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Questões resolvidas

Leia o texto para responder às questões de números 03 a 10.

O viés da palavra câncer: combate ao estigma

Receber um diagnóstico de câncer é uma experiência que não vem com manual de instruções. É desafiador lidar com a notícia e, mais ainda, se preparar para o que está por vir. A própria palavra câncer não é uma palavra que as pessoas gostam de pronunciar, porque carrega um estigma e um peso, decorrentes de décadas de desinformação.

O estigma se reflete em expressões cotidianas. Quem nunca falou ou ouviu algo como “aquilo ali é um câncer para o País”? Não vamos menosprezar a doença que é, sim, complexa e pode ser o ponto final para muitas pessoas. Porém, precisamos ressaltar que os avanços em prevenção e tratamento são enormes e tornaram o diagnóstico cada vez mais promissor. É hora de reduzir a carga negativa que a palavra câncer carrega, pois, além de perpetuar desinformação, contribui para o isolamento emocional e psicológico de quem convive ou acompanha alguém nesse processo.

Compreender o câncer e seu significado não é mais sobre viver em função da doença, mas tratá-la para viver mais e melhor. Cada paciente, incluindo crianças e adolescentes em formação, é um indivíduo com uma história e trajetória únicas. Essa combinação é o que traz as melhores taxas de cura e sobrevida.

Tratar o câncer como algo terminal ou como uma guerra é uma violência silenciosa que abala a autoestima de quem está em tratamento. Medo e incerteza são naturais, mas, quando amplificados pelo estigma social, tornam-se fardos cruéis.

O primeiro passo para mudar essa realidade é disseminar informações precisas sobre o que significa viver com câncer, destacando que essa não é mais uma condição implacável. Campanhas de conscientização são essenciais, mas precisamos de uma transformação mais profunda e genuína no discurso e nas atitudes diárias.
(Victor Piana. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao. Adaptado)
03. Em seu artigo, o autor mostra-se favorável a uma mudança de comportamento no que tange a
(A) dimensionar corretamente a viabilidade de se usar a palavra “câncer” com quem é diagnosticado com a doença, vista como estigma social até hoje.
(B) entender a desesperança causada pela palavra “câncer” para as pessoas diagnosticadas com essa doença, pois viverão uma guerra silenciosa marcada pela dor.
(C) desconstruir preconceitos que giram em torno da palavra “câncer”, uma vez que a doença perdeu o estigma de tempos atrás e já tem cura na maioria dos casos.
(D) diminuir a carga negativa tradicionalmente atribuída à palavra “câncer” como forma de preservar a autoestima das pessoas que convivem com essa doença.
(E) vetar totalmente o emprego da palavra “câncer”, já que ela, além de comprometer a autoestima das pessoas doentes, ainda prejudica a conscientização.

Leia o texto para responder às questões de números 11 a 15.

O desejo mergulha na luz

Chamava-se Desiderio, mas desconfio que não gostava muito desse nome. Que nem é feio – em italiano, pelo menos, quer dizer desejo. Eu só soube por acaso que era também Desiderio, um dia que pedi a meu irmão para levar uns livros a ele no hospital. A moça da portaria procurou “Fernando”, não havia nenhum. Procurou então “Severino”, e lá estava: Desiderio. Não cheguei a perguntar a ele se não gostava mesmo do nome tão sonoro. Não soube também se chegou a ler O apanhador no campo de centeio, que eu mandara naquela tarde. Eu não soube, não perguntei nem disse uma porção de coisas. Não comemos os camarões do Tirol com o doutor Eduardo. Não houve tempo. E a gente não sabia disso.

Só o encontrei há poucos meses, no fim da primavera do ano passado, por intermédio de Marcos Breda, que só conhece pessoas do bem, e com quem ele fazia Bailei na curva. Nos vimos poucas vezes depois.

Foi nessa mesma tarde que percebi
12. As passagens – Chamava-se Desiderio, mas desconfio que não gostava muito desse nome. (1o parágrafo) – e – Então, quando me contaram, suspirei assim “que alívio, meu Deus, que alívio”. (5o parágrafo) – estão, correta e respectivamente, interpretadas em:
(A) O narrador expõe um comentário jocoso sobre Desiderio em relação ao nome do rapaz. / O narrador ironiza a morte de Desiderio, julgando-a conveniente.
(B) O narrador expõe uma hipótese sobre Desiderio não gostar do próprio nome. / O narrador expressa compaixão, sugerindo que o amigo deixara de sofrer.
(C) O narrador expõe uma dúvida sobre a relação que Desiderio tem com o próprio nome. / O narrador sabe que a morte de Desiderio seria naquele dia.
(D) O narrador expõe uma crítica do nome de Desiderio, o qual considera extravagante. / O narrador mostra-se surpreso e desesperado com a morte do amigo.
(E) O narrador expõe uma concordância com o fato de Desiderio não apreciar o próprio nome. / O narrador revela um sentimento ambíguo com a morte do amigo.

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Questões resolvidas

Leia o texto para responder às questões de números 03 a 10.

O viés da palavra câncer: combate ao estigma

Receber um diagnóstico de câncer é uma experiência que não vem com manual de instruções. É desafiador lidar com a notícia e, mais ainda, se preparar para o que está por vir. A própria palavra câncer não é uma palavra que as pessoas gostam de pronunciar, porque carrega um estigma e um peso, decorrentes de décadas de desinformação.

O estigma se reflete em expressões cotidianas. Quem nunca falou ou ouviu algo como “aquilo ali é um câncer para o País”? Não vamos menosprezar a doença que é, sim, complexa e pode ser o ponto final para muitas pessoas. Porém, precisamos ressaltar que os avanços em prevenção e tratamento são enormes e tornaram o diagnóstico cada vez mais promissor. É hora de reduzir a carga negativa que a palavra câncer carrega, pois, além de perpetuar desinformação, contribui para o isolamento emocional e psicológico de quem convive ou acompanha alguém nesse processo.

Compreender o câncer e seu significado não é mais sobre viver em função da doença, mas tratá-la para viver mais e melhor. Cada paciente, incluindo crianças e adolescentes em formação, é um indivíduo com uma história e trajetória únicas. Essa combinação é o que traz as melhores taxas de cura e sobrevida.

Tratar o câncer como algo terminal ou como uma guerra é uma violência silenciosa que abala a autoestima de quem está em tratamento. Medo e incerteza são naturais, mas, quando amplificados pelo estigma social, tornam-se fardos cruéis.

