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ANOTAÇÕES DIREITO TRIBUTARIO II UNIDADE (2)

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II UNIDADE 
 
ELEMENTOS DO TRIBUTO 
 Fato gerador 
 Base de cálculo 
 Alíquota 
 Sujeito 
 
ELEMENTOS NECESSÁRIOS PARA A INCIDÊNCIA DO TRIBUTO 
 Previsto em lei 
 
1) FATO GERADOR = momento da hipótese de incidência materializada, ou 
seja, é o momento no qual o que foi previsto na lei tributária (hipótese de 
incidência) realmente ocorre no mundo real. 
 
Enquadramento do fato ao momento legal Subsunção do fato a norma 
 
É uma conduta humana ou uma situação fática realizada por alguém que 
subsume-se na hipótese legal abstratamente prevista, gerando na perspectiva 
fiscal, uma obrigação tributária. O fato gerador é quem define a natureza do 
tributo 
 
Art. 114 e ss, CTN 
 
Situação jurídica: institutos jurídicos geradores de tributos 
ex: ITBI 
 
Situação de fato: ocorrência de uma situação necessária 
 
1.A) Fato gerador instantâneo: decorre de um simples ato. Começa e termina em 
instante. 
1.B) Fato gerador pendente: ato iniciado, mas não concluído ao longo de um 
espaço no tempo. 
2) BASE DE CÁLCULO = dimensionar o valor monetário. Confirmar / informar o 
valor parâmetro. 
3) ALÍQUOTA = contribuir com a identificação que deve ser pago. Costuma ser 
fração/percentual. 
 
REGRA MATRIZ 
Aspectos / critérios 
a) Pessoal: sujeito ativo e passivo 
b) Quantitativo: Base de cálculo e alíquota 
c) Temporal: instante / momento da ocorrência do fato gerador 
d) Espacial: local da ocorrência do fato gerador 
e) Material: representado por um verbo / núcleo do fato (H.I.) 
* Relação Jurídica Tributária * 
 
PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO 
a) Elisão fiscal: lícita (minha conduta tem que ser sempre lícita) 
b) Elusão fiscal: abuso de uma norma para pagar menos tributo 
c) Evasão fiscal: ilicitude. Crime contra a ordem tributária. Também conhecido 
como sonegação fiscal. Conduta evasiva prevista na lei 8.137/90. Manifestação 
do Ministério Público. Ação Penal pública incondicionada. 
 * Art. 105 a 112 do CTN 
* Cuidado com o arts. 103 e 104 do CTN * 
 
Utilizando o ramo do direito para pagar menos ou não pagar de um fato que é 
uma ilusão. Utiliza uma conduta lícita para pagar menos tributo até então de 
forma lícita, porém sem fazer o uso para o qual deveria ser destinado (ex.: 
imunidade). 
Exemplo – para a compra de um imóvel, foi aberta uma escola para ter 
imunidade do ITBI, colocando o proprietário do imóvel como sócio. Após 4 meses 
faz o distrato, e o vendedor (proprietário do imóvel) "sai" com o dinheiro e o 
comprador fica com o imóvel, não entrando dessa forma o ônus do ITBI. 
OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA 
 
1- Conceito – dever legal do sujeito passivo (realizar uma prestação tributária 
face o sujeito passivo ativo) 
 
2- Distinção 
a) Dever jurídico: Teoria Geral do Direito 
b) Obrigação: Dogmática / matéria específica 
 
3- Obrigação Principal – dever do sujeito passivo em pagar tributo ou 
penalidade pecuniária 
 Art. 150, I, CF 
 Art. 37, I e V, CF. 
Característica 
Patrimonial (Obrigação de dar) 
Previsão legal (art. 113, CTN) 
 
4- Obrigação de fazer (acessória) – Dever por força de lei do sujeito passivo 
realizar um conjunto de prestações positivas/negativas, para viabilizar a 
fiscalização 
Característica 
Não se trata de pagar tributo sem cunho patrimonial. Obrigação de fazer ou não 
fazer 
 
OBS: A obrigação principal e acessórias são independentes. A acessória pode 
existir mesmo que não exista uma principal. 
 
