendeu que se aplica o disposto no art. 24, § 3º, da CF/88.</p><p>É importante destacar também que, sobrevindo lei federal de normas gerais sobre matéria anteriormente</p><p>disciplinada pelos Estados, fica a lei estadual suspensa no que contrariar a lei federal.</p><p>Ocorre suspensão da lei estadual, e não revogação!</p><p>Há que se ressaltar, ainda, a competência legislativa municipal (ou você não sentiu falta deles?).</p><p>Embora não sejam citados no caput do art. 24 da CF/88, vejamos o que diz o art. 30, II, da própria CF:</p><p>Art. 30. Compete aos Municípios:</p><p>II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber;</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>6</p><p>174</p><p>Observação: Quem legisla concorrentemente sobre direito tributário é a União, os</p><p>Estados e o DF. Ao município cabe apenas suplementar a legislação federal e a estadual</p><p>no que couber.</p><p>Explicadas tais regras, pergunta-se: a lei federal que dispõe sobre as regras gerais em matéria tributária</p><p>deve ser lei complementar ou ordinária?</p><p>Vejamos a resposta:</p><p>Art. 146. Cabe à lei complementar:</p><p>III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre:</p><p>(...)</p><p>Percebe-se, pois, que a referida lei deve ser complementar!</p><p>Na aula inicial do nosso curso, você aprendeu que o Código Tributário Nacional – CTN - foi</p><p>recepcionado pela CF/88 com status de lei complementar, correto?</p><p>Na realidade, o CTN possui força de lei complementar desde a CF pretérita – CF/1967. Isso significa</p><p>que não foi apenas com a CF/88 que esta norma adquiriu o status de lei complementar.</p><p>É de se destacar também que o CTN continua sendo uma lei ordinária, mas com status de lei</p><p>complementar, pois o conteúdo nele tratado foi reservado à lei complementar pela nossa CF/88. Essas</p><p>regras são mais detalhadas no estudo do Direito Constitucional, disciplina que você já deve estar estudando</p><p>ou ainda irá estudar com o Prof. Ricardo Vale.</p><p>Nós veremos, nos próximos tópicos, algumas disposições do CTN acerca da competência tributária,</p><p>bem como suas características e outros conceitos relativos ao tema.</p><p>Características da Competência Tributária</p><p>A competência tributária possui algumas características a ela inerentes, quais sejam: indelegável,</p><p>imprescritível, inalterável, irrenunciável, e facultativa. Vamos explicar separadamente cada uma de suas</p><p>características.</p><p>A competência tributária é indelegável</p><p>A competência tributária é indelegável, não sendo possível que um ente delegue a sua competência</p><p>para instituir determinado imposto, por exemplo, a outro. Vejamos o que diz o caput art. 7º do CTN:</p><p>Art. 7º A competência tributária é indelegável, salvo atribuição das funções de arrecadar</p><p>ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em</p><p>matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra, nos</p><p>termos do § 3º do artigo 18 da Constituição (referência a outra CF).</p><p>O que se extrai do art. 7º, do CTN, é que a competência tributária é realmente indelegável, contudo,</p><p>as atribuições administrativas decorrentes do exercício da competência tributária são delegáveis a outra</p><p>pessoa jurídica de direito público.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>7</p><p>174</p><p>A delegação da função de arrecadar e fiscalizar os tributos instituídos, bem como as</p><p>demais atribuições administrativas citadas no art. 7º do CTN denomina-se capacidade</p><p>tributária ativa.</p><p>Assim, a União, por exemplo, ao fazer uso de sua competência tributária prevista no art. 149, caput, da</p><p>CF/88, pode instituir uma contribuição para o custeio dos conselhos de fiscalização e regulamentação de</p><p>categorias profissionais (contribuições corporativas), e delegar a atribuição de arrecadação do tributo ao</p><p>próprio conselho - CRM ou CRA, por exemplo.</p><p>No mesmo sentido, o art. 153, § 4º, III, da CF/88 permite que os Municípios fiscalizem e cobrem o</p><p>Imposto Territorial Rural (ITR). A união detém a competência para instituir o referido imposto (vamos</p><p>estudar esse imposto ainda nessa aula), mas pode repassar, mediante lei, a capacidade ativa para os</p><p>Municípios que assim optarem.</p><p>Podemos dizer, então, que a capacidade tributária ativa é a aptidão para que a pessoa jurídica seja</p><p>inserida no polo ativo (ou sujeito ativo) da relação jurídica constituída com a ocorrência do fato gerador.</p><p>Em outras palavras, trata-se do poder de exigir o tributo. Tal atribuição, nos termos do art. 119 CTN, só</p><p>pode ser realizada por pessoa jurídica de direito público.</p><p>Ocorre que temos jurisprudência favorável à atribuição de capacidade tributária ativa a pessoas jurídicas</p><p>de direito privado no âmbito do STJ. Senão, vejamos alguns julgados:</p><p>PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. NÃO</p><p>OCORRÊNCIA. CONTRIBUIÇÃO PARA O SESI. AGENTE FISCAL. ATRIBUIÇÃO TÍPICA DE</p><p>AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. LEGITIMIDADE PARA CONSTITUIÇÃO E COBRANÇA DO CRÉDITO</p><p>TRIBUTÁRIO. DECADÊNCIA AFASTADA.</p><p>(...)</p><p>2. As entidades e organizações em geral, dotadas de personalidade jurídica de direito privado,</p><p>que recebem contribuições parafiscais e prestam serviços de interesse público ou social, estão</p><p>sujeitas à fiscalização do Estado nos termos e condições estabelecidas na legislação pertinente a</p><p>cada uma (Decreto-Lei n. 200/67, art. 183).</p><p>3. O representante do SESI encontra-se investido das atribuições de fiscalização e arrecadação</p><p>direta da contribuição adicional de que trata o art. 3º, § 1º do Decreto-Lei n. 9.403/46,</p><p>conforme dispõe o art. art. 11, § 2º, do Decreto n. 57.375/65.</p><p>4. A fiscalização do SESI, no exercício de atribuição típica de autoridade administrativa tem</p><p>legitimidade para constituir crédito tributário relativo à contribuição adicional de que trata o</p><p>art. 3º, § 1º do Decreto-Lei n. 9.403/46. Precedente: (CC 122.713/SP, Primeira Seção, Rel.</p><p>Ministro Mauro Campbell Marques, DJe 14/8/2012).</p><p>5. É farta a jurisprudência desta Casa que reconhece a legitimidade ativa das entidades do</p><p>sistema "S" para a cobrança das respectivas contribuições adicionais, quando por si</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>8</p><p>174</p><p>fiscalizadas/lançadas, a saber: AgRg no REsp 1179431 / SP, Primeira Turma, Rel. Min. Benedito</p><p>Gonçalves, julgado em 24.08.2010; AgRg no REsp 579832 / RJ, Segunda Turma, Rel. Min.</p><p>Humberto Martins, julgado em 18.12.2008;</p><p>expressão da forma federativa de</p><p>Estado, sendo vedada a delegação do seu exercício a outro ente, ainda que por lei.</p><p>d) A competência ou capacidade tributária é passível de ser delegada por lei a outro ente, para</p><p>instituição de tributo, desde que a arrecadação e a fiscalização também o sejam.</p><p>e) A legalidade, anterioridade, vedação ao confisco, irretroatividade da lei tributária e igualdade</p><p>são limitações ao exercício da capacidade tributária.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: A competência tributária é fixada pela Constituição Federal. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: O não exercício da competência tributária não implica em renúncia ou delegação</p><p>de competência para que outro ente a exerça. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: É exatamente como a doutrina e jurisprudência abordam a competência tributária.</p><p>Alternativa correta.</p><p>Alternativa D: A delegação da capacidade tributária limita-se à delegação da atribuição das</p><p>funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões</p><p>administrativas em matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito público a</p><p>outra. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Tais Princípios, são limitações ao Poder de Tributar. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>33. FCC/SEFAZ SP-Agente Fiscal de Rendas/2013</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>65</p><p>174</p><p>Possuem competência para instituir o Imposto Sobre Doações e Transmissão causa mortis,</p><p>Imposto Territorial Rural, Impostos sobre Importações e Impostos sobre Serviços de Qualquer</p><p>Natureza, respectivamente,</p><p>a) Estados; Municípios; União; Estados e Distrito Federal.</p><p>b) Municípios; Estados e Distrito Federal; União; Municípios.</p><p>c) Estados e Distrito Federal; União; União; Distrito Federal.</p><p>d) Estados; União; Estados e Distrito Federal; Municípios.</p><p>e) Estados; Municípios; União; Municípios e Distrito Federal.</p><p>Comentário: O ITCMD é de competência dos Estados e DF; o ITR da União; o II também é da</p><p>União e o ISS é dos Municípios e DF.</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>34. FCC/ALE-PB- Procurador/2013</p><p>Assinale a alternativa que apresenta somente um tributo federal, um estadual e um municipal.</p><p>a) Imposto sobre transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso de direitos reais sobre</p><p>imóveis; imposto sobre prestação de serviços de comunicação; e imposto sobre produtos</p><p>industrializados.</p><p>b) Imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana; imposto sobre transmissão inter vivos,</p><p>a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física; e imposto</p><p>sobre a renda e proventos de qualquer natureza.</p><p>c) Imposto sobre a importação de produtos estrangeiros; imposto sobre prestação de serviço de</p><p>transporte intramunicipal; e imposto sobre a propriedade territorial rural.</p><p>d) Imposto sobre transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos; imposto</p><p>sobre operações relativas à circulação de mercadorias; e imposto sobre exportação, para o</p><p>exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados.</p><p>e) Imposto sobre prestação de serviço de comunicação; imposto sobre prestação de serviço de</p><p>transporte interestadual ou intermunicipal; e imposto sobre serviços de qualquer natureza.</p><p>Comentário: São de competência da União o II, IE, IPI, IR, IOF, ITR, Imposto sobre Grandes</p><p>Fortunas, Imposto Extraordinário de Guerra e Impostos Residuais.</p><p>São de competência dos Estados o ITCMD, ICMS, IPVA. Já o DF pode instituir o ITCMD, ICMS,</p><p>IPVA, ITBI, IPTU e ISS. E os Municípios o ITBI, IPTU e ISS.</p><p>Obs.: O transporte intermunicipal é tributado por ICMS. O transporte intramunicipal por ISS.</p><p>Ainda temos o IBS - Imposto sobre Bens e Serviços, prevista na CF/88, com a alteração</p><p>promovida pela EC 132/2023 - Reforma Tributária. Tal imposto é de competência compartilhada</p><p>entre Estados, DF e Municípios, mas instituído por lei complementar nacional.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>35. FCC/TRF 5ª Região-Analista Judiciário/2013</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>66</p><p>174</p><p>Sobre competência legislativa em matéria tributária, é correto afirmar:</p><p>a) A União tem sempre competência exclusiva para instituir contribuição social para seguridade</p><p>social de todos os serviços públicos dos entes da Federação.</p><p>b) Os entes da Federação têm competência comum para instituir contribuição de intervenção no</p><p>domínio econômico.</p><p>c) A competência para instituição de impostos vem discriminada na Constituição Federal para</p><p>cada um dos entes da Federação.</p><p>d) A competência para instituição de imposto residual é privativa da União, muito embora seja</p><p>cabível delegação desta competência aos Estados-membros e Distrito Federal mediante lei</p><p>complementar.</p><p>e) A competência para instituição do ITR é de competência da União, mas a Constituição Federal</p><p>admite expressamente a delegação desta competência aos Municípios, nos termos de lei</p><p>complementar que regulamente as hipóteses e forma de delegação.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: A União Federal tem competência para instituir a contribuição social. Contudo os</p><p>Estados, DF e Municípios podem instituir sua própria contribuição previdenciária a ser cobrada</p><p>de seus servidores para financiar o Regime Próprio de Previdência. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: Somente a União pode instituir as CIDEs. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: Exatamente, conforme os art. 153, 155 e 156 da CF/88. Alternativa correta.</p><p>Alternativa D: Não há previsão constitucional de tal delegação aos Estados e DF. Alternativa</p><p>errada.</p><p>Alternativa E: O que a CF/88 admite é que os Municípios optem pela cobrança e fiscalização do</p><p>ITR. Contudo isto não se confunde com delegação de competência. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>36. FCC/SEAD-PI-Analista de Planejamento e Orçamento/2013</p><p>Na condição de Analista de Planejamento e Orçamento da Secretaria da Administração do</p><p>Estado do Piauí, você recebeu a incumbência de realizar um estudo específico visando à</p><p>possibilidade de aplicação dos recursos do Estado na construção de 2.000 moradias populares</p><p>no decorrer do ano de 2014. Para tanto, você solicitou à Secretaria da Fazenda do Estado do</p><p>Piauí informações sobre a projeção de arrecadação de impostos a se efetivar no último bimestre</p><p>de 2013. Os impostos de competência exclusivamente estadual que interessam ao seu estudo,</p><p>são sobre:</p><p>a) as operações relativas à circulação de mercadorias, a propriedade de veículos automotores e a</p><p>transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, se bens imóveis, por natureza ou</p><p>acessão física.</p><p>b) a prestação de serviços de comunicação, a transmissão causa mortis e doação de quaisquer</p><p>bens ou direitos e a propriedade de veículos automotores.</p><p>c) os produtos industrializados, a propriedade territorial rural e as operações relativas à circulação</p><p>de mercadorias.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>67</p><p>174</p><p>d) a transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos, as operações relativas à</p><p>circulação de mercadorias e a prestação de serviços de transporte intramunicipal.</p><p>e) a transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, se bens imóveis, por natureza ou</p><p>acessão física, as grandes fortunas e as operações relativas à circulação de mercadorias.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: O ITBI é de competência dos Municípios e DF. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: O ICMS sobre comunicações, o ITCMD e o IPVA são impostos estaduais.</p><p>Alternativa correta.</p><p>Alternativa C: O IPI e ITR são de competência da União. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Sobre o serviço de transporte intramunicipal incide ISS; já sobre o serviço de</p><p>transporte intermunicipal incide ICMS. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: ITBI e IGF são impostos de competência dos Municípios e União, respectivamente.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>37. FCC/PGE-BA-Analista de Procuradoria/2013</p><p>Sobre a competência</p><p>constitucional das contribuições sociais, é correto afirmar:</p><p>a) Todos os entes federados têm competência para instituir contribuição de interesse de</p><p>categorias profissionais ou econômicas.</p><p>b) A União e o Distrito Federal têm competência concorrente para a instituição de contribuição</p><p>de intervenção no domínio econômico.</p><p>c) A contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública é um tributo de competência</p><p>exclusiva dos Estados e Distrito Federal.</p><p>d) Os Estados, Distrito Federal e os Municípios têm competência para instituir contribuição social</p><p>de seus servidores, para custeio de regime previdenciário próprio, desde que o possuam.</p><p>e) Os Municípios podem instituir contribuição de interesse de categorias profissionais ou</p><p>econômicas nas hipóteses em que não cabe a instituição de Imposto Sobre Serviços de Qualquer</p><p>Natureza − ISS.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Somente a União tem tal competência, conforme art. 149 da CF/88. Alternativa</p><p>errada.</p><p>Alternativa B: Somente a União tem tal competência, conforme art. 149 da CF/88. Alternativa</p><p>errada.</p><p>Alternativa C: A COSIP é de competência dos Municípios e DF, Conforme art. 149-A da CF/88.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: É o que informa o art. 149 §1º da CF/88. Alternativa correta.</p><p>Alternativa E: Somente a União tem tal competência para instituir este tributo, conforme art. 149</p><p>da CF/88. Alternativa errada.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>68</p><p>174</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>38. FCC/ TRT 18ª Região-Analista Judiciário/2013</p><p>Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre</p><p>a) exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados.</p><p>b) operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários.</p><p>c) transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis.</p><p>d) transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos.</p><p>e) renda e proventos de qualquer natureza.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: O Imposto de Exportação é de competência da União. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: O IOF é de competência da União. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: O ITBI é de competência dos Municípios e DF. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: O ITCMD é de competência dos Estados e D.F. Alternativa correta.</p><p>Alternativa E: O IR é de competência da União. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>39. FCC/TRF 5ª Região-Analista Judiciário/2013</p><p>Admite-se constitucionalmente a bitributação e o bis in idem na seguinte hipótese:</p><p>a) imposto de competência dos Estados pela União, para incidir em Território Federal.</p><p>b) contribuição de melhoria.</p><p>c) imposto residual de competência da União.</p><p>d) imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza pelos Estados-membros e Municípios</p><p>em relação aos seus servidores públicos.</p><p>e) imposto extraordinário, pela União, na iminência ou no caso de guerra externa.</p><p>Comentário: O bis in idem é quando uma mesma pessoa jurídica tributa duas vezes um só fato</p><p>gerador; a bitributação é quando duas pessoas jurídicas distintas tributam, cada uma delas, um</p><p>só fato gerador. Ressalvadas as hipóteses constitucionais, não é permitido que isso ocorra.</p><p>Contudo uma das exceções é aquela prevista no art. 154, II da CF/88.</p><p>Nessa hipótese, por exemplo, seria possível que a União instituísse o Imposto Extraordinário</p><p>tendo como fato gerador, por exemplo, a Renda. Nesse caso como já existe o IR, o IR</p><p>extraordinário no caso de Guerra Externa, seria uma hipótese constitucional de bis in idem.</p><p>Poderia ocorrer também de haver um IEG cujo fato gerador fosse a circulação de mercadorias,</p><p>hipótese em que haveria bi tributação, já que a circulação de mercadorias é fato gerador do</p><p>ICMS, que é de competência dos Estados.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>69</p><p>174</p><p>40. FCC/PGE-BA-Analista de Procuradoria/2013</p><p>Sobre o tema da competência tributária e sua limitação é correto afirmar:</p><p>a) A competência tributária é fixada por lei do ente político, não podendo ser disciplinada por</p><p>ato do Chefe do Poder Executivo.</p><p>b) O não exercício da competência tributária implica a competência suplementar dos Estados,</p><p>Distrito Federal e Municípios em instituir tributos, disciplinando normas gerais e normas</p><p>específicas.</p><p>c) A competência tributária é constitucional e, como tal, expressão da forma federativa de</p><p>Estado, sendo vedada a delegação do seu exercício a outro ente, ainda que por lei.</p><p>d) A competência ou capacidade tributária é passível de ser delegada por lei a outro ente, para</p><p>instituição de tributo, desde que a arrecadação e a fiscalização também o sejam.</p><p>e) A legalidade, anterioridade, vedação ao confisco, irretroatividade da lei tributária e igualdade</p><p>são limitações ao exercício da capacidade tributária.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Na realidade, a competência tributária é definida tão somente pela Constituição</p><p>Federal, não podendo ser fixada por lei de ente político ou disciplinada por ato do Chefe do</p><p>Poder Executivo. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: De acordo com o art. 8°, do CTN, o não exercício da competência tributária não a</p><p>defere a pessoa jurídica de direito público diversa daquela a que a Constituição a tenha</p><p>atribuído. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: De fato, a competência tributária é definida constitucionalmente, sendo ainda</p><p>indelegável, com base no disposto no art. 7°, do CTN. Alternativa correta.</p><p>Alternativa D: A competência tributária, consistente no poder de instituir o tributo, é indelegável.</p><p>O que se permite a delegação é a capacidade tributária ativa, isto é, a competência para</p><p>arrecadar e fiscalizar o tributo. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Os princípios constitucionais tributários se revestem de verdadeiras limitações ao</p><p>poder de tributar, limitando o exercício da competência tributária, e não da capacidade tributária.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>41. FCC/TCE-SP-Auditor do Tribunal de Contas/2013</p><p>Uma coisa é poder de legislar, desenhando o perfil jurídico de um gravame ou regulando os</p><p>expedientes necessários à sua funcionalidade; outra é reunir credenciais para integrar a relação</p><p>jurídica, no tópico do sujeito ativo. (CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de Direito Tributário. 23</p><p>ed. São Paulo: Saraiva, 2011, p. 271).</p><p>O trecho transcrito faz alusão, respectivamente, a:</p><p>a) capacidade tributária passiva e competência tributária.</p><p>b) capacidade tributária passiva e capacidade tributária ativa.</p><p>c) competência tributária e obrigação tributária.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>70</p><p>174</p><p>d) capacidade tributária ativa e obrigação tributária.</p><p>e) competência tributária e capacidade tributária ativa.</p><p>Comentário: O poder de legislar, desenhando o perfil jurídico de um gravame ou regulando os</p><p>expedientes necessários à sua funcionalidade, trata-se da competência tributária, para instituir</p><p>tributos. Quanto à integração na relação jurídica na condição de sujeito ativo, trata-se da</p><p>denominada capacidade tributária ativa.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>42. FCC/TJ-PE-Titular de Serviços de Notas e Registro/2013</p><p>A competência tributária</p><p>a) é delegável por lei, como no caso do Imposto Territorial Rural - ITR, em que a União pode</p><p>delegar a competência para os Municípios que assim optarem.</p><p>b) não pode deixar de ser exercida, razão pela qual, a União tem obrigação constitucional de</p><p>instituir todos os impostos de sua competência.</p><p>c) é renunciável nos casos expressamente autorizados pela Constituição Federal, como no caso</p><p>do Imposto sobre Grandes Fortunas, que era de competência da União.</p><p>d) é exclusiva em relação a todos os tributos, devendo cada ente se limitar a instituir os tributos</p><p>expressamente previstos na Constituição Federal ou em lei.</p><p>e) é indelegável em qualquer situação, não podendo o ente renunciá-la ou transferi-la a outro</p><p>ainda que por lei.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: O caso abordado refere-se à delegação da capacidade tributária ativa. A</p><p>competência tributária é indelegável. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: O exercício da competência tributária é facultativo. Portanto, a União não está</p><p>compelida a instituir todos os impostos de sua competência. É o que ocorre com o IGF</p><p>atualmente, que ainda não foi instituído. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: Uma das características da competência tributária é a irrenunciabilidade, pois o</p><p>ente federado não pode renunciar algo que foi previsto na Constituição Federal. Alternativa</p><p>errada.</p><p>Alternativa D: A União detém a competência tributária residual, podendo instituir impostos não</p><p>previstos na CF/88. De qualquer modo, não se pode dizer que os tributos a serem instituídos</p><p>estão previstos em lei, mas sim na própria CF/88, que é a norma definidora da competência</p><p>tributária de cada ente da federação. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: A competência tributária é indelegável e irrenunciável, não podendo ser transferida</p><p>a outros entes ainda que por intermédio de lei. Alternativa correta.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>43. FCC/PGE-BA-Analista de Procuradoria/2013</p><p>A União poderá instituir, mediante Lei</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>71</p><p>174</p><p>a) Ordinária, impostos não previstos na Constituição Federal, desde que sejam não cumulativos e</p><p>não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos nela discriminados.</p><p>b) Complementar, quaisquer tributos não previstos na Constituição Federal, desde que sejam</p><p>cumulativos e tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos nela discriminados.</p><p>c) Complementar, impostos não previstos na Constituição Federal, desde que sejam não</p><p>cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos nela discriminados.</p><p>d) Complementar ou ordinária, impostos não previstos na Constituição Federal, desde que sejam</p><p>cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos nela discriminados.</p><p>e) Ordinária, quaisquer tributos não previstos na Constituição Federal, desde que sejam não</p><p>cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos nela discriminados.</p><p>Comentário: A União pode instituir impostos não previstos na CF/88, por lei complementar, e</p><p>desde que tais impostos não tenham fato gerador e base de cálculo de impostos iguais aos</p><p>existentes na Constituição Federal, e que ainda sejam não cumulativos.</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>44. FCC/PGE-MT-Procurador do Estado/2011</p><p>Sobre competência tributária e capacidade tributária ativa, é correto afirmar:</p><p>a) A competência tributária é delegável por lei.</p><p>b) A capacidade tributária ativa indica o sujeito ativo da obrigação tributária principal.</p><p>c) O Código Tributário Nacional fixa as competências tributárias.</p><p>d) A capacidade tributária ativa é exclusiva do ente político definido na Constituição Federal.</p><p>e) Somente o ente político competente para instituir o tributo pode ser titular da capacidade</p><p>tributária ativa.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: A competência tributária é indelegável, ainda que por meio de lei. Alternativa</p><p>errada.</p><p>Alternativa B: Realmente, o sujeito ativo da obrigação tributária é a pessoa que detém a</p><p>capacidade tributária ativa. Alternativa correta.</p><p>Alternativa C: Apenas a CF/88 fixa a competência tributária dos entes federativos. Alternativa</p><p>errada.</p><p>Alternativa D: Ao contrário da competência tributária, a capacidade tributária ativa é delegável,</p><p>conforme prevê o art. 7°, do CTN. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Sendo a capacidade tributária ativa é delegável, o ente político competente para</p><p>instituir o tributo pode delegar a capacidade tributária ativa. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>72</p><p>174</p><p>QUESTÕES COMPLEMENTARES COMENTADAS</p><p>Competência Tributária</p><p>1. FGV/SEFAZ-MT-Auditor Fiscal/2023</p><p>Considere hipoteticamente que a União, por meio de nova lei federal ordinária publicada em 15/11/2022,</p><p>delegou a todos os Serviços Sociais Autônomos (Sistema “S”) as funções de arrecadação e fiscalização das</p><p>contribuições especiais federais em favor de tais entidades.</p><p>Acerca desse tema e à luz do entendimento dos Tribunais Superiores, assinale a afirmativa correta.</p><p>A) Existem contribuições ao Sistema “S” que são classificadas como contribuição de intervenção no domínio</p><p>econômico (CIDE).</p><p>B) Sendo os Serviços Sociais Autônomos pessoas jurídicas de direito privado, lei que pretendesse delegar as</p><p>funções de arrecadação e fiscalização das contribuições especiais federais em seu favor seria</p><p>inconstitucional.</p><p>C) A espécie normativa adequada para tal delegação seria a lei complementar.</p><p>D) Em obediência ao princípio da anterioridade tributária anual, os Serviços Sociais Autônomos somente</p><p>poderiam exercer as funções de arrecadação e fiscalização das contribuições especiais federais em seu</p><p>favor a partir de 01/01/2023.</p><p>E) Em obediência ao princípio da anterioridade tributária nonagesimal, os Serviços Sociais Autônomos</p><p>somente poderiam exercer as funções de arrecadação e fiscalização das contribuições especiais federais em</p><p>seu favor a partir de fevereiro de 2023.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: A Contribuição destinada ao SEBRAE já foi considerada CIDE pelo STF (RE 635682/RJ).</p><p>Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: O STJ entende como constitucional a delegação das funções de arrecadação e fiscalização</p><p>desse tributo aos Serviços Sociais Autônomos, apesar de serem constituídas como pessoas jurídicas de</p><p>direito privado (como exemplo, o REsp 1.555.158/AL). Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: A delegação da capacidade tributária ativa pode ser realizada por ato unilateral, conforme</p><p>prevê o CTN. Não há restrição para delegação por meio de lei complementar. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: O referido princípio constitucional só deve ser observado em se tratando de instituição ou</p><p>majoração de tributos, não se aplicando em relação ao exercício das funções de arrecadação e fiscalização.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: O referido princípio constitucional só deve ser observado em se tratando de instituição ou</p><p>majoração de tributos, não se aplicando em relação ao exercício das funções de arrecadação e fiscalização.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>2. FGV/SEFAZ-AM/2022</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>73</p><p>174</p><p>Nosso sistema tributário caracteriza-se por tributos específicos que devem ser recolhidos por cada entre</p><p>federativo.</p><p>Tratando apenas de impostos, assinale a opção que indica os que são de competência dos Estados.</p><p>A) O ITBI, o ICMS e o IPVA.</p><p>B) O ITCMD, o IPI e o ICMS.</p><p>C) O ITBI, o ICMS e o IPTU.</p><p>D) O ITCMD, o ICMS e o IPVA.</p><p>E) O ICMS, o IPVA e a COSIP.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: O ITBI é de competência municipal. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: O IPI é da competência da União. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: O ITBI e o IPTU são de competência municipal. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: ITCMD, ICMS e IPVA são de competência estadual. Alternativa correta.</p><p>Alternativa E: A COSIP é uma contribuição e não um imposto, além disso é de competência do Município e</p><p>do Distrito Federal por força constitucional do art. 149-A. Alternativa errada.</p><p>Vamos resumir os impostos de competência de cada ente federativo, considerando as alterações</p><p>promovidas pela EC 132/2023 (Reforma Tributária):</p><p>União Estados e Distrito Federal Municípios e Distrito Federal</p><p>Imposto de Importação ICMS ISS</p><p>Imposto de Exportação ITCMD ITBI</p><p>Imposto de Renda IPVA IPTU</p><p>IPI Imposto sobre Bens e Serviços (Competência Compartilhada)</p><p>IOF - -</p><p>ITR - -</p><p>IGF - -</p><p>Impostos Residuais</p><p>Impostos Extraordinários</p><p>Imposto Seletivo</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>3. FGV/ SEFAZ-ES/2021</p><p>No Estado X, uma lei estadual conferiu poderes à autarquia estadual gestora do regime próprio de</p><p>previdência dos servidores</p><p>estaduais para fiscalizar, arrecadar e inclusive cobrar judicialmente a</p><p>contribuição previdenciária dos servidores.</p><p>Diante desse cenário, assinale a afirmativa correta.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>74</p><p>174</p><p>A) A lei estadual pode delegar a chamada capacidade tributária ativa à autarquia.</p><p>B) A autarquia estadual, por ser integrante da Administração Indireta, não pode arrecadar tributos.</p><p>C) A lei estadual viola a competência tributária do Estado X, conforme estabelecida na Constituição.</p><p>D) A lei estadual viola a competência tributária do Estado X, conforme estabelecida no Código Tributário</p><p>Nacional.</p><p>E) A fiscalização e a arrecadação podem ser feitas pela autarquia, mas a cobrança judicial de tributos é ato</p><p>privativo da Administração Direta do ente federado.</p><p>Comentário: Muita atenção!!! Não confunda competência tributária com capacidade tributária.</p><p>A competência tributária abarca o poder de instituir tributos previstos na Constituição Federal e é</p><p>indelegável por força do art. 7º, do CTN. Confira.</p><p>Art. 7º A competência tributária é INDELEGÁVEL, salvo atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar</p><p>tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária, conferida</p><p>por uma pessoa jurídica de direito público a outra, nos termos do § 3º do artigo 18 da Constituição</p><p>(referência a outra CF).</p><p>§ 1º A atribuição compreende as garantias e os privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de</p><p>direito público que a conferir.</p><p>Já a capacidade tributária é exatamente as funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, executar leis,</p><p>serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária, e é delegável.</p><p>Portanto, competência é indelegável e capacidade é delegável.</p><p>Feita essa introdução vamos aos comentários das alternativas.</p><p>Alternativa A: Em conformidade com o CTN, art. 7º e § 1º. A capacidade tributária pode ser delegada a</p><p>uma Autarquia, haja vista que esta é uma pessoa jurídica de direito público.</p><p>Ademais, como visto na introdução, a Autarquia além de arrecadar, pode fiscalizar e executar atos ou</p><p>decisões administrativas em matéria tributária, ou seja, pode cobrar judicialmente a contribuição</p><p>previdenciária dos servidores. Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: Como a Autarquia pode ser delegatária da capacidade tributária ativa, ela pode arrecadar</p><p>tributos. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: Não há violação de competência, haja vista que a capacidade tributária ativa é delegável.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Conforme item anterior. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: A cobrança judicial também pode ser realizada pela Autarquia, pois ela pode praticar atos ou</p><p>decisões administrativas em matéria tributária. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>4. FGV/ SEFAZ-ES/2021</p><p>A União resolveu exercer sua competência tributária residual criando um novo Imposto sobre</p><p>Movimentações Financeiras.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>75</p><p>174</p><p>Acerca de tal imposto, assinale a afirmativa correta.</p><p>A) Poderá ser instituído por lei ordinária.</p><p>B) Poderá ser cumulativo.</p><p>C) Seu fato gerador poderá ser coincidente com o de outro imposto já previsto na Constituição.</p><p>D) Sua base de cálculo poderá ser coincidente com a de outro imposto já previsto na Constituição.</p><p>E) Do produto de sua arrecadação, 20% pertencerá aos Estados e ao Distrito Federal.</p><p>Comentário: A questão aborda a competência residual de a União instituir novos impostos desde que:</p><p>▪ Por lei complementar;</p><p>▪ Os impostos não estejam previstos na constituição, ou seja, impostos novos;</p><p>▪ Sejam não-cumulativo;</p><p>▪ Não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios de impostos já descriminado na constituição.</p><p>Feita essa ressalva, vamos aos comentários das alternativas.</p><p>Alternativa A: A competência residual abordada na questão exige que o novo imposto seja instituído por</p><p>meio de lei complementar. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: Por força constitucional, os novos impostos instituídos pela União não podem ser</p><p>cumulativos. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: Não pode haver a coincidência de fato gerador de outro imposto já previsto na CF.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: A base de cálculo também não pode coincidir com a de impostos já previstos na CF.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: A arrecadação dos novos impostos pertence em 20% aos Estados e Distrito Federal conforme</p><p>disposição expressa constitucional, confira.</p><p>Art. 154. A União poderá instituir:</p><p>I - mediante lei complementar, impostos não previstos no artigo anterior, desde que sejam</p><p>não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta</p><p>Constituição;</p><p>Art. 157. Pertencem aos Estados e ao Distrito Federal:</p><p>II - vinte por cento do produto da arrecadação do imposto que a União instituir no exercício da</p><p>competência que lhe é atribuída pelo art. 154, I.</p><p>Alternativa correta.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>5. FGV/TJ-SC/2021</p><p>Projeto de lei do Município Alfa, do ano de 2021, de iniciativa da vereadora Maria, propõe a revogação da</p><p>lei instituidora de certa taxa municipal, para produzir efeitos no mesmo dia da publicação da lei. O projeto é</p><p>aprovado na Câmara Municipal por voto da maioria simples, com obediência às exigências legais para</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>76</p><p>174</p><p>renúncia de receitas. Contudo, ao seguir para o prefeito, este vetou a lei sob argumento único de</p><p>inconstitucionalidade formal do projeto de lei.</p><p>Diante desse cenário, é correto afirmar que as razões do veto pelo prefeito:</p><p>A) são adequadas, pois a Constituição da República de 1988 reserva ao chefe do Poder Executivo a iniciativa</p><p>de leis que afetem matéria tributária;</p><p>B) são adequadas, pois a Constituição da República de 1988 exige, para a extinção desse tributo, a votação</p><p>pelo quórum de maioria absoluta;</p><p>C) são adequadas, pois a Constituição da República de 1988 exige, para a extinção desse tributo, que o</p><p>projeto de lei seja de iniciativa de ao menos um terço dos membros da Casa Legislativa;</p><p>D) não são adequadas, pois está presente no caso um vício de inconstitucionalidade material, a saber, a</p><p>violação do princípio da anterioridade tributária;</p><p>E) não são adequadas, pois a Constituição da República de 1988 não exige, para a extinção desse tributo,</p><p>que o projeto de lei seja de iniciativa do chefe do Poder Executivo.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: A Suprema Corte, STF, já julgou com repercussão geral que:</p><p>Inexiste, na Constituição Federal de 1988, reserva de iniciativa para leis de natureza tributária, inclusive</p><p>para as que concedem renúncia fiscal.</p><p>Portanto a revogação da lei instituidora da taxa municipal, não é reservada apenas ao chefe do Poder</p><p>Executivo municipal (prefeito). Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: Não há essa reserva de quórum de maioria absoluta. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: Também não há essa restrição de que a lei revogadora tenha iniciativa de ao menos um terço</p><p>dos membros da Casa Legislativa. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: O princípio da anterioridade tributária é previsto no art. 150, III, “b”. Confira:</p><p>Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao</p><p>Distrito Federal e aos Municípios:</p><p>(...)</p><p>III - cobrar tributos:</p><p>(...)</p><p>b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os INSTITUIU OU AUMENTOU;</p><p>Perceba que a norma constitucional prevê caso a lei institua ou AUMENTE, entretanto, na presente</p><p>questão o que temos é a revogação, ou seja, supressão de um tributo, logo não se aplica esse princípio.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Conforme tese de repercussão geral nº 6082 vista na alternativa A. Alternativa correta.