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Prova Cirurgião-Dentista

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Questões resolvidas

Leia o texto para responder às questões de números 03 a 10.

O viés da palavra câncer: combate ao estigma

Receber um diagnóstico de câncer é uma experiência que não vem com manual de instruções. É desafiador lidar com a notícia e, mais ainda, se preparar para o que está por vir. A própria palavra câncer não é uma palavra que as pessoas gostam de pronunciar, porque carrega um estigma e um peso, decorrentes de décadas de desinformação.

O estigma se reflete em expressões cotidianas. Quem nunca falou ou ouviu algo como “aquilo ali é um câncer para o País”? Não vamos menosprezar a doença que é, sim, complexa e pode ser o ponto final para muitas pessoas. Porém, precisamos ressaltar que os avanços em prevenção e tratamento são enormes e tornaram o diagnóstico cada vez mais promissor. É hora de reduzir a carga negativa que a palavra câncer carrega, pois, além de perpetuar desinformação, contribui para o isolamento emocional e psicológico de quem convive ou acompanha alguém nesse processo.

Compreender o câncer e seu significado não é mais sobre viver em função da doença, mas tratá-la para viver mais e melhor. Cada paciente, incluindo crianças e adolescentes em formação, é um indivíduo com uma história e trajetória únicas. Essa combinação é o que traz as melhores taxas de cura e sobrevida.

Tratar o câncer como algo terminal ou como uma guerra é uma violência silenciosa que abala a autoestima de quem está em tratamento. Medo e incerteza são naturais, mas, quando amplificados pelo estigma social, tornam-se fardos cruéis.

O primeiro passo para mudar essa realidade é disseminar informações precisas sobre o que significa viver com câncer, destacando que essa não é mais uma condição implacável. Campanhas de conscientização são essenciais, mas precisamos de uma transformação mais profunda e genuína no discurso e nas atitudes diárias.
(Victor Piana. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao. Adaptado)
03. Em seu artigo, o autor mostra-se favorável a uma mudança de comportamento no que tange a
(A) dimensionar corretamente a viabilidade de se usar a palavra “câncer” com quem é diagnosticado com a doença, vista como estigma social até hoje.
(B) entender a desesperança causada pela palavra “câncer” para as pessoas diagnosticadas com essa doença, pois viverão uma guerra silenciosa marcada pela dor.
(C) desconstruir preconceitos que giram em torno da palavra “câncer”, uma vez que a doença perdeu o estigma de tempos atrás e já tem cura na maioria dos casos.
(D) diminuir a carga negativa tradicionalmente atribuída à palavra “câncer” como forma de preservar a autoestima das pessoas que convivem com essa doença.
(E) vetar totalmente o emprego da palavra “câncer”, já que ela, além de comprometer a autoestima das pessoas doentes, ainda prejudica a conscientização.

O texto para responder às questões de números 11 a 15.

O desejo mergulha na luz

Chamava-se Desiderio, mas desconfio que não gostava muito desse nome. Que nem é feio – em italiano, pelo menos, quer dizer desejo. Eu só soube por acaso que era também Desiderio, um dia que pedi a meu irmão para levar uns livros a ele no hospital. A moça da portaria procurou “Fernando”, não havia nenhum. Procurou então “Severino”, e lá estava: Desiderio. Não cheguei a perguntar a ele se não gostava mesmo do nome tão sonoro. Não soube também se chegou a ler O apanhador no campo de centeio, que eu mandara naquela tarde. Eu não soube, não perguntei nem disse uma porção de coisas. Não comemos os camarões do Tirol com o doutor Eduardo. Não houve tempo. E a gente não sabia disso.

Só o encontrei há poucos meses, no fim da primavera do ano passado, por intermédio de Marcos Breda, que só conhece pessoas do bem, e com quem ele fazia Bailei na curva. Nos vimos poucas vezes depois.

Foi nessa mesma tarde que percebi o quanto ele estava frágil, embora aparentemente normal e bonito como sempre. Mas parecia vacilar às vezes – só parecia, qualquer coisa nos olhos, no passo –, como se fosse cair. Não caía. Por trás da fragilidade física escondia-se uma extraordinária força.

Nos últimos tempos, falamos muito pouco diretamente. Eu mandava recados, pedia notícias a um, a outro. As notícias eram cada vez piores, e aprendi por experiência própria que muitas vezes a gente prefere ser deixado a sós com o enigma do próprio corpo, quando ele começa nos devorar feroz, incompreensível.

Soube de sua partida numa manhã gelada de inverno. Eu acabara de voltar de um dos morros aqui perto de casa. Então, quando me contaram, suspirei assim “que alívio, meu Deus, que alívio”. Depois conversei com ele pedindo que fizesse boa viagem e não se preocupasse, que nós vamos tentar continuar cuidando de nós mesmos, que não olhasse para trás e mergulhasse na luz assim como quem se joga do alto do trampolim numa imensa piscina azul dentro de uma manhã alucinada de verão.

(Caio Fernando Abreu. Pequenas epifanias, 2014. Adaptado)

•   mesma tarde que percebi o quanto ele estava frágil, embora aparentemente normal e bonito como sempre. (3o parágrafo)

•   Depois conversei com ele pedindo que fizesse boa viagem e não se preocupasse, que nós vamos tentar continuar cuidando de nós mesmos... (5o parágrafo)
No contexto em que estão empregados, os termos destacados podem ser substituídos, correta e respectivamente, por:
(A) tanto que; portanto.
(B) conforme; mas.
(C) pois; porque.
(D) porém; ao passo que.
(E) ainda que; pois.

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Questões resolvidas

Leia o texto para responder às questões de números 03 a 10.

O viés da palavra câncer: combate ao estigma

Receber um diagnóstico de câncer é uma experiência que não vem com manual de instruções. É desafiador lidar com a notícia e, mais ainda, se preparar para o que está por vir. A própria palavra câncer não é uma palavra que as pessoas gostam de pronunciar, porque carrega um estigma e um peso, decorrentes de décadas de desinformação.

O estigma se reflete em expressões cotidianas. Quem nunca falou ou ouviu algo como “aquilo ali é um câncer para o País”? Não vamos menosprezar a doença que é, sim, complexa e pode ser o ponto final para muitas pessoas. Porém, precisamos ressaltar que os avanços em prevenção e tratamento são enormes e tornaram o diagnóstico cada vez mais promissor. É hora de reduzir a carga negativa que a palavra câncer carrega, pois, além de perpetuar desinformação, contribui para o isolamento emocional e psicológico de quem convive ou acompanha alguém nesse processo.

Compreender o câncer e seu significado não é mais sobre viver em função da doença, mas tratá-la para viver mais e melhor. Cada paciente, incluindo crianças e adolescentes em formação, é um indivíduo com uma história e trajetória únicas. Essa combinação é o que traz as melhores taxas de cura e sobrevida.

Tratar o câncer como algo terminal ou como uma guerra é uma violência silenciosa que abala a autoestima de quem está em tratamento. Medo e incerteza são naturais, mas, quando amplificados pelo estigma social, tornam-se fardos cruéis.

