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UNIVERSIDADE PAULISTA ENFERMAGEM
ATIVIDADE PRÁTICA SUPERVISIONADA NA UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO – IRACEMÁPOLIS
LIMEIRA-SP 2025
ADEMIR CASSIO DO CARMO - T151BD6 ANA CLARA RIBEIRO CORDEIRO - N932686
BRUNA ERNESTINO DA SILVA - G588576
CASSIA ARIANE AMORIM CALORE - 2222005
CHRISTIANE REGINA DOS SANTOS NOVAES - G5350C6 ELOISI BORELLI SANTOS - N780541
KARINA PEREIRA – G430832
TATIANE JOBERLI XAVIER MACHADO - T151BD6
Trabalho referente ao Estágio Curricular, desenvolvido no Curso de Enfermagem.
Orientadora: Eliana Barbosa e Josefina Guimarães Arruda.
LIMEIRA-SP 2025
Ilustração 1: Fachada do Pronto Socorro de Atendimento 24h de Iracemápolis.	9
Ilustração 2: Fachada do Pronto Socorro de Atendimento 24h de Iracemápolis	9
Tabela 1 - Rotinas não realizadas	11
Tabela 2 - Etapas do processo de enfermagem	14
Tabela 3 - Tipos de cuidados e tempo necessário de cada profissional	17
Tabela 4 - Tipos de unidade e porcentagem de cada profissional	18
Tabela 5 - Lugares adequados para o descarpack	30
Tabela 6 - Plano de ação detalhado	31
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
SUMÁRIO
1. RECONHECIMENTO DA ESTRUTURA	6
1.1 Fluxos e circulação	6
1.2 Ambientes e áreas físicas	7
1.3 Dimensionamento e instalações	7
1.4 Acabamentos e conforto ambiental	8
1.5 Organização e processos	8
2. RECURSOS FÍSICOS DA UNIDADE - REQUISITOS TÉCNICOS	11
3 .PROCESSOS DE TRABALHO	12
3.1 Processos de tomada de decisão internos	13
3.2 Tipos e modelos de liderança adotadas pelo enfermeiro	13
3.3 Aplicação do processo de enfermagem pelo enfermeiro	15
4. CONHECIMENTO DOS RECURSOS MATERIAIS E EQUIPAMENTOS	18
5. RECONHECIMENTO DOS RECURSOS HUMANOS	19
5.1 ESCALA DE ATIVIDADES MENSAL	19
5.2 DIMENSIONAMENTO PESSOAL	20
5.3 AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO	22
5.4 EDUCAÇÃO CONTINUADA	22
5.5 ABSENTEÍSMO	23
6. INSTRUMENTO PARA AUDITORIA SETORIAL	24
7. IMPLANTAÇÃO DE PROJETOS DE MELHORIA/ PROJETO EDUCATIVO	34
7.1 Disponibilização de descarpack	34
7.2 Implementação do sistematização da assistência de enfermagem (sae)	36
7.3 Objetivos	37
7.3.1 Geral	37
7.3.2 Específicos	37
7.4 Justificativa	37
7.5 Conclusão	38
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS	44
1. RECONHECIMENTO DA ESTRUTURA
O Pronto Socorro Municipal Santa Cruz localiza-se na cidade de Iracemápolis, no estado de São Paulo, no endereço Rua Alcides de Oliveira Frasson, 400 – Jd. Antônio Joaquim Fagundes, e faz parte da Região Administrativa de Campinas. É alocado perto das principais rodovias como a Rodovia Washington Luís e a 20 km da Rodovia Anhanguera. , permitindo assim, fácil acesso para a prestação de serviços.
No Pronto Unidade de Pronto Atendimento (UPA) é possível receber cuidados correspondentes ao nível secundário de atenção à saúde, os quais englobam atendimentos especializados destinados a casos que demandam maior complexidade, abrangendo situações de média e alta gravidade. A estrutura organizacional da UPA é composta por equipes multiprofissionais qualificadas e preparadas para atender às demandas de urgência e emergência, com o propósito de oferecer serviços médicos voltados ao socorro imediato. Além disso, conta com as especialidades de clínica geral e pediatria.
De tal modo, observou-se que todo o complexo da UPA engloba 10 leitos ao total 3 da sala de emergência, 2 da ala feminina, 2 da ala masculina e por último 2 infantil, possuindo sala de triagem prévia, sala de soroterapia, sala de curativos, sala de radiografia e estacionamento, na qual atende uma população de aproximadamente 21.960 habitantes, sendo que cerca de 5.000 pessoas são atendidas mensalmente, com uma média diária estimada entre 180 e 220 atendimentos.
Comparando-se com as normas exigentes em relação com a realidade da unidade, observa-se:
1.1 Fluxos e circulação
· Separação de fluxos: A norma exige a diferenciação clara entre as rotas de pacientes, profissionais, materiais limpos e sujos para evitar a contaminação cruzada, na unidade hoje a rota do paciente não é clara e sem sinalização para identificação onde aguarda após passar pela consulta.
Não existe uma área de materiais sujos na sala de administração de medicamentos, somente a informação de enviar os materiais para sala de expurgo o que não acontece imediatamente após o uso.
10
· Entrada de ambulâncias: A norma exige que deve haver uma área externa coberta e exclusiva para a chegada e desembarque de pacientes de ambulâncias. Na unidade existe esta área e identificação.
· Portas: A norma exige que as portas devem ser largas e do tipo "vai e vem" para facilitar a passagem de macas e equipamentos, principalmente em áreas críticas como salas de emergência e centros cirúrgicos, mas sim a estrutura está dentro das normas.
1.2 Ambientes e áreas físicas
· Sala de espera: A norma exige que seja ampla o suficiente para acomodar o fluxo de pacientes, evitando aglomeração a unidade possui esta estrutura.
· Recepção e triagem: A norma exige que a estrutura deve incluir uma sala de classificação de risco (triagem), que é o primeiro contato do paciente com o serviço de urgência, mas hoje a unidade possui uma sala de triagem ao lado da recepção.
· Consultórios: A norma exige que deve haver consultórios para atendimento clínico, com separação e garantia de privacidade para o paciente, sim a unidade possui consultório garantindo o atendimento com privacidade.
· Salas de procedimentos: A norma exige áreas específicas para procedimentos simples e estéreis são obrigatórias, a unidade possui uma sala de sutura onde é realizado os procedimentos estéreis.
· Leitos e box: A norma exige que o pronto-socorro deve ter leitos hospitalares para observação, que devem ser separados por cortinas ou divisórias para garantir a privacidade do paciente, a unidade quartos com leitos, masculino, feminio e infantil.
· Área de isolamento: A norma exige ambientes de isolamento respiratório são exigidos para casos de doenças infectocontagiosas, seguindo os requisitos mínimos da Anvisa, hoje não existe esta sala, quando isso ocorre é colocado o paciente em um quarto (masculino, feminino ou infantil) comum.
1.3 Dimensionamento e instalações
· Dimensionamento: A norma exige tabelas com as dimensões mínimas para cada ambiente, dependendo do porte e complexidade do estabelecimento. É necessário descrever o dimensionamento e a quantificação dos ambientes no projeto, não existe no momento.
· Instalações elétricas: A norma exige equipamentos essenciais, como ventiladores e bombas de infusão, que devem ser mantidos carregados ou ter acesso a fontes de energia confiáveis hoje possui esta estrutura ligada a geradores.
· Laboratório de emergência: A norma exige caso a unidade precise de um laboratório interno, ele deve seguir as especificações de área mínima e bancadas com pias, hoje não possui tudo é enviado para outra unidade realizar e retornar com os resultados.
1.4 Acabamentos e conforto ambiental
· Superfícies: Paredes, pisos e tetos devem ser lisos, não porosos, impermeáveis e laváveis, para facilitar a higienização e controle de infecções, hoje a pintura é meia parede lavável e os pisos são de vinílico cirúrgico.
· Isolamento acústico: É necessário adotar medidas para reduzir a poluição sonora, tornando o ambiente mais acolhedor e menos estressante para pacientes e familiares, hoje o ambiente tem esse controle de poluição sonora.
1.5 Organização e processos
· Documentação: A estrutura organizacional e as rotinas técnicas do pronto-socorro devem ser documentadas, atualizadas e disponíveis para os profissionais, hoje a unidade está em fase de implantação da rotina.
· Ambiência: Promover um ambiente acolhedor, que preserve a dignidade e a privacidade do paciente, é uma exigência, hoje a equipe trabalha de forma a promover o bem estar aos paciente sem discriminação e de forma a preservar a dignidade dos pacientes.
