A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
17 pág.
Apostila Básica de IMUNOLOGIA VETERINÁRIA

Pré-visualização | Página 5 de 5

contato com o antígeno, a artificial é a vacina, que pode ser de diversos tipos: por organismos vivos, inativados, modificados, subunidades purificadas, produtos recombinantes, DNA vacinal (do antígeno). 
A passiva induz uma imunidade bem rápida, mas a resposta é mais baixa (curta). A ativa demora um pouco mais para produzir uma resposta, mas tem a durabilidade muito maior.
Vacina recombinante
Produzem um vírus recombinante com porções de duas doenças e o inoculam em uma bactéria, que irá produzir esse vírus. 
Ex: vírus da varíola recombinante. 
DNA Vacinal
 É uma técnica recente. Seleciona-se o DNA de interesse, purifica-o em uma bactéria e usa-o como vacina. Acredita-se que haja a possibilidade dela ativar oncogenes e produzir tumores, pois o DNA entra na célula e pode entrar em contato com seu DNA, ativando os oncogenes. Ainda precisa de mais estudos.
Os vírus vivos (atenuados ou em bactérias vivas), induzem por si mesmos a resposta imune. Os vírus mortos precisam ser aplicados com adjuvantes, que auxiliam a produção da resposta imune (fosfato de alumínio, hidróxido de alumínio, alume, frações de bactérias, adjuvante completo de Freund – não deve ser usado em animais de produção).
Falhas na vacinação
Podem ser causadas por administração incorreta: uso de via errada (vacinas contra bactérias entéricas precisam ser administradas por via oral); morte de bactérias vivas (por falta de refrigeração); administração em animais passivamente protegidos (em amamentação – recebem anticorpos através do leite materno). 
Podem ser causadas em administração correta, mas com outros problemas: O animal pode não responder a vacina – pode estar imunossuprimido; pode ter sido administrada antes da imunização passiva; por variação biológica (cada indivíduo responde de um jeito); a vacina pode ser inadequada. 
Mesmo que o animal seja respondedor – a vacina pode ter sido dada tardiamente (o animal já estava infectado); a cepa ou o organismo errado estava sendo utilizado; antígenos não protetores utilizados (não produzindo anticorpos). 
Reações das vacinas
Erros – erro na fabricação (contaminação), erro na administração, toxicidade anormal, virulência residual – causam imunossupressão, doença clínica e morte fetal. 
Toxicidade “normal” – febre, mal estar, inflamação, dor. Podem ocorrer normalmente após a administração da vacina. Resposta inapropriada – hipersensibilidade tipo I (local ou anafilática), tipo II, tipo IV (formação de granuloma); reações neurológicas (neurite, encefalite); reações estranhas ao corpo (fibrossarcoma). 
Papel do sistema imune na eficácia da vacina
 ♦ Natureza da vacina;
 ♦ Via de administração da vacina; 
♦ Idade do animal;
♦ Estado nutricional do animal (animal desnutrido, com verme, não deve ser vacinado);
 ♦ Gestação;
 ♦ Presença de anticorpos maternos; 
♦ Infecções concorrentes; 
♦ Uso concomitante de outros medicamentos (corticosteróides promovem imunossupressão; antibióticos matam a bactéria da vacina). 
Raiva: Imunidade e Prevenção 
Tipos de vacina
 1. HDCV – com células diplóides humanas (vírus inativados); 
2. RVA – vacina anti-rábica adsorvida (vírus inativado);
 3. Vacina com tecido nervoso; 
4. Vacina com embrião de pato;
 5. Vírus atenuados – para uso em animais.
 Tipos de anticorpos contra raiva
 1. Igs anti-rábica humana (HRIG); 
2. Soro eqüino anti-rábica. 
Profilaxia da pré-exposição – pessoas que trabalham em locais de risco (médicos veterinários, trabalhadores rurais, etc.). 
Profilaxia da pós-exposição – quando sofre acidente que possa ter se contaminado.