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RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 02 DATA: ______/______/______ RELATÓRIO DE PRÁTICA Jeane da Silva Gomes 01523952 RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: Microbiologia e Parasitologia NOME: Jeane da silva Gomes MATRÍCULA: 01523952 CURSO: Biomedicina POLO: Flamengo PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A): RELATÓRIO: 1. PREPARAÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE MATERIAIS UTILIZADOS NA MICROBIOLOGIA A. Dentre os procedimentos utilizados na preparação de materiais utilizados na microbiologia, qual a importância no tamponamento dos tubos de ensaio e dos Erlenmeyer com algodão hidrofóbico? O Algodão hidrofóbico serve com filtro estéril em tubos de ensaio e Erlenmeyer. Ele bloqueia poeira e microrganismo, permitindo a entrada e saída de ar, essencial para culturas aeróbicas. Como não absorve umidade e resiste ao calor, pode ser esterilizado junto com o material, evitando contaminações durante o preparo e a incubação. B. Qual material é utilizado para embalagem dos materiais que serão submetidos a processos de esterilização via estufa ou autoclave? Utilizam-se papel grau cirúrgico, papel crepado ou manteiga hospitalar, ou envelopes próprios para autoclave. Esses materias permitem que o ar quente ou o vapor entrem durante a esterilização criando uma barreira que o mantém estéril até a abertura. C. Adicione uma ou mais fotos da preparação de materiais utilizados no laboratório de microbiologia Pipetas volumétricas, tubos de ensaio, placas de petri, balão de fundo chato, Erlenmeyer, estufa, papel Kraft, algodão hidrofóbico. D. Descreva o fundamento da técnica de esterilização de autoclavação, e porque alguns meios de cultura não podem ser autoclavados? A autoclave utiliza vapor de água sob pressão (geralmente 121°C a 1 atm. acima da pressão ambiente, por cerca de 15-20 minutos). O vapor saturado transfere calor de forma muito eficiente, desnaturando proteínas e ácidos nucleicos de bactérias, vírus, fungos e esporos, garantindo esterilização completa. Alguns meios de culturas não podem ser autoclavados por ser componentes termo lábeis que significa que o calor elevado causa a degradação, caramelização ou a perda de nutrientes. Como as vitaminas, antibióticos, açucares (podem caramelizar) e as proteínas por serem sensíveis. Para manter a integridade química ou biológica devem ser esterilizados por meios de filtração estéril ou outro método para preservar os nutrientes. 2. CLASSIFICAÇÃO, COMPOSIÇÃO QUÍMICA E PREPARAÇÃO DE MEIOS DE CULTURA A. Quanto a composição química como podemos classificar os meios de cultura? Podemos classificar como: Naturais ou complexos: Feitos com extratos biológicos, composição extratos biológicos exata desconhecidas. Sintéticos ou definidos: todos os componentes e concentrações conhecidos. Semi-Sintéticos: misturas de ingredientes definidos e indefinidos; B. De acordo com os tipos de meios de cultura, no que diferem os meios sólidos, semissólidos e líquidos? Os meios de cultura diferem quanto à consistência física: Meios líquidos: não contêm agente solidificante; usados para crescimento geral, multiplicação de microrganismos e testes de motilidade. Meios semissólidos: contêm quantidade reduzida de ágar (geralmente 0,2 0,5%); permitem movimentação limitada e são úteis para testes de motilidade ou microaerofilia. Meios sólidos: contêm Agar em concentração maior (1–2%); usados para isolamento de colônias, contagem e observação da morfologia. C. Adicione uma ou mais fotos das etapas de preparo do meio de cultura. Balança, vidro de relógio, pó meio, pesagem do meio. D. Descreva como deve ser feito o cálculo da pesagem do meio de cultura. E quais consequências são geradas por erro nesse cálculo na utilização desse meio? O cálculo da pesagem do meio de cultura envolve medir corretamente os componentes sólidos e líquidos de acordo com a formulação do meio. Como calcular: Determinar a fórmula do meio e verificar a quantidade de cada componente (em gramas ou miligramas) por volume final do meio (geralmente 1 litro). Calcular proporcionalmente, se a quantidade preparada