· Equipe multidisciplinar: A unidade deve contar com uma equipe multidisciplinar, incluindo médicos, equipe de enfermagem e outros profissionais, hoje a equipe é formada por médico, farmacêutico, técnico, enfermeiro porém não possui psicólogo nem assistentesocial na unidade.
Os aspectos facilitadores e dificultadores existentes na área física são:
Facilitadores:
· Circulação otimizada, corredores largos.
· Materiais de fácil limpeza, superfícies lisas e sem emendas( piso paredes..) contribuindo para prevenção de infecção hospitalar.
· Área de espera confortável na recepção, com sanitários, água, ar melhorando a experiência dos pacientes.
· Iluminação e ventilação, boa ventilação e iluminação na unidade.
Dificultadores:
· A falta de setorização separa as áreas por nível de gravidade (classificação de risco, emergência, observação) e função (consultórios, exames) otimiza o fluxo de pacientes e direciona a equipe de forma eficiente.
· Não possui linha de visão desobstruída dificultando a visualização do paciente a partir do posto de enfermagem.
Ilustração 1: Fachada do Pronto Socorro de Atendimento 24h de Iracemápolis
Ilustração 2: Fachada do Pronto Socorro de Atendimento 24h de Iracemápolis
2. RECURSOS FÍSICOS DA UNIDADE - REQUISITOS TÉCNICOS
Sobre a construção da UPA de Iracemápolis, conta com piso vinílico hospitalar com cantos arredondados; pintura meia parede na cor azul lavável que são projetadas para facilitar a limpeza e remoção de manchas sem danificar a pintura e meia parede não lavável do meio até o teto. Ambiente bem ventilado com portas e janelas que fazem a ventilação local; As salas de emergência, curativo, recepção, administração e raio-x sendo climatizados com ar condicionado, promovendo conforto aos profissionais e pacientes, possui iluminação em led.
Em relação ao fluxo de pessoas nos setores da UPA, tende a variar de acordo e a depender do dia da semana, como por exemplo aos feriados e finais de semanas o fluxo tende a aumentar. Na emergência o fluxo é diminuído em dias de segunda a quinta, baixo fluxo na sala de soroterapia também em dias de semana, tende a aumentar em feriados e finais de semana igualmente na sala de medicação intramuscular. O fluxo na sala de curativo é sempre mais baixo comparado aos outros setores.
3 .PROCESSOS DE TRABALHO
O Manual de Normas e Rotinas e os Procedimentos Operacionais Padrão (POP’s) constituem instrumentos fundamentais para a organização, padronização e qualidade dos serviços de saúde. Esses documentos têm como finalidade orientar a equipe multiprofissional quanto às práticas assistenciais e administrativas, garantindo a execução uniforme e segura das atividades, bem como a eficiência e a resolutividade no atendimento aos usuários.
O Manual de Normas e Rotinas estabelece diretrizes que norteiam o funcionamento da instituição, abrangendo aspectos éticos, técnicos e administrativos. Nele estão descritas as rotinas operacionais de cada setor, os fluxos de atendimento, às condutas clínicas e os protocolos de segurança, com o intuito de assegurar a qualidade da assistência e a segurança do paciente. Já os POP's detalham, de forma objetiva e sequencial, cada procedimento a ser executado, indicando os materiais necessários, os responsáveis, os cuidados envolvidos e os critérios de avaliação, de modo a garantir a padronização das ações e reduzir possíveis falhas.
A utilização desses instrumentos contribui significativamente para o aprimoramento da prática profissional e para a consolidação das boas práticas de saúde, além de promover a educação permanente dos colaboradores. Contudo, observa-se que o Pronto-Socorro de Iracemápolis não adota
· Manual de Normas e Rotinas nem os POP’s como normas padronizadas em sua rotina institucional,
· que pode comprometer a uniformidade dos procedimentos e a padronização das condutas assistenciais.
Sendo assim, é possível observar que não há uma rotina para a recepção e atendimento de pessoas:
Tabela 1 - Rotinas não realizadas
	Rotina
	Status
	Admissão de pacientes;
	Não se aplica
	Transferência de pacientes;
	Não se aplica
	Alta de pacientes;
	Não se aplica
	Óbito de pacientes;
	Não se aplica
	Encaminhamento de pacientes para exames;
	Não se aplica
	Encaminhamento de pacientes para procedimentos cirúrgicos;
	Não se aplica
	Encaminhamento de materiais para esterilização a óxido de etileno;
	Não se aplica
	Referência / Contra-referência
	Não se aplica
3.1 Processos de tomada de decisão internos
A Teoria das Relações Interpessoais, desenvolvida por Hildegard Peplau, enfatiza a importância da comunicação e das conexões humanas no cuidado em saúde. Segundo essa teoria, a interação entre enfermeiro e paciente vai além dos procedimentos técnicos, envolvendo uma relação terapêutica profunda que se desenvolve em diferentes etapas. No contexto da gestão de equipes de enfermagem, os princípios de Peplau podem orientar o processo de tomada de decisões, promovendo uma liderança baseada na compreensão e no diálogo. Em vez de adotar uma postura autoritária, o líder deve procurar entender as necessidades, preocupações e opiniões de sua equipe, estimulando a cooperação e o respeito mútuo. Dessa forma, ao utilizar uma comunicação empática e transparente, os enfermeiros fortalecem o espírito de equipe, tomam decisões mais assertivas e contribuem para um ambiente de trabalho mais saudável, refletindo diretamente na qualidade do cuidado oferecido aos pacientes.
Na unidade de saúde em questão, eles não aplicam nenhuma teoria de enfermagem para embasamento.
3.2 Tipos e modelos de liderança adotadas pelo enfermeiro
À medida que as teorias sobre liderança foram se desenvolvendo, os estudiosos passaram a concentrar suas pesquisas na análise dos estilos de liderança. Esse movimento, que teve início na
década de 1940, marcou uma mudança em relação à teoria dos traços que buscava identificar as características pessoais dos líderes, passando a focar nas ações e comportamentos específicos que definem o exercício da liderança.
Formas de liderança descritas na literatura:
1- Liderança Autocrática: O líder toma todas as decisões sozinho, sem ouvir a equipe.
· Características: Centralização do poder, foco em regras e controle rígido.
· Vantagens: Eficiência em situações de emergência (ex: pronto-socorro).
· Desvantagens: Pode gerar insatisfação e desmotivação na equipe.
· 	Exemplo: Em um atendimento de emergência o enfermeiro dá as ordens rápidas e direta para a equipe
2- Liderança Democrática (Participativa): O líder valoriza a opinião da equipe e estimula a participação nas decisões.
· Características: Comunicação aberta, cooperação, delegação de tarefas.
· Vantagens: Melhora o clima organizacional e o comprometimento.
· Desvantagens: Pode ser mais lenta na tomada de decisões.
· Exemplo: O Enfermeiro junto com a equipe define qual o melhor cuidado para um paciente
· ​
3- Liderança Liberal (Laissez-Faire): O líder dá liberdade total para que os membros decidam e atuem por conta própria.
· Características: Pouco controle, autonomia da equipe.
· Vantagens: Incentiva a criatividade e independência.
· Desvantagens: Pode gerar desorganização se a equipe não for madura e responsável.
· Exemplo: O enfermeiro delega funções para cada membro da equipe executar e controlar
· ​
4- Liderança Transformacional: O líder inspira e motiva a equipe por meio de valores, propósito e exemplo.
· Características: Foco em inovação, motivação, crescimento pessoal e profissional.
· Vantagens: Aumenta o engajamento e o desempenho.
· Desvantagens: Exige grande habilidade emocional e tempo para desenvolvimento.
· Exemplo: O enfermeiro incentiva mudanças positivas e reconhece o esforço da equipe.
