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O planeta Terra e seus ciclos
biogeoquímicos
Apresentação dos ciclos biogeoquímicos e dos elementos provenientes dessas reações na natureza.
Prof.ª Luciana Barreiros de Lima
1. Itens iniciais
Propósito
Identificar as matérias coexistentes na biosfera, suas afinidades, propriedades e modificações, estabelecendo
relações entre seus aspectos biológicos, geológicos e químicos.
Objetivos
Identificar os ciclos biogeoquímicos e seu impacto no planeta.
Reconhecer o ciclo biogeoquímico da água.
Reconhecer o ciclo biogeoquímico do carbono.
Reconhecer o ciclo biogeoquímico do nitrogênio.
Introdução
A Terra é um sistema fechado onde, com raras exceções de corpos celestes que nos atingem, não entra nem
sai qualquer tipo de material. Assim, as substâncias que existentes mudam de forma seguindo ciclos
biogeoquímicos. Estes ciclos fazem com que as matérias circulem pelos locais geográficos e ecossistemas de
forma contínua, sendo sempre transformadas e reutilizadas. Entre os muitos elementos, alguns dos mais
importantes são o carbono, o nitrogênio, o hidrogênio, o oxigênio, o fósforo e o potássio. A água também é
fundamental neste movimento de troca e circulação da matéria nos ecossistemas.
Desse modo, a matéria circula entre os seres vivos e o meio ambiente de forma contínua, sendo que os
organismos vivos selecionam a captação e a utilização desses elementos através de suas necessidades
fisiológicas.
Por outro lado, a composição da matéria viva e dos demais elementos da biosfera tem sua dinâmica mantida
pelos ciclos biogeoquímicos. Quando os organismos vivos morrem, seus componentes são reutilizados por
processos químicos e biológicos por outros organismos vivos. Vamos entender melhor com tais trocas
ocorrem através dos ciclos biogeoquímicos da água, do carbono e do nitrogênio. Bons estudos!
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1. Ciclos biogeoquímicos e impacto no planeta
Os ciclos biogeoquímicos, a vida humana e o planeta
Você já se perguntou o que acontece quando os organismos morrem? Eles desaparecem? É comum ouvir
respostas como: “Somos poeira estelar.”, “Do pó viemos e ao pó voltaremos.” ou “A energia não é produzida
nem destruída, apenas se transforma.”. Será que o mesmo átomo de nitrogênio que pertencia ao músculo do
meu braço pode ser encontrado, posteriormente, em uma folha de carvalho? 
A relação entre os ciclos, os seres humanos e a Terra
Veja a seguir a relação entre os ciclos biogeoquímicos, os seres humanos e o planeta.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Para responder a esses questionamentos, é preciso saber que 99% das células vivas são constituídas por
nitrogênio, carbono, fósforo, enxofre, oxigênio e hidrogênio. Essas substâncias interagem entre si e com o
meio ambiente através de processos e trocas de energias dos diferentes elementos da natureza no planeta
Terra. A seguir, observe cada um desses elementos:
Substâncias químicas.
Os chamados ciclos biogeoquímicos permitem que esses elementos sejam reciclados: circulem do ambiente
físico para o corpo dos organismos e retornem para o meio ambiente, garantindo a continuidade da vida.
Biogeoquímicos
O termo refere-se aos principais componentes desses ciclos: o ambiente geológico (atmosfera, oceanos,
lagos, crosta terrestre), o biológico (produtores, consumidores e decompositores) e o químico, com
todas as reações que o envolvem. Todos desempenham um papel nos ciclos e estão conectados. 
Os processos realizados pelos seres vivos
sempre mantêm uma estreita interação com o
meio ambiente; por isso, é importante que todo
ser humano se comprometa a usar os recursos
moderadamente, mantendo-os sempre
controlados para evitar o desequilíbrio nos
principais ciclos.
Para conservar o ambiente natural, precisamos
modificar as ideias de benefício a todo custo e
de crescimento ilimitado que caracterizam nossa sociedade de consumo. Em resposta aos efeitos negativos
que o ser humano gera ao meio ambiente, são desenvolvidas políticas ambientais mundiais com diferentes
objetivos e mecanismos de ação. Em termos gerais, podemos identificar algumas delas como:
Criação de zonas de proteção
Preservam espaços naturais de valor ecológico
a partir da criação de zonas de proteção, como
parques, reservas nacionais e monumentos
naturais.
Purificação e reciclagem
Agem em espaços deteriorados e propõem a
purificação da água, a reciclagem de resíduos,
entre outras medidas.
Controles e estudos avaliativos
Estabelecem controles para atividades
prejudiciais ao meio ambiente e realizam
estudos de avaliação de impacto ambiental.
Essas medidas têm o objetivo de contribuir para o desenvolvimento sustentável, ou seja, para o crescimento
econômico e social, baseado na conservação e proteção ambiental a fim de atender às necessidades do
presente, sem comprometer o abastecimento das gerações futuras.
Agora vamos tratar dos ciclos biogeoquímicos, seu conceito, principais características, tipos e importância
para a continuidade da vida.
As trocas de energia no planeta Terra
Em nosso planeta, ocorre uma série de processos e trocas de energia mediados por ciclos biogeoquímicos,
responsáveis pela renovação de diferentes elementos da natureza. Porém, para entender melhor como isso
acontece, é preciso conhecer os compartimentos bióticos e abióticos que compõem o meio em que vivemos.
O compartimento biótico, chamado de biocenose ou comunidade biótica, é constituído por seres vivos
reciprocamente ligados por cadeias tróficas em um ecossistema, sendo formado pelos três seguintes grupos: 
Produtores primários
São seres autotróficos, produtores de substâncias orgânicas a partir de
substâncias inorgânicas, como sais, minerais e cloretos, que não são
feitas de carbono (salvo raras exceções, como o carbonato de cálcio –
CaCO3) e não são fabricadas por seres vivos, mas pela natureza, por
meio de reações químicas, ou seja, sintetizam seus próprios alimentos.
São exemplos as plantas verdes (no ecossistema terrestre) e as algas
microscópicas ou fitoplâncton (no ecossistema aquático).
Consumidores
São seres chamados de heterotróficos, pois vivem, direta ou