O primeiro passo para mudar essa realidade é disseminar informações precisas sobre o que significa viver com câncer, destacando que essa não é mais uma condição implacável. Campanhas de conscientização são essenciais, mas precisamos de uma transformação mais profunda e genuína no discurso e nas atitudes diárias.
(Victor Piana. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao. Adaptado)
03. Em seu artigo, o autor mostra-se favorável a uma mudança de comportamento no que tange a
(A) dimensionar corretamente a viabilidade de se usar a palavra “câncer” com quem é diagnosticado com a doença, vista como estigma social até hoje.
(B) entender a desesperança causada pela palavra “câncer” para as pessoas diagnosticadas com essa doença, pois viverão uma guerra silenciosa marcada pela dor.
(C) desconstruir preconceitos que giram em torno da palavra “câncer”, uma vez que a doença perdeu o estigma de tempos atrás e já tem cura na maioria dos casos.
(D) diminuir a carga negativa tradicionalmente atribuída à palavra “câncer” como forma de preservar a autoestima das pessoas que convivem com essa doença.
(E) vetar totalmente o emprego da palavra “câncer”, já que ela, além de comprometer a autoestima das pessoas doentes, ainda prejudica a conscientização.

Leia o texto para responder às questões de números 11 a 15.

O desejo mergulha na luz

Chamava-se Desiderio, mas desconfio que não gostava muito desse nome. Que nem é feio – em italiano, pelo menos, quer dizer desejo. Eu só soube por acaso que era também Desiderio, um dia que pedi a meu irmão para levar uns livros a ele no hospital. A moça da portaria procurou “Fernando”, não havia nenhum. Procurou então “Severino”, e lá estava: Desiderio. Não cheguei a perguntar a ele se não gostava mesmo do nome tão sonoro. Não soube também se chegou a ler O apanhador no campo de centeio, que eu mandara naquela tarde. Eu não soube, não perguntei nem disse uma porção de coisas. Não comemos os camarões do Tirol com o doutor Eduardo. Não houve tempo. E a gente não sabia disso.

Só o encontrei há poucos meses, no fim da primavera do ano passado, por intermédio de Marcos Breda, que só conhece pessoas do bem, e com quem ele fazia Bailei na curva. Nos vimos poucas vezes depois.

Foi nessa mesma tarde que percebi
12. As passagens – Chamava-se Desiderio, mas desconfio que não gostava muito desse nome. (1o parágrafo) – e – Então, quando me contaram, suspirei assim “que alívio, meu Deus, que alívio”. (5o parágrafo) – estão, correta e respectivamente, interpretadas em:
(A) O narrador expõe um comentário jocoso sobre Desiderio em relação ao nome do rapaz. / O narrador ironiza a morte de Desiderio, julgando-a conveniente.
(B) O narrador expõe uma hipótese sobre Desiderio não gostar do próprio nome. / O narrador expressa compaixão, sugerindo que o amigo deixara de sofrer.
(C) O narrador expõe uma dúvida sobre a relação que Desiderio tem com o próprio nome. / O narrador sabe que a morte de Desiderio seria naquele dia.
(D) O narrador expõe uma crítica do nome de Desiderio, o qual considera extravagante. / O narrador mostra-se surpreso e desesperado com a morte do amigo.
(E) O narrador expõe uma concordância com o fato de Desiderio não apreciar o próprio nome. / O narrador revela um sentimento ambíguo com a morte do amigo.

