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Prova Cirurgião-Dentista

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Questões resolvidas

Leia o texto para responder às questões de números 03 a 10.

O viés da palavra câncer: combate ao estigma

Receber um diagnóstico de câncer é uma experiência
que não vem com manual de instruções. É desafiador lidar
com a notícia e, mais ainda, se preparar para o que está por
vir. A própria palavra câncer não é uma palavra que as pes-
soas gostam de pronunciar, porque carrega um estigma e um
peso, decorrentes de décadas de desinformação.

O estigma se reflete em expressões cotidianas. Quem
nunca falou ou ouviu algo como “aquilo ali é um câncer para
o País”? Não vamos menosprezar a doença que é, sim, com-
plexa e pode ser o ponto final para muitas pessoas. Porém,
precisamos ressaltar que os avanços em prevenção e trata-
mento são enormes e tornaram o diagnóstico cada vez mais
promissor. É hora de reduzir a carga negativa que a pala-
vra câncer carrega, pois, além de perpetuar desinformação,
contribui para o isolamento emocional e psicológico de quem
convive ou acompanha alguém nesse processo.

Compreender o câncer e seu significado não é mais so-
bre viver em função da doença, mas tratá-la para viver mais
e melhor. Cada paciente, incluindo crianças e adolescentes
em formação, é um indivíduo com uma história e trajetória
únicas. Essa combinação é o que traz as melhores taxas de
cura e sobrevida.

Tratar o câncer como algo terminal ou como uma guerra
é uma violência silenciosa que abala a autoestima de quem
está em tratamento. Medo e incerteza são naturais, mas,
quando amplificados pelo estigma social, tornam-se fardos
cruéis.

O primeiro passo para mudar essa realidade é dissemi-
nar informações precisas sobre o que significa viver com cân-
cer, destacando que essa não é mais uma condição impla-
cável. Campanhas de conscientização são essenciais, mas
precisamos de uma transformação mais profunda e genuína
no discurso e nas atitudes diárias.
(Victor Piana. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao. Adaptado)
03. Em seu artigo, o autor mostra-se favorável a uma mudan-
ça de comportamento no que tange a
(A) dimensionar corretamente a viabilidade de se usar a
palavra “câncer” com quem é diagnosticado com a
doença, vista como estigma social até hoje.
(B) entender a desesperança causada pela palavra
“câncer” para as pessoas diagnosticadas com essa
doença, pois viverão uma guerra silenciosa marcada
pela dor.
(C) desconstruir preconceitos que giram em torno da
palavra “câncer”, uma vez que a doença perdeu o
estigma de tempos atrás e já tem cura na maioria
dos casos.
(D) diminuir a carga negativa tradicionalmente atribuída
à palavra “câncer” como forma de preservar a auto-
estima das pessoas que convivem com essa doença.
(E) vetar totalmente o emprego da palavra “câncer”, já
que ela, além de comprometer a autoestima das pes-
soas doentes, ainda prejudica a conscientização.

Leia o texto para responder às questões de números 11 a 15.

O desejo mergulha na luz

Chamava-se Desiderio, mas desconfio que não gostava
muito desse nome. Que nem é feio – em italiano, pelo menos,
quer dizer desejo. Eu só soube por acaso que era também
Desiderio, um dia que pedi a meu irmão para levar uns livros a
ele no hospital. A moça da portaria procurou “Fernando”, não
havia nenhum. Procurou então “Severino”, e lá estava: Desi-
derio. Não cheguei a perguntar a ele se não gostava mesmo
do nome tão sonoro. Não soube também se chegou a ler O
apanhador no campo de centeio, que eu mandara naquela
tarde. Eu não soube, não perguntei nem disse uma porção
de coisas. Não comemos os camarões do Tirol com o doutor
Eduardo. Não houve tempo. E a gente não sabia disso.

Só o encontrei há poucos meses, no fim da primavera do
ano passado, por intermédio de Marcos Breda, que só conhe-
ce pessoas do bem, e com quem ele fazia Bailei na curva.
Nos vimos poucas vezes depois.
12. As passagens – Chamava-se Desiderio, mas desconfio
que não gostava muito desse nome. (1o parágrafo) – e –
Então, quando me contaram, suspirei assim “que alívio,
meu Deus, que alívio”. (5o parágrafo) – estão, correta e
respectivamente, interpretadas em:
(A) O narrador expõe um comentário jocoso sobre Desi-
derio em relação ao nome do rapaz. / O narrador iro-
niza a morte de Desiderio, julgando-a conveniente.
(B) O narrador expõe uma hipótese sobre Desiderio não
gostar do próprio nome. / O narrador expressa com-
paixão, sugerindo que o amigo deixara de sofrer.
(C) O narrador expõe uma dúvida sobre a relação que
Desiderio tem com o próprio nome. / O narrador sabe
que a morte de Desiderio seria naquele dia.
(D) O narrador expõe uma crítica do nome de Desiderio,
o qual considera extravagante. / O narrador mostra-
se surpreso e desesperado com a morte do amigo.
(E) O narrador expõe uma concordância com o fato de
Desiderio não apreciar o próprio nome. / O narrador
revela um sentimento ambíguo com a morte do amigo.

Leia o texto para responder às questões de números 11 a 15.

O desejo mergulha na luz

Chamava-se Desiderio, mas desconfio que não gostava
muito desse nome. Que nem é feio – em italiano, pelo menos,
quer dizer desejo. Eu só soube por acaso que era também
Desiderio, um dia que pedi a meu irmão para levar uns livros a
ele no hospital. A moça da portaria procurou “Fernando”, não
havia nenhum. Procurou então “Severino”, e lá estava: Desi-
derio. Não cheguei a perguntar a ele se não gostava mesmo
do nome tão sonoro. Não soube também se chegou a ler O
apanhador no campo de centeio, que eu mandara naquela
tarde. Eu não soube, não perguntei nem disse uma porção
de coisas. Não comemos os camarões do Tirol com o doutor
Eduardo. Não houve tempo. E a gente não sabia disso.

Só o encontrei há poucos meses, no fim da primavera do
ano passado, por intermédio de Marcos Breda, que só conhe-
ce pessoas do bem, e com quem ele fazia Bailei na curva.
Nos vimos poucas vezes depois.
13. Na passagem do 1o parágrafo – Chamava-se Desiderio,
mas desconfio que não gostava muito desse nome. Que
nem é feio... –, os termos destacados são, na ordem,
advérbio e adjetivo, assim como também, correta e res-
pectivamente, os termos destacados em:
(A) ... se não gostava mesmo do nome tão sonoro.
(1o parágrafo); Foi nessa mesma tarde que percebi o
quanto ele estava frágil... (3o parágrafo)
(B) Por trás da fragilidade física escondia-se uma ex-
traordinária força. (3o parágrafo); ... dentro de uma
manhã alucinada de verão. (5o parágrafo)
(C) Eu acabara de voltar de um dos morros aqui perto
de casa. (5o parágrafo); ... qualquer coisa nos olhos,
no passo –, como se fosse cair. (3o parágrafo)
(D) ... embora aparentemente normal e bonito como
sempre. (3º parágrafo); ... quando ele começa nos
devorar feroz, incompreensível. (4º parágrafo)
(E) ... quando ele começa nos devorar feroz, incompre-
sível. (4o parágrafo); Nos últimos tempos, falamos
muito pouco diretamente. (4o parágrafo)

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Questões resolvidas

Leia o texto para responder às questões de números 03 a 10.

O viés da palavra câncer: combate ao estigma

Receber um diagnóstico de câncer é uma experiência
que não vem com manual de instruções. É desafiador lidar
com a notícia e, mais ainda, se preparar para o que está por
vir. A própria palavra câncer não é uma palavra que as pes-
soas gostam de pronunciar, porque carrega um estigma e um
peso, decorrentes de décadas de desinformação.

O estigma se reflete em expressões cotidianas. Quem
nunca falou ou ouviu algo como “aquilo ali é um câncer para
o País”? Não vamos menosprezar a doença que é, sim, com-
plexa e pode ser o ponto final para muitas pessoas. Porém,
precisamos ressaltar que os avanços em prevenção e trata-
mento são enormes e tornaram o diagnóstico cada vez mais
promissor. É hora de reduzir a carga negativa que a pala-
vra câncer carrega, pois, além de perpetuar desinformação,
contribui para o isolamento emocional e psicológico de quem
convive ou acompanha alguém nesse processo.

