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ESCOLIOSE 
1. Definição 
A escoliose é uma deformidade 
tridimensional da coluna vertebral, 
caracterizada por: 
1. Desvio lateral da coluna (plano 
coronal) 
2. Rotação das vértebras (plano 
axial) 
3. Possíveis alterações no plano 
sagital 
É considerada escoliose quando o ângulo 
de Cobb é ≥ 10°. 
nao ha conseso na sua etiologia 
 
1.2. Em uma frase simples 
É quando a coluna deixa de ser reta e 
apresenta uma curvatura para o lado 
com rotação das vértebras. 
 
ÂNGULO DE 
COBB 
1. Definição 
O ângulo de Cobb é a medida utilizada 
para quantificar a curvatura da 
escoliose em uma radiografia da coluna. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. Como é medido 
1. Identifica-se a vértebra mais 
inclinada superior da curva 
2. Identifica-se a vértebra mais 
inclinada inferior 
3. Traçam-se linhas: 
○ Na placa superior da 
vértebra de cima 
○ Na placa inferior da 
vértebra de baixo 
4. Traçam-se linhas 
perpendiculares a essas linhas 
5. O ângulo formado entre elas = 
Ângulo de Cobb 
 
3. Valores importantes 
1. 40° → grave (pode indicar 
cirurgia) 
 
1. Inspeção Estática 
É a avaliação do paciente em repouso, 
sem movimento. 
O que observar: 
1. Postura geral 
2. Alinhamento da coluna 
3. Simetria corporal 
○ Ombros 
○ Escápulas 
○ Cristas ilíacas 
4. Curvaturas da coluna 
○ Lordose 
○ Cifose 
○ Escoliose 
5. Atrofias ou hipertrofias 
musculares 
6. Deformidades visíveis 
👉 Exemplo: paciente em pé, parado, 
visto de frente, lado e costas. 
 
2. Inspeção Dinâmica 
É a avaliação do paciente em 
movimento. 
O que observar: 
1. Marcha (jeito de andar) 
2. Amplitude de movimento 
3. Coordenação 
4. Dor ao movimento 
5. Limitações funcionais 
6. Compensações posturais 
 Exemplo: pedir para o paciente: 
● Andar 
● Agachar 
● Inclinar o tronco (ex: teste de 
Adams) 
 
 
REDUTIBILIDADE 
DA CURVA 
1. Definição 
 Redutibilidade é a capacidade da 
curva da coluna de corrigir ou 
manter-se quando o paciente 
realiza movimento ou muda de 
posição. 
2. Curva Redutível (Corrige) 
● A curva diminui ou desaparece 
com o movimento 
● Caracteriza escoliose funcional ou 
postural 
● Não há alteração estrutural fixa 
3. Curva Não Redutível (Mantém) 
● A curva permanece mesmo com o 
movimento 
● Caracteriza escoliose estrutural 
● Há rotação vertebral 
● Pode estar presente a giba 
4. Aplicação Clínica (Teste de 
Adams) 
● Se a curva corrige → escoliose 
funcional 
● Se a curva mantém (com giba) → 
escoliose estrutural 
5. Resumo 
 Redutível = corrige 
 Não redutível = mantém 
 
 
ESCOLIOSE 
IDIOPÁTICA 
INFANTIL 
1. Definição 
 É uma escoliose sem causa 
definida (idiopática) que ocorre em 
crianças de 0 a 3 anos de idade. 
 
 
1. Epidemiologia 
● Mais rara que a escoliose do 
adolescente 
● Mais comum em meninos 
● Pode apresentar resolução 
espontânea 
 