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Confidencial até o momento da aplicação.
Processo seletivo
006. Prova objetiva
cirUrGiÃo-DeNtistA – oDoNtoPeDiAtriA
� você recebeu sua folha de respostas e este caderno contendo 50 questões objetivas.
�   Confira seus dados impressos na capa deste caderno e na folha de respostas.
�   Quando for permitido abrir o caderno, verifique se está completo ou se apresenta  imperfeições. Caso haja algum 
problema, informe ao fiscal da sala para a devida substituição desse caderno.
�   Leia cuidadosamente todas as questões e escolha a resposta que você considera correta.
�   Marque, na folha de respostas, com caneta de tinta preta, a letra correspondente à alternativa que você escolheu.
�   A duração da prova é de 3 horas, já incluído o tempo para o preenchimento da folha de respostas.
�   Só será permitida a saída definitiva da sala e do prédio após transcorridas 2 horas do início da prova.
�   Deverão permanecer em cada uma das salas de prova os 3 últimos candidatos, até que o último deles entregue sua 
prova, assinando termo respectivo.
�   Ao sair, você entregará ao fiscal a folha de respostas e este caderno.
�   Até que você saia do prédio, todas as proibições e orientações continuam válidas.
aguarde a ordem do fiscal Para abrir este caderno.
Nome do candidato
Prédio sala carteiraInscriçãorG
2PMOS2403/006-CirDentista-Odontopediatria Confidencial até o momento da aplicação.
conHecimentos gerais
Língua Portuguesa
Leia a tira para responder às questões de números 01 e 02.
(Cartunista Fernando Gonzales. Disponível em: 
https://www.instagram.com/niquelnausea.)
01. De acordo com as informações do 1o quadro da tira, os 
vírus são
(A) prejudiciais.
(B) presunçosos.
(C) atenciosos.
(D) corajosos.
(E) imprevisíveis.
02. De acordo com a norma-padrão e o sentido das informa-
ções, a frase do 2o quadro admite a seguinte reescrita:
(A) À fim de chegar a novos espaços, lançam-se os vírus 
ao espaço.
(B) Se lançam ao espaço os vírus, a procura de novos 
lugares.
(C) Os vírus lançam-se ao espaço a buscarem novos 
lugares.
(D) Ao espaço se lançam os vírus, à buscar novos 
lugares.
(E) Lançam-se os vírus ao espaço para chegarem à no-
vos lugares.
Leia o texto para responder às questões de números 03 a 10.
O viés da palavra câncer: combate ao estigma
Receber um diagnóstico de câncer é uma experiência 
que não vem com manual de instruções. É desafiador lidar 
com a notícia e, mais ainda, se preparar para o que está por 
vir. A própria palavra câncer não é uma palavra que as pes-
soas gostam de pronunciar, porque carrega um estigma e um 
peso, decorrentes de décadas de desinformação.
O estigma se reflete em expressões cotidianas. Quem 
nunca falou ou ouviu algo como “aquilo ali é um câncer para 
o País”? Não vamos menosprezar a doença que é, sim, com-
plexa e pode ser o ponto final para muitas pessoas. Porém, 
precisamos ressaltar que os avanços em prevenção e trata-
mento são enormes e tornaram o diagnóstico cada vez mais 
promissor. É hora de reduzir a carga negativa que a pala-
vra câncer carrega, pois, além de perpetuar desinformação, 
contribui para o isolamento emocional e psicológico de quem 
convive ou acompanha alguém nesse processo.
Compreender o câncer e seu significado não é mais so-
bre viver em função da doença, mas tratá-la para viver mais 
e melhor. Cada paciente, incluindo crianças e adolescentes 
em formação, é um indivíduo com uma história e trajetória 
únicas. Essa combinação é o que traz as melhores taxas de 
cura e sobrevida.
Tratar o câncer como algo terminal ou como uma guerra 
é uma violência silenciosa que abala a autoestima de quem 
está em tratamento. Medo e incerteza são naturais, mas, 
quando amplificados pelo estigma social, tornam-se fardos 
cruéis.
O primeiro passo para mudar essa realidade é dissemi-
nar informações precisas sobre o que significa viver com cân-
cer, destacando que essa não é mais uma condição impla-
cável. Campanhas de conscientização são essenciais, mas 
precisamos de uma transformação mais profunda e genuína 
no discurso e nas atitudes diárias.
(Victor Piana. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao. Adaptado)
03. Em seu artigo, o autor mostra-se favorável a uma mudan-
ça de comportamento no que tange a
(A) dimensionar corretamente a viabilidade de se usar a 
palavra “câncer” com quem é diagnosticado com a 
doença, vista como estigma social até hoje.
(B) entender a desesperança causada pela palavra 
“câncer” para as pessoas diagnosticadas com essa 
doença, pois viverão uma guerra silenciosa marcada 
pela dor.
(C) desconstruir preconceitos que giram em torno da 
palavra “câncer”, uma vez que a doença perdeu o 
estigma de tempos atrás e já tem cura na maioria 
dos casos.
(D) diminuir a carga negativa tradicionalmente atribuída 
à palavra “câncer” como forma de preservar a auto-
estima das pessoas que convivem com essa doença.
(E) vetar totalmente o emprego da palavra “câncer”, já 
que ela, além de comprometer a autoestima das pes-
soas doentes, ainda prejudica a conscientização.
3 PMOS2403/006-CirDentista-OdontopediatriaConfidencial até o momento da aplicação.
07. O termo destacado é um pronome que exprime sentido 
demonstrativo em:
(A) É desafiador lidar com a notícia e, mais ainda, se 
preparar para o que está por vir. (1o parágrafo)
(B) A própria palavra câncer não é uma palavra que as 
pessoas gostam de pronunciar... (1o parágrafo)
(C) Quem nunca falou ou ouviu algo como “aquilo ali é 
um câncer para o País”? (2o parágrafo)
(D) ... o isolamento emocional e psicológico de quem 
convive ou acompanha alguém nesse processo. 
(2o parágrafo)
(E) Tratar o câncer como algo terminal ou como uma 
guerra é uma violência silenciosa... (4o parágrafo)
08. Assinale a alternativa em que a regência atende à norma-
-padrão.
(A) Câncer é uma palavra que as pessoas não se agra-
dam, porque carrega um estigma e um peso.
(B) Câncer é uma palavra que as pessoas não têm afini-
dade, porque carrega um estigma e um peso.
(C) Câncer é uma palavra que as pessoas não pronun-
ciam, porque carrega um estigma e um peso.
(D) Câncer é uma palavra que as pessoas não dão ênfa-
se, porque carrega um estigma e um peso.
(E) Câncer é uma palavra que as pessoas não mostram 
simpatia, porque carrega um estigma e um peso.
09. A concordância verbal e a concordância nominal estão de 
acordo com a norma-padrão em:
(A) É natural que existam o medo e a incerteza, mas há 
