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PROFESSORES
Me. Élen Carla da Costa Baraldi
Me. Humberto Garcia de Oliveira
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ATLETISMO
2 
 
NEAD - Núcleo de Educação a Distância
Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jd. Aclimação 
Cep 87050-900 - Maringá - Paraná - Brasil
www.unicesumar.edu.br | 0800 600 6360
Coordenador(a) de Conteúdo Mara Cecília Rafael Lopes, Projeto Gráfico José Jhonny Coelho e Arthur 
Cantareli Silva, Editoração Lavignia da Silva Santos, Design Educacional Leticia Matheucci Zambrana 
Grou e Ana Claudia Salvadego, Curadoria Fabiana B. Gozer Dias, Revisão Textual Anna C. Gobbi dos 
Santos, Revisora Técnica Naline Cristina Favatto Ilustração Geison Odlevati Ferreira e Eduardo P. 
Alves, Fotos Shutterstock.
C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. 
Núcleo de Educação a Distância. BARALDI, Élen Carla da Costa, 
OLIVEIRA, Humberto Garcia de.
Atletismo Élen Carla da Costa Baraldi; Humberto Garcia de Oliveira. 
Maringá - PR: Unicesumar, 2023. 
224 p.
ISBN 978-85-459-2398-5
“Graduação em Educação Física - EaD”.
1. Esportes 2. Atletismo 3. EaD. I. Título.
CDD - 22ª Ed. 796.42
Impresso por: 
Bibliotecário: João Vivaldo de Souza CRB-9-1679
Em um mundo global e dinâmico, nós trabalhamos 
com princípios éticos e profissionalismo, não somente 
para oferecer uma educação de qualidade, mas, acima 
de tudo, para gerar uma conversão integral das 
pessoas ao conhecimento. Baseamo-nos em 4 pilares: 
intelectual, profissional, emocional e espiritual.
Iniciamos a Unicesumar em 1990, com dois cursos de 
graduação e 180 alunos. Hoje, temos mais de 100 mil 
estudantes espalhados em todo o Brasil: nos quatro 
campi presenciais (Maringá, Curitiba, Ponta Grossa e 
Londrina) e em mais de 500 polos de educação a distância 
espalhados por todos os estados do Brasil e, também, 
no exterior, com dezenas de cursos de graduação e 
pós-graduação. Produzimos e revisamos 500 livros 
e distribuímos mais de 500 mil exemplares por ano. 
Somos reconhecidos pelo MEC como uma instituição de 
excelência, com IGC 4 em 7 anos consecutivos. Estamos 
entre os 10 maiores grupos educacionais do Brasil.
A rapidez do mundo moderno exige dos educadores 
soluções inteligentes para as necessidades de todos. 
Para continuar relevante, a instituição de educação 
precisa ter pelo menos três virtudes: inovação, 
coragem e compromisso com a qualidade. Por 
isso, desenvolvemos, para os cursos de Engenharia, 
metodologias ativas, as quais visam reunir o melhor 
do ensino presencial e a distância.
Tudo isso para honrarmos a nossa missão que é 
promover a educação de qualidade nas diferentes áreas 
do conhecimento, formando profissionais cidadãos 
que contribuam para o desenvolvimento de uma 
sociedade justa e solidária.
Vamos juntos!
Wilson Matos da Silva
Reitor da Unicesumar
boas-vindas
Prezado(a) Acadêmico(a), bem-vindo(a) à 
Comunidade do Conhecimento. 
Essa é a característica principal pela qual a Unicesumar 
tem sido conhecida pelos nossos alunos, professores 
e pela nossa sociedade. Porém, é importante 
destacar aqui que não estamos falando mais daquele 
conhecimento estático, repetitivo, local e elitizado, mas 
de um conhecimento dinâmico, renovável em minutos, 
atemporal, global, democratizado, transformado pelas 
tecnologias digitais e virtuais.
De fato, as tecnologias de informação e comunicação 
têm nos aproximado cada vez mais de pessoas, lugares, 
informações, da educação por meio da conectividade 
via internet, do acesso wireless em diferentes lugares 
e da mobilidade dos celulares. 
As redes sociais, os sites, blogs e os tablets aceleraram 
a informação e a produção do conhecimento, que não 
reconhece mais fuso horário e atravessa oceanos em 
segundos.
A apropriação dessa nova forma de conhecer 
transformou-se hoje em um dos principais fatores de 
agregação de valor, de superação das desigualdades, 
propagação de trabalho qualificado e de bem-estar. 
Logo, como agente social, convido você a saber cada 
vez mais, a conhecer, entender, selecionar e usar a 
tecnologia que temos e que está disponível. 
Da mesma forma que a imprensa de Gutenberg 
modificou toda uma cultura e forma de conhecer, 
as tecnologias atuais e suas novas ferramentas, 
equipamentos e aplicações estão mudando a nossa 
cultura e transformando a todos nós. Então, priorizar o 
conhecimento hoje, por meio da Educação a Distância 
(EAD), significa possibilitar o contato com ambientes 
cativantes, ricos em informações e interatividade. É 
um processo desafiador, que ao mesmo tempo abrirá 
as portas para melhores oportunidades. Como já disse 
Sócrates, “a vida sem desafios não vale a pena ser vivida”. 
É isso que a EAD da Unicesumar se propõe a fazer. 
Willian V. K. de Matos Silva
Pró-Reitor da Unicesumar EaD
Seja bem-vindo(a), caro(a) acadêmico(a)! Você está 
iniciando um processo de transformação, pois quando 
investimos em nossa formação, seja ela pessoal ou 
profissional, nos transformamos e, consequentemente, 
transformamos também a sociedade na qual estamos 
inseridos. De que forma o fazemos? Criando 
oportunidades e/ou estabelecendo mudanças capazes 
de alcançar um nível de desenvolvimento compatível 
com os desafios que surgem no mundo contemporâneo. 
O Centro Universitário Cesumar mediante o Núcleo de 
Educação a Distância, o(a) acompanhará durante todo 
este processo, pois conforme Freire (1996): “Os homens 
se educam juntos, na transformação do mundo”.
Os materiais produzidos oferecem linguagem 
dialógica e encontram-se integrados à proposta 
pedagógica, contribuindo no processo educacional, 
complementando sua formação profissional, 
desenvolvendo competências e habilidades, e 
aplicando conceitos teóricos em situação de realidade, 
de maneira a inseri-lo no mercado de trabalho. Ou seja, 
estes materiais têm como principal objetivo “provocar 
uma aproximação entre você e o conteúdo”, desta 
forma possibilita o desenvolvimento da autonomia 
em busca dos conhecimentos necessários para a sua 
formação pessoal e profissional.
Portanto, nossa distância nesse processo de crescimento 
e construção do conhecimento deve ser apenas 
geográfica. Utilize os diversos recursos pedagógicos 
que o Centro Universitário Cesumar lhe possibilita. 
Ou seja, acesse regularmente o Studeo, que é o seu 
Ambiente Virtual de Aprendizagem, interaja nos 
fóruns e enquetes, assista às aulas ao vivo e participe 
das discussões. Além disso, lembre-se que existe 
uma equipe de professores e tutores que se encontra 
disponível para sanar suas dúvidas e auxiliá-lo(a) em 
seu processo de aprendizagem, possibilitando-lhe 
trilhar com tranquilidade e segurança sua trajetória 
acadêmica.
boas-vindas
Paula R. dos Santos Ferreira
Diretoria de Design Educacional
Janes Fidélis Tomelin
Pró-Reitor de Ensino de EAD
Kátia Solange Coelho
Diretoria de Graduação 
e Pós-graduação
Leonardo Spaine
Diretoria de Permanência
minha história meu currículo
Me. Humberto Garcia de Oliveira
Graduado em Educação Física pelas Faculdades Integradas de Guarulhos (1983). Es-
pecializado em treinamento desportivo pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). 
Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade Estadual de Maringá (2010). Treinador 
de Atletismo durante 30 anos, possui vários títulos, como treinador de equipes de re-
nome e da seleção brasileira em campeonatos sul-americanos, jogos pan-americanos, 
campeonatos mundiais e outros eventos internacionais na modalidade. Atualmente, é 
coordenador do curso de Educação Física Licenciatura e Bacharelado do Centro Uni-
versitário de Maringá (Unicesumar). Tem experiência na área de Educação Física, com 
ênfase em Treinamento Desportivo, atuando, principalmente, nos seguintes temas: 
atletismo, treinamento desportivo, tenistas e preparação física em geral.
http://lattes.cnpq.br/9242781131748708
Aqui você pode 
conhecer umdos anos o homem foi 
superando a si mesmo, batendo recordes antes inimagináveis para 
a espécie humana. Vamos aprender sobre os tipos de provas de 
corridas, quais as características de cada uma delas, tipos de saída 
e a velocidade das provas de corrida.
AS DIVERSAS FASES DAS 
CORRIDAS NO ATLETISMO
unidade 
II
38 
 
Oi, meu companheiro de leitura! Vem comigo nesse 
grande desafio para conhecer a diversidade de provas de 
corridas nessa unidade de estudo. Digo desafio porque 
imagino que você, assim como eu, durante a faculdade 
foi descobrindo a cada novo conteúdo uma riqueza na 
disciplina de Atletismo até então, por mim, desconhe-
cida. Junto ao conhecimento foram surgindo muitas 
indagações: Quais são os conhecimentos mais necessá-
rios sobre as corridas para que você, futuro professor/
treinador, esteja preparado para atuar profissionalmen-
te? Afinal, por onde começar a ensinar sobre corridas? 
Como ensinar para meu aluno/atleta cada uma dessas 
provas? Como é feita a largada e a chegada em cada uma 
das corridas? O que são os blocos de partida e para que 
servem? Qual a diferença entre corridas de velocidade, 
rasas, meio fundo, maratona e marcha atlética? Existe 
uma regra especial para a prova de revezamento? Como 
são feitas as provas combinadas de pentatlo, decatlo e 
heptatlo? Vamos descobrir juntos? 
Não esqueço da minha prova prática de corrida de 
resistência ao final do primeiro semestre da faculdade, 
eu corri a prova dos 800 metros calmamente pensando 
em cada passada das pernas e das mãos, já que eu seria 
mesmo uma das últimas da minha turma, então que eu 
fizesse o melhor que pudesse, afinal o que a professora 
estava avaliando não era o tempo de cada acadêmico, 
 39
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
coordenado, se tem ritmo, se o tronco está inclinado. Se 
você nunca “olhou” alguém de forma diferente te convi-
do a experimentar, vamos correndo aprender?
Vamos então literalmente pôr a mão na massa! Você 
já percebeu que existem formas diferentes de correr, en-
tão vou desafiá-lo(a) a observar: 
Proponho que você analise em vídeo, filme ou até 
pessoalmente, o movimento de corrida de um adulto 
no seu dia a dia normal da vida, e observe as caracte-
rísticas desse correr.
Examine também outros movimentos totalmente dife-
rentes do esporte como no ballet, por exemplo: Existem pe-
quenos movimentos de corrida em uma coreografia que faz 
a bailarina se deslocar com pressa a um ponto do palco para 
realizar uma diagonal, um círculo ou outro movimento. 
Agora vamos comparar estas duas ocasiões em que o 
movimento do correr acontece: Há diferença entre o cor-
rer de uma bailarina e uma pessoa em sua atividade diária? 
Compare uma bailarina, uma pessoa em sua vida diária e um 
atleta executando uma corrida de 50 metros, existe diferença 
entre o correr deles? Como você pode justificar sua resposta?
Vamos agora organizar suas observações e compa-
rações em forma de registro e relacioná-las ao objeto de 
estudo da unidade. Escreva no seu diário de bordo!
Ao analisar diferentes formas de correr é possível 
observar:
mas o quanto cada um conseguiu aprender e colocar 
em prática o conhecimento sobre como o corpo deve se 
mover durante uma prova de corrida. 
Eu nunca havia pisado em uma pista de Atletismo 
até ingressar na Universidade, mas nunca mais esqueci o 
que a professora disse ao me ver passar por ela: 
- Bom movimento de braços Élen!. 
Eu já estava sem fôlego para terminar a segunda 
volta, mas aquelas palavras encheram não só meus pul-
mões de ar, mas também todas as células do meu corpo 
de oxigênio para terminar aquela prova. 
Aqueles 800 metros marcaram o meu correr, até 
hoje quando vou dar um trote nas minhas caminha-
das semanais me vem à cabeça a passada dos meus pés 
e a posição das mãos, fico me corrigindo sem querer. 
Gosto de dizer que o verdadeiro conhecimento é o que 
levamos para a vida, assim quando penso em trabalhar 
com corridas, penso de imediato que é preciso que per-
cebamos que: existe uma diferença clara entre o movi-
mento de correr para pegar um ônibus usado em nosso 
dia a dia e o correr esportivo, compreendido como um 
movimento técnico, com objetivo diferente, treinado, 
pensado, com um fim a alcançar. 
Nós, profissionais da Educação Física, aprendemos a 
ter um olhar diferente das outras pessoas, quando olha-
mos alguém correndo observamos se o movimento é 
• Existe um ritmo no movimento do correr diário do ser humano, no correr de uma bailarina durante uma 
coreografia e no correr de um atleta de corrida ?
• O objetivo a ser alcançado em cada uma dessas ações são iguais? Por quê?
• Qual é a diferença entre esses três tipos de corrida?
• Justifique sua resposta com base em seu conhecimento prévio e as provocações iniciais apresentadas até aqui, 
sobre o conteúdo..
40 
 
cadas em muitos momentos até chegarem ao que co-
nhecemos, em sua diversidade atual que foi possível 
historicamente construir. Buscaremos compreender 
as necessidades básicas, as especificidades, as fases de 
execução e a técnica de cada uma delas, analisando o 
movimento por meio do método analítico, partindo 
das partes para o todo com o objetivo de oferecer me-
lhor compreensão ao nosso estudo.
O movimento da corrida, como já falamos an-
teriormente, foi construído histórica e socialmente 
pelo ser humano ao longo dos tempos até chegarmos 
ao entendimento do correr como um movimento 
complexo, com regras, técnicas, posição corporal es-
pecífica de tronco e membros. 
As provas de corrida são a essência do Atletismo, como vi-
mos na Unidade I, os Jogos Olímpicos se originaram por 
meio dessa prova. Vamos estudar mais sobre as corridas, 
por meio do movimento básico do correr como gesto mo-
tor atlético, entendido, aqui como um “gesto” de um movi-
mento determinado, construído, analisado, estudado, pes-
quisado e ensinado por profissionais que se apropriaram do 
conhecimento científico como uma área do saber. 
Estamos fazendo referência ao correr como uma 
das provas do Atletismo que tem suas formas varia-
das e combinadas com outros movimentos, cada uma 
com suas especificidades, regras e formas, mas que, 
no conjunto, são as provas de corrida. Todas elas fo-
ram construídas ao longo do tempo, sendo modifi-
 41
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Correr é considerada uma atividade natural e, se com-
parada a outras atividades, a princípio, parece fácil. Contu-
do não há nada de simples em correr quando estamos nos 
referindo a este gesto como prova de corrida do atletismo e, 
na prática, se analisarmos os aspectos mecânicos envolvi-
dos no exercício, comprovamos que isto é verdade. 
As corridas são consideradas atividades cinéticas cí-
clicas (movimentos repetidos sistematicamente). Entre-
tanto, deixam de ser cíclicas e simples quando associa-
mos as corridas às barreiras, aos obstáculos, às passagem 
de bastão nos revezamentos e, ainda, precedidas por sa-
ídas de blocos na partida (nas corridas de velocidade).
A mecânica de corrida é uma soma total da consti-
tuição corporal do indivíduo: força, potência, mobilida-
de articular, coordenação e até mesmo a capacidade de 
relaxamento muscular. Pode-se dizer que esta modalida-
de reflete a personalidade do indivíduo: cada um tem o 
seu estilo, como se fosse uma impressão digital. Isto se 
torna próprio à medida que a mecânica da corrida modi-
fica-se, cada estilo vai se caracterizando e criando forma.
As provas de Atletismo podem ser diferenciadas segun-
do o local em que elas são realizadas, como Prova de pista 
(corridas), prova de rua (maratona, etc) e prova de campo 
(salto, arremesso e lançamento). Nesta unidade como es-
tamos estudando as corridas vamos iniciar pelas provas 
de pistas (classificadas em corridas rasas), que por sua vez 
são divididas em três grupos: velocidade ou curta distância 
(100m, 200m e 400m), médio-fundo (800m e 1500m) e as 
de longa distância ou de fundo (5000m e 10000m). Exis-
tem também as corridas com barreiras, com obstáculos e de 
revezamento. A seguir também veremos as provasde rua: 
maratonas, marcha atlética e provas combinadas como tria-
thlon, pentatlon, heptatlo e decathlon. As provas de campo 
com saltos, arremessos e lançamentos serão tratadas nas 
próximas unidades deste livro.
Veja no quadro 1 as provas de pista e suas distâncias.
Provas de pista
Nome da prova
Velocidade ou curta distância
Médio fundo
Distância
100 m
200 m
400 m
800 m
1.500 m
Fundo ou Longa distância 5.000 m
10.000m
Corridas com obstáculos 
Corridas com barreiras
2.000 com obstáculos
3.000 com obstáculos
100 m com barreiras
110 m com barreiras
400 m com barreiras
Revezamento 4x100m
4x400m
Quadro 1 - Provas de Pistas e distâncias / Fonte: CBAT (online).
42 
 
reiras (100 m feminino, 110 m masculino e 400 m em 
ambos os gêneros), a concentração deve ser a mesma, 
porém, deve-se adicionar as passagens sobre as barrei-
ras. Em distâncias mais longas (800 m, 1.500 m, 5.000 
m, 10.000 m e maratona, com percurso de 42.195 m), 
o corredor deverá otimizar a distribuição do esforço ao 
longo da distância a percorrer.
As provas de corrida também podem ser classifica-
das tendo como eixo os tipos de velocidade, pois existem 
diferentes categorias. Cada prova exige uma velocidade 
própria para atingir o máximo de eficácia na corrida, 
essa diferenciação classifica as velocidades em tipos di-
ferentes. Veja no quadro 2 os tipos de provas de corrida e 
a discriminação quanto à velocidade usada.
A extensão da distância a ser percorrida irá determinar 
o tipo de velocidade do atleta durante a prova, por isso 
diferencia-se entre corridas de velocidade e corridas de 
resistência. Também é pela distância que se definem, 
durante os treinos, estratégias para cada prova, diferen-
ciando-as, embora todas sejam provas de corridas, com 
biotipos diferentes de atletas para cada prova, podemos 
chamar seus respectivos atletas de velocistas, meio-fun-
distas e fundistas.
O objetivo principal em todas as disciplinas de cor-
rida é maximizar a velocidade média ao longo do per-
curso. Nas corridas de velocidade (100 m, 200 m e 400 
m), o objetivo é alcançar e manter a velocidade máxima 
durante o percurso. Nas corridas que possuem as bar-
PROVAS DE CORRIDA
TIPOS DE VELOCIDADE PROVAS
PROVAS VELOCIDADE PURA
PROVAS VELOCIDADE PROLONGADA
PROVAS DE FUNDO 
100 metros rasos
200 metros rasos
400 metros rasos
PROVAS DE MEIO FUNDO 800 metros rasos
1.500 metros rasos
PROVAS DE FUNDO
PROVAS DE GRANDE FUNDO
5.000 metros
10. metros rasos
Maratona (42.195 m.)
Quadro 2 - Provas de corrida / Fonte: CBAT (online).
Quais são os tipos de velocidade que podemos distinguir? Podemos aqui discorrer duas, a velocidade pura e a veloci-
dade prolongada.
 Velocidade pura é aquela em que o atleta irá aplicar durante a prova o máximo de sua velocidade, mostrando 
durante toda a prova sua capacidade de aceleração, manutenção e resistência de velocidade. A velocidade prolongada 
é a capacidade desenvolvida pelo atleta de manter resistentemente durante um tempo prolongado a velocidade sem 
perder a capacidade física, muitas vezes deixando para os metros finais da prova uma aceleração.
 43
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
As corridas de velocidade são assim chamadas por 
serem essencialmente corridas que buscam o máximo de 
velocidade em um tempo menor possível, exigindo do atle-
ta a resistência e a velocidade. Nas provas de velocidade são 
exigidos posicionamentos próprios conhecidos como saídas 
baixas, elas são realizadas com um atleta por raia, e se utili-
zam dos blocos de partida ou saídas de bloco, que têm o seu 
jeito e as suas características próprias de iniciar uma prova. 
Descrição da Imagem a figura mostra o desenho do corpo de um homem em movimento em uma sequência de 12 posições corporais para 
demonstrar como acontece o movimento da saída de bloco: 
• Primeira figura: um corpo grudado no chão, com um dos joelhos (direito) apoiado no chão, o esquerdo semi-flexionado, as mãos apoiadas 
no chão, o tronco curvado para frente e a cabeça baixa. 
• Segunda posição: um corpo curvado para o chão, com o tronco à frente, as mãos apoiadas no chão e pés fixos nos blocos de partida, olhando 
para as mãos. 
• Terceira posição: um corpo curvado para o chão, com o tronco à frente, as mãos perdem o contato com o chão, pés fixos nos blocos de 
partida, olhando para as mãos. 
• Quarta posição: o corpo começa a buscar a posição ereta para sair da inércia, começa a buscar a linha do horizonte para olhar. 
• Quinta posição: o corpo atinge o ângulo de 45 graus, perna direita mantém o contato com o bloco de partida, perna esquerda movimenta-se 
a frente para a primeira passada, braços semi-flexionado, esquerdo a frente e direito atrás, cabeça olhando para a frente.
• Sexta posição: corpo perde totalmente o contato com o bloco de partida, mantém o mesmo ângulo de inclinação do tronco e realiza a segunda 
passada com a perna direita à frente, braços alternando-se no mesmo movimento flexionado.
• Sétima posição: corpo ainda com ângulo de 45 graus, esforça-se para começar a aceleração da velocidade corporal, ainda está realizando a 
segunda passada e prepara-se para iniciar uma flexão do joelho.
• Oitava posição: mantém a mesma posição corporal com elevação do joelho esquerdo flexionado, braço direito à frente buscando impulso 
e braço esquerdo elevado atrás.
• Nona posição: imagem mostra o início da terceira passada, o pé direito já perdeu o contato com o chão e prepara a elevação do joelho, 
braços realizando a alternância.
• Décima posição: é possível ver um ângulo de 45 graus na elevação do joelho direito a frente numa passada ampla, tronco com ângulo de 70 
graus, braços ainda realizando a alternância.
• Décima primeira posição: o corpo dá início a troca de pés com contato para a quarta passada de pernas, joelho esquerdo flexionado atrás 
num ângulo de 45 graus, braço direito atrás e o esquerdo a frente semi-flexionado.
• Décima segunda posição: o corpo realiza a quarta passada com perna esquerda a frente flexionada com ângulo de 45 graus, extensão da 
perna direita atrás.
Figura 1 – Sequência completa da saída baixa (dos blocos de partida) / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2000). 
Nas corridas de velocidade de 100 m até as pro-
vas de 400 m, incluindo as provas de corridas sobre 
barreiras (100 m feminino, 110 m masculino e 400 m 
para ambos) é regulamentado que todos devem reali-
zar a saída dos blocos de partida. A técnica de partida 
nos blocos é formada por fases que estão conectadas 
à voz de comando dada pelo árbitro de partida, como 
mostra a Figura 1.
44 
 
Organizamos o estudo da partida de blocos, dividindo-a em quatro fases, observe a sequência completa da saída nas 
provas de velocidade: 
FASE 1 - Posição “aos seus lugares” 
Na posição “aos seus lugares”, o aluno tem de se co-
locar nos blocos de partida e definir a posição inicial.
Descrição da Imagem Pés posicionados no bloco de partida, 
onde apenas a ponta do pé direito toca o bloco, mantendo o 
joelho no chão. Pé esquerdo em meio apoio no bloco, mantendo 
o joelho flexionado apontado para a frente. Mãos no chão, logo 
atrás da linha de saída, com o polegar separado dos demais dedos 
formando uma abertura, para apoiar o tronco.
Figura 2 - Um atleta posicionado no bloco de partida
FASE 2 - Posição “prontos”
Na posição de “prontos”, ele move-se colocando-se na 
posição ideal para a partida. 
Descrição da Imagem Nessa fase o apoio no bloco de partida 
é com a meia ponta de ambos os pés. Os joelhos permanecem 
flexionados, porém altos, preparados para largada. O quadril é 
elevado de modo a ficar alinhado com os ombros. As mãos man-
têm-se na mesma posição, apoiando e equilibrando o tronco. 
Cabeça abaixada olhando para o chão.
Figura 3 - Posição “prontos”.
 45
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
FASE 3 - Partida 
Na fase da partida, o aluno abandona os blocos e realiza 
a primeira passada de corrida.
Descrição da Imagem Aqui, há duas fotografias: uma lateral e 
uma posterior que mostram a mesma fase. Na primeira imagem 
um homem, tendo seu movimentovisto lateralmente. Na segunda 
imagem (esquerda para a direita) um homem e uma mulher, vistos 
em movimento por trás. Nas duas imagens os atletas forçam a 
saída do bloco de partida, usando como apoio o pé que está posi-
cionado à frente no bloco de partida, no caso, a perna esquerda. 
Enquanto a perna de trás (no caso, a direita) avança, com o joelho 
flexionado. O braço esquerdo à frente do corpo, formando um 
ângulo de 90° com o antebraço verticalmente para cima. Braço 
direito para trás, acompanhando a perna esquerda. Cabeça reta, 
olhando para o chão.
Figura 4 - Partida. 
FASE 4 - Aceleração
Na fase de aceleração, ele aumenta a velocidade e faz a 
transição para a corrida de velocidade máxima.
Objetivo da Fase 1 - Posição “aos seus lugares”: en-
contrar a posição inicial mais apropriada.
Descrição da Imagem são duas figuras mostrando o contorno 
(preto e branco) de um homem agachado, a primeira mostra-o 
lateralmente, e a segunda frontalmente. Ele está agrupado no 
chão, com um dos joelhos (direito) apoiado no chão, o esquerdo 
semi-flexionado, as mãos apoiadas no chão ladeando as pernas, 
o polegar separado do indicador, o tronco curvado para frente e 
a cabeça olhando para o chão.
Figura 5 – Visão lateral e frontal da posição “aos seus lugares” 
Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2000).
46 
 
• O joelho da perna de trás deve fazer um ângulo 
de 120º-140º.
• O quadril deve estar ligeiramente mais alto que os 
ombros, o tronco deve estar inclinado para a frente.
• Os ombros devem estar ligeiramente adiantados 
em relação às mãos.
Objetivo da Fase 3 - Posição de partida: abandonar 
o bloco e realizar a primeira passada com velocidade e 
equilíbrio. O tempo gasto por um atleta para sair do es-
tado de repouso e colocar o corpo em movimento após 
o sinal sonoro do árbitro é chamado de velocidade de 
reação. Ela não depende somente da concentração, mas 
da resposta corporal de cada atleta em nível celular, des-
de o reconhecimento do estímulo auditivo até a resposta 
musculoesquelética do movimento.
Exercícios pedagógicos condicionantes para 
treino da capacidade de reação e aceleração indis-
pensáveis para a fase de partida
Exercícios de reação.
Objetivos: melhorar a capacidade de reação e 
aceleração.
Ao sinal, o aluno deverá reagir rapidamente; o sinal 
deverá ser auditivo, visual e tátil. Pode ser feito indivi-
dualmente ou em grupo e também com perseguições. 
Variar as posições: deitado, sentado, em pé etc.
Objetivo da Fase 2 - Posição de “prontos”: o atleta 
deve colocar-se na posição ideal para iniciar a corrida.
Descrição da Imagem um homem curvado para o chão, com o 
tronco à frente, as mãos apoiadas no chão e pés fixos nos blocos 
de partida, olhando para as mãos, uma linha horizontal destaca o 
alinhamento dos ombros e do quadril, um círculo destaca o ângulo 
do joelho esquerdo formando um sinal de >.
Figura 6 – Visão lateral da fase de “prontos” na saída do blo-
co de partida / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2000).
Características técnicas importantes dessa fase:
• Os pés devem pressionar os blocos para trás.
• O joelho da perna da frente deve fazer um ân-
gulo de 90º.
Descrição da Imagem 3 figuras, uma ao lado da outra, mostram uma o contorno (preto e branco) de uma pessoa: Primeiro deitada em decúbito 
ventral no chão, pernas esticadas com os dedos apoiados no chão, as mãos também apoiadas no chão com os cotovelos elevados. A segunda 
ajoelhada em posição sentada sobre as pernas, apoiando os glúteos sobre os calcanhares, tronco ereto, cabeça reta olhando para a frente, 
braços formando um ângulo de 45 graus com o cotovelo ao lado das costelas. A terceira em pé com as mãos apoiadas no chão frente aos pés, 
tronco inclinado à frente, cabeça olhando para o chão.
Figura 7 – Exercícios condicionantes de reação e aceleração / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2000).
 47
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Exercícios de aceleração partindo parado.
Objetivos: compreender a elevação do tronco e melhorar a aceleração.
Como sugere a Figura 8:
1. Partida em desequilíbrio sem ordem de partida.
2. Partida de pé em posição inclinada.
3. Partida de pé com três ou quatro apoios.
1 2 3
Descrição da Imagem a figura é composta por três quadros representando uma sequência de posições, com o contorno em preto e branco 
das pessoas. 
Primeiro quadro: A imagem mostra um homem em cinco posições, mostrando uma sequência.
Posição um: Um homem na posição ereta, com braços e pernas estendidos e relaxados. Cabeça voltada à frente.
Posição dois: O homem agora, se inclina à frente em direção ao solo, mantendo as pernas estendidas, porém os braços se flexionam levemente 
à frente do tronco. Cabeça voltada à frente.
Posição três: um pouco mais inclinado à frente, a perna direita mantém-se estendida e a perna esquerda é flexionada em direção à frente e 
acima. O tronco é levemente rotacionado, fazendo com que os braços se desloquem acompanhando o movimento. Braço direito à frente e 
braço esquerdo atrás. Cabeça voltada à frente.
Posição quatro: Nessa posição o homem, mais inclinado ainda, está com o pé esquerdo já tocando o solo, porém ainda com o joelho flexiona-
do. A perna direita está fora de apoio do solo, flexionada e direcionando-se à frente. O braço esquerdo já posicionado lateralmente ao tronco 
direcionando-se também, à frente. O braço direito direcionando-se para trás. Cabeça voltada à frente.
Posição cinco: Mantendo a inclinação da posição anterior, agora, a perna esquerda mantém-se estendida e a perna direita é flexionada em 
direção à frente e acima. O tronco é levemente rotacionado, fazendo com que os braços se desloquem acompanhando o movimento. Braço 
esquerdo à frente e braço direito atrás. Cabeça voltada à frente.
Segundo quadro: A imagem traz duas posições.
Primeira posição: Um homem, apoiado em ambos os pés, com os joelhos levemente flexionados, mantendo a perna direita à frente e a perna 
esquerda um pouco mais atrás, tronco totalmente inclinado, com a cabeça erguida olhando para a frente, braço direito atrás do tronco e flexio-
nado a 90°. Braço esquerdo à frente do tronco e flexionado a 90°
Segunda posição: Um homem, apoiado em ambos os pés, com os joelhos levemente flexionados, mantendo a perna direita à frente e a perna 
esquerda um pouco mais atrás, tronco totalmente inclinado, com a cabeça erguida olhando para a frente. Braços em direção ao solo, totalmente 
estendidos.
Terceiro quadro: A imagem traz duas posições.
Primeira posição: Um homem, apoiado em ambos os pés, com os joelhos levemente flexionados, mantendo a perna direita à frente e a perna 
esquerda um pouco mais atrás, tronco totalmente inclinado, com a cabeça erguida olhando para a frente, braço direito atrás do tronco e flexio-
nado a 90°. Braço esquerdo à frente do tronco, estendido e tocando o solo.
Segunda posição: Um homem, apoiado em ambos os pés, com os joelhos levemente flexionados, mantendo a perna direita à frente e a perna 
esquerda um pouco mais atrás, tronco totalmente inclinado, com a cabeça erguida olhando para a frente. Braços totalmente estendidos e 
tocando o solo.
Figura 8 – Exercícios condicionantes partindo da posição “em pé” / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2000).
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Objetivo da Fase 4 - aceleração: aumentar a velocidade e alcançar a velocidade máxima
Descrição da Imagem A imagem mostra o contorno (preto e branco) de um homem em movimento com 06 posições:
Posição um: o atleta está em fase de voo, ou seja, nenhum dos pés está tocando o solo. O tronco está inclinado à frente, a cabeça está voltada 
para frente, braço direito levemente flexionado ao lado do corpo, braço esquerdo levemente flexionado um pouco à frente do tronco. Perna 
direita flexionada e à frente, Perna esquerda levemente flexionada e atrás.
Posição dois: tronco ainda inclinado à frente, perna direita toca o solo em meia ponta e semi flexionada, perna esquerda fica paralela à direita, 
indo em direção à frente. Braço direito semiflexionado ainda à frente do tronco e braço esquerdo semi flexionadoem uma trajetória de trás 
pra frente. Cabeça baixa olhando o solo.
Posição três: mantém a mesma posição corporal com elevação do joelho esquerdo flexionado, perna direita semi flexionada tocando o solo 
apenas com a ponta dos pés, braço direito à frente buscando impulso e braço esquerdo elevado atrás.
Posição quatro: imagem mostra o pé direito já perdeu o contato com o solo e se prepara a elevação do joelho, pé esquerdo alcança o solo com 
o joelho semi flexionado, realizando a impulsão do corpo para frente. Braços realizando a alternância.
Posição cinco: em fase de voo onde nenhum dos pés tocam o chão, é possível ver um ângulo de 90° graus na elevação do joelho direito a frente 
numa passada ampla, perna esquerda estendida atrás e braços se alternando para dar impulso ao movimento.
Posição seis: pé direito dá início no contato com o solo e a perna esquerda é flexionada para dar continuidade na passada do movimento, joelho 
esquerdo flexionado atrás num ângulo de 45 graus, braço direito atrás e o esquerdo a frente, semi flexionado.
Em todo o conjunto de posições a cabeça mantém-se voltada para a frente.
Figura 9 – Sequência dos primeiros passos na fase de aceleração / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2000).
Características técnicas
• O pé da frente deve ser rapidamente colocado no 
terço anterior para a primeira passada de corri-
da.
• O aluno deve manter a inclinação do tronco à 
frente.
• A recuperação deve ser rápida, o pé não deve su-
bir mais que o joelho.
• A amplitude e a frequência das passadas aumen-
tam a cada passada.
• O tronco endireita-se gradualmente após 10-20 
m de corrida.
Método para ensinar a sequência completa. 
Passo 1 – Ensinar a posição nos blocos de partida.
Passo 2 – Ensinar a posição de prontos no bloco de 
partida.
Passo 3 – Correr 20-30 m com e sem voz de comando.
Passo 4 – Realizar a sequência completa unindo to-
das as fases:
• “Aos seus lugares”.
• “Prontos”.
• “Sinal auditivo de partida”.
• “Aceleração” – 20 a 30 m.
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 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Como percebemos, existe uma técnica eficaz e econômica para realizarmos o ato de correr que, sob o olhar da área da Edu-
cação Física, não é apenas o simples ato de realizar as passadas, mas um movimento pensado pelo corpo inteiro coordenado 
e integrado, o qual, se realizado de forma correta, permitirá o bom desempenho dentro do objetivo proposto. 
Outro ponto importante que vale ressaltar é que, em cada prova de corrida, o corpo está em uma posição dife-
rente, ora agachado, ora em pé, ora inclinado, exigindo do atleta/aluno uma força contra o solo para que aconteça o 
deslocamento, usando ou não os blocos de partida, dependendo da prova que ele está participando.
CORRIDA SOBRE BARREIRAS
Indico a você esse filme que irá lhe ajudar a perceber diferentes realidades por 
esse nosso Brasil, grandioso e diverso, com tantos atletas a serem descobertos, 
com tantos professores e treinadores a serem conhecidos. Vamos assistir?
Título: O amanhecer do atleta
Para acessar, use seu leitor de QR Code.
50 
 