 Pessoa Imune Pessoa Isenta Pessoa 
O.P. Não Não Sim 
O.A. Sim Sim Sim 
 
 
 
SUJEITOS DA RELAÇÃO JURÍDICA TRIBUTÁRIA 
 
1. Sujeito Ativo (Art. 119, 120 CTN) em regra o Fisco 
Aquele que, por força de lei, tem o direito de exigir o cumprimento de uma 
determinada obrigação tributária face o sujeito passivo. 
1.a) Características: 
 Pessoa que exige a prestação tributária; 
 Instituído por lei; 
Regra: É a pessoa jurídica de direito público interno. 
 
2. Sujeito Passivo (Art. 121 ss. CTN) 
Aquele que, por força de lei, é obrigado a cumprir uma determinada prestação 
tributária exigida pelo sujeito ativo. 
2.a) Características: 
 Instituído por lei. 
2.b) Espécies: 
 Contribuinte: Aquele que realiza o fato capaz de gerar a obrigação 
tributária (pessoa que tem relação direta com o fato gerador). 
 Responsável Tributário: Aquele que não realiza o fato, mas que por força 
de lei é obrigado a cumprir com a prestação. O responsável tem vínculo 
econômico com o contribuinte (relação indireta com o fato gerador). 
OBS: Art. 123, CTN. 
2.c) Solidariedade: 
Quando dois ou mais sujeitos possuem o dever de cumprir a prestação tributária, 
sendo que o cumprimento da obrigação realizada por um, aproveita ou prejudica 
os demais. Não comporta benefício de ordem (art. 124, CTN). Tem que existir 
interesse comum entre os sujeitos. 
OBS: Mesmo lado. 
 Lei: Lei que vai atribuir 2 ou mais. 
 Interesse comum: duas ou mais pessoas devem ter o interesse comum. 
2.d) Domicílio Fiscal (Art. 127, CTN): 
Local para recebimento de informações fazendárias, com o escopo de cumprir 
as obrigações. 
Caso não seja escolhido: 
I - Sua residência, local em que realiza suas atividades. 
II - Quando PJ de Direito Privado: Sua sede ou qualquer estabelecimento que 
gerou a obrigação. 
III - Quando PJ de Direito Público: Qualquer uma de suas repartições. 
OBS: Quando a pessoa não escolhe o local ou não seja possível as opções 
anteriores, será o local da ocorrência do F.G. (Fato Gerador). 
OBS: Quando o domicílio fiscal for de difícil acesso, será o local da repartição do 
F.G. (Fato Gerador). 
2.e) Capacidade Tributária (Art. 126, CTN) 
A aptidão do sujeito passivo para cumprir a obrigação tributária. 
I - Independe da capacidade civil. 
II - Independe da PJ estar constituída. 
III - Da pessoa estar regularmente habilitada. 
 
 
RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA 
Art. 128 e seguintes do C.T.N. 
 
Responsabilidade Tributária 
Num primeiro momento, a cobrança do tributo deve ser realizada do indivíduo 
praticante do fato gerador, situação que faz surgir o sujeito passivo direto, isto é, 
o contribuinte. 
Em determinados cenários, poderá, ainda, haver a presença de um terceiro, que 
será destinatário da cobrança do Estado. Aqui teremos a caracterização da 
responsabilidade tributária referente ao sujeito passivo indireto (art. 128, do 
CTN). (SABBAG, Eduardo. 2017) 
 
Classificação 
Responsabilidade por Substituição X Responsabilidade por Transferência 
 
 
Substituição Tributária 
Art. 128, do CTN. 
Ocorre quando a lei atribui a um terceiro (substituto) o dever de pagar o tributo, 
face uma conduta pretérita ou futura, realizada pelo contribuinte (substituído), 
destacando que nesta relação jurídica fiscal o dever* de pagar o tributo já nasce 
para o substituto. 
*desde da ocorrência do fato gerador. 
Ex.: Recolhimento do IR do empregado que é o contribuinte, mas a fonte 
pagadora é responsável pelo recolhimento do tributo. 
"[...] o responsável ou substituto tributário ocupa o lugar do contribuinte a partir 
do fato gerador, despontando como sujeito passivo desde o implemento da 
obrigação tributária." (SABBAG, Eduardo. 2017) 
 
Espécies 
Substituição para Trás ou Regressiva ou Diferimento: quando o substituto, 
por força de lei, irá pagar o tributo devido pelo substituído face ao fato gerador já 
realizado por este. 
 Adiamento do recolhimento do tributo. 
 Conveniência para o fiscal. 
Ex.: ICMS devido pelo produtor rural (leite cru). 
 
