Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Governador
Vice Governador
Secretária da Educação
Secretário Adjunto
Secretário Executivo
Assessora Institucional do Gabinete da Seduc
Coordenadora da Educação Profissional – SEDUC
Cid Ferreira Gomes
Domingos Gomes de Aguiar Filho
Maria Izolda Cela de Arruda Coelho
Maurício Holanda Maia
Antônio Idilvan de Lima Alencar
Cristiane Carvalho Holanda
Andréa Araújo Rocha
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 1 
 
 
 
 
 
 
CURSO DE MINERAÇÃO 
 
 
INTRODUÇÃO A MINERAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 2 
 
ÍNDICE 
 
 
 
CAPÍTULO I – CONCEITOS GERAIS 
 
1. ATIVIDADE MINEIRA......................................................................................3 
2. RECURSOS MINERAIS, MINÉRIOS E MINAS...............................................3 
3. CLASSIFICAÇÃO DAS SUBSTÂNCIAS MINERAIS.......................................7 
 
CAPÍTULO II – CENÁRIO MINERÁRIO 
 
1. ANÁLISE DA PRODUÇÃO MUNDIAL...........................................................13 
2. PANORAMA MINERAL NO BRASIL.............................................................14 
3. CENÁRIO MINERAL CEARENSE.................................................................20 
 
CAPÍTULO III – DESENVOLVIMENTO DO PROJETO MINEIRO 
 
1. INVESTIGAÇÃO PRELIMINAR.....................................................................27 
2. ESTUDO DE MERCADO...............................................................................27 
3. LEGALIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO....................................................28 
4. COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DA JAZIDA MINERAL.........................28 
5. PROSPECÇÃO SISTEMÁTICA....................................................................32 
6. VIABILIDADE DO PROJETO MINEIRO(PAE)..............................................35 
7. ENCAMINHAMENO LEGAL..........................................................................36 
8. IMPLANTAÇÃO DA MINA.............................................................................41 
 
CAPÍTULO IV – LEGISLAÇÃO MINEIRA 
 
1. BREVES TÓPICOS DA LEGISLAÇÃO MINEIRA.........................................44 
2. A MINERAÇÃO NA CONSTITUÍÇÃO BRASILEIRA.....................................44 
3. MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA...........................................................46 
4. O CÓDIGO DE MINERAÇÃO........................................................................46 
 
CSPÍTULO V – NORMAS REGULAMENTADORAS DA MINERAÇÃO...........47 
 
CAPÍTULO VI – O CURSO TÉCNICO EM MINERAÇÃO 
 
1. INTRODUÇÃO...............................................................................................66 
2. OBJETIVO DO CURSO.................................................................................67 
3. CONHECENDO A PROFISSÃO....................................................................67 
 
 
 
 
 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 3 
 
 
 
 
 
CAPITULO I – CONCEITOS GERAIS 
 
1. Atividade Mineira. 
 
 A mineração é uma atividade econômica extrativa caracterizada pelo 
aproveitamento de recursos naturais, suprindo a humanidade de insumos 
minerais na forma de matérias-primas, energia, cargas, inoculantes e de outras 
substâncias acessórias nos mais diversos processos industriais e construtivos, 
fundamentais para a qualidade de vida e ao desenvolvimento sócio-econômico 
da sociedade moderna. 
 
Foto 1- O “Udachnaya Pipe” é uma mina de diamantes da Rússia. Os operários da 
mina planejam cessar suas atividades em 2012 em favor da mineração subterrânea. A 
mina foi descoberta em 1955 e tem mais de 600 metros de profundidade 
 
 
 
O uso dos bens minerais pelo homem remonta aos primórdios de sua História. 
 
Desde os primeiros utensílios usados pelos ancestrais humanos, como os 
fragmentos de rocha (pedras lascadas), o consumo de substâncias minerais 
vem aumentando, ganhando proporções expressivas, sobretudo a partir do 
último século, impulsionado pela demanda crescente colocado pela 
industrialização, agricultura, ocupação urbana e os complexos de 
infraestrutura. 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 4 
 
LUZ e LINS (2004) definem minério como toda rocha constituída de um mineral 
ou agregado de minerais contendo um ou mais minerais valiosos, possíveis de 
serem aproveitados economicamente. Os mesmos autores, afirmam que a 
mineração existe desde épocas remotas, há aproximadamente 400 anos antes 
de Cristo, quando os egípcios usavam processos gravíticos na recuperação do 
ouro de depósitos aluvionares. Sendo assim, a inovação do tratamento de 
minério teve início na revolução industrial no século XVIII. 
 
 
Figura 1-Detalhe da tela ‘Mineração de ouro por lavagem perto do morro do Itacolomi’, 
pintada por Johann Moritz Rugendas entre 1820 e 1825. 
 
Ao escrever sua carta, Caminha não podia saber que menos de dois séculos 
depois o ouro seria descoberto em uma região distante do litoral, que seria 
chamada “das Minas Gerais”, nos locais onde hoje estão situadas as cidades 
de Ouro Preto (antiga Vila Rica), Mariana e Sabará. Todas se desenvolveram 
em função do ouro e tornaram-se oficialmente vilas em 1711. Essa descoberta 
desencadeou a primeira grande corrente migratória de Portugal para o Brasil, 
além de estimular migrações internas para as regiões auríferas. 
 
No Brasil, a exploração de bens minerais foi impulsionada pela necessidade de 
materiais para construção civil e de recursos para a indústria na década de 70. 
Além disso, o desemprego nesta década foi um fator de maior procura de bens 
do subsolo, principalmente da procura do ouro através da garimpagem. Tal 
situação ocasionou uma exploração desordenada dos recursos naturais 
renováveis e não renováveis. 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 5 
 
A mineração é capaz de gerar riquezas, avanço tecnológico e bem-estar social 
sem danificar o ambiente, mostrando à opinião pública que é possível conciliar 
a extração de recursos com as práticas ambientais recomendadas pelos 
especialistas, através da conservação das características próprias de cada 
região são explorados. Desde o século XVI, quando os portugueses chegaram 
ao Brasil, a busca e o aproveitamento de recursos minerais têm contribuído 
para a economia nacional e determinada parte da ocupação do território. 
 
Acompanhando esse avanço do consumo, os métodos de pesquisa e extração 
de minérios evoluíram de formas empíricas e artesanais para procedimentos 
mais complexos, mecanizados, envolvendo tecnologias especializadas na 
detecção e caracterização das propriedades dos depósitos e de seus minérios, 
bem como nas operações de lavra e beneficiamento. 
 
 
 
Figura 2- Fluxograma típico de tratamento de minério, 4ª edição – CETEM 
Fonte: LUZ & LINS, 2004, p. 5 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 6 
 
 
 
Atuando na apropriação de recursos naturais não renováveis e sendo umaatividade inerentemente modificadora do meio ambiente, a mineração deve ser 
vista pelo empreendedor como uma atividade que envolve responsabilidades 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 7 
 
específicas, tanto no que se refere ao aproveitamento racional dos recursos 
minerais quanto aos cuidados técnicos na condução do empreendimento, no 
sentido de minimizar adequadamente os impactos ambientais associados à 
atividade e garantir a reabilitação da área para outros tipos de uso e ocupação 
do solo, depois de encerrado o projeto de extração mineral. 
 
Foto 2- Rio Sangão contaminado com drenagem ácida da mineração do carvão –
Forquilhinha (SC). 
 
 
O potencial geológico do país é significativo, uma vez que possui a maior 
reserva mundial de nióbio com 88,3% dos depósitos existentes; a segunda 
maior reserva do caulim com 14,1% dos depósitos; a terceira maior reserva de 
bauxita com 12,2%; possui também a quinta maior reserva de minero de ferro 
com 8,3% e a sexta maior de estanho com 7,5%. A mineração corresponde 
acerca de 3% do Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB). 
 
Foto 3- Mina de Ferro-Carajás (CVRD).Parauapebas (PA) 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 8 
 
 
 
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos Municípios onde ocorre a 
mineração é maior do que a média do IDH dos Estados aos quais pertencem. 
Mesmo distante dos grandes centros urbanos ou em áreas onde se 
concentram bolsões de pobreza, a presença de um empreendimento mineral é 
fator concreto de estímulo ao desenvolvimento sustentável dessas localidades. 
 
Por tudo isto, a mineração é uma atividade econômica que envolve um 
conjunto de características e disposições técnicas e legais bastante 
especializadas e diferenciadas em relação a outros setores da economia, 
exigindo um alto nível de profissionalismo e responsabilidade ambiental e 
social. 
 
2. Recursos Minerais, Minérios e Minas. 
 
Os recursos minerais constituem concentrações naturais de materiais sólidos, 
líquidos ou gasosos, na superfície ou no interior da crosta terrestre, que 
possibilitam a extração econômica de substâncias úteis – rochas, minerais, 
compostos químicos ou elementos químicos –, para atender necessidades do 
homem. Desta forma, o termo pode ser empregado a todas as substâncias 
minerais ou fósseis com valor econômico no presente ou no futuro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 9 
 
Foto 04- Esmeralda in natura. 
 
 
Os recursos minerais passam a serem considerados reservas minerais, 
associadas a depósitos minerais, quando, por meio de estudos específicos, 
se consegue definir agrandeza da concentração natural (volume ou massa) e 
suas características físicas e químicas. 
Por sua vez, a reserva mineral pode ser individualizada em três classes 
distintas: inferida, indicada e medida, que traduzem nesta seqüência o nível 
crescente de pesquisa e conhecimento das características do depósito. 
 
A partir das reservas minerais contidas em um depósito mineral, uma vez que 
se consiga associar-lhes valor econômico e consequentemente absorção pelo 
mercado consumidor, definem-se as jazidas minerais, que podem evoluir para 
minas quando as substâncias minerais contidas passam a ser racionalmente 
extraídas e aproveitadas. 
NO CÓDIGO DE MINERAÇÃO: “Art. 14 - Entende-se por pesquisa mineral 
a execução dos trabalhos necessários à definição da jazida, sua avaliação 
e a determinação da exequibilidade do seu aproveitamento econômico. 
 § 1º- A pesquisa mineral compreende, entre outros, os seguintes 
trabalhos de campo e de laboratório: levantamentos geológicos 
pormenorizados da área a pesquisar, em escala conveniente, estudos dos 
afloramentos e suas correlações, levantamentos geofísicos e 
geoquímicos; aberturas de escavações visitáveis e execução de 
sondagens no corpo mineral; amostragens sistemáticas; análises físicas 
e químicas das amostras e dos testemunhos de sondagens; e ensaios de 
beneficiamento dos minérios ou das substâncias minerais úteis para 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 10 
 
obtenção de concentrados de acordo com as especificações do mercado 
ou aproveitamento industrial. 
 § 2º- A definição da jazida resultará da coordenação, correlação e 
interpretação dos dados colhidos nos trabalhos executados, e conduzirá 
a uma medida das reservas e dos teores. 
 § 3º- A exequibilidade do aproveitamento econômico resultará da análise 
preliminar dos custos da produção, dos fretes e do mercado.” 
Todas as substâncias produzidas na mina e com valor econômico são 
designadas genericamente de minério termo que foi empregado originalmente 
para denominar apenas as substâncias minerais das quais se podiam extrair 
economicamente um ou mais metais. Levando-se em conta que o valor 
comercial das substâncias minerais pode mudar conforme a época ou a região, 
a aplicação do conceito de minério é flexível. Assim, um mineral ou uma rocha 
pode tornar-se minério, ou deixar de sê-lo, conforme exigências do mercado. 
 
Na área da mina ficam implantados edificações, equipamentos e outros itens 
de infraestrutura especializados no desenvolvimento de um conjunto de 
operações denominado lavra ou explotação, envolvido na extração do minério 
e, também, no beneficiamento do produto lavrado, cujas operações podem 
ocorrer não necessariamente dentro da área da mina. 
 
O beneficiamento visa processar o minério para atingir as condições físico-
químicas, tais como granulometria, forma e concentração de elementos ou 
minerais úteis, necessárias ao seu aproveitamento direto ou adequadas aos 
subsequentes processos de transformação industrial. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 11 
 
 Foto 5- Mina de Cobre no Chile- Chuquicamata-CODELCO-produção de 600 mil 
toneladas (por ano) e profundidade de 850 m. 
 
NO CÓDIGO DE MINERAÇÃO : “Art. 36 - Entende-se por lavra, o conjunto 
de operações coordenadas objetivando o aproveitamento industrial da 
jazida, desde a extração de substâncias minerais úteis que contiver, até o 
beneficiamento das mesmas.” 
3. Classificação das Substâncias Minerais 
 
Os minérios, em geral, são classificados em função do tipo de substância, 
composto ou elemento químico que são, a partir deles, produzidos e 
aproveitados economicamente. Uma das classificações mais usuais subdivide 
os minérios em metálicos, não-metálicos, energéticos, gemas e águas. 
 
Na atual legislação mineral brasileira não há nenhuma disposição relativa a 
uma classificação específica de substâncias ou de minérios, mas, 
historicamente, já houve o enquadramento de substâncias em 9 e em 13 
classes nos dois códigos de mineração anteriores (1934 e 1940). Hoje, na 
legislação, são citados apenas alguns agrupamentos de substâncias para 
efeitos de obtenção de direitos minerários ou de desenvolvimento de 
atividades, como nas modalidades de regimes de aproveitamento 
(LICENCIAMENTO, AUTORIZAÇÃO/CONCESSÃO) e para a fixação da 
compensação financeira (CFEM) pela exploração de recursos minerais.Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 12 
 
Foto 6- Mineradora Rio Tinto descobre diamante rosa de 12 quilates. 
 
 
 
Foto 7: Minério de urânio: Mina Cachoeira – Caetité (BA) 
Constituído por anfibólio-piroxênio albitito. A rocha apresenta disseminadamente, 
uraninita e, condicionado a planos de fatura e à foliação, uranofano (mineral 
secundário de cor amarela). 
 
 
Foto 8- Leucito, mineral raro composto por potássio e alumínio, descoberto em Cabo 
Verde. 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 13 
 
 
Tabela 1 - Classificação simplificada dos minérios e exemplos de substâncias 
correlatas e aproveitadas. 
METÁLICOS 
Ferrosos Ferroligas Ferro, manganês, 
molibdênio,níquel, cobalto, 
wolfrâmio,vanádio 
Básicos Cobre, chumbo, zinco, 
estanho 
Não-ferrosos Leves Alumínio,manganês, titânio, 
berílio 
Preciosos Ouro, prata, platina 
Raros Berílio, césio, lítio 
NÃO-METÁLICOS 
Materiais para uso na 
construção civil 
Areia, cascalho, rochas britadas, para cantaria, revestimento 
Materiais para uso na 
indústria química 
Enxôfre, pirita, fluorita, sais, cromita 
Fertilizantes Fosfatos, potássio, nitrato 
Cerâmica Argilas, caulin, feldspatos, sílica, talco 
Cimento Calcário, argila, gipsita 
Abrasivos Coríndon, diamante, granada, diatomito, quartzito 
Isolantes Amianto, mica, vermiculita 
Fundentes Carbonatos, fluorita 
Pigmentos Barita, ocre, titânio 
GEMAS 
Pedras coradas Rubi, esmeralda, turmalina 
Diamante 
ENERGÉTICOS 
Fósseis Carvão, folhelho betuminoso, petróleo, gás natural 
Nucleares Urânio, tório 
ÁGUAS MINERAIS 
Águas envasadas (águas minerais e potáveis de mesa) e para bebidas 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 14 
 
Foto 9- Extração de carvão mineral na superfície.Fonte: Stock.XCHNG 
(www.sxc.hu)
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 15 
 
 
 
 
CAPITULO II – CENÁRIO MINERÁRIO. 
 
1. Análise da Produção Mundial. 
No passado, a busca por recursos minerais contribuiu para a ocupação do território 
brasileiro, e em 2010 a produção mineral brasileira atingiu um recorde estimado de US$ 
40 bilhões, simbolizando um aumento de 67% em relação a 2009, ano que sofreu um 
retrocesso econômico devido à crise mundial. 
Confira na tabela abaixo a lista das 07 maiores economias do mundo, com 
dados do Fundo Monetário Internacional de 2012. 
Tabela 2- Maiores economias mundiais/FMI-2012. 
Posição País PIB (bilhões de US$, 2012) 
1 Estados Unidos 15.495 
2 China 7.744 
3 Japão 6.126 
4 Alemanha 3.708 
5 França 2.889 
6 Brasil 2.617 
7 Reino Unido 2.604 
 
O Brasil é um imenso território com uma formação rochosa antiga. Graças a 
isso, possui grande quantidade de minerais. Destaque para minerais metálicos, 
como o ferro, o manganês e a bauxita (minério de alumínio). Esses minerais 
são a base da indústria mineradora brasileira, principalmente o minério de 
ferro. Em menor escala, porém não menos importante, tem-se também o ouro, 
o cobre e o nióbio. . As exportações de minério de ferro representaram cerca 
de 81% das exportações de minérios em 2011. 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 16 
 
Para se ter uma ideia da importância da indústria mineral para o país, em 2011 
ela apresentou saldo positivo de US$ 34 bilhões na balança comercial 
brasileira, representando 18% de todos os produtos exportados. A PMB dobrou 
entre 2009 e 2011, representando 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB). 
Um exemplo do atual nível de procura pelos insumos minerais, principalmente 
pela China, é o aumento da produção brasileira de minério de ferro. Em 2011, 
foram produzidas cerca de 467 milhões de toneladas, quantidade 25% maior 
do que a registrada em 2010. 
 
Os bons resultados também podem ser observados em outros minerais. A 
produção de ouro aumentou 13% e atingiu 66 toneladas. Para o ano de 2012, a 
expectativa é que atinja 70 toneladas. 
O minério de ferro terá novo recorde de produção global. Foi o que anunciou 
a Organização das Nações Unidas (ONU). Com saldo 2 bilhões de toneladas 
previstos até o fim de 2012, a marca de 1,92 bilhões de toneladas em 2011 
deve ser superada. A previsão para 2013 é ainda maior: 2,08 bilhões de 
toneladas. Um dos motivos para isso é a crescente demanda do mercado 
chinês. 
Já na Europa, as notícias não são tão boas. Mesmo incluindo importantes 
produtores como Ucrânia e Rússia, a produção permanece estagnada. A Índia, 
que também tem forte representação na produção mundial, foi registrada 
queda de 7,5% na produção do minério. 
Foto 10- A Bingham Canyon Mine, no Utah, tem 4 Km de diâmetro e 1200 metros de 
profundidade. A exploração desta colossal mina de cobre foi iniciada em 1863. 
 
http://www.mundoeducacao.com.br/geografia/recursos-minerais-brasil.htm
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 17 
 
Esse sensível aumento da produção mundial foi seguido pelo crescimento no 
comércio internacional. Foi constatado um recorde de 1,115 bilhões de 
toneladas comercializadas no ano de 2011. Desse montante, os países em 
desenvolvimento responderam por 49,5%, segundo o relatório da ONU. 
 
2. Panorama Mineral no Brasil. 
 
O Brasil, com a sua extensão territorial de 8,5 milhões de km² e sua 
diversidade de terrenos geológicos, é possuidor de uma expressiva dotação 
mineral que se traduz na produção de mais de 70 tipos de substâncias 
minerais: 21 de minerais metálicos, 45 de não-metálicos, 4 de energéticos, 
gemas e diamantes. 
 
Ainda temos que considerar a produção de petróleo e gás que é controlada 
pela ANP e através da PETROBRAS explora e concede direitos à extração a 
empresas. Mensalmente esta agência emite o Boletim da Produção de Petróleo 
e Gás Natural com todos os dados estatísticos sobre a extração e distribuição. 
 
De acordo com os dados da ANP, a produção de petróleo cresceu 45% entre 
2002 e 2011; a de gás natural aumentou 55% no mesmo período. 
 
