Prévia do material em texto
Confidencial até o momento da aplicação. Processo seletivo 003. Prova objetiva cirUrGiÃo-DeNtistA – cirUrGiA e trAUMAtoloGiA BUcoMAXiloFAciAl � você recebeu sua folha de respostas e este caderno contendo 50 questões objetivas. � Confira seus dados impressos na capa deste caderno e na folha de respostas. � Quando for permitido abrir o caderno, verifique se está completo ou se apresenta imperfeições. Caso haja algum problema, informe ao fiscal da sala para a devida substituição desse caderno. � Leia cuidadosamente todas as questões e escolha a resposta que você considera correta. � Marque, na folha de respostas, com caneta de tinta preta, a letra correspondente à alternativa que você escolheu. � A duração da prova é de 3 horas, já incluído o tempo para o preenchimento da folha de respostas. � Só será permitida a saída definitiva da sala e do prédio após transcorridas 2 horas do início da prova. � Deverão permanecer em cada uma das salas de prova os 3 últimos candidatos, até que o último deles entregue sua prova, assinando termo respectivo. � Ao sair, você entregará ao fiscal a folha de respostas e este caderno. � Até que você saia do prédio, todas as proibições e orientações continuam válidas. aguarde a ordem do fiscal Para abrir este caderno. Nome do candidato Prédio sala carteiraInscriçãorG Confidencial até o momento da aplicação. 3 PMOS2403/003-CirDentista-CirTraumaBucoConfidencial até o momento da aplicação. conHecimentos gerais Língua Portuguesa Leia a tira para responder às questões de números 01 e 02. (Cartunista Fernando Gonzales. Disponível em: https://www.instagram.com/niquelnausea.) 01. De acordo com as informações do 1o quadro da tira, os vírus são (A) prejudiciais. (B) presunçosos. (C) atenciosos. (D) corajosos. (E) imprevisíveis. 02. De acordo com a norma-padrão e o sentido das informa- ções, a frase do 2o quadro admite a seguinte reescrita: (A) À fim de chegar a novos espaços, lançam-se os vírus ao espaço. (B) Se lançam ao espaço os vírus, a procura de novos lugares. (C) Os vírus lançam-se ao espaço a buscarem novos lugares. (D) Ao espaço se lançam os vírus, à buscar novos lugares. (E) Lançam-se os vírus ao espaço para chegarem à no- vos lugares. Leia o texto para responder às questões de números 03 a 10. O viés da palavra câncer: combate ao estigma Receber um diagnóstico de câncer é uma experiência que não vem com manual de instruções. É desafiador lidar com a notícia e, mais ainda, se preparar para o que está por vir. A própria palavra câncer não é uma palavra que as pes- soas gostam de pronunciar, porque carrega um estigma e um peso, decorrentes de décadas de desinformação. O estigma se reflete em expressões cotidianas. Quem nunca falou ou ouviu algo como “aquilo ali é um câncer para o País”? Não vamos menosprezar a doença que é, sim, com- plexa e pode ser o ponto final para muitas pessoas. Porém, precisamos ressaltar que os avanços em prevenção e trata- mento são enormes e tornaram o diagnóstico cada vez mais promissor. É hora de reduzir a carga negativa que a pala- vra câncer carrega, pois, além de perpetuar desinformação, contribui para o isolamento emocional e psicológico de quem convive ou acompanha alguém nesse processo. Compreender o câncer e seu significado não é mais so- bre viver em função da doença, mas tratá-la para viver mais e melhor. Cada paciente, incluindo crianças e adolescentes em formação, é um indivíduo com uma história e trajetória únicas. Essa combinação é o que traz as melhores taxas de cura e sobrevida. Tratar o câncer como algo terminal ou como uma guerra é uma violência silenciosa que abala a autoestima de quem está em tratamento. Medo e incerteza são naturais, mas, quando amplificados pelo estigma social, tornam-se fardos cruéis. O primeiro passo para mudar essa realidade é dissemi- nar informações precisas sobre o que significa viver com cân- cer, destacando que essa não é mais uma condição impla- cável. Campanhas de conscientização são essenciais, mas precisamos de uma transformação mais profunda e genuína no discurso e nas atitudes diárias. (Victor Piana. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao. Adaptado) 03. Em seu artigo, o autor mostra-se favorável a uma mudan- ça de comportamento no que tange a (A) dimensionar corretamente a viabilidade de se usar a palavra “câncer” com quem é diagnosticado com a doença, vista como estigma social até hoje. (B) entender a desesperança causada pela palavra “câncer” para as pessoas diagnosticadas com essa doença, pois viverão uma guerra silenciosa marcada pela dor. (C) desconstruir preconceitos que giram em torno da palavra “câncer”, uma vez que a doença perdeu o estigma de tempos atrás e já tem cura na maioria dos casos. (D) diminuir a carga negativa tradicionalmente atribuída à palavra “câncer” como forma de preservar a auto- estima das pessoas que convivem com essa doença. (E) vetar totalmente o emprego da palavra “câncer”, já que ela, além de comprometer a autoestima das pes- soas doentes, ainda prejudica a conscientização. 4PMOS2403/003-CirDentista-CirTraumaBuco Confidencial até o momento da aplicação. 