3. Características 
● Curva geralmente torácica 
● Predomínio no lado esquerdo 
● Pode ser não progressiva ou 
progressiva 
4. Classificação quanto à evolução 
● Resolutiva: melhora 
espontaneamente, sem 
progressão 
● Progressiva: piora com o 
crescimento e pode causar 
deformidades 
5. Quadro clínico 
● Assimetria do tronco 
● Presença de giba (em casos 
estruturais) 
● Geralmente sem dor 
6. Diagnóstico 
● Exame físico (inclui teste de 
Adams) 
● Radiografia da coluna 
● Medição do ângulo de Cobb 
● Avaliação do risco de progressão 
7. Tratamento 
● Observação: casos leves e não 
progressivos 
● Órtese (colete): risco de 
progressão 
● Cirurgia: casos graves ou 
progressivos 
8. Resumo 
● Idade: 0 a 3 anos 
● Mais comum em meninos 
● Curva torácica esquerda 
● Pode regredir espontaneamente 
ESCOLIOSE 
IDIOPÁTICA DO 
ADOLESCENTE 
1. Definição 
 É uma escoliose sem causa 
definida (idiopática) que ocorre em 
pacientes com idade acima de 10 
anos até o fim do crescimento. 
2. Epidemiologia 
● Forma mais comum de escoliose 
● Mais frequente em meninas 
● Maior risco de progressão durante 
o estirão de crescimento 
3. Características 
● Curva geralmente torácica direita 
● Associada à rotação vertebral 
● Pode ser progressiva 
4. Quadro clínico 
● Assimetria dos ombros 
● Escápula proeminente 
● Desnível da cintura 
● Giba no teste de Adams 
● Geralmente sem dor 
5. Diagnóstico 
● Exame físico (teste de Adams) 
● Radiografia da coluna (AP e perfil) 
● Medição do ângulo de Cobb 
● Avaliação da maturidade 
esquelética (sinal de Risser) 
6. Classificação da gravidade 
(Ângulo de Cobb) 
● Leve: 10–20° 
● Moderada: 20–40° 
● Grave: > 40° 
7. Tratamento 
● Observação: curvas leves 
● Órtese (colete): 20–40° com 
crescimento ativo 
● Cirurgia: > 40–50° ou progressão 
8. Fatores de risco para progressão 
● Sexo feminino 
● Baixa maturidade esquelética 
● Curvas maiores no diagnóstico 
● Fase de crescimento rápido 
ESCOLIOSE 
NEUROMUSCULA
R 
1. Definição 
 É a escoliose causada por 
doenças neurológicas ou 
musculares que levam a 
desequilíbrio da musculatura da 
coluna. 
2. Causas principais 
● Paralisia cerebral 
● Distrofia muscular 
● Mielomeningocele 
● Lesões medulares 
3. Fisiopatologia 
● Fraqueza muscular 
● Desequilíbrio entre músculos 
agonistas e antagonistas 
● Perda do controle postural 
● Evolução progressiva da curvatura 
4. Características 
● Curvas longas em “C” 
● Envolvem grande parte da coluna 
● Frequentemente associadas à 
obliquidade pélvica 
● Geralmente progressivas 
● Mais graves que as idiopáticas 
5. Quadro clínico 
● Assimetria do tronco 
● Dificuldade para sentar ou manter 
postura 
● Deformidades associadas 
● Comprometimento respiratório em 
casos avançados 
6. Diagnóstico 
● Exame físico 
● Avaliação neurológica 
● Radiografia da coluna 
● Medição do ângulo de Cobb 
7. Tratamento 
● Fisioterapia 
● Órteses (colete) → controle 
limitado 
● Cirurgia → indicada na maioria dos 
casos progressivos 
8. Prognóstico 
● Geralmente progressiva 
● Pode causar grande impacto 
funcional 
● Maior risco de complicações 
9. Resumo 
● Causa: doença neurológica ou 
muscular 
● Curva longa em “C” 
● Progressiva e grave 
● Tratamento frequentemente 
cirúrgico 
 
 
 
	ESCOLIOSE 
	1. Definição 
	1.2. Em uma frase simples 
	ÂNGULO DE COBB 
	1. Definição 
	 
	2. Como é medido 
	 
	3. Valores importantes 
	1. Inspeção Estática 
	O que observar: 
	2. Inspeção Dinâmica 
	O que observar: 
	REDUTIBILIDADE DA CURVA 
	ESCOLIOSE IDIOPÁTICA INFANTIL 
	ESCOLIOSE IDIOPÁTICA DO ADOLESCENTE 
	ESCOLIOSE NEUROMUSCULAR

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