Substituição para Frente ou Progressiva: aquela em que o substituto irá pagar 
o tributo por um fato gerador que ainda irá ocorrer (futuro) realizado pelo 
substituído, cabendo direito a restituição caso tal fato futuro não ocorra. 
 Antecipação do pagamento; 
 Presunção da ocorrência de um fato gerador. 
OBS.: Não ocorrência do fato gerador: Art. 150, §7º, da CF/88. 
Ex.: Recolhimento antecipado do ICMS em saída de veículos novos das 
indústrias para as concessionárias. 
 
Exercício de Fixação 
(FCC - 2013 - TCE-SP - Auditor doTribunal de Contas) Ao prever a lei de 
determinado tributo que será atribuído ao sujeito passivo da obrigação tributária 
a condição de responsável pelo pagamento de imposto, cujo fato gerador deva 
ocorrer posteriormente, estar-se-á diante de 
a) fato gerador pendente. 
b) fato gerador futuro. 
c) substituição tributária para frente. 
d) substituição tributária para trás. 
e) lançamento a certo período de tempo. 
 
Transferência Tributária 
Arts. 130 e seguintes do CTN. 
Aquela em que o dever de pagar o tributo nasce para o contribuinte, mas, que 
por força de lei, sub-roga-se para o terceiro responsável. 
A escolha do responsável vai acontecer após à ocorrência do fato gerador. 
Ex.: Recolhimento de IPTU para o espólio. 
 
Transferência Tributária – Espécies 
 Sucessão - art. 130 a 133, CTN; 
 Responsabilidade Solidária art. 134, CTN (efeitos 125, do CTN); 
 Responsabilidade de Terceiros - art. 135, CTN; 
 Responsabilidade por Infração - art. 136 a 138, CTN. 
OBS.: Denúncia espontânea - art. 138, CTN. 
 
Sucessão 
 Adquirente de imóvel (art. 130, CTN); 
 Espólio, remetente (art. 131, CTN); 
 Operações empresariais (art. 132, CTN); 
 Adquirente comércio (art. 133, CTN). 
 
Adquirente de bem imóvel (art. 130, CTN). 
Referente aos tributos de bens imóveis que passam a ser exigidos pelo 
adquirente. 
 
Exceção: 
 Prova de quitação. Certidão negativa mencionada na escritura de 
transmissão (art. 130, 'caput', do CTN). 
 Aquisição em hasta pública. Leilão realizado pelo Poder Público para 
satisfazer uma quitação de dívida (art. 130, parágrafo único, do CTN). 
 
Espólio, remetente (art. 131, CTN). 
Interpretação para bens móveis (art. 131, I CTN); 
Espólio responde pelas dívidas do 'de cujus' até abertura da sucessão (morte 
para trás), após a abertura da sucessão pelo inventariante. 
Súmula nº 392, do STJ. A Fazenda Pública pode substituir a certidão de dívida 
ativa (CDA) até a prolação da sentença de embargos, quando se tratar de 
correção de erro material ou formal, vedada a modificação do sujeito passivo da 
execução. 
 
Operações empresariais (art. 132, CTN). 
Extinção da Pessoa Jurídica. 
Fusão: é a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar 
sociedade nova, que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações. (art. 228, 
Lei 6.404/1976) 
Incorporação: é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas 
por outra, que lhes sucede em todos os direitos e obrigações. (art. 227, Lei 
6.404/1976) 
Cisão: é a operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu patrimônio 
para uma ou mais sociedades, constituídas para esse fim ou já existentes, 
extinguindo-se a companhia cindida, se houver versão de todo o seu patrimônio, 
ou dividindo-se o seu capital, se parcial a versão. (art. 229, Lei 6.404/1976) 
 
Adquirente comércio (art. 133, CTN). 
A dívida sucederá para os antigos sócios - pessoa física (LC 123/06). 
Sub-rogação dos débitos da empresa antiga para a empresa nova, cujo um dos 
sócios era sócio da empresa extinta (art. 132, parágrafo único, do CTN). 
Sucessão empresarial pela extinção da pessoa jurídica: nos casos de aquisição 
da PJ. (REGRA) 
Integral: se o alienante deixar de exercer atividades empresariais; 
Subsidiariamente: se o alienante continuar exercendo atividade empresarial ou 
se voltar a vir a exercer dentro de um período de 06 meses. Neste caso: 1º cobra 
do alienante, mas se ele não cumprir, a obrigação será exigida para o adquirente. 
 