07. O termo destacado é um pronome que exprime sentido demonstrativo em: (A) É desafiador lidar com a notícia e, mais ainda, se preparar para o que está por vir. (1o parágrafo) (B) A própria palavra câncer não é uma palavra que as pessoas gostam de pronunciar... (1o parágrafo) (C) Quem nunca falou ou ouviu algo como “aquilo ali é um câncer para o País”? (2o parágrafo) (D) ... o isolamento emocional e psicológico de quem convive ou acompanha alguém nesse processo. (2o parágrafo) (E) Tratar o câncer como algo terminal ou como uma guerra é uma violência silenciosa... (4o parágrafo) 08. Assinale a alternativa em que a regência atende à norma- -padrão. (A) Câncer é uma palavra que as pessoas não se agra- dam, porque carrega um estigma e um peso. (B) Câncer é uma palavra que as pessoas não têm afini- dade, porque carrega um estigma e um peso. (C) Câncer é uma palavra que as pessoas não pronun- ciam, porque carrega um estigma e um peso. (D) Câncer é uma palavra que as pessoas não dão ênfa- se, porque carrega um estigma e um peso. (E) Câncer é uma palavra que as pessoas não mostram simpatia, porque carrega um estigma e um peso. 09. A concordância verbal e a concordância nominal estão de acordo com a norma-padrão em: (A) É natural que existam o medo e a incerteza, mas há bastante influência do estigma social, tornando-os fardos cruéis. (B) A história do paciente e a sua trajetória constitui uma combinação que traz as melhores taxas de cura e sobrevida. (C) O estigma e o peso da palavra câncer fazem com que bastante pessoas evitem a utilização desse termo. (D) Atualmente, a medicina dispõem de recursos para diagnósticos cada vez mais promissor em relação ao câncer. (E) Para mudar a realidade, devem ser disseminado informações precisas sobre o que significa viver com câncer. 04. A informação destacada cujo sentido é de causa em rela- ção à informação que a precede na passagem do texto é: (A) Receber um diagnóstico de câncer é uma experi- ência que não vem com manual de instruções. (1o parágrafo) (B) A própria palavra câncer [...] carrega um estigma e um peso, decorrentes de décadas de desinforma- ção. (1o parágrafo) (C) ... os avanços em prevenção e tratamento são enor- mes e tornaram o diagnóstico cada vez mais pro- missor. (2o parágrafo) (D) Essa combinação é o que traz as melhores taxas de cura e sobrevida. (3o parágrafo) (E) Tratar o câncer como algo terminal ou como uma guerra é uma violência silenciosa... (4o parágrafo) 05. A expressão destacada está empregada em sentido pró- prio em: (A) Quem nunca falou ou ouviu algo como “aquilo ali é um câncer para o País”? (2o parágrafo) (B) Não vamos menosprezar a doença que é, sim, com- plexa e pode ser o ponto final para muitas pessoas. (2o parágrafo) (C) Medo e incerteza são naturais, mas, quando amplifi-cados pelo estigma social, tornam-se fardos cruéis. (4o parágrafo) (D) O primeiro passo para mudar essa realidade é dis- seminar informações precisas... (5o parágrafo) (E) Campanhas de conscientização são essenciais, mas precisamos de uma transformação mais profun- da... (5o parágrafo) 06. Considere as passagens: • Não vamos menosprezar a doença... (2o parágrafo) • ... além de perpetuar desinformação... (2o parágrafo) • ... essa não é mais uma condição implacável. (5o parágrafo) Os termos destacados significam, correta e respectivamente: (A) relativizar a importância; disseminar ao longo do tempo; mutável. (B) ter em pouca conta; fazer durar por longo tempo; inexorável. (C) reforçar a relevância; espalhar por um período de tempo; inflexível. (D) diminuir o mérito; dar atenção por determinado tem- po; apaziguável. (E) desvalorizar o impacto; reproduzir por breve tempo; infindável. 5 PMOS2403/003-CirDentista-CirTraumaBucoConfidencial até o momento da aplicação. 11. As informações do texto permitem concluir corretamente que o narrador e Desiderio não comeram os camarões do Tirol porque (A) aquele preferiu ser deixado a sós com seu próprio corpo. (B) ambos estavam fragilizados fisicamente no inverno. (C) este faleceu antes que pudessem saborear a iguaria. (D) ambos partiram em uma gélida manhã de inverno. (E) este evitava contatos diretos com o novo amigo. 12. As passagens – Chamava-se Desiderio, mas desconfio que não gostava muito desse nome. (1o parágrafo) – e – Então, quando me contaram, suspirei assim “que alívio, meu Deus, que alívio”. (5o parágrafo) – estão, correta e respectivamente, interpretadas em: (A) O narrador expõe um comentário jocoso sobre Desi- derio em relação ao nome do rapaz. / O narrador iro- niza a morte de Desiderio, julgando-a conveniente. (B) O narrador expõe uma hipótese sobre Desiderio não gostar do próprio nome. / O narrador expressa com- paixão, sugerindo que o amigo deixara de sofrer. (C) O narrador expõe uma dúvida sobre a relação que Desiderio tem com o próprio nome. / O narrador sabe que a morte de Desiderio seria naquele dia. (D) O narrador expõe uma crítica do nome de Desiderio, o qual considera extravagante. / O narrador mostra- -se surpreso e desesperado com a morte do amigo. (E) O narrador expõe uma concordância com o fato de Desiderio não apreciar o próprio nome. / O narrador revela um sentimento ambíguo com a morte do amigo. 