Compreender o câncer e seu significado não é mais so-
bre viver em função da doença, mas tratá-la para viver mais
e melhor. Cada paciente, incluindo crianças e adolescentes
em formação, é um indivíduo com uma história e trajetória
únicas. Essa combinação é o que traz as melhores taxas de
cura e sobrevida.

Tratar o câncer como algo terminal ou como uma guerra
é uma violência silenciosa que abala a autoestima de quem
está em tratamento. Medo e incerteza são naturais, mas,
quando amplificados pelo estigma social, tornam-se fardos
cruéis.

O primeiro passo para mudar essa realidade é dissemi-
nar informações precisas sobre o que significa viver com cân-
cer, destacando que essa não é mais uma condição impla-
cável. Campanhas de conscientização são essenciais, mas
precisamos de uma transformação mais profunda e genuína
no discurso e nas atitudes diárias.
(Victor Piana. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao. Adaptado)
03. Em seu artigo, o autor mostra-se favorável a uma mudan-
ça de comportamento no que tange a
(A) dimensionar corretamente a viabilidade de se usar a
palavra “câncer” com quem é diagnosticado com a
doença, vista como estigma social até hoje.
(B) entender a desesperança causada pela palavra
“câncer” para as pessoas diagnosticadas com essa
doença, pois viverão uma guerra silenciosa marcada
pela dor.
(C) desconstruir preconceitos que giram em torno da
palavra “câncer”, uma vez que a doença perdeu o
estigma de tempos atrás e já tem cura na maioria
dos casos.
(D) diminuir a carga negativa tradicionalmente atribuída
à palavra “câncer” como forma de preservar a auto-
estima das pessoas que convivem com essa doença.
(E) vetar totalmente o emprego da palavra “câncer”, já
que ela, além de comprometer a autoestima das pes-
soas doentes, ainda prejudica a conscientização.

Leia o texto para responder às questões de números 11 a 15.

O desejo mergulha na luz

Chamava-se Desiderio, mas desconfio que não gostava
muito desse nome. Que nem é feio – em italiano, pelo menos,
quer dizer desejo. Eu só soube por acaso que era também
Desiderio, um dia que pedi a meu irmão para levar uns livros a
ele no hospital. A moça da portaria procurou “Fernando”, não
havia nenhum. Procurou então “Severino”, e lá estava: Desi-
derio. Não cheguei a perguntar a ele se não gostava mesmo
do nome tão sonoro. Não soube também se chegou a ler O
apanhador no campo de centeio, que eu mandara naquela
tarde. Eu não soube, não perguntei nem disse uma porção
de coisas. Não comemos os camarões do Tirol com o doutor
Eduardo. Não houve tempo. E a gente não sabia disso.

Só o encontrei há poucos meses, no fim da primavera do
ano passado, por intermédio de Marcos Breda, que só conhe-
ce pessoas do bem, e com quem ele fazia Bailei na curva.
Nos vimos poucas vezes depois.
12. As passagens – Chamava-se Desiderio, mas desconfio
que não gostava muito desse nome. (1o parágrafo) – e –
Então, quando me contaram, suspirei assim “que alívio,
meu Deus, que alívio”. (5o parágrafo) – estão, correta e
respectivamente, interpretadas em:
(A) O narrador expõe um comentário jocoso sobre Desi-
derio em relação ao nome do rapaz. / O narrador iro-
niza a morte de Desiderio, julgando-a conveniente.
(B) O narrador expõe uma hipótese sobre Desiderio não
gostar do próprio nome. / O narrador expressa com-
paixão, sugerindo que o amigo deixara de sofrer.
(C) O narrador expõe uma dúvida sobre a relação que
Desiderio tem com o próprio nome. / O narrador sabe
que a morte de Desiderio seria naquele dia.
(D) O narrador expõe uma crítica do nome de Desiderio,
o qual considera extravagante. / O narrador mostra-
se surpreso e desesperado com a morte do amigo.
(E) O narrador expõe uma concordância com o fato de
Desiderio não apreciar o próprio nome. / O narrador
revela um sentimento ambíguo com a morte do amigo.

Leia o texto para responder às questões de números 11 a 15.

O desejo mergulha na luz

Chamava-se Desiderio, mas desconfio que não gostava
muito desse nome. Que nem é feio – em italiano, pelo menos,
quer dizer desejo. Eu só soube por acaso que era também
Desiderio, um dia que pedi a meu irmão para levar uns livros a
ele no hospital. A moça da portaria procurou “Fernando”, não
havia nenhum. Procurou então “Severino”, e lá estava: Desi-
derio. Não cheguei a perguntar a ele se não gostava mesmo
do nome tão sonoro. Não soube também se chegou a ler O
apanhador no campo de centeio, que eu mandara naquela
tarde. Eu não soube, não perguntei nem disse uma porção
de coisas. Não comemos os camarões do Tirol com o doutor
Eduardo. Não houve tempo. E a gente não sabia disso.