O primeiro passo para mudar essa realidade é disseminar informações precisas sobre o que significa viver com câncer, destacando que essa não é mais uma condição implacável. Campanhas de conscientização são essenciais, mas precisamos de uma transformação mais profunda e genuína no discurso e nas atitudes diárias.
(Victor Piana. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao. Adaptado)
03. Em seu artigo, o autor mostra-se favorável a uma mudança de comportamento no que tange a
(A) dimensionar corretamente a viabilidade de se usar a palavra “câncer” com quem é diagnosticado com a doença, vista como estigma social até hoje.
(B) entender a desesperança causada pela palavra “câncer” para as pessoas diagnosticadas com essa doença, pois viverão uma guerra silenciosa marcada pela dor.
(C) desconstruir preconceitos que giram em torno da palavra “câncer”, uma vez que a doença perdeu o estigma de tempos atrás e já tem cura na maioria dos casos.
(D) diminuir a carga negativa tradicionalmente atribuída à palavra “câncer” como forma de preservar a autoestima das pessoas que convivem com essa doença.
(E) vetar totalmente o emprego da palavra “câncer”, já que ela, além de comprometer a autoestima das pessoas doentes, ainda prejudica a conscientização.

O texto para responder às questões de números 11 a 15.

O desejo mergulha na luz

Chamava-se Desiderio, mas desconfio que não gostava muito desse nome. Que nem é feio – em italiano, pelo menos, quer dizer desejo. Eu só soube por acaso que era também Desiderio, um dia que pedi a meu irmão para levar uns livros a ele no hospital. A moça da portaria procurou “Fernando”, não havia nenhum. Procurou então “Severino”, e lá estava: Desiderio. Não cheguei a perguntar a ele se não gostava mesmo do nome tão sonoro. Não soube também se chegou a ler O apanhador no campo de centeio, que eu mandara naquela tarde. Eu não soube, não perguntei nem disse uma porção de coisas. Não comemos os camarões do Tirol com o doutor Eduardo. Não houve tempo. E a gente não sabia disso.

Só o encontrei há poucos meses, no fim da primavera do ano passado, por intermédio de Marcos Breda, que só conhece pessoas do bem, e com quem ele fazia Bailei na curva. Nos vimos poucas vezes depois.

Foi nessa mesma tarde que percebi o quanto ele estava frágil, embora aparentemente normal e bonito como sempre. Mas parecia vacilar às vezes – só parecia, qualquer coisa nos olhos, no passo –, como se fosse cair. Não caía. Por trás da fragilidade física escondia-se uma extraordinária força.

Nos últimos tempos, falamos muito pouco diretamente. Eu mandava recados, pedia notícias a um, a outro. As notícias eram cada vez piores, e aprendi por experiência própria que muitas vezes a gente prefere ser deixado a sós com o enigma do próprio corpo, quando ele começa nos devorar feroz, incompreensível.

Soube de sua partida numa manhã gelada de inverno. Eu acabara de voltar de um dos morros aqui perto de casa. Então, quando me contaram, suspirei assim “que alívio, meu Deus, que alívio”. Depois conversei com ele pedindo que fizesse boa viagem e não se preocupasse, que nós vamos tentar continuar cuidando de nós mesmos, que não olhasse para trás e mergulhasse na luz assim como quem se joga do alto do trampolim numa imensa piscina azul dentro de uma manhã alucinada de verão.

(Caio Fernando Abreu. Pequenas epifanias, 2014. Adaptado)

•   mesma tarde que percebi o quanto ele estava frágil, embora aparentemente normal e bonito como sempre. (3o parágrafo)

•   Depois conversei com ele pedindo que fizesse boa viagem e não se preocupasse, que nós vamos tentar continuar cuidando de nós mesmos... (5o parágrafo)
No contexto em que estão empregados, os termos destacados podem ser substituídos, correta e respectivamente, por:
(A) tanto que; portanto.
(B) conforme; mas.
(C) pois; porque.
(D) porém; ao passo que.
(E) ainda que; pois.

