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A partir de quantos funcionários tem que ter CIPA?
A partir de quantos funcionários tem que ter CIPA? Trata-se de uma pergunta que é frequentemente realizada aos profissionais da área de segurança e saúde do trabalho. Por isso, hoje, abordaremos a respeito do tema. Confira!
Prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e regulamentada pela Norma Regulamentadora nº 5 (NR-5), a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) é um instrumento de prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, com atribuições que buscam tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da saúde e segurança do trabalhador.
É uma exigência legal para as empresas que admitam empregados regidos pela CLT, e sua obrigatoriedade depende do grau de risco e do número de empregados no estabelecimento.
A constituição e manutenção da CIPA contribui positivamente para o desenvolvimento das atividades das organizações, quando tem seu funcionamento atuante e efetivo, em conformidade com as normas.
O que é CIPA?
De acordo com o subitem 5.1 da Norma Regulamentadora nº 5, a CIPA, como o próprio nome diz, é uma comissão composta por representantes dos empregados e do empregador para a prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.
É constituída por estabelecimento, de acordo com o número total de empregados e o grau de risco associado ao enquadramento da atividade econômica (CNAE). Para fins de dimensionamento da CIPA, consulte: Dimensionamento da CIPA – Passo a Passo.
Objetivo da CIPA
A CIPA tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador.
Para alcançar os objetivos, a CIPA tem algumas atribuições, dentre elas:
Acompanhar a identificação de perigos, a avaliação de riscos e a adoção de medidas de prevenção implementadas;
Elaborar o mapa de risco ou outra alternativa apropriada, considerando a percepção dos riscos dos trabalhadores, com assessoria do Serviço Especializado em Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), onde houver;
Averiguar os ambientes e condições de trabalho para identificar potenciais riscos à segurança e saúde dos trabalhadores;
Elaborar plano de trabalho que possibilite a ação preventiva em segurança e saúde no trabalho;
Participar no desenvolvimento e implementação de programas relacionados à saúde e segurança no trabalho;
Acompanhar a análise dos acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, e propor, quando for o caso, medidas para solução dos problemas identificados;
Promover, anualmente, em conjunto com o SESMT, onde houver, a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT).
Como é composta a CIPA?
A CIPA é composta por representantes dos empregados e do empregador.
Os representantes do empregador são indicados pelo próprio empregador e os representantes dos empregados são eleitos através de eleição formalmente convocada pela empresa.
A eleição dos representantes dos empregados é realizada através de voto secreto, podendo participar todos empregados interessados, independente de filiação sindical.
A designação do presidente é atribuição da organização, ou seja, dos empregadores, que escolhem entre os seus representantes, e os empregados escolhem, dentre os eleitos, o vice-presidente.
O mandato dos membros eleitos da CIPA terá duração de um ano, permitida uma reeleição.
Diferentemente do SESMT, cujos integrantes são profissionais especialistas em Segurança e Saúde no Trabalho (SST), a CIPA é um comitê no qual não há essa exigência para os membros.
Que tipo de empresa deve constituir a CIPA?
Devem constituir a CIPA e mantê-la em regular funcionamento:
Empresas privadas;
Empresas públicas;
Sociedades de economia mista;
Órgãos da administração direta e indireta;
Instituições beneficentes;
Associações recreativas;
Cooperativas;
Outras instituições que admitam trabalhadores como empregados.
Ou seja, todas as instituições que admitam trabalhadores regidos pela CLT são obrigadas a constituir a CIPA, observando os critérios de dimensionamento previstos na NR-5. Caso não haja esse enquadramento, o estabelecimento deve designar um profissional para o cumprimento das tarefas previstas na norma.
A partir de quantos funcionários tem que ter CIPA?
A verificação da obrigatoriedade de constituição da CIPA e sua respectiva composição são obtidas através do cruzamento das informações: quantidade de empregados x grau de risco.
Lembrando, que o grau de risco (GR) do estabelecimento é definido conforme o Quadro I da Norma Regulamentadora nº 4 (NR-4), que relaciona a CNAE com correspondente grau de risco para fins de dimensionamento do SESMT.
Agora retornando a pergunta e tema do texto, ou seja, “A partir de quantos funcionários tem que ter CIPA?”, temos que:
Quadro I – Dimensionamento da CIPA.
Dessa forma, conforme o Quadro I da NR-5 (Dimensionamento da CIPA), a quantidade mínima de funcionários para constituir CIPA é:
Estabelecimento de Grau de Risco 1: a partir de 81 funcionários;
Estabelecimento de Grau de Risco 2: a partir de 51 funcionários;
Estabelecimento de Grau de Risco 3 ou 4: a partir de 20 funcionários.
FISPQ: O que é e o que significa?
A Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ) também conhecida de Material Safety Data Sheet (MSDS), é uma importantíssima aliada na prevenção de doenças ocupacionais e acidentes de trabalho.
A convenção nº 170 da OIT, referente a segurança no trabalho com produtos químicos, denomina a FISPQ como a “Ficha com Dados de Segurança”.
A exposição a produtos químicos deve ser acompanhada pelos devidos cuidados e precauções, que são indicados na FISPQ. Portanto, é um documento informativo e orientador que, quando efetivamente utilizado, contribui para a segurança e saúde do trabalhador.
