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<p>Eutrofização e sua classificação</p><p>Eutrofização</p><p>A eutrofização é o aumento da concentração de nutrientes, especialmente fósforo e nitrogênio, nos ecossistemas aquáticos, resultando no aumento de suas produtividades (ESTEVES, 2011).</p><p>Esse consequente aumento de produtividade se configura por meio do crescimento excessivo de macrófitas e algas planctônicas (que se movem livremente com a água) e aderidas (algas microscópicas bentônicas), a níveis tais que são considerados causadores de interferências dos usos desejáveis e possíveis dos corpos d’água.</p><p>Embora a eutrofização também possa ocorrer em rios, tal processo acontece principalmente em lagos e represas, pois as características desses mananciais contribuem para o processo de eutrofização, em contrapartida às condições ambientais dos rios serem mais desfavoráveis para o crescimento de algas e outras plantas, como turbidez elevada e altas velocidades/vazões.</p><p>Observe o esquema que mostra a possível sequência da evolução do processo de eutrofização em um corpo d’água, como lago ou represa. Perceba como o nível de eutrofização está usualmente associado ao uso e à ocupação do solo predominante na bacia hidrográfica. Todavia, a eutrofização também pode ocorrer de forma natural, não somente causada pelo homem.</p><p>Evolução do processo de eutrofização em lago ou represa.</p><p>Evolução do processo de eutrofização em lago ou represa.</p><p>Evolução do processo de eutrofização em lago ou represa.</p><p>Em resumo, o mau uso e a má ocupação do solo prejudicam o uso dos recursos hídricos e assim sucessivamente. Por exemplo, o uso da água para produção de energia hidrelétrica pode afetar sua qualidade e mesmo após o tratamento dessa água, toxinas podem ser persistentes e levar a efeitos crônicos na saúde e no meio ambiente.</p><p>Dependendo da capacidade de assimilação do corpo d’água, a produtividade poderá atingir altos valores, causando outros efeitos indesejáveis da eutrofização, entre eles:</p><p>· Maus odores.</p><p>· Mortandade de peixes.</p><p>· Alterações na qualidade e/ou quantidade de peixes comercializados.</p><p>· Mudanças na biodiversidade aquática de forma geral.</p><p>· Redução da capacidade de navegação e transporte.</p><p>· Contaminação da água destinada ao abastecimento público.</p><p>Em um período de elevada insolação (energia luminosa para a fotossíntese) e elevada concentração de nutrientes (como os vindos do esgoto, por exemplo), pode haver excessiva reprodução de algas (floração ou boom de algas), constituindo um biofilme verde superficial, como um caldo verde. Confira:</p><p>Eutrofização em lago.</p><p>Essa camada superficial impede a penetração da luz nas camadas inferiores do corpo d’água, e junto com a baixa oxigenação da água, causa a morte de organismos aquáticos. Em uma segunda fase, com a morte das algas que provocaram a floração, os decompositores começam a agir, consumindo a matéria orgânica e o oxigênio dissolvido na água, agravando o processo de desoxigenação da água. Já no fundo do corpo d’água, pela ausência de luz e oxigênio reduzido, irá predominar a atividade anaeróbia das bactérias e produção de compostos, como o gás sulfídrico, por exemplo. A mortandade dos organismos aquáticos e a atividade dos decompositores causa alguns dos efeitos citados, como maus odores e toxicidade.</p><p>E como dimensionar o impacto para agir nestes casos de eutrofização?</p><p>forum</p><p>Resposta</p><p>Sabemos que é melhor prevenir do que remediar! Assim, fazer um bom uso dos recursos hídricos e uma boa ocupação do solo a partir de uma eficiente gestão e do ordenamento do território é fundamental.</p><p>Classificação da eutrofização</p><p>De acordo a ANA, há o Índice do Estado Trófico (IET), o qual é calculado a partir dos valores de fósforo (P) e deve ser entendido como uma medida do potencial de eutrofização, já que esse nutriente atua como o principal agente causador do processo. O IET tem por finalidade classificar corpos d’água em diferentes graus de trofia, ou seja, avalia a qualidade da água quanto ao enriquecimento por nutrientes e seus efeitos relacionados ao aumento da produtividade aquática.