Dentre as provas de corridas de velocidade, há a corrida 
sobre barreiras, com as fases de execução bem compre-
endidas para um bom desempenho. 
É uma modalidade que teve origem na Inglaterra 
e foi inspirada nas competições hípicas. Em meados 
do século XIX, as barreiras eram feitas de madeira 
enterradas no solo, medindo, normalmente, 3 pés e 
6 polegadas (1,067 m) – esta altura mantém-se até 
hoje –. Os materiais evoluíram e ainda hoje as barrei-
ras evoluem à medida da necessidade. As técnicas de 
transposição das barreiras mudaram das formas mais 
diversas, até que, em 1886, um estudante da Univer-
sidade de Oxford, chamado Arthur Croome, criou o 
estilo de atacar a barreira com a perna estendida – 
que se mantém até os nossos dias (MATTHIESEN; 
RANGEL; DARIDO, 2014).
A técnica da corrida sobre barreiras é formada por 
três fases: impulsão, transposição e recepção. Entretanto, 
um elemento-chave que deve ser considerado é a velo-
cidade (ou a corrida entre as barreiras). O objetivo prin-
cipal da transposição é minimizar o tempo de suspen-
são. Para que isto ocorra de forma rápida, é necessário 
dominar a técnica, pois ela permitirá ao atleta cumprir 
esse objetivo (LOHMANN, 2011). Durante a prova, se 
acontecer de um atleta derrubar intencionalmente qual-
quer uma das barreiras durante a prova, será eliminado. 
Porém, se for acidentalmente, a prova deve prosseguir 
normalmente.
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 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Descrição da Imagem o contorno em preto e branco de um homem saltando barreira em sequência de 10 posições
Sequência da fase de impulsão/chamada:
Primeira posição: uma pessoa em pé com a perna esquerda flexionada fazendo um possível movimento de trás para a frente, a perna direita 
encostada ao solo, semi flexionada, em posição de corrida, braço esquerdo fazendo o movimento de frente para trás e o braço direito o movi-
mento de trás para frente. Cabeça em posição reta olhando para a barreira. 
Segunda posição: O atleta com o tronco inclinado à frente, perna direita estendida, perna esquerda flexionada à frente e para cima. Braço 
direito à frente e para cima em um ângulo de noventa graus (braço/antebraço). Braço esquerdo posicionado ao lado do corpo. Tronco inclinado 
para frente. Cabeça reta olhando para a barreira.
Terceira posição: Os pés do atleta não tocam mais o solo. Nessa fase inicial de voo a perna esquerda está levemente flexionada à frente e a 
perna direita, levemente flexionada atrás. Braço direito à frente e para cima, em um ângulo de cento e vinte graus (braço/antebraço). Braço 
esquerdo ainda ao lado do corpo. Tronco inclinado para frente. Cabeça reta olhando para a barreira.
Quarta posição: Ainda em fase de voo, o atleta agora tem ambas as pernas estendidas, esquerda à frente e direita atrás. O braço direito esten-
dido à frente, quase tocando o pé esquerdo que já está na altura da barreira. Tronco inclinado para frente. Braço esquerdo ainda na lateral do 
corpo. Cabeça reta olhando para a próxima barreira. 
Sequência da fase de transposição
Quinta posição: Ainda em fase de voo, a perna esquerda permanece à frente e estendida. A perna direita semi flexionada para a lateral indo 
em direção à barreira. Braço direito semi flexionado em uma posição de cima para baixo e para trás. Braço esquerdo ainda na lateral do corpo. 
Tronco semi flexionado à frente. Cabeça reta olhando para a próxima barreira.
Sexta posição: Ainda em fase de voo, agora já acima da barreira por completo, a perna esquerda mantém-se estendida à frente e já começando 
a abaixar, enquanto a perna direita está flexionada em um ângulo de 90° (coxa/canela), avançando lateralmente. Braço direito estendido à frente 
e abaixo, em um trajeto de frente para trás, em direção à perna direita. Braço esquerdo ainda na lateral do corpo. Tronco semi flexionado à 
frente. Cabeça reta olhando para a próxima barreira.
Sétima posição: Ainda em fase de voo, agora a perna esquerda estendida já está em trajeto descendente em direção ao solo, enquanto a perna 
direita já transpassou a barreira e está ainda totalmente flexionada lateralmente indo à frente. Braço direito está na mesma posição da perna 
direita, porém com trajeto de frente para trás. O braço esquerdo começa a se movimentar para frente. Tronco semi flexionado à frente. Cabeça 
reta olhando para o solo.
Oitava posição: Finalizando a fase de voo, a perna esquerda estendida à frente quase toca o solo com o pé em meia ponta. A perna direita 
totalmente flexionada faz um movimento da horizontal para a vertical. O braço direito, agora levemente flexionado, passa a posição do joelho 
direito e mantém-se atrás. O braço esquerdo, em uma posição de noventa graus (braço/antebraço), dirige-se à frente. Tronco começa a se 
levantar. Cabeça reta olhando para a próxima barreira.
Sequência da fase de recepção
Nona posição: Com a perna ainda totalmente estendida, o pé esquerdo toca o solo em meia ponta. A perna direita está em fase de recuperação, 
em uma trajetória vertical à frente da pernaesquerda, com o joelho flexionado. O braço esquerdo acompanha o movimento da perna direita, 
movimentando-se à frente. O braço direito se mantém atrás semi flexionado. Tronco quase ereto. Cabeça reta olhando para a próxima barreira.
Décima posição: a perna esquerda mantém-se estendida, agora impulsionando o corpo para a frente. A perna direita, totalmente recuperada, 
com o joelho flexionado impulsionando o corpo para frente e para cima. O braço esquerdo, está em uma posição de noventa graus (braço/ante-
braço), à frente do tronco. O braço direito continua atrás, semi flexionado. Tronco inclinado à frente. Cabeça reta olhando para a próxima barreira.
Figura 11 – Sequência completa da transposição sobre as barreiras: (a) impulsão; (b) transposição; (c) recepção.
Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2000).
B CA
52 
 
Fase 1: Impulsão
Objetivo: estabelecer uma trajetória ideal que minimize a altura da passagem.
Para que isto ocorra de forma tecnicamente adequada, é necessário que:
• Mantenha-se na posição alta do tronco quando atacar a barreira. 
• A impulsão deve ser feita mais para a frente do que para cima (correr para a barreira e não saltar). As articulações 
do tornozelo e do joelho devem estar em extensão completa. A coxa da perna da frente eleva-se rapidamente para a 
posição horizontal.
Descrição da Imagem a imagem demonstra um homem (contorno preto e branco) no momento de ataque à barreira com a perna esquerda 
com visão lateral (esquerda para a direita) em três posições.
Posição um: o atleta está com a perna direita semi flexionada, tocando o solo em meia ponta, perna esquerda totalmente flexionada atrás. Braço 
direito em uma trajetória de trás para a frente semi flexionado enquanto o braço esquerdo está na lateral do corpo em uma trajetória de frente 
para trás. Tronco levemente flexionado à frente. Cabeça reta voltada à frente.
Posição dois: O atleta com o tronco inclinado à frente, com a perna direita estendida ainda tocando o solo em meia ponta, perna esquerda fle-
xionada à frente e para cima. Braço direito à frente e para cima em um ângulo de noventa graus (braço/antebraço). Braço esquerdo posicionado 
ao lado do corpo. Tronco inclinado para frente. Cabeça reta olhando para a barreira. Há uma seta na região do tronco, indicando frente e acima.
Posição três: Os pés do atleta não tocam mais o solo. Nessa fase a perna esquerda está levemente flexionada à frente e a perna direita, levemente 
flexionada atrás. Braço direito à frente e para cima, em um ângulo de cento e vinte graus (braço/antebraço). Braço esquerdo ainda ao lado do 
corpo. Tronco inclinado para frente. Cabeça reta olhando para a barreira.
Figura 12 – Fase de ataque à barreira (a seta indica a direção da corrida) / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2000).
Fase 2: Transposição
Objetivo: minimizar a perda de tempo na suspensão da transposição.
• Para isto, a impulsão é feita à frente da barreira pelo terço anterior do pé. Ela é feita a uma distância proporcio-
nal à velocidade de corrida. Após a transposição, o aluno deverá abaixar rápida e ativamente a perna que está 
à frente. A recepção deve ser ativa e feita pelo terço anterior do pé (não deve haver contato do calcanhar com 
o solo durante a recepção).
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 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Descrição da Imagem a imagem mostra um homem (contorno preto e branco) no movimento exato do ataque a barreira com a perna esquerda, 
em visão lateral (esquerda para a direita) com 5 posições. Perna que está estendida segue demarcada de cor diferente para melhor visualização 
(a perna esquerda).
Posição um: Ainda em fase de voo, o atleta agora tem ambas as pernas estendidas, esquerda à frente e direita atrás. O braço direito estendido 
à frente, quase tocando o pé esquerdo que já está na altura da barreira. Tronco inclinado para frente. Braço esquerdo ainda na lateral do corpo. 
Cabeça reta olhando para a próxima barreira. O pé esquerdo está sinalizado com um círculo ao seu redor, para indicar o início da fase de ataque.
Posição dois: Ainda em fase de voo, a perna esquerda permanece à frente e estendida. A perna direita semi flexionada para a lateral indo em 
direção à barreira. Braço direito semi flexionado em uma posição de cima para baixo e para trás. Braço esquerdo ainda na lateral do corpo. 
Tronco semi flexionado à frente. Cabeça reta olhando para a próxima barreira.
Posição três: Ainda em fase de voo, agora já acima da barreira por completo, a perna esquerda mantém-se estendida à frente e já começando a 
abaixar, enquanto a perna direita está flexionada em um ângulo de 90° (coxa/canela), avançando lateralmente. Braço direito estendido à frente 
e abaixo, em um trajeto de frente para trás, em direção à perna direita. Braço esquerdo ainda na lateral do corpo. Tronco semi flexionado à 
frente. Cabeça reta olhando para a próxima barreira.
Posição quatro: Ainda em fase de voo, agora a perna esquerda estendida já está em trajeto descendente em direção ao solo, enquanto a perna 
direita já transpassou a barreira e está ainda totalmente flexionada lateralmente indo à frente. Braço direito está na mesma posição da perna 
direita, porém com trajeto de frente para trás. O braço esquerdo começa a se movimentar para frente. Tronco semi flexionado à frente. Cabeça 
reta olhando para o solo.
Posição cinco: Finalizando a fase de voo, a perna esquerda estendida à frente quase toca o solo com o pé em meia ponta. A perna direita total-
mente flexionada faz um movimento da horizontal para a vertical. O braço direito, agora levemente flexionado, passa a posição do joelho direito 
e mantém-se atrás. O braço esquerdo, em uma posição de noventa graus (braço/antebraço), dirige-se à frente. Tronco começa a se levantar. 
Cabeça reta olhando para a próxima barreira.
Figura 13 – Visão lateral de ataque e transposição da barreira, com ênfase na perna de ataque (perna que está estendida) 
Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2000).
Na visão frontal do ataque à barreira podemos ver claramente a posição corporal do atleta durante a passagem, 
como mostra a figura 14 em que o atleta está na fase aérea ou de vôo, perceba que a perna de ataque (direita) movi-
menta-se no plano sagital (para frente), enquanto a perna esquerda segue lateralmente no plano horizontal. É impor-
tante essa diferenciação das pernas e seus respectivos movimentos durante o processo de ensino-aprendizagem para 
um maior êxito na passagem evitando derrubar a barreira e melhorando a qualidade do ataque para superar alturas 
maiores com o andamento dos treinos.
54 
 
Objetivos: enfatizar a inclinação para a frente e diminuir o tempo gasto na transposição da barreira.
• Nesta posição, a perna de ataque deverá ficar totalmente estendida sobre a barreira e após a transposição. O 
pé deverá ficar flexionado. O tronco deverá inclinar-se sobre a coxa da perna de ataque, quanto mais alta a 
barreira, maior deverá ser a inclinação. Os ombros deverão estar paralelos às barreiras.
Durante o processo de ensino-aprendizagem o professor/treinador deve orientar a função de cada perna durante a 
passagem, sem esquecer do tronco que também auxilia e tem função na biomecânica do movimento, como é possível 
perceber na figura 15, ele auxilia no equilíbrio pois não deve estar muito inclinado à frente e ao mesmo tempo cola-
bora com a aquisição da fase de vôo.
Descrição da Imagem Trata-se de uma fotografia, com visão fron-
tal de um atleta transpondo uma barreira. A perna esquerda está 
flexionada lateralmente. A perna direita está estendida à frente já 
passando sobre a barreira. Braço esquerdo flexionado à frente e 
braço direito semi flexionado atrás. Cabeça ereta voltada à frente.
Figura 14 – Visão frontal do ataque e transposição sobre barreira
 55
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Descrição da Imagem a imagem mostra o contorno em preto e branco de um homem realizando a passagem da barreira com a perna esquerda 
de ataque em visão lateral (esquerda para a direita) com sequência de cinco posições. Perna flexionada está demarcada de cor diferentepara 
melhor visualização. No caso da imagem, a perna direita.
Posição um: Ainda em fase de voo, o atleta agora tem ambas as pernas estendidas, esquerda à frente e direita atrás. O braço direito estendido 
à frente, quase tocando o pé esquerdo que já está na altura da barreira. Tronco inclinado para frente. Braço esquerdo ainda na lateral do corpo. 
Cabeça reta olhando para a próxima barreira.
Posição dois: Ainda em fase de voo, a perna esquerda permanece à frente e estendida. A perna direita semi flexionada para a lateral indo em 
direção à barreira. Braço direito semi flexionado em uma posição de cima para baixo e para trás. Braço esquerdo ainda na lateral do corpo. 
Tronco semi flexionado à frente. Cabeça reta olhando para a próxima barreira.
Posição três: Ainda em fase de voo, agora já acima da barreira por completo, a perna esquerda mantém-se estendida à frente e já começando a 
abaixar, enquanto a perna direita está flexionada em um ângulo de 90° (coxa/canela), avançando lateralmente. Braço direito estendido à frente 
e abaixo, em um trajeto de frente para trás, em direção à perna direita. Braço esquerdo ainda na lateral do corpo. Tronco semi flexionado à 
frente. Cabeça reta olhando para a próxima barreira. O pé direito está sinalizado com um círculo, para demarcar o início do movimento de rebote.
Posição quatro: Ainda em fase de voo, agora a perna esquerda estendida já está em trajeto descendente em direção ao solo, enquanto a perna 
direita já transpassou a barreira e está ainda totalmente flexionada lateralmente indo à frente. Braço direito está na mesma posição da perna 
direita, porém com trajeto de frente para trás. O braço esquerdo começa a se movimentar para frente. Tronco semi flexionado à frente. Cabeça 
reta olhando para o solo. Segunda parte do movimento de rebote (onde a perna começa a fazer um movimento para cima e depois para a frente). 
Há uma seta da esquerda para a diagonal superior direita, indicando a direção da corrida. 
Posição cinco: Finalizando a fase de voo, a perna esquerda estendida à frente quase toca o solo com o pé em meia ponta. A perna direita total-
mente flexionada faz um movimento da horizontal para a vertical. O braço direito, agora levemente flexionado, passa a posição do joelho direito 
e mantém-se atrás. O braço esquerdo, em uma posição de noventa graus (braço/antebraço), dirige-se à frente. Tronco começa a se levantar. 
Cabeça reta olhando para a próxima barreira. Última fase do rebote, onde a perna está em trajetória descendente pronta para tocar o solo.
Figura 15 – Transposição com ênfase na perna de rebote (perna que está flexionada) / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2000).
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Descrição da Imagem o contorno em preto e branco de um homem em visão 
lateral (esquerda para a direita) realizando um movimento de elevação dos joelhos 
em sequência de três posições.
Posição um: Finalizando a fase de voo, a perna esquerda estendida à frente quase 
toca o solo com o pé em meia ponta. A perna direita totalmente flexionada faz um 
movimento da horizontal para a vertical. O braço direito, agora levemente flexionado, 
passa a posição do joelho direito e mantém-se atrás. O braço esquerdo, em uma posição 
de noventa graus (braço/antebraço), dirige-se à frente. Tronco começa a se levantar. 
Cabeça reta olhando para a próxima barreira.
Posição dois: Com a perna ainda totalmente estendida, o pé esquerdo toca o solo 
em meia ponta. A perna direita está em fase de recuperação, em uma trajetória 
vertical à frente da perna esquerda, com o joelho flexionado. O braço esquerdo 
acompanha o movimento da perna direita, movimentando-se à frente. O braço 
direito se mantém atrás semi flexionado. Tronco quase ereto. Cabeça reta olhando 
para a próxima barreira. Pé esquerdo está demarcado com um círculo ao seu redor 
para indicar o momento em que o pé retoma o contato com o solo.
Posição três: a perna esquerda mantém-se estendida, agora impulsionando o cor-
po para a frente. A perna direita, totalmente recuperada, com o joelho flexionado 
impulsionando o corpo para frente e para cima. O braço esquerdo, está em uma 
posição de noventa graus (braço/antebraço), à frente do tronco. O braço direito 
continua atrás, semi flexionado. Tronco inclinado à frente. Cabeça reta olhando 
para a próxima barreira.
Após a figura três há uma seta na horizontal, da esquerda para a direita, indicando 
a direção da corrida. 
Figura 16 – Fase de recepção / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2000).
Objetivos: minimizar a altura para passar a barreira e preparar para 
uma recepção ativa.
• Nesta posição, o joelho está flexionado e o pé da perna de re-
bote também; (1) o joelho deve ser puxado muito rapidamen-
te para cima e para frente (2).
Fase 3: Recepção
Objetivo: transferir a passagem da barreira 
para a corrida.
• Nesta fase, a perna de apoio deve 
estar bem rígida. O apoio no solo é 
feito pelo terço anterior do pé (1). O 
tronco não deve inclinar para trás no 
momento da recepção. A perna de 
trás mantém-se flexionada até o con-
tato com o solo da perna da frente, 
depois é puxada rápida e ativamen-
te para a frente (2), o contato com o 
solo é breve, e a primeira passada é 
agressiva.
Exercícios técnico-pedagógicos para o 
aprendizado
Ninguém nasce “bom” em atletismo ou 
em qualquer outro esporte, mas o processo 
de aprendizagem, com empenho e dedi-
cação, garante o bom êxito dos treinos, re-
fletindo em uma boa corrida, em um bom 
jogo e em uma boa prática.
Transposição da barreira
Exercícios para a perna de rebote:
Objetivo: aprender e melhorar a ação 
da perna de rebote.
• Começar com exercícios em pé sem 
barreira.
• Aumentar a altura da barreira. 
• Realizar o exercício caminhando e, 
depois, correndo em ritmo mode-
rado.
• Repetir até que o aprendizado esteja 
completo.
 57
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Exercícios para ambas as pernas
Objetivo: treinar a perna de rebote e a perna de ataque simultaneamente.
• Colocar barreiras ou obstáculos de acordo com a Figura 18.
• Passar ambas as pernas com alturas diferentes.
• Utilizar bolas na parte onde passa a perna de rebote.
• Repetir quantas vezes for necessário até o aprendizado.
Descrição da Imagem imagem em vista lateral, do contorno em preto e branco de um homem realizando o treino da passagem de barreira em 
três quadros com várias posições em cada quadro.
Primeiro quadro (duas posições)
Posição um: Imagem mostra um atleta com a perna esquerda estendida tocando o chão em meia ponta, tronco inclinado para frente, braços 
estendidos apoiados na parede. Movimento um - perna direita estendida atrás. Movimento dois - perna direita flexionada lateralmente. Movi-
mento três - Perna direita flexionada acima e à frente.
Posição dois: Imagem mostra um atleta com a perna esquerda estendida tocando o chão em meia ponta, tronco inclinado para frente, braços 
estendidos apoiados na parede. Movimento um - perna direita estendida atrás por cima da barreira. Movimento dois - perna direita flexionada 
lateralmente passando pela barreira. Movimento três - Perna direita flexionada acima e à frente após passagem pela barreira. 
Segundo quadro (duas posições) -Vista lateral 
Posição um: Imagem mostra um atleta com a perna esquerda semi flexionada, tocando o chão em meia ponta, tronco inclinado para frente, 
braços esquerdo ao lado do corpo e braço direito flexionado à frente. Perna direita flexionada lateralmente acima de uma barreira posicionada 
horizontalmente. O movimento é passar a perna direita por cima da barreira (trajetória de trás para frente) adicionando o movimento do braço 
direito em uma trajetória de frente para trás.
Posição dois: Imagem mostra a finalização do movimento. O atleta está com a perna esquerda ainda tocando o solo em meia ponta. Tronco 
semi flexionado à frente. O braço esquerdo à frente do corpo também semi flexionado, o braço direito atrás e a perna direita, flexionada à 
frente e acima da barreira.
Terceiro quadro (três posições) - Vista lateral 
Posição um: o atleta posiciona-se sobre a barreira deforma que a perna esquerda esteja à frente da barreira tocando o solo e a perna direita 
atrás da barreira tocando o solo. Braço direito à frente do corpo. Braço esquerdo atrás do corpo.
Posição dois: Ainda sobre a barreira, o tronco inclina-se para frente, os braços mantêm-se posicionados direita à frente e esquerda atrás, a 
perna direita flexiona-se lateralmente e para cima, a fim de passar a barreira.
Posição três: Imagem mostra a finalização do movimento. O atleta está com a perna esquerda tocando o solo em meia ponta. Tronco semi 
flexionado à frente. O braço esquerdo à frente do corpo também semi flexionado, o braço direito atrás e a perna direita, flexionada à frente e 
acima da barreira.
Figura 17 – Exercícios técnicos pedagógicos para a perna de rebote / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2000).
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Sequência completa com transposição e ritmo de 
três passos
Objetivo: aprender a sequência completa de trans-
posição no ritmo de três passos.
• Colocar de três a cinco barreiras ou obstáculos 
com distância entre 5-7 m.
Descrição da Imagem a imagem mostra o contorno em preto e branco de um homem no ataque à barreira na final frontal em dois quadros.
Primeiro quadro: Vista frontal 
Na imagem vemos três barreiras de diferentes tamanhos. Dois atletas em fase de voo, na mesma posição, porém o primeiro atleta transpassa 
as barreiras com a perna direita sobre a barreira mais baixa e a perna esquerda sobre a mais alta. O segundo atleta transpassa as barreiras com 
a perna direita sobre a barreira mais alta e a perna esquerda sobre a barreira mais baixa.
Segundo quadro: Vista frontal 
Aqui, vemos uma caixa colocada horizontal com duas bolas de basquete, uma em cada lado da caixa. O atleta transpassa o obstáculo com a 
perna estendida, passando no centro das bolas e a perna que é flexionada, transpassa acima de uma das bolas posicionadas.
Figura 18 – Exercícios condicionantes para ambas as pernas / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2000).
• Utilizar barreiras baixas no início até o domínio 
completo e, depois, aumentar gradualmente a al-
tura das barreiras ou dos obstáculos.
• Aumentar gradativamente a distância entre as 
barreiras até o limite.
 59
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Vamos aprender um pouco mais sobre as corridas de revezamento tão antigas no atletismo e presente em importantes com-
petições como as olimpíadas desde o início do século XIX. Num total de atletas, a prova era concorrida por cinco equipes 
que deveriam percorrer o trajeto sem apagar a chama da tocha, o vencedor deveria acender no marco de chegada a fogueira 
colocada no altar de Prometeu.
A primeira corrida de revezamento aconteceu em 17 de novembro de 1883, na Califórnia em Berkeley. Nos Jogos de 
Estocolmo em 1912, aconteceram provas de revezamento 4x100, 4x400 e permaneceram até na atualidade nas Olimpía-
das oficiais.
Descrição da Imagem a imagem mostra o movimento alternado de ataque a barreira e elevação dos joelhos em vista lateral, apresentado três 
vezes (salto em três barreiras), sendo três posições que identificam cada salto de barreira.
Primeira posição: O atleta com o tronco inclinado à frente, perna direita estendida, perna esquerda flexionada à frente e para cima. Braço 
direito à frente e para cima em um ângulo de noventa graus (braço/antebraço). Braço esquerdo posicionado ao lado do corpo. Tronco inclinado 
para frente. Cabeça reta olhando para a barreira.
Segunda posição: Ainda em fase de voo, agora já acima da barreira por completo, a perna esquerda mantém-se estendida à frente e já come-
çando a abaixar, enquanto a perna direita está flexionada em um ângulo de 90° (coxa/canela), avançando lateralmente. Braço direito estendido à 
frente e abaixo, em um trajeto de frente para trás, em direção à perna direita. Braço esquerdo ainda na lateral do corpo. Tronco semi flexionado 
à frente. Cabeça reta olhando para a próxima barreira.
Terceira posição: a perna esquerda mantém-se estendida, agora impulsionando o corpo para a frente. A perna direita, totalmente recuperada, 
com o joelho flexionado impulsionando o corpo para frente e para cima. O braço esquerdo, está em uma posição de noventa graus (braço/ante-
braço), à frente do tronco. O braço direito continua atrás, semiflexionado. Tronco inclinado à frente. Cabeça reta olhando para a próxima barreira.
Vemos aqui uma linha ondulada que simula os três passos que antecedem o transpasse da próxima barreira. Todo o movimento se repete por 
mais duas vezes.
Figura 19 – Sequência de transposição em três barreiras / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2000).
60 
 
As únicas modalidades do atletismo que são co-
letivas são os revezamentos, realizados nas distâncias 
de 4 x 100 m e 4 x 400 m. A corrida de revezamen-
to tem raízes na Grécia Antiga, nas Panateneias rea-
lizadas em homenagem à deusa Atena, e incluía, no 
programa de atletismo, uma prova de revezamento 
chamada de “corrida das tochas”. 
A prova de revezamento é a única prova dentro do 
Atletismo que permite o caráter coletivo, por esse moti-
vo ela já tem uma grande procura pelos admiradores do 
esporte, porém essa prova tem particularidades próprias, 
afinal o fator coletivo é o que irá determinar o resulta-
do dessa prova, sendo essencial que os quatro atletas da 
equipe tenham um entrosamento capaz de fazê-los dimi-
nuir ao máximo o tempo nas trocas de bastão. 
A prova consiste em uma corrida percorrida por 
equipes de quatro corredores, onde cada um dos parti-
cipantes percorre uma distância segurando um bastão. 
Esse mesmo bastão é passado para cada um dos corre-
dores da equipe, por isso recebe o nome de revezamento, 
a entrega do bastão é feita dentro de um espaço determi-
nado, denominado zona de passagem ou zona de reve-
zamento (medindo 20 metros), podendo a equipe sofrer 
infrações caso faça a passagem fora daquele espaço. O 
último atleta de cada equipe somente recebe o bastão, 
e correrá até a linha final, totalizando então 3 zonas de 
passagem durante a prova. 
Temos as provas de 4 x 100 e 4 x 400 masculino e 
feminino, e no ano de 2021 nas Olimpíadas de Tóquio, 
houve a estreia do 4 x 400 misto. A largada nesses tipos 
de provas são feitas nos blocos de partida, também cha-
madas como saídas baixas.
Aqui nesta modalidade não podemos deixar de des-
tacar a técnica de passagem do bastão, afinal o bom uso 
dessa técnica é o que determina a diferença de tempo 
entre as equipes, pois a técnica torna mais eficaz a troca 
do bastão de uma mão a outra, fazendo com que o tem-
po seja encurtado. 
No revezamento 4 x 100 cada atleta percorre 100 
metros e a zona de passagem é marcada 10 metros antes 
e 10 metros após os 100 metros que estão designados 
para cada atleta. A primeira zona de passagem tem iní-
cio aos 90 metros e termina aos 110 metros, já a segunda 
zona aos 190 metros e a terceira zona aos 290 metros. A 
passagem do bastão fora da área de passagem resultará 
em desqualificação da equipe.
No revezamento 4 x 400 temos somente 1 zona de 
passagem, cada atleta percorre a distância de 400 metros 
que corresponde a uma volta completa na pista. 
Existem dois tipos de passagem de bastão: passa-
gem ascendente e descendente, vamos conhecer um 
pouco sobre eles. 
A Passagem ascendente (francês) ou passagem não 
visual, nela o atleta que está passando o bastão é o res-
ponsável, ele emite um sinal para que o atleta recebedor 
posicione a mão atrás com a palma para cima, os dedos 
unidos, polegar separado em forma de V para receber o 
bastão, com o objetivo de não perder tempo. Como na 
imagem a seguir é possível ver o recebedor estendendo o 
braço atrás e posicionando a mão para receber o bastão.
 61
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
O outro tipo de passagem de bastão é o descendente (alemão), o atleta entregador faz a passagem do bastão com o 
movimento de cima para baixo, exigindo que haja um contato entre os dois atletas, isso facilita o atraso, pois exige 
um tempo maior, podendo atrapalhar o resultado final do desempenho da equipe, por esse motivo é uma forma de 
passagemem que o recebedor fica esperando a ação de quem irá passar o bastão.
Nas corridas de Revezamentos as distâncias oficiais serão: 
4 x 100m, 
4 x200m, 
Revezamento Medley 100m - 200m - 300m - 400m, 
4 x 400m, 
4 x 800m, 
Revezamento Medley de Longa Distância 1.200m - 400m - 800m - 1.600m, 4x1.500m.
Descrição da Imagem A imagem é uma fotografia de dois atletas, durante uma corrida de revezamento em uma pista de atletismo durante 
a passagem ascendente do bastão. O atleta recebedor (a frente) negro, com shorts preto, camiseta verde, correndo com tronco ereto, braço 
esquerdo a frente semi flexionado,mão aberta, braço direito esticado para trás, com mão espalmada para cima com o indicador e polegar sepa-
rado para encaixe do bastão no recebimento. O atleta entregador (atrás) branco, com shorts preto, camiseta amarela, mão esquerda esticada 
à frente do corpo, segurando o bastão e encaixando o bastão de cima para baixo na mão do atleta da frente.
Figura 20: Passagem ascendente de bastão
62 
 
