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PROJETO DE ATIVIDADES DE EXTENSÃO Número: CCG-FOR-27 Aprovação: Diretoria Acadêmica Ser Educacional PROJETO DE INTERVENÇÃO (DISCIPLINA DE EXTENSÃO - DISCENTE) APROVADO POR: DIRETORA ADJUNTA DE REGULAÇÃO DATA: 19/02/2024 VERSÃO: 01 CÓDIGO: PEX-MDL-54 Uso Racional de Medicamentos Teresina-PI DADOS DO PROJETO INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR: UNINASSAU DISCIPLINA: Atividades Práticas Interdisciplinares de Extensão I (Saúde I) - D.20242.AE CURSO(S) PROPONENTE(S): Farmácia ÁREA TEMÁTICA: Promoção Saúde e Qualidade de Vida DISCENTES RESPONSÁVEIS: (nome e matrícula) Carleane dos Santos Mendes - 0703451 QUANTIDADES DE ALUNOS NO PROJETO 01 1. Introdução: O uso racional de medicamentos é um aspecto fundamental para garantir a eficácia dos tratamentos, a segurança dos pacientes e a otimização dos recursos de saúde (AQUINO, 2008). No contexto da orientação à população, é essencial promover a conscientização sobre a importância de seguir corretamente as prescrições médicas, evitando a automedicação e o uso inadequado de fármacos. Muitos problemas de saúde podem ser agravados pela má utilização de medicamentos, como o aumento da resistência bacteriana e a ocorrência de efeitos adversos graves. Portanto, educar a comunidade sobre a administração correta dos medicamentos, a importância de respeitar as doses e horários indicados, bem como o reconhecimento dos sinais de reações adversas, é essencial para melhorar a qualidade de vida e reduzir os riscos associados aos tratamentos (ROCHA, 2014). BERGSTEN-MENDES (2008), destaca que: “O farmacêutico deve sair de detrás do balcão e começar a servir o público, provendo cuidado ao invés de apenas comprimidos”, como inicia o prefácio do manual sobre a prática farmacêutica publicado pela OMS. O uso indevido de medicamentos é um problema significativo de saúde pública. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 50% de todos os medicamentos são prescritos, dispensados ou vendidos de forma inadequada, e metade dos pacientes não utiliza os medicamentos corretamente (ANVISA, 2021). No Brasil, a automedicação é alarmante, com 89% da população se automedicando, muitas vezes aumentando as dosagens por conta própria (MATHIAS, 2022). Essa prática pode levar a graves consequências, como reações adversas, agravamento de doenças e até óbitos. Esta intervenção busca capacitar a população para que, de maneira informada e consciente, possam tomar decisões que beneficiem sua saúde e bem-estar. 2. Objetivo: O uso racional de medicamentos é um componente essencial na promoção da saúde e na garantia da eficácia dos tratamentos terapêuticos. A falta de orientação adequada pode levar a práticas perigosas, como a automedicação, o uso inadequado de doses ou a interrupção precoce de tratamentos, resultando em consequências adversas para a saúde da população (ESHER, 2014). Neste contexto, o projeto de extensão busca orientar a comunidade sobre a importância de utilizar medicamentos de forma segura e consciente, enfatizando a necessidade de seguir rigorosamente as prescrições médicas e de manter um diálogo aberto com os profissionais de saúde. Por meio de atividades educativas e informativas, o projeto visa capacitar os participantes a tomar decisões informadas sobre o uso de medicamentos, reduzindo os riscos associados a práticas inadequadas e promovendo a melhoria da qualidade de vida. Assim, pretendemos: · Orientar a população sobre a importância do uso correto de medicamentos e os riscos da automedicação. · Capacitar os participantes a reconhecer sinais de uso inadequado de medicamentos e possíveis efeitos adversos. · Promover a adesão correta aos tratamentos prescritos, enfatizando a importância de seguir as orientações médicas. · Incentivar o diálogo entre pacientes e profissionais de saúde para esclarecer dúvidas sobre medicamentos e tratamentos. · Desenvolver materiais educativos que facilitem a compreensão sobre o uso racional de medicamentos na comunidade. 