indiretamente, das substâncias geradas pelos produtores. Animais,
bactérias e fungos pertencem a esse grupo.
Decompositores ou desintegradores
São organismos heterotróficos que consomem matéria orgânica morta
(plantas, animais e seus resíduos) e a decompõem em componentes
inorgânicos. Pertencem a esse grupo os carniçais, que se alimentam de
cadáveres; os coprófagos, que se alimentam de fezes; os saprofágicos,
que se alimentam de matéria podre; os detritívoros, que se alimentam de
detritos; e mineralizadores ou redutores, que reduzem os compostos às
formas mais simples, como bactérias e fungos.
O compartimento abiótico, chamado de biótopo, é composto por substâncias inorgânicas e inclui os materiais
que formam a base da vida, como oxigênio, dióxido de carbono, água, carbono, nitrogênio, fósforo, enxofre,
potássio, cálcio e vários sais minerais, além da energia do Sol, especialmente. Sua estrutura espacial pode
variar de acordo com os ecossistemas (cavernas, lagos, praia, praia pedregosa etc.).
Existem cerca de quarenta elementos químicos essenciais para a vida na Terra. Eles são
convertidos, por meio dos seres vivos, em compostos orgânicos (biomassa) que participam de
reações fundamentais às atividades metabólicas dos organismos. Esse processo de transformação e
sua transferência entre os diferentes compartimentos bióticos e abióticos do planeta é o que se
denomina de ciclos biogeoquímicos.
Por se tratar de um ciclo, os elementos químicos inorgânicos podem se transformar e ser incorporados
novamente pela biota. Essas substâncias são provenientes de minerais das rochas, da água, de gases ou de
compostos orgânicos — como proteínas, gorduras ou açúcares — produzidos, geralmente, por seres vivos.
Os processos cíclicos baseados na transformação de elementos inorgânicos em orgânicos e vice-versa,
mediados pela atividade biológica de síntese e degradação de matéria orgânica, são a base das atividadesbiogeoquímicas da Terra. Observe a ilustração desse processo:
Biota
Trata do conjunto de espécies de plantas, animais e outros organismos que habitam determinada área.
Ilustração do processo cíclico.
Os ciclos biogeoquímicos estão intimamente relacionados aos processos geológicos, hidrológicos e biológicos
que ocorrem nos diferentes compartimentos da crosta terrestre, a exemplo da atmosfera (compartimento
gasoso acima do solo), da hidrosfera (águas interiores e marinhas), da litosfera (rochas e solos) e da biosfera
(seres vivos e suas relações), veja:
Principais esferas terrestres.
Excluindo eventos aleatórios (como a queda de meteoritos), que podem incorporar novos elementos, nosso
planeta é um sistema químico praticamente fechado, em que as reações que sustentam a biosfera são
alimentadas pela energia solar e, em menor grau, pela energia dos processos geológicos internos, como
vulcanismo, tectônica superficial e profunda, convecção do manto e outros.
Devido à grande variedade de ecossistemas terrestres (continentais) e aquáticos (marinhos), desde baixas
latitudes quentes até altas latitudes frias, os processos biogeoquímicos são muito diversos dadas as
características geológicas e biogeográficas.
O termo ciclo biogeoquímico deriva do movimento cíclico dos elementos químicos que formam os organismos
biológicos (bio) e o ambiente geológico (geo). 
Organismos biológicos (bio) e o ambiente geológico (geo).
Veja a seguir as principais características desses ciclos: 
Características de cada ciclo.
Podemos classificar esses ciclos e dividi-los em: 
Ciclos biogeoquímicos sedimentares
Os nutrientes circulam na crosta terrestre (solo, rochas, sedimentos etc.), na hidrosfera e em
organismos vivos, e os elementos costumam ser reciclados mais lentamente do que no ciclo do gás.
Além disso, são transformados quimicamente com contribuição biológica na mesma localização
geográfica e retidos em rochas sedimentares por um período que varia de milhares a milhões de anos.
Exemplo: ciclos do fósforo e enxofre.
Ciclos biogeoquímicos gasosos
Os nutrientes circulam, sobretudo, entre a atmosfera e os organismos vivos. Em sua maioria, os
elementos são reciclados rapidamente no período de horas ou dias. A transformação da substância
envolvida altera sua localização geográfica e é fixada a partir de matéria-prima gasosa. Exemplo:
ciclos de gás carbônico, nitrogênio e oxigênio.
Ciclo biogeoquímico hidrológico
Trata do próprio ciclo da água (seres vivos, oceanos e atmosfera). A evaporação dos oceanos em
função da energia do sol, faz com que a água se condense, formando nuvens que retornam a água
para a terra na forma de chuva.
Você deve estar se perguntando a razão de estudar os ciclos biogeoquímicos, certo? O que eles têm de
importante? Podemos considerar os seguintes motivos:
Tornam a vida possível;
Permitem a circulação de matéria entre organismos;
Regulam os elementos vitais para a Terra, que são usados repetidamente pelos seres vivos;
Fornecem os nutrientes necessários para a vida;
Regulam o clima atmosférico.
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• 
• 
A fim de estabelecer uma definição, podemos dizer que: os ciclos biogeoquímicos são o conjunto de
mecanismos, circuitos, movimentos ou deslocamentos de materiais ou substâncias químicas de um lugar para
outro a fim de garantir a reciclagem de nutrientes na biosfera, na litosfera, na atmosfera e na hidrosfera.
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Níveis tróficos da cadeia alimentar
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Organismos produtores primários
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Verificando o aprendizado
Questão 1
(FUVEST - 2012) Uma das consequências do efeito estufa é o aquecimento dos oceanos. Esse aumento de
temperatura provoca:
A
menor dissolução de CO2 nas águas oceânicas, o que leva ao consumo de menor quantidade desse gás pelo
fitoplâncton, contribuindo, assim, para o aumento do efeito estufa global.
B
menor dissolução de O2 nas águas oceânicas, o que leva ao consumo de maior quantidade de CO2 pelo
fitoplâncton, contribuindo, assim, para a redução do efeito estufa global.
C