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>6. FGV/TCE-AM/2021</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>77</p><p>174</p><p>O Governador do Estado Alfa, buscando encontrar uma solução para a grave crise sanitária que assolava</p><p>esse ente federativo, consultou sua assessoria sobre a possibilidade de ser criado um novo imposto</p><p>estadual, o que acarretaria o aumento da arrecadação.</p><p>A assessoria respondeu, corretamente, que o Estado:</p><p>A) não pode criar o imposto, já que não dispõe de competência tributária residual;</p><p>B) pode criar o imposto, desde que não tenha fato gerador próprio dos impostos já existentes;</p><p>C) pode criar o imposto, desde que não seja cumulativo e tal seja feito por meio de lei complementar;</p><p>D) não pode criar o imposto, ressalvada a existência de autorização da União, veiculada em lei</p><p>complementar;</p><p>E) pode criar o imposto, via lei complementar, sendo não cumulativo e com fato gerador distinto dos outros</p><p>impostos.</p><p>Comentário: Na presente questão temos um Estado com a intenção de criar um novo imposto, ou seja,</p><p>exercer a competência residual, então vejamos como essa competência está prevista no nosso</p><p>ordenamento jurídico.</p><p>Alternativa A: O Estado Alfa não pode criar esse novo imposto por força constitucional, haja vista que a</p><p>competência residual para impostos, prevista no art. 154, I, é apenas para União. Confira:</p><p>Art. 154. A União poderá instituir:</p><p>I - mediante lei complementar, impostos não previstos no artigo anterior, desde que sejam</p><p>não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta</p><p>Constituição;</p><p>Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: No caso de impostos, apenas a União possui a competência residual para criar impostos.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: Conforme item anterior, o Estado Alfa não pode. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: A instituição de tributos é competência tributária, e esta é indelegável. Confira a previsão</p><p>expressa do CTN.</p><p>Art. 7º A competência tributária é INDELEGÁVEL, salvo atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar</p><p>tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária, conferida</p><p>por uma pessoa jurídica de direito público a outra, nos termos do § 3º do artigo 18 da Constituição</p><p>(referência a outra CF).</p><p>Portanto, não há possibilidade de a União autorizar o Estado de criar o imposto. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Não há possibilidade de o Estado criar o novo imposto. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>7. (FGV/ALERO/2018)</p><p>Relacione os impostos listados a seguir, à sua respectiva característica.</p><p>1. IPI</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>78</p><p>174</p><p>2. ITR</p><p>3. ITBI</p><p>4. ICMS</p><p>( ) imposto de competência federal, classificado como imposto sobre a produção e circulação.</p><p>( ) imposto de competência federal, aplicado sobre patrimônio, podendo a fiscalização ser do município.</p><p>( ) imposto de competência municipal, aplicado sobre patrimônio.</p><p>( ) imposto de competência estadual, considerado como imposto sobre a produção e circulação.</p><p>Assinale a opção que apresenta a relação correta, segundo a ordem apresentada.</p><p>A) 1, 2, 3 e 4.</p><p>B) 1, 3, 2 e 4.</p><p>C) 2, 1, 3 e 4.</p><p>D) 4, 3, 2 e 1.</p><p>E) 4, 2, 3 e 1.</p><p>Comentário: O IPI é de competência da União e classificado pelo CTN como sendo sobre a Produção e</p><p>Circulação. Confira a literalidade do CTN.</p><p>CAPÍTULO IV - Impostos sobre a Produção e a Circulação</p><p>SEÇÃO I</p><p>Imposto sobre Produtos Industrializados</p><p>Art. 46. O imposto, de competência da União, sobre produtos industrializados tem como fato gerador:</p><p>O ITR também é de competência da União e incide sobre propriedade territorial rural, sendo possível a</p><p>fiscalização ser delegada aos municípios se assim optarem.</p><p>CF. Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre:</p><p>VI - propriedade territorial rural;</p><p>§ 4º O imposto previsto no inciso VI do caput:</p><p>III - será fiscalizado e cobrado pelos Municípios que assim optarem, na forma da lei, desde que não</p><p>implique redução do imposto ou qualquer outra forma de renúncia fiscal.</p><p>O ITBI é de competência municipal.</p><p>CF. Art. 156. Compete aos Municípios instituir impostos sobre:</p><p>II - transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão</p><p>física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição;</p><p>E o ICMS é de competência estadual e assim como IPI é classificado pelo próprio CTN como sendo sobre a</p><p>produção e circulação.</p><p>CF. Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre:</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>79</p><p>174</p><p>II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte</p><p>interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no</p><p>exterior;</p><p>Portanto a sequência correta é 1-2-3-4, alternativa correta letra A.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>8. (FGV/PREF. CUIABÁ-MT/2016)</p><p>A atual Constituição Federal instituiu competências tributárias comuns, privativas e residuais. Sobre a</p><p>atribuição de competência definida pela Constituição Federal de 1988, assinale a afirmativa correta.</p><p>A) Os Municípios são competentes para instituir o imposto sobre transmissão “causa mortis” e doação, de</p><p>quaisquer bens ou direitos.</p><p>B) A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios têm competência comum para instituir</p><p>contribuição de intervenção no domínio econômico.</p><p>C) Apenas os Estados e o Distrito Federal têm competência para a instituição de contribuição de melhoria,</p><p>decorrente de obra pública.</p><p>D) Os Estados têm competência para instituir imposto incidente sobre a prestação de transporte</p><p>interestadual e intermunicipal.</p><p>E) Os Estados e o Distrito Federal podem instituir impostos não previstos na Constituição Federal de 1988,</p><p>desde que sejam não cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados</p><p>na Constituição.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Conforme a Constituição Federal (CF), art. 155, I, o ITCMD é de competência dos Estados e</p><p>do Distrito Federal. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: Por previsão constitucional, art. 149, a contribuição de intervenção no domínio econômico</p><p>(CIDE) é de competência exclusiva da União. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: A contribuição de melhoria é de competência comum dos entes federativos, ou seja, o</p><p>apenas Estados e Distrito Federal torna a alternativa incorreta. Conforme art. 145, III, da CF.</p><p>Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos:</p><p>III - contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas.</p><p>Consequentemente, a União e os Municípios também podem institui-la. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Conforme literalidade do art. 155, II, da CF.</p><p>Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre:</p><p>II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte</p><p>interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no</p><p>exterior;</p><p>E cuidado, pois é serviço de transporte interestadual e intermunicipal (de município para outro), ou seja,</p><p>intramunicipal (dentro do município) não é ICMS, mas sim cobrança de ISSQN. Alternativa correta.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>80</p><p>174</p><p>Alternativa E: Essa alternativa aborda a competência residual para criar imposto, e esta competência é</p><p>exclusiva da União.</p><p>Art. 154. A União poderá instituir:</p><p>I - mediante lei complementar, impostos não previstos no artigo anterior, desde que sejam</p><p>não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta</p><p>Constituição;</p><p>Logo, Estados e DF não podem institui-los. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>9. (FGV/Pref. Recife-PE/2014)</p><p>A competência legislativa do Município em matéria</p><p>tributária é assegurada na Constituição da República</p><p>Federativa do Brasil. Nesse sentido, de acordo com o estabelecido na Constituição Federal e disciplinado</p><p>pelo Código Tributário do Município do Recife, certos tributos são de competência municipal, exceto</p><p>A) Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU.</p><p>B) Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISS.</p><p>C) Imposto sobre a Transmissão Onerosa “inter-vivos” de Bens Imóveis e de Direitos a eles relativos – ITBI.</p><p>D) Contribuição de Melhoria, decorrente de obras públicas.</p><p>E) Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: O IPTU é de competência municipal. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: O ISS é de competência municipal. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: O ITBI é de competência municipal. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: A contribuição de melhoria é de competência comum dos entes federativos, ou seja, União,</p><p>Estados, Municípios e o Distrito Federal podem institui-la. Essa é a previsão constitucional do art. 145, III.</p><p>Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos:</p><p>III - contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas.</p><p>Consequentemente, o município de Recife pode institui-la. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Retomando que o caput da questão pede a alternativa que traz o tributo que NÃO É de</p><p>competência municipal, essa é nosso gabarito, porque o ICMS é de competência dos Estados e do DF.</p><p>Alternativa correta.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>10.FGV/ISS-Cuiabá/2016</p><p>A atual Constituição Federal instituiu competências tributárias comuns, privativas e residuais. Sobre a</p><p>atribuição de competência definida pela Constituição Federal de 1988, assinale a afirmativa correta.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>81</p><p>174</p><p>a) Os Municípios são competentes para instituir o imposto sobre transmissão “causa mortis” e doação, de</p><p>quaisquer bens ou direitos.</p><p>b) A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios têm competência comum para instituir</p><p>contribuição de intervenção no domínio econômico.</p><p>c) Apenas os Estados e o Distrito Federal têm competência para a instituição de contribuição de melhoria,</p><p>decorrente de obra pública.</p><p>d) Os Estados têm competência para instituir imposto incidente sobre a prestação de transporte</p><p>interestadual e intermunicipal.</p><p>e) Os Estados e o Distrito Federal podem instituir impostos não previstos na Constituição Federal de 1988,</p><p>desde que sejam não cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados</p><p>na Constituição.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Os Municípios não possuem competência tributária para instituir o ITCMD, mas tão somente</p><p>os Estados e o DF. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: A competência para instituir CIDE é exclusiva da União, conforme estabelece o art. 149, da</p><p>CF/88. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: A contribuição de melhoria é um tributo de competência comum. Logo, a União, os Estados,</p><p>o Distrito Federal e os Municípios têm competência tributária para institui-la. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: O ICMS é um imposto de competência estadual e incide sobre a prestação de serviço de</p><p>transporte interestadual e intermunicipal. Alternativa correta.</p><p>Alternativa E: Trata-se da competência tributária residual, conferida pela CF/88 apenas à União. Alternativa</p><p>errada.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>11.FGV/Fiscal de Rendas-RJ/2009</p><p>Em relação à competência tributária, assinale a afirmativa incorreta.</p><p>a) Corresponde à aptidão de que são dotados os entes políticos para editarem leis instituidoras de tributos.</p><p>b) É indelegável, salvo a atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos.</p><p>c) De acordo com os ditames da Lei de Responsabilidade Fiscal, constituem requisitos essenciais da</p><p>responsabilidade na gestão fiscal a instituição, previsão e efetiva arrecadação de todos os tributos da</p><p>competência constitucional do ente da Federação.</p><p>d) Seu não-exercício no tempo, pelo prazo de cinco anos contados da promulgação da Constituição, implica</p><p>sua transferência para outro ente federativo, nos termos de Resolução a ser editada pelo Senado Federal.</p><p>e) A outorga de competências tributárias aos entes federativos afigura-se como pedra angular da forma</p><p>federativa de Estado, caracterizado por entes políticos dotados de autonomia financeira.</p><p>Comentário:</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>82</p><p>174</p><p>Alternativa A: A competência tributária corresponde à aptidão dos entes federativos para editarem leis</p><p>instituidoras de tributos. Esta competência lhes é atribuída pela CF/88. Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: É o que consta no art. 7º, do CTN. A competência tributária é indelegável, salvo a</p><p>possibilidade de delegação da capacidade tributária ativa que consiste basicamente na atribuição das</p><p>funções de arrecadar ou fiscalizar tributos. Alternativa correta.</p><p>Alternativa C: De acordo com o art. 11, da LRF, constituem requisitos essenciais da responsabilidade na</p><p>gestão fiscal a instituição, previsão e efetiva arrecadação de todos os tributos da competência</p><p>constitucional do ente da Federação. Alternativa correta.</p><p>Alternativa D: Conforme prevê o art. 8º, do CTN, o não exercício da competência tributária não a defere a</p><p>pessoa jurídica de direito público diversa daquela a que a Constituição a tenha atribuído. Alternativa</p><p>errada.</p><p>Alternativa E: Ao conferir competência tributária aos entes federativos, a CF/88 protege a forma federativa</p><p>de Estado, garantindo-lhes autonomia financeira. Alternativa correta.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>12.FGV/Consultor Legislativo - MA /2013</p><p>Com relação à competência tributária, assinale a afirmativa correta.</p><p>a) A competência tributária, instituída por lei, deve ser exercida de forma privativa pelo ente da Federação</p><p>a quem couber.</p><p>b) A competência tributária não exercida por longo tempo pelo ente da Federação a quem couber, gera</p><p>caducidade.</p><p>c) Para obediência ao princípio da eficiência, a competência tributária poderá ser exercida de forma</p><p>ampliativa pelo ente da Federação a quem couber.</p><p>d) As funções de arrecadar e fiscalizar podem ser atribuídas por um ente da Federação a outro, sem ofensa</p><p>às regras de competência tributária.</p><p>e) O ente da Federação, a quem coube determinada competência tributária, poderá delegá-la para a pessoa</p><p>jurídica de direito privado que tiver função arrecadatória.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: A competência tributária não é instituída por lei, mas sim pela CF/88. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: O não exercício da competência tributária, nos termos do art. 8º do CTN, não a defere a</p><p>pessoa jurídica de direito público diversa daquela a que a Constituição a tenha atribuído. Nesse sentido, a</p><p>competência tributária é imprescritível (ou incaducável). Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: A competência tributária se restringe ao que foi conferido pela CF/88. Não cabe, pois, seu</p><p>exercício de forma ampliativa pelo ente da Federação a quem couber. Alternativa errada.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>83</p><p>174</p><p>Alternativa D: Sim, as funções de arrecadar e fiscalizar podem ser atribuídas por um ente da Federação a</p><p>outro, sem ofensa às regras de competência tributária, já que se trata de delegação da capacidade</p><p>tributária ativa, permitida pelo art. 7º, do CTN. Alternativa correta.</p><p>Alternativa E: A competência tributária é indelegável, salvo as funções de arrecadar e fiscalizar que podem</p><p>ser atribuídas por um ente da Federação a outra pessoa jurídica de direito público, apenas. Alternativa</p><p>errada.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>13.FGV/Sudene- PE- Analista Técnico Adm./2013</p><p>Com referência à questão da competência tributária, assinale a afirmativa correta.</p><p>a) É definida na lei e, nos termos desta, deve ser exercitada.</p><p>b) É atribuível a qualquer pessoa</p><p>de direito público interno.</p><p>c) Representa a possibilidade de ser sujeito ativo da obrigação tributária.</p><p>d) É restrita às pessoas jurídicas que tenham capacidade tributária ativa.</p><p>e) Está restrita aos entes político-administrativos com competência para legislar.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: A competência tributária não é definida em lei, mas sim na CF/88. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: A competência tributária é indelegável, salvo as funções de arrecadar e fiscalizar que podem</p><p>ser atribuídas por um ente da Federação a outra pessoa jurídica de direito público. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: A competência tributária corresponde à aptidão dos entes federativos para editarem leis</p><p>instituidoras de tributos. Esta competência lhes é atribuída pela CF/88. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: A capacidade tributária ativa é decorrência da competência tributária. Não se pode dizer que</p><p>a competência tributária se restringe às pessoas jurídicas que tenham capacidade tributária ativa.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Realmente, a competência tributária se restringe aos entes políticos, isto é, os que possuem</p><p>competência para legislar. Assim, apenas a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios detêm</p><p>competência tributária. Alternativa correta.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>14.FGV/Fiscal de Tributos-Niterói/2015</p><p>De acordo com a Constituição da República Federativa do Brasil, os impostos extraordinários:</p><p>a) são de competência da União e só podem ser instituídos em caso de guerra externa, interna ou sua</p><p>iminência;</p><p>b) são de competência da União e podem ter fato gerador próprio de tributos de competência das demais</p><p>pessoas políticas de direito público interno;</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>84</p><p>174</p><p>c) podem ser exigidos nos casos de calamidade pública, guerra externa ou sua iminência;</p><p>d) devem ser instituídos por meio de lei complementar;</p><p>e) deverão ter a sua cobrança suprimida imediatamente, quando cessadas as causas de sua criação.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: A guerra interna não enseja instituição de impostos extraordinários. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: Embora tenha sido considerada como gabarito pela banca examinadora, entendemos que o</p><p>imposto extraordinário pode ter fato gerador próprio de outro imposto de competência estadual, distrital</p><p>ou municipal, mas não fato gerador de “tributos” de competência de tais entes, já que a natureza jurídica</p><p>do tributo é definida pelo seu fato gerador (CTN, art. 4º), e se o imposto extraordinário possui fato gerador</p><p>típico de outra espécie tributária, deixa de ser imposto. Não obstante tal questionamento, a assertiva foi</p><p>considerada correta.</p><p>Alternativa C: A calamidade pública não enseja instituição de impostos extraordinários. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Não há necessidade de edição de lei complementar, como ocorre com os empréstimos</p><p>compulsórios. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: A cobrança deve ser suprimida gradativamente, e não imediatamente, quando cessadas as</p><p>causas de sua criação. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>15.FGV/Pref. Recife-PE-Auditor do Tesouro Municipal/2014</p><p>Com relação à competência tributária, assinale a afirmativa correta.</p><p>a) Permite que uma pessoa jurídica de direito público delegue a outra a atribuição de executar leis em</p><p>matéria tributária, conforme a legislação.</p><p>b) Significa que todos os entes políticos que compõem a Federação estão dotados de competência</p><p>legislativa plena.</p><p>c) Representa o poder que é outorgado pela Constituição Federal para a criação de tributos a todos os</p><p>entes administrativos de direito público.</p><p>d) Admite a delegação da administração dos tributos, porém não confere ao delegatário as garantias e</p><p>privilégios do poder delegante.</p><p>e) Autoriza que pessoa jurídica de direito público possa exercer, em caráter residual, a competência</p><p>conferida a outrem que, entretanto, não a exerce.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Consoante o previsto no art. 7º, do CTN, a competência tributária é indelegável, salvo</p><p>atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões</p><p>administrativas em matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra.</p><p>Alternativa correta.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>85</p><p>174</p><p>Alternativa B: De acordo com o art. 6º, do CTN, a competência tributária compreende a competência</p><p>legislativa plena. Assim sendo, a princípio, todos os entes possuem a competência legislativa plena.</p><p>Contudo, a FGV associou competência legislativa plena ao fato de o ente poder disciplinar normas gerais</p><p>em matéria tributária, conforme estabelece o art. 24, § 3º, da CF/88, bem como dispor sobre os tributos de</p><p>sua competência. Logo, apenas a União detém a competência legislativa plena. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: O erro da assertiva está em dizer “todos os entes administrativos de direito público. A</p><p>competência tributária se restringe aos entes políticos. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Pelo contrário, a delegação da capacidade tributária ativa compreende as garantias e</p><p>privilégios do ente delegante. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: O não exercício da competência tributária, nos termos do art. 8º do CTN, não a defere a</p><p>pessoa jurídica de direito público diversa daquela a que a Constituição a tenha atribuído. Nesse sentido, a</p><p>competência tributária é imprescritível (ou incaducável). Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>16.FGV/AL-BA-Auditor/2014</p><p>Com referência à competência tributária, assinale a afirmativa correta.</p><p>a) Limita-se à esfera legislativa e é plena para todos os entes políticos.</p><p>b) É plena nas esferas legislativa, administrativa e de julgar para todos os entes políticos.</p><p>c) à União cabe a competência tributária plena, sendo limitada para Estados e Municípios.</p><p>d) No caso da União, está restrita à possibilidade de editar normas gerais de direito tributário.</p><p>e) Aos Estados e Municípios cabe a competência plena na esfera legislativa.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Não obstante o fato de o art. 6º, do CTN ter dito apenas que a competência tributária</p><p>compreende a competência legislativa, entendemos que a administração do tributo decorre do exercício da</p><p>competência tributária. Da mesma forma, também decorre da competência tributária o julgamento no</p><p>âmbito administrativo das lides instauradas entre o sujeito passivo e a Fazenda Pública. Mas, de qualquer</p><p>modo, não se trata de competência plena para todos os entes políticos. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: Não se pode cogitar competência tributária plena nas esferas legislativa, administrativa e de</p><p>julgar para todos os entes políticos. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: De acordo com o art. 6º, do CTN, a competência tributária compreende a competência</p><p>legislativa plena. Assim sendo, a princípio, todos os entes possuem a competência legislativa plena.</p><p>Contudo, a FGV associou competência legislativa plena ao fato de o ente poder disciplinar normas gerais</p><p>em matéria tributária, conforme estabelece o art. 24, § 3º, da CF/88, bem como dispor sobre os tributos de</p><p>sua competência. Logo, apenas a União detém a competência legislativa plena. Alternativa correta.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>86</p><p>174</p><p>Alternativa D: Além de a União ser competente para editar normas gerais de direito tributário, detém</p><p>competência legislativa para instituir e dispor sobre os tributos que lhe foram atribuídos</p><p>constitucionalmente. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Os Estados e Municípios não possuem competência plena na esfera legislativa, conforme os</p><p>argumentos já mencionados nas alternativas anteriores. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>17.FGV/X Exame de Ordem Unificado/2013</p><p>A União criou um novo imposto não previsto na CRFB mediante lei complementar sobre a propriedade</p><p>de</p><p>veículos de duas rodas não motorizados, que adota fato gerador e base de cálculo diferente dos demais</p><p>discriminados na Constituição.</p><p>Nessa situação, a União terá feito uso de competência</p><p>a) comum.</p><p>b) residual.</p><p>c) cumulativa.</p><p>d) extraordinária.</p><p>Comentário: Quando a União cria novos impostos não previstos na CF/88, por meio de lei complementar,</p><p>está exercendo sua competência residual, com base no art. 154, I, da CF/88. Sendo assim, a resposta é a</p><p>Letra B.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>18.FGV/Pref. Niterói-Fiscal de Tributos/2015</p><p>No tocante à competência tributária, analise as afirmativas a seguir, considerando (V) para a(s)</p><p>verdadeira(s) e (F) para a(s) falsa(s).</p><p>( ) A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 - CRFB/88 atribuiu competência aos Estados</p><p>para instituir imposto sobre a transmissão de bens inter vivos.</p><p>( ) A competência tributária, a teor do que dispõe o Código Tributário Nacional, é indelegável. Isso significa</p><p>que um ente tributante não pode instituir tributo que seja da competência tributária de outro. Não</p><p>constitui, porém, violação a essa regra a delegação, por um ente tributante, a outro, das funções de</p><p>arrecadar ou fiscalizar tributos.</p><p>( ) Como a receita do IPVA é repartida com os Municípios, o não-exercício da competência tributária pelos</p><p>Estados autoriza os Municípios a exercitar tal competência, em relação aos veículos registrados em seu</p><p>território.</p><p>( ) Inclui-se na competência tributária dos Municípios a instituição de contribuição previdenciária.</p><p>A sequência correta é:</p><p>a) F, F, V, V;</p><p>b) F, V, F, V;</p><p>c) V, V, F, V;</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>87</p><p>174</p><p>d) V, V, F, F;</p><p>e) F, V, F, F.</p><p>Comentário:</p><p>Item I: A pergunta que se faz neste momento é: a CF/88 realmente atribuiu competência tributária aos</p><p>Estados para instituir transmissões inter vivos? Ora, sim! Cabe aos Estados instituir o imposto sobre</p><p>doações, que são transmissões inter vivos, a título gratuito. O ideal era realmente a banca ter especificado</p><p>se a transmissão é onerosa ou gratuita. Item correto.</p><p>Item II: De fato, a competência tributária (instituição de tributos) é indelegável, o que não ocorre com a</p><p>capacidade tributária ativa (arrecadação e fiscalização de tributos), que pode ser delegada a outra pessoa</p><p>jurídica de direito público. Item correto.</p><p>Item III: De acordo com o art. 8º, do CTN, o não-exercício da competência tributária não a defere a pessoa</p><p>jurídica de direito público diversa daquela a que a Constituição a tenha atribuído. Item errado.</p><p>Item IV: Realmente, os Municípios podem instituir contribuição previdenciária destinada ao custeio do</p><p>regime próprio de previdência social dos seus servidores públicos. Item correto.</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>19.FGV/Pref. Niterói-Agente Fazendário/2015</p><p>Os municípios têm competência tributária para instituir contribuição:</p><p>a) de intervenção no domínio econômico;</p><p>b) a ser cobrada de seus servidores, para o custeio do regime previdenciário próprio;</p><p>c) provisória sobre movimentação financeira de ativos dentro do município;</p><p>d) de interesse das categorias profissionais ou econômicas;</p><p>e) para o financiamento da assistência social.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: As Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico são de competência exclusiva da</p><p>União, nos termos do art. 149, da CF/88. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: Conforme estabelece o art. 149, § 1º, da CF/88, os Municípios possuem competência</p><p>tributária para instituir contribuição a ser cobrada de seus servidores, para o custeio do regime</p><p>previdenciário próprio. Alternativa correta.</p><p>Alternativa C: Não há qualquer competência tributária atribuída aos Municípios nesse sentido. Alternativa</p><p>errada.</p><p>Alternativa D: As contribuições de interesse das categorias profissionais ou econômicas são de</p><p>competência exclusiva da União, nos termos do art. 149, da CF/88. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: As contribuições para o financiamento da assistência social, que está incluída no âmbito da</p><p>seguridade social (CF/88, art. 195) são de competência exclusiva da União, nos termos do art. 149, da</p><p>CF/88. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>88</p><p>174</p><p>20.FGV/PGE-RO-Analista da Procuradoria/2015</p><p>O Presidente da República tem o poder de, dentro dos limites da lei e sem obediência aos princípios da</p><p>anterioridade de exercício e da noventena, aumentar as alíquotas do imposto:</p><p>a) sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários e imposto de</p><p>importação;</p><p>b) sobre produtos industrializados e imposto de renda;</p><p>c) sobre produtos industrializados e imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a</p><p>títulos ou valores mobiliários;</p><p>d) sobre produtos industrializados e imposto sobre propriedade territorial rural;</p><p>e) de renda e imposto de importação.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Tanto as alíquotas do IOF quanto as alíquotas do II podem ser aumentadas pelo Poder</p><p>Executivo, dentro dos limites da lei e sem obediência aos princípios da anterioridade de exercício e da</p><p>noventena. Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: As alíquotas do IPI somente podem ser majoradas em obediência ao princípio da</p><p>anterioridade nonagesimal, e as alíquotas do imposto de renda, apenas por meio de lei e em obediência ao</p><p>princípio da anterioridade anual. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: As alíquotas do IPI somente podem ser majoradas em obediência ao princípio da</p><p>anterioridade nonagesimal, porém as alíquotas do IOF podem ser aumentadas pelo Poder Executivo, dentro</p><p>dos limites da lei e sem obediência aos princípios da anterioridade de exercício e da noventena. Alternativa</p><p>errada.</p><p>Alternativa D: As alíquotas do IPI somente podem ser majoradas em obediência ao princípio da</p><p>anterioridade nonagesimal, e as alíquotas do ITR apenas em obediência ao princípio da legalidade,</p><p>anterioridade anual e nonagesimal. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: As alíquotas do II podem ser majoradas pelo Poder Executivo dentro dos limites da lei e sem</p><p>obediência aos princípios da anterioridade de exercício e da noventena, mas as alíquotas do imposto de</p><p>renda, apenas por meio de lei e em obediência ao princípio da anterioridade anual. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>21.FGV/PGE-RO-Analista da Procuradoria/2015</p><p>Em nosso Sistema Tributário, a competência residual tributária pode ser exercida:</p><p>a) pelo Distrito Federal, que pode instituir impostos e taxas próprios dos municípios;</p><p>b) pelos Municípios, que podem criar novos tributos de interesse local, observando os princípios</p><p>constitucionais da anterioridade de exercício e da legalidade;</p><p>c) pelos Estados, que podem instituir contribuições que não tenham fato gerador e base de cálculo próprios</p><p>dos discriminados na Constituição Federal;</p><p>d) pela União, que, através de lei complementar, pode instituir impostos que não sejam cumulativos e não</p><p>tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados na Constituição Federal;</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>89</p><p>174</p><p>e) pelos Estados e Municípios, que podem instituir contribuições especiais, que não sejam cumulativas e</p><p>tenham a receita destinada à manutenção dos serviços de regiões metropolitanas.</p><p>Comentário: A competência residual tributária pode ser exercida apenas pela União, conforme estabelece</p><p>o art. 154, I, da CF/88, situação em que pode instituir impostos que não sejam cumulativos e não tenham</p><p>fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados na Constituição Federal.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>22.FGV/SEFAZ-MT-Auditor Fiscal/2014</p><p>Com relação ao Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), assinale a afirmativa correta.</p><p>a) Pode ser instituído pela União, pelos Estados e pelos Municípios, no exercício de competência</p><p>concorrente.</p><p>b) Pode ser instituído pela União, mas, enquanto</p><p>esta não o fizer, poderão instituí-lo os Estados, no</p><p>exercício de competência supletiva.</p><p>c) Pode ser instituído pela União, mas, enquanto esta não o fizer, poderão instituí-lo os Municípios, no</p><p>exercício de competência supletiva.</p><p>d) Pode ser instituído apenas pela União, por meio de lei complementar, inexistindo competência</p><p>concorrente ou supletiva de qualquer outro ente público.</p><p>e) Pode ser instituído apenas pela União, por meio de lei ordinária, inexistindo competência concorrente ou</p><p>supletiva de qualquer outro ente público.</p><p>Comentário: O Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) pode ser instituído apenas pela União, inexistindo</p><p>qualquer competência concorrente ou supletiva de qualquer outro ente público.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>23.FGV/PGM-Niterói-RJ-Procurador/2014</p><p>Para custear serviço de saúde em favor de seus servidores, o Município X institui, por lei ordinária,</p><p>contribuição compulsória equivalente a um dia de remuneração dos funcionários públicos a seu serviço. A</p><p>esse respeito, assinale a afirmativa correta.</p><p>a) A lei municipal é inconstitucional, porque tal contribuição só poderia ser instituída por lei complementar.</p><p>b) A lei municipal é constitucional, pois se insere no exercício da autonomia político-administrativa do</p><p>Município.</p><p>c) A lei municipal é inconstitucional, por violação à vedação de exigência de tributo com efeito</p><p>confiscatório.</p><p>d) A lei municipal é constitucional, pois compete ao Município instituir contribuição, cobrada de seus</p><p>servidores, para o custeio, em benefício destes, do regime previdenciário próprio.</p><p>e) A lei municipal é inconstitucional, porque só à União compete instituir contribuições sociais para custeio</p><p>da seguridade social, que abrange os serviços de saúde.</p><p>Comentário: As únicas contribuições de competência dos Municípios são a contribuição ao regime próprio</p><p>de previdência social dos seus servidores, o que não abrange o custeio do serviço de saúde, e a</p><p>contribuição de iluminação pública. Logo, referida lei municipal é inconstitucional, porque só à União</p><p>compete instituir contribuições sociais para custeio da seguridade social, que abrange os serviços de saúde.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>90</p><p>174</p><p>==302b8==</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>24.FGV/Pref. Osasco-SP-Fiscal Tributário/2014</p><p>No que se refere à competência e capacidade tributárias, é correto afirmar que:</p><p>a) a capacidade tributária pode ser conceituada como a repartição do poder de tributar, conferido pela</p><p>Constituição Federal aos diversos entes públicos, atribuindo, assim, o poder de instituir os tributos de sua</p><p>exclusiva responsabilidade;</p><p>b) a competência tributária e a capacidade tributária ativa são indelegáveis, ainda que por meio de lei;</p><p>c) são atributos da capacidade tributária a exclusividade e a intransferibilidade pelo não exercício;</p><p>d) no Brasil, cada nível de governo possui competência para instituir os impostos que lhe são atribuídos,</p><p>conforme a estrita atribuição dada pela Constituição Federal, não havendo possibilidade de sobreposição</p><p>de competências em relação aos impostos e grande parte das contribuições;</p><p>e) a União Federal poderá instituir impostos não previstos na Constituição Federal, desde que sejam não</p><p>cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos nela discriminados, mediante</p><p>emenda constitucional.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: A capacidade tributária não se confunde com o poder para instituir tributos (competência</p><p>tributária), mas sim como a atribuição de arrecadar e fiscalizar tributos. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: A competência tributária realmente é indelegável, ainda que por meio de lei, mas a</p><p>capacidade tributária ativa é delegável a outra pessoa jurídica de direito público, nos termos do art. 7º, do</p><p>CTN. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: Tais atributos pertencem à competência tributária, e não à capacidade tributária, conforme</p><p>estabelece o art. 8º, do CTN. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: De fato, a CF/88 estabelece o que se pode denominar de rígida repartição de competência</p><p>tributária, de modo que cada nível de governo possui competência para instituir os impostos que lhe são</p><p>atribuídos. Alternativa correta.</p><p>Alternativa E: A União realmente possui a competência residual, para instituir impostos não previstos na</p><p>Constituição Federal, desde que sejam não cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo</p><p>próprios dos nela discriminados. Porém, o exercício dessa competência ocorre por meio de lei</p><p>complementar, e não por emenda constitucional. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>25.FGV/AL-MT-Economista/2013</p><p>Relacione cada esfera de competência tributária com o respectivo imposto.</p><p>1. Competência Municipal.</p><p>2. Competência Estadual.</p><p>3. Competência Federal.</p><p>( ) IPVA.</p><p>( ) ITBI.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>91</p><p>174</p><p>( ) IPI.</p><p>( ) Imposto de Importação.</p><p>Assinale a alternativa que mostra a relação correta, de cima para baixo.</p><p>a) 1 – 2 – 3 – 3.</p><p>b) 2 – 1 – 2 – 3.</p><p>c) 2 – 1 – 3 – 3.</p><p>d) 2 – 3 – 3 – 3.</p><p>e) 2 – 2 – 3 – 2.</p><p>Comentário:</p><p>Item I: O IPVA é um imposto de competência estadual. Logo, número 2.</p><p>Item II: O ITBI é um imposto de competência municipal. Logo, número 1.</p><p>Item III: O IPI é um imposto de competência da União. Portanto, número 3.</p><p>Item IV: O II é um imposto de competência da União. Portanto, número 3.</p><p>Gabarito: Letra C (2, 1, 3, 3)</p><p>26.FGV/Pref. Angra dos Reis-Auditor Fiscal/2010</p><p>Com relação à competência suplementar do Estado, é correto afirmar que</p><p>a) abrange exclusivamente questões orçamentárias e tributárias.</p><p>b) é sempre residual à atividade legislativa do município.</p><p>c) se for promulgada lei federal, a lei estadual perderá eficácia.</p><p>d) a competência suplementar será sempre plena, no que for específica.</p><p>e) o Estado deverá observar as normas gerais editadas pela União.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: A competência suplementar dos Estados abrange todos os temas disciplinados no art. 24, da</p><p>CF/88. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: São os Estados que possuem competência residual (não estamos falando de competência</p><p>tributária), tendo em vista o art. 25, § 1º, da CF/88: são reservadas aos Estados as competências que não</p><p>lhes sejam vedadas por esta Constituição. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual,</p><p>apenas no que lhe for contrário. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Apenas quando inexistir lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência</p><p>legislativa plena, para atender a suas peculiaridades. