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UNIVERSIDADE PAULISTA ENFERMAGEM ATIVIDADE PRÁTICA SUPERVISIONADA NA UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO – SANTA BARBÁRA D´OESTE LIMEIRA-SP 2026 BRUNA ERNESTINO DA SILVA - G588576 BEATRIZ DE CASTRO OLIVEIRA - 2417373 Trabalho referente ao Estágio Curricular, desenvolvido no Curso de Enfermagem. Orientadora: Josefina Guimarães Arruda. LIMEIRA-SP 2026 SUMÁRIO 1. RECONHECIMENTO DA ESTRUTURA 5 1.1 Fluxos e circulação 5 1.2 Ambientes e áreas físicas 6 1.3 Dimensionamento e instalações 6 1.4 Acabamentos e conforto ambiental 7 1.5 Organização e processos 7 2. RECURSOS FÍSICOS DA UNIDADE - REQUISITOS TÉCNICOS 9 3 .PROCESSOS DE TRABALHO 9 3.1 Processos de tomada de decisão internos 10 3.2 Tipos e modelos de liderança adotadas pelo enfermeiro 10 3.3 Aplicação do processo de enfermagem pelo enfermeiro 13 4. CONHECIMENTO DOS RECURSOS MATERIAIS E EQUIPAMENTOS 15 5. RECONHECIMENTO DOS RECURSOS HUMANOS 15 5.1 ESCALA DE ATIVIDADES MENSAL 16 5.2 DIMENSIONAMENTO PESSOAL 16 5.3 AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO 18 5.4 EDUCAÇÃO CONTINUADA 18 5.5 ABSENTEÍSMO 19 6. INSTRUMENTO PARA AUDITORIA SETORIAL 19 7. IMPLANTAÇÃO DE PROJETOS DE MELHORIA/ PROJETO EDUCATIVO 29 7.1 Disponibilização de Cadeiras de Rodas e Kits estéreis 29 7.2 Introdução 36 7.3 Objetivos 29 7.3.1 Geral 29 7.3.2 Específicos 29 7.4 Justificativa 29 7.5 Conclusão 30 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 31 1. RECONHECIMENTO DA ESTRUTURA O Pronto Socorro Municipal Afonso Ramos localiza-se na cidade de Santa Barbára D´Oeste, no estado de São Paulo, no endereço Rua do Trigo, 1005 – Jd. Perola. É alocado perto das principais rodovias como a Rodovia Washington Luís e Rodovia Luiz Ometto, permitindo assim, fácil acesso para a prestação de serviços. No Pronto Unidade de Pronto Atendimento (UPA) é possível receber cuidados correspondentes ao nível secundário de atenção à saúde, os quais englobam atendimentos especializados destinados a casos que demandam maior complexidade, abrangendo situações de média e alta gravidade. A estrutura organizacional da UPA é composta por equipes multiprofissionais qualificadas e preparadas para atender às demandas de urgência e emergência, com o propósito de oferecer serviços médicos voltados ao socorro imediato. Além disso, conta com as especialidades de clínica geral e pediatria. De tal modo, observou-se que todo o complexo da UPA engloba 30 leitos ao total 4 da sala de emergência, 6 da ala feminina, 6 da ala masculina, 5 da Semi intensiva, 2 Privativos, 2 do Isolamento, possuindo sala de triagem prévia, sala de soroterapia, sala de curativos, sala de radiografia e estacionamento. Cerca de 600 pessoas são atendidas diariamente Comparando-se com as normas exigentes em relação com a realidade da unidade, observa-se: 1.1 Fluxos e circulação · Separação de fluxos: A norma exige a diferenciação clara entre as rotas de pacientes, profissionais, materiais limpos e sujos para evitar a contaminação cruzada, na unidade hoje a rota do paciente não é clara e sem sinalização para identificação onde aguarda após passar pela consulta. Não existe uma área de materiais sujos na sala de administração de medicamentos, somente a informação de enviar os materiais para sala de expurgo. · Entrada de ambulâncias: A norma exige que deve haver uma área externa coberta e exclusiva para a chegada e desembarque de pacientes de ambulâncias. Na unidade existe esta área e identificação. · Portas: A norma exige que as portas devem ser largas e do tipo "vai e vem" para facilitar a passagem de macas e equipamentos, principalmente em áreas críticas como salas de emergência e centros cirúrgicos, mas sim a estrutura está dentro das normas. 1.2 Ambientes e áreas físicas · Sala de espera: A norma exige que seja ampla o suficiente para acomodar o fluxo de pacientes, evitando aglomeração a unidade possui esta estrutura. · Recepção e triagem: A norma exige que a estrutura deve incluir uma sala de classificação de risco (triagem), que é o primeiro contato do paciente com o serviço de urgência, mas hoje a unidade possui uma sala de triagem ao lado da recepção. · Consultórios: A norma exige que deve haver consultórios para atendimento clínico, com separação e garantia de privacidade para o paciente, sim a unidade possui consultório garantindo o atendimento com privacidade. · Salas de procedimentos: A norma exige áreas específicas para procedimentos simples e estéreis são obrigatórias, a unidade possui uma sala de sutura onde é realizado os procedimentos estéreis. · Leitos e box: A norma exige que o pronto-socorro deve ter leitos hospitalares para observação, que devem ser separados por cortinas ou divisórias para garantir a privacidade do paciente, a unidade possui em todos leitos. · Área de isolamento: A norma exige ambientes de isolamento respiratório são exigidos para casos de doenças infectocontagiosas, seguindo os requisitos mínimos da Anvisa, hoje existe esta sala. 1.3 Dimensionamento e instalações · Dimensionamento: A norma exige tabelas com as dimensões mínimas para cada ambiente, dependendo do porte e complexidade do estabelecimento. É necessário descrever o dimensionamento e a quantificação dos ambientes no projeto, a unidade possui. · Instalações elétricas: A norma exige equipamentos essenciais, como ventiladores e bombas de infusão, que devem ser mantidos carregados ou ter acesso a fontes de energia confiáveis hoje possui esta estrutura ligada a geradores. · Laboratório de emergência: A norma exige caso a unidade precise de um laboratório interno, ele deve seguir as especificações de área mínima e bancadas com pias, a unidade possui apenas uma máquina de gasometria, o restante dos exames é enviado para outra unidade realizar e retornar com os resultados. 1.4 Acabamentos e conforto ambiental · Superfícies: Paredes, pisos e tetos devem ser lisos, não porosos, impermeáveis e laváveis, para facilitar a higienização e controle de infecções, hoje a pintura é meia parede lavável e os pisos são de vinílico cirúrgico. · Isolamento acústico: É necessário adotar medidas para reduzir a poluição sonora, tornando o ambiente mais acolhedor e menos estressante para pacientes e familiares, hoje o ambiente tem esse controle de poluição sonora. 