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IMPACTO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NA EPIDEMIOLOGIA DA MALÁRIA: 
DESAFIOS PARA DIAGNÓSTICO LABORATORIAL 
 
Introdução: A malária é uma doença infecciosa causada por protozoários do gênero Plasmodium, 
transmitida pela picada do mosquito do gênero Anopheles. Seu padrão de transmissão vem sendo 
modificado pelas mudanças climáticas, que impactam a distribuição da doença e dificultam seu 
controle, além de contribuírem para casos com baixa parasitemia, tornando o diagnóstico laboratorial 
mais desafiador. Estima-se que entre 51 e 62 milhões de pessoas estarão em risco até 2030 em regiões 
da África. Eventos extremos, como enchentes, têm impacto direto, como no Paquistão, que registrou 
cerca de 539.500 casos em três meses de 2022, superando o total anual de 2021. Objetivo: Analisar o 
impacto das mudanças climáticas na epidemiologia da malária, com ênfase nos desafios para o 
diagnóstico laboratorial. Metodologia: Estudo bibliográfico e descritivo, baseado na análise de oito 
publicações científicas, sendo sete artigos selecionados em bases como SciELO e PubMed e um artigo 
da revista The Lancet. Após leitura crítica, foram selecionados quatro artigos para compor a 
fundamentação deste estudo, considerando critérios de relevância, atualidade e adequação ao tema 
proposto. Resultado e discussão: As mudanças climáticas têm favorecido condições ambientais mais 
adequadas ao desenvolvimento do vetor e do parasita. O aumento da temperatura global, cerca de 1,1 
°C acima dos níveis pré-industriais, intensifica a transmissão. Observa-se também a expansão da 
doença para novas áreas e maior variabilidade no padrão epidemiológico. Além disso, desastres 
climáticos favorecem a proliferação do vetor devido à água parada e à desestruturação social. Fatores 
como deslocamento populacional e perda de medidas preventivas aumentam a vulnerabilidade. 
Paralelamente, observa-se maior complexidade nos casos, com baixa parasitemia e apresentações 
atípicas, dificultando o diagnóstico. Em algumas regiões, a estrutura laboratorial não acompanha essas 
mudanças, gerando atrasos e falhas diagnósticas. Conclusão: As mudanças climáticas já influenciam 
a epidemiologia da malária, promovendo aumento de casos, expansão geográfica e maior 
vulnerabilidade populacional. Além de estratégias de controle da doença, torna-se fundamental 
investir na qualificação dos profissionais e no fortalecimento da capacidade diagnóstica dos serviços 
de saúde, integrando dados climáticos às ações de vigilância para melhorar a detecção e o manejo dos 
casos. 
Referências: 
Lisbôa, P. G. S. Analysis of malaria clinical-epidemiological predictors in individuals from Brazilian 
Amazon. Parasitology. 2022. 
Obeagu, E. I. Climate change and medical laboratory operations: Impacts, challenges, and adaptation 
strategies: A narrative review. Medicine (Baltimore). 2025. 
Confalonieri, U. E. C. Mudanças climáticas e doenças infecciosas no Brasil. Revista da Sociedade 
Brasileira de Medicina Tropical. 2005.Samarasekera, U. Climate change and malaria: forecasts 
becoming reality. The Lancet. 2023.

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