EXCEÇÃO: Se a empresa alienada estiver em falência ou recuperação judicial, 
os débitos tributários não serão passados. 
Outras Exceções: 
 Se o adquirente for sócio da empresa em falência ou em recuperação 
judicial haverá a sub-rogação para este. 
 Se o adquirente for parente do sócio da empresa em falência ou em 
recuperação judicial haverá a sub-rogação para este. 
 Objetivo de fraude a sucessão tributária. 
 
 
 
 
Exercício de Fixação 
(CONSULPLAN - 2015 - TJ-MG - Titular de Serviços de Notas e de Registro) A 
respeito da responsabilidade tributária, é correto afirmar que: 
a) o espólio é pessoalmente responsável pelo pagamento dos tributos devidos 
pelo de cujus até a data da abertura da sucessão. 
b) os créditos tributários relativos a impostos cujo fato gerador seja a 
propriedade, o domínio útil ou a posse de bens imóveis sub-rogam-se na pessoa 
dos respectivos adquirentes, ainda que conste do título a prova de sua quitação. 
c) há responsabilidade pessoal dos sucessores a qualquer título pelos tributos 
devidos pelo de cujus até a data da partilha, a qual não está limitada ao montante 
do quinhão do legado. 
d) de acordo com previsão expressa do Código Tributário Nacional, a lei pode 
atribuir a responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, ainda que 
não vinculada ao fato gerador da obrigação. 
 
Resposta – Alternativa a 
 
Responsabilidade Solidária - De Terceiros 
Art. 134, CTN. 
 O devedor, em solidariedade, responde sem uma ordem de preferência 
(responsabilidade subsidiária). 
 Para o CTN somente a multa de mora será transferida para o terceiro, não 
havendo a transferência da multa por infração, pois esta é personalíssima 
(art. 134, parágrafo único, CTN). Exceção: art. 132 e 133, CTN. 
 
Responsabilidade de Terceiros 
Art. 135. São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a 
obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes 
ou infração de lei, contrato social ou estatutos: 
I – as pessoas referidas no artigo anterior; 
II – os mandatários, prepostos e empregados; 
III – os dirigentes, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito 
privado. 
 
Responsabilidade por Infração 
Art. 136 e 137, do CTN. 
 Adoção em princípio da teoria objetiva. Responsabilidade independe de 
culpa. 
 I, art. 137: se a infração for grave, a ponto de ser tipificada como crime ou 
contravenção, a responsabilidade da pessoa jurídica será afastada, 
contudo atingirá os agentes, inclusive com a possibilidade de pena 
privativa de liberdade. 
 II, do art. 137: possibilidade de utilização do elemento subjetivo para 
caracterizar a infração - dolo, culpa. 
 
Denúncia espontânea 
Art. 138, do CTN. 
 Intuito de afastar a multa. 
 Possibilidade do contribuinte comparecer a repartição fiscal, com a 
finalidade de informar a infração e efetuar o pagamento devido. 
 Atenção: Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o 
início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, 
relacionados com a infração. (Art. 138, parágrafo único, do CTN) 
 Súmula 360 do STJ: O benefício da denúncia espontânea não se aplica 
aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente 
declarados, mas pagos a destempo. 
 
 
CRÉDITO TRIBUTÁRIO (Art. 139 ss, CTN) 
 
1 – Conceito: Ato administrativo que constitui o crédito tributário, capaz de 
determinar a matéria tributável, o momento da incidência do tributo, quantificar o 
valor do tributo devido, identificar sujeito passivo e ativo, e caso necessário 
determinar a sanção aplicável. 
"Lançamento é o procedimento de exigibilidade do crédito". (Sabbag, Eduardo, 
2017). 
Procedimento que gera auto de infração. 
 
2 – Função: Tornar o crédito exigível (líquido, certo). 
Quem pode fazer? 
Só o agente? 
 
3 – Efeitos: 
Constitutivo – crédito 
Declaratório – obrigação 
 
4 – Vigência: Lei vigente na época da ocorrência do fato gerador (art. 144, CTN). 
 