Distância da prova Altura das Barreiras
Dist, da linha saída 
à 1ª barreira
Distância entre as 
barreiras
Dist. última bar. à 
linha chegada
Masculino 11 Om 1,067m
13,72m
9,14m
14,02m
Masculino 400m 0,914m
45,00m
35,00m
40,00,
Feminino “IQQm 0,840m
13,00m
8,50m
10,50m
Feminino 400m 0,762m
45,00m
35,00m
40,00m
Quadro 3 - Corridas de Revezamento / Fonte: CBAT (online).
A sequência completa de passagem é apresentada na Figura .
Descrição da Imagem Vista superior de uma pista de corrida, desenho em preto e branco. Pista de corrida oval. A partida se dá no sentido 
anti-horário, começando no primeiro ponto demarcado como “partida/chegada”, no canto inferior direito, na lateral externa da pista. Uma 
linha tracejada simula a corrida do atleta da lateral externa para a lateral interna da pista, contornando a curva da pista à direita. Chegando no 
canto superior direito, vemos o espaço da primeira passagem de bastões que ocorre da parte interna para a parte externa da pista, estando 
demarcada por dois pontos e denominada “1° passagem”. A linha tracejada demarca a posição do atleta para a corrida, toda a corrida se dá 
na lateral externa da pista. No canto superior esquerdo da imagem se dá a demarcação dos dois pontos para a segunda passagem de bastão, 
denominada na imagem de “2° passagem”, esta ocorre da lateral externa para a lateral interna da pista. Uma linha tracejada simula a corrida 
do atleta da lateral externa para a lateral interna da pista, contornando a curva da pista à esquerda. Chegando no canto inferior esquerdo da 
pista, a passagem de bastão ocorre nos dois pontos demarcados e denominados “3° passagem”. Esse movimento de passagem ocorre da lateral 
interna da pista para a lateral externa da pista. Uma linha tracejada demarca a corrida do atleta na parte externa da pista até o ponto demarcado 
como “partida/chegada”, no canto inferior direito da pista.
Figura 22 – Visão geral da pista e ponto das passagens do bastão / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
 63
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
A aprendizagem da passagem de bastão possui três fases, são elas: preparação, aceleração e passagem. Na figura 23 
temos uma ilustração das fases em sequência para uma melhor compreensão de cada uma das fases para que não haja 
falta de sincronia entre os movimentos da dupla de atletas.
Descrição da Imagem a imagem trata-se de um desenho em preto e branco, mostrando em vista lateral a passagem do bastão entre dois 
atletas demonstrando em sete sequências as posições. Atleta um: Quem vai passar o bastão – uniforme branco e Atleta dois: Quem irá receber 
o bastão – uniforme preto. 
Fase de preparação (uma posição)
Posição um: Atleta “um” está em fase de voo da corrida, com o braço esquerdo à frente segurando o bastão, o braço direito atrás semi flexionado. 
Perna direita à frente semi flexionada e perna esquerda atrás flexionada. O atleta “dois” está com os dois pés no chão, braço direito flexionado 
atrás do corpo em posição de espera do bastão, braço esquerdo estendido tocando o chão. Tronco flexionado à frente. Pernas flexionadas, e 
quadril levantado como na posição “prontos”. 
Fase de aceleração (duas posições)
Posição dois: O atleta “um” ainda em corrida, se aproxima do atleta dois com o bastão na mão esquerda no começo de um trajeto ascendente. 
Perna direita no solo e perna esquerda flexionada dando a passada. Braço direito semi flexionado ao lado do corpo. Atleta “dois” começa a corrida 
quando o atleta um se aproxima, até chegar na mesma passada do atleta “um”, para não perder velocidade durante a passagem. Está com a perna 
esquerda estendida à frente quase tocando o chão. A perna direita está atrás flexionada. Braço direito à frente, esquerdo atrás e alternando. 
Posição três: O atleta “um” ainda em corrida, se aproxima do atleta dois com o bastão na mão esquerda na metade de um trajeto ascendente. 
Perna esquerda no solo e perna direita flexionada dando a passada. Braço direito semi flexionado ao lado do corpo. Atleta “dois” já na corrida, 
estende o braço direito atrás com a mão aberta e a palma virada para baixo. Está com a perna direita estendida à frente quase tocando o chão. 
A perna esquerda atrás flexionada. Braço esquerdo à frente. 
Fase de passagem (quatro posições)
Posição quatro: O atleta “um” estende totalmente o braço esquerdo à frente a fim de encostar o bastão na mão do atleta dois. Braço direito 
ao lado do corpo, perna esquerda flexionada. Perna direita estendida tocando o chão e impulsionando o movimento. O atleta “dois”, com o 
braço direito estendido para trás, segura o bastão. Braço esquerdo ao lado do corpo, perna esquerda estendida e tocando o solo, perna direita 
flexionada dando a passada.
Posição cinco: O atleta “um”, em corrida máxima, ainda não solta o bastão. Ele tem a perna esquerda no solo e a perna direita flexionada dando 
a passada. Braço direito semi flexionado ao lado do corpo. O atleta “dois” começa o movimento de flexão do braço direito. Está com a perna 
direita flexionada à frente quase tocando o chão. A perna esquerda atrás estendida. Braço esquerdo à frente.
Posição seis: O atleta “um”, em corrida máxima, sem soltar o bastão com a mão esquerda. Ele tem a perna direita no solo e perna esquerda 
flexionada dando a passada. Braço direito estendido atrás. O atleta “dois” flexiona ainda mais o braço direito puxando o bastão para ele. Está 
com a perna esquerda atrás. A perna direita estendida à frente. Braço esquerdo à frente em trajetória ântero posterior.
Posição sete: O atleta “um” está com o braço esquerdo à frente, o braço direito atrás estendido. Perna direita à frente estendida e perna esquerda 
atrás flexionada. Atleta “dois” já em posse do bastão, está com o braço direito à frente e a perna esquerda flexionada à frente. A perna direita 
atrás estendida. Braço esquerdo atrás semi flexionado.
Figura 23 – Fases da passagem de bastão / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2000).
Na fase de preparação, o atleta que se aproxima mantém a velocidade e quem receberá o bastão coloca-se na posição 
de partida. Na fase de aceleração, os corredores sincronizam as suas velocidades, mantendo a de quem entregará o 
bastão e maximizando a aceleração do corredor que o receberá. Na fase de passagem, o bastão é entregue com a téc-
nica específica, o mais rápido possível.
64 
 
Características das passagens alternadas
Objetivo: maximizar a passagem do bastão.
• O primeiro corredor leva o bastão na mão direi-
ta e aproxima-se do segundo corredor pela parte 
interna da sua raia (passagem interior).
• O segundo corredor recebe o bastão na mão es-
querda e aproxima-se do terceiro corredor pela 
parte externa da sua raia (passagem exterior).
• O terceiro corredor recebe o bastão na mão di-
reita e aproxima-se do quarto corredor pela par-
te interna da sua raia (passagem interior).
• O quarto corredor recebe o bastão na mão es-
querda.
Zonas de aceleração e passagem
Objetivos: realizar uma passagem eficiente e de 
acordo com as regras.
Da primeiramarca até a segunda: zona de acele-
ração (10 m).
Da segunda marca até a terceira: zona de passagem 
ou entrega do bastão (20 m).
Características técnicas
O bastão deve ser transferido na zona de passa-
gem – 20 m.
O corredor que vai receber o bastão deve esperar 
dentro da zona de aceleração – 10 m.
O corredor que receberá o bastão deve colocar uma 
marca antes da zona de aceleração para ele partir quan-
do o seu companheiro cruzar essa marca. 
A marca é colocada entre 15-25 pés a partir do iní-
cio da zona de aceleração do lado da pista em que corre 
o seu companheiro.
Fase de preparação
Objetivo: preparar para uma passagem rápida e 
segura.
Descrição da Imagem A imagem em desenho preto e branco, 
mostra a zona da primeira passagem de bastão, no final da pri-
meira curva da pista, onde uma seta aponta para uma marcação 
no chão. A zona termina na parte reta da pista com a mesma 
marcação no chão. Lembrando que a corrida ocorre em sentido 
anti-horário.
Figura 24 – Início e fim da zona de passagem do bastão / Fonte: 
adaptado de Müller e Ritzdorf (2000).
Descrição da Imagem a imagem em preto e branco, mostra a 
passagem do bastão no revezamento 4x100 entre dois atletas.
Uma posição - Atleta um: Quem vai passar o bastão – uniforme 
branco e Atleta dois: Quem irá receber o bastão – uniforme preto. 
O atleta “um” está em fase de voo de corrida máxima, com o braço 
esquerdo à frente segurando o bastão, o braço direito atrás semi 
flexionado. Perna direita à frente semi flexionada e perna esquer-
da atrás flexionada. O atleta “dois” está com os dois pés no chão, 
braço direito flexionado atrás do corpo em posição de espera do 
bastão, braço esquerdo estendido tocando o chão. Tronco flexio-
nado à frente. Pernas flexionadas, e quadril levantado como na 
posição “prontos”. Entre os dois atletas, uma demarcação na pista.
Figura 25 – Fase de preparação na passagem do revezamento 4 
x 100 m / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2000).
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 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Características técnicas
• O corredor que entrega o bastão aproxima-se em alta velocidade.
• O corredor que receberá o bastão deve colocar-se na posição de partida (apoiado nos terços anteriores dos pés 
com os joelhos flexionados e inclinado para frente).
• O atleta que receberá o bastão deve olhar para a marca e partir quando o seu companheiro cruzar essa marca.
Fase de aceleração
Objetivos: manter a velocidade máxima e dar, com precisão, a “voz de comando”, bem como encontrar a veloci-
dade ideal para a passagem.
Características técnicas
• A aceleração do corredor que recebe o bastão deve ser consistente.
• O corredor que entrega o bastão deve dar “voz de comando” para o companheiro que o receberá quando esti-
ver na distância exata para a entrega.
• O corredor que receberá o bastão estende o braço para trás (de acordo com a técnica utilizada), o companheiro 
entrega-lhe o bastão.
Descrição da Imagem a imagem em preto e branco, mostra a fase de aceleração na passagem do bastão entre dois atletas em três sequências 
de posições.
Três posições - Atleta um: Quem vai passar o bastão – uniforme branco e Atleta dois: Quem irá receber o bastão – uniforme preto.
Posição um: O atleta “um” ainda em corrida, se aproxima do atleta dois com o bastão na mão esquerda no começo de um trajeto ascendente. 
Perna direita no solo e perna esquerda flexionada dando a passada. Braço direito semi flexionado ao lado do corpo. Atleta “dois” começa a corrida 
quando o atleta um se aproxima, até chegar na mesma passada do atleta “um”, para não perder velocidade durante a passagem. Está com a perna 
esquerda estendida à frente quase tocando o chão. A perna direita está atrás flexionada. Braço direito à frente, esquerdo atrás e alternando.
Posição dois: O atleta “um” ainda em corrida, se aproxima do atleta dois com o bastão na mão esquerda na metade de um trajeto ascendente. 
Perna esquerda no solo e perna direita flexionada dando a passada. Braço direito semi flexionado ao lado do corpo. Atleta “dois” já na corrida, 
estende o braço direito atrás com a mão aberta e a palma virada para baixo. Está com a perna direita estendida à frente quase tocando o chão. 
A perna esquerda atrás flexionada. Braço esquerdo à frente. 
Posição três: O atleta “um” estende totalmente o braço esquerdo à frente a fim de encostar o bastão na mão do atleta dois. Braço direito ao 
lado do corpo, perna esquerda flexionada. Perna direita estendida tocando o chão e impulsionando o movimento. O atleta “dois”, em corrida 
máxima, com o braço direito estendido para trás, quase tocando o bastão. Braço esquerdo ao lado do corpo, perna esquerda estendida e tocando 
o solo, perna direita flexionada dando a passada.
Figura 26 – Fase de aceleração no revezamento 4 x 100 m / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2000).
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Fase de passagem do bastão
Objetivos: realizar uma passagem rápida e segura.
Características técnicas
• O corredor que entrega concentra-se na mão do que recebe.
• O corredor que entrega coloca o bastão na mão do que recebe.
• O corredor que recebe deve segurar o bastão ao sentir o seu contato.
• Ambos devem permanecer no seu lado da pista durante a passagem.
• O corredor que entrega o bastão deve permanecer na sua raia até terminar todas as passagens.
Técnicas de passagem do bastão
Primeiramente, veremos a passagem ascendente. 
Objetivo: realizar uma passagem ascendente rápida e segura.
Características técnicas desta passagem:
• A mão do corredor que recebe é estendida para trás ao nível do quadril.
• O corredor deve entregar o bastão de forma ascendente (de baixo para cima) e colocá-lo entre o indicador e o 
polegar de quem recebe, os quais devem estar bem afastados.
• Durante a passagem, a distância entre ambos é de cerca de 2 m. 
Descrição da Imagem a imagem em preto e branco, mostra a passagem do bastão entre dois atletas em três sequências de movimentos. Atleta 
um: Quem vai passar o bastão – uniforme branco e Atleta dois: Quem irá receber o bastão – uniforme preto.
Posição um: O atleta “um”, em corrida máxima, ainda não solta o bastão. Ele tem a perna esquerda no solo e perna direita flexionada dando 
a passada. Braço direito semi flexionado ao lado do corpo. O atleta “dois” começa o movimento de flexão do braço direito. Está com a perna 
direita flexionada à frente quase tocando o chão. A perna esquerda atrás estendida. Braço esquerdo à frente.
Posição dois: O atleta “um”, em corrida máxima, sem soltar o bastão com a mão esquerda. Ele tem a perna direita no solo e perna esquerda 
flexionada dando a passada. Braço direito estendido atrás. O atleta “dois” flexiona ainda mais o braço direito puxando o bastão para ele. Está 
com a perna esquerda atrás. A perna direita estendida à frente. Braço esquerdo à frente em trajetória ântero posterior.
Posição três: O atleta “um” está com o braço esquerdo à frente, o braço direito atrás estendido. Perna direita à frente estendida e perna esquerda 
atrás flexionada. O atleta “dois” já em posse do bastão, está com o braço direito à frente (com o bastão na mão) e a perna esquerda flexionada 
à frente. A perna direita atrás estendida. Braço esquerdo atrás semi flexionado.
Figura 27 – Fase de passagem do bastão no revezamento 4 x 100 m / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2000).
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 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Descrição da Imagem há duas imagens, que mostram o movimento de passagem ascendente do bastão em vista lateral, evidenciando o mo-
vimento errado e o movimento certo.
- Primeira imagem, trata-se de desenho preto e branco - Atleta um: Quem vai passar o bastão – uniforme branco e Atleta dois: Quem irá receber 
o bastão – uniforme preto. O atleta “um” em corrida máxima da esquerda para a direita, se aproxima do atleta “dois” com o bastão na mão es-
querda na metade de um trajeto ascendente. Perna esquerda no solo e perna direita flexionada dando a passada. Braço direito semi flexionado 
ao lado do corpo. Atleta “dois” já na corrida, estende o braço direito atrás com a mão aberta e a palma virada para baixo. Está coma perna direita 
estendida à frente quase tocando o chão. A perna esquerda atrás flexionada. Braço esquerdo à frente. Existe uma seta que sai do bastão (na 
mão esquerda do atleta “um”) e vai para a mão direita do atleta “dois”.
- Segunda imagem, trata-se de uma fotografia de duas atletas - Atleta um: Quem vai passar o bastão – uniforme vermelho e Atleta dois: Quem 
irá receber o bastão – uniforme azul. A atleta “um” em corrida máxima da direita para a esquerda, se aproxima da atleta “dois” com o bastão 
na mão direita, braço esticado em direção à mão da atleta “dois”, na metade de um trajeto ascendente. Perna esquerda no solo e perna direita 
flexionada dando a passada. Braço esquerdo semi flexionado ao lado do corpo. Atleta “dois” já na corrida, estende o braço esquerdo atrás com 
a mão aberta, polegar bem afastado e a palma virada para baixo. Cabeça olhando para a mão. Está com a perna direita estendida atrás. A perna 
esquerda à frente flexionada. Braço esquerdo à frente.
Figura 28 – Movimento ascendente da entrega do bastão no revezamento 4 x 100 m
Passagem descendente 
Esta passagem é mais utilizada por atletas experientes, como veremos a seguir. 
Objetivo: realizar uma passagem descendente rápida e segura.
Características técnicas desta passagem:
• A mão do corredor que recebe é estendida para trás na horizontal, com a palma da mão virada para cima.
• O corredor deve entregar o bastão de forma descendente (de cima para baixo) e colocá-lo na palma da mão, 
que deve estar bem aberta, de quem recebe. 
• Durante a passagem, a distância entre ambos é de cerca de 2 m. 
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Os corredores devem sincronizar a velocidade dentro dos 30 m, que compreendem a zona de aceleração e a zona de 
passagem. O ponto de passagem ideal entre ambos, se forem principiantes, é no meio dos 20m desta zona. Para os 
mais experientes, o ponto ideal é no último terço da zona de passagem. A colocação correta da marca e a aceleração 
consistente são os segredos para uma passagem de sucesso. 
Descrição da Imagem há duas imagens que mostram o movimento de passagem descendente do bastão, evidenciando o movimento errado 
e o movimento certo.
Primeira figura: Vista Lateral. Atleta um: Quem vai passar o bastão – uniforme branco e Atleta dois: Quem irá receber o bastão – uniforme 
preto. O atleta “um” tem o braço esquerdo à frente semi flexionado para cima segurando o bastão. Braço direito atrás, semi flexionado, perna 
esquerda semiflexionada atrás. Perna direita estendida quase tocando o chão. O atleta dois, com o braço direito estendido para trás, com a palma 
da mão voltada para cima. Braço esquerdo à frente do corpo semi flexionado, perna direita estendida e tocando o solo, perna direita flexionada 
atrás. Existe uma seta que sai do bastão (na mão esquerda do atleta “um”) e vai para a mão direita do atleta “dois”. 
Segunda figura: Vista frontal. Atleta um: Quem vai passar o bastão – Camiseta amarela e Atleta dois: Quem irá receber o bastão – Camiseta 
verde. O atleta “um” tem o braço esquerdo à frente semi flexionado para cima segurando o bastão. Braço direito atrás, semi flexionado, perna 
esquerda semiflexionada atrás. Perna direita estendida quase tocando o chão. O atleta dois, com o braço direito estendido para trás, com a 
palma da mão voltada para cima. Braço esquerdo à frente do corpo semi flexionado, perna direita flexionada dando a passada. Perna esquerda 
estendida tocando o solo.
Figura 29 – Movimento descendente da entrega do bastão no revezamento 4 x 100 m
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 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Exercícios para o aprendizado
Primeiro exercício
• Um grupo corre ao acaso numa área de 40 m. Um bastão para cada dois alunos.
• Os alunos devem passar o bastão pela frente, pelo lado e por trás.
• Trabalhando em pares, devem praticar a passagem visual numa zona de 20 m. Veja a Figura.
Descrição da Imagem A imagem em preto e branco, mostra a zona da primeira passagem de bastão, no final da primeira curva da pista, onde 
uma seta aponta para uma marcação no chão. A zona termina na parte reta da pista com a mesma marcação no chão. Lembrando que a corrida 
ocorre em sentido anti-horário. Sendo assim, a representação acontece em três momentos no decorrer da zona de passagem. No primeiro, o 
atleta está em fase de espera, aguardando o companheiro de equipe para iniciar a fase de aceleração. No segundo momento, vemos a dupla, e 
o atleta dois, já inicia a fase de aceleração para que o atleta um possa realizar a passagem do bastão. No terceiro momento, o atleta dois já está 
com o bastão em sua posse e o atleta um se prepara para a fase de desaceleração.
Figura 30 – Aproximação e entrega do bastão na zona de passagem no revezamento 4 x 100 m 
Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2000).
Descrição da Imagem A imagem mostra um local sinalizado com 
quatro retas formando um retângulo no chão. Em cada canto tem 
uma bandeira. No centro dessa demarcação existem duplas de 
pessoas, uma segurando o bastão e a outra sem. Estão andando 
em direções aleatórias.
Figura 31 – Exercício lúdico de prática de entrega do bastão
Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2000).
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Segundo exercício
• Em pares, entregar e receber o bastão, primeiro andando e depois trotando.
• Introduzir as técnicas de passagem “ascendente” e “descendente”.
• Repetir o exercício em grupos de quatro, passando o bastão direita-esquerda.
Descrição da Imagem a imagem em preto e branco, mostra dois atletas realizando a passagem do bastão em vista lateral com cinco posições 
sequenciais de movimento. Atleta um: Quem vai passar o bastão – Cabelo escuro e Atleta dois: Quem irá receber o bastão – Cabelo claro.
Posição um: Atleta “um”: Perna direita tocando o solo, perna esquerda flexionada atrás, braços ao lado do corpo, onde o esquerdo está mais 
à frente segurando o bastão e o direito mais atrás. O atleta “dois”, com a perna esquerda tocando o solo, a perna direita em uma trajetória de 
trás para frente, está flexionada, braço esquerdo atrás e direito à frente, ambos semi flexionados. O atleta “um” com o bastão, aproxima-se do 
atleta “dois” pronunciando um sinal sonoro, previamente combinado, no caso da imagem o sinal sonoro é “HOP”. Após ouvir o sinal, o atleta 
“dois” começa a fase de aceleração para receber o bastão.
Posição dois: Atleta “um” com a perna direita tocando o solo, perna esquerda flexionada à frente, braço direito ao lado do corpo e braço es-
querdo fazendo um movimento de trás para frente com o bastão. Atleta “dois”, perna esquerda no solo, perna direita flexionada à frente, braço 
esquerdo semi flexionado à frente, braço direito semiflexionado atrás, indo em direção ao bastão (seta indicando o movimento). Aqui os dois 
atletas já estão na mesma velocidade.
Posição três: Atleta “um” com a perna esquerda tocando o solo, perna direita flexionada à frente, braço direito atrás, braço esquerdo à frente 
com o bastão em uma trajetória ascendente (seta indicando o movimento). Atleta “dois” tem a perna direita tocando o solo, perna esquerda 
flexionada à frente, braço esquerdo flexionado ao lado do corpo, braço direito estendido atrás, pronto para segurar o bastão.
Posição quatro: Atleta “um” com a perna direita tocando o solo, perna esquerda flexionada atrás, braço direito atrás, braço esquerdo estendido 
à frente com o bastão. O atleta “dois”, com a perna esquerda tocando o solo, a perna direita em uma trajetória de trás para frente, está flexionada 
atrás, braço esquerdo ao lado do corpo e direito atrás já segurando o bastão (seta indicando a ação).
Posição cinco: Mostra somente o atleta “dois” em posse do bastão. Perna direita flexionada à frente, perna esquerda estendida tocando o 
solo. Braço esquerdo em posse do bastão faz um movimento à frente do corpo trocando o bastão de mão, passando para a esquerda (seta 
indicando a ação).
Figura 32 – Exercício de passagem do bastão após sinal auditivo / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2000).
Terceiro exercício
• Passagem com velocidade progressiva:
• Trabalho em pares.
• Passar o bastão a umapouco mais sobre 
mim, além das 
informações do 
meu currículo.
Me. Élen Carla da Costa Baraldi
Eu sou a Élen Baraldi, nome que adotei com muito alegria após meu casamento em 
dezembro de 2001, evento que considero marcante e determinante em minha vida 
pois junto com meu esposo é como se eu tivesse uma visão ampliada do mundo e das 
coisas, ao lado dele cresci como pessoa e profissionalmente, conquistei vitórias e pude 
chegar até aqui. Também foi com ele que consegui realizar meu grande sonho de ser 
mãe, temos dois filhos que nos enchem de alegria e preenchem nossa vida. Gosto de 
desfrutar da presença da minha família, de aprender receitas novas (também faço doces 
finos deliciosos rsrs), de ornamentar espaços em minha casa e comemorar a vida e 
também, é claro, de curtir uma boa praia tendo contato com a natureza e desacelerando 
do ritmo que a vida moderna nos cobra.
Além de ter cursado o Magistério onde aprendi muito sobre a docência, também tenho 
licenciatura plena em Educação Física (UEM), Pedagogia (UNICESUMAR), Especialização 
em Metodologia do Ensino de Artes (UNINTER) e Mestrado em Educação (UFPR). Atual-
mente atuo como professora da Rede Municipal de Educação do Município de Maringá 
(PARANÁ) e na Educação a Distância da UNICESUMAR, no curso de Educação Física.
http://lattes.cnpq.br/1842537406095828
https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/9872
apresentação do material
Era uma vez um aluno muito habilidoso chamado Chris-
tian em todas as áreas esportivas, desde pequeno teve 
a oportunidade de desenvolver suas capacidades mo-
toras desde a pré-escola até o ensino médio. Sempre 
estudou em escolas públicas e foi-lhe oferecida uma 
prática diversificada de esportes, porém ele se desta-
cava muito mais em provas de corrida de velocidade.
Ao longo de sua vida escolar Christian teve a oportu-
nidade de participar de diversas provas de Atletismo, e 
esta vivência esportiva despertou-lhe o desejo de partir 
para a Universidade buscando um curso que lhe trou-
xesse um maior acervo de experiências práticas. Foi 
então que decidiu ingressar no Curso de Educação Física.
Já no segundo ano do Curso estava diante da disci-
plina que ele tanto esperava, Atletismo, onde almejava 
tirar excelentes notas com sua experiência em diversas 
provas em que conquistara ótimas posições.
Porém a frustração ocorreu logo no primeiro mês 
de aula. Não haveria treinos como Christian esperava, 
nem competições para que ele mostrasse suas habilida-
des motoras. Alguns dos seus sonhos foram frustrados.
Qual foi o erro do Christian? Alimentar uma expec-
tativa sem pensar na realidade da vivência acadêmica? 
Confundiu o seu sonho de ser atleta com a formação 
acadêmica que iria receber na Universidade?
Essa história do Christian se parece com a história 
de muitos jovens pelo Brasil afora que buscam realizar 
seu sonho esportivo cursando o curso de Educação 
Física, eles acabam confundindo formação profissional 
com experiência acadêmica. Ao escolher um curso é 
preciso ter clareza de sua matriz curricular e de que ao 
final dele se deseja formar um profissional para atuar 
no mercado de trabalho. Especificamente no caso da 
Educação Física, estamos tratando do Atletismo, que 
por si só já possibilita um conjunto variado de opor-
tunidade de atuação profissional.
O conjunto de conhecimentos que serão trata-
dos nesta disciplina não tem por objetivo formar um 
bom atleta, apesar de que isso seja possível caso você 
desperte para este esporte e queira buscar algo fora 
ATLETISMO 
de nossas aulas. Porém, nosso intuito é proporcionar 
práticas que possibilitem trabalhar com o Atletismo 
em diferentes realidades brasileiras. O atletismo não 
depende de equipamentos caros ou de infraestrutura 
profissional, os treinamentos podem ser aplicados em 
contextos onde o professor se propõe, aos alunos/
atletas, ensinar a experiência de praticar este esporte, 
vencendo os seus limites pessoais e também sociais. 
Assumindo uma postura de abertura a esse esporte 
milenar, os profissionais da área poderão alcançar 
espaços antes impossíveis.
Sejamos empreendedores do conhecimento, levan-
do sempre à frente aquilo que foi aprendido durante a 
formação, enriquecendo a sua preparação profissional. 
Assim, neste nosso material, você encontrará os conteú-
dos organizados em cinco unidades de estudo.
Abordaremos a introdução aos estudos do atle-
tismo por meio das origens do esporte e também o 
conhecimento básico sobre o desenvolvimento motor, 
os aspectos didáticos do atletismo pertinentes ao mo-
vimento e os aspectos biomecânicos deste. 
O movimento do correr com os fundamentos das 
corridas, as corridas de resistência, de velocidade 
e saída de bloco, a corrida sobre barreiras e as de 
revezamento.
O movimento do salto, os fundamentos dos saltos, 
o salto em distância, o triplo, em altura e com vara. 
O movimento de lançar, começando pela diferen-
ciação entre lançamento e arremesso, o lançamento 
do peso, do disco, do dardo e do martelo.
Temos também a prática pedagógica do atletis-
mo, a sua presença no campo da licenciatura e do 
bacharel, além de temas transversais no atletismo: 
doping, tecnologia e esporte paralímpico
Diante dos conteúdos deste livro com certeza 
você se sentirá impulsionado para os desafios da 
profissão tanto como professor quanto como técnico 
atuando na área de Atletismo.
apresentação do material
sumário
UNIDADE I
10 INTRODUÇÃO AO ATLETISMO: POR ONDE COMEÇAMOS NOSSOS ESTUDOS?
UNIDADE II
36 AS DIVERSAS FASES DAS CORRIDAS NO ATLETISMO
UNIDADE III
84 OS SALTOS NO ATLETISMO
UNIDADE IV
136 LANÇAMENTOS E ARREMESSOS
UNIDADE V
202 A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO ATLETISMO
Me. Élen Carla da Costa Baraldi
Me. Humberto Garcia de Oliveira
Oportunidades de aprendizagem
Para dar início ao nosso estudo, você terá a oportunidade de conhecer 
aspectos sobre as origens do Atletismo, que tem suas raízes nos 
jogos Olímpicos na Grécia, bem como, lhe será apresentada uma 
compreensão de como se deve pensar o ensino do atletismo para as 
diversas fases da vida humana, de acordo com suas peculiaridades de 
movimento, capacidades motoras e limitações. Assim, você terá um 
panorama sobre esse esporte que de individual não possui quase 
nada, afinal, ele reúne um conjunto de conhecimentos de diferentes 
áreas, incluindo desenvolvimento motor, biomecânica, física e 
entre outros. Ao longo da unidade, trilharemos uma jornada para o 
conhecimento deste esporte e nos aprofundaremos em estudos que 
são fundamentais para uma visão geral do Atletismo.
INTRODUÇÃO AO ATLETISMO: POR 
ONDE COMEÇAMOS NOSSOS ESTUDOS?
unidade 
I
12 
 
Olá, estudante! Estamos iniciando o estudo da área 
de conhecimento sobre Atletismo, e quero fazer uma 
pergunta: você já se imaginou diante de uma turma 
escolar de faixa etária de 9 anos para trabalhar com 
Atletismo? Por onde você começaria? Quais são os 
primeiros movimentos a serem trabalhados nessa 
faixa etária? Existe uma ordem de ensino-aprendi-
zagem? No trabalho com um atleta de rendimento, 
quais qualidades físicas devemos priorizar no treino? 
Já pensou em quantas áreas de conhecimento estão 
envolvidas no Atletismo? Já refletiu que o ser huma-
no leva um tempo para adquirir um movimento vo-
luntário, como um salto triplo, por exemplo? Como 
se dá a construção de um movimento planejado e 
executado tecnicamente? 
A partir desses questionamentos, percebemos que 
existe uma biomecânica de cada movimento a ser es-
tudado, conhecido e aprendido antes de ensinarmos 
alguém a realizá-lo.
Durante a minha graduação, vivenciei momentos 
importantes de aprendizado, como uma mini aula de 
Atletismo aplicada aos colegas da turma, vista por mim, 
na época, como uma “obrigação” para aquisição de no-
tas. Quanto mais a disciplina estivesse fora do meu 
interesse, mais eu “corria” da responsabilidade em pla-
nejar e ministrar mini aulas para meus colegas. Porém, 
as necessidades e atividades da vida docente não estão 
ligadas a nenhuma atribuição de nota,velocidade média para aumentá-la aos 50-70m (duas a três passagens). 
• Utilizar as duas técnicas diferentes de passagem: “ascendente” e “descendente”. 
 71
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Quarto exercício
• Definindo a marca de aceleração: 
• Colocar a marca e treinar as saídas da posição de partida.
• Utilizar várias posições de partida (sem contato com o solo, com uma ou as duas mãos).
• O aluno que entrega aproxima-se em alta velocidade.
Descrição da Imagem Duas imagens com vista lateral, mostrando os dois movimentos de passagem de bastão - ascendente e descendente. 
Primeira figura: O atleta “um” tem o braço esquerdo à frente, segurando o bastão, esticado em direção à mão do parceiro. Braço direito atrás, 
semi flexionado, perna esquerda semiflexionada atrás. Perna direita estendida quase tocando o chão. O atleta “dois”, com o braço direito esten-
dido para trás, com a palma da mão voltada para cima. Braço esquerdo à frente do corpo semi flexionado, perna direita estendida e tocando 
o solo, perna direita flexionada atrás. Segunda figura: Atleta “um” com a perna esquerda tocando o solo, perna direita flexionada ao lado do 
corpo, braço direito atrás, braço esquerdo à frente com o bastão em uma trajetória ascendente em direção à mão da parceira. Atleta “dois” tem 
a perna direita tocando o solo, perna esquerda flexionada atrás, braço esquerdo flexionado ao lado do corpo, braço direito estendido atrás, 
pronto para segurar o bastão.
Figura 33 – Exercício de passagem do bastão com velocidade progressiva 
Descrição da Imagem a imagem em preto e branco, mostra a 
passagem do bastão no revezamento 4x100 entre dois atletas – 01 
posição (dois atletas). Atleta um: Quem vai passar o bastão – uni-
forme branco e Atleta dois: Quem irá receber o bastão – uniforme 
preto. O atleta “um” está em fase de voo de corrida máxima, com o 
braço esquerdo à frente segurando o bastão, o braço direito atrás 
semi flexionado. Perna direita à frente semi flexionada e perna 
esquerda atrás flexionada. O atleta “dois” está com os dois pés no 
chão, braço direito flexionado atrás do corpo em posição de espera 
do bastão, braço esquerdo estendido tocando o chão. Tronco fle-
xionado à frente. Pernas flexionadas, e quadril levantado como na 
posição “prontos”. Entre os dois atletas, uma demarcação na pista.
Figura 34 – Exercício de prática da marca de aceleração de quem 
recebe e aproximação de quem passa o bastão no revezamento 
4 x 100 m / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2000).
72 
 
