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EXAMES LABORATORIAIS COM INTERPRETAÇÃO EXAME HOMENS MULHERES POSSÍVEL INTERPRETAÇÃO Perfil Lipídico Colesterol HDL >40 mg/dL >40 mg/dL Valores aumentados: manutenção periódica de exercícios físicos, uso moderado de álcool (em especial vinho e substâncias contendo antioxidantes), tratamento de insulina, terapia de reposição hormonal em mulheres, dislipidemias. Valores diminuídos: estresse, obesidade, sedentarismo, história familiar, tabagismo, diabetes mellitus, hipo e hipertireoidismo, doença hepática, nefrose, uremia. Colesterol LDL 0,8 ng/dL (ótimo >1,1 ng/dL) O T4 livre corresponde a 0,02-0,04% do T4 total, estando precocemente elevado nas fases iniciais do hipertireoidismo, quando os níveis de T4 e T3 totais estão ainda dentro dos limites de normalidade. Valores aumentados: hipertireoidismo. Valores diminuídos: hipotireoidismo. TSH 1,5 a 2,5 µUI/mL Nota: Preferencialmente o nível de T3 livre deve ser 3 vezes superior ao nível de T4 livre. Pode ser considerado o melhor exame isolado para a investigação de hipotireoidismo e hipertireoidismo. Na maioria dos pacientes com hipotireoidismo primário, os resultados de TSH são marcadamente elevados (3 a 100 vezes o normal). Os resultados de um ensaio sensível para TSH que estão dentro dos intervalos de referência excluem a disfunção tireoidiana. No hipotireoidismo subclínico o TSH está elevado; o T4 livre, o T4 total e o T3 podem apresentar níveis normais. Nas mulheres com mais de 50 anos de idade a prevalência de hipotireoidismo subclínico é de 15 - 20%. Variáveis fisiológicas que alteram os níveis de TSH: gravidez, idade, ritmo circadiano. Em alguns momentos na gravidez, o HCG compete com o TSH (funcionando como TSH), passando a dirigir a tireóide. Não é incomum encontrar, no primeiro e segundo meses da gravidez, TSH suprimido e T4 livre elevado com HCG >100.000 unidades. Função Hepática GGT 226 nmol/L Valores aumentados: dieta vegetariana, deficiência de vitamina B12, neoplasias. Valores diminuídos: deficiência primária de folato dietético, hipertireoidismo, anemia perniciosa, alcoolismo, má nutrição, doenças hepáticas, deficiência de vitamina B12, hemodiálise crônica, doença celíaca adulta, anemia hemolítica, carcinomas, mielofibroses, gravidez. Cálcio iônico 1,16 a 1,32 mmol/L Fatores quelevam ao aumento do cálcio: hiperpatireoidismo primário, excesso de ingestão de vitamina D, vários tipos de malignidade. Fatores que levam a diminuição do cálcio: hipoparatireoidismo primário, pseudohipoparatireoidismo, deficiência de vitamina D, deficiência de magnésio, alcalose, após cirurgias, após transfusões, após hemodiálise. Cobre Criança 2,05 mg/dL Valores aumentados: terapia diurética, hiperaldosteronismo, hiperparatireoidismo, hipertireoidismo, síndrome de Bartter, hipercalcemia, transplante de rim. Valores diminuídos: diarreia crônica, desvio do intestino delgado, abuso de laxantes, desnutrição, alcoolismo. Manganês Manganês sérico: Até 2,0 µg/L Manganês urinário: Até 8,0 µg/L Valores aumentados: hepatite aguda, infarto do miocárdio. Valores diminuídos: fenilcetonúria, malformação óssea (alguns pacientes). A deficiência de manganês não é uma ocorrência comum, pois as fontes alimentares prevêem uma provisão adequada deste elemento essencial. Potássio 3,9 a 5,1 mEq/L Potássio urinário 24h: 25,0 a 125,0 mEq/24h Valores aumentados: infusão rápida de vitamina K. Valores diminuídos: vômitos prolongados, diarréia, acidose tubular renal, insuficiência renal, síndrome de Fanconi, aldosteronismo primário ou secundário, síndrome de Cushing, administração de ACTH, cortisona ou testosterona. Selênio 20 a 190 µg/L Valores diminuídos: nutrição parenteral, gravidez, cirrose hepática, cardiomiopatia. Sódio 135,0 a 144,0 mEq/L Sódio urinário 24h 40,0 a 220,0 mEq/24h Valores aumentados: perda excessiva de água através da pele, pulmões e rins (diabetes insipidus, acidose diabética, síndrome de Cushing, coma, doença hipotalâmica). Valores diminuídos: diarreia, vômitos, abuso de diuréticos, pielonefrite crônica, acidose metabólica, acidose tubular renal, diurese osmótica, insuficiência adrenocortical primária e secundária. Vitamina B12 > 350 pg/mL Valores aumentados: insuficiência renal crônica, diabetes, insuficiência cardíaca grave, leucemias, alguns carcinomas, doenças no fígado. Valores diminuídos: deficiência de vitamina B12, síndromes de má absorção, dieta vegetariana, desordens congênitas, deficiência de ferro, deficiência de folato (ácido fólico). Vitamina D 40 a 65 ng/ml (pode chegar até 100 ng/mL) Valores de 25 hidroxi-vitamina D de 30 a 100 ng/mL são considerados suficientes por terem apresentado melhor correlação com a absorção de cálcio, densidade mineral óssea e níveis de PTH. Valores inferiores a 30 ng/mL podem ser indicativos de insuficiência ou deficiência, devendo ser correlacionados com a clínica e com os demais exames laboratoriais de avaliação do metabolismo do cálcio. Zinco sérico > 96 µg/dL Zinco eritrocitário > 600 µg/dL Valores diminuídos: dermatite, alopecia, perda de peso, diarreia, infecção periódica, desordens neuropsiquiátricas, oligospermia, aumento dos níveis de amônia, retardamento de crescimento na infância, hipogonadismo, falta de apetite, letargia. Homocisteína Bom que 0,30mg/dL A grande maioria dos estudos originais que examinaram a utilidade clínica para predizer o futuro enfarto do miocárdio tem usado o PCR ultra-sensível. Este ensaio é capaz de medir concentrações de PCR até 0,05 mg/dL. Estudos demonstraram que mulheres aparentemente normais com concentrações de PCR >0,21 mg/dL tem 3 vezes maior probabilidade de enfarto do miocárdio e 2 vezes risco de doença arterial periférica, quando comparadas com outro grupo com concentrações de PCR. Ácido úrico Bom 2,0 a 5,0 mg/dL ÓtimoWilson, doenças neoplásicas causadoras de aumento de excreção renal, doença hepática severa.