5 – Características: 
a) Moeda nacional; 
b) Lei aplicada ao lançamento é a lei vigente à época do fato gerador; 
c) Lei para investigar pode retroagir; 
d) Tem presunção relativa ("iuris tantum") 
 impugnação do sujeito passivo; 
 recurso de ofício; 
 através de ato próprio da administração fazendária. 
 
6 – Linha do tempo 
 
 
HI FG ObT L CT DA CDA ExF 
 
 Cobrança Administrativa Cobrança Judicial 
 Fase OficiosaFase Litigiosa 
 Decadência Prescrição 
 
HI – Hipótese de Incidência 
FG – Fato Gerador 
ObT – Obrigação Tributária (principal / acessória) 
L – Lançamento do Crédito Tributário 
CT – Constituição do Crédito Tributário 
DA – Dívida Ativa 
CDA – Certidão da Dívida Ativa 
ExF – Execução Fiscal 
 
7 – Espécies 
a) Ofício (Art. 142, CTN) 
b) Declaração (Art. 147, CTN) 
c) Homologação (Art. 150, CTN) 
 
a) Ofício: Cabe à administração fazendária obter todas as informações do sujeito 
e realizar todos os atos necessários para efetuar o lançamento do tributo. 
Ex.: IPTU, IPVA, COSIP. 
Obs.: 
 Impugnação do sujeito 
 Recurso 
 Iniciativa da autoridade fazendária 
 
b) Declaração: Cabe ao sujeito passivo (contribuinte ou responsável tributário) 
prestar todas as informações para a autoridade fazendária, para que então ela 
possa realizar o lançamento do tributo. 
Ex.: ITBI, ITCMD. 
 
c) Homologação: Cabe ao sujeito passivo prestar as informações necessárias, 
realizar o lançamento e efetuar o pagamento. 
Ex.: IR, ICMS, ISS. 
 
Obs.: Homologação tácita (súmula 436, STJ) 
 
Atividade de arbitramento (Art. 148, CTN) 
Informações prestadas fé (?) / verídicas 
 
8 – Modificações (Art. 145, CTN) 
I – Impugnação do sujeito passivo, 
II – Recurso de ofício, 
III – Iniciativa de ofício. 
 
 
DECADÊNCIA E PRESCRIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
 
Pontos em Comum 
 Previsão legal (CF/88 e CTN); 
 Causas extintivas do crédito tributário; 
 Surgem da omissão do exercício de um direito diante de determinado 
período; 
 Institutos jurídicos que tratam sobre a complexidade do tempo; 
 Garantem a segurança jurídica - Direito X Tempo; 
 Buscam manter as relações jurídicas estáveis; 
 Podem gerar direito a restituição do tributo; 
 São causas de extinção do direito de exercer uma conduta face a 
ocorrência do fato gerador; 
 Podem ter a contagem de seus prazos interrompidos; 
 Matéria de ordem pública; 
 Tempo de 05 (cinco) anos - quinquênio. 
 
Decadência 
Art. 146, III, “b”, da CF/88. 
Art. 156, V, do CTN. 
 “A decadência, no Direito Tributário, refere-se ao decaimento (ou 
perecimento) do estatal direito de constituição do crédito tributário pelo 
lançamento. Sua ocorrência prevê a extinção do crédito tributário [...]”. 
 (Sabbag, Eduardo. 2017) 
 Lançamento extemporâneo. 
 
Aplicação da Decadência – Lançamentos 
 Regra Geral - art. 173, I, do CTN. 
 Tributos sujeitos a lançamento de ofício ou por declaração. 
 Marco inicial para a contagem (termo "dies a quo"): o primeiro dia do 
exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. 
 Extingue-se após 05 (cinco) anos, contados do marco inicial. 
Exemplo: 
IPTU relativo ao exercício do ano de 2016, pode ser lançado até? 
Resposta: 
IPTU relativo ao exercício do ano de 2016, pode ser lançado até 31/12/2021. 
Contagem do exemplo: 
01/01/2017 ----------- Primeiro dia do exercício seguinte (zero) 
Contagem até os encontrar cinco anos 
01/01/2018 ----------- Contagem: um ano 
01/01/2019 ----------- Contagem: dois anos 
01/01/2020 ----------- Contagem: três anos 
01/01/2021 ----------- Contagem: quatro anos 
01/01/2022 ----------- Contagem: cinco anos 
 