O Brasil detém um dos maiores patrimônios minerais e é um dos maiores 
produtores e exportadores de minérios. 
 
Tabela 3- Cenário Brasileiro no Mundo da Mineração. 
 
PRODUÇÃO DE MINERAIS: POSIÇÃO MUNDIAL DO BRASIL 
EXPORTADOR 
(GLOBAL 
PLAYER) 
EXPORTADOR AUTOSSUFICIENTE IMPORTADOR 
/ PRODUTOR 
DEPENDÊNCIA 
EXTERNA 
Nióbio (1º) 
Minério de ferro 
(1º) 
Manganês (2º) 
Tantalita (2º) 
Níquel 
Magnésio 
Caulim 
Estanho 
Calcário 
Diamante Industrial 
Titânio 
 Carvão 
Metalúrgico 
Potássio 
Grafite (3º) 
Bauxita (2º) 
Rochas 
Ornamentais 
(4º) 
Vermiculita 
Cromo 
Ouro 
Cobre 
Tungstênio 
Talco 
Fosfato 
Diatomito 
Zinco 
Enxofre 
Terras raras 
ESTRATÉGICOS 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 18 
 
O Brasil é um importante player mundial no Setor Mineral. No entanto, apresentadependência de 
alguns minerais que são essenciais para a economia. É o quarto maior consumidor de fertilizantes, 
mas responde por apenas 2% da produção mundial. O Brasil importa 91% de todas as suas 
necessidades de Potássio e 51% de fosfato, insumos minerais utilizados na fabricação de 
fertilizantes. 
 
Os dados oficiais indicam que a produção mineral brasileira atingiu o valor de 
R$ 52,2 bilhões em 2009, para o qual os minerais não-metálicos contribuíram 
com R$ 15,9 bilhões, isto é, com 30,46% do montante minerado (DNPM, 
AMB/2010). Os minerais energéticos participaram com R$ 839,5 milhões, 
correspondendo a apenas 1,61 %, e os metálicos com a maior fatia de R$ 35,4 
bilhões (67,81%). A produção mineral brasileira na última década evoluiu de 
maneira significativa, aumentando em valor 550%. 
 
Nos países desenvolvidos o papel da mineração como instrumento de 
desenvolvimento econômico é bem compreendido. 
 
No caso brasileiro a falta de uma política estável de mineração e uma visão 
consciente dos empresários do setor, vislumbrando resultados imediatos 
(“mentalidade garimpeira”), são os principais causadores da inércia do setor 
que atravessa mudanças legislativas (marco regulatório) que estão paralisando 
ações operacionais e de investimentos maciços na área de infraestrutura 
básica para a extração e beneficiamento de minérios na ordem de 20 bilhões 
de reais. 
 
Nossa dependência em bens minerais é mais voltada aos produtos 
“energéticos” e em metais não-ferrosos, como o cobre. 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 19 
 
 
 
O DNPM - Departamento Nacional de Produção Mineral registrou em 2010, por 
meio do Relatório Anual de Lavra, 7.932 empresas, sendo: 
 
2008 = US$ 28 Bi 
REGIÃO EMPRESAS 
Centro Oeste 942 
Nordeste 1.258 
Norte 439 
Sudeste 3.392 
Sul 1.901 
PRODUÇÃO MINERAL BRASILEIRA 
É preciso incentivar e apoiar as pequenas e médias empresas, que são as que 
mais sofrem para sobreviver no mercado competitivo. Segundo dados da 
literatura, o perfil do setor mineral brasileiro é composto por 95% de pequenas 
e médias minerações, e as minas estão distribuídas regionalmente com 4% no 
Norte, 8% no Centro-Oeste, 13% no Nordeste, 21% no Sul e 54% no Sudeste. 
Dessa forma, há a necessidade de uma política de incentivo a essa grande 
massa de empreendimentos de pequeno porte, o que promoverá, 
indubitavelmente, a diminuição do informalismo no setor. 09 = US$ 24 Bilhões 2010 = 
US$ 2011 = US$ 50 Bilhões 
 
 
 
 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 20 
 
Tabela 4- Principais empresas mineradoras segundo o AMB/2010-ANO 2009 (Em 
ordem decrescente do Valor da Produção Comercializada). 
 
 
 
1 
COMPANHIA VALE DO RIO 
DOCE 
Bauxita Metalúrgica Cobre Ferro, Ouro (Primário), 
Potássio, Prata (Primária) 40,92 %. 
2 
MINERAÇÕES BRASILEIRAS 
REUNIDAS S.A. 
Argilas Refratárias, Bauxita Metalúrgica, Ferro, 
Filito, Quartzo (Cristal); participação de 8,47%. 8,47%. 
3 
COMPANHIA SIDERURGICA 
NACIONAL Calcário (Rochas), Ferro 2,61%. 
4 
MINERAÇÃO MARACÁ 
INDÚSTRIA E COMÉRCIO 
S/A 
 Cobre Ouro (Primário) 2,60 %. 
5 
MINERAÇÃO RIO DO NORTE 
S.A. Bauxita Metalúrgica 1,92 %. 
6 NACIONAL MINÉRIOS S/A Ferro 1,75 %. 
7 
ANGLO AMERICAN BRASIL 
LTDA Nióbio (Pirocloro), Níquel 1,47%. 
8 
RIO PARACATU 
MINERAÇÃO S. A. Ouro (Primário), Prata (Primária) 1,37 %. 
9 
ANGLOGOLD ASHANTI 
BRASIL MINERAÇÃO LTDA. Ouro (Primário), Prata (Primária) 1,32%. 
1
0 SAMARCO MINERAÇÃO S.A. Ferro 1,22 %. 
 
Os maiores estados produtores de minérios em 2010, de acordo com o 
recolhimento da CFEM – Contribuição Financeira pela Exploração de Recursos 
Minerais são: MG (48%), PA (28%), GO (5%), SP (4%), BA (2,7%), MS (1,8%), 
SE (1,7%) e outros (8,8%). 
 
Em 2010, a arrecadação da CFEM alcançou novo recorde: R$ 1 bilhão, ou 
seja, 46% superior à de 2009, que foi de R$ 742 milhões. Em 2011, a previsão 
é que a arrecadação alcance R$ 1,3 bilhão. 
 
Em 2011, o Minério de Ferro continuará a ocupar o 1º lugar na lista de produtos 
que geram as maiores rendas nas exportações brasileiras. 
 
Cabe acrescentar que há no Brasil uma grande parcela de produção mineral 
informal, localizada, principalmente, nos setores de pedras preciosas, materiais 
de construção e ouro. Estima-se que a produção informal na mineração supere 
a R$ 9 bilhões/ano. 
 
A regionalização e o perfil da produção nacional refletem, basicamente, o nível 
diferenciado da ocupação territorial e o desenvolvimento sócio-econômico, bem 
como a aptidão dos terrenos geológicos brasileiros. Assim, as minerações das 
substâncias minerais de menor valor unitário – agregados para construção, 
argilas comuns, rochas carbonáticas, filito e areia industrial –, estão 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 21 
 
concentradas próximas aos principais centros industriais e urbanos das regiões 
do país. 
 
EXEMPLOS DE MUNICÍPIOS MINERADORES E SEUS 
RESPECTIVOS IDH EM COMPARAÇÃO AO IDH DO ESTADO 
Município UF Mineral IDH Estado IDH Município 
Itabira - MG Ferro 0.766 0.798 
Araxá - MG Nióbio 0.766 0.799 
Nova Lima - MG Ouro 0.766 0.821 
Catalão - GO Fosfato 0.773 0.818 
Cachoeiro de 
Itapemirim - ES 
Rocha 
Ornamental 0.767 0.770 
Parauapebas - PA Ferro 0.720 0.740 
Barcarena - PA Bauxita 0.720 0.769 
Presidente Figueiredo - AM Cassiterita 0.713 0.742 
 
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos Municípios onde ocorre a 
mineração é maior do que a média do IDH dos Estados aos quais pertencem. 
 
Mesmo distante dos grandes centros urbanos ou em áreas onde se 
concentram bolsões de pobreza, a presença de um empreendimento mineral é 
fator concreto de estímulo ao desenvolvimento sustentável dessas localidades. 
 
Outros minerais de valor mais significativo têm a sua produção associada a 
jazidas mais qualificadas, e, em muitos casos, de ocorrência mais restrita, 
inseridas em sítios geológicos específicos. Exemplos marcantes são as 
importantes jazidas de: 
 
 Ferro, alumínio, bauxita, cassiterita e caulim no Pará; 
 Amianto e fosfato em Goiás; 
 Ouro,cobre, Magnesita, cromita, ferro e Urânio na Bahia; 
 Grafita, ferro, nióbio e ouro em Minas Gerais, 
 E as várias explorações de granito para fins ornamentais em Cachoeiro 
do Itapemirim no Espírito Santo. 
 
O total de mão de obra empregada na mineração em 2011 alcançou 165 mil 
trabalhadores. 
 
Estudos feitos pela Secretaria Nacional de Geologia, Mineração e 
Transformação Mineral, do Ministério de Minas e Energia mostram que o efeito 
multiplicador de empregos é de 1:13 no setor mineral, ou seja, para cada posto 
de trabalho da mineração, são criadas 13 outras vagas (empregos diretos) ao 
longo da cadeia produtiva, além dos empregos indiretos. 
 
Portanto, pode-se considerar que o setor mineral, em 2011, empregou cerca de 
2,1 milhões de trabalhadores (diretos), sem levar em conta as vagas geradas 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 22 
 
nas fases de pesquisa, prospecção e planejamento e a mão de obra ocupada 
nos garimpos. 
 
Tabela 5- Produção nacional x Participação da UF/Região. 
 
Percentual de Participação sobre o Valor da Produção Nacional - AMB/2010-ANO 2009 
REGIÃO / UF Valor da Produção 
(R$) 
Participação UF e Região (%) Participaçãoda UF na Região (%) 
BRASIL 52.293.516.370 100 
Centro-Oeste 4.598.952.322 8,79 100 
DF 283.148.012 0,54 6,16 
GO 3.266.484.411 6,25 71,03 
MS 429.087.431 0,82 9,33 
MT 620.232.468 1,19 13,49 
Nordeste 4.882.289.768 9,34 100 
AL 126.692.824 0,24 2,59 
BA 1.889.711.960 3,61 38,71 
CE 324.615.804 0,62 6,65 
MA 205.207.656 0,39 4,2 
PB 307.992.588 0,59 6,31 
PE 363.095.156 0,69 7,44 
PI 107.426.222 0,21 2,2 
RN 594.586.274 1,14 12,18 
SE 962.961.282 1,84 19,72 
Norte 13.609.390.362 26,03 100 
AC 16.661.774 0,03 0,12 
AM 332.053.958 0,63 2,44 
AP 574.707.279 1,1 4,22 
PA 12.220.143.107 23,37 89,79 
RO 342.940.699 0,66 2,52 
RR 16.268.566 0,03 0,12 
TO 106.614.979 0,2 0,78 
Sudeste 26.728.081.242 51,11 100 
ES 423.664.546 0,81 1,59 
MG 21.717.713.788 41,53 81,25 
RJ 716.749.724 1,37 2,68 
SP 3.869.953.184 7,4 14,4 
Sul 2.474.802.677 4,73 100 
PR 748.632.685 1,43 30,25 
RS 724.361.727 1,39 29,27 
SC 1.001.808.265 1,92 40,48 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 23 
 
3. Cenário Mineral Cearense. 
 
O Ceará posiciona-se geograficamente mais próximo dos grandes mercados 
consumidores e exportadores de rochas e minerais industriais, como os 
Estados Unidos e a Europa, e apresenta vantagens consideráveis no comércio 
internacional. Sua capital, Fortaleza, situa-se numa planície de zona litorânea, 
tendo assim posição estratégica para as operações de comércio exterior e 
turismo. 
 
 
 
Historicamente a prospecção e extração mineral teve início, ainda na época do 
Império com a procura de metais e pedras preciosos tipo ouro, prata, gemas e 
diamantes. 
 
LINHA DO TEMPO: 
 
- 1750 a 1758 ouro e prata na região do Cariri e Itarema, Lavras da 
Mangabeira, Ipu e Reriutaba; 
- 1880, os franceses iniciaram, em Viçosa, a explotação do minério de cobre 
oxidado de Pedra Verde que era transportado por meio de animais até o 
porto de Camocim, onde embarcava com destino à França; 
- Início do século XIX, destaca-se a exploração dos calcários das regiões do 
Apodi e de Sobral/Coreaú, além da magnesita de Iguatu e a gipsita da 
Chapada do Araripe; 
- Pegmatitos do Ceará foram intensificados, no período de 1942 a 1945, em 
razão da segunda guerra mundial; mineral rutílo, principalmente nos municípios 
de Independência, Crateús, Quixeramobim, Itapiúna, Quixadá e outros nos 
arredores; Na mesma época, já havia extração de gipsita na região do Araripe 
e de magnesita em Iguatu, realizada pela Chaves S/A Mineração e Indústria; 
- 1961, a Companhia Cearense de Cimento Portland foi autorizada a lavrar 
calcário nas áreas do município de Sobral e Coreaú; 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 24 
 
- Década de 70: A Carbomil Química S/A, detentora dos direitos minerários 
para lavra de calcário na região do Apodi; 
- Criação do curso de Geologia pela Universidade Federal do Ceará, no ano de 
1969; 
- “Projeto Pedras Ornamentais das Regiões Norte - Nordeste, Leste e Oeste do 
Estado do Ceará”, executado pela Companhia Cearense de Mineração 
(CEMINAS), criada em 1981 em convênio com a SUDENE no período de 1982 
a 1987; A CEMINAS implantou em 1989, a mina escola através do convênio 
entre o MME e a Secretaria de Indústria e Comércio do Estado, no município 
de Massapé, localidade de Barra, com o objetivo de desenvolvimento de 
métodos e tecnologias de lavra para treinamento de mão-de-obra. Em 
decorrência, destaca-se o desenvolvimento deste setor durante o período de 
1990 até 1996; 
- Na última década o setor de água mineral expandiu-se rapidamente com a 
implantação de 23 indústrias minerais com destaque para o grupo Edson 
Queiroz (Indaiá e Minalba) com 7,4% de participação nacional. 
- O minério de ferro também ocupa espaço no cenário estadual com a 
implantação do projeto da empresa chinesa Globest - que, atualmente, lidera a 
extração do material bruto (220 mil toneladas/2011) na Serra do Besouro, no 
Município de Quiterianópolis, a 415 Km de Fortaleza. 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 25 
 
 
 
 
A produção mineral Cearense é predominantemente voltada para o consumo 
interno, respondendo pelo abastecimento da indústria de transformação 
(setores cerâmicos, cimenteiro, isolante elétrico, tintas, esmaltes e vernizes, 
cal, entre outros), de insumos para a agricultura e, de forma vigorosa, da 
construção civil. 
 
No Estado destacam-se como substâncias mais relevantes para a economia 
mineral: rochas ornamentais e de revestimentos, rochas carbonáticas, minerais 
de argilas, agregados e outros minerais, em potencial: minerais-gemas, gipsita, 
diatomita, fosfato, grafita, vermiculita, barita, talco, e ainda, as rochas e 
minerais industriais no mar e em zonas costeiras. 
 
Os volumes de minérios lavrados e a variedade de tais insumos (17 
substâncias minerais), com os dados oficiais (DNPM/AMB-2010) registram 
valores de produção da ordem de R$ 324,615 milhões/ano, o que corresponde 
a 0,62 % do montante da produção mineral brasileira. 
 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 26 
 
 
Mapa de localização dos distritos mineiros do Estado do Ceará. 
Fonte: DNPM (2000). 
DISTRITOS MINEIROS DO ESTADO DO CEARÁ: (1) Grande Fortaleza, (2) Baixo 
Jaguaribe – Apodi, (3) Chapada do Araripe, (4) Iguatu –Aurora, (5) Novo Oriente – Tauá, (6) 
Quixadá – Pedra Branca, (7) Sobral – Camocim, (8) Itapipoca – Santa Quitéria, (9) Canindé 
– Tamboril e (10) Campos Sales – Antonina do Norte. 
 
 As mineralizações do distrito mineiro Sobral-Camocim são constituídas 
de minerais metálicos (minério de cobre e prata) e não-metálicos (rochas 
ornamentais, diatomito, argila, calcário, calcário dolomítico, filito, areia 
de fundição e pedras britadas). Ocorrências de ferro, manganês, cianita, 
chumbo e ouro com pouca expressividade econômica; 
 As mineralizações do distrito mineiro Itapipoca- Santa Quitéria são 
constituídas principalmente de rochas ornamentais (granito, diorito, 
charnoquito e monzonito), calcário, calcário dolomítico, ametista, 
diatomito e argila. São conhecidas ocorrências de cianita, ferro, urânio e 
amianto antofilítico; 
 No distrito mineiro Grande Fortaleza são explotadas jazidas de areias 
(fina, grossa e vermelha), água mineral, argila, calcário, diatomito, 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 27 
 
fonolito, granito (pedras britadas e ornamentais), mica, quartzo, 
feldspato, quartzito e saibro. Os bens minerais mais importantes na 
Grande Fortaleza são os de emprego imediato na construção civil 
(areias, pedras britadas e argilas), seguidos de calcário e água mineral. 
Neste distrito mineiro também merecem destaque às ocorrências de 
manganês, talco e caulim; 
 Os recursos minerais que compõem o distrito mineiro Canindé–Tamboril 
são formados por calcário dolomítico, fosfato, quartzo, urânio e rochas 
ornamentais. 
 No distrito mineiro Baixo Jaguaribe – Apodi, os bens minerais mais 
importantes são calcário e argila, sendo também conhecidos depósitos 
de granito, areia, diatomito e minerais de pegmatito (mica, ametista e 
berilo). 
 As mineralizaçõesdo distrito mineiro Quixadá-Pedra Branca são 
constituídas de minerais de pegmatitos (rubelita, berilo, quartzo, 
feldspato, lepidolita, turmalina e ambligonita), rochas ornamentais, 
calcário dolomítico, cromita, grafita, scheelita, fluorita, ferro, pedra 
britada e argila. Ocorrências de amianto e calcário de menor importância 
são conhecidas. 
 No distrito mineiro Novo Oriente-Tauá, os bens minerais mais 
importantes são calcário, diorito e minério de ferro. As mineralizações do 
distrito mineiro Iguatu-Aurora são constituídas principalmente de 
minerais não-metálicos (calcário, magnesita, quartzo e rochas 
ornamentais) e metálicos (minério de berílio e cobre); 
 No distrito mineiro Antonina do Norte-Campos Sales se destacam, 
principalmente, os minérios utilizados como matéria-prima na fabricação 
de cimento (laterita ferruginosa e tufo vulcânico), além de calcita; 
 Os bens minerais relacionados à bacia sedimentar do Araripe e que 
apresentam interesse econômico se restringem à gipsita, calcário, argila 
e água mineral. 
 
O mundo vive um ´boom´ mineral. Enquanto as bolsas ao redor do planeta 
enfrentam uma fase de volatilidade, entre fortes quedas e recuperações, o 
preço dos minérios está em franca ascensão. A demanda por estes produtos 
se eleva com o desempenho pujante da China e de outros emergentes. Cresce 
a procura, incentivando uma maior oferta. 
 
O Ceará, por sua vez, Estado considerado pobre, que produz menos de 2% da 
economia nacional, já observa nesse quadro mundial uma possibilidade de 
redenção ou ao menos uma chance de garantir novas divisas. Terra seca, a 
agricultura aqui não é o forte - apenas 6% do produto Interno Bruto (PIB) local, 
mas já houve políticos a afirmarem que a riqueza das terras alencarinas não 
está no solo, mas abaixo dele. 
 