5- Liderança Transacional:: Baseia-se em recompensas e punições para alcançar metas.
· Características: Controle, metas claras e supervisão constante.
· Vantagens: Funciona bem em ambientes com tarefas rotineiras.
· Desvantagens: Pouca flexibilidade e foco restrito no resultado imediato.
· Exemplo: O enfermeiro elogia quem cumpre metas e corrige quem não segue protocolos.
6- Liderança Situacional: O líder adapta seu estilo conforme a situação e o nível de maturidade da equipe.
· Características: Flexibilidade, análise de contexto e da equipe.
· Vantagens: Melhor resposta a diferentes cenários.· Desvantagens: Exige alto nível de percepção e experiência.
· Exemplo: O enfermeiro adota uma postura autocrática em uma emergência e democrática em reuniões de planejamento.
7- Liderança Coaching: O líder atua como mentor, desenvolvendo habilidades e potencial da equipe.
· Características: Feedback constante, estímulo à autoconfiança e aprendizado.
· Vantagens: Melhora o desempenho e o desenvolvimento profissional.
· Desvantagens: Requer tempo e comprometimento.
· Exemplo:O enfermeiro orienta e capacita um técnico novo para aprimorar sua técnica.
O modelo de liderança atualmente adotado na unidade apresenta características predominantemente autocráticas, com ênfase rigorosa em normas e procedimentos. Essa postura, embora inicialmente necessária, tem dificultado o estabelecimento de um ambiente de convivência harmonioso e pautado no respeito mútuo entre a equipe e a liderança.
Apesar de o estilo autocrático poder ser compreendido diante do contexto deixado pela gestão anterior, torna-se recomendável a transição para um modelo mais flexível, como o de liderança participativa. Esse modelo valoriza a contribuição de cada membro da equipe, promovendo o engajamento e o sentimento de pertencimento. Além disso, a incorporação de elementos do estilo coaching, voltado ao mentoreamento, ao desenvolvimento e à potencialização das competências
individuais e coletivas, pode favorecer o aprimoramento do desempenho e fortalecer as relações interpessoais dentro da unidade.
3.3 Aplicação do processo de enfermagem pelo enfermeiro
O Processo de Enfermagem (PE) constitui um método científico sistematizado que orienta a prática profissional do enfermeiro, assegurando uma assistência humanizada, segura e individualizada. Fundamenta-se em teorias de enfermagem, como a de Wanda de Aguiar Horta, que adota as necessidades humanas básicas como eixo central do cuidado.
Seu principal objetivo é direcionar e organizar a assistência de enfermagem, promovendo a continuidade do cuidado, a identificação das reais necessidades do paciente e o desenvolvimento do raciocínio clínico e do julgamento profissional. Dessa forma, o Processo de Enfermagem (PE) contribui para a melhoria da qualidade da assistência prestada e para o fortalecimento da comunicação entre os membros da equipe de enfermagem.
Tabela 2 - Etapas do processo de enfermagem
	ETAPAS DO PROCESSO DE ENFERMAGEM
	Etapas
	Descrição
	Objetivo
	Coleta de dados (Histórico de enfermagem)
	Levantamento de informações sobre o paciente por meio de entrevista, exame físico e observação.
	Identificar necessidades, problemas e condições clínicas.
	Diagnóstico de Enfermagem
	Interpretação e análise dos dados coletados, identificando respostas humanas ao processo de saúde-doença.
	Formular diagnósticos baseados na NANDA-I
	Planejamento
	Definição de resultados esperados e intervenções.
	Estabelecer metas e ações de cuidado de forma sistemática
	Implementação (Prescrição de Enfermagem)
	Execução das ações planejadas.
	Colocar o plano em prática com técnica, ética e segurança.
	Avaliação
	Verificação dos resultados obtidos e da eficácia das ações.
	Replanejar o cuidado se necessário.
A ausência da aplicação efetiva da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) em uma unidade representa uma lacuna significativa no processo de cuidado, uma vez que compromete a organização, o planejamento e a continuidade das ações de enfermagem. A SAE é um instrumento fundamental que norteia a prática profissional com base em princípios científicos, promovendo a qualidade, a segurança e a individualização da assistência.
Na Unidade de Pronto Atendimento de Iracemápolis, observa-se que a SAE ainda não está implementada ou segue sendo aplicada de forma não padronizada, o que indica a necessidade de adoção de um modelo teórico de referência que sustente sua estruturação. Entre os modelos teóricos disponíveis, destaca-se a Teoria das Necessidades Humanas Básicas de Wanda de Aguiar Horta, amplamente reconhecida no contexto brasileiro por oferecer fundamentos sólidos para a operacionalização da SAE.
O modelo de Horta orienta o processo de enfermagem com base na identificação e satisfação das necessidades humanas básicas, permitindo ao enfermeiro planejar intervenções individualizadas e fundamentadas no julgamento clínico. Dessa forma, a adoção dessa teoria pela instituição serviria como um referencial metodológico e científico para a efetiva implementação da SAE, contribuindo para a padronização dos cuidados, o fortalecimento do raciocínio clínico e a valorização da prática profissional de enfermagem.
A implementação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) em uma unidade de saúde frequentemente enfrenta diversos desafios que envolvem aspectos estruturais, organizacionais e humanos. Entre as principais dificuldades observadas, destacam-se a insuficiência de recursos materiais e humanos, a sobrecarga de trabalho e a falta de tempo disponível para o registro e o desenvolvimento adequado das etapas do processo de enfermagem.
Adicionalmente, a carência de conhecimento teórico-prático sobre a SAE por parte de alguns profissionais e a ausência de capacitações contínuas contribuem para a limitação na aplicação sistemática deste método. A resistência à mudança e a falta de engajamento da equipe também constituem barreiras significativas, especialmente em contextos nos quais a cultura organizacional ainda não valoriza plenamente a importância do processo de enfermagem como instrumento científico e gerencial.
Outro fator relevante é a fragilidade no apoio institucional e na liderança de enfermagem, que muitas vezes não oferece o suporte necessário para o fortalecimento da prática sistematizada. Assim, a efetiva implementação da SAE requer não apenas o conhecimento técnico dos profissionais, mas também comprometimento gerencial, incentivo à educação permanente e condições adequadas de
trabalho, de modo a promover uma assistência de enfermagem mais organizada, segura e fundamentada em bases científicas.
4. CONHECIMENTO DOS RECURSOS MATERIAIS E EQUIPAMENTOS
Hoje o modelo de gestão do município para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) é centralizado no qual a unidade faz a solicitação dos materiais necessários para as próximas 24 horas durante a semana e 48 horas no final de semana para o almoxarifado municipal.
Com isso observa-se que a responsabilidade pela conferência, solicitação e reposição de equipamentos necessários e utilizados no dia a dia é do enfermeiro do plantão ou da coordenação da equipe de enfermagem e juntamente na unidade quem realiza a solicitação e materiais e equipamentos é o farmacêutico responsável.
A gestão informa que nunca ocorreu de faltar material, medicamento ou equipamento na unidade, e caso isso venha ocorrer não existe um plano de ação específico para a resolução do problema. Os equipamentos atendem as necessidades da UPA atualmente para a população em faz a prestação de serviço, os mesmos estão em bom estado de conservação e com a manutenção em dia.
5. RECONHECIMENTO DOS RECURSOS HUMANOS
Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Iracemápolis, a equipe multidisciplinar é composta por diversos profissionais que atuam de forma integrada, com o objetivo de oferecer uma melhor assistência, segura e humanizada aos usuários do serviço prestado.