Quinto exercício
• Sequência completa para praticar em modelos de jogos e competições:
• Equipes de quatro alunos em raias separadas com e sem adversários.
• Utilizar distâncias diferentes (4 x 50 m ou 4 x 75m) e diferentes velocidades.
Descrição da Imagem a imagem mostra a sequência completa da passagem do bastão entre dois atletas em vista Lateral com uma sequência 
de 07 posições. Atleta um: Quem vai passar o bastão – uniforme branco e Atleta dois: Quem irá receber o bastão – uniforme preto.
Posição um: Atleta um está em fase de voo da corrida, com o braço esquerdo à frente segurando o bastão, o braço direito atrás semi flexiona-
do. Perna direita à frente semi flexionada e perna esquerda atrás flexionada. Atleta dois está com os dois pés no chão, braço direito flexionado 
atrás do corpo em posição de espera do bastão, braço esquerdo estendido tocando o chão. Tronco flexionado à frente. Pernas flexionadas, e 
quadril levantado como na posição pronta.
Posição dois: O atleta um ainda em corrida, se aproxima do atleta dois com o bastão na mão esquerda no começo de um trajeto ascendente. 
Perna direita no solo e perna esquerda flexionada dando a passada. Braço direito semi flexionado ao lado do corpo. Atleta dois começa a corrida 
quando o atleta um se aproxima, até chegar na mesma passada do atleta um, para não perder velocidade durante a passagem. Está com a perna 
esquerda estendida à frente quase tocando o chão. A perna direita está atrás flexionada. Braço direito à frente, esquerdo atrás e alternando. 
Posição três: O atleta um ainda em corrida, se aproxima do atleta dois com o bastão na mão esquerda na metade de um trajeto ascendente. 
Perna esquerda no solo e perna direita flexionada dando a passada. Braço direito semi flexionado ao lado do corpo. Atleta dois já na corrida, 
estende o braço direito atrás com a mão aberta e a palma virada para baixo. Está com a perna direita estendida à frente quase tocando o chão. 
A perna esquerda atrás flexionada. Braço esquerdo à frente.
Posição quatro: O atleta um estende totalmente o braço esquerdo à frente a fim de encostar o bastão na mão do atleta dois. Braço direito ao 
lado do corpo, perna esquerda flexionada. Perna direita estendida tocando o chão e impulsionando o movimento. O atleta dois, com o braço 
direito estendido para trás, segura o bastão. Braço esquerdo ao lado do corpo, perna esquerda estendida e tocando o solo, perna direita fle-
xionada dando a passada.
Posição cinco: O atleta um, em corrida máxima, ainda não solta o bastão. Ele tem a perna esquerda no solo e a perna direita flexionada dando 
a passada. Braço direito semi flexionado ao lado do corpo. Atleta dois começa o movimento de flexão do braço direito. Está com a perna direita 
flexionada à frente quase tocando o chão. A perna esquerda atrás estendida. Braço esquerdo à frente.
Posição seis: O atleta um, em corrida máxima, sem soltar o bastão com a mão esquerda. Ele tem a perna direita no solo e perna esquerda 
flexionada dando a passada. Braço direito estendido atrás. Atleta dois flexiona ainda mais o braço direito puxando o bastão para ele. Está com 
a perna esquerda atrás. A perna direita estendida à frente. Braço esquerdo à frente em trajetória ântero posterior.
Posição sete: O atleta um está com o braço esquerdo à frente, o braço direito atrás estendido. Perna direita à frente estendida e perna esquerda 
atrás flexionada. Atleta dois já em posse do bastão, está com o braço direito à frente e a perna esquerda flexionada à frente. A perna direita 
atrás estendida. Braço esquerdo atrás semi flexionado.
Figura 35 – Sequência completa da passagem do bastão nas corridas de revezamento 4 x 100 m 
Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2000).
Como temos vários exemplos demonstrados anterior-
mente, podemos criar ainda muitos outros durante nossa 
prática. Sempre lembrando que qualquer uma das pro-
vas deve preceder uma boa corrida, além do domínio da 
saída de bloco e da técnica da passagem do bastão. Cada 
fase dessa prova deve ser ensinada e aprendida pelo mé-
todo analítico, do todo para as partes, pois, desta forma, 
haverá a compreensão e a aprendizagem do movimento 
completo objetivando a melhor execução. Lembrando 
sempre que cada grupo de trabalho deve ser atendido 
nas suas necessidades e limitações, seja criança, jovem, 
adulto ou terceira idade, retome sempre as fases do de-
senvolvimento motor e, dentro do seu planejamento, 
busque atender os seus alunos/atletas de forma eficaz e 
satisfatória tanto pra eles quanto para você, como pro-
fissional.
 73
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
A corridas com obstáculos são as provas em que os atle-
tas têm que saltar sobre obstáculos, nessas provas temos 
as modalidades de 2000 e 3000 metros, os atletas devem 
saltar 4 obstáculos e 1 fosso de água, ao todo o atleta de-
verá saltar 28 vezes sobre os obstáculos e 7 vezes sobre 
o fosso de água dentro da prova de 3000 metros, já na 
prova de 2000 metros, os atletas saltam 18 vezes sobre os 
obstáculos e 5 sobre o fosso.
A corrida de resistência tem este nome porque exige 
do atleta, corporalmente, uma resposta ao longo tempo, 
dependendo do percurso da prova, seja de pista ou de 
rua, e com a capacidade aeróbica desse atleta aumenta-
da em virtude dos treinos realizados anteriormente em 
preparação para o evento. Nas provas de resistência, o 
objetivo é otimizar a distribuição do esforço.
Cada um tem o seu objetivo, acelerar mais no iní-
cio, no meio ou no fim de uma prova depende da meta 
traçada pelo atleta juntamente como seu técnico e, para 
isto, temos muitos caminhos. 
[...] precisamos conhecer quais as principais es-
tratégias observadas durante corridas de média 
e longa distância. Durante esses eventos, as es-
tratégias de corrida utilizadas podem ser classi-
ficadas em quatro diferentes tipos, conforme a 
distribuição da velocidade ao longo da prova: a) 
estratégia constante - o atleta mantém (ou altera 
pouco) a velocidade ao longo da prova; b) estra-
tégia negativa ou decrescente - o atleta inicia a 
prova em alta velocidade e diminui ao longo da 
prova; c) estratégia positiva ou crescente - o atle-
ta inicia a prova em velocidades baixa e aumenta 
gradualmente até o final; e d) estratégias variá-
veis - a distribuição da velocidade não segue um 
padrão bem definido e é alterada ao longo da 
prova. Dentre as estratégias variáveis, podemos 
observar os padrões em U, em J e em J-invertido 
(CARMO et al., 2012, p. 2).
Há poucos anos, acreditava-se que a prática de cor-
ridas era destinada somente a atletas profissionais, 
que seriam os únicos capazes de percorrer longas dis-
tâncias. Este conceito, porém, tem se modificado pela 
popularização das corridas de rua e pela criação de 
grupos de corrida.
A prática de esportes que não utilizam materiais 
específicos para a sua execução tem sido cada vez 
mais notória em todo o Brasil. Os praticantes chegam 
cada um com o seu objetivo individual, que pode ser 
modificado ao longo do percurso. Assim, temos visto 
os grupos de corrida em diferentes regiões do país, 
de forma autônoma, atendidos por personal trainer 
ou por academias, praticando em lugares abertos, pú-
blicos ou não. Pessoas com objetivos diferentes unin-
do-se para uma mesma prática e, em geral, acabam 
formando laços de proximidade, estreitando relacio-
namentos, incentivando-se mutuamente em suas li-
mitações físicas e pessoais.
A prova de revezamento é uma das grandes atrações do 
atletismo por seu caráter coletivo. Neste vídeo vamos 
conhecer um pouco mais sobre a prova de revezamen-
to, apresentar as novidades e contar a você como ela 
aconteceu este ano nas olimpíadas de Tóquio no Japão.
74 
 
Como exemplo, podemos citar aqueles que iniciam a prática da cor-
rida por indicação médica, visando a promoção de sua saúde e acabam 
tendo melhoras não só neste aspecto, mas também no seu desempenho 
físico, e assim permanecem no esporte com o intuito de buscar melhor 
rendimento (GONÇALVES, 2011).
Uma dos aspectos mais importantes das corridas de longa distância é 
o controle do ritmo, de modo que os alunos consigam executar a atividade 
durante um tempo maior, mantendo uma intensidade baixa. (MATTHIE-
SEN E QUENZER, 2014).
As corridas são formadas por duas fases: apoio e suspensão (vôo), essas 
fases se alternam sucessivamente conforme exposto nas figuras abaixo, ob-
serve e compare-as, note que em uma prova de velocidade a fase de vôo é 
bem mais prolongada com o objetivo de diminuir o atrito com o solo e 
ampliar a distância da passada, já na prova de resistência a fase de vôo é 
menor porque seu objetivo é dividir em pequenas partes o esforço que será 
prolongado durante toda a corrida. 
Aspectos Biomecânicos da corrida
A velocidade da corrida é determinada pela amplitude e frequência 
da passada, a amplitude ideal da passada é determinada pelas ca-
racterísticas físicas e pela força que o atleta exerce em cada passada. 
A frequência ideal da passada está dependente dos mecanismos da 
corrida, da técnica e da coordenação do atleta.
 75
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Descrição da Imagem a figura em preto e branco, mostra um atleta durante uma corrida em vista lateral caracterizando as três fases do movi-
mento: apoio, vôo e apoio, numa sequência de 10 posições. O atleta aparece com a perna direita destacada na cor preta.
- As três primeiras posições refere-se a fase de apoio: posição um - atleta com a perna esquerda estendida tocando o solo, braço esquerdo 
flexionado ao lado do corpo, braço direito flexionado ao lado do corpo também. Perna direita totalmente flexionada ao lado do corpo, com o 
joelho apontando para o solo. Posição dois: Atleta com a perna esquerda estendida tocando o solo, braço esquerdo flexionado ao lado do corpo, 
braço direito flexionado ao lado do corpo também. Perna direita ainda flexionada agora com o joelho apontando para frente. Posição três: Atleta 
com a perna esquerda estendida tocando o solo agora em meia ponta, braço esquerdo flexionado à frente do corpo, braço direito flexionado 
ao lado do corpo. Perna direita flexionada, com o joelho apontado para frente e impulsionando o corpo para cima.
- As cinco posições seguintes são da fase de suspensão (voo): posição quatro - atleta com a perna esquerda estendida atrás, em fase de voo, 
braço esquerdo flexionado à frente do corpo, braço direito flexionado atrás de corpo. Perna direita flexionada, com o joelho apontado para 
frente e impulsionando o corpo para cima, pé direito já começa sua trajetória para frente, formando um ângulo de 45° (canela coxa). Posição 
cinco: Atleta em fase de voo com a perna esquerda semiflexionada atrás, braço esquerdo flexionado à frente do corpo, braço direito flexionado 
atrás do corpo. Perna direita flexionada, com o joelho apontado para frente e impulsionando o corpo para cima, pé direito já na metade de sua 
trajetória para frente, formando um ângulo de 90° (canela coxa). Posição seis: Atleta em fase de voo com a perna esquerda flexionada atrás, 
braço esquerdo flexionado à frente do corpo, braço direito flexionado atrás corpo. Perna direita flexionada, já com o pé direito apontando para 
o solo. Posição sete: Atleta em fase de voo com a perna esquerda flexionada atrás, braço esquerdo flexionado à frente do corpo, braço direito 
flexionado ao lado do corpo. Perna direita estendida à frente, já em posição para o pé direito tocar o solo. Posição oito: Atleta finalizando a fase 
de voo com a perna esquerda totalmente flexionada atrás, braço esquerdo flexionado ao lado do corpo, braço direito flexionado ao lado do 
corpo também. Perna direita estendida à frente, pronta para o toque com o solo.
- As duas últimas posições representam a fase de apoio: posição nove - atleta já em fase de apoio, onde a perna direita estendida toca o solo com 
a ponta dos pés, com a perna esquerda totalmente flexionada ao lado do corpo, com o joelho apontando para o solo, braço esquerdo flexionado 
ao lado do corpo, braço direito flexionado à frente. Posição dez: Atleta com a perna direita estendida, com o pé tocando completamente o solo, 
braço esquerdo flexionado ao lado do corpo, braço direito flexionado à frente. Perna esquerda ainda flexionada agora com o joelho apontando 
para frente, para repetir o processo de passada.
Figura 36 – Corridas de Velocidade / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2000).
76 
 
Descrição da Imagem a figura em preto e branco, mostra uma atleta durante uma corrida em vista lateral caracterizando as três fases do 
movimento: apoio, vôo e apoio numa sequência de 9 posições (a cada três posições representa-se uma fase). 
Fase de apoio: posição um - atleta com a perna esquerda estendida tocando o solo, braço esquerdo flexionado ao lado do corpo, braço direito 
flexionado ao lado do corpo também. Perna direita totalmente flexionada ao lado do corpo, com o joelho apontando para o solo. Posição dois: 
Atleta com a perna esquerda estendida tocando o solo, braço esquerdo flexionado ao lado do corpo, braço direito flexionado ao lado do corpo 
também. Perna direita ainda flexionada agora com o joelho apontando para frente. Posição três: Atleta com a perna esquerda estendida atrás, 
em fase de voo, braço esquerdo flexionado à frente do corpo, braço direito flexionado atrás corpo. Perna direita flexionada, com o joelho apon-
tado para frente e impulsionando o corpo para cima, pé direito já começa sua trajetória para frente, formando um ângulo de 45° (canela coxa).
Fase de suspensão (voo): posição quatro - atleta em fase de voo com a perna esquerda semiflexionada atrás, braço esquerdoflexionado à 
frente do corpo, braço direito flexionado atrás corpo. Perna direita flexionada, com o joelho apontado para frente e impulsionando o corpo para 
cima, pé direito já na metade de sua trajetória para frente, formando um ângulo de 90° (canela coxa). Posição cinco: Atleta em fase de voo com 
a perna esquerda flexionada atrás, braço esquerdo flexionado à frente do corpo, braço direito flexionado atrás corpo. Perna direita flexionada, 
já com o pé direito apontando para o solo. Posição seis: Atleta em fase de voo com a perna esquerda flexionada atrás, braço esquerdo flexio-
nado à frente do corpo, braço direito flexionado ao lado do corpo. Perna direita estendida à frente, já em posição para o pé direito tocar o solo.
Fase de apoio: posição sete - atleta finalizando a fase de voo com a perna esquerda totalmente flexionada atrás, braço esquerdo flexionado 
ao lado do corpo, braço direito flexionado ao lado do corpo também. Perna direita estendida à frente, pronta para o toque com o solo. Posição 
oito: Atleta já em fase de apoio, onde a perna direita estendida toca o solo, com a perna esquerda totalmente flexionada ao lado do corpo, com 
o joelho apontando para o solo, braço esquerdo flexionado ao lado do corpo, braço direito flexionado à frente. Posição nove: Atleta com a perna 
direita estendida tocando o solo, braço esquerdo flexionado ao lado do corpo, braço direito flexionado à frente. Perna esquerda ainda flexionada 
agora com o joelho apontando para frente, para repetir o processo de passada.
Figura 37 – Corridas de resistência / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2000).
Perceba como o atleta realiza movimento com o tronco 
ereto, e realiza a passada alternando as pernas no mo-
vimento cíclico de elevação do joelho com a perna da 
frente, enquanto a perna de trás empurra o solo com pé 
impulsionando o corpo no deslocamento.
As corridas de meia e longa distância também contam 
com as duas fases mencionadas. Na fase de apoio, à frente, 
há a desaceleração do movimento contínuo do corpo, que 
deve ser minimizado por um apoio rápido e ativo do terço 
anterior do pé, no solo. Durante essa fase do passo, a ener-
gia é poupada nos músculos enquanto a perna se flexiona 
para absorver o impacto. Este processo é conhecido como 
amortização. A fase de impulsão tem a função de acelerar 
o corpo. O objetivo desta fase é exercer a maior força pos-
sível contra o solo num menor espaço de tempo possível: a 
força é produzida pela contração muscular e pela liberação 
de energia acumulada no momento da extensão de todas 
as articulações do tornozelo, joelho e quadril – em combi-
nação com uma ação de balanço ativo da perna contrária e 
uma ação dinâmica e coordenada dos braços.
 77
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
 A estrutura da passada nas corridas de meio-fundo 
e fundo, é similar à passada das corridas de velocidade 
com as seguintes diferenças:
• O apoio do pé no solo varia conforme o ritmo 
da corrida.
• A perna livre balança à frente com o ângulo do 
joelho bem aberto. A parte de baixo da perna pa-
ralela ao solo.
• A extensão da perna de impulso pode ser com-
pleta nas corridas de meio-fundo ou incompleta 
no fundo.
• A subida do joelho à frente é menos acentuada.
• O movimento dos braços é menos acentuado 
podendo haver uma ligeira extensão do cotovelo.
Observe a seguir os exemplos de movimentos de como 
treinar a técnica da corrida por meio de alguns exercícios.
O ensino da técnica de corrida é introduzido a partir 
de habilidades que estão relacionadas com os exercícios 
de coordenação de corrida de velocidade. Como não há 
uma forma pedagógica de treinar todos os movimentos 
ao mesmo tempo, são utilizados exercícios com foco nos 
aspectos específicos. Os objetivos desses exercícios são:
• Melhorar a velocidade de reação.
• Aumentar a frequência da passada. 
• Aumentar a amplitude da passada.
Estas características podem ser melhoradas por meio de 
exercícios condicionantes, cujos objetivos são:
• Melhorar a ação do pé de apoio, que deve ser rá-
pido. 
• Executar a extensão total das articulações do tor-
nozelo, do joelho e do quadril.
• Realizar a ação dinâmica e descontraída dos braços. 
• Manter a posição do tronco proporcional à velo-
cidade da corrida.
Os exercícios condicionantes devem fazer parte de 
quase todas as práticas das corridas. Eles são denomina-
dos de exercícios básicos de coordenação. 
Descrição da Imagem há duas figuras em preto e branco, com um atleta realizando exercícios técnicos diferentes - “a” e “b”.
Imagem “A” – Duas posições
Posição um: O atleta está com a perna direita tocando o solo em meia ponta, enquanto a perna esquerda é flexionada atrás, fazendo com que 
o calcanhar toque o bumbum. Braço esquerdo flexionado atrás. Braço direito flexionado à frente.
Posição dois: O atleta está com a perna esquerda tocando o solo em meia ponta, enquanto a perna direita é flexionada atrás, fazendo com que 
o calcanhar toque o bumbum. Braço direito flexionado atrás. Braço esquerdo flexionado à frente.
Imagem “B” – Duas posições
Posição um: O atleta está com a perna direita tocando o solo, enquanto a perna esquerda é semi flexionada à frente, como se fosse elevar o 
joelho para dar o passo, levantando minimamente o pé do chão. Braço direito flexionado à frente. Braço esquerdo flexionado atrás.
Posição dois: O atleta está com a esquerda direita tocando o solo, enquanto a perna direita é semi flexionada à frente, como se fosse elevar o 
joelho para dar o passo, levantando minimamente o pé do chão. Braço direito flexionado atrás. Braço esquerdo flexionado à frente.
Figura 38 – Exercícios técnicos condicionantes das corridas de velocidade: (a) calcanhar atrás; (b) elevação baixa do joelho. 
Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2000).
BA
78 
 
C
Descrição da Imagem figura em preto e branco - “C”, mostra 
o atleta realizando um exercício condicionante de elevação do 
joelho em duas posições.
Posição um: O atleta está com a perna direita tocando o solo, 
enquanto a perna esquerda é flexionada à frente e acima, ele-
vando o joelho até a altura do quadril, formando um ângulo reto 
com o mesmo. Braço direito flexionado à frente. Braço esquerdo 
flexionado atrás.
Posição dois: O atleta está com a perna esquerda tocando o solo, 
enquanto a perna direita é flexionada à frente e acima, elevando 
o joelho até a altura do quadril, formando um ângulo reto com 
o mesmo. Braço esquerdo flexionado à frente. Braço direito fle-
xionado atrás.
Figura 39 – Exercícios técnicos condicionantes das corridas de 
velocidade: (c) Elevação alta do joelho. 
Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2000).
Descrição da Imagem a figura em preto e branco, mostra um atleta realizando um exercício condicionante de elevação do joelho numa se-
quência de 06 posições.
Posição um: O atleta está apoiado na perna direita (estendida) tocando o solo, perna esquerda flexionada à frente com o joelho apontando para 
frente. Braço direito flexionado à frente. Braço esquerdo flexionado atrás.
Posição dois: O atleta está apoiado na perna direita (estendida) tocando o solo em meia ponta, agora a perna esquerda flexionada à frente está 
com o joelho acima da linha do quadril, apontando para cima. Braço direito flexionado à frente. Braço esquerdo flexionado atrás.
Posição três: O atleta está apoiado na perna direita (estendida) tocando o solo em meia ponta, um pouco inclinada para frente. Perna esquerda 
totalmente estendida à frente na altura da linha do quadril. Braço direito flexionado à frente. Braço esquerdo flexionado atrás.
Posição quatro: O atleta está apoiado na perna direita (estendida) tocando o solo em meia ponta, um pouco inclinada para frente. Perna esquerda 
totalmente estendida à frente agora já apontada para o solo. Braço direito flexionado à frente. Braço esquerdo flexionado atrás.
Posição cinco: O atleta está apoiado na perna direita (não totalmente estendida) tocando o solo em meia ponta, um pouco inclinada para frente. 
Perna esquerda totalmente estendida à frente, quase tocando o solo.Braço direito flexionado à frente. Braço esquerdo flexionado atrás.
Posição seis: O atleta está apoiado na perna esquerda (estendida) tocando o solo em meia ponta. Perna direita semi flexionada, tirando mini-
mamente o pé direito do solo. Braço direito flexionado ao lado do corpo. Braço esquerdo flexionado à frente.
Figura 40 – Exercícios técnicos condicionantes das corridas de velocidade: elevação do joelho com extensão da perna oposta (chute).
Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2000).
 79
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Observação importante: todos os exercícios devem 
ser feitos de forma dinâmica e com deslocamento linear.
Carga: três repetições 20 - 30 min. com intervalo 
de 45s.
Nas provas de corrida a distribuição dos atletas nas 
raias é feita por Balizamentos, existem nas competições 
de atletismo vários tipos de balizamentos. 
• Balizamento Total: quando o atleta deve começar 
o trajeto de sua prova e ir até o seu fim na raia distri-
buída a ele, não podendo abandoná-la em nenhum 
momento da corrida (prova de 100 e 200 metros); 
• Balizamento Parcial: nele o atleta realizará o 
início do percurso da prova na raia que lhe foi 
designada até uma determinada distância, po-
dendo abandoná-la e realizar o restante do per-
curso na raia que se sentir mais à vontade para 
fazê-lo (prova de 800 e 4X400 metros); 
• Balizamento Livre: neste tipo de balizamento 
não existe a determinação de uma raia para cada 
atleta, cada um é livre para encontrar um espaço 
na pista em que se sinta à vontade para realizar 
a corrida da distância descrita pela prova (prova 
de 3000 com obstáculo e 5000 metros).
Temos ainda a organização dos atletas nas raias por Es-
calonamento, que consiste no posicionamento dos atle-
tas dentro da pista, dispostos um de frente para o outro, 
cada qual em sua raia nas provas com balizamento total 
(com distância de 7,22 metros entre uma e outra raia), 
para contrabalançar as provas em que são realizados tra-
jetos com curvas. Percorrendo essa distância, os atletas 
que se deslocam por fora da pista na raia externa, corre-
rão à mesma distância dos demais atletas.
A variação da velocidade tem sido muito estudada, 
a capacidade da velocidade pode ser classificada em seis 
formas diferentes (Grosser, 1992):
• Velocidade de reação: é a capacidade de res-
ponder com uma ação no menor tempo frente 
a um estímulo;
• Velocidade de movimento (ação): é a capa-
cidade de realizar movimentos acíclicos (movi-
mentos únicos) com velocidade máxima, frente 
a resistências baixas;
• Velocidade freqüencial: é a capacidade de rea-
lizar movimentos cíclicos com velocidade máxi-
ma, frente a resistências baixas;
• Força-velocidade (força-explosiva): é a capa-
cidade de proporcionar o máximo impulso de 
força possível, frente a uma resistência durante 
um tempo estabelecido, ou seja, uma força efe-
tuada no menor tempo possível, causada pela 
velocidade de contração da musculatura.
• Resistência de força-explosiva: é a capacidade 
de resistência frente à diminuição da velocidade 
causada pelo cansaço, quando as velocidades de 
contração são máximas em movimentos acícli-
cos, diante as resistências maiores;
• Resistência de velocidade máxima: é a capa-
cidade de resistir frente à diminuição da velo-
cidade causada pelo cansaço, em caso de mo-
vimentos cíclicos de velocidades de contrações 
máximas.
Devido à importância desta capacidade para a prática 
esportiva, métodos e normativas de treinamentos para 
as formas da velocidade são de relevância para análise e 
elaboração de programas de treinamento.
80 
 
A maratona atlética, é dos desafios mais antigos, há 
algum tempo atrás era entendida como uma das pro-
vas esportivas mais exaustivas. Segundo Lefevre (2003, 
p.163) , 
Algumas modalidades específicas têm ocupado 
um lugar de destaque nas três últimas décadas 
do século XX no que tange à discussão a respeito 
da busca e transcendência de limites: nos anos 
1970, a corrida de maratona, nos anos 1980, o 
Ironman e, nos anos 1990, a corrida de aventu-
ra. Cada uma delas, no seu tempo, representou o 
esforço máximo que um ser humano podia des-
pender na busca do limite, ganhando a condição 
da prova de maior desgaste físico para o atleta, 
testando o limite do esforço físico e mental .
A prova da maratona pode ser entendida como a maior 
prova do programa olímpico. Essa prova tem sido compre-
endida como uma prova longa e muito exaustiva. Segundo 
o pai das Olimpíadas Modernas, o barão Pierre de Couber-
tin, “o que importa nos Jogos Olímpicos não é vencer, e sim 
participar. O que importa na vida não é o triunfo, e sim a 
luta” (COUBERTIN apud LEFEBRE, 2003, p.37).
As provas combinadas são um conjunto de provas 
de atletismo que são realizadas por 1 ou 2 dias seguidos de 
provas, em que as capacidades físicas do atleta são postas 
à prova exigindo que ele tenha treinado e esteja preparado 
para a variedade de provas os quais esse inscreveu-se. No 
conjunto das provas combinadas o atleta precisa ter desen-
volvido a resistência, a força e a velocidade.
A variação da velocidade está diretamente relacionada a uma estratégia de corri-
da específica para aquele atleta e para aquela prova, portanto estamos ofertando 
aqui a leitura de um trabalho de monografia escrito com objetivo de abordar 
esse estudo sobre as estratégias a serem traçadas para atender as situações de 
corrida de meia e longa duração. Esse trabalho deve ser orientado pelo professor/
treinador com o objetivo de melhorar o desempenho do atleta/aluno em cada 
prova de forma específica, assim, conhecendo diferentes estratégias é possível 
ter um atleta mais versátil em diferentes competições. 
Para acessar, use seu leitor de QR Code.
Temos ainda outra prova muito tradicional no atletismo que é a maratona, uma prova de resistência que tem desafia-
do atletas em todo o mundo.
 81
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
1ª Decatlo (M,F) Heptalo (F) Octalo (M) Pentatlo (M, F) Tetratlo (M, F)
2ª 100m 100m c/ bar. 100M 100M c/ bar. 100M c/ bar.
3ª S. Distân. S. Altura S. Distân. Altura Peso
4ª Peso Peso Peso Peso S. Distân. 
5ª Altura 200m 400m S. Distânc. 600m. 
6ª 400m S. Distân. 110, c/ bar. 800m -
7ª 110 m c/ bar. Dardo S. Altura - -
8ª Disco 800m Dardo - -
9ª Vara - 1.000m - -
10ª Dardo - - - -
11ª 1.500m - - - -
Quadro 4 - Provas combinadas / Fonte: CBAT (online).
Olá aluno, chegamos na unidade 2 do seu material, peço 
que acesse o QRCODE, onde iremos falar um pouco mais 
sobre o que estudamos na unidade. 
em cada tipo de corrida serão necessários treinos espe-
cíficos para aquele objetivo, tendo em vista que existem 
uma diversidade no correr, cada prova será trabalhada 
em suas especificidades.
Esteja você trabalhando em uma escola, clube ou 
centro esportivo, faz-se necessário que tenha uma visão 
sobre o correr como um movimento cíclico, porém em 
cada prova teremos uma forma própria, com saídas es-
pecíficas, com ou sem escalonamentos na pista, enfim 
são muitas particularidades na diversidade de faces que 
a corrida tem no atletismo.
Aproveito o espaço de conhecimento gerado neste 
livro e nesta disciplina para você, que proporciona o seu 
crescimento profissional e a sua capacitação em diversas 
áreas de conhecimento, para levá-lo a uma boa área de 
atuação profissional dentro desse esporte, que é atuar 
como árbitro de atletismo, existem cursos de formação 
em arbitragem para a atuação em competições de ori-
gem diversas em todo o Brasil. Procure o órgão respon-
sável mais próximo de onde você mora. Fica a dica!
Agora que você já pôde conhecer sobre a diversidade de 
tipos de corridas, as especificidades de cada uma delas, 
podemos repensar as situações propostas no início desta 
unidade. O ato de correr é compreendido de forma físi-
ca, mecânica, biológica, anatômica e fisiologicamente e 
precisa ser ensinado, treinado, buscando entender que 
82 
atividades de estudo
Ao fim dessa unidade 2 com o estudo e o aprendizado dos conceitos e das definições, bem como as técnicas, 
os processos pedagógicos, os exercíciose outras informações importantes sobre a corrida, espero que você 
tenha adquirido conhecimentos suficientes para a aplicação teórica e prática de todos os assuntos abordados 
até aqui. Tanto a teoria quanto a prática são importantes para o processo de ensino-aprendizagem, por isso, é 
necessário o bom entendimento de todas as informações contidas nesta unidade. Para auxiliar na assimilação 
dos conteúdos, crie um mapa conceitual para ajudá-lo (a) a rever o conhecimento dessa unidade organizando 
suas ideias a partir das seguintes palavras chaves. 
Considerações a respeito do movimento de corrida
Classificações das corridas
Escalonamento nas saídas
 Corridas de velocidade, saídas baixas, blocos de partida
 Corridas com barreiras
 Corridas de revezamento
 Corridas com obstáculos
Maratona
Marcha atlética
Provas combinadas
 83
atividades de estudo
Me. Élen Carla da Costa Baraldi
Me. Humberto Garcia de Oliveira
Oportunidades de Aprendizagem
Para continuarmos nossos estudos nesta unidade vamos nos debruçar 
sobre o estudo dos saltos. Vamos perceber de início que existem dois 
tipos de saltos, verticais e horizontais, e em cada um deles, temos 
características diferentes, com fases de vôo próprias, técnicas de queda 
ou finalização, mostrando que para realizar o processo de aprendizagem 
de cada um dos saltos é preciso conhecer a pista onde ele acontece, o 
ponto de partida ou aproximação que requer uma aceleração/corrida 
com o objetivo de adquirir um impulso, seguido de uma fase de vôo 
para encerrar com a queda. Veremos também que são necessários 
alguns materiais como o sarrafo, o colchão e a vara para que o salto 
aconteça de forma particularizada.
OS SALTOS NO ATLETISMO
unidade 
III
86 
 
Quando falamos de saltos estamos agindo claramente 
com a força da gravidade, e já vimos na primeira unidade 
do nosso material como as leis da física devem fazer par-
te do nosso campo de estudo como estudiosos do movi-
mento humano, que somos como profissionais da educa-
ção física. Você já pensou que os saltos não estão presentes 
somente no atletismo? Eles também são encontrados nos 
saltos ornamentais, na ginástica, etc. Mas quais são as 
especificidades dos saltos no atletismo? Você já fez uma 
análise sobre o movimento de saltar? Quais são as forças 
da física que agem sobre o corpo em movimento para o 
salto e que nós precisamos conhecer e dominar para ensi-
nar sua prática e elaborar um treino, por exemplo?
Em cada aula ou treino que dirigimos, estamos 
usando conhecimentos adquiridos ao longo da nossa 
formação acadêmica. Todo conhecimento que adquiri-
mos passa a ser usado em nossa vida em cada função 
que desempenhamos, isso ocorre inconscientemente, 
sem que percebamos. Eu nunca fui atleta, já fui aluna, 
hoje sou professora e mãe. Foram incontáveis as ve-
zes que eu como professora recorri ao conhecimento 
adquirido, mas foram inúmeras também as vezes que 
como mãe, também observei, intervi, ensinei, precisei 
agir preventivamente nas mais diversas realidades que a 
maternidade me proporcionou ao longo desses 15 anos, 
usando conhecimentos que obtive na faculdade. Aqui e 
agora, te desafio a conhecer essa modalidade talvez nova 
e desafiadora pra você, mas que em algum momento fará 
a diferença, tenha certeza disso. O movimento dos saltos 
nos parece algo, de certa forma, distante do nosso dia a 
dia, porém existe no ato de saltar algo que lhe é próprio, é 
como se o homem tivesse asas por alguns segundos. Essa 
 87
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
beleza presente nos saltos é ao mesmo tempo um impulso desafiador para que cada um que os conheça, estude e faça 
uma tentativa de vivenciá-lo na prática. Vamos nessa?
Proponho que você faça uma rápida pesquisa sobre os tipos de salto do atletismo e preencha a nossa tabela abaixo.
Nome do salto Local onde é realizado Uso ou não de material Direção do salto
Quadro 1: Tipos de saltos
88 
 
Agora compare-os, procure destacar quais as dificuldades para ensinar cada um deles, registre no seu diário de bordo.
Salto Dificuldade para ensinar/aprender
Quadro 2: Saltos e dificuldades
Descrição da 
Imagem: Na fo-
tografia apare-
cem duas crian-
ças, um menino 
e uma menina, 
saltando na água 
de um rio, ambos 
com os braços 
abertos, o meni-
no com as pernas 
abertas à frente 
do corpo e a me-
nina com as per-
nas flexionadas 
para trás, ainda 
em fase aérea. É 
possível visualizar 
um píer e árvores 
ao fundo.
Figura 1: Salto
O salto, como o vemos na figura acima, é um movimento humano usado em muitas atividades da vida moderna. Ele está 
sempre presente em relação à prática de atividades físicas, seja em escolas ou em espaços de academia, em clubes, praças 
etc., e também graças à grande popularização dos treinos funcionais. Como já foi discutido anteriormente, na Unidade 
 89
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
1, sabemos que o gesto motor de saltar tecnicamente, tal 
como o conhecemos hoje, é o resultado de uma constru-
ção histórica e cultural do ser humano, que, inicialmente, 
adquiriu um significado ligado à sobrevivência e foi mo-
dificando-se de acordo com a construção da vida humana 
até chegarmos ao salto do atletismo, um movimento tec-
nicamente estudado, pensado e treinado com o objetivo 
de, cada vez mais, romper recordes já alcançados.
Do ponto de vista da teoria de David Gallahue e de 
John C. Ozmuz (2005), o saltar é um movimento loco-
motor fundamental, que pode ser considerado a exten-
são da corrida, o qual exige equilíbrio dinâmico e está-
tico e, para que ele seja executado com precisão, faz-se 
necessário o bom desempenho no movimento de correr. 
O padrão motor de um salto vertical de um indivíduo 
nos dá subsídios importantes sobre como identificar o 
seu desenvolvimento motor para oferecer uma “tarefa” 
adequada às suas necessidades reais.
A capacidade motora de saltar pode ser aprendida 
por qualquer pessoa mediante a periodização de exercí-
cios que dê preferência às qualidades físicas necessárias 
a esse movimento, mais especificamente, a força de im-
pulsão, sempre precedida de uma boa velocidade.
Os saltos, em geral, são divididos em quatro fases: 
corrida (antecede e prepara o salto), impulsão, sus-
pensão (fase aérea) e queda. Com algumas particulari-
dades, o salto com vara tem algumas adaptações para o 
uso do implemento (vara). Porém, no salto triplo, temos 
a mesma sequência feita por três vezes consecutivas.
A fase de corrida: deve-se alcançar uma velocidade 
submáxima horizontal. Isto é, muito próximo da velocidade 
máxima do saltador. No salto em altura, a velocidade hori-
zontal tem importância menor no resultado final. Uma óti-
ma corrida para os saltos deve ser rápida, controlada, exata 
e consistente – e deve preparar para uma impulsão potente.
A fase de impulsão: esta fase é determinante e fun-
damental para todos os saltos, pois define a altura do 
centro de gravidade e a trajetória do corpo do saltador. 
Os objetivos, nessa fase, são:
• Certificar-se que o seu centro de gravidade esteja 
o mais alto possível no momento da impulsão.
• Maximizar a velocidade vertical à horizontal al-
cançada na corrida que precede o salto.
• Realizar impulsão no ângulo ideal para os saltos.
Lembrando que todos estes pontos dependem da prova 
que o saltador está realizando (em distância, em altura, 
triplo e com vara) e também da técnica que ele utiliza-
rá em cada uma das provas. Para uma impulsão efetiva, 
o saltador deverá manter-se com o centro de gravidade 
alto, o pé, no momento da impulsão, deverá ser rápido 
na batida, o joelho da perna livre deverá manter-se alto, 
e as articulações do tornozelo, do joelho e do quadril de-
verão estar em extensão completa (LOHMANN, 2011). 
A fase de suspensão: nesta fase, para os saltos 
horizontais (em distância e triplo), o saltador deve-
rá evitar a redução da distância do tamanho do salto 
e deve preparar-se para a queda. Nos saltos verticais 
(em altura e com vara), o saltador deverá evitar a 
redução da altura do percurso para assegurar a boa 
transposiçãoda barra. Já no salto com vara, ele deve-
rá aumentar o tempo de ascensão vertical, proporcio-
nado pelo auxílio do instrumento.
A fase de queda: nesta fase, para os saltos horizon-
tais, o saltador deverá minimizar a distância do contato 
inicial dos pés com o solo. Já no salto triplo, cada queda 
de cada salto é utilizada como transição para o salto se-
guinte. Nos saltos verticais, a queda deverá ser utilizada 
de forma segura para evitar lesões.
Temos quatro modalidades de salto: salto em dis-
tância, salto triplo, salto em altura e salto com vara.
90 
 
