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Gestão e Liderança: Análise do Papel do Gestor na Instituição Escolar
Geislaine Gonçalves Ferreira Mussolin¹
Roselaine Feijão Dos Santos¹
Rosimeri Weber¹
Tairini Back ¹
Wanessa Vianeli Roncalio¹
Gabriele Marques Maurer Rodrigues²
RESUMO 
A pesquisa aborda a gestão e a liderança no contexto escolar, destacando sua importância para a criação de um ambiente de aprendizado efetivo e democrático. Em um cenário educacional em constante mudança, impulsionado por inovações tecnológicas e novas exigências pedagógicas, o papel do gestor escolar emerge como central. Esse profissional deve ir além da administração, atuando como um líder que influencia a cultura escolar e mobiliza a comunidade educacional em torno de objetivos comuns. A pesquisa analisa a relação entre as práticas de liderança do gestor e a motivação e engajamento dos educadores, bem como a importância da participação ativa de alunos, pais e professores. A gestão democrática, enfatizada aqui, reflete a necessidade de superar uma abordagem puramente técnica e promover um ambiente em que a participação e o comprometimento sejam fundamentais. Além disso, o estudo identifica desafios enfrentados pelos gestores, como a necessidade de implementar políticas educacionais inclusivas. Conclui-se que o gestor escolar deve ser visto como um educador que inspira e facilita a colaboração entre todos os membros da comunidade escolar, enfatizando o contínuo aprendizado e a reflexão sobre práticas de gestão e liderança. 
Palavras-chave: Gestão Escolar. Liderança Educacional. Participação Comunitária.
1. INTRODUÇÃO
 A gestão e a liderança no âmbito da educação são essenciais para criar um ambiente escolar que favoreça a aprendizagem e o desenvolvimento completo dos estudantes. Diante das frequentes mudanças no cenário educacional, impulsionadas por inovações tecnológicas, transformações sociais e novas exigências pedagógicas, o papel do gestor escolar se torna cada vez mais crucial. O gestor, mais do que um mero administrador, é um líder que exerce influência sobre a comunidade educacional, articulando saberes e práticas que impactam diretamente na qualidade do ensino e na formação de alunos críticos e participativos. 
 É de sua responsabilidade o papel de gerir a escola a partir das diretrizes e políticas públicas educacionais, além de implementar o projeto pedagógico de maneira a garantir que os estudantes atinjam os objetivos desejados.
 Esta pesquisa tem como objetivo geral apresentar uma análise sobre o papel do gestor escolar na promoção de um ambiente de ensino eficaz, destacando a importância da gestão e da liderança na melhoria dos processos educacionais e no fortalecimento da participação da comunidade escolar. Os objetivos específicos se trata de investigar as práticas de liderança do gestor escolar e sua relação com a motivação e engajamento da equipe educacional, identificando como essas práticas podem influenciar a qualidade do ensino e aprendizagem; examinar a importância da participação comunitária e da colaboração entre alunos, pais e professores nas decisões da escola, avaliando como essa interação pode contribuir para a democratização e efetividade da gestão escolar; identificar os desafios enfrentados pelos gestores escolares na implementação de políticas educacionais que promovam a inclusão e a melhoria contínua dos processos pedagógicos, buscando entender as competências necessárias para superar esses desafios.
 A justificativa da escolha deste tema é adquirir mais conhecimento acerca do real papel do gestor na instituição escolar, ampliar nossa compreensão de como as práticas de gestão influenciam o ambiente educacional. Para o desenvolvimento da pesquisa serão analisadas obras literárias, artigos, que abordam o assunto. Utilizaremos alguns autores para fundamentar o estudo que foi proposto e garantir que o trabalho possa agregar para outros acadêmicos. 
Segundo Sergiovanni (2004, p. 184) o líder de uma organização escolar deverá sentir-se vocacionado para a liderança, ou seja, “a sua motivação, não deve residir na possibilidade de obter ganhos em termos de estatuto, prestígio, poder ou outros, mas sim num compromisso inequívoco para melhorar a qualidade de vida que a escola dá a todos”.