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Conforme estabelece o art. 24, da CF/88, no âmbito da legislação concorrente, a</p><p>competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais, que serão observadas pelos demais entes.</p><p>Alternativa correta.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>92</p><p>174</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>27.FGV/SEAD-AP-Fiscal/2010</p><p>Com relação ao tema "Sistema Tributário Nacional", analise as afirmativas a seguir.</p><p>I. Compete à União instituir impostos, dentre outras hipóteses, sobre renda e proventos de qualquer</p><p>natureza, grandes fortunas (nos termos de lei complementar) e propriedade territorial rural.</p><p>II. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos, dentre outras hipóteses, sobre transmissão</p><p>causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos, sendo suas alíquotas máximas fixadas pelo Senado</p><p>Federal.</p><p>III. Compete aos Municípios instituir impostos, dentre outras hipóteses, sobre propriedade predial e</p><p>territorial urbana, transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza</p><p>ou acessão física.</p><p>Assinale:</p><p>a) se somente a afirmativa I estiver correta.</p><p>b) se somente a afirmativa II estiver correta.</p><p>c) se somente a afirmativa III estiver correta.</p><p>d) se somente as</p><p>afirmativas I e III estiverem corretas.</p><p>e) se todas as afirmativas estiverem corretas.</p><p>Comentário:</p><p>Item I: Deveras, compete à União instituir o IR, o IGF e o ITR. Item correto.</p><p>Item II: Compete aos Estados e ao DF instituir o ITCMD e, além disso, cabe ao Senado Federal fixar as</p><p>alíquotas máximas desse imposto. Item correto.</p><p>Item III: Compete aos Municípios instituir o IPTU e o ITBI. Item correto.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>28.FGV/SEFAZ-RJ-Fiscal de Rendas/2009</p><p>A Constituição Federal de 1988 atribui competência tributária aos entes da Federação.</p><p>Com relação à União, é correto afirmar que:</p><p>a) encontra-se autorizada a tributar a renda de obrigações da dívida pública dos Estados, Distrito Federal e</p><p>Municípios.</p><p>b) tem competência para instituir isenções de tributos cuja competência foi constitucionalmente</p><p>assegurada aos Estados, Distrito Federal e Municípios.</p><p>c) pode estabelecer tributo não uniforme no território nacional.</p><p>d) pode estabelecer, por meio de lei complementar, outros tributos além dos expressamente mencionados</p><p>na Constituição Federal, desde que não sejam cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo</p><p>próprios dos discriminados constitucionalmente.</p><p>e) não tem competência, em Território Federal, sobre impostos estaduais.</p><p>Comentário:</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>93</p><p>174</p><p>Alternativa A: De fato, a União encontra-se autorizada a tributar a renda de obrigações da dívida pública</p><p>dos Estados, Distrito Federal e Municípios. O que seria vedado é tributar a renda das obrigações da dívida</p><p>pública dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, bem como a remuneração e os proventos dos</p><p>respectivos agentes públicos, em níveis superiores aos que fixar para suas obrigações e para seus agentes.</p><p>Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: De acordo com o art. 151, III, da CF/88, é vedado à União instituir isenções de tributos da</p><p>competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: De acordo com o art. 151, I, da CF/88, instituir tributo que não seja uniforme em todo o</p><p>território nacional ou que implique distinção ou preferência em relação a Estado, ao Distrito Federal ou a</p><p>Município, em detrimento de outro, admitida a concessão de incentivos fiscais destinados a promover o</p><p>equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico entre as diferentes regiões do País. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: A competência tributária residual da União não é ampla, abrangendo outros tributos, mas</p><p>apenas relativa aos impostos e contribuições de seguridade social. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: De acordo com o art. 147, da CF/88, compete à União, em território federal, a instituição de</p><p>impostos estaduais. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>94</p><p>174</p><p>QUESTÕES COMPLEMENTARES COMENTADAS</p><p>Competência Tributária</p><p>1. VUNESP/Fiscal de Tributos (Pref Guaratinguetá)/2022</p><p>A respeito da competência tributária, é correto afirmar:</p><p>A) compreende a competência legislativa plena, ressalvadas as limitações contidas na</p><p>Constituição Federal, nas Constituições dos Estados, do Distrito Federal, bem como as Leis</p><p>Orgânicas dos Municípios e observado o disposto no Código Tributário Nacional.</p><p>B) nos casos dos tributos em que a receita seja distribuída, no todo ou em parte, a outras pessoas</p><p>jurídicas de direito público, não pertence à competência legislativa daquela a que tenham sido</p><p>atribuídos.</p><p>C) é delegável, mediante acordo de cooperação para atribuição, de pessoa jurídica de direito</p><p>público a outra, das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos</p><p>ou decisões administrativas em matéria tributária.</p><p>D) é delegável em razão do cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo ou da função</p><p>de arrecadar tributos.</p><p>E) pode ser deferida à pessoa jurídica de direito público diversa daquela a que a Constituição a</p><p>tenha atribuído, em razão do não exercício por esta.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: A definição trazida na assertiva é exatamente a regra do art. 6º do CTN: atribuição</p><p>constitucional de competência tributária compreende a competência legislativa plena,</p><p>ressalvadas as limitações contidas na Constituição Federal, nas Constituições dos Estados e nas</p><p>Leis Orgânicas do Distrito Federal e dos Municípios, e observado o disposto nesta Lei.</p><p>Alternativa B: Na realidade, ainda que haja distribuição da receita, no todo ou em parte, a outras</p><p>pessoas jurídicas de direito público, o tributo ainda pertence à competência legislativa daquela a</p><p>que tenham sido atribuídos (CTN, art. 6º, par. único).</p><p>Alternativa C: Conforme prevê o art. 7º, do CTN, a competência tributária é indelegável.</p><p>Alternativa D: O cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo ou da função de</p><p>arrecadar tributos não se confunde com competência tributária (CTN, art. 7º, § 3º).</p><p>Alternativa E: O art. 8º, do CTN, estabelece que o não exercício da competência tributária não a</p><p>defere a pessoa jurídica de direito público diversa daquela a que a Constituição a tenha</p><p>atribuído.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>2. VUNESP/Agente Fiscal (Pref Piracicaba)/Rendas/2022</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>95</p><p>174</p><p>Sobre a competência tributária, nos termos da legislação e jurisprudência nacionais, pode-se</p><p>afirmar que</p><p>A) é legal a atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos pela pessoa jurídica</p><p>competente a outra pessoa jurídica de direito público.</p><p>B) pode ser delegada, mediante decreto, desde que a outra pessoa de direito público interno.</p><p>C) o não exercício da competência tributária pelos municípios autoriza o respectivo estado à</p><p>cobrança dos seus impostos municipais.</p><p>D) constitui delegação de competência o cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo</p><p>ou da função de arrecadar tributos.</p><p>E) a atribuição da função de arrecadar tributos não pode ser revogada a qualquer tempo por ato</p><p>unilateral.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: O art. 7º, do CTN, autoriza, afirmando que a competência tributária é indelegável,</p><p>salvo atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos</p><p>ou decisões administrativas em matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito</p><p>público a outra.</p><p>Alternativa B: Como comentamos, a competência tributária é indelegável.</p><p>Alternativa C: O art. 8º, do CTN, prevê que o não exercício da competência tributária não a</p><p>defere a pessoa jurídica de direito público diversa daquela a que a Constituição a tenha</p><p>atribuído.</p><p>Alternativa D: O art. 7º, § 3º, do CTN, dispõe que não constitui delegação de competência o</p><p>cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo ou da função de arrecadar tributos.</p><p>Alternativa E: O art. 7º, § 2º, do CTN, permite que a atribuição da função de arrecadar tributos</p><p>possa ser revogada a qualquer tempo por ato unilateral.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>3. FGV/SEFAZ-MT-Auditor Fiscal/2023</p><p>Considere hipoteticamente que a União, por meio de nova lei federal ordinária publicada em</p><p>15/11/2022, delegou a todos os Serviços Sociais Autônomos (Sistema “S”) as funções de</p><p>arrecadação e fiscalização das contribuições especiais federais em favor de tais entidades.</p><p>Acerca desse tema e à luz do entendimento dos Tribunais Superiores, assinale a afirmativa</p><p>correta.</p><p>A) Existem contribuições ao Sistema “S” que são classificadas como contribuição de intervenção</p><p>no domínio econômico (CIDE).</p><p>B) Sendo os Serviços Sociais Autônomos pessoas jurídicas de direito privado, lei que pretendesse</p><p>delegar as funções de arrecadação e fiscalização das contribuições especiais federais em seu</p><p>favor seria inconstitucional.</p><p>C) A espécie normativa adequada para tal delegação seria a lei complementar.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE</p><p>REsp 735.278 / PR, Segunda Turma, Rel. Min. Eliana</p><p>Calmon, julgado em 12.06.2007; REsp 771.556 / RJ, Segunda Turma, Rel. Min. Eliana Calmon,</p><p>julgado em 15.08.2006; REsp 160262 / MT, Quarta Turma, Rel. Min. Ruy Rosado de Aguiar,</p><p>julgado em 24.03.1998.</p><p>(STJ, Segunda Turma, REsp 1.555.158/AL, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, 18/02/2016)</p><p>No fim de 2019, ao julgar o AgInt no REsp 1824474 / RJ, a Primeira Turma do STJ afirmou novamente que: a</p><p>jurisprudência desta Corte é no sentido de que as entidades do sistema "S" possuem legitimidade ativa</p><p>para a cobrança das respectivas Contribuições adicionais, quando por si fiscalizadas/lançadas.</p><p>Portanto, as duas turmas do STJ já decidiram pela possibilidade de delegação da capacidade tributária ativa</p><p>às entidades do Sistema “S”, que são pessoas jurídicas de direito privado. Fique atento!</p><p>Outra jurisprudência interessante sobre tema similar, relativa ao STF, constante do Tema 532 de</p><p>Repercussão Geral, em que foi fixada a seguinte tese (memorize):</p><p>Tema 532 - Aplicação de multa de trânsito por sociedade de economia mista</p><p>Tese: É constitucional a delegação do poder de polícia, por meio de lei, a pessoas jurídicas de direito</p><p>privado integrantes da Administração Pública indireta de capital social majoritariamente público que</p><p>prestem exclusivamente serviço público de atuação própria do Estado e em regime não concorrencial.</p><p>É possível perceber, ante o exposto, que a competência tributária (instituição do tributo) é política, sendo</p><p>instituída por intermédio de lei e indelegável. No entanto, a capacidade tributária ativa (arrecadação,</p><p>fiscalização e execução) pode ser delegada.</p><p>Nessa linha, frisemos que, em sentido amplo, a competência tributária compreende tanto a</p><p>instituição do tributo, como a capacidade tributária ativa. Contudo, apenas esta é delegável.</p><p>Agora que você entendeu este conceito, vamos para os desdobramentos do art. 7º:</p><p>Art. 7º.</p><p>§ 1º A atribuição compreende as garantias e os privilégios processuais que competem à</p><p>pessoa jurídica de direito público que a conferir.</p><p>§ 2º A atribuição pode ser revogada, a qualquer tempo, por ato unilateral da pessoa</p><p>jurídica de direito público que a tenha conferido.</p><p>§ 3º Não constitui delegação de competência o cometimento, a pessoas de direito</p><p>privado, do encargo ou da função de arrecadar tributos.</p><p>Vale destacar que, havendo a delegação da capacidade tributária ativa, tal atribuição compreende as</p><p>garantias e os privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de direito público que a conferir.</p><p>Ou seja, a pessoa jurídica delegatária passa a ter os mesmos privilégios e garantias do ente federativo que a</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>9</p><p>174</p><p>delegou. É o que prevê o art. 7º, § 1º. Isso ocorre porque a pessoa que tiver investida nessa condição</p><p>poderá efetuar a fiscalização e arrecadação e, não havendo pagamento pelo contribuinte, até mesmo a</p><p>cobrança judicial dos tributos.</p><p>Já o § 2º dispõe que a referida atribuição pode ser revogada, a qualquer tempo, por ato unilateral da</p><p>pessoa jurídica de direito público que a tenha conferido.</p><p>E, para finalizar, o § 3º esclarece que não constitui delegação de competência o cometimento, a pessoas de</p><p>direito privado, do encargo ou da função de arrecadar tributos. Esta “função de arrecadar tributos” não é</p><p>mesmo competência tributária, óbvio. Mas também não se confunde com a capacidade tributária ativa.</p><p>Então, o que seria? É bem simples! Imagine que você vá ao banco recolher uma guia de IPTU, ou uma guia</p><p>de IPVA. Ou mesmo que você entre no App do seu banco e faça o pagamento eletrônico. O dinheiro pago é</p><p>arrecadado pelo banco e posteriormente transferido aos cofres públicos. É disso que estamos falando! :)</p><p>Diferentemente, a capacidade tributária ativa inclui o poder de fiscalização do cumprimento das</p><p>obrigações tributárias e cobrança dos tributos devidos.</p><p>Pessoa jurídica de direito privado pode arrecadar os tributos, não se confundindo com a</p><p>capacidade tributária.</p><p>Para o completo entendimento do assunto, é importante que você tenha em mente que a delegação das</p><p>atividades de fiscalização e cobrança (capacidade ativa) não confere necessariamente à pessoa jurídica</p><p>delegatária a disponibilidade dos recursos arrecadados. Ou seja, via de regra, deve-se arrecadar os</p><p>tributos e repassá-los ao ente competente.</p><p>Quando, por outro lado, lei que instituiu o tributo nomeia outra pessoa jurídica para ser sujeito</p><p>ativo (capaz de cobrar os tributos) e destina-lhe os recursos arrecadados, estamos diante do fenômeno da</p><p>parafiscalidade.</p><p>Entendido?</p><p>Vamos, portanto, esquematizar:</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>10</p><p>174</p><p>DICA DE PROVA: Adote como corretas assertivas que tragam em seu enunciado a</p><p>indelegabilidade da competência tributária. Essa é a regra! Só aceite a possibilidade de</p><p>delegação, caso a questão cite expressamente que diz respeito à capacidade ativa - ou</p><p>suas características.</p><p>A competência tributária é imprescritível</p><p>O não exercício da competência tributária, nos termos do art. 8º do CTN, não a defere a pessoa</p><p>jurídica de direito público diversa daquela a que a Constituição a tenha atribuído.</p><p>Nesse sentido, a imprescritibilidade (ou incaducabilidade, como alguns denominam) traduz-se no</p><p>fato de que a competência tributária pode ser exercida a qualquer tempo pelo ente que a detém.</p><p>Ainda que não seja exercida, não há possibilidade de que outra pessoa política institua tal tributo.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>11</p><p>174</p><p>A competência tributária é inalterável</p><p>Essa característica representa a inalterabilidade da competência tributária pelo ente federado.</p><p>Nesse sentido, os Municípios, por exemplo, encontram-se impedidos de aumentar a sua competência</p><p>tributária, prevendo, por meio de lei infraconstitucional, um novo imposto.</p><p>DICA DE PROVA: Não caia em “pegadinhas” de prova, dizendo que é possível alterar</p><p>competência tributária, por meio de reforma à Lei Orgânica do Município ou mesmo por</p><p>alteração na Constituição Estadual. Apenas reforma à CF/88 torna possível alteração de</p><p>competência tributária.</p><p>Sobre a dica acima, lembre-se de que uma das cláusulas pétreas (prevista no art. 60, § 4º, I, da</p><p>CF/88) é a proteção do pacto federativo. Portanto, não seria possível nem mesmo uma reforma</p><p>constitucional, caso seja tendente a abolir a autonomia financeira de algum ente federado.</p><p>Nada impede que haja reforma constitucional (por meio de emenda à Constituição),</p><p>alterando a competência tributária dos entes federados.</p><p>A competência tributária é irrenunciável</p><p>Do mesmo modo que a competência tributária é inalterável pelo ente federado, pode-se dizer que</p><p>também é irrenunciável, pois o ente federado não pode renunciar algo que foi previsto na Constituição</p><p>Federal.</p><p>Em que pese essa característica, o exercício da competência tributária é facultativo, como se passa a</p><p>demonstrar no tópico subsequente.</p><p>A competência tributária é facultativa</p><p>A doutrina majoritária considera o exercício da competência tributária uma facultatividade de cada</p><p>ente federado, ou seja, a CF/88 prevê a competência tributária, e os entes decidem, por critérios de</p><p>conveniência política, se será ou não instituído o tributo.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>12</p><p>174</p><p>Uma vez instituído o tributo, sua cobrança é vinculada e obrigatória, pois isso compõe o</p><p>próprio conceito de tributo, visto na aula inicial do nosso curso!</p><p>Nesse contexto, vejamos o que diz o art. 11 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/99):</p><p>Art. 11. Constituem requisitos essenciais da responsabilidade na gestão fiscal a</p><p>instituição, previsão e efetiva arrecadação de todos os tributos da competência</p><p>constitucional do ente da Federação.</p><p>PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>96</p><p>174</p><p>D) Em obediência ao princípio da anterioridade tributária anual, os Serviços Sociais Autônomos</p><p>somente poderiam exercer as funções de arrecadação e fiscalização das contribuições especiais</p><p>federais em seu favor a partir de 01/01/2023.</p><p>E) Em obediência ao princípio da anterioridade tributária nonagesimal, os Serviços Sociais</p><p>Autônomos somente poderiam exercer as funções de arrecadação e fiscalização das</p><p>contribuições especiais federais em seu favor a partir de fevereiro de 2023.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: A Contribuição destinada ao SEBRAE já foi considerada CIDE pelo STF (RE</p><p>635682/RJ). Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: O STJ entende como constitucional a delegação das funções de arrecadação e</p><p>fiscalização desse tributo aos Serviços Sociais Autônomos, apesar de serem constituídas como</p><p>pessoas jurídicas de direito privado (como exemplo, o REsp 1.555.158/AL). Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: A delegação da capacidade tributária ativa pode ser realizada por ato unilateral,</p><p>conforme prevê o CTN. Não há restrição para delegação por meio de lei complementar.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: O referido princípio constitucional só deve ser observado em se tratando de</p><p>instituição ou majoração de tributos, não se aplicando em relação ao exercício das funções de</p><p>arrecadação e fiscalização. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: O referido princípio constitucional só deve ser observado em se tratando de</p><p>instituição ou majoração de tributos, não se aplicando em relação ao exercício das funções de</p><p>arrecadação e fiscalização. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>4. FGV/SEFAZ-AM/2022</p><p>Nosso sistema tributário caracteriza-se por tributos específicos que devem ser recolhidos por</p><p>cada entre federativo.</p><p>Tratando apenas de impostos, assinale a opção que indica os que são de competência dos</p><p>Estados.</p><p>A) O ITBI, o ICMS e o IPVA.</p><p>B) O ITCMD, o IPI e o ICMS.</p><p>C) O ITBI, o ICMS e o IPTU.</p><p>D) O ITCMD, o ICMS e o IPVA.</p><p>E) O ICMS, o IPVA e a COSIP.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: O ITBI é de competência municipal. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: O IPI é da competência da União. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: O ITBI e o IPTU são de competência municipal. Alternativa errada.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>97</p><p>174</p><p>Alternativa D: ITCMD, ICMS e IPVA são de competência estadual. Alternativa correta.</p><p>Alternativa E: A COSIP é uma contribuição e não um imposto, além disso é de competência do</p><p>Município e do Distrito Federal por força constitucional do art. 149-A. Alternativa errada.</p><p>Vamos resumir os impostos de competência de cada ente federativo, considerando as alterações</p><p>promovidas pela EC 132/2023 (Reforma Tributária):</p><p>União Estados e Distrito Federal Municípios e Distrito Federal</p><p>Imposto de Importação ICMS ISS</p><p>Imposto de Exportação ITCMD ITBI</p><p>Imposto de Renda IPVA IPTU</p><p>IPI Imposto sobre Bens e Serviços (Competência Compartilhada)</p><p>IOF - -</p><p>ITR - -</p><p>IGF - -</p><p>Impostos Residuais</p><p>Impostos Extraordinários</p><p>Imposto Seletivo</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>5. FGV/ SEFAZ-ES/2021</p><p>No Estado X, uma lei estadual conferiu poderes à autarquia estadual gestora do regime próprio</p><p>de previdência dos servidores estaduais para fiscalizar, arrecadar e inclusive cobrar judicialmente</p><p>a contribuição previdenciária dos servidores.</p><p>Diante desse cenário, assinale a afirmativa correta.</p><p>A) A lei estadual pode delegar a chamada capacidade tributária ativa à autarquia.</p><p>B) A autarquia estadual, por ser integrante da Administração Indireta, não pode arrecadar</p><p>tributos.</p><p>C) A lei estadual viola a competência tributária do Estado X, conforme estabelecida na</p><p>Constituição.</p><p>D) A lei estadual viola a competência tributária do Estado X, conforme estabelecida no Código</p><p>Tributário Nacional.</p><p>E) A fiscalização e a arrecadação podem ser feitas pela autarquia, mas a cobrança judicial de</p><p>tributos é ato privativo da Administração Direta do ente federado.</p><p>Comentário: Muita atenção!!! Não confunda competência tributária com capacidade tributária.</p><p>A competência tributária abarca o poder de instituir tributos previstos na Constituição Federal e é</p><p>indelegável por força do art. 7º, do CTN. Confira.</p><p>Art. 7º A competência tributária é INDELEGÁVEL, salvo atribuição das funções de arrecadar ou</p><p>fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>98</p><p>174</p><p>tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra, nos termos do § 3º do</p><p>artigo 18 da Constituição (referência a outra CF).</p><p>§ 1º A atribuição compreende as garantias e os privilégios processuais que competem à pessoa</p><p>jurídica de direito público que a conferir.</p><p>Já a capacidade tributária é exatamente as funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, executar</p><p>leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária, e é delegável.</p><p>Portanto, competência é indelegável e capacidade é delegável.</p><p>Feita essa introdução vamos aos comentários das alternativas.</p><p>Alternativa A: Em conformidade com o CTN, art. 7º e § 1º. A capacidade tributária pode ser</p><p>delegada a uma Autarquia, haja vista que esta é uma pessoa jurídica de direito público.</p><p>Ademais, como visto na introdução, a Autarquia além de arrecadar, pode fiscalizar e executar atos</p><p>ou decisões administrativas em matéria tributária, ou seja, pode cobrar judicialmente a</p><p>contribuição previdenciária dos servidores. Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: Como a Autarquia pode ser delegatária da capacidade tributária ativa, ela pode</p><p>arrecadar tributos. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: Não há violação de competência, haja vista que a capacidade tributária ativa é</p><p>delegável. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Conforme item anterior. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: A cobrança judicial também pode ser realizada pela Autarquia, pois ela pode</p><p>praticar atos ou decisões administrativas em matéria tributária. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>6. FGV/ SEFAZ-ES/2021</p><p>A União resolveu exercer sua competência tributária residual criando um novo Imposto sobre</p><p>Movimentações Financeiras.</p><p>Acerca de tal imposto, assinale a afirmativa correta.</p><p>A) Poderá ser instituído por lei ordinária.</p><p>B) Poderá ser cumulativo.</p><p>C) Seu fato gerador poderá ser coincidente com o de outro imposto já previsto na Constituição.</p><p>D) Sua base de cálculo poderá ser coincidente com a de outro imposto já previsto na</p><p>Constituição.</p><p>E) Do produto de sua arrecadação, 20% pertencerá aos Estados e ao Distrito Federal.</p><p>Comentário: A questão aborda a competência residual de a União instituir novos impostos desde</p><p>que:</p><p>▪ Por lei complementar;</p><p>▪ Os impostos não estejam previstos na constituição, ou seja, impostos novos;</p><p>▪ Sejam não-cumulativo;</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>99</p><p>174</p><p>▪ Não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios de impostos já descriminado na</p><p>constituição.</p><p>Feita essa ressalva, vamos aos comentários das alternativas.</p><p>Alternativa A: A competência residual abordada na questão exige que o novo imposto seja</p><p>instituído por meio de lei complementar. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: Por força constitucional, os novos impostos instituídos pela União não podem ser</p><p>cumulativos. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: Não pode haver a coincidência de fato gerador de outro imposto já previsto na CF.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: A base de cálculo também não pode coincidir com a de impostos já previstos na</p><p>CF. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: A arrecadação dos novos impostos pertence em 20% aos Estados e Distrito Federal</p><p>conforme disposição expressa constitucional, confira.</p><p>Art. 154. A União poderá instituir:</p><p>I - mediante lei complementar, impostos não previstos no artigo anterior, desde que sejam</p><p>não-cumulativos e não tenham fato</p><p>gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta</p><p>Constituição;</p><p>Art. 157. Pertencem aos Estados e ao Distrito Federal:</p><p>II - vinte por cento do produto da arrecadação do imposto que a União instituir no exercício da</p><p>competência que lhe é atribuída pelo art. 154, I.</p><p>Alternativa correta.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>7. FGV/TJ-SC/2021</p><p>Projeto de lei do Município Alfa, do ano de 2021, de iniciativa da vereadora Maria, propõe a</p><p>revogação da lei instituidora de certa taxa municipal, para produzir efeitos no mesmo dia da</p><p>publicação da lei. O projeto é aprovado na Câmara Municipal por voto da maioria simples, com</p><p>obediência às exigências legais para renúncia de receitas. Contudo, ao seguir para o prefeito,</p><p>este vetou a lei sob argumento único de inconstitucionalidade formal do projeto de lei.</p><p>Diante desse cenário, é correto afirmar que as razões do veto pelo prefeito:</p><p>A) são adequadas, pois a Constituição da República de 1988 reserva ao chefe do Poder Executivo</p><p>a iniciativa de leis que afetem matéria tributária;</p><p>B) são adequadas, pois a Constituição da República de 1988 exige, para a extinção desse tributo,</p><p>a votação pelo quórum de maioria absoluta;</p><p>C) são adequadas, pois a Constituição da República de 1988 exige, para a extinção desse tributo,</p><p>que o projeto de lei seja de iniciativa de ao menos um terço dos membros da Casa Legislativa;</p><p>D) não são adequadas, pois está presente no caso um vício de inconstitucionalidade material, a</p><p>saber, a violação do princípio da anterioridade tributária;</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>100</p><p>174</p><p>E) não são adequadas, pois a Constituição da República de 1988 não exige, para a extinção</p><p>desse tributo, que o projeto de lei seja de iniciativa do chefe do Poder Executivo.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: A Suprema Corte, STF, já julgou com repercussão geral que:</p><p>Inexiste, na Constituição Federal de 1988, reserva de iniciativa para leis de natureza tributária,</p><p>inclusive para as que concedem renúncia fiscal.</p><p>Portanto a revogação da lei instituidora da taxa municipal, não é reservada apenas ao chefe do</p><p>Poder Executivo municipal (prefeito). Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: Não há essa reserva de quórum de maioria absoluta. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: Também não há essa restrição de que a lei revogadora tenha iniciativa de ao</p><p>menos um terço dos membros da Casa Legislativa. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: O princípio da anterioridade tributária é previsto no art. 150, III, “b”. Confira:</p><p>Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos</p><p>Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:</p><p>(...)</p><p>III - cobrar tributos:</p><p>(...)</p><p>b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os INSTITUIU OU</p><p>AUMENTOU;</p><p>Perceba que a norma constitucional prevê caso a lei institua ou AUMENTE, entretanto, na</p><p>presente questão o que temos é a revogação, ou seja, supressão de um tributo, logo não se</p><p>aplica esse princípio. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Conforme tese de repercussão geral nº 6082 vista na alternativa A. Alternativa</p><p>correta.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>8. FGV/TCE-AM/2021</p><p>O Governador do Estado Alfa, buscando encontrar uma solução para a grave crise sanitária que</p><p>assolava esse ente federativo, consultou sua assessoria sobre a possibilidade de ser criado um</p><p>novo imposto estadual, o que acarretaria o aumento da arrecadação.</p><p>A assessoria respondeu, corretamente, que o Estado:</p><p>A) não pode criar o imposto, já que não dispõe de competência tributária residual;</p><p>B) pode criar o imposto, desde que não tenha fato gerador próprio dos impostos já existentes;</p><p>C) pode criar o imposto, desde que não seja cumulativo e tal seja feito por meio de lei</p><p>complementar;</p><p>D) não pode criar o imposto, ressalvada a existência de autorização da União, veiculada em lei</p><p>complementar;</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>101</p><p>174</p><p>E) pode criar o imposto, via lei complementar, sendo não cumulativo e com fato gerador distinto</p><p>dos outros impostos.</p><p>Comentário: Na presente questão temos um Estado com a intenção de criar um novo imposto,</p><p>ou seja, exercer a competência residual, então vejamos como essa competência está prevista no</p><p>nosso ordenamento jurídico.</p><p>Alternativa A: O Estado Alfa não pode criar esse novo imposto por força constitucional, haja vista</p><p>que a competência residual para impostos, prevista no art. 154, I, é apenas para União. Confira:</p><p>Art. 154. A União poderá instituir:</p><p>I - mediante lei complementar, impostos não previstos no artigo anterior, desde que sejam</p><p>não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta</p><p>Constituição;</p><p>Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: No caso de impostos, apenas a União possui a competência residual para criar</p><p>impostos. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: Conforme item anterior, o Estado Alfa não pode. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: A instituição de tributos é competência tributária, e esta é indelegável. Confira a</p><p>previsão expressa do CTN.</p><p>Art. 7º A competência tributária é INDELEGÁVEL, salvo atribuição das funções de arrecadar ou</p><p>fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria</p><p>tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra, nos termos do § 3º do</p><p>artigo 18 da Constituição (referência a outra CF).</p><p>Portanto, não há possibilidade de a União autorizar o Estado de criar o imposto. Alternativa</p><p>errada.</p><p>Alternativa E: Não há possibilidade de o Estado criar o novo imposto. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>9. FCC/TRT9-Analista-Contabilidade/2022</p><p>Consoante ao que dispõe o Código Tributário Nacional,</p><p>a) tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa</p><p>exprimir, que constitua sanção de ato ilícito ou não, instituída em lei e cobrada mediante</p><p>atividade administrativa plenamente vinculada.</p><p>b) a natureza jurídica específica do tributo é determinada pela destinação legal do produto da</p><p>sua arrecadação.</p><p>c) há previsão legal de casos em que é possível a delegação da atribuição de arrecadar.</p><p>d) a atribuição compreende as garantias e os privilégios processuais que competem à pessoa</p><p>jurídica de direito público que a conferir e é irrevogável.</p><p>e) o não exercício da competência tributária a defere à pessoa jurídica de direito público diversa</p><p>daquela a que a Constituição a tenha atribuído.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>102</p><p>174</p><p>Comentário:</p><p>Letra A: A definição de tributo prevista no CTN estabelece que o tributo não constitui sanção por</p><p>ato ilícito. Errado.</p><p>Letra B: Na verdade o que o CTN prevê é que a natureza jurídica específica do tributo é</p><p>determinada pelo fato gerador da obrigação tributária. Errado.</p><p>Letra C: Realmente, é possível ocorrer a delegação da atribuição de arrecadação, como ocorre</p><p>com a arrecadação bancária dos tributos, atribuída à pessoas jurídicas de direito privado</p><p>(bancos), conforme art. 7º, § 3º, do CTN. Correto.</p><p>Letra D: Embora a assertiva isoladamente esteja sem nexo, refere-se à atribuição da capacidade</p><p>tributária ativa. Mas o que o CTN prevê é que tal atribuição pode ser revogada a qualquer</p><p>tempo. Errado.</p><p>Letra E: O art. 8º veda que ocorra essa atribuição de competência a outra pessoa jurídica de</p><p>direito público diversa daquela a que a Constituição a tenha atribuído. Errado.</p><p>Gabarito: C</p><p>10.FCC/TRT23-Analista/2022</p><p>A Constituição Federal de 1988 outorgou à União a competência para instituir vários impostos.</p><p>Relativamente a essa competência, é correto afirmar que</p><p>a) o cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo ou da função de arrecadar tributos</p><p>pode ser efetuado pela União, pois isso não caracteriza delegação da competência que lhe foi</p><p>constitucionalmente atribuída.</p><p>b) os Estados passaram a ter competência</p><p>para tributar as grandes fortunas, em razão de a União</p><p>não ter exercido sua competência para instituir referido imposto.</p><p>c) a União tem competência legislativa plena em relação a esses impostos, excetuados os casos</p><p>em que a receita deles seja distribuída entre outras pessoas jurídicas de direito público, hipótese</p><p>em que a competência será concorrente, em âmbito restrito.</p><p>d) os Estados e os Municípios poderão exercer essa competência plena, de maneira subsidiária,</p><p>no caso de a União não a exercer.</p><p>e) a atribuição da função de fiscalizar os impostos federais, que decorre da competência que a</p><p>Constituição Federal atribuiu à União para instituí-los, é indelegável.</p><p>Comentário:</p><p>Letra A: Realmente, a atribuição de arrecadar tributos pode ser realizada pela união a uma</p><p>pessoa jurídica de direito privado sem que isso caracterize delegação de competência tributária,</p><p>ou mesmo de capacidade tributária ativa. Correto.</p><p>Letra B: Na verdade, a competência para tributar grandes fortunas pertence privativamente à</p><p>união. Errado.</p><p>Letra C: Mesmo nos casos em que os impostos tenham sua receita distribuída a outras pessoas</p><p>jurídicas de direito público e a competência tributária para instituí-los continua sendo da união.</p><p>Errado.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>103</p><p>174</p><p>==302b8==</p><p>Letra D: O que o art. 24 da CF prevê é que, inexistindo lei federal sobre normas gerais, os</p><p>Estados exercerão a competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades. Errado.</p><p>Letra E: Não é vedada a atribuição da função de fiscalizar os impostos federais, uma vez que</p><p>configura capacidade tributária ativa. A delegação pode ser conferida a outra pessoa jurídica de</p><p>direito público. Errado.</p><p>Gabarito: A</p><p>11.FCC/SEFAZ-PE-AUDITOR/2022</p><p>Município no interior de Pernambuco por não possuir uma estrutura de administração tributária</p><p>compatível com o tamanho de seu território, que é muito grande, resolve delegar a Município</p><p>vizinho, mais bem estruturado em termos organizacional e fiscal, diversas de suas atribuições</p><p>fiscais. Nos termos previstos no Código Tributário Nacional, tal delegação das atribuições para</p><p>arrecadar e fiscalizar tributos</p><p>a) pode ser revogada apenas mediante novo acordo entre as partes.</p><p>b) permite a aplicação dos privilégios processuais de quem recebe a delegação.</p><p>c) não pode ser outorgada a pessoa de direito privado.</p><p>d) pode ser delegada novamente a terceiro, público ou privado, por quem recebeu a delegação.</p><p>e) não pode ser realizada.</p><p>Comentário:</p><p>Letra A: A revogação pode ocorrer por meio de ato unilateral do ente delegante. Errado.</p><p>Letra B: A revogação permite a aplicação dos privilégios processuais de que concedeu a</p><p>delegação. Errado.</p><p>Letra C: De fato, tal atribuição não pode ser outorgada a pessoa de direito privado, apenas de</p><p>direito público. Correto.</p><p>Letra D: Não há previsão de nova delegação a terceiro no CTN. Errado.</p><p>Letra E: Como comentado, a delegação pode ser realizada a outra pessoa jurídica de direito</p><p>público. Errado.</p><p>Gabarito: C</p><p>12.CEBRASPE/Proc -TCE-RJ/2023</p><p>No que diz respeito à competência tributária, julgue o item a seguir.</p><p>Os municípios não têm competência concorrente para legislar sobre matéria tributária, porque</p><p>somente legislam sobre matéria de interesse local, podendo, ainda, suplementar as legislações</p><p>federal e estadual no que couber.</p><p>Comentário: A competência para legislar sobre direito tributário é concorrente entre a União, os</p><p>Estados e o Distrito Federal:</p><p>Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:</p><p>I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico;</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>104</p><p>174</p><p>Em relação aos Municípios, a regra encontra-se prevista no art. 30, II, da CF:</p><p>Art. 30. Compete aos Municípios:</p><p>II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber;</p><p>Gabarito: Certo</p><p>13.CEBRASPE/APO -SEPLAN-RR/2023</p><p>No que se diz respeito à competência e à capacidade tributária e ao exercício da competência</p><p>tributária, julgue o item a seguir.</p><p>A competência para instituir impostos é indelegável, o que proíbe o ente competente de</p><p>delegar, por exemplo, as funções de arrecadar e fiscalizar determinado imposto.</p><p>Comentário: De fato, a competência tributária, que se refere à instituição de tributos, é</p><p>indelegável. Mas as funções de arrecadar e fiscalizar determinado imposto se refere à capacidade</p><p>tributária ativa, sendo delegável a outras pessoas jurídicas de direito público.</p><p>Art. 7º A competência tributária é indelegável, salvo atribuição das funções de arrecadar ou</p><p>fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria</p><p>tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra, nos termos do § 3º do art.</p><p>18 da Constituição.</p><p>Gabarito: Errado</p><p>14.CEBRASPE/APO -SEPLAN-RR/2023</p><p>No que se diz respeito à competência e à capacidade tributária e ao exercício da competência</p><p>tributária, julgue o item a seguir.</p><p>Caso um estado da federação não exerça sua competência para criar determinado tributo, é</p><p>facultado aos municípios daquele estado criar o respectivo tributo, que vigorará até que o estado</p><p>o crie.</p><p>Comentário: A competência tributária é indelegável e, de acordo com o art. 8º, do CTN, O não</p><p>exercício da competência tributária não a defere a pessoa jurídica de direito público diversa</p><p>daquela a que a Constituição a tenha atribuído.