menor dissolução de CO2 e O2 nas águas oceânicas, o que leva ao consumo de maior quantidade de O2 pelo
fitoplâncton, contribuindo, assim, para a redução do efeito estufa global.
D
maior dissolução de CO2 nas águas oceânicas, o que leva ao consumo de maior quantidade desse gás pelo
fitoplâncton, contribuindo, assim, para a redução do efeito estufa global.
E
menor dissolução de CO2 nas águas oceânicas, o que leva ao consumo de menor quantidade desses gases
pelo fitoplâncton, contribuindo, assim, para a redução do efeito estufa global.
A alternativa A está correta.
O aumento da absorção de carbono pelas águas afeta diretamente a fauna e a flora dos biomas aquáticos,
pois altera não apenas sua temperatura, mas também a acidificação da água e os níveis de oxigênio e
nutrientes essenciais para a manutenção de um ecossistema equilibrado.
Questão 2
(UDESC - 2009) Com relação aos ciclos biogeoquímicos, analise as seguintes afirmativas:
I. No ciclo do carbono: as cadeias de carbono formam as moléculas orgânicas através dos seres autotróficos
que fazem fotossíntese. A seguir, o gás carbônico é absorvido, fixado e transformado em matéria orgânica
pelos produtores. Depois, o carbono volta ao ambiente através do gás carbônico por meio da respiração.
II. No ciclo do oxigênio: o gás oxigênio é produzido durante a construção de moléculas orgânicas pela
respiração e consumido quando essas moléculas são oxidadas na fotossíntese.
III. No ciclo da água: a energia solar possui um papel importante, pois permite que a água em estado líquido
sofra evaporação. O vapor de água, nas camadas mais altas e frias, condensa-se e forma nuvens que,
posteriormente, precipitam-se na forma de chuva, retornando ao solo para formar rios, lagos, oceanos ou,
ainda, infiltrando-se no solo para formar os lençóis freáticos.
IV. No ciclo do nitrogênio: uma das etapas é a de fixação do nitrogênio, quando algumas bactérias utilizam o
nitrogênio atmosférico e fazem-no reagir com oxigênio para produzir nitrito, que será transformado em amônia
no processo de nitrificação.
Assinale a alternativa correta.
A
Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras.
B
Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.
C
Somente as afirmativas I, III e IV são verdadeiras.
D
Somente as afirmativas I e III são verdadeiras.
E
Somente as afirmativas I e IV são verdadeiras.
A alternativa D está correta.
No ciclo do oxigênio, os processos de fotossíntese liberam oxigênio para a atmosfera, enquanto os
processos de respiração e de combustão o consomem.
2. Ciclo biogeoquímico da água
O ciclo da água
A Terra possui perto de 1,386 bilhão de km3 de
recursos hídricos, dos quais 97,5% são de água
salgada. Dos 2,5% restantes de água doce, 69%
estão dispostos nas geleiras e 30% em
aquíferos, demandando energia para sua
retirada. Apenas 1% é encontrado em lagos e
rios, bem como cerca de 13.000km³ estão na
atmosfera.
Por que é importante saber disso? Porque a
utilização desse bem precisa ser planejada e
pensada para não prejudicar a vida no planeta.
Nos últimos anos, muito ouvimos falar sobre a necessidade de economizar energia e de reduzir as
emissões de carbono. E isso tem feito com que a questão água versus energia esteja se tornando uma
das maiores preocupações mundiais.
(ROCHA, 2013, n.p)
Água e energia estão inteiramente conectadas, já que, para produzirmos eletricidade, uma quantidade
expressiva de água é consumida. Por outro lado, é indispensável a utilização de energia para o tratamento e
abastecimento de água. Além disso, a água é necessária para a geração, exploração, processamento e
transporte dos combustíveis fósseis. Veja um esquema que ilustra essa relação:
Conexão entre água, energia e combustível.
Outros usos estão relacionados à exploração de petróleoe gás, sistemas de refrigeração em usinas
termelétricas, produção de eletricidade em usinas hidrelétricas e no cultivo das matérias-primas utilizadas na
produção de biocombustíveis. Tudo isso necessita de quantidades assombrosamente altas de água para sua
obtenção.
Segundo o site da Agência Nacional de Águas (ANA), o Brasil possui, em comparação a outros países, uma
boa quantidade de água. Avalia-se que o nosso país tem aproximadamente 12% da água doce existente,
porém, a sua distribuição natural não é equilibrada. Veja os dados:
Região Norte
A região Norte concentra aproximadamente
80% da quantidade de água disponível, mas
apenas 5% da população brasileira.
Regiões oceânicas
As regiões próximas do Oceano Atlântico, onde
estão mais de 45% dos habitantes, possuem
menos de 3% dos recursos hídricos do país.
O ciclo biogeoquímico da água está intrinsecamente ligado ao clima. Por conta disso, mudanças climáticas
que alterem a frequência e o volume de chuvas podem gerar um aumento do número de eventos hidrológicos
extremos, como inundações e temporadas de seca. Essas ocorrências comprometem, consequentemente, a
oferta de recursos hídricos para a população. 
O ciclo hidrológico
O ciclo hidrológico é definido como o processo integral dos fluxos de água, energia e algumas substâncias
químicas. A seguir, você pode observar os principais componentes desse ciclo: 
Componentes do ciclo hidrológico.
Ciclo biogeoquímico da água
Veja detalhes a seguir sobre o ciclo da água.
Conteúdo interativo
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Como vimos, é possível dizer que temos um ciclo hidrológico externo e um interno. Observe cada um deles:
Ciclo hidrológico externo
É caracterizado pelo vapor de água que
evapora da superfície do mar, condensa-se e,
sob a forma de precipitação, cai nos
continentes.
Ciclo hidrológico interno
É limitado à determinada superfície continental,
pois o vapor de água se condensa e, sob a
forma de precipitação, cai dentro dos limites da
mesma região.
Confira na imagem a seguir o que acontece quando a água, em ambos os estados, entra em contato com a
superfície da terra:
Ciclo hidrológico.
A fração de água que se infiltra na crosta terrestre pode seguir as três seguintes rotas bem definidas: 
Ser absorvida pelas raízes das plantas e tornar-se parte ativa de seus tecidos ou ser transpirada de
volta para a atmosfera.
 