Descrição da Imagem: figura preto e branco, mostra um atleta realizando o salto triplo em vista lateral, numa sequência de 18 posições. Atleta 
está com a perna direita destacada com uma cor diferente, para melhor visualização.
Posição um: o atleta está em fase de corrida máxima. Com a perna direita estendida, tocando o solo em meia ponta. Perna esquerda flexionada 
à frente. Braço direito flexionado à frente do corpo e braço esquerdo atrás. Cabeça voltada à frente
Posição dois: O atleta, está com a perna direita flexionada atrás, perna direita semiflexionada à frente, quase tocando o chão, braços flexionados, 
o direito à frente e o esquerdo atrás. Cabeça voltada à frente.
Posição três: Ainda com a cabeça voltada à frente, o atleta encosta a perna esquerda no chão semiflexionada e a perna direita está totalmente 
flexionada atrás. Braços ao lado do corpo, em trajetórias opostas.
Posição quatro: Aqui, a perna direita que estava flexionada atrás do corpo, agora, é flexionada à frente, direciona o atleta para cima e para frente. 
A perna esquerda auxilia nesse processo estendendo-se para impulsionar o movimento. Braços flexionados, direito atrás e esquerdo à frente.
Posição cinco: Já em fase de voo, o atleta tem as pernas flexionadas, com a direita à frente e a esquerda atrás. Braços também flexionados, direito 
atrás e esquerdo à frente. Cabeça voltada à frente.
Posição seis: Nessa posição, o atleta começa a realizar o movimento de troca de pernas, para que a perna esquerda toque novamente o chão, 
fazendo um “passo no ar”. Então a perna esquerda é totalmente flexionada e se posiciona ao lado do corpo. A perna direita é estendida abaixo em 
um movimento de frente para trás. Os braços estão abertos e semi flexionados para dar sustentação ao movimento. Cabeça voltada para frente.
Posição sete: Aqui o atleta já fez a troca de pernas e está com a perna esquerda à frente pronta para o trajeto em direção ao solo. A perna direita 
está semiflexionada atrás. Braços semi flexionados atrás e cabeça voltada para frente.
Posição oito: Nessa parte a perna esquerda já toca o solo. A perna direita flexionada atrás, vem em uma direção de trás para frente, os braços 
ainda estão semi flexionados atrás e cabeça voltada para frente.
Posição nove: Aqui ocorre a passagem da perna direita de trás para frente flexionada. Perna esquerda estendida tocando o solo. Braços semi 
flexionados a frente e cabeça voltada para frente.
Posição dez: Essa posição é onde o corpo é impulsionado para cima e para frente pela perna esquerda, a perna direita está flexionada à frente. 
Braços flexionados à frente e cabeça voltada para frente.
Posição onze: Já em fase de voo, o atleta tem as pernas flexionadas, com a direita à frente e a esquerda atrás. Braços estendidos à frente. Cabeça 
voltada à frente.
Posição doze: Aqui o atleta está com a perna direita à frente pronta para o trajeto em direção ao solo. A perna esquerda está semiflexionada 
atrás. Braços semi flexionados esquerdo na lateral e acima da cabeça e braço direito atrás. Cabeça voltada para frente.
Posição treze: O atleta, está com a perna esquerda flexionada atrás, perna direita já tocando o solo, braços flexionados, o esquerdo à frente e 
o direito atrás. Cabeça voltada à frente.
Posição quatorze: Aqui, a perna esquerda que estava flexionada atrás do corpo, agora, é flexionada à frente, direcionando o atleta para cima e 
para frente. A perna direita auxilia nesse processo estendendo-se para impulsionar o movimento. Braços flexionados, esquerdo atrás e direito 
à frente. Cabeça voltada à frente.
Posição quinze: Aqui o atleta tem os braços estendidos acima da cabeça, para auxiliar no impulso para cima, perna esquerda flexionada para 
cima e para frente. Perna direita estendida atrás.
Posição dezesseis: Nessa posição o atleta flexiona o tronco para frente e, com as pernas juntas, flexionadas à frente, traz os braços à frente do 
corpo, ainda estendidos, para realizar o pouso.
Posição dezessete: O atleta está com as pernas ainda juntas, porém agora semiflexionadas à frente, já tocando o solo. O tronco ainda semi 
flexionado à frente, Braços para trás e flexionados.
Posição dezoito: O atleta já toca o chão tendo que flexionar totalmente os joelhos, a fim de ficar como “agachado” tombando o corpo para o lado 
direito. Braço esquerdo estendido acima da cabeça e o direito flexionado à frente
Figura 2 - Salto triplo / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
 91
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Os saltos podem ser aprendidos por pessoas de diferen-
tes idades e condições físicas, com variações de graus de 
dificuldades, alturas e distâncias. O que faz uma pessoa 
sentir-se estimulada a praticar o atletismo é a caracterís-
tica que ele tem de ser um esporte desafiador para cada 
ser humano. Assim, o professor/treinador deve organizar 
uma prática que leve em consideração as idades biológi-
cas, físicas e psicológicas de cada grupo atendido, como foi 
abordado na Unidade 1 no tópico sobre o desenvolvimen-
to humano e as suas fases motoras de aprendizagem. Este 
ponto merece importância na organização de exercícios 
e de atividades a serem aplicadas para que, por meio do 
seu trabalho como profissional de Educação Física, esse 
esporte possa ser cada vez mais praticado e difundido.
O salto é uma das modalidades mais antigas presentes no atletismo. Os primeiros documentos conhecidos são dos 
Jogos da Antiguidade: um registro de 656 a. C. diz que um atleta chamado Chionis, de Esparta, teria saltado 7,05 m. 
Esta marca só foi igualada em 1884, pelo irlandês John Lane, isto é, 2.530 anos depois. Se verdadeira, esta é a primeira 
notícia de um recorde atlético quando comparada aos registros modernos.
O salto dos gregos se diferencia muito da prova dos nossos dias. Eles usavam, durante o salto, uma espécie de halteres 
de pedra nas mãos, acreditando que, assim, obteriam uma distância maior – conhecido em outros tempos como “salto em 
extensão” –. Entretanto, de acordo com a regra oficial número 185, a denominação é “salto em distância” (CBAt, 2013).
Descrição da Imagem: a figura apresenta a vista lateral de um atleta realizando o movimento de queda na caixa de areia, em cinco posições. 
O atleta faz o trajeto da direita para a esquerda. 
Posição um: A perna esquerda tocando o solo, impulsiona o atleta para cima e para frente. Perna direita flexionada à frente. Braço esquerdo à 
frente e direito atrás, ambos flexionados. Cabeça voltada à frente.
Posição dois: O atleta em fase de voo, flexiona a perna esquerda atrás e a direita à frente. Braços semi flexionados, o esquerdo atrás e o direito 
à frente.
Posição três: Aqui o atleta tem os braços estendidos acima da cabeça, para auxiliar no impulso para cima, perna esquerda flexionada para trás. 
Perna direita estendida à frente.
Posição quatro: Nessa posição o atleta flexiona o tronco para frente e, com as pernas juntas e estendidas à frente, traz os braços para trás, ainda 
estendidos, para realizar o pouso.
Posição cinco: O atleta quase toca o chão tendo que semi flexionar os joelhos preparando-se para tocar o solo. Braços semi flexionados à frente 
do corpo para dar sustentação.
Figura 3 - Queda na caixa de areia
92 
 
Vamos então às fases do salto: corrida, impulsão, 
suspensão e queda. Na corrida, o saltador deverá acele-
rar até a uma velocidade próxima da máxima, sem per-
der o controle da técnica – esta deverá ser proporcional 
à capacidade de transferência para a impulsão–. Na im-
pulsão, ele deverá gerar velocidade vertical sem perder 
velocidade horizontal. Na suspensão, o saltador prepara 
a queda e poderá utilizar uma das técnicas proporcio-
nadas pelo salto. Na queda, o saltador deverá estender 
ao máximo ambas as pernas, maximizando a distância e 
evitando cair para trás, a fim de não diminuir a distância 
do salto. O objetivo da corrida é o de atingir uma veloci-
dade próxima do máximo para o salto.
Deverá ter uma distância que poderá variar de 15 a 
35 m. A técnica é semelhante à da corrida de velocidade 
e deverá aumentar progressivamente até a impulsão.
Descrição da Imagem a figura em preto e branco, mostra um atleta correndo para realizar um salto em vista lateral, demonstrando em uma 
sequência de posições. O atleta tem a perna direita sinalizada com a cor preta para melhor visualização do movimento.
Posição um: Nessa posição a atleta está iniciando a impulsão, onde tem a perna direita flexionada à frente, direcionando-a para cima e para frente. 
A perna esquerda auxilia nesse processo estendendo-se para impulsionar o movimento. Braços flexionados, direito atrás e esquerdo à frente.
Posição dois: Aqui a atleta está com a perna direita tocando o solo e a perna esquerda se flexiona ao lado do corpo para ser passada à frente. 
Braços flexionados ao lado do corpo.
Posição três: Perna direita encostada ao solo em meia ponta impulsionando a atleta para cima e para frente. Perna direita semiflexionada à 
frente. Braço direito flexionado à frente e o esquerdo atrás.
Posição quatro: Em fase de voo, os braços estão flexionados, esquerdo atrás e direito à frente. A perna direita está semiflexionada atrás e a perna 
esquerda estendida à frente com uma seta indicando uma trajetória de cima para baixo. Ou seja, do ar para o solo.
Posição cinco: A perna esquerda, como a seta indicou, está com o pé tocando totalmente o solo. A perna direita está flexionada atrás e os braços 
estão semi flexionados, direito ao lado do corpo e esquerdo à frente.
Figura 4 – Mecânica da corrida para o salto em distância / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
O objetivo na impulsão é ganhar velocidade vertical sem perder a velocidade da corrida. O pé deverá fazer um con-
tato rápido e ativo com o solo, sendo tracionado rapidamente para trás (1). O tempo de contato com o solo, neste 
momento, deve ser mínimo, com uma flexão mínima do joelho (da perna de impulsão). O saltador deverá estender 
totalmente a perna por meio de todas as suas articulações. A perna livre deverá ser elevada rapidamente para cima (2).
 93
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
O objetivo da suspensão é se preparar para uma queda eficiente. A técnica mais utilizada para a formação ou o apren-
dizado inicial é a técnica de passada. As características técnicas desta fase são as seguintes: a perna livre é mantida na 
posição obtida na fase de impulsão. A posição do tronco deve ser ereta na maior parte do tempo. A perna de impulsão 
deverá estar em constante movimento na maior parte dessa fase. Esta perna deverá se flexionar e ser direcionada para 
frente e para cima, próximo do final da fase de suspensão. Ambas as pernas devem se estender no final da fase de 
suspensão, antes da queda.
Descrição da Imagem a figura em preto e branco, mostra um atleta realizando a fase de impulsão para o salto em distância em vista lateral, 
com uma sequência de 04 posições. Atleta tem a perna direita sinalizada com a cor preta para melhor visualização do movimento.
Posição um: Em fase de voo, os braços estão flexionados, esquerdo atrás e direito à frente. A perna direita está semiflexionada atrás e a perna 
esquerda estendida à frente com uma seta indicando uma trajetória de cima para baixo. Ou seja, do ar para o solo. O número UM acompanha 
esse movimento indicando o primeiro movimento do exercício.
Posição dois: A perna esquerda, como a seta indicou, está com o pé tocando totalmente o solo. A perna direita está flexionada atrás e os braços 
estão semi flexionados, direito ao lado do corpo e esquerdo à frente.
Posição três: Aqui a atleta está com a perna esquerda tocando o solo e a perna direita se flexiona ao lado do corpo para ser passada à frente. 
Braço direito estendido ao lado do corpo e o braço esquerdo flexionado à frente.
Posição quatro: Nessa posição a atleta está com braço direito estendido atrás e esquerdo flexionado à frente. Agora, iniciando a impulsão, onde 
tem a perna direita flexionada à frente, direcionando-a para cima e para frente com uma seta na perna direita indicando a direção (para cima). 
A perna esquerda auxilia nesse processo estendendo-se para impulsionar o movimento. Há o número dois, indicando o segundo movimento 
do exercício.
Figura 5 – Fase de impulsão do salto em distância / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
94 
 
O objetivo da queda desta fase é minimizar a perda da distância do salto. As características técnicas desta fase nos 
mostram que as pernas deverão estar em completa extensão, o tronco deverá ser inclinado para frente e os braços 
devem ser puxados para trás, sendo que o quadril deve ser empurrado para frente, em direção ao ponto de contato 
com o solo.
Veja, caro(a) aluno(a), a sequência completa do salto em distância:
Descrição da Imagem a figura em preto e branco, mostra um atleta realizando um salto em distância, na fase de suspensão, com vista lateral, 
o movimento é apresentado em sequência com 7 posições. O atleta tem a perna direita sinalizada com a cor preta para melhor visualização do 
movimento.
Posição um: Aqui, a perna direita é flexionada à frente, direcionando o atleta para cima e para frente. A perna esquerda auxilia nesse processo 
estendendo-se para impulsionar o movimento. Braços flexionados, direito atrás e esquerdo à frente. Cabeça voltada à frente.
Posição dois: Aqui o atleta está em fase de voo e tem os braços estendidos para os lados, perna direita semiflexionada para cima e para frente. 
Perna esquerda semiflexionada atrás. Cabeça voltada à frente.
Posição três: Aqui o atleta ainda está em fase de voo e tem os braços estendidos para cima (acima da cabeça), perna direita semiflexionada para 
cima e para frente. Perna esquerda semiflexionada atrás. Cabeça voltada à frente.
Posição quatro: Aqui o atleta continua em fase de voo, com os braços estendidos para cima, perna direita estendida e frente. Perna esquerda 
flexionada ao lado do corpo, em uma trajetória para frente. Cabeça voltada à frente.
Posição cinco: Nessa posição o atleta flexiona o tronco para frente e, com as pernas juntas, semiflexionadas à frente, traz os braços ao lado do 
corpo, ainda estendidos, para realizar o pouso. Cabeça voltada à frente.
Posição seis: O atleta está com as pernas ainda juntas, semiflexionadas à frente. O tronco agora está totalmente flexionado à frente, Braços para 
trás e totalmente estendidos. Cabeça voltada à frente.
Posição sete: O atleta está com as pernas ainda juntas, porém agora semiflexionadas à frente, já tocando o solo. O tronco volta para a posição 
semi flexionado à frente, Braços para frente semi flexionados. Cabeça voltada à frente.
Figura 6 – Fase de suspensão do salto em distância / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
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 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Descrição da Imagem a fotografia mostra uma atleta realizando um salto em distância com vista lateral com uma sequência de 16 posições. São fotos 
reais de uma atleta – Uniforme Azul.
Posição um: Em fase de voo, a atleta tem a perna esquerda estendida atrás, perna direita flexionada em um ângulo reto à frente. Braços flexionados, 
direito atrás e esquerdo à frente.
Posição dois: Perna direita atrás finalizando o toque no solo com a ponta dos pés, a perna esquerda já à frente flexionada. Braço direito flexionado à 
frente e o esquerdo atrás.
Posição três: Pernas flexionadas em um ângulo reto, esquerda à frente e direita atrás. Braços alternados às pernas.
Posição quatro: Perna direita flexionada atrás, perna esquerda semiflexionada à frente em direção ao toque do pé no solo., Braço direito aindaà frente 
do corpo e braço esquerdo atrás, buscando alternância.
Posição cinco: Perna esquerda toca o solo, semiflexionada, enquanto a direita ainda flexionada se posiciona ao lado do corpo, buscando a trajetória de 
trás para frente. Braço direito semiflexionado ao lado do corpo, braço esquerdo flexionado à frente do corpo.
Posição seis: A atleta tem a perna direita flexionada à frente, perna esquerda tocando o solo em meia ponta, está semiflexionada para dar o impulso 
para frente. Braços flexionados, esquerdo à frente e direito atrás.
Posição sete: Em fase de voo, a perna direita está totalmente estendida à frente em direção ao solo. Perna esquerda está flexionada atrás, assim como 
o braço direito. Braço esquerdo está flexionado à frente.
Posição oito: Essa posição mostra a transição de posições das pernas e braços e o início do salto. Braço direito à frente e flexionado, braço esquerdo 
atrás e flexionado. Perna direita semiflexionada, tocando a tábua de impulsão, perna esquerda ao lado do corpo flexionada e indo em direção à frente.
Posição nove: Aqui a perna direita já está estendida, dando impulso para o corpo. A perna esquerda é flexionada à frente e para cima. Braço direito 
flexionado à frente do corpo e esquerdo atrás.
Posição dez: Já em fase de voo, a atleta tem a perna direita estendida atrás, perna esquerda flexionada em um ângulo quase reto à frente, projetando 
o corpo para cima. Braços flexionados, esquerdo atrás e direito à frente.
Posição onze: Em fase de voo, a perna direita está flexionada atrás, a perna esquerda semiflexionada à frente. Braço direito estendido ao lado do corpo 
e esquerdo estendido na diagonal para trás. Corpo minimamente inclinado para trás.
Posição doze: Em fase de voo e com o corpo inclinado para trás, a perna esquerda está estendida em uma trajetória de frente para trás. Braço direito 
estendido ao lado do corpo e esquerdo estendido na diagonal para trás.
Posição treze: Ainda em fase de voo e com o corpo inclinado para trás, os braços estão estendidos para cima e para trás. As pernas estão juntas e 
flexionadas atrás do corpo.
Posição quatorze: A fase de voo permanece. O corpo já não está inclinado para trás, os braços estão estendidos à frente e para cima. As pernas estão 
juntas e flexionadas em um ângulo reto para frente.
Posição quinze: Nessa última posição da fase de voo, o corpo é totalmente inclinado para frente, pernas juntas e estendidas à frente. Os braços estão 
estendidos à frente quase tocando os pés.
Posição dezesseis: Aqui a atleta consegue realizar a aterrissagem, mantendo os pés juntos, pernas semiflexionadas tocando a areia. Tronco tomba para 
o lado direito e os braços estão estendidos à frente. 
Figura 7 – Salto em distância 
96 
 
A seguir, apresentaremos alguns exercícios técnico-pedagógicos de aprendizado do salto.
Saltos sobre obstáculos
Descrição da Imagem a figura em preto e branco, mostra um aluno realizando um exercício de salto alternado sobre caixotes com vista lateral, 
com uma sequência de movimentos com 9 posições. O atleta possui a perna direita sinalizada com a cor preta para melhor visualização do 
movimento. Na linha de caminhada do atleta, existem dois caixotes para transposição.
Posição um: O atleta está com a perna direita estendida, tocando o solo em meia ponta. Perna esquerda flexionada à frente e acima. Braço 
direito flexionado à frente e esquerdo atrás.
Posição dois: Aqui o atleta está em fase de voo, transpassando o primeiro obstáculo, a perna direita está estendida atrás, perna esquerda ainda 
flexionada à frente. Braço direito flexionado à frente e esquerdo atrás.
Posição três: Perna esquerda já toca o solo, com a perna estendida, enquanto a direita está flexionada atrás. Braço direito flexionado à frente 
e esquerdo atrás.
Posição quatro: Perna direita dá o passo e toca o solo mantendo-se entendida à frente, perna esquerda flexionada atrás pronta para dar o passo. 
Braço esquerdo flexionado à frente e direito atrás.
Posição cinco: Perna esquerda já toca o solo, com a perna estendida, enquanto a direita está flexionada atrás. Braço direito flexionado à frente 
e esquerdo atrás.
Posição seis: Perna direita dá o passo e toca o solo mantendo-se entendida à frente, perna esquerda flexionada atrás pronta para dar o passo. 
Braço esquerdo flexionado à frente e direito atrás.
Posição sete: O atleta está com a perna direita estendida, tocando o solo em meia ponta. Perna esquerda flexionada à frente e acima. Braço 
direito flexionado à frente e esquerdo atrás.
Posição oito: Aqui o atleta está em fase de voo, transpassando o segundo obstáculo, a perna direita está estendida atrás, perna esquerda ainda 
flexionada à frente. Braço direito flexionado à frente e esquerdo atrás.
Posição nove: Perna esquerda já toca o solo, com a perna estendida, enquanto a direita está flexionada atrás. Braço direito flexionado à frente 
e esquerdo atrás.
Figura 8 – Exercício de saltos sobre os caixotes / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
Com uma corrida curta, simular a posição de impulsão.
• Utilizar uma corrida de curta distância.
• A queda é feita na perna contrária àquela do salto.
• Utilizar o ritmo de três passos entre os obstáculos.
• A distância entre os obstáculos é proporcional à capacidade do saltador (4 a 6 m).
• A altura dos obstáculos varia entre 20 e 40 cm.
• Salto da plataforma na areia
 97
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Praticar saltos em uma plataforma procurando aumentar o tempo de suspensão.
• Após uma corrida prévia de cinco a sete passos, realizar o salto na areia.
• Manter a posição de impulsão durante a suspensão.
• A queda deverá ser feita em afastamento anteroposterior (ver Figura 9).
• A altura da plataforma deverá variar entre 10 e 20 cm.
• Salto com queda e afundo
Descrição da Imagem na figura em preto e branco, mostra um atleta realizando um salto em distância caindo na caixa de areia com vista lateral, 
o salto é realizado com uma sequência de 03 posições. O atleta possui a perna direita sinalizada com a cor preta para melhor visualização do 
movimento. Na linha de caminhada do atleta, existe um caixote para transposição e uma caixa de areia para salto, sinalizada na cor cinza, na 
mesma linha do chão.
Posição um: O atleta está em cima do caixote, com a perna esquerda estendida tocando o caixote em meia ponta, perna direita flexionada à 
frente. Braços flexionados, direito atrás e esquerdo à frente.
Posição dois: O atleta está em fase de voo, com a perna esquerda estendida abaixo, perna direita flexionada à frente. Braços flexionados, direito 
atrás e esquerdo à frente.
Posição três: O atleta aterriza no caixa de areia, com as pernas flexionadas, direita à frente e esquerda atrás. Braços estendidos acima e à frente.
Figura 9 – Exercício de salto com perna de impulsão a partir do caixote / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
Descrição da Imagem a figura em preto e branco, mostra um um atleta realizando o salto em distância, com vista lateral, no movimento de 
impulsão sem o caixote. Na figura aparece a caixa de areia, sinalizada na cor cinza na mesma linha do chão, o salto é mostrado em uma sequência 
de 03 posições. O atleta possui a perna direita sinalizada com a cor preta para melhor visualização do movimento. 
Posição um: O atleta está com a perna esquerda estendida tocando o solo em meia ponta, perna direita flexionada à frente. Braços flexionados, 
direito atrás e esquerdo à frente.
Posição dois: O atleta está em fase de voo, com a perna esquerda estendida abaixo, perna direita flexionada à frente. Braços flexionados, direito 
atrás e esquerdo à frente.
Posição três: O atleta está se preparando para aterrissar na caixa de areia, mas ainda em fase de voo, com as pernas flexionadas, direita à frente 
e esquerda atrás. Braços estendidos acima e à frente.
Figura 10 – Exercício de salto com perna de impulsão sem o caixote Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
98 
 
Enfatizar a posição de impulsão e manter a posição na fase de suspensão.
• Após uma corrida de cincoa sete passos, realizar o salto.
• Manter a posição de impulsão durante a suspensão.
• Queda em posição de afundo (ver a Figura 10).
• Praticar a técnica a partir da plataforma
Descrição da Imagem a figura em preto e branco, mostra um atleta realizando o salto sobre o caixote e caindo na areia, com vista lateral, de-
monstrado em sequência de 05 posições. O atleta possui a perna direita sinalizada com a cor preta para melhor visualização do movimento. Na 
linha de caminhada do atleta, existe um caixote para transposição e uma caixa de areia para salto, sinalizada na cor cinza, na mesma linha do chão. 
Posição um: O atleta está em cima do caixote, com a perna esquerda estendida tocando o caixote em meia ponta, perna direita flexionada à 
frente. Braços flexionados, direito atrás e esquerdo à frente.
Posição dois: Aqui o atleta está em fase de voo e tem os braços estendidos para os lados, perna direita semiflexionada para cima e para frente. 
Perna esquerda semiflexionada atrás. Cabeça voltada à frente.
Posição três: Aqui o atleta continua em fase de voo, com os braços estendidos para cima, perna direita estendida e frente. Perna esquerda 
flexionada ao lado do corpo, em uma trajetória para frente. Cabeça voltada à frente.
Posição quatro: Nessa posição o atleta flexiona o tronco para frente e, com as pernas juntas, semiflexionadas à frente, traz os braços ao lado do 
corpo, ainda estendidos, para realizar o pouso. Cabeça voltada à frente.
Posição cinco: O atleta está com as pernas ainda juntas, porém agora semiflexionadas à frente, já tocando o solo (a perna direita já não tem mais 
a marcação de cor diferente). O tronco volta para a posição semi flexionado à frente, Braços para frente semi flexionados. Cabeça voltada à frente.
Figura 11 – Salto com uma das técnicas sobre o caixote / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
Praticar a técnica com impulsão e salto completo.
• Após uma corrida de cinco a sete passos, fazer o salto completo conforme a Figura 12. A queda deverá ser feita 
com os pés paralelos.
• Salto completo com uma breve corrida.
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 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Descrição da Imagem a figura em preto e branco, mostra um atleta realizando um salto em distância caindo na caixa de areia, com vista lateral, 
o movimento é realizado em sequência com 05 posições.O atleta possui a perna direita sinalizada com a cor preta para melhor visualização do 
movimento. Na linha de caminhada do atleta, existe uma caixa de areia para salto, sinalizada na cor cinza, na mesma linha do chão. 
Posição um: O atleta está com a perna esquerda estendida tocando o solo em meia ponta, perna direita flexionada à frente. Braços flexionados, 
direito atrás e esquerdo à frente.
Posição dois: Aqui o atleta está em fase de voo e tem os braços estendidos para os lados, perna direita semiflexionada para cima e para frente. 
Perna esquerda semiflexionada atrás. Cabeça voltada à frente.
Posição três: Aqui o atleta continua em fase de voo, com os braços estendidos para cima, perna direita estendida e frente. Perna esquerda 
flexionada ao lado do corpo, em uma trajetória para frente. Cabeça voltada à frente.
Posição quatro: Nessa posição o atleta flexiona o tronco para frente e, com as pernas juntas, semiflexionadas à frente, traz os braços ao lado do 
corpo, ainda estendidos, para realizar o pouso. Cabeça voltada à frente.
Posição cinco: O atleta está com as pernas ainda juntas, porém agora semiflexionadas à frente, já tocando o solo (a perna direita já não tem mais 
a marcação de cor diferente). O tronco volta para a posição semi flexionado à frente, Braços para frente semi flexionados. Cabeça voltada à frente.
Figura 12 – Salto com uma das técnicas sem o caixote / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
Título: Educação Física no Ensino Superior. Atletismo - Teoria e Prática
Autora: Sara Quenzer Matthiesen
Editora: Guanabara Koogan 
Sinopse: o objetivo do livro é agrupar informações sobre como ensinar Atletismo, 
apresentando ao leitor um conjunto de informações, regras, histórico, estilos, apre-
sentação de resultados, ideias sobre como aplicar na prática este esporte em cada 
prova específica que o compõe. Sempre fazendo referência à teoria e prática, neste 
livro o leitor terá a oportunidade de ler sobre como trabalhar com o ensino-apren-
dizagem do Atletismo em diferentes espaços, usando implementos e outros objetos 
diversos tanto oficiais quanto alternativos. 
Comentário: este livro contribui para a difusão do atletismo, que pode ser praticado em bosques, campos 
abertos, quadras esportivas e em vários outros locais abertos e planos. Contribui também para aumentar 
os conhecimentos sobre o atletismo na iniciação. Portanto, você poderá usufruir amplamente das suas 
informações.
100 
 