3. Caracterização da área: Teresina, capital do estado do Piauí, é uma cidade que se destaca por suas características sociais, culturais, ambientais, econômicas e geográficas. Com uma população de aproximadamente 866.300 habitantes, Teresina apresenta uma densidade demográfica de 622,66 habitantes por quilômetro quadrado (IBGE, 2022). A cidade possui um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,751, o que a coloca em uma posição intermediária no ranking nacional. A taxa de escolarização de crianças entre 6 e 14 anos é de 97,8%, refletindo um bom nível de acesso à educação básica. No entanto, a mortalidade infantil ainda é um desafio, com 15,48 óbitos por mil nascidos vivos. Culturalmente, Teresina é rica e diversificada. A cidade celebra diversas festas tradicionais, como o Bumba Meu Boi e o São João, que atraem turistas e movimentam a economia local. Além disso, Teresina possui importantes espaços culturais, como o Teatro 4 de Setembro e o Museu do Piauí, que preservam e promovem a cultura regional. Do ponto de vista ambiental, Teresina enfrenta desafios relacionados ao clima quente e seco, típico da região nordeste do Brasil. A cidade está situada na confluência dos rios Parnaíba e Poti, o que proporciona uma paisagem natural única e recursos hídricos importantes para a população. No entanto, a urbanização crescente tem pressionado os recursos naturais e a infraestrutura urbana. Economicamente, Teresina é um centro de serviços e comércio. O Produto Interno Bruto (PIB) per capita da cidade é de R$ 27.430,28, conforme dados de 2021. A cidade também é um polo educacional e de saúde, com várias universidades e hospitais que atendem não só a população local, mas também pessoas de outras regiões do estado e do país. Geograficamente, Teresina ocupa uma área de 1.391,293 km². A cidade é conhecida por suas avenidas largas e arborizadas, que contrastam com o clima quente. A localização estratégica de Teresina, no centro-norte do estado do Piauí, facilita o acesso a outras regiões do Nordeste brasileiro. 4. Local de execução e público-alvo O projeto será desenvolvido na UBS Jacinta Andrade I, localizada na Rua José Xavier Batista, em Teresina-PI, com intervenções planejadas para os períodos da manhã e da tarde, em datas ainda a serem definidas. O público-alvo do projeto são os pacientes que frequentam a unidade de saúde. 5. Materiais e métodos de abordagem As atividades do projeto serão organizadas de forma a maximizar o impacto educativo e a conscientização sobre o uso racional de medicamentos entre os pacientes que frequentam a UBS Jacinta Andrade I. Para isso, serão desenvolvidos materiais informativos e didáticos, incluindo banners educativos, flayers e apresentações em Power Point, que servirão como ferramentas-chave para a disseminação das informações. Os banners educativos serão elaborados com o objetivo de chamar a atenção dos pacientes e visitantes da unidade de saúde para os principais aspectos do uso correto de medicamentos. Estes banners serão posicionados em locais estratégicos, como a recepção e os corredores da UBS, garantindo que o conteúdo seja facilmente acessível a todos os que circulam pelo local. O design dos banners será atraente e de fácil leitura, utilizando linguagem clara e ilustrações que reforcem as mensagens principais, como a importância de seguir as prescrições médicas e os riscos da automedicação. Serão criados flayers informativos que abordarão tópicos essenciais sobre o uso racional de medicamentos. Estes materiais serão distribuídos diretamente aos pacientes durante as consultas e atendimentos, permitindo que levem as informações para casa e as compartilhem com seus familiares. Os flayers serão impressos em papel de alta qualidade, com conteúdo objetivo e visualmente atraente, para facilitar a compreensão e aumentar o engajamento do público. Para complementar as ações presenciais, serão realizadas apresentações em PowerPoint durante sessões educativas programadas para os períodos