13. Na passagem do 1o parágrafo – Chamava-se Desiderio, mas desconfio que não gostava muito desse nome. Que nem é feio... –, os termos destacados são, na ordem, advérbio e adjetivo, assim como também, correta e res- pectivamente, os termos destacados em: (A) ... se não gostava mesmo do nome tão sonoro. (1o parágrafo); Foi nessa mesma tarde que percebi o quanto ele estava frágil... (3o parágrafo) (B) Por trás da fragilidade física escondia-se uma ex- traordinária força. (3o parágrafo); ... dentro de uma manhã alucinada de verão. (5o parágrafo) (C) Eu acabara de voltar de um dos morros aqui perto de casa. (5o parágrafo); ... qualquer coisa nos olhos, no passo –, como se fosse cair. (3o parágrafo) (D) ... embora aparentemente normal e bonito como sempre. (3º parágrafo); ... quando ele começa nos devorar feroz, incompreensível. (4º parágrafo) (E) ... quando ele começa nos devorar feroz, incompre- ensível. (4o parágrafo); Nos últimos tempos, falamos muito pouco diretamente. (4o parágrafo) 10. Durante décadas de desinformação, as pessoas se do estigma e do peso da doença, evitando proferir o nome dela. Ninguém nessa situ- ação, porque acreditavam que, se silencia- do, poderiam evitar uma má notícia. De acordo com a norma-padrão, as lacunas do enuncia- do devem ser preenchidas, respectivamente, com: (A) precaveram … interviu … mantivessem-no (B) precaviam … intervinha … mantivessem-o (C) precaveriam … interveio … mantivessem-lhe (D) precaviam … interviu … lhe mantivessem (E) precaveram … intervinha … o mantivessem Leia o texto para responder às questões de números 11 a 15. O desejo mergulha na luz Chamava-se Desiderio, mas desconfio que não gostava muito desse nome. Que nem é feio – em italiano, pelo menos, quer dizer desejo. Eu só soube por acaso que era também Desiderio, um dia que pedi a meu irmão para levar uns livros a ele no hospital. A moça da portaria procurou “Fernando”, não havia nenhum. Procurou então “Severino”, e lá estava: Desi- derio. Não cheguei a perguntar a ele se não gostava mesmo do nome tão sonoro. Não soube também se chegou a ler O apanhador no campo de centeio, que eu mandara naquela tarde. Eu não soube, não perguntei nem disse uma porção de coisas. Não comemos os camarões do Tirol com o doutor Eduardo. Não houve tempo. E a gente não sabia disso. Só o encontrei há poucos meses, no fim da primavera do ano passado, por intermédio de Marcos Breda, que só conhe- ce pessoas do bem, e com quem ele fazia Bailei na curva. Nos vimos poucas vezes depois. Foi nessa mesma tarde que percebi o quanto ele estava frágil, embora aparentemente normal e bonito como sempre. Mas parecia vacilar às vezes – só parecia, qualquer coisa nos olhos, no passo –, como se fosse cair. Não caía. Por trás da fragilidade física escondia-se uma extraordinária força. Nos últimos tempos, falamos muito pouco diretamente. Eu mandava recados, pedia notícias a um, a outro. As notí- cias eram cada vez piores, e aprendi por experiência própria que muitas vezes a gente prefere ser deixado a sós com o enigma do próprio corpo, quando ele começa nos devorar feroz, incompreensível. Soube de sua partida numa manhã gelada de inverno. Eu acabara de voltar de um dos morros aqui perto de casa. Então, quando me contaram, suspirei assim “que alívio, meu Deus, que alívio”. Depois conversei com ele pedindo que fi- zesse boa viagem e não se preocupasse, que nós vamos tentar continuar cuidando de nós mesmos, que não olhasse para trás e mergulhasse na luz assim como quem se joga do alto do trampolim numa imensa piscina azul dentro de uma manhã alucinada de verão. (Caio Fernando Abreu. Pequenas epifanias, 2014. Adaptado) 6PMOS2403/003-CirDentista-CirTraumaBuco Confidencial até o momento da aplicação. PoLítica de saúde 16. A Constituição Federal estabelece que o atendimento prestado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) deve ser realizado com uma abordagem (A) integral, com prioridade para as atividades assis- tenciais. (B) integral, com prioridade para as atividades preven- tivas. (C) integral, sem distinção de prioridade entre atividades preventivas e assistenciais. (D) parcial, com prioridade para as atividades assisten- ciais. (E) parcial, com prioridade para as atividades preven- tivas. 17. A prática rotineira de exames clínicos ou subsidiários em pessoas assintomáticas, visando ao diagnóstico precoce presuntivo de doenças, (A) é denominada de rastreamento e deve ser feita de forma seletiva e cuidadosa. (B) deve, idealmente, ser feita por meio de check ups extensos e periódicos. (C) não deve ser adotada nos serviços públicos de saúde da atenção básica. (D) deve ser restrita às doenças crônico-degenerativas. (E) é terminantemente contraindicada pelo custo desne- cessário e risco de resultados falso-positivos. 18. Durante uma reunião da equipe multidisciplinar de saú- de da Unidade Básica de Saúde (UBS), um membro da equipe relata que alguns moradores da região apresen- tam condições de saúde que podem impactar a saúde bucal. Considerando os preceitos que definem as atribui- ções dos profissionais da atenção básica, a conduta mais adequada por parte do cirurgião-dentista seria (A) acompanhar o estado de saúde bucal dos pacientes com essas condições, realizando ações preventivas e de suporte, sem a necessidade do envolvimento direto de outros membros da equipe. (B) focar nos atendimentos clínicos individuais para esses pacientes, planejando visitas domiciliares esporádicas quando houver urgências odontológicas.(C) reunir-se periodicamente com a equipe para discutir os casos dos pacientes com essas condições, esta- belecendo metas de acompanhamento e ações de promoção de saúde bucal no território. (D) delegar o acompanhamento desses pacientes exclusi- vamente ao técnico em saúde bucal (TSB) e ao auxi- liar em saúde bucal (ASB), priorizando seu tempo para consultas de maior complexidade clínica. (E) orientar esses pacientes a buscarem atendimento especializado em saúde bucal fora da UBS, pois necessitam de cuidados complexos não disponíveis na atenção básica. 