Praticando a técnica
• Após uma corrida curta de cinco a sete passos, realizar um apoio ativo com a metade da frente do pé (apoio 
plantar) e manter a posição de impulsão durante a suspensão. Cair na areia com os pés paralelos.
• Sequência completa – marcar a corrida e conectar todas as fases.
Descrição da Imagem: a figura em preto e branco, mostra um atleta realizando uma corrida com elevação do joelho, com vista lateral, em uma 
sequência de 2 posições. Sentido do movimento: Da direita para a esquerda. Na imagem vemos à direita a caixa de areia. Ao lado dele a tábua 
de impulsão.
Posição um: Aqui, a perna esquerda é flexionada em um ângulo reto à frente, direcionando o atleta para cima e para frente. A perna direita auxilia 
nesse processo estendendo-se para impulsionar o movimento. Braços flexionados, direito à frente e esquerdo atrás. Cabeça voltada à frente.
Posição dois: Aqui, a perna esquerda é totalmente flexionada de modo que o joelho fique apontado para frente. A perna direita toca o solo, 
estendida. Braço direito flexionado à frente e esquerdo estendido atrás. Cabeça voltada à frente.
Figura 13 – Exercício de corrida para encontrar a marca / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
Praticando a corrida
• Correr de 20 a 30 m a partir da marca no sentido contrário.
• Simular uma impulsão após esta distância a fim de determinar a marca.
• Marcar a impulsão.
• Correr no sentido do salto a partir dessa marca.
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 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Descrição da Imagem: a figura em preto e branco, mostra um atleta realizando o salto em distância completo, com vista lateral, o movimento 
é apresentado em sequência de 7 posições. O atleta tem a perna direita sinalizada com a cor preta para melhor visualização do movimento.
Posição um: Aqui, a perna direita é flexionada à frente, direcionando o atleta para cima e para frente. A perna esquerda auxilia nesse processo 
estendendo-se para impulsionar o movimento. Braços flexionados, direito atrás e esquerdo à frente. Cabeça voltada à frente.
Posição dois: Aqui o atleta está em fase de voo e tem os braços estendidos para os lados, perna direita semiflexionada para cima e para frente. 
Perna esquerda semiflexionada atrás. Cabeça voltada à frente.
Posição três: Aqui o atleta ainda está em fase de voo e tem os braços estendidos para cima (acima da cabeça), perna direita semiflexionada para 
cima e para frente. Perna esquerda semiflexionada atrás. Cabeça voltada à frente.
Posição quatro: Aqui o atleta continua em fase de voo, com os braços estendidos para cima, perna direita estendida e frente. Perna esquerda 
flexionada ao lado do corpo, em uma trajetória para frente. Cabeça voltada à frente.
Posição cinco: Nessa posição o atleta flexiona o tronco para frente e, com as pernas juntas, semiflexionadas à frente, traz os braços ao lado do 
corpo, ainda estendidos, para realizar o pouso. Cabeça voltada à frente.
Posição seis: O atleta está com as pernas ainda juntas, semiflexionadas à frente. O tronco agora está totalmente flexionado à frente, Braços para 
trás e totalmente estendidos. Cabeça voltada à frente.
Posição sete: O atleta está com as pernas ainda juntas, porém agora semiflexionadas à frente, já tocando o solo (a perna direita já não tem mais a 
marcação de cor diferente).O tronco volta para a posição semi flexionado à frente, Braços para frente semi flexionados. Cabeça voltada à frente.
Figura 14 – Salto completo / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
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Realizar o salto completo, conectando todas as fases: corrida, impulsão, sus-
pensão e queda. Corrigir a corrida e a marca quando necessário.
Vejamos agora um pouco sobre o salto triplo. A história dos saltos é um 
tanto obscura, mas sabe-se que os celtas, nos seus Jogos Tailtianos, já prati-
cavam a modalidade no século II da nossa Era. De qualquer forma, o triplo 
salto era firmemente disputado na Irlanda e na Escócia, no final do sécu-
lo XIX. Entretanto, nem sempre de acordo com as regras e/ou a sequência 
dos saltos que são praticados na atualidade. Esta é a prova olímpica que deu 
mais glórias ao Brasil, pois, conta com dois títulos olímpicos e cinco recordes 
mundiais realizados por Adhemar Ferreira da Silva; com a medalha de Nel-
son Prudêncio e os títulos pan-americanos conquistados por João Carlos de 
Oliveira. Também tivemos outros grandes atletas nesta prova (MATTHIE-
SEN; RANGEL; DARIDO, 2014). 
A prova do salto triplo possui quatro fases: corrida, hop, step e jump (sal-
to). Cada um dos três saltos podem ser divididos em três fases (impulsão, sus-
pensão e queda). Você pode achar estranho os nomes em inglês, mas estes fo-
ram adotados como oficiais, pois as traduções ficariam abstratas: hop significa 
algo como “coxinho” ou “salto na mesma perna”; step seria “o salto alternado”; e 
jump é, literalmente, “salto”.
Para a melhor compreensão das fases (Figura 15), após a corrida, o saltador 
(a partir da tábua de impulsão) realiza o primeiro salto – que pode ser iniciado 
com a perna direita ou esquerda –, conhecido como hop; o segundo é o step 
– um salto alternando a perna –; o terceiro é o jump – similar ao salto em dis-
tância. Se o atleta iniciar com a perna esquerda, o salto terá a seguinte sequência 
(a partir da tábua de impulsão): esquerda; esquerda; direita; e queda na areia 
com ambas as pernas. Caso comece o salto com a perna direita: direita; direita; 
esquerda; e queda na areia com ambas as pernas.
Na fase de corrida, o saltador deve acelerar para ganhar velocidade suficiente 
para o salto. Na fase do hop, ele deve executar um movimento rápido e com pre-
dominância do salto na horizontal – isto corresponde a 35% da distância total do 
salto triplo –. Na fase do step, o saltador deverá percorrer a distância aproximada 
de 30% do valor total do salto, o que consiste numa fase crítica. Na última fase, o 
jump é o momento em que o atleta percorre 35% da distância total. Considera-se a 
finalização do salto triplo como muito semelhante ao salto em distância.
 103
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Descrição da Imagem: a figura em preto e branco, mostra um atleta realizando o movimento do salto triplo completo, em vista lateral, e o 
salto é apresentado com as quatro fases da execução em uma sequência de 18 posições. Atleta está com a perna direita destacada com uma 
cor diferente, para melhor visualização.
Corrida de impulso - Posições: 01, 02, 03 e 04
Hop - Posições: 05, 06, 07 e 08
Step - Posições: 09, 10, 11, 12 e 13
Salto - Posições: 14, 15, 16, 17 e 18
CORRIDA DE IMPULSO:
Posição um: o atleta está em fase de corrida máxima. Com a perna direita estendida, tocando o solo em meia ponta. Perna esquerda flexionada 
à frente. Braço direito flexionado à frente do corpo e braço esquerdo atrás. Cabeça voltada à frente
Posição dois: O atleta, está com a perna direita flexionada atrás, perna direita semiflexionada à frente, quase tocando o chão, braços flexionados, 
o direito à frente e o esquerdo atrás. Cabeça voltada à frente.
Posição três: Ainda com a cabeça voltada à frente, o atleta encosta a perna esquerda no chão semiflexionada e a perna direita está totalmente 
flexionada atrás. Braços ao lado do corpo, em trajetórias opostas.
Posição quatro: Aqui, a perna direita que estava flexionada atrás do corpo, agora, é flexionada à frente, direciona o atleta para cima e para frente. 
A perna esquerda auxilia nesse processo estendendo-se para impulsionar o movimento. Braços flexionados, direito atrás e esquerdo à frente.
HOP:
Posição cinco: Já em fase de voo, o atleta tem as pernas flexionadas, com a direita à frente e a esquerda atrás. Braços também flexionados, direito 
atrás e esquerdo à frente. Cabeça voltada à frente.
Posição seis: Nessa posição, o atleta começa a realizar o movimento de troca de pernas, para que a perna esquerda toque novamente o chão, 
fazendo um “passo no ar”. Então a perna esquerda é totalmente flexionada e se posiciona ao lado do corpo. A perna direita é estendida abaixo em 
um movimento de frente para trás. Os braços estão abertos e semiflexionados para dar sustentação ao movimento. Cabeça voltada para frente.
Posição sete: Aqui o atleta já fez a troca de pernas e está com a perna esquerda à frente pronta para o trajeto em direção ao solo. A perna direita 
está semiflexionada atrás. Braços semi flexionados atrás e cabeça voltada para frente.
Posição oito: Nessa parte a perna esquerda já toca o solo. A perna direita flexionada atrás, vem em uma direção de trás para frente, os braços 
ainda estão semi flexionados atrás e a cabeça voltada para frente.
STEP:
Posição nove: Aqui ocorre a passagem da perna direita de trás para frente flexionada. Perna esquerda estendida tocando o solo. Braços semi 
flexionados à frente e cabeça voltada para frente.
Posição dez: Essa posição é onde o corpo é impulsionado para cima e para frente pela perna esquerda, a perna direita está flexionada à frente. 
Braços flexionados à frente e cabeça voltada para frente.
Posição onze: Já em fase de voo, o atleta tem as pernas flexionadas, com a direita à frente e a esquerda atrás. Braços estendidos à frente. Cabeça 
voltada à frente.
Posição doze: Aqui o atleta está com a perna direita à frente pronta para o trajeto em direção ao solo. A perna esquerda está semiflexionada 
atrás. Braços semi flexionados esquerdo na lateral e acima da cabeça e braço direito atrás. Cabeça voltada para frente.
Posição treze: O atleta, está com a perna esquerda flexionada atrás, perna direita já tocando o solo, braços flexionados, o esquerdo à frente e 
o direito atrás. Cabeça voltada à frente.
SALTO:
Posição quatorze: Aqui, a perna esquerda que estava flexionada atrás do corpo, agora, é flexionada à frente, direcionando o atleta para cima e 
para frente. A perna direita auxilia nesse processo estendendo-se para impulsionar o movimento. Braços flexionados, esquerdo atrás e direito 
à frente. Cabeça voltada à frente.
Posição quinze: Aqui o atleta tem os braços estendidos acima da cabeça, para auxiliar no impulso para cima, perna esquerda flexionada para 
cima e para frente. Perna direita estendida atrás.
Posição dezesseis: Nessa posição o atleta flexiona o tronco para frente e, com as pernas juntas, flexionadas à frente, traz os braços à frente do 
corpo, ainda estendidos, para realizar o pouso.
Posição dezessete: O atleta está com as pernas ainda juntas, porém agora semiflexionadas à frente, já tocando o solo. O tronco ainda semi 
flexionado à frente, Braços para trás e flexionados.
Posição dezoito: O atleta já toca o chão tendo que flexionar totalmente os joelhos, a fim de ficar como “agachado” tombando o corpo para o lado 
direito. Braço esquerdo estendido acima da cabeça e o direito flexionado à frente.
Figura 15 – Salto triplo completo e as suas fases / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
104 
 
A seguir, vejamos a visão geral do salto triplo, em que, nas figuras, a perna livre é a sombreada, contrária à perna de 
impulsão.
O objetivo geral da corrida é obter a velocidade adequada para o salto. Características técnicas: a distância da cor-
rida varia entre 15 m para iniciantes e 35 m para saltadores experientes. De acordo com a Figura 16, a corrida possui 
técnicas semelhantes às das corridas de velocidade, onde se aumenta a velocidade progressivamente até o início do 
salto. Cada passo demas ao compro-
metimento pessoal que assumimos diante de um tra-
balho que nos foi confiado. Garanto a você que cada 
conhecimento que não dei importância na graduação, 
achando-o menos importante naquele momento da 
minha formação, principalmente no Atletismo, eu mes-
ma tive que ir atrás, mais tarde, para estudar e dar aos 
meus alunos a possibilidade de aprender, pois chegou o 
dia em que precisei acompanhar meu alunos da escola 
em competições de Atletismo. Não há como negarmos 
o conhecimento, ele sempre bate à nossa porta, por isso, 
 13
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
aconselho que aproveite cada momento de estudo para 
se preparar para o futuro que há de vir, o futuro que 
você começará a escrever hoje. 
Agora que você está a caminho de ser um profes-
sor de Educação Física ou está trabalhando com atletas 
de rendimento, proponho que pesquise sobre os movi-
mentos corporais de uma criança de aproximadamente 
5 anos. Procure observar uma criança aí do seu bairro, 
da sua rua ou da região onde você mora, observe o nível 
de controle que ela tem ao andar quicando uma bola no 
chão, por exemplo. Depois, você pode comparar com um 
movimento executado por um atleta de rendimento que, 
com certeza, já obteve um controle dos movimentos fun-
damentais e já passou ou está passando por um processo 
de especialização do movimento técnico. 
Diante disso, gostaria que você observasse alguns pon-
tos sobre como o movimento é executado em cada uma das 
situações sugeridas: movimento dos braços e mãos, movi-
mento das pernas e pés, inclinação do tronco.
Após ter realizado a tarefa proposta, reflita sobre os 
questionamentos:
• Qual movimento foi observado?
• Seguindo a ampulheta do desenvolvimento mo-
tor, em qual fase e estágio do movimento a crian-
ça está ao realizar esse movimento?
• É possível afirmar que a fase e o estágio desse 
movimento é compatível com aquele esperado 
para a idade dela?
Lembre-se sempre que todo movimento depende de 
fatores internos e externos para o desenvolvimento e 
aquisição de novas habilidades motoras. Se a criança 
observada ainda não está no estágio mais coordenado 
do movimento ainda lhe faltam ofertas de tarefas mo-
toras para isso. 
Agora, escreva em seu diário de bordo as observa-
ções feitas por você, comparando-as.
14 
 
Como podemos pensar as origens do Atletismo? O atletis-
mo não deve ser entendido de forma limitada, como um 
esporte base para os demais. Apesar de existir há tantas cen-
tenas de séculos, cada uma de suas modalidades hoje pra-
ticadas possui um conjunto de movimentos que podemos 
chamar, aqui, de gestos técnicos, que trazem suas especifici-
dades, com um sentido e um significado próprios da área. 
Para além deste entendimento, a construção de mo-
vimentos e manifestações corporais pelo ser humano, tais 
como correr, andar, saltar, arremessar e lançar, estão pre-
sentes em inúmeras atividades: jogo, brincadeira, esporte, 
ginástica etc., porém, com sentidos e significados diferen-
tes. Cabe a nós, profissionais da área de Educação Física e 
Esportes, conhecer e entender tal processo constitutivo que, 
aqui, é o nosso objeto de estudo.
Segundo a Confederação Brasileira de Atletismo 
(CBAt, Online), 
O Atletismo conta a história esportiva do homem 
no Planeta. É chamado de esporte-base, porque sua 
prática corresponde a movimentos naturais do ser 
humano: correr, saltar e lançar. Não por acaso, a 
primeira competição esportiva de que se tem no-
tícia foi uma corrida, nos Jogos de 776 A. C. , na 
cidade de Olímpia, na Grécia, que deram origem 
às Olimpíadas. A prova, chamada pelos gregos de 
“stadium”, tinha cerca de 200 metros e o vence-
dor, Coroebus, é considerado o primeiro campeão 
olímpico da história.
O atletismo, tal como o conhecemos hoje, é o resulta-
do de um processo de construção social e histórica do 
indivíduo por meio da construção de sua existência, 
fazendo-se humano, relacionando-se com ele mesmo, 
com os outros sujeitos e com o meio. Quando afirma-
mos que o ser humano se constrói, entendemos que as 
manifestações corporais produzidas por esse mesmo 
indivíduo também se transformam, pois elas são pro-
cesso e, ao mesmo tempo, produto desta transformação. 
O movimento do correr, por exemplo, para o sujeito pré-
-histórico, tinha um sentido e um objetivo diversos do 
correr para o sujeito moderno. Por isto, podemos dizer 
que esse mesmo movimento, praticado pelo recordista 
Usain Bolt (jamaicano velocista), é diferente do correr 
pré-histórico, pois ambos possuem objetivos diferentes. 
 15
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
A diferença entre o correr do indivíduo pré-histórico e o 
correr do indivíduo moderno está no objetivo/finalidade do 
ato em si. São pessoas em tempos e modos de vida distintos, 
cujo mesmo movimento adquire significado diferente.
Este olhar sobre o atletismo, compreendido como 
uma das manifestações da cultura corporal do movi-
mento, traz consigo a infinidade de possibilidades de 
práticas para esse esporte, as quais podem ser realizadas 
em diversos espaços e tempos por pessoas de qualquer 
idade, tamanho ou biotipo físico. Qualquer que seja o 
movimento (correr, saltar, lançar, arremessar) realizado 
pelo indivíduo, na atualidade, com o objetivo de praticar 
um esporte/uma atividade para cuidar da saúde física, 
competir, ou simplesmente brincar, é percebido social-
mente como uma ação intencional, cujo intuito é aten-
der ao objetivo proposto.
Os objetivos e significados dos movimentos pro-
duzidos pelo ser humano, portanto, também são con-
siderados nesta interpretação da realidade, fazendo-se 
humano e produzindo a sua existência, compreendi-
dos aqui numa visão histórico-social dos movimentos. 
Podemos, então, afirmar que existe uma diferença gi-
gantesca entre os movimentos que fazem parte do con-
junto de atividades atléticas conhecidas por nós hoje, e 
aqueles que julgamos ser, em sua gênese histórico-so-
cial, de forma bem elementar.
A origem do Atletismo retrocede até a origem do 
gênero humano, quando os primeiros habitantes ti-
nham que se alimentar por meio da caça e, por isto, ne-
cessitavam lançar objetos, correr ora atrás, ora à frente 
dos animais, saltar obstáculos e riachos a fim de prote-
ger a si e aos outros. O atletismo enquanto competição, 
que os ingleses chamam de athletics sports, e os ame-
ricanos, de track and field contests, vem de uma época 
mais próxima, embora possamos encontrar vestígios 
de competição há 40 séculos, em vários povos da Ásia e 
da África (OLIVEIRA, 2013).
Neste enorme espaço de tempo entre o indivíduo primi-
tivo e o moderno, encontramos registros históricos de 
diversos períodos, quando os movimentos atléticos fo-
ram reconhecidos na história num tempo e lugar. Aqui, 
faremos menção aos registros onde foi observada a pre-
sença do Atletismo em forma de competição.
Há aproximadamente 2 mil anos antes da nossa 
era, na Idade do Bronze, surgiram as primeiras raças 
a praticar regularmente o atletismo de competição. Es-
sas raças, do extremo do continente europeu, foram os 
irlandeses do período pré-céltico e os gregos de Acá-
dia, assim como os seus vizinhos, os cretenses da época 
minóica (1750-1400 a. C.). É muito provável que esses 
povos se ignorassem quanto à cultura uns dos outros. 
Um poema histórico de Aristeo, “Crônica da ilha de 
Mármara”, menciona um atletismo praticado pelos “es-
critas hiperbóreos”, povos celtas místicos. Nele, a lenda 
se confunde com a realidade, as façanhas são fabulosas 
e os vencedores aparecem como semideuses, as proe-
zas descritas são sobre-humanas.
16 
 
Do período pré-helênico – período clássico da his-
tória grega (séculos IV-VI a.C.) – temos como testemu-
nho alguns poucos documentos descobertos em Knos-
sos sobre um tipo de atletismo acrobático praticado por 
jovens de ambos os sexos, os quais saltam touros apoian-
do-se em varas (CABRAL, 2004). Devemos a Homero, 
lendário poeta épico da Grécia Antiga, os primeiros re-
latos, sobretudo na Ilíada (contos épicos gregos escritos 
entre os séculos VIII e VIcorrida possui uma característica própria de apoio, sendo ativo e rápido na direção do salto (1).
Descrição da Imagem: a figura em preto e branco, mostra um atleta realizando o movimento de corrida em preparação para o salto, com 
vista lateral, com uma sequência de 04 posições. O atleta está com a perna direita destacada com uma cor diferente, para melhor visualização.
Posição um: o atleta está em fase de corrida máxima. Com a perna esquerda estendida, tocando o solo em meia ponta. Perna direita flexionada 
à frente. Braço direito flexionado à frente do corpo e braço esquerdo atrás. Cabeça voltada à frente
Posição dois: O atleta, está com a perna direita flexionada atrás, perna direita semiflexionada à frente, quase tocando o chão, aqui existe uma 
seta (1) que sai do pé e aponta o chão mostrando como deverá ser o movimento. Braços flexionados, o direito à frente e o esquerdo atrás. 
Cabeça voltada à frente.
Posição três: Ainda com a cabeça voltada à frente, o atleta encosta a perna esquerda no chão semiflexionada e a perna direita está totalmente 
flexionada atrás, aqui a flecha sai do joelho direito e aponta para frente e para cima, indicando a direção do movimento. Braços ao lado do 
corpo, em trajetórias opostas.
Posição quatro: Aqui, a perna direita que estava flexionada atrás do corpo, agora, é flexionada à frente, direciona o atleta para cima e para frente. 
A perna esquerda auxilia nesse processo estendendo-se para impulsionar o movimento. Braços flexionados, direito atrás e esquerdo à frente.
Figura 16 – Fase da corrida do salto triplo / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
O objetivo do hop é realizar um salto longo e horizontalizado, com perda mínima de velocidade. As características 
técnicas são: a coxa da perna livre (contrária àquela da perna de impulsão) é projetada para cima e para frente na 
horizontal. De acordo com a Figura 17, a direção da impulsão tem predominância no eixo horizontal e não para cima 
(1); a perna livre é tracionada para trás; a perna de impulsão é projetada para frente e para cima, na sequência, esten-
dida para frente, preparando-se para o próximo contato com o solo (2); e o tronco, nessa fase, deve ser mantido ereto 
e equilibrado.
 105
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Descrição da Imagem: a figura em preto e branco, mostra um atleta realizando o primeiro salto do salto triplo com vista lateral, executando-o 
com uma sequência de 05 posições. O atleta está com a perna direita destacada com uma cor diferente, para melhor visualização.
Posição um: Aqui, a perna direita que estava flexionada atrás do corpo, agora, é flexionada à frente, direciona o atleta para cima e para frente. 
A perna esquerda auxilia nesse processo estendendo-se para impulsionar o movimento. Braços flexionados, direito atrás e esquerdo à frente. 
Nesta posição existe uma seta (1) que sai do quadril e aponta para cima e para frente, indicando a direção que o movimento deverá seguir.
Posição dois: Já em fase de voo, o atleta tem as pernas flexionadas, com a direita à frente e a esquerda atrás. Braços também flexionados, direito 
atrás e esquerdo à frente. Cabeça voltada à frente.
Posição três: Nessa posição, o atleta começa a realizar o movimento de troca de pernas, para que a perna esquerda toque novamente o chão, 
fazendo um “passo no ar”. Então a perna esquerda é totalmente flexionada e se posiciona ao lado do corpo. A perna direita é estendida abaixo em 
um movimento de frente para trás. Os braços estão abertos e semiflexionados para dar sustentação ao movimento. Cabeça voltada para frente.
Posição quatro: Aqui o atleta já fez a troca de pernas e está com a perna esquerda à frente pronta para o trajeto em direção ao solo. A perna 
direita está semiflexionada atrás. Braços semi flexionados atrás e cabeça voltada para frente. Aqui existe uma seta (2) que sai do pé esquerdo 
do atleta e aponta o solo. Indicando a direção que o movimento deverá seguir.
Posição cinco: Nessa parte a perna esquerda já toca o solo. A perna direita flexionada atrás, vem em uma direção de trás para frente, os braços 
ainda estão semi flexionados atrás e a cabeça voltada para frente.
Figura 17 – Fase do hop (primeiro salto) do salto triplo / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
Melhore o seu conhecimento assistindo a este vídeo sobre as fases do salto triplo.
Para acessar, use seu leitor de QR Code.
O objetivo da fase do step é manter-se no mesmo ritmo do hop, sem perder a distância média do salto.
As características técnicas são: o apoio do pé deverá ser plantar (isto é, o pé todo) e deve ser ativo e rápido, puxan-
do para trás rapidamente. Como exposto na Figura 18, a perna livre deverá ser estendida quase que completamente 
antes do contato com o solo; os braços devem ser sincronizados para equilíbrio; a coxa da perna livre, ser mantida alta 
(1); o tronco deve ser mantido ereto e equilibrado; e a perna livre precisa ser estendida para frente e para baixo (2).
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O jump tem como objetivo projetar o corpo (Figura 19) em um ângulo adequado (1) e finalizar o salto de forma po-
tente e com máxima amplitude.
As características técnicas são: o apoio plantar deve ser rápido e ativo, empurrando o corpo para frente. A perna 
de impulsão deverá estar totalmente estendida. Os braços são acionados no salto (2). O tronco precisa ser inclinado 
ligeiramente para frente com o objetivo de finalizar o salto. A técnica poderá ser a mesma do salto em distância. As 
pernas se estendem quase que totalmente na queda na areia.
Descrição da Imagem: a figura em preto e branco, mostra um atleta realizando a fase do step do salto triplo, com vista lateral, com uma se-
quência de 05 posições. O atleta está com a perna direita destacada com uma cor diferente, para melhor visualização.
Posição um: Aqui ocorre a passagem da perna direita de trás para frente flexionada. Perna esquerda estendida tocando o solo. Braços semi 
flexionados à frente e cabeça voltada para frente.
Posição dois: Essa posição é onde o corpo é impulsionado para cima e para frente pela perna esquerda, a perna direita está flexionada à frente. 
Braços flexionados à frente e cabeça voltada para frente.
Posição três: Já em fase de voo, o atleta tem as pernas flexionadas, com a direita à frente e a esquerda atrás. Braços estendidos à frente. Cabeça 
voltada à frente. Aqui a imagem mostra uma linha reta (1), entre o quadril e o joelho direito (flexionado à frente), indicando que a posição do 
joelho deve seguir a linha do quadril.
Posição quatro: Aqui o atleta está com a perna direita à frente pronta para o trajeto em direção ao solo. A perna esquerda está semiflexionada 
atrás. Braços semi flexionados, esquerdo na lateral e acima da cabeça e braço direito atrás. Cabeça voltada para frente. Aqui existe uma seta (2) 
saindo do pé direito que aponta para o solo, indicando a direção que o movimento deverá seguir.
Posição cinco: O atleta, está com a perna esquerda flexionada atrás, perna direita já tocando o solo, braços flexionados, o esquerdo à frente e 
o direito atrás. Cabeça voltada à frente.
Figura 18 – Fase do step (segundo salto) do salto triplo / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
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 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Descrição da Imagem: figura em preto e branco, mostra o atleta realizando o terceiro salto do salto triplo, com vista lateral, com uma sequência 
de 05 posições. O atleta está com a perna direita destacada com uma cor diferente, para melhor visualização.
Posição um: Aqui, a perna esquerda que estava flexionada atrás do corpo, agora, é flexionada à frente, direcionando o atleta para cima e para 
frente. A perna direita auxilia nesse processo estendendo-se para impulsionar o movimento. Braços flexionados, esquerdo atrás e direito à 
frente. Cabeça voltada à frente. Nessa fase existe uma seta (1) que sai do quadril e aponta para cima e para frente, indicando a direção que o 
movimento deverá seguir.
A outra seta (2), sai da cabeça do atleta e aponta para a segunda posição, indicando o posicionamento dos braços do atleta.
Posiçãodois: Aqui o atleta tem os braços estendidos acima da cabeça, para auxiliar no impulso para cima, perna esquerda flexionada para cima 
e para frente. Perna direita estendida atrás.
Posição três: Nessa posição o atleta flexiona o tronco para frente e, com as pernas juntas, flexionadas à frente, traz os braços à frente do corpo, 
ainda estendidos, para realizar o pouso.
Posição quatro: O atleta está com as pernas ainda juntas, porém agora semiflexionadas à frente, já tocando o solo. O tronco ainda semi flexio-
nado à frente, Braços para trás e flexionados.
Posição cinco: O atleta já toca o chão tendo que flexionar totalmente os joelhos, a fim de ficar como “agachado” tombando o corpo para o lado 
direito. Braço esquerdo estendido acima da cabeça e o direito flexionado à frente.
Figura 19 – Fase do jump (terceiro salto) e finalização do salto triplo / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
O salto triplo é uma das provas que possui maior impacto nas articulações. Por isso, quando for trabalhar 
com o ensino desse salto, tenha em mente o espaço que terá à disposição e as condições deste. Deve-se 
escolher um terreno macio, porém firme, como gramado ou terra batida.
Exercícios de progressão técnica e pedagógica
Exercício 1 – Saltos para adquirir ritmo
Objetivos: conhecer e melhorar a técnica dos saltos.
• Correr de 5 a 6m antes de começar a saltar.
• Realizar multi saltos alternados.
• Realizar hops. 
• Combinar steps alternando com hops.
• Utilizar impulsão e queda em ambas as pernas.
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Descrição da Imagem: figura ilustrativa em preto e branco, mostrando um atleta realizando uma sequência de 5 saltos, com vista lateral, em 
17 posições. O atleta está com a perna direita destacada com uma cor diferente, para melhor visualização.
Posição um: Com a cabeça voltada à frente, o atleta encosta a perna esquerda no chão semiflexionada e a perna direita está totalmente flexio-
nada atrás. Braços ao lado do corpo, em trajetórias opostas.
Posição dois: Aqui, a perna direita que estava flexionada atrás do corpo, agora, é flexionada à frente, direciona o atleta para cima e para frente. 
A perna esquerda auxilia nesse processo estendendo-se para impulsionar o movimento. Braços flexionados, direito atrás e esquerdo à frente.
Posição três: Nessa posição, o atleta começa a realizar o movimento de troca de pernas, para que a perna esquerda toque novamente o chão, 
fazendo um “passo no ar”. Então a perna esquerda é totalmente flexionada e se posiciona ao lado do corpo. A perna direita é estendida abaixo em 
um movimento de frente para trás. Os braços estão abertos e semi flexionados para dar sustentação ao movimento. Cabeça voltada para frente.
Posição quatro: Nessa parte a perna esquerda já toca o solo novamente. A perna direita flexionada atrás, vem em uma direção de trás para 
frente, os braços ainda estão semi flexionados atrás e a cabeça voltada para frente.
Posição cinco: Essa posição é onde o corpo é impulsionado para cima e para frente pela perna esquerda, a perna direita está flexionada à frente. 
Braços flexionados à frente e cabeça voltada para frente.
Posição seis: Já em fase de voo, o atleta tem as pernas flexionadas, com a direita à frente e a esquerda atrás. Braços estendidos à frente. Cabeça 
voltada à frente.
Posição sete: O atleta, está com a perna esquerda flexionada atrás, perna direita já tocando o solo, braços flexionados, o esquerdo à frente e o 
direito atrás. Cabeça voltada à frente.
Posição oito: Aqui o atleta tem os braços flexionados, direito à frente e esquerdo ao lado do corpo, perna esquerda flexionada para cima e para 
frente. Perna direita estendida atrás.
Posição nove: Nessa posição, o atleta começa a realizar o movimento de troca de pernas novamente, para que a perna direita torne a tocar o chão, 
fazendo um “passo no ar”. Então a perna direita é totalmente flexionada e se posiciona ao lado do corpo. A perna esquerda é estendida abaixo em 
um movimento de frente para trás. Os braços estão abertos e semi flexionados para dar sustentação ao movimento. Cabeça voltada para frente.
Posição dez: Aqui o atleta já fez a troca de pernas e está com a perna direita à frente pronta para o trajeto em direção ao solo. A perna esquerda 
está semiflexionada atrás. Braços semi flexionados atrás e cabeça voltada para frente.
Posição onze: Nesta parte a perna direita já toca o solo. A perna esquerda flexionada atrás, vem em uma direção de trás para frente, os braços 
ainda estão semi flexionados atrás e a cabeça voltada para frente.
Posição doze: Essa posição é onde o corpo é impulsionado para cima e para frente pela perna direita, a perna esquerda está flexionada à frente. 
Braços flexionados à frente e cabeça voltada para frente.
Posição treze: Aqui, a perna esquerda é flexionada à frente, direcionando o atleta para cima e para frente. A perna direita auxilia nesse processo 
estendendo-se para impulsionar o movimento. Braços flexionados, esquerdo atrás e direito à frente. Cabeça voltada à frente.
Posição quatorze: Ainda com a cabeça voltada à frente, o atleta encosta a perna esquerda no chão semiflexionada e a perna direita está total-
mente flexionada atrás. Braços ao lado do corpo, em trajetórias opostas.
Posição quinze: Aqui, a perna direita que estava flexionada atrás do corpo, agora, é flexionada à frente, direciona o atleta para cima e para frente. 
A perna esquerda auxilia nesse processo estendendo-se para impulsionar o movimento. Braços flexionados, direito atrás e esquerdo à frente.
Posição dezesseis: Nessa posição, o atleta começa a realizar outro movimento de troca de pernas, para que a perna esquerda toque novamente 
o chão, fazendo um “passo no ar”. Então a perna esquerda é totalmente flexionada e se posiciona ao lado do corpo. A perna direita é estendida 
abaixo em um movimento de frente para trás. Os braços estão abertos e semi flexionados para dar sustentação ao movimento. Cabeça voltada 
para frente.
Posição dezessete: Nessa parte a perna esquerda já toca o solo. A perna direita flexionada atrás, vem em uma direção de trás para frente, os 
braços ainda estão semi flexionados atrás e a cabeça voltada para frente.
Figura 20 – Ilustração do exercício 1 / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
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 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Exercício 2 – Saltos múltiplos
Objetivo: conhecer o ritmo do salto triplo.
Correr de 5 a 6m antes de começar a saltar.
Usar o ritmo do salto triplo sem o jump. 
Manter o ritmo igual ao do hop e do step durante a execução do exercício.
Manter o tronco ereto e o ritmo dos braços, que podem ser simultâneos ou alternados.
Descrição da Imagem: figura ilustrativa em preto e branco, mostrando um atleta realizando uma sequência de 5 saltos, com vista lateral, em 
17 posições. O atleta está com a perna direita destacada com uma cor diferente, para melhor visualização.
Posição um: Com a cabeça voltada à frente, o atleta encosta a perna esquerda no chão, semiflexionada e a perna direita está totalmente flexio-
nada atrás. Braços ao lado do corpo, em trajetórias opostas.
Posição dois: Aqui, a perna direita que estava flexionada atrás do corpo, agora, é flexionada à frente, direciona o atleta para cima e para frente. 
A perna esquerda auxilia nesse processo estendendo-se para impulsionar o movimento. Braços flexionados, direito atrás e esquerdo à frente.
Posição três: Nessa posição, o atleta começa a realizar o movimento de troca de pernas, para que a perna esquerda toque novamente o chão, 
fazendo um “passo no ar”. Então a perna esquerda é totalmente flexionada e se posiciona ao lado do corpo. A perna direita é estendida abaixo em 
um movimento de frente para trás. Os braços estão abertos e semiflexionados para dar sustentação ao movimento. Cabeça voltada para frente.
Posição quatro: Nessa parte a perna esquerda já toca o solo novamente. A perna direita flexionada atrás, vem em uma direção de trás para 
frente, os braços ainda estão semi flexionados atrás e a cabeça voltada para frente.
Posição cinco: Essa posição é onde o corpo é impulsionado para cimae para frente pela perna esquerda, a perna direita está flexionada à frente. 
Braços flexionados à frente e cabeça voltada para frente.
Posição seis: Já em fase de voo, o atleta tem as pernas flexionadas, com a direita à frente e a esquerda atrás. Braços estendidos à frente. Cabeça 
voltada à frente.
Posição sete: O atleta, está com a perna esquerda flexionada atrás, perna direita já tocando o solo, braços flexionados, o esquerdo à frente e o 
direito atrás. Cabeça voltada à frente.
Posição oito: Aqui o atleta tem os braços flexionados, direito à frente e esquerdo ao lado do corpo, perna esquerda flexionada para cima e para 
frente. Perna direita estendida atrás.
Posição nove: Aqui, a perna esquerda é flexionada à frente, direcionando o atleta para cima e para frente. A perna direita auxilia nesse processo 
estendendo-se para impulsionar o movimento. Braços flexionados, esquerdo atrás e direito à frente. Cabeça voltada à frente.
Posição dez: O atleta, está com a perna esquerda flexionada atrás, perna direita já tocando o solo, braços flexionados, o esquerdo à frente e o 
direito atrás. Cabeça voltada à frente.
Posição onze: Ainda com a cabeça voltada à frente, o atleta encosta a perna esquerda no chão semiflexionada e a perna direita está totalmente 
flexionada atrás. Braços ao lado do corpo, em trajetórias opostas.
Posição doze: Aqui, a perna direita que estava flexionada atrás do corpo, agora, é flexionada à frente, direciona o atleta para cima e para frente. 
A perna esquerda auxilia nesse processo estendendo-se para impulsionar o movimento. Braços flexionados, direito atrás e esquerdo à frente.
Posição treze: Nessa posição, o atleta começa a realizar outro movimento de troca de pernas, para que a perna esquerda toque novamente o chão, 
fazendo um “passo no ar”. Então a perna esquerda é totalmente flexionada e se posiciona ao lado do corpo. A perna direita é estendida abaixo em 
um movimento de frente para trás. Os braços estão abertos e semiflexionados para dar sustentação ao movimento. Cabeça voltada para frente.
Posição quatorze: Nessa parte a perna esquerda já toca o solo. A perna direita flexionada atrás, vem em uma direção de trás para frente, os 
braços ainda estão semi flexionados atrás e a cabeça voltada para frente.
Posição quinze: Essa posição é onde o corpo é impulsionado para cima e para frente pela perna esquerda, a perna direita está flexionada à 
frente. Braços flexionados à frente e cabeça voltada para frente.
Posição dezesseis: Já em fase de voo, o atleta tem as pernas flexionadas, com a direita à frente e a esquerda atrás. Braços estendidos à frente. 
Cabeça voltada à frente.
Posição dezessete: O atleta, está com a perna esquerda flexionada atrás, perna direita já tocando o solo, braços flexionados, o esquerdo à frente 
e o direito atrás. Cabeça voltada à frente.
Figura 21 – Ilustração do exercício 2 / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
110 
 
