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SUMÁRIO
EVOLUÇÃO....................................................................................................................... 02
LAMARCKISMO................................................................................................................. 02
DARWINISMO................................................................................................................... 03
Neodarwinismo.................................................................................................................. 06
CONCEITOS IMPORTANTES NA EVOLUÇÃO................................................................ 06
Tipos de Seleção Natural................................................................................................... 06
EVIDÊNCIAS DO PROCESSO EVOLUTIVO.................................................................... 08
VARIABILIDADE GENÉTICA E GENÉTICA DAS POPULAÇÕES.................................... 09
Especiação......................................................................................................................... 11
Evolução
EVOLUÇÃO
A evolução é a área da
Biologia que explica como os seres
vivos surgiram e suas relações de
parentesco. Assim como
mecanismos que resultam no
aparecimento de novas espécies.
Nas próximas páginas vamos
explorar estes conceitos para que
você entenda os mecanismos
evolutivos e reconheça as teorias e
os estudiosos que criaram as
teorias.
LAMARCKISMO
Jean Baptiste Antoine de
Monet, também conhecido como
Jean Baptiste de Lamarck dedicou
a sua vida a estudar os seres vivos.
Preocupava-se em observá-los e
descrevê-los, era um naturalista.
Antes de Darwin, Lamarck, com
base nas suas observações, criou
uma teoria sobre a evolução das
espécies. Que inclusive foi utilizada
como referência para Darwin na
criação da sua teoria.
Lamarck publicou seus estudos
no livro Philosophie Zoologique, em
tradução livre para o português é
Filosofia Zoológica. Nos seus
estudos e análises defendia que os
seres vivos eram capazes de mudar
com o passar do tempo. E por isso
a diversidade de espécies é grande.
A teoria de Lamarck refuta o
fixismo, de que as espécies não
mudam, e baseia-se em duas
regras principais:
• Lei do uso e desuso: as
estruturas do corpo que mais são
utilizadas ficam maiores e mais
fortes com o passar do tempo,
enquanto que as que são pouco
utilizadas acabam atrofiando.
Este processo é influenciado pelo
ambiente, se o ambiente muda,
os organismos também mudam;
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• Lei da herança dos caracteres
adquiridos: as características que
um organismo desenvolve ao
longo da sua vida, são
transmitidas para seus filhos;
Vamos pensar nas girafas.
Todas as girafas tinham pescoço
curto e se alimentavam de árvores
mais baixas. Mas com o passar do
tempo, a disponibilidade de
alimento mudou. E as folhas
estavam nas árvores mais altas.
Com isso as girafas precisavam
esticar o seu pescoço para alcançar
o alimento, o pescoço foi crescendo
e essa característica foi passada
para os filhos da próxima geração.
Lamarck foi um dos primeiros a
falar sobre a evolução dos seres
vivos e com isso recebeu muitas
críticas dos fixistas. Que eram as
pessoas que defendiam que as
espécies não mudavam com o
passar do tempo.
O naturalista falou sobre a
herança dos caracteres adquiridos,
mas a genética ainda era
desconhecida. Portanto não se
falava em genes e sua transmissão.
Lamarck também era um defensor
da geração espontânea. Defendia
que os organismos surgem de
matéria morta.
DARWINISMO
Charles Darwin teve uma
grande oportunidade na sua vida,
em 1831 pode embarcar no navio
H.M.S Beagle e dar a volta ao
mundo. Durante o tempo que
passou embarcado, pode observar
muitas espécies e com isso ter
insumos para elaborar a sua teoria
sobre o processo evolutivo.
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Girafas e o alongamento do 
pescoço
Durante os 5 anos de viagem,
passou por muitos países, observou
a natureza, anotou informações.
Fez ilustrações dos seres vivos e
coletou material biológico. Darwin,
com as suas observações, criou o
conceito de seleção natural.