14. Considere as passagens: • Foi nessa mesma tarde que percebi o quanto ele esta- va frágil, embora aparentemente normal e bonito como sempre. (3o parágrafo) • Depois conversei com ele pedindo que fizesse boa via- gem e não se preocupasse, que nós vamos tentar con- tinuar cuidando de nós mesmos... (5o parágrafo) No contexto em que estão empregados, os termos desta- cados podem ser substituídos, correta e respectivamen- te, por: (A) tanto que; portanto. (B) conforme; mas. (C) pois; porque. (D) porém; ao passo que. (E) ainda que; pois. 15. A pontuação atende à norma-padrão em: (A) Foi Marcos Breda que me apresentou, Desiderio, no fim da primavera do ano passado; depois, eu e ele nos vimos poucas vezes. (B) A moça da portaria procurou “Fernando”, não havia nenhum, “Desiderio”; ela então, procurou “Severino”, e lá estava: Desiderio. (C) Desiderio estava aparentemente normal e bonito como sempre; mas ele às vezes, parecia vacilar, como se fosse cair, e não caía. (D) Desconfio que Desiderio não gostava muito do pró- prio nome; eu, porém, não cheguei a perguntar a ele se não gostava mesmo. (E) Eu e Desiderio, falamos muito pouco diretamente: eu mandava recados, e pedia notícias a um, e a outro; elas, porém, eram cada vez piores. 7 PMOS2403/003-CirDentista-CirTraumaBucoConfidencial até o momento da aplicação. 22. No contexto da redemocratização brasileira, um evento crucial para a consolidação da Reforma Sanitária e para a criação do SUS foi (A) a Conferência de Estocolmo sobre Saúde e Meio Ambiente. (B) a 8a Conferência Nacional de Saúde, em Brasília. (C) o Congresso Internacional sobre Saúde e Direitos Humanos, realizado em Viena. (D) a Convenção sobre os Direitos Sociais e Saúde Pública, no Rio de Janeiro. (E) a criação da Organização Mundial da Saúde e o fortalecimento de diretrizes globais para saúde. 23. O Índice CPOD é um indicador amplamente utilizado para avaliar a saúde bucal de uma população. É correto afirmar que ele (A) é utilizado para avaliar a condição de saúde bucal em diferentes faixas etárias, como adolescentes e adultos, permitindo identificar grupos de risco. (B) oferece uma análise sobre a distribuição de dentes cariados, perdidos e obturados, mas sua aplicação está mais restrita a crianças em idade pré-escolar. (C) apresenta limitações na avaliação da efetividade de programas preventivos de cárie devido à sua estru- tura de classificação. (D) é aplicado exclusivamente a dentes decíduos, ser- vindo como um parâmetro para a prevenção de cáries na infância. (E) classifica níveis de comprometimento periodontal em uma população, contribuindo para o entendimento da gravidade da doença. 24. A Política de Consultórios na Rua é uma iniciativa do SUS que visa oferecer atenção integral à saúde para pessoas em situação de rua. Segundo as diretrizes de organiza- ção e funcionamento das Equipes de Consultório de Rua, elas poderão ser compostas, dentre outros, pelos seguin- tes profissionais de saúde: (A) enfermeiro e fisioterapeuta. (B) dentista e assistente social. (C) agente social e fonoaudiólogo. (D) técnico de enfermagem e técnico em saúde bucal. (E) dentista e médico. 19. Trabalhador comparece à unidade de saúde relatando que sofreu queda quando chegava à empresa para ini- ciar sua jornada de trabalho. Queixa-se de que quebrou alguns dentes. Passa por atendimento no serviço de odontologia e recebe os cuidados assistenciais neces- sários. Com relação à notificação desse caso no Siste- ma de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), a conduta correta por parte do cirurgião-dentista é (A) não notificar, pois não se trata de acidente de tra- balho típico. (B) não notificar, pois não há provas de que a história relatada seja de fato verdadeira. (C) não notificar, pois somente os acidentes de trabalho graves ou fatais são de notificação compulsória. (D) não notificar, pois a obrigatoriedade da notificação só se coloca para os profissionais médicos. (E) obrigatoriamente notificar como acidente de trabalho no prazo de até 24 horas. 20. Os níveis de prevenção são as intervenções que podem ser realizadas em cada etapa da história natural da doen- ça, com o objetivo de interromper ou retardar seu progres- so. Um exemplo de prevenção terciária em saúde bucal é: (A) aplicação de flúor em escolas para prevenção de cáries em crianças. (B) implementação de programas comunitários de edu- cação para redução de doenças periodontais. (C) acompanhamento regular para evitar tratamentos odontológicos desnecessários em pacientes idosos com condições bucais estáveis. (D) restauração de dentes com lesões cavitadas para evitar progressão da cárie e suas complicações. (E) confecção de próteses dentárias para restaurar fun- ção mastigatória em pacientes com perda dentária. 21. Em um ensaio clínico randomizado, realizado para avaliar a eficácia de um novo enxaguante bucal na redução da gen- givite, foram recrutados 200 participantes, divididos aleato- riamente em dois grupos: grupo intervenção (que utilizou o enxaguante) e grupo controle (que utilizou um placebo). Após seis meses, os resultados de redução da gengivite foram comparados entre os dois grupos. Com base nessa informação, assinale a alternativa que descreve correta- mente uma característica essencial desse tipo de estudo. (A) Em ensaios clínicos, a comparação entre os grupos é um aspecto secundário, sendo mais importante monitorar diretamente os efeitos do tratamento no grupo que recebe a intervenção. (B) Ensaios clínicos podem envolver um grupo controle, embora, em alguns casos, prefira-se evitar placebo, especialmente para intervenções em saúde bucal. (C) Um ensaio clínico geralmente envolve uma análise retrospectiva dos dados dos participantes, avaliando os efeitos da intervenção com base em informações anteriores. (D) A randomização contribui para minimizar vieses e ntre os grupos, o que auxilia na avaliação dos efei- tos do tratamento como fator diferencial. (E) Ensaios clínicos focam principalmente na resposta ao tratamento nos indivíduos do grupo intervenção, enquanto o grupo controle serve para medir varia- ções naturais dos desfechos. 