Só o encontrei há poucos meses, no fim da primavera do
ano passado, por intermédio de Marcos Breda, que só conhe-
ce pessoas do bem, e com quem ele fazia Bailei na curva.
Nos vimos poucas vezes depois.
13. Na passagem do 1o parágrafo – Chamava-se Desiderio,
mas desconfio que não gostava muito desse nome. Que
nem é feio... –, os termos destacados são, na ordem,
advérbio e adjetivo, assim como também, correta e res-
pectivamente, os termos destacados em:
(A) ... se não gostava mesmo do nome tão sonoro.
(1o parágrafo); Foi nessa mesma tarde que percebi o
quanto ele estava frágil... (3o parágrafo)
(B) Por trás da fragilidade física escondia-se uma ex-
traordinária força. (3o parágrafo); ... dentro de uma
manhã alucinada de verão. (5o parágrafo)
(C) Eu acabara de voltar de um dos morros aqui perto
de casa. (5o parágrafo); ... qualquer coisa nos olhos,
no passo –, como se fosse cair. (3o parágrafo)
(D) ... embora aparentemente normal e bonito como
sempre. (3º parágrafo); ... quando ele começa nos
devorar feroz, incompreensível. (4º parágrafo)
(E) ... quando ele começa nos devorar feroz, incompre-
sível. (4o parágrafo); Nos últimos tempos, falamos
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Confidencial até o momento da aplicação.
Processo seletivo
004. Prova objetiva
cirUrGiÃo-DeNtistA – DeNtÍsticA
� você recebeu sua folha de respostas e este caderno contendo 50 questões objetivas.
�   Confira seus dados impressos na capa deste caderno e na folha de respostas.
�   Quando for permitido abrir o caderno, verifique se está completo ou se apresenta  imperfeições. Caso haja algum 
problema, informe ao fiscal da sala para a devida substituição desse caderno.
�   Leia cuidadosamente todas as questões e escolha a resposta que você considera correta.
�   Marque, na folha de respostas, com caneta de tinta preta, a letra correspondente à alternativa que você escolheu.
�   A duração da prova é de 3 horas, já incluído o tempo para o preenchimento da folha de respostas.
�   Só será permitida a saída definitiva da sala e do prédio após transcorridas 2 horas do início da prova.
�   Deverão permanecer em cada uma das salas de prova os 3 últimos candidatos, até que o último deles entregue sua 
prova, assinando termo respectivo.
�   Ao sair, você entregará ao fiscal a folha de respostas e este caderno.
�   Até que você saia do prédio, todas as proibições e orientações continuam válidas.
aguarde a ordem do fiscal Para abrir este caderno.
Nome do candidato
Prédio sala carteiraInscriçãorG
Confidencial até o momento da aplicação.
3 PMOS2403/004-CirDentista-DentísticaConfidencial até o momento da aplicação.
conHecimentos gerais
Língua Portuguesa
Leia a tira para responder às questões de números 01 e 02.
(Cartunista Fernando Gonzales. Disponível em: 
https://www.instagram.com/niquelnausea.)
01. De acordo com as informações do 1o quadro da tira, os 
vírus são
(A) prejudiciais.
(B) presunçosos.
(C) atenciosos.
(D) corajosos.
(E) imprevisíveis.
02. De acordo com a norma-padrão e o sentido das informa-
ções, a frase do 2o quadro admite a seguinte reescrita:
(A) À fim de chegar a novos espaços, lançam-se os vírus 
ao espaço.
(B) Se lançam ao espaço os vírus, a procura de novos 
lugares.
(C) Os vírus lançam-se ao espaço a buscarem novos 
lugares.
(D) Ao espaço se lançam os vírus, à buscar novos 
lugares.
(E) Lançam-se os vírus ao espaço para chegarem à no-
vos lugares.
Leia o texto para responder às questões de números 03 a 10.
O viés da palavra câncer: combate ao estigma
Receber um diagnóstico de câncer é uma experiência 
que não vem com manual de instruções. É desafiador lidar 
com a notícia e, mais ainda, se preparar para o que está por 
vir. A própria palavra câncer não é uma palavra que as pes-
soas gostam de pronunciar, porque carrega um estigma e um 
peso, decorrentes de décadas de desinformação.
O estigma se reflete em expressões cotidianas. Quem 
nunca falou ou ouviu algo como “aquilo ali é um câncer para 
o País”? Não vamos menosprezar a doença que é, sim, com-
plexa e pode ser o ponto final para muitas pessoas. Porém, 
precisamos ressaltar que os avanços em prevenção e trata-
mento são enormes e tornaram o diagnóstico cada vez mais 
promissor. É hora de reduzir a carga negativa que a pala-
vra câncer carrega, pois, além de perpetuar desinformação, 
contribui para o isolamento emocional e psicológico de quem 
convive ou acompanha alguém nesse processo.
Compreender o câncer e seu significado não é mais so-
bre viver em função da doença, mas tratá-la para viver mais 
e melhor. Cada paciente, incluindo crianças e adolescentes 
em formação, é um indivíduo com uma história e trajetória 
únicas. Essa combinação é o que traz as melhores taxas de 
cura e sobrevida.
Tratar o câncer como algo terminal ou como uma guerra 
é uma violência silenciosa que abala a autoestima de quem 
está em tratamento. Medo e incerteza são naturais, mas, 
quando amplificados pelo estigma social, tornam-se fardos 
cruéis.
O primeiro passo para mudar essa realidade é dissemi-
nar informações precisas sobre o que significa viver com cân-
cer, destacando que essa não é mais uma condição impla-
cável. Campanhas de conscientização são essenciais, mas 
precisamos de uma transformação mais profunda e genuína 
no discurso e nas atitudes diárias.
(Victor Piana. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao. Adaptado)
03. Em seu artigo, o autor mostra-se favorável a uma mudan-
ça de comportamento no que tange a
(A) dimensionar corretamente a viabilidade de se usar a 
palavra “câncer” com quem é diagnosticado com a 
doença, vista como estigma social até hoje.
(B) entender a desesperança causada pela palavra 
“câncer” para as pessoas diagnosticadas com essa 
doença, pois viverão uma guerra silenciosa marcada 
pela dor.
(C) desconstruir preconceitos que giram em torno da 
palavra “câncer”, uma vez que a doença perdeu o 
estigma de tempos atrás e já tem cura na maioria 
dos casos.
(D) diminuir a carga negativa tradicionalmente atribuída 
à palavra “câncer” como forma de preservar a auto-
estima das pessoas que convivem com essa doença.
(E) vetar totalmente o emprego da palavra “câncer”, já 
que ela, além de comprometer a autoestima das pes-
soas doentes, ainda prejudica a conscientização.
4PMOS2403/004-CirDentista-Dentística Confidencial até o momento da aplicação.
07. O termo destacado é um pronome que exprime sentido 
demonstrativo em:
(A) É desafiador lidar com a notícia e, mais ainda, se 
preparar para o que está por vir. (1o parágrafo)
(B) A própria palavra câncer não é uma palavra que as 
pessoas gostam de pronunciar... (1o parágrafo)
(C) Quem nunca falou ou ouviu algo como “aquilo ali é 
um câncer para o País”? (2o parágrafo)
(D) ... o isolamento emocional e psicológico de quem 
convive ou acompanha alguém nesse processo. 
(2o parágrafo)
(E) Tratar o câncer como algo terminal ou como uma 
guerra é uma violência silenciosa... (4o parágrafo)
08. Assinale a alternativa em que a regência atende à norma-
-padrão.
(A) Câncer é uma palavra que as pessoas não se agra-
dam, porque carrega um estigma e um peso.
(B) Câncer é uma palavra que as pessoas não têm afini-
dade, porque carrega um estigma e um peso.
(C) Câncer é uma palavra que as pessoas não pronun-
ciam, porque carrega um estigma e um peso.
(D) Câncer é uma palavra que as pessoas não dão ênfa-
se, porque carrega um estigma e um peso.
(E) Câncer é uma palavra que as pessoas não mostram 
simpatia, porque carrega um estigma e um peso.
09. A concordância verbal e a concordância nominal estão de 
acordo com a norma-padrão em:
(A) É natural que existam o medo e a incerteza, mas há 
bastante influência do estigma social, tornando-os 
fardos cruéis.
(B) A história do paciente e a sua trajetória constitui uma 
combinação que traz as melhores taxas de cura e 
sobrevida.
(C) O estigma e o peso da palavra câncer fazem com que 
bastante pessoas evitem a utilização desse termo.
(D) Atualmente, a medicina dispõem de recursos para 
diagnósticos cada vez mais promissor em relação 
ao câncer.
(E) Para mudar a realidade, devem ser disseminado 
informações precisas sobre o que significa viver 
com câncer.
04. A informação destacada cujo sentido é de causa em rela-