Mover-se paralelamente à superfície terrestre através da área não saturada, como um fluxo
subterrâneo, até surgir nas nascentes.
 
Infiltrar-se até a área saturada, onde recarregará o armazenamento hídrico subterrâneo.
As águas subterrâneas, limitadas em sua parte inferior por depósitos impermeáveis de argilas, formações
rochosas etc., não permanecem estáticas, mas se movem entre dois locais com diferença de potencial. 
• 
• 
• 
Atenção
Não podemos esquecer de que a evaporação é um processo contínuo quase estacionário, presente em
todos os pontos da bacia, que varia desde a evapotranspiração nos vegetais até a evaporação
proveniente da superfície da Terra, dos corpos abertos de água, dos principais fluxos e áreas
secundárias, insaturadas e saturadas. 
Vimos que o ciclo hidrológico compreende uma série de interações contínuas bastante complexas e não
lineares. 
Podemos defini-lo como a sucessão de estados pelos quais a água passa no caminho da atmosfera
para a Terra e no retorno à atmosfera. 
Os estados são: 
Evaporação do solo, mar ou superfície
da água continental
Condensação
Precipitação
Acumulação no solo e nas superfícies
aquáticas
Evaporação
A gestão dos recursos hídricos
A água é um fator determinante para o desenvolvimento econômico e social e, ao mesmo tempo, cumpre a
função básica de manter a integridade do ambiente natural. Apesar disso, ela é apenas um dos recursos
naturais vitais e, portanto, é imperativo que essas questões não sejam tratadas isoladamente.
Setores do governo e do setor privado precisam tomar decisões sobre a disponibilidade e a alocação de água.
Frequentemente, eles enfrentam uma oferta que diminui diante da demanda crescente. Fatores como
mudanças demográficas e climáticas também aumentam a pressão sobre os recursos hídricos. Veja a seguinte
imagem:
Esquema dos recursos hídricos
A abordagem fragmentada tradicional não é mais válida e uma abordagem holística do gerenciamento da água
se torna essencial. Essa é a base da Gestão Integrada de Recursos Hídricos (GIRH), aceita internacionalmente
como o caminho para o desenvolvimento e gerenciamento eficiente, equitativo e sustentável de recursos
hídricos cada vez mais limitados a fim de atender às demandas concorrentes.
Existem grandes diferenças entre regiões em termos de disponibilidade de água, desde a extrema escassez
nos desertos até a abundância nas florestas tropicais. Além disso, há também oscilação em termos de
fornecimento ao longo do tempo, como resultado de variações sazonais.
Gestão Integrada de Recursos Hídricos (GIRH)
É um conceito que decorre da própria experiência de campo de seus profissionais. Embora muitos dos
elementos desse conceito já estivessem presentes há décadas — desde a primeira conferência global
em Mar del Plata, em 1977 — somente durante a Agenda 21 e a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento
Sustentável, em 1992 no Rio de Janeiro, o GIRH foi objeto de debates profundos que incluíram suas
implicações na prática.A definição dada pela Associação Mundial para a Água (GWP) da GIRH é hoje a
mais aceita: “A GIRH é um processo que promove o gerenciamento e desenvolvimento coordenados da
água, do solo e de outros recursos relacionados a fim de maximizar os resultados econômicos e o bem-
estar social de maneira equitativa, sem comprometer a sustentabilidade dos ecossistemas vitais.” 
Com muita frequência, o grau de variabilidade, o tempo e a duração dos períodos de fornecimento,
altos ou baixos, são imprevisíveis demais. Isso implica a falta de confiabilidade do recurso, o que
representa um desafio importante para a gestão desse bem, seja de modo particular, seja para a
sociedade como um todo.
Os países mais desenvolvidos superaram amplamente a variabilidade natural com infraestrutura para
gerenciar o fornecimento, o que garante um suprimento confiável e reduz riscos, embora a um preço alto e,
frequentemente, com um impacto negativo no meio ambiente.
Muitos dos países menos desenvolvidos, e alguns dos desenvolvidos, perceberam que considerar apenas a
gestão da oferta não é adequado para atender a uma demanda cada vez maior — causada por pressões
demográficas, econômicas e climáticas. Em vista disso, foram estabelecidas as seguintes implementações:
• Medidas de tratamento de águas residuais;
• Reciclagem dos recursos hídricos;
• Gerenciamento de demanda.
Há ainda a existência de muitos problemas
relacionados à quantidade e qualidade de água
disponível, visto que a contaminação das fontes
continua sendo um dos principais problemas
enfrentados, o que acaba representando uma
ameaça à manutenção dos ecossistemas
naturais.
A demanda por esse bem também é aumentada
em virtude do crescimento populacional e de
outras mudanças demográficas, como a
urbanização, e expansão agrícola e industrial,
que foi resultado da modificação dos padrões de consumo e produção. Como consequência, algumas regiões
estão em estado permanente de níveis de demanda excedidos e muitas outras sofrem com isso em épocas
críticas ou em anos de escassez de água.
Em muitas regiões do Brasil, a disponibilidade de água,
tanto em quantidade quanto em qualidade, está sendo
severamente afetada pela variabilidade e mudança
climática, com mais ou menos chuvas, de acordo com as
diferentes localidades e maior frequência de eventos
climáticos extremos.
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do
conteúdo que você acabou de estudar.
Organismos consumidores
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Ciclo biogeoquímico da água
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Verificandoo aprendizado
Questão 1
No ciclo da água, usado para produzir eletricidade, a água de lagos e oceanos, irradiada pelo Sol, evapora-se
dando origem a nuvens e se precipita como chuva. É então represada, corre de alto a baixo e move turbinas
de uma usina, acionando geradores. A eletricidade produzida é transmitida através de cabos e fios e é
utilizada em motores e outros aparelhos elétricos. Assim, para que o ciclo seja aproveitado na geração de
energia elétrica, constrói-se uma barragem para represar a água. Entre os possíveis impactos ambientais
causados por essa construção, devem ser destacados:
A
Aumento do nível dos oceanos e chuva ácida.
B
Chuva ácida e efeito estufa.
C
Alagamentos e intensificação do efeito estufa.
D
Alagamentos e desequilíbrio da fauna e da flora.
E
Aumento do nível dos oceanos e efeito estufa.
A alternativa D está correta.
Apesar das usinas hidrelétricas utilizarem um recurso natural renovável e de custo zero, como a água, e não
poluírem o ambiente, elas alteram a paisagem, pois ocorrem grandes desmatamentos, que provocam
prejuízos à fauna e à flora. Além disso, para a construção dessa fonte energética, muitas áreas verdes são
inundadas e famílias são deslocadas de suas residências.
Questão 2
As plantas têm uma espécie de poros em suas folhas, chamados estômatos, que permitem a transferência de
gases, como vapor de água, de dentro para fora da planta. Que função as plantas desempenham no ciclo da
água?
A
Ajudam a circulação da água à medida que muda de um estado líquido para um estado gasoso.
B
Transporte de água do solo para a atmosfera.
C
Transporte de água da atmosfera para o solo.
D
Produção de gotas sob a forma de chuva.
E
Redução da contaminação da água.
A alternativa B está correta.
Um dos principais processos envolvidos no ciclo da água é a evaporação, dada pelos efeitos do sol na
superfície oceânica e terrestre, produzindo transpiração nas plantas e nos animais. Durante esse processo,
a água é transportada das raízes para as partes aéreas das plantas através de tecidos especializados,