8PMOS2403/003-CirDentista-CirTraumaBuco Confidencial até o momento da aplicação. conHecimentos esPecÍficos 26. A fratura nasal é a mais incidente dentre as fraturas fa- ciais, e a terceira mais comum considerando-se todo o esqueleto. Essa maior incidência é justificada, principal- mente, pela menor força necessária para promover uma fratura do osso nasal, quando comparada à necessária para fraturar os demais ossos da face, bem como por se tratar de uma estrutura em posição proeminente. Sen- do assim, o conhecimento da anatomia das estruturas ósseas constituintes da cavidade nasal é fundamental para o manejo desse tipo de fratura. Em relação às paredes ósseas da cavidade nasal, assi- nale a alternativa correta. (A) A parede lateral da cavidade nasal é formada por parte do osso nasal, da maxila, do lacrimal, do etmoide, da concha nasal inferior, da lâmina perpen- dicular do palatino e da lâmina medial do processo pterigoide do esfenoide. (B) O meato nasal médio apresenta, posteriormente, o forame esfenopalatino, que comunica a fossa pteri- gopalatina com a cavidade nasal. (C) O meato nasal inferior recebe a abertura do seio ma- xilar, o hiato maxilar. Essa abertura óssea é bastante extensa, mas in vivo se restringe a um pequenoorifí- cio revestido pela mucosa nasal. (D) Os ossos que compõem o teto da cavidade nasal são: lacrimal, nasal, frontal, etmoide e no corpo do osso esfenoide. (E) A concha nasal inferior é um osso isolado que se ar- ticula com os seguintes ossos: nasal, maxila, esfe- noide e palatino. 27. Em relação à fossa infratemporal é correto afirmar que (A) é um espaço em fenda, afunilado, situado abaixo da base do crânio, entre a maxila, o processo pterigoide do esfenoide e a lâmina perpendicular do palatino. (B) é ocupada por ramificações do nervo maxilar (V2), pelo gânglio pterigopalatino e por ramos terminais da artéria maxilar. (C) sua parede lateral é formada pelo ramo e pelo pro- cesso coronoide da mandíbula. (D) se comunica com a fossa temporal pela fissura pterigomaxilar. (E) sua parede anterior é formada pela superfície poste- rior da maxila e pela fissura orbital inferior. 25. O edentulismo é um problema de saúde pública multi- fatorial, que impacta negativamente a qualidade de vida e é influenciado por questões sociais, econômicas e de acesso à saúde. É correto afirmar que (A) as políticas de saúde pública voltadas ao seu com- bate devem focar prioritariamente na reabilitação protética, já que essa intervenção resolve a questão da funcionalidade mastigatória. (B) sua prevalência tem diminuído principalmente em razão de avanços nas técnicas de reabilitação odon- tológica, que agora estão mais acessíveis a toda a população. (C) a promoção da saúde bucal e a educação preven- tiva, especialmente em populações de maior vulne- rabilidade socioeconômica, são fundamentais para reduzir a sua prevalência a longo prazo. (D) seu impacto na saúde pública é limitado, pois sua principal consequência é estética, e não apresenta repercussões significativas na saúde geral dos indi- víduos. (E) a ausência de estratégias de atenção integral ao edentulismo tem baixo impacto na saúde pública, considerando que as demandas por serviços de rea- bilitação dentária são atendidas em sua maioria pelo setor privado. 9 PMOS2403/003-CirDentista-CirTraumaBucoConfidencial até o momento da aplicação. 31. O principal objetivo da triagem de trauma é priorizar as vítimas de acordo com a gravidade e a urgência de seus ferimentos e a disponibilidade dos cuidados necessários. O sistema de escore de gravidade da lesão foi desen- volvido para lidar com múltiplas lesões traumáticas, ele compara as taxas de mortalidade por trauma fechado, a partir de dados que classificam a gravidade da lesão em cada um dos três sistemas de órgãos mais gravemente feridos. Cada lesão é avaliada e categorizada de acordo com o sistema do órgão lesionado e classificada de acor- do com a gravidade da lesão. Os sistemas lesionados avaliados nesse score de gravi- dade, são: (A) digestório; esquelético; muscular; imunológico e SNC. (B) respiratório; SNC; cardiovascular; abdominal; extre- midades e pele. (C) sensorial; endócrino; excretor; reprodutor e linfático. (D) respiratório; SNC; cardiovascular; esquelético e muscular. (E) sensorial; imunológico; cardiovascular; endócrino, excretor. 32. Durante a avaliação do paciente vítima de trauma, o lí- quido cefalorraquidiano (LCR) que emerge do nariz ou da orelha é comumente associado a uma fratura da base do crânio. Assinale a alternativa que apresenta uma medida auxiliar útil para diferenciar o LCR da drenagem da mucosa nasal. (A) O sinal de guaxinim. (B) As manchas de Paltauf. (C) O sinal de Chavigny. (D) O sinal do anel. (E) O sinal de Battle. 33. Assinale a alternativa que apresenta uma informação correta em relação ao cisto periodontal lateral. (A) Surge dos restos da lâmina dentária e representa a contraparte intraóssea do cisto ósseo aneurismático. (B) Cerca de 90% dos casos ocorrem na região de mo- lares inferiores. (C) Radiograficamente, o cisto aparece como uma área radiolúcida bem circunscrita, localizada de modo la- teral à raiz ou raízes de dentes com vitalidade. (D) Faz parte de um espectro de lesões caracterizadas por epitélio odontogênico contendo “células fantas- mas”, que depois podem sofrer calcificação. (E) Estruturas radiopacas no interior da lesão ou calcifi- cações irregulares ou densidades similares a dentes estão presentes em cerca de metade dos casos. 