Entre os membros dessa equipe, destacam-se:
· 8 Enfermeiros: Responsáveis pela supervisão e organização do cuidado, execução de procedimento e gerenciamento da equipe de enfermagem.
· 2 Auxiliares: Responsáveis pelo auxílio nos serviços de enfermagem.
· 16 Técnicos de enfermagem: Responsáveis pelos cuidados diretos ao paciente como administração de medicamentos, verificação de sinais vitais, curativos, entre outros.
· 	5 Médicos clínicos: Realizam atendimentos do dia a dia, realizando prestação de serviços e prescrições.
· 1 Pediatra: Realiza atendimentos das crianças.
· 1 Farmacêutico: organizam estoques e fazem o controle de medicações dentro da unidade.
· Não possui assistente social e nem psicólogo na unidade.5.1 ESCALA DE ATIVIDADES MENSAL
A escala é um instrumento organizacional utilizado para distribuir racionalmente os profissionais nos serviços de saúde, assegurando a continuidade da assistência e a qualidade do cuidado prestado. Medir a intensidade e a complexidade dos cuidados prestados a cada paciente, para avaliar a dependência do paciente em relação a equipe e assim realizar o dimensionamento do quadro de pessoal (quantos profissionais são necessários), sempre garantindo a qualidade e a segurança na assistência
Segundo o parecer do COREN-SP, a elaboração da escala de trabalho é uma atribuição privativa do enfermeiro, sendo considerada parte essencial da documentação dos serviços de enfermagem.
Essa escala deve proporcionar clareza quanto à atuação de cada membro da equipe, assegurando que a assistência prestada esteja organizada e alinhada aos princípios éticos e legais do exercício profissional.
5.2 DIMENSIONAMENTO PESSOAL
A Escala de Fugulin é um instrumento amplamente utilizado na enfermagem para avaliar o grau de dependência do paciente em relação aos cuidados de enfermagem. Sua aplicação possibilita a classificação dos pacientes em diferentes níveis de complexidade assistencial, considerando aspectos como estado mental, oxigenação, sinais vitais, alimentação, motilidade, cuidado corporal, eliminação, terapia e comportamento. Essa avaliação sistematizada contribui para o dimensionamento adequado da equipe de enfermagem, garantindo uma distribuição equitativa da carga de trabalho e promovendo a qualidade e segurança da assistência prestada. Além disso, o uso da Escala de Fugulin favorece a tomada de decisões gerenciais e clínicas baseadas em evidências, tornando-se um instrumento essencial para a organização e planejamento do cuidado nos diversos contextos hospitalares. (FUGULIN)
O dimensionamento de pessoal de enfermagem é o processo que determina o número ideal de profissionais (enfermeiros, técnicos e auxiliares) para atender de forma adequada e segura os pacientes da unidade.
A Escala classifica o paciente em:
· Cuidados mínimos;
· Cuidados intermediário;
· Cuidados de alta dependência;
· Cuidados semi-intensivos;
· Cuidados intensivos.
Cada categoria representa uma quantidade de horas de cuidado de enfermagem necessárias por paciente, auxiliando no dimensionamento do pessoal de enfermagem, conforme o COFEN 543/2017. (COFEN)
1º etapa: identificar o grau de dependência dos pacientes.
Tabela 3 - Tipos de cuidados e tempo necessário de cada profissional
	Tipo de cuidado
	Horas de Enfermagem / Paciente/ dia
	Cuidado mínimo
	4 h
	Cuidado intermediário
	6 h
	Cuidado alta dependência
	10 h
	Cuidado semi-intensivo
	10,8 h
	Cuidado intensivo
	17,9 h
2° etapa: Calculamos o total de horas de enfermagem necessárias por dia (THE): THE = (N° de paciente de cada tipo) X (horas cuidado correspondentes)
3° etapa: Calculamos a carga horária mensal de cada profissional (CHM), conforme a legislação trabalhista:
· Enfermeiros: 36 ou 40 horas semanais - cerca de 180 horas/mês.
· Técnico/ Auxiliar: também cerca de 180 horas/mês
4° etapa: Calculamos o número de profissionais necessários (NP):
NP= (THE x 30)
CHM
5° etapa: Aplicamos o fator de segurança (FS), que é usado para cobrir ausências (férias, folgas, licenças…), o COFEN recomenda FS = 1,15 (ou 15%):
NPF = NP x FS
6° etapa: Distribuímos com categoria de profissional a proporção entre enfermeiros e técnicos/ auxiliares depende do tipo de unidade:
Tabela 4 - Tipos de unidade e porcentagem de cada profissional
	TIPO DE UNIDADE
	% DE ENFERMEIROS
	% DE TÉCNICOS/ AUXILIARES
	Unidade de internação clínica/cirúrgica
	33%
	67%
	UTI adulto/pediátrica
	52%
	48%
	Pronto Socorro
	30%
	70%
	Atenção Básica
	50%
	50%
5.3 AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO
Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Iracemápolis, não possui avaliação de desempenho.
A ausência de um processo sistemático de avaliação entre os profissionais de saúde representa uma lacuna significativa na gestão da qualidade assistencial, pois é um instrumento essencial para identificar potencialidades, fragilidades e necessidades de capacitação da equipe, contribuindo diretamente para a melhoria contínua dos serviços prestados.
Quando essa prática não é implementada, perde-se a oportunidade de promover o desenvolvimento profissional, o reconhecimento de competências e a padronização das condutas assistenciais. Além disso, a falta de monitoramento do desempenho compromete o planejamento estratégico, a eficiência operacional e a motivação dos colaboradores, podendo refletir negativamente na segurança do paciente e na satisfação dos usuários. Assim, a institucionalização de avaliações periódicas e criteriosas torna-se fundamental para assegurar a qualidade e a efetividade do cuidado em ambientes de urgência e emergência
5.4 EDUCAÇÃO CONTINUADA
Hoje na Unidade de Pronto atendimento de Iracemápolis ainda está em fase de implementação mas a educação continuada é um processo permanente de atualização, aperfeiçoamento e desenvolvimento profissional que ocorre após a formação inicial, com o objetivo de melhorar a qualidade da assistência e promover o crescimento pessoal e profissional do enfermeiro e da equipe de enfermagem.
Na prática, a Educação Continuada em Enfermagem envolve ações sistemáticas de capacitação e atualização da equipe, tais como:
· Treinamentos técnicos e científicos;
· Palestras e workshops;
· Simulações de procedimentos;
· Estudos de caso e discussão de eventos adversos;
· Programas de aperfeiçoamento e residência;
· Educação à distância (EAD).
Está ações visam atualizar protocolos e práticas assistencial, reduzindo erros e eventos adversos, fortalecendo a integração e participação da equipe e desenvolvendo competências técnicas, éticas e humanizadas e tem como objetivo:
· Garantir atualização científica e técnica;
· Melhorar a qualidade da assistência;
· Promover a segurança do paciente;
· Estimular o crescimento pessoal e profissional;
· Favorecer a motivação e valorização dos profissionais;
· Acompanhar mudanças tecnológicas e científicas na saúde.
5.5 ABSENTEÍSMO
O absenteísmo constitui um indicador relevante na gestão de recursos humanos em saúde, pois reflete diretamente na qualidade da assistência prestada, na sobrecarga das equipes e na eficiência dos serviços. Trata-se da ausência do trabalhador em seu posto de trabalho, seja por motivos justificados ou não, podendo estar relacionado a fatores organizacionais, psicológicos, de saúde ou insatisfação profissional. Na unidade de atendimento de Iracemápolis, não foi informado sobre a quantidade e os motivos do absenteísmo e a falta desses dados inviabiliza a identificação das causas principais do problema e impede a implementação de estratégias efetivas para sua redução, comprometendo a continuidade e a qualidade do cuidado ao paciente.
6. INSTRUMENTO PARA AUDITORIA SETORIAL
1. CARRO DE EMERGÊNCIA
	Descrição
	SIM
	NÃO
	Carro devidamente lacrado
	X
	