Exercício 3 – Salto triplo na plataforma
Objetivo: aprender e melhorar o movimento do step.
• Correr de 5 a 6m antes de começar a saltar.
• A partir de uma marca, realizar o hop e o step.
• A queda do step deverá ser sobre uma plataforma de 15 cm de altura.
• Após a plataforma, deverá ser realizado o jump ou o salto caindo na areia.
• O ritmo entre os saltos deverá ser mantido.
Descrição da Imagem: figura ilustrativa em preto e branco, mostrando um atleta realizando um salto precedido de uma corrida e finalizado 
com queda na caixa de areia, com vista lateral, por meio de uma sequência de 12 posições. O atleta está com a perna direita destacada com 
uma cor diferente, para melhor visualização. A imagem mostra uma pista com a distância média para o HOP (2 a 3m). Finalizando a pista com 
um caixote baixo para que o atleta termine o STEP em cima dele e aí então salte para a caixa de areia.
Posição um: Com a cabeça voltada à frente, o atleta encosta a perna esquerda no chão, semiflexionada e a perna direita está totalmente flexio-
nada atrás. Braços ao lado do corpo, em trajetórias opostas.
Posição dois: Aqui, a perna direita que estava flexionada atrás do corpo, agora, é flexionada à frente, direciona o atleta para cima e para frente. 
A perna esquerda auxilia nesse processo estendendo-se para impulsionar o movimento. Braços flexionados, direito atrás e esquerdo à frente.
Posição três: Nessa posição, o atleta começa a realizar o movimento de troca de pernas, para que a perna esquerda toque novamente o chão, 
fazendo um “passo no ar”. Então a perna esquerda é totalmente flexionada e se posiciona ao lado do corpo. A perna direita é estendida abaixo em 
um movimento de frente para trás. Os braços estão abertos e semi flexionados para dar sustentação ao movimento. Cabeça voltada para frente.
Posição quatro: Nessa parte a perna esquerda já toca o solo novamente. A perna direita flexionada atrás, vem em uma direção de trás para 
frente, os braços ainda estão semi flexionados atrás e a cabeça voltada para frente. 
*As posições 02, 03 e 04 são realizadas em um espaço médio de dois a três metros
Posição cinco: Essa posição é onde o corpo é impulsionado para cima e para frente pela perna esquerda, a perna direita está flexionada à frente. 
Braços flexionados à frente e cabeça voltada para frente.
Posição seis: Já em fase de voo, o atleta tem as pernas flexionadas, com a direita à frente e a esquerda atrás. Braços estendidos à frente. Cabeça 
voltada à frente.
Posição sete: O atleta, está com a perna esquerda flexionada atrás, perna direita já tocando bloco de exercício, braços flexionados, o esquerdo 
à frente e o direito atrás. Cabeça voltada à frente.
Posição oito: Essa posição é onde o corpo é impulsionado para cima e para frente pela perna esquerda que está em cima do bloco de exercício, 
a perna direita está flexionada à frente. Braços flexionados à frente e cabeça voltada para frente.
Posição nove: Já em fase de voo, o atleta tem a perna esquerda flexionada à frente, e a esquerda estendida atrás, em um movimento de trás 
para frente. Braços estendidos acima da cabeça. 
Posição dez: O tronco é inclinado para frente ainda em fase de voo, fazendo com que as pernas fiquem juntas e flexionadas à frente. Os braços 
ainda estão estendidos para frente e para o lado. 
Posição onze: O atleta está com as pernas ainda juntas, porém agora semiflexionadas à frente, já tocando o solo. O tronco ainda semi flexionado 
à frente, Braços para trás e flexionados.
Posição doze: O atleta já toca o chão tendo que flexionar totalmente os joelhos, a fim de ficar como “agachado” tombando o corpo para o lado 
direito. Braço esquerdo estendido acima da cabeça e o direito flexionado à frente.
Figura 22 – Ilustração do exercício 3 / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
 111
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Exercício 4 – Ritmos do salto em marcas no solo com queda na areia
Objetivos: aprender e compreender os ritmos dos saltos.
• Fazer marcas no chão com cordas ou linhas.
• A distância das cordas ou linhas deverá ser proporcional aos saltos.
• Fazer uma corrida curta antes de começar a saltar.
• Aumentar a distância dos saltos na medida do possível.
Descrição da Imagem: figura ilustrativa em preto e banco, mostra o desenho do final da pista, antes da caixa de areia (à direita) mostrando que 
são nos metros finais que deve acontecer a fase do hop, step e jump para terminar o salto na caixa. Uma seta da esquerda para a direita indica 
a direção do movimento. De lado a lado da pista existem 03 marcações. Começa do lado esquerdo da pista em uma distância de 2m cada, essas 
marcações atravessam a pista chegando no lado direito a 4m de distância de cada uma. Essas marcações indicam onde as fases do salto devem 
começar. Entre a primeira e a segunda linha: HOP. Entre a segunda e a terceira: STEP. Após a terceira: JUMP.
Figura 23 – Ilustração da variação do exercício 4 / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
Exercício 5 – Salto triplo com corrida de média distância
Objetivos: compreender e praticar o salto completo.
• Fazer uma marca de 10 a 15 m.
• Correrem direção a uma marca ou a uma tábua de impulsão.
• Realizar a sequência completa com queda na areia.
• Manter o ritmo do hop e do step.
112 
 
Descrição da Imagem: figura ilustrativa em preto e branco, mostrando um atleta realizando o salto em distância completo, com vista lateral, 
em uma sequência de 12 posições. O atleta está com a perna direita destacada com uma cor diferente, para melhor visualização.
Posição um: Com a cabeça voltada à frente, o atleta encosta a perna esquerda no chão, semiflexionada e a perna direita está totalmente flexio-
nada atrás. Braços ao lado do corpo, em trajetórias opostas.
Posição dois: Aqui, a perna direita que estava flexionada atrás do corpo, agora, é flexionada à frente, direciona o atleta para cima e para frente. 
A perna esquerda auxilia nesse processo estendendo-se para impulsionar o movimento. Braços flexionados, direito atrás e esquerdo à frente.
Posição três: Nessa posição, o atleta começa a realizar o movimento de troca de pernas, para que a perna esquerda toque novamente o chão, 
fazendo um “passo no ar”. Então a perna esquerda é totalmente flexionada e se posiciona ao lado do corpo. A perna direita é estendida abaixo em 
um movimento de frente para trás. Os braços estão abertos e semi flexionados para dar sustentação ao movimento. Cabeça voltada para frente.
Posição quatro: Nessa parte a perna esquerda já toca o solo novamente. A perna direita flexionada atrás, vem em uma direção de trás para 
frente, os braços ainda estão semi flexionados atrás e a cabeça voltada para frente. 
Posição cinco: Essa posição é onde o corpo é impulsionado para cima e para frente pela perna esquerda, a perna direita está flexionada à frente. 
Braços flexionados à frente e cabeça voltada para frente.
Posição seis: Já em fase de voo, o atleta tem as pernas flexionadas, com a direita à frente e a esquerda atrás. Braços estendidos à frente. Cabeça 
voltada à frente.
Posição sete: O atleta, está com a perna esquerda flexionada atrás, perna direita já tocando o solo, braços flexionados, o esquerdo à frente e o 
direito atrás. Cabeça voltada à frente.
Posição oito: Essa posição é onde o corpo é impulsionado para cima e para frente pela perna esquerda, a perna direita está flexionada à frente. 
Braços flexionados à frente e cabeça voltada para frente.
Posição nove: Já em fase de voo, o atleta tem a perna esquerda flexionada à frente, e a esquerda estendida atrás, em um movimento de trás 
para frente. Braços estendidos acima da cabeça. 
Posição dez: O tronco é inclinado para frente ainda em fase de voo, fazendo com que as pernas fiquem juntas e flexionadas à frente. Os braços 
ainda estão estendidos para frente e para o lado. 
Posição onze: O atleta está com as pernas ainda juntas, porém agora semiflexionadas à frente, já tocando o solo. O tronco ainda semi flexionado 
à frente, Braços para trás e flexionados.
Posição doze: O atleta já toca o chão tendo que flexionar totalmente os joelhos, a fim de ficar como “agachado” tombando o corpo para o lado 
direito. Braço esquerdo estendido acima da cabeça e o direito flexionado à frente.
Figura 24 – Ilustração do salto completo / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
Você já ouviu falar de João Carlos de Oliveira? Para falarmos dele não podemos esquecer que João do Pulo, 
como ele ficou conhecido, foi considerado o maior atleta do país por Dietrich Gerner, figura considerada 
importante na época e um dos maiores conhecedores do mundo de técnicas de preparação para o salto 
triplo. Foi o primeiro atleta do atletismo a ganhar quatro medalhas de ouro na história dos Jogos Pan-Ame-
ricanos. Ele ainda obteve duas medalhas de bronze olímpicos no triplo (em Montreal-1976 e Moscou-1980) 
e foi tricampeão da antiga Copa do Mundo, em Dusseldorf-1977, Montreal-1979 e Roma-1981. O salto que 
proporcionou seu recorde mundial no México foi eleito uma das 100 mais belas performances do atletismo 
mundial, em 1987, quando a IAAF completou 75 anos.
Fonte: Savazoni (2018, on-line)1. 
 113
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
SALTO EM ALTURA
Não está bem definida a origem desta forma de salto, 
porém, o que se tem de registro é que ela tenha começa-
do a ser praticada nos ginásios alemães, principalmente 
como disciplina militar. Johann Guts Muths, autor do 
livro Gymnastik für die Jugend, de 1793, apresenta cer-
to tipo de salto em altura que começou como ativida-
de infantil. A partir de 1820, as escolas militares alemãs 
começaram a ensinar uma técnica de apoio das mãos. 
Existe grande variedade de técnicas para o salto em altu-
ra: o estilo tesoura, utilizado na iniciação, não tem a ne-
cessidade de um colchão; o estilo “rolo ventral”; e o mais 
utilizado atualmente, o estilo “fosbury flop”, ou de costas.
No salto em altura temos um objetivo central a ser 
alcançado para atingirmos o alvo no movimento do salto: 
transpor a barra. Porém, para que isso aconteça, o atleta/
aluno deve compreender a necessidade de elevar o centro 
de gravidade acima da barra e fazer uso de uma das técni-
cas autorizadas pelo regulamento técnico da prova.
As figuras a seguir ilustram o centro de gravidade 
em diversas posições:
Descrição da Imagem: Nessa imagem em preto e branco vemos 
uma pintura antiga, representando o salto em altura nos primór-
dios. São dois troncos verticalmente posicionados com bases em 
“X” e um tronco mais fino (vara) posicionado horizontalmente, atre-
lado aos dois troncos. Vemos também uma pessoa saltando, em 
fase de voo, tendo as duas pernas totalmente flexionadas à frente, 
braços estendidos acima da cabeça e tronco levemente inclinado à 
frente. Duas pessoas posicionadas ao lado do salto, parecem estar 
apreciando o exercício. Vemos ainda outras duas pessoas atrás 
do movimento, de costas, sendo que uma delas segura uma vara.
Figura 25 - Salto em altura / Fonte: Guts Muts (1793).
114 
 
Descrição da Imagem: a figura mostra um homem em 07 posições diferentes evidenciando como o centro de gravidade é alterado dependendo 
do movimento. Um atleta realizando o salto em altura em diferentes posições. Um ponto vermelho indicando o centro de gravidade de cada 
posição. A vara de altura está demonstrada em cor amarela.
Posição um: O atleta está fazendo a passagem de costas para a vara. O corpo está totalmente curvado acima da vara, os braços alinhados com 
o tronco. Pernas juntas e flexionadas. Cabeça “olhando para cima”. O centro de gravidade localiza-se acima do quadril, posterior do tronco.
Posição dois: De lado, olhando para a esquerda Salta na posição grupada. Joelhos totalmente flexionados na altura do peito. Braços estendidos 
à frente do corpo. O centro de gravidade localiza-se na altura do umbigo (vista lateral: coxa).
Posição três: Nessa posição o atleta está passando de lado pela vara. Onde o braço esquerdo está alinhado horizontalmente com a vara, junto 
com a perna direita. Tronco inclinado lateralmente e braço direito e perna esquerda atrás. O centro de gravidade localiza-se quase na lateral 
do abdômen.
Posição quatro (vista posterior): Aqui o atleta está passando de lado. A imagem mostra o atleta como se estivesse deitado sobre a vara. Braço 
esquerdo já à frente e braço direito ao lado do corpo. Pernas juntas, esquerda flexionada e direita estendida. O centro de gravidade localiza-se 
logo acima da linha do quadril.
Posição cinco: O atleta está em posição de decúbito ventral acima da vara. Perna esquerda flexionada de um lado da vara, numa linha reta. Perna 
direita estendida acima e paralela à vara. Braço direito estendido abaixo e braço esquerdo flexionado atrás do corpo. O centro de gravidade 
localiza-se na altura do umbigo.
Posição seis: O atleta está em posição de decúbito ventral acima da vara. Perna esquerda flexionada de um lado da vara. Perna direita estendida 
acima e paralela à vara. Braço direito estendido abaixo e braço esquerdo flexionado na região do quadril. O tronco encurvado para frente, um 
pouco abaixo da linha da vara. O centro de gravidade localiza-se na altura do umbigo.
Posição sete: Olhandopara a esquerda, o atleta salta sobre a vara com o corpo totalmente estendido. Braços e pernas estendidas abaixo. O 
centro de gravidade localiza-se na altura do umbigo (vista lateral: Cotovelo).
Figura 26 – Indicação do centro de gravidade em diversas posições / Fonte: o autor.
O salto em altura é dividido em quatro fases: corrida, impulsão, suspensão, transposição da barra e queda. Na 
corrida, o saltador acelera e deve se preparar para o impulso. Na impulsão, ele deve transferir a velocidade horizontal 
para a impulsão vertical. Na suspensão, o saltador transpõe a barra. A queda deverá ser realizada de forma correta 
para evitar lesões.
 115
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
A corrida: o objetivo da corrida é ganhar velocidade proporcional para o salto.
Características técnicas: a corrida tem a forma de um “J” invertido com a primeira parte em reta (três a seis pas-
sos) e a segunda em curva (quatro a cinco passos). Nos primeiros passos, o apoio dos pés deve ser plantar, e o tronco, 
inclinar-se levemente à frente. A velocidade da corrida é progressiva.
Descrição da Imagem: são 3 ilustrações da corrida em curva para o salto em altura. 
Figura 1: A imagem, em preto e branco, mostra o trajeto e o local do salto em altura. É um sarrafo apoiado em duas hastes, logo atrás um colchão/
espuma para a caída pós salto. No chão é possível observar as linhas do trajeto. As linhas retas, indicam os locais A, B e C em forma de “L”. A 
parte mais longa do “L” é divida em duas partes: C na parte distal e B na parte proximal do ângulo reto. A parte A é composta pela linha menor 
do “L” que , por sua vez, termina no local de caída pós salto. No interior do “L”, é possível ver uma linha curva, com os passos para o salto. Essa 
linha começa na parte C. Os passos começam entre a parte C e B, com o passo 05, com a pegada esquerda. Passos 04, 03, 02 e 01 fazem uma 
linha curva em direção ao salto, com as pegadas direita, esquerda, direita, esquerda, respectivamente.
Figura 2 – Um atleta – 4 posições: ilustração em preto e branco, traz um atleta fazendo a última passagem de pés antes de saltar. Movimento 
da direita para a esquerda. Primeira posição: Um atleta com os braços semi flexionados à frente. Perna direita tocando o solo, perna esquerda 
flexionada atrás. Segunda posição: Perna direita tocando o solo, semiflexionada. Esquerda flexionada ao lado da direita para fazer a passagem. 
Braços abertos e semi flexionados. Terceira posição: Com o corpo inclinado para trás, os braços estão ao lado do corpo e a perna direita já está 
em meia ponta impulsionando o corpo para a frente, enquanto a perna esquerda está estendida à frente quase tocando o chão.Quarta posição: 
A perna esquerda toca o solo, totalmente estendida. Perna direita flexionada atrás. Braços baixos e posicionados lateralmente ao tronco. Tronco 
levemente inclinado à esquerda.
Figura 3 – Um atleta – 2 posições: imagem colorida.
Posição um (atleta da direita): De costas, o atleta está em posição de corrida, perna esquerda estendida tocando o solo, perna direita flexionada 
atrás. Braços semi flexionados, direito à frente e esquerdo atrás. Tem uma linha reta, posicionada verticalmente indicando que o atleta está ereto. 
Posição dois (atleta da esquerda): De costas em posição de corrida, fazendo uma “curva” inclinado para o lado esquerdo, perna esquerda estendida 
tocando o solo, perna direita flexionada atrás. Braços semi flexionados, direito à frente e esquerdo atrás. Tronco inclinado para a esquerda. Nas 
pernas existem três setas, horizontal (Fctr), vertical (Fap) e diagonal superior esquerda (Fq). A linha reta posicionada verticalmente em posição 
ao tronco, cruza, acima da cabeça do atleta um linha horizontal (∆H).
Figura 27 – Ilustração da corrida em curva para o salto em altura / Fonte: os autores.
116 
 
A impulsão: o objetivo da fase de impulsão é de maximizar a velocidade vertical e iniciar as rotações das alavancas 
para iniciar a elevação do corpo.
Características técnicas: o pé deve fazer um apoio rápido e ativo com uma ação rápida dos pés em direção ao 
solo. O pé deve apontar para o colchão ou à direção do salto (1). Os tempos de apoio do pé e da flexão do joelho devem 
ser rápidos e minimizados. O tronco deverá estar na vertical no final da impulsão (2).
Descrição da Imagem: figura em preto e branco, mostra um atleta correndo em curva para pegar impulso para o salto em altura, demonstrado 
com uma sequência de 4 posições. Movimento da direita para esquerda.
Posição um: A perna esquerda toca o solo, totalmente estendida (aqui, existe um círculo no pé esquerdo, indicando o início do salto). Perna 
direita flexionada atrás. Braços baixos e posicionados lateralmente ao tronco. Tronco levemente inclinado à esquerda. Existe um número (1 – 
um), ao lado da perna esquerda.
Posição dois: Perna esquerda semiflexionada, ainda tocando o solo. Perna direita flexionada, posiciona-se ao lado do corpo. Braços flexionados 
à frente. Tronco inclinado à esquerda.
Posição três: Perna esquerda quase sai de contato com o solo após a impulsão para cima. Perna direita está flexionada à frente e para cima. 
Braços flexionados na altura da cabeça. Existe um número dois na altura da cabeça e uma linha posicionada verticalmente em relação ao corpo.
Posição quatro: Em fase de voo, a perna esquerda está estendida abaixo. A perna direita está flexionada à frente e para cima. Braços flexionados 
na altura da cabeça. Tronco levemente inclinado à direita.
Figura 28 – Fase de impulsão para o salto em altura / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
A suspensão: o objetivo desta fase é transpor a barra sem tocá-la.
As características técnicas desta fase orientam que a posição do final da fase de impulsão seja mantida durante 
a elevação do corpo (1). O braço do lado da perna de impulsão deverá ser estendido na direção da barra. O quadril 
transpõe essa barra e, para que isto ocorra, as costas deverão ser estendidas formando um arco. A cabeça e as pernas, 
neste momento, estarão mais baixas que o quadril. Os joelhos devem ser afastados para melhor extensão da coluna.
 117
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
O objetivo da fase de queda é cair de forma segura, evitando qualquer tipo de lesão decorrente da queda.
As características técnicas desta fase orientam o saltador a posicionar a cabeça junto ao peito, sendo que a queda 
deve ser feita sobre os ombros e as costas. Os joelhos devem se afastar, evitando, assim, contato com o rosto.
Descrição da Imagem: figura em preto e branco, mostra uma atleta realizando a transposição do sarrafo com uma sequência de 4 posições.
Posição um: Em fase de voo, a perna esquerda está estendida abaixo. Perna direita está flexionada à frente e para cima, existe um círculo no 
joelho direito com o número 01. Braço esquerdo flexionado na lateral do tronco e braço direito estendido acima, alcançando o sarrafo. Tronco 
inclinado à direita.
Posição dois: O tronco está acima do sarrafo curvado para trás, braços ao lado do corpo e pernas juntas estendidas abaixo.
Posição três: O tronco já passa o sarrafo, ainda curvado para trás, braços ao lado do corpo e pernas juntas flexionadas, bem próximo ao sarrafo.
Posição quatro: O corpo já passou do sarrafo e está em fase descendente do salto, com as pernas ainda flexionadas e braços ao lado do corpo.
Figura 29 – Fase de transposição do salto em altura / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
Descrição da Imagem: figura em preto e branco, mostra um atleta na fase final do salto 
em altura, a queda no colchão, demonstrada por meio de uma sequência de 03 posições.
Posição um: O corpo já passou do sarrafo e está em fase descendente do salto, com as 
pernas ainda flexionadas e braços ao lado do corpo.
Posição dois: A cabeça do atleta é flexionada à frente do corpo, assim como as pernas, 
que fazem a flexão do quadril e estão semiflexionadas, para que a parte posterior do 
tronco toque primeiro no colchão. Braços abertos e à frente.
Posição três: O tronco já toca o colchão, as pernas ainda estão acima da cabeçae es-
tendidas. Braços ao lado do corpo.
Figura 30 – Fase da queda para o salto em altura
Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
118 
 
Exercícios técnico-pedagógicos para o processo de ensino-aprendizagem 
Exercício 1 – Aprendendo a correr para o salto
Objetivo: aprender a correr em curva.
• Correr fazendo curvas (slalon).
• Correr em formato de “8”.
• Correr rapidamente e com controle.
• Aumentar a velocidade na entrada da curva.
• Fazer corrida elevando os joelhos de forma ativa e rápida.
Exercício 2 – Corrida em curva com impulsão no final
Objetivo: aprender a transferir a velocidade horizontal para a fase de impulso sem perda de velocidade.
• A partir de um ponto, correr em linha reta e marcar uma curva no final.
• Correr de quatro a seis passos.
• Aumentar a velocidade e a frequência dos passos.
• No final da curva, simular um salto hop.
• Usar alvos variados para se orientar.
Descrição da Imagem: Duas figuras, a primeira, da esquerda para direita, trata-se de uma a linha com quatro curvas, posicionada horizontalmente. 
A segunda é um trajeto em forma de “infinito”, com setas indicando a direção. Na primeira curva, sentido anti-horário. Na segunda, sentido horário.
Figura 31 – Ilustração do exercício 1 / Fonte: os autores.
 119
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Exercício 3 – Saltos estilo tesoura
Objetivo: aprender a fazer a impulsão vertical.
• Correr em reta ou em curva.
• O pé deve ser colocado na direção da corrida para fazer a impulsão.
• Aumentar progressivamente a altura da barra.
• Na queda, o saltador deverá cair em apoio com o pé contrário ao de impulso.
• Nota: este estilo de salto poderá ser realizado em locais que não tenham colchões para a queda. Poderão ser 
utilizadas a grama ou a areia.
Descrição da Imagem: duas figuras em preto e branco, mostrando um atleta realizando exercício de salto com elevação do joelho para o salto 
em altura.
Primeira figura: Mostra um atleta em fase de voo, realizando o processo de passagem e o salto, o mais alto que conseguir em um determinado 
galho de uma árvore. E logo após faz o mesmo movimento no sarrafo. A perna esquerda está estendida abaixo, perna direita está flexionada à 
frente e para cima. Braço esquerdo flexionado na lateral do tronco e braço direito estendido acima, alcançando o sarrafo, tronco inclinado à direita.
Segunda figura: Mostra um atleta em fase de voo, realizando o processo de passagem e o salto, o mais alto que conseguir em uma trave de gol 
do futebol. A perna esquerda está estendida abaixo, perna direita está flexionada à frente e para cima. Braço esquerdo flexionado na lateral do 
tronco e braço direito estendido acima, alcançando o sarrafo. Tronco inclinado à direita.
Figura 32 – Ilustração do exercício 2 / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
120 
 
Descrição da Imagem: figura em preto e branco, mostra um atleta realizando o salto em altura tipo tesoura com uma sequência de 06 posições 
(da direita para a esquerda). O atleta está com a perna esquerda sinalizada de preto para melhor visualização do movimento.
Posição um: O atleta chega próximo ao sarrafo com o pé esquerdo apoiado no chão, tronco inclinado para trás e perna direita flexionada atrás. 
Braços flexionados, esquerdo atrás e direito à frente.
Posição dois: Perna esquerda sai do contato com o solo, mas mantém-se estendida para baixo, enquanto a direita é estendida acima e para 
frente já passando da altura do sarrafo. Tronco inclinado para frente. Braços flexionados, esquerdo na frente e direito atrás.
Posição três: Perna esquerda já está semiflexionada porém ainda para baixo, perna direita estendida acima já quase terminando de passar o 
sarrafo. Braços estendidos, ao lado do corpo. Tronco inclinado à frente.
Posição quatro: Aqui o atleta já encontra-se totalmente sobre o sarrafo. Perna esquerda começa a se flexionar em direção à direita. Enquanto a 
direita está entendida do outro lado do sarrafo, já pronta para o trajeto descendente em direção ao solo. Braços estendidos, esquerdo à frente 
e direito ao lado do corpo. Tronco inclinado à frente.
Posição cinco: Aqui o atleta já transpôs totalmente o sarrafo. Tronco inclinado à frente. Braços estendidos à frente e pernas estendidas à frente 
em trajeto descendente, onde a perna direita irá tocar o solo primeiro.
Posição seis: Perna direita toca o solo, estendida, enquanto a esquerda permanece em trajeto descendente. Braço direito estendido acima da 
cabeça. Braço esquerdo flexionado ao lado do corpo. Tronco inclinado à frente.
Figura 33 – Ilustração do exercício 3 / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
 121
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Descrição da Imagem: três figuras em preto e branco, demonstrando o movimento de elevação do quadril e queda no colchão.
Primeira imagem: Um atleta - 03 posições: Atleta de costas para três colchões empilhados um em cima do outro. Vista Lateral.
Posição um: o atleta de costas para a pilha de colchões, com as pernas juntas e semiflexionadas. Tronco inclinado para frente, braços semi 
flexionados ao lado do corpo.
Posição dois: Em fase de voo o atleta estende os braços acima da cabeça e inclina seu corpo para trás, mantendo as pernas unidas e estendidas.
Posição três: O atleta realiza a aterrissagem com as costas no colchão e os joelhos flexionados abaixo. Braços flexionados ao lado do corpo.
Segunda imagem: Um atleta - 02 posições: Atleta de costas para um colchão no chão. Entre ele e o colchão, existe uma barreira para que ele 
possa sobrepassar.
Posição um: O atleta está em fase de voo, com o corpo em total inclinação para trás. Pernas juntas e semiflexionadas. Braços flexionados ao 
lado do corpo.
Posição dois: Corpo em forma de “L” (éle), Pernas juntas e estendidas para cima, corpo em direção ao chão, a fim de tocar as costas no colchão. 
Braços estendidos ao lado do corpo.
Terceira imagem: Um atleta - 03 posições: Atleta de costas para dois colchões empilhados no chão. Entre ele e os colchões, existe uma barreira 
para que ele possa sobrepassar. Na primeira posição, o atleta está em cima de um bloco.
Posição um: O atleta está em cima de um bloco, de costas para a pilha de colchões, com as pernas juntas e semiflexionadas. Tronco inclinado 
para frente, braços semi flexionados ao lado do corpo.
Posição dois: O atleta está em fase de voo, com o corpo em total inclinação para trás. Pernas juntas e semiflexionadas. Braços flexionados ao 
lado do corpo.
Posição três: Corpo em forma de “L” (éle), Pernas juntas e estendidas para cima, corpo em direção ao chão, a fim de tocar as costas no colchão. 
Braços estendidos ao lado do corpo.
Figura 34 – Ilustração do exercício 4 / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
122 
 
Exercício 5 – Transposição com corrida usando joelhos altos
Objetivo: aprender a correr no ritmo para saltar.
• Marcar uma distância em reta e em curva de cinco a sete passos.
• Correr com frequência de passo elevada.
• Correr com elevação alta dos joelhos.
• Não abaixar o quadril na preparação para a impulsão.
Descrição da Imagem: Figura em preto e branco, mostrando um atleta realizando a sequência do salto em altura sem a queda, em 9 posições 
(da direita para a esquerda). O atleta está com a perna esquerda sinalizada de preto para melhor visualização do movimento, durante as 06 
primeiras posições. Uma linha indica o sarrafo e existe um retângulo indicando o colchão.
Posição um: O atleta está em fase de corrida, com a perna esquerda tocando o solo, perna direita flexionada à frente. Braço esquerdo à frente 
e direito ao lado do corpo, ambos flexionados.
Posição dois: Perna esquerda flexionada ao lado do corpo, perna direita estendida e tocando o solo. Braços semi flexionados ao lado do corpo.
Posição três: Perna direita estendida, ainda tocando o solo, impulsionando o corpo à frente, perna esquerda flexionada à frente, braços flexio-
nados, esquerdo atrás e direito à frente.
Posição quatro: perna esquerda toca o solo semiflexionada, perna direita flexionada ao lado do corpo, braços também flexionados e ao lado 
do corpo.Posição cinco: Perna esquerda quase sai de contato com o solo após a impulsão para cima. Perna direita está flexionada à frente e para cima. 
Braços flexionados na altura da cabeça.
Posição seis: Em fase de voo, a perna esquerda está estendida abaixo. A perna direita está flexionada à frente e para cima. Braços flexionados 
na altura da cabeça. Tronco levemente inclinado à direita.
Posição sete: Em fase de voo, a perna esquerda está estendida abaixo. Perna direita está semiflexionada à frente e para cima. Braço esquerdo 
flexionado na lateral do tronco e braço direito estendido acima, alcançando o sarrafo. Tronco inclinado à direita.
Posição oito: O tronco está acima do sarrafo curvado para trás, braços ao lado do corpo e pernas juntas estendidas abaixo.
Posição nove: O tronco já passa o sarrafo, ainda curvado para trás, braços ao lado do corpo e pernas juntas flexionadas, bem próximo ao sarrafo.
Figura 35 – Sequência do salto em altura sem a queda / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
 123
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Exercício 6 – Sequência completa do salto
Objetivo: realizar o movimento completo do salto.
• Fazer uma marca com reta e curva a partir de um ponto.
• Correr com uma corrida curta de quatro a seis passos.
• Aumentar progressivamente o tamanho da corrida e a velocidade.
Descrição da Imagem: figura em preto e branco, mostrando um atleta realizando a sequência completa do salto em altura com 13 posições 
(da direita para a esquerda).
Posição um: Um atleta com os braços semi flexionados à frente. Perna direita tocando o solo, perna esquerda flexionada atrás.
Posição dois: Perna direita tocando o solo, semiflexionada. Esquerda flexionada ao lado da direita para fazer a passagem. Braços abertos e semi 
flexionados.
Posição três: Com o corpo inclinado para trás, os braços estão ao lado do corpo e a perna direita já está em meia ponta impulsionando o corpo 
para a frente, enquanto a perna esquerda está estendida à frente quase tocando o chão.
Posição quatro: A perna esquerda toca o solo, totalmente estendida. Perna direita flexionada atrás. Braços baixos e posicionados lateralmente 
ao tronco. Tronco levemente inclinado à esquerda.
Posição cinco: Perna esquerda semiflexionada, ainda tocando o solo. Perna direita flexionada, posiciona-se ao lado do corpo. Braços flexionados 
à frente. Tronco inclinado à esquerda.
Posição seis: Perna esquerda quase sai de contato com o solo após a impulsão para cima. Perna direita está flexionada à frente e para cima. 
Braços flexionados na altura da cabeça. Existe um número dois na altura da cabeça e uma linha posicionada verticalmente em relação ao corpo.
Posição sete: Em fase de voo, a perna esquerda está estendida abaixo. A perna direita está flexionada à frente e para cima. Braços flexionados 
na altura da cabeça. Tronco levemente inclinado à direita.
Posição oito: Em fase de voo, a perna esquerda está estendida abaixo. Perna direita está semiflexionada à frente e para cima. Braço esquerdo 
flexionado na lateral do tronco e braço direito estendido acima, alcançando o sarrafo. Tronco inclinado à direita.
Posição nove: O tronco está acima do sarrafo curvado para trás, braços ao lado do corpo e pernas juntas estendidas abaixo.
Posição oito: O tronco está acima do sarrafo curvado para trás, braços ao lado do corpo e pernas juntas estendidas abaixo.
Posição nove: O tronco já passa o sarrafo, ainda curvado para trás, braços ao lado do corpo e pernas juntas flexionadas, bem próximo ao sarrafo.
Posição dez: O corpo já passou do sarrafo e está em fase de transposição do sarrafo, com as pernas ainda flexionadas e braços ao lado do corpo.
Posição onze: O corpo já passou do sarrafo e está em fase descendente do salto, com as pernas ainda flexionadas e braços ao lado do corpo.
Posição doze: A cabeça do atleta é flexionada à frente do corpo, assim como as pernas, que fazem a flexão do quadril e estão semiflexionadas, 
para que a parte posterior do tronco toque primeiro no colchão. Braços abertos e à frente.
Posição treze: O tronco já toca o colchão, as pernas ainda estão acima da cabeça e estendidas. Braços ao lado do corpo.
Figura 36 – Sequência completa do salto em altura / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
124 
 