</p><p>A partir desses graus de trofia, podemos adotar medidas preventivas e/ou corretivas para não impactar o uso adequado do recurso hídrico ou para interromper o uso e não causar outros impactos ambientais e na saúde das pessoas.</p><p>São várias as estratégias de controle possíveis, como as medidas preventivas para a gestão do uso e ocupação do solo nas bacias hidrográficas, sendo a principal delas a redução das fontes externas de nutrientes. Além disso, existem as medidas corretivas (atuação direta em lago ou represa), que veremos adiante. Para finalizar, vamos entender os usuais níveis de trofia descritos na literatura:</p><p>Oligotróficos</p><p>São os lagos claros e com baixa produtividade.</p><p>Mesotróficos</p><p>São os lagos com produtividade intermediária.</p><p>Eutróficos</p><p>São os lagos com elevada produtividade, comparada ao nível natural básico.</p><p>Enquadramento dos corpos hídricos em classes de qualidade</p><p>Enquadramento dos corpos hídricos</p><p>O enquadramento em classes de qualidade segundo seus usos preponderantes, como um instrumento de gestão dos corpos hídricos, objetiva garantir a qualidade das águas compatível com os usos mais exigentes a que forem destinadas, bem como diminuir os custos de combate à poluição com ações preventivas permanentes.De acordo com a ANA, os vários usos da água possuem diferentes requisitos de qualidade.</p><p>Para se preservar as comunidades aquáticas é necessária uma água com certo nível de oxigênio dissolvido, temperatura, pH, nutrientes, entre outros.</p><p>No extremo oposto, para a navegação, os requisitos de qualidade da água são bem menores, devendo estar ausentes os materiais flutuantes e os materiais sedimentáveis, os quais podem causar assoreamento do corpo d’água.</p><p>Assim, as águas com maior qualidade permitem a existência de usos mais exigentes, enquanto águas com pior qualidade permitem apenas os usos menos exigentes. Confira:</p><p>Classes de enquadramento e respectivos usos e qualidade da água.</p><p>O enquadramento estabelece as classes de qualidade (ou classes de enquadramento) para as águas doces, salobras e salinas, conforme a Resolução Conama nº 357/2005 alterada pelas resoluções Conama nº 393/2007, nº 397/2008, nº 410/2009 e nº 430/2011, além da Resolução Conama nº 396/2008 (classificação e diretrizes ambientais para o enquadramento das águas subterrâneas).</p><p>Observe as classes de enquadramento e os usos respectivos para as águas doces, salobras e salinas, informação disponibilizada pela ANA, que resumem o que a norma preconiza.</p><p>Classes de enquadramento e usos das águas doces.</p><p>Classes de enquadramento e usos das águas salobras.</p><p>Classes de enquadramento e usos das águas salinas.</p><p>Destaca-se que a classe 4 só se aplica as águas doces, o processo de enquadramento deve ser revisado periodicamente e é específico para cada corpo hídrico. Isso envolve, inclusive, a participação da sociedade. Sobre este assunto, assim dispõe o Conama:</p><p>Art. 42 - Enquanto não aprovados os respectivos enquadramentos, as águas doces serão consideradas classe 2, as salinas e salobras classe 1, exceto se as condições de qualidade atuais forem melhores, o que determinará a aplicação da classe mais rigorosa correspondente.</p><p>(Resolução CONAMA Nº 357/2005)</p><p>Observe o que determina o Conselho Nacional de Recursos Hídricos:</p><p>Art. 15: [...] deverão ser considerados, nos corpos de água superficiais ainda não enquadrados, os padrões de qualidade da classe correspondente aos usos preponderantes mais restritivos existentes no respectivo corpo de água. [...] §2º Até que a autoridade outorgante tenha as informações necessárias poderá ser adotada, para as águas doces superficiais, a classe 2.</p><p>1 - A importância dos corpos aquáticos como recursos hídricos</p><p>Ao final deste módulo, você será capaz de reconhecer a importância dos corpos aquáticos como recursos hídricos.