1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A gestão escolar é uma área de fundamental relevância para o funcionamento das instituições de ensino. De acordo com Luck (2009), a gestão se define como um campo educacional que abrange atividades como planejamento, organização, liderança, orientação, mediação, coordenação, monitoramento e avaliação dos processos educacionais, com o objetivo de promover o aprendizado. 
Ainda para Luck (2009, p.1). O conceito de gestão escolar: 
O conceito de gestão está associado ao fortalecimento da democratização do processo pedagógico, a participação responsável de todos nas decisões necessárias e na sua efetivação mediante um compromisso coletivo com resultados educacionais cada vez mais efetivos e significativos. (LUCK, 2009, p.1).
A autora mencionada aponta que diversos profissionais desempenham papéis tanto diretos quanto indiretos na gestão das instituições de ensino. Ela destaca que os gestores escolares são a equipe de especialistas encarregados da organização e da orientação tanto administrativa quanto pedagógica da escola. Nesse contexto, a autora enfatiza a importância do diretor escolar, cuja função é guiar a filosofia e as práticas da escola, impactando seus resultados. Além disso, ela ressalta que a liderança escolar é apoiada por uma equipe composta por diretores assistentes ou auxiliares, coordenadores pedagógicos, supervisores, orientadores educacionais e secretários escolares.
 De acordo com Dias e Winkeler (2014): 
[...] é imprescindível que o gestor tenha a capacidade de conhecer e compreender como realmente se apresenta o clima e a cultura organizacional no seu âmbito escolar de modo a traçar seus objetivos e suas ações visando à melhoria do trabalho escolar como um todo. O gestor não deve se esconder das dificuldades ou culpá-las pelo fracasso escolar, ao contrário, ele deve assumir um papel de liderança e auxiliar que a comunidade escolar caminhe em direção ao sucesso do processo de ensino e aprendizagem (Dias; Winkeler, 2014, p.12)
 Com base nisso, Silva (2009) pontua sobre a disciplina: 
o gestor educacional, também, deve ter disciplina para superar os desafios que são encontrados nas funções de sua responsabilidade. Ao realizar suas funções, deve manter em evidência a necessidade da valorização da escola, dos funcionários e, principalmente, de seus alunos, para que os mesmos se sintam estimulados e incentivados para aprender e assimilar novos conhecimentos.
De acordo com Lück (2012), o tipo de liderança adotada pelo profissional que se compromete a liderar uma equipe pode levar a transformações significativas dentro do grupo de trabalho: 
Os gestores escolares, atuando como líderes, são os responsáveis pela sobrevivência e pelo sucesso de suas organizações. Chamamos de liderança a um conjunto de fatores associados como, por exemplo, a dedicação, a visão, os valores, o entusiasmo, a competência e a integridade expressos por uma pessoa, que inspira os outros a trabalharem conjuntamente para atingirem objetivos e metas coletivos. A liderança eficaz é identificada como a capacidade de influenciar positivamente os grupos e de inspirá-los a se unirem em ações comuns coordenadas. Os líderes traduzem as nossas incertezas e nos ajudam a cooperar e trabalhar em conjunto para tomarmos decisões acertadas. (CHIAVENATO, 1994, apud, LÜCK, 2012, p. 33).
Assim, o profissional que ocupa a posição de gestor escolar deve, inicialmente, dedicar-se a um processo de autoconhecimento, autoavaliação e reflexão. Isso é fundamental para que ele possa cultivar as habilidades e competências necessárias para desempenhar sua função com integridade e eficácia. É imprescindível que tenha bem definidos os seus princípios em relação à educação, participação e democracia, de modo a enfrentar os desafiosque surgem e lidar com as frustrações e insucessos de sua atuação, transformando essas experiências em oportunidades de aprendizado e crescimento.