Exercício de Fixação 
Imagine que a administração fazendária do Município Rio Azul identificou a 
ocorrência de um fato gerador referente a TFF em 10/10/2018, e tenha efetuado 
o lançamento em 01/01/2024. Considerando o instituto jurídico da decadência, é 
admitido o lançamento da TFF realizado pela administração fazendária do 
Município Rio Azul? 
Resposta: 
TFF relativo ao exercício do ano de 2018, pode ser lançado até 31/12/2023. 
Contagem do exercício: 
01/01/2019 ----------- Primeiro dia do exercício seguinte (zero) 
Contagem até os encontrar cinco anos 
01/01/2020 ----------- Contagem: um ano 
01/01/2021 ----------- Contagem: dois anos 
01/01/2022 ----------- Contagem: três anos 
01/01/2023 ----------- Contagem: quatro anos 
01/01/2024 ----------- Contagem: cinco anos 
 
Aplicação da Decadência – Lançamentos 
Primeira Parte 
 Exceção - art. 150, §4º, do CTN; 
 Tributos sujeitos a lançamento por homologação. 
 Marco inicial para a contagem (termo "dies a quo"): data do fato gerador. 
 Extingue-se após 05 (cinco) anos, contados do marco inicial. 
Exemplo: 
ISS cujo fato gerador ocorreu em 10/03/2015, pode ser lançado até? 
Resposta: 
ISS cujo fato gerador ocorreu em 10/03/2015, poderia ser lançado até 
09/03/2020. 
Contagem do exemplo: 
10/03/2015 ----------- Fato gerador 
Contagem até os encontrar cinco anos: 
10/03/2016 ----------- Contagem: um ano 
10/03/2017 ----------- Contagem: dois anos 
10/03/2018 ----------- Contagem: três anos 
10/03/2019 ----------- Contagem: quatro anos 
10/03/2020 ----------- Contagem: cinco anos 
 
Aplicação da Decadência – Lançamentos 
Segunda Parte 
 Regra Especial - art. 150, §4º, do CTN. 
 Súmula 555, do STJ (quando não houver declaração do débito/ausência 
de antecipação do pagamento). 
 Identificado dolo, fraude ou simulação nos tributos sujeitos a lançamento 
por homologação. - art. 173, I, CTN. 
 Marco inicial para a contagem (termo "dies a quo"): o primeiro dia do 
exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. 
 Extingue-se após 05 (cinco) anos, contados do marco inicial. 
Exemplo: 
ISS cujo fato gerador ocorreu em maio de 2015, contudo o sujeito passivo, 
mediante fraude, não declarou o valor correto, pode ser lançado até? 
Resposta: 
ISS cujo fato gerador ocorreu em maio de 2015, contudo o sujeito passivo não 
realizou o pagamento, pode ser lançado até 31/12/2020. 
Contagem do exemplo: 
01/01/2016 ----------- Primeiro dia do exercício seguinte (zero) 
Contagem até os encontrar cinco anos: 
01/01/2017 ----------- Contagem: um ano 
01/01/2018 ----------- Contagem: dois anos 
01/01/2019 ----------- Contagem: três anos 
01/01/2020 ----------- Contagem: quatro anos 
01/01/2021 ----------- Contagem: cinco anos 
Exercício de Fixação 
(FGV - 2024 - AL-TO - Procurador Jurídico) João é contribuinte do imposto sobre 
a renda. No entanto, no prazo legal, não declarou e nem antecipou o pagamento 
do tributo. Sobre o fato narrado, assinale a afirmativa correta. 
a) Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, o prazo 
decadencial de cinco anos para a Fazenda Nacional constituir o crédito é 
contado da ocorrência do fato gerador. 
b) Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por declaração, a Fazenda 
Nacional, o prazo decadencial de cinco anos para a Fazenda Nacional constituir 
o crédito é contado da ocorrência do fato gerador. 
c) Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por ofício, o prazo decadencial 
de cinco anos para a Fazenda Nacional constituir o crédito é contado do primeiro 
dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. 
d) Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, o prazo 
decadencial de cinco anos para a Fazenda Nacional constituir o crédito é 
contado do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento 
poderia ter sido efetuado. 
e) Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por declaração, o prazo 
decadencial de cinco anos para a Fazenda Nacional constituir o crédito é 
contado da data em que a declaração deveria ter sido entregue. 
 