</p><p>Art. 8º O não-exercício da competência tributária não a defere a pessoa jurídica de direito</p><p>público diversa daquela a que a Constituição a tenha atribuído.</p><p>Gabarito: Errado</p><p>15.CEBRASPE/PGFN-PROCURADOR/2023</p><p>Julgue os itens subsequentes, a respeito da competência tributária da União, com base no</p><p>Código Tributário Nacional (CTN) e na jurisprudência do STF.</p><p>I Apesar de a instituição do imposto sobre grandes fortunas competir à União, o não exercício da</p><p>competência constitucional autoriza os estados, mediante convênio, a instituir o tributo a fim de</p><p>concretizar os valores sociais da CF.</p><p>II A concessão de incentivos, benefícios e isenções fiscais de impostos cuja arrecadação seja</p><p>objeto de repartição constitucional depende de compensação aos entes menores.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>105</p><p>174</p><p>III A competência tributária é indelegável, salvo atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar</p><p>tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária,</p><p>conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra.</p><p>IV Em que pese a possibilidade de delegação da competência tributária, a delegação não</p><p>compreende as garantias e os privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de direito</p><p>público que a conferir.</p><p>Assinale a opção correta.</p><p>a) Apenas o item III está certo.</p><p>b) Apenas o item IV está certo.</p><p>c) Apenas os itens I e II estão certos.</p><p>d) Apenas os itens I e III estão certos.</p><p>e) Apenas os itens II e IV estão certos</p><p>Comentário:</p><p>Item I: A competência tributária é indelegável e, de acordo com o art. 8º, do CTN, O não</p><p>exercício da competência tributária não a defere a pessoa jurídica de direito público diversa</p><p>daquela a que a Constituição a tenha atribuído. Errado.</p><p>Item II: Não há qualquer regra constitucional que exija compensação aos entes menores. Errado.</p><p>Item III: Trata-se da literalidade do art. 7º, caput, do CTN. Correto.</p><p>Item IV: Não há que se falar em delegação da competência tributária, apenas da capacidade</p><p>tributária ativa (arrecadar, fiscalizar e cobrar tributos). Tal delegação compreende as garantias e os</p><p>privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de direito público que a conferir. Errado.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>16.CEBRASPE/Proc -TCE-RJ/2023</p><p>No que diz respeito à competência tributária, julgue o item a seguir.</p><p>As funções de arrecadar</p><p>ou fiscalizar tributos e de executar leis, serviços, atos ou decisões</p><p>administrativas em matéria tributária são delegáveis a uma pessoa jurídica de direito privado,</p><p>desde que o ente público renuncie expressamente a esta função nos termos do Código Tributário</p><p>Nacional, porém tal atribuição pode ser revogada a qualquer momento por quem a conceder.</p><p>Comentário: Na realidade, a delegação dessas atividades (capacidade tributária ativa) é possível</p><p>a pessoas jurídicas de direito público, conforme preceitua o art. 7º, do CTN.</p><p>A capacidade tributária ativa é uma atribuição que pode ser revogada a qualquer momento por</p><p>quem a conceder.</p><p>Gabarito: Errado</p><p>17.CEBRASPE/ATM -Pref Fortaleza/2023</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>106</p><p>174</p><p>No que se refere ao Sistema Tributário Nacional, julgue o próximo item, a respeito da</p><p>competência tributária.</p><p>A competência tributária é a aptidão para exigir o tributo, sendo delegável inclusive para pessoas</p><p>privadas.</p><p>Comentário: Sabemos que a competência tributária é indelegável, conforme estabelece o art. 7º,</p><p>do CTN. Portanto, nem mesmo a outro ente federado pode ser delegada.</p><p>Gabarito: Errado</p><p>18.CEBRASPE/Proc -TCE-RJ/2023</p><p>No que diz respeito à competência tributária, julgue o item a seguir.</p><p>As entidades privadas de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical</p><p>têm capacidade tributária ativa para cobrar contribuições dos seus contribuintes.</p><p>Comentário: Excepcionalmente cobrada em provas, existe jurisprudência favorável à atribuição</p><p>da capacidade tributária ativa para pessoas jurídicas de direito privado. Vale lembrar que tal</p><p>posicionamento só deve ser adotado em casos específicos, como nesta questão, que cita uma</p><p>situação específica e não afirma genericamente a possibilidade de tal delegação.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>19.CEBRASPE/Proc -TCE-RJ/2023</p><p>No que diz respeito à competência tributária, julgue o item a seguir.</p><p>No caso da competência cumulativa, a União tem a competência tributária para cobrar os</p><p>impostos estaduais e, se o território não for dividido em municípios, os impostos municipais.</p><p>Comentário: Realmente existe a competência tributária cumulativa para União, em territórios</p><p>federais, como bem apontado na assertiva:</p><p>Art. 147. Competem à União, em Território Federal, os impostos estaduais e, se o Território não</p><p>for dividido em Municípios, cumulativamente, os impostos municipais; ao Distrito Federal cabem</p><p>os impostos municipais.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>20.CEBRASPE/AFM -Pref Fortaleza/Ciências Econômicas e Finanças/2023</p><p>A tributação, base para a arrecadação dos entes governamentais, é um importante tópico das</p><p>finanças públicas. Acerca desse tema, julgue o item a seguir.</p><p>São impostos de competência dos municípios brasileiros o imposto sobre a propriedade predial e</p><p>territorial urbana (IPTU), o imposto sobre serviços (ISS) e o imposto sobre a transmissão de bens</p><p>imóveis inter vivos (ITBI).</p><p>Comentário: Esta questão é bem simples! Bastava ao candidato ter ciência de quais são os</p><p>impostos municipais: IPTU, ISS e ITBI.</p><p>Não se pode esquecer da competência para instituir o IBS - Imposto sobre Bens e Serviços,</p><p>prevista na CF/88, com a alteração promovida pela EC 132/2023 - Reforma Tributária. Tal</p><p>imposto é de competência compartilhada entre Estados, DF e Municípios, mas instituído por lei</p><p>complementar nacional.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>107</p><p>174</p><p>Gabarito: Certo</p><p>21.CEBRASPE/ATM -Pref Fortaleza/2023</p><p>Considerando a competência tributária prevista na Constituição Federal de 1988 e no Código</p><p>Tributário Nacional, julgue o item a seguir.</p><p>Caso a competência extraordinária seja utilizada, a União pode instituir imposto extraordinário</p><p>em caso de iminência de guerra externa mediante ato do Poder Executivo com força de lei</p><p>material, o qual não precisa ser apreciado pelo Congresso Nacional.</p><p>Comentário: Realmente, com base no art. 154, II, da CF/88, a União possui competência</p><p>extraordinária para instituir imposto extraordinário em caso de iminência de guerra externa. Tal</p><p>imposto pode ser instituído por meio de lei, ou até mesmo por medida provisória (ato do Poder</p><p>Executivo com força de lei material).</p><p>Porém, caso seja utilizada a MP, tal ato precisa ser apreciado posteriormente pelo Congresso</p><p>Nacional, conforme os ditamos do art. 62 da CF.</p><p>Gabarito: Errado</p><p>22.CEBRASPE/Pref Maringá-Auditor/2022</p><p>A capacidade legal do Distrito Federal para instituir impostos típicos dos estados e dos</p><p>municípios é uma competência</p><p>a) privativa.</p><p>b) cumulativa.</p><p>c) comum.</p><p>d) residual.</p><p>e) especial.</p><p>Comentário: O Distrito Federal, por não ser dividido em Municípios, detém a competência</p><p>cumulativa para instituir impostos estaduais e municipais, conforme estabelece o art. 147, da CF:</p><p>Art. 147. Competem à União, em Território Federal, os impostos estaduais e, se o Território não</p><p>for dividido em Municípios, cumulativamente, os impostos municipais; ao Distrito Federal cabem</p><p>os impostos municipais.</p><p>Gabarito: B</p><p>23.CEBRASPE/SEFAZ-AL-AUDITOR/2021</p><p>Considerando as disposições do Código Tributário Nacional (CTN), julgue o seguinte item.</p><p>A previsão para que uma pessoa de direito privado exerça o encargo de arrecadar determinado</p><p>tributo não caracteriza delegação de competência.</p><p>Comentário: Conforme estabelece o art. 7º, § 3º, do CTN, não constitui delegação de</p><p>competência o cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo ou da função de</p><p>arrecadar tributos.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>108</p><p>174</p><p>24.CEBRASPE/SEFAZ-AL-AUDITOR/2021</p><p>Considerando as disposições do Código Tributário Nacional (CTN), julgue o seguinte item.</p><p>Tanto a competência tributária quanto a capacidade tributária ativa são indelegáveis.</p><p>Comentário: O art. 7º, do CTN, prevê que a competência tributária é realmente indelegável,</p><p>salvo atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos</p><p>ou decisões administrativas em matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito</p><p>público a outra, sendo esta a capacidade tributária ativa.</p><p>Gabarito: Errado</p><p>25.CEBRASPE/SEFAZ-CE-AUDITOR/2021</p><p>Considerando o disposto na Constituição Federal e no Código Tributário Nacional (CTN), julgue</p><p>o item seguinte.</p><p>São exemplos de tributos de competência estadual o imposto sobre transmissão causa mortis e o</p><p>imposto sobre a doação.</p><p>Comentário: De fato, o ITCMD é um imposto de competência estadual. Além do ITCMD, os</p><p>Estados e DF também podem instituir o ICMS e o IPVA (CF, art. 155).</p><p>Não se pode esquecer da competência para instituir o IBS - Imposto sobre Bens e Serviços,</p><p>prevista na CF/88, com a alteração promovida pela EC 132/2023 - Reforma Tributária. Tal</p><p>imposto é de competência compartilhada entre Estados, DF e Municípios, mas instituído por lei</p><p>complementar nacional.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>26.CEBRASPE/Pref. Aracaju-Auditor/2021</p><p>A competência tributária</p><p>a) é um conceito equivalente ao conceito de capacidade tributária ativa.</p><p>b) da União pode ser renunciada, como no caso da não instituição do imposto sobre grandes</p><p>fortunas (IGF).</p><p>c) da União pode, no caso dos territórios, abranger impostos estaduais ou municipais.</p><p>d) pode ser delegada aos municípios, como no caso do ITR.</p><p>e) impede a cobrança de contribuição de melhoria por dois entes federativos distintos.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: A competência tributária (instituição de tributos) não se confunde com a</p><p>capacidade tributária ativa (arrecadação, fiscalização e cobrança de tributos). Errada.</p><p>Alternativa B: Uma das características da competência tributária é a sua irrenunciabilidade, ou</p><p>seja, a União não pode renunciar em favor de outro ente sua competência tributária. Errada.</p><p>Alternativa C: Realmente, em se tratando de territórios federais não divididos em Municípios, a</p><p>CF em seu art. 147, autoriza</p><p>que a União institua impostos estaduais e municipais. Correta.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>109</p><p>174</p><p>Alternativa D: Apenas a capacidade tributária ativa relativa ao ITR é que pode ser delegada pela</p><p>União aos Municípios. Errada.</p><p>Alternativa E: A contribuição de melhoria é um tributo de competência comum. O ente que</p><p>realizar a obra pública, tendo ela resultado em valorização imobiliária, pode realizar a sua</p><p>instituição (por meio de lei) e cobrança. Errada.</p><p>Gabarito: C</p><p>27.CEBRASPE/SEFAZ-RR-AUDITOR/2021</p><p>O fenômeno da bitributação impede que</p><p>a) Estados-nações diversos instituam tributo sobre o mesmo fato gerador e sobre a mesma base</p><p>de cálculo.</p><p>b) entes tributantes diversos exijam tributos com o mesmo fato gerador.</p><p>c) duas espécies tributárias incidam, por exemplo, sobre o lucro das empresas.</p><p>d) o mesmo ente tributante institua dois tributos com mesmo fato gerador.</p><p>e) entes tributantes diversos exijam tributos com a mesma base de cálculo.</p><p>Comentário: A vedação à bitributação envolve a proibição de que dois entes federativos (entes</p><p>tributantes) diversos exijam tributos com o mesmo fato gerador. É por isso que a CF/88 delineou</p><p>a competência tributária de cada ente.</p><p>Gabarito: B</p><p>28.CEBRASPE/SEFAZ-AL-AUDITOR/2021</p><p>Considerando os princípios do direito tributário, a Constituição Federal de 1988 (CF) e o CTN,</p><p>julgue o item a seguir.</p><p>A principal distinção entre bis in idem e bitributação é que, no caso da bitributação, a dupla</p><p>tributação é estabelecida por um mesmo ente político, ao passo que, no caso do bis in idem, ela</p><p>é estabelecida por entes federativos diferentes.</p><p>Comentário: Na verdade, os conceitos foram invertidos:</p><p>Bitributação: dupla tributação estabelecida por entes federativos diferentes.</p><p>Bis in idem: dupla tributação é estabelecida por um mesmo ente político</p><p>Gabarito: Errado</p><p>29.FCC/Prefeitura de Manaus-Assistente Técnico Fazendário/2019</p><p>A Constituição Federal outorga competência para as pessoas jurídicas de direito público interno</p><p>instituírem impostos. De acordo com o texto constitucional e com a legislação tributária nacional</p><p>em vigor, compete aos Municípios instituir impostos sobre</p><p>a) a transmissão inter vivos, a qualquer título, inclusive por doação, de bens imóveis, por natureza</p><p>ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de</p><p>direitos a sua aquisição.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>110</p><p>174</p><p>b) serviços de qualquer natureza, inclusive de transporte intramunicipal, definidos em lei</p><p>complementar.</p><p>c) a propriedade predial e territorial urbana e rural.</p><p>d) a transmissão, a qualquer título, inclusive causa mortis, exclusivamente de bens imóveis, por</p><p>natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como</p><p>cessão de direitos a sua aquisição.</p><p>e) serviços de qualquer natureza, inclusive de transporte intermunicipal, definidos em lei ordinária</p><p>municipal específica.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Os municípios têm competência para instituir o IPTU, ITBI e ISS. Contudo o ITBI</p><p>não incide sobre doação. Sobre as doações incidirá o ITCMD. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: O transporte intramunicipal é aquele que ocorre dentro do território do município,</p><p>sendo possível a cobrança do ISS. Já o intermunicipal é aquele que incide entre dois municípios</p><p>distintos. Sobre este incidirá ICMS. Alternativa correta.</p><p>Alternativa C: Sobre a propriedade rural incidirá o ITR, que é de competência da União.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Os municípios não têm competência para instituir o ITCMD. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Sobre transporte intermunicipal cabe ICMS e não ISS. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>30.FCC/TRF 4ª Região-Técnico Judiciário/2019</p><p>A Constituição Federal de 1988 estabelece que o Brasil é uma república federativa formada pela</p><p>união indissolúvel dos estados e municípios e do distrito federal, e na parte que trata DA</p><p>TRIBUTAÇÃO E DO ORÇAMENTO, determina as competências tributárias da União, Estados,</p><p>Distrito Federal e Municípios. Conforme a referida Constituição, são tributos que podem ser</p><p>instituídos pela União:</p><p>a) imposto sobre operações de crédito, contribuição de melhoria, contribuição para o custeio da</p><p>iluminação pública e imposto sobre serviços.</p><p>b) imposto sobre a renda, imposto sobre importação de produtos estrangeiros e imposto sobre</p><p>grandes fortunas.</p><p>c) contribuição de intervenção no domínio econômico, contribuição de melhoria, imposto sobre</p><p>propriedades territoriais urbanas e taxa de fiscalização de portos e ferrovias.</p><p>d) taxa de serviço de polícia de fronteira, contribuição previdenciária, imposto sobre a renda, e</p><p>imposto sobre a propriedade de veículos automotores terrestres e aquáticos.</p><p>e) taxa de expedição de certidões, taxa de vigilância sanitária, imposto sobre produtos</p><p>industrializados destinados ao exterior e imposto sobre propriedade territorial urbana.</p><p>Comentário: A União pode instituir: II, IE, IPI, IR, IOF, ITR, Imposto sobre Grandes Fortunas,</p><p>Imposto Extraordinário de Guerra, CIDEs e Contribuições Especiais (com exceção da COSIP),</p><p>Empréstimos Compulsórios, Taxas e Contribuição de Melhoria. Você não precisaria conhecer</p><p>nada sobre as taxas citadas para chegar ao gabarito da questão.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>111</p><p>174</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>31.FCC/Prefeitura de Manaus-Técnico Fazendário/2018</p><p>De acordo com a Constituição Federal, os Municípios têm competência para instituir, na forma da</p><p>lei,</p><p>a) contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública.</p><p>b) o ITBI, imposto que incide sobre a transmissão de quaisquer bens, a título oneroso.</p><p>c) o IPVA, que incide sobre a propriedade de quaisquer veículos licenciados no Município.</p><p>d) o IPTU, imposto que a incide sobre a propriedade e a transmissão de bens imóveis.</p><p>e) o ITCMD, que incide sobre a transmissão de quaisquer bens ocorrida dentro dos limites</p><p>municipais.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Os Municípios e o DF tem competência para instituir tal tributo, conforme art.</p><p>149-A da CF/88. Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: Os Municípios têm de fato competência para instituir o ITBI, mas este não incide</p><p>sobre quaisquer bens, mas apenas sobre bens imóveis. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: Tal imposto é de competência dos Estados e DF. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: O IPTU incide sobre a propriedade de imóvel urbano. Sobre a transmissão de bens</p><p>imóveis incide o ITBI. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Tal imposto é de competência dos Estados e DF. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>32.FCC/ Assembléia Legistiva de SE - Analista Legislativo/2018</p><p>De acordo com a Constituição Federal, tanto os Estados como os Municípios brasileiros têm</p><p>competência para instituir</p><p>a) empréstimos compulsórios, condicionado a aval da União, Imposto sobre Serviços de Qualquer</p><p>Natureza e contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das</p><p>categorias profissionais ou econômicas.</p><p>b) o Imposto sobre a Propriedade Territorial e Predial Urbana, contribuição para o custeio do</p><p>serviço de iluminação pública e taxas pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos</p><p>específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição.</p><p>c) taxas, em razão do exercício do poder de polícia, contribuição de melhoria, decorrente de</p><p>obras públicas, e contribuição cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes,</p><p>do regime de previdência próprio, de caráter contributivo e solidário.</p><p>d) tributos interestaduais e intermunicipais com a finalidade de limitar o tráfego de pessoas ou</p><p>bens, sempre que a segurança pública estiver ameaçada, podendo, na vigência de estado de</p><p>emergência decorrente desta ameaça, serem instituídos e cobrados empréstimos compulsórios</p><p>e</p><p>contribuições de intervenção no domínio econômico.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>112</p><p>174</p><p>e) o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação, contribuição de melhoria, taxas em</p><p>razão do exercício do poder de polícia e empréstimos compulsórios, condicionado a aval da</p><p>União.</p><p>Comentário: Taxas, contribuições de melhoria e contribuição previdenciária cobrada de seus</p><p>respectivos servidores para custeio do Regime Próprio de Previdência, são tributos comuns a</p><p>Municípios e Estados.</p><p>II, IE, IPI, IOF, IR, ITR, IGF, IEG, Empréstimos compulsórios, e demais contribuições especiais são</p><p>de competência exclusiva da União.</p><p>IPVA, ICMS, ITCMD são de competência apenas dos Estados e DF.</p><p>IPTU, ITBI, ISS e COSIP são de competência apenas dos Municípios e DF.</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>33.FCC/DPE-RS-Defensor Público do Estado/2018</p><p>Considerando-se as competências tributárias previstas na Constituição Federal, é autorizada</p><p>a) à União a instituição de impostos sobre produtos industrializados.</p><p>b) aos Estados e ao Distrito Federal a instituição de impostos sobre operações de câmbio.</p><p>c) à União a instituição de impostos sobre a propriedade de veículos automotores.</p><p>d) aos Municípios a instituição de impostos sobre circulação de mercadorias.</p><p>e) aos Estados e ao Distrito Federal a instituição de imposto sobre grandes fortunas.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: A União pode instituir II, IE, IPI, IOF, IR, ITR, Imposto sobre Grandes Fortunas,</p><p>Imposto Extraordinário de Guerra e Impostos residuais. Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: Tal competência é da União. Os Estados podem instituir ITCMD, ICMS, IPVA. Já o</p><p>DF pode instituir o ITCMD, ICMS, IPVA, ITBI, IPTU e ISS. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: Tal Imposto é de competência dos Estados e DF. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Tal imposto é de competência dos Estados e DF. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Tal imposto é de competência da União. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>34.FCC/CLDF-Procurador Legislativo/2018</p><p>O Código Tributário Nacional, no Título II do Livro Primeiro, trata da competência tributária. De</p><p>acordo com estas regras,</p><p>a) a competência dos Municípios para legislar concorrentemente sobre o IPVA, em razão da</p><p>repartição de receita tributária deste imposto entre Estados e Municípios, alcança apenas os</p><p>veículos de propriedade de pessoas naturais e jurídicas com domicílio nos referidos Municípios.</p><p>b) a competência dos Municípios para legislar concorrentemente sobre o IPVA, em razão da</p><p>repartição de receita tributária deste imposto entre Estados e Municípios, alcança apenas os</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>113</p><p>174</p><p>veículos que efetivamente circulam no Município, durante mais de 181 dias por ano,</p><p>demonstrando o uso concreto de vias públicas.</p><p>c) a competência dos Municípios para legislar concorrentemente sobre o IPVA, em razão da</p><p>repartição de receita tributária deste imposto entre Estados e Municípios, alcança apenas os</p><p>veículos licenciados nos referidos Municípios.</p><p>d) a competência para legislar sobre o ITR será dos Municípios, sempre que estes optarem por</p><p>fiscalizar e cobrar este imposto, como estabelecido no inciso III do § 4o do art. 153 da</p><p>Constituição Federal, desde que, com isso, não ocorra redução do valor do imposto ou qualquer</p><p>outra forma de renúncia fiscal.</p><p>e) o não exercício da competência tributária dos Municípios para instituir o ITBI não defere à</p><p>União, nem aos Estados em que eles estão localizados, a competência para instituir o referido</p><p>imposto.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: O fato da receita do IPVA ser repartida com os Municípios em nada influencia a</p><p>competência para legislar sobre o IPVA, que pertence aos Estados e DF. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: O fato da receita do IPVA ser repartida com os Municípios em nada influencia a</p><p>competência para legislar sobre o IPVA, que pertence aos Estados e DF. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: O fato da receita do IPVA ser repartida com os Municípios em nada influencia a</p><p>competência para legislar sobre o IPVA, que pertence aos Estados e DF. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: A opção prevista no art. 153, §4º, III da CF/88 não significa delegação da</p><p>competência legislativa da União aos Municípios, mas sim delegação da capacidade tributária</p><p>ativa. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: É exatamente o que dispõe o art. 8º do CTN. Alternativa correta.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>35.FCC/CLDF-Consultor Legislativo/2018</p><p>De acordo com a Constituição Federal, o Distrito Federal pode instituir tributos de competência</p><p>tanto estadual como municipal.</p><p>Em razão disso, esta pessoa jurídica de direito público poderá instituir</p><p>a) o ICMS sobre a prestação de serviços de transporte intramunicipal, intermunicipal e de</p><p>comunicação.</p><p>b) o ISSQN sobre a prestação de serviços de transporte intramunicipal, intermunicipal e de</p><p>comunicação.</p><p>c) impostos sobre a prestação de serviços de transporte intramunicipal e intermunicipal.</p><p>d) o ICMS sobre a prestação de serviços de transporte intramunicipal e intermunicipal e o ISSQN</p><p>sobre a prestação de serviços de comunicação.</p><p>e) o ICMS sobre a prestação de serviços de comunicação e o ISSQN sobre a prestação de</p><p>serviços de transporte intramunicipal e intermunicipal.</p><p>Comentário:</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>114</p><p>174</p><p>Os Estados podem instituir ITCMD, ICMS, IPVA. Já o DF pode instituir o ITCMD, ICMS, IPVA,</p><p>ITBI, IPTU e ISS. E os Municípios o ITBI, IPTU e ISS.</p><p>Há sempre essa “confusão” entre qual tributo caberia no transporte intramunicipal e qual caberia</p><p>no transporte intermunicipal.</p><p>Transporte intramunicipal, isto é dentro do território do Município, só pode ser tributado pelo</p><p>ISS.</p><p>Já o transporte intermunicipal, isto é entre dois municípios distintos, só pode ser tributado pelo</p><p>ICMS.</p><p>Não se pode esquecer da competência para instituir o IBS - Imposto sobre Bens e Serviços,</p><p>prevista na CF/88, com a alteração promovida pela EC 132/2023 - Reforma Tributária. Tal</p><p>imposto é de competência compartilhada entre Estados, DF e Municípios, mas instituído por lei</p><p>complementar nacional.</p><p>Em suma, a única alternativa que atende corretamente a esta distinção é a letra C.</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>36.FCC/CLDF-Consultor Técnico Legislativo/2018</p><p>A Constituição Federal, em seu art. 147, estabelece que “ao Distrito Federal cabem os impostos</p><p>municipais”.</p><p>Ao atribuir esta competência específica para o Distrito Federal instituir impostos municipais, a</p><p>Constituição</p><p>a) proíbe que o Distrito Federal institua taxas pelo poder de polícia.</p><p>b) proíbe que o Distrito Federal institua a contribuição para o custeio do serviço de iluminação</p><p>pública.</p><p>c) proíbe que o Distrito Federal institua contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio,</p><p>em benefício destes, do regime próprio de previdência.</p><p>d) permite, por via indireta, que o Distrito Federal institua o IOF, o ITR e o IPI.</p><p>e) não proíbe que o Distrito Federal institua contribuição de melhoria.</p><p>Comentário: O DF pode instituir somente os seguintes impostos: ITCMD, ICMS, IPVA, ITBI, IPTU</p><p>e ISS. Também pode instituir taxas, contribuição de melhoria, contribuição previdenciária cobrada</p><p>de seus servidores para financiar o Regime Próprio de Previdência e a COSIP.</p><p>Assim o DF pode sim instituir contribuição de melhoria.</p><p>Não se pode esquecer da competência para instituir o IBS - Imposto sobre Bens e Serviços,</p><p>prevista na CF/88, com a alteração promovida pela EC 132/2023 - Reforma Tributária. Tal</p><p>imposto é de competência compartilhada entre Estados, DF e Municípios, mas instituído por lei</p><p>complementar nacional.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>37.FCC/CLDF-Consultor Técnico Legislativo/2018</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>115</p><p>174</p><p>O Sistema Tributário</p><p>Nacional disciplinado pela Constituição Federal contempla diversas</p><p>exações, sendo que, algumas delas, recebem a denominação de “contribuições”. De acordo com</p><p>a atribuição de competências expressa no texto constitucional, as contribuições</p><p>a) de melhoria, decorrentes de obras realizadas no território da pessoa jurídica de direito público,</p><p>podem ser instituídas por essa pessoa jurídica e, de acordo com o Código Tributário Nacional,</p><p>desde que essas obras acarretem o incremento organizado do processo de urbanização da região</p><p>em que a obra venha a ser realizada.</p><p>b) especiais para a modernização dos órgãos estaduais de segurança podem ser instituídas pelos</p><p>Estados e pelo Distrito Federal.</p><p>c) para o custeio dos regimes previdenciários estatutários próprios da União, dos Estados, do</p><p>Distrito Federal e dos Municípios, em benefício dos servidores titulares de cargos efetivos dessas</p><p>pessoas jurídicas de direito público, podem ser por elas instituídas.</p><p>d) extraordinárias para o reforço da segurança das fronteiras, podem ser instituídas</p><p>exclusivamente pela União, na iminência ou no caso de guerra externa, sem prejuízo da</p><p>instituição dos impostos extraordinários constitucionalmente previstos.</p><p>e) para o custeio do serviço de iluminação pública, na forma das respectivas leis, podem ser</p><p>instituídas pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: O Fato Gerador da contribuição de melhoria é a valorização imobiliária decorrente</p><p>de obra pública. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: Não há tal previsão na CF/88. Alternativa errada</p><p>Alternativa C: É exatamente o que informa o art. 149, §1º da CF/88. Alternativa correta.</p><p>Alternativa D: Não há tal previsão na CF/88. Alternativa errada</p><p>Alternativa E: A COSIP só pode ser instituída pelos Municípios e DF, conforme art. 149-A da</p><p>CF/88. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>116</p><p>174</p><p>LISTA DAS QUESTÕES COMPLEMENTARES</p><p>Competência Tributária</p><p>1. CEBRASPE/Proc -TCE-RJ/2023</p><p>No que diz respeito à competência tributária, julgue o item a seguir.</p><p>Os municípios não têm competência concorrente para legislar sobre matéria tributária, porque</p><p>somente legislam sobre matéria de interesse local, podendo, ainda, suplementar as legislações</p><p>federal e estadual no que couber.</p><p>2. CEBRASPE/APO -SEPLAN-RR/2023</p><p>No que se diz respeito à competência e à capacidade tributária e ao exercício da competência</p><p>tributária, julgue o item a seguir.</p><p>A competência para instituir impostos é indelegável, o que proíbe o ente competente de</p><p>delegar, por exemplo, as funções de arrecadar e fiscalizar determinado imposto.</p><p>3. CEBRASPE/APO -SEPLAN-RR/2023</p><p>No que se diz respeito à competência e à capacidade tributária e ao exercício da competência</p><p>tributária, julgue o item a seguir.</p><p>Caso um estado da federação não exerça sua competência para criar determinado tributo, é</p><p>facultado aos municípios daquele estado criar o respectivo tributo, que vigorará até que o estado</p><p>o crie.</p><p>4. CEBRASPE/PGFN-PROCURADOR/2023</p><p>Julgue os itens subsequentes, a respeito da competência tributária da União, com base no</p><p>Código Tributário Nacional (CTN) e na jurisprudência do STF.</p><p>I Apesar de a instituição do imposto sobre grandes fortunas competir à União, o não exercício da</p><p>competência constitucional autoriza os estados, mediante convênio, a instituir o tributo a fim de</p><p>concretizar os valores sociais da CF.</p><p>II A concessão de incentivos, benefícios e isenções fiscais de impostos cuja arrecadação seja</p><p>objeto de repartição constitucional depende de compensação aos entes menores.</p><p>III A competência tributária é indelegável, salvo atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar</p><p>tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária,</p><p>conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra.</p><p>IV Em que pese a possibilidade de delegação da competência tributária, a delegação não</p><p>compreende as garantias e os privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de direito</p><p>público que a conferir.</p><p>Assinale a opção correta.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>117</p><p>174</p><p>a) Apenas o item III está certo.</p><p>b) Apenas o item IV está certo.</p><p>c) Apenas os itens I e II estão certos.</p><p>d) Apenas os itens I e III estão certos.</p><p>e) Apenas os itens II e IV estão certos</p><p>5. CEBRASPE/Proc -TCE-RJ/2023</p><p>No que diz respeito à competência tributária, julgue o item a seguir.</p><p>As funções de arrecadar ou fiscalizar tributos e de executar leis, serviços, atos ou decisões</p><p>administrativas em matéria tributária são delegáveis a uma pessoa jurídica de direito privado,</p><p>desde que o ente público renuncie expressamente a esta função nos termos do Código Tributário</p><p>Nacional, porém tal atribuição pode ser revogada a qualquer momento por quem a conceder.</p><p>6. CEBRASPE/ATM -Pref Fortaleza/2023</p><p>No que se refere ao Sistema Tributário Nacional, julgue o próximo item, a respeito da</p><p>competência tributária.</p><p>A competência tributária é a aptidão para exigir o tributo, sendo delegável inclusive para pessoas</p><p>privadas.</p><p>7. CEBRASPE/Proc -TCE-RJ/2023</p><p>No que diz respeito à competência tributária, julgue o item a seguir.</p><p>As entidades privadas de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical</p><p>têm capacidade tributária ativa para cobrar contribuições dos seus contribuintes.</p><p>8. CEBRASPE/Proc -TCE-RJ/2023</p><p>No que diz respeito à competência tributária, julgue o item a seguir.</p><p>No caso da competência cumulativa, a União tem a competência tributária para cobrar os</p><p>impostos estaduais e, se o território não for dividido em municípios, os impostos municipais.</p><p>9. CEBRASPE/AFM -Pref Fortaleza/Ciências Econômicas e Finanças/2023</p><p>A tributação, base para a arrecadação dos entes governamentais, é um importante tópico das</p><p>finanças públicas. Acerca desse tema, julgue o item a seguir.</p><p>São impostos de competência dos municípios brasileiros o imposto sobre a propriedade predial e</p><p>territorial urbana (IPTU), o imposto sobre serviços (ISS) e o imposto sobre a transmissão de bens</p><p>imóveis inter vivos (ITBI).</p><p>10. CEBRASPE/ATM -Pref Fortaleza/2023</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>118</p><p>174</p><p>Considerando a competência tributária prevista na Constituição Federal de 1988 e no Código</p><p>Tributário Nacional, julgue o item a seguir.</p><p>Caso a competência extraordinária seja utilizada, a União pode instituir imposto extraordinário</p><p>em caso de iminência de guerra externa mediante ato do Poder Executivo com força de lei</p><p>material, o qual não precisa ser apreciado pelo Congresso Nacional.</p><p>11. CEBRASPE/Pref Maringá-Auditor/2022</p><p>A capacidade legal do Distrito Federal para instituir impostos típicos dos estados e dos</p><p>municípios é uma competência</p><p>a) privativa.</p><p>b) cumulativa.</p><p>c) comum.</p><p>d) residual.</p><p>e) especial.</p><p>12. CEBRASPE/SEFAZ-AL-AUDITOR/2021</p><p>Considerando as disposições do Código Tributário Nacional (CTN), julgue o seguinte item.</p><p>A previsão para que uma pessoa de direito privado exerça o encargo de arrecadar determinado</p><p>tributo não caracteriza delegação de competência.</p><p>13. CEBRASPE/SEFAZ-AL-AUDITOR/2021</p><p>Considerando as disposições do Código Tributário Nacional (CTN), julgue o seguinte item.</p><p>Tanto a competência tributária quanto a capacidade tributária ativa são indelegáveis.</p><p>14. CEBRASPE/SEFAZ-CE-AUDITOR/2021</p><p>Considerando o disposto na Constituição Federal e no Código Tributário Nacional (CTN), julgue</p><p>o item seguinte.</p><p>São exemplos de tributos de competência estadual o imposto sobre transmissão causa mortis e o</p><p>imposto sobre a doação.</p><p>15. CEBRASPE/Pref. Aracaju-Auditor/2021</p><p>A competência tributária</p><p>a) é um conceito equivalente ao conceito de capacidade tributária ativa.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515</p><p>- ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>119</p><p>174</p><p>b) da União pode ser renunciada, como no caso da não instituição do imposto sobre grandes</p><p>fortunas (IGF).</p><p>c) da União pode, no caso dos territórios, abranger impostos estaduais ou municipais.</p><p>d) pode ser delegada aos municípios, como no caso do ITR.</p><p>e) impede a cobrança de contribuição de melhoria por dois entes federativos distintos.</p><p>16. CEBRASPE/SEFAZ-RR-AUDITOR/2021</p><p>O fenômeno da bitributação impede que</p><p>a) Estados-nações diversos instituam tributo sobre o mesmo fato gerador e sobre a mesma base</p><p>de cálculo.</p><p>b) entes tributantes diversos exijam tributos com o mesmo fato gerador.</p><p>c) duas espécies tributárias incidam, por exemplo, sobre o lucro das empresas.</p><p>d) o mesmo ente tributante institua dois tributos com mesmo fato gerador.</p><p>e) entes tributantes diversos exijam tributos com a mesma base de cálculo.</p><p>17. CEBRASPE/SEFAZ-AL-AUDITOR/2021</p><p>Considerando os princípios do direito tributário, a Constituição Federal de 1988 (CF) e o CTN,</p><p>julgue o item a seguir.</p><p>A principal distinção entre bis in idem e bitributação é que, no caso da bitributação, a dupla</p><p>tributação é estabelecida por um mesmo ente político, ao passo que, no caso do bis in idem, ela</p><p>é estabelecida por entes federativos diferentes.</p><p>18. CESPE/SEFAZ-AL-Auditor Fiscal/2020</p><p>A União pode instituir impostos extraordinários na iminência ou no caso de guerra externa, desde</p><p>que tais impostos estejam compreendidos em sua competência tributária, devendo esses</p><p>impostos ser suprimidos gradativamente quando cessadas as causas de sua criação.</p><p>19. CESPE/SEFAZ-RS-Auditor Fiscal/2019</p><p>Instituir contribuições previdenciárias de servidores públicos do Distrito Federal é competência</p><p>exclusiva da União.</p><p>20. CESPE/SEFAZ-RS-Auditor Fiscal/2019</p><p>Com relação à competência tributária dos entes federados, assinale a opção correta.</p><p>a) O Distrito Federal e os municípios têm competência para instituir contribuições para o custeio</p><p>de serviços de iluminação pública.</p><p>b) Os estados federados e o Distrito Federal têm competência residual para legislar sobre</p><p>empréstimos compulsórios.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>120</p><p>174</p><p>==302b8==</p><p>c) Os municípios, os estados federados, o Distrito Federal e a União têm competência</p><p>concorrente para instituir contribuições sociais interventivas e de interesse das categorias</p><p>profissionais.</p><p>d) À União competem originariamente os impostos sobre doações de bens imóveis quando o</p><p>donatário vier a ser beneficiado com os direitos reais em dois ou mais estados.</p><p>e) Aos municípios e ao Distrito Federal competem os impostos incidentes sobre operações</p><p>relativas à circulação de mercadorias com a mudança de titularidade.</p><p>21. CESPE/SEFAZ-RS-Técnico Tributário/2018</p><p>A capacidade ativa de arrecadação tributária pode ser transferida a título precário a outras</p><p>pessoas jurídicas de direito público.</p><p>22. CESPE/CGM-João Pessoa/2018</p><p>Em relação à divisão das competências em matéria tributária, compete ao município instituir o</p><p>IPTU, o ITBI e o ISSQN.</p><p>23. CESPE/PGM-Manaus-Procurador/2018</p><p>Compete aos municípios instituir o ITCMD.</p><p>24. CESPE/TCE-MG-Analista de Controle Externo/2018</p><p>Determinado município da Federação, ao instituir contribuição para o custeio do serviço de</p><p>iluminação pública e contribuição de melhoria, decorrente de obra pública, exerce,</p><p>respectivamente,</p><p>a) competência residual e competência privativa.</p><p>b) competência privativa e competência residual.</p><p>c) competência comum e competência privativa.</p><p>d) competência privativa e competência comum.</p><p>e) competência comum e competência comum.</p><p>25. CESPE/PGE-PI-Procurador do Estado Substituto/2014</p><p>A capacidade tributária ativa não se confunde com a competência tributária, pois aquela pode</p><p>ser delegada a qualquer pessoa jurídica de direito público ou privado, o que implica a</p><p>transferência das prerrogativas de cobrança, fiscalização e arrecadação do crédito tributário.</p><p>26. CESPE/JUIZ FEDERAL-2ª REGIÃO/2013</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>121</p><p>174</p><p>Pode ser objeto de delegação</p><p>a) a capacidade tributária ativa.