1.5 Organização e processos · Documentação: A estrutura organizacional e as rotinas técnicas do pronto-socorro devem ser documentadas, atualizadas e disponíveis para os profissionais, hoje a unidade tem toda documentação digital e de fácil acesso aos profissionais. · Ambiência: Promover um ambiente acolhedor, que preserve a dignidade e a privacidade do paciente, é uma exigência, hoje a equipe trabalha de forma a promover o bem estar aos paciente sem discriminação e de forma a preservar a dignidade dos pacientes. · Equipe multidisciplinar: A unidade deve contar com uma equipe multidisciplinar, incluindo médicos, equipe de enfermagem e outros profissionais, hoje a equipe é formada por médico, farmacêutico, técnico, enfermeiro, psicólogo? assistente social? Os aspectos facilitadores e dificultadores existentes na área física são: Facilitadores: · Circulação otimizada, corredores largos. · Materiais de fácil limpeza, superfícies lisas e sem emendas( piso paredes..) contribuindo para prevenção de infecção hospitalar. · Área de espera confortável na recepção, com sanitários, água, ar melhorando a experiência dos pacientes. · Iluminação e ventilação, boa ventilação e iluminação na unidade. Dificultadores: · A falta de setorização separa as áreas por nível de gravidade (classificação de risco, emergência, observação) e função (consultórios, exames) otimiza o fluxo de pacientes e direciona a equipe de forma eficiente. · Não possui linha de visão desobstruída dificultando a visualização do paciente a partir do posto de enfermagem. 2. RECURSOS FÍSICOS DA UNIDADE - REQUISITOS TÉCNICOS Sobre a construção da UPA de Santa Barbára D´Oeste, contacom piso vinílico hospitalar com cantos arredondados; pintura meia parede lavável que são projetadas para facilitar a limpeza e remoção de manchas sem danificar a pintura e meia parede não lavável do meio até o teto. Ambiente bem ventilado com portas e janelas que fazem a ventilação local; As salas de emergência, curativo, recepção, administração e raio-x sendo climatizados com ar condicionado, promovendo conforto aos profissionais e pacientes, possui iluminação em led. Em relação ao fluxo de pessoas nos setores da UPA, tende a variar de acordo e a depender do dia da semana, como por exemplo aos feriados e finais de semanas o fluxo tende a aumentar. Na emergência o fluxo é diminuído em dias de segunda a quinta, baixo fluxo na sala de soroterapia também em dias de semana, tende a aumentar em feriados e finais de semana igualmente na sala de medicação intramuscular. O fluxo na sala de curativo é sempre mais baixo comparado aos outros setores. 3 .PROCESSOS DE TRABALHO O Manual de Normas e Rotinas e os Procedimentos Operacionais Padrão (POP’s) constituem instrumentos fundamentais para a organização, padronização e qualidade dos serviços de saúde. Esses documentos têm como finalidade orientar a equipe multiprofissional quanto às práticas assistenciais e administrativas, garantindo a execução uniforme e segura das atividades, bem como a eficiência e a resolutividade no atendimento aos usuários. O Manual de Normas e Rotinas estabelece diretrizes que norteiam o funcionamento da instituição, abrangendo aspectos éticos, técnicos e administrativos. Nele estão descritas as rotinas operacionais de cada setor, os fluxos de atendimento, às condutas clínicas e os protocolos de segurança, com o intuito de assegurar a qualidade da assistência e a segurança do paciente. Já os POP's detalham, de forma objetiva e sequencial, cada procedimento a ser executado, indicando os materiais necessários, os responsáveis, os cuidados envolvidos e os critérios de avaliação, de modo a garantir a padronização das ações e reduzir possíveis falhas. A utilização desses instrumentos contribui significativamente para o aprimoramento da prática profissional e para a consolidação das boas práticas de saúde, além de promover a educação permanente dos colaboradores. Contudo, observa-se que o Pronto-Socorro de Iracemápolis não adota · Manual de Normas e Rotinas nem os POP’s como normas padronizadas em sua rotina institucional, · que pode comprometer a uniformidade dos procedimentos e a padronização das condutas assistenciais. Sendo assim, é possível observar que há uma rotina para a recepção e atendimento de pessoas: Tabela 1 – Rotinas realizadas Rotina Status Admissão de pacientes; Se aplica Transferência de pacientes; Se aplica Alta de pacientes; Se aplica Óbito de pacientes; Se aplica Encaminhamento de pacientes para exames; Se aplica Encaminhamento de pacientes para procedimentos cirúrgicos; Se aplica Encaminhamento de materiais para esterilização a óxido de etileno; Se aplica Referência / Contra-referência Se aplica 3.1 Processos de tomada de decisão internos A Teoria das Relações Interpessoais, desenvolvida por Hildegard Peplau, enfatiza a importância da comunicação e das conexões humanas no cuidado em saúde. Segundo essa teoria, a interação entre enfermeiro e paciente vai além dos procedimentos técnicos, envolvendo uma relação terapêutica profunda que se desenvolve em diferentes etapas. No contexto da gestão de equipes de enfermagem, os princípios de Peplau podem orientar o processo de tomada de decisões, promovendo uma liderança baseada na compreensão e no diálogo. Em vez de adotar uma postura autoritária, o líder deve procurar entender as necessidades, preocupações e opiniões de sua equipe, estimulando a cooperação e o respeito mútuo. Dessa forma, ao utilizar uma comunicação empática e transparente, os enfermeiros fortalecem o espírito de equipe, tomam decisões mais assertivas e contribuem para um ambiente de trabalho mais saudável, refletindo diretamente na qualidade do cuidado oferecido aos pacientes. Na unidade de saúde em questão, eles não aplicam nenhuma teoria de enfermagem para embasamento. 