 Bento (2008, p. 37) diferencia a liderança da gestão: “a liderança é mais emocional, inovadora, criativa, inspiradora, visionária, relacional-pessoal, original, proactiva, assente em valores. A gestão é mais racional, “fria”, calculista, eficiente, procedimental, imitadora, reactiva”. Em resumo, a liderança e a gestão desempenham papéis distintos e exigem abordagens específicas. 
 Mais ainda para Lück (2004, p. 32):
 É do diretor da escola a responsabilidade máxima quanto à consecução eficaz da política educacional do sistema e desenvolvimento plenos dos objetivos educacionais, organizando, dinamizando e coordenando todos os esforços nesse sentido e controlando todos os recursos para tal. 
Nessa perspectiva, “a gestão democrática deve implicar necessariamente a participação da comunidade”. (PARO, 2006b, p. 16). Portanto, o papel do diretor é fundamental para implementar mudanças que visem suprir as necessidades e interesses de indivíduos e grupos, atuando como um elo entre a comunidade e a escola, representando a instituição. 
Todo o processo relacionado à gestão educacional democrática envolve múltiplos debates e é parte da luta de educadores e movimentos sociais que buscam uma educação pública de maior qualidade social e democrática. A democratização das escolas é apoiada pelos educadores, que a veem como um caminho para desenvolver processos pedagógicos que assegurem a continuidade dos profissionais da educação no sistema escolar, por meio da ampliação das oportunidades educacionais. É essencial que toda a comunidade escolar: professores, alunos, funcionários e pais participem ativamente das decisões relacionadas à escola.
Desafia-se na administração escolar a capacidade de superar uma ação meramente técnica (administração de normas, pessoal e material), efetivando-se uma função política há muito tempo desgastada pela atuação perante executora das decisões de gabinete dos tecnoburocratas. A novidade da proposta reside em exigir do administrador – educador que ele compreenda a dimensão política de sua ação administrativa, que se respalda na ação colegiada, rompendo com a rotina alienada do mundo impessoal e racionalizada da burocracia, que permeia ou melhor, cimenta a dominação das organizações modernas. Em síntese, propõe-se recuperar com vigência o papel do diretor- educador na liderança do processo educativo. (PRAIS, 1994, p.60).
Com essas mudanças, substitui-se o enfoque de administração pela gestão, não significando apenas uma mudança de terminologia, mas uma alteração de atitude e orientação conceitual, para que sua prática seja promotora de transformações de relações do poder, de práticas e da organização escolar em si.
Portanto, o papel do gestor escolar consiste em orientar e definir as prioridades para a equipe ao seu redor, destacando as melhores alternativas e direções a serem adotadas. Seu objetivo deve ser adaptar abordagens gerais às necessidades específicas de sua comunidade escolar, reconhecendo que o que funciona bem em uma instituição pode não ser adequado para outra. Além disso, é fundamental que o gestor seja capaz de lidar com a diversidade de opiniões dentro de sua equipe, tomando decisões que promovam uma ação democrática e que tragam benefícios a todos ou à maior parte do grupo. De acordo com Libâneo (2008, p.105), “a participação consiste em um meio de alcançar melhor e mais democraticamente os objetivos da escola, que se centram na qualidade dos procedimentos metodológicos de ensino e aprendizagem”. Desta forma apresenta a necessidade de ressaltar que para a escola alcançar sua autonomia, deve haver a participação constante e mútua de todos os envolvidos nos diversos processos que ocorrem nos espaços educativos.
É primordial que a comunidade escolar compreenda as responsabilidades do diretor da escola e o que sua função envolve. Dessa forma, estará em condições de participar ativamente e colaborar para o aprimoramento do ambiente educacional.