bastante influência do estigma social, tornando-os 
fardos cruéis.
(B) A história do paciente e a sua trajetória constitui uma 
combinação que traz as melhores taxas de cura e 
sobrevida.
(C) O estigma e o peso da palavra câncer fazem com que 
bastante pessoas evitem a utilização desse termo.
(D) Atualmente, a medicina dispõem de recursos para 
diagnósticos cada vez mais promissor em relação 
ao câncer.
(E) Para mudar a realidade, devem ser disseminado 
informações precisas sobre o que significa viver 
com câncer.
04. A informação destacada cujo sentido é de causa em rela-
ção à informação que a precede na passagem do texto é:
(A) Receber um diagnóstico de câncer é uma experi-
ência que não vem com manual de instruções. 
(1o parágrafo)
(B) A própria palavra câncer [...] carrega um estigma e 
um peso, decorrentes de décadas de desinforma-
ção. (1o parágrafo)
(C) ... os avanços em prevenção e tratamento são enor-
mes e tornaram o diagnóstico cada vez mais pro-
missor. (2o parágrafo)
(D) Essa combinação é o que traz as melhores taxas 
de cura e sobrevida. (3o parágrafo)
(E) Tratar o câncer como algo terminal ou como uma 
guerra é uma violência silenciosa... (4o parágrafo)
05. A expressão destacada está empregada em sentido pró-
prio em:
(A) Quem nunca falou ou ouviu algo como “aquilo ali é 
um câncer para o País”? (2o parágrafo)
(B) Não vamos menosprezar a doença que é, sim, com-
plexa e pode ser o ponto final para muitas pessoas. 
(2o parágrafo)
(C) Medo e incerteza são naturais, mas, quando amplifi-
cados pelo estigma social, tornam-se fardos cruéis. 
(4o parágrafo)(D) O primeiro passo para mudar essa realidade é dis-
seminar informações precisas... (5o parágrafo)
(E) Campanhas de conscientização são essenciais, 
mas precisamos de uma transformação mais profun-
da... (5o parágrafo)
06. Considere as passagens:
•   Não vamos menosprezar a doença... (2o parágrafo)
•   ... além de perpetuar desinformação... (2o parágrafo)
•   ...  essa  não  é  mais  uma  condição  implacável. 
(5o parágrafo)
Os termos destacados significam, correta e 
respectivamente:
(A) relativizar a importância; disseminar ao longo do 
tempo; mutável.
(B) ter em pouca conta; fazer durar por longo tempo; 
inexorável.
(C) reforçar a relevância; espalhar por um período de 
tempo; inflexível.
(D) diminuir o mérito; dar atenção por determinado tem-
po; apaziguável.
(E) desvalorizar o impacto; reproduzir por breve tempo; 
infindável.
4PMOS2403/006-CirDentista-Odontopediatria Confidencial até o momento da aplicação.
11. As informações do texto permitem concluir corretamente 
que o narrador e Desiderio não comeram os camarões 
do Tirol porque
(A) aquele preferiu ser deixado a sós com seu próprio 
corpo.
(B) ambos estavam fragilizados fisicamente no inverno.
(C) este faleceu antes que pudessem saborear a iguaria.
(D) ambos partiram em uma gélida manhã de inverno.
(E) este evitava contatos diretos com o novo amigo.
12. As passagens – Chamava-se Desiderio, mas desconfio 
que não gostava muito desse nome. (1o parágrafo) – e – 
Então, quando me contaram, suspirei assim “que alívio, 
meu Deus, que alívio”. (5o parágrafo) – estão, correta e 
respectivamente, interpretadas em:
(A) O narrador expõe um comentário jocoso sobre Desi-
derio em relação ao nome do rapaz. / O narrador iro-
niza a morte de Desiderio, julgando-a conveniente.
(B) O narrador expõe uma hipótese sobre Desiderio não 
gostar do próprio nome. / O narrador expressa com-
paixão, sugerindo que o amigo deixara de sofrer.
(C) O narrador expõe uma dúvida sobre a relação que 
Desiderio tem com o próprio nome. / O narrador sabe 
que a morte de Desiderio seria naquele dia.
(D) O narrador expõe uma crítica do nome de Desiderio, 
o qual considera extravagante. / O narrador mostra-
-se surpreso e desesperado com a morte do amigo.
(E) O narrador expõe uma concordância com o fato de 
Desiderio não apreciar o próprio nome. / O narrador 
revela um sentimento ambíguo com a morte do amigo.
13. Na passagem do 1o parágrafo – Chamava-se Desiderio, 
mas desconfio que não gostava muito desse nome. Que 
nem é feio... –, os termos destacados são, na ordem, 
advérbio e adjetivo, assim como também, correta e res-
pectivamente, os termos destacados em:
(A) ... se não gostava mesmo do nome tão sonoro. 
(1o parágrafo); Foi nessa mesma tarde que percebi o 
quanto ele estava frágil... (3o parágrafo)
(B) Por trás da fragilidade física escondia-se uma ex-
traordinária força. (3o parágrafo); ... dentro de uma 
manhã alucinada de verão. (5o parágrafo)
(C) Eu acabara de voltar de um dos morros aqui perto 
de casa. (5o parágrafo); ... qualquer coisa nos olhos, 
no passo –, como se fosse cair. (3o parágrafo)
(D) ... embora aparentemente normal e bonito como 
sempre. (3º parágrafo); ... quando ele começa nos 
devorar feroz, incompreensível. (4º parágrafo)
(E) ... quando ele começa nos devorar feroz, incompre-
ensível. (4o parágrafo); Nos últimos tempos, falamos 
muito pouco diretamente. (4o parágrafo)
10. Durante décadas de desinformação, as pessoas se 
 do estigma e do peso da doença, evitando 
proferir o nome dela. Ninguém nessa situ-
ação, porque acreditavam que, se silencia-
do, poderiam evitar uma má notícia.
De acordo com a norma-padrão, as lacunas do enuncia-
do devem ser preenchidas, respectivamente, com:
(A) precaveram … interviu … mantivessem-no
(B) precaviam … intervinha … mantivessem-o
(C) precaveriam … interveio … mantivessem-lhe
(D) precaviam … interviu … lhe mantivessem
(E) precaveram … intervinha … o mantivessem
Leia o texto para responder às questões de números 11 a 15.
O desejo mergulha na luz
Chamava-se Desiderio, mas desconfio que não gostava 
muito desse nome. Que nem é feio – em italiano, pelo menos, 
quer dizer desejo. Eu só soube por acaso que era também 
Desiderio, um dia que pedi a meu irmão para levar uns livros a 
ele no hospital. A moça da portaria procurou “Fernando”, não 
havia nenhum. Procurou então “Severino”, e lá estava: Desi-
derio. Não cheguei a perguntar a ele se não gostava mesmo 
do nome tão sonoro. Não soube também se chegou a ler O 
apanhador no campo de centeio, que eu mandara naquela 
tarde. Eu não soube, não perguntei nem disse uma porção 
de coisas. Não comemos os camarões do Tirol com o doutor 
Eduardo. Não houve tempo. E a gente não sabia disso.
Só o encontrei há poucos meses, no fim da primavera do 
ano passado, por intermédio de Marcos Breda, que só conhe-