3.2 Tipos e modelos de liderança adotadas pelo enfermeiro À medida que as teorias sobre liderança foram se desenvolvendo, os estudiosos passaram a concentrar suas pesquisas na análise dos estilos de liderança. Esse movimento, que teve início na década de 1940, marcou uma mudança em relação à teoria dos traços que buscava identificar as características pessoais dos líderes, passando a focar nas ações e comportamentos específicos que definem o exercício da liderança. Formas de liderança descritas na literatura: 1- Liderança Autocrática: O líder toma todas as decisões sozinho, sem ouvir a equipe. · Características: Centralização do poder, foco em regras e controle rígido. · Vantagens: Eficiência em situações de emergência (ex: pronto-socorro). · Desvantagens: Pode gerar insatisfação e desmotivação na equipe. · Exemplo: Em um atendimento de emergência o enfermeiro dá as ordens rápidas e direta para a equipe 2- Liderança Democrática (Participativa): O líder valoriza a opinião da equipe e estimula a participação nas decisões. · Características: Comunicação aberta, cooperação, delegação de tarefas. · Vantagens: Melhora o clima organizacional e o comprometimento. · Desvantagens: Pode ser mais lenta na tomada de decisões. · Exemplo: O Enfermeiro junto com a equipe define qual o melhor cuidado para um paciente · 3- Liderança Liberal (Laissez-Faire): O líder dá liberdade total para que os membros decidam e atuem por conta própria. · Características: Pouco controle, autonomia da equipe. · Vantagens: Incentiva a criatividade e independência. · Desvantagens: Pode gerar desorganização se a equipe não for madura e responsável. · Exemplo: O enfermeiro delega funções para cada membro da equipe executar e controlar · 4- Liderança Transformacional: O líder inspira e motiva a equipe por meio de valores, propósito e exemplo. · Características: Foco em inovação, motivação, crescimento pessoal e profissional. · Vantagens: Aumenta o engajamento e o desempenho. · Desvantagens: Exige grande habilidade emocional e tempo para desenvolvimento. · Exemplo: O enfermeiro incentiva mudanças positivas e reconhece o esforço da equipe 5- Liderança Transacional:: Baseia-se em recompensas e punições para alcançar metas. · Características: Controle, metas claras e supervisão constante. · Vantagens: Funciona bem em ambientes com tarefas rotineiras. · Desvantagens: Pouca flexibilidade e foco restrito no resultado imediato. · Exemplo: O enfermeiro elogia quem cumpre metas e corrige quem não segue protocolos. 6- Liderança Situacional: O líder adapta seu estilo conforme a situação e o nível de maturidade da equipe. · Características: Flexibilidade, análise de contexto e da equipe. · Vantagens: Melhor resposta a diferentes cenários. · Desvantagens: Exige alto nível de percepção e experiência. · Exemplo: O enfermeiro adota uma postura autocrática em uma emergência e democrática em reuniões de planejamento. 7- Liderança Coaching: O líder atua como mentor, desenvolvendo habilidades e potencial da equipe. · Características: Feedback constante, estímulo à autoconfiança e aprendizado. · Vantagens: Melhora o desempenho e o desenvolvimento profissional. · Desvantagens: Requer tempo e comprometimento. · Exemplo:O enfermeiro orienta e capacita um técnico novo para aprimorar sua técnica. O modelo de liderança atualmente adotado na unidade apresenta características predominantemente autocráticas, com ênfase rigorosa em normas e procedimentos. Essa postura, embora inicialmente necessária, tem dificultado o estabelecimento de um ambiente de convivência harmonioso e pautado no respeito mútuo entre a equipe e a liderança. Apesar de o estilo autocrático poder ser compreendido diante do contexto deixado pela gestão anterior, torna-se recomendável a transição para um modelo maisflexível, como o de liderança participativa. Esse modelo valoriza a contribuição de cada membro da equipe, promovendo o engajamento e o sentimento de pertencimento. Além disso, a incorporação de elementos do estilo coaching, voltado ao mentoreamento, ao desenvolvimento e à potencialização das competências individuais e coletivas, pode favorecer o aprimoramento do desempenho e fortalecer as relações interpessoais dentro da unidade. 3.3 Aplicação do processo de enfermagem pelo enfermeiro O Processo de Enfermagem (PE) constitui um método científico sistematizado que orienta a prática profissional do enfermeiro, assegurando uma assistência humanizada, segura e individualizada. Fundamenta-se em teorias de enfermagem, como a de Wanda de Aguiar Horta, que adota as necessidades humanas básicas como eixo central do cuidado. Seu principal objetivo é direcionar e organizar a assistência de enfermagem, promovendo a continuidade do cuidado, a identificação das reais necessidades do paciente e o desenvolvimento do raciocínio clínico e do julgamento profissional. Dessa forma, o Processo de Enfermagem (PE) contribui para a melhoria da qualidade da assistência prestada e para o fortalecimento da comunicação entre os membros da equipe de enfermagem. Tabela 2 - Etapas do processo de enfermagem ETAPAS DO PROCESSO DE ENFERMAGEM Etapas Descrição Objetivo Coleta de dados (Histórico de enfermagem) Levantamento de informações sobre o paciente por meio de entrevista, exame físico e observação. Identificar necessidades, problemas e condições clínicas. Diagnóstico de Enfermagem Interpretação e análise dos dados coletados, identificando respostas humanas ao processo de saúde-doença. Formular diagnósticos baseados na NANDA-I Planejamento Definição de resultados esperados e intervenções. Estabelecer metas e ações de cuidado de forma sistemática Implementação (Prescrição de Enfermagem) Execução das ações planejadas. Colocar o plano em prática com técnica, ética e segurança. Avaliação Verificação dos resultados obtidos e da eficácia das ações. Replanejar o cuidado se necessário. A ausência da aplicação efetiva da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) em uma unidade representa uma lacuna significativa no processo de cuidado, uma vez que compromete a organização, o planejamento e a continuidade das ações de enfermagem. A SAE é um instrumento fundamental que norteia a prática profissional com base em princípios científicos, promovendo a qualidade, a segurança e a individualização da assistência. Na Unidade de Pronto Atendimento de Santa Barbára, observa-se que a SAE