	Check – list para conferência diária com assinatura do responsável (n.º do
	X
	
	lacre que conferir)
	
	
	Carro completo, inclusive os psicotrópicos, de acordo com a padronização
	X
	
	Materiais e medicamentos dentro da validade
	X
	
	Verificação geral pelo enfermeiro / farmacêutico 1 vez ao mês?
	X
	
2. ALMOTOLIAS
	Descrição
	SIM
	NÃO
	Possuem identificação do produto (álcool a 70 %, PVPI , clorexidina...)
	
	X
	Possuem Data de abertura e validade
	
	X
	Frascos estão tampados
	X
	
	Iodóforos estão em almotolias escuras
	
	X
3. MEDICAMENTOS
	Descrição
	SIM
	NÃO
	Foi encontrado estoque de medicamentos nos armários e gavetas do setor
	X
	
	As devoluções estão sendo feitas em nome do cliente por plantão
	
	X
	Todas as gazelas do estoque virtual estão devidamente identificadas com quantidade aparentes
	
	X
4. PUNÇÃO VENOSA, BURETAS / EQUIPOS E CURATIVOS
	Descrição
	SIM
	NÃO
	Possuem identificação de data, hora e responsável
	
	X
	Trocados a cada 24 h para medicação intermitente
	X
	
	Trocados a cada 72 h para medicação contínuaX
	
	Fixação de dispositivos trocados diariamente isentos de sujidade e umidade
	X
	
	Curativos: Possuem identificação de data, hora e responsável
	
	X
5. SINAIS VITAIS
	Descrição
	SIM
	NÃO
	Controle é feito ao menos 1 vez ao plantão?
	X
	
	Controle mais rigoroso dos SSVV em pacientes com alterações?
	X
	
	Anotação correta no impresso
	X
	
	Verificado SSVV e sangramento feito de 4/4 H para paciente em POI imediato ou Puerpério?
	
	X
	O controle glicêmico é realizado para pacientes diabéticos?
	X
	
	Paciente nefropatas ou dialíticos são pesados pela manhã em jejum?
	
	X
6. CONTROLE DE ADMISSÕES
	Descrição
	SIM
	NÃO
	Identificação no leito com nome, médico resp., diagnóstico e data de admissão
	
	X
	Identificação de leito com classificação de riscos
	
	X
7. ALTAS E TRANSFERÊNCIAS
	Descrição
	SIM
	NÃO
	Existe atualização dos leitos no sistema
	X
	
	O cliente está colocado no centro de custo correto
	X
	
	O leito desativado está atualizado no sistema
	
	X
8. CONTROLES DE MEDICAMENTOS E CHECAGEM
	Descrição
	SIM
	NÃO
	Acondicionamento feito em sacos plásticos ou gazelas?
	X
	
	Pedido sendo realizado na farmácia até o horário padrão?
	
	X
	A prescrição médica está sendo checada com nome legível e horário
	X
	
	Para drogas potencialmente perigosas existe a dupla checagem?
	
	X
9. ENFERMEIRO
	Descrição
	SIM
	NÃO
	Realiza sistematização de Assistência de enfermagem?
	
	X
	O cliente conhece o enfermeiro responsável pelo plantão?
	X
	
	O Enf. Conhece o diagnóstico do paciente mais grave?
	X
	
	O Cliente reconhece o profissional técnico ou auxiliar. De enfermagem cuidador?
	X
	
	Existe identificação no leito ou na porta do Técnico ou aux. Responsável pelo cuidados
	
	X
	O enfermeiro passa visita de plantão/ diariamente aos clientes?
	X
	
	As salas cirúrgicas estão com as portas fechadas (C.C)
	X
	
10. PLANEJAMENTO MENSAL DE REUNIÕES
	Descrição
	SIM
	NÃO
	Planejamento de reuniões fixado na escala mensal de folgas para ciência dos funcionários?
	
	x
	Há registo da reunião em livro ATA com assinatura dos participantes?
	
	x
	Reuniões feitas com todos os turnos de trabalho?
	
	x
11. ESCALA DE TAREFAS
	Descrição
	SIM
	NÃO
	Divisão coerentes por turno, Feita, assinada e carimbada pelo enfermeiro?
	x
	
	Está fixada e é de conhecimento de todos os profissionais?
	x
	
	Constam na escala itens como: organização do posto de enfermagem, expurgo, rouparia, troca de almotolias, checagem do carro de emergência, desinfecção de materiais, divisão de leitos por cuidados integrais e outro?
	x
	
	Posto de enfermagem, copa, DML, arsenal e expurgo estão limpos e organizados?
	x
	
12. CUIDADOS DE ENFERMAGEM
	Descrição
	SIM
	NÃO
	O número de oportunidades de higiene de mãos foi efetivamente realizado?
	X
	
	Cabeceira elevada 30 °a 45° para pacientes que têm indicação?
	X
	
	Sonda vesical permanente fixada na região supra púbica, ou feminina na região da coxa?
	X
	
	A bolsa coletora está abaixo do nível da bexiga?
	X
	
	O sistema de drenagem está protegido e fora do alcance do piso?
	X
	
	Bolsa de diurese com débito inferior a 2/3 da capacidade?
	
	X
	Bicos de drenagem da bolsa coletora de diurese e dos drenos pot- vac/ J-vac higienizados com álcool 70 %
	
	X
	Frasco de mensuração de débitos identificados, individualizados e trocados diariamente?
	
	X
	É realizado antissepsia das conexões do polifix/ Torneirinhas e equipos?
	X
	
	Papagaios e Comadres são trocados diariamente?
	
	X
	A SNG / SNE estão seguramente fixados e isentos de sujidade?
	X
	
	É realizado teste residual antes de iniciar nova infusão de dietas por SNG/ SNE
	
	X
	É realizado flash com água potável de 20 a 40 ml com seringa de 20 ml após término da dieta ou infusão de medicações?
	
	X
13. ANOTAÇÕES DE ENFERMAGEM
	Descrição
	SIM
	NÃO
	As anotações de enfermagem por ordem cronológica (data e hora)
	X
	
	Informações bem fundamentadas como: Admissão, Alergias, encaminhamentos, pendências, transferências e altas
	X
	
	Considerações gerais como: Estado nutricional, controle de drenagem e eliminação, tipo de ferida (operatória, lesão, etc.), aspecto de secreção (odor, cor e volume), dispositivo( CVC, CVD, AVP, fístula)
	X
	
	Anotação de procedimentos executados (Passagem de CNE, cirurgias, exames, etc.)
	X
	
	Anotação com letra legível, assinado e carimbado
	
	X
14. VIDA PROFISSIONAL DOS FUNCIONÁRIOS
	Descrição
	SIM
	NÃO
	Prontuário dos funcionários completo com dados de identificação atualizados
	
	X
	Controle de faltas e ocorrências administrativas
	
	X
	Registro de cursos, atualizações e elogios no prontuário do colaborador
	
	X
15. APRESENTAÇÃO DO FUNCIONÁRIO
	Descrição
	SIM
	NÃO
	Uso do crachá de identificação visível
	
	X
	Uso de sapato fechado de acordo com a NR32
	
	X
	Roupas, sapatos, cabelo limpo e unhas aparadas e limpas
	X
	
	Cabelos penteados e presos quando compridos
	X
	
	Uso de roupas brancas (não sendo permitido bermuda, saia ou decote)
	X
	
	Retirados adornos conforme a NR32
	
	X
16. QUADRO DE AVISOS
	Descrição
	SIM
	NÃO
	KABAN atualizado
	
	X
	Exposição no quadro de avisos: centro de custos, indicadores, resultados de auditorias anteriores, cartas de elogio e outros
	