Resposta: Letra d 
 
Aplicação da Decadência – Vício Formal 
 Art. 173, II, do CTN. 
 Prazo de 05 anos, a contar da decisão definitiva que anulou o lançamento, 
em virtude de ter considerado vício formal deste. 
 
Decadência 
 “Enfim, consumada a decadência, extingue-se o direito de efetuar o 
lançamento e, consequentemente, o direito de exigir o crédito tributário, 
operando-se a extinção da obrigação tributária principal”. 
 (COSTA, Regina Helena. 2017) 
 
 
Prescrição 
Art. 146, III, "b", da CF/88. 
Art. 156, V, do CTN. 
 A prescrição tributária é o fato jurídicoque implica a perda do direito de 
ajuizamento da ação de execução fiscal. Insere-se a prescrição no bojo 
do direito processual. Verificada a sua ocorrência, nula será a ação 
executiva (art. 803, I, do CPC/2015) e extinto estará o crédito tributário 
(art. 156, V do CTN) [...]. 
 (Sabbag, Eduardo. 2017) 
 Cobrança extemporâneo. 
 
Aplicação da Prescrição 
Art. 174, "caput" do CTN. 
 Marco inicial para a contagem (termo "dies a quo"): contado da 
constituição definitiva do crédito tributário. 
 A constituição do crédito não mais discutível para o fisco. 
 Extingue-se após 05 (cinco) anos, contados do marco inicial. 
Exemplo: 
IPTU foi lançado em janeiro de 2020. Assim pode o IPTU ser exigido até? 
Resposta: 
IPTU foi lançado em janeiro de 2020. Assim pode o IPTU ser exigido até 01 de 
fevereiro de 2025. 
Contagem do exemplo: 
01/2020 + 30 dias (regra, prazo para defesa) 
02/2021 ------------- Contagem: um ano 
02/2022 ------------- Contagem: dois anos 
02/2023 ------------- Contagem: três anos 
02/2024 ------------- Contagem: quatro anos 
02/2025 ------------- Contagem: cinco anos 
 
Aplicação da Prescrição 
 Exemplo contribuinte recorreu. 
IPTU foi lançado em janeiro de 2020, vintes dias após receber a notificação do 
lançamento o contribuinte impugnou. Contudo, a impugnação foi julgada 
improcedente. Após tomar conhecimento do resultado da impugnação, o 
contribuinte ajuizou uma ação judicial. Infelizmente em dezembro de 2024, a 
ação foi julgada improcedente, tendo certificado o trânsito em julgado ainda no 
mesmo mês. 
Assim pode o IPTU ser exigido até? 
Contagem do exemplo: 
12/2024 ------------- Indiscutibilidade do crédito tributário. 
12/2025 ------------- Contagem: um ano 
12/2026 ------------- Contagem: dois anos 
12/2027 ------------- Contagem: três anos 
12/2028 ------------- Contagem: quatro anos 
12/2029 ------------- Contagem: cinco anos 
 
Aplicação da Prescrição – Lançamento por Homologação 
 Marco inicial será a data do vencimento constante na declaração - tributo 
declarado corretamente. 
 Pagamento efetuado corresponde a declaração? 
 Declaração entregue ao fisco contenha valor a menor? 
 
Prescrição – Interrupção 
Zera a contagem (fulmina o tempo) e renova o prazo de 05 anos. 
Causas de interrupção (art. 174, parágrafo único): 
I - pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal; 
II - pelo protesto judicial; 
III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor; 
IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em 
reconhecimento do débito pelo devedor. 
Entendimento do STJ: 
Os efeitos dela se estendem aos responsáveis tributários; 
A consulta administrativa não interrompe a prescrição. 
 
Prescrição – Suspensão 
Contagem fica suspensa, e retorna sua contagem após findar as situações de 
suspensão. 
Causas de suspensão: 
a) "Causas de suspensão do crédito tributário" (art. 151, do CTN); 
b) Causas de suspensão da moratória (art. 155, parágrafo único, do CTN); 
c) O período de 180 dias, entre a inscrição do crédito em dívida ativa e a 
distribuição da execução fiscal (art. 2, §3º, da LEI 6.830/1980 - LEF); 
d) Período máximo de 01 ano, previsto no §2º, do art. 40, da LEF, caso seja 
localizado o devedor ou não sejam encontrados bens suficientes para 
garantir o juízo. 
 