ainda não está implementada ou segue sendo aplicada de forma não padronizada, o que indica a necessidade de adoção de um modelo teórico de referência que sustente sua estruturação. Entre os modelos teóricos disponíveis, destaca-se a Teoria das Necessidades Humanas Básicas de Wanda de Aguiar Horta, amplamente reconhecida no contexto brasileiro por oferecer fundamentos sólidos para a operacionalização da SAE. O modelo de Horta orienta o processo de enfermagem com base na identificação e satisfação das necessidades humanas básicas, permitindo ao enfermeiro planejar intervenções individualizadas e fundamentadas no julgamento clínico. Dessa forma, a adoção dessa teoria pela instituição serviria como um referencial metodológico e científico para a efetiva implementação da SAE, contribuindo para a padronização dos cuidados, o fortalecimento do raciocínio clínico e a valorização da prática profissional de enfermagem. A implementação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) em uma unidade de saúde frequentemente enfrenta diversos desafios que envolvem aspectos estruturais, organizacionais e humanos. Entre as principais dificuldades observadas, destacam-se a insuficiência de recursos materiais e humanos, a sobrecarga de trabalho e a falta de tempo disponível para o registro e o desenvolvimento adequado das etapas do processo de enfermagem. Adicionalmente, a carência de conhecimento teórico-prático sobre a SAE por parte de alguns profissionais e a ausência de capacitações contínuas contribuem para a limitação na aplicação sistemática deste método. A resistência à mudança e a falta de engajamento da equipe também constituem barreiras significativas, especialmente em contextos nos quais a cultura organizacional ainda não valoriza plenamente a importância do processo de enfermagem como instrumento científico e gerencial. Outro fator relevante é a fragilidade no apoio institucional e na liderança de enfermagem, que muitas vezes não oferece o suporte necessário para o fortalecimento da prática sistematizada. Assim, a efetiva implementação da SAE requer não apenas o conhecimento técnico dos profissionais, mas também comprometimento gerencial, incentivo à educação permanente e condições adequadas de trabalho, de modo a promover uma assistência de enfermagem mais organizada, segura e fundamentada em bases científicas. 4. CONHECIMENTO DOS RECURSOS MATERIAIS E EQUIPAMENTOS Hoje o modelo de gestão do município para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) é centralizado no qual a unidade faz a solicitação dos materiais necessários para as próximas 24 horas durante a semana e 48 horas no final de semana para o almoxarifado municipal. Com isso observa-se que a responsabilidade pela conferência, solicitação e reposição de equipamentos necessários e utilizados no dia a dia é do enfermeiro do plantão ou da coordenação da equipe de enfermagem e juntamente na unidade quem realiza a solicitação e materiais e equipamentos é o farmacêutico responsável. A gestão informa que nunca ocorreu de faltar material, medicamento ou equipamento na unidade, e caso isso venha ocorrer não existe um plano de ação específico para a resolução do problema. Os equipamentos atendem as necessidades da UPA atualmente para a população em faz a prestação de serviço, os mesmos estão em bom estado de conservação e com a manutenção em dia. 5. RECONHECIMENTO DOS RECURSOS HUMANOS Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Dr Afonso Ramos, a equipe multidisciplinar é composta por diversos profissionais que atuam de forma integrada, com o objetivo de oferecer uma melhor assistência, segura e humanizada aos usuários do serviço prestado. Entre os membros dessa equipe, destacam-se: · ? Enfermeiros: Responsáveis pela supervisão e organização do cuidado, execução de procedimento e gerenciamento da equipe de enfermagem. · ? Auxiliares: Responsáveis pelo auxílio nos serviços de enfermagem. · ? Técnicos de enfermagem: Responsáveis pelos cuidados diretos ao paciente como administração de medicamentos, verificação de sinais vitais, curativos, entre outros. · ? Médicos clínicos: Realizam atendimentos do dia a dia, realizando prestação de serviços e prescrições. · ? Pediatra: Realiza atendimentos das crianças. · ? Farmacêutico: organizam estoques e fazem o controle de medicações dentro da unidade. · 5.1 ESCALA DE ATIVIDADES MENSAL A escala é um instrumento organizacional utilizado para distribuir racionalmente os profissionais nos serviços de saúde, assegurando a continuidade da assistência e a qualidade do cuidado prestado. Medir a intensidade e a complexidade dos cuidados prestados a cada paciente, para avaliar a dependência do paciente em relação a equipe e assim realizar o dimensionamento do quadro de pessoal (quantos profissionais são necessários), sempre garantindo a qualidade e a segurança na assistência Segundo o parecer do COREN-SP, a elaboração da escala de trabalho é uma atribuição privativa do enfermeiro, sendo considerada parte essencial da documentação dos serviços de enfermagem. Essa escala deve proporcionar clareza quanto à atuação de cada membro da equipe, assegurando que a assistência prestada esteja organizada e alinhada aos princípios éticos e legais do exercício profissional. 