As perspectivas para a mineração local são otimistas, entretanto, não há 
espaço ainda para superestimar estas oportunidades. Nunca foi encontrado 
aqui tanto ferro como há em Carajás, no Pará, ouro como se vê em Minas 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 28 
 
Gerais ou cobre em quantidades similares ao que se tem no Chile. Segundo 
dados do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), o Estado 
possui uma mina considerada de grande porte, como consta no último Anuário 
Mineral Brasileiro, lançado em 2006. Somente a extração de calcário aqui 
ultrapassa a produção bruta anual de 1 milhão de toneladas. 
 
 
Essa procura não é só no Ceará, mas no mundo inteiro. A partir do momento 
em que aumenta o valor do mineral, cresce o desejo no mundo de explorá-lo. 
Como as commodities minerais aumentam de preço, os pequenos negócios 
começam a se tornar viáveis. Das 73 minas registradas em 2006 no Estado, 65 
são tidas como pequenas (produção entre 10 mil e 100 mil toneladas/ano). 
 
PARTICIPAÇÃO DOS ESTADOS DO NORDESTE NA ARRECADAÇÃO 
DA CFEM/2011. 
 
 
 
Considerando a inconsistência e defasagem dos dados estatísticos oficiais e 
também a existência de uma parcela considerável de lavras não 
regulamentadas, admite-se que o volume efetivamente produzido no Estado 
supere em cerca de 1,5 a 2 vezes o valor oficialmente registrado (Obata; 
Sintoni, 1997). 
 
Das 17 substâncias minerais produzidas no Estado, cinco delas respondem, 
em conjunto, por cerca de 79,85 % do valor total da produção, representados 
pelos bens minerais de utilização direta ou indireta na indústria da construção 
civil (rochas para produção de brita, calcário para cimento), ouro, magnesita e 
por água mineral. 
 
 
 
Principais bens minerais produzidos no Estado do Ceará 
(DNPM, 2009- AMB/2010). 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 29 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 30 
 
Foto 11- Minério de Ferro de Quiterianópolis/CE 
 
 
 
Foto 12- Exploração de Calcário em Acarape/CE. 
 
 
 
 
Foto 13- Pedreira Asa Branca do granito Branco, Ceará. 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 31 
 
 
CAPITULO III – DESENVOLVIMENTO DO PROJETO MINEIRO. 
 
A implantação de uma mineração envolve uma série de atividades técnicas e o 
cumprimento de exigências legais que a diferencia e a torna mais complexa do 
que a montagem da maioria dos negócios relacionados aos segmentos mais 
comuns da economia, como as indústrias de transformação e de serviços. 
 
Para o sucesso da abertura de uma mineração é fundamental que o investidor 
tenha conhecimento, pelo menos geral, sobre o desencadeamento dos 
procedimentos técnico-legais que vão desde o surgimento do interesse pelo 
negócio até a operação da mina. 
 
Características comuns deste processo, independente da substância mineral 
ou do tamanho da mina, é o risco elevado do investimento, principalmente nas 
fases iniciais de descoberta, dimensionamento e qualificação do depósito, e o 
tempo de maturação do projeto que pode variar na escala de 3 a 4 anos a até 
uma década. 
 
1. Investigação preliminar 
 
O interesse pelo investimento na mineração surge de maneiras variadas, 
podendo acontecer com um minerador já tradicional que queira montar uma 
nova mina, como também por novos investidores, casos, por exemplo, de um 
superficiário que tenha intenção de aproveitar eventual recurso mineral 
existente em sua propriedade ou um empreendedor qualquer que venha ter 
despertado o interesse pela área mineral. Em função da relativa complexidade 
dos encaminhamentos técnicos e legais e dos riscos inerentes à viabilização do 
empreendimento mineral, é fundamental que o investidor disponha de suporte 
de consultoria técnica especializada desde as primeiras avaliações para a 
montagem de um negócio mineral. 
 
A avaliação preliminar da oportunidade surge com a execução de um estudo 
geológico prospectivo, analisando as informações ou estudos técnicos 
existentes na literatura, entre outros, especialmente os estudos geológicos com 
relação ao potencial da área em mineralizações e conjugando-os com as 
observações a serem efetuadas no campo. 
 
Quanto maior o volume e diversidade dos tipos da documentação técnica 
existente (geologia, geoquímica, geofísica, imagens de sensoriamento remoto, 
etc) mais eficaz e objetiva será a interpretação a ser obtida. 
 
Esta prospecção inicial conduzirá à interpretação quanto à situação de 
positivismo da área e, ou, em determinados casos, até mesmo à identificação 
de ocorrências ou depósitos minerais, podendo ser acompanhada de 
amostragens de solo, rochas ou até mesmo do minério identificado, se for o 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 32 
 
caso, para ensaios ou análises laboratoriais qualitativos para a obtenção de 
uma caracterização preliminar da substância mineral encontrada. 
 
2. Estudo de Mercado 
 
A conveniência pelo negócio pode também ser vislumbrada pela avaliação da 
situação do mercado produtor e consumidor mineral, associada ou não ao 
resultado da prospecção inicial, quando então o interessado terá os subsídios 
para uma seleção preliminar quanto aos tipos de substância, níveis de 
produção, indicadores mercadológicos e econômicos eàs alternativas de 
localização do empreendimento que sejam potencialmente mais compatíveis 
com o seu perfil empresarial.(Figura 3) 
 
Os fatores básicos de mercado que devem ser pesquisados incluem 
variedades de bens minerais com demandas crescentes, atual e futura, regiões 
com déficit de oferta (a escala pode variar de estados a territórios mais 
localizados), especificações técnicas de produtos minerais desejadas pelos 
consumidores e ainda não ofertadas pelos produtores, potenciais concorrentes 
e preços praticados. 
 
3. Legalização do empreendimento 
 
Outra condição de oportunidade pode ser indicada pela análise dos processos 
de direitos minerários vigentes, cuja situação é disponibilizada ao público pelo 
Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM). 
 
 A análise da situação legal minerária é de utilidade a qualquer tipo de 
empreendedor, pois permite identificar previamente a existência de espaços 
livres ainda não onerados por processos, podendo ser individualizada por 
região (em escalas de estado, município ou de coordenadas geográficas 
específicas a determinada localidade), por substância ou por titular. 
 
Uma vez consolidada a situação de oportunidade, definindo-se a substância e 
a localização da área, medida importante na conclusão desta 1ª etapa é 
garantir a prioridade à obtenção do direito de pesquisa ou do registro de 
licenciamento sobre a área de interesse. 
 
Nos regimes de Autorização e de Concessão, o processo de obtenção de 
direitos inicia-se com a protocolização de requerimento de autorização de 
pesquisa ao DNPM, enquanto que se o enquadramento legal for no Regime de 
Licenciamento, o processamento inicia-se com a solicitação de licença dirigida 
à Prefeitura do município onde está localizada a área de interesse e, 
subsequentemente ao deferimento, o seu registro no DNPM. 
 
 
4. Comprovação da Existência, Dimensionamento e Exequibilidade da 
Jazida Mineral. 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 33 
 
 
Os trabalhos referentes a este estágio somente podem ser desenvolvidos após 
a obtenção do Alvará de Pesquisa determinado pelo Regime de Autorização, 
cujo processo foi iniciado com o protocolo do requerimento anteriormente 
citado. 
 
No caso de enquadramento no Regime de Licenciamento, a execução dos 
trabalhos indicados neste estágio não é obrigatória, porém, dependendo do tipo 
e da complexidade do depósito é recomendável que os mesmos sejam 
executados, ainda que de forma mais simplificada, para subsidiar a elaboração 
do Plano de Lavra, cuja apresentação é obrigatória quando do requerimento de 
registro do licenciamento, obtido inicialmente na Prefeitura, no DNPM. 
 
Estes trabalhos correspondem ao aprofundamento dos estudos de pesquisa 
anteriores, abrangendo trabalhos prospectivos de detalhe, orientados à 
comprovação da existência do depósito e, em seguida, à sua cubagem – 
avaliação de suas dimensões, qualificação do minério e distribuição de suas 
propriedades ao longo do corpo do depósito –, bem como a realização de 
análise preliminar da exequibilidade de seu aproveitamento econômico. 
 
 
Foto 14 e 15- Trabalhos de prospecção de Ferro em Quiteranópolis/CE 
 
 
Fotos 16, 17 e 18 – Sondagens de prospecção mineral. 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 34 
 
 
Praça de sondagem típica de pesquisa de minerais metálicos em andamento no Brasil 
 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 35 
 
 
 
 
 
Figura 3- FLUXOGRAMA SISTEMATICO DE IMPANTAÇÃO DO PROJETO MINEIRO 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 36 
 
 
 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 37 
 
Tabela 6- Investimentos em Pesquisa Mineral no Mundo. 
 CENÁRIO MUNDIAL X 
INVESTIMENTO EM PESQUISA 
MINERAL/2011. 
 
 
Investimento 
Global 
(US$ 
10.700.000) 
Área 
(km2) x 
1.000 
Investimento
s Absolutos 
(US$) 
Investimento 
Relativo 
(%) 
Investimentos 
Absolutos/Área 
(US$/km2) 
Investimento 
Brasil 
versus 
Países 
 
Brasil 8.547 321.000 3 0 1 
Canadá 9.971 2.033.000 19 0 5.4 
Austrália 7 7.682 1.284.000 12 0,2 4.5 
Peru 1.285 535.000 5 0,4 11.1 
EUA 9.373 856.000 8 0,3 2.4 
México 1.973 642.000 6 0 8.7 
Rússia 17.075 428.000 4 0,7 0.7 
Chile 757 535.000 5 0 18.8 
China 9.600 428.000 4 0,1 1.2 
Argentina 2.780 321.000 3 0,1 3,1 
 
A tabela revela a disparidade do total investido pelos países avaliados na 
comparação com o Brasil. A análise considera o tamanho dos territórios, o que 
permite constatar que países de menor extensão (Peru, Chile e México) ou 
com área territorial semelhante superam o Brasil (à exceção da Rússia) em 
investimentos em pesquisa. 
 
5. Prospecção Sistemática 
 
Esta fase envolve o desenvolvimento de uma série de trabalhos técnicos 
especializados, cujas intensidades e escala de detalhamento variam de acordo 
com o tipo de substância e os condicionantes do depósito que a contém. 
 
De forma geral, para a pesquisa da maioria dos depósitos de minerais os tipos 
de trabalhos que devem ser desenvolvidos enquadram-se nas seguintes 
exigências (DNPM, 1988, adap.): 
 
 Indispensáveis: topografia, mapeamentos geológicos, escavações 
(poços e trincheiras), análises e ensaios laboratoriais, e cálculo de 
reservas; 
 Freqüentemente necessários: sondagem manual ou mecanizada e 
ensaios de beneficiamento; 
 Eventualmente necessários: levantamentos geofísicos e geoquímicos. 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 38 
 
 
 
Apesar de todo o investimento em produção/extração, o Brasil ainda investe 
pouco na pesquisa mineral. Em 2009 e em 2010, o País recebeu, apenas, a 
fatia de 3% de todo o investimento privado mundial em pesquisa, ficando bem 
atrás de países territorialmente bem menores como Peru e Chile. Além disso, o 
Brasil possui menos de 30% de seu território mapeado geologicamente de 
maneira adequada na escala de 1:100.000. 
 
A caracterização do minério é feita a partir de amostras representativas das 
diversas partes do depósito, submetidas a análises e ensaios laboratoriais 
dirigidos para a obtenção de informações sobre o conteúdo mineralógico e 
químico, e sobre as propriedades físicas e tecnológicas, neste caso já voltado à 
avaliação de desempenho para determinadas aplicações. 
 
Nessa etapa é também conveniente a realização de ensaios de beneficiamento 
do minério 
 
 (O beneficiamento, concentração ou tratamento de minérios constitui um 
conjunto de operações aplicadas às substâncias minerais objetivando 
modificar a granulometria, a concentração relativa das espécies minerais 
presentes ou a forma sem, contudo, modificar a natureza química ou 
física dos mesmos) 
 
com vistas à definição dos processos mais adequados de produção pós-lavra, 
em termos de granulometria, forma ou pureza dos bens minerais A adoção de 
tecnologias de beneficiamento apropriadas às especificidades da jazida conduz 
àprodução de minerais industriais de maior qualidade, ao aumento da 
recuperação do minério lavrado e à redução de impactos ambientais, o que 
leva a maior competitividade do empreendimento. 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 39 
 
Figura 4- O perfil litológico esquemático das rochas. 
 
 
Figura 5- Vista em planta com os collars dos furos de sondagem realizados na 
prospecção de detalhe. 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 40 
 
6. Viabilidade econômica do empreendimento mineiro. 
 
Figura 6- Fatores de influência no projeto mineiro: 
 
 
 
Com o passar dos anos, esforços têm sido realizados no sentido de tentar 
desenvolver procedimentos que resultem na chamada cava ótima. A cava 
ótima é a que entre todas as possíveis cavas (pits finais) que atendem os 
requisitos de ângulo de talude, apresente as seguintes características: 
 
 Máxima lucratividade; 
 Maior valor presente liquido; 
 Maior aproveitamento dos recursos minerais. 
 
Exemplo de cava ótima para lavra de calcário para fabricação de cimento 
(algoritmo de Lerchs- Grossmann, a qual foi apresentado em 1965, no artigo 
intitulado “Projeto otimizado de cavas a Céu Aberto”). 
 
Todas as cavas possíveis apresentam uma função beneficio, onde é definida 
basicamente por: 
 
BENEFICIO = RECEITA – CUSTO 
 
 
 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 41 
 
Figura 7- Cava ótima projetada. 
 
 
 
 
A partir dos dados quantitativos e qualitativos das reservas minerais 
disponíveis deve ser feito um estudo econômico que avalie a exeqüibilidade 
econômica do depósito frente à situação do mercado produtor e consumidor. 
(PLANILHA DE AVALIAÇÃO-ANEXO I) 
A base de indicadores a ser pesquisada inclui, entre outras, demanda, preços e 
especificações de produtos praticados, distância entre a mina potencial e os 
centros consumidores, previsão de insumos necessários (energia, água, 
equipamento, instalações, etc.) para implantação e operação da mina, nível de 
investimento, avaliação financeira (amortização, taxa interna de retorno - TIR, 
etc.) e eventuais empecilhos ambientais para montagem da mineração. 
 
7. Encaminhamento Legal. 
 
1. Relatório Final de Pesquisa 
 
Como na etapa inicial, o final desse 2º estágio também envolve uma tomada de 
decisão. Assim, caso os resultados dos trabalhos concluam pela favorabilidade 
do aproveitamento econômico do depósito, será dada continuidade aos 
estudos mais pormenorizados com vistas à futura implantação do projeto 
mineiro. Na situação inversa, isto é, na ausência de perspectiva da 
economicidade do depósito, opta-se pela paralisação dos investimentos e o 
abandono da área. 
 
Em termos legais, os trabalhos desenvolvidos e os correspondentes resultados 
obtidos até o final desse estágio deverão estar consolidados no Relatório Final 
de Pesquisa a ser encaminhado ao DNPM no prazo legal de vigência do 
Alvará. O documento deverá ser conclusivo para um destes três casos: 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 42 
 
 Exequibilidade técnico-econômica da lavra (Relatório Final Positivo); 
 Inexistência de jazida (Relatório Final Negativo); e 
 Inexequibilidade técnico-econômica da lavra (por inexistência de 
tecnologia adequada ao aproveitamento ou por inexistência de mercado 
consumidor). 
 
2. Estudo de exequibilidade econômica (PAE) 
 
Esse estágio do projeto mineiro é desenvolvido apenas quando da adoção da 
legalização da jazida pelos Regimes de Autorização e Concessão. 
 
Uma vez definida a jazida ou, mais precisamente, aprovado o Relatório de 
Pesquisa, atestando a exequibilidade técnico-econômica da lavra, o titular, ou 
seu sucessor, tem direito de requerer a concessão de lavra no prazo de um 
ano, contado a partir da data de publicação do despacho do DNPM no Diário 
Oficial da União -DOU. 
 
A concessão de lavra só é outorgada para empresa legalmente constituída no 
País, razão pela qual quando o titular for pessoa física é previamente 
necessário que constitua empresa ou que repasse seu direito. 
 
Os documentos necessários para instrução do requerimento de concessão de 
lavra são disciplinados no Artigo Nº 38 do Código de Mineração, incluindo-se 
nestes o Plano de Aproveitamento Econômico – PAE. 
 
O PAE, precedido de memorial explicativo, tem suas condições mínimas de 
elaboração fixadas no Artigo n º39 do Código de Mineração, e obrigatoriedade 
de inclusão de estudos técnicos específicos para atender as NRM – Normas 
Regulamentadoras da Mineração. 
 
Amparado no conhecimento das características da jazida (quantificação e 
qualificação das substâncias minerais) e em estudos de mercado, e, 
considerando as condições locais de geologia, topografia e meio ambiente, o 
PAE deve ser constituído por vários projetos ou anteprojetos referentes a: 
 Método de mineração a ser adotado, fazendo referência à escala de 
produção prevista inicialmente e à sua projeção; e descrição detalhada 
das operações unitárias de lavra (preparação, desenvolvimento, 
desmonte, transporte e armazenamento de solos, minérios, estéril e 
rejeitos); 
 Processos de beneficiamento, com descrição detalhada das operações 
unitárias (britagem, moagem, classificação, tratamento, aglomeração, 
secagem e armazenamento); 
 Dimensionamento de equipamentos (adequação ao método de lavra, às 
características das substâncias minerais e à escala de produção); 
 Dimensionamento de pessoal; 
 Sistemas de transporte; 
 Instalações de energia; 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 43 
 
 Abastecimento de água e despejo de águas servidas; 
 Higiene da mina e dos respectivos trabalhos; 
 Moradias e condições de habitabilidade; 
 PCIAM – Plano de Controle de Impacto Ambiental na Mineração; 
 PGR – Plano de Gerenciamento de Riscos; 
 PRS – Plano de Resgate e Salvamento; 
 Plano de Fechamento; 
 PRAD – Plano de Recuperação da Área Degradada. 
 
O DNPM poderá fazer exigências complementares, inclusive de novos itens, 
principalmente no que se refere às condições de segurança do trabalho e 
monitoramento e mitigação de impactos ambientais. 
 
3. Estudos Ambientais 
 
Tendo em vista que a mineração é uma atividade potencialmente modificadora 
do meio ambiente, está sujeita por lei ao processo de licenciamento ambiental 
e à recuperação da área degradada, para cuja efetivação é obrigatória a 
execução de estudos ambientais especializados a serem elaborados por 
equipe multidisciplinar de profissionais legalmente habilitados. 
 
Formalmente, o início desse processo ocorre na fase do requerimento de 
concessão de lavra ou do requerimento do registro de licenciamento no DNPM. 
 
Entretanto, considerando que a legislação minerária incorporou como 
obrigatória a apresentação de uma série de documentos técnicos baseados no 
conhecimento das condições ambientais, é conveniente que tais estudos, pelo 
menos no que se refere ao levantamento dos parâmetros básicos, iniciem-se 
antes mesmo da ocorrência dessas fases. 
 
São considerados como estudos ambientais todos aqueles referentes ou 
decorrentes da localização, instalação,operação e ampliação de qualquer 
atividade ou empreendimento, considerando as condições do meio físico, meio 
biótico e do meio socioeconômico, segundo disposições do processo de 
licenciamento ambiental. 
 
 
 
 
 
 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 44 
 
Foto 19- Vista da bancada da pedreira abandonada, área já decapeada sem 
vegetação. 
 
 
Os procedimentos e cronologia de execução desses estudos estão 
disciplinados pelo órgão ambiental, em sintonia com o DNPM. 
 
De forma geral devem ser elaborados estudos especializados para, juntamente 
com outros elementos e informações, instruir o pedido de licenciamento 
ambiental: 
 
1. Relatório de Controle Ambiental (RCA). 
 
O RCA é um estudo que deve conter os elementos relativos à concepção do 
projeto, à caracterização ambiental do sítio e do seu entorno, aos impactos 
previstos e às medidas mitigadoras de controle e de recuperação final da área, 
podendo ser simplificado no caso de empreendimentos de pequeno porte. 
 