Uma das competências básicas do diretor escolar é promover na comunidade escolar o entendimento do papel de todos em relação à educação e a função social da escola, mediante a adoção de uma filosofia comum e clareza de uma política educacional, de modo a haver unidade e efetividade no trabalho de todos. O desenvolvimento dessa concepção passa pelo estudo contínuo de fundamentos, princípios e diretrizes educacionais, postos tanto na legislação educacional, que define os fins da educação brasileira e organiza e orienta a sua atuação, quanto na literatura educacional de ponta e atual. (PENIM, 2011, apud, LÜCK, 2006, p. 18).
Lück (2006, p. 71) ressalta que cabe aos professores, alunos e pais de aluno 
Perceber que são eles que constroem realidade escolar desde a elaboração de seu projeto pedagógico até a efetivação de sua vivência e ulterior promoção de transformações significativas. Não se trata de conceder, doar ou impor participação, mas sim de estimulá-la, de modo que se integre nesse processo contínuo (LÜCK, 2006, p. 71).
 Ainda para Lück,
A promoção da participação deve ser orientada e se justifica na medida em que seja voltada para a realização de objetivos educacionais claros e determinados, relacionados à transformação da própria prática pedagógica da escola e de sua estrutura social, de maneira a se tornar mais efetiva na formação de seus alunos e na promoção de melhoria de níveis de aprendizagem (LÜCK, 2006, p. 52).
 Assim,
É necessário um conhecimento geral dos problemas enfrentados pela comunidade escolar por parte dos gestores para que estes possam realizar um planejamento que pode e deve se iniciar a partir do trabalho deles mesmos, considerando que são os próprios gestores que irão fazer a diferença para que haja um trabalho em equipe de modo a haver um esforço coletivo e uma mobilização conjunta para superar as dificuldades do cotidiano escolar (Dias; Winkeler, 2014, p.4)
As obrigações legais e éticas do gestor escolar na posição de diretor são diversas e de grande importância, especialmente no que diz respeito à habilidade de lidar com pessoas e de harmonizar uma variedade de ideias e concepções, que precisam ser respeitadas e valorizadas. Segundo Chiavenato, existem cinco pilares fundamentais que devem ser considerados na prática da gestão:
1.Delegação de responsabilidade às pessoas pelo alcance de metas e resultados; 2. Liberdade para que todas as pessoas escolham métodos e processo de trabalho; 3. Atividade grupal e solidária, a equipe precisa estar coesa; 4. Participação da equipe nas decisões; 5. Autoavaliação do desempenho da própria equipe; (CHIAVENATO, 2004, p.166).
Dessa forma, o gestor deve adotar quatro abordagens que transmitam confiança à sua equipe:
1.Autoridade – dar poder às pessoas para que possam tomar decisões independentes sobre ações e recursos; 2. Informação – disseminar a informação e facilitar a tomada de decisões, buscando novos caminhos e soluções; 3. Recompensas – proporcionar incentivos; 4. Competências – ajudar as pessoas a aprender e desenvolver habilidades e competências para melhor utilizar a informação e a autoridade. (CHIAVENATO, 2004, p.166).
Portanto, o gestor escolar precisa possuir as habilidades e competências necessárias para gerir a instituição de ensino, com o objetivo de promover a melhoria da aprendizagem dos estudantes, fundamentando-se nos princípios legais e éticos que norteiam sua atuação.
E concluindo de acordo com Saviani, Bicudo e Silva (1996): 
Nesse contexto, cabe colocar, entretanto, que por ser a escola uma instituição de natureza educativa, ao diretor cabe o papel de garantir o cumprimento da função educativa que é a razão de ser da escola. Assim, o diretor de escola, antes de um administrador é um educador. (p. 208).
3. MATERIAIS E MÉTODOS 
A metodologia de pesquisa, segundo Berto & Nakano (1998, p.2) “prove subsídio ao planejamento e desenvolvimentosistematizado de uma investigação científica a respeito de um fenômeno observado na realidade do mundo físico/material”. Ou seja, a metodologia de pesquisa busca captar acontecimentos e informações reais, utilizar um ou vários métodos combinados de observação, buscando entendê-la, explicá-la e aplicá-la.