5.2 DIMENSIONAMENTO PESSOAL A Escala de Fugulin é um instrumento amplamente utilizado na enfermagem para avaliar o grau dedependência do paciente em relação aos cuidados de enfermagem. Sua aplicação possibilita a classificação dos pacientes em diferentes níveis de complexidade assistencial, considerando aspectos como estado mental, oxigenação, sinais vitais, alimentação, motilidade, cuidado corporal, eliminação, terapia e comportamento. Essa avaliação sistematizada contribui para o dimensionamento adequado da equipe de enfermagem, garantindo uma distribuição equitativa da carga de trabalho e promovendo a qualidade e segurança da assistência prestada. Além disso, o uso da Escala de Fugulin favorece a tomada de decisões gerenciais e clínicas baseadas em evidências, tornando-se um instrumento essencial para a organização e planejamento do cuidado nos diversos contextos hospitalares. (FUGULIN) O dimensionamento de pessoal de enfermagem é o processo que determina o número ideal de profissionais (enfermeiros, técnicos e auxiliares) para atender de forma adequada e segura os pacientes da unidade. A Escala classifica o paciente em: · Cuidados mínimos; · Cuidados intermediário; · Cuidados de alta dependência; · Cuidados semi-intensivos; · Cuidados intensivos. Cada categoria representa uma quantidade de horas de cuidado de enfermagem necessárias por paciente, auxiliando no dimensionamento do pessoal de enfermagem, conforme o COFEN 543/2017. (COFEN) 1º etapa: identificar o grau de dependência dos pacientes. Tabela 3 - Tipos de cuidados e tempo necessário de cada profissional Tipo de cuidado Horas de Enfermagem / Paciente/ dia Cuidado mínimo 4 h Cuidado intermediário 6 h Cuidado alta dependência 10 h Cuidado semi-intensivo 10,8 h Cuidado intensivo 17,9 h 2° etapa: Calculamos o total de horas de enfermagem necessárias por dia (THE): THE = (N° de paciente de cada tipo) X (horas cuidado correspondentes) 3° etapa: Calculamos a carga horária mensal de cada profissional (CHM), conforme a legislação trabalhista: · Enfermeiros: 36 ou 40 horas semanais - cerca de 180 horas/mês. · Técnico/ Auxiliar: também cerca de 180 horas/mês 4° etapa: Calculamos o número de profissionais necessários (NP): NP= (THE x 30) CHM 5° etapa: Aplicamos o fator de segurança (FS), que é usado para cobrir ausências (férias, folgas, licenças…), o COFEN recomenda FS = 1,15 (ou 15%): NPF = NP x FS 6° etapa: Distribuímos com categoria de profissional a proporção entre enfermeiros e técnicos/ auxiliares depende do tipo de unidade: Tabela 4 - Tipos de unidade e porcentagem de cada profissional TIPO DE UNIDADE % DE ENFERMEIROS % DE TÉCNICOS/ AUXILIARES Unidade de internação clínica/cirúrgica 33% 67% UTI adulto/pediátrica 52% 48% Pronto Socorro 30% 70% Atenção Básica 50% 50% 5.3 AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santa Barbára, não possui avaliação de desempenho. A ausência de um processo sistemático de avaliação entre os profissionais de saúde representa uma lacuna significativa na gestão da qualidade assistencial, pois é um instrumento essencial para identificar potencialidades, fragilidades e necessidades de capacitação da equipe, contribuindo diretamente para a melhoria contínua dos serviços prestados. Quando essa prática não é implementada, perde-se a oportunidade de promover o desenvolvimento profissional, o reconhecimento de competências e a padronização das condutas assistenciais. Além disso, a falta de monitoramento do desempenho compromete o planejamento estratégico, a eficiência operacional e a motivação dos colaboradores, podendo refletir negativamente na segurança do paciente e na satisfação dos usuários. Assim, a institucionalização de avaliações periódicas e criteriosas torna-se fundamental para assegurar a qualidade e a efetividade do cuidado em ambientes de urgência e emergência 5.4 EDUCAÇÃO CONTINUADA Hoje na Unidade de Pronto atendimento de Satnta Barbára ainda está em fase de implementação mas a educação continuada é um processo permanente de atualização, aperfeiçoamento e desenvolvimento profissional que ocorre após a formação inicial, com o objetivo de melhorar a qualidade da assistência e promover o crescimento pessoal e profissional do enfermeiro e da equipe de enfermagem. Na prática, a Educação Continuada em Enfermagem envolve ações sistemáticas de capacitação e atualização da equipe, tais como: · Treinamentos técnicos e científicos; · Palestras e workshops; · Simulações de procedimentos; · Estudos de caso e discussão de eventos adversos; · Programas de aperfeiçoamento e residência; · Educação à distância (EAD). Está ações visam atualizar protocolos e práticas assistencial, reduzindo erros e eventos adversos, fortalecendo a integração e participação da equipe e desenvolvendo competências técnicas, éticas e humanizadas e tem como objetivo: · Garantir atualização científica e técnica; · Melhorar a qualidade da assistência; · Promover a segurança do paciente; · Estimular o crescimento pessoal e profissional; · Favorecer a motivação e valorização dos profissionais; · Acompanhar mudanças tecnológicas e científicas na saúde. 5.5 ABSENTEÍSMO O absenteísmo constitui um indicador relevante na gestão de recursos humanos em saúde, pois reflete diretamente na qualidade da assistência prestada, na sobrecarga das equipes e na eficiência dos serviços. Trata-se da ausência do trabalhador em seu posto de trabalho, seja por motivos justificados ou não, podendo estar relacionado a fatores organizacionais, psicológicos, de saúde ou insatisfação profissional. Na unidade de atendimento de Santa Barbára, não foi informado sobre a quantidade e os motivos do absenteísmo e a falta desses dados inviabiliza a identificação das causas principais do problema e impede a implementação de estratégias efetivas para sua redução, comprometendo a continuidade e a qualidade do cuidado ao paciente. 6. INSTRUMENTO PARA AUDITORIA SETORIAL 1. CARRO DE EMERGÊNCIA Descrição SIM NÃO Carro devidamente lacrado X Check – list para conferência diária com assinatura do responsável (n.º do X lacre que conferir) Carro completo, inclusive os psicotrópicos, de acordo com a padronização X Materiais e medicamentos dentro da validade X Verificação geral pelo enfermeiro / farmacêutico 1 vez ao mês? X 2. ALMOTOLIAS Descrição SIM NÃO Possuem identificação do produto (álcool a 70 %, PVPI , clorexidina...) X Possuem Data de abertura e validade X Frascos estão tampados X Iodóforos estão em almotolias escuras X 3. MEDICAMENTOS Descrição SIM NÃO Foi encontrado estoque de medicamentos nos armários e gavetas do setor X As devoluções estão sendo feitas em nome do cliente por plantão X Todas as gazelas do estoque virtual estão devidamente identificadas com quantidade aparentes X 4. PUNÇÃO VENOSA, BURETAS / EQUIPOS E CURATIVOS Descrição SIM NÃO Possuem identificação de data, hora e responsável X Trocados a cada 24 h para medicação intermitente X Trocados a cada 72 h para medicação contínua X Fixação de dispositivos trocados diariamente isentos de sujidade e umidade X Curativos: Possuem identificação