	X
	Presença de notícias referente a funcionários, hospital
	
	X
	Presença de divulgação de treinamentos ou cursos de autodesenvolvimento
	
	X
*Kaban é um termo de origem japonesa e significa literalmente “cartão” ou “sinalização”
Esse é um conceito relacionado com a utilização de cartões (post-it e outros) para indicar o andamento dos fluxos de produção de uma empresa de fabricação em serie. A utilização de um sistema Kanban permite um controle detalhado de produção com informações sobre quando, quanto e o que produz.
O Kanban ressalta o senso de propriedade entre os empregados. É estabelecida uma meta visível de desempenho no trabalho para uma estação de trabalho e os empregados que fazem parte dela se empenham para atingir a meta através de meios inovadores. Este tipo de motivação do grupo garante a implantação bem-sucedida do sistema de produção “Just-in-time”. O Kanban simplifica os mecanismos de administração do trabalho, através do controle de informações e estoque, renovando a organização da empresa.
17. HOTELARIA
	Descrição
	SIM
	NÃO
	Roupas de cama entregues no setor em tempo hábil
	
	X
	Não ocorre acúmulo de hamper de outros horários
	X
	
	Hamper cheio está identificado e fechada
	
	X
	Há número suficiente de roupas, lençois ou toalhas
	
	X
18. LIMPEZA DO SETOR
	Descrição
	SIM
	NÃO
	Limpeza adequada do corredor, rodapé, bate maca e paredes (s / sujidades aparentes)
	
	X
	Existe cronograma de limpeza terminal dos leitos
	
	X
	Existe cronograma de limpeza terminal do posto de enfermagem, expurgo, copa, estoque, rouparia
	
	X
	Os cronogramas de limpeza terminal e limpeza diária são executados
	
	X
19. C.C.I.H
	Descrição
	SIM
	NÃO
	Ausência de alimentos no posto de enfermagem
	
	X
	O enfermeiro sabe e relata em passagem de plantão qual o agente causador do isolamento
	X
	
	Os quartos correspondentes possuem placa de isolamento e os colaboradores seguem as orientações de isolamento
	
	X
	As portas dos isolamentos ficam fechadas
	
	X
	Existe material disponível de acordo com o tipo de isolamento na porta de entrada do leito
	
	X
	Os funcionários usam o material indicado para o isolamento
	
	X
	Os 5 momentos oportunos para higiene das mãos são executados
	
	X
	Os colaboradores não transitam pelo setor paramentados
	
	X
	Os pacientes em uso de CNE ou CNG mantém a cabeceira elevada de 30 a 45°
	X
	
	Os CVD estão fixados e sem tração (homem-suprapúbica/ mulher-Raiz da coxa)
	X
	
	As Bolsas Coletoras de diurese permanecem abaixo do nível da bexiga, sem entrar em contato com o chão, bico de drenagem protegido e higienizado com álcool 70% quando manipulado
	X
	
	As bolsas de diurese NÃO ultrapassam ⅔ da capacidade
	X
	
	Frascos de drenagem, papagaios e comadres de uso individual e identificados
	
	X
	Existe dispenser de álcool e sabãolíquido nos quartos
	
	X
	Os acompanhantes /familiares são instruídos corretamente sobre o isolamento
	X
	
20. MANUAL DE NORMAS E ROTINAS
	Descrição
	SIM
	NÃO
	Os colaboradores conhecem os protocolos do setor (questionar a equipe)
	X
	
	Protocolo operacional de procedimento está atualizado com menos de 1 ano
	
	X
	Os POP’s são de fácil acesso a todos
	
	X
	Os funcionários periodicamente consultam o POP’s
	
	X
	Os colaboradores conhecem indicadores de qualidade do setor (questionar a equipe sobre taxa de flebite, número de quedas, número de cateteres sacados acidentalmente)
	
	X
21. SEGREGAÇÃO DE RESÍDUOS
	Descrição
	SIM
	NÃO
	Resíduos descartados compatíveis com o indicado (lixo branco-infectante/ lixo preto – resíduo comum)
	
	X
	Saco de lixos obedecem a nível de preenchimento e estão identificados
	
	X
	Há local adequado para descarte do resíduo
	
	X
	Coletor de perfuro cortante em local adequado (com suporte, longe de umidade, tamanho adequado)
	
	X
	O limite do coletor de perfuro cortante é respeitado
	X
	
22. LAVAGEM DAS MÃOS
	Descrição
	SIM
	NÃO
	Os profissionais (médicos, fisio, tec. Enf, enfermeiros, psicólogos, S. Social) higienizam as mãos com água e sabão respeitando os 5 momentos
	
	X
	Existe lavatórios em número suficiente
	X
	
	Existe dispenser de sabão em cada lavatório e papel toalha descartável
	
	X
	Existe dispenser de álcool em gel nos quartos
	
	X
	Os profissionais lavam as mãos antes e após retirarem as luvas
	
	X
23. INSTALAÇÃO DO SETOR
	Descrição
	SIM
	NÃO
	Chuveiros funcionando
	
	X
	Todas as luzes acendem
	X
	
	Torneiras sem vazamentos
	X
	
	Campainhas de chamada funcionando
	
	X
	Manivelas das camas funcionam
	X
	
	Vazamentos diversos inexistentes
	
	X
	Janelas com vidro e tela
	
	X
	Paredes íntegras (sem rachaduras, fendas, buracos, perda da tinta)
	
	X
	Número suficiente de banquetas para os profissionais
	
	X
24. CONDICIONAMENTO DAS ROUPAS
	Descrição
	SIM
	NÃO
	Roupas acondicionadas em local fresco, arejado e limpo
	X
	
	Local de acondicionamento de roupas com limpeza terminal no prazo
	X
	
	Enxoval entregue sem sujidade aparente
	X
	
25. USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL
	Descrição
	SIM
	NÃO
	As luvas de procedimento são utilizadas como precaução padrão
	X
	
	Os colaboradores utilizam óculos de proteção quando em contato com secreção
	
	X
	A máscara comum é utilizada quando risco aerossol ou contato com secreção
	
	X
	Os colaboradores utilizam, gorro, óculos, máscara, avental e luvas quando realizar curativos e procedimentos estéril
	
	X
	Os colaboradores utilizam avental impermeável para realizar os banhos dos pacientes
	
	X
	Os colaboradores não transitam com EPI’s pelos corredores ou postos de enfermagem
	
	X
	Os colaboradores possuem os EPI’s para uso
	
	X
26. METAS MÉDICAS
	Descrição
	SIM
	NÃO
	Visita médica ao cliente realizada diariamente no prazo do horário
	
	X
	Prescrição médica com letra legível
	
	X
	Médico responsável carimba e assina a prescrição diária
	
	X
	As informações importantes referentes ao cliente são transmitidas a enfermeira
	X
	
	Equipe médica passa relatório diário sobre situação do cliente
	X
	
	Paciente/familiares não tem dúvidas sobre a conduta médica
	
	X
7. IMPLANTAÇÃO DE PROJETOS DE MELHORIA/ PROJETO EDUCATIVO
7.1 Disponibilização de descarpack
A segurança no ambiente de trabalho é um aspecto essencial nos serviços de saúde, especialmente nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA).
Conforme a RDC Nº 222/2018 da ANVISA, é obrigatória a disponibilidade de coletores específicos para descarte imediato de materiais perfurocortantes (Grupo A1) em todos os pontos de geração destes resíduos. Na Unidade de Pronto Atendimento de Iracemápolis há uma grande demanda e alta rotatividade de pacientes e procedimentos e um dos desafios enfrentados pela equipe de enfermagem é a disposição do descarpack em locais inadequados, na qual aumenta significativamente o risco de acidentes ocupacionais e contaminações biológicas, comprometendo tanto a segurança dos profissionais quanto a qualidade da assistência.(ANVISA)
Diante dessa realidade, este projeto de melhoria tem como objetivo promover o uso correto e a colocação adequada dos Descarpacks, assegurando o cumprimento das normas de biossegurança prescritas na NR32, de local, altura e fixação nos locais onde a demanda de atendimentos é maior e prevenindo incidentes relacionados ao manejo de materiais perfurocortantes. Segue demonstração dos locais que devem ser disponibilizados mais coletores.
Tabela 5 - Lugares adequados para o descarpack.
	LOCAL
	COLETOR RECOMENDADO
	PONTO DE
INSTALAÇÃO
	Observação Infantil
	Coletor de 3l
	Fixação na parede em ponto central e estratégico de fácil acesso para equipe, com pelo menos 1,20m do chão.
	