</p><p>b) o poder tributário.</p><p>c) a competência tributária.</p><p>d) a soberania tributária.</p><p>e) a autonomia tributária.</p><p>27. CESPE/JUIZ FEDERAL-2ª REGIÃO/2013</p><p>A União poderá instituir impostos não previstos na CF, desde que eles não sejam cumulativos</p><p>nem tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos nela discriminados, mediante</p><p>a) medida provisória.</p><p>b) lei delegada.</p><p>c) lei ordinária.</p><p>d) lei complementar.</p><p>e) emenda constitucional.</p><p>28. CESPE/JUIZ-TJ-MA/2013</p><p>A CF não cria tributo, mas outorga competência tributária a cada ente federado, devendo o</p><p>exercício dessa competência ser regulado por lei, por expressa previsão constitucional.</p><p>29. CESPE/PROCURADOR-MP-TCDF/2013</p><p>Quando a União deixa de editar normas gerais sobre matéria tributária, cabe aos estados a</p><p>prerrogativa de exercer a competência legislativa plena.</p><p>30. CESPE/DPE-TO/2013</p><p>As contribuições residuais para a seguridade social são cumulativas e de competência da União,</p><p>instituídas por lei complementar, desde que não tenham fato gerador próprio de impostos.</p><p>31. CESPE/DPE-TO/2013</p><p>As contribuições de interesse das categorias profissionais ou econômicas são de competência da</p><p>União, dos estados, do DF e dos municípios.</p><p>32. CESPE/JUIZ-TJ-BA/2012</p><p>Acerca da competência legislativa sobre normas gerais de direito tributário, julgue a assertiva a</p><p>seguir.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>122</p><p>174</p><p>a) A competência dos estados, ainda que suplementar, é excluída com o exercício, pela União, da</p><p>competência para legislar sobre normas gerais de direito tributário.</p><p>b) Os municípios não dispõem de competência para instituir normas gerais de direito tributário.</p><p>c) Em nenhuma hipótese os estados e o DF exercerão competência legislativa plena.</p><p>d) No âmbito dos estados e do DF, prevalecem as respectivas leis sobre as leis federais.</p><p>e) Pertencem à competência concorrente todas as pessoas políticas.</p><p>33. CESPE/JUIZ-TJ-PI/2012</p><p>No que concerne à competência tributária, assinale a opção correta.</p><p>a) O poder de criar tributos é repartido entre os vários entes políticos, e a CF assinala a esfera de</p><p>competência dos níveis federal, estadual e municipal.</p><p>b) Mesmo na ausência de normas gerais da União, os estados e o DF não têm a possibilidade de</p><p>exercer a competência legislativa plena em matéria tributária.</p><p>c) As principais características da competência tributária são a transmissibilidade e a</p><p>renunciabilidade, conforme a legislação em vigor.</p><p>d) Sendo, como regra geral, delegável a competência tributária, justifica-se a delegação da</p><p>atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos.</p><p>e) À luz do CTN, o não exercício da competência tributária pelo ente competente defere a outra</p><p>pessoa jurídica de direito público o exercício tributário, que não pode ser obstaculizado.</p><p>34. CESPE/TJ-SE-Titular de Serviços de Notas e de Registros/2014</p><p>De acordo com a CF, compete aos municípios instituir impostos sobre</p><p>a) operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários.</p><p>b) transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos.</p><p>c) propriedade territorial rural.</p><p>d) transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou</p><p>acessão física.</p><p>e) grandes fortunas.</p><p>35. CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014</p><p>De acordo com a CF, compete privativamente à União instituir, entre outros, os seguintes tributos:</p><p>imposto de importação, imposto de exportação, imposto de renda, empréstimos compulsórios e</p><p>impostos extraordinários, neste último caso em situação de iminência ou de guerra externa,</p><p>compreendidos ou não em sua competência tributária.</p><p>36. CESPE/TJ-SE-Titular de Serviços de Notas e de Registros/2014</p><p>Fábio</p><p>Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>123</p><p>174</p><p>O critério adotado na CF para a distribuição de competência tributária para a instituição de</p><p>impostos, ressalvado o imposto extraordinário de guerra, fundamenta-se na definição de</p><p>situações materiais que servirão de suporte para a incidência do tributo.</p><p>37. CESPE/JUIZ-TJ-ES/2011</p><p>A instituição de imposto extraordinário de guerra, por lei complementar, é da competência da</p><p>União.</p><p>38. CESPE/JUIZ-TJ-ES/2011</p><p>A competência tributária apresenta-se como aptidão jurídica para criar tributos, sendo a</p><p>imunidade uma forma qualificada de incidência, por expressa disposição legal.</p><p>39. CESPE/JUIZ FEDERAL-2ª REGIÃO/2011</p><p>As contribuições de melhoria, de competência exclusiva dos municípios, são tributos cujo fato</p><p>gerador é a valorização de imóveis urbanos em razão de obras realizadas pelo poder público</p><p>local.</p><p>40. CESPE/JUIZ FEDERAL-2ª REGIÃO/2011</p><p>Cabe à União criar imposto sobre serviços de qualquer natureza em municípios que não tiverem</p><p>instituído essa exação, embora a competência para cobrá-los seja dos próprios municípios.</p><p>41. CESPE/JUIZ FEDERAL-2ª REGIÃO/2011</p><p>À União compete realizar a cobrança de imposto sobre serviços de qualquer natureza em</p><p>municípios que, embora tenham instituído essa exação, não a estejam cobrando.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>124</p><p>174</p><p>GABARITO DAS QUESTÕES COMPLEMENTARES</p><p>1. C</p><p>2. E</p><p>3. E</p><p>4. A</p><p>5. E</p><p>6. E</p><p>7. C</p><p>8. C</p><p>9. C</p><p>10.E</p><p>11.B</p><p>12.C</p><p>13.E</p><p>14.C</p><p>15.C</p><p>16.B</p><p>17.E</p><p>18.E</p><p>19.E</p><p>20.A</p><p>21.C</p><p>22.C</p><p>23.E</p><p>24.D</p><p>25.E</p><p>26.A</p><p>27.D</p><p>28.C</p><p>29.C</p><p>30.E</p><p>31.E</p><p>32.B</p><p>33.A</p><p>34.D</p><p>35.C</p><p>36.C</p><p>37.E</p><p>38.E</p><p>39.E</p><p>40.E</p><p>41.E</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>125</p><p>174</p><p>LISTA DAS QUESTÕES COMPLEMENTARES</p><p>1. FCC/TRT9-Analista-Contabilidade/2022</p><p>Consoante ao que dispõe o Código Tributário Nacional,</p><p>a) tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que</p><p>constitua sanção de ato ilícito ou não, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa</p><p>plenamente vinculada.</p><p>b) a natureza jurídica específica do tributo é determinada pela destinação legal do produto da sua</p><p>arrecadação.</p><p>c) há previsão legal de casos em que é possível a delegação da atribuição de arrecadar.</p><p>d) a atribuição compreende as garantias e os privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de</p><p>direito público que a conferir e é irrevogável.</p><p>e) o não exercício da competência tributária a defere à pessoa jurídica de direito público diversa daquela a</p><p>que a Constituição a tenha atribuído.</p><p>2. FCC/TRT23-Analista/2022</p><p>A Constituição Federal de 1988 outorgou à União a competência para instituir vários impostos.</p><p>Relativamente a essa competência, é correto afirmar que</p><p>a) o cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo ou da função de arrecadar tributos pode ser</p><p>efetuado pela União, pois isso não caracteriza delegação da competência que lhe foi constitucionalmente</p><p>atribuída.</p><p>b) os Estados passaram a ter competência para tributar as grandes fortunas, em razão de a União não ter</p><p>exercido sua competência para instituir referido imposto.</p><p>c) a União tem competência legislativa plena em relação a esses impostos, excetuados os casos em que a</p><p>receita deles seja distribuída entre outras pessoas jurídicas de direito público, hipótese em que a</p><p>competência será concorrente, em âmbito restrito.</p><p>d) os Estados e os Municípios poderão exercer essa competência plena, de maneira subsidiária, no caso de</p><p>a União não a exercer.</p><p>e) a atribuição da função de fiscalizar os impostos federais, que decorre da competência que a Constituição</p><p>Federal atribuiu à União para instituí-los, é indelegável.</p><p>3. FCC/SEFAZ-PE-AUDITOR/2022</p><p>Município no interior de Pernambuco por não possuir uma estrutura de administração tributária</p><p>compatível com o tamanho de seu território, que é muito grande, resolve delegar a Município vizinho, mais</p><p>bem estruturado em termos organizacional e fiscal, diversas de suas atribuições fiscais. Nos termos</p><p>previstos no Código Tributário Nacional, tal delegação das atribuições para arrecadar e fiscalizar tributos</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>126</p><p>174</p><p>a) pode ser revogada apenas mediante novo acordo entre as partes.</p><p>b) permite a aplicação dos privilégios processuais de quem recebe a delegação.</p><p>c) não pode ser outorgada a pessoa de direito privado.</p><p>d) pode ser delegada novamente a terceiro, público ou privado, por quem recebeu a delegação.</p><p>e) não pode ser realizada.</p><p>4. FCC/Prefeitura de Manaus-Assistente Técnico Fazendário/2019</p><p>A Constituição Federal outorga competência para as pessoas jurídicas de direito público interno</p><p>instituírem impostos. De acordo com o texto constitucional e com a legislação tributária nacional</p><p>em vigor, compete aos Municípios instituir impostos sobre</p><p>a) a transmissão inter vivos, a qualquer título, inclusive por doação, de bens imóveis, por natureza</p><p>ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de</p><p>direitos a sua aquisição.</p><p>b) serviços de qualquer natureza, inclusive de transporte intramunicipal, definidos em lei</p><p>complementar.</p><p>c) a propriedade predial e territorial urbana e rural.</p><p>d) a transmissão, a qualquer título, inclusive causa mortis, exclusivamente de bens imóveis, por</p><p>natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como</p><p>cessão de direitos a sua aquisição.</p><p>e) serviços de qualquer natureza, inclusive de transporte intermunicipal, definidos em lei ordinária</p><p>municipal específica.</p><p>5. FCC/TRF 4ª Região-Técnico Judiciário/2019</p><p>A Constituição Federal de 1988 estabelece que o Brasil é uma república federativa formada pela</p><p>união indissolúvel dos estados e municípios e do distrito federal, e na parte que trata DA</p><p>TRIBUTAÇÃO E DO ORÇAMENTO, determina as competências tributárias da União, Estados,</p><p>Distrito Federal e Municípios. Conforme a referida Constituição, são tributos que podem ser</p><p>instituídos pela União:</p><p>a) imposto sobre operações de crédito, contribuição de melhoria, contribuição para o custeio da</p><p>iluminação pública e imposto sobre serviços.</p><p>b) imposto sobre a renda, imposto sobre importação de produtos estrangeiros e imposto sobre</p><p>grandes fortunas.</p><p>c) contribuição de intervenção no domínio econômico, contribuição de melhoria, imposto sobre</p><p>propriedades territoriais urbanas e taxa de fiscalização de portos e ferrovias.</p><p>d) taxa de serviço de polícia de fronteira, contribuição previdenciária, imposto sobre a renda, e</p><p>imposto sobre a propriedade de veículos automotores terrestres e aquáticos.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>127</p><p>174</p><p>e) taxa de expedição de certidões, taxa de vigilância sanitária, imposto sobre produtos</p><p>industrializados destinados ao exterior e imposto sobre propriedade territorial urbana.</p><p>6. FCC/Prefeitura de Manaus-Técnico Fazendário/2018</p><p>De acordo com a Constituição Federal, os Municípios têm competência para instituir, na forma da</p><p>lei,</p><p>a) contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública.</p><p>b) o ITBI, imposto que incide sobre a transmissão de quaisquer bens, a título oneroso.</p><p>c) o IPVA, que incide sobre a propriedade de quaisquer veículos licenciados no Município.</p><p>d) o IPTU, imposto que a incide sobre a propriedade e a transmissão de bens imóveis.</p><p>e) o ITCMD, que incide sobre a transmissão de quaisquer bens ocorrida dentro dos limites</p><p>municipais.</p><p>7. FCC/ Assembléia Legistiva de SE - Analista Legislativo/2018</p><p>De acordo com a Constituição Federal, tanto os Estados como os Municípios brasileiros têm</p><p>competência para instituir</p><p>a) empréstimos compulsórios, condicionado a aval da União, Imposto</p><p>sobre Serviços de Qualquer</p><p>Natureza e contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das</p><p>categorias profissionais ou econômicas.</p><p>b) o Imposto sobre a Propriedade Territorial e Predial Urbana, contribuição para o custeio do</p><p>serviço de iluminação pública e taxas pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos</p><p>específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição.</p><p>c) taxas, em razão do exercício do poder de polícia, contribuição de melhoria, decorrente de</p><p>obras públicas, e contribuição cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes,</p><p>do regime de previdência próprio, de caráter contributivo e solidário.</p><p>d) tributos interestaduais e intermunicipais com a finalidade de limitar o tráfego de pessoas ou</p><p>bens, sempre que a segurança pública estiver ameaçada, podendo, na vigência de estado de</p><p>emergência decorrente desta ameaça, serem instituídos e cobrados empréstimos compulsórios e</p><p>contribuições de intervenção no domínio econômico.</p><p>e) o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação, contribuição de melhoria, taxas em</p><p>razão do exercício do poder de polícia e empréstimos compulsórios, condicionado a aval da</p><p>União.</p><p>8. FCC/DPE-RS-Defensor Público do Estado/2018</p><p>Considerando-se as competências tributárias previstas na Constituição Federal, é autorizada</p><p>a) à União a instituição de impostos sobre produtos industrializados.</p><p>b) aos Estados e ao Distrito Federal a instituição de impostos sobre operações de câmbio.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>128</p><p>174</p><p>c) à União a instituição de impostos sobre a propriedade de veículos automotores.</p><p>d) aos Municípios a instituição de impostos sobre circulação de mercadorias.</p><p>e) aos Estados e ao Distrito Federal a instituição de imposto sobre grandes fortunas.</p><p>9. FCC/CLDF-Procurador Legislativo/2018</p><p>O Código Tributário Nacional, no Título II do Livro Primeiro, trata da competência tributária. De</p><p>acordo com estas regras,</p><p>a) a competência dos Municípios para legislar concorrentemente sobre o IPVA, em razão da</p><p>repartição de receita tributária deste imposto entre Estados e Municípios, alcança apenas os</p><p>veículos de propriedade de pessoas naturais e jurídicas com domicílio nos referidos Municípios.</p><p>b) a competência dos Municípios para legislar concorrentemente sobre o IPVA, em razão da</p><p>repartição de receita tributária deste imposto entre Estados e Municípios, alcança apenas os</p><p>veículos que efetivamente circulam no Município, durante mais de 181 dias por ano,</p><p>demonstrando o uso concreto de vias públicas.</p><p>c) a competência dos Municípios para legislar concorrentemente sobre o IPVA, em razão da</p><p>repartição de receita tributária deste imposto entre Estados e Municípios, alcança apenas os</p><p>veículos licenciados nos referidos Municípios.</p><p>d) a competência para legislar sobre o ITR será dos Municípios, sempre que estes optarem por</p><p>fiscalizar e cobrar este imposto, como estabelecido no inciso III do § 4o do art. 153 da</p><p>Constituição Federal, desde que, com isso, não ocorra redução do valor do imposto ou qualquer</p><p>outra forma de renúncia fiscal.</p><p>e) o não exercício da competência tributária dos Municípios para instituir o ITBI não defere à</p><p>União, nem aos Estados em que eles estão localizados, a competência para instituir o referido</p><p>imposto.</p><p>10. FCC/CLDF-Consultor Legislativo/2018</p><p>De acordo com a Constituição Federal, o Distrito Federal pode instituir tributos de competência</p><p>tanto estadual como municipal.</p><p>Em razão disso, esta pessoa jurídica de direito público poderá instituir</p><p>a) o ICMS sobre a prestação de serviços de transporte intramunicipal, intermunicipal e de</p><p>comunicação.</p><p>b) o ISSQN sobre a prestação de serviços de transporte intramunicipal, intermunicipal e de</p><p>comunicação.</p><p>c) impostos sobre a prestação de serviços de transporte intramunicipal e intermunicipal.</p><p>d) o ICMS sobre a prestação de serviços de transporte intramunicipal e intermunicipal e o ISSQN</p><p>sobre a prestação de serviços de comunicação.</p><p>e) o ICMS sobre a prestação de serviços de comunicação e o ISSQN sobre a prestação de</p><p>serviços de transporte intramunicipal e intermunicipal.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>129</p><p>174</p><p>11. FCC/CLDF-Consultor Técnico Legislativo/2018</p><p>A Constituição Federal, em seu art. 147, estabelece que “ao Distrito Federal cabem os impostos</p><p>municipais”.</p><p>Ao atribuir esta competência específica para o Distrito Federal instituir impostos municipais, a</p><p>Constituição</p><p>a) proíbe que o Distrito Federal institua taxas pelo poder de polícia.</p><p>b) proíbe que o Distrito Federal institua a contribuição para o custeio do serviço de iluminação</p><p>pública.</p><p>c) proíbe que o Distrito Federal institua contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio,</p><p>em benefício destes, do regime próprio de previdência.</p><p>d) permite, por via indireta, que o Distrito Federal institua o IOF, o ITR e o IPI.</p><p>e) não proíbe que o Distrito Federal institua contribuição de melhoria.</p><p>12. FCC/CLDF-Consultor Técnico Legislativo/2018</p><p>O Sistema Tributário Nacional disciplinado pela Constituição Federal contempla diversas</p><p>exações, sendo que, algumas delas, recebem a denominação de “contribuições”. De acordo com</p><p>a atribuição de competências expressa no texto constitucional, as contribuições</p><p>a) de melhoria, decorrentes de obras realizadas no território da pessoa jurídica de direito público,</p><p>podem ser instituídas por essa pessoa jurídica e, de acordo com o Código Tributário Nacional,</p><p>desde que essas obras acarretem o incremento organizado do processo de urbanização da região</p><p>em que a obra venha a ser realizada.</p><p>b) especiais para a modernização dos órgãos estaduais de segurança podem ser instituídas pelos</p><p>Estados e pelo Distrito Federal.</p><p>c) para o custeio dos regimes previdenciários estatutários próprios da União, dos Estados, do</p><p>Distrito Federal e dos Municípios, em benefício dos servidores titulares de cargos efetivos dessas</p><p>pessoas jurídicas de direito público, podem ser por elas instituídas.</p><p>d) extraordinárias para o reforço da segurança das fronteiras, podem ser instituídas</p><p>exclusivamente pela União, na iminência ou no caso de guerra externa, sem prejuízo da</p><p>instituição dos impostos extraordinários constitucionalmente previstos.</p><p>e) para o custeio do serviço de iluminação pública, na forma das respectivas leis, podem ser</p><p>instituídas pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios.</p><p>13. FCC/TJ-SC-Juiz Estadual/2017</p><p>A respeito da competência legislativa sobre normas gerais em matéria tributária:</p><p>a) Trata-se de competência concorrente da União, Estados, Distrito Federal e Municípios.</p><p>b) Trata-se de competência exclusiva da União.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>130</p><p>174</p><p>c) É afastada pelo exercício da competência plena dos entes tributantes quanto aos seus</p><p>respectivos tributos.</p><p>d) Pode ser exercida por lei ordinária, desde que comprovada a relevância e urgência da matéria.</p><p>e) Não tem relevância alguma para o imposto de transmissão causa mortis e doação de bens ou</p><p>direitos.</p><p>14. FCC/PGE-MA-Procurador do Estado do Maranhão/2016</p><p>Sobre a competência tributária, considere os itens a seguir.</p><p>I. Muito embora a competência tributária seja privativa, a União pode instituir impostos de</p><p>competência dos Estados e do Distrito Federal no âmbito dos Territórios Federais.</p><p>II. A competência tributária pode ser exercida por outro ente na hipótese específica do ente</p><p>constitucionalmente competente não instituir o tributo que tem previsão de repartição</p><p>constitucional de receitas.</p><p>III. A imunidade tributária expressa a incompetência do ente para instituição do tributo na</p><p>situação ali prevista, podendo ser fixada na Constituição Federal ou em lei complementar.</p><p>IV. A competência para instituição de tributos é privativa, ou seja, quando atribuída</p><p>Parágrafo único. É vedada a realização de transferências voluntárias para o ente que não</p><p>observe o disposto no caput, no que se refere aos impostos.</p><p>Repare, na leitura do parágrafo único, que a norma prevê uma sanção aos entes que não instituírem</p><p>todos os impostos de sua competência, previstos na CF/88.</p><p>O dispositivo da LRF foi inserido em nossa aula apenas para que você tenha conhecimento de que</p><p>ele existe e pode vir a ser cobrado em prova. Sendo assim, grave que a sanção só existe se não forem</p><p>instituídos todos os IMPOSTOS.</p><p>Ainda assim, caso uma questão mencione que a competência tributária é facultativa, sem citar a</p><p>LRF, você deve marcar “correto”! Tudo bem?</p><p>A título de exemplo sobre a facultatividade do exercício da competência tributária, citemos o</p><p>Imposto sobre Grandes Fortunas – IGF – previsto no art. 153, VII, que até hoje não foi instituído.</p><p>Classificação da Competência Tributária</p><p>Aprendemos que a competência tributária é o poder conferido pela Constituição Federal aos entes</p><p>federados para instituir tributos, sempre por meio de lei.</p><p>Vimos também algumas características inerentes ao conceito de competência tributária e que o seu</p><p>exercício é facultativo, haja vista que a CF apenas estipula quais tributos podem ser instituídos, mas a</p><p>edição da lei instituidora é critério político do ente.</p><p>Nesse momento, portanto, a pergunta que se faz é: “Quais tributos podem ser instituídos pela</p><p>União ou pelos Municípios, por exemplo? E quais tributos os Estados e o DF são competentes para</p><p>instituir?”</p><p>Estudaremos, nos tópicos a seguir que a competência tributária pode ser classificada em: privativa,</p><p>comum, cumulativa, residual e extraordinária.</p><p>Competência Privativa</p><p>Primeiramente, cabe ressaltar que a competência tributária privativa diz respeito àqueles tributos</p><p>cuja instituição somente pode ser feita por determinado ente político. Por exemplo, o Imposto sobre</p><p>Produtos Industrializados, como será visto ainda nesta aula, pode ser instituído apenas pela União.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>13</p><p>174</p><p>No Direito Constitucional, você aprende que a competência privativa pode ser delegada,</p><p>ao contrário da exclusiva. Contudo, em Direito Tributário, a competência tributária</p><p>privativa é indelegável (como vimos, é característica intrínseca da competência tributária</p><p>a indelegabilidade).</p><p>Os tributos que possuem, por excelência, competência privativa são os impostos. Nesse contexto, a</p><p>CF/88 definiu quais seriam os impostos federais, estaduais e distritais e municipais.</p><p>O art. 153 da CF/88 determina quais são impostos que ficaram sob a competência da União, quais</p><p>sejam:</p><p>● Imposto sobre importação de produtos estrangeiros (II);</p><p>● Imposto sobre exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados (IE);</p><p>● Imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza (IR);</p><p>● Imposto sobre produtos industrializados (IPI);</p><p>● Imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários (IOF);</p><p>● Imposto sobre propriedade territorial rural (ITR);</p><p>● Imposto sobre grandes fortunas (IGF).</p><p>● Imposto sobre produção, extração, comercialização ou importação de bens e serviços prejudiciais à</p><p>saúde ou ao meio ambiente, nos termos de lei complementar (Imposto Seletivo ou IS).</p><p>Aos Estados e Distrito Federal, a competência relativa aos impostos foi prevista no art. 155, sendo</p><p>eles os seguintes:</p><p>● Imposto sobre transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos (ITCMD);</p><p>● Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de</p><p>transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se</p><p>iniciem no exterior (ICMS);</p><p>● Imposto sobre propriedade de veículos automotores (IPVA).</p><p>Cabe aos Municípios e ao Distrito Federal instituir, com base nos preceitos do art. 156 da CF/88, os</p><p>seguintes impostos:</p><p>● Imposto sobre propriedade predial e territorial urbana (IPTU);</p><p>● Imposto sobre transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por</p><p>natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de</p><p>direitos a sua aquisição (ITBI);</p><p>● Imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISS).</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>14</p><p>174</p><p>==302b8==</p><p>Observação: O Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de competência compartilhada entre</p><p>Estados, DF e Municípios será abordado individualmente no tópico competência</p><p>compartilhada.</p><p>Antes que você me pergunte, já adianto: não é somente a espécie tributária “impostos” que está</p><p>submetida à competência privativa. Cabe privativamente à União a instituição dos empréstimos</p><p>compulsórios.</p><p>Ademais, em regra, as contribuições especiais (art. 149, caput, da CF/88) também são de</p><p>competência privativa da União.</p><p>Alguns autores classificam a competência para instituir empréstimos compulsórios e</p><p>contribuições especiais como competência especial!</p><p>Repare que eu fiz questão de grifar “em regra”, pois há exceções!</p><p>Ao interpretar o § 1º do art. 149, da CF, percebe-se que, apesar de a regra ser a instituição de</p><p>contribuições especiais pela União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios possuem competência</p><p>privativa para instituir as contribuições sociais, para custeio dos regimes de previdência próprios de seus</p><p>servidores públicos titulares de cargos efetivos.</p><p>Há que se destacar que a competência é privativa no âmbito de cada ente. Assim, o Estado de</p><p>Minas Gerais tem competência privativa para instituir as contribuições sociais para o custeio do seu Sistema</p><p>de Previdência. Contudo, não o tem para instituir contribuições sociais para a Previdência do Município de</p><p>Pouso Alegre, por exemplo, sendo esta privativa desse Município.</p><p>Além da competência acima citada, o Distrito Federal e os Municípios (os Estados não estão</p><p>incluídos nesse rol!) possuem competência privativa para instituir a Contribuição para o Custeio do Serviço</p><p>de Iluminação Pública (COSIP), com base no art. 149-A, da CF/88.</p><p>Em síntese, a competência privativa, em regra, diz respeito aos impostos. Contudo, devemos nos</p><p>lembrar que a competência para instituir empréstimos compulsórios (E.C.) e contribuições especiais é da</p><p>União, ressalvada, no último caso, a possibilidade de os Estados, DF e Municípios instituírem seu regime</p><p>próprio de previdência bem como a competência privativa do DF e Municípios para instituir a COSIP.</p><p>Entendido?</p><p>Competência Comum</p><p>A competência comum diz respeito aos tributos vinculados, que, como já estudamos, são tributos</p><p>cujo fato gerador é uma atividade estatal relativa ao contribuinte. Você se lembra de quais tributos estamos</p><p>nos referindo? É isso mesmo: taxas e contribuições de melhoria.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>15</p><p>174</p><p>Denomina-se competência comum, pois todos os entes federados podem instituir tais tributos,</p><p>respeitadas, por óbvio, as atribuições de cada ente, definidas na Constituição Federal. Para uma prova de</p><p>Direito Tributário, você não precisa saber nada mais do que isso!</p><p>Nesse rumo, caso o Estado do Rio de Janeiro preste serviço público específico e divisível, é possível</p><p>instituir uma taxa estadual para custear o referido serviço público. Do mesmo modo, se o Município de Juiz</p><p>de Fora realizar uma obra pública da qual decorra valorização imobiliária, torna-se possível a instituição de</p><p>uma contribuição de melhoria municipal.</p><p>Competência Cumulativa</p><p>A competência cumulativa foi prevista no art. 147 da CF/88, nos seguintes termos:</p><p>Art. 147. Competem à União, em Território Federal, os impostos estaduais e, se o</p><p>Território não for dividido em Municípios, cumulativamente, os impostos municipais; ao</p><p>Distrito Federal cabem os impostos municipais.</p><p>Cabe destacar que os territórios federais não</p><p>a um ente</p><p>político os demais estão automaticamente proibidos de instituí-lo, visto não ser admitido ser</p><p>tributado duas vezes por um mesmo fato imponível.</p><p>É correto o que se afirma APENAS em</p><p>a) I e IV.</p><p>b) II e III.</p><p>c) II e IV.</p><p>D) I, II e III.</p><p>e) I, III e IV.</p><p>15. FCC/ARSETE-Advogado/2016</p><p>Caso um determinado Município brasileiro decida instituir, em seu território, contribuições</p><p>previstas na Constituição Federal, ele poderá fazê-lo em relação às contribuições</p><p>a) para o custeio do regime previdenciário próprio dos servidores titulares de cargos efetivos</p><p>desse Município, cobrada desses servidores e em benefício deles, bem como contribuições de</p><p>interesse das categorias profissionais em atividade neste Município.</p><p>b) para o custeio do serviço de iluminação pública, desde que o Estado em que se localiza esse</p><p>Município não a tenha instituído, mas não poderá instituir contribuições de interesse das</p><p>categorias econômicas em atuação neste Município.</p><p>c) de intervenção no domínio econômico em âmbito municipal, bem como contribuições de</p><p>melhoria, decorrentes de obras realizadas no Município.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>131</p><p>174</p><p>==302b8==</p><p>d) de melhoria, decorrentes de obras públicas realizadas pelo poder público municipal, mas não</p><p>poderá instituir contribuições sociais de intervenção no domínio econômico, em âmbito</p><p>Municipal.</p><p>e) para o custeio do regime previdenciário dos servidores federais, estaduais e municipais,</p><p>titulares de cargos efetivos e que atuem nas respectivas repartições públicas localizadas neste</p><p>Município.</p><p>16. FCC/PGM-Teresina-Analista Administrativo/2016</p><p>Considere:</p><p>I. Há bis in idem quando uma pessoa jurídica de direito público tributa mais de uma vez o mesmo</p><p>contribuinte sobre o mesmo fato gerador.</p><p>II. Ocorre bitributação quando duas pessoas de direito público tributam o mesmo contribuinte</p><p>sobre o mesmo fato gerador.</p><p>III. Haverá inconstitucionalidade ainda que a bitributação esteja prevista no próprio texto</p><p>constitucional.</p><p>Está correto o que se afirma APENAS em</p><p>a) III.</p><p>b) I e II.</p><p>c) I e III.</p><p>d) II e III.</p><p>e) I.</p><p>17. FCC/SEFAZ-MA-Auditor Fiscal/2016</p><p>Relativamente aos tributos de competência dos entes federados, a Constituição Federal</p><p>a) autoriza a União a instituir impostos novos, não previstos no texto constitucional, desde que</p><p>sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados</p><p>nesta Constituição, cabendo aos Estados e ao Distrito Federal 20% dessa arrecadação, a título de</p><p>repartição de receita.</p><p>b) autoriza a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios a instituir impostos, taxas,</p><p>contribuições sociais e de melhoria, cabendo somente à União instituir empréstimos</p><p>compulsórios.</p><p>c) não autoriza a União a instituir impostos que sejam da competência dos Municípios, exceto no</p><p>caso de guerra interna ou golpe de Estado.</p><p>d) autoriza a União a instituir impostos extraordinários, que também sejam da competência dos</p><p>Estados, devendo entregar-lhes 50% da receita auferida, a título de repartição de receita.</p><p>e) permite apenas aos Municípios instituir e cobrar a contribuição de melhoria.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>132</p><p>174</p><p>18. FCC/TJ-GO-Juiz Estadual/ 2015</p><p>Considere as seguintes afirmativas:</p><p>I. A competência tributária pode ser deslocada para outro ente diante da inércia na instituição do</p><p>tributo pelo ente político originalmente competente.</p><p>II. A competência se distingue da capacidade tributária ativa porque esta está relacionada à</p><p>instituição do tributo e aquela à cobrança do tributo.</p><p>III. A competência tributária é fixada pela Constituição da República.</p><p>IV. A imunidade tributária significa ausência de competência do ente para instituir tributo na</p><p>situação definida pela norma constitucional imunizante.</p><p>V. A competência tributária pode ser delegada por lei a outro ente político, hipótese em que se</p><p>torna também o titular da capacidade tributária ativa.</p><p>Está correto o que se afirma APENAS em</p><p>a) I, II e III.</p><p>B) III, IV e V.</p><p>c) I e II.</p><p>d) IV e V.</p><p>e) III e IV.</p><p>19. FCC/TCM-GO-Auditor Conselheiro Substituto/2015</p><p>De acordo com a Constituição Federal, a competência tributária para instituir o ICMS é dos</p><p>Estados federados e do Distrito Federal. Relativamente a este imposto e, considerando a</p><p>disciplina estabelecida no Código Tributário Nacional,</p><p>a) a atribuição da função de arrecadar o ICMS pode ser cometida à pessoa jurídica de direito</p><p>privado e isso não constitui delegação de competência.</p><p>b) os Estados não poderão delegar sua competência tributária a nenhuma outra pessoa, mas</p><p>poderão delegar aos Municípios a atribuição de fiscalizá-los, não podendo essa atribuição ser</p><p>revogada sem a anuência do município que recebeu essa atribuição.</p><p>c) o não-exercício da competência tributária pelo Estado defere-a, primeiramente, à União e, caso</p><p>essa competência não seja por ela exercida, defere-a aos Municípios localizados no território do</p><p>Estado que não a exerceu.</p><p>d) a competência para legislar sobre ele é tanto dos Estados como dos Municípios que se</p><p>encontram nesse Estado, em razão de uma parte do produto da arrecadação desse imposto</p><p>pertencer a esses Municípios.</p><p>e) a competência para instituir esse tributo poderá ser delegada aos Municípios localizados no</p><p>território desse Estado.</p><p>20. FCC/TCM-GO-Auditor Conselheiro Substituto/2015</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>133</p><p>174</p><p>De acordo com a Constituição Federal, os Municípios brasileiros podem</p><p>a) mediante prévia autorização do Congresso Nacional, e por meio de lei complementar, instituir</p><p>empréstimos compulsórios para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade</p><p>pública.</p><p>b) instituir contribuição, na forma das respectivas leis, para o custeio do serviço de iluminação</p><p>pública, observados os princípios da legalidade, anterioridade, anterioridade nonagesimal</p><p>(noventena) e da irretroatividade.</p><p>c) instituir imposto sobre a transmissão causa mortis de bens imóveis, por natureza ou acessão</p><p>física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua</p><p>aquisição.</p><p>d) em caráter excepcional, mediante lei complementar e prévia autorização do Senado Federal,</p><p>instituir empréstimos compulsórios, no caso de investimento público de caráter urgente e de</p><p>relevante interesse social.</p><p>e) instituir imposto sobre a prestação de serviços de qualquer natureza, definidos em lei</p><p>complementar, inclusive a prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de</p><p>comunicação, definida na Lei Complementar nº 87/1996.</p><p>21. FCC/TCM-GO-Auditor de Controle Externo/2015</p><p>De acordo com a Constituição Federal, são tributos de competência</p><p>a) do Distrito Federal: o ITBI, o IGF, o ITCD e o ISSQN.</p><p>b) federal: o II, o IE, o ITR e os impostos extraordinários passíveis de serem instituídos na</p><p>iminência ou no caso de guerra externa.</p><p>c) estadual: o ICMS, o IPTU, o IPVA e o ITCD.</p><p>d) municipal: o ISSQN, o IPTU, o ITR e o ITBI.</p><p>e) federal: o IPI, o ITBI, o IOF, ITCD e o IR.</p><p>22. FCC/TCM-GO-Auditor de Controle Externo/2015</p><p>A Constituição Federal atribui competência à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos</p><p>Municípios para instituir impostos, taxas e contribuições de melhoria. Essas pessoas jurídicas de</p><p>direito público também têm competência para instituir contribuições.</p><p>De acordo com a Constituição Federal, os Municípios podem instituir contribuições</p><p>a) 1. para o custeio do serviço de iluminação pública, na forma das respectivas leis,</p><p>2. sociais e</p><p>3. cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, do regime previdenciário</p><p>estatutário.</p><p>b) 1. para o custeio do serviço de iluminação pública, na forma das respectivas leis,</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515</p><p>- ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>134</p><p>174</p><p>2. cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, do regime previdenciário</p><p>estatutário e</p><p>3. de intervenção no domínio econômico.</p><p>c) 1. de intervenção no domínio econômico e</p><p>2. de interesse das categorias profissionais ou econômicas.</p><p>d) 1. de intervenção no domínio econômico,</p><p>2. sociais e</p><p>3. de interesse das categorias profissionais ou econômicas.</p><p>e) 1. cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, do regime previdenciário</p><p>estatutário e</p><p>2. para o custeio do serviço de iluminação pública, na forma das respectivas leis.</p><p>23. FCC/MANAUSPREV-Procurador Autárquico/2015</p><p>De acordo com a Constituição Federal, os Municípios têm competência tributária para instituir</p><p>a) a contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública e a contribuição de melhoria.</p><p>b) o ITR, observadas as cláusulas de convênio específico com a União para esse fim.</p><p>c) o IR sobre os rendimentos auferidos pelos funcionários estatutários dos órgãos que compõem</p><p>sua administração direta.</p><p>d) o ITBI sobre as transmissões de bens imóveis, por compra e venda ou por doação.</p><p>e) o ISSQN sobre a prestação de serviço de transporte intermunicipal de carga.</p><p>24. FCC/CGM São Luís-Auditor de Controle Interno/2015</p><p>De acordo com a Constituição Federal, compete à União instituir impostos sobre</p><p>a) grandes fortunas, nos termos de lei complementar; operações de crédito, câmbio e seguro, ou</p><p>relativas a títulos ou valores mobiliários; propriedade territorial rural.</p><p>b) importação de produtos estrangeiros; propriedade predial e territorial urbana; renda e</p><p>proventos de qualquer natureza.</p><p>c) produtos industrializados; transmissão “causa mortis” e doação, de quaisquer bens ou direitos;</p><p>grandes fortunas, nos termos de lei complementar.</p><p>d) exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados; propriedade de veículos</p><p>automotores; operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários.</p><p>e) propriedade territorial rural; transmissão “inter vivos”, a qualquer título, por ato oneroso, de</p><p>bens imóveis; exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados.</p><p>25. FCC/TRF 3ª Região-Analista Judiciário/2014</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>135</p><p>174</p><p>A competência legislativa em matéria tributária é</p><p>a) fixada por lei complementar federal, que atualmente é o Código Tributário Nacional.</p><p>b) administrativa, conferida somente aos entes da Administração Pública Direta Estatal e</p><p>Paraestatal.</p><p>c) constitucional exclusiva para instituir impostos, empréstimo compulsório e contribuições de</p><p>intervenção no domínio econômico, e comum em relação às taxas e contribuição de melhoria.</p><p>d) suplementar em relação à instituição de taxas, contribuições e impostos, e privativa à</p><p>instituição de empréstimos compulsórios e impostos residual e extraordinário.</p><p>e) é concorrente da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios para legislar sobre</p><p>normas gerais em matéria tributária, mediante lei complementar.</p><p>26. FCC/PGM-Recife-Procurador Judicial/2014</p><p>Procurador Judicial do Recife recém empossado no cargo recebe a incumbência de apresentar</p><p>estudo detalhado sobre competência tributária. Demonstrando profundo conhecimento sobre o</p><p>tema, ele correlaciona corretamente os entes políticos (União, Estados, Distrito Federal e</p><p>Municípios) aos respectivos tributos, conforme definido na Constituição Federal de 1988.