ce pessoas do bem, e com quem ele fazia Bailei na curva. 
Nos vimos poucas vezes depois.
Foi nessa mesma tarde que percebi o quanto ele estava 
frágil, embora aparentemente normal e bonito como sempre. 
Mas parecia vacilar às vezes – só parecia, qualquer coisa nos 
olhos, no passo –, como se fosse cair. Não caía. Por trás da 
fragilidade física escondia-se uma extraordinária força.
Nos últimos tempos, falamos muito pouco diretamente. 
Eu mandava recados, pedia notícias a um, a outro. As notí-
cias eram cada vez piores, e aprendi por experiência própria 
que muitas vezes a gente prefere ser deixado a sós com o 
enigma do próprio corpo, quando ele começa nos devorar 
feroz, incompreensível.
Soube de sua partida numa manhã gelada de inverno. 
Eu acabara de voltar de um dos morros aqui perto de casa. 
Então, quando me contaram, suspirei assim “que alívio, meu 
Deus, que alívio”. Depois conversei com ele pedindo que fi-
zesse boa viagem e não se preocupasse, que nós vamos 
tentar continuar cuidando de nós mesmos, que não olhasse 
para trás e mergulhasse na luz assim como quem se joga do 
alto do trampolim numa imensa piscina azul dentro de uma 
manhã alucinada de verão.
(Caio Fernando Abreu. Pequenas epifanias, 2014. Adaptado)
5 PMOS2403/006-CirDentista-OdontopediatriaConfidencial até o momento da aplicação.
PoLítica de saúde
16. A Constituição Federal estabelece que o atendimento 
prestado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) deve ser 
realizado com uma abordagem
(A) integral, com prioridade para as atividades assis-
tenciais.
(B) integral, com prioridade para as atividades preven-
tivas.
(C) integral, sem distinção de prioridade entre atividades 
preventivas e assistenciais.
(D) parcial, com prioridade para as atividades assisten-
ciais.
(E) parcial, com prioridade para as atividades preven-
tivas.
17. A prática rotineira de exames clínicos ou subsidiários em 
pessoas assintomáticas, visando ao diagnóstico precoce 
presuntivo de doenças,
(A) é denominada de rastreamento e deve ser feita de 
forma seletiva e cuidadosa.
(B) deve, idealmente, ser feita por meio de check ups 
extensos e periódicos.
(C) não deve ser adotada nos serviços públicos de saúde 
da atenção básica.
(D) deve ser restrita às doenças crônico-degenerativas.
(E) é terminantemente contraindicada pelo custo desne-
cessário e risco de resultados falso-positivos.
18. Durante uma reunião da equipe multidisciplinar de saú-
de da Unidade Básica de Saúde (UBS), um membro da 
equipe relata que alguns moradores da região apresen-
tam condições de saúde que podem impactar a saúde 
bucal. Considerando os preceitos que definem as atribui-
ções dos profissionais da atenção básica, a conduta mais 
adequada por parte do cirurgião-dentista seria
(A) acompanhar o estado de saúde bucal dos pacientes 
com essas condições, realizando ações preventivas 
e de suporte, sem a necessidade do envolvimento 
direto de outros membros da equipe.
(B) focar nos atendimentos clínicos individuais para esses 
pacientes, planejando visitas domiciliares esporádicas 
quando houver urgências odontológicas.
(C) reunir-se periodicamente com a equipe para discutir 
oscasos dos pacientes com essas condições, esta-
belecendo metas de acompanhamento e ações de 
promoção de saúde bucal no território.
(D) delegar o acompanhamento desses pacientes exclusi-
vamente ao técnico em saúde bucal (TSB) e ao auxi-
liar em saúde bucal (ASB), priorizando seu tempo para 
consultas de maior complexidade clínica.
(E) orientar esses pacientes a buscarem atendimento 
especializado em saúde bucal fora da UBS, pois 
necessitam de cuidados complexos não disponíveis 
na atenção básica.
14. Considere as passagens:
•   Foi nessa mesma tarde que percebi o quanto ele esta-
va frágil, embora aparentemente normal e bonito como 
sempre. (3o parágrafo)
•   Depois conversei com ele pedindo que fizesse boa via-
gem e não se preocupasse, que nós vamos tentar con-
tinuar cuidando de nós mesmos... (5o parágrafo)
No contexto em que estão empregados, os termos desta-
cados podem ser substituídos, correta e respectivamen-
te, por:
(A) tanto que; portanto.
(B) conforme; mas.
(C) pois; porque.
(D) porém; ao passo que.
(E) ainda que; pois.
15. A pontuação atende à norma-padrão em:
(A) Foi Marcos Breda que me apresentou, Desiderio, no 
fim da primavera do ano passado; depois, eu e ele 
nos vimos poucas vezes.
(B) A moça da portaria procurou “Fernando”, não havia 
nenhum, “Desiderio”; ela então, procurou “Severino”, 
e lá estava: Desiderio.
(C) Desiderio estava aparentemente normal e bonito 
como sempre; mas ele às vezes, parecia vacilar, 
como se fosse cair, e não caía.
(D) Desconfio que Desiderio não gostava muito do pró-
prio nome; eu, porém, não cheguei a perguntar a ele 
se não gostava mesmo.
(E) Eu e Desiderio, falamos muito pouco diretamente: eu 
mandava recados, e pedia notícias a um, e a outro; 
elas, porém, eram cada vez piores.
6PMOS2403/006-CirDentista-Odontopediatria Confidencial até o momento da aplicação.
22. No contexto da redemocratização brasileira, um evento 
crucial para a consolidação da Reforma Sanitária e para 
a criação do SUS foi
(A) a Conferência de Estocolmo sobre Saúde e Meio 
Ambiente.
(B) a 8a Conferência Nacional de Saúde, em Brasília.
(C) o Congresso Internacional sobre Saúde e Direitos 
Humanos, realizado em Viena.
(D) a Convenção sobre os Direitos Sociais e Saúde 
Pública, no Rio de Janeiro.
(E) a criação da Organização Mundial da Saúde e o 
fortalecimento de diretrizes globais para saúde.
23. O Índice CPOD é um indicador amplamente utilizado 
para avaliar a saúde bucal de uma população. É correto 
afirmar que ele
(A) é utilizado para avaliar a condição de saúde bucal 
em diferentes faixas etárias, como adolescentes e 
adultos, permitindo identificar grupos de risco.
(B) oferece uma análise sobre a distribuição de dentes 
cariados, perdidos e obturados, mas sua aplicação 
está mais restrita a crianças em idade pré-escolar.
(C) apresenta limitações na avaliação da efetividade de 
programas preventivos de cárie devido à sua estru-
tura de classificação.
(D) é aplicado exclusivamente a dentes decíduos, ser-
vindo como um parâmetro para a prevenção de 
cáries na infância.
(E) classifica níveis de comprometimento periodontal em 
uma população, contribuindo para o entendimento 
da gravidade da doença.
24. A Política de Consultórios na Rua é uma iniciativa do SUS 