for diferente de 1 L, ajustar os valores de cada ingrediente proporcionalmente. Ex.: se a fórmula pede 15 g de ágar para 1 L e você vai preparar 500 ml → 15 ÷ 2 = 7,5 g de ágar. Medir com balança precisa, pesar cada componente seco e adicionar ao volume correto de solvente (água ou outro líquido indicado). Misturar e dissolver completamente antes de esterilizar. Consequências de erros na pesagem: Subdosagem de nutrientes: crescimento microbiano reduzido, falha na cultura ou resultados inconsistentes. Excesso de nutrientes ou ágar: alterações na osmolaridade, pH, viscosidade, densidade do meio; pode dificultar o crescimento ou a formação de colônias. Falha na solidificação: quantidade incorreta de ágar em meios sólidos ou semissólidos impede formação adequada de colônias ou testes de motilidade. Resultados experimentais não confiáveis: dados errados, contaminação mais fácil ou interpretação incorreta do crescimento microbiano. O cálculo correto garante crescimento ideal e resultados confiáveis; qualquer erro compromete a qualidade e a precisão dos experimentos microbiológicos. TEMA DE AULA: TÉCNICAS ASSÉPTICAS DE ISOLAMENTO DE BACTÉRIAS COLORAÇÃO DE DIFERENCIAL DE GRAM RELATÓRIO: 1. TÉCNICAS ASSÉPTICAS DE ISOLAMENTO DE BACTÉRIAS A. O que é zona de esterilidade e qual sua importância para o manuseio de materiais microbiológicos? É uma zona confiável para manuseio de materiais microbiológicos, ela é livre de qualquer microrganismo viável e sendo testado por testes de estabilidade. B. Cite as principais técnicas utilizadas para realização de semeio bacteriano? Semeio em estrias, semeio em tubo, semeio em esgotamento mais comum utilizado na rotina. C. Qual o objetivo da técnica de semeio por esgotamento? Por que a mesma é comumente utilizada nas análises clínicas? Essa técnica comumente utilizada nas análises clínicas, porque permite a identificação precisa dos microrganismos presentes na amostra e a determinação da sua sensibilidade antibióticos. D. Como visualmente pode-se identificar que um semeio bacteriano apresenta apenas um tipo de bactéria isolada? Geralmente apresenta uma aparência homogênea e uniforme na placa de Petri. Isso ocorre, porque apenas um tipo de bactérias cresceu na placa, formando colônias que tem características semelhantes em relação a forma, cor tamanho e textura. 2. COLORAÇÃO DE DIFERENCIAL DE GRAM A. Qual o fundamento da coloração de Gram que permite a separação das bactérias em dois grandes grupos? Para a coloração roxa, identificamos o Gram-positivo. E para coloração rosa, identificamos o Gram-negativo. O método da coloração do Gram, baseado na capacidade das paredes celulares de bactérias, gram-positivas de reterem o corante cristal violeta no citoplasma durante um tratamento com etanol-acetona, enquanto, as paredes celulares de bactérias Gram-negativas não o fazem. B. Geralmente quais formas bacterianas são classificadas como Gram positivas e quais são classificadas como Gram-negativas? As bactérias Gram-positivas são classificadas pela cor que adquirem após aplicação de um processo químico denominado coloração de Gram. As bactérias Gram-positivas adquirem coloração azul, quando essa coloração é aplicada a elas. As outras bactérias adquirem coloração vermelha. Elas são chamadas de Gram-negativas. C. Adicione uma foto ou mais da realização da coloração de Gram ou da leitura microscópica da lâmina. Alça bacteriológica, Pipeta Pasteur, lâmina sedo preparadas com lugol e cristal violeta e visualização microscópica. D. Qual a importância da coloração de Gram na rotina clínica no laboratório de microbiologia? Permitem que a bactérias sejam visualizadas no microscópio óptico, uma vez que sem a coloração é impossível observa-las ou identificar suas estruturas. TEMA DE AULA: OBSERVAÇÃO DE LÂMINAS DE Schistosoma mansoni E PROTOZOÁRIOS RELATÓRIO: 1. OBSERVAÇÃO DE LÂMINAS DE CERCARIASE OVOS DE Schistosoma mansoni 1. Como o ser humano é contaminado pela forma infectante (cercarias) e contrai a esquistossomose? Em contato com a água, os ovos eclodem e liberam larvas que infectam os caramujos, hospedeiros intermediários que vivem nas águas doces. Após quatro semanas, as larvas abandonam os caramujos na forma decercariam e ficam livres nas águas naturais. O ser humano adquire a doença pelo contato com essas águas. 