</p><p>É correto afirmar que são de competência do Distrito Federal:</p><p>a) Contribuição sobre a receita ou faturamento das empresas, imposto sobre a prestação de</p><p>serviços de transporte interestadual e intermunicipal e imposto sobre a prestação de serviços de</p><p>transporte intramunicipal.</p><p>b) Imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores</p><p>mobiliários; imposto predial e territorial urbano e imposto sobre a transmissão de bens imóveis.</p><p>c) Imposto sobre serviços de qualquer natureza, imposto extraordinário em caso de guerra</p><p>externa e imposto sobre a propriedade de veículos automotores.</p><p>d) Imposto sobre a prestação de serviço de comunicação, imposto predial e territorial urbano e</p><p>imposto territorial rural.</p><p>e) Imposto sobre a transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis,</p><p>por natureza; imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e imposto sobre a</p><p>doação, de quaisquer bens ou direitos.</p><p>27. FCC/PGM-Cuiabá - Procurador/2014</p><p>Considere as seguintes afirmações:</p><p>I. Compete à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, instituir contribuições de</p><p>intervenção no domínio econômico, observados os princípios da legalidade e da anterioridade,</p><p>como previsto na Constituição Federal.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>136</p><p>174</p><p>II. Tendo em vista a proximidade da Copa do Mundo e sendo Cuiabá uma das cidades-sede</p><p>escolhidas para a realização de jogos do mundial, verificou-se a necessidade urgente de</p><p>ampliação da sua rede de transporte de passageiros. Para fazer face aos custos deste</p><p>investimento, considerado de caráter urgente, o Município de Cuiabá poderia, mediante lei</p><p>complementar municipal, instituir empréstimo compulsório, desde que observado o princípio da</p><p>anterioridade.</p><p>III. A cobrança da contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública, passível de</p><p>instituição pelo município de Cuiabá, pode ser feita na fatura de consumo de energia elétrica.</p><p>Está correto o que se afirma APENAS em</p><p>a) II e III.</p><p>b) I e III.</p><p>c) III.</p><p>d) II.</p><p>e) I.</p><p>28. FCC/ PGM-Cuiabá - Procurador/2014</p><p>Procurador do município de Cuiabá consultado sobre possibilidades legislativas de iniciativa do</p><p>executivo municipal que propiciassem um aumento da arrecadação, elaborou parecer indicando</p><p>quais seriam as espécies tributárias de competência do município passíveis de serem alteradas.</p><p>São tributos de competência da União, dos Estados e dos Municípios, respectivamente:</p><p>a) Imposto sobre a propriedade territorial rural; Imposto sobre a prestação de Serviços de</p><p>qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II, definidos em lei ordinária federal; Imposto</p><p>sobre operações relativas à circulação de mercadorias.</p><p>b) Imposto sobre a transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos; Imposto</p><p>sobre a transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis por acessão</p><p>física; Imposto sobre a propriedade de veículos automotores.</p><p>c) Impostos extraordinários, no caso de iminência de guerra externa ou interna; Imposto sobre a</p><p>propriedade predial e territorial urbana; Imposto sobre a prestação de serviços de comunicação.</p><p>d) Imposto sobre serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II, definidos em</p><p>lei complementar; Imposto sobre grandes fortunas, nos termos de lei ordinária federal; Imposto</p><p>sobre a prestação de serviços de transporte interestadual.</p><p>e) Imposto sobre operações relativas a valores mobiliários; Imposto sobre operações relativas à</p><p>circulação de mercadorias; Imposto sobre a transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato</p><p>oneroso, de bens imóveis, por natureza.</p><p>29. FCC/ TRF 4ª Região-Técnico Judiciário/2014</p><p>Sobre o Sistema Tributário Nacional, considere:</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>137</p><p>174</p><p>I. Segundo a Constituição Federal, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios</p><p>poderão instituir os seguintes tributos: impostos, taxas e contribuição de melhoria.</p><p>II. A Constituição Federal é fonte instituidora de tributos, especialmente impostos e contribuições</p><p>especiais.</p><p>III. Constitucionalmente, o princípio da capacidade contributiva é direcionado aos impostos, que</p><p>terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte.</p><p>IV. Segundo a Constituição Federal, a União</p><p>tem competência para instituir impostos municipais,</p><p>desde que sejam instituídos sobre Territórios não divididos em Municípios.</p><p>V. É vedado à União, Estados, Distrito Federal e Municípios instituir tributos sobre patrimônio,</p><p>renda e serviços, relacionados com as finalidades essenciais dos templos de qualquer culto.</p><p>Está correto o que consta APENAS em</p><p>a) I, II e III.</p><p>b) III, IV e V.</p><p>c) I, II e V.</p><p>d) I, III e IV.</p><p>e) II, IV e V.</p><p>30. FCC/SEFAZ PE-Auditor Fiscal do Tesouro Estadual/2014</p><p>De acordo com a Constituição Federal,</p><p>a) a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir contribuição de</p><p>melhoria, decorrente de obra pública, ainda que não haja valorização imobiliária dela decorrente.</p><p>b) a União poderá instituir empréstimos compulsórios, mediante medida provisória, no caso de</p><p>investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional.</p><p>c) os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir contribuição, na forma das</p><p>respectivas leis, para o custeio do serviço de iluminação pública.</p><p>d) a União poderá instituir, mediante lei ordinária, na iminência ou no caso de guerra externa,</p><p>impostos extraordinários, compreendidos ou não em sua competência tributária, os quais serão</p><p>suprimidos, gradativamente, cessadas as causas de sua criação.</p><p>e) a União poderá instituir, mediante lei ordinária, impostos não compreendidos em sua</p><p>competência tributária, desde que sejam não cumulativos e não tenham fato gerador ou base de</p><p>cálculo próprios dos discriminados na Constituição Federal.</p><p>31. FCC/METRO-SP-Analista Desenvolvimento Gestão Júnior/2014</p><p>São tributos estaduais:</p><p>a) Imposto sobre serviços de transporte de natureza intermunicipal, imposto sobre a propriedade</p><p>rural situada no âmbito estadual.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>138</p><p>174</p><p>b) Imposto sobre a renda percebida por servidores públicos estaduais que tenha sido retido na</p><p>fonte pelo Governo do Estado.</p><p>c) Imposto sobre a propriedade de veículos automotores e o Imposto sobre a prestação de</p><p>serviços de comunicação.</p><p>d) Impostos retidos na fonte pela Administração Pública Estadual e Imposto sobre as operações</p><p>relativas à circulação de mercadorias.</p><p>e) Imposto sobre a transmissão gratuita de bens imóveis e o imposto sobre operações com</p><p>produtos industrializados.</p><p>32. FCC/PGE-BA-Analista de Procuradoria/2013</p><p>Sobre o tema da competência tributária e sua limitação é correto afirmar:</p><p>a) A competência tributária é fixada por lei do ente político, não podendo ser disciplinada por</p><p>ato do Chefe do Poder Executivo.</p><p>b) O não exercício da competência tributária implica a competência suplementar dos Estados,</p><p>Distrito Federal e Municípios em instituir tributos, disciplinando normas gerais e normas</p><p>específicas.</p><p>c) A competência tributária é constitucional e, como tal, expressão da forma federativa de</p><p>Estado, sendo vedada a delegação do seu exercício a outro ente, ainda que por lei.</p><p>d) A competência ou capacidade tributária é passível de ser delegada por lei a outro ente, para</p><p>instituição de tributo, desde que a arrecadação e a fiscalização também o sejam.</p><p>e) A legalidade, anterioridade, vedação ao confisco, irretroatividade da lei tributária e igualdade</p><p>são limitações ao exercício da capacidade tributária.</p><p>33. FCC/SEFAZ SP-Agente Fiscal de Rendas/2013</p><p>Possuem competência para instituir o Imposto Sobre Doações e Transmissão causa mortis,</p><p>Imposto Territorial Rural, Impostos sobre Importações e Impostos sobre Serviços de Qualquer</p><p>Natureza, respectivamente,</p><p>a) Estados; Municípios; União; Estados e Distrito Federal.</p><p>b) Municípios; Estados e Distrito Federal; União; Municípios.</p><p>c) Estados e Distrito Federal; União; União; Distrito Federal.</p><p>d) Estados; União; Estados e Distrito Federal; Municípios.</p><p>e) Estados; Municípios; União; Municípios e Distrito Federal.</p><p>34. FCC/ALE-PB- Procurador/2013</p><p>Assinale a alternativa que apresenta somente um tributo federal, um estadual e um municipal.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>139</p><p>174</p><p>a) Imposto sobre transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso de direitos reais sobre</p><p>imóveis; imposto sobre prestação de serviços de comunicação; e imposto sobre produtos</p><p>industrializados.</p><p>b) Imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana; imposto sobre transmissão inter vivos,</p><p>a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física; e imposto</p><p>sobre a renda e proventos de qualquer natureza.</p><p>c) Imposto sobre a importação de produtos estrangeiros; imposto sobre prestação de serviço de</p><p>transporte intramunicipal; e imposto sobre a propriedade territorial rural.</p><p>d) Imposto sobre transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos; imposto</p><p>sobre operações relativas à circulação de mercadorias; e imposto sobre exportação, para o</p><p>exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados.</p><p>e) Imposto sobre prestação de serviço de comunicação; imposto sobre prestação de serviço de</p><p>transporte interestadual ou intermunicipal; e imposto sobre serviços de qualquer natureza.</p><p>35. FCC/TRF 5ª Região-Analista Judiciário/2013</p><p>Sobre competência legislativa em matéria tributária, é correto afirmar:</p><p>a) A União tem sempre competência exclusiva para instituir contribuição social para seguridade</p><p>social de todos os serviços públicos dos entes da Federação.</p><p>b) Os entes da Federação têm competência comum para instituir contribuição de intervenção no</p><p>domínio econômico.</p><p>c) A competência para instituição de impostos vem discriminada na Constituição Federal para</p><p>cada um dos entes da Federação.</p><p>d) A competência para instituição de imposto residual é privativa da União, muito embora seja</p><p>cabível delegação desta competência aos Estados-membros e Distrito Federal mediante lei</p><p>complementar.</p><p>e) A competência para instituição do ITR é de competência da União, mas a Constituição Federal</p><p>admite expressamente a delegação desta competência aos Municípios, nos termos de lei</p><p>complementar que regulamente as hipóteses e forma de delegação.</p><p>36. FCC/SEAD-PI-Analista de Planejamento e Orçamento/2013</p><p>Na condição de Analista de Planejamento e Orçamento da Secretaria da Administração do</p><p>Estado do Piauí, você recebeu a incumbência de realizar um estudo específico visando à</p><p>possibilidade de aplicação dos recursos do Estado na construção de 2.000 moradias populares</p><p>no decorrer do ano de 2014. Para tanto, você solicitou à Secretaria da Fazenda do Estado do</p><p>Piauí informações sobre a projeção de arrecadação de impostos a se efetivar no último bimestre</p><p>de 2013. Os impostos de competência exclusivamente estadual que interessam ao seu estudo,</p><p>são sobre:</p><p>a) as operações relativas à circulação de mercadorias, a propriedade de veículos automotores e a</p><p>transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, se bens imóveis, por natureza ou</p><p>acessão física.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>140</p><p>174</p><p>b) a prestação de serviços de comunicação, a transmissão causa mortis e doação de quaisquer</p><p>bens ou direitos e a propriedade de veículos automotores.</p><p>c) os produtos industrializados, a propriedade territorial rural e as operações relativas à circulação</p><p>de mercadorias.</p><p>d) a transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos, as operações relativas à</p><p>circulação de mercadorias e a prestação de serviços de transporte intramunicipal.</p><p>e) a transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, se bens imóveis, por natureza ou</p><p>acessão física, as grandes fortunas e as operações relativas à circulação de mercadorias.</p><p>37. FCC/PGE-BA-Analista de Procuradoria/2013</p><p>Sobre a competência constitucional das contribuições sociais, é correto afirmar:</p><p>a) Todos os entes federados têm competência para instituir contribuição de interesse de</p><p>categorias profissionais ou econômicas.</p><p>b) A União e o Distrito Federal têm competência concorrente para a instituição de contribuição</p><p>de intervenção no domínio econômico.</p><p>c) A contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública é um tributo de competência</p><p>exclusiva dos Estados e Distrito Federal.</p><p>d) Os Estados, Distrito Federal e os Municípios têm competência para instituir contribuição social</p><p>de seus servidores, para custeio de regime previdenciário próprio, desde que o possuam.</p><p>e) Os Municípios podem instituir contribuição de interesse de categorias profissionais ou</p><p>econômicas nas hipóteses em que não cabe a instituição de Imposto Sobre Serviços de Qualquer</p><p>Natureza − ISS.</p><p>38. FCC/ TRT 18ª Região-Analista Judiciário/2013</p><p>Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre</p><p>a) exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados.</p><p>b) operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários.</p><p>c) transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis.</p><p>d) transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos.</p><p>e) renda e proventos de qualquer natureza.</p><p>39. FCC/TRF 5ª Região-Analista Judiciário/2013</p><p>Admite-se constitucionalmente a bitributação e o bis in idem na seguinte hipótese:</p><p>a) imposto de competência dos Estados pela União, para incidir em Território Federal.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>141</p><p>174</p><p>b) contribuição de melhoria.</p><p>c) imposto residual de competência da União.</p><p>d) imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza pelos Estados-membros e Municípios</p><p>em relação aos seus servidores públicos.</p><p>40. FCC/PGE-BA-Analista de Procuradoria/2013</p><p>Sobre o tema da competência tributária e sua limitação é correto afirmar:</p><p>a) A competência tributária é fixada por lei do ente político, não podendo ser disciplinada por</p><p>ato do Chefe do Poder Executivo.</p><p>b) O não exercício da competência tributária implica a competência suplementar dos Estados,</p><p>Distrito Federal e Municípios em instituir tributos, disciplinando normas gerais e normas</p><p>específicas.</p><p>c) A competência tributária é constitucional e, como tal, expressão da forma federativa de</p><p>Estado, sendo vedada a delegação do seu exercício a outro ente, ainda que por lei.</p><p>d) A competência ou capacidade tributária é passível de ser delegada por lei a outro ente, para</p><p>instituição de tributo, desde que a arrecadação e a fiscalização também o sejam.</p><p>e) A legalidade, anterioridade, vedação ao confisco, irretroatividade da lei tributária e igualdade</p><p>são limitações ao exercício da capacidade tributária.</p><p>41. FCC/TCE-SP-Auditor do Tribunal de Contas/2013</p><p>Uma coisa é poder de legislar, desenhando o perfil jurídico de um gravame ou regulando os</p><p>expedientes necessários à sua funcionalidade; outra é reunir credenciais para integrar a relação</p><p>jurídica, no tópico do sujeito ativo. (CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de Direito Tributário. 23</p><p>ed. São Paulo: Saraiva, 2011, p. 271).</p><p>O trecho transcrito faz alusão, respectivamente, a:</p><p>a) capacidade tributária passiva e competência tributária.</p><p>b) capacidade tributária passiva e capacidade tributária ativa.</p><p>c) competência tributária e obrigação tributária.</p><p>d) capacidade tributária ativa e obrigação tributária.</p><p>e) competência tributária e capacidade tributária ativa.</p><p>42. FCC/TJ-PE-Titular de Serviços de Notas e Registro/2013</p><p>A competência tributária</p><p>a) é delegável por lei, como no caso do Imposto Territorial Rural - ITR, em que a União pode</p><p>delegar a competência para os Municípios que assim optarem.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>142</p><p>174</p><p>b) não pode deixar de ser exercida, razão pela qual, a União tem obrigação constitucional de</p><p>instituir todos os impostos de sua competência.</p><p>c) é renunciável nos casos expressamente autorizados pela Constituição Federal, como no caso</p><p>do Imposto sobre Grandes Fortunas, que era de competência da União.</p><p>d) é exclusiva em relação a todos os tributos, devendo cada ente se limitar a instituir os tributos</p><p>expressamente previstos na Constituição Federal ou em lei.</p><p>e) é indelegável em qualquer situação, não podendo o ente renunciá-la ou transferi-la a outro</p><p>ainda que por lei.</p><p>43. FCC/PGE-BA-Analista de Procuradoria/2013</p><p>A União poderá instituir, mediante Lei</p><p>a) Ordinária, impostos não previstos na Constituição Federal, desde que sejam não cumulativos e</p><p>não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos nela discriminados.</p><p>b) Complementar, quaisquer tributos não previstos na Constituição Federal, desde que sejam</p><p>cumulativos e tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos nela discriminados.</p><p>c) Complementar, impostos não previstos na Constituição Federal, desde que sejam não</p><p>cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos nela discriminados.</p><p>d) Complementar ou ordinária, impostos não previstos na Constituição Federal, desde que sejam</p><p>cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos nela discriminados.</p><p>e) Ordinária, quaisquer tributos não previstos na Constituição Federal, desde que sejam não</p><p>cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos nela discriminados.</p><p>44. FCC/PGE-MT-Procurador do Estado/2011</p><p>Sobre competência tributária e capacidade tributária ativa, é correto afirmar:</p><p>a) A competência tributária é delegável por lei.</p><p>b) A capacidade tributária ativa indica o sujeito ativo da obrigação tributária principal.</p><p>c) O Código Tributário Nacional fixa as competências tributárias.</p><p>d) A capacidade tributária ativa é exclusiva do ente político definido na Constituição Federal.</p><p>e) Somente o ente político competente para instituir o tributo pode ser titular da capacidade</p><p>tributária ativa.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>143</p><p>174</p><p>GABARITO DAS QUESTÕES COMPLEMENTARES</p><p>1. C</p><p>2. A</p><p>3. C</p><p>4. B</p><p>5. B</p><p>6. A</p><p>7. C</p><p>8. A</p><p>9. E</p><p>10. C</p><p>11. E</p><p>12. C</p><p>13. B</p><p>14. A</p><p>15. D</p><p>16. B</p><p>17. A</p><p>18. E</p><p>19. A</p><p>20. B</p><p>21. B</p><p>22. E</p><p>23. A</p><p>24. A</p><p>25. C</p><p>26. E</p><p>27. C</p><p>28. E</p><p>29. D</p><p>30. D</p><p>31. C</p><p>32. C</p><p>33. C</p><p>34. A</p><p>35. C</p><p>36. B</p><p>37. D</p><p>38. D</p><p>39. E</p><p>40. C</p><p>41. E</p><p>42. E</p><p>43. C</p><p>44. B</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>144</p><p>174</p><p>LISTA DAS QUESTÕES COMPLEMENTARES</p><p>Competência Tributária</p><p>1. FGV/SEFAZ-MT-Auditor Fiscal/2023</p><p>Considere hipoteticamente que a União, por meio de nova lei federal ordinária publicada em</p><p>15/11/2022, delegou a todos os Serviços Sociais Autônomos (Sistema “S”) as funções de</p><p>arrecadação e fiscalização das contribuições especiais federais em favor de tais entidades.</p><p>Acerca desse tema e à luz do entendimento dos Tribunais Superiores, assinale a afirmativa</p><p>correta.</p><p>A) Existem contribuições ao Sistema “S” que são classificadas como contribuição de intervenção</p><p>no domínio econômico (CIDE).</p><p>B) Sendo os Serviços Sociais Autônomos pessoas jurídicas de direito privado, lei que pretendesse</p><p>delegar as funções de arrecadação e fiscalização das contribuições especiais federais em seu</p><p>favor seria inconstitucional.</p><p>C) A espécie normativa adequada para tal delegação seria a lei complementar.</p><p>D) Em obediência ao princípio da anterioridade tributária anual, os Serviços Sociais Autônomos</p><p>somente poderiam exercer as funções de arrecadação e fiscalização das contribuições especiais</p><p>federais em seu favor a partir de 01/01/2023.</p><p>E) Em obediência ao princípio da anterioridade tributária nonagesimal, os Serviços Sociais</p><p>Autônomos somente poderiam exercer as funções de arrecadação e fiscalização das</p><p>contribuições especiais federais em seu favor a partir de fevereiro de 2023.</p><p>2. FGV/SEFAZ-AM/2022</p><p>Nosso sistema tributário caracteriza-se por tributos específicos que devem ser recolhidos por</p><p>cada entre federativo.</p><p>Tratando apenas de impostos, assinale a opção que indica os que são de competência</p><p>dos</p><p>Estados.</p><p>A) O ITBI, o ICMS e o IPVA.</p><p>B) O ITCMD, o IPI e o ICMS.</p><p>C) O ITBI, o ICMS e o IPTU.</p><p>D) O ITCMD, o ICMS e o IPVA.</p><p>E) O ICMS, o IPVA e a COSIP.</p><p>3. FGV/ SEFAZ-ES/2021</p><p>No Estado X, uma lei estadual conferiu poderes à autarquia estadual gestora do regime próprio</p><p>de previdência dos servidores estaduais para fiscalizar, arrecadar e inclusive cobrar judicialmente</p><p>a contribuição previdenciária dos servidores.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>145</p><p>174</p><p>Diante desse cenário, assinale a afirmativa correta.</p><p>A) A lei estadual pode delegar a chamada capacidade tributária ativa à autarquia.</p><p>B) A autarquia estadual, por ser integrante da Administração Indireta, não pode arrecadar</p><p>tributos.</p><p>C) A lei estadual viola a competência tributária do Estado X, conforme estabelecida na</p><p>Constituição.</p><p>D) A lei estadual viola a competência tributária do Estado X, conforme estabelecida no Código</p><p>Tributário Nacional.</p><p>E) A fiscalização e a arrecadação podem ser feitas pela autarquia, mas a cobrança judicial de</p><p>tributos é ato privativo da Administração Direta do ente federado.</p><p>4. FGV/ SEFAZ-ES/2021</p><p>A União resolveu exercer sua competência tributária residual criando um novo Imposto sobre</p><p>Movimentações Financeiras.</p><p>Acerca de tal imposto, assinale a afirmativa correta.</p><p>A) Poderá ser instituído por lei ordinária.</p><p>B) Poderá ser cumulativo.</p><p>C) Seu fato gerador poderá ser coincidente com o de outro imposto já previsto na Constituição.</p><p>D) Sua base de cálculo poderá ser coincidente com a de outro imposto já previsto na</p><p>Constituição.</p><p>E) Do produto de sua arrecadação, 20% pertencerá aos Estados e ao Distrito Federal.</p><p>5. FGV/TJ-SC/2021</p><p>Projeto de lei do Município Alfa, do ano de 2021, de iniciativa da vereadora Maria, propõe a</p><p>revogação da lei instituidora de certa taxa municipal, para produzir efeitos no mesmo dia da</p><p>publicação da lei. O projeto é aprovado na Câmara Municipal por voto da maioria simples, com</p><p>obediência às exigências legais para renúncia de receitas. Contudo, ao seguir para o prefeito,</p><p>este vetou a lei sob argumento único de inconstitucionalidade formal do projeto de lei.</p><p>Diante desse cenário, é correto afirmar que as razões do veto pelo prefeito:</p><p>A) são adequadas, pois a Constituição da República de 1988 reserva ao chefe do Poder Executivo</p><p>a iniciativa de leis que afetem matéria tributária;</p><p>B) são adequadas, pois a Constituição da República de 1988 exige, para a extinção desse tributo,</p><p>a votação pelo quórum de maioria absoluta;</p><p>C) são adequadas, pois a Constituição da República de 1988 exige, para a extinção desse tributo,</p><p>que o projeto de lei seja de iniciativa de ao menos um terço dos membros da Casa Legislativa;</p><p>D) não são adequadas, pois está presente no caso um vício de inconstitucionalidade material, a</p><p>saber, a violação do princípio da anterioridade tributária;</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>146</p><p>174</p><p>E) não são adequadas, pois a Constituição da República de 1988 não exige, para a extinção</p><p>desse tributo, que o projeto de lei seja de iniciativa do chefe do Poder Executivo.</p><p>6. FGV/TCE-AM/2021</p><p>O Governador do Estado Alfa, buscando encontrar uma solução para a grave crise sanitária que</p><p>assolava esse ente federativo, consultou sua assessoria sobre a possibilidade de ser criado um</p><p>novo imposto estadual, o que acarretaria o aumento da arrecadação.</p><p>A assessoria respondeu, corretamente, que o Estado:</p><p>A) não pode criar o imposto, já que não dispõe de competência tributária residual;</p><p>B) pode criar o imposto, desde que não tenha fato gerador próprio dos impostos já existentes;</p><p>C) pode criar o imposto, desde que não seja cumulativo e tal seja feito por meio de lei</p><p>complementar;</p><p>D) não pode criar o imposto, ressalvada a existência de autorização da União, veiculada em lei</p><p>complementar;</p><p>E) pode criar o imposto, via lei complementar, sendo não cumulativo e com fato gerador distinto</p><p>dos outros impostos.</p><p>7. (FGV/ALERO/2018)</p><p>Relacione os impostos listados a seguir, à sua respectiva característica.</p><p>1. IPI</p><p>2. ITR</p><p>3. ITBI</p><p>4. ICMS</p><p>( ) imposto de competência federal, classificado como imposto sobre a produção e circulação.</p><p>( ) imposto de competência federal, aplicado sobre patrimônio, podendo a fiscalização ser do</p><p>município.</p><p>( ) imposto de competência municipal, aplicado sobre patrimônio.</p><p>( ) imposto de competência estadual, considerado como imposto sobre a produção e circulação.</p><p>Assinale a opção que apresenta a relação correta, segundo a ordem apresentada.</p><p>A) 1, 2, 3 e 4.</p><p>B) 1, 3, 2 e 4.</p><p>C) 2, 1, 3 e 4.</p><p>D) 4, 3, 2 e 1.</p><p>E) 4, 2, 3 e 1.</p><p>8. (FGV/PREF. CUIABÁ-MT/2016)</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>147</p><p>174</p><p>A atual Constituição Federal instituiu competências tributárias comuns, privativas e residuais.</p><p>Sobre a atribuição de competência definida pela Constituição Federal de 1988, assinale a</p><p>afirmativa correta.</p><p>A) Os Municípios são competentes para instituir o imposto sobre transmissão “causa mortis” e</p><p>doação, de quaisquer bens ou direitos.</p><p>B) A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios têm competência comum para instituir</p><p>contribuição de intervenção no domínio econômico.</p><p>C) Apenas os Estados e o Distrito Federal têm competência para a instituição de contribuição de</p><p>melhoria, decorrente de obra pública.</p><p>D) Os Estados têm competência para instituir imposto incidente sobre a prestação de transporte</p><p>interestadual e intermunicipal.</p><p>E) Os Estados e o Distrito Federal podem instituir impostos não previstos na Constituição Federal</p><p>de 1988, desde que sejam não cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo</p><p>próprios dos discriminados na Constituição.</p><p>9. (FGV/Pref. Recife-PE/2014)</p><p>A competência legislativa do Município em matéria tributária é assegurada na Constituição da</p><p>República Federativa do Brasil. Nesse sentido, de acordo com o estabelecido na Constituição</p><p>Federal e disciplinado pelo Código Tributário do Município do Recife, certos tributos são de</p><p>competência municipal, exceto</p><p>A) Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU.</p><p>B) Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISS.</p><p>C) Imposto sobre a Transmissão Onerosa “inter-vivos” de Bens Imóveis e de Direitos a eles</p><p>relativos – ITBI.</p><p>D) Contribuição de Melhoria, decorrente de obras públicas.</p><p>E) Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS.</p><p>10.FGV/ISS-Cuiabá/2016</p><p>A atual Constituição Federal instituiu competências tributárias comuns, privativas e residuais.</p><p>Sobre a atribuição de competência definida pela Constituição Federal de 1988, assinale a</p><p>afirmativa correta.</p><p>a) Os Municípios são competentes para instituir o imposto sobre transmissão “causa mortis” e</p><p>doação, de quaisquer bens ou direitos.</p><p>b) A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios têm competência comum para instituir</p><p>contribuição de intervenção no domínio econômico.</p><p>c) Apenas os Estados e o Distrito Federal têm competência para a instituição de contribuição de</p><p>melhoria, decorrente de obra pública.</p><p>d) Os Estados têm competência para instituir imposto incidente sobre a prestação de transporte</p><p>interestadual e intermunicipal.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>148</p><p>174</p><p>e) Os Estados e o Distrito Federal podem instituir impostos não previstos na Constituição Federal</p><p>de 1988, desde que sejam não cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo</p><p>próprios dos discriminados na Constituição.</p><p>11.FGV/Fiscal de Rendas-RJ/2009</p><p>Em relação à competência tributária, assinale a afirmativa incorreta.</p><p>a) Corresponde à aptidão de que são dotados os entes políticos para editarem leis instituidoras</p><p>de tributos.</p><p>b) É indelegável, salvo a atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos.</p><p>c) De acordo com os ditames da Lei de Responsabilidade Fiscal, constituem requisitos essenciais</p><p>da responsabilidade na gestão fiscal a instituição, previsão e efetiva arrecadação de todos os</p><p>tributos da competência constitucional do ente da Federação.</p><p>d) Seu não-exercício no tempo, pelo prazo de cinco anos contados da promulgação da</p><p>Constituição, implica sua transferência para outro ente federativo, nos termos de Resolução a ser</p><p>editada pelo Senado Federal.</p><p>e) A outorga de competências tributárias aos entes federativos afigura-se como pedra angular da</p><p>forma federativa de Estado, caracterizado por entes políticos dotados de autonomia financeira.</p><p>12.FGV/Consultor Legislativo - MA /2013</p><p>Com relação à competência tributária, assinale a afirmativa correta.</p><p>a) A competência tributária, instituída por lei, deve ser exercida de forma privativa pelo ente da</p><p>Federação a quem couber.</p><p>b) A competência tributária não exercida por longo tempo pelo ente da Federação a quem</p><p>couber, gera caducidade.</p><p>c) Para obediência ao princípio da eficiência, a competência tributária poderá ser exercida de</p><p>forma ampliativa pelo ente da Federação a quem couber.</p><p>d) As funções de arrecadar e fiscalizar podem ser atribuídas por um ente da Federação a outro,</p><p>sem ofensa às regras de competência tributária.</p><p>e) O ente da Federação, a quem coube determinada competência tributária, poderá delegá-la</p><p>para a pessoa jurídica de direito privado que tiver função arrecadatória.</p><p>13.FGV/Sudene- PE- Analista Técnico Adm./2013</p><p>Com referência à questão da competência tributária, assinale a afirmativa correta.</p><p>a) É definida na lei e, nos termos desta, deve ser exercitada.</p><p>b) É atribuível a qualquer pessoa de direito público interno.</p><p>c) Representa a possibilidade de ser sujeito ativo da obrigação tributária.</p><p>d) É restrita às pessoas jurídicas que tenham capacidade tributária ativa.</p><p>e) Está restrita aos entes político-administrativos com competência para legislar.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>149</p><p>174</p><p>14.FGV/Fiscal de Tributos-Niterói/2015</p><p>De acordo com a Constituição da República Federativa do Brasil, os impostos extraordinários:</p><p>a) são de competência da União e só podem ser instituídos em caso de guerra externa, interna</p><p>ou sua iminência;</p><p>b) são de competência da União e podem ter fato gerador próprio de tributos de competência</p><p>das demais pessoas políticas de direito público interno;</p><p>c) podem ser exigidos nos casos de calamidade pública, guerra externa ou sua iminência;</p><p>d) devem ser instituídos por meio de lei complementar;</p><p>e) deverão ter a sua cobrança suprimida imediatamente, quando cessadas as causas de sua</p><p>criação.</p><p>15.FGV/Pref. Recife-PE-Auditor do Tesouro Municipal/2014</p><p>Com relação à competência tributária, assinale a afirmativa correta.</p><p>a) Permite que uma pessoa jurídica de direito público delegue a outra a atribuição de executar</p><p>leis em matéria tributária, conforme a legislação.</p><p>b) Significa que todos os entes políticos que compõem a Federação estão dotados de</p><p>competência legislativa plena.</p><p>c) Representa o poder que é outorgado pela Constituição Federal para a criação de tributos a</p><p>todos os entes administrativos de direito público.</p><p>d) Admite a delegação da administração dos tributos, porém não confere ao delegatário as</p><p>garantias e privilégios do poder delegante.</p><p>e) Autoriza que pessoa jurídica de direito público possa exercer, em caráter residual, a</p><p>competência conferida a outrem que, entretanto, não a exerce.</p><p>16.FGV/AL-BA-Auditor/2014</p><p>Com referência à competência tributária, assinale a afirmativa correta.</p><p>a) Limita-se à esfera legislativa e é plena para todos os entes políticos.</p><p>b) É plena nas esferas legislativa, administrativa e de julgar para todos os entes políticos.</p><p>c) à União cabe a competência tributária plena, sendo limitada para Estados e Municípios.</p><p>d) No caso da União, está restrita à possibilidade de editar normas gerais de direito tributário.</p><p>e) Aos Estados e Municípios cabe a competência plena na esfera legislativa.</p><p>17.FGV/X Exame de Ordem Unificado/2013</p><p>A União criou um novo imposto não previsto na CRFB mediante lei complementar sobre a</p><p>propriedade de veículos de duas rodas não motorizados, que adota fato gerador e base de</p><p>cálculo diferente dos demais discriminados na Constituição.</p><p>Nessa situação, a União terá feito uso de competência</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>150</p><p>174</p><p>==302b8==</p><p>a) comum.</p><p>b) residual.</p><p>c) cumulativa.</p><p>d) extraordinária.</p><p>18.FGV/Pref. Niterói-Fiscal de Tributos/2015</p><p>No tocante à competência tributária, analise as afirmativas a seguir, considerando (V) para a(s)</p><p>verdadeira(s) e (F) para a(s) falsa(s).</p><p>( ) A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 - CRFB/88 atribuiu competência aos</p><p>Estados para instituir imposto sobre a transmissão de bens inter vivos.</p><p>( ) A competência tributária, a teor do que dispõe o Código Tributário Nacional, é indelegável.</p><p>Isso significa que um ente tributante não pode instituir tributo que seja da competência tributária</p><p>de outro. Não constitui, porém, violação a essa regra a delegação, por um ente tributante, a</p><p>outro, das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos.</p><p>( ) Como a receita do IPVA é repartida com os Municípios, o não-exercício da competência</p><p>tributária pelos Estados autoriza os Municípios a exercitar tal competência, em relação aos</p><p>veículos registrados em seu território.</p><p>( ) Inclui-se na competência tributária dos Municípios a instituição de contribuição previdenciária.</p><p>A sequência correta é:</p><p>a) F, F, V, V;</p><p>b) F, V, F, V;</p><p>c) V, V, F, V;</p><p>d) V, V, F, F;</p><p>e) F, V, F, F.</p><p>19.FGV/Pref. Niterói-Agente Fazendário/2015</p><p>Os municípios têm competência tributária para instituir contribuição:</p><p>a) de intervenção no domínio econômico;</p><p>b) a ser cobrada de seus servidores, para o custeio do regime previdenciário próprio;</p><p>c) provisória sobre movimentação financeira de ativos dentro do município;</p><p>d) de interesse das categorias profissionais ou econômicas;</p><p>e) para o financiamento da assistência social.</p><p>20.FGV/PGE-RO-Analista da Procuradoria/2015</p><p>O Presidente da República tem o poder de, dentro dos limites da lei e sem obediência aos</p><p>princípios da anterioridade de exercício e da noventena, aumentar as alíquotas do imposto:</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>151</p><p>174</p><p>a) sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários e</p><p>imposto de importação;</p><p>b) sobre produtos industrializados e imposto de renda;</p><p>c) sobre produtos industrializados e imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou</p><p>relativas a títulos ou valores mobiliários;</p><p>d) sobre produtos industrializados e imposto sobre propriedade territorial rural;</p><p>e) de renda e imposto de importação.</p><p>21.FGV/PGE-RO-Analista da Procuradoria/2015</p><p>Em nosso Sistema Tributário, a competência residual tributária pode ser exercida:</p><p>a) pelo Distrito Federal, que pode instituir impostos e taxas próprios dos municípios;</p><p>b) pelos Municípios, que podem criar novos tributos de interesse local, observando os princípios</p><p>constitucionais da anterioridade de exercício e da legalidade;</p><p>c) pelos Estados, que podem instituir contribuições que não tenham fato gerador e base de</p><p>cálculo próprios dos discriminados na Constituição Federal;</p><p>d) pela União, que, através de lei complementar, pode instituir impostos que não sejam</p><p>cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados na</p><p>Constituição Federal;</p><p>e) pelos Estados e Municípios, que podem instituir contribuições especiais, que não sejam</p><p>cumulativas e tenham a receita destinada à manutenção dos serviços de regiões metropolitanas.</p><p>22.FGV/SEFAZ-MT-Auditor Fiscal/2014</p><p>Com relação ao Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), assinale a afirmativa correta.</p><p>a)</p><p>Pode ser instituído pela União, pelos Estados e pelos Municípios, no exercício de competência</p><p>concorrente.</p><p>b) Pode ser instituído pela União, mas, enquanto esta não o fizer, poderão instituí-lo os Estados,</p><p>no exercício de competência supletiva.</p><p>c) Pode ser instituído pela União, mas, enquanto esta não o fizer, poderão instituí-lo os</p><p>Municípios, no exercício de competência supletiva.</p><p>d) Pode ser instituído apenas pela União, por meio de lei complementar, inexistindo competência</p><p>concorrente ou supletiva de qualquer outro ente público.</p><p>e) Pode ser instituído apenas pela União, por meio de lei ordinária, inexistindo competência</p><p>concorrente ou supletiva de qualquer outro ente público.</p><p>23.FGV/PGM-Niterói-RJ-Procurador/2014</p><p>Para custear serviço de saúde em favor de seus servidores, o Município X institui, por lei</p><p>ordinária, contribuição compulsória equivalente a um dia de remuneração dos funcionários</p><p>públicos a seu serviço. A esse respeito, assinale a afirmativa correta.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>152</p><p>174</p><p>a) A lei municipal é inconstitucional, porque tal contribuição só poderia ser instituída por lei</p><p>complementar.</p><p>b) A lei municipal é constitucional, pois se insere no exercício da autonomia</p><p>político-administrativa do Município.</p><p>c) A lei municipal é inconstitucional, por violação à vedação de exigência de tributo com efeito</p><p>confiscatório.</p><p>d) A lei municipal é constitucional, pois compete ao Município instituir contribuição, cobrada de</p><p>seus servidores, para o custeio, em benefício destes, do regime previdenciário próprio.</p><p>e) A lei municipal é inconstitucional, porque só à União compete instituir contribuições sociais</p><p>para custeio da seguridade social, que abrange os serviços de saúde.