28. Assinale a alternativa que apresenta apenas ossos com ossificação intramembranosa. (A) Temporais (partes petrosa e mastoide) e corpo e asas menores do esfenoide. (B) Nasais e palatinos. (C) Temporais (partes petrosa e mastoide) e vômer. (D) Conchas nasais inferiores e vômer. (E) Etmoide e conchas nasais inferiores. 29. O diagnóstico da infecção pelo vírus varicela-zóster (VZV) é, em geral, estabelecido clinicamente. Mas, o uso de exames complementares é importante em situações específicas. Assinale a alternativa que contém informação correta em relação aos exames complementares para diagnóstico da infecção pelo vírus varicela-zóster. (A) Um resultado positivo de IgG associado a um resul- tado negativo de IgM indica ausência de exposição prévia ao VZV. (B) Um resultado positivo de IgG associado a um resul- tado positivo de IgM indica ausência de imunidade. (C) O anticorpo fluorescente contra o antígeno de mem- brana (FAMA) constitui o método mais validado e exibe melhor correlação com a suscetibilidade e pro- teção contra varicela. (D) Os métodos ELISA comerciais não são adequados para rastreamento de suscetibilidade ao VZV em profissionais de saúde. (E) Um resultado negativo de IgG associado a um re- sultado negativo de IgM indica exposição prévia ao VZV. 30. Reações leucemoides com frequência sinalizam o início de um episódio séptico, como ocorre nos quadros de osteomielite. A reação leucemoide é definida como uma contagem de leucócitos, em condições não leucêmicas, de (A) > 10.000/µℓ (B) ≤ 20.000/µℓ (C) > 30.000/µℓ (D) > 50.000/µℓ (E) ≤ 50.000/µℓ 10PMOS2403/003-CirDentista-CirTraumaBuco Confidencial até o momento da aplicação. 36. Criança de 10 anos, sexo masculino apresenta na radio- grafia panorâmica, na região posterior direita da mandí- bula, uma imagem radiolúcida unilocular bem-circunscri- ta, que contém múltiplas áreas radiopacas pequenas, de radiodensidade compatível com a estrutura dentária. Sabendo se tratar de um tumor odontogênico misto, as- sinale a alternativa que apresenta uma hipótese de diag- nóstico e o respectivo tratamento plausíveis para o caso clínico descrito. (A) Carcinoma odontogênico de células claras – ressecção cirúrgica em bloco. (B) Tumor odontogênico epitelial calcificante – ressecção local conservadora, de forma a incluir uma fina faixa do osso circunjacente. (C) Tumor odontogênico escamoso – excisão local conservadora. (D) Mixoma odontogênico – curetagem. (E) Fibro-odontoma ameloblástico – curetagem conservadora. 37. Paciente de 19 anos, sexo feminino, apresenta aumento de volume no pescoço e no assoalho bucal. As imagens de tomografia computadorizada e ressonância magnética exibem o “sinal de cauda”. Uma hipótese de diagnóstico plausível para o caso clíni- co descrito é: (A) sialolitíase originária da glândula sublingual. (B) sialometaplasia necrosante. (C) adenoma pleomórfico. (D) tumor de Warthin. (E) rânula mergulhante originária da glândula sublingual. 38. Baseado no padrão de crescimento, um carcinoma ex-adenoma pleomórfico que apresenta invasão extra- capsular medindo 1,0 mm, caracteriza a subcategoria (A) não invasivo. (B) minimamente invasivo. (C) invasivo. (D) extremamente invasivo. (E) totalmente invasivo. 34. Os ameloblastomas são tumores de origem no epitélio- -odontogênico. Eles podem surgir dos restos da lâmina dentária, de um órgão do esmalte em desenvolvimento, do revestimento epitelial de um cisto odontogênico ou das células basais da mucosa oral. Assinale a alternativa que apresenta uma informação correta em relação aos ameloblastomas. (A) Nos ameloblastoma unicísticos, se os elementos ameloblásticos estiverem confinados ao lúmendo cisto, com ou sem extensão tumoral intraluminal, o tratamento adequado é a enucleação do cisto. (B) Os padrões histológicos mais comuns dos ameloblas- tomas intraósseos sólidos são tipos acantomatoso, de células granulares, desmoplásico e de células basais. (C) Os ameloblastomas periféricos se apresentam radio- graficamente como lesões multiloculares, descritas como “bolhas de sabão” (quando as loculações ra- diolúcidas são grandes) ou “favos de mel” (quando as loculações são pequenas). (D) Os ameloblastomas periféricos são neoplasias per- sistentes, infiltrativas, que muito podem levar ao óbi- to devido à sua progressiva disseminação de modo a envolver estruturas vitais. (E) Os ameloblastomas intraósseos sólidos, radiografi- camente, lembram uma lesão fibro óssea devido ao seu aspecto misto radiolúcido e radiopaco. Esse as- pecto radiográfico misto se deve à produção, pelo próprio tumor, de um produto mineralizado. 35. A abordagem cirúrgica apropriada aos nódulos linfáticos regionais desempenha um papel central no tratamento do câncer de boca. A dissecção radical do pescoço modificada tipo III preco- niza a remoção dos mesmos níveis de linfonodos (I – V), como na dissecção radical do pescoço, mas com a pre- servação das seguintes estruturas anatômicas: (A) nervo espinal acessório, veia jugular interna e mús- culo esternocleidomastoideo. (B) nervo vago, artéria tireoidea superior e músculo digástrico. (C) nervo frênico, artéria faríngea ascendente e músculo esterno-hioideo. (D) nervo occipital menor, artérias vertebrais e músculo estilo-hioideo. (E) nervo supraclavicular, veia jugular externa e múscu- los escalenos. 