Prévia do material em texto

Confidencial até o momento da aplicação.
Processo seletivo
003. Prova objetiva
cirUrGiÃo-DeNtistA – 
cirUrGiA e trAUMAtoloGiA BUcoMAXiloFAciAl
� você recebeu sua folha de respostas e este caderno contendo 50 questões objetivas.
�   Confira seus dados impressos na capa deste caderno e na folha de respostas.
�   Quando for permitido abrir o caderno, verifique se está completo ou se apresenta  imperfeições. Caso haja algum 
problema, informe ao fiscal da sala para a devida substituição desse caderno.
�   Leia cuidadosamente todas as questões e escolha a resposta que você considera correta.
�   Marque, na folha de respostas, com caneta de tinta preta, a letra correspondente à alternativa que você escolheu.
�   A duração da prova é de 3 horas, já incluído o tempo para o preenchimento da folha de respostas.
�   Só será permitida a saída definitiva da sala e do prédio após transcorridas 2 horas do início da prova.
�   Deverão permanecer em cada uma das salas de prova os 3 últimos candidatos, até que o último deles entregue sua 
prova, assinando termo respectivo.
�   Ao sair, você entregará ao fiscal a folha de respostas e este caderno.
�   Até que você saia do prédio, todas as proibições e orientações continuam válidas.
aguarde a ordem do fiscal Para abrir este caderno.
Nome do candidato
Prédio sala carteiraInscriçãorG
Confidencial até o momento da aplicação.
3 PMOS2403/003-CirDentista-CirTraumaBucoConfidencial até o momento da aplicação.
conHecimentos gerais
Língua Portuguesa
Leia a tira para responder às questões de números 01 e 02.
(Cartunista Fernando Gonzales. Disponível em: 
https://www.instagram.com/niquelnausea.)
01. De acordo com as informações do 1o quadro da tira, os 
vírus são
(A) prejudiciais.
(B) presunçosos.
(C) atenciosos.
(D) corajosos.
(E) imprevisíveis.
02. De acordo com a norma-padrão e o sentido das informa-
ções, a frase do 2o quadro admite a seguinte reescrita:
(A) À fim de chegar a novos espaços, lançam-se os vírus 
ao espaço.
(B) Se lançam ao espaço os vírus, a procura de novos 
lugares.
(C) Os vírus lançam-se ao espaço a buscarem novos 
lugares.
(D) Ao espaço se lançam os vírus, à buscar novos 
lugares.
(E) Lançam-se os vírus ao espaço para chegarem à no-
vos lugares.
Leia o texto para responder às questões de números 03 a 10.
O viés da palavra câncer: combate ao estigma
Receber um diagnóstico de câncer é uma experiência 
que não vem com manual de instruções. É desafiador lidar 
com a notícia e, mais ainda, se preparar para o que está por 
vir. A própria palavra câncer não é uma palavra que as pes-
soas gostam de pronunciar, porque carrega um estigma e um 
peso, decorrentes de décadas de desinformação.
O estigma se reflete em expressões cotidianas. Quem 
nunca falou ou ouviu algo como “aquilo ali é um câncer para 
o País”? Não vamos menosprezar a doença que é, sim, com-
plexa e pode ser o ponto final para muitas pessoas. Porém, 
precisamos ressaltar que os avanços em prevenção e trata-
mento são enormes e tornaram o diagnóstico cada vez mais 
promissor. É hora de reduzir a carga negativa que a pala-
vra câncer carrega, pois, além de perpetuar desinformação, 
contribui para o isolamento emocional e psicológico de quem 
convive ou acompanha alguém nesse processo.
Compreender o câncer e seu significado não é mais so-
bre viver em função da doença, mas tratá-la para viver mais 
e melhor. Cada paciente, incluindo crianças e adolescentes 
em formação, é um indivíduo com uma história e trajetória 
únicas. Essa combinação é o que traz as melhores taxas de 
cura e sobrevida.
Tratar o câncer como algo terminal ou como uma guerra 
é uma violência silenciosa que abala a autoestima de quem 
está em tratamento. Medo e incerteza são naturais, mas, 
quando amplificados pelo estigma social, tornam-se fardos 
cruéis.
O primeiro passo para mudar essa realidade é dissemi-
nar informações precisas sobre o que significa viver com cân-
cer, destacando que essa não é mais uma condição impla-
cável. Campanhas de conscientização são essenciais, mas 
precisamos de uma transformação mais profunda e genuína 
no discurso e nas atitudes diárias.
(Victor Piana. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao. Adaptado)
03. Em seu artigo, o autor mostra-se favorável a uma mudan-
ça de comportamento no que tange a
(A) dimensionar corretamente a viabilidade de se usar a 
palavra “câncer” com quem é diagnosticado com a 
doença, vista como estigma social até hoje.
(B) entender a desesperança causada pela palavra 
“câncer” para as pessoas diagnosticadas com essa 
doença, pois viverão uma guerra silenciosa marcada 
pela dor.
(C) desconstruir preconceitos que giram em torno da 
palavra “câncer”, uma vez que a doença perdeu o 
estigma de tempos atrás e já tem cura na maioria 
dos casos.
(D) diminuir a carga negativa tradicionalmente atribuída 
à palavra “câncer” como forma de preservar a auto-
estima das pessoas que convivem com essa doença.
(E) vetar totalmente o emprego da palavra “câncer”, já 
que ela, além de comprometer a autoestima das pes-
soas doentes, ainda prejudica a conscientização.
4PMOS2403/003-CirDentista-CirTraumaBuco Confidencial até o momento da aplicação.
07. O termo destacado é um pronome que exprime sentido 
demonstrativo em:
(A) É desafiador lidar com a notícia e, mais ainda, se 
preparar para o que está por vir. (1o parágrafo)
(B) A própria palavra câncer não é uma palavra que as 
pessoas gostam de pronunciar... (1o parágrafo)
(C) Quem nunca falou ou ouviu algo como “aquilo ali é 
um câncer para o País”? (2o parágrafo)
(D) ... o isolamento emocional e psicológico de quem 
convive ou acompanha alguém nesse processo. 
(2o parágrafo)
(E) Tratar o câncer como algo terminal ou como uma 
guerra é uma violência silenciosa... (4o parágrafo)
08. Assinale a alternativa em que a regência atende à norma-
-padrão.
(A) Câncer é uma palavra que as pessoas não se agra-
dam, porque carrega um estigma e um peso.
(B) Câncer é uma palavra que as pessoas não têm afini-
dade, porque carrega um estigma e um peso.
(C) Câncer é uma palavra que as pessoas não pronun-
ciam, porque carrega um estigma e um peso.
(D) Câncer é uma palavra que as pessoas não dão ênfa-
se, porque carrega um estigma e um peso.
(E) Câncer é uma palavra que as pessoas não mostram 
simpatia, porque carrega um estigma e um peso.
09. A concordância verbal e a concordância nominal estão de 
acordo com a norma-padrão em:
(A) É natural que existam o medo e a incerteza, mas há 
bastante influência do estigma social, tornando-os 
fardos cruéis.
(B) A história do paciente e a sua trajetória constitui uma 
combinação que traz as melhores taxas de cura e 
sobrevida.
(C) O estigma e o peso da palavra câncer fazem com que 
bastante pessoas evitem a utilização desse termo.
(D) Atualmente, a medicina dispõem de recursos para 
diagnósticos cada vez mais promissor em relação 
ao câncer.
(E) Para mudar a realidade, devem ser disseminado 
informações precisas sobre o que significa viver 
com câncer.
04. A informação destacada cujo sentido é de causa em rela-
ção à informação que a precede na passagem do texto é:
(A) Receber um diagnóstico de câncer é uma experi-
ência que não vem com manual de instruções. 
(1o parágrafo)
(B) A própria palavra câncer [...] carrega um estigma e 
um peso, decorrentes de décadas de desinforma-
ção. (1o parágrafo)
(C) ... os avanços em prevenção e tratamento são enor-
mes e tornaram o diagnóstico cada vez mais pro-