representando, aproximadamente, 10% de toda a água evaporada que sobe para a atmosfera até se
condensar, ser absorvida e iniciar o ciclo novamente.
3. Ciclo biogeoquímico do carbono
O ciclo do carbono
É um elemento integrante dos componentes
orgânicos, tornando-o essencial para todas as
formas de vida. Ele também é o elemento
básico na formação de moléculas de
carboidratos, lipídios, proteínas e ácidos
nucleicos, uma vez que as moléculas orgânicas
são formadas por cadeias de carbono ligadas
entre si.
Os elementos carbono (C), nitrogênio (N),
fósforo (P), entre outros, são biologicamente
acoplados através das reações bioquímicas que
controlam a produção primária e a decomposição da matéria orgânica. Todos os organismos necessitam da
presença desses elementos em proporções específicas para um bom funcionamento.
Desequilíbrios nos ciclos de C, N e P causados por eventos naturais catastróficos (impactos
meteorológicos, vulcanismo) ou por atividades dos seres humanos podem ter consequências
importantes sobre a dinâmica e o funcionamento dos ecossistemas.
Desde a Revolução Industrial (1760-1840), houve um crescimento exponencial do uso de combustíveis fósseis
e da agricultura intensiva, causando um desequilíbrio nos ciclos biogeoquímicos de quase todos os elementos.
O resultado disso se manifesta por meio de fenômenos, como a deposição de N e o aumento da concentração
do CO2 atmosférico — o principal responsável pelo aquecimento global —, além das contribuições de P em
vários ecossistemas mundiais, afetando sua produtividade e biodiversidade.
Estudos sobre os efeitos das mudanças globais na biogeoquímica do planeta têm se tornado cruciais para
qualquer planejamento de uso de recursos do ecossistema. 
Etapas do ciclo do carbono
Na biosfera, o carbono pode ser encontrado como parte de matéria inorgânica, na forma de carbonatos ou
bicarbonatos, ou como componente de compostos produzidos pelo metabolismo de organismos (matéria
orgânica). 
Ciclo biogeoquímico do carbono
Entenda a seguir o ciclo do carbono e a sua importância para o planeta. 
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Para que você compreenda o ciclo do carbono, é preciso entender o conceito essencial de biomassa, que é
um tipo de energia renovável proveniente do uso de matéria orgânica e inorgânica formada em algum
processo biológico ou mecânico das substâncias que constituem seres vivos ou de seus restos. A biomassa, a
partir do material usado como fonte de energia, recebe as seguintes classificações:
Biomassa natural
Abrange florestas, árvores, arbustos, plantas
cultivadas etc. Por exemplo, uma série de
resíduos ou subprodutos de fazendas florestais
não são utilizados na fabricação de móveis ou
papel, como pequenas folhas e galhos,
podendo servir como fonte de energia.
Biomassa residual
Abrange subproduto ou desperdício gerado em
atividades agrícolas, como poda ou desbaste
(lenha), silvicultura e pecuária, bem como
resíduos da indústria agroalimentar (como
casca de amêndoa e caroço de azeitona) e de
processamento de madeira (serragem).
Seja na forma de compostos estruturais ou de substratos de armazenamento de energia, o carbono é o 
constituinte essencial da biomassa de todos os organismos vivos conhecidos, uma vez que eles obtêm sua
energia quebrando as ligações químicas dos compostos orgânicos. A circulação dessas diferentes formas de
C entre os variados compartimentos da Terra é conhecido como ciclo do carbono.
Do ponto de vista metabólico, existem dois tipos de organismos: aqueles que produzem sua própria biomassa
para formar sua estrutura corporal e fabricar reservas de energia (produtores primários ou seres autotróficos)
e aqueles que obtêm biomassa de outros organismos (seres heterotróficos). As vias metabólicas mais
importantes do planeta são a produção e a decomposição de matéria orgânica por fotossíntese e por
respiração, respectivamente. Confira:
Fotossíntese
É a via que captura o dióxido de carbono (CO2) e libera oxigênio livre (O2), produzindo a biomassa de
organismos verdes, ou seja, daqueles que possuem clorofila (algas, musgos e plantas) a partir do
consumo de energia solar.
Respiração
É o caminho da degradação da biomassa e produz CO2 a partir do consumo de O2. Além da
fotossíntese, possível graças à energia solar, existem outras rotas de produção primária mais comuns
em áreas sem luz, como o fundo dos oceanos, chamadas vias quimiossintéticas, realizadas por
organismos que produzem biomassa a partir de energia gerada por reações químicas e não pela
radiação solar.
Além da fotossíntese, possível graças à energia solar, existem outras rotas de produção primária mais comuns
em áreas sem luz, como o fundo dos oceanos, chamadas vias quimiossintéticas, realizadas por organismos
que produzem biomassa a partir de energia gerada por reações químicas e não pela radiação solar. Observe a
seguir o processo de fotossíntese:
Esquema de fotossíntese.
A reação geral do processo de fotossíntese pode ser expressa da seguinte forma: 
Existem vias metabólicas de degradação orgânica que não precisam de O2 (anaeróbicas) e podem produzir
não apenas CO2, mas também metano (CH4). Elas adquirem grande relevância em áreas sem O2, como no
fundo dos ecossistemas aquáticos, a exemplo de oceanos e lagos.
A produção de CO2 por degradação orgânica pode ocorrer tanto por vias aeróbicas (mais eficientes), na
presença de O2 (respiração), quanto por vias anaeróbicas, que não precisam de O2; enquanto a produção de
CH4 é estritamente anaeróbica. Compare na tabela:
Vias aeróbicas Vias anaeróbicas 
Presença de O2 (respiração) Ausência de O2 
Produz CO2 Produz CO2 e CH4 
Tabela: Via aeróbica e anaeróbica. 
Luciana Barreiros de Lima.
A matéria orgânica se acumula nos organismos vivos e nos ecossistemas, formando grandes reservas de C no
solo e sedimentos nas bacias dos lagos e oceanos.
Outra importante reserva de C da biosfera não é encontrada nabiomassa, mas em compostos carbonatados
nas águas alcalinas dos mares e oceanos. O CO2 é uma molécula altamente reativa que tende a reagir com a
água e produzir ácido carbônico (H2CO3), que pode ser convertido fisicamente e quimicamente (sem
mediação biológica) em bicarbonato (HCO3
-) e carbonato (CO3
-2).
Esses compostos inorgânicos de carbono
dissolvidos nas águas podem formar minerais
carbonatados sem a mediação da atividade
biológica, como precipitação de calcita e
acumulação no fundo do mar ou lagos, além de
grandes estruturas calcárias, como os recifes
de coral formados pela atividade de diferentes
macro e micro-organismos.
Quanto mais alcalina a água, mais reservas
inorgânicas de carbono em bases carbonatadas
nos oceanos.
A contribuição dos ácidos orgânicos terrestres
transportados pelas águas interiores, como
lençol freático e rios, e o aumento da atmosfera de CO2, resultante da atividade metabólica e dos vulcões,
podem se tornar ácidos ao reagir com a água, contribuindo para o processo natural de acidificação dos
oceanos.
A acidificação reduz o pH e aumenta as concentrações de H2CO3 (a forma ácida do carbono inorgânico) na
água, que pode ser convertida em CO2 na interface água-ar e atingir a atmosfera. Esse processo não ocorre
com reservas inorgânicas de carbono na forma de bases dissolvidas no ambiente aquático (HCO3- e CO3
-2).
O CO2 é a principal moeda da biogeoquímica global de carbono, movendo-se entre sua forma livre e
a que constitui as reservas de carbono orgânico e inorgânico. Devido à sua capacidade de absorver
o calor, alguns gases de carbono presentes na atmosfera, especialmente CO2 e CH4, produzidos em
ecossistemas terrestres e aquáticos de diferentes vias metabólicas, contribuem para o efeito estufa,