2. Plano de Controle Ambiental (PCA). 
 
O PCA é um estudo indicando previamente as diretrizes para o monitoramento 
ambiental do empreendimento, bem como contendo o projeto executivo de 
implantação das medidas mitigadoras. 
A análise do RCA-PCA, associada às demais documentações ou exigências do 
órgão competente, definirá pela dispensa, ou não, da elaboração de dois outros 
importantes estudos: 
 
 O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o respectivo 
 Relatório de Impacto sobre o Meio Ambiente (RIMA). 
 
Por outro lado, para empreendimentos de grande porte e que se destinam ao 
aproveitamento de substâncias minerais não enquadradas na situação anterior, 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 45 
 
deve ser elaborado previamente um estudo denominado de Relatório 
Ambiental Preliminar (RAP), que corresponde a um estudo do local e da 
correspondente área de influência, caracterizando as condições ambientais e 
analisando e correlacionando sua capacidade de suporte perante o 
empreendimento objetivado, permitindo, pois, quantificar os principais impactos 
e as correspondentes medidas de mitigação. 
 
De forma similar ao caso anterior, a análise do RAP, associada às demais 
documentações ou exigências do órgão ambiental, definirá pela dispensa ou 
não da elaboração do EIA e respectivo Rima, dando, assim, sequencia ao 
processo para a expedição das licenças de instalação e de funcionamento (ou 
operação), de forma subsequente, conforme a evolução da implantação do 
empreendimento. 
 
Caso o processo de licenciamento, para qualquer das situações anteriores, 
indique a necessidade de elaboração do EIA e do respectivo RIMA (que reflete 
as conclusões do EIA), os aspectos que devem ser abordados nestes estudos 
são, basicamente (Res. CONAMA 01/86): 
 
 Objetivos, justificativas e descrição do projeto; 
 Alternativas tecnológicas e de localização de projeto, confrontando-as 
com a hipótese de não execução do projeto; 
 Caracterização da qualidade ambiental futura da área de influência, 
comparando as diferentes situações da adoção do projeto e suas 
alternativas; 
 Identificação e avaliação sistemática dos impactos ambientais gerados 
nas fases de implantação e operação da atividade; 
 Definição dos limites da área geográfica a ser direta ou indiretamente 
afetada pelos impactos, denominada área de influência do projeto, 
considerando, em todos os casos, a bacia hidrográfica na qual se 
localiza; 
 Descrição do efeito esperado das medidas mitigadoras previstas em 
relação aos impactos negativos, mencionando aqueles que não 
puderem ser evitados e o grau de alteração esperado; 
 Plano de acompanhamento e monitoramento dos impactos; 
 Planos e programas governamentais setoriais propostos, em 
implantação ou existentes na área de influência do projeto, e sua 
compatibilidade com o empreendimento objetivado; 
 Recomendação quanto à alternativa mais favorável. 
 
Outro estudo obrigatório para as atividades de mineração é o PRAD - 
Plano de Recuperação da Área Degradada, que objetiva prever e adequar as 
áreas para uma ocupação futura, mesmo que diferente da utilização anterior à 
instalação do empreendimento. 
Por essa razão, é sempre conveniente que os planos de recuperação das 
áreas degradadas se direcionem para usos definidos nas leis locais de uso e 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 46 
 
ocupação do solo e que pelo menos parte das medidas de recuperação sejam 
conduzidas durante a vida útil do empreendimento. 
 
Foto 20- Revegetaçao dos taludes de bota-fora com mudas de espécies arbóreas 
exóticas (eucalipto). 
 
 
Foto 21- Lago do Parque, instalado na parte central da cava de extração de calcário. 
 
 
 
8. Implantação da Mina 
 
De posse do licenciamento ambiental, inicia-se a montagem da mineração. 
Pode-se considerar que é nessa etapa, apenas, que os riscos envolvidos em 
um projeto mineral assemelham-se aos dos empreendimentos industriais em 
geral. É também quando se dá o investimento mais elevado. 
 
Somente como referência, o valor empregado para montagem de uma mina 
corresponde, em termos médios, a cerca de 90 a 95% do montante total 
aplicado no projeto mineiro. Portanto, dentro dessa parametrização de 
investimento, no conjunto dos estágios anteriores de pesquisa da jazida, de 
maior risco, tendem a ser gastas somas da ordem de 5 a 10% dos 
investimentos globais. 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 47 
 
O desenvolvimento da mina envolve, basicamente, a aquisição e montagem de 
equipamentos, com a construção das unidades de beneficiamento do minério, 
das instalações auxiliares e demais obras de infraestrutura. 
 
A fase de montagem e operação deve seguir o projeto de mineração delineado 
no Plano de Aproveitamento Econômico (Regimes de Autorização e 
Concessão) e no Plano de Lavra (Regime de Licenciamento), bem como nas 
diretrizes de controle e recuperação ambientais estabelecidas no processo de 
licenciamento ambiental. 
 
A fase de funcionamento da mina – com a Portaria de Lavra e a Licença 
Ambiental de Operação devidamente emitida –, compreendendo um conjunto 
de atividades, sequencialmente articuladas, de lavra e beneficiamento do 
minério, é conhecida na literatura da Engenharia Mineral como Ciclo Básico de 
Produção (CBP). 
 
Foto 22- A capacidade de infraestrutura permanece um dos desafios fundamentais 
para operadores mineiros no Brasil.(Foto cortesia da Alcoa) 
 
 
 
 
Foto 23- Operações mineiras em regiões remotas são muito comuns no Brasil. (Foto 
cortesia da Alcoa) 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 48 
 
Foto 24- Vista Geral da Jazida - Holcim (Brasil) S.A. - Unidade Fabril de Cantagalo-RJ. 
 
 
Foto 25: Mina Cachoeira – Caetité (BA). Fase de lavra do Corpo 1, mostrando cava a céu 
aberto com bancadas de 5 metros de altura e bermas de 3 m de largura. Profundidade atual de 
70 metros, visando a profundidade de 120 m. 
 
 
 
Foto 26- Jaguar/Projeto Gurupi/MA é reconhecido como um dos produtores de ouro 
emergentes do Brasil/subsolo. (Foto cortesiada Jaguar Mining). 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 49 
 
 
 
Essas operações abrangem, basicamente, a retirada da substância mineral da 
situação original, movimentação na área da mina e adequação ao uso por meio 
de processos de tratamento de minérios tais como: Cominuição, peneiramento, 
processos físicos, químicos e hidrometalurgicos para a separação de materiais 
indesejáveis. 
 
Foto 27- Instalação de Britagem em Pedreira da RMF/CE. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 50 
 
Foto 28- Conjunto de Britagem Móvel marca Metso, modelo NW 95, 200 HPS, completa, com 
alimentador vibratório AV 35080 com tremonha e grelha, britador de mandíbulas C 95, 
rebritador cônico HP 200, peneira vibratória horizontal 6'x14'/3A (1,83x4,30m) com 
transferência por loop centrífugo, conjunto de transportadores de correia (um interno e quatro 
empilhadores), quadro elétrico com fiação e painel de acionamento, e carreta de 4 eixos, com 
16 pneus, rodas, sistemas de freios e sinalização para transporte. 
 
 
 
A partir dos primeiros procedimentos de abertura da mina até o seu 
fechamento, quando da exaustão das reservas ou do surgimento de outras 
situações supervenientes (ações do Ministério Público, do DNPM, etc.), devem 
ser tomados os devidos cuidados com o controle operacional de todo o ciclo de 
produção, buscando-se a otimização do processo produtivo, a manutenção da 
qualidade dos produtos minerais e a condução ambiental adequada do 
empreendimento – redução e controle de impactos, e recuperação e 
preparação da área minerada para seu uso futuro –, no sentido de favorecer a 
condução da mineração de maneira tecnicamente responsável e o sucesso do 
retorno financeiro do investimento. 
 
Por esses motivos, é imprescindível, conforme exigências da legislação, que 
todas as operações de mineração estejam sob a responsabilidade de 
profissionais habilitados. 
 
CAPITULO IV – LEGISLAÇÃO MINEIRA. 
 
1. Breves tópicos acerca da legislação mineral. 
No Brasil, a mineração, de um modo geral, está submetida a um conjunto de 
regulamentações, onde os três níveis de poder estatal possuem atribuições 
com relação à mineração e ao meio ambiente. Em nível federal, os órgãos que 
têm a responsabilidade de definir as diretrizes e regulamentações, bem como 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 51 
 
atuar na concessão, fiscalização e cumprimento da legislação mineral e 
ambiental para o aproveitamento dos recursos minerais são os seguintes: 
 Ministério de Minas e Energia – MME: responsável por formular e 
coordenar as políticas dos setores mineral, elétrico e de petróleo/gás; 
 Ministério do Meio Ambiente – MMA: responsável por formular e 
coordenar as políticas ambientais, assim como acompanhar e 
superintender sua execução; 
 Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral – 
SGM/MME: responsável por formular e coordenar a implementação das 
políticas do setor mineral; 
 Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM: responsável 
pelo planejamento e fomento do aproveitamento dos recursos minerais, 
preservação e estudo do patrimônio paleontológico, cabendo-lhe 
também superintender as pesquisas geológicas e minerais, bem como 
conceder, controlar e fiscalizar o exercício das atividades de mineração 
em todo o território nacional, de acordo o Código de Mineração; 
 Serviço Geológico do Brasil – CPRM (Companhia de Pesquisa de 
Recursos Minerais): responsável por gerar e difundir conhecimento 
geológico e hidrológico básico, além de disponibilizar informações e 
conhecimento sobre o meio físico para a gestão territorial; 
 Agência Nacional de Águas – ANA: Responsável pela execução da 
Política Nacional de Recursos Hídricos, sua principal competência é a 
de implementar o gerenciamento dos recursos hídricos no país. 
Responsável também pela outorga de água superficial e subterrânea, 
inclusive aquelas que são utilizadas na mineração; 
 Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA: responsável por 
formular as políticas ambientais, cujas Resoluções têm poder normativo, 
com força de lei, desde que, o Poder Legislativo não tenha aprovada 
legislação específica; 
 Conselho Nacional de Recursos Hídricos – CNRH: responsável por 
formular as políticas de recursos hídricos; promover a articulação do 
planejamento de recursos hídricos; estabelecer critérios gerais para a 
outorga de direito de uso dos recursos hídricos e para a cobrança pelo 
seu uso; 
 Instituto Brasileiro de Meio Ambiente Recursos Naturais 
Renováveis – IBAMA: responsável, em nível federal, pelo licenciamento 
e fiscalização ambiental; 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 52 
 
 Centro de Estudos de Cavernas – CECAV (IBAMA): responsável pelo 
patrimônio espeleológico. 
 Ministério da Defesa-Exército, DFPC-SFPC/RM: responsável pelo 
controle dos explosivos utilizados nas operações de desmonte de rocha 
à fogo. 
2. A mineração na Constituição Brasileira. 
“CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 05/10/1988” 
 
Art. 20 - São bens da União: 
IX - os recursos minerais, inclusive os do subsolo; 
 
Art. 21 - Compete à União: 
XXV - estabelecer as áreas e as condições para o exercício da atividade de 
garimpagem, em forma associativa. 
 
Art. 22 - Compete privativamente à União legislar sobre: 
XII - jazidas, minas, outros recursos minerais e metalurgia; 
XVIII - sistema estatístico, sistema cartográfico e de geologia nacionais. 
 
Art. 23 - É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e 
dos Municípios: 
XI - registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e 
exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios. 
 
Art. 24 - Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar 
concorrentemente sobre: 
VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e 
dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição. 
XVI – “autorizar, em terras indígenas, a exploração e o aproveitamento de 
recursos hídricos e a pesquisa e lavra de riquezas minerais”. 
3. Ministério de Minas e Energia. 
Art. 176 - As jazidas, em lavra ou não, e demais recursos minerais e os 
potenciais de energia hidráulica constituem: propriedade distinta da do solo, 
para efeito de exploração ou aproveitamento, e pertencem à União, garantida 
ao concessionário a propriedade do produto da lavra. 
Art. 225 - Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem 
de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao 
Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para a atual 
e futuras gerações. 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 53 
 
4. Descrição sucinta dos sete primeiros capítulos do código de 
mineração: 
O CAPÍTULO I DO CÓDIGO DE MINERAÇÃO trata das disposições 
preliminares, abordando como obrigações da União, administrar os recursos 
minerais, a industrialização e comercialização dos produtos minerais. Também 
fala sobre os regimes de aproveitamento das substâncias minerais. Este código 
regula os direitossobre massa individualizada, seja mineral ou fóssil, o seu 
regime de aproveitamento e a fiscalização do Governo Federal da pesquisa, 
lavra, dentre outras atividades. 
O CAPÍTULO II DO CÓDIGO DE MINERAÇÃO refere-se à Pesquisa Mineral. 
Define pesquisa mineral, as condições exigidas para a obtenção de autorização 
de pesquisa e para a retificação de alvará de pesquisa. Estabelece as 
obrigações do titular de autorização de pesquisa. 
O CAPÍTULO III DO CÓDIGO DE MINERAÇÃO refere-se à Lavra. Define 
Lavra e Lavra ambiciosa, estabelece as condições para sua outorga, e informa 
sobre a Imissão de Posse, estabelece as obrigações do titular da concessão de 
Lavra, define Grupamento Mineiro (Art. 53). O Art. 56 versa sobre o 
desmembramento da concessão de lavra em duas ou mais concessões 
distintas a juízo do Departamento Nacional de Produção Mineral. O Art. 58 o 
titular mediante requerimento ao Ministro de Estado de Minas e Energia, pode 
obter a suspensão temporária da lavra ou a renúncia ao seu título. 
O CAPÍTULO IV do CÓDIGO DE MINERAÇÃO refere-se às Servidões. 
O CAPÍTULO V do CÓDIGO DE MINERAÇÃO refere-se às Sanções e as 
Nulidades 
O CAPÍTULO VI do CÓDIGO DE MINERAÇÃO refere-se ao fechamento de 
certas áreas de Garimpagem, Faiscação e Cata. 
O CAPÍTULO VII CÓDIGO DE MINERAÇÃO Das Disposições Finais 
5. DECRETOS-LEI REFERENTES À MINERAÇÃO: 
Decreto-Lei Nº 2435, de 19/05/1988, D.O.U de 19/05/1988 Dispõe sobre a 
dispensa de controles prévios na exportação. Situação: Em vigor 
Decreto-Lei Nº 227, de 27/02/1967, DOU de 27/02/1967 Código de Mineração. 
Situação: Em vigor 
Decreto-Lei Nº 7841, de 08/08/1945, DOU de 08/08/1945 Código de Águas 
Minerais.Situação: Em vigor 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 54 
 
Decreto-Lei Nº 4146, de 04/03/1942, D.O.U de 04/03/1942 Dispõe sobre a 
proteção de depósitos fossilíferos. Situação: Em vigor 
 
CAPÍTULO V – NORMAS REGULAMENTADORAS DA MINERAÇÃO 
 
PORTARIA Nº 237, DE 18 DE OUTUBRO DE 2001 
Aprova as Normas Reguladoras de Mineração – NRM, de que trata o Art. 97 do 
Decreto-Lei nº 227, de 28 de fevereiro de 1967. 
 
NRM-01 Normas Gerais. 
NRM-02 Lavra a Céu Aberto. 
NRM-03 Lavras Especiais. 
NRM-04 Aberturas Subterrâneas. 
NRM-05 Sistemas de Suporte e Tratamentos. 
NRM-06 Ventilação. 
NRM-07 Vias e Saídas de Emergência. 
NRM-08 Prevenção contra Incêndios, Explosões e Inundações. 
NRM-09 Prevenção contra Poeiras. 
NRM-10 Sistemas de Comunicação. 
NRM-11 Iluminação. 
NRM-12 Sinalização de Áreas de Trabalho e de Circulação 
NRM-13 Circulação e Transporte de Pessoas e Materiais. 
NRM-14 Máquinas, Equipamentos e Ferramentas. 
NRM-15 Instalações. 
NRM-16 Operações com Explosivos e Acessórios. 
NRM-17 Topografia de Minas. 
NRM-18 Beneficiamento. 
NRM-19 Disposição de Estéril, Rejeitos e Produtos. 
NRM-20 Suspensão, Fechamento de Mina e Retomada das Operações 
Mineiras. 
NRM-21 Reabilitação de Áreas Pesquisadas, Mineradas e Impactadas. 
NRM-22 Proteção ao Trabalhador. 
 
NRM-01 Normas Gerais 
 Objetivos: Em seu escopo determina o aproveitamento racional na 
extração dos bens minerais pertencentes à União de forma planejada 
evitando danos ao meio ambiente e na segurança e saúde dos 
trabalhadores. 
 A Indústria Mineral abrange desde o início dos trabalhos de pesquisa 
mineral, lavra, beneficiamento, distribuição, comercialização e consumo 
de bens minerais. 
 Define Jazida como toda massa individualizada de substância mineral ou 
fóssil, aflorante ou existente no interior da terra, e que tenha valor 
econômico. 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 55 
 
 Define Mina como toda e qualquer jazida, mesmo com atividade 
suspensa, em lavra, ou seja, há o aproveitamento industrial e 
beneficiamento da área mineral. 
 Define como lavra ambiciosa os trabalhos realizados em desacordo com 
o plano aprovado e impossibilitando o aproveitamento posterior da 
mesma. 
 Aborda o sistema de disposição de estéril ou rejeitos prevenindo os 
impactos ao meio ambiente. 
 Define o profissional legalmente para a execução dos trabalhos 
previstos no empreendimento mineiro. 
 Para efeito das NRM, entende-se por empreendedor, todo: 
a) detentor de registro de licença; 
b) detentor de permissão de lavra garimpeira; 
c) detentor de alvará de pesquisa; 
d) detentor de concessão de lavra; 
e) detentor de manifesto de mina; 
f) detentor de registro de extração; 
g) aquele que distribui bens minerais; 
h) aquele que comercializa bens minerais e 
i) aquele que beneficia bens minerais. 
 O empreendedor que admita trabalhadores como empregados deve 
organizar e manter em regular funcionamento, em cada 
estabelecimento, uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes na 
Mineração – CIPAMIN, na forma prevista na Norma Regulamentadora 
n.º 22 – NR-22, do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE. 
 Todo visitante deve ser obrigatoriamente informado dos riscos inerentes 
ao ambiente de trabalho, das medidas de prevenção de segurança e 
saúde e dos procedimentos em caso de acidentes. 
 Em locais de trabalho com risco à saúde do trabalhador, a empresa deve 
possuir um sistema de monitoramento do ambiente e controle dos 
parâmetros que afetam a sua saúde, implementando o Programa de 
Controle Médico e Saúde Ocupacional – PCMSO, conforme 
estabelecido na NR-07/MTE; 
 Cabe ao empreendedor elaborar e implementar o Programa de 
Gerenciamento de Riscos – PGR, contemplando os aspectos das NRM. 
 As NRM constituem uma base para a elaboração e análise dos 
seguintes documentos, de apresentação obrigatória ao DNPM: 
a) Plano de Pesquisa; 
b) Requerimento de Guia de Utilização; 
c) Requerimento de Registro de Extração; 
d) Relatório Final de Pesquisa; 
e) Plano de Aproveitamento Econômico – PAE; 
f) Plano de Lavra – PL; 
g) Relatório Anual de Lavra – RAL; 
h) Plano de Fechamento, Suspensão e Retomada das Operações 
Mineiras; 
i) Plano de Controle de Impacto Ambiental na Mineração - PCIAM; 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 56 
 
j) Projeto Especial e 
l) Cumprimento de exigência. 
 É condição necessária para o início dos trabalhos de desenvolvimento 
de uma mina a apresentação do Plano de Lavra – PL e sua aprovação 
pelo DNPM. O PL deve ser apresentado quando do requerimento da 
Guia de Utilização, do requerimento do Registro de Extração, do 
requerimento do Registro de Licença, do requerimento da concessão de 
lavra como parte integrante do PAE ou quando exigido pelo DNPM. O 
PL mostra as diretrizes do desenvolvimento da mina, detalhando os 
trabalhos que serão executados. 
 O Plano de Resgate e Salvamento é parte obrigatória do Plano de Lavra, 
devendo ser atualizado anualmente e mantido disponível na mina para o 
Agente Fiscalizador do DNPM. 
 No PCIAM deve figurar todas as medidas mitigadoras e de controle dos 
impactos ambientais decorrentes da atividade minerária, especialmente 
as de monitoramento e de reabilitação da área minerada e impactada. 
 O Plano de Fechamento de Mina é parte obrigatória do PAE. 
 Os efeitos de subsidência e movimentação de terrenos, identificação de 
cavernas, ocorrência de fósseis ou materiais de interesse arqueológico 
devido as atividades mineiras devem ser comunicado ao DNPM.A 
critério do DNPM pode ser exigido a apresentação de relatórios 
periódicos com a finalidade de avaliar o comportamento do aquífero. 
 Todas as informações relativas ao empreendimento mineiro devem ser 
colocadas à disposição do agente fiscalizador doDNPM (produção e 
características qualitativas dos produtos; condições técnicas e 
econômicas da execução dos serviços; mercado e preços médios de 
venda; quantidade e condições técnicas e econômicas do consumo de 
produtos minerais e relatórios e registros sobre segurança, saúde 
ocupacional e controle ambiental), além de ser acompanhado por 
profissional qualificado para acompanhar o Agente Fiscalizador do 
DNPM durante a fiscalização. 
 Constatada a situação de lavra ambiciosa ou situação de grave e 
iminente risco, o Agente Fiscalizador deve determinar a paralisação 
imediata das atividades, interditando os locais de trabalho, em parte ou 
em todo o empreendimento, até a eliminação do fato. A paralisação das 
atividades e a interdição, em parte ou em todo o empreendimento, só 
serão suspensas por autorização escrita do Agente Fiscalizador do 
DNPM, após efetivamente constatada a eliminação dos riscos que 
levaram a esse procedimento. 
 