Para realizar esta pesquisa foi utilizado método bibliográfico, devido a necessidade de buscar algo já publicado, para o conhecimento mais detalhado sobre o tema a ser abordado. Utilizou-se livros, artigos, textos que abordam o assunto. Segundo Macedo (1994, p. 13), a pesquisa bibliográfica: “Trata-se do primeiro passo em qualquer tipo de pesquisa científica, com o fim de revisar a literatura existente e não redundar o tema de estudo ou experimentação”.
A abordagem do trabalho se apresenta como cunho qualitativo, uma vez que não se tem a intenção de quantificar dados, mas sim ampliar saberes, aprofundar estudos e ter mais experiência com a vida acadêmica.
[...] a pesquisa qualitativa responde a questões referentes a um conjunto de fenômenos humanos entendido aqui como parte da realidade social, pois o ser humano se distingue não só por agir, mas por pensar sobre o que faz e por interpretar suas ações dentro e a partir da realidade vivida e partilhada com seus semelhantes (MINAYO, 2009, p. 21).
Esta pesquisa tem o objetivo de tecer uma análise sobre o papel do gestor escolar na promoção de um ambiente de ensino eficaz, destacando a importância da gestão e da liderança na melhoria dos processos educacionais e no fortalecimento da participação da comunidade escolar. E de acordo com Dalberio (2008):
O diretor não deve ser autoritário, pois, ao gestor cabe o perfil de ser democrático e, portanto, desenvolver condições de favorecer o processo democrático no cotidiano da escola. Para possuir todas essas características, o gestor deve dispor também de grande arcabouço teórico na área da pedagogia, bem como das habilidades técnicas e políticas, que representam recursos fundamentais para se garantir uma gestão dentro de uma perspectiva democrática, da qual todos participam. (p. 3).
 Figura 1- Dia da Família na Escola 
 FONTE: Galeria do Autor (2024)
 
Na imagem é possível observar um momento animado e cheio de alegria durante a gincana realizada no Dia da Família na escola. No centro da cena, pais e filhos estão interagindo, compartilhando risadas e se divertindo em diversas atividades. As crianças, com expressões de entusiasmo e energia, estão vestidas com camisetas coloridas, além de balões, cartazes e grito de guerra representando suas equipes. Os professores estão ajudando a coordenar as atividades, incentivando as crianças e interagindo com os pais.
A diretora da escola, aparece na foto com uma marcação destacada, coordenando a gincana e as demais atividades, participando ativamente do evento e promovendo um dia divertido e de integração entre todos. A imagem transmite uma sensação de comunidade e a importância do engajamento familiar na educação, destacando os laços que se formam durante momentos de lazer e aprendizado conjunto.
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
Através da pesquisa apresentada foi possível explorar o papel do gestor na instituição escolar, trazer à tona conceitos fundamentais que vinculam a teoria da gestão e liderança à prática educativa. Através da revisão bibliográfica e da imagem representada, é possível evidenciar como a atuação do gestor reflete teorias já consolidadas nos estudiosos da área, e, ao mesmo tempo, contribui para o conhecimento existente.
A imagem retrata um importante momento de interação entre a comunidade escolar, onde pais, alunos e professores convergem para celebrar o “dia da família” com brincadeiras e atividades além de um delicioso pastel. Esta cena ilustra perfeitamente alguns dos conceitos discutidos ao longo do estudo sobre o papel do gestor escolar, que é essencial para a construção de um ambiente educativo positivo. A participação ativa da diretora na coordenação da gincana demonstra como a liderança se manifesta na prática: mediante uma gestão que promove o engajamento da família e da comunidade, reforçando assim as alianças necessárias para um processo educativo eficaz. Segundo Lück (2009), a gestão escolar deve ser entendida como um campo que não apenas organiza, mas também dinamiza e orienta as atividades pedagógicas, buscando a democratização do ambiente escolar.