</p><p>24.FGV/Pref. Osasco-SP-Fiscal Tributário/2014</p><p>No que se refere à competência e capacidade tributárias, é correto afirmar que:</p><p>a) a capacidade tributária pode ser conceituada como a repartição do poder de tributar,</p><p>conferido pela Constituição Federal aos diversos entes públicos, atribuindo, assim, o poder de</p><p>instituir os tributos de sua exclusiva responsabilidade;</p><p>b) a competência tributária e a capacidade tributária ativa são indelegáveis, ainda que por meio</p><p>de lei;</p><p>c) são atributos da capacidade tributária a exclusividade e a intransferibilidade pelo não exercício;</p><p>d) no Brasil, cada nível de governo possui competência para instituir os impostos que lhe são</p><p>atribuídos, conforme a estrita atribuição dada pela Constituição Federal, não havendo</p><p>possibilidade de sobreposição de competências em relação aos impostos e grande parte das</p><p>contribuições;</p><p>e) a União Federal poderá instituir impostos não previstos na Constituição Federal, desde que</p><p>sejam não cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos nela</p><p>discriminados, mediante emenda constitucional.</p><p>25.FGV/AL-MT-Economista/2013</p><p>Relacione cada esfera de competência tributária com o respectivo imposto.</p><p>1. Competência Municipal.</p><p>2. Competência Estadual.</p><p>3. Competência Federal.</p><p>( ) IPVA.</p><p>( ) ITBI.</p><p>( ) IPI.</p><p>( ) Imposto de Importação.</p><p>Assinale a alternativa que mostra a relação correta, de cima para baixo.</p><p>a) 1 – 2 – 3 – 3.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>153</p><p>174</p><p>b) 2 – 1 – 2 – 3.</p><p>c) 2 – 1 – 3 – 3.</p><p>d) 2 – 3 – 3 – 3.</p><p>e) 2 – 2 – 3 – 2.</p><p>26.FGV/Pref. Angra dos Reis-Auditor Fiscal/2010</p><p>Com relação à competência suplementar do Estado, é correto afirmar que</p><p>a) abrange exclusivamente questões orçamentárias e tributárias.</p><p>b) é sempre residual à atividade legislativa do município.</p><p>c) se for promulgada lei federal, a lei estadual perderá eficácia.</p><p>d) a competência suplementar será sempre plena, no que for específica.</p><p>e) o Estado deverá observar as normas gerais editadas pela União.</p><p>27.FGV/SEAD-AP-Fiscal/2010</p><p>Com relação ao tema "Sistema Tributário Nacional", analise as afirmativas a seguir.</p><p>I. Compete à União instituir impostos, dentre outras hipóteses, sobre renda e proventos de</p><p>qualquer natureza, grandes fortunas (nos termos de lei complementar) e propriedade territorial</p><p>rural.</p><p>II. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos, dentre outras hipóteses, sobre</p><p>transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos, sendo suas alíquotas máximas</p><p>fixadas pelo Senado Federal.</p><p>III. Compete aos Municípios instituir impostos, dentre outras hipóteses, sobre propriedade</p><p>predial e territorial urbana, transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens</p><p>imóveis, por natureza ou acessão física.</p><p>Assinale:</p><p>a) se somente a afirmativa I estiver correta.</p><p>b) se somente a afirmativa II estiver correta.</p><p>c) se somente a afirmativa III estiver correta.</p><p>d) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.</p><p>e) se todas as afirmativas estiverem corretas.</p><p>28.FGV/SEFAZ-RJ-Fiscal de Rendas/2009</p><p>A Constituição Federal de 1988 atribui competência tributária aos entes da Federação.</p><p>Com relação à União, é correto afirmar que:</p><p>a) encontra-se autorizada a tributar a renda de obrigações da dívida pública dos Estados, Distrito</p><p>Federal e Municípios.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>154</p><p>174</p><p>b) tem competência para instituir isenções de tributos cuja competência foi constitucionalmente</p><p>assegurada aos Estados, Distrito Federal e Municípios.</p><p>c) pode estabelecer tributo não uniforme no território nacional.</p><p>d) pode estabelecer, por meio de lei complementar, outros tributos além dos expressamente</p><p>mencionados na Constituição Federal, desde que não sejam cumulativos e não tenham fato</p><p>gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados constitucionalmente.</p><p>e) não tem competência, em Território Federal, sobre impostos estaduais.</p><p>GABARITO DAS QUESTÕES COMPLEMENTARES</p><p>1. A</p><p>2. D</p><p>3. A</p><p>4. E</p><p>5. E</p><p>6. A</p><p>7. A</p><p>8. D</p><p>9. E</p><p>10.D</p><p>11.D</p><p>12.D</p><p>13.E</p><p>14.B</p><p>15.A</p><p>16.C</p><p>17.B</p><p>18.C</p><p>19.B</p><p>20.A</p><p>21.D</p><p>22.D</p><p>23.E</p><p>24.D</p><p>25.C</p><p>26.E</p><p>27.E</p><p>28.A</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>155</p><p>174</p><p>12</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>156</p><p>174</p><p>LISTA DAS QUESTÕES COMPLEMENTARES</p><p>Competência Tributária</p><p>1. VUNESP/Fiscal de Tributos (Pref Guaratinguetá)/2022</p><p>A respeito da competência tributária, é correto afirmar:</p><p>A) compreende a competência legislativa plena, ressalvadas as limitações contidas na</p><p>Constituição Federal, nas Constituições dos Estados, do Distrito Federal, bem como as Leis</p><p>Orgânicas dos Municípios e observado o disposto no Código Tributário Nacional.</p><p>B) nos casos dos tributos em que a receita seja distribuída, no todo ou em parte, a outras pessoas</p><p>jurídicas de direito público, não pertence à competência legislativa daquela a que tenham sido</p><p>atribuídos.</p><p>C) é delegável, mediante acordo de cooperação para atribuição, de pessoa jurídica de direito</p><p>público a outra, das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos</p><p>ou decisões administrativas em matéria tributária.</p><p>D) é delegável em razão do cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo ou da função</p><p>de arrecadar tributos.</p><p>E) pode ser deferida à pessoa jurídica de direito público diversa daquela a que a Constituição a</p><p>tenha atribuído, em razão do não exercício por esta.</p><p>2. VUNESP/Agente Fiscal (Pref Piracicaba)/Rendas/2022</p><p>Sobre a competência tributária, nos termos da legislação e jurisprudência nacionais, pode-se</p><p>afirmar que</p><p>A) é legal a atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos pela pessoa jurídica</p><p>competente a outra pessoa jurídica de direito público.</p><p>B) pode ser delegada, mediante decreto, desde que a outra pessoa de direito público interno.</p><p>C) o não exercício da competência tributária pelos municípios autoriza o respectivo</p><p>estado à</p><p>cobrança dos seus impostos municipais.</p><p>D) constitui delegação de competência o cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo</p><p>ou da função de arrecadar tributos.</p><p>E) a atribuição da função de arrecadar tributos não pode ser revogada a qualquer tempo por ato</p><p>unilateral.</p><p>3. FGV/SEFAZ-MT-Auditor Fiscal/2023</p><p>Considere hipoteticamente que a União, por meio de nova lei federal ordinária publicada em</p><p>15/11/2022, delegou a todos os Serviços Sociais Autônomos (Sistema “S”) as funções de</p><p>arrecadação e fiscalização das contribuições especiais federais em favor de tais entidades.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>157</p><p>174</p><p>Acerca desse tema e à luz do entendimento dos Tribunais Superiores, assinale a afirmativa</p><p>correta.</p><p>A) Existem contribuições ao Sistema “S” que são classificadas como contribuição de intervenção</p><p>no domínio econômico (CIDE).</p><p>B) Sendo os Serviços Sociais Autônomos pessoas jurídicas de direito privado, lei que pretendesse</p><p>delegar as funções de arrecadação e fiscalização das contribuições especiais federais em seu</p><p>favor seria inconstitucional.</p><p>C) A espécie normativa adequada para tal delegação seria a lei complementar.</p><p>D) Em obediência ao princípio da anterioridade tributária anual, os Serviços Sociais Autônomos</p><p>somente poderiam exercer as funções de arrecadação e fiscalização das contribuições especiais</p><p>federais em seu favor a partir de 01/01/2023.</p><p>E) Em obediência ao princípio da anterioridade tributária nonagesimal, os Serviços Sociais</p><p>Autônomos somente poderiam exercer as funções de arrecadação e fiscalização das</p><p>contribuições especiais federais em seu favor a partir de fevereiro de 2023.</p><p>4. FGV/SEFAZ-AM/2022</p><p>Nosso sistema tributário caracteriza-se por tributos específicos que devem ser recolhidos por</p><p>cada entre federativo.</p><p>Tratando apenas de impostos, assinale a opção que indica os que são de competência dos</p><p>Estados.</p><p>A) O ITBI, o ICMS e o IPVA.</p><p>B) O ITCMD, o IPI e o ICMS.</p><p>C) O ITBI, o ICMS e o IPTU.</p><p>D) O ITCMD, o ICMS e o IPVA.</p><p>E) O ICMS, o IPVA e a COSIP.</p><p>5. FGV/ SEFAZ-ES/2021</p><p>No Estado X, uma lei estadual conferiu poderes à autarquia estadual gestora do regime próprio</p><p>de previdência dos servidores estaduais para fiscalizar, arrecadar e inclusive cobrar judicialmente</p><p>a contribuição previdenciária dos servidores.</p><p>Diante desse cenário, assinale a afirmativa correta.</p><p>A) A lei estadual pode delegar a chamada capacidade tributária ativa à autarquia.</p><p>B) A autarquia estadual, por ser integrante da Administração Indireta, não pode arrecadar</p><p>tributos.</p><p>C) A lei estadual viola a competência tributária do Estado X, conforme estabelecida na</p><p>Constituição.</p><p>D) A lei estadual viola a competência tributária do Estado X, conforme estabelecida no Código</p><p>Tributário Nacional.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>158</p><p>174</p><p>E) A fiscalização e a arrecadação podem ser feitas pela autarquia, mas a cobrança judicial de</p><p>tributos é ato privativo da Administração Direta do ente federado.</p><p>6. FGV/ SEFAZ-ES/2021</p><p>A União resolveu exercer sua competência tributária residual criando um novo Imposto sobre</p><p>Movimentações Financeiras.</p><p>Acerca de tal imposto, assinale a afirmativa correta.</p><p>A) Poderá ser instituído por lei ordinária.</p><p>B) Poderá ser cumulativo.</p><p>C) Seu fato gerador poderá ser coincidente com o de outro imposto já previsto na Constituição.</p><p>D) Sua base de cálculo poderá ser coincidente com a de outro imposto já previsto na</p><p>Constituição.</p><p>E) Do produto de sua arrecadação, 20% pertencerá aos Estados e ao Distrito Federal.</p><p>7. FGV/TJ-SC/2021</p><p>Projeto de lei do Município Alfa, do ano de 2021, de iniciativa da vereadora Maria, propõe a</p><p>revogação da lei instituidora de certa taxa municipal, para produzir efeitos no mesmo dia da</p><p>publicação da lei. O projeto é aprovado na Câmara Municipal por voto da maioria simples, com</p><p>obediência às exigências legais para renúncia de receitas. Contudo, ao seguir para o prefeito,</p><p>este vetou a lei sob argumento único de inconstitucionalidade formal do projeto de lei.</p><p>Diante desse cenário, é correto afirmar que as razões do veto pelo prefeito:</p><p>A) são adequadas, pois a Constituição da República de 1988 reserva ao chefe do Poder Executivo</p><p>a iniciativa de leis que afetem matéria tributária;</p><p>B) são adequadas, pois a Constituição da República de 1988 exige, para a extinção desse tributo,</p><p>a votação pelo quórum de maioria absoluta;</p><p>C) são adequadas, pois a Constituição da República de 1988 exige, para a extinção desse tributo,</p><p>que o projeto de lei seja de iniciativa de ao menos um terço dos membros da Casa Legislativa;</p><p>D) não são adequadas, pois está presente no caso um vício de inconstitucionalidade material, a</p><p>saber, a violação do princípio da anterioridade tributária;</p><p>E) não são adequadas, pois a Constituição da República de 1988 não exige, para a extinção</p><p>desse tributo, que o projeto de lei seja de iniciativa do chefe do Poder Executivo.</p><p>8. FGV/TCE-AM/2021</p><p>O Governador do Estado Alfa, buscando encontrar uma solução para a grave crise sanitária que</p><p>assolava esse ente federativo, consultou sua assessoria sobre a possibilidade de ser criado um</p><p>novo imposto estadual, o que acarretaria o aumento da arrecadação.</p><p>A assessoria respondeu, corretamente, que o Estado:</p><p>A) não pode criar o imposto, já que não dispõe de competência tributária residual;</p><p>B) pode criar o imposto, desde que não tenha fato gerador próprio dos impostos já existentes;</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>159</p><p>174</p><p>C) pode criar o imposto, desde que não seja cumulativo e tal seja feito por meio de lei</p><p>complementar;</p><p>D) não pode criar o imposto, ressalvada a existência de autorização da União, veiculada em lei</p><p>complementar;</p><p>E) pode criar o imposto, via lei complementar, sendo não cumulativo e com fato gerador distinto</p><p>dos outros impostos.</p><p>9. FCC/TRT9-Analista-Contabilidade/2022</p><p>Consoante ao que dispõe o Código Tributário Nacional,</p><p>a) tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa</p><p>exprimir, que constitua sanção de ato ilícito ou não, instituída em lei e cobrada mediante</p><p>atividade administrativa plenamente vinculada.</p><p>b) a natureza jurídica específica do tributo é determinada pela destinação legal do produto da</p><p>sua arrecadação.</p><p>c) há previsão legal de casos em que é possível a delegação da atribuição de arrecadar.</p><p>d) a atribuição compreende as garantias e os privilégios processuais que competem à pessoa</p><p>jurídica de direito público que a conferir e é irrevogável.</p><p>e) o não exercício da competência tributária a defere à pessoa jurídica de direito público diversa</p><p>daquela a que a Constituição a tenha atribuído.</p><p>10.FCC/TRT23-Analista/2022</p><p>A Constituição Federal de 1988 outorgou à União a competência para instituir vários impostos.</p><p>Relativamente a essa competência, é correto afirmar que</p><p>a) o cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo ou da função de arrecadar tributos</p><p>pode ser efetuado pela União, pois isso não caracteriza delegação da competência que lhe foi</p><p>constitucionalmente atribuída.</p><p>b) os Estados passaram a ter competência para tributar as grandes fortunas, em razão de a União</p><p>não ter exercido sua competência para instituir referido imposto.</p><p>c) a União tem competência legislativa plena em relação a esses impostos, excetuados os casos</p><p>em que a receita deles seja distribuída entre outras pessoas jurídicas de direito público, hipótese</p><p>em que a competência será concorrente, em âmbito restrito.</p><p>d) os Estados e os Municípios poderão exercer essa competência plena, de maneira subsidiária,</p><p>no caso de a União não a exercer.</p><p>e) a atribuição da função de fiscalizar os impostos federais, que decorre da competência que a</p><p>Constituição Federal atribuiu à União para instituí-los, é indelegável.</p><p>11.FCC/SEFAZ-PE-AUDITOR/2022</p><p>Município</p><p>no interior de Pernambuco por não possuir uma estrutura de administração tributária</p><p>compatível com o tamanho de seu território, que é muito grande, resolve delegar a Município</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>160</p><p>174</p><p>vizinho, mais bem estruturado em termos organizacional e fiscal, diversas de suas atribuições</p><p>fiscais. Nos termos previstos no Código Tributário Nacional, tal delegação das atribuições para</p><p>arrecadar e fiscalizar tributos</p><p>a) pode ser revogada apenas mediante novo acordo entre as partes.</p><p>b) permite a aplicação dos privilégios processuais de quem recebe a delegação.</p><p>c) não pode ser outorgada a pessoa de direito privado.</p><p>d) pode ser delegada novamente a terceiro, público ou privado, por quem recebeu a delegação.</p><p>e) não pode ser realizada.</p><p>12.CEBRASPE/Proc -TCE-RJ/2023</p><p>No que diz respeito à competência tributária, julgue o item a seguir.</p><p>Os municípios não têm competência concorrente para legislar sobre matéria tributária, porque</p><p>somente legislam sobre matéria de interesse local, podendo, ainda, suplementar as legislações</p><p>federal e estadual no que couber.</p><p>13.CEBRASPE/APO -SEPLAN-RR/2023</p><p>No que se diz respeito à competência e à capacidade tributária e ao exercício da competência</p><p>tributária, julgue o item a seguir.</p><p>A competência para instituir impostos é indelegável, o que proíbe o ente competente de</p><p>delegar, por exemplo, as funções de arrecadar e fiscalizar determinado imposto.</p><p>14.CEBRASPE/APO -SEPLAN-RR/2023</p><p>No que se diz respeito à competência e à capacidade tributária e ao exercício da competência</p><p>tributária, julgue o item a seguir.</p><p>Caso um estado da federação não exerça sua competência para criar determinado tributo, é</p><p>facultado aos municípios daquele estado criar o respectivo tributo, que vigorará até que o estado</p><p>o crie.</p><p>15.CEBRASPE/PGFN-PROCURADOR/2023</p><p>Julgue os itens subsequentes, a respeito da competência tributária da União, com base no</p><p>Código Tributário Nacional (CTN) e na jurisprudência do STF.</p><p>I Apesar de a instituição do imposto sobre grandes fortunas competir à União, o não exercício da</p><p>competência constitucional autoriza os estados, mediante convênio, a instituir o tributo a fim de</p><p>concretizar os valores sociais da CF.</p><p>II A concessão de incentivos, benefícios e isenções fiscais de impostos cuja arrecadação seja</p><p>objeto de repartição constitucional depende de compensação aos entes menores.</p><p>III A competência tributária é indelegável, salvo atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar</p><p>tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária,</p><p>conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>161</p><p>174</p><p>IV Em que pese a possibilidade de delegação da competência tributária, a delegação não</p><p>compreende as garantias e os privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de direito</p><p>público que a conferir.</p><p>Assinale a opção correta.</p><p>a) Apenas o item III está certo.</p><p>b) Apenas o item IV está certo.</p><p>c) Apenas os itens I e II estão certos.</p><p>d) Apenas os itens I e III estão certos.</p><p>e) Apenas os itens II e IV estão certos</p><p>16.CEBRASPE/Proc -TCE-RJ/2023</p><p>No que diz respeito à competência tributária, julgue o item a seguir.</p><p>As funções de arrecadar ou fiscalizar tributos e de executar leis, serviços, atos ou decisões</p><p>administrativas em matéria tributária são delegáveis a uma pessoa jurídica de direito privado,</p><p>desde que o ente público renuncie expressamente a esta função nos termos do Código Tributário</p><p>Nacional, porém tal atribuição pode ser revogada a qualquer momento por quem a conceder.</p><p>17.CEBRASPE/ATM -Pref Fortaleza/2023</p><p>No que se refere ao Sistema Tributário Nacional, julgue o próximo item, a respeito da</p><p>competência tributária.</p><p>A competência tributária é a aptidão para exigir o tributo, sendo delegável inclusive para pessoas</p><p>privadas.</p><p>18.CEBRASPE/Proc -TCE-RJ/2023</p><p>No que diz respeito à competência tributária, julgue o item a seguir.</p><p>As entidades privadas de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical</p><p>têm capacidade tributária ativa para cobrar contribuições dos seus contribuintes.</p><p>19.CEBRASPE/Proc -TCE-RJ/2023</p><p>No que diz respeito à competência tributária, julgue o item a seguir.</p><p>No caso da competência cumulativa, a União tem a competência tributária para cobrar os</p><p>impostos estaduais e, se o território não for dividido em municípios, os impostos municipais.</p><p>20.CEBRASPE/AFM -Pref Fortaleza/Ciências Econômicas e Finanças/2023</p><p>A tributação, base para a arrecadação dos entes governamentais, é um importante tópico das</p><p>finanças públicas. Acerca desse tema, julgue o item a seguir.</p><p>São impostos de competência dos municípios brasileiros o imposto sobre a propriedade predial e</p><p>territorial urbana (IPTU), o imposto sobre serviços (ISS) e o imposto sobre a transmissão de bens</p><p>imóveis inter vivos (ITBI).</p><p>21.CEBRASPE/ATM -Pref Fortaleza/2023</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>162</p><p>174</p><p>==302b8==</p><p>Considerando a competência tributária prevista na Constituição Federal de 1988 e no Código</p><p>Tributário Nacional, julgue o item a seguir.</p><p>Caso a competência extraordinária seja utilizada, a União pode instituir imposto extraordinário</p><p>em caso de iminência de guerra externa mediante ato do Poder Executivo com força de lei</p><p>material, o qual não precisa ser apreciado pelo Congresso Nacional.</p><p>22.CEBRASPE/Pref Maringá-Auditor/2022</p><p>A capacidade legal do Distrito Federal para instituir impostos típicos dos estados e dos</p><p>municípios é uma competência</p><p>a) privativa.</p><p>b) cumulativa.</p><p>c) comum.</p><p>d) residual.</p><p>e) especial.</p><p>23.CEBRASPE/SEFAZ-AL-AUDITOR/2021</p><p>Considerando as disposições do Código Tributário Nacional (CTN), julgue o seguinte item.</p><p>A previsão para que uma pessoa de direito privado exerça o encargo de arrecadar determinado</p><p>tributo não caracteriza delegação de competência.</p><p>24.CEBRASPE/SEFAZ-AL-AUDITOR/2021</p><p>Considerando as disposições do Código Tributário Nacional (CTN), julgue o seguinte item.</p><p>Tanto a competência tributária quanto a capacidade tributária ativa são indelegáveis.</p><p>25.CEBRASPE/SEFAZ-CE-AUDITOR/2021</p><p>Considerando o disposto na Constituição Federal e no Código Tributário Nacional (CTN), julgue</p><p>o item seguinte.</p><p>São exemplos de tributos de competência estadual o imposto sobre transmissão causa mortis e o</p><p>imposto sobre a doação.</p><p>26.CEBRASPE/Pref. Aracaju-Auditor/2021</p><p>A competência tributária</p><p>a) é um conceito equivalente ao conceito de capacidade tributária ativa.</p><p>b) da União pode ser renunciada, como no caso da não instituição do imposto sobre grandes</p><p>fortunas (IGF).</p><p>c) da União pode, no caso dos territórios, abranger impostos estaduais ou municipais.</p><p>d) pode ser delegada aos municípios, como no caso do ITR.</p><p>e) impede a cobrança de contribuição de melhoria por dois entes federativos distintos.</p><p>27.CEBRASPE/SEFAZ-RR-AUDITOR/2021</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>163</p><p>174</p><p>O fenômeno da bitributação impede que</p><p>a) Estados-nações diversos instituam tributo sobre o mesmo fato gerador e sobre a mesma base</p><p>de cálculo.</p><p>b) entes tributantes diversos exijam tributos com o mesmo fato gerador.</p><p>c) duas espécies tributárias incidam, por exemplo, sobre o lucro das empresas.</p><p>d) o mesmo ente tributante institua dois tributos com mesmo fato gerador.</p><p>e) entes tributantes diversos exijam tributos com a mesma base de cálculo.</p><p>28.CEBRASPE/SEFAZ-AL-AUDITOR/2021</p><p>Considerando os princípios do direito tributário, a Constituição Federal de 1988 (CF) e o CTN,</p><p>julgue o item a seguir.</p><p>A principal distinção entre bis in idem e bitributação é que, no caso da bitributação, a dupla</p><p>tributação é estabelecida por um mesmo ente político, ao passo</p><p>que, no caso do bis in idem, ela</p><p>é estabelecida por entes federativos diferentes.</p><p>29.FCC/Prefeitura de Manaus-Assistente Técnico Fazendário/2019</p><p>A Constituição Federal outorga competência para as pessoas jurídicas de direito público interno</p><p>instituírem impostos. De acordo com o texto constitucional e com a legislação tributária nacional</p><p>em vigor, compete aos Municípios instituir impostos sobre</p><p>a) a transmissão inter vivos, a qualquer título, inclusive por doação, de bens imóveis, por natureza</p><p>ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de</p><p>direitos a sua aquisição.</p><p>b) serviços de qualquer natureza, inclusive de transporte intramunicipal, definidos em lei</p><p>complementar.</p><p>c) a propriedade predial e territorial urbana e rural.</p><p>d) a transmissão, a qualquer título, inclusive causa mortis, exclusivamente de bens imóveis, por</p><p>natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como</p><p>cessão de direitos a sua aquisição.</p><p>e) serviços de qualquer natureza, inclusive de transporte intermunicipal, definidos em lei ordinária</p><p>municipal específica.</p><p>30.FCC/TRF 4ª Região-Técnico Judiciário/2019</p><p>A Constituição Federal de 1988 estabelece que o Brasil é uma república federativa formada pela</p><p>união indissolúvel dos estados e municípios e do distrito federal, e na parte que trata DA</p><p>TRIBUTAÇÃO E DO ORÇAMENTO, determina as competências tributárias da União, Estados,</p><p>Distrito Federal e Municípios. Conforme a referida Constituição, são tributos que podem ser</p><p>instituídos pela União:</p><p>a) imposto sobre operações de crédito, contribuição de melhoria, contribuição para o custeio da</p><p>iluminação pública e imposto sobre serviços.</p><p>b) imposto sobre a renda, imposto sobre importação de produtos estrangeiros e imposto sobre</p><p>grandes fortunas.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>164</p><p>174</p><p>c) contribuição de intervenção no domínio econômico, contribuição de melhoria, imposto sobre</p><p>propriedades territoriais urbanas e taxa de fiscalização de portos e ferrovias.</p><p>d) taxa de serviço de polícia de fronteira, contribuição previdenciária, imposto sobre a renda, e</p><p>imposto sobre a propriedade de veículos automotores terrestres e aquáticos.</p><p>e) taxa de expedição de certidões, taxa de vigilância sanitária, imposto sobre produtos</p><p>industrializados destinados ao exterior e imposto sobre propriedade territorial urbana.</p><p>31.FCC/Prefeitura de Manaus-Técnico Fazendário/2018</p><p>De acordo com a Constituição Federal, os Municípios têm competência para instituir, na forma da</p><p>lei,</p><p>a) contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública.</p><p>b) o ITBI, imposto que incide sobre a transmissão de quaisquer bens, a título oneroso.</p><p>c) o IPVA, que incide sobre a propriedade de quaisquer veículos licenciados no Município.</p><p>d) o IPTU, imposto que a incide sobre a propriedade e a transmissão de bens imóveis.</p><p>e) o ITCMD, que incide sobre a transmissão de quaisquer bens ocorrida dentro dos limites</p><p>municipais.</p><p>32.FCC/ Assembléia Legistiva de SE - Analista Legislativo/2018</p><p>De acordo com a Constituição Federal, tanto os Estados como os Municípios brasileiros têm</p><p>competência para instituir</p><p>a) empréstimos compulsórios, condicionado a aval da União, Imposto sobre Serviços de Qualquer</p><p>Natureza e contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das</p><p>categorias profissionais ou econômicas.</p><p>b) o Imposto sobre a Propriedade Territorial e Predial Urbana, contribuição para o custeio do</p><p>serviço de iluminação pública e taxas pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos</p><p>específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição.</p><p>c) taxas, em razão do exercício do poder de polícia, contribuição de melhoria, decorrente de</p><p>obras públicas, e contribuição cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes,</p><p>do regime de previdência próprio, de caráter contributivo e solidário.</p><p>d) tributos interestaduais e intermunicipais com a finalidade de limitar o tráfego de pessoas ou</p><p>bens, sempre que a segurança pública estiver ameaçada, podendo, na vigência de estado de</p><p>emergência decorrente desta ameaça, serem instituídos e cobrados empréstimos compulsórios e</p><p>contribuições de intervenção no domínio econômico.</p><p>e) o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação, contribuição de melhoria, taxas em</p><p>razão do exercício do poder de polícia e empréstimos compulsórios, condicionado a aval da</p><p>União.</p><p>33.FCC/DPE-RS-Defensor Público do Estado/2018</p><p>Considerando-se as competências tributárias previstas na Constituição Federal, é autorizada</p><p>a) à União a instituição de impostos sobre produtos industrializados.</p><p>b) aos Estados e ao Distrito Federal a instituição de impostos sobre operações de câmbio.</p><p>c) à União a instituição de impostos sobre a propriedade de veículos automotores.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>165</p><p>174</p><p>d) aos Municípios a instituição de impostos sobre circulação de mercadorias.</p><p>e) aos Estados e ao Distrito Federal a instituição de imposto sobre grandes fortunas.</p><p>34.FCC/CLDF-Procurador Legislativo/2018</p><p>O Código Tributário Nacional, no Título II do Livro Primeiro, trata da competência tributária. De</p><p>acordo com estas regras,</p><p>a) a competência dos Municípios para legislar concorrentemente sobre o IPVA, em razão da</p><p>repartição de receita tributária deste imposto entre Estados e Municípios, alcança apenas os</p><p>veículos de propriedade de pessoas naturais e jurídicas com domicílio nos referidos Municípios.</p><p>b) a competência dos Municípios para legislar concorrentemente sobre o IPVA, em razão da</p><p>repartição de receita tributária deste imposto entre Estados e Municípios, alcança apenas os</p><p>veículos que efetivamente circulam no Município, durante mais de 181 dias por ano,</p><p>demonstrando o uso concreto de vias públicas.</p><p>c) a competência dos Municípios para legislar concorrentemente sobre o IPVA, em razão da</p><p>repartição de receita tributária deste imposto entre Estados e Municípios, alcança apenas os</p><p>veículos licenciados nos referidos Municípios.</p><p>d) a competência para legislar sobre o ITR será dos Municípios, sempre que estes optarem por</p><p>fiscalizar e cobrar este imposto, como estabelecido no inciso III do § 4o do art. 153 da</p><p>Constituição Federal, desde que, com isso, não ocorra redução do valor do imposto ou qualquer</p><p>outra forma de renúncia fiscal.</p><p>e) o não exercício da competência tributária dos Municípios para instituir o ITBI não defere à</p><p>União, nem aos Estados em que eles estão localizados, a competência para instituir o referido</p><p>imposto.</p><p>35.FCC/CLDF-Consultor Legislativo/2018</p><p>De acordo com a Constituição Federal, o Distrito Federal pode instituir tributos de competência</p><p>tanto estadual como municipal.</p><p>Em razão disso, esta pessoa jurídica de direito público poderá instituir</p><p>a) o ICMS sobre a prestação de serviços de transporte intramunicipal, intermunicipal e de</p><p>comunicação.</p><p>b) o ISSQN sobre a prestação de serviços de transporte intramunicipal, intermunicipal e de</p><p>comunicação.</p><p>c) impostos sobre a prestação de serviços de transporte intramunicipal e intermunicipal.</p><p>d) o ICMS sobre a prestação de serviços de transporte intramunicipal e intermunicipal e o ISSQN</p><p>sobre a prestação de serviços de comunicação.</p><p>e) o ICMS sobre a prestação de serviços de comunicação e o ISSQN sobre a prestação de</p><p>serviços de transporte intramunicipal e intermunicipal.</p><p>36.FCC/CLDF-Consultor Técnico Legislativo/2018</p><p>A Constituição Federal, em seu art. 147, estabelece que “ao Distrito Federal cabem os impostos</p><p>municipais”.</p><p>Ao atribuir esta competência específica para o Distrito Federal instituir impostos municipais, a</p><p>Constituição</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>166</p><p>174</p><p>a) proíbe que o Distrito Federal institua taxas pelo poder de polícia.</p><p>b)</p><p>são entes federados, sendo considerados apenas</p><p>descentralizações administrativo-territoriais pertencentes à União. Sendo assim, não dispõem de</p><p>autonomia política e, consequentemente, não possuem competência tributária própria.</p><p>Contudo, conforme preceitua o § 1º do art. 33, da CF/88, os territórios federais podem ou não ser</p><p>divididos em Municípios, gozando estes de autonomia política.</p><p>A referida divisão em Municípios reflete sobre a competência tributária da União, isto é, se os</p><p>territórios federais não forem divididos em Municípios, compete à União os impostos estaduais e</p><p>municipais. Havendo, por outro lado, a citada divisão, competirá à União apenas os impostos estaduais, já</p><p>que os Municípios deterão a competência para instituir os seus próprios impostos municipais.</p><p>Embora o texto constitucional mencione apenas “impostos”, guarde que tal disposição diz</p><p>respeito também aos demais tributos.</p><p>Para finalizar o estudo da competência cumulativa, a parte final do dispositivo constitucional</p><p>menciona algo que já estudamos, que é a competência distrital para instituir também os impostos</p><p>municipais.</p><p>Essa competência decorre da impossibilidade de o Distrito Federal ser dividido em Municípios,</p><p>conforme previsão no caput do art. 32 da CF/88.</p><p>Competência Residual</p><p>A competência residual diz respeito à criação de “novos tributos”, além daqueles já existentes.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>16</p><p>174</p><p>É com base no art. 154, I, e no art. 195, § 4º, que a União (unicamente a União) detém a</p><p>competência para instituir novos impostos e novas contribuições para a seguridade social, respectivamente.</p><p>Para a instituição dos denominados impostos residuais, há que se obedecer algumas restrições</p><p>estampadas no art. 154, I, da CF/88 (recomendo o acompanhamento na sua CF, como sempre). São elas:</p><p>● Devem ser instituídos por lei complementar;</p><p>● Devem obedecer ao critério da não cumulatividade;</p><p>● Devem possuir fato gerador ou base de cálculo diversos dos demais impostos já discriminados na CF.</p><p>Quanto à primeira restrição, a consequência é que tais impostos não poderão ser instituídos por</p><p>leis ordinárias ou medidas provisórias.</p><p>Observação: De acordo com o art. 62, § 1º, III, da CF/88, as medidas provisórias não</p><p>podem tratar de temas reservados a lei complementar.</p><p>A não cumulatividade, por seu turno, é um mecanismo que permite que o imposto cobrado em uma</p><p>operação seja compensado com o que for cobrado na operação seguinte.</p><p>Por exemplo, digamos que uma fábrica de móveis venda sua produção para uma loja que,</p><p>posteriormente, revende os móveis aos consumidores finais. A não cumulatividade ocorre quando o</p><p>legislador permite que o estabelecimento revendedor, em nosso exemplo, pague somente a diferença entre</p><p>o que foi pago na operação anterior (venda da produção) e o que é devido na revenda ao consumidor.</p><p>Por último, há que se ressaltar que o imposto residual deve ter fato gerador ou base de cálculo</p><p>diferente dos outros impostos já previstos na Constituição Federal.</p><p>No tocante às contribuições para a seguridade social residual, o raciocínio é o mesmo, apenas se</p><p>diferenciando quanto ao último requisito. Ou seja, a nova contribuição deve ter fato gerador ou base de</p><p>cálculo diferente das contribuições para seguridade social (e não dos impostos) já previstas na CF/88.</p><p>Trata-se de entendimento do Supremo Tribunal Federal (RE 242.615/BA)</p><p>Veja também o seguinte posicionamento da Suprema Corte:</p><p>Trecho do voto do Min. Carlos Velloso: “É que a técnica da competência residual da União é</p><p>para o legislador ordinário (C.F., art. 154, I) e não para o constituinte derivado.”</p><p>(STF, ADI 939/DF, Pleno, Rel. Min Sydney Sanches, Julgamento em 15/12/1993)</p><p>Para o STF, a competência residual prevista na CF/88 é para o legislador ordinário, e não para o</p><p>constituinte derivado. O que isso quer dizer? Ora, quando o legislador for instituir um imposto novo (uso da</p><p>competência residual) deverá obedecer às regras previstas no art. 154, I.</p><p>No entanto, quando uma emenda constitucional acrescenta um novo imposto na CF/88, o</p><p>constituinte derivado não está sujeito ao art. 154, I.</p><p>O legislador constituinte, ao realizar a distribuição de competências administrativas aos entes</p><p>federados, determinou que aos Estados cabe aquilo que a CF não determinou à União ou aos Municípios,</p><p>sendo, portanto, uma espécie de competência residual.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>17</p><p>174</p><p>Nesse sentido, há quem entenda que os Estados (e o Distrito Federal, por conta da sua</p><p>competência cumulativa) possuem competência residual para a instituição de taxas e contribuições de</p><p>melhoria.</p><p>Observação: Guarde essa informação e apenas a use, caso a questão solicite</p><p>expressamente a competência residual dos Estados para instituição de taxas e</p><p>contribuições de melhoria.</p><p>Competência Extraordinária</p><p>Além da competência privativa, comum, cumulativa e residual, a União – e somente ela – detém</p><p>ainda a competência tributária extraordinária.</p><p>Tal competência está prevista no art. 154, II, da CF/88, cuja redação é a seguinte:</p><p>Art. 154. A União poderá instituir:</p><p>II - na iminência ou no caso de guerra externa, impostos extraordinários, compreendidos</p><p>ou não em sua competência tributária, os quais serão suprimidos, gradativamente,</p><p>cessadas as causas de sua criação.</p><p>Trata-se, portanto, da competência que a União possui para instituir o Imposto Extraordinário de</p><p>Guerra – IEG.</p><p>Cabe fazer algumas observações acerca do exercício de tal competência. Inicialmente, você deve</p><p>saber que tal imposto pode ser instituído por lei ordinária ou mesmo por medida provisória, pois não foi</p><p>feita nenhuma reserva à lei complementar.</p><p>Na dicção do CTN (art. 76), o IEG é temporário, devendo ser suprimido em até 5 anos, contados da</p><p>celebração da paz.</p><p>É importante lembrar, também, que não há restrição quanto a não cumulatividade, ou seja, o IEG</p><p>pode ser cumulativo.</p><p>Outro detalhe, a ser ressaltado, é o de que o fato gerador do IEG não pode ser a guerra (não faz o</p><p>menor sentido), mas sim um fato econômico relacionado ao contribuinte. Sobre esse fato, o legislador</p><p>constituinte conferiu ampla discricionariedade para sua definição, conforme se nota na expressão</p><p>“compreendidos ou não em sua competência tributária”.</p><p>A instituição do IEG somente se faz possível em situação de guerra externa ou sua</p><p>iminência. Não há, portanto, como instituir o imposto mediante uma guerra interna</p><p>(guerra civil).</p><p>Com efeito, a União poderia instituir o IEG, tendo o mesmo fato gerador de outro imposto de sua</p><p>competência ou mesmo da competência dos estados, por exemplo.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>18</p><p>174</p><p>Competência Compartilhada</p><p>Com a Emenda Constitucional 132/2023 (Reforma Tributária), é inegável que surgiu uma forma peculiar de</p><p>atribuição de competência tributária aos entes federados: trata-se da competência tributária compartilhada</p><p>entre Estados, Distrito Federal e Municípios.</p><p>No Título VI da CF/88, é são disciplinadas as regras de Tributação e Orçamento. A Reforma Tributária</p><p>acrescentou uma seção extra (Seção V-A) ao Capítulo que trata do Sistema Tributário Nacional, a qual se</p><p>denomina: Do Imposto de Competência Compartilhada entre Estados, Distrito Federal e Municípios.</p><p>Tal imposto está previsto no art. 156-A, da CF, e é o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que substituirá o</p><p>ICMS (de competência estadual e distrital) e o ISS (de competência municipal e distrital). Será instituído por</p><p>meio de lei complementar nacional, terá legislação única e uniforme em todo o território nacional, mas</p><p>cada ente federativo poderá fixar sua alíquota própria por lei específica.</p><p>Veja que a lei complementar instituidora será editada no Congresso Nacional, pela União, mas o imposto é</p><p>de competência dos Estados, DF e Municípios, que fixarão suas</p><p>proíbe que o Distrito Federal institua a contribuição para o custeio do serviço de iluminação</p><p>pública.</p><p>c) proíbe que o Distrito Federal institua contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio,</p><p>em benefício destes, do regime próprio de previdência.</p><p>d) permite, por via indireta, que o Distrito Federal institua o IOF, o ITR e o IPI.</p><p>e) não proíbe que o Distrito Federal institua contribuição de melhoria.</p><p>37.FCC/CLDF-Consultor Técnico Legislativo/2018</p><p>O Sistema Tributário Nacional disciplinado pela Constituição Federal contempla diversas</p><p>exações, sendo que, algumas delas, recebem a denominação de “contribuições”. De acordo com</p><p>a atribuição de competências expressa no texto constitucional, as contribuições</p><p>a) de melhoria, decorrentes de obras realizadas no território da pessoa jurídica de direito público,</p><p>podem ser instituídas por essa pessoa jurídica e, de acordo com o Código Tributário Nacional,</p><p>desde que essas obras acarretem o incremento organizado do processo de urbanização da região</p><p>em que a obra venha a ser realizada.</p><p>b) especiais para a modernização dos órgãos estaduais de segurança podem ser instituídas pelos</p><p>Estados e pelo Distrito Federal.