O que é e o que significa a FISPQ?
Como vimos, a sigla FISPQ significa Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos.
É um documento normatizado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e é obrigatório para todo produto químico classificado como perigoso, conforme o Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (GHS). Também é obrigatório para os produtos químicos não perigosos, cujo uso prevê riscos à segurança e saúde dos trabalhadores devido a sua origem.
Contém todas as informações de um produto químico (condições de manuseio e armazenamento, cuidados com o transporte, compatibilidade química, medidas de primeiros socorros, propriedades físicas e químicas, dentre outras). Por isso, sua comercialização e presença nas empresas que trabalham ou armazenam algum produto químico é indispensável e obrigatório.
Para que serve a FISPQ
A FISPQ serve, primariamente, para fornecer informações sobre o produto químico, suas características, os perigos e riscos associados e as medidas de proteção.
Serve para indicar como deve ser feita a manipulação do produto, os procedimentos adequados em caso de acidentes e derramamentos, além de informar os equipamentos de proteção individual. É um documento cuja finalidade é prover o trabalhador com as informações necessárias para o trabalho seguro. O desconhecimento incorre em atitudes inseguras que podem desencadear acidentes e doenças ocupacionais.
Estrutura da FISPQ
A FISPQ é dividida em 16 seções, abordando várias informações referentes a determinado produto químico, visando a informação, segurança e saúde do trabalhador, assim como, a proteção do meio ambiente.
Identificação do Produto e Empresa – Destaca o nome e os dados do produto, da empresa e/ou fornecedor.
Identificação de Perigos – Alerta sobre os perigos e efeitos do produto.
Composição e Informação sobre os Ingredientes – Aborda a composição e detalhes técnicos sobre o produto.
Medidas de Primeiros-Socorros – Descreve os procedimentos recomendáveis, caso ocorra inalação, contato com a pele, contato com os olhos e ingestão.
Medidas de Combate a Incêndio – Informa se o produto é inflamável e suas medidas de combate.
Medidasde Controle para Derramamento ou Vazamento – Especifica os procedimentos a serem adotados, caso ocorra um derramamento ou vazamento.
Manuseio e Armazenamento – Estabelece os procedimentos corretos e seguros no manuseio e armazenamento da substância.
Controle de Exposição e Proteção Individual – Especifica os limites de exposição, as medicas de controle de engenharia e os equipamentos de proteção individual apropriados.
Propriedades Físico-Químicas – Esclarece aspectos físicos e químicos da substância. Por exemplo: Odor, pH, cor, ponto de fusão e ebulição.
Estabilidade e Reatividade – Refere-se a estabilidade do produto, as reações perigosas e as substâncias incompatíveis.
Informações Toxicológicas – Retrata sobre a toxicidade, os efeitos e o tempo de exposição.
Informações Ecológicas – Aborda sobre os efeitos ambientais, comportamentos e impactos do produto, a ecotoxicidade.
Considerações sobre Tratamento e Disposição – Estabelece recomendações sobre o produto e embalagens usadas.
Informações sobre Transporte – Específica os detalhes sobre as regulamentações nacionais e internacionais no transporte da substância.
Regulamentações – Estabelece a legislação aplicável à determinada substância.
Outras Informações – Informações gerais e específicas de cada produto, além de siglas e bibliografia.
A FISPQ tem validade?
A FiSPQ não tem validade, porém é responsabilidade da empresa fabricante do produto manter os dados atualizados, visto que podem surgir novas evidências sobre os efeitos das substâncias químicas na saúde e no meio ambiente.
Qual a importância da FISPQ?
A FISPQ é importante porque fornece ao trabalhador as informações necessárias para o trabalho seguro.
Conhecer o produto químico com o qual está trabalhando é essencial para evitar acidentes e doenças ocupacionais. Por meio da FISPQ é possível saber quais produtos não devem ser inalados, ou não podem ter contato com a pele, ou não podem ser descartados no ambiente.
Quem fornece ou elabora a FISPQ?
O responsável pelo fornecimento da FISPQ é o fornecedor do produto químico, que deve deixar disponível para os clientes. A elaboração deve ser feita por um profissional com conhecimentos técnicos específicos sobre o produto.
Qual a NR que fala sobre FISPQ?
A Norma Regulamentadora nº 26 (NR-26) é a norma que estabelece que, “o fabricante ou, no caso de importação, o fornecedor no mercado nacional deve elaborar e tornar disponível ficha com dados de segurança do produto químico para todo produto químico classificado como perigoso“.
Onde deve ficar a FISPQ?
A FiSPQ deve ser disponibilizada no local onde os produtos químicos são manipulados e/ou armazenados, ficando à disposição dos empregados para consultá-la sempre que necessário.
Modelo de FISPQ
A seguir, a FISPQ da gasolina, um produto presente no dia-a-dia que requer inúmeros cuidados.
Como consultar ou encontrar a FISPQ dos produtos químicos?
A FISPQ pode ser encontrada e consultada diretamente com o fabricante/fornecedor do produto. Atualmente, grande parte desses documentos podem ser consultados online. Como é um documento obrigatório, deve estar disponível para os consumidores.
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