que visa oferecer atenção integral à saúde para pessoas 
em situação de rua. Segundo as diretrizes de organiza-
ção e funcionamento das Equipes de Consultório de Rua, 
elas poderão ser compostas, dentre outros, pelos seguin-
tes profissionais de saúde:
(A) enfermeiro e fisioterapeuta.
(B) dentista e assistente social.
(C) agente social e fonoaudiólogo.
(D) técnico de enfermagem e técnico em saúde bucal.
(E) dentista e médico.
19. Trabalhador comparece à unidade de saúde relatando 
que sofreu queda quando chegava à empresa para ini-
ciar sua jornada de trabalho. Queixa-se de que quebrou 
alguns dentes. Passa por atendimento no serviço de 
odontologia e recebe os cuidados assistenciais neces-
sários. Com relação à notificação desse caso no Siste-
ma de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), a 
conduta correta por parte do cirurgião-dentista é
(A) não notificar, pois não se trata de acidente de tra-
balho típico.
(B) não notificar, pois não há provas de que a história 
relatada seja de fato verdadeira.
(C) não notificar, pois somente os acidentes de trabalho 
graves ou fatais são de notificação compulsória.
(D) não notificar, pois a obrigatoriedade da notificação só 
se coloca para os profissionais médicos.
(E) obrigatoriamente notificar como acidente de trabalho 
no prazo de até 24 horas.
20. Os níveis de prevenção são as intervenções que podem 
ser realizadas em cada etapa da história natural da doen-
ça, com o objetivo de interromper ou retardar seu progres-
so. Um exemplo de prevenção terciária em saúde bucal é:
(A) aplicação de flúor em escolas para prevenção de 
cáries em crianças.
(B) implementação de programas comunitários de edu-
cação para redução de doenças periodontais.
(C) acompanhamento regular para evitar tratamentos 
odontológicos desnecessários em pacientes idosos 
com condições bucais estáveis.
(D) restauração de dentes com lesões cavitadas para 
evitar progressão da cárie e suas complicações.
(E) confecção de próteses dentárias para restaurar fun-
ção mastigatória em pacientes com perda dentária.
21. Em um ensaio clínico randomizado, realizado para avaliar a 
eficácia de um novo enxaguante bucal na redução da gen-
givite, foram recrutados 200 participantes, divididos aleato-
riamente em dois grupos: grupo intervenção (que utilizou 
o enxaguante) e grupo controle (que utilizou um placebo). 
Após seis meses, os resultados de redução da gengivite 
foram comparados entre os dois grupos. Com base nessa 
informação, assinale a alternativa que descreve correta-
mente uma característica essencial desse tipo de estudo.
(A) Em ensaios clínicos, a comparação entre os grupos 
é um aspecto secundário, sendo mais importante 
monitorar diretamente os efeitos do tratamento no 
grupo que recebe a intervenção.
(B) Ensaios clínicos podem envolver um grupo controle, 
embora, em alguns casos, prefira-se evitar placebo, 
especialmente para intervenções em saúde bucal.
(C) Um ensaio clínico geralmente envolve uma análise 
retrospectiva dos dados dos participantes, avaliando 
os efeitos da intervenção com base em informações 
anteriores.
(D) A randomização contribui para minimizar vieses 
e ntre os grupos, o que auxilia na avaliação dos efei-
tos do tratamento como fator diferencial.
(E) Ensaios clínicos focam principalmente na resposta 
ao tratamento nos indivíduos do grupo intervenção, 
enquanto o grupo controle serve para medir varia-
ções naturais dos desfechos.
7 PMOS2403/006-CirDentista-OdontopediatriaConfidencial até o momento da aplicação.
conHecimentos esPecÍficos
26. Para a execução de um correto acesso para o tratamento 
endodôntico dos dentes decíduos, é de suma importân-
cia o conhecimento da sua anatomia e características. 
Dessa forma, é correto afirmar que os dentes decíduos, 
em comparação com os dentes permanentes, possuem 
a câmara pulpar
(A) menos ampla dimensionalmente, o esmalte e a den-
tina menos mineralizados, e sua espessura maior.
(B) menos ampla dimensionalmente, o esmalte e a den-
tina mais mineralizados, e sua espessura menor.
(C) menos ampla dimensionalmente, o esmalte e a den-
tina menos mineralizados e sua espessura menor.
(D) mais ampla dimensionalmente, o esmalte e a dentina 
menos mineralizados, e sua espessura menor.
(E) mais ampla dimensionalmente, o esmalte e a dentina 
menos mineralizados, e sua espessura maior.
27. Após meticulosa avaliação clínica e radiográfica do pa-
ciente pediátrico para determinação do tratamento endo-
dôntico nos dentes decíduos, devem-se considerar como 
contraindicação para este procedimento dentes com
(A) perfuração do assoalho da câmara pulpar, não 
restauráveis, com reabsorção radicular patológica 
envolvendo mais de um terço radicular.
(B) perfuração do assoalho da câmara pulpar,com pulpi-
te irreversível, com presença de radiolucência apical 
ou na região de furca.
(C) presença de abscesso, não restauráveis, com pulpi-
te irreversível.
(D) reabsorção radicular patológica envolvendo mais de 
um terço radicular, com pulpite irreversível, com pre-
sença de radiolucência apical ou na região de furca.
(E) presença de radiolucência apical ou na região de 
furca, com presença de abscesso, não restauráveis.
28. No desenvolvimento embrionário a partir da banda epite-
lial primária, forma-se a lâmina dentária, tendo o embrião 
por volta de
(A) uma a duas semanas de vida intrauterina.
(B) três a quatro semanas de vida intrauterina.
(C) seis a sete semanas de vida intrauterina.
(D) oito a nove semanas de vida intrauterina.
(E) dez a onze semanas de vida intrauterina.
25. O edentulismo é um problema de saúde pública multi-
fatorial, que impacta negativamente a qualidade de vida 
e é influenciado por questões sociais, econômicas e de 
acesso à saúde. É correto afirmar que
(A) as políticas de saúde pública voltadas ao seu com-
bate devem focar prioritariamente na reabilitação 
protética, já que essa intervenção resolve a questão 
da funcionalidade mastigatória.
(B) sua prevalência tem diminuído principalmente em 
razão de avanços nas técnicas de reabilitação odon-
tológica, que agora estão mais acessíveis a toda a 
população.
(C) a promoção da saúde bucal e a educação preven-
tiva, especialmente em populações de maior vulne-
rabilidade socioeconômica, são fundamentais para 
reduzir a sua prevalência a longo prazo.
(D) seu impacto na saúde pública é limitado, pois sua 
principal consequência é estética, e não apresenta 
repercussões significativas na saúde geral dos indi-