Para o pesquisador, todas as
espécies apresentam um ancestral
comum, que passou por várias
modificações. E as novas espécies
que surgem continuam mudando,
ou seja, o processo evolutivo não
para. Assim como Lamarck, Darwin
refuta a o pensamento fixista para
explicar a existência das espécies.
A lógica darwiniana pode ser
explicada por três pontos principais:
4
• Nas populações, os organismos
são diferentes entre si;
• O ambiente limita o crescimento
das populações: espaço,
alimento e outros recursos são
finitos;
• A natureza seleciona os
organismos que têm maiores
chances de sobrevivência, o que
é a seleção natural.
Darwin defendia, portanto, que
a seleção natural é a base da
evolução. Os seres vivos que têm
características que facilitam a
sobrevivência são selecionados
pelo ambiente e sobrevivem, têm
chances mais altas de reproduzir e
gerar descendentes.
Charles Darwin explicava a
situação das girafas de outra
maneira. As que nasciam com o
pescoço mais curto não
conseguiam se alimentar e
acabavam morrendo. Enquanto que
as que têm o pescoço mais longo
conseguem se alimentar e
reproduzir, gerando descendentes
com pescoços longos. O naturalista
defendia que a evolução acontece
Charles Darwin
nas populações e não no
organismo.
É importante ressaltar que o
ambiente apenas seleciona, ele não
influencia nas características que
surgem nos seres vivos. Darwin
não conhecia a genética, por isso
não falava sobre genes e
mutações.
Durante a sua viagem, Charles
Darwin passou pelas ilhas
Galápagos e estudou os tentilhões.
Pode identificar 14 espécies que
originaram-se a partir de uma única
espécie. As aves tinham acesso a
diferentes recursos alimentares em
cada ilha. Desta maneira,
sobreviviam em uma ilha aquelas
que tinham o bico mais adequado
para conseguir alimento.
A evolução nada mais é que um
processo de descendência com
mudanças, novidades evolutivas.
As mudanças são aleatórias, ou
seja, não há um objetivo ou
intencionalidade. Outro ponto
importante, é que a evolução nem
sempre resulta em estruturas ou
processos biológicos mais
complexos. E sim aquilo que facilita
a sobrevivência.
Darwin não foi o único que
pensou sobre a evolução das
espécies dessa forma, Alfred
Russel Wallace também estudava
os mecanismos de evolução dos
organismos.
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Tentilhões e diferentes bicos
Girafas de pescoço curto não 
conseguem se alimentar
Neodarwinismo 
Esta é a teoria sintética da
evolução. O neodarwinismo une os
conhecimentos de Darwin com os
conhecimentos de genética que
surgiram 30 anos depois com os
trabalhos de Mendel.
Esta teoria reconhece que a
mutação é fonte de variabilidade
genética, assim como os processos
de recombinação genética. E que
estas novidades são selecionadas
pelo ambiente, e isto é o que
resulta na adaptação das espécies.
A mutação é a mudança no
código genético, na sequência das
bases nitrogenadas do DNA. Este
processo resulta no aparecimento
de diferentes alelos dos genes. É
um processo espontâneo ou que
pode ser induzido por fatores
externos, como a exposição à
radiação.
A recombinação é a mistura de
genes que acontece na reprodução
sexuada. Volte para a apostila de
citogenética e genética para
relembrar o processo de divisão
celular, segregação independente
dos cromossomos e o
crossing-over.
CONCEITOS IMPORTANTES NA 
EVOLUÇÃO
Tipos de Seleção Natural 
O processo de seleção natural
não acontece de uma única
maneira. Pode ser de três tipos:
• Direcional: é selecionado um dos
fenótipos extremos;
• Disruptiva: são selecionados
todos os fenótipos extremos,
reduzindo a frequência do
fenótipo intermediário;
• Estabilizadora: o fenótipo
intermediário é selecionado;
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Outro exemplo desta situação é
o surgimento dos cães. Tudo
começou com o lobo ancestral. Os
humanos mantinham aqueles que
tinham um comportamento mais
dócil,mas que ainda assim
pudessem ajudar na sua proteção.