NRM-02 – Lavra a Céu Aberto 
 A mina deve ser projetada não só visando a economicidade do 
empreendimento, mas também para facilitar o desenvolvimento das 
operações unitárias, atender os aspectos relativos à segurança 
operacional, do trabalho, controle ambiental e a reabilitação da área. 
 Devem ser adotadas medidas preventivas contra inundações e 
surgências de água. 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 57 
 
 As minas a céu aberto devem possuir mapas contendo representação 
completa com amarração topográfica de todas as áreas em lavra, 
mineradas, da localização e sistemas de disposição de estocagem de 
solo vegetal, estéril, produtos, rejeitos sólidos e líquidos. 
 A largura mínima, a altura e ângulo máximos das bancadas devem ser 
projetados em função das condições geomecânicas, dos serviços a 
serem executados, máquinas e equipamentos a serem utilizados, de 
forma a conduzir os trabalhos com segurança. 
 Nos serviços em taludes, nos limites exteriores e faces das bancadas, 
em plataformas e em outros pontos com riscos de queda, devem ser 
atendidas as seguintes exigências: 
a) uso obrigatório de cinto de segurança, tipo pára-quedista, preso a 
cabo de segurança, além de outros equipamentos de proteção 
individual, quando o serviço exigido for em altura superior a 2,0 m (dois 
metros); 
b) todos os serviços, realizados nas bancadas acima e abaixo de um 
talude, em cuja face houver trabalhadores sob risco de queda de 
material que possa atingi-los, devem ser paralisados; 
c) nas laterais das bancadas, vias de acessos ou estradas onde houver 
riscos de quedas de veículos devem ser construídas leiras com altura 
mínima correspondente à metade do diâmetro do maior pneu de veículo 
que por elas trafegue; 
d) instalação de sinalizadores. 
 Em caso de deslizamentos, as áreas deverão ser isoladas, sinalizadas e 
realizados estudos geotécnicos para o levantamento das causas básicas 
do acidente. 
 A geometria da cava, pilhas e de outras estruturas devem ser 
atualizadas semestralmente ou em maior periodicidade, a critério do 
DNPM, em conformidade com o ritmo de avanço previsto no Plano de 
Lavra, o qual deverá ser mantido na mina, bem como a documentação 
topográfica pertinente, para exame por parte da fiscalização. As plantas 
de controle geológico da mina devem ser atualizadas semestralmente, 
revendo-se com freqüência todos os aspectos ligados à estabilidade das 
estruturas. 
 Para controle da estabilidade dos taludes deveram ser tomadas medidas 
preventivas e avaliações que levem em consideração as condições 
geotécnicas e geomecânicas do local. São consideradas indicativas de 
situações de potencial instabilidade nos taludes as seguintes 
ocorrências: 
a) fraturas ou blocos desgarrados do corpo principal nas faces dos 
bancos da cava e abertura de trincas no topo do banco; 
b) abertura de fraturas em rochas com eventual surgimento de água; 
c) feições de subsidências superficiais; 
d) estruturas em taludes negativos; 
e) percolação de água através de planos de fratura ou quebras 
mecânicas e 
f) ruídos anormais. 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 58 
 
 Os parâmetros geométricos observados no projeto das minas a céu 
aberto, tais como altura de bancada, ângulo de face, largura de bermas 
e ângulo geral de taludes devem ser projetados de acordo com os 
melhores recursos de geologia, de engenharia, mecânica das rochas e 
mecânica dos solos. É obrigatória a estabilização ou remoção de 
material com risco de queda das cristas das bancadas. 
 A retomada das atividades operacionais somente poderá ocorrer após a 
adoção de medidas corretivas e liberação formal da área pela 
supervisão técnica responsável. 
 
Figura 8 - Esquema típico de uma pedreira: seqüência de lavra com perfuração 
e desmonte rochoso 
(Fonte: Almeida, 2003). 
 
 
 
NRM-03 – Lavras Especiais 
 
1. Lavra com Dragas Flutuantes 
2. Lavra com Desmonte Hidráulico 
3. Outras Lavras (dissolução subterrânea, lixiviação in situ) 
 
 
 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 59 
 
Figura 9 - Visão da planta de Murrin Murrin da Minara Resources, na 
Austrália Ocidental. Fonte: Anaconda Nickel (2002). 
 
 
 
NRM-04 – Aberturas Subterrâneas 
 As aberturas subterrâneas devem ser executadas e mantidas de forma 
segura durante o período de sua vida útil. 
 Em áreas de influência da lavra não é permitido o desenvolvimento de 
outras obras subterrâneas que possam prejudicar a sua estabilidade e 
segurança. 
 Verificada a existência de chocos ou blocos instáveis estes devem ter 
sua área de influência isolada até que sejam tratados ou abatidos. O 
abatimento manual de chocos ou blocos instáveis deve ser realizado 
através de dispositivo adequado, que deve estar disponível nas frentes 
de trabalho e realizado por trabalhador qualificado, observadas as 
normas de procedimentos. O abatimento mecanizado deve ser feito com 
equipamento apropriado, que ofereça maior segurança e confiabilidade 
para a operação. 
 Toda mina subterrânea deve possuir, obrigatoriamente, no mínimo dois 
acessos, separados adequadamente, observadas as condições técnicas 
indispensáveis à segurança e estabilidade da abertura, bem como as 
condições de segurança e saúde dos trabalhadores. 
 Em aberturas nas fases de pesquisa, desenvolvimento e lavra da mina, 
devem ser registradas as evidências geológicas, os dados das áreas 
mineralizadas, as espessuras das camadas, a presença de estruturas 
geológicas determinantes das condições de estabilidade, as fontes de 
água subterrânea e de gases naturais. Estes dados devem ser 
levantados topograficamente e representados nas plantas em 
escala adequada contendo os principais dados tais como: os perímetros 
das minas; limites dos pilares de segurança em subsolo; ângulos laterais 
dos pilares de segurança; limites da área de mineração; todas as 
escavações e construções subterrâneas; furos de sonda; tapumes, 
portas e viadutos de ventilação...). 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 60 
 
 Poços, Planos Inclinados e Rampas- A execução de serviços de 
escavação de poços, planos inclinados e rampas deve ser precedida 
dos estudos de condições geotécnicas, devendo os correspondentes 
projetos contemplar, no que couber, os dimensionamentos e 
especificações construtivasda torre, estrutura e reforços, métodos de 
escavação, perfuração e desmonte de rochas, retirada do material 
desmontado, drenagem e ventilação durante a construção, sistema de 
contenção e segurança e outros aspectos que se mostrem relevantes. 
 Galerias - Nos trabalhos de desenvolvimento de galerias, eixos 
principais, em áreas mineradas, ou de sua influência, intemperizadas ou 
ao longo de zonas com distúrbios geológicos devem ser adotados 
procedimentos que contemplem as características geomecânicas locais 
do maciço, utilizando-se técnicas adequadas de segurança. 
 Aberturas não Lineares - Silos, câmaras de britagem, casas de 
máquinas, oficinas, refeitórios, câmaras de refúgio, áreas de manobras 
devem ter projetos específicos e detalhados para sua construção e 
previstos no Plano de Lavra e devem estar sempre em condições de 
funcionamento, de operação e de segurança. 
 Pilares, Lajes e Faixas de Segurança - Devem estar protegidas por 
pilares todas as escavações onde os vãos ofereçam riscos de 
instabilidade no maciço e as lajes devem ser definidas de maneira a 
oferecer segurança aos níveis inferiores de lavra. Nos limites das 
concessões e nos perímetros das minas devem ser obrigatoriamente 
previstas faixas de segurança, dispostas dentro dos limites aprovados 
pelo DNPM. 
 
Figura 10- Plano inclinado em lavra subterrânea de carvão, observando-se, à 
esquerda, a correia transportadora e, acima, os dutos de drenagem e 
ventilação. À direita, o sistema de tração de vagonetas. Local: Mina Santa 
Augusta, SC. 
 
 
 
NRM-05 – Sistemas de Suporte e Tratamentos 
 O tratamento ou suporte das escavações subterrâneas, quando 
aplicável, deve atender às seguintes finalidades: 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 61 
 
a) segurança dos trabalhos no subsolo; 
b) utilização segura das instalações da mina; 
c) minimização dos danos na superfície e 
d) continuidade do processo produtivo. 
 A proteção das escavações deve ser realizada através de: 
a) pilares de sustentação do teto; 
b) sistemas de tratamento ou suporte das aberturas, compreendendo 
escoramentos, rígidos ou compressíveis, revestimentos ou dispositivos 
de suporte e tratamento do maciço; 
c) enchimento e 
d) abatimentos de tetos induzidos e controlados. 
 O responsável pela mina deve providenciar treinamento adequado para 
o pessoal que exerce supervisão nas atividades de tratamento e 
suporte. 
 Os sistemas de suporte ou fortificação devem ser reforçados nas 
seguintes condições: 
a) nos cruzamentos e ramificações das galerias; 
b) nas entradas para as frentes de lavra; 
c) nas junções de poços com galerias; 
d) quando a resistência e a capacidade do suporte do maciço estiverem 
comprometidos devido a presença de rochas alteradas, falhamentos, 
fissuramentos e outras descontinuidades do maciço; 
e) quando houver indícios ou suspeitas de que os mesmos se 
apresentem insuficientemente dimensionados e 
f) em instalações fixas em subsolo, como oficinas, salas, quarto de 
materiais, salas de guinchos, sistemas de bombeamento, instalações de 
britagem e subestações. 
 Os materiais utilizados nos sistemas de suporte ou fortificação devem 
atender as seguintes exigências: 
a) a madeira deve ser criteriosamente selecionada e, se necessário, 
tratada de modo a não ter sua resistência comprometida por rachaduras 
e apodrecimento, sendo que as peças danificadas de madeira não 
devem ser reutilizadas; 
 b) as propriedades físicas dos aços usados como elementos estruturais 
devem ser conhecidos e compatíveis ao fim a que se destinam e os 
elementos de aço que forem recuperados devem sofrer tratamento 
adequado antes de seu reaproveitamento; 
 c) as estruturas em concreto devem ser convenientemente projetadas e 
obedecer a normas específicas; 
 d) as propriedades físicas dos materiais convencionais de sustentação 
devem ser conhecidas ou ensaiadas para verificar as suas 
características antes do emprego; 
 e) o emprego de materiais não convencionais em escoramentos 
subterrâneos como blocos pré-moldados de concreto reforçado com 
fibras de aço, vidro, amianto, nailon, carbono, prolipropileno e outros, 
deve ser convenientemente investigado e ressaltado em qualquer 
projeto enviado ao DNPM; 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 62 
 
 f) macacos mecânicos e hidráulicos, de aço ou metal leve, deverão ser 
utilizados de acordo com as especificações do fabricante. 
 Poços – Devem ser tomados os seguintes critérios: Locação em terreno 
firme e consistente; o projeto construtivo deve ser detalhado e abordar 
aspectos de segurança contra colapsos, os desplacamentos e as 
deformações acima dos limites de tolerância do maciço, entrada de água 
que cause danos. Deve considerar as cargas adicionais, inclusive as 
dinâmicas, devido a instalações de guias do elevador, escadas, 
plataformas, tubulações, cabos e quaisquer outros elementos 
necessários à sua equipagem. 
 A estrutura do poço deve ser ancorada nas paredes rochosas em 
distância regular, à medida que se vai desenvolvendo o poço, visando 
mantê-lo em condições seguras e operacionais. Os elementos de 
escoramento dos poços devem ser projetados para resistir às 
solicitações de compressão e tração. Os cruzamentos dos poços com as 
galerias necessitam de fortificação para fazer face às tensões de tração 
e flexão que podem ocorrer nestes locais. 
 
Figura 11- Galeria desenvolvida manualmente no carvão. 
 
 
NRM-06 – Ventilação 
 As atividades em subsolo devem dispor de sistema de ventilação 
mecânica que atenda aos seguintes requisitos: 
a) suprimento de ar em condições adequadas para a respiração; 
b) renovação contínua do ar; 
c) diluição eficaz de gases inflamáveis ou nocivos e de poeiras do 
ambiente de trabalho; 
d) temperatura e umidade adequadas ao trabalho humano; 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 63 
 
e) ser mantido e operado de forma regular e contínua; 
f) em dias em que não haja operação em subsolo, no mínimo um terço 
(1/3) do sistema principal de ventilação deve estar funcionando e 
g) as minas com emanações de gases nocivos, inflamáveis ou 
explosivos devem manter o sistema de ventilação integral. 
 Nos locais onde pessoas estiverem transitando ou trabalhando a 
concentração de oxigênio no ar não deve ser inferior a 19% (dezenove 
por cento) em volume. 
 A vazão de ar necessária em minas de carvão, para cada frente de 
trabalho, deve ser de, no mínimo, 6,0 m3/min (seis metros cúbicos por 
minuto) por pessoa. A vazão de ar fresco em galerias de minas de 
carvão constituídas pelos últimos travessões arrombados deve ser de, 
no mínimo, 250,00 m3/min (duzentos e cinquenta metros cúbicos por 
minuto). Em outras minas, a quantidade do ar fresco nas frentes de 
trabalho deve ser de, no mínimo, 2,0 m3/min(dois metros cúbicos por 
minuto) por pessoa. 
 No caso de uso simultâneo de mais de um veículo ou equipamento a 
diesel, em frente de desenvolvimento, deve ser adotada a seguinte 
fórmula para o cálculo da vazão de ar fresco na frente de trabalho: 
QT = 3,5 ( P1 + 0,75 x P2 + 0,5 x Pn ) [ m³/min] 
Onde: 
QT = vazão total de ar fresco em metros cúbico por minuto 
P1 = potência em cavalo-vapor do equipamento de maior potência em 
operação 
P2 = potência em cavalo-vapor do equipamento de segunda maior 
potência em operação 
Pn = somatório da potência em cavalo-vapor dos demais equipamentos 
em operação. 
 A velocidade do ar no subsolo não deve ser inferiora 0,2 m/s (zero 
vírgula dois metros por segundo) nem superior à média de 8,0 m/s (oito 
metros por segundo) onde haja circulação de pessoas. 
 Todas as galerias de desenvolvimento, após 10,0 m (dez metros) de 
avançamento, e obras subterrâneas sem comunicação ou em fundo-de-
saco devem ser ventiladas através de sistema de ventilação auxiliar e o 
ventilador utilizado deve ser instalado em posição que impeça a 
recirculação de ar. 
 
Figura 12- Tapumes de alvenaria (a) e exaustor principal (b). 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 64 
 
 
 
 
 
 
NRM-07 - Vias e Saídas de Emergência 
 Toda mina subterrânea em atividade deve possuir obrigatoriamente, no 
mínimo, duas vias de acesso à superfície, uma via principal e uma 
alternativa ou de emergência, separadas entre si e comunicando-se por 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 65 
 
vias secundárias de forma que a interrupção de uma delas não afete o 
trânsito pela outra. 
 
NRM-08 - Prevenção contra Incêndios, Explosões, Gases e Inundações 
 Todas as áreas objeto de deposição ou aplicação de material inflamável 
devem estar sinalizadas como áreas potencialmente sujeitas a incêndios 
ou explosões. 
 As correias transportadoras utilizadas em minas de carvão devem ser do 
tipo resistente à combustão. 
 Nas minas e instalações sujeitas a emanações de gases tóxicos, 
explosivos ou inflamáveis o Programa de Gerenciamento de Riscos – 
PGR deve incluir ações de prevenção e combate a incêndio e de 
explosões acidentais. 
 Nas minas subterrâneas sujeitas à concentração de gases que possam 
provocar explosões e incêndios, os trabalhadores devem portar (devem 
estar disponíveis próximos aos postos de trabalho) equipamentos 
individuais de fuga rápida ou auto-resgate (em quantidade suficiente 
para o número de pessoas presentes na área). 
 Toda mina deve possuir sistema de combate a incêndio com 
procedimentos escritos, equipes treinadas e sistemas de alarme. 
 Todo insumo inflamável ou explosivo deve ser rotulado e guardado em 
depósito seguro, identificado e construído conforme regulamentação 
vigente. 
 Em toda mina devem ser instalados extintores portáteis de incêndio, 
adequados à classe de risco, cuja inspeção deve ser realizada por 
pessoal treinado. 
 Devem ser adotadas medidas que previnam inundações acidentais em 
todo o empreendimento mineiro. Os serviços relativos ao desvio de 
cursos de água e o isolamento das águas superficiais em áreas da mina, 
além de outras providências que visem eliminar os problemas de 
inundação, devem estar previstos no Plano de Aproveitamento 
Econômico - PAE e atender à legislação vigente. 
 As minas sujeitas a emanações de gases tóxicos, explosivos ou 
inflamáveis devem contar com equipes treinadas, serviços e 
equipamentos para realizar medições de concentração de gases e 
manter os registros dos resultados permanentemente organizados, 
visados pelo responsável pela mina, atualizados e disponíveis para a 
fiscalização. 
 
NRM-09 - Prevenção contra Poeiras 
 Nos locais onde haja geração de poeiras, na superfície ou no subsolo, 
deve ser realizado o monitoramento periódico da exposição dos 
trabalhadores, através de grupos homogêneos de exposição e das 
medidas de controle adotadas, com o registro dos dados observando-se 
o Grupo Homogêneo de Exposição que corresponde a um grupo de 
trabalhadores que experimentam exposição semelhante, de forma que o 
resultado fornecido pela avaliação da exposição de qualquer trabalhador 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 66 
 
do grupo seja representativo da exposição do restante dos trabalhadores 
do mesmo grupo. 
 Em toda mina deve estar disponível água em condições de uso, com o 
propósito de controle da geração de poeiras nos postos de trabalho, 
onde rocha ou minério estiver sendo perfurado, cortado, detonado, 
carregado, descarregado ou transportado. As operações de perfuração 
ou corte devem ser realizadas por processos umidificados para evitar a 
dispersão da poeira no ambiente de trabalho. 
 