missor. (2o parágrafo)
(D) Essa combinação é o que traz as melhores taxas 
de cura e sobrevida. (3o parágrafo)
(E) Tratar o câncer como algo terminal ou como uma 
guerra é uma violência silenciosa... (4o parágrafo)
05. A expressão destacada está empregada em sentido pró-
prio em:
(A) Quem nunca falou ou ouviu algo como “aquilo ali é 
um câncer para o País”? (2o parágrafo)
(B) Não vamos menosprezar a doença que é, sim, com-
plexa e pode ser o ponto final para muitas pessoas. 
(2o parágrafo)
(C) Medo e incerteza são naturais, mas, quando amplifi-cados pelo estigma social, tornam-se fardos cruéis. 
(4o parágrafo)
(D) O primeiro passo para mudar essa realidade é dis-
seminar informações precisas... (5o parágrafo)
(E) Campanhas de conscientização são essenciais, 
mas precisamos de uma transformação mais profun-
da... (5o parágrafo)
06. Considere as passagens:
•   Não vamos menosprezar a doença... (2o parágrafo)
•   ... além de perpetuar desinformação... (2o parágrafo)
•   ...  essa  não  é  mais  uma  condição  implacável. 
(5o parágrafo)
Os termos destacados significam, correta e 
respectivamente:
(A) relativizar a importância; disseminar ao longo do 
tempo; mutável.
(B) ter em pouca conta; fazer durar por longo tempo; 
inexorável.
(C) reforçar a relevância; espalhar por um período de 
tempo; inflexível.
(D) diminuir o mérito; dar atenção por determinado tem-
po; apaziguável.
(E) desvalorizar o impacto; reproduzir por breve tempo; 
infindável.
5 PMOS2403/003-CirDentista-CirTraumaBucoConfidencial até o momento da aplicação.
11. As informações do texto permitem concluir corretamente 
que o narrador e Desiderio não comeram os camarões 
do Tirol porque
(A) aquele preferiu ser deixado a sós com seu próprio 
corpo.
(B) ambos estavam fragilizados fisicamente no inverno.
(C) este faleceu antes que pudessem saborear a iguaria.
(D) ambos partiram em uma gélida manhã de inverno.
(E) este evitava contatos diretos com o novo amigo.
12. As passagens – Chamava-se Desiderio, mas desconfio 
que não gostava muito desse nome. (1o parágrafo) – e – 
Então, quando me contaram, suspirei assim “que alívio, 
meu Deus, que alívio”. (5o parágrafo) – estão, correta e 
respectivamente, interpretadas em:
(A) O narrador expõe um comentário jocoso sobre Desi-
derio em relação ao nome do rapaz. / O narrador iro-
niza a morte de Desiderio, julgando-a conveniente.
(B) O narrador expõe uma hipótese sobre Desiderio não 
gostar do próprio nome. / O narrador expressa com-
paixão, sugerindo que o amigo deixara de sofrer.
(C) O narrador expõe uma dúvida sobre a relação que 
Desiderio tem com o próprio nome. / O narrador sabe 
que a morte de Desiderio seria naquele dia.
(D) O narrador expõe uma crítica do nome de Desiderio, 
o qual considera extravagante. / O narrador mostra-
-se surpreso e desesperado com a morte do amigo.
(E) O narrador expõe uma concordância com o fato de 
Desiderio não apreciar o próprio nome. / O narrador 
revela um sentimento ambíguo com a morte do amigo.
13. Na passagem do 1o parágrafo – Chamava-se Desiderio, 
mas desconfio que não gostava muito desse nome. Que 
nem é feio... –, os termos destacados são, na ordem, 
advérbio e adjetivo, assim como também, correta e res-
pectivamente, os termos destacados em:
(A) ... se não gostava mesmo do nome tão sonoro. 
(1o parágrafo); Foi nessa mesma tarde que percebi o 
quanto ele estava frágil... (3o parágrafo)
(B) Por trás da fragilidade física escondia-se uma ex-
traordinária força. (3o parágrafo); ... dentro de uma 
manhã alucinada de verão. (5o parágrafo)
(C) Eu acabara de voltar de um dos morros aqui perto 
de casa. (5o parágrafo); ... qualquer coisa nos olhos, 
no passo –, como se fosse cair. (3o parágrafo)
(D) ... embora aparentemente normal e bonito como 
sempre. (3º parágrafo); ... quando ele começa nos 
devorar feroz, incompreensível. (4º parágrafo)
(E) ... quando ele começa nos devorar feroz, incompre-
ensível. (4o parágrafo); Nos últimos tempos, falamos 
muito pouco diretamente. (4o parágrafo)
10. Durante décadas de desinformação, as pessoas se 
 do estigma e do peso da doença, evitando 
proferir o nome dela. Ninguém nessa situ-
ação, porque acreditavam que, se silencia-
do, poderiam evitar uma má notícia.
De acordo com a norma-padrão, as lacunas do enuncia-
do devem ser preenchidas, respectivamente, com:
(A) precaveram … interviu … mantivessem-no
(B) precaviam … intervinha … mantivessem-o
(C) precaveriam … interveio … mantivessem-lhe
(D) precaviam … interviu … lhe mantivessem
(E) precaveram … intervinha … o mantivessem
Leia o texto para responder às questões de números 11 a 15.
O desejo mergulha na luz
Chamava-se Desiderio, mas desconfio que não gostava 
muito desse nome. Que nem é feio – em italiano, pelo menos, 
quer dizer desejo. Eu só soube por acaso que era também 
Desiderio, um dia que pedi a meu irmão para levar uns livros a 
ele no hospital. A moça da portaria procurou “Fernando”, não 
havia nenhum. Procurou então “Severino”, e lá estava: Desi-
derio. Não cheguei a perguntar a ele se não gostava mesmo 
do nome tão sonoro. Não soube também se chegou a ler O 
apanhador no campo de centeio, que eu mandara naquela 
tarde. Eu não soube, não perguntei nem disse uma porção 
de coisas. Não comemos os camarões do Tirol com o doutor 
Eduardo. Não houve tempo. E a gente não sabia disso.
Só o encontrei há poucos meses, no fim da primavera do 
ano passado, por intermédio de Marcos Breda, que só conhe-
ce pessoas do bem, e com quem ele fazia Bailei na curva. 
Nos vimos poucas vezes depois.
Foi nessa mesma tarde que percebi o quanto ele estava 
frágil, embora aparentemente normal e bonito como sempre. 
Mas parecia vacilar às vezes – só parecia, qualquer coisa nos 
olhos, no passo –, como se fosse cair. Não caía. Por trás da 
fragilidade física escondia-se uma extraordinária força.
Nos últimos tempos, falamos muito pouco diretamente. 
Eu mandava recados, pedia notícias a um, a outro. As notí-
cias eram cada vez piores, e aprendi por experiência própria 
que muitas vezes a gente prefere ser deixado a sós com o 
enigma do próprio corpo, quando ele começa nos devorar 
feroz, incompreensível.
Soube de sua partida numa manhã gelada de inverno. 
Eu acabara de voltar de um dos morros aqui perto de casa. 
Então, quando me contaram, suspirei assim “que alívio, meu 
Deus, que alívio”. Depois conversei com ele pedindo que fi-
zesse boa viagem e não se preocupasse, que nós vamos 
tentar continuar cuidando de nós mesmos, que não olhasse 
para trás e mergulhasse na luz assim como quem se joga do 
alto do trampolim numa imensa piscina azul dentro de uma 
manhã alucinada de verão.
(Caio Fernando Abreu. Pequenas epifanias, 2014. Adaptado)
6PMOS2403/003-CirDentista-CirTraumaBuco Confidencial até o momento da aplicação.
PoLítica de saúde
16. A Constituição Federal estabelece que o atendimento 
prestado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) deve ser 
realizado com uma abordagem
(A) integral, com prioridade para as atividades assis-
tenciais.
(B) integral, com prioridade para as atividades preven-
tivas.
(C) integral, sem distinção de prioridade entre atividades 
preventivas e assistenciais.
(D) parcial, com prioridade para as atividades assisten-
ciais.
(E) parcial, com prioridade para as atividades preven-
tivas.
17. A prática rotineira de exames clínicos ou subsidiários em 
pessoas assintomáticas, visando ao diagnóstico precoce 
presuntivo de doenças,