ção à informação que a precede na passagem do texto é:
(A) Receber um diagnóstico de câncer é uma experi-
ência que não vem com manual de instruções. 
(1o parágrafo)
(B) A própria palavra câncer [...] carrega um estigma e 
um peso, decorrentes de décadas de desinforma-
ção. (1o parágrafo)
(C) ... os avanços em prevenção e tratamento são enor-
mes e tornaram o diagnóstico cada vez mais pro-
missor. (2o parágrafo)
(D) Essa combinação é o que traz as melhores taxas 
de cura e sobrevida. (3o parágrafo)
(E) Tratar o câncer como algo terminal ou como uma 
guerra é uma violência silenciosa... (4o parágrafo)
05. A expressão destacada está empregada em sentido pró-
prio em:
(A) Quem nunca falou ou ouviu algo como “aquilo ali é 
um câncer para o País”? (2o parágrafo)
(B) Não vamos menosprezar a doença que é, sim, com-
plexa e pode ser o ponto final para muitas pessoas. 
(2o parágrafo)
(C) Medo e incerteza são naturais, mas, quando amplifi-
cados pelo estigma social, tornam-sefardos cruéis. 
(4o parágrafo)
(D) O primeiro passo para mudar essa realidade é dis-
seminar informações precisas... (5o parágrafo)
(E) Campanhas de conscientização são essenciais, 
mas precisamos de uma transformação mais profun-
da... (5o parágrafo)
06. Considere as passagens:
•   Não vamos menosprezar a doença... (2o parágrafo)
•   ... além de perpetuar desinformação... (2o parágrafo)
•   ...  essa  não  é  mais  uma  condição  implacável. 
(5o parágrafo)
Os termos destacados significam, correta e 
respectivamente:
(A) relativizar a importância; disseminar ao longo do 
tempo; mutável.
(B) ter em pouca conta; fazer durar por longo tempo; 
inexorável.
(C) reforçar a relevância; espalhar por um período de 
tempo; inflexível.
(D) diminuir o mérito; dar atenção por determinado tem-
po; apaziguável.
(E) desvalorizar o impacto; reproduzir por breve tempo; 
infindável.
5 PMOS2403/004-CirDentista-DentísticaConfidencial até o momento da aplicação.
11. As informações do texto permitem concluir corretamente 
que o narrador e Desiderio não comeram os camarões 
do Tirol porque
(A) aquele preferiu ser deixado a sós com seu próprio 
corpo.
(B) ambos estavam fragilizados fisicamente no inverno.
(C) este faleceu antes que pudessem saborear a iguaria.
(D) ambos partiram em uma gélida manhã de inverno.
(E) este evitava contatos diretos com o novo amigo.
12. As passagens – Chamava-se Desiderio, mas desconfio 
que não gostava muito desse nome. (1o parágrafo) – e – 
Então, quando me contaram, suspirei assim “que alívio, 
meu Deus, que alívio”. (5o parágrafo) – estão, correta e 
respectivamente, interpretadas em:
(A) O narrador expõe um comentário jocoso sobre Desi-
derio em relação ao nome do rapaz. / O narrador iro-
niza a morte de Desiderio, julgando-a conveniente.
(B) O narrador expõe uma hipótese sobre Desiderio não 
gostar do próprio nome. / O narrador expressa com-
paixão, sugerindo que o amigo deixara de sofrer.
(C) O narrador expõe uma dúvida sobre a relação que 
Desiderio tem com o próprio nome. / O narrador sabe 
que a morte de Desiderio seria naquele dia.
(D) O narrador expõe uma crítica do nome de Desiderio, 
o qual considera extravagante. / O narrador mostra-
-se surpreso e desesperado com a morte do amigo.
(E) O narrador expõe uma concordância com o fato de 
Desiderio não apreciar o próprio nome. / O narrador 
revela um sentimento ambíguo com a morte do amigo.
13. Na passagem do 1o parágrafo – Chamava-se Desiderio, 
mas desconfio que não gostava muito desse nome. Que 
nem é feio... –, os termos destacados são, na ordem, 
advérbio e adjetivo, assim como também, correta e res-
pectivamente, os termos destacados em:
(A) ... se não gostava mesmo do nome tão sonoro. 
(1o parágrafo); Foi nessa mesma tarde que percebi o 
quanto ele estava frágil... (3o parágrafo)
(B) Por trás da fragilidade física escondia-se uma ex-
traordinária força. (3o parágrafo); ... dentro de uma 
manhã alucinada de verão. (5o parágrafo)
(C) Eu acabara de voltar de um dos morros aqui perto 
de casa. (5o parágrafo); ... qualquer coisa nos olhos, 
no passo –, como se fosse cair. (3o parágrafo)
(D) ... embora aparentemente normal e bonito como 
sempre. (3º parágrafo); ... quando ele começa nos 
devorar feroz, incompreensível. (4º parágrafo)
(E) ... quando ele começa nos devorar feroz, incompre-
ensível. (4o parágrafo); Nos últimos tempos, falamos 
muito pouco diretamente. (4o parágrafo)
10. Durante décadas de desinformação, as pessoas se 
 do estigma e do peso da doença, evitando 
proferir o nome dela. Ninguém nessa situ-
ação, porque acreditavam que, se silencia-
do, poderiam evitar uma má notícia.
De acordo com a norma-padrão, as lacunas do enuncia-
do devem ser preenchidas, respectivamente, com:
(A) precaveram … interviu … mantivessem-no
(B) precaviam … intervinha … mantivessem-o
(C) precaveriam … interveio … mantivessem-lhe
(D) precaviam … interviu … lhe mantivessem
(E) precaveram … intervinha … o mantivessem
Leia o texto para responder às questões de números 11 a 15.
O desejo mergulha na luz
Chamava-se Desiderio, mas desconfio que não gostava 
muito desse nome. Que nem é feio – em italiano, pelo menos, 
quer dizer desejo. Eu só soube por acaso que era também 
Desiderio, um dia que pedi a meu irmão para levar uns livros a 
ele no hospital. A moça da portaria procurou “Fernando”, não 
havia nenhum. Procurou então “Severino”, e lá estava: Desi-
derio. Não cheguei a perguntar a ele se não gostava mesmo 
do nome tão sonoro. Não soube também se chegou a ler O 
apanhador no campo de centeio, que eu mandara naquela 
tarde. Eu não soube, não perguntei nem disse uma porção 
de coisas. Não comemos os camarões do Tirol com o doutor 
Eduardo. Não houve tempo. E a gente não sabia disso.
Só o encontrei há poucos meses, no fim da primavera do 
ano passado, por intermédio de Marcos Breda, que só conhe-
ce pessoas do bem, e com quem ele fazia Bailei na curva. 
Nos vimos poucas vezes depois.
Foi nessa mesma tarde que percebi o quanto ele estava 
frágil, embora aparentemente normal e bonito como sempre. 
Mas parecia vacilar às vezes – só parecia, qualquer coisa nos 
olhos, no passo –, como se fosse cair. Não caía. Por trás da 
fragilidade física escondia-se uma extraordinária força.
Nos últimos tempos, falamos muito pouco diretamente. 
Eu mandava recados, pedia notícias a um, a outro. As notí-
cias eram cada vez piores, e aprendi por experiência própria 
que muitas vezes a gente prefere ser deixado a sós com o 
enigma do próprio corpo, quando ele começa nos devorar 
feroz, incompreensível.
Soube de sua partida numa manhã gelada de inverno. 
Eu acabara de voltar de um dos morros aqui perto de casa. 
Então, quando me contaram, suspirei assim “que alívio, meu 
Deus, que alívio”. Depois conversei com ele pedindo que fi-
zesse boa viagem e não se preocupasse, que nós vamos 
tentar continuar cuidando de nós mesmos, que não olhasse 
para trás e mergulhasse na luz assim como quem se joga do 
alto do trampolim numa imensa piscina azul dentro de uma 
manhã alucinada de verão.
(Caio Fernando Abreu. Pequenas epifanias, 2014. Adaptado)
6PMOS2403/004-CirDentista-Dentística Confidencial até o momento da aplicação.
PoLítica de saúde
16. A Constituição Federal estabelece que o atendimento 
prestado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) deve ser 
realizado com uma abordagem
(A) integral, com prioridade para as atividades assis-
tenciais.
(B) integral, com prioridade para as atividades preven-
tivas.
(C) integral, sem distinção de prioridade entre atividades 
preventivas e assistenciais.
(D) parcial, com prioridade para as atividades assisten-
ciais.
(E) parcial, com prioridade para as atividades preven-
tivas.
17. A prática rotineira de exames clínicos ou subsidiários em 
pessoas assintomáticas, visando ao diagnóstico precoce 
presuntivo de doenças,
(A) é denominada de rastreamento e deve ser feita de 
forma seletiva e cuidadosa.
(B) deve, idealmente, ser feita por meio de check ups 
extensos e periódicos.
(C) não deve ser adotada nos serviços públicos de saúde 
da atenção básica.
(D) deve ser restrita às doenças crônico-degenerativas.
(E) é terminantemente contraindicada pelo custo desne-
cessário e risco de resultados falso-positivos.