NRM-10 – Sistemas de Comunicação 
 Todas as minas subterrâneas devem possuir sistema de comunicação 
padronizado para informar o transporte em poços e planos inclinados. 
 Todo sistema de comunicação deve possuir retorno, através de 
repetição do sinal, que comprove ao emissor que o receptor recebeu 
corretamente a mensagem. 
 
NRM-11 – Iluminação 
 Em subsolo é obrigatória a existência de sistema de iluminação 
estacionária, mantendo-se os seguintes níveis mínimos de iluminamento 
médio nos locais a seguir relacionados: 
a) cinqüenta lux no fundo do poço; 
b) cinqüenta lux na casa de máquinas; 
c) vinte lux nos caminhos principais; 
d) vinte lux nos pontos de carregamento, descarregamento e trânsito 
sobre transportadores contínuos; 
e) sessenta lux na estação de britagem e 
f) duzentos e setenta lux no escritório e oficinas de reparos. 
 As instalações de superfície que dependam de iluminação artificial, cuja 
falha possa colocar em risco acentuado a segurança das pessoas, 
devem ser providas de iluminação de emergência que atenda aos 
seguintes requisitos: 
a) ligação automática no caso de falha do sistema principal; 
b) ser independente do sistema principal; 
c) prover iluminação suficiente que permita a saída das pessoas da 
instalação e 
d) ser testadas e mantidas em condições de funcionamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 67 
 
Figura 13- Trabalhos de escoramento com iluminação adequada. 
 
 
NRM-12 - Sinalização de Áreas de Trabalho e de Circulação 
 As áreas de utilização de material inflamável, assim como aquelas 
sujeitas à ocorrência de explosões ou incêndios, devem estar 
sinalizadas com indicação de área de perigo e proibição de uso de 
fósforos, de fumar ou outros meios que produzam calor, faísca ou 
chama. 
 Nos depósitos de substâncias tóxicas e de explosivos e nos tanques de 
combustíveis inflamáveis devem ser fixados, em local visível, indicações 
do tipo do produto e capacidade máxima dos mesmos. 
 Nos cruzamentos e locais de ramificações principais devem estar 
indicadas as direções e as saídas da mina, inclusive as de emergência. 
As plantas de beneficiamento devem ter suas vias de acesso, circulação 
e saída identificadas e sinalizadas de forma visível. 
 As tubulações devem ser identificadas segundo a Norma 
Regulamentadora nº 26 do MTE, ou alternativamente identificadas a 
cada 100,00 m (cem metros), informando a natureza do seu conteúdo, 
direção do fluxo e pressão de trabalho. 
 Nos locais de estocagem, manuseio e uso de produtos tóxicos, 
perigosos ou inflamáveis devem estar disponíveis fichas de emergência 
contendo informações acessíveis e claras sobre o risco à saúde e as 
medidas a serem tomadas em caso de derramamento ou contato. 
 As áreas de basculamento devem ser sinalizadas, delimitadas e 
protegidas contra quedas acidentais de pessoas ou equipamentos. 
 Os acessos às bancadas devem ser identificados e sinalizados. 
 Todas as detonações na área da mina devem ser precedidas de sinais 
sonoros e interrupção das vias de acesso. 
 
NRM-13 - Circulação e Transporte de Pessoas e Materiais 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integradoà Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 68 
 
 Toda mina deve possuir plano de trânsito; Equipamentos de transporte 
de materiais e pessoas sobre pneus devem possuir, em bom estado de 
conservação e funcionamento, faróis, luz e sinal sonoro de ré acoplado 
ao sistema de câmbio de marchas, buzina, sinal de indicação de 
mudança do sentido de deslocamento e espelhos retrovisores. 
 A capacidade e a velocidade máxima de operação dos equipamentos de 
transporte devem figurar em placa afixada em local visível. 
 O transporte em minas a céu aberto deve obedecer aos seguintes 
requisitos mínimos: 
a) os limites externos das bancadas utilizadas como estradas devem 
estar demarcados e sinalizados de forma visível durante o dia e à noite; 
b) a largura mínima das vias de trânsito deve ser duas vezes maior que 
a largura do maior veículo utilizado, no caso de pista simples, e três 
vezes, para pistas duplas e 
c) nas laterais das bancadas ou estradas onde houver riscos de quedas 
de veículos devem ser construídas leiras com altura mínima 
correspondente à metade do diâmetro do maior pneu de veículo que por 
elas trafegue, sinalizadas para tráfego diurno e noturno, quando houver, 
e mantidas sempre em condições de uso. 
 Sempre que houver via única para circulação de pessoal e transporte de 
material ou trânsito de veículo no subsolo a galeria deverá ter a largura 
mínima de 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) além da largura 
do maior veículo que nela trafegue e o estabelecimento das regras de 
circulação. 
 A mina deve ser dotada de sistema mecanizado quando o somatório das 
distâncias a serem percorridas a pé pelo trabalhador, na ida ou volta de 
seu local de atividade, em subsolo, for superior a 2.000,00 m (dois mil 
metros). 
 
NRM-14 - Máquinas, Equipamentos e Ferramentas 
 Todas as máquinas, equipamentos, instalações elétricas de automação 
e instrumentação e auxiliares devem ser projetadas, montadas, 
operadas e mantidas em conformidade com as normas técnicas 
vigentes, as instruções dos fabricantes e as melhorias, desenvolvidas 
por profissional habilitado. 
 As máquinas e equipamentos de grande porte devem possuir sinal 
sonoro que indique o início de sua operação ou inversão de seu sentido 
de deslocamento. 
 As máquinas e equipamentos de grande porte, que se deslocam 
também em marcha à ré, devem possuir sinal sonoro que indique o 
início desta manobra. 
 Nas perfurações com marteletes pneumáticos deve ser usado dispositivo 
adequado para firmar a haste, vedada a utilização exclusiva das mãos. 
 A manutenção e o abastecimento de veículos e equipamentos devem 
ser realizados por trabalhador treinado, utilizando-se de técnicas e 
dispositivos que garantam a segurança da operação. 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 69 
 
 Os cabos, correntes e outros meios de suspensão ou tração e suas 
conexões devem ser projetados, especificados, instalados e mantidos 
em perfeito estado de operação em poços e planos inclinados, conforme 
instruções dos fabricantes e ser previamente certificados por organismo 
de certificação credenciado pelo Instituto Nacional de Metrologia, 
Normalização e Qualidade Industrial – INMETRO. 
 Os transportadores contínuos devem possuir dispositivos que 
interrompam seu funcionamento quando forem atingidos os limites de 
segurança, conforme especificado em projeto, que deve contemplar, no 
mínimo, as seguintes condições de: 
a) ruptura da correia; 
b) escorregamento anormal da correia em relação aos tambores; 
c) desalinhamento anormal da correia e 
d) sobrecarga. 
 O uso de escadas será especificado pela NRM dependendo de sua 
aplicação e operação na mina (acesso vertical ou inclinado). 
 Quando da utilização de fontes ou medidores radioativos devem ser 
obedecidas as Diretrizes Básicas e de Radioproteção da Comissão 
Nacional de Energia Nuclear - CNEN, especialmente nas NE nº.s 
3.01/83; 6.02/84; 3.02/88; 3.03/88 e alterações posteriores. 
 
Figura 14- Carregadeira em subsolo. 
 
 
NRM-15 – Instalações 
 As carpintarias devem ser localizadas distantes de outras oficinas e 
demais zonas com risco de incêndio e explosão. 
 Os materiais inflamáveis devem permanecer nas oficinas apenas nas 
quantidades necessárias para o uso diário. 
 Os dutos, tubulações e válvulas devem ser dimensionadas e instaladas 
com as devidas medidas de segurança, no caso de uso de gases, 
produtos perigosos e tóxicos devem ser identificados e revisados 
periodicamente. 
 Nos trabalhos em instalações elétricas o responsável pela mina deve 
assegurar a presença de pelo menos um eletricista. 
 Os cabos, instalações e equipamentos elétricos devem ser protegidos 
contra impactos, água e influência de agentes químicos, observando-se 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 70 
 
suas aplicações de acordo com as especificações técnicas e condições 
das frentes e áreas de trabalho. 
 
NRM-16 – Operações com Explosivos e Acessórios 
 O transporte, armazenagem e utilização de material explosivo devem ser 
efetuados por pessoal devidamente treinado, respeitando-se as Normas 
do Departamento de Fiscalização de Produtos Controlados do Ministério 
da Defesa e legislação que as complemente. 
 A execução do plano de fogo, operações de detonação e atividades 
correlatas devem ser supervisionadas ou executadas pelo técnico 
responsável ou pelo blaster legalmente registrado. 
 O técnico responsável, blaster ou qualquer outro trabalhador deve 
informar imediatamente ao responsável pela mina o desaparecimento de 
explosivos e acessórios, por menor que seja a quantidade, para que 
sejam tomadas as providências no sentido de informar às autoridades 
competentes nos termos da legislação vigente. 
 É proibida a detonação a céu aberto em condições de baixo nível de 
iluminamento ou quando ocorrerem descargas elétricas atmosféricas. 
 Os paióis de explosivos ou acessórios no subsolo não devem estar 
localizados junto a galerias de acesso de pessoal e de ventilação 
principal da mina. 
 Em minas a céu aberto, próximas de habitações, vilas, fábricas, redes de 
minas subterrâneas, construções subterrâneas e obras civis, tais como 
pontes, oleodutos, gasodutos, minerodutos, subestações de energia 
elétrica, além de outras obras de interesse público devem ser definidos 
perímetros de segurança e métodos de monitoramento e apresentados 
no Plano de Lavra ou quando exigidos, a critério do Departamento 
Nacional de Produção Mineral - DNPM. 
 
NRM-17 – Topografia de Minas 
 Para fins de elaboração dos correspondentes mapas e plantas todas as 
escavações subterrâneas e de superfície como poços, planos inclinados, 
galerias, chaminés, áreas mineradas, áreas com movimentação de 
material, inclinação dos taludes, drenagens, níveis de água, acidentes 
geográficos, obras civis, construções na superfície e demais elementos 
notáveis devem ser consideradas. 
 Os levantamentos topográficos devem basear-se preferencialmente em 
uma rede de triangulação com coordenadas em sistema UTM - Projeção 
Universal Transversa de Mercator. 
 No caso de atividades minerárias, dentro de uma faixa de 200,00 m 
(duzentos metros) do limite da concessão, deve ser entregue ao(s) 
empreendedor (es) circunvizinho(s) mapa ou planta representativo das 
atividades desenvolvidas. 
 Na planta de superfície devem ser indicados: 
a) a superfície topográfica; 
b) os limites das concessões; 
c) os pontos dos vértices das concessões; 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] EnsinoMédio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 71 
 
d) os perímetros das minas; 
e) os limites dos pilares de segurança na superfície; 
f) ângulos laterais dos pilares de segurança; 
g) pontos de amarração em rede de triangulação, estações e pontos 
topográficos, pontos de nível; 
h) cursos e acumulações de água; 
i) estradas e vias de acesso; 
j) linhas férreas; 
k) instalações de transporte; 
l) linhas de alta e média tensão; 
m) construções na superfície; 
n) áreas para estocagem de estéril, produtos e rejeitos; 
o) pontos de acesso nas minas, tais como, poços, galerias de encostas 
ou planos inclinados; 
p) condutos importantes de água, gás e outros e 
q) minas antigas. 
 Cabe ao responsável pela topografia informar ao responsável pela mina 
a possibilidade de ocorrência das seguintes situações: 
a) desrespeito aos limites dos pilares de segurança projetados no plano 
de lavra e já aprovados pelo DNPM; 
b) danos resultantes de atividades minerárias no âmbito de sua 
responsabilidade; e 
c) ultrapassagem dos limites da concessão. 
 
Figura 15- Nivelamento subterrâneo. 
 
 
NRM–18 – Beneficiamento 
 Para efeito das NRM entende-se por beneficiamento de minérios ao 
tratamento visando preparar granulometricamente, concentrar ou 
purificar minérios por métodos físicos ou químicos sem alteração da 
constituição química dos minerais. 
 Todo projeto de beneficiamento de minério deve fazer parte do Plano de 
Aproveitamento Econômico - PAE, devendo constar de pelo menos: 
a) caracterização do minério: 
I- composição mineralógica; 
II- plano de amostragem adotado; 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 72 
 
III- forma de ocorrência dos minerais úteis; 
IV- análise granulométrica com teores do minério, antes e após a 
cominuição e 
V- descrição detalhada dos ensaios; 
b) fluxograma de processos e de equipamentos, incluindo a localização 
dos pontos de amostragem; 
c) balanços de massa e metalúrgico; 
d) caracterização dos produtos, subprodutos e rejeitos- planta de 
situação e arranjo geral da usina em escala adequada, incluindo áreas 
de estoques, depósitos de rejeitos, bacias de decantação, canais de 
escoamento de efluentes e outros elementos de transporte de material e 
outros elementos principais do projeto. 
 
NRM-19 – Disposição de Estéril, Rejeitos e Produtos 
 O estéril, rejeitos e produtos devem ser definidos de acordo com a 
composição mineralógica da jazida, as condições de mercado, a 
economicidade do empreendimento e sob a ótica das tecnologias 
disponíveis de beneficiamento. 
 A disposição de estéril, rejeitos e produtos devem ser previstas no Plano 
de Aproveitamento Econômico - PAE. 
 A construção de depósitos de estéril, rejeitos e produtos deve ser 
precedida de estudos geotécnicos, hidrológicos e hidrogeológicos. 
 Em situações de risco grave e iminente de ruptura de barragens e 
taludes as áreas de risco devem ser evacuadas, isoladas e a evolução 
do processo monitorada e todo o pessoal potencialmente afetado deve 
ser informado imediatamente. 
 
Figura 16- Revegetação de talude de bota fora com uso progressivo de espécies 
herbáceas plantadas manualmente. 
 
 
Figura 17 - Pilhas de estocagem das camadas de solo orgânico (marrom) e argiloso 
(avermelhado) , junto a viveiro de mudas. 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 73 
 
 
 
NRM-20 – Suspensão, Fechamento de Mina e Retomada das Operações 
Mineiras. 
 A suspensão, o fechamento de mina, e a retomada das operações 
mineiras não podem ser efetivados sem prévia comunicação e 
autorização do Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM. 
 
NRM-21 – Reabilitação de Áreas Pesquisadas, Mineradas e Impactadas. 
 Esta Norma tem por objetivo definir procedimentos administrativos e 
operacionais em caso de reabilitação de áreas pesquisadas, mineradas 
e impactadas. 
 Área pesquisada para efeito desta Norma é toda área utilizada pela 
atividade de pesquisa geológica. 
 Área minerada para efeito desta Norma é toda área utilizada pela 
atividade mineira, seja a área da própria mina, as áreas de estocagem 
de estéril, minérios e rejeitos, de vias de acesso e demais áreas de 
servidão. 
 Área impactada para efeito desta Norma é toda área com diversos graus 
de alteração tanto dos fatores bióticos quanto abióticos causados pela 
atividade de mineração. 
 Ainda, define a adequação paisagística, a adequação topográfica e o 
uso futuro de uma determinada área minerada. 
 O projeto de reabilitação de áreas deve ser apresentado junto ao PCIAM 
de que trata a NRM-01, item 1.5.1.h. 
 
Figura 18– Revegetação implantada com uso de herbáceas (gramíneas) em talude de 
via de circulação interna. 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 74 
 
 
 
Figura 19 - Lago do Parque, instalado na parte central da cava de extração de 
Calcário. 
 
 
NRM-22 - Proteção ao Trabalhador 
 Cabe ao empreendedor assegurar-se de que os empregados admitidos 
encontram-se aptos a realizar as suas funções. 
 Deve ser afixada placa na entrada do empreendimento mineiro na qual 
conste no mínimo: 
a) nome do empreendedor; 
b) nome da mina; 
c) nome do responsável técnico; 
d) número do processo do DNPM e 
e) nome e número do título autorizativo. 
 Todo empreendedor deve elaborar, implementar e manter atualizado um 
plano de emergência que inclua no mínimo os seguintes requisitos: 
a) identificação de seus riscos maiores; 
b) normas de procedimentos para operações em caso de: 
I- incêndios; 
II- inundações; 
III- explosões; 
IV- desabamentos; 
V- paralisação do fornecimento de energia para o sistema de ventilação; 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 75 
 
VI- acidentes maiores e 
VII- outras situações de emergência em função das características da 
mina, dos produtos e dos insumos utilizados; 
c) localização de equipamentos e materiais necessários para as 
operações de emergência e prestação de primeiros socorros; 
d) descrição da composição e os procedimentos de operação de 
brigadas de emergência para atuar nas situações descritas nos incisos I 
a VII; 
e) treinamento periódico das brigadas de emergência; 
f) simulação periódica de situações de salvamento com a mobilização do 
contingente da mina diretamente afetado pelo evento; 
g) definição de áreas e instalações devidamente construídas e 
equipadas para refúgio das pessoas e prestação de primeiros socorros; 
h) definição de sistemas de comunicação e sinalizações de emergência 
abrangendo o ambiente interno e externo e 
i) a articulação da empresa com órgãos da defesa civil. 
 O treinamento admissional para os trabalhadores que desenvolvem 
atividades no setor de mineração ou daqueles transferidos da superfície 
para o subsolo ou vice-versa deve abordar no mínimo os seguintes 
tópicos: 
a) treinamento introdutório geral com reconhecimento do ambiente de 
trabalho; 
b) treinamento específico na função e 
c) orientação em serviço. 
 Treinamentos periódicos e para situações específicas devem ser 
ministrados sempre que necessário para a execução das atividades de 
forma segura. 
 Considerando as características da mina, dosmétodos de lavra e do 
beneficiamento outros treinamentos podem ser determinados pelo 
DNPM. 
 
 
CAPITULO VI – O CURSO TÉCNICO EM MINERAÇÃO. 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
A Educação Profissional Técnica Integrada do Ensino Médio teve seu início 
pela Lei 9.394/96 e o Decreto Federal de nº 5.154 de 23/06/2004 tendo como 
pressuposto de sustentação o TRABALHO COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO. 
 
Em 2007 o Governo Federal lançou o programa Brasil Profissionalizado onde 
disponibilizaria recursos financeiros para que os estados gerassem uma 
política educacional voltado à integração do estudo de nível médio com a 
educação profissionalizante. 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 76 
 
Assim o Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria de Educação do 
Estado (SEDUC) firmou em 2008 o compromisso com a educação de nível 
médio ao lançar o programa de integração com a formação profissional. 
 
Até o momento já são 92 escolas (EEEP) fazendo parte deste contexto com 
50 cursos técnicos nas mais diversas áreas técnico-científicas atendendo mais 
de 30.000 alunos em todo o estado do Ceará. 
 
Iniciado em 2011 na Escola Francisca Maura Martins, Município de Hidrolândia, 
o curso em mineração já encontra-se também disponibilizado, também, no 
Município, de Massapê na Escola Francisca Neiylita, 2012, com uma 
quantidade superior a 150 alunos em fase de profissionalização na área de 
mineração. Para 2013 será iniciado o curso no Município de Araripe atingindo a 
região oeste do estado. 
 
2. OBJETIVOS DO CURSO EM MINERAÇÃO 
 
O objetivo geral é de formar o egresso no conhecimento básico da mineração 
como um todo, isto é, desde a formação científica até a tecnológica. 
 
O técnico em mineração terá como base técnica os conhecimentos gerais nas 
áreas de geologia e engenharia de minas de tal modo que o credenciará a 
atuar como auxiliar nas atividades com profissionais de nível superior destas 
áreas bem como especificamente gerenciar equipes de subordinados, 
supervisionar os trabalhos de pesquisa mineral e lavra de mina, operar 
equipamentos e treinar equipes de trabalho nas áreas de controle técnico, 
computacional, tratamento de minérios e segurança do trabalho. 
 