11 PMOS2403/003-CirDentista-CirTraumaBucoConfidencial até o momento da aplicação. 41. O sucesso da cirurgia paraendodôntica depende da cor- reta realização do acesso cirúrgico. Incisão trapezoidal em que o traçado horizontal está co- locado na gengiva inserida e o seu desenho acompanha o contorno da região cervical dos dentes por onde ela passa. Está indicada para cirurgias de lesões localizadas em nível apical e que nas áreas das incisões verticais não existam estruturas anatômicas importantes. O texto se refere à incisão de (A) Portland. (B) Neuman. (C) Neuman e Novak. (D) Partsch. (E) Ochsenbein e Luebke. 42. Assinale a alternativa que apresenta uma sequência in- dicada para extração múltipla dos seguintes dentes erup- cionados: 11, 13, 16, 41, 46 e 43. (A) 16, 11, 13, 46, 41 e 43. (B) 16, 13, 11, 41, 46 e 43. (C) 13, 16, 11, 43, 46 e 41. (D) 43, 41, 46, 13, 11 e 16. (E) 43, 46, 41, 13, 11 e 16. 43. De acordo com a classificação geral das desordens sino- viais da ATM, assinale a alternativa que apresenta ape- nas artropatias não inflamatórias. (A) Artrite reativa (bacteriana, viral, fúngica) e sinovite. (B) Displasia e condilose. (C) Espasmo muscular e Distrofias miotônica. (D) Osteoartrose secundária (trauma, cirurgia prévia, ne- crose avascular) e desarranjos mecânicos. (E) Condromatose sinovial e condroma. 39. Em relação à fase inflamatória vascular da cicatrização da ferida, assinale a alternativa que apresenta a informa- ção correta. (A) A fase vascular da inflamação é marcada por fios de fibrina, derivados da coagulação do sangue, que riscam as feridas formando uma trama em que os fibroblastos começam a estabelecer as substâncias basilares e tropocolágeno. (B) A fase vascular da inflamação desencadeia-se pela ativação do complemento sérico por trauma dos te- cidos. Os resultados da divisão do complemento, particularmente C3a e C5a, atuam como fatores qui- miotáticos, trazendo leucócitos polimorfonucleares (neutrófilos) para perto das veias sanguíneas (margi- nação), com posterior migração através das paredes dos vasos (diapedese). (C) Os eventos vasculares começam com uma vaso- constrição que diminui o fluxo sanguíneo para a área de lesão, promovendo a coagulação do sangue. Dentro de minutos, histamina e prostaglandinas E1 e E2, causam vasodilatação e pequenos espaços abertos entre as células endoteliais, o que permite o vazamento do plasma e leucócitos para migrar para os tecidos intersticiais. (D) Durante essa fase, muitas das fibras de colágeno são destruídas à medida que são substituídas por novas fibras de colágeno, que são orientados para melhor resistir às forças de tensão sobre a ferida. (E) Durante a fase vascular da inflamação, as margens da ferida migram uma em direção à outra. 40. Os principais objetivos da cirurgia pré-protética de te- cido mole são proporcionar maior área de tecido in- serido na área de suporte primário da prótese ou na área de implantes, e aumentar a extensão dos flanges da prótese pela remoção das inserções musculares nas áreas chapeáveis ou vestibulares, que provocam seu deslocamento. Em relação à vestibuloplastia por retalho transposicional, é correto afirmar que (A) é indicada para áreas de profundidade de vestíbulo inadequada devido a inserções musculares e de mu- cosa na região anterior da mandíbula. (B) é indicada para áreas de altura mandibular anterior inadequada (menos 25 mm). (C) é indicada para áreas de altura mandibular anterior adequada (pelo menos 10 mm). (D) é indicada diante da presença de profundidade ina- dequada na face lingual da mandíbula. (E) contempla o descolamento dos músculos milo-hioi- deos da área da crista milo-hioidea e seu reposicio- namento inferior. 12PMOS2403/003-CirDentista-CirTraumaBuco Confidencial até o momento da aplicação. 46. Os pacientes portadores de insuficiência renal crônica em estado estável o suficiente para se submeterem ao tratamento odontológico, requerem algumas considera- ções em relação ao protocolo farmacológico indicado. Assinale a alternativa que apresenta uma informação pertinente a esses pacientes. (A) Utilizar a mepivacaína quando a anestesia local for empregada, evitando as soluções de articaína 4% ou lidocaína 2%, com epinefrina 1:100.000, cujas meta- bolização hepática e excreção renal são mais lentas. (B) Prescrever analgésico a base de aspirina, para do- res leves, evitando o uso de dipirona e paracetamol. (C) Evitar o uso de anti-inflamatórios não esteroides, que podem aumentar a retenção de sódio e interagir com os anti-hipertensivos e diuréticos, causando brusco aumento da pressão arterial. (D) Prescrever tetraciclinas e cefalosporinas, diante da necessidade do uso de antibióticos, evitando a penici- lina V e a amoxicilina, devido ao potencial nefrotóxico. (E) Prescrever um benzodiazepínico de ação curta, como o Clonazepam, diante da necessidade de se- dação mínima. 