18. Durante uma reunião da equipe multidisciplinar de saú-
de da Unidade Básica de Saúde (UBS), um membro da 
equipe relata que alguns moradores da região apresen-
tam condições de saúde que podem impactar a saúde 
bucal. Considerando os preceitos que definem as atribui-
ções dos profissionais da atenção básica, a conduta mais 
adequada por parte do cirurgião-dentista seria
(A) acompanhar o estado de saúde bucal dos pacientes 
com essas condições, realizando ações preventivas 
e de suporte, sem a necessidade do envolvimento 
direto de outros membros da equipe.
(B) focar nos atendimentos clínicos individuais para esses 
pacientes, planejando visitas domiciliares esporádicas 
quando houver urgências odontológicas.
(C) reunir-se periodicamente com a equipepara discutir 
os casos dos pacientes com essas condições, esta-
belecendo metas de acompanhamento e ações de 
promoção de saúde bucal no território.
(D) delegar o acompanhamento desses pacientes exclusi-
vamente ao técnico em saúde bucal (TSB) e ao auxi-
liar em saúde bucal (ASB), priorizando seu tempo para 
consultas de maior complexidade clínica.
(E) orientar esses pacientes a buscarem atendimento 
especializado em saúde bucal fora da UBS, pois 
necessitam de cuidados complexos não disponíveis 
na atenção básica.
14. Considere as passagens:
•   Foi nessa mesma tarde que percebi o quanto ele esta-
va frágil, embora aparentemente normal e bonito como 
sempre. (3o parágrafo)
•   Depois conversei com ele pedindo que fizesse boa via-
gem e não se preocupasse, que nós vamos tentar con-
tinuar cuidando de nós mesmos... (5o parágrafo)
No contexto em que estão empregados, os termos desta-
cados podem ser substituídos, correta e respectivamen-
te, por:
(A) tanto que; portanto.
(B) conforme; mas.
(C) pois; porque.
(D) porém; ao passo que.
(E) ainda que; pois.
15. A pontuação atende à norma-padrão em:
(A) Foi Marcos Breda que me apresentou, Desiderio, no 
fim da primavera do ano passado; depois, eu e ele 
nos vimos poucas vezes.
(B) A moça da portaria procurou “Fernando”, não havia 
nenhum, “Desiderio”; ela então, procurou “Severino”, 
e lá estava: Desiderio.
(C) Desiderio estava aparentemente normal e bonito 
como sempre; mas ele às vezes, parecia vacilar, 
como se fosse cair, e não caía.
(D) Desconfio que Desiderio não gostava muito do pró-
prio nome; eu, porém, não cheguei a perguntar a ele 
se não gostava mesmo.
(E) Eu e Desiderio, falamos muito pouco diretamente: eu 
mandava recados, e pedia notícias a um, e a outro; 
elas, porém, eram cada vez piores.
7 PMOS2403/004-CirDentista-DentísticaConfidencial até o momento da aplicação.
22. No contexto da redemocratização brasileira, um evento 
crucial para a consolidação da Reforma Sanitária e para 
a criação do SUS foi
(A) a Conferência de Estocolmo sobre Saúde e Meio 
Ambiente.
(B) a 8a Conferência Nacional de Saúde, em Brasília.
(C) o Congresso Internacional sobre Saúde e Direitos 
Humanos, realizado em Viena.
(D) a Convenção sobre os Direitos Sociais e Saúde 
Pública, no Rio de Janeiro.
(E) a criação da Organização Mundial da Saúde e o 
fortalecimento de diretrizes globais para saúde.
23. O Índice CPOD é um indicador amplamente utilizado 
para avaliar a saúde bucal de uma população. É correto 
afirmar que ele
(A) é utilizado para avaliar a condição de saúde bucal 
em diferentes faixas etárias, como adolescentes e 
adultos, permitindo identificar grupos de risco.
(B) oferece uma análise sobre a distribuição de dentes 
cariados, perdidos e obturados, mas sua aplicação 
está mais restrita a crianças em idade pré-escolar.
(C) apresenta limitações na avaliação da efetividade de 
programas preventivos de cárie devido à sua estru-
tura de classificação.
(D) é aplicado exclusivamente a dentes decíduos, ser-
vindo como um parâmetro para a prevenção de 
cáries na infância.
(E) classifica níveis de comprometimento periodontal em 
uma população, contribuindo para o entendimento 
da gravidade da doença.
24. A Política de Consultórios na Rua é uma iniciativa do SUS 
que visa oferecer atenção integral à saúde para pessoas 
em situação de rua. Segundo as diretrizes de organiza-
ção e funcionamento das Equipes de Consultório de Rua, 
elas poderão ser compostas, dentre outros, pelos seguin-
tes profissionais de saúde:
(A) enfermeiro e fisioterapeuta.
(B) dentista e assistente social.
(C) agente social e fonoaudiólogo.
(D) técnico de enfermagem e técnico em saúde bucal.
(E) dentista e médico.
19. Trabalhador comparece à unidade de saúde relatando 
que sofreu queda quando chegava à empresa para ini-
ciar sua jornada de trabalho. Queixa-se de que quebrou 
alguns dentes. Passa por atendimento no serviço de 
odontologia e recebe os cuidados assistenciais neces-
sários. Com relação à notificação desse caso no Siste-
ma de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), a 
conduta correta por parte do cirurgião-dentista é
(A) não notificar, pois não se trata de acidente de tra-
balho típico.
(B) não notificar, pois não há provas de que a história 
relatada seja de fato verdadeira.
(C) não notificar, pois somente os acidentes de trabalho 
graves ou fatais são de notificação compulsória.
(D) não notificar, pois a obrigatoriedade da notificação só 
se coloca para os profissionais médicos.
(E) obrigatoriamente notificar como acidente de trabalho 
no prazo de até 24 horas.
20. Os níveis de prevenção são as intervenções que podem 
ser realizadas em cada etapa da história natural da doen-
ça, com o objetivo de interromper ou retardar seu progres-
so. Um exemplo de prevenção terciária em saúde bucal é:
(A) aplicação de flúor em escolas para prevenção de 
cáries em crianças.
(B) implementação de programas comunitários de edu-
cação para redução de doenças periodontais.
(C) acompanhamento regular para evitar tratamentos 
odontológicos desnecessários em pacientes idosos 
com condições bucais estáveis.
(D) restauração de dentes com lesões cavitadas para 
evitar progressão da cárie e suas complicações.
(E) confecção de próteses dentárias para restaurar fun-
ção mastigatória em pacientes com perda dentária.
21. Em um ensaio clínico randomizado, realizado para avaliar a 
eficácia de um novo enxaguante bucal na redução da gen-
givite, foram recrutados 200 participantes, divididos aleato-
riamente em dois grupos: grupo intervenção (que utilizou 
o enxaguante) e grupo controle (que utilizou um placebo). 
Após seis meses, os resultados de redução da gengivite 
foram comparados entre os dois grupos. Com base nessa 
informação, assinale a alternativa que descreve correta-
mente uma característica essencial desse tipo de estudo.
(A) Em ensaios clínicos, a comparação entre os grupos 
é um aspecto secundário, sendo mais importante 
monitorar diretamente os efeitos do tratamento no 
grupo que recebe a intervenção.
(B) Ensaios clínicos podem envolver um grupo controle, 
embora, em alguns casos, prefira-se evitar placebo, 
especialmente para intervenções em saúde bucal.
(C) Um ensaio clínico geralmente envolve uma análise 
retrospectiva dos dados dos participantes, avaliando 
os efeitos da intervenção com base em informações 
anteriores.
(D) A randomização contribui para minimizar vieses 
e ntre os grupos, o que auxilia na avaliação dos efei-
tos do tratamento como fator diferencial.
(E) Ensaios clínicos focam principalmente na resposta 
ao tratamento nos indivíduos do grupo intervenção, 
enquanto o grupo controle serve para medir varia-
ções naturais dos desfechos.
8PMOS2403/004-CirDentista-Dentística Confidencial até o momento da aplicação.
conHecimentos esPecÍficos
26. Considerando a nomenclatura adequada quanto à com-
plexidade, as cavidades podem ser denominadas como:
(A) Simples: a quantidade de faces envolvidas no dente 
preparado é igual a dois.
(B) Compostas: a quantidade de faces envolvidas no 
dente preparado se mantém ou ultrapassa três.
(C) Complexas: a quantidade de faces envolvidas no 
preparo não é superior a duas.
(D) Compostas: só existe uma face envolvida no preparo.
(E) Complexas: a quantidade de faces envolvidas no 
dente preparado se mantém ou ultrapassa três.
27. Segundo Black, ângulos diedros são formados pela união 