Dessa maneira, com o passar dos
anos surgiu a diversidade de cães
que hoje é conhecida.
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Seleção Sexual
É um caso especial de seleção
natural. Nela o indivíduo do sexo
oposto escolhe o seu parceiro,
geralmente é a fêmea que faz a
escolha. Que acontece de acordo
com características associadas a
ideia de um parceiro saudável.
Os pavões machos têm penas
grandes, vistosas e coloridas.
Enquanto que as fêmeas têm penas
mais simples e acinzentadas. As
fêmeas escolhem o macho com
penas mais bonitas para
reprodução.
Seleção Artificial 
Nos seus estudos sobre
seleção natural, Darwin pensou
sobre a seleção artificial. Um
processo de seleção que é
influenciado pela ação humana. O
ser humano quando começou a
cultivar plantas, escolheu as
espécies que podiam ser fonte de
nutrientes. E como isso plantou
aquelas que produziam uma
quantidade maior de frutos, por
exemplo.
Seleção artificial e surgimento do cão 
doméstico
• Órgãos análogos: a origem
embrionária é diferente, mas as
funções são parecidas, como por
exemplo as asas de insetos e as
asas de morcegos.
A evolução convergente
acontece entre organismos que não
têm relação evolutiva próxima, mas
foram estruturas com funções
similares. É o que acontece entre
as borboletas e morcegos, que têm
asas para voar.
A evolução divergente
acontece em espécies que são
evolutivamente próximas, e que têm
estruturas com origem embrionária
similares, mas com funções
diferentes. Ou seja, resulta no
aparecimento dos órgãos
homólogos. Como a pata do cão, a
mão do humano e a nadadeira da
baleia.
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EVIDÊNCIAS DO PROCESSO 
EVOLUTIVO 
Hoje não é possível duvidar da
evolução, ela é cientificamente
comprovada. E existem algumas
evidências que ela acontece.
Registros fósseis
Diversos fósseis já foram
encontrados na Terra, a
paleontologia estuda os fósseis. E
com isso é possível descobrir o
processo evolutivo dos organismos.
Anatomia comparada 
Comparar anatomicamente os
organismos é uma maneira de
encontrar evidências do processo
evolutivo. É possível identificar
órgão homólogos e análogos. Veja
a diferença entre eles:
• Órgãos homólogos: têm origem
embriológica comum ou
semelhante, mas não
necessariamente têm a mesma
função. É o que acontece com a
asa do morcego e a nadadeira
dos golfinhos.
Órgãos vestigiais também são
evidências do processo evolutivo.
Na espécie humana o apêndice é
um exemplo disto. A estrutura era
importante para os ancestrais
herbívoros, mas hoje não é uma
estrutura essencial.
Além das evidências
anatômicas da evolução, há
também os processos bioquímicos.
Todos os seres vivos produzem
proteínas usando os mesmos 20
aminoácidos, portanto há moléculas
similares entre todos os
organismos. Assim como as
reações metabólicas que
acontecem.
VARIABILIDADE GENÉTICA E 
GENÉTICA DAS POPULAÇÕES
A variabilidade genética tem
origem nos processos de mutação
que acontecem no material
genético. Pode acontecer por
recombinação gênica, crossing over
ou trocas de bases nitrogenadas.
A genética das populações é
uma área da biologia que estuda a
dinâmica dos genes em uma
população. Para isso são usados
modelos matemáticos. É comum
que as principais provas para
acesso às universidades, tenham
questões sobre genética das
populações.
Para se dar bem na resolução
desses exercícios, comece
aprendendo os seguintes conceitos
e ideias:
Frequência Alélica 
É a proporção de ocorrência de
um alelo em uma população
específica. Para calcular as
frequências alélicas usa-se a
seguinte fórmula:
9
Órgãos homólogos
p+1= 1
A letra "p" representa a
frequência alélica de "A". E "q"
representa a frequência alélica de
"a". A soma das duas frequências
corresponde a 100%.