(A) é denominada de rastreamento e deve ser feita de 
forma seletiva e cuidadosa.
(B) deve, idealmente, ser feita por meio de check ups 
extensos e periódicos.
(C) não deve ser adotada nos serviços públicos de saúde 
da atenção básica.
(D) deve ser restrita às doenças crônico-degenerativas.
(E) é terminantemente contraindicada pelo custo desne-
cessário e risco de resultados falso-positivos.
18. Durante uma reunião da equipe multidisciplinar de saú-
de da Unidade Básica de Saúde (UBS), um membro da 
equipe relata que alguns moradores da região apresen-
tam condições de saúde que podem impactar a saúde 
bucal. Considerando os preceitos que definem as atribui-
ções dos profissionais da atenção básica, a conduta mais 
adequada por parte do cirurgião-dentista seria
(A) acompanhar o estado de saúde bucal dos pacientes 
com essas condições, realizando ações preventivas 
e de suporte, sem a necessidade do envolvimento 
direto de outros membros da equipe.
(B) focar nos atendimentos clínicos individuais para esses 
pacientes, planejando visitas domiciliares esporádicas 
quando houver urgências odontológicas.(C) reunir-se periodicamente com a equipe para discutir 
os casos dos pacientes com essas condições, esta-
belecendo metas de acompanhamento e ações de 
promoção de saúde bucal no território.
(D) delegar o acompanhamento desses pacientes exclusi-
vamente ao técnico em saúde bucal (TSB) e ao auxi-
liar em saúde bucal (ASB), priorizando seu tempo para 
consultas de maior complexidade clínica.
(E) orientar esses pacientes a buscarem atendimento 
especializado em saúde bucal fora da UBS, pois 
necessitam de cuidados complexos não disponíveis 
na atenção básica.
14. Considere as passagens:
•   Foi nessa mesma tarde que percebi o quanto ele esta-
va frágil, embora aparentemente normal e bonito como 
sempre. (3o parágrafo)
•   Depois conversei com ele pedindo que fizesse boa via-
gem e não se preocupasse, que nós vamos tentar con-
tinuar cuidando de nós mesmos... (5o parágrafo)
No contexto em que estão empregados, os termos desta-
cados podem ser substituídos, correta e respectivamen-
te, por:
(A) tanto que; portanto.
(B) conforme; mas.
(C) pois; porque.
(D) porém; ao passo que.
(E) ainda que; pois.
15. A pontuação atende à norma-padrão em:
(A) Foi Marcos Breda que me apresentou, Desiderio, no 
fim da primavera do ano passado; depois, eu e ele 
nos vimos poucas vezes.
(B) A moça da portaria procurou “Fernando”, não havia 
nenhum, “Desiderio”; ela então, procurou “Severino”, 
e lá estava: Desiderio.
(C) Desiderio estava aparentemente normal e bonito 
como sempre; mas ele às vezes, parecia vacilar, 
como se fosse cair, e não caía.
(D) Desconfio que Desiderio não gostava muito do pró-
prio nome; eu, porém, não cheguei a perguntar a ele 
se não gostava mesmo.
(E) Eu e Desiderio, falamos muito pouco diretamente: eu 
mandava recados, e pedia notícias a um, e a outro; 
elas, porém, eram cada vez piores.
7 PMOS2403/003-CirDentista-CirTraumaBucoConfidencial até o momento da aplicação.
22. No contexto da redemocratização brasileira, um evento 
crucial para a consolidação da Reforma Sanitária e para 
a criação do SUS foi
(A) a Conferência de Estocolmo sobre Saúde e Meio 
Ambiente.
(B) a 8a Conferência Nacional de Saúde, em Brasília.
(C) o Congresso Internacional sobre Saúde e Direitos 
Humanos, realizado em Viena.
(D) a Convenção sobre os Direitos Sociais e Saúde 
Pública, no Rio de Janeiro.
(E) a criação da Organização Mundial da Saúde e o 
fortalecimento de diretrizes globais para saúde.
23. O Índice CPOD é um indicador amplamente utilizado 
para avaliar a saúde bucal de uma população. É correto 
afirmar que ele
(A) é utilizado para avaliar a condição de saúde bucal 
em diferentes faixas etárias, como adolescentes e 
adultos, permitindo identificar grupos de risco.
(B) oferece uma análise sobre a distribuição de dentes 
cariados, perdidos e obturados, mas sua aplicação 
está mais restrita a crianças em idade pré-escolar.
(C) apresenta limitações na avaliação da efetividade de 
programas preventivos de cárie devido à sua estru-
tura de classificação.
(D) é aplicado exclusivamente a dentes decíduos, ser-
vindo como um parâmetro para a prevenção de 
cáries na infância.
(E) classifica níveis de comprometimento periodontal em 
uma população, contribuindo para o entendimento 
da gravidade da doença.
24. A Política de Consultórios na Rua é uma iniciativa do SUS 
que visa oferecer atenção integral à saúde para pessoas 
em situação de rua. Segundo as diretrizes de organiza-
ção e funcionamento das Equipes de Consultório de Rua, 
elas poderão ser compostas, dentre outros, pelos seguin-
tes profissionais de saúde:
(A) enfermeiro e fisioterapeuta.
(B) dentista e assistente social.
(C) agente social e fonoaudiólogo.
(D) técnico de enfermagem e técnico em saúde bucal.
(E) dentista e médico.
19. Trabalhador comparece à unidade de saúde relatando 
que sofreu queda quando chegava à empresa para ini-
ciar sua jornada de trabalho. Queixa-se de que quebrou 
alguns dentes. Passa por atendimento no serviço de 
odontologia e recebe os cuidados assistenciais neces-
sários. Com relação à notificação desse caso no Siste-
ma de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), a 
conduta correta por parte do cirurgião-dentista é
(A) não notificar, pois não se trata de acidente de tra-
balho típico.
(B) não notificar, pois não há provas de que a história 
relatada seja de fato verdadeira.
(C) não notificar, pois somente os acidentes de trabalho 
graves ou fatais são de notificação compulsória.
(D) não notificar, pois a obrigatoriedade da notificação só 
se coloca para os profissionais médicos.
(E) obrigatoriamente notificar como acidente de trabalho 
no prazo de até 24 horas.
20. Os níveis de prevenção são as intervenções que podem 
ser realizadas em cada etapa da história natural da doen-
ça, com o objetivo de interromper ou retardar seu progres-
so. Um exemplo de prevenção terciária em saúde bucal é:
(A) aplicação de flúor em escolas para prevenção de 
cáries em crianças.
(B) implementação de programas comunitários de edu-
cação para redução de doenças periodontais.
(C) acompanhamento regular para evitar tratamentos 
odontológicos desnecessários em pacientes idosos 
com condições bucais estáveis.
(D) restauração de dentes com lesões cavitadas para 
evitar progressão da cárie e suas complicações.
(E) confecção de próteses dentárias para restaurar fun-
ção mastigatória em pacientes com perda dentária.
21. Em um ensaio clínico randomizado, realizado para avaliar a 
eficácia de um novo enxaguante bucal na redução da gen-
givite, foram recrutados 200 participantes, divididos aleato-
riamente em dois grupos: grupo intervenção (que utilizou 
o enxaguante) e grupo controle (que utilizou um placebo). 
Após seis meses, os resultados de redução da gengivite 
foram comparados entre os dois grupos. Com base nessa 
informação, assinale a alternativa que descreve correta-
mente uma característica essencial desse tipo de estudo.
(A) Em ensaios clínicos, a comparação entre os grupos 
é um aspecto secundário, sendo mais importante 
monitorar diretamente os efeitos do tratamento no 
grupo que recebe a intervenção.
(B) Ensaios clínicos podem envolver um grupo controle, 
embora, em alguns casos, prefira-se evitar placebo, 
especialmente para intervenções em saúde bucal.
(C) Um ensaio clínico geralmente envolve uma análise 
retrospectiva dos dados dos participantes, avaliando 