Prescrição Intercorrente 
Art. 40, §4º, da LEF. 
Art. 40 - O Juiz suspenderá o curso da execução, enquanto não for localizado o 
devedor ou encontrados bens sobre os quais possa recair a penhora, e, nesses 
casos, não correrá o prazo de prescrição. 
§ 4º Se da decisão que ordenar o arquivamento tiver decorrido o prazo 
prescricional, o juiz, depois de ouvida a Fazenda Pública, poderá, de ofício, 
reconhecer a prescrição intercorrente e decretá-la de imediato. 
Súmula 314 do STJ: "Em execução fiscal, não localizado bens penhoráveis, 
suspende-se o processo por um ano, findo o qual se inicia o prazo da prescrição 
quinquenal intercorrente." 
 
Exercício de Fixação 
(FUMARC - 2023 - Câmara de Lavras – MG – Advogado) Em face de tributo 
sujeito à homologação, a empresa Pedreira Ltda. declara ao Fisco tributos no 
valor de R$ 10.000,00. Todavia, em virtude de grave crise econômico-financeira, 
a empresa acaba não efetuando o pagamento do valor na data do vencimento. 
Após 2 anos do vencimento, o Fisco inscreve o valor em dívida ativa. Após 6 
anos do vencimento, Pedreira Ltda. confessa o débito, aproveitando vantagem 
tributária outorgada pela legislação, com abatimento do valor devido em 50%, e 
inicia o processo de parcelamento em 10 parcelas mensais. A empresa paga 6 
parcelas corretamente e deixa de pagar as demais. O Fisco rescinde o 
parcelamento e a Fazenda Pública promove a ação de execução fiscal, visando 
à cobrança do pelo valor remanescente, considerando o abatimento outorgado 
pela legislação do parcelamento. Nesse contexto, nos termos do Código 
Tributário Nacional e da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, pode-se 
afirmar que a Fazenda Pública está: 
a) Correta, considerando que a inscrição em dívida ativa e o pedido de 
parcelamento interromperam o prazo prescricional. 
b) Correta, uma vez que a constituição definitiva do crédito tributário se deu no 
momento da inscrição em dívida ativa. 
c) Incorreta, pois deveria cobrar o valor atual da dívida, desconsiderando a 
vantagem de 50% do parcelamento rescindido, mas abatendo os valores pagos. 
d) Incorreta, pois o débito está prescrito, e deve devolver as parcelas já pagas 
pelo contribuinte. 
 
Resposta: 
 
Exercício de Fixação 
(VUNESP - 2024 - MPE-RJ - Promotor de Justiça Substituto) A empresa Delta 
limitada realizou a declaração e o pagamento do Imposto sobre Circulação de 
Mercadorias e Serviços – ICMS, em 01 de setembro de 2015. Após fiscalização, 
foi lavrado auto de infração e a respeito do qual a Delta foi notificada em 30 de 
março de 2016, em virtude da constatação de recolhimento a menor dos valores 
devidos e proposta execução fiscal em 15 de novembro de 2020. A Delta 
apresenta embargos à execução tendo em vista a falta de prévio processo 
administrativo para constituição do crédito tributário e a prescrição do direito de 
cobrança do crédito tributário. Diante dessa situação, assinale a alternativa 
correta. 
a) O direito de cobrança do crédito tributário está extinto, no caso em análise, 
pois o prazo prescricional é de cinco anos contados do fato gerador do tributo. 
b) O direito de cobrança do crédito tributário não está extinto, no caso em análise, 
pois o prazo prescricional é de cinco anos contados da lavratura do auto de 
infração. 
c) O direito de cobrança do crédito tributário está prescrito, pois era necessária 
a propositura de processo administrativo para sua constituição. 
d) O direito de cobrança do crédito tributário está extinto, no caso em análise, 
pois o prazo prescricional é de cinco anos contados da data do lançamento por 
homologação do tributo. 
e) O direito de cobrança do crédito tributário não está extinto, no caso em análise, 
pois o prazo prescricional é de cinco anos contados do término do ano fiscal no 
qual ocorreu o fato gerador. 
 
Resposta:

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