</p><p>Uso dos recursos hídricos</p><p>Quais são os usos dos recursos hídricos?</p><p>A partir de um panorama dos aspectos quantitativos e qualitativos da disponibilidade de água em diferentes escalas (global, regional e local), temos uma melhor percepção da relevância desse</p><p>recurso na natureza. Quando partimos para a classificação dos usos possíveis dessa água, amplia-se mais o entendimento dessa relevância quanto à racionalização do bom uso e necessidade de proteção e recuperação do que existe em seu estado atual (o que veremos adiante, ao tratarmos a situação das águas no Brasil).</p><p>As atividades humanas e seus diversos setores econômicos demandam recursos naturais, como a água, e a utilizam de forma heterogênea. Após o uso, retornam os efluentes ao ambiente em diferentes situações de quantidade e qualidade.</p><p>As parcelas de água utilizadas podem ser classificadas em retirada, consumo e retorno. Veja:</p><p>Retirada</p><p>expand_more</p><p>É a água total captada para um uso, como para abastecimento urbano, por exemplo.</p><p>Consumo</p><p>expand_more</p><p>É a água retirada que não retorna diretamente aos corpos hídricos. É a diferença entre a retirada e o retorno; por exemplo: consumo é a água retirada para abastecimento urbano menos a água que retorna como esgoto.</p><p>Retorno</p><p>expand_more</p><p>É a parte da água retirada para determinado uso, que retorna aos corpos hídricos, como esgotos decorrentes do uso da água para abastecimento urbano.</p><p>Confira a imagem:</p><p>Podemos classificar os usos em:</p><p>Uso consuntivo</p><p>Quando a água é captada do manancial superficial ou subterrâneo e somente parte dela retorna ao reservatório natural. Os usos consuntivos devem ser considerados para a elaboração do balanço entre a disponibilidade e demanda de recursos hídricos, como: abastecimento populacional, abastecimento industrial, irrigação.</p><p>close</p><p>Uso não consuntivo</p><p>Quando toda a água captada retorna ao manancial de origem. Os usos não consuntivos, em geral, possuem estruturas hidráulicas de acumulação ou regularização de vazão, como: pesca, navegação, recreação, aquicultura.</p><p>O aproveitamento da energia elétrica é a principal forma de uso não consuntivo da água; entretanto, apesar de a geração de energia não consumir água, a construção de barragens ocasiona alterações no regime de variação de vazões do curso d’água, perdas por evaporação da água dos reservatórios, perdas por infiltração, alterações no fluxo de sedimentos e na qualidade das águas em função da inundação da vegetação, entre outras consequências.</p><p>Mesmo não implicando consumo efetivo de água, o uso para geração de energia elétrica interfere no volume que pode ser destinado a outros fins e, como os usos consuntivos, criam externalidades (efeitos colaterais produzidos por determinado empreendimento). Compare as externalidades:</p><p>Externalidades positivas</p><p>Navegação, regularização de vazão e geração de energia elétrica.</p><p>close</p><p>Externalidades negativas</p><p>Diminuição da vegetação nas faixas marginais ao curso d’água, alteração no fluxo de sedimentos, perdas por evaporação.</p><p>O uso intenso da água tanto para abastecimento humano quanto para as atividades econômicas decorrentes do aumento crescente populacional e desenvolvimento econômico maiores a cada ano contribui para o aumento do chamado estresse hídrico.</p><p>Assim, a gestão dos recursos hídricos é fundamental no âmbito das políticas públicas com foco em segurança hídrica, sustentabilidade econômica e ambiental. Podemos destacar os desafios atuais como a questão das barragens, do desperdício e das mudanças climáticas, entre outros.</p><p>Estresse hídrico</p><p>Proporção entre a retirada de água doce e o total dos recursos de água doce disponíveis do país (ANA, 2020).</p><p>2 - A situação das águas no Brasil</p><p>Ao final deste módulo, você será capaz de descrever a eutrofização artificial e a situação das águas no Brasil.</p><p>3 - Recuperação de ecossistemas aquáticos</p><p>Ao final deste módulo, você será capaz de reconhecer as técnicas de recuperação de ecossistemas aquáticos.