Não podemos esquecer-nos de citar a importância do técnico em mineração no 
sentido de ser o líder de sua equipe de trabalho nos aspectos técnicos, éticos e 
sociais. 
 
3.CONHECENDO A PROFISSÃO DE TÉCNICO EM MINERAÇÃO. 
 
Como o bom dito popular expressa “A PRIMEIRA IMPRESSÃO É A QUE 
FICA”, ora no ambiente laboral do técnico em mineração vamos encontrar 
agentes ambientais que qualificam a atividade dentre as de maior risco como 
também a que poderá dar ao técnico uma ótima remuneração salarial. 
 
Toda a regra tem sua exceção e aqui no nosso caso não seria diferente. Há 
atividades alternativas tais como as de Laboratórios de tratamento de minérios, 
topografia, explosivos, água mineral, órgãos da mineração (DNPM, CPRM), 
órgãos ambientais, Etc. 
 
Mas, via de regra, a atividade do técnico em mineração é exercida distante de 
centros urbanos e, geralmente, os Municípios que são objetos da instalação de 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 77 
 
projetos mineiros são os mais ricos e desenvolvidos do seu estado, inclusive 
sendo em alguns casos, mais desenvolvidos que a própria capital do estado. 
 
No Brasil a indústria extrativa mineral, de grande porte, é localizada, 
principalmente, na região Norte do país destacando-se os estados do Pará, 
Tocantins, Goiás, Rondônia e Roraima como os de maiores perspectivas de 
contratação. Estados como Minas Gerais, São Paulo e Bahia merecem, 
também, destaque já que têm uma tradição mineira e são alvos contínuos de 
contratações na área de técnico em mineração. Na região Sul destacamos o 
mercado para o técnico em mineração nas atividades da região Carbonífera, 
extração e beneficiamento de carvão mineral, para utilização energética. 
 
A grande maioria das empresas de mineração (95%) é de pequeno a médio 
porte e o técnico em mineração desempenhará um papel fundamental, pois 
com o conhecimento diversificado poderá suprir esta lacuna de profissionais 
que hoje são substituídos por trabalhadores sem qualificação e que 
desempenham suas atividades de forma rudimentar e sem segurança. Isto é 
custo para as empresas que se vêm nas mãos destes profissionais. 
 
1. Como proceder ao meu registro no órgão responsável 
pela profissão? 
 
 RESOLUÇÃO N.º 051, DE 25 DE JULHO DE 1946 (1) 
 
“Dispõe sobre o exercício profissional dos técnicos de grau médio formados 
pelas escolas da União ou equivalentes”. 
 
O Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura, usando das atribuições que 
lhe são conferidas pelo Decreto-lei n.º 8.620, de 10 de janeiro de 1946, 
 
RESOLVE: 
 
Art. 1º – Os Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura estabelecerão, a 
partir da data desta Resolução, o registro especial dos técnicos de grau médio 
formados pelas escolas técnicas da União ou equivalentes. 
 
Art. 2º - Para os efeitos do decreto n.º 8.620, de 10 de janeiro de 1946, são 
considerados técnicos de grau médio os diplomados pelas escolas técnicas da 
União ou equivalentes, após realização de curso técnico do ensino industrial 
(decreto-lei n.º 4.073, de 30 de janeiro de 1942), possuidores de título ou 
diploma de técnico de uma das especialidades do segundo ciclo do ensino 
industrial, ensinadas nos referidos estabelecimentos de ensino e que se 
enquadrem na discriminação feita no art. 7º desta Resolução. 
 
Art. 3º - As atribuições dos técnicos de grau médio serão as seguintes: 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 78 
 
a. conduzir trabalhos de sua especialidade, projetados e dirigidos por 
profissionais legalmente habilitados nos termos do art. 1º do decreto n.º 23.569, 
de 11 de dezembro de 1933; 
b. projetar e dirigir, mediante prévia autorização do Conselho Regional de 
Engenharia e Arquitetura, trabalhos de sua especialidade que não exijam pela 
sua natureza a responsabilidade de profissional legalmente habilitado de 
acordo com o mencionado no item anterior; 
c. exercer a função de desenhista, de sua especialidade; 
d. projetar e dirigir trabalhos de sua especialidade, a título precário nas 
localidades em que não houver profissionais habilitados nos termos do art. 1º 
do decreto n.º 23.569, de 11 dezembro de 1933; 
e. Exercer as funções de Auxiliar de Engenheiro nas repartições públicas da 
União, dos Estados e dos Municípios, independentemente da prova de 
capacidade exigida no Parágrafo único do art. 20 do decreto n.º 8.620, de 10 
de janeiro de 1946. 
 
Art. 4º - Além das atribuições mencionadas no artigo anterior, os técnicos em 
edificações poderão projetar e dirigir construções residenciais, de pequena 
área, com um só pavimento, isoladas, que não constituam conjuntos 
residenciais, nem possuam arcabouços ou pisos de concreto armado, bem 
como as de pequenos acréscimos em edifícios residenciais existentes, a juízo 
dos Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura (art. 32, do decreto-lei 
n.º 8.620, de 10 de janeiro de 1946). 
 
Art. 5º - Além das atribuições mencionadas no artigo 3º desta Resolução, os 
técnicos mecânicos, eletrotécnicos, técnicos metalurgistas, técnicos em 
mineração técnicos em construção aeronáutica poderão dentro de sua 
especialidade: a) construir máquinas motores e aparelhos, que por sua 
natureza não sejam da responsabilidade e competência de engenheiro 
especializado; b) manobrarusinas geradores e subestações; c) funcionar como 
auxiliares de laboratórios tecnológicos. 
 
Art. 6º O registro dos técnicos de grau médio será feito no Conselho Regional 
de Engenharia e Arquitetura, após o registro de seu título ou diploma na 
Diretoria de Ensino Industrial do Ministério da Educação e Saúde. 
Parágrafo único – Ao solicitar seu registro no Conselho Regional de 
Engenharia e Arquitetura, correspondente à Região em que o interessado 
desejar iniciar suas atividades, deverá fornecer, além do título ou diploma a que 
faz referência este artigo, documento oficial, fornecido pela escola em que se 
formou, contendo discriminadamente a vida escolar, bem como as notas 
obtidas nos exames. 
 
Art. 7º - Após o registro no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, o 
interessado receberá a correspondente carteira profissional de “técnico” de 
uma das seguintes especialidades: 
a. “técnico em especificações”, quando diplomado por curso técnico de 
edificações; 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 79 
 
b. “técnico mecânico”, quando diplomado por curso técnico de construções de 
máquinas e motores; 
c. “eletrotécnico”, quando diplomado por curso técnico de eletrotécnico; 
d. “técnico metalurgista”, quando diplomado por curso técnico de metalurgia; 
e. “técnico em mineração”, quando diplomado por curso técnico de mineração; 
f. “técnico em geologia”, quando diplomado por curso técnico de prospecção e 
pesquisa geológica; 
g. ‘técnico em construção aeronáutica”, quando diplomado por curso técnico de 
construção aeronáutica; 
h. ‘técnico em construção de pontes e estradas”, quando diplomado por curso 
técnico de pontes e estradas; 
i. ‘técnico em decoração de interiores”, quando diplomado por curso técnico de 
decoração de interiores; 
j. “desenhista técnico”, quando diplomado pelo curso de desenhista técnico, 
numa das seis modalidades seguintes: 1) desenho cartográfico, topográfico e 
de obras de arte. 2) desenho de máquinas e de eletrotecnia. 3) Desenho de 
arquitetura e de móveis. 4) Desenho de tecidos. 5) Desenho de construção 
naval. 6) Desenho de construção aeronáutica. 
 
Parágrafo Único – A menção de ser o técnico diplomado será feita pelas iniciais 
“TD” apostas após o número da carteira. 
 
Art. 8º - Só devera ser concedida pelo Conselho Regional de Engenharia e 
Arquitetura carteira de técnico de grau médio e diplomado da União ou 
equivalente, com uma das designações fixadas nesta Resolução. 
 
Art. 9º - aos técnico de grau médio diplomados por escolas estaduais, extintas, 
cujos diplomas já tenham sido reconhecidos à data desta Resolução por 
decreto do Governo Federal, será concedido o registro pelo Conselho Regional 
de Engenharia e Arquitetura, de acordo com os termos desta Resolução. 
 
Art. 10 - Quando o diplomado como “técnico” não for oriundo de uma escola 
oficial, mas considerada equivalente, o Conselho Regional de Engenharia e 
Arquitetura deverá antes de conceder o registro, recorrer ex-ofício ao Conselho 
Federal de Engenharia e Arquitetura. 
 
Art. 11 - A posse da carteira profissional de “técnico” concede ao respectivo 
portador o direito de exercer sua profissão no território nacional, nos termos 
desta Resolução. 
Parágrafo Único – O disposto neste artigo não exime o profissional, quando 
mudar de região, de requerer o visto ao respectivo Conselho Regional de 
Engenharia e Arquitetura. 
 
Art. 12 - O tipo de carteira profissional de “técnico” obedecerá ao modelo 
organizado pelo Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura. 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 80 
 
Art. 13 - Os casos omissos serão resolvidos pelo Conselho Federal de 
Engenharia e Arquitetura. 
 
Art. 14 - Revogam-se as disposições em contrário. 
 
Rio de Janeiro, 25 de julho de 1946. 
 
as) Adolfo Morales de Los Rios Filho as) Gerson Pompeu Pinheiro 
Presidente Secretário 
Publicada no “Diário Oficial” de 13.9.1946. 
 
 RESOLUÇÃO Nº 218, DE 29 DE JUNHO DE 1973 - Resumo 
Discrimina atividades das diferentes modalidades profissionais da Engenharia, 
Arquitetura e Agronomia. 
 
O CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E 
AGRONOMIA, usando das atribuições que lhe conferem as letras "d" e "f", 
parágrafo único do artigo 27 da Lei nº 5.194, de 24 DEZ 1966, 
CONSIDERANDO que o Art. 7º da Lei nº 5.194/66 refere-se às atividades 
profissionais do engenheiro, do arquiteto e do engenheiro agrônomo, em 
termos genéricos; 
CONSIDERANDO a necessidade de discriminar atividades das diferentes 
modalidades profissionais da Engenharia, Arquitetura e Agronomia em nível 
superior e em nível médio, para fins da fiscalização de seu exercício 
profissional, e atendendo ao disposto na alínea "b" do artigo 6º e parágrafo 
único do artigo 84 da Lei nº 5.194, de 24 DEZ 1966, 
RESOLVE: 
Art. 1º - Para efeito de fiscalização do exercício profissional correspondente às 
diferentes modalidades da Engenharia, Arquitetura e Agronomia em nível 
superior e em nível médio, ficam designadas as seguintes atividades: 
Atividade 01 - Supervisão, coordenação e orientação técnica; 
Atividade 02 - Estudo, planejamento, projeto e especificação; 
Atividade 03 - Estudo de viabilidade técnico-econômica; 
Atividade 04 - Assistência, assessoria e consultoria; 
Atividade 05 - Direção de obra e serviço técnico; 
Atividade 06 - Vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e parecer 
técnico; 
Atividade 07 - Desempenho de cargo e função técnica; 
Atividade 08 - Ensino, pesquisa, análise, experimentação, ensaio e divulgação 
técnica; extensão; 
Atividade 09 - Elaboração de orçamento; 
Atividade 10 - Padronização, mensuração e controle de qualidade; 
Atividade 11 - Execução de obra e serviço técnico; 
Atividade 12 - Fiscalização de obra e serviço técnico; 
Atividade 13 - Produção técnica e especializada; 
Atividade 14 - Condução de trabalho técnico; 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 81 
 
Atividade 15 - Condução de equipe de instalação, montagem, operação, reparo 
ou manutenção; 
Atividade 16 - Execução de instalação, montagem e reparo; 
Atividade 17 - Operação e manutenção de equipamento e instalação; 
Atividade 18 - Execução de desenho técnico. 
 
Art. 11 - Compete ao ENGENHEIRO GEÓLOGO ou GEÓLOGO: 
I - o desempenho das atividades de que trata a Lei nº 4.076, de 23 JUN 1962. 
 
Art. 14 - Compete ao ENGENHEIRO DE MINAS: 
I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, 
referentes à prospecção e à pesquisa mineral; lavra de minas; captação de 
água subterrânea; beneficiamento de minérios e abertura de vias subterrâneas; 
seus serviços afins e correlatos. 
 
Art. 24 - Compete ao TÉCNICO DE GRAU MÉDIO: 
I - o desempenho das atividades 14 a 18 do artigo 1º desta Resolução, 
circunscritas ao âmbito das respectivas modalidades profissionais; 
II - as relacionadas nos números 07 a 12 do artigo 1º desta Resolução, desde 
que enquadradas no desempenho das atividades referidas no item I deste 
artigo. 
 
Rio de Janeiro, 29 JUN 1973. 
Prof. FAUSTO AITA GAI 
Presidente 
Engº.CLÓVIS GONÇALVES DOS SANTOS 
1º Secretário 
 
2. Quanto ao estágio supervisionado, como devo proceder? 
 
O Estágio Supervisionado tem o objetivo geral de aproximar o aluno ao máximo 
das situações vivenciadas no ambiente de trabalho, aplicando os fundamentos 
teórico/práticos adquiridos na escola. 
 
Constitui-se campo de estágio as pessoas jurídicas de direito privado, os 
órgãos de administração pública, profissionais liberais que estejamvinculados 
ao seu órgão de classe (CREA, OAB, CRM, etc.), desde que apresentem 
condições para propiciar ao estagiário aprofundar conhecimentos teórico-
práticos relacionados aos conteúdos desenvolvidos no curso. 
 
Regulamentado por legislação específica, o estágio não caracteriza vínculo 
empregatício. Não se aplicam da mesma forma, obrigações como contribuição 
sindical, verbas rescisórias, cadastramento/reconhecimento PIS/PASEP, bem 
como contribuição para o FGTS. 
 
A carga horária total do estágio será de 300 horas sendo que o limite da carga 
horária é de 6 horas diárias (30 horas semanais). 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 82 
 
IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO 
 Para o estagiário: 
- Aplicação prática dos conhecimentos teóricos, permitindo maior assimilação 
dos conteúdos curriculares; 
- Contato e interação com o meio profissional, atenuando o impacto da 
passagem da vida estudantil para o mundo do trabalho; 
- Desenvolvimento de atividades/posturas profissionais, com estímulo ao senso 
crítico e à criatividade; 
- Oportunidade de adquirir uma atitude de trabalho sistematizada, voltada para 
a produtividade. 
 Para a empresa: 
- Descoberta de novos talentos, eficaz sistema de recrutamento e seleção; 
- Eficiente meio de avaliação profissional; 
- Meio eficaz de acompanhamento dos avanços tecnológicos e conceituais 
vindos da escola. 
 
 Para a escola: 
- Acompanhamento dos avanços tecnológicos; 
- Colocação profissional de seus egressos; 
- Atualização e adequação curricular. 
 
DOS DIREITOS E DEVERES DO ESTAGIÁRIO 
 Direitos: 
- Receber do professor-orientador e do seu supervisor de estágio todo o apoio 
necessário para realizar as atividades previstas no planejamento de estágio; 
- Apresentar solicitação e sugestão que contribuam para a melhoria do estágio; 
- Elaborar com o professor-orientador e com o seu supervisor de estágio o 
planejamento das atividades que serão desenvolvidas e encaminhar para a 
apreciação da empresa. 
 Deveres: 
- Cumprir com as normas da empresa; 
- Ter predisposição para executar as tarefas que lhe forem confiadas; 
- Ter comprometimento; 
- Comportar-se com discrição e ética profissional diante de fatos e situações 
observadas durante o estágio; 
- Cumprir o seu planejamento de estágio; 
- Realizar as avaliações que lhe forem solicitadas pela escola; 
- Realizar o trabalho com seriedade e responsabilidade; 
- Entregar ao coordenador/orientador de estágio uma cópia encadernada do 
relatório de estágio para avaliação, e a critério deste, disponibilizar este 
material aos demais alunos através da biblioteca escolar. 
 
DAS ATRIBUIÇÕES 
 São atribuições do Professor-orientador: 
- Planejar todas as atividades de orientação, encaminhamento, 
acompanhamento e avaliação dos estagiários; 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 83 
 
- Avaliar, continuamente, com o supervisor da empresa, o planejamento 
estabelecido; 
- Realizar visitas às empresas para verificar como está se processando o 
estágio e coletar dados que possibilitem avaliar o desenvolvimento do aluno-
estagiário, bem como verificar a efetividade dos programas que foram 
desenvolvidos durante a fase escolar; 
- Manter atualizados os fichários de cadastro das empresas e alunos-
estagiários; 
- Avaliar e informar o desempenho aos alunos-estagiários; 
- Verificar se as atividades a serem realizadas no estágio estão de acordo com 
o perfil profissional do curso; 
 
 São atribuições do Supervisor de Estágio: 
- Orientar o aluno estagiário quanto às normas estabelecidas pela empresa; 
- Elaborar relatório sobre o desempenho dos alunos estagiários que servirá de 
subsídios para a avaliação dos mesmos; 
- Avaliar continuamente com o professor-orientador de estágio o planejamento 
estabelecido; 
- Apreciar, juntamente com o estagiário e o professor-orientador de estágio o 
plano de estágio, para que o mesmo conheça que tipo de atividade vai realizar 
dentro da empresa; 
- Verificar se as atividades a serem realizadas no estágio estão de acordo com 
o perfil profissional do curso. 
 
 Da avaliação do Estágio Supervisionado: 
A avaliação do estágio é parte integrante da dinâmica do processo de 
acompanhamento, controle e avaliação institucional extensível a todo processo 
de ensino, devendo prover informações e dados para a realimentação do 
currículo pleno do curso. O processo de avaliação é realizado pelo estagiário, 
bem como pelo Supervisor de Estágio, mediante processo informatizado. Os 
dados obtidos são avaliados pela Coordenação de curso para agir 
positivamente na melhoria dos cursos. 
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO 
Cada estagiário deverá apresentar por escrito ao final do estágio, relatório das 
atividades por ele desenvolvidas durante o estágio. 
O relatório deverá atender as normas para elaboração de relatórios da escola, 
tendo no mínimo 15 páginas de atividades desenvolvidas e um total mínimo de 
30 páginas, bem como respeitar as normas da ABNT. 
O relatório deverá ser enviado ao professor-orientador, em versão preliminar, 
para ser analisado e avaliado. Após as observações apontadas, o relatório será 
devolvido ao estagiário para as devidas correções. Providenciadas as 
mudanças, o trabalho deverá ser encaminhado à Coordenação de Estágio, 
encadernado em capa dura preta, assinado pelo aluno e pelo representante da 
empresa onde o estágio foi realizado. 
 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 84 
 
SISTEMÁTICA DA DISCIPLINA DE ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO 
A disciplina de estágio curricular obrigatório dos cursos técnicos é assim 
caracterizada: pertence à última fase do curso, com carga horária mínima de 
300 (trezentas) horas; e exige que o aluno apresente ao final da mesma, um 
relatório de estágio. O estágio deverá ser cumprido na empresa ou entidade 
conveniada, comprovado por Termo de Compromisso emitido pela escola e 
assinado pela empresa ou entidade conveniada, pelo aluno e por representante 
da COEDP. 
Poderá ser realizado em qualquer área pertencente ao campo de atuação da 
área de formação do técnico. O aluno que não estiver matriculado na disciplina 
do estágio, e/ou não efetivar o Termo de Compromisso não terá reconhecido o 
seu estágio. 
 