processo fundamental para a manutenção da temperatura.
Veja a imagem a seguir:
Em resumo, as etapas mais importantes do ciclo do carbono são:
Ciclo do carbono.
O carbono também é trocado entre os oceanos e a atmosfera. Isso acontece nos dois sentidos da interação
entre ar e água. Além disso, o ciclo do carbono possui processos que variam de muito rápidos até muito
lentos.
O CO2 vem de várias fontes. Por exemplo, as plantas absorvem dióxido de carbono para madeira, galhos e
folhas e o liberam para a atmosfera quando as folhas caem ou a árvore morre.
Atualmente, há uma preocupação relacionada aos combustíveis fósseis, que têm sido responsáveis pelas
grandes concentrações de CO2 liberadas na atmosfera a uma taxa maior do que a capacidade do sistema
climático de tolerar ou se adaptar. Observe:
Fontes de dióxido de carbono.
Segundo um estudo realizado pelo Observatório Mauna Loa, o planeta alcançou seu patamar mais crítico de
concentração de fontes poluidoras em 2019. A concentração de dióxido de carbono (CO2) encontrada na
atmosfera foi de 415 miligramas por litro (mg/L). Veja a evolução no gráfico: 
Gráfico: Concentração de dióxido de carbono atmosférico
Segundo a National Oceanic Atmospheric Administration (NOAA), esse valor representa a maior concentração
dessa substância química no planeta desde os primeiros apontamentos de vivência humana. A emissão de
CO2 está relacionada à queima de combustíveis fósseis e ao desmatamento.
O que fazer?
As evidências no ramo científico estão
indicando que, para reduzir significativamente
as emissões de carbono na atmosfera terrestre,
é essencial que haja a substituição do uso de
combustíveis fósseis por fontes alternativas de
energia, como a fonte solar, a eólica, o biogás
ou o hidrogênio.
A perda de cobertura vegetal, mesmo que seja
motivada pela geração de hidrelétrica ou por
criação de plantações para biocombustíveis,
deve ser analisada com muito cuidado devido
às consequências potencialmente negativas dos processos de desmatamento. Além de todos os valores
materiais e intangíveis de biodiversidade, as taxas de produção primárias da vegetação são essenciais para
regular o ciclo do carbono e o clima do nosso planeta.
A regulação climática que é mediada pelo ciclo do carbono
está diretamente ligada à manutenção da biodiversidade,
questão que deveria estar mais presente em qualquer
prática de planejamento acerca do uso de recursos naturais
a médio e longo prazo.
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do
conteúdo que você acabou de estudar.
Tipos de seres vivos decompositores
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Processo de decomposição
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Questão 1
Entre os processos listados abaixo, marque aquele em que não ocorre devolução do dióxido de carbono à
atmosfera.
A
Fotossíntese
B
Combustão
C
Respiração
D
Decomposição
E
Degradação
A alternativa A está correta.
A reação de fotossíntese produz açúcar, oxigênio e água. 6 CO2 + 12 H2O + energia luminosa → C6H12O6 +
6 O2 + 6 H2O
Questão 2
(ENEM 2015) Na natureza, a matéria é constantemente transformada por meio dos ciclos biogeoquímicos.
Além do ciclo da água, existem os ciclos do carbono, do enxofre, do fósforo, do nitrogênio e do oxigênio. O
elemento que está presente em todos os ciclos nomeados é o:
A
Fósforo.
B
Enxofre.
C
Carbono.
D
Oxigênio.
E
Nitrogênio.
A alternativa D está correta.
O elemento que está presente em todos os ciclos citados é o oxigênio. No ciclo da água, por exemplo, o
oxigênio aparece constituindo essa molécula. No ciclo do carbono, por sua vez, o oxigênio está formando,
juntamente ao carbono, o gás carbônico. Também podemos citar o ciclo do nitrogênio, em que o oxigênio
aparece na composição dos nitritos e nitratos.
4. Ciclo biogeoquímico do nitrogênio
O ciclo do nitrogênio
A atmosfera é o principal reservatório de
nitrogênio (N), concentrando até 78% dos
gases, mas a maioria dos seres vivos não
conseguem utilizá-lo. A produção de
aminoácidos e outros compostos nitrogenados
dependem do nitrogênio presente nos minerais
do solo. Portanto, apesar da grande quantidade
desse elemento na atmosfera, a escassez dele
no solo é um fator limitante para o crescimento
das plantas.
O processo pelo qual o nitrogênio circula pelo
mundo orgânico e pelo mundo físico é chamado
de ciclo do nitrogênio.
O N é um elemento essencial para a vida em nosso planeta, uma vez que faz parte das moléculas que
constituem as proteínas (aminoácidos) e o código genético (ácidos nucleicos) e é um componente basilar das
enzimas, proteínas que permitem a maioria das reações metabólicas de síntese e degradação da matéria
orgânica.
A forma molecular de N (N2) constitui 78,1% da atmosfera da Terra e é o tipo de nitrogênio mais
abundante na Terra. Porém, é uma molécula praticamente inerte e não disponível para a maioria dos
organismos vivos.
Como N está ausente na maioria dos substratos primários (rochas da crosta terrestre), o nitrogênio disponível
para a biota deriva do processo conhecido como fixação de N, que é basicamente a transformação de N2
atmosférico em nitrogênio reativo (Nr), o qual é utilizável pelos seres vivos.
A seguir, esse processo é realizado de forma natural, principalmente, por algumas espécies de micro-
organismos, tanto os de vida livre (em lagos, solos e sedimentos) como os associados às raízes das plantas
simbioticamente e, em menor medida, por relâmpagos e queimadas:
Desnitrificação microbiana
O N2 da atmosfera acabaria gradualmente, mas
alguns micro-organismos executam a 
desnitrificação. Utilizam-se de formas reativas
de N nas vias metabólicas que, em última
análise, produzem como subproduto o N2 que
retorna à atmosfera, fechando o ciclo
biogeoquímico nitrogênio global.
Contribuição dos incêndios
Os incêndios florestais também acabam
produzindo uma saída importante de N para a
atmosfera, uma vez que cerca de 30% de todo
o conteúdo de N contido na biomassa afetada
se volatiliza na forma de N2 através de um
processo chamado pirodesnitrificação.
Saiba mais
Existem certas bactérias chamadas desnitrificantes (incluindo Pseudomonas denitrificans),que
devolvem parte do nitrogênio inorgânico do solo à atmosfera gasosa, produzindo uma perda desse
elemento para os ecossistemas e a biosfera. Elas habitam os pântanos e pertencem ao gênero
Thiobacillus; usam nitratos em seu processo metabólico, que eventualmente se reintegram à atmosfera
como nitrogênio na forma gasosa. 
As fases do ciclo do nitrogênio
O ciclo do nitrogênio, como os outros ciclos biogeoquímicos, tem um histórico definido, mas talvez ainda mais
complicado do que os demais, visto que deve seguir uma série de processos físicos, químicos e biológicos. 
Ciclo biogeoquímico do nitrogênio
Entenda a seguir o processo e a importância do ciclo do nitrogênio.
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O nitrogênio é considerado o elemento mais abundante na atmosfera. Porém, dada sua estabilidade, é muito
difícil que reaja com outros elementos e, portanto, há um baixo aproveitamento, motivo pelo qual a abundância
passa para o segundo plano. É necessária muita energia para desdobrar ou combinar o nitrogênio com outros
elementos como carbono ou oxigênio, por exemplo. Dois mecanismos podem desenvolver esses processos e
fornecer energia suficiente para formar nitratos (NO3). Veja:
Descargas elétricas
Fixação fotoquímica (reproduzido nas plantas produtoras
fertilizantes)
Existe uma terceira forma de fixação de nitrogênio que é realizada por bactérias que usam enzimas em vez de
luz solar ou descargas elétricas. Essas bactérias podem ser as que vivem livres no solo ou aquelas que, em