1. Visto ao microscópio óptico, o ovo pode ser reconhecido pela presença de qual estrutura morfológica? Visto ao microscópio óptimos, o ovo pode ser reconhecido pela presença de um espiculo espécie de pequeno espinho, voltado para trás. 1. OBSERVAÇÃO DE LÂMINA DE CISTOS DE Entamoeba histolytica A. Descrever a característica morfológica que permite a diferenciação entre os cistos da Entamoeba histolytica da Entamoeba coli Ambas as amebas possuem cistos maduros tetra nucleados e podem ser distinguidas uma da outra tanto pela forma e pela morfologia dos núcleos, pelo tamanho e ação do organismo, pela ação do organismo e pela transmissão e pelo tamanho e densidade do citoplasma. Sua principal diferença é a quantidade de núcleos e a localização da cariossoma, a Entamoeba Coli tem de 6 a 7 núcleos e o carissoma excêntricos. Já a, Entamoeba Hitolytica tem de 1 a 4 núcleos e cariossoma central. 1. OBSERVAÇÃO DE LÂMINA DE TROFOZOITO DE Giardia lamblia. A. Cite qual estrutura permite a fixação do trofozoíto da Giardia lamblia no intestino humano. Uma estrutura chamada de disco adesivo, que permite que o parasita se fixe na parede intestinal facilitando a sua sobrevivência e reprodução. 1. OBSERVAÇÃO DE LÂMINA DE Leishmania sp. A. Quais características morfológicas permitem a diferenciação das firmas evolutivas amastigota e promastigotas? A forma amastigota ocorre no hospedeiro vertebrado e a promastigota ocorre no hospedeiro invertebrado. 1. OBSERVAÇÃO DE LÂMINA DE TROFOZOITO DE Trichomonas vaginalis A. Quais as estruturas substituem as mitocôndrias no trofozoíto de Trichomonas vaginalis? No lugar das mitocôndrias, o trofozoitode T. vaginais possui organelas chamadas de hidrogenossomos, que são responsáveis pela produção de energia atravésde processos anaeróbicos, como a fermentação. 1. OBSERVAÇÃO DE LÂMINA DE EPIMASTIGOTA DE Trypanosoma cruzi A. Descrever as diferenças morfológicas entre as formas evolutivas amastigota, epimastigota e tripomastigota de Trypanosoma cruzi, citando em qual hospedeiro elas são encontradas. Durante o seu ciclo de vida o T. Cruzi pode apresentar três formas morfológicas, amastigota, epimastigota e tripomastigota. AMASTIGOTA: Apresenta forma arrendondada. O núcleo e o citoplasto não são observados com microscópios ópticos. Não possui flagelo. Presente na fase intracelular, durante a fase crônica da doença. Epimastigota: apresenta tamanho variável com formato alongado e núcleo semi-central. Representa a forma encontrada no tubo digestivo do barbeiro, o vetor da doença de chagas. Tripomastigota: Apresenta formato alongado e fusiforme em forma de “C” ou “S”. Ê a forma presente na fase extracelular, que circula no sangue na fase aguda da doença, por ser infectante para os vertebrados. 1. OBSERVAÇÃO DE LÂMINA DE TAQUIZOITO DE Toxoplasma gondii A. Em que fase do ciclo evolutivo do Toxoplasma gondii, estão presentes os taquizoítos. E como eles podem infectar o ser humano? Durante o ciclo do toxoplasma gondii, observamos três estágios infectante: occistos, Taquizoístos e bradizoítos. Os oocistos, que contém os esporozoítos, são estágios formados no ciclo intestinal do protozoário que ocorre no trato intestinal dos felídeos. O estágio de taquizoíto é encontrado durante a fase aguda da infecção. Já o estágio de bradizoítos é encontrado dentro de cistos teciduais na fase crônica da doença. Os felinos são os únicos hospedeiros definitivos do toxoplasma gondii, portanto, desempenham o papel fundamental na transmissão de toxoplasmose REFERÊNCIAS: Abbas, A. (2012). Imunologia celular e molecular 7a edição. Elzevir Brasil. Cabello, R.R. (1993). Microbiologia y parasitologia humana (pp.502-508). Médica Panamericana Massafra, J., &. Melo, M. D. (2019). FUNDAMENTOS DE MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA. Tortora, G.J., Case, C.L., & Funke, B.R. (2016). Microbiologia-12ª Edição. Artmed Editora. . image3.jpeg image4.jpeg image5.jpeg image6.jpeg image7.jpg image8.jpeg image9.jpg image10.jpeg image11.jpg image12.jpeg image13.jpeg image2.jpeg image14.emf image1.png