</p><p>Águas no Brasil</p><p>Situação das águas no Brasil</p><p>Nos portais do governo e de instituições técnicas como Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ANA e órgãos ambientais estaduais, encontramos muitas publicações que exemplificam a situação das águas no Brasil, a partir de várias perspectivas.</p><p>extension</p><p>Exemplo</p><p>O Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT) da Fiocruz, em parceria com a Coordenação Geral de Vigilância em Saúde Ambiental (CGVAM) da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), do Ministério da Saúde, desenvolveu a aplicação do Atlas Água Brasil, um sistema digital de visualização e análise de indicadores sobre qualidade da água, saneamento e saúde. Esse atlas mostra a situação da água usada para consumo humano no país, estimulando o debate sobre a qualidade e cobertura dos serviços de saneamento básico e saúde.</p><p>Já o Atlas Água, mais voltado à segurança hídrica, traz o diagnóstico e o planejamento do abastecimento de água dos 5.570 municípios do país, como resultado de um trabalho em parceria, desenvolvido sob a coordenação da ANA, que envolveu os prestadores de serviço de saneamento, o Ministério do Desenvolvimento Regional e diversas instituições federais, estaduais, municipais e privadas de todo o Brasil.</p><p>Para entendermos a situação ou o estado das águas no Brasil, precisamos fazer um trabalho de diagnóstico, que é a metodologia de base dos documentos citados. São vários os tipos de diagnósticos, como para identificação dos usos preponderantes, da qualidade da água, das fontes de poluição etc.</p><p>Este conteúdo não poderá se alongar em cada tipo de diagnóstico e configuração de cada perspectiva para demonstrar na integralidade a situação das águas no Brasil, mas dentro do diagnóstico de classes e usos para abastecimento de consumo humano, em cada cidade de determinada bacia hidrográfica, devem ser identificados:</p><p>Tipo de captação</p><p>expand_more</p><p>·</p><p>·</p><p>Tipo de tratamento da água</p><p>expand_more</p><p>·</p><p>·</p><p>·</p><p>Essas informações podem ser obtidas, por exemplo, na Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB) elaborada pelo IBGE. E nesse caso, as áreas de mananciais devem ter uma atenção especial!</p><p>De forma resumida, em um panorama, as cidades podem ser abastecidas por sistemas isolados (que atendem apenas a um município) ou por sistemas integrados (que atendem mais de um) - ou por ambos (isolado + integrado). Os integrados são preponderantes em regiões de maior concentração populacional (como as regiões metropolitanas) e no Semiárido, servindo 17% das sedes e 48% da população urbana (ANA, 2021). Veja a seguir.</p><p>Tipos de sistemas.</p><p>Sistema Isolado.</p><p>Sistema integrado.</p><p>Mesmo o abastecimento urbano sendo o segundo maior uso da água no país (o primeiro é a irrigação), vamos trabalhar aqui na situação brasileira desse uso de recursos hídricos.</p><p>O abastecimento urbano respondeu por 24,3% da água retirada dos ecossistemas aquáticos em 2019, e ocorreu de forma concentrada no território, acarretando crescente pressão sobre os sistemas produtores de água.</p><p>report_problem</p><p>Atenção!</p><p>As redes de abastecimento urbanas suprem 92,9% da população das cidades, sendo que o índice de perdas, junto da parcela de água não contabilizada, aproxima-se de 40%. A maior parte das sedes urbanas recebe água de mananciais superficiais (cerca de 57%), e isso se reflete de forma mais acentuada em termos de população atendida, sendo 84% da população urbana brasileira abastecida por esse tipo de manancial. Isso se deve ao fato de que os grandes centros populacionais são atendidos por mananciais superficiais, como é o caso dos municípios de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza e Porto Alegre (ANA, 2020).</p><p>Ainda de acordo com a ANA (2020), a região Norte tem cidades abastecidas por mananciais subterrâneos (cerca de 61%), quadro que se inverte quando se considera que cerca de 31% da população urbana é suprida por mananciais subterrâneos. O mesmo acontece com a região Sul do Brasil: 55% das sedes são atendidas por manancial subterrâneo, mas isto equivale a 14% da população.