simbiose, formam nódulos com as raízes de certas plantas (leguminosas) para fixar nitrogênio, destacando os
gêneros Rhizobium ou Azotbacter, os quais também atuam livremente.
A bactéria Rhizobium.
Outro grupo importante são os cianobactérias aquáticas (algas verde-azuladas) e bactérias quimiossintéticas,
como o gênero Nitrosomas e Nitrosococus, que desempenham um papel significativo no ciclo de nitrogênio ao
transformar amônio em nitrito.
Já o gênero Nitrobacter continua com a oxidação de nitrito (NO2
-) em nitrato (NO-
3), que pode ser absorvido
ou dissolvido em água, passando assim para outros ecossistemas. Todas as bactérias pertencentes a esses
gêneros fixam nitrogênio, nitratos (NO-
3) ou amônio (NH3).
Cianobactérias em água.
Os animais herbívoros também sintetizam suas proteínas a partir dos vegetais, ao passo que os carnívoros a
obtêm a partir dos herbívoros. 
Todos os seres vivos armazenam grandes quantidades de nitrogênio orgânico na forma de
proteínas, que retornam ao solo nos excrementos ou na decomposição dos cadáveres.
No metabolismo de compostos nitrogenados, os animais acabam formando íons amônio, que são muito
tóxicos e devem ser removidos para serem, posteriormente, transformados por bactérias nitrificantes. Sua
eliminação é feita na forma de: 
Amônia
Alguns peixes e organismos aquáticos.
Ureia
Humanos e outros mamíferos.
Ácido úrico
Aves e outros animais de áreas secas.
A fixação de nitrogênio tem um papel muito importante na agronomia, já que os agricultores dão um descanso
a suas terras depois de certo número de cultivos. Essa prática antiga dá oportunidade às bactérias
nitrificantes de transformar nitrogênio atmosférico em compostos de nitrogênio utilizáveis para as plantas.
Observe o ciclo a seguir:
Ciclo de nitrogênio
Nesse ciclo existem as seis fases importantes, dentre as quais a assimilação não é realizada por bactérias.
Veja:
Fixação
A fase do ciclo em que o nitrogênio presente na atmosfera da Terra é integrado à vegetação por meio
de micro-organismos presentes no solo e em ambientes aquáticos é chamada de fixação. Esse
processo, no qual o N2 é convertido em amônio, é representado da seguinte forma: N2 → NH4
+
Essa fase é essencial porque é a única maneira de os organismos obterem nitrogênio diretamente da
atmosfera. Algumas bactérias, como as do gênero Rhizobium, são os únicos organismos que fixam
nitrogênio através de processos metabólicos. Essa simbiose ocorre de uma maneira bem conhecida
na família das leguminosas, como feijão, ervilha e trevo.
Nitrificação
A nitrificação é a oxidação biológica de amônio com oxigênio, resultando em nitrito, seguida pela
oxidação desses nitritos em nitratos. Essa é uma etapa importante no ciclo do nitrogênio nos solos.
A oxidação do amônio a nitrito e a subsequente oxidação a nitrato são feitas por duas espécies de
bactérias nitrificantes. A primeira etapa é realizada por bactérias dos gêneros microbiológicos 
Nitrosomonas e Nitrosococcus, entre outras. O segundo estágio (oxidação do nitrito em nitrato) é
formado principalmente por bactérias do gênero Nitrobacter e, em ambos os estágios, é produzida
energia destinada à síntese de ATP.
Esses micro-organismos nitrificantes são autotróficos e usam o dióxido de carbono como fonte de
carbono para crescer. Outro fator importante é a temperatura do solo e seu PH. Ainda nessa fase, há
a oxidação de bactérias nitrogenadas por outras que as oxidam, transformando-as em amônio e
outras em nitratos, sendo o segundo passo representado da seguinte forma:
2 NH3 + O2 → 2 HNO2 + 2 H2O + Energia
2 HNO2 + 2 O2 → 2 HNO3 + Energia
Assimilação
Na fase de assimilação, as plantas, através das raízes, absorvem nitrato ou amônia, processam-nos e
geram proteínas importantes para o consumo animal, visto que aceitam o nitrogênio em seus corpos
sem prejudicá-las.
Amonificação
A decomposição dos materiais orgânicos ocorre durante a fase de amonificação. O desperdício de
alguns ajuda outros a absorverem indiretamente o nitrogênio na forma de amônia processada em
combinação com o ácido úrico e os organismos mortos que estão no solo.
Imobilização
Nesta fase, o que não é inorgânico é incorporado ao nitrogênio para formar nitrogênio orgânico,
ocorrendo o oposto da nitrificação. As plantas não o absorvem porque não há decomposição anterior
e, portanto, não podem usá-lo.
Desnitrificação
A desnitrificação nada mais é do que a transformação biológica do nitrato em gás nitrogênio, óxido
nítrico e óxido nitroso. Esses são compostos gasosos e não são facilmente acessíveis ao crescimento
microbiano, logo, são normalmente liberados na atmosfera. A desnitrificação biológica é uma reação
respiratória anaeróbica, em que o nitrato é removido pela conversão nos compostos citados.
Observe a representação do ciclo do nitrogênio:
Representação do ciclo do nitrogênio.
A chuva contém quantidades variáveis de nitrogênio na forma de amônio, nitrato e óxidos de nitrogênio e
constitui uma fonte de nitrogênio importante nos sistemas naturais. Essa contribuição varia entre 5 e 15kg de
N/ha/ano. No entanto, para os sistemas agrícolas, esse valor é pequeno em comparação com o efeito dos
fertilizantes químicos. 
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Organismos decompositores
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Formas e transição do carbono
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Questão 1
(ENEM 2015) “O nitrogênio é essencial para a vida, e o maior reservatório global desse elemento, na forma de
N2, é a atmosfera. Os principais responsáveis por sua incorporação na matéria orgânica são micro-organismos
fixadores de N2, que ocorrem de forma livre ou simbiontes com plantas.” Adaptado de: Os grandes ciclos
biogeoquímicos do planeta, de R. E. ADUAN et al.
Animais garantem suas necessidades metabólicas desse elemento pela
A
absorção do gás nitrogênio pela respiração.
B
ingestão de moléculas de carboidratos vegetais.
C
incorporação de nitritos dissolvidos na água consumida.
D
transferência da matéria orgânica pelas cadeias.
E
ingestão de proteínas.
A alternativa D está correta.
Como o nitrogênio gasoso não pode ser absorvido pelos animais diretamente da atmosfera, eles
conseguem esse importante nutriente por meio da alimentação.
Questão 2
(Fuvest-SP) No ciclo do nitrogênio, os seres que devolvem N2à atmosfera são as bactérias
A
que transformam nitritos em nitratos.
B
desnitrificantes.
C
que transformam resíduos orgânicos em amônia.
D
decompositoras.
E
degradadoras.
A alternativa B está correta.
A desnitrificação é uma das etapas do ciclo do nitrogênio em que as bactérias conhecidas como
desnitrificantes (por isso o nome) utilizam nitratos para formar gás nitrogênio.
5. Conclusão
Considerações finais
Através de ciclos biogeoquímicos, a matéria circula pelos ecossistemas, ou seja, do meio ambiente para os
seres vivos e de volta ao meio ambiente. Os organismos vivos selecionam elementos químicos com base em
suas necessidades fisiológicas e a captação desses elementos leva a transformações químicas lideradas por
esses organismos.
Por outro lado, os ciclos biogeoquímicos mantêm dinâmica a composição da matéria viva e os demais
componentes da biosfera. Assim, quando os organismos morrem, seus componentes são renovados por
processos químicos e geológicos para serem usados por outros organismos vivos.
A Terra é um sistema fechado, onde não entra nem sai matéria. As substâncias usadas não são perdidas,
embora possam chegar a lugares onde são inacessíveis aos organismos por um longo período. No entanto, a
matéria quase sempre é reutilizada e circula muitas vezes, dentro e fora dos ecossistemas.
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Leia:
 