os efeitos da intervenção com base em informações 
anteriores.
(D) A randomização contribui para minimizar vieses 
e ntre os grupos, o que auxilia na avaliação dos efei-
tos do tratamento como fator diferencial.
(E) Ensaios clínicos focam principalmente na resposta 
ao tratamento nos indivíduos do grupo intervenção, 
enquanto o grupo controle serve para medir varia-
ções naturais dos desfechos.
8PMOS2403/003-CirDentista-CirTraumaBuco Confidencial até o momento da aplicação.
conHecimentos esPecÍficos
26. A fratura nasal é a mais incidente dentre as fraturas fa-
ciais, e a terceira mais comum considerando-se todo o 
esqueleto. Essa maior incidência é justificada, principal-
mente, pela menor força necessária para promover uma 
fratura do osso nasal, quando comparada à necessária 
para fraturar os demais ossos da face, bem como por se 
tratar de uma estrutura em posição proeminente. Sen-
do assim, o conhecimento da anatomia das estruturas 
ósseas constituintes da cavidade nasal é fundamental 
para o manejo desse tipo de fratura.
Em relação às paredes ósseas da cavidade nasal, assi-
nale a alternativa correta.
(A) A parede lateral da cavidade nasal é formada por 
parte do osso nasal, da maxila, do lacrimal, do 
etmoide, da concha nasal inferior, da lâmina perpen-
dicular do palatino e da lâmina medial do processo 
pterigoide do esfenoide.
(B) O meato nasal médio apresenta, posteriormente, o 
forame esfenopalatino, que comunica a fossa pteri-
gopalatina com a cavidade nasal.
(C) O meato nasal inferior recebe a abertura do seio ma-
xilar, o hiato maxilar. Essa abertura óssea é bastante 
extensa, mas in vivo se restringe a um pequenoorifí-
cio revestido pela mucosa nasal.
(D) Os ossos que compõem o teto da cavidade nasal 
são: lacrimal, nasal, frontal, etmoide e no corpo 
do osso esfenoide.
(E) A concha nasal inferior é um osso isolado que se ar-
ticula com os seguintes ossos: nasal, maxila, esfe-
noide e palatino.
27. Em relação à fossa infratemporal é correto afirmar que
(A) é um espaço em fenda, afunilado, situado abaixo da 
base do crânio, entre a maxila, o processo pterigoide 
do esfenoide e a lâmina perpendicular do palatino.
(B) é ocupada por ramificações do nervo maxilar (V2), 
pelo gânglio pterigopalatino e por ramos terminais da 
artéria maxilar.
(C) sua parede lateral é formada pelo ramo e pelo pro-
cesso coronoide da mandíbula.
(D) se comunica com a fossa temporal pela fissura 
pterigomaxilar.
(E) sua parede anterior é formada pela superfície poste-
rior da maxila e pela fissura orbital inferior.
25. O edentulismo é um problema de saúde pública multi-
fatorial, que impacta negativamente a qualidade de vida 
e é influenciado por questões sociais, econômicas e de 
acesso à saúde. É correto afirmar que
(A) as políticas de saúde pública voltadas ao seu com-
bate devem focar prioritariamente na reabilitação 
protética, já que essa intervenção resolve a questão 
da funcionalidade mastigatória.
(B) sua prevalência tem diminuído principalmente em 
razão de avanços nas técnicas de reabilitação odon-
tológica, que agora estão mais acessíveis a toda a 
população.
(C) a promoção da saúde bucal e a educação preven-
tiva, especialmente em populações de maior vulne-
rabilidade socioeconômica, são fundamentais para 
reduzir a sua prevalência a longo prazo.
(D) seu impacto na saúde pública é limitado, pois sua 
principal consequência é estética, e não apresenta 
repercussões significativas na saúde geral dos indi-
víduos.
(E) a ausência de estratégias de atenção integral ao 
edentulismo tem baixo impacto na saúde pública, 
considerando que as demandas por serviços de rea-
bilitação dentária são atendidas em sua maioria pelo 
setor privado.
9 PMOS2403/003-CirDentista-CirTraumaBucoConfidencial até o momento da aplicação.
31. O principal objetivo da triagem de trauma é priorizar as 
vítimas de acordo com a gravidade e a urgência de seus 
ferimentos e a disponibilidade dos cuidados necessários.
O sistema de escore de gravidade da lesão foi desen-
volvido para lidar com múltiplas lesões traumáticas, ele 
compara as taxas de mortalidade por trauma fechado, a 
partir de dados que classificam a gravidade da lesão em 
cada um dos três sistemas de órgãos mais gravemente 
feridos. Cada lesão é avaliada e categorizada de acordo 
com o sistema do órgão lesionado e classificada de acor-
do com a gravidade da lesão.
Os sistemas lesionados avaliados nesse score de gravi-
dade, são:
(A) digestório; esquelético; muscular; imunológico e SNC.
(B) respiratório; SNC; cardiovascular; abdominal; extre-
midades e pele.
(C) sensorial; endócrino; excretor; reprodutor e linfático.
(D) respiratório; SNC; cardiovascular; esquelético e 
muscular.
(E) sensorial; imunológico; cardiovascular; endócrino, 
excretor.
32. Durante a avaliação do paciente vítima de trauma, o lí-
quido cefalorraquidiano (LCR) que emerge do nariz ou 
da orelha é comumente associado a uma fratura da base 
do crânio.
Assinale a alternativa que apresenta uma medida auxiliar 
útil para diferenciar o LCR da drenagem da mucosa nasal.
(A) O sinal de guaxinim.
(B) As manchas de Paltauf.
(C) O sinal de Chavigny.
(D) O sinal do anel.
(E) O sinal de Battle.
33. Assinale a alternativa que apresenta uma informação 
correta em relação ao cisto periodontal lateral.
(A) Surge dos restos da lâmina dentária e representa a 
contraparte intraóssea do cisto ósseo aneurismático.
(B) Cerca de 90% dos casos ocorrem na região de mo-
lares inferiores.
(C) Radiograficamente, o cisto aparece como uma área 
radiolúcida bem circunscrita, localizada de modo la-
teral à raiz ou raízes de dentes com vitalidade.
(D) Faz parte de um espectro de lesões caracterizadas 
por epitélio odontogênico contendo “células fantas-
mas”, que depois podem sofrer calcificação.
(E) Estruturas radiopacas no interior da lesão ou calcifi-
cações irregulares ou densidades similares a dentes 
estão presentes em cerca de metade dos casos.
28. Assinale a alternativa que apresenta apenas ossos com 
ossificação intramembranosa.
(A) Temporais (partes petrosa e mastoide) e corpo e 
asas menores do esfenoide.
(B) Nasais e palatinos.
(C) Temporais (partes petrosa e mastoide) e vômer.
(D) Conchas nasais inferiores e vômer.
(E) Etmoide e conchas nasais inferiores.
29. O diagnóstico da infecção pelo vírus varicela-zóster 
(VZV) é, em geral, estabelecido clinicamente. Mas, o uso 
de exames complementares é importante em situações 
específicas.
Assinale a alternativa que contém informação correta em 
relação aos exames complementares para diagnóstico 
da infecção pelo vírus varicela-zóster.
(A) Um resultado positivo de IgG associado a um resul-
tado negativo de IgM indica ausência de exposição 
prévia ao VZV.
(B) Um resultado positivo de IgG associado a um resul-
tado positivo de IgM indica ausência de imunidade.
(C) O anticorpo fluorescente contra o antígeno de mem-
brana (FAMA) constitui o método mais validado e 
exibe melhor correlação com a suscetibilidade e pro-
teção contra varicela.
(D) Os métodos ELISA comerciais não são adequados 
para rastreamento de suscetibilidade ao VZV em 
profissionais de saúde.
(E) Um resultado negativo de IgG associado a um re-
sultado negativo de IgM indica exposição prévia 
ao VZV.
30. Reações leucemoides com frequência sinalizam o início 
de um episódio séptico, como ocorre nos quadros de 
osteomielite.
A reação leucemoide é definida como uma contagem de 
leucócitos, em condições não leucêmicas, de