Equilíbrio de Hardy-Weinberg 
De acordo com o Equilíbrio de
Hardy-Weinberg, se um fator
evolutivo não estiver atuando, as
frequências dos alelos em uma
população tendem a permanecer
constantes aos longo das próximas
gerações.
Para que esta situação
hipotética seja possível, as
populações devem:
• Ser grandes o suficiente e
apresentar o mesmo número de
machos e fêmeas;
• Devem ser panmíticas: os
cruzamentos devem ser
aleatórios;
• Os cruzamentos devem gerar o
mesmo número de
descendentes;
• Não há processos migratórios;
• Não há mutações e seleção
natural;
• As gerações não se sobrepõem.
Conhecendo as frequências
alélicas, é possível calcular a
frequência genotípica dos diversos
genótipos da população para um
gene. Para isso usa-se a fórmula a
seguir:
p²+2pq+q² = 1
Na fórmula:
p² = AA
pq = Aa
q² = aa.
Deriva genética
É um fenômeno que gera a
alteração da frequência alélica.
Alelos raros podem aumentar de
frequência ou desaparecer ao
acaso. É um evento que não pode
ser previsto.
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A deriva genética é do tipo
efeito gargalo quando uma
população é reduzida a poucos
organismos, após um desastre
ambiental, por exemplo. Os
sobreviventes têm um grupo de
alelos que representa a menor parte
da população. É um evento
aleatório e que não depende da
seleção natural. A nova população
formada é diferente da original.
Pode ser também do tipo efeito
fundador. Este acontece quando
uma parte da população passa a
habitar um novo local após
movimentos migratórios. Os
organismos que migram
apresentam apenas um tipo de
alelo, e a nova população é
diferente da original.
Especiação
Uma espécie é composta por
indivíduos que são capazes de se
reproduzir entre si e gerar uma
descendência fértil. Este é o
principal conceito adotado, mas
existem alguns outros e que geram
discussões no mundo científico.
Mas você precisa se preocupar
apenas em saber o conceito
principal apresentado.
O isolamento reprodutivo
contribui para que duas populações,
com o passar do tempo, terminem
por dar origem a duas espécies
diferentes.
O isolamento reprodutivo pode
ser de dois tipos:
• Pré-zigóticos: quando não é
possível formar um zigoto por
que os gametas são
incompatíveis entre si. A
incompatibilidade também pode
ser por que os organismos vivem
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Deriva genética
em locais diferentes, comportam-
se de forma muito ou por
isolamento mecânico (as
estruturas reprodutivas não são
compatíveis);
• Pós-zigóticos: quando a
fecundação acontece, mas o
organismo formado é infértil,
incapaz de se reproduzir. É o que
acontece com a mula, formada
do cruzamento entre o cavalo e o
jumento.
Os processos de especiação
podem levar muitos anos para se
concretizarem. E podem ser de dois
tipos, que vamos entender a seguir.
Especiação alopátrica
Acontece quando uma barreira
física ou ecológica impossibilita o
contato e troca entre os organismos
de diferentes populações. Como
exemplos de barreiras físicas temos
as montanhas, lagos, rios e outros.
Como por exemplo o istmo do
Panamá.
A barreira física evita a troca de
genes entre as populações. E
assim as diferenças acumulam-se
ao longo do tempo. Até o momento
em que duas novas espécies são
formadas pelas diferentes pressões
seletivas que sofrem.
Especiação simpátrica
É quando a especiação
acontece sem a necessidade de
isolamento geográfico. Surgem
barreiras reprodutivas em uma
população. Como por exemplo,
quando organismos passam a
preferir viver em um local diferente
dos demais da população. E neste
microambiente podem se isolar
reprodutivamente por muito tempo,
formando uma nova espécie.
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