</p><p>Já as regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste seguem o mesmo padrão apontado para o país e apresentam, respectivamente, 65%, 62% e 59% das sedes urbanas abastecidas com manancial preponderantemente superficial, o que em termos de população urbana resultam em 79%, 89% e 84%, respectivamente. Observe</p><p>no mapa o diagnóstico mais recente da qualidade da água no Brasil e seus índices de qualidade da água (IQA).</p><p>Nas cidades, boa parte da contaminação das águas revelada pelo IQA tem origem em fontes contínuas de poluição. Valores de IQA dentro da faixa de qualidade “boa” predominam pelos pontos de monitoramento no interior do país, onde as fontes de poluição tendem a ser mais difusas e eventuais.</p><p>Geralmente, as principais fontes de poluição dos ecossistemas aquáticos são esgotos domésticos, atividades industriais, agricultura e mineração.</p><p>Os processos de licenciamento ambiental e o cadastro de outorgas são as principais fontes de informação sobre as fontes poluidoras, devendo ser identificadas as tipologias industriais que causam maior impacto sobre os corpos d’água.</p><p>O lançamento de efluentes nos corpos d’água, predominantemente de esgotos domésticos sem tratamento, é outro impacto a ser considerado por indisponibilizar o uso da água, devido à poluição hídrica, agravando o quadro de criticidade em termos de balanço hídrico.</p><p>post_add</p><p>Saiba mais</p><p>Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) para 2019, 61,9% da população urbana do país tinha acesso à rede coletora de esgotos, sendo que 54,1% do volume total coletado recebia tratamento.</p><p>Em 2020, foi publicada a revisão do levantamento das estações de tratamento de esgotos (ETEs) municipais e a atualização dos índices de esgotamento sanitário municipais. Trata-se de um esforço contínuo para manter atualizadas e sistematizadas as informações sobre os processos de tratamento existentes, necessárias ao planejamento das políticas públicas do setor e, principalmente, para orientar as ações de melhoria e preservação da qualidade da água dos corpos hídricos receptores dos efluentes sanitários urbanos. Os registros atuais correspondem a 3.668 ETEs, localizadas em 2.007 municípios do país (ANA, 2020).</p><p>Veja um exemplo! Uma região do Brasil em que podemos observar de tudo um pouco já discutido até aqui é o Semiárido nordestino. Essa região é caracterizada por longos períodos de secas e rios intermitentes, que passam a maior parte do ano sem água. Os açudes são utilizados para armazenar a água para os períodos de seca, constituindo, portanto, os principais mananciais para a região.</p><p>Em função da escassez de alternativas para o abastecimento de água, esses açudes muitas vezes concentram intensa atividade em seu entorno, incluindo a agropecuária. E um modelo de ocupação bastante comum no interior do Nordeste é ilustrada pelo açude Pacajus, no Ceará. Tal ocupação intensa ao redor dos açudes exige uma gestão da água integrada com a gestão ambiental e o manejo adequado do solo, com boas práticas agrícolas, bem como uma atenção especial em relação ao lançamento de cargas poluentes na água (ANA, 2020).</p><p>post_add</p><p>Saiba mais</p><p>Em julho de 2020 foi sancionado o Novo Marco de Saneamento Básico no Brasil, Lei Ordinária nº 14.026/2020, passando a ANA a se chamar “Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico”, conferindo uma nova atribuição regulatória: editar normas de referência contendo diretrizes para a regulação dos serviços públicos de saneamento básico no Brasil.</p><p>image6.jpeg</p><p>image7.jpeg</p><p>image8.jpeg</p><p>image9.jpeg</p><p>image10.jpeg</p><p>image11.jpeg</p><p>image12.jpeg</p><p>image13.jpeg</p><p>image14.jpeg</p><p>image15.jpeg</p><p>image16.jpeg</p><p>image1.jpeg</p><p>image2.jpeg</p><p>image3.jpeg</p><p>image4.jpeg</p><p>image5.jpeg</p>

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