de duas paredes e podem ser do primeiro, segundo ou 
terceiro grupo, de acordo com a constituição dessas 
paredes. Uma exceção às regras de nomenclatura dos 
ângulos diedros e triedros encontra-se nas cavidades de 
Classe III, nas quais a junção das paredes constituintes 
forma os ângulos diedros e triedros incisais, não receben-
do, portanto, a denominação das paredes que o formam.
Com base nessa nomenclatura geral dos ângulos diedros 
do preparo cavitário, assinale a alternativa correta sobre 
os grupos e respectivas paredes envolvidas.
(A) Primeiro grupo: os ângulos são formados pela união 
de umaparede circundante com uma parede de fun-
do da cavidade. Ex: linguopulpar; gengivoaxial.
(B) Segundo grupo: os ângulos são formados pela jun-
ção de paredes circundantes. Ex: gengivolingual; 
vestibulogengival.
(C) Segundo grupo: os ângulos são formados pela união 
das paredes de fundo da cavidade. Ex: axiopulpar e 
axioaxial.
(D) Terceiro grupo: os ângulos são formados pela união 
das paredes de fundo da cavidade. Ex: axiopulpar e 
axioaxial.
(E) Terceiro grupo: os ângulos são formados pela junção 
de paredes circundantes. Ex: gengivolingual; vesti-
bulogengival.
28. Segundo a classificação artificial de Black (cavidades 
reunidas em classes que requerem a mesma técnica de 
instrumentação e restauração), cavidades em regiões de 
má coalescência de esmalte, cicatrículas e fissuras, na 
face oclusal de pré-molares e molares, nos 2/3 oclusais 
da face vestibular dos molares inferiores e na face lingual 
dos incisivos ou 2/3 da face palatina dos molares superio-
res são cavidades consideradas de
(A) Classe I.
(B) Classe II.
(C) Classe III.
(D) Classe IV.
(E) Classe V.
25. O edentulismo é um problema de saúde pública multi-
fatorial, que impacta negativamente a qualidade de vida 
e é influenciado por questões sociais, econômicas e de 
acesso à saúde. É correto afirmar que
(A) as políticas de saúde pública voltadas ao seu com-
bate devem focar prioritariamente na reabilitação 
protética, já que essa intervenção resolve a questão 
da funcionalidade mastigatória.
(B) sua prevalência tem diminuído principalmente em 
razão de avanços nas técnicas de reabilitação odon-
tológica, que agora estão mais acessíveis a toda a 
população.
(C) a promoção da saúde bucal e a educação preven-
tiva, especialmente em populações de maior vulne-
rabilidade socioeconômica, são fundamentais para 
reduzir a sua prevalência a longo prazo.
(D) seu impacto na saúde pública é limitado, pois sua 
principal consequência é estética, e não apresenta 
repercussões significativas na saúde geral dos indi-
víduos.
(E) a ausência de estratégias de atenção integral ao 
edentulismo tem baixo impacto na saúde pública, 
considerando que as demandas por serviços de rea-
bilitação dentária são atendidas em sua maioria pelo 
setor privado.
9 PMOS2403/004-CirDentista-DentísticaConfidencial até o momento da aplicação.
32. O cimento de ionômero de vidro pode ser utilizado como 
um material restaurador temporário. Considerando as 
características do CIV convencional e de sua manipula-
ção, assinale a alternativa correta.
(A) O pó e o líquido devem ser dispensados na placa 
previamente ao momento da mistura; não há risco de 
evaporação da água contida no componente líquido 
que leve ao aumento da relação ácido/água e à inter-
ferência nas propriedades da mistura.
(B) O brilho superficial é uma indicação de que o ácido 
reagiu excessivamente com o vidro, e não há mais 
ácido suficiente disponível na superfície para promo-
ver a adesão ao dente.
(C) Ionômeros de vidro aderem à estrutura dental por 
meio da quelação dos grupos carboxílicos dos áci-
dos poliacrílicos com o cálcio na apatita do esmalte 
e da dentina.
(D) A adição de menos pó resulta em menor tempo de 
trabalho e presa, podendo diminuir a adesividade e a 
translucidez do material.
(E) A adição de mais pó resulta em mistura mais fluida, 
mais solúvel e com menor resistência à abrasão.
33. Dependendo do caso clínico e da profundidade da cárie 
dentária, deve-se lançar mão de diferentes recursos tera-
pêuticos para proteger o complexo dentinopulpar.
Assinale a alternativa que apresenta apenas materiais 
indicados como protetores em caso de exposição pulpar.
(A) Cimento de hidróxido de cálcio e cimento MTA (agre-
gado de trióxido mineral).
(B) Cimento de ionômero de vidro e cimento de óxido de 
zinco e eugenol.
(C) Cimento de ionômero de vidro e MTA.
(D) Cimento de óxido de zinco e eugenol e cimento de 
fosfato de zinco.
(E) Cimento de óxido de zinco e eugenol e cimento de 
hidróxido de cálcio.
29. Uma série de instrumentos são utilizados para a confec-
ção de restaurações. O instrumento de Frahm é um
(A) brunidor.
(B) condensador.
(C) esculpidor de amálgama.
(D) aplicador de hidróxido de cálcio.
(E) porta-amálgama.
30. Assinale a alternativa que cita uma limitação com relação 
ao uso do isolamento absoluto do campo operatório.
(A) A não promoção de um campo limpo e seco, isolado 
de saliva, sangue e fluidos bucais, pelo fato de ser 
realizado apenas com roletes de algodão e sugador.
(B) A dificuldade de utilização em dentes expulsivos, mal 
posicionados, semierupcionados ou amplamente 
destruídos.
(C) A dificuldade de inserção do fio retrator gengival, eta-
pa mandatória, componente do isolamento absoluto.
(D) A manipulação da godiva, que deve ser aquecida pró-
ximo à chama de uma lamparina, a fim de que possa 
ser utilizada para estabilizar os grampos e o lençol 
de borracha, como passo mandatório para todos os 
casos de isolamento absoluto.
(E) A incapacidade de prevenção de acidentes como 
aspiração ou deglutição de instrumentos ou mate-
riais utilizados. 
31. No isolamento absoluto, os grampos têm a função de 
manter a estabilização do lençol de borracha no den-
te e afastar os tecidos gengivais. Assinale a alternativa 
que apresenta a correta correlação entre numeração de 
grampo e sua indicação de uso.
(A) 212: colocados em dentes molares.
(B) 201 a 205: colocados em dentes molares.
(C) 210 e 211: colocados em dentes pré-molares.
(D) 206 a 209: colocados em dentes incisivos supe-
riores.
(E) W8A: colocados em dentes incisivos inferiores.
10PMOS2403/004-CirDentista-Dentística Confidencial até o momento da aplicação.
36. As lesões cervicais não cariosas são caracterizadas pela 
perda de tecido dental duro na região próxima à junção 
cemento-esmalte e, ao promover a exposição de denti-
na, podem desenvolver sensibilidade dolorosa. O conhe-
cimento da etiologia dessas lesões é importante para 
prevenir o desenvolvimento de novas lesões, interromper 
a progressão de lesões já existentes e determinar o tra-
tamento apropriado.
Assinale a alternativa que apresenta característica rela-
cionada à lesão cervical por erosão.
(A) Caracteriza-se pela perda de estrutura dentária por 
um processo mecânico repetitivo que envolve obje-
tos, como por excessiva força durante a escovação, 
podendo ser difusa ou localizada.
(B) A área da lesão cervical se mostra quase sempre em 
forma de “V”, tendo aspecto liso e brilhante, livre de 
placa e sem descoloração.
(C) Ocasionada por sobrecarga oclusal, surge quando 
os dentes, sob forças oclusais mal direcionadas, não 
suportam o esforço, levando à deflexão da estrutura 
dentária e, em sequência, a uma ruptura dos cristais 
no nível cervical, formando a lesão.
(D) É a perda da estrutura dentária em decorrência de 
ação química, podendo ser resultado da ação de áci-
dos da dieta como de frutas frescas, sucos e refrige-
rantes, ou por fatores intrínsecos, como vômitos fre-
quentes devido a problemas gastrintestinais e bulimia.
(E) Essas lesões apresentam-se em forma de cunha, 
geralmente profundas e com margem bem definida, 
podendo, ainda, apresentar pequenas fraturas na 
sua superfície.
37. A adequada polimerização é uma das principais razões 
para o sucesso clínico das restaurações em resina com-
posta e sua obtenção depende de um conhecimento 
abrangente dos componentes resinosos e dos proces-
sos de fotoativação. Sobre os aparelhos de fotoativação, 
assinale a alternativa correta.
(A) Uma vantagem dos aparelhos de lâmpada de halo-
gênio em relação aos de LED é a durabilidade da 
lâmpada, que é no mínimo 10 vezes maior.