Crédito de carbono pode ser “pior do que não fazer nada” contra desmatamento, aponta ProPublica, da BBC
News Brasil, 2019.
 
Créditos de carbono: como neutralizar quando emitido em eventos, do SEBRAE, 2019.
 
Solo, de INPE/ELAT - Grupo de Eletricidade Atmosférica.
 
Química da baixa atmosfera, de INPE/ELAT - Grupo de Eletricidade Atmosférica.
 
Ciclos globais de carbono, nitrogênio e enxofre, de Química Nova Interativa, 2011.
 
Situação da água no mundo, ANA - Agência Nacional de Águas.
 
Como a planta consegue produzir seu próprio alimento?, de João Domingos Rodrigues, Museu Escola do IB -
UNESP.
 
Fotossíntese, de Félix H. D. González, UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
 
Níveis de CO2 na atmosfera aumentaram de forma nunca vista antes, de Maria E. Cury, Revista Exame, 2019.
 
A liberação do metano ártico pode criar um cenário apocalíptico, de José Eustáquio Diniz Alves, Portal
EcoDebate, 2017.
 
El derecho humano al agua y al saneamento: notas para los medios, do Programa da ONU – Agua para la
Promoción y la Comunicación en el marco del Decenio y Consejo de Colaboración para el Abastecimiento de
Agua y Saneamiento.
 
El derecho humano al agua, do Programa da ONU – Agua para la Promoción y la Comunicación en el marco del
Decenio (UNW-DPAC).
 
Agua y Ciudades Hechos y Cifras, do Programa da ONU – Agua para la Promoción y la Comunicación en el
marco del Decenio.
 
Decenio Internacional para la Acción ‘El agua fuente de vida’ 2005-2015, do Departamento de Assuntos
Econômicos e Sociais das Nações Unidas (ONU-DAES).
Referências
FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATIONS. Statistical Yearbook 2013 - World Food
and Agriculture. Roma, 2013.
 
HADIAN, S.; MADANI, K. The Water Demand of Energy: Implications for Sustainable Energy Policy
Development. Sustainability 5, n. 11, p. 4674-4687. Publicado em: 5 nov. 2013.
 
MCMAHON, J. E.; PRICE, S. K. Water and energy interactions. Annual Review Environmental Resources, n. 36,
p. 163-191. 2011.
 
ROCHA, G. O. et al. Química Sem Fronteiras: o desafio da energia. Quím. Nova, v. 36, n.10. São Paulo, 2013.
 
ZHANG, C.; ANADON, L. D. Life cycle water use for energy production and its environmental impacts in China.
Environmental Science & Technology, n. 47, p. 14459-14467. 2013.
	O planeta Terra e seus ciclos biogeoquímicos
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Objetivos
	Introdução
	1. Ciclos biogeoquímicos e impacto no planeta
	Os ciclos biogeoquímicos, a vida humana e o planeta
	A relação entre os ciclos, os seres humanos e a Terra
	Conteúdo interativo
	Criação de zonas de proteção
	Purificação e reciclagem
	Controles e estudos avaliativos
	As trocas de energia no planeta Terra
	Produtores primários
	Consumidores
	Decompositores ou desintegradores
	Ciclos biogeoquímicos sedimentares
	Ciclos biogeoquímicos gasosos
	Ciclo biogeoquímico hidrológico
	Vem que eu te explico!
	Níveis tróficos da cadeia alimentar
	Conteúdo interativo
	Organismos produtores primários
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	2. Ciclo biogeoquímico da água
	O ciclo da água
	Região Norte
	Regiões oceânicas
	O ciclo hidrológico
	Ciclo biogeoquímico da água
	Conteúdo interativo
	Ciclo hidrológico externo
	Ciclo hidrológico interno
	Atenção
	Evaporação do solo, mar ou superfície da água continental
	Condensação
	Precipitação
	Acumulação no solo e nas superfícies aquáticas
	Evaporação
	A gestão dos recursos hídricos
	Vem que eu te explico!
	Organismos consumidores
	Conteúdo interativo
	Ciclo biogeoquímico da água
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	3. Ciclo biogeoquímico do carbono
	O ciclo do carbono
	Etapas do ciclo do carbono
	Ciclo biogeoquímico do carbono
	Conteúdo interativo
	Biomassa natural
	Biomassa residual
	Fotossíntese
	Respiração
	Vem que eu te explico!
	Tipos de seres vivos decompositores
	Conteúdo interativo
	Processo de decomposição
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	4. Ciclo biogeoquímico do nitrogênio
	O ciclo do nitrogênio
	Desnitrificação microbiana
	Contribuição dos incêndios
	Saiba mais
	As fases do ciclo do nitrogênio
	Ciclo biogeoquímico do nitrogênio
	Conteúdo interativo
	Descargas elétricas
	Fixação fotoquímica (reproduzido nas plantas produtoras fertilizantes)
	Amônia
	Ureia
	Ácido úrico
	Fixação
	Nitrificação
	Assimilação
	Amonificação
	Imobilização
	Desnitrificação
	Vem que eu te explico!
	Organismos decompositores
	Conteúdo interativo
	Formas e transição do carbono
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	5. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore +
	Referências

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