A teoria apresentada neste trabalho reforça que o gestor escolar, conforme articulado por diversos autores, deve ser um líder que influencia a cultura e o clima da escola, e a imagem reflete essa dinâmica. Como salienta Sergiovanni (2004), o líder deve estar comprometido com o desenvolvimento da qualidade de vida educacional, indo além da mera administração. A imagem é um testemunho visual dessa abordagem, onde o clima de alegria e interação evidencia que a presença do gestor e sua capacidade de inspirar são fatores críticos para a motivação da comunidade escolar. Dias e Winkeler (2014) destacam a necessidade de o gestor conhecer e compreender o clima organizacional; a vibração positiva na gincana sugere que esse investimento relacional pode resultar em um ambiente propício para a aprendizagem.
Ainda, a colaboração que se vê na imagem entre pais, alunos e professores ilustra a importância da democracia e da participação coletiva defendidas por Paro (2006) e Libâneo (2008). No cenário apresentado, a gestão da escola se manifesta não como uma imposição, mas numa construção coletiva, em que cada indivíduo se sente parte do processo educativo. A inclusão da comunidade nas atividades escolares não só fortalece os laços familiares e a comunidade em si, mas também promove um ambiente que se torna mais receptivo aos desafios educacionais, demonstrando a eficácia da participação ativa. A interação entre todos os envolvidos no evento mostra que o gestor deve atuar como um facilitador, instigando um clima de colaboração.
Em suma, a análise vinculando teoria e prática (apresentada através da imagem) neste estudo revela a complexidade do papel do gestor escolar e a necessidade de sua atuação como um líder que não apenas gerencia, mas também inspira e mobiliza a comunidade para a construção de um ambiente de aprendizagem efetivo. A pesquisa contribui assim, pela análise crítica das práticas de liderança, para o enriquecimento do conhecimento na área da gestão educacional, recomendando uma reflexão contínua sobre o papel do gestor como facilitador do processo educativo frente aos desafios contemporâneos.
5. CONCLUSÃO
A análise realizada demonstrou que a gestão e a liderança são essenciais para enfrentar os desafios contemporâneos do cenário educacional, que se mostram cada vez mais complexos devido a transformações sociais e exigências pedagógicas. A pesquisa ressaltou a necessidade de um gestor que não somente implemente diretrizes educacionais, mas que atue como um catalisador de mudanças, promovendo uma cultura de participação ativa entre todos os membros da comunidade escolar: alunos, pais e educadores.
Além disso, ficou claro que as práticas de liderança do gestor têm um papel significativo na motivação e engajamento da equipe, influenciando diretamente o clima escolar e, por conseguinte, a qualidade da aprendizagem. O fortalecimento das relações interpessoais e a construção de um ambiente colaborativo são passos fundamentais para alcançar melhorias significativas no desempenho educacional.
Embora a pesquisa tenha contribuído para o entendimento do papel do gestor escolar, evidencia-se que há um campo vasto a ser explorado. A busca contínua por conhecimento e a promoção de uma gestão democrática devem ser incentivos constantes para todos envolvidos no processo educativo. Iniciativas como o envolvimento da família e a participação da comunidade nas atividades escolares, como observado em eventos como o “dia da família” na escola, são práticas que devem ser incentivadas e replicadas, pois são fundamentais para a construção de uma escola que realmenteatenda às necessidades e interesses de sua comunidade.
Conclui-se que a gestão escolar deve ser vista como uma prática dinâmica e colaborativa; um espaço de aprendizado contínuo, onde gestores, professores e alunos podem interagir, discutir e construir conhecimentos de forma conjunta. A valorização do papel do gestor como educador e líder é primordial para garantir que a escola cumpra sua função social de promover um ensino de qualidade, inclusivo e transformador, favorecendo a formação de cidadãos comprometidos com a realidade social. Portanto, é imprescindível promover e sustentar a reflexão sobre práticas de gestão e liderança nas escolas, fortalecendo assim o compromisso coletivo com a qualidade educacional.
REFERÊNCIAS
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