	
	Nos suportes adequados.
	Observação Masculina
	Coletor de 3l
	Fixação na parede em ponto central e estratégico de fácil acesso para equipe, com pelo menos 1,20m do chão. Nos suportes adequados.
	Observação Feminina
	Coletor de 3l
	Fixação na parede em ponto central e estratégico de fácil acesso para equipe, com pelo menos 1,20m do chão. Nos suportes adequados.
	Sala de Medicação
	Coletor de 8l
	Fixação na parede no centro da sala ou bancada de preparo, com pelo menos 1,20m do chão. Nos suportes adequados.
Especificações técnicas de fixação dos coletores:
Para garantir padronização, segurança e ergonomia na instalação dos coletores de materiais perfurocortantes, devem ser observadas as seguintes especificações técnicas:
· Altura de fixação: os coletores devem ser fixados de forma que a parte superior do recipiente fique a aproximadamente 1,20 m do piso, garantindo conforto e segurança no manuseio.
· Localização: sempre em ponto visível, acessível e próximo à área de geração do resíduo, evitando deslocamento com material perfurocortante em mãos.
· Fixação: utilizar suportes firmes de parede (metálicos ou de acrílico reforçado), evitando contato direto do coletor com superfícies.
· Estabilidade: o suporte deve permitir o encaixe firme e travado do coletor, prevenindo quedas acidentais durante o descarte.
· Substituição: a troca deve ocorrer quando o coletor atingir 2/3 de sua capacidade total, conforme orienta a RDC nº 222/2018.
· Sinalização: todos os pontos de descarte devem conter adesivo de risco biológico visível e etiqueta de identificação do responsável pela área.
· Segurança adicional: nunca posicionar coletores próximos a equipamentos elétricos, áreas de circulação intensa ou locais de risco de impacto
Tabela 6 - Plano de ação detalhado
	Fase
	Atividade
	Descrição
	Responsável
	Prazo
	Diagnóstico
	Confirmação dos Locais
	Verificação física das 4 salas listadas para confirmar a necessidade e o melhor local de instalação.
	Enfermeiro Chefe
	2 dias
	Planejamento
	Aquisição
	Compra de 3 coletores de 3L e 1 coletor de 8L, com suportes e sinalização
	Compras
	2 semanas
	Instalação
	Implantação Física
	Instalação	e	sinalização dos			coletores
exclusivamente nas 4 salas relacionadas
	Manutenção
/ CCIH
	3 dias
	Capacitação
	Treinamento Focado
	Treinamento para as equipes que atuam nesses locais específicos, com instruções práticas
	CCIH,
Enfermeiro Chefe
	1 semana
	Monitoramento
	Auditoria Direcionada
	Verificação	semanal, durante 1 mês, do uso correto dos coletores nesses 4 ambientes
	CCIH
	1 mês (pós implantaçã o)
7.2 Implementação do sistematização da assistência de enfermagem (sae)
A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é um instrumento metodológico que organiza e direciona o trabalho do enfermeiro, promovendo qualidade, segurança e integralidade no cuidado ao paciente. Além disso, a implantação SAE se faz fundamental nesse processo, pois possibilita o registro, o planejamento e a avaliação das atividades de enfermagem, garantindo uma assistência mais segura, eficiente e de qualidade. Sua implementação é um requisito legal estabelecido pela Resolução COFEN nº 358/2009, a qual determina que o processo de enfermagem seja aplicado em todos os ambientesonde ocorre o cuidado profissional. No entanto, observa-se que, na Unidades de Pronto Atendimento (UPA) de Iracemápolis, a SAE ainda não foi implementada, esse projeto se
baseia em torno de uma nova implementação para auxiliar a rotina de trabalho da equipe de enfermagem. ( Modelo de implementação da SAE - pág 36 )
7.3 Objetivos
7.3.1 Geral:
· Promover a melhoria do posicionamento adequado dos recipientes Descarpack na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), aliada à implantação efetiva da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), visando garantir a segurança ocupacional, a qualidade da assistência e a padronização dos processos de trabalho da equipe de enfermagem.
7.3.2 Específicos:
· Reorganizar os pontos estratégicos de instalação dos coletores de perfurocortantes, conforme normas de biossegurança
· Implantar e fortalecer a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) como instrumento organizacional das práticas de cuidado.
7.4 Justificativa
A segurança do ambiente de trabalho e a qualidade da assistência de enfermagem são pilares fundamentais para o bom funcionamento dos serviços de saúde, especialmente nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA), que lidam com alta demanda e procedimentos de urgência. Durante a análise situacional realizada na UPA de Iracemápolis, identificou-se a ausência de padronização na disposição dos coletores de materiais perfurocortantes (Descarpack), o que representa um risco significativo de acidentes ocupacionais e de contaminações biológicas, contrariando as diretrizes estabelecidas pela Resolução RDC nº 222/2018 da ANVISA e pela NR-32. Essa lacuna compromete não apenas a segurança dos profissionais de saúde, mas também a integridade do ambiente assistencial e a qualidade do atendimento prestado aos usuários.
Além disso, constatou-se a inexistência da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) na rotina da unidade, o que dificulta a organização e o planejamento do cuidado. A SAE, regulamentada pela Resolução COFEN nº 358/2009, é essencial para
orientar a prática profissional com base em fundamentos científicos, garantindo a integralidade, continuidade e qualidade da assistência. Sua ausência implica em falhas na comunicação entre os membros da equipe, falta de uniformidade nas condutas e redução da segurança do paciente.
Diante dessas necessidades, justifica-se a implementação de um projeto de melhoria voltado à reorganização dos pontos estratégicos de descarte de materiais perfurocortantes e à efetiva implantação da SAE na unidade. Essa proposta visa promover a segurança ocupacional, reduzir o risco de infecções, padronizar os processos de trabalho e fortalecer a prática profissional de enfermagem, contribuindo para uma assistência mais eficiente, segura e humanizada.
7.5 Conclusão
A realização deste projeto de melhoria na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Iracemápolis evidenciou a importância de adotar práticas sistematizadas e seguras no contexto da assistência de enfermagem. A adequação dos pontos de descarte de materiais perfurocortantes (Descarpack), conforme as normas da RDC nº 222/2018 da ANVISA e da NR-32, representa um avanço significativo para a promoção da segurança ocupacional, prevenindo acidentes de trabalho e reduzindo riscos de contaminação.
Paralelamente, a implantação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) surge como instrumento essencial para a organização e a qualificação do processo de cuidado, permitindo que o enfermeiro atue de forma científica, ética e autônoma. A SAE fortalece o raciocínio clínico, favorece o registro adequado das ações de enfermagem e contribui para a continuidade e integralidade da assistência.
Portanto, este projeto demonstra que ações voltadas à padronização dos processos e à implementação de ferramentas metodológicas de enfermagem impactam diretamente na qualidade da assistência, na segurança do paciente e na valorização profissional da equipe de enfermagem. A continuidade desse trabalho, aliada à educação permanente e ao comprometimento institucional, é fundamental para consolidar uma cultura de boas práticas e excelência nos serviços de saúde.
Segue o modelo de implementação da SAE:
	PRONTO SOCORRO MUNICIPAL DE IRACEMÁPOLIS PROCESSO DE ENFERMAGEM
NOME:	DN:	IDADE:	QUARTO:	LEITO	
ENTRADA: ( ) MEIOS PRÓPRIOS ( ) AMBULÂNCIA	ENFERMEIRO (A):
	PE ( )ADMISSÃO ( )EVOLUÇÃO
	AVALIAÇÃO INTEGRIDADE DA PELE
	
	ESCALAS
	
	PELE/MUCOSA: ( ) CORADO ( ) DESCORADO ( ) HIDRATADA ( ) DESIDRATADA
	
MORSE:
	
	ANTECEDENTES:
	
	
	
	
	( ) EDEMA:	
	
	
	
	( ) INCISÃO CIRÚRGICA:	
	BRADEN:
	