víduos.
(E) a ausência de estratégias de atenção integral ao 
edentulismo tem baixo impacto na saúde pública, 
considerando que as demandas por serviços de rea-
bilitação dentária são atendidas em sua maioria pelo 
setor privado.
8PMOS2403/006-CirDentista-Odontopediatria Confidencial até o momento da aplicação.
33. A dieta em odontopediatria tem um papel decisivo na ma-
nutenção do estado nutricional e na aquisição e desen-
volvimento de hábitos alimentares saudáveis ao longo da 
vida. A Organização Mundial de Saúde e o Ministério da 
Saúde indicam a continuidade do aleitamento materno até
(A) um ano de idade e a introdução de alimentação com-
plementar balanceada e equilibrada a partir do pri-
meiro ano.
(B) dois anos de idade e a introdução de alimentação 
complementar balanceada e equilibrada a partir do 
sexto mês.
(C) três anos de idade e a introdução de alimentação 
complementar balanceada e equilibrada a partir do 
primeiro ano.
(D) um ano de idade e a introdução de alimentação com-
plementar balanceada e equilibrada a partir do sexto 
mês.
(E) dois anos de idade e a introdução de alimentação 
complementar balanceada e equilibrada a partir do 
segundo ano.
34. Com relação ao plano de tratamento em odontopediatria, 
é considerado objetivo básico a
(A) prevenção da cárie dentária, da doença periodontal 
e das maloclusões.
(B) realização do exame clínico, radiográfico e comple-
mentares.
(C) realização dos exames extraorais e intraorais.
(D) prevenção das doenças bucais e a introdução dos 
aspectos educativos.
(E) prevenção da cárie e a introdução dos aspectos pre-
ventivos.
35. Doença geralmente diagnosticada precocemente na in-
fância ou na pré-adolescência, hereditária autossômi-
ca dominante que apresenta crescimento simétrico dos 
maxilares, geralmente em maior frequência na região do 
ângulo mandibular na época da irrupção dos molares per-
manentes. Estas são características
(A) do cisto ósseo aneurismático.
(B) da lesão central de células gigantes.
(C) do cisto ósseo simples.
(D) do osteopetrose.
(E) do querubismo.
29. A cronologia da erupção dentária pode ser influenciada 
por diversos fatores genéticos e ambientais, mas, em li-
nhas gerais, é correto afirmar que inicia por volta de
(A) 8 meses e ocorre na sequência de incisivos cen-
trais, incisivos laterais, caninos, primeiros molares e 
segundos molares.
(B) 8 meses e ocorre na sequência de incisivos cen-
trais, incisivos laterais, primeiros molares, caninos e 
segundos molares.
(C) 6 meses e ocorre na sequência de incisivos late-
rais, incisivos centrais, primeiros molares, caninos e 
segundos molares.
(D) 6 meses e ocorre na sequência de incisivos cen-
trais, incisivos laterais, caninos, primeiros molares e 
segundos molares.
(E) 4 meses e ocorre na sequência de incisivos cen-
trais, incisivos laterais, caninos, primeiros molares e 
segundos molares.
30. Predominantemente, na dentição decídua, quando ocorre 
a união de dois germes dentários formando um único den-
te com dupla coroa e duas cavidades pulpares separadas 
chamamos:
(A) geminação.
(B) anquilose.
(C) união.
(D) atrofia.
(E) fusão.
31. A oclusão pode ser definida como a relação dinâmica 
morfológica e funcional entre todos os componentes do 
sistema estomatognático, e, na erupção pós-natal deste 
grupo dental, criam-se os verdadeiros guias para os mo-
vimentos lateroprotusivos. O grupo dental em questão 
é o de
(A) incisivos centrais.
(B) incisivos laterais.
(C) caninos.
(D) primeiros molares.
(E) segundos molares.
32. Um dos fatores primordiais para o perfeito crescimento 
e o desenvolvimento do recém-nascido está baseado no 
aleitamento materno, e o ato da amamentação permite 
um exercício fisioterápico necessário ao desenvolvimen-
to do seu sistema estomatognático. Durante a amamen-
tação, a mandíbula do recém-nascido é posicionada
(A) mais posteriormente.
(B) em situação de retroclusão.
(C) lateralmente.
(D) mais anteriormente.
(E) em situação de infraoclusão.
9 PMOS2403/006-CirDentista-OdontopediatriaConfidencial até o momento da aplicação.
40. O mau relacionamento anteroposterior entre as bases 
ósseas maxilares, em que a mandíbula se encontra em 
uma posição mais retruída e/ou a maxila se encontra 
mais protruída, acompanhado da alteração funcional dos 
tecido moles, é característica da oclusopatia classe
(A) I
(B) II
(C) III
(D) IV
(E) V
41. O conceito de cárie dentária no estágio inicial pode ser 
definido como sendo um processo de desmineralização 
relativamente lento, que se inicia a partir da descalcifi-
cação superficial do esmalte. Clinicamente apresenta-se 
como manchas
(A) acinzentadas, podendo ser reversíveis por meio da 
remineralização por fluorterapia.
(B) acinzentadas, sendo irreversíveis e exigindo proce-
dimento restaurador.
(C) brancas, podendo ser reversíveis por meio da remi-
neralização por fluorterapia.
(D) brancas, sendo irreversíveis e exigindo procedimento 
restaurador.
(E) amarelas, sendo irreversíveis e exigindo procedi-
mento restaurador.
42. É correto afirmar que os seguintes sintomas podem ser 
causados pela macroglossia:
(A) protusão da língua, diminuição da probabilidade de 
infecções respiratórias recidivantes, facilitador no 
desenvolvimento da fala, mastigação e deglutição.
(B) protusão da língua, aumento da probabilidade de 
infecções respiratórias recidivantes, dificuldade de 
fala, mastigação e deglutição.
(C) retrusão da língua, aumento da probabilidade de 
infecções respiratórias recidivantes, dificuldade de 
fala, mastigação e deglutição.
(D) retrusão da língua, diminuição da probabilidade de 
infecções respiratórias recidivantes, facilitador no 
desenvolvimento da fala, mastigação e deglutição.
(E) retrusão da língua, aumento da probabilidade de 
infecções respiratórias recidivantes, facilitador no 
desenvolvimento da fala, mastigação e deglutição.
36. Durante o desenvolvimento dental, podem ocorrer ano-
malias morfológicas que, quando apresentam coroa em 
forma de barril, com terço incisal mais estreito que o terço 
médio, também fazendo parte da hipoplasia sifílica, são 
chamadas de
(A) canino em amora.
(B) dens in dente.
(C) incisivo de Hutchinson.
(D) taurodontia.
(E) macrodontia.
37. A hiperdontia ocorre, na maioria das vezes, de forma uni-
lateral eacomete mais comumente a região de
(A) incisivos superiores, seguida pelos pré-molares, ca-
ninos, incisivos laterais e quarto molares superiores 