de data, hora e responsável X 5. SINAIS VITAIS Descrição SIM NÃO Controle é feito ao menos 1 vez ao plantão? X Controle mais rigoroso dos SSVV em pacientes com alterações? X Anotação correta no sistema X Verificado SSVV e sangramento feito de 4/4 H para paciente em POI imediato ou Puerpério? X O controle glicêmico é realizado para pacientes diabéticos? X Paciente nefropatas ou dialíticos são pesados pela manhã em jejum? X 6. CONTROLE DE ADMISSÕES Descrição SIM NÃO Identificação no leito com nome, médico resp., diagnóstico e data de admissão X Identificação de leito com classificação de riscos X 7. ALTAS E TRANSFERÊNCIAS Descrição SIM NÃO Existe atualização dos leitos no sistema X O cliente está colocado no centro de custo correto X O leitodesativado está atualizado no sistema X 8. CONTROLES DE MEDICAMENTOS E CHECAGEM Descrição SIM NÃO Acondicionamento feito em sacos plásticos ou gazelas? X Pedido sendo realizado na farmácia até o horário padrão? X A prescrição médica está sendo checada com nome legível e horário X Para drogas potencialmente perigosas existe a dupla checagem? X 9. ENFERMEIRO Descrição SIM NÃO Realiza sistematização de Assistência de enfermagem? X O cliente conhece o enfermeiro responsável pelo plantão? X O Enf. Conhece o diagnóstico do paciente mais grave? X O Cliente reconhece o profissional técnico ou auxiliar. De enfermagem cuidador? X Existe identificação no leito ou na porta do Técnico ou aux. Responsável pelo cuidados X O enfermeiro passa visita de plantão/ diariamente aos clientes? X As salas cirúrgicas estão com as portas fechadas (C.C) X 10. PLANEJAMENTO MENSAL DE REUNIÕES Descrição SIM NÃO Planejamento de reuniões fixado na escala mensal de folgas para ciência dos funcionários? x Há registo da reunião em livro ATA com assinatura dos participantes? X Reuniões feitas com todos os turnos de trabalho? x 11. ESCALA DE TAREFAS Descrição SIM NÃO Divisão coerentes por turno, Feita, assinada e carimbada pelo enfermeiro? x Está fixada e é de conhecimento de todos os profissionais? x Constam na escala itens como: organização do posto de enfermagem, expurgo, rouparia, troca de almotolias, checagem do carro de emergência, desinfecção de materiais, divisão de leitos por cuidados integrais e outro? x Posto de enfermagem, copa, DML, arsenal e expurgo estão limpos e organizados? x 12. CUIDADOS DE ENFERMAGEM Descrição SIM NÃO O número de oportunidades de higiene de mãos foi efetivamente realizado? X Cabeceira elevada 30 °a 45° para pacientes que têm indicação? X Sonda vesical permanente fixada na região supra púbica, ou feminina na região da coxa? X A bolsa coletora está abaixo do nível da bexiga? X O sistema de drenagem está protegido e fora do alcance do piso? X Bolsa de diurese com débito inferior a 2/3 da capacidade? X Bicos de drenagem da bolsa coletora de diurese e dos drenos pot- vac/ J-vac higienizados com álcool 70 % X Frasco de mensuração de débitos identificados, individualizados e trocados diariamente? X É realizado antissepsia das conexões do polifix/ Torneirinhas e equipos? X Papagaios e Comadres são trocados diariamente? X A SNG / SNE estão seguramente fixados e isentos de sujidade? X É realizado teste residual antes de iniciar nova infusão de dietas por SNG/ SNE X É realizado flash com água potável de 20 a 40 ml com seringa de 20 ml após término da dieta ou infusão de medicações? X 13. ANOTAÇÕES DE ENFERMAGEM Descrição SIM NÃO As anotações de enfermagem por ordem cronológica (data e hora) X Informações bem fundamentadas como: Admissão, Alergias, encaminhamentos, pendências, transferências e altas X Considerações gerais como: Estado nutricional, controle de drenagem e eliminação, tipo de ferida (operatória, lesão, etc.), aspecto de secreção (odor, cor e volume), dispositivo( CVC, CVD, AVP, fístula) X Anotação de procedimentos executados (Passagem de CNE, cirurgias, exames, etc.) X Anotação com letra legível, assinado e carimbado X 14. VIDA PROFISSIONAL DOS FUNCIONÁRIOS Descrição SIM NÃO Prontuário dos funcionários completo com dados de identificação atualizados X Controle de faltas e ocorrências administrativas X Registro de cursos, atualizações e elogios no prontuário do colaborador X 15. APRESENTAÇÃO DO FUNCIONÁRIO Descrição SIM NÃO Uso do crachá de identificação visível X Uso de sapato fechado de acordo com a NR32 X Roupas, sapatos, cabelo limpo e unhas aparadas e limpas X Cabelos penteados e presos quando compridos X Uso de roupas brancas (não sendo permitido bermuda, saia ou decote) X Retirados adornos conforme a NR32 X 16. QUADRO DE AVISOS Descrição SIM NÃO KABAN atualizado X Exposição no quadro de avisos: centro de custos, indicadores, resultados de auditorias anteriores, cartas de elogio e outros X Presença de notícias referente a funcionários, hospital X Presença de divulgação de treinamentos ou cursos de autodesenvolvimento X *Kaban é um termo de origem japonesa e significa literalmente “cartão” ou “sinalização” Esse é um conceito relacionado com a utilização de cartões (post-it e outros) para indicar o andamento dos fluxos de produção de uma empresa de fabricação em serie. A utilização de um sistema Kanban permite um controle detalhado de produção com informações sobre quando, quanto e o que produz. O Kanban ressalta o senso de propriedade entre os empregados. É estabelecida uma meta visível de desempenho no trabalho para uma estação de trabalho e os empregados que fazem parte dela se empenham para atingir a meta através de meios inovadores. Este tipo de motivação do grupo garante a implantação bem-sucedida do sistema de produção “Just-in-time”. O Kanban simplifica os mecanismos de administração do trabalho, através do controle de informações e estoque, renovando a organização da empresa. 