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M2.1 Relatório de Aplicação Bateria Fatorial de Personalidade - BFP (Versão Completa) 1- Identificação: · Iniciais: J. V. da C. · Gênero: Masculino · Idade: 29 anos (Nascimento: 28/02/1997) · Nível educacional: Não informado · Contexto da Aplicação: Outros (Prática Acadêmica) 2- Descrição do teste A avaliação foi realizada por meio da Bateria Fatorial de Personalidade (BFP), instrumento psicológico desenvolvido no Brasil com base no modelo dos Cinco Grandes Fatores da personalidade. O objetivo do teste é identificar características relativamente estáveis da personalidade, relacionadas a padrões de comportamento, pensamento e emoção que influenciam a forma como o indivíduo interage com o meio. De acordo com Nunes, Hutz e Nunes (2013), a BFP é composta por 126 itens, organizados em uma escala do tipo Likert, e destinada a avaliar cinco grandes dimensões da personalidade, subdivididas em facetas específicas. Esses fatores são: Neuroticismo, associado à instabilidade emocional e vulnerabilidade ao estresse; Extroversão, relacionada à sociabilidade, níveis de comunicação e busca de estímulos; Socialização, que aborda a cooperação, amabilidade e a qualidade das relações interpessoais; Realização, ligada ao grau de organização, competência, ponderação e motivação para metas; e Abertura, referente ao comportamento exploratório, flexibilidade de valores e busca por novas experiências. 3- Análise e Interpretação dos Resultados Abaixo, apresenta-se a síntese quantitativa dos resultados obtidos por J. V. da C., calculados a partir da Tabela de Apuração para a Amostra Geral. Fatores e Facetas Escore Bruto Escore Z Percentil Classificação (Faixa) NEUROTICISMO 6,3 2,0 > 95 Muito Alto N1 - Vulnerabilidade 6,7 1,9 > 95 Muito Alto N2 - Instabilidade 6,5 2,0 > 95 Muito Alto N3 - Passividade 6,3 1,9 > 95 Muito Alto N4 - Depressão 5,6 2,1 > 95 Muito Alto EXTROVERSÃO 2,5 0,0 95 Muito Alto A3 - Busca por novidades 4,0 0,1 55 Médio Em relação aos resultados de J. V. da C., observa-se que no fator Neuroticismo, o examinando obteve um escore global Muito Alto (Percentil > 95), o que indica um nível significativo de instabilidade emocional e dificuldade em lidar com pressões. Analisando as facetas, a Vulnerabilidade (N1) encontra-se na faixa Muito Alta, evidenciando uma pessoa com baixa autoestima, que relata insegurança e dependência em decisões do dia a dia, além de um forte medo de que pessoas importantes o abandonem caso cometa erros. A Instabilidade (N2) também se apresenta Muito Alta, demonstrando propensão a agir de forma impulsiva perante o desconforto psicológico, oscilações de humor sem motivo aparente e baixa tolerância à frustração. A Passividade (N3) Muito Alta indica traços de procrastinação, com grande dificuldade para iniciar tarefas difíceis e dependência de estímulos externos. Por fim, a Depressão (N4) Muito Alta revela tendências a expectativas negativas em relação ao futuro, sentimentos de solidão e a percepção de ser incapaz de lidar com os problemas cotidianos. No fator Extroversão, os escores foram classificados como Muito Baixos (Percentil 95) aponta para um indivíduo que concebe a relativização de valores sociais, éticos e legais, compreendendo que não existem verdades absolutas ou inquestionáveis. As facetas de Abertura a Ideias (A1) e Busca por Novidades (A3) situam-se na Média (Percentil 55), mostrando que o examinando possui um interesse normal por diferentes expressões culturais e consegue lidar de maneira funcional com a quebra de rotinas. Em contrapartida às dificuldades observadas no isolamento social e na forte instabilidade emocional (ansiedade e sintomas depressivos), nota-se que J. V. da C. demonstra uma capacidade expressiva de reflexão e cautela (Ponderação elevada), aliada a uma mente questionadora e livre de dogmatismos rigorosos (Liberalismo elevado). Essa particularidade sugere que ele tem potencial para analisar cenários de forma crítica antes de agir, embora a baixa autoconfiança impeça que coloque suas conclusões em prática. Entre os aspectos positivos a serem desenvolvidos, ressaltam-se a capacidade de pensamento crítico, o zelo na forma de abordar problemas complexos e a empatia básica demonstrada na faceta de amabilidade. Recomenda-se focar na ampliação da autoconfiança (Competência) e no desenvolvimento de estratégias de regulação emocional e habilidades sociais, a fim de mitigar os impactos da ansiedade, reduzir as percepções persecutórias (Confiança baixa) e impulsionar o seu progresso pessoal, a tomada de iniciativa e a melhora da qualidade de vida global. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA NUNES, Carlos Henrique Sancineto da Silva; HUTZ, Claudio Simon; NUNES, Maiana Farias Oliveira. Bateria Fatorial de Personalidade (BFP): manual técnico. 2ª ed. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2013. (3ª reimpressão, 2016).