da manhã eda tarde. Estas apresentações serão conduzidas por estudantes de Farmácia, sob a supervisão de profissionais da saúde, e abordarão de forma mais detalhada temas como a leitura correta de bulas, o armazenamento adequado de medicamentos e a identificação de possíveis efeitos adversos. As apresentações terão um caráter interativo, permitindo a participação ativa do público por meio de perguntas e discussões. A participação do público será essencial para o sucesso do projeto. Durante as sessões educativas, os pacientes serão incentivados a compartilhar suas dúvidas e experiências relacionadas ao uso de medicamentos, promovendo um ambiente de aprendizado colaborativo. 6. Resultados esperados Este projeto pode gerar impactos significativos tanto na formação profissional da equipe envolvida quanto na vida do público-alvo, promovendo benefícios duradouros para ambos. Impacto na Formação Profissional da Equipe: Para os estudantes de Farmácia e profissionais de saúde envolvidos no projeto, a experiência proporcionará um aprofundamento prático dos conhecimentos adquiridos em sala de aula. Ao desenvolver e implementar materiais educativos como banners, flayers e apresentações, a equipe terá a oportunidade de aplicar conceitos teóricos em um contexto real, lidando diretamente com as necessidades da comunidade. Esta vivência prática fortalecerá habilidades essenciais, como a comunicação eficaz, a empatia no atendimento ao paciente e a capacidade de trabalhar em equipe. Impacto no Público-Alvo: Para os pacientes que frequentam a UBS Jacinta Andrade I, o projeto pode resultar em um impacto positivo na forma como eles percebem e utilizam os medicamentos. Através do acesso a informações claras e acessíveis, como as oferecidas pelos banners, flayers e sessões educativas, os pacientes poderão entender melhor a importância do uso correto dos medicamentos, o que pode levar a uma redução de práticas prejudiciais, como a automedicação e o abandono precoce de tratamentos. 7. Cronograma ATIVIDADES DO PROJETO 20__ AGO SET OUT NOV DEZ 1- Abordagem para disponibilidade do espaço X 2- Pesquisa X 3- Desenvolvimento de material didático X X 4- Captação de recursos X X X 5- Escrita do pré-projeto X 6- Entrega da av1 X 7- Elaboração do material gráfico X 8- Intervenção X 9- Escrita do relatório de intervenção X 10- Entrega de relatório av2 X 8. Referências Bibliográficas ANVISA. Riscos do uso indiscriminado de medicamentos. Gov.br. 2021. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2021/anvisa-alerta-para-riscos-do-uso-indiscriminado-de-medicamentos. Acesso em: 28 ago. 2024. AQUINO, Daniela Silva de. Por que o uso racional de medicamentos deve ser uma prioridade?. Ciência & Saúde Coletiva, v. 13, p. 733-736, 2008. https://www.scielo.br/j/csc/a/ZqY8ZMrdQnVZNtdLNjQsFvM/?format=html. Acesso em: 28 agos. 2024. BERGSTEN-MENDES, Gun. Uso racional de medicamentos: o papel fundamental do farmacêutico. Ciência & Saúde Coletiva, v. 13, p. 569-571, 2008. Disponível em: https://www.scielosp.org/pdf/csc/2008.v13suppl0/569-571/pt. Acesso em: 28 agos. 2024. ESHER, Angela; COUTINHO, Tiago. Uso racional de medicamentos, farmaceuticalização e usos do metilfenidato. Ciência & Saúde Coletiva, v. 22, p. 2571-2580, 2017. Disponível em: https://www.scielosp.org/article/csc/2017.v22n8/2571-2580/pt/. Acesso em: 28 agos. 2024. IBGE. Cidades e Estados: Teresina-PI. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2022. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/pi/teresina.html. Acesso em: 28 ago. 2024. MATHIAS, Francielle . O que é automedicação, causas e quais são as consequências?. Minuto Saldável. Paraná , 2022. Disponível em: https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-automedicacao-causas-e-quais-sao-as-consequencias. Acesso em: 28 ago. 2024. ROCHA, Ana Leda Ribeiro da et al. Uso racional de medicamentos. 2014. Disponível em: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/11634. Acesso em: 28 agos. 2024. 7 / 7 image1.png image2.png