e inferiores.
(B) incisivos superiores, seguida pelos quarto molares 
superiores e inferiores, pré-molares, caninos e inci-
sivos laterais.
(C) caninos, seguida pelos incisivos inferiores, pré-mola-
res e quarto molares superiores e inferiores.
(D) caninos, seguida pelos pré-molares, incisivos late-
rais e quarto molares superiores e inferiores.
(E) quarto molares superiores e inferiores, seguida pelos 
caninos, incisivos superiores e pré-molares.
38. Uma das causas mais comuns da anomalia eruptiva é a 
perda precoce dos dentes decíduos, antecipando a erup-
ção dos permanentes. O grupo dental mais atingido por 
esta anomalia é o dos
(A) incisivos centrais.
(B) incisivos laterais.
(C) caninos.
(D) pré-molares.
(E) molares.
39. Adaptação de técnica radiográfica utilizada em crianças 
em idade pré-escolar que consiste em dobrar o filme pe-
riapical ao meio, segundo seu eixo menor, e, com fita 
adesiva, confeccionar uma asa de mordida voltada para 
uma das metades da face ativa do filme para radiogra-
far-se de um lado para cada face do filme. Esta é uma 
técnica
(A) interproximal.
(B) periapical de paralelismo.
(C) periapical de bissetriz.
(D) oclusal.
(E) de localização de Clark.
10PMOS2403/006-CirDentista-Odontopediatria Confidencial até o momento da aplicação.
46. Os anestésicos locais são fármacos que bloqueiam 
reversivelmente a condução do impulso nervoso. Entre 
eles, aqueles envolvidos em estímulos relacionados à 
dor e ao seu mecanismo de ação estão baseados no 
bloqueio dos canais de
(A) sódio, permitindo a despolarização neural, mantendo 
a célula em estado de repouso.
(B) sódio, que impedem a despolarização neural, man-
tendo a célula em estado de repouso.
(C) sódio, permitindo a despolarização neural, não man-
tendo a célula em estado de repouso.
(D) potássio, permitindo a despolarização neural, man-
tendo a célula em estado de repouso.
(E) potássio, impedindo a despolarização neural, man-
tendo a célula em estado de repouso.
47. Uma das grandes vantagens da utilização do tratamen-
to restaurador atraumático (ART) em crianças é a dimi-
nuição das perdas precoces na dentição decídua, mas 
um correto diagnóstico é primordial, já que a técnica não 
atende à necessidade restauradora de todos os casos, 
podendo ser indicada para
(A) casos que necessitem utilizar anestesia infiltrativa 
superficial, cavidades classe V, elemento dental com 
sintomatologia dolorosa leve.
(B) dentes com período de esfoliação curto, ausência de 
dor no elemento dental, cavidades classe V.
(C) casos que necessitem utilizar anestesia infiltrativa 
superficial, cavidades classe V, cárie precoce da 
infância.
(D) cavidades com profundidade média em dentina, 
ausência de dor no elemento dental, cárie precoce 
da infância.
(E) cavidades com profundidade média em dentina, 
elemento dental com sintomatologia dolorosa leve, 
dentes com período de esfoliação curto.
48. A escolha pelo melhor tipo de tratamento em um trauma 
dental requer conhecimento das estruturas afetadas e 
um diagnóstico aprimorado. Nos dentes decíduos, as fra-
turas radiculares mais frequentemente encontradas nos 
traumas dentais são as
(A) horizontais, podendo acometer o terço radicular cer-
vical e médio.
(B) horizontais, podendo acometer o terço radicular api-
cal, o médio ou o cervical.
(C) verticais, podendo acometer o terço radicular cervi-
cal e médio.
(D) verticais, podendo acometer o terço radicular médio 
e apical.
(E) transversais, podendo acometer o terço radicular 
apical, o médio ou o cervical.
43. A necessidade de utilização sistêmica pela criança de 
drogas como fenitoína, bloqueadores de cálcio ou imu-
nossupressores ocasiona primordialmente
(A) microdontia.
(B) hipoplasia do esmalte.
(C) crescimento gengival.
(D) reabsorção radicular.
(E) aumento dimensão vertical.
44. Dependendo do comprimento de onda do laser, ele é ab-
sorvido em porções mais superficiais ou atinge camadas 
mais profundas dos tecidos, diferenciando sua aplicação 
e indicação clínica. Dessa forma, é correto afirmar que os 
lasers de comprimento de onda menores, chamados de
(A) invisíveis ou infravermelhos distantes, têm aplicabili-
dade nos tecidos duros bucais.
(B) invisíveis ou infravermelhos distantes, têm aplicabili-
dade nos tecidos moles bucais.
(C) visíveis ou vermelhos distantes, têm aplicabilidade 
nos tecidos moles bucais.
(D) visíveis ou infravermelhos próximos, têm aplicabili-
dade nos tecidos moles bucais.
(E) visíveis ou infravermelhos médios, têm aplicabilidade 
nos tecidos duros bucais.
45. Conhecidamente a aplicação tópica de flúor é um dos 
métodos que contribui na manutenção do equilíbrio mi-
neral dos dentes, prevenindo a doença cárie, sendo o 
uso do fluorfosfato acidulado em gel a opção mais usual. 
Com relação às características do produto, é correto afir-
mar que ele possui
(A) 1,23% de proporção, concentração de 12 300 ppm 
de F e baixo pH (ácido).
(B) 1,23% de proporção, concentração 15 300 ppm de F 
e baixo pH (básico).
(C) 1,43% de proporção, concentração 12 300 ppm de F 
e alto pH (ácido).
(D) 1,43% de proporção, concentração 15 300 ppm de F 
e baixo pH (básico).
(E) 1,53% de proporção, concentração 12 300 ppm de F 
e alto pH (ácido).
11 PMOS2403/006-CirDentista-OdontopediatriaConfidencial até o momento da aplicação.
49. A estratégia do Programa de Saúde da Família (PSF) 
está estruturada a partir da Unidade de Saúde da Famí-
lia, que é composta por uma equipe multiprofissional de 
médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e agen-
tes comunitários da saúde e que tem uma proporção mé-
dia de um agente para
(A) 150 pessoas acompanhadas.
(B) 250 pessoas acompanhadas.
(C) 550 pessoas acompanhadas.
(D) 750 pessoas acompanhadas.
(E) 950 pessoas acompanhadas.
50. O prontuário dos pacientes, segundo o Código de Ética 
Profissional, deve ser obrigatoriamente elaborado e man-
tido pelos profissionais da odontologia de forma legível e 
atualizada, devendo constar os dados clínicos preenchi-
dos por sessão
(A) em ordem cronológica, com data, nome e assinatura 
do paciente e profissional.
(B) em ordem cronológica, com data, hora, nome, assi-
natura e número de registro do cirurgião-dentista.
(C) em ordem cronológica, com data, carimbo, número 
do conselho e assinatura.
(D) com data, hora, carimbo e assinatura.
(E) com data e nome do cirurgião-dentista.
Confidencial até o momento da aplicação.

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