RESPONSABILIDADES 
O Coordenador de Estágios é o responsável por criar e implantar a política de 
estágios da COEDP, com o objetivo de agilizar a entrada do aluno no mercado 
de trabalho. 
O professor-orientador está incumbido de orientar o aluno no desenvolvimento 
do seu estágio, bem como da orientação do aluno na elaboração do relatório, 
fornecendo subsídios e assistência necessária. 
O Supervisor de Campo é o profissional indicado pela entidade conveniada ou 
empresa que recebe o estagiário, dentre os técnicos do seu quadro de pessoal. 
O supervisor designado deverá ter formação profissional compatível com a 
área de atuação escolhida pelo estagiário, e a ele caberá orientar e 
acompanhar a execução das atividades dos estagiários. 
 
ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DO ESTÁGIO 
A avaliação do estágio será feita com base nas informações obtidas nas 
avaliações preenchidas pelo estagiário e pelo supervisor de estágio. O 
processo de avaliação realizado pelo aluno é diretamente no canal específico 
(via internet) criado pela COEDP. Mediante comunicação via e-mail, o 
estagiário deverá acessar o canal e preencher o Relatório de 
Acompanhamento de Estágio, em duas oportunidades: no início e no final do 
estágio. 
O Supervisor de Estágio, da mesma forma,receberá e-mail da escola 
solicitando o preenchimento da avaliação do estagiário, também em duas 
oportunidades, como o aluno. 
 
ATRIBUIÇÕES DO ALUNO/ESTAGIÁRIO 
São atribuições do aluno/estagiário: 
- Matricular-se na disciplina de Estágio Curricular Obrigatório, obedecendo aos 
pré-requisitos determinados pelo curso; 
- Efetivar o Termo de Convênio e o Termo de Compromisso de Estágio junto à 
escola; 
- Desenvolver Plano de Estágio com o seu supervisor, e entregar na escola no 
prazo máximo de 15 dias após o início do estágio; 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 85 
 
- Manter uma postura ético-profissional no desenvolver do estágio, respeitando 
horários, assuntos sigilosos da empresa e as normas por ela estabelecidas, 
bem como tratar de forma cortês os superiores, funcionários e clientes da 
mesma; 
- Elaborar o relatório de estágio de acordo com as normas metodológicas 
vigentes e as diretrizes gerais do Estágio Supervisionado; 
- Informar por escrito ao Professor-orientador qualquer irregularidade 
decorrente do não cumprimento das condições estabelecidas neste manual; 
- Entregar a versão final do relatório de estágio no prazo estabelecido de 
máximo de 6(seis) meses; 
- Caso o aluno não entregue o relatório de estágio no prazo de 2(dois) anos 
após a conclusão do estágio, o mesmo perderá o direito ao diploma de técnico. 
 
 
 
 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
Os casos omissos neste passo a passo serão dirimidos pela Direção da 
COEDP/SEDUC. 
 
 
SIGLAS UTILIZADAS: 
AC- ACRE 
AL- ALAGOAS 
AM- AMAZONAS 
AMB-ANUÁRIO MINERAL BRASILEIRO 
ANA-AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS 
ANP- AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL 
BA- BAHIA 
CBP- CICLO BÁSICO DE PRODUÇÃO 
CE- CEARÁ 
CECAV- CENTRO DE ESTUDOS DE CAVERNAS 
CETEM- CENTRO DE TECNOLOGIA MINERAL 
CFEM- COMPENSAÇÃO FINANCEIRA PELA EXTRAÇÃO MINERAL 
CNRH- CONSELHO NACIONAL DE RECURSOS HIDRÍCOS 
CONAMA- CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE 
CVRD- COMPANHIA VALE DO RIO DOCE 
DF-DISTRITO FEDERAL 
DFPC- DEPARTAMENTO DE FISCALIZAÇÃO DE PRODUTOS CONTROLADOS 
DOU- DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO 
DNPM – DEPARTAMENTO NACIONAL DA PRODUÇÃO MINERAL 
EIA- ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL 
ES- ESPÍRITO SANTO 
FMI- FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL 
GO- GOIÁS 
IBAMA- INSTITUTO BRASILEIRO DE MEIO AMBIENTE 
IBRAM-ISTITUTO BRASILEIRO DE MINERAÇÃO 
IDH- INDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO 
IMPACTO AMBIENTAL 
MA- MARANHÃO 
MG- MINAS GERAIS 
MMA- MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 86 
 
MME- MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA 
MSS- MINERAÇÃO SERRA DO SOSSEGO 
NRM-NORMA REGULAMENTADORA DA MINERAÇÃO 
ONU- ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS 
PA- PARÁ 
PAE- PLANO DE APROVEITAMENTO ECONÔMICO 
PB- PARAÍBA 
PCA- PLANO DE CONTROLE AMBIENTAL 
PCIAM – PLANO DE CONTROLE DE IMPACTO AMBIENTAL NA MINERAÇÃO 
MS- MATO GROSSO DO SUL 
MT- MATO GROSSO 
PGR – PLANO DE GERENCIAMENTO DE RISCOS 
PI-PIAUÍ 
PMB-PRODUÇÃO MINERAL BRASILEIRA 
PR- PARANÁ 
PRAD- PLANO DE RECUPERAÇÃO DA ÁREA DEGRADADA 
PRS – PLANO DE RESGATE E SALVAMENTO 
RAP- RELATÓRIO AMBIENTAL PRELIMINAR 
RCA- RELATÓRIO DE CONTROLE AMBIENTAL 
RIMA- RELATÓRIO DE IMPACTO SOBRE O MEIO AMBIENTE 
RJ- RIO DE JANEIRO 
RM- REGIÃO MILITAR 
RMF-REGIÃO METROPOLITANA DE FORTALEZA 
RN- RIO GRANDE DO NORTE 
RO-RONDÔNIA 
RR- RORAIMA 
RS- RIO GRANDE DO SUL 
SC- SANTA CATARINA 
SE-SERGIPE 
SFPC- FISCALIZAÇÃO DE PRODUTDOS CONTROLADOS 
SP- SÃO PAULO 
TIR- TAXA INTERNA DE RETORNO 
UF- UNIDADE DA FEDERAÇÃO 
 
RELAÇÃO DE SIGLAS ÚTEIS EM MINERAÇÃO 
AAE - Análise Ambiental Estratégica 
ABAL – Associação Brasileira do Alumínio 
ABAMEC - Associação Brasileira dos Analistas de Mercado de Capitais 
ABC - Associação Brasileira de Cerâmica 
ABEMIN - Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Mineração 
ABIFA – Associação Brasileira de Fundição de Ferro e Aço 
ABIFINA - Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina 
ABIQUIM – Associção Brasileira da Indústria Química 
ABIROCHAS - Associação Brasileira da Indústria de Rochas Ornamentais 
ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas 
ABM - Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração 
ABPC – Associação Brasileira dos Produtores de Cimento Portland 
ADIMB - Agência para o Desenvolvimento Tecnológico da Indústria Mineral Brasileira 
AF – Alto forno - 
AG - Andrade Gutierrez 
AMB - Anuário Mineral Brasileiro 
AMS - Associação Mineira de Silvicultura 
ANBID - Associação Nacional dos Bancos de Investimento 
ANDA – Associação Nacional para Difusão de Adubos 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 87 
 
ANEPAC - Associação Nacional das Empresas Produtoras de Artefatos para a 
Construção 
ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária 
APEX - Agência de Promoção de Exportações 
APLs - Arranjos Produtivos Locais 
APLs-BM - Arranjos Produtivos Locais de Base Mineral 
APPCC - Área de Perigo e Pontos Críticos de Controle 
APROMIN - Associação Brasileira dos Profissionais da Mineração 
ASICA – Associação das Siderúrgicas de Carajás 
ASTM – American Society for Testing and Materials 
BASA - Banco da Amazônia S.A 
BC - Bens de Capital 
BDMG - Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais 
BIRD - Banco Internacional Para a Reconstrução e Desenvolvimento 
BNB - Banco do Nordeste do Brasil 
BNDES - Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social 
BNDESPAR - BNDES Participações S.A. 
BOVESPA – Bolsa de Valores do Estado de São Paulo 
BRIC (Rússia, Rússia, Índia e China) 
CACI - Campus Avançado de Cachoeiro de Itapemirim 
CADE – Conselho de Defesa da Ordem Econômica 
CAPEX – Capital Expenditure 
CBIC - Câmara Brasileira da Indústria da Construção 
CBPM - Companhia Baiana de Pesquisa Mineral 
CCB - Centro Cerâmico do Brasil 
CEE - Comunidade Econômica Européia 
CEF - Caixa Econômica Federal 
CFEM - Contribuição Financeira pela Exploração Mineral 
CEMAL - Cooperativa Estanífera de Mineral Amazônia Legal 
CEMIG – Centrais Elétricas de Minas gerais 
CESL - Cominco Engineering Services Ltd. 
C&T - Ciência e Tecnologia 
CETEM - Centro de Tecnologia Mineral 
CETEMAG – Centro Tecnológico de Mármores e Granitos 
CGEE - Centro de Gestão e Estudos Estratégicos de Ciências e Tecnologia e 
Inovação 
CHESF – Cia. Hidroelétrica do São Francisco 
CMQ - Cadeia Minero-Química 
CNCD - Cadastro Nacional do Comércio de Diamantes 
CNI - Confederação Nacional das Indústrias 
COFINS - Contribuição para o Fundo de Investimento Social 
CONAMA – Conselho Nacional de Meio Ambiente 
CONDET - Consultoria de Empreendimentos Ltda. 
COOPERSANTA - Cooperativa de Santa Cruz Ltda 
CPK - Certificado do Processo de Kimberley 
CPRM - Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais 
CSN - Companhia Siderúrgica Nacional 
CST – Cia. Siderúrgica de Tubarão 
CT - Capacidade Instalada 
CT-Mineral - Fundo Setorial de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da 
Mineração 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 88 
 
CT-Petro - Fundo Setorial de Ciência e Tecnologia do Setor de Petróleo e Gás Natural 
CVM - Comissão de Valores Mobiliários 
CVRD - Companhia Vale do Rio Doce 
CYTED - Ciencia y Tecnología para el Desarrollo 
DMs - Direitos Minerais 
DNPM - Departamento Nacional de Produção Mineral 
DPC - Drying Pyrolysis Cooling 
DRM/RJ - Departamento de Recursos Minerais do Estado do Riode Janeiro 
EAF (FEA) - Eletric Arc Furnace 
EFC - Estrada de Ferro Carajás 
EFVM – Estrada de Ferro Votória - Minas 
ERSA - Estanho de Rondônia S/A 
EUA - Estados Unidos da América (Norte) 
EADIs - Estações Aduaneiras do Interior 
FAT – Fundo de Amparo do Trabalhador 
FB - Financiamentos do Sistema BNDES 
FCA – Ferrovia Centro-Atlântica 
FEA (EAF) - Forno Elétrico a Arco 
FGV - Fundação Getúlio Vargas 
FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo 
FINAME – Financiadora de Máquinas e Equipamentos 
FINEP - Financiadora de Estudos e Projetos 
FOB – Free on Board 
GEE - Gases de Efeito Estufa 
GEF - Global Environment Facility 
GIS - Geographic Information System 
GN - Gás Natural 
GPS – Global Positioning System 
HAT - Hidrovia Araguaia - Tocantins 
HL - Heap Leaching 
H-PAL - High pressure acid leach 
IBGE - Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
IBGM – Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos 
IBRAM - Instituto Brasileiro de Mineração 
IBS - Instituto Brasileiro de Siderurgia 
ICA - Informação, Conhecimento e Aprendizado 
ICB - Instituto do Crisotila Brasil 
ICMS - Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços 
ID - Investimento Direto 
IDE - Investimento Direto Estrangeiro 
IDH - Índice de Desenvolvimento Humano 
IEDI – Instituto de Estudos de Desenvolvimento Industrial 
IF - Incentivos Fiscais 
II - Imposto de Importação 
IISI – International Iron and Steel Institute 
INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia 
INSS – Instituto Nacional de Previdência Social 
INT - Instituto Nacional de Tecnologia 
IPI - Imposto sobre Produtos Industrializados 
IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas 
IPVA – Impoto sobre a Propriedade de de Veículos Automotores 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 89 
 
IR - Imposto de Renda 
ISO - International Standardization Organization 
ITC - International Tin Council 
ITRI – International Tin Research 
JICA – Japan International Cooperation Agency 
JMC - Junior Mining Companies 
JORC - Australasian Code for Reporting of Identified Mineral Resources and Ore 
Reserves 
JV - Joint Venture 
MRS - MRS Logística S.A. 
Kg - Quilogramas 
LME - London Metal Exchange 
LIS - Local Innovation System 
MAs - Mineradores Artesanais 
MDIC - Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior 
MDL - Mecanismo do Desenvolvimento Limpo 
MGEs – Médias e Grandes Empresas 
MIGA - Multilateral Investment Guarantee Agency 
MINEROPAR - Minerais do Paraná S.A. 
MIT - Massachussets Institute of Technology 
MMA - Ministério do Meio Ambiente 
MME - Ministério de Minas e Energia 
Mpa - mega Pascal (unidade de resistência à compressão) 
MPE – Micro e Pequenas Empresas 
NAFTA – North América Free Trade Association 
ND - Não Declarado 
NIS - National Innovation System 
NPK – Nitrogênio, Fósforo e Potássio 
OBSERFER - Observatório Permanente dos Investimentos na Indústria Brasileira de 
Fertilizantes 
OPEX - Operatinal Expenditure 
OC-P&D - Outros Centros de Pesquisa e Desenvolvimento 
OECD - Organization for Economic Cooperation and Development 
OMC - Organização Mundial do Comércio 
OPIC - Overseas Private Investment Corporation 
OSC - Ontario Securities Comission 
PAS – Pólos de Mineradores Artesanais 
PASEP – Programa de Apoio ao Servidor Público 
PBAC - Plano Brasileiro de Avaliação e Certificação do INMETRO 
PBQP-H - Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade no Habitat 
PDs – Planos de Desenvovimento 
P&D - Pesquisa e Desenvolvimento 
P&D&I – Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação 
PDDs - Planos Diretores de Desenvolvimento 
PDEE - Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica 
PDP - Política de Desenvolvimento Produtivo 
PEDs - Países em Desenvolvimento 
PIs - Países Industrializados 
PIB - Produto Interno Bruto 
PIS - Programa de Integração Social 
PQs - Produtos Químicos Derivados 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 90 
 
PLGs – Programas de Levantamentos Geológicos 
PMEs – Pequenas e Médias Empresas 
PND - Plano Nacional de Desenvolvimento 
PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento 
PPAs – Planos Pluri-anuais 
PROINFA - Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica 
PRONAF - Programa Nacional de Agricultura Familiar 
PROPFLORA - Programa de Plantio Comercial de Floresta 
PSQ – Programas Setoriais de Qualidade 
RAL – Relatório Anual de Lavra 
RDH - Relatório de Desenvolvimento Humano 
RECOPE - Rede Cooperativa de Pesquisa 
REDESIST - Rede de Pesquisa em Sistemas Produtivos e Inovativos Locais 
RH - Recursos Humanos 
RMs - Regiões Metropolitanas 
RT - Relatório Técnico 
RTC - Relatório de Transações Comerciais 
SBG - Sociedade Brasileira de Geologia 
SCPK - Sistema de Certificação do Processo de Kimberley 
SE - Serviços de Engenharia 
SEBRAE - Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresas SENAC - 
SENAI - Serviço Nacional da Indústria 
SESC – Serviço Social do Comércio 
SFH - Sistema Financeiro de Habitação 
SGM - Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME 
SIG - Sistema de Informações Geográficas 
SIMEXMIN - Simpósio Brasileiro sobre Exploração Mineral 
SINAESP - Sindicato das Indústrias de Abrasivos do Estado de São Paulo 
SINDIFER – Sindicato da Indústria de Ferro-Gusa 
SINDUGESSO – Sindicato da Indústria do Gesso 
SIS - Sectoral Innovation System 
SNIC - Sindicato Nacional da Indústria de Cimento 
SRF - Secretaria da Receita Federal 
SUDAM - Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia 
SUDENE - Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste 
TC/RC – Tereatment Charges / Refining Charges 
TEC – Tarifa Externa Comum 
TEP - Tonelada Equivalente de Petróleo 
TICs - Tecnologias de Informação e Comunicação 
UE - União Européia 
UEMG - Universidade Estadual de Minas Gerais 
UFCE – Universidade Federal do Ceará 
UFOP - Universidade Federal de Ouro Preto 
UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul 
UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro 
UFScar - Universidade Federal de Santa Catarina 
UHC - Usina Hidrometalúrgica de Carajás 
UHE – Usina Hidro-elétrica 
UNESF – Universidade Estadual São Francisco 
UNESP – Universidade Estadual Paulista 
UNIVALE - Universidade do Vale do Itajaí 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 91 
 
USGS – United States Geological Survey 
VM – Votorantim Metais 
VMZ – Votorantim Metais - Zinco 
WCSD - World Council for Sustainable Developmen 
 
 
BIBLIOGRAFIA: 
 
 SUMÁRIO MINERAL, DNPM 2012/2011 
 AGÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DO ESTADO DO CEARÁ S.A-
ADECE 
 CÓDIGO DE MINERAÇÃO 
 SISTEMA CONFEA/CREA/CE 
 RESOLUÇÕES CONAMA 
 ARQUIVOS INTERNET SOBRE A MINERAÇÃO NO MUNDO E BRASIL 
 Centro de Gestão e Estudos Estratégicos Ciência, Tecnologia e 
Inovação- A Mineração no Brasil, Relatório Final, Darcy José Germani 
 DEPARTAMENTO NACIONAL DE PRODUÇÃO MINERAL 
PORTARIA Nº 237, DE 18 DE OUTUBRO DE 2001-Normas 
Reguladoras de Mineração – NRM, de que trata o Art. 97 do Decreto-Lei 
nº 227, de 28 de fevereiro de 1967. 
 Minerais do Paraná S.A.-MINEROPAR- Avaliação Comercial de 
Propriedades Minerais, Edir Edemir Adrioli;2006. 
 
 
 
 
ANEXO I 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
 
Mineração – Introdução à Mineração 92Hino do Estado do Ceará
Poesia de Thomaz Lopes
Música de Alberto Nepomuceno
Terra do sol, do amor, terra da luz!
Soa o clarim que tua glória conta!
Terra, o teu nome a fama aos céus remonta
Em clarão que seduz!
Nome que brilha esplêndido luzeiro
Nos fulvos braços de ouro do cruzeiro!
Mudem-se em flor as pedras dos caminhos!
Chuvas de prata rolem das estrelas...
E despertando, deslumbrada, ao vê-las
Ressoa a voz dos ninhos...
Há de florar nas rosas e nos cravos
Rubros o sangue ardente dos escravos.
Seja teu verbo a voz do coração,
Verbo de paz e amor do Sul ao Norte!
Ruja teu peito em luta contra a morte,
Acordando a amplidão.
Peito que deu alívio a quem sofria
E foi o sol iluminando o dia!
Tua jangada afoita enfune o pano!
Vento feliz conduza a vela ousada!
Que importa que no seu barco seja um nada
Na vastidão do oceano,
Se à proa vão heróis e marinheiros
E vão no peito corações guerreiros?
Se, nós te amamos, em aventuras e mágoas!
Porque esse chão que embebe a água dos rios
Há de florar em meses, nos estios
E bosques, pelas águas!
Selvas e rios, serras e florestas
Brotem no solo em rumorosas festas!
Abra-se ao vento o teu pendão natal
Sobre as revoltas águas dos teus mares!
E desfraldado diga aos céus e aos mares
A vitória imortal!
Que foi de sangue, em guerras leais e francas,
E foi na paz da cor das hóstias brancas!
Hino Nacional
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,Brasil!
Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra, mais garrida,
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores."
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
- "Paz no futuro e glória no passado."
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada, Brasil!

Mais conteúdos dessa disciplina