(B) Os aparelhos com lâmpada de halogênio apresen-
tam um espectro de absorção (comprimento de 
onda) menor que 400 nm, capaz de polimerizar to-
das as resinas compostas, já que esse comprimento 
de onda corresponde ao pico máximo de absorção 
das canforoquinonas.
(C) Os fotopolimerizadores à base de diodos emissores de 
luz (LED) utilizam menos energia que os de halogênio, 
poistrabalham em baixas voltagens e, por isso, e stão 
disponíveis no mercado em modelos sem fio, com 
b ateria recarregável, o que facilita seu uso.
(D) O fotopolimerizador à base de LED gera calor, por-
tanto tanto o ventilador como os filtros são indispen-
sáveis nesse tipo de aparelho.
(E) Os modernos fotopolimerizadores apresentam lâm-
padas de longa duração, de radiação UV, que são 
superiores aos aparelhos com lâmpada de halogênio 
por não apresentarem radiômetro acoplado e atingi-
rem profundidade de polimerização acima de 2 mm.
34. As lesões de mancha branca localizam-se no esmal-
te do dente e podem estar ativas (LNCA) ou inativas 
(LNCI).Além de orientações de higiene e dietéticas, em 
paciente com manchas brancas ativas podem ser reali-
zados outros procedimentos que auxiliem a evitar a pro-
gressão da doença, promovendo o controle do processo 
e a remineralização da estrutura dentária.
Sobre esse tema, assinale a alternativa correta.
(A) Mancha brancas ativas (lesões de cárie não cavi-
tadas ativas) são caracterizadas por serem brilhan-
tes, endurecidas e lisas.
(B) Mancha brancas inativas (lesões inativas em esmal-
te, não cavitadas) são caracterizadas por serem opa-
cas e rugosas.
(C) O fluoreto de sódio a 2% produz o inconveniente de 
alterar a textura superficial de materiais restaurado-
res estéticos, como as resinas compostas; caso haja 
restauração com esse material, é mais indicado o 
uso o gel de fluorfosfato acidulado a 1,23%, pois, por 
ser neutro, não prejudica essa estrutura.
(D) Comparado a outros produtos existentes, como o flu-
oreto de sódio a 2% ou a solução de fluoreto estano-
so a 8%, o fluorfosfato acidulado a 1,23% apresenta 
como desvantagens a irritabilidade gengival, a desco-
loração do esmalte dentário e a menor estabilidade.
(E) Para o tratamento de lesões de cárie não cavitadas 
ativas, a aplicação do flúor em gel normalmente é 
realizada semanalmente por um período de 1 mês 
(quatro aplicações de flúor profissional, sendo uma 
por semana).
35. A respeito das técnicas de tratamento restaurador atrau-
mático (ART), assinale a alternativa correta.
(A) No ART convencional, utiliza-se anestesia, mas não 
instrumentos rotatórios.
(B) Para o ART convencional, recomenda-se o uso de 
instrumentos rotatórios, mas não o uso de anestesia.
(C) O tratamento restaurador atraumático modificado 
(ART modificado) é assim denominado por utilizar, 
como material para a restauração, sempre o cimento 
de ionômero de vidro modificado por resina.
(D) O ART modificado utiliza os mesmos princípios do 
ART convencional, que preconiza a não realização 
do procedimento anestésico e a remoção do máxi-
mo de tecido cariado sem dor e com a utilização de 
instrumentos manuais, porém, em ambiente de con-
sultório.
(E) No ART modificado recomenda-se a remoção de 
esmalte com instrumento rotatório de alta rotação 
e a de tecido cariado com instrumento rotatório de 
baixa rotação, até a remoção completa da dentina 
infectada e da dentina afetada.
11 PMOS2403/004-CirDentista-DentísticaConfidencial até o momento da aplicação.
41. Uma técnica que pode ser empregada para acabamento 
e polimento de restaurações de amálgama é por meio da 
utilização de borrachas abrasivas, em forma de taças e 
cones, com diferentes granulações, utilizadas em sequên-
cia. Considerando as cores que compõem as alternativas, 
sobre essa etapa é correto afirmar que esses instrumen-
tos se apresentam com abrasividade decrescente (mais 
grossa, média/regular e fina) da seguinte maneira:
(A) o marrom é empregado para o pré-polimento; o azul, 
para o polimento intermediário; o verde, para poli-
mento final.
(B) o azul é empregado para o pré-polimento; o verde, 
para o polimento intermediário; o marrom, para 
polimento final.
(C) o azul é empregado para o pré-polimento; o marrom, 
para o polimento intermediário; o verde, para poli-
mento final.
(D) o marrom é empregado para o pré-polimento; o 
verde, para o polimento intermediário; o azul, para 
polimento final.
(E) o verde é empregado para o pré-polimento; o azul, 
para o polimento intermediário; o marrom, para 
polimento final.
42. A reprodução, ou mimetização, das características dos den-
tes naturais, por meio de diferentes técnicas e materiais 
restauradores, é um dos grandes desafios do cirurgião-
-dentista.
Entre outros fatores importantes está a cor dental, que 
pode ser percebida e representada por alguns parâme-
tros determinados por fenômenos de reflexão e refração.
Assinale a alternativa que apresenta o parâmetro repre-
sentado pela seguinte descrição: É o aspecto mais indi-
vidualizado na cor. É considerado a cor básica do dente 
(vermelho, verde, azul, amarelo etc).
(A) Matiz.
(B) Croma.
(C) Valor.
(D) Saturação.
(E) Luminosidade.
38. Elastômeros são polímeros cuja reação de polimerização 
ocorre por meio do aumento da cadeia e do estabeleci-
mento de ligações cruzadas, por condensação (com sub-
produtos) ou por adição (sem subprodutos). Esses mate-
riais conseguem reproduzir as estruturas bucais com alta 
precisão e nível de detalhes, sendo muito utilizados nas 
rotinas de dentística para a confecção de peças indiretas.
Assinale a alternativa que apresenta apenas elastômeros 
com polimerização por adição.
(A) Mercaptana e poliéter.
(B) Silicone por adição e poliéter.
(C) Silicone por adição e mercaptana.
(D) Polissulfeto e silicone por condensação.
(E) Alginato e silicone por adição.
39. A odontologia de mínima intervenção preconiza que, para 
qualquer tipo de procedimento, sempre que possível o 
profissional deve optar pelo tratamento mais conserva-
dor, com maior preservação de estrutura dental sadia, 
tendo em vista não apenas aspectos estéticos, mas tam-
bém funcionais e biológicos.
Assinale a alternativa que apresenta uma indicação das 
facetas diretas em dentes anteriores.
(A) Oclusão topo a topo.
(B) Pacientes com bruxismo e impossibilidade de uso de 
placa noturna.
(C) Dentes vestibularizados para os quais a ortodontia 
está indicada e é possível.
(D) Alongamento de dentes em que a guia de protrusão 
se dá apenas na região restaurada.
(E) Amplas lesões de cárie na vestibular, principalmente 
quando resultarão em restaurações de classe III ou 
IV mesial e distal simultâneas e a resolução estética 
é mais difícil.
40. Restaurações indiretas, como inlays, onlays e overlays, 
restauram áreas dentais perdidas ou comprometidas e 
seu preparo deve seguir orientações específicas para 
que atinja um resultado adequado.
Assinale a alternativa que apresenta uma característica 
final de um preparo para restauração inlay em cerâmica.
(A) Todas as paredes axiais devem ser expulsivas no 
sentido gengivo-oclusal.
(B) Ângulos internos devem ser nítidos, em 90º.
(C) Ângulo cavossuperficial deve ser arredondado ou 
em ângulo de 120º.
(D) Uma espessura oclusal mínima de 1 mm é necessá-
ria para uma restauração cerâmica não fraturar em 
função.
(E) A redução axial mínima deve ser de 2,5 mm.
12PMOS2403/004-CirDentista-Dentística Confidencial até o momento da aplicação.
45. A microabrasão do esmalte consiste na abrasão do 
esmalte por meio de um ácido associado a um abra-
sivo, mistura que pode ser manipulada no consultó-
rio ou adquirida em forma de pastas pré-fabricadas 
disponíveis no mercado. Essa técnica é comumente 
indicada para remoção de manchas decorrentes de 
fluorose dentária.
Sobre a microabrasão, assinale a alternativa correta.
(A) A pasta microabrasiva deverá ser aplicada mecani-
camente com disco de carborundum montado em 
contra-ângulo.
(B) Para realização da técnica, não é indicado o isola-
mento absoluto dos dentes a serem tratados pela 
microabrasão, nem proteção dos tecidos moles, pois 
não é necessário.
(C) Imediatamente antes das aplicações do agente 
microabrasivo, deve ser feita a aplicação tópica 
de fluoretos.