(A) > 10.000/µℓ
(B) ≤ 20.000/µℓ
(C) > 30.000/µℓ
(D) > 50.000/µℓ
(E) ≤ 50.000/µℓ
10PMOS2403/003-CirDentista-CirTraumaBuco Confidencial até o momento da aplicação.
36. Criança de 10 anos, sexo masculino apresenta na radio-
grafia panorâmica, na região posterior direita da mandí-
bula, uma imagem radiolúcida unilocular bem-circunscri-
ta, que contém múltiplas áreas radiopacas pequenas, de 
radiodensidade compatível com a estrutura dentária.
Sabendo se tratar de um tumor odontogênico misto, as-
sinale a alternativa que apresenta uma hipótese de diag-
nóstico e o respectivo tratamento plausíveis para o caso 
clínico descrito.
(A) Carcinoma odontogênico de células claras – 
ressecção cirúrgica em bloco.
(B) Tumor odontogênico epitelial calcificante – 
ressecção local conservadora, de forma a incluir 
uma fina faixa do osso circunjacente.
(C) Tumor odontogênico escamoso – excisão local 
conservadora.
(D) Mixoma odontogênico – curetagem.
(E) Fibro-odontoma ameloblástico – curetagem 
conservadora.
37. Paciente de 19 anos, sexo feminino, apresenta aumento 
de volume no pescoço e no assoalho bucal. As imagens 
de tomografia computadorizada e ressonância magnética 
exibem o “sinal de cauda”.
Uma hipótese de diagnóstico plausível para o caso clíni-
co descrito é:
(A) sialolitíase originária da glândula sublingual.
(B) sialometaplasia necrosante.
(C) adenoma pleomórfico.
(D) tumor de Warthin.
(E) rânula mergulhante originária da glândula sublingual.
38. Baseado no padrão de crescimento, um carcinoma 
ex-adenoma pleomórfico que apresenta invasão extra-
capsular medindo 1,0 mm, caracteriza a subcategoria
(A) não invasivo.
(B) minimamente invasivo.
(C) invasivo.
(D) extremamente invasivo.
(E) totalmente invasivo.
34. Os ameloblastomas são tumores de origem no epitélio-
-odontogênico. Eles podem surgir dos restos da lâmina 
dentária, de um órgão do esmalte em desenvolvimento, 
do revestimento epitelial de um cisto odontogênico ou 
das células basais da mucosa oral.
Assinale a alternativa que apresenta uma informação 
correta em relação aos ameloblastomas.
(A) Nos ameloblastoma unicísticos, se os elementos 
ameloblásticos estiverem confinados ao lúmendo 
cisto, com ou sem extensão tumoral intraluminal, o 
tratamento adequado é a enucleação do cisto.
(B) Os padrões histológicos mais comuns dos ameloblas-
tomas intraósseos sólidos são tipos acantomatoso, de 
células granulares, desmoplásico e de células basais.
(C) Os ameloblastomas periféricos se apresentam radio-
graficamente como lesões multiloculares, descritas 
como “bolhas de sabão” (quando as loculações ra-
diolúcidas são grandes) ou “favos de mel” (quando 
as loculações são pequenas).
(D) Os ameloblastomas periféricos são neoplasias per-
sistentes, infiltrativas, que muito podem levar ao óbi-
to devido à sua progressiva disseminação de modo 
a envolver estruturas vitais.
(E) Os ameloblastomas intraósseos sólidos, radiografi-
camente, lembram uma lesão fibro óssea devido ao 
seu aspecto misto radiolúcido e radiopaco. Esse as-
pecto radiográfico misto se deve à produção, pelo 
próprio tumor, de um produto mineralizado.
35. A abordagem cirúrgica apropriada aos nódulos linfáticos 
regionais desempenha um papel central no tratamento 
do câncer de boca.
A dissecção radical do pescoço modificada tipo III preco-
niza a remoção dos mesmos níveis de linfonodos (I – V), 
como na dissecção radical do pescoço, mas com a pre-
servação das seguintes estruturas anatômicas:
(A) nervo espinal acessório, veia jugular interna e mús-
culo esternocleidomastoideo.
(B) nervo vago, artéria tireoidea superior e músculo 
digástrico.
(C) nervo frênico, artéria faríngea ascendente e músculo 
esterno-hioideo.
(D) nervo occipital menor, artérias vertebrais e músculo 
estilo-hioideo.
(E) nervo supraclavicular, veia jugular externa e múscu-
los escalenos.
11 PMOS2403/003-CirDentista-CirTraumaBucoConfidencial até o momento da aplicação.
41. O sucesso da cirurgia paraendodôntica depende da cor-
reta realização do acesso cirúrgico.
Incisão trapezoidal em que o traçado horizontal está co-
locado na gengiva inserida e o seu desenho acompanha 
o contorno da região cervical dos dentes por onde ela 
passa. Está indicada para cirurgias de lesões localizadas 
em nível apical e que nas áreas das incisões verticais 
não existam estruturas anatômicas importantes.
O texto se refere à incisão de
(A) Portland.
(B) Neuman.
(C) Neuman e Novak.
(D) Partsch.
(E) Ochsenbein e Luebke.
42. Assinale a alternativa que apresenta uma sequência in-
dicada para extração múltipla dos seguintes dentes erup-
cionados: 11, 13, 16, 41, 46 e 43.
(A) 16, 11, 13, 46, 41 e 43.
(B) 16, 13, 11, 41, 46 e 43.
(C) 13, 16, 11, 43, 46 e 41.
(D) 43, 41, 46, 13, 11 e 16.
(E) 43, 46, 41, 13, 11 e 16.
43. De acordo com a classificação geral das desordens sino-
viais da ATM, assinale a alternativa que apresenta ape-
nas artropatias não inflamatórias.
(A) Artrite reativa (bacteriana, viral, fúngica) e sinovite.
(B) Displasia e condilose.
(C) Espasmo muscular e Distrofias miotônica.
(D) Osteoartrose secundária (trauma, cirurgia prévia, ne-
crose avascular) e desarranjos mecânicos.
(E) Condromatose sinovial e condroma.
39. Em relação à fase inflamatória vascular da cicatrização 
da ferida, assinale a alternativa que apresenta a informa-
ção correta.
(A) A fase vascular da inflamação é marcada por fios 
de fibrina, derivados da coagulação do sangue, que 
riscam as feridas formando uma trama em que os 
fibroblastos começam a estabelecer as substâncias 
basilares e tropocolágeno.
(B) A fase vascular da inflamação desencadeia-se pela 
ativação do complemento sérico por trauma dos te-
cidos. Os resultados da divisão do complemento, 
particularmente C3a e C5a, atuam como fatores qui-
miotáticos, trazendo leucócitos polimorfonucleares 
(neutrófilos) para perto das veias sanguíneas (margi-
nação), com posterior migração através das paredes 
dos vasos (diapedese).
(C) Os eventos vasculares começam com uma vaso-
constrição que diminui o fluxo sanguíneo para a área 
de lesão, promovendo a coagulação do sangue. 
Dentro de minutos, histamina e prostaglandinas E1 
e E2, causam vasodilatação e pequenos espaços 
abertos entre as células endoteliais, o que permite o 
vazamento do plasma e leucócitos para migrar para 
os tecidos intersticiais.
(D) Durante essa fase, muitas das fibras de colágeno 
são destruídas à medida que são substituídas por 
novas fibras de colágeno, que são orientados para 
melhor resistir às forças de tensão sobre a ferida.
(E) Durante a fase vascular da inflamação, as margens 
da ferida migram uma em direção à outra.
40. Os principais objetivos da cirurgia pré-protética de te-
cido mole são proporcionar maior área de tecido in-
serido na área de suporte primário da prótese ou na 
área de implantes, e aumentar a extensão dos flanges 
da prótese pela remoção das inserções musculares 
nas áreas chapeáveis ou vestibulares, que provocam 
seu deslocamento.
Em relação à vestibuloplastia por retalho transposicional, 
é correto afirmar que
(A) é indicada para áreas de profundidade de vestíbulo 
inadequada devido a inserções musculares e de mu-
cosa na região anterior da mandíbula.
(B) é indicada para áreas de altura mandibular anterior 
inadequada (menos 25 mm).
(C) é indicada para áreas de altura mandibular anterior 
adequada (pelo menos 10 mm).
(D) é indicada diante da presença de profundidade ina-
dequada na face lingual da mandíbula.