</p><p>c) para o custeio dos regimes previdenciários estatutários próprios da União, dos Estados, do</p><p>Distrito Federal e dos Municípios, em benefício dos servidores titulares de cargos efetivos dessas</p><p>pessoas jurídicas de direito público, podem ser por elas instituídas.</p><p>d) extraordinárias para o reforço da segurança das fronteiras, podem ser instituídas</p><p>exclusivamente pela União, na iminência ou no caso de guerra externa, sem prejuízo da</p><p>instituição dos impostos extraordinários constitucionalmente previstos.</p><p>e) para o custeio do serviço de iluminação pública, na forma das respectivas leis, podem ser</p><p>instituídas pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>167</p><p>174</p><p>GABARITO DAS QUESTÕES COMPLEMENTARES</p><p>1. A</p><p>2. A</p><p>3. A</p><p>4. D</p><p>5. A</p><p>6. E</p><p>7. E</p><p>8. A</p><p>9. C</p><p>10.A</p><p>11.C</p><p>12.C</p><p>13.E</p><p>14.E</p><p>15.A</p><p>16.E</p><p>17.E</p><p>18.C</p><p>19.C</p><p>20.C</p><p>21.E</p><p>22.B</p><p>23.C</p><p>24.E</p><p>25.C</p><p>26.C</p><p>27.B</p><p>28.E</p><p>29.B</p><p>30.B</p><p>31.A</p><p>32.C</p><p>33.A</p><p>34.E</p><p>35.C</p><p>36.E</p><p>37.C</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>168</p><p>174</p><p>RESUMO DOS ASSUNTOS MAIS IMPORTANTES</p><p>Competência Tributária</p><p>● Competência tributária é o poder conferido à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios</p><p>para instituir tributos. Em decorrência do princípio da legalidade, a competência tributária pressupõe a</p><p>competência legislativa para instituir o tributo. Portanto, os tributos só podem ser instituídos por leis</p><p>ordinárias, medidas provisórias e leis complementares (IGF, impostos e contribuições residuais e</p><p>empréstimos compulsórios).</p><p>● Além da competência tributária, a CF/88 determinou que também deve haver também a competência</p><p>para legislar sobre direito tributário. Isso não se confunde com a competência tributária, pois aqui o</p><p>objetivo é traçar regras sobre o exercício da competência tributária. Assim, embora ambas decorram</p><p>de lei, possuem objetivos diferentes.</p><p>● Embora a competência tributária seja indelegável, admite-se a delegação da capacidade tributária</p><p>ativa, sendo esta a aptidão para que a pessoa jurídica seja inserida no polo ativo (ou sujeito ativo) da</p><p>relação jurídica, tendo a incumbência de arrecadar e fiscalizar o tributo. Portanto, é importante</p><p>memorizar que a instituição de tributos não pode ser delegada, mas é possível a delegação a atividade</p><p>de arrecadação e fiscalização.</p><p>COMPETÊNCIA</p><p>LEGISLATIVA</p><p>Competência</p><p>Tributária Instituição de Tributos</p><p>Competência p/</p><p>legislar sobre D.T.</p><p>Regras sobre o exercício</p><p>da competência tributária</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>169</p><p>174</p><p>Competência tributária privativa 🡪 Diz respeito àqueles tributos cuja instituição somente pode ser feita por</p><p>determinado ente político.</p><p>Competência tributária comum 🡪 diz respeito aos tributos vinculados, os quais podem ser instituídos por</p><p>todos os entes federativos.</p><p>Competência tributária cumulativa 🡪 Diz respeito à competência cumulativa da União, em Território Federal,</p><p>para instituir impostos estaduais e, se o Território não for dividido em Municípios, cumulativamente, os</p><p>impostos municipais. Também se refere à competência do Distrito Federal para instituir os impostos</p><p>municipais.</p><p>Competência tributária residual 🡪 Diz respeito à competência da União para instituir outros impostos e</p><p>outras contribuições para seguridade social, além dos que já foram expressamente delineados na CF/88.</p><p>Competência tributária extraordinária 🡪 Diz respeito à competência da União para instituir, em caso de</p><p>guerra externa ou sua iminência, impostos extraordinários, os quais podem estar compreendidos ou não em</p><p>sua competência tributária.</p><p>Competência tributária compartilhada 🡪 Diz respeito à competência compartilhada entre os Estados, DF e</p><p>Municípios em relação ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS)</p><p>CLASSIFICAÇÃO DA COMPETÊNCIA TRIBUTOS ENTES FEDERADOS</p><p>INSTITUIÇÃO</p><p>DE TRIBUTOS</p><p>Arrecadação</p><p>Fiscalização</p><p>Execução leis,</p><p>atos etc.</p><p>INDELEGÁVEL</p><p>CAPACIDADE ATIVA</p><p>Como regra,</p><p>delegável a outra</p><p>PJ direito público</p><p>Arrecadação Bancária</p><p>Pessoa jurídica de direito</p><p>privado (não se confunde com</p><p>competência ou capacidade</p><p>ativa)</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>170</p><p>174</p><p>==302b8==</p><p>Privativa</p><p>Impostos, Empréstimos</p><p>Compulsórios e Contrib. Especiais</p><p>(com exceções)</p><p>União (E.C. e, em regra, contrib.</p><p>Especiais), Estados, DF e Municípios</p><p>Comum Taxas e Contribuições de Melhoria União, Estados, DF e Municípios</p><p>Cumulativa</p><p>Tributos (embora o art. 147</p><p>mencione impostos)</p><p>Apenas União e DF</p><p>Residual</p><p>Novos Impostos e Novas</p><p>Contribuições para Seguridade</p><p>Social</p><p>Apenas União</p><p>Extraordinária IEG União</p><p>Compartilhada IBS Estados/DF/Municípios</p><p>● Bis in idem ocorre quando há duas ou mais incidências tributárias sobre o mesmo fato gerador, sendo</p><p>que tais incidências partem do mesmo ente federado.</p><p>● A bitributação, por outro lado, ocorre quando mais de um ente federado tributa o mesmo fato gerador.</p><p>Divisão da Competência Tributária na CF/88</p><p>Impostos</p><p>União Estados e Distrito Federal Municípios e Distrito Federal</p><p>02 Incidências</p><p>Mesmo Fato</p><p>Gerador</p><p>Bis in idem 01 Ente Federado</p><p>Bitributação</p><p>02 Entes</p><p>Federados</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>171</p><p>174</p><p>Imposto de Importação ICMS ISS</p><p>Imposto de Exportação ITCMD ITBI</p><p>Imposto de Renda IPVA IPTU</p><p>IPI IBS (Competência Compartilhada)</p><p>IOF - -</p><p>ITR - -</p><p>IGF - -</p><p>Impostos Residuais</p><p>Impostos Extraordinários</p><p>Imposto Seletivo</p><p>Taxas</p><p>União Estados e Distrito Federal Municípios e Distrito Federal</p><p>Taxas pelo exercício regular do</p><p>poder de polícia</p><p>Taxas pelo exercício regular do</p><p>poder de polícia</p><p>Taxas pelo exercício regular do</p><p>poder de polícia</p><p>Taxa pela utilização de serviços</p><p>públicos específicos e divisíveis</p><p>Taxa pela utilização de serviços</p><p>públicos específicos e divisíveis</p><p>Taxa pela utilização de serviços</p><p>públicos específicos e divisíveis</p><p>Contribuições de Melhoria</p><p>União Estados e Distrito Federal Municípios e Distrito Federal</p><p>Instituição em face de obras</p><p>públicas federais que gerem</p><p>valorização imobiliária</p><p>Instituição em face de obras</p><p>públicas estaduais/distritais que</p><p>gerem valorização imobiliária</p><p>Instituição em face de obras</p><p>públicas municipais/distritais que</p><p>gerem valorização imobiliária</p><p>Empréstimos Compulsórios</p><p>alíquotas. Cabe, ainda, a resolução do</p><p>Senado Federal para ditar determinadas regras para tal imposto.</p><p>O art. 156-B da CF prevê que os Estados, o Distrito Federal e os Municípios exercerão de forma integrada,</p><p>exclusivamente por meio do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços, nos termos e limites</p><p>estabelecidos nesta Constituição e em lei complementar, as seguintes competências administrativas</p><p>relativas ao IBS:</p><p>I - editar regulamento único e uniformizar a interpretação e a aplicação da legislação do imposto;</p><p>II - arrecadar o imposto, efetuar as compensações e distribuir o produto da arrecadação entre Estados,</p><p>Distrito Federal e Municípios;</p><p>III - decidir o contencioso administrativo.</p><p>Vamos esquematizar em uma tabela o que vimos até o momento:</p><p>CLASSIFICAÇÃO DA COMPETÊNCIA TRIBUTOS ENTES FEDERADOS</p><p>Privativa</p><p>Impostos, Empréstimos</p><p>Compulsórios e Contrib. Especiais</p><p>(com exceções)</p><p>União (E.C. e, em regra, contrib.</p><p>Especiais), Estados, DF e Municípios</p><p>Comum Taxas e Contribuições de Melhoria União, Estados, DF e Municípios</p><p>Cumulativa</p><p>Tributos (embora o art. 147</p><p>mencione impostos)</p><p>Apenas União e DF</p><p>Residual</p><p>Novos Impostos e Novas</p><p>Contribuições para Seguridade</p><p>Social</p><p>Apenas União</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>19</p><p>174</p><p>Extraordinária IEG União</p><p>Compartilhada IBS Estados/DF/Municípios</p><p>Competência Tributária, Bitributação e Bis in idem</p><p>Com base na competência tributária conferida pela Constituição Federal, os entes instituem tributos</p><p>sobre diversos fatos geradores. Em alguns casos, contudo, podem ocorrer diversas incidências sobre o</p><p>mesmo fato gerador.</p><p>Quando tais incidências são decorrentes de tributos de competência da mesma pessoa jurídica de</p><p>direito público, ocorre o fenômeno do bis in idem. É o caso, por exemplo da incidência do Imposto sobre a</p><p>Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) sobre a apuração do lucro das empresas, que ocorre cumulativamente</p><p>com a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Repare que neste caso ambos os tributos são de</p><p>competência da União.</p><p>Ademais, podemos citar, também, o que ocorre com as contribuições para o financiamento da</p><p>seguridade social: o art. 195, I, “b”, prevê a instituição de contribuição a cargo do empregador, da empresa</p><p>e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidente sobre receita ou faturamento. No exercício dessa</p><p>competência tributária, a União instituiu não apenas uma, mas, sim, duas contribuições, a saber: PIS/PASEP</p><p>e COFINS.</p><p>Acrescente-se, ainda, que situação semelhante ocorre na importação, sendo esta mais uma fonte de</p><p>custeio da seguridade social, prevista no art. 195, IV, da CF/88. Amparado nesse dispositivo constitucional,</p><p>o legislador instituiu duas contribuições incidentes sobre a importação: PIS/PASEP-Importação e</p><p>COFINS-Importação.</p><p>Diante dos argumentos supracitados, infere-se que: não há vedação expressa ao bis in idem no</p><p>âmbito da CF/88. Não obstante, a União teve o exercício da sua competência residual de certa forma</p><p>restringido, já que o art. 154, I c/c art. 195, § 4° exigiram que os novos impostos, ou as novas contribuições,</p><p>não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos já discriminados na CF/88.</p><p>A bitributação, por outro lado, ocorre quando mais de um ente federado tributa o mesmo fato</p><p>gerador. Em regra, nesse caso, percebe-se que há invasão de competência tributária, pois a CF/88 traçou</p><p>os limites da competência de cada ente.</p><p>Um exemplo claro de bitributação seria a instituição, por parte de um município, de uma alíquota</p><p>adicional sobre o IPVA, a ser cobrado dos veículos registrados em sua circunscrição. Note, pois, que isso é</p><p>vedado, já que a competência para se instituir imposto sobre propriedade de veículos automotores cabe</p><p>apenas aos Estados e ao Distrito Federal.</p><p>Entretanto, existem situações excepcionais em que se permite haver bitributação. É o caso do IEG,</p><p>cuja própria redação constitucional permite que o imposto criado seja compreendido ou não na</p><p>competência tributária da União.</p><p>Com base em tal autorização, é possível que a União crie o ICMS-Extraordinário, a incidir sobre os</p><p>mesmos fatos geradores do referido imposto estadual. Sendo o ICMS tributo de competência originalmente</p><p>estadual, teríamos um caso típico de bitributação (tributação pela União e pelos Estados).</p><p>Embora estejamos tratando, neste momento, do estudo da bitributação, chama-nos a atenção o</p><p>fato de que os impostos extraordinários de guerra podem ser compreendidos ou não na competência</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>20</p><p>174</p><p>tributária da União. Quando não compreendidos em sua competência, teríamos um exemplo de</p><p>bitributação, conforme já explicado no parágrafo antecedente.</p><p>Todavia, se a União institui IEG, utilizando fato gerador compreendido em sua competência</p><p>tributária, teríamos uma hipótese de bis in idem, e não bitributação, você concorda? Ora, se a União institui</p><p>o IR-Extraordinário, teríamos duas incidências (IR comum e IR-Extraordinário) de tributos federais sobre o</p><p>mesmo fato gerador. Logo, a situação aventada se amoldaria no conceito de bis in idem.</p><p>Instituição de IEG compreendido na competência da União: bis in idem.</p><p>Instituição de IEG não compreendido na competência da União: bitributação.</p><p>Outra situação, em que a bitributação não é vedada, é a dupla tributação internacional da renda.</p><p>Imagine a seguinte situação: determinado cidadão, residente no exterior, aufere rendimentos de aluguéis</p><p>de imóveis situados no Brasil. Dessa forma, embora não seja residente no Brasil, a fonte de seus</p><p>rendimentos está localizada no território nacional. Nesse caso, a legislação do IR impõe que tais</p><p>rendimentos sejam tributados. Pode ocorrer que, a legislação pátria do referido cidadão, também</p><p>determine a cobrança de imposto sobre a renda auferida no exterior (no Brasil). Trata-se, portanto, de uma</p><p>situação em que ocorre bitributação.</p><p>Observação: Os países normalmente celebram tratados internacionais com o objetivo de</p><p>evitar que ocorra a dupla tributação, já que isso desestimula os investimento, em</p><p>decorrência da dupla incidência. O Brasil, por exemplo, é signatário de diversos tratados</p><p>internacionais.</p><p>Acompanhe, abaixo, o esquema que ilustra a distinção entre bitributação e bis in idem:</p><p>Para finalizar o estudo da bitributação, vejamos um julgado do STF acerca da bitributação:</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>21</p><p>174</p><p>“Recurso extraordinário em que se argumento a não incidência do II e do IPI sobre operação</p><p>de importação de sistema de tomografia computadorizada, amparada por contrato de</p><p>arrendamento mercantil. Alegada insubmissão do arrendamento mercantil, quer seria um</p><p>serviço, ao fato gerador do imposto de importação (art. 153, I, da Constituição). Inconsistência.</p><p>Por se tratar de tributos diferentes, com hipóteses de incidência específicas (prestação de</p><p>serviços e importação, entendida como a entrada de bem em território nacional – art. 19 do</p><p>CTN), a incidência concomitante do II e do ISS não implica bitributação ou de violação de</p><p>pretensa exclusividade e preferência de cobrança do ISS.</p><p>(STF, RE 429.306, Segunda Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Julgamento em 01/02/2011)</p><p>Não ocorre bitributação no caso apresentado pelo STF, pois há dois fatos geradores distintos: importação e</p><p>prestação de serviços.</p><p>Divisão da Competência Tributária na CF/88</p><p>Diante do que já estudamos até o momento, podemos sintetizar a competência tributária de cada ente</p><p>federativo em relação a cada uma das espécies tributárias. É algo que você irá memorizar naturalmente,</p><p>mas não custa facilitar o seu trabalho e esquematizar tudo, não é mesmo?</p><p>Impostos</p><p>União Estados e Distrito Federal Municípios e Distrito Federal</p><p>Imposto de Importação ICMS ISS</p><p>Imposto de Exportação ITCMD ITBI</p><p>Imposto de Renda IPVA IPTU</p><p>IPI IBS (Competência Compartilhada)</p><p>IOF - -</p><p>ITR - -</p><p>IGF - -</p><p>Impostos Residuais</p><p>Impostos Extraordinários</p><p>Imposto Seletivo</p><p>Taxas</p><p>União Estados e Distrito Federal Municípios e Distrito Federal</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>22</p><p>174</p><p>Taxas pelo exercício regular do</p><p>poder de polícia</p><p>Taxas pelo exercício regular do</p><p>poder de polícia</p><p>Taxas pelo exercício regular do</p><p>poder de polícia</p><p>Taxa pela utilização de serviços</p><p>públicos específicos e divisíveis</p><p>Taxa pela utilização de serviços</p><p>públicos específicos e divisíveis</p><p>Taxa pela utilização de serviços</p><p>públicos específicos e divisíveis</p><p>Contribuições de Melhoria</p><p>União Estados e Distrito Federal Municípios e Distrito Federal</p><p>Instituição em face de obras</p><p>públicas federais que gerem</p><p>valorização imobiliária</p><p>Instituição em face de obras</p><p>públicas estaduais/distritais que</p><p>gerem valorização imobiliária</p><p>Instituição em face de obras</p><p>públicas municipais/distritais que</p><p>gerem valorização imobiliária</p><p>Empréstimos Compulsórios</p><p>União Estados e Distrito Federal Municípios e Distrito Federal</p><p>Instituição em caso de guerra</p><p>externa ou calamidade pública</p><p>- -</p><p>Instituição em razão de</p><p>investimento público urgente e de</p><p>relevante interesse nacional</p><p>- -</p><p>Contribuições Especiais</p><p>União Estados e Distrito Federal Municípios e Distrito Federal</p><p>Contribuições Sociais (Regra)</p><p>Contribuições para Custeio do</p><p>regime previdenciário dos</p><p>servidores estaduais/distritais</p><p>Contribuições para Custeio do</p><p>regime previdenciário dos</p><p>servidores municipais/distritais</p><p>Contribuição de Intervenção no</p><p>Domínio Econômico (CIDE)</p><p>-</p><p>Contribuição para Custeio, Expansão</p><p>e Melhoria do Serviço de Iluminação</p><p>Pública e de Sistemas de</p><p>Monitoramento para Segurança e</p><p>Preservação de Logradouros</p><p>Públicos (COSIP)</p><p>Contribuições de interesse das</p><p>categorias profissionais ou</p><p>econômicas</p><p>- -</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>23</p><p>174</p><p>(APO -SEPLAN-RR/2023) No que se diz respeito à competência e à capacidade tributária e ao exercício da</p><p>competência tributária, julgue o item a seguir.</p><p>A competência para instituir impostos é indelegável, o que proíbe o ente competente de delegar, por</p><p>exemplo, as funções de arrecadar e fiscalizar determinado imposto.</p><p>Comentário: De fato, a competência tributária, que se refere à instituição de tributos, é indelegável. Mas as</p><p>funções de arrecadar e fiscalizar determinado imposto se refere à capacidade tributária ativa, sendo</p><p>delegável a outras pessoas jurídicas de direito público.</p><p>Art. 7º A competência tributária é indelegável, salvo atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar</p><p>tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária, conferida por</p><p>uma pessoa jurídica de direito público a outra, nos termos do § 3º do art. 18 da Constituição.</p><p>Gabarito: Errado</p><p>(Questão Inédita/2024) O Sistema Tributário Nacional não prevê imposto de competência compartilhada</p><p>entre dois ou mais entes federativos.</p><p>Comentário: Na verdade, atualmente existe o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). Trata-se de regra</p><p>prevista no art. 156-A, da CF/88, introduzida pela EC 132/2023 (Reforma Tributária), que prevê que o IBS é</p><p>de competência compartilhada dos Estados, DF e Municípios.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>(SEFAZ-AM/2022) Nosso sistema tributário caracteriza-se por tributos específicos que devem ser recolhidos</p><p>por cada entre federativo.</p><p>Tratando apenas de impostos, assinale a opção que indica os que são de competência dos Estados.</p><p>A) O ITBI, o ICMS e o IPVA.</p><p>B) O ITCMD, o IPI e o ICMS.</p><p>C) O ITBI, o ICMS e o IPTU.</p><p>D) O ITCMD, o ICMS e o IPVA.</p><p>E) O ICMS, o IPVA e a COSIP.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: O ITBI é de competência municipal. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: O IPI é da competência da União. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: O ITBI e o IPTU são de competência municipal. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: ITCMD, ICMS e IPVA são de competência estadual. Alternativa correta.</p><p>Alternativa E: A COSIP é uma contribuição e não um imposto, além disso é de competência do Município e</p><p>do Distrito Federal por força constitucional do art. 149-A. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>(SEFAZ-ES/2021) A União resolveu exercer sua competência tributária residual criando um novo Imposto</p><p>sobre Movimentações Financeiras.</p><p>Acerca de tal imposto, assinale a afirmativa correta.</p><p>A) Poderá ser instituído por lei ordinária.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>24</p><p>174</p><p>B) Poderá ser cumulativo.</p><p>C) Seu fato gerador poderá ser coincidente com o de outro imposto já previsto na Constituição.</p><p>D) Sua base de cálculo poderá ser coincidente com a de outro imposto já previsto na Constituição.</p><p>E) Do produto de sua arrecadação, 20% pertencerá aos Estados e ao Distrito Federal.</p><p>Comentário: A questão aborda a competência residual de a União instituir novos impostos desde que:</p><p>Por lei complementar;</p><p>Os impostos não estejam previstos na constituição, ou seja, impostos novos;</p><p>Sejam não-cumulativo;</p><p>Não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios de impostos já descriminado na constituição.</p><p>Feita essa ressalva, vamos aos comentários das alternativas.</p><p>Alternativa A: A competência residual abordada na questão exige que o novo imposto seja instituído por</p><p>meio de lei complementar. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: Por força constitucional, os novos impostos instituídos pela União não podem ser</p><p>cumulativos. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: Não pode haver a coincidência de fato gerador de outro imposto já previsto na CF.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: A base de cálculo também não pode coincidir com a de impostos já previstos na CF.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: A arrecadação dos novos impostos pertence em 20% aos Estados e Distrito Federal conforme</p><p>disposição expressa constitucional, confira.</p><p>Art. 154. A União poderá instituir:</p><p>I - mediante lei complementar, impostos não previstos no artigo anterior, desde que sejam não-cumulativos</p><p>e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta Constituição;</p><p>Art. 157. Pertencem aos Estados e ao Distrito Federal:</p><p>II - vinte por cento do produto da arrecadação do imposto que a União instituir no exercício da competência</p><p>que lhe é atribuída pelo art. 154, I.</p><p>Alternativa correta.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>(SEFAZ BA-Auditor Fiscal/2019) A Constituição Federal discrimina as competências dos entes políticos da</p><p>federação, dispondo que</p><p>a) os Estados e o Distrito Federal poderão instituir contribuição, na forma das respectivas leis, para o</p><p>custeio do serviço de iluminação pública.</p><p>b) pertence ao Estado-membro a denominada competência residual tributária para instituir um novo</p><p>imposto, desde que seja não cumulativo e não tenha fato gerador ou base de cálculo próprios dos impostos</p><p>previstos na Constituição Federal.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>25</p><p>174</p><p>c) compete aos Estados e ao Distrito Federal instituírem o imposto sobre transmissão inter vivos, a qualquer</p><p>título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis,</p><p>exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição.</p><p>d) compete à União, na iminência ou no caso de guerra externa, instituir imposto extraordinário,</p><p>compreendido ou não em sua competência tributária, desde que seja suprimido, gradativamente, cessadas</p><p>as causas de sua criação.</p><p>e) a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão contribuições sociais, de intervenção no</p><p>domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de suas</p><p>atuações nas respectivas áreas.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: A COSIP é de competência dos Municípios e DF, conforme preceitua o art. 149-A da CF/88.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa</p><p>B: A competência residual para instituir outros impostos além daqueles previstos na CF/88 é</p><p>dada à União Federal, conforme art. 154, I, da CF/88. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: O ITBI é de competência dos Municípios e DF. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Exatamente o que dispõe o art. 154, II da CF/88. Alternativa correta.</p><p>Alternativa E: Somente a União pode instituir contribuições sociais e CIDEs. Aos Estados, DF e Municípios é</p><p>possível a instituição de contribuição previdenciárias, cobradas de seus servidores para financiar o Regime</p><p>Próprio de Previdência. Contudo, da forma como a assertiva foi redigida, dá a entender que todos os entes</p><p>federados podem instituir quaisquer contribuições sociais, quando essa prerrogativa é da União somente.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>(SEFAZ SC-Auditor Fiscal da Receita Estadual/2018) Conforme estabelece a Constituição Federal, cabe à lei</p><p>complementar dispor sobre conflitos de competência tributária. Nesse sentido, o Código Tributário</p><p>Nacional (CTN) dispõe que a competência tributária</p><p>a) é indelegável, sendo permitida a atribuição das funções de fiscalizar tributos e de executar leis, serviços,</p><p>atos ou decisões administrativas em matéria tributária a outra pessoa jurídica de direito público.</p><p>b) é delegável, mas pode ser revogada, a qualquer tempo, por ato unilateral da pessoa jurídica de direito</p><p>público que a tenha conferido.</p><p>c) é plena, ilimitada e delegável e compreende a competência legislativa, fiscalizatória, arrecadatória e</p><p>sancionatória.</p><p>d) plena será dividida entre os entes, na mesma proporção do produto da arrecadação na hipótese de</p><p>tributo, cujo produto da arrecadação seja atribuído pela Constituição a dois ou mais entes federados.</p><p>e) é indelegável, sendo permitida a atribuição das funções de arrecadar, de fiscalizar, de legislar e de</p><p>executar leis a outra pessoa jurídica de direito interno.</p><p>Comentário: A competência tributária é indelegável, conforme art. 7º do CTN. Contudo é permitida a</p><p>atribuição das funções de fiscalizar tributos e de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em</p><p>matéria tributária a outra pessoa jurídica de direito público.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>26</p><p>174</p><p>(Prefeitura de São Luís-Auditor Fiscal de Tributos/2018) De acordo com a disciplina estabelecida na</p><p>Constituição Federal, é vedado aos Municípios, para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de</p><p>calamidade pública, instituir</p><p>a) empréstimos compulsórios, exceto se a União delegar-lhe competência para tanto, e o Município o fizer</p><p>por meio de lei complementar.</p><p>b) empréstimos compulsórios ou impostos extraordinários.</p><p>c) impostos extraordinários, mas poderá instituir empréstimos compulsórios, desde que o faça por meio de</p><p>lei complementar.</p><p>d) empréstimos compulsórios, exceto se o fizer por meio de lei complementar.</p><p>e) empréstimos compulsórios, mas poderá instituir impostos extraordinários, mediante autorização</p><p>expressa da União, concedida por meio de Resolução do Senado Federal, e desde que o Município o faça</p><p>por meio de lei complementar.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Tal competência é indelegável. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: Municípios realmente não podem instituir Empréstimos Compulsórios nem Impostos</p><p>Extraordinários. Alternativa correta.</p><p>Alternativa C: Municípios não podem instituir Empréstimos Compulsórios. Estes são de competência da</p><p>União. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Municípios não podem instituir Empréstimos Compulsórios. Estes são de competência da</p><p>União. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Municípios não podem instituir Empréstimos Compulsórios. Estes são de competência da</p><p>União. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>(TCE-MG-Analista de Controle Externo/2018) Um estado da Federação atribuiu a função de arrecadar</p><p>tributos de sua competência a ente privado.</p><p>Considerando-se essa situação hipotética bem como a doutrina e o Código Tributário Nacional (CTN), é</p><p>correto afirmar que o tribunal de contas local deverá julgar que o referido ato foi</p><p>a) legal, porque se admite a transferência da atribuição de arrecadar para entidade privada.</p><p>b) ilegal, mas a revogação do ato só poderá ser realizada bilateralmente para garantir a segurança jurídica.</p><p>c) ilegal, porque é vedada a delegação de competência tributária.</p><p>d) legal, porque o ente privado passou a ser sujeito ativo direto.</p><p>e) legal, porque o ente privado pode deter competência tributária.</p><p>Comentário: De acordo com o art. 7º, § 3º, do CTN, não constitui delegação de competência o</p><p>cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo ou da função de arrecadar tributos. Logo, o tribunal</p><p>de contas deverá julgar que o referido ato foi legal.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>27</p><p>174</p><p>(TCE-PR-Analista de Controle/2016) A Constituição Federal de 1988 (CF) atribui competência aos entes</p><p>federados para instituir e criar tributos. À luz da legislação constitucional e infraconstitucional, assinale a</p><p>opção correta, a respeito do instituto da competência tributária.</p><p>a) Ao contrário da capacidade tributária ativa, a competência tributária é delegável apenas às pessoas</p><p>jurídicas de direito público.</p><p>b) A instituição do imposto sobre grandes fortunas é de competência da União, mediante lei complementar.</p><p>c) Conforme a CF, compete aos municípios instituir imposto sobre a propriedade de veículos automotores.</p><p>d) Cabe aos estados a instituição do imposto sobre serviços de qualquer natureza.</p><p>e) A União pode instituir imposto extraordinário na iminência ou no caso de guerra externa, desde que o</p><p>faça mediante lei complementar.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Na realidade, é exatamente o oposto do que foi afirmado, ao contrário da competência</p><p>tributária, a capacidade tributária ativa é delegável a outra pessoa jurídica de direito público. Alternativa</p><p>errada.</p><p>Alternativa B: A instituição do imposto sobre grandes fortunas foi atribuída apenas à União, e deverá</p><p>ocorrer mediante lei complementar. Alternativa correta.</p><p>Alternativa C: Compete aos Estados instituir o IPVA. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Cabe aos Municípios a instituição do imposto sobre serviços de qualquer natureza.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Não há necessidade de lei complementar para instituir imposto extraordinário de guerra pela</p><p>União. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>(Pref. Teresina-Auditor Fiscal/2016) O Código Tributário Nacional estabelece que a atribuição</p><p>constitucional de competência tributária para os Estados instituírem impostos como o IPVA</p><p>a) compreende o compartilhamento da competência legislativa com os Municípios localizados em seu</p><p>território, em razão de parte da receita deste imposto pertencer aos Municípios.</p><p>b) compreende a competência legislativa plena a respeito desse imposto, ressalvadas as limitações</p><p>existentes, contidas na Constituição Federal, nas Constituições dos Estados e observado o disposto no CTN.</p><p>c) será, quando não exercida pelo Estado, exercida pelos Municípios nele localizados, que deverão</p><p>fiscalizá-lo e cobrá-lo.</p><p>d) pode ser delegada aos Municípios localizados em seu território, quando esses Municípios optarem, na</p><p>forma da lei, por fiscalizá-lo e cobrá-lo, e desde que essa delegação não implique redução do imposto ou</p><p>qualquer outra forma de renúncia fiscal.</p><p>e) pode ser definitivamente perdida, a favor da União, quando o Estado não a exercer por três anos</p><p>consecutivos, ou por cinco intercalados, subsistindo a repartição de suas receitas com os Municípios</p><p>localizados no Estado que não exerceu sua competência.</p><p>Comentário: O CTN dispôs sobre competência tributária em seus arts. 6º a 8º.</p><p>Alternativa A: De acordo com o art. 6º, par. único, do CTN, os tributos cuja receita seja distribuída, no todo</p><p>ou em parte, a outras pessoas jurídicas de direito público pertencerá à competência legislativa daquela a</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>28</p><p>174</p><p>que tenham sido atribuídos. Isso significa que a repartição das receitas não altera a competência tributária</p><p>do ente que a repartiu. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: De acordo com o art. 6º, caput, do CTN, a atribuição constitucional de competência tributária</p><p>compreende a competência legislativa plena, ressalvadas as limitações contidas na Constituição Federal e</p><p>nas Constituições dos Estados (no caso de IPVA, que é imposto estadual), e observado o disposto no texto</p><p>do próprio CTN. Alternativa correta.</p><p>Alternativa C: De acordo com o art. 8º, do CTN, o não exercício da competência tributária não a defere a</p><p>pessoa jurídica de direito público diversa daquela a que a Constituição a tenha atribuído. Portanto, no caso</p><p>citado, não é possível aos Municípios exercer a competência relativa ao IPVA. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: De acordo com o caput, do art. 7º, do CTN, a competência tributária é indelegável. Não se</p><p>pode delegá-la aos Municípios. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Novamente, vale ressaltar que o não exercício da competência tributária não a defere a</p><p>pessoa jurídica de direito público diversa daquela a que a Constituição a tenha atribuído. Alternativa</p><p>errada.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>29</p><p>174</p><p>QUESTÕES COMPLEMENTARES COMENTADAS</p><p>Competência Tributária</p><p>1. CEBRASPE/Proc -TCE-RJ/2023</p><p>No que diz respeito à competência tributária, julgue o item a seguir.</p><p>Os municípios não têm competência concorrente para legislar sobre matéria tributária, porque</p><p>somente legislam sobre matéria de interesse local, podendo, ainda, suplementar as legislações</p><p>federal e estadual no que couber.</p><p>Comentário: A competência para legislar sobre direito tributário é concorrente entre a União, os</p><p>Estados e o Distrito Federal:</p><p>Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:</p><p>I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico;</p><p>Em relação aos Municípios, a regra encontra-se prevista no art. 30, II, da CF:</p><p>Art. 30. Compete aos Municípios:</p><p>II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber;</p><p>Gabarito: Certo</p><p>2. CEBRASPE/APO -SEPLAN-RR/2023</p><p>No que se diz respeito à competência e à capacidade tributária e ao exercício da competência</p><p>tributária, julgue o item a seguir.</p><p>A competência para instituir impostos é indelegável, o que proíbe o ente competente de</p><p>delegar, por exemplo, as funções de arrecadar e fiscalizar determinado imposto.</p><p>Comentário: De fato, a competência tributária, que se refere à instituição de tributos, é</p><p>indelegável. Mas as funções de arrecadar e fiscalizar determinado imposto se refere à capacidade</p><p>tributária ativa, sendo delegável a outras pessoas jurídicas de direito público.</p><p>Art. 7º A competência tributária é indelegável, salvo atribuição das funções de arrecadar ou</p><p>fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria</p><p>tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra, nos termos do § 3º do art.</p><p>18 da Constituição.</p><p>Gabarito: Errado</p><p>3. CEBRASPE/APO -SEPLAN-RR/2023</p><p>No que se diz respeito à competência e à capacidade tributária e ao exercício da competência</p><p>tributária, julgue o item a seguir.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>30</p><p>174</p><p>Caso um estado da federação não exerça sua competência para criar determinado tributo, é</p><p>facultado aos municípios daquele estado criar o respectivo tributo, que vigorará até que o estado</p><p>o crie.</p><p>Comentário: A competência tributária é indelegável e, de acordo com o art. 8º, do CTN, O não</p><p>exercício da competência tributária não a defere a pessoa jurídica de direito público diversa</p><p>daquela a que a Constituição a tenha atribuído.</p><p>Art. 8º O não-exercício da competência tributária não a defere a pessoa jurídica de direito</p><p>público diversa daquela a que a Constituição a tenha atribuído.</p><p>Gabarito: Errado</p><p>4. CEBRASPE/PGFN-PROCURADOR/2023</p><p>Julgue os itens subsequentes, a respeito da competência tributária da União, com base no</p><p>Código Tributário Nacional (CTN) e na jurisprudência do STF.</p><p>I Apesar de a instituição do imposto sobre grandes fortunas competir à União, o não exercício da</p><p>competência constitucional autoriza os estados, mediante convênio, a instituir o tributo a fim de</p><p>concretizar os valores sociais da CF.</p><p>II A concessão de incentivos, benefícios e isenções fiscais de impostos cuja arrecadação seja</p><p>objeto de repartição constitucional depende de compensação aos entes menores.</p><p>III A competência tributária é indelegável, salvo atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar</p><p>tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária,</p><p>conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra.</p><p>IV Em que pese a possibilidade de delegação da competência tributária, a delegação não</p><p>compreende as garantias e os privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de direito</p><p>público que a conferir.</p><p>Assinale a opção correta.</p><p>a) Apenas o item III está certo.</p><p>b) Apenas o item IV está certo.</p><p>c) Apenas os itens I e II estão certos.</p><p>d) Apenas os itens I e III estão certos.</p><p>e) Apenas os itens II e IV estão certos</p><p>Comentário:</p><p>Item I: A competência tributária é indelegável e, de acordo com o art. 8º, do CTN, O não</p><p>exercício da competência tributária não a defere a pessoa jurídica de direito público diversa</p><p>daquela a que a Constituição a tenha atribuído. Errado.</p><p>Item II: Não há qualquer regra constitucional que exija compensação aos entes menores. Errado.</p><p>Item III: Trata-se da literalidade do art. 7º, caput, do CTN. Correto.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 03</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>31</p><p>174</p><p>Item IV: Não há que se falar em delegação da competência tributária, apenas da capacidade</p><p>tributária ativa (arrecadar, fiscalizar e cobrar tributos). Tal delegação compreende as garantias e os</p><p>privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de direito público que a conferir. Errado.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>5. CEBRASPE/Proc -TCE-RJ/2023</p><p>No que diz respeito à competência tributária, julgue o item a seguir.</p><p>As funções de arrecadar ou fiscalizar tributos e de executar leis, serviços, atos ou decisões</p><p>administrativas em matéria tributária são delegáveis a uma pessoa jurídica de direito privado,</p><p>desde que o ente público renuncie expressamente a esta função nos termos do Código Tributário</p><p>Nacional, porém tal atribuição pode ser revogada a qualquer momento por quem a conceder.</p><p>Comentário: Na realidade, a delegação dessas atividades (capacidade tributária ativa) é possível</p><p>a pessoas jurídicas de direito público, conforme preceitua o art. 7º, do CTN.</p><p>A capacidade tributária ativa é uma atribuição que pode ser revogada a qualquer momento por</p><p>quem a conceder.</p><p>Gabarito: Errado</p><p>6. CEBRASPE/ATM -Pref Fortaleza/2023</p><p>No que se refere ao Sistema Tributário Nacional, julgue o próximo item, a respeito da</p><p>competência tributária.</p><p>A competência tributária é a aptidão para exigir o tributo, sendo delegável inclusive para pessoas</p><p>privadas.</p><p>Comentário: Sabemos que a competência tributária é indelegável, conforme estabelece o art. 7º,</p><p>do CTN. Portanto, nem mesmo a outro ente federado pode ser delegada.</p><p>Gabarito: Errado</p><p>7. CEBRASPE/Proc -TCE-RJ/2023</p><p>No que diz respeito à competência tributária, julgue o item a seguir.</p><p>As entidades privadas de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical</p><p>têm capacidade tributária ativa para cobrar contribuições dos seus contribuintes.</p><p>Comentário: Excepcionalmente cobrada em provas, existe jurisprudência favorável à atribuição</p><p>da capacidade tributária ativa para pessoas jurídicas de direito privado. Vale</p>