47. Em relação às interações farmacológicas adversas, assi- nale a alternativa que apresenta uma informação correta. (A) Em pacientes que fazem uso de clorpromazina, a in- jeção intravascular acidental de uma pequena quan- tidade de solução anestésica com epinefrina (ou si- milares) pode potencializar a hipertensão arterial. (B) A administração de doses terapêuticas de paraceta- mol para pacientes tratados com varfarina pode pro- vocar um efeito rebote trombolítico. (C) Em pacientes que fazem uso de varfarina, os corti- costeroides competem com ela pela ligação às pro- teínas do plasma, deslocando-a e potencializando seus efeitos. (D) O paracetamol não deve ser associado a outros fár- macos comprovadamente hepatotóxicos, como o an- tibiótico eritromicina e o clavulanato de potássio, que geralmente é associado à amoxicilina. (E) Em pacientes que fazem uso de inibidores da recap- tação de serotonina e noradrenalina, não seletivos, a administração de anestésico local contendo nore- pine frina ou corbadrina podem causar a diminuição abrupta da pressão arterial. 44. Em relação ao bloqueio do nervo alveolar superoposte- rior (ASP), assinale a alternativa que apresenta uma in- formação correta. (A) A área de introdução da agulha é na altura da prega mucovestibular acima do primeiro molar superior. (B) A profundidade média de penetração, em um adulto de tamanho “normal”, nos tecidos moles dolocal de inserção à área do nervo ASP é de 16 mm, portanto, a agulha odontológica curta pode ser usada com su- cesso e segurança. (C) O bloqueio do nervo alveolar superoposterior é in- dicado quando o risco de hemorragia é muito gran- de (como em hemofílicos), ao invés da injeção supraperiosteal. (D) O tecido periodontal vestibular, palatino e o osso sobrejacente aos dentes, terceiro, segundo e pri- meiro molares superiores são anestesiados por esse bloqueio. (E) O bloqueio do nervo alveolar superoposterior não é indicado quando há necessidade de tratamento de dois ou mais molares superiores. 45. Levando em consideração a correlação entre os determi- nantes fixos e os determinantes variáveis da oclusão, as- sinale a alternativa que apresenta uma informação correta. (A) Quanto mais acentuado o ângulo de Bennett, maior deve ser a altura de cúspides. (B) Quanto mais acentuada a guia condilar, menor deve ser a altura de cúspides. (C) Quanto mais acentuada a guia condilar, menos acen- tuada deve ser a guia canina. (D) Quanto mais acentuada a guia condilar, menos acen- tuada deve ser a guia incisiva. (E) Quanto maior o ângulo de Bennett, menos acentua- da deve ser a guia canina. 13 PMOS2403/003-CirDentista-CirTraumaBucoConfidencial até o momento da aplicação. 50. Em relação ao funcionamento das Unidades Básicas de Saúde, assinale a alternativa que apresenta uma infor- mação correta. (A) Recomenda-se que as Unidades Básicas de Saúde tenham seu funcionamento com carga horária míni- ma de 30 horas/semanais, no mínimo 3 (três) dias da semana e nos 12 meses do ano, possibilitando acesso facilitado à população. (B) Recomenda-se que as Unidades Básicas de Saúde tenham 2 (duas) equipes por UBS (Atenção Básica ou Saúde da Família), para que possam atingir seu potencial resolutivo. (C) Fica estipulado para cálculo do teto máximo de equi- pes de Atenção Básica (eAB) e de Saúde da Família (eSF), com ou sem os profissionais de saúde bucal, pelas quais o Município e o Distrito Federal pode- rão fazer jus ao recebimento de recursos financeiros específicos, conforme a seguinte fórmula: popula- ção/2.000. (D) Em municípios ou territórios com menos de 3.000 habitantes, que uma equipe de Saúde da Família (eSF) ou de Atenção Básica (eAB) seja responsável por toda população. (E) Recomenda-se população adscrita por equipe de Atenção Básica (eAB) e de Saúde da Família (eSF) de 3.500 a 5.000 pessoas, localizada dentro do seu território, garantindo os princípios e diretrizes da Atenção Básica. 48. Pacientes são considerados portadores de osteonecrose associada aos bisfosfonados (OAB) quando apresentam três características fundamentais: terem sido submetidos a tratamento atual ou prévio com bifosfonatos, apresen- tarem osteonecrose na região maxilofacial por mais de oito semanas e não terem sido submetidos à radioterapia nos maxilares. De acordo com a classificação da American Association of Oral and Maxillofacial Surgeons (AAOMS), assinale a alternativa que apresenta informação referente a OAB estágio 2, assim como respectiva estratégia de tratamen- to indicado. (A) Osteonecrose com exposição, assintomático e sem sinais de infecção; curetagem da região e oxigênio hiperbárico. (B) Osteonecrose com exposição, em pacientes com sinais clínicos de infecção; debridamento cirúrgico, antibióticos e bochechos com clorexidina 0,12%. (C) Osteonecrose com infecção e presença de fratura pa- tológica; ressecção cirúrgica e debridamento da região. (D) Osteonecrose com infecção e presença de fístula ex- traoral; debridamento ou curetagem da região e laser Nd: YAG para bioestimulação. (E) Osteonecrose com infecção e presença de osteólise/ sequestros; sequestrectomia. 49. O efeito analgésico mediado pela atuação dos lasers (vermelho e infravermelho) tem influência na condução do impulso nervoso, sua ação acontece em nervos, neu- rônios, nociceptores, neurotransmissores, na velocidade da condução do impulso nervoso, bem como no potencial de ação. Assinale a alternativa que apresenta um dos mecanis- mos que explica o efeito analgésico alcançado pela foto- biomodulação. (A) Diminuição na produção de ATP, que promove o re- laxamento muscular. (B) Hipopolarização de membranas nervosas pela dimi- nuição da permeabilidade na membrana para Na/K. (C) Inativação de linfócitos e mastócitos. (D) Diminuição da quantidade de axônios. (E) Ação sobre as fibras amielínicas, com efeito sobre as fibras C. 14PMOS2403/003-CirDentista-CirTraumaBuco Confidencial até o momento da aplicação. 15 PMOS2403/003-CirDentista-CirTraumaBucoConfidencial até o momento da aplicação. Confidencial até o momento da aplicação.