(E) contempla o descolamento dos músculos milo-hioi-
deos da área da crista milo-hioidea e seu reposicio-
namento inferior.
12PMOS2403/003-CirDentista-CirTraumaBuco Confidencial até o momento da aplicação.
46. Os pacientes portadores de insuficiência renal crônica 
em estado estável o suficiente para se submeterem ao 
tratamento odontológico, requerem algumas considera-
ções em relação ao protocolo farmacológico indicado.
Assinale a alternativa que apresenta uma informação 
pertinente a esses pacientes.
(A) Utilizar a mepivacaína quando a anestesia local for 
empregada, evitando as soluções de articaína 4% ou 
lidocaína 2%, com epinefrina 1:100.000, cujas meta-
bolização hepática e excreção renal são mais lentas.
(B) Prescrever analgésico a base de aspirina, para do-
res leves, evitando o uso de dipirona e paracetamol.
(C) Evitar o uso de anti-inflamatórios não esteroides, que 
podem aumentar a retenção de sódio e interagir com 
os anti-hipertensivos e diuréticos, causando brusco 
aumento da pressão arterial.
(D) Prescrever tetraciclinas e cefalosporinas, diante da 
necessidade do uso de antibióticos, evitando a penici-
lina V e a amoxicilina, devido ao potencial nefrotóxico.
(E) Prescrever um benzodiazepínico de ação curta, 
como o Clonazepam, diante da necessidade de se-
dação mínima.
47. Em relação às interações farmacológicas adversas, assi-
nale a alternativa que apresenta uma informação correta.
(A) Em pacientes que fazem uso de clorpromazina, a in-
jeção intravascular acidental de uma pequena quan-
tidade de solução anestésica com epinefrina (ou si-
milares) pode potencializar a hipertensão arterial.
(B) A administração de doses terapêuticas de paraceta-
mol para pacientes tratados com varfarina pode pro-
vocar um efeito rebote trombolítico.
(C) Em pacientes que fazem uso de varfarina, os corti-
costeroides competem com ela pela ligação às pro-
teínas do plasma, deslocando-a e potencializando 
seus efeitos.
(D) O paracetamol não deve ser associado a outros fár-
macos comprovadamente hepatotóxicos, como o an-
tibiótico eritromicina e o clavulanato de potássio, que 
geralmente é associado à amoxicilina.
(E) Em pacientes que fazem uso de inibidores da recap-
tação de serotonina e noradrenalina, não seletivos, 
a administração de anestésico local contendo nore-
pine frina ou corbadrina podem causar a diminuição 
abrupta da pressão arterial.
44. Em relação ao bloqueio do nervo alveolar superoposte-
rior (ASP), assinale a alternativa que apresenta uma in-
formação correta.
(A) A área de introdução da agulha é na altura da prega 
mucovestibular acima do primeiro molar superior.
(B) A profundidade média de penetração, em um adulto 
de tamanho “normal”, nos tecidos moles dolocal de 
inserção à área do nervo ASP é de 16 mm, portanto, 
a agulha odontológica curta pode ser usada com su-
cesso e segurança.
(C) O bloqueio do nervo alveolar superoposterior é in-
dicado quando o risco de hemorragia é muito gran-
de (como em hemofílicos), ao invés da injeção 
supraperiosteal.
(D) O tecido periodontal vestibular, palatino e o osso 
sobrejacente aos dentes, terceiro, segundo e pri-
meiro molares superiores são anestesiados por 
esse bloqueio.
(E) O bloqueio do nervo alveolar superoposterior não é 
indicado quando há necessidade de tratamento de 
dois ou mais molares superiores.
45. Levando em consideração a correlação entre os determi-
nantes fixos e os determinantes variáveis da oclusão, as-
sinale a alternativa que apresenta uma informação correta.
(A) Quanto mais acentuado o ângulo de Bennett, maior 
deve ser a altura de cúspides.
(B) Quanto mais acentuada a guia condilar, menor deve 
ser a altura de cúspides.
(C) Quanto mais acentuada a guia condilar, menos acen-
tuada deve ser a guia canina.
(D) Quanto mais acentuada a guia condilar, menos acen-
tuada deve ser a guia incisiva.
(E) Quanto maior o ângulo de Bennett, menos acentua-
da deve ser a guia canina.
13 PMOS2403/003-CirDentista-CirTraumaBucoConfidencial até o momento da aplicação.
50. Em relação ao funcionamento das Unidades Básicas de 
Saúde, assinale a alternativa que apresenta uma infor-
mação correta.
(A) Recomenda-se que as Unidades Básicas de Saúde 
tenham seu funcionamento com carga horária míni-
ma de 30 horas/semanais, no mínimo 3 (três) dias 
da semana e nos 12 meses do ano, possibilitando 
acesso facilitado à população.
(B) Recomenda-se que as Unidades Básicas de Saúde 
tenham 2 (duas) equipes por UBS (Atenção Básica 
ou Saúde da Família), para que possam atingir seu 
potencial resolutivo.
(C) Fica estipulado para cálculo do teto máximo de equi-
pes de Atenção Básica (eAB) e de Saúde da Família 
(eSF), com ou sem os profissionais de saúde bucal, 
pelas quais o Município e o Distrito Federal pode-
rão fazer jus ao recebimento de recursos financeiros 
específicos, conforme a seguinte fórmula: popula-
ção/2.000.
(D) Em municípios ou territórios com menos de 3.000 
habitantes, que uma equipe de Saúde da Família 
(eSF) ou de Atenção Básica (eAB) seja responsável 
por toda população.
(E) Recomenda-se população adscrita por equipe de 
Atenção Básica (eAB) e de Saúde da Família (eSF) 
de 3.500 a 5.000 pessoas, localizada dentro do seu 
território, garantindo os princípios e diretrizes da 
Atenção Básica.
48. Pacientes são considerados portadores de osteonecrose 
associada aos bisfosfonados (OAB) quando apresentam 
três características fundamentais: terem sido submetidos 
a tratamento atual ou prévio com bifosfonatos, apresen-
tarem osteonecrose na região maxilofacial por mais de 
oito semanas e não terem sido submetidos à radioterapia 
nos maxilares.
De acordo com a classificação da American Association 
of Oral and Maxillofacial Surgeons (AAOMS), assinale a 
alternativa que apresenta informação referente a OAB 
estágio 2, assim como respectiva estratégia de tratamen-
to indicado.
(A) Osteonecrose com exposição, assintomático e sem 
sinais de infecção; curetagem da região e oxigênio 
hiperbárico.
(B) Osteonecrose com exposição, em pacientes com 
sinais clínicos de infecção; debridamento cirúrgico, 
antibióticos e bochechos com clorexidina 0,12%.
(C) Osteonecrose com infecção e presença de fratura pa-
tológica; ressecção cirúrgica e debridamento da região.
(D) Osteonecrose com infecção e presença de fístula ex-
traoral; debridamento ou curetagem da região e laser 
Nd: YAG para bioestimulação.
(E) Osteonecrose com infecção e presença de osteólise/
sequestros; sequestrectomia.
49. O efeito analgésico mediado pela atuação dos lasers 
(vermelho e infravermelho) tem influência na condução 
do impulso nervoso, sua ação acontece em nervos, neu-
rônios, nociceptores, neurotransmissores, na velocidade 
da condução do impulso nervoso, bem como no potencial 
de ação.
Assinale a alternativa que apresenta um dos mecanis-
mos que explica o efeito analgésico alcançado pela foto-
biomodulação.
(A) Diminuição na produção de ATP, que promove o re-
laxamento muscular.
(B) Hipopolarização de membranas nervosas pela dimi-
nuição da permeabilidade na membrana para Na/K.
(C) Inativação de linfócitos e mastócitos.
(D) Diminuição da quantidade de axônios.
(E) Ação sobre as fibras amielínicas, com efeito sobre 
as fibras C.
14PMOS2403/003-CirDentista-CirTraumaBuco Confidencial até o momento da aplicação.
15 PMOS2403/003-CirDentista-CirTraumaBucoConfidencial até o momento da aplicação.
Confidencial até o momento da aplicação.

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