17. HOTELARIA Descrição SIM NÃO Roupas de cama entregues no setor em tempo hábil X Não ocorre acúmulo de hamper de outros horários X Hamper cheio está identificado e fechada X Há número suficiente de roupas, lençois ou toalhas X 18. LIMPEZA DO SETOR Descrição SIM NÃO Limpeza adequada do corredor, rodapé, bate maca e paredes (s / sujidades aparentes) X Existe cronograma de limpeza terminal dos leitos X Existe cronograma de limpeza terminal do posto de enfermagem, expurgo, copa, estoque, rouparia X Os cronogramas de limpeza terminal e limpeza diária são executados X 19. C.C.I.H Descrição SIM NÃO Ausência de alimentos no posto de enfermagem X O enfermeiro sabe e relata em passagem de plantão qual o agente causador do isolamento X Os quartos correspondentes possuem placa de isolamento e os colaboradores seguem as orientações de isolamento X As portas dos isolamentos ficam fechadas X Existe material disponível de acordo com o tipo de isolamento na porta de entrada do leito X Os funcionários usam o material indicado para o isolamento X Os 5 momentos oportunos para higiene das mãos são executados X Os colaboradores não transitam pelo setor paramentados X Os pacientes em uso de CNE ou CNG mantém a cabeceira elevada de 30 a 45° X Os CVD estão fixados e sem tração (homem-suprapúbica/ mulher-Raiz da coxa) X As Bolsas Coletoras de diurese permanecem abaixo do nível da bexiga, sem entrar em contato com o chão, bico de drenagem protegido e higienizado com álcool 70% quando manipulado X As bolsas de diurese NÃO ultrapassam ⅔ da capacidade X Frascos de drenagem, papagaios e comadres de uso individual e identificados X Existe dispenser de álcool e sabão líquido nos quartos X Os acompanhantes /familiares são instruídos corretamente sobre o isolamento X 20. MANUAL DE NORMAS E ROTINAS Descrição SIM NÃO Os colaboradores conhecem os protocolos do setor (questionar a equipe) X Protocolo operacional de procedimento está atualizado com menos de 1 ano X Os POP’s são de fácil acesso a todos X Os funcionários periodicamente consultam o POP’s X Os colaboradores conhecem indicadores de qualidade do setor (questionar a equipe sobre taxa de flebite, número de quedas, número de cateteres sacados acidentalmente) X 21. SEGREGAÇÃO DE RESÍDUOS Descrição SIM NÃO Resíduos descartados compatíveis com o indicado (lixo branco-infectante/ lixo preto – resíduo comum) X Saco de lixos obedecem a nível de preenchimento e estão identificadosX Há local adequado para descarte do resíduo X Coletor de perfuro cortante em local adequado (com suporte, longe de umidade, tamanho adequado) X O limite do coletor de perfuro cortante é respeitado X 22. LAVAGEM DAS MÃOS Descrição SIM NÃO Os profissionais (médicos, fisio, tec. Enf, enfermeiros, psicólogos, S. Social) higienizam as mãos com água e sabão respeitando os 5 momentos X Existe lavatórios em número suficiente X Existe dispenser de sabão em cada lavatório e papel toalha descartável X Existe dispenser de álcool em gel nos quartos X Os profissionais lavam as mãos antes e após retirarem as luvas X 23. INSTALAÇÃO DO SETOR Descrição SIM NÃO Chuveiros funcionando X Todas as luzes acendem X Torneiras sem vazamentos X Campainhas de chamada funcionando X Manivelas das camas funcionam X Vazamentos diversos inexistentes X Janelas com vidro e tela X Paredes íntegras (sem rachaduras, fendas, buracos, perda da tinta) X Número suficiente de banquetas para os profissionais X 24. CONDICIONAMENTO DAS ROUPAS Descrição SIM NÃO Roupas acondicionadas em local fresco, arejado e limpo X Local de acondicionamento de roupas com limpeza terminal no prazo X Enxoval entregue sem sujidade aparente X 25. USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL Descrição SIM NÃO As luvas de procedimento são utilizadas como precaução padrão X Os colaboradores utilizam óculos de proteção quando em contato com secreção X A máscara comum é utilizada quando risco aerossol ou contato com secreção X Os colaboradores utilizam, gorro, óculos, máscara, avental e luvas quando realizar curativos e procedimentos estéril X Os colaboradores utilizam avental impermeável para realizar os banhos dos pacientes X Os colaboradores não transitam com EPI’s pelos corredores ou postos de enfermagem X Os colaboradores possuem os EPI’s para uso X 26. METAS MÉDICAS Descrição SIM NÃO Visita médica ao cliente realizada diariamente no prazo do horário X Prescrição médica com letra legível X Médico responsável carimba e assina a prescrição diária X As informações importantes referentes ao cliente são transmitidas a enfermeira X Equipe médica passa relatório diário sobre situação do cliente X Paciente/familiares não tem dúvidas sobre a conduta médica X 7. IMPLANTAÇÃO DE PROJETOS DE MELHORIA/ PROJETO EDUCATIVO 7.1 Disponibilização de Cadeiras de rodas e implementação de kits estereis para pequenas suturas em unidade hospitalar A gestão adequada de recursos materiais nos serviços de saúde é essencial para garantir a qualidade da assistência, a segurança do paciente e a eficiência do trabalho da equipe multiprofissional. Em unidades hospitalares e de pronto atendimento, a disponibilidade de equipamentos e insumos influencia diretamente o fluxo assistencial e o tempo de resposta aos atendimentos. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, os estabelecimentos assistenciais de saúde devem garantir infraestrutura física e recursos materiais adequados para o atendimento seguro dos pacientes (BRASIL, 2002). Além disso, ações voltadas à segurança do paciente devem ser implementadas como estratégia para melhoria da qualidade assistencial (BRASIL, 2013). Durante a análise situacional da unidade, identificou-se a insuficiência quantitativa e a distribuição inadequada de cadeiras de rodas, dificultando o transporte seguro e ágil dos pacientes. Ademais, observou-se a utilização de kits estéreis com quantidade excessiva de materiais para procedimentos simples, como pequenas suturas, resultando em desperdício de insumos e aumento de custos institucionais. Diante desse cenário, propõe-se a implementação de um projeto de melhoria voltado à reorganização e ampliação dos recursos disponíveis, bem como à padronização de materiais, visando uma assistência mais eficiente, segura e economicamente sustentável. 