(D) Uma das principais indicações da microabrasão é 
para remoção de manchas extrínsecas que poderiam 
também ser removidas por procedimentos de limpe-
za, tais como raspagem e alisamentocoronário.
(E) A microabrasão do esmalte é realizada por meio da 
utilização de um ácido, clorídrico ou fosfórico, asso-
ciado a um abrasivo, como a pedra-pomes ou o car-
beto de silício.
46. Lesões de cárie que alcançam o nível subgengival, amplas 
fraturas coronárias ou até mesmo coronorradiculares, geral-
mente, são responsáveis pela invasão do espaço biológico. 
Este deve ser recuperado previamente à restauração do 
dente, pois do contrário uma reação inflamatória surgirá e 
provocará a formação de bolsa e a reabsorção da margem 
óssea como modo de o próprio organismo providenciar o 
restabelecimento da distância biológica.
Diante da invasão do espaço biológico, uma opção de 
tratamento cirúrgico para aumento de coroa clínica é
(A) a gengivectomia, que é uma técnica relativamente 
simples e que compreende apenas a remoção de 
tecido hiperplasiado, com resultado imediato.
(B) a cirurgia a retalho sem osteotomia, que consiste em 
uma incisão sulcular, com consequente afastamento 
dos tecidos ósseo e gengival, obtendo-se um retalho 
que é reposicionado apicalmente.
(C) a gengivoplastia, seguida de raspagem, alisamento 
e polimento do dente.
(D) o retalho de espessura parcial, com reposicionamen-
to, raspagem e alisamento do dente.
(E) a cirurgia a retalho com osteotomia, que preconiza 
a remoção de tecido ósseo para se chegar aos 3 
mm entre a crista óssea alveolar e o limite dente-
-restauração.
43. Assinale a alternativa correta a respeito da hipersensibili-
dade dentinária (HD).
(A) Histologicamente, a dentina sensível apresenta túbu-
los dentinários estreitados, cerca de 8 vezes menores 
quando comparados com os de uma dentina normal, 
e em menor quantidade por área quando compara-
dos com a dentina sem sensibilidade.
(B) A teoria hidrodinâmica, de Brännström e Aströn, 
também conhecida como teoria do mecanismo dos 
receptores dentinários, sugere que HD seja causada 
por estimulação direta de terminações nervosas e 
sensoriais presentes na dentina.
(C) O tratamento da sensibilidade dentinária por oxa-
latos de potássio, cimento de hidróxido de cálcio e 
cloreto de estrôncio é baseado no bloqueio hidrodi-
nâmico (oclusão dos túbulos dentinários).
(D) Os pacientes com hipersensibilidade dentinária 
devem ser orientados a realizar a escovação ime-
diatamente após o consumo de alimentos ácidos e 
de preferência utilizando creme dental com maior 
grau de abrasividade.
(E) Os raios laser de baixa potência são utilizados para 
tratamento da HD, atuando no rompimento de teci-
dos por meio de ablação, coagulação, vaporização e 
desnaturação de proteínas; os lasers de alta potên-
cia não são utilizados para tratamento da HD.
44. O clareamento dentário pode ser considerado uma 
opção de tratamento viável e apropriado para deter-
minados casos, principalmente por ser uma alternativa 
conservadora. O resultado mais satisfatório depende, 
principalmente, da etiologia e do diagnóstico da altera-
ção de cor, da seleção do agente clareador e da técnica 
de aplicação. Sobre esse tópico, assinale a alternativa 
correta.
(A) Assim como na técnica caseira, a técnica em consul-
tório é indicada em dentes que apresentam amplas 
restaurações, com pouca quantidade de estrutura 
dentária.
(B) Peróxido de carbamida nas concentrações de 10 a 
22%, geralmente é indicado para a técnica de clare-
amento caseiro supervisionado.
(C) Peróxido de carbamida nas concentrações de 35 e 
37% geralmente é indicado para a técnica de clarea-
mento caseiro supervisionado.
(D) O perborato de sódio em concentrações de 1,5 a 
10% é empregado no clareamento caseiro e em con-
centrações de 20 a 38% é utilizado no clareamen-
to em consultório, tanto de dentes vitais quanto em 
desvitalizados.
(E) Em manchamentos causados por tetraciclinas, graus 
III e IV, o melhor prognóstico dessa situação clínica 
se dá quando a descoloração acinzentada ou azula-
da ocorre próxima à cervical do elemento dentário.
13 PMOS2403/004-CirDentista-DentísticaConfidencial até o momento da aplicação.
49. A inclusão da saúde bucal no Programa Saúde da 
Família (PSF) foi um grande avanço e promoveu a 
ampliação de sua área de atuação com a criação de 
equipes de saúde bucal (ESB), que têm entre seus 
objetivos promover, proteger e recuperar a saúde de 
indivíduos e famílias. Assinale a alternativa que traz 
informação correta sobre esse assunto.
(A) As ESB trabalham em Unidades Básicas de Saúde 
e em CEO (Centros de Especialidade Odontológica) 
tipo I.
(B) Por meio da Unidade Odontológica Móvel, as ESB 
podem atender populações rurais, quilombolas, 
assentadas e que vivem em áreas isoladas ou de 
difícil acesso.
(C) Entre os serviços realizados pelas ESB, constam 
tratamentos endodônticos, protéticos e ortodônticos.
(D) A ESB Modalidade II é composta por: cirurgião-
-dentista e auxiliar em saúde bucal.
(E) A ESB Modalidade III é composta por cirurgião-
-dentista, auxiliar de consultório dentário e técnico 
em saúde bucal.
50. De acordo com o Código de Ética Odontológica, aprova-
do pela Resolução CFO-118/2012, constitui direito funda-
mental dos profissionais inscritos, segundo suas atribui-
ções específicas:
(A) exagerar em diagnóstico, prognóstico ou terapêutica.
(B) deixar de esclarecer adequadamente os propósitos, 
riscos, custos e alternativas do tratamento.
(C) adotar novas técnicas ou materiais que não tenham 
efetiva comprovação científica.
(D) guardar sigilo a respeito das informações adquiridas 
no desempenho de suas funções.
(E) exercer a função de perito quando for cônjuge ou a 
parte for parente, consanguíneo ou afim.
47. A oclusão dinâmica descreve os contatos dentais que 
ocorrem quando a mandíbula está realizando movimen-
tos excursivos. Assinale a alternativa que apresenta cor-
retamente uma informação relacionada a esses movi-
mentos.
(A) A guia canina é recomendada pelas características 
de volume radicular e posição do canino no arco den-
tal, e pelo fato de que esses dentes estão envolvidos 
por osso denso e compacto, o que providencia maior 
tolerância às forças oclusais do que o osso medular, 
que se encontra ao redor dos dentes posteriores.
(B) Denomina-se guia canina quando, no lado de traba-
lho, pelo menos dois dentes posteriores, preferen-
cialmente pré-molares, e o canino fazem contato.
(C) Denomina-se como lado de balanceio aquele para 
o qual a mandíbula está se movimentando. Nesse 
movimento, ocorre o deslocamento horizontal da 
mandíbula para fora, com deslizamento das verten-
tes lisas das cúspides vestibulares inferiores sobre 
as vertentes triturantes das cúspides vestibulares 
dos dentes superiores.
(D) A guia anterior está ligada à combinação de trespas-
se vertical e horizontal dos dentes anteriores e pode 
afetar a morfologia da face oclusal dos dentes poste-
riores. Quanto menor o trespasse vertical dos dentes 
anteriores, maior poderá ser a altura das cúspides 
dos dentes posteriores.
(E) A guia anterior está ligada à combinação de tres-
passe vertical e horizontal dos dentes anteriores e 
pode afetar a morfologia da face oclusal dos dentes 
posteriores. Quanto maior o trespasse horizontal dos 
dentes anteriores, maior a altura das cúspides dos 
dentes posteriores.
48. A higienização das mãos é fundamental na prática clínica 
e apresenta finalidades de remoção de sujidades, conta-
minações biológicas, suor, oleosidade, células descama-
tivas e microbiota da pele, interrompendo a transmissão 
de infecções veiculadas ao contato e prevenindo infec-
ções cruzadas. Nesse contexto, assinale a alternativa 
que apresenta antissépticos indicados para a higieniza-
ção das mãos.
(A) Quaternário de amônio e biguanida e ácido peracé-
tico 0,2%.
(B) Ácido peracético a 0,2% e álcool gel 70%.
(C) Clorexidina a 2% e álcool gel 70%.
(D) Clorexidina 2% e hipoclorito 1%.
(E) Soluções de PVPI (iodopolividona) a 10% e quater-
nário de amônio biguanida.
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Confidencial até o momento da aplicação.

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