	MEDICAÇÕES:
	
	
	
	
	( ) LESÃO POR PRESSÃO:	
	FUGULIN:
	
	ALERGIAS:
	
	
	
	
	TEMPERATURA:	( ) NORMOTERMIA ( ) HIPOTERMIA ( )HIPERTERMIA
	
	
	AVALIAÇÃO CARDIOVASCULAR
	
	DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM
( ) DEGLUTIÇÃO PREJUDICADA
( ) ELIMINAÇÃO URINÁRIA PREJUDICADA ( ) TROCA GASOSA PREJUDICADA
(	)	VENTILAÇÃO	ESPONTÂNEA PREJUDICADA
( ) MOBILIDADE FÍSICA PREJUDICADA ( ) DÉFICIT NO AUTOCUIDADO
( ) COMUNICAÇÃO VERBAL PREJUDICADA ( ) ANSIEDADE
( ) CONFUSÃO AGUDA ( ) RISCO DE INFECÇÃO
( ) INTEGRIDADE DA PELE PREJUDICADA
(	) RISCO DE INTEGRIDADE DA PELE PREJUDICADA
( ) RISCO DE CHOQUE ( ) DOR AGUDA
( ) CONFORTO PREJUDICADO
( ) DIMINUIÇÃO DÉBITO CARDÍACO
( ) RISCO DE FUNÇÃO CARDIOVASCULAR PREJUDICADA
	( ) MONITORIZAÇÃO CARDÍACA ( ) OXIMETRIA DE PULSO
FC:	bpm ( ) BRADICARDIA ( ) NORMOCÁRDICO ( ) TAQUICÁRDICO PULSOS CAROTÍDEOS: ( ) REGULAR ( ) IRREGULAR ( ) SIMÉTRICO ( ) ASSIMÉTRICO
	
	
	
	
	
	PULSOS RADIAIS: ( ) REGULAR ( ) IRREGULAR ( ) SIMÉTRICO ( ) ASSIMÉTRICO
	AVALIAÇÃO DO ABDOMEN
	
	
PULSOS FEMORAIS: ( ) REGULAR ( ) IRREGULAR ( ) SIMÉTRICO ( ) ASSIMÉTRICO
	( ) PLANO ( ) GLOBOSO ( ) GRAVÍDICO ( ) ASCÍTICO ( ) FLÁCIDO ( ) DISTENDIDO
SONS: ( ) TIMPÂNICO ( ) MACIÇO ( ) SUBMACIÇO
	
	PA:	 mmHG	( ) HIPOTENSO ( ) HIPERTENSO ( ) NORMOTENSO
	RHA: ( ) + ( ) – ( ) DIMINUÍDOS 	
	
	
PERFUSÃO PERIFÉRICA: ( ) PRESERVADA ( ) DIMINUÍDA ( ) CIANOSE
AVP:		AVC:	 DVA:	
	DOR: ( ) SIM 	( ) NÃO
	
35
	AVALIAÇÃO RESPIRATÓRIA
	
	
	FR:	 rpm ( ) BRADIPNEICO	( ) EUPNEICO ( ) DISPNEICO ( )
TAQUIPNEICO	SPO2:	
( ) A.A ( ) CATETER NASAL: ( ) MÁSCARA COM RESERVATÓRIO ( ) VM:
TOT Nº	
	
	
	RIMA:	FIO2:	
TÓRAX: ( )SIMÉTRICO	( ) ASSIMÉTRICO ( ) EXPANSIVO ( ) NÃO EXPANSIVO
	
	
	
	NUTRIÇÃO
	
	AUSCULTA: ( ) MV+ ( ) MV- ( ) MV DIMINUÍDO ( ) RONCOS ( ) SIBILOS ( ) ESTERTORES ( ) TOSSE
	DIETA: ( ) JEJUM ( ) VO ( ) SNE ( ) SNG DRENAGEM
GLICEMIA CAPILAR:	
	
	
	COMUNICAÇÃO
	
	
	( ) EUFONIA ( ) DISARTRIA ( )AFASIA
	
	
	MOVIMENTAÇÃO
( ) DEAMBULA ( )DEAMBULA COM AUXÍLIO ( ) ACAMADO
	
	
	( ) PARESIA 	( ) PLEGIA 	( ) PARESTESIA
	
	
	ELIMINAÇÕES
	
	
	( ) MICÇÃO ESPONTÂNEA ( ) SVD ( ) SVA ( ) CISTOSTOMIA
	
	
	DIURESE: ( ) ANÚRIA ( ) OLIGÚRIA ( ) POLACIÚRIA ( ) HEMATÚRIA ( ) DISÚRIA ( ) PIÚRIA
	
	
	EVACUAÇÃO: ( ) PRESENTE ( ) AUSENTE:	( ) FRALDA ( ) COLOSTOMIA ( ) ILEOSTOMIA ( ) DIARRÉIA ( ) MELENA (
) ENTERORRAGIA
	
	PRESCRIÇÃO DE ENFERMAGEM
	HORÁRIOS
	EVOLUÇÃO DE ENFERMAGEM
	
( ) EFETUAR LAVAGEM DAS MÃOS
	
	
	
( ) EXPLICAR AO PACIENTE PROCEDIMENTOS A SEREM REALIZADOS
	
	
	
( ) MANTER AS GRADES DO LEITO ELEVADAS
	
	
	
( ) MANTER A CABECEIRA ELEVADA A 	º
	
	
	
( ) REALIZAR BANHO: ( ) LEITO ( ) ASPERSÃO
	
	
	
( ) REALIZAR HIGIENE ORAL 3x /DIA
	
	
	
( ) PROTEGER PROEMINÊNCIAS ÓSSEAS: CÓCCIX, TROCANTER, CALCÂNEOS
	
	
	
( ) TROCAR FIXAÇÃO: ( ) AVP ( ) TOT ( ) SNE/SNG ( ) SVD
	
	
	
( ) REALIZAR TROCA DE AVP A CADA 72H OU CONFORME PROTOCOLO DA INSTITUIÇÃO
	
	
	
( ) OBSERVAR E COMUNICAR SINAIS FLOGÍSTICOS, EXTRAVASAMENTO OU OBSTRUÇÃO EM AVP/AVC
	
	
	
( )TROCAR EQUIPOS A CADA 24H OU SE NECESSÁRIO
	
	
	
( ) REALIZAR CONTROLE DE SSVV 	
	
	
	
( ) COMUNICAR ALTERAÇÕES DE SSVV, PRESENÇA DE DOR, DESCONFORTO, RESPIRATÓRIO E ALTERAÇÃO NO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA
	
	
	
( ) INSPECIONAR E ANOTAR AS CONDIÇÕES DA PELE E COMUNICAR CASO HAJA ALTERAÇÕES
	
	
	
( ) OBSERVAR E ANOTAR OS ASPECTOS DAS ELIMINAÇÕES FISIOLÓGICAS
	
	
	
( ) OFERECER DIETA ORAL COM CABECEIRA ELEVADA A 90º
	
	
	
( ) REALIZAR CURATIVO
	
	
	
	
	ASSINATURA E CARIMBO39
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2018.
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução nº 222, de 28 de março de 2018. Dispõe sobre o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Diário Oficial da União, Brasília, 29 mar. 2018.
CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFEN). Resolução nº 564/2017: Dispõe sobre a atuação do enfermeiro na segurança do paciente. Brasília: COFEN, 2017.
CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO. Parecer COREN-SP nº 028/2022:
Escala de trabalho da enfermagem e Lei Geral de Proteção de Dados. São Paulo: COREN-SP, 2022.
FUGULIN, Fernanda Maria Togeiro; GAIDZINSKI, Raquel Rapone; KURCGANT, Paulina. Sistema de classificação de pacientes: identificação do perfil assistencial dos pacientes das unidades de internação do HU-USP. Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 13, n. 1, p. 72–78, 2005.
PEPLAU, Hildegard E. Interpersonal relations in nursing: a conceptual framework for psychodynamic nursing. New York: Putnam, 2020.
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