7.2 Justificativa A insuficiência de cadeiras de rodas, associada à sua distribuição inadequada, compromete a qualidade do atendimento, podendo ocasionar atrasos, aumento do risco de quedas, desconforto ao paciente e sobrecarga da equipe de enfermagem. Conforme a Norma Regulamentadora nº 32, é responsabilidade das instituições garantir condições adequadas de trabalho e disponibilização de recursos que minimizem riscos ocupacionais (BRASIL, 2005). Além disso, a organização do processo de trabalho da enfermagem inclui o gerenciamento eficiente dos recursos materiais, sendo uma atribuição fundamental do enfermeiro (COFEN, 2017). A ausência de um sistema de controle eficaz das cadeiras de rodas favorece a desorganização do fluxo assistencial e possíveis extravios, reforçando a necessidade de reorganização e ampliação desses equipamentos conforme a demanda. Paralelamente, a utilização de kits estéreis com excesso de materiais em procedimentos de baixa complexidade contribui para desperdício de insumos, aumento de custos hospitalares e geração desnecessária de resíduos, contrariando diretrizes de gerenciamento de resíduos em serviços de saúde (BRASIL, 2018). Assim, este projeto justifica-se pela necessidade de promover melhorias na organização do serviço, na segurança assistencial e na eficiência da gestão de materiais, em consonância com as normas vigentes. 7.3 OBJETIVOS 7.3.1 Objetivo Geral Melhorar a disponibilidade, distribuição e uso racional de cadeiras de rodas, por meio da reorganização e ampliação do quantitativo, bem como otimizar o uso de kits estéreis para pequenas suturas. 7.3.2 Objetivos Específicos · Avaliar a demanda de cadeiras de rodas nos diferentes setores; · Reorganizar a distribuição dos equipamentos existentes; · Ampliar o número de cadeiras de rodas conforme necessidade identificada; · Implantar sistema de controle e identificação dos equipamentos; · Desenvolver kits estéreis específicos para pequenas suturas; · Reduzir desperdícios de materiais; · Capacitar a equipe de enfermagem quanto ao uso adequado dos recursos. 7.4 Metodologia Trata-se de um projeto de intervenção com abordagem qualitativa, a ser desenvolvido em uma unidade hospitalar, com foco na melhoria da gestão de recursos materiais e na organização do fluxo assistencial. Inicialmente, será realizado um diagnóstico situacional, com levantamento da quantidade de cadeiras de rodas disponíveis e análise da demanda por setor. Também será avaliado o tempo de espera para utilização dos equipamentos e identificadas possíveis falhas na distribuição. Posteriormente, será realizada a reorganização das cadeiras de rodas, com redistribuição estratégica entre os setores, definição de locais fixos para armazenamento e identificação dos equipamentos por meio de etiquetas ou numeração. Além disso, será proposta a ampliação do quantitativo de cadeiras de rodas, por meio de solicitação ao setor administrativo, com base na demanda identificada, garantindo adequação às diretrizes de segurança assistencial (BRASIL, 2013). Em relação aos materiais, será realizada análise dos kits estéreis utilizados, com identificação dos itens desnecessários para pequenas suturas. A partir disso, serão desenvolvidos kits reduzidos, contendo apenas os materiais essenciais, respeitando princípios de biossegurança e controle de infecção. Por fim, será realizada capacitação da equipe de enfermagem, conforme diretrizes de educação permanente em saúde, visando a qualificação dos processos assistenciais. 7.5 Plano de Ação ETAPAS ATIVIDADE RESPONSÁVEL Diagnóstico Levantamento da quantidade e demanda de cadeiras de rodas Enfermeiro responsável Planejamento Levantamento da quantidade e demanda de cadeiras de rodas Coordenação de enfermagem Implementação Levantamento da quantidade e demanda de cadeiras de rodas administração/Compras Padronização Levantamento da quantidade e demanda de cadeiras de rodas Enfermagem/CCIH CapacitaçãoLevantamento da quantidade e demanda de cadeiras de rodas Educação continuada Avaliação Levantamento da quantidade e demanda de cadeiras de rodas Enfermeiro chef 7.6 Resultados Esperados Espera-se melhorar a disponibilidade de cadeiras de rodas, reduzindo o tempo de espera para o transporte de pacientes e promovendo maior segurança durante a assistência, conforme diretrizes de segurança do paciente (BRASIL, 2013). Também se espera otimizar o uso de materiais estéreis, reduzindo desperdícios e custos, além de promover maior organização dos processos de trabalho e adequação às normas sanitárias vigentes. 7.7 Conclusão A implementação deste projeto contribui significativamente para a melhoria da qualidade da assistência prestada, por meio da organização e ampliação dos recursos materiais disponíveis, em conformidade com as normativas vigentes. A reorganização das cadeiras de rodas associada ao aumento do quantitativo permite maior agilidade no atendimento e segurança ao paciente. Da mesma forma, a padronização de kits estéreis para pequenas suturas favorece o uso racional de insumos, redução de desperdícios e adequação às diretrizes sanitárias (BRASIL, 2018). Dessa forma, o projeto promove uma assistência mais eficiente, segura e sustentável, alinhada aos princípios da gestão em saúde e da prática baseada em evidências. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2018. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução nº 222, de 28 de março de 2018. Dispõe sobre o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Diário Oficial da União, Brasília, 29 mar. 2018. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFEN). Resolução nº 564/2017: Dispõe sobre a atuação do enfermeiro na segurança do paciente. Brasília: COFEN, 2017. CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO. Parecer COREN-SP nº 028/2022: Escala de trabalho da enfermagem e Lei Geral de Proteção de Dados. São Paulo: COREN-SP, 2022. FUGULIN, Fernanda Maria Togeiro; GAIDZINSKI, Raquel Rapone; KURCGANT, Paulina. Sistema de classificação de pacientes: identificação do perfil assistencial dos pacientes das unidades de internação do HU-USP. Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 13, n. 1, p. 72–78, 2005. PEPLAU, Hildegard E. Interpersonal relations in nursing: a conceptual framework for psychodynamic nursing. New York: Putnam, 2020. BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. RDC nº 50, de 21 de fevereiro de 2002. BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. RDC nº 36, de 25 de julho de 2013.