Título: Jump in!
Ano: 2007
Sinopse: Izzy Daniels, um boxeador adolescente, é incentivado pelo pai a treinar 
e a conquistar um importante título. Mas o jovem descobre outro talento especial 
quando entra em um time de garotas que pulam corda.
SALTO COM VARA
O salto com vara é original dos britâni-
cos, há registros que esta prova era pra-
ticada entre a nobreza inglesa. No fim 
do século XVII, este evento era uma 
disciplina de ginástica na Inglaterra e 
na Alemanha e há registros de com-
petições que datam de 1843. As varas 
usadas durante o século XIX eram 
muito pesadas e equipadas com três 
pregos de ferro na base. As de bambu 
foram trazidas do Japão para a Europa 
e a América do Norte durante os pri-
meiros anos do século XIX e eram en-
caixadas em um buraco antes do salto. 
Com o tempo, foram inventadas varas 
de fibra de vidro, de carbono etc., e foi 
o que permitiu a evolução das alturas 
de transposição, aumentando a segu-
rança (CBAt, 2013).
Como nos outros saltos, o com vara 
é dividido em fases, a saber: corrida, 
encaixe, impulsão, agrupamento, exten-
são, rotação e transposição da barra.
 125
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Descrição da Imagem: figura em preto e branco, mostra um atleta realizando a sequência completa do salto com vara, em 17 posições. Nas três 
primeiras posições o atleta tem a perna direita na cor preta para melhor visualização. Até a posição 14, o atleta tem a vara em mãos. Os movi-
mentos são agrupados por sequências: Posições 01, 02 e 03 – Corrida de impulso/ Posições 04, 05 e 06 – Apresentação e encaixe/ Posições 07 e 
08 – Chamada e penetração/ Posições 09, 10, 11, 12 e 13 – Agrupamento, rotação e extensão/ Posições 14, 15, 16 e 17 – Transposição do Sarrafo.
Posição um: O atleta está com os braços flexionados segurando a vara e elevando-a acima da linha da cabeça, tem a perna direita tocando o 
solo à frente, semiflexionada. Perna esquerda atrás flexionada.
Posição dois: O atleta está com os braços flexionados segurando a vara e elevando-a acima da linha da cabeça. Perna direita flexionada à frente, 
perna esquerda estendida atrás, tocando o solo.
Posição três: O atleta está com os braços flexionados segurando a vara e elevando-a acima da linha da cabeça, tem a perna direita tocando o 
solo à frente, semiflexionada. Perna esquerda atrás flexionada.
Posição quatro: O atleta aponta a vara em direção ao solo, elevando os cotovelos na altura dos ombros. Perna direita semiflexionada, perna 
flexionada atrás.
Posição cinco: Perna esquerda flexionada à frente, perna direita estendida atrás tocando o solo. Braços estendidos acima da cabeça segurando 
a vara.
Posição seis: Perna esquerda à frente estendida e tocando o solo, perna esquerda flexionada atrás, braços estendidos acima da cabeça, segu-
rando a vara que já está encaixada na base.
Posição sete: Perna esquerda estendida, impulsiona o corpo para cima, perna direita é flexionada à frente, braços ainda estendidos acima da 
cabeça, fazem força para utilizar a vara como uma alavanca.
Posição oito: O atleta já em suspensão, mantém a perna direita flexionada à frente e a esquerda estendida atrás, fazendo com que o corpo fique 
como um pêndulo, curvando levemente a vara.
Posição nove: Perna direita à frente e flexionada, perna esquerda abaixo e estendida. Braços estendidos acima da cabeça. Quadril é impulsionado 
para frente. A vara fica um pouco mais curvada.
Posição dez: Perna direita à frente e flexionada, perna esquerda abaixo e estendida. Braços estendidos acima da cabeça. Quadril é impulsionado 
para frente, corpo em “balanço”. A vara fica um pouco mais curvada.
Posição onze: O atleta está com as pernas semiflexionadas apontando para cima, os braços estão estendidos, segurando a vara que está em 
sua curvatura máxima.
Posição doze: O atleta é impulsionadopela vara, para cima, verticalmente braços e pernas estendidos para cima. O atleta começa a virar, para 
que passe em decúbito ventral por cima do sarrafo.
Posição treze: O atleta termina seu giro, com os braços estendidos abaixo segurando a vara, pernas estendidas acima, prontas para iniciar a 
transposição do sarrafo.
Posição quatorze: O atleta agora, termina sua impulsão com a vara, jogando-a para trás, fazendo com que seu corpo faça uma leve flexão de 
quadril, para passar o sarrafo. Pernas estendidas. Braço esquerdo flexionado e direito estendido, empurrando a vara.
Posição quinze: O atleta já terminou a transposição do sarrafo e está em fase descendente do salto, pernas unidas e semiflexionadas abaixo, 
braços estendidos à frente do corpo, terminando de transpassar o sarrafo.
Posição dezesseis: Aqui o atleta se prepara para a queda, estendendo seus braços acima da cabeça e flexionando suas pernas atrás do corpo, 
para que caia de costas no colchão.
Posição dezessete: Já realizada a queda, com as costas no colchão, os braços estão estendidos à frente e as pernas semiflexionadas acima.
Figura 37 – Sequência completa do salto com vara / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
126 
 
A pista do salto com vara deve medir pelo menos 
45 metros, nela o atleta deve saltar sobre um sarrafo 
que se encontra apoiado em duas traves posiciona-
das verticalmente, para isso ele conta com o auxílio 
de uma vara. O atleta pode realizar até 3 tentativas na 
altura escolhida por ele. A queda do sarrafo causada 
pela vara ou pelo corpo do atleta é considerada como 
falta, além disso também é considerada uma infração 
a mudança da posição das mãos após o encaixe da 
vara na caixa de apoio. Se ocorrerem 3 faltas seguidas 
o atleta é excluído da prova.
O salto com vara possui 3 fases, estas devem ser 
compreendidas em suas particularidades para que 
aconteça um bom aprendizado. O melhor método 
para a aprendizagem do salto é decompor em partes, 
ensinando das partes para o todo, compreendendo 
desde o início de onde vem a força do salto. As fa-
ses são: corrida (nela o atleta realiza uma corrida de 
aproximação, a vara deve ser empunhada sempre do 
lado contrário à perna de impulsão para não atrapa-
lhar o salto, para adquirir velocidade mantendo um 
ritmo que será essencial para o salto), impulsão ( nes-
sa fase acontece o encaixe da vara na caixa de apoio 
e o atleta se prepara para transpor o sarrafo) e queda 
(nesta fase acontece a queda no colchão após o atleta 
ter superado o sarrafo, buscando amortecer a queda). 
Nesse Podcast você encontrará quais são as particularidades de cada fase 
do salto com vara, qual a origem da força do salto, compreendendo o que é 
essencial em cada uma a ser trabalhado com seus alunos/atletas.
 127
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Alguns exercícios podem ser realizados com destreza e experiência motriz com mínimo de risco à segurança.
Exercício 1 - Salto a partir de uma plataforma na areia
Objetivo: apoio em suspensão.
• Partir de uma plataforma.
• Realizar o salto com auxílio do professor, pois ele puxará a vara para frente.
• A queda deve ser feita em pé na areia ou na grama.
Descrição da Imagem: figura em preto e branco, mostrando um atleta realizando a transferência do corpo de um bloco para o colchão por 
meio de uma vara, em 04 posições. O atleta começa o movimento em cima de um bloco e termina em cima de um colchão. O atleta utiliza a vara 
apoiada em um ponto fixo, em todas as posições.
Posição um: Atleta em pé, com as pernas juntas e estendidas, segura o sarrafo com as duas mãos. A direita estendida acima da cabeça, mais 
próximo possível da ponta da vara. A esquerda flexionada, segura a vara na altura do nariz, à frente do corpo. A vara está apoiada no chão.
Posição dois: O atleta impulsiona o corpo para frente, elevando o joelho direito acima e mentando a perna esquerda estendida atrás. Mantém 
a posição dos braços.
Posição três: Aqui ocorre o grupamento das pernas flexionadas à frente. Mantém a posição dos braços.
Posição quatro: Mantendo a posição dos braços o atleta estende as duas pernas à frente, para preparar a aterrissagem, com a vara inclinada 
para a direita.
Figura 38 – Ilustração do exercício 1 / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
128 
 
Exercício 3 – Repetir o exercício anterior colocando uma corda elástica para transpor
Descrição da Imagem: figura em preto e branco, mostrando um atleta realizando a transferência do bloco para o chão utilizando a vara com 
uma sequência de 4 posições. O atleta começa o movimento em cima de um bloco e termina em uma caixa de areia. O atleta utiliza a vara 
apoiada em um ponto fixo, em todas as posições.
Posição um: Atleta em pé em cima do bloco e de frente com a caixa de areia, tem a perna direita flexionada à frente e a esquerda estendida 
atrás e segura o sarrafo com as duas mãos. A direita estendida acima da cabeça, mais próximo possível da ponta da vara. A esquerda flexionada, 
segura a vara na altura do nariz, à frente do corpo. A vara está apoiada no chão.
Posição dois: Aqui, o atleta já realizou o giro no ar, ficando de costas para a caixa de areia. Tem as pernas unidas e semiflexionadas. Braço di-
reito flexionado segurando a vara na altura do nariz, braço esquerdo semi flexionado, segura a vara um pouco mais abaixo, na altura do peito.
Posição três: Em fase descendente o atleta tem as pernas unidas e semiflexionadas. Braço direito flexionado segurando a vara na altura do nariz, 
braço esquerdo semi flexionado, segura a vara um pouco mais abaixo, na altura do peito.
Posição quatro: Aqui o atleta está quase tocando o solo, com as pernas unidas e semiflexionadas. Braço direito flexionado segurando a vara na 
altura do nariz, braço esquerdo estendido, impulsionando o corpo para trás.
Figura 39 – Ilustração do 
exercício 2 / Fonte: adaptado 
de Müller e Ritzdorf (2002).
Descrição da Imagem: figura em preto e bran-
co, mostrando um atleta transpondo uma corda 
elástica utilizando uma vara, com uma sequên-
cia de 4 posições. O atleta irá transpor um elás-
tico no lugar do sarrafo. Existe um bloco baixo 
para que o atleta faça a aterrissagem em pé.
Posição um: O atleta está em fase de voo com 
as mãos apoiadas e segurando a vara em uma 
posição lateral do corpo. Pernas semiflexiona-
das e unidas atrás. 
Posição dois: Aqui o atleta está quase tocando 
o solo, com as pernas unidas e semiflexiona-
das. Braço direito flexionado segurando a vara 
na altura do nariz, braço esquerdo estendido, 
impulsionando o corpo para trás.
Posição três: Já sem a vara, o atleta tem os bra-
ços estendidos acima da cabeça, pernas quase 
estendidas abaixo e prontas para tocarem o 
solo. Tronco levemente curvado à frente.
Posição quatro: A aterrissagem foi feita, com os 
pés unidos e pernas semiflexionadas, braços à 
frente do corpo semi flexionados. Tronco incli-
nado à frente.
Figura 40 – Ilustração do exercício 3 / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
Exercício 2 – Salto de uma plataforma com rotação
Objetivo: sustentar o corpo e girar.
• A partir de uma plataforma, saltar 
para frente.
• Fazer a rotação do corpo a partir da 
segunda metade do salto.
• Cair sobre os dois pés unidos olhan-
do para o ponto de partida.
 129
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
É comum o atleta condicionar-se a fim de se preparar 
fisicamente para os saltos. A seguir, alguns exercícios de 
orientação para que este objetivo seja alcançado.
Os exercícios técnicos condicionantes são 
classificados conforme as fases dos saltos. Em relação 
à primeira fase, que são os grupos de exercícios de 
corrida, são todos descritos para a sessão de corrida 
de velocidade.
Exercícios de corridas de aceleração específicos 
para todos os saltos
Exercícios de corrida específicos são corridas 
com acelerações imitando a corrida para o salto, corri-
das segurando a vara (para a modalidade de salto com 
vara) incluindo joelho alto, calcanhar atrás e joelho bai-
xo, corridas em slalom e em “J” (primeira parte reta, a 
segunda, em curva para direita e esquerda)para o salto 
em altura com e sem a parte da impulsão. 
Segue uma tabela com exercícios e suas respectivas 
distâncias, número de repetições e séries para a execu-
ção prática e o aprendizado.
Exercício Distância Repetições Séries Carga
Corridas de aceleração 20-40 m 3-5 2 Próprio corpo
Corridas com a vara 20-40 m 3 2 Próprio corpo
Corridas em curva 8-10 m 3-5 2 Próprio corpo
Tabela 1 – Orientação das cargas dos exercícios / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
Grupos de exercícios de saltos com impulsão, caindo na perna contrária (step)
• Salto na perna esquerda e/ou direita, caindo na contrária, elevando o joelho da perna após corrida de 5-6 m. 
• Salto na perna esquerda e/ou direita, caindo na contrária, elevando o joelho da perna após corrida rápida.
• Salto na perna esquerda e/ou direita, caindo na contrária, elevando o joelho da perna na rampa (subida).
• Cinco a dez saltos alternados em sequência, saltar o mais longo possível.
• Cinco a dez saltos alternados em sequência, saltar o mais longo possível na maior velocidade. 
130 
 
Observação: salto realizado com impulsão na perna esquerda e queda na perna direita. O joelho da perna livre(1) 
deverá manter-se na horizontal na fase de maior altura do salto. A perna livre deverá se estender antes de tocar no colo 
e ser puxada para trás em um movimento rápido (2).
Segue uma tabela com exercícios, distância, número de repetições e séries para a execução prática e o aprendizado.
Exercício Distância Repetições Séries Carga
Salto após partida em pé 20-50 m 3-5 2-4 Baixo
Salto após corrida curta 20-40 m 3-5 2-4 Médio
Salto após corrida rápida 15-20 m 2-4 1-3 Elevado
Saltos em rampa 20-50 m 2-4 1-3 Baixo
Tabela 2 – Orientação das cargas dos exercícios / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
Grupos de exercícios realizados na mesma perna hop 
Observação: os saltos com impulsão e queda na mesma perna produzem carga maior e, por este motivo, deve-se 
alternar a perna direita e esquerda em cada série de repetição.
Descrição da Imagem: figura em preto e branco, mostrando um atleta em vista lateral realizando um movimento de salto em uma sequência 
de 05 posições. O atleta está com a perna direita destacada com uma cor diferente, para melhor visualização.
Posição um: Aqui ocorre a passagem da perna direita de trás para frente flexionada. Perna esquerda estendida tocando o solo. Braços semi 
flexionados à frente e cabeça voltada para frente.
Posição dois: Essa posição é onde o corpo é impulsionado para cima e para frente pela perna esquerda, a perna direita está flexionada à frente. 
Braços flexionados à frente e cabeça voltada para frente.
Posição três: Já em fase de voo, o atleta tem as pernas flexionadas, com a direita à frente e a esquerda atrás. Braços estendidos à frente. Cabeça 
voltada à frente. Aqui a imagem mostra uma linha reta (1), entre o quadril e o joelho direito (flexionado à frente), indicando que a posição do 
joelho deve seguir a linha do quadril.
Posição quatro: Aqui o atleta está com a perna direita à frente pronta para o trajeto em direção ao solo. A perna esquerda está semiflexionada 
atrás. Braços semi flexionados, esquerdo na lateral e acima da cabeça e braço direito atrás. Cabeça voltada para frente. Aqui existe uma seta (2) 
saindo do pé direito que aponta para o solo, indicando a direção que o movimento deverá seguir.
Posição cinco: O atleta, está com a perna esquerda flexionada atrás, perna direita já tocando o solo, braços flexionados, o esquerdo à frente e 
o direito atrás. Cabeça voltada à frente.
Figura 41 – Mecânica do salto alternado / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
 131
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Observação: este salto é realizado com impulsão e queda na mesma perna. A direção do salto é para frente e para 
cima com elevação do joelho da perna livre (1). Na queda, a perna deverá ser puxada rapidamente em direção ao solo 
para manter o equilíbrio (2).
Segue uma tabela com exercícios, distância, número de repetições e séries para a execução prática e o aprendizado. 
Exercício Distância Repetições Séries carga
Salto após uma partida parada 10-15m 2-4 2-4 Média
Salto após uma corrida curta 10-20 2-4 2-4 Média
Salto após uma corrida rápida 10-15 1-3 1-3 Elevada
Salto subindo escadas 15-30 2-4 2-4 Média
Saltos alternando o lado, E-E-D-D-E-E etc. 10-20 2-4 1-3 Média
Tabela 3 – Orientação das cargas dos exercícios / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
Os saltos são as provas atléticas que exigem velocidade (vertical e horizontal) e impulsão, por isto, um bom saltador é também um 
bom velocista. Fica claro que o correr e o saltar andam sempre juntos e que, durante o treino/aula, faz-se necessário desenvolver 
atividades/exercícios das fases do salto, seja ele em distância, em altura, triplo ou com vara, cada um com as suas especificidades. 
Descrição da Imagem: figura em preto e branco, mostrando um atleta realizando a fase do hop com vista lateral, com 05 posições. O atleta está 
com a perna direita destacada com uma cor diferente, para melhor visualização.
Posição um: Aqui, a perna direita que estava flexionada atrás do corpo, agora, é flexionada à frente, direciona o atleta para cima e para frente. 
A perna esquerda auxilia nesse processo estendendo-se para impulsionar o movimento. Braços flexionados, direito atrás e esquerdo à frente. 
Nessa posição existe uma seta (1) que sai do quadril e aponta para cima e para frente, indicando a direção que o movimento deverá seguir.
Posição dois: Já em fase de voo, o atleta tem as pernas flexionadas, com a direita à frente e a esquerda atrás. Braços também flexionados, direito 
atrás e esquerdo à frente. Cabeça voltada à frente.
Posição três: Nessa posição, o atleta começa a realizar o movimento de troca de pernas, para que a perna esquerda toque novamente o chão, 
fazendo um “passo no ar”. Então a perna esquerda é totalmente flexionada e se posiciona ao lado do corpo. A perna direita é estendida abaixo em 
um movimento de frente para trás. Os braços estão abertos e semi flexionados para dar sustentação ao movimento. Cabeça voltada para frente.
Posição quatro: Aqui o atleta já fez a troca de pernas e está com a perna esquerda à frente pronta para o trajeto em direção ao solo. A perna 
direita está semiflexionada atrás. Braços semi flexionados atrás e cabeça voltada para frente. Aqui existe uma seta (2) que sai do pé esquerdo 
do atleta e aponta o solo. Indicando a direção que o movimento deverá seguir.
Posição cinco: Nessa parte a perna esquerda já toca o solo. A perna direita flexionada atrás, vem em uma direção de trás para frente, os braços 
ainda estão semi flexionados atrás e a cabeça voltada para frente.
Figura 42 – Mecânica do alto hop. / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
132 
 
Apesar de toda complexidade do salto com vara, 
assegurando a boa aprendizagem e o entendimento das 
fases, ele será aprendido facilmente. Cabe ao professor/
treinador apropriar-se desse conhecimento compreen-
dendo a mecânica de execução, a alteração do eixo de 
gravidade do corpo durante o movimento e as qualida-
des físicas exigidas, para que o seu trabalho de aprendi-
zado e preparação seja eficaz. Em casos de trabalho em 
ambientes (clubes, escolas, centros esportivos etc.) sem 
a disponibilidade de aparelhos oficiais, principalmente 
com crianças em iniciação, pode-se adaptar o espaço e 
os materiais para que o movimento seja ensinado, e a 
técnica percebida, tanto no uso do implemento (vara), 
quanto na ação de transferência do peso para a trans-
posição do sarrafo. Bons profissionais asseguram bons 
aprendizados.
Título: 100 Metros 
Ano: 2016
Sinopse: baseado em fatos reais da história de Ramón Arroyo, este filme mostra a 
vida de um publicitário sedentário. Sua vida passa por um período difícil após ser 
diagnosticado com esclerose múltipla aos 35 anos. Ao iniciar o tratamento, ouve o 
relato de um paciente que em pouco tempo não conseguirá mais caminhar nem 
mesmo 100 metros. O sofrimento e as limitações nosmovimentos e na fala são su-
perados com a ajuda do esporte. A cereja do bolo de sua recuperação é um grande 
desafio esportivo que você só conhecerá se assistir o filme até o fim.
Vamos retomar aqui o conhecimento dessa unidade, onde falamos sobre os diferentes tipos de provas de saltos que o 
atletismo apresenta. Aprendemos que os saltos têm em si algo próprio que são as fases iniciadas por um impulso, uma 
fase aérea ou de voo e a queda. A força da gravidade está agindo sobre os corpos constantemente e precisa ser vencida 
para que o corpo tenha impulso para chegar à fase aérea. Retomo novamente o conhecimento que tratamos sobre as 
leis da física na unidade 1, você irá precisar fazer a ligação entre os conteúdos aqui e lá de forma interdisciplinar aju-
dando seus alunos/atletas a compreender os saltos como um movimento motor e físico. Identificando em cada grupo 
a necessidade e o limite de cada um, a fase do movimento em que seu aluno/atleta se encontra, para que possa ofertar 
um exercício adequado para cada indivíduo.
 133
atividades de estudo
1. Leia o seguinte texto da BNCC (2018) e encontre nele subsídios para fazer relações com o salto com vara 
do Atletismo e das aulas de educação física na escola.
“Nas aulas, as práticas corporais devem ser abordadas como fenômeno cultural dinâmico, diversificado, 
pluridimensional, singular e contraditório. Desse modo, é possível assegurar aos alunos a (re)construção 
de um conjunto de conhecimentos que permitam ampliar sua consciência a respeito de seus movimentos 
e dos recursos para o cuidado de si e dos outros e desenvolver autonomia para apropriação e utilização da 
cultura corporal de movimento em diversas finalidades humanas, favorecendo sua participação de forma 
confiante e autoral na sociedade”. (BRASIL, 2017, p. 213). 
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2017.
Considerando o texto acima e as discussões sobre o ensino do salto com vara, avalie as afirmações a seguir.
I. Ensinar o salto com vara em uma comunidade indígena implica em considerar o conhecimento desse 
material comum para a caça na cultura indígena.
II. Para recuperar a prática e utilização da cultura corporal de movimento por parte dos indígenas faz-se 
necessário aprender o salto com vara, pois o Atletismo deve ser aprendido por todos independente da 
sua origem cultural.
III. Ensinar as regras oficiais do salto com vara para uma comunidade indígena não significa desvalorizar a 
cultura construída por eles, mas aumentar a diversificação cultural dos próprios índios.
IV. Em uma escola urbana, é possível ensinar jogos de origem indígena, africana, valorizando os feitos cul-
turais sem deixar de ter acesso ao Atletismo.
É correto apenas o que se afirma em
a. I e II, apenas.
b. II e III, apenas.
c. III e IV, apenas.
d. I, II e IV, apenas.
e. I, III e IV, apenas.
134 
 
2. Do ponto de vista da teoria de David Gallahue e de John C. Ozmuz (2005), o saltar é um movimento loco-
motor fundamental, que pode ser considerado a extensão da corrida, o qual exige equilíbrio dinâmico e 
estático e, para que ele seja executado com precisão, faz-se necessário o bom desempenho no movimen-
to de correr. O padrão motor de um salto vertical de um indivíduo nos dá subsídios importantes sobre 
como identificar o seu desenvolvimento motor para ofertar uma “tarefa” adequada às suas necessidades 
reais.
Considerando o texto apresentado, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. Aplicar uma atividade de pular corda para um grupo de crianças com 9 anos proporcionará um mo-
vimento de salto vertical, observando o ritmo e o espaço a ser usado durante o desenvolvimento da 
atividade.
Porque
II. Atividades que oferecem oportunidade para crianças de 5 anos treinarem o movimento do correr, 
exigem um equilíbrio durante a realização, pois a alternância de pés no solo, fase de voo e ritmo ainda 
estão em fase de treino.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
a. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
b. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
c. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
d. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
e. As asserções I e II são proposições falsas.
 135
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
3. A capacidade motora de saltar pode ser aprendida por qualquer pessoa mediante a periodização de 
exercícios que dê preferência às qualidades físicas necessárias a esse movimento, mais especificamente, a 
força de impulsão, sempre precedida de uma boa velocidade. Os saltos, em geral, são divididos em quatro 
fases: corrida, impulsão, suspensão e queda.
I. A velocidade é uma qualidade física a ser desenvolvida no salto com a ajuda do conhecimento da bio-
mecânica do correr, da anatomia corporal, e dos grupos musculares que fazem parte desse movimen-
to. Essa velocidade deve ter um ritmo treinado, pois ela pode ser a responsável pela queima do salto 
pelo atleta.
II. A velocidade adquirida pelo atleta na corrida de aproximação tem o objetivo de impulsionar o salto, 
para que aconteça a transferência da velocidade horizontal para a vertical, colaborando para uma boa 
marca na distância saltada.
III. A fase de suspensão ou de voo deve ser treinada para atingir o seu objetivo que é determinar o salto 
com uma boa distância saltada. Para isso, é importante que o atleta compreenda como ele deve dispor 
seu corpo durante essa fase, potencializando seu salto.
IV. A última fase do salto exige do atleta uma qualidade física determinante para a eficácia do salto, o equi-
líbrio e a elasticidade, buscando alcançar o solo o mais possível distante, é necessário compreender 
que o corpo deve ficar inclinado à frente colaborando com a gravidade.
É correto o que se afirma em
a. II, apenas.
b. I e IV, apenas.
c. I e III, apenas.
d. II, III e IV, apenas.
e. I, II, III e IV.
Me. Élen Carla da Costa Baraldi
Me. Humberto Garcia de Oliveira
Oportunidades de aprendizagem:
Nesta unidade você terá a oportunidade de estudar sobre os 
arremessos e lançamentos de implementos como o peso, dardo, 
martelo e disco. Essas provas do atletismo atraem milhares de pessoas 
nos estádios onde elas acontecem, pois são um grande desafio que 
o ser humano tem batido recordes todos os anos. Aqui na unidade 
IV, você também irá entender que existe um método para ensinar ao 
seu aluno/atleta decompondo em partes essas provas para que seja 
oportunizado entender a importância e o objetivo de cada fase. Você 
também encontrará diversos exercícios educativos que lhe ajudarão 
inicialmente a aprender e também a ensinar de forma eficaz um 
arremesso ou um lançamento.
LANÇAMENTOS E ARREMESSOS
unidade 
IV
138 
 
Estamos quase chegando ao final do nosso estudo, nesta 
unidade IV te convido a pensar sobre o desafio de ensi-
nar os diferentes tipos de lançamentos (disco, dardo e 
martelo) e arremesso de peso para um grupo de ado-
lescente que desconhece totalmente a prática do Atle-
tismo. Por onde começar? O que fazer primeiro? Quais 
as qualidades físicas mais importantes para fazer um 
lançamento? Qual o melhor método para ensinar? Do 
todo para as partes ou das partes para o todo? Todos 
estes questionamentos são necessários e são pertinentes 
quando estamos começando a atuar profissionalmente, 
seja como professor ou técnico. Mesmo que você já seja 
um atleta, é preciso ter um método para ensinar.
O ensino de arremesso ou lançamento de algum 
implemento pode parecer algo muito difícil para uma 
pessoa que não conhece nada sobre o Atletismo, que é 
iniciante. Mas é preciso deixar-se conhecer para se apai-
xonar por esse esporte como eu me apaixonei durante 
minha formação acadêmica. Eu nasci e cresci em uma 
cidade pequena no interior do Paraná, onde não havia 
um estádio, e nem sequer uma pista de atletismo, uma 
única escola na cidade, e um ginásio de esportes.a. C.) e na Odisseia (um dos 
principais poemas épicos da Grécia Antiga, canto VII), 
escrito no século VII a. C. (CABRAL, 2004).
Em Dublin, na Irlanda, existe um manuscrito 
conservado no Trinity College, intitulado Livro de 
Leinster (1160). Nele, são descritos jogos de Tailti, al-
deia do condado de Meath, organizados a partir do 
século XIX a. C. e que continuaram a ser realizados 
durante 25 séculos. Há referências sobre lançamentos 
e saltos (OLIVEIRA, 2013).
Evidentemente, misturam-se à Pré-história, a mi-
tologia e a lenda. Todas as reuniões atléticas da Grécia 
Antiga, como também as da Irlanda, estão ligadas às 
cerimônias religiosas e aos funerais, como os de Patro-
clo (um dos heróis gregos da mitologia), evocados por 
Homero. Este mesmo modelo se encontra em outras 
organizações oficiais de jogos gregos, especialmente os 
olímpicos (CABRAL, 2004).
 17
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Esses jogos foram os mais importantes da Grécia 
Antiga, mas não eram os únicos. A partir de 527 a. C., 
próximo a Delfos (região grega que hoje possui um im-
portante sítio arqueológico), na cidade de Pítia, celebra-
vam-se os Jogos Píticos dedicados a Apolo (deus grego 
da beleza e juventude), primeiramente, a cada oito anos 
e, depois, no ano seguinte, a cada Olimpíada. Próximo 
a Corinto, em Istmia, celebravam-se, a cada dois anos, 
os Jogos Ístmicos e, posteriormente, também em Argos 
(a cada dois anos), os Jogos Nemeos, que celebravam a 
vitória de Héracles (filho de Zeus na mitologia grega) 
sobre Nemeia (monstro mitológico), vencido naquele 
mesmo local. Esses jogos olímpicos são os mais antigos e 
o seu início remonta ao ano de 884 a. C., mas, na história 
oficial, é datado de 776 a. C. (CABRAL, 2004).
O Discóbolo de Mirón, foi Aprovado pelo Conselho 
Federal de Educação Física (Confef) na Resolução n. 
49/2002, o “Discóbolo de Mirón”, lançador de discos, é 
o Símbolo da Educação Física na atualidade. A es-
tátua, conforme a figura 1, foi produzida pelo escultor 
grego Mirón, em 455 a. C., e representa um atleta no mo-
mento preparatório do lançamento de disco. Este tipo de 
arremesso é considerado uma das mais antigas provas 
do atletismo. Essa prova ainda hoje compõe o conjunto 
de provas do atletismo, é realizada por muitos atletas do 
mundo todo e é também uma das mais apreciadas pelo 
público durante as olimpíadas.
O atletismo moderno originou-se, segundo rela-
tos, em 1886, com a criação do Amatheur Athletic Club, 
fundado com o propósito de organizar campeonatos na-
cionais na Inglaterra, ocorridos naquele mesmo ano. As 
primeiras descrições dos Jogos Londrinos são datadas do 
século XII, em que o rei Henrique II os patrocinava. Es-
ses jogos eram, oficialmente, competições de lançamentos 
de martelo de ferro com cabo de madeira, de pedra, com 
barra e sem cabo. O rei Henrique V era um admirador de 
corridas, e Henrique VII, um especialista em lançamento 
de martelo (OLIVEIRA, 2013). 
Alguns registros ao longo do tempo marcam 
o atletismo: no século XVI, as numerosas citações 
acerca de corridas a pé; no século XVII, os primeiros 
ensaios sobre cronometragem, as marcas e as com-
petições, incluindo apostas; durante o século XIX, o 
atletismo desperta lentamente por meio de corridas 
a pé. O livro Tom Brown, de Thomas Hughes (1857), 
descreve detalhadamente uma competição entre jo-
vens, a mais antiga da história moderna do atletismo. 
Em 1857, a Universidade de Cambridge organiza 
campeonatos da modalidade. Em 1860 e em 1864, 
em Oxford, uma competição entre as duas universi-
dades marca o início de confrontos entre entidades 
(MATTHIESEN; RANGEL; DARIDO, 2014).
Descrição da Imagem A figura retrata a escultura, nos moldes 
gregos, de um homem atleta preparando-se para realizar um ar-
remesso do disco. Sua mão esquerda está apoiada em seu joelho 
direito, ambas as pernas estão semi flexionadas. A perna esquerda 
está apoiada pelos dedos dos pés, no chão, o tronco está inclinado 
à esquerda com rotação para a direita e o braço direito esticado 
para trás, segurando o disco. A estátua, de corpo nu, ressalta os 
músculos corporais do atleta, fazendo menção a valorização da 
força física, tão estimada na época a que a figura remete.
Figura 1 - Discóbolo de Mirón
18 
 
Com o passar do tempo, os espaços para a prática do 
atletismo foram construídos exclusivamente para o es-
porte, observando-se as regras de cada modalidade e 
pensando na possibilidade de acontecerem várias provas 
ao mesmo tempo, em um único lugar. Com o objetivo de 
conhecer a estrutura de uma pista oficial de atletismo, a 
Figura 2 apresenta o esquema dos locais de prática. Uma 
pista de atletismo é formada por competições em pista e 
campo, contudo, as corridas de velocidade, em qualquer 
uma das distâncias, são realizadas na pista.
Os primeiros Jogos Olímpicos, em 1896, foram realizados com provas de 100, 400, 800 e 150m; fora da pista, a marato-
na com 40 km. Os saltos foram em distância, triplo, em altura e com vara, e os arremessos contemplavam disco e peso. 
Contudo, o atletismo para as mulheres estreou somente nos Jogos Olímpicos de Amsterdã, em 1928. (OLIVEIRA, 2013).
Título: Os Senhores dos Anéis: Poder, Dinheiro e Drogas nas Olimpíadas Mo-
dernas 
Autores: Vyv Simson e Andrew Jennings 
Editora: Best Seller
Sinopse: os jornalistas Andrew Jennings e Vyv Simon, em seu livro Os Senhores 
dos Anéis: Poder, Dinheiro e Drogas nas Olimpíadas Modernas relatam uma si-
tuação inusitada. Depois de se infiltrar na alta cúpula do COI (Comitê Olímpico 
Internacional), foram a uma reunião entre uma empresa de material esportivo, 
os dirigentes do COI e uma importante atleta olímpica da Alemanha Oriental. Após algum tempo, eles 
começaram a estranhar o não comparecimento da atleta alemã. Foi então que notaram que ela estava 
presente sim, só que eles a confundiram com um homem, pois estava barbada! As altas doses de hor-
mônio ingeridas pela atleta fizeram com que nascessem pelos em seu rosto.
https://www.goodreads.com/author/show/9577.Vyv_Simson
https://www.goodreads.com/author/show/254487.Andrew_Jennings
 19
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
10
29°
18
36m
29°
34,92°
34,92°
36
4
20
85,33
100
Peso
Distância/ Triplo
Dardo
Dardo
Altura
8x1,25
400m
25 m
comprimento
4m
49,46RC
 3
6,
55
6m
Martelo/
Disco
4m
4m
110
115
135
Chegada4
5810
7557
6 6 Vara
Pista O�cial de Atletismo
Descrição da Imagem A imagem representa uma pista oficial de atletismo, com linhas pretas e preenchimento em vermelho. As linhas que dão 
o formato oval à pista são as áreas para a corridas, com o comprimento de 400 metros na raia interna mais próxima ao centro da figura que 
apresenta-se na horizontal, a raia mais externa apresenta uma distância de 449 metros a ser percorrida pelo atleta, a pista contém 8 raias, cada 
uma mede 1 metro e 22 centímetros de largura.
• Marcando externamente na parte superior a área da prova do salto com vara (medindo 55 metros de comprimento e 1,25 de largura, nas 
duas extremidades temos uma área retangular de 6x7 metros, e em uma delas há a escrita “vara”, que indica o ponto de saída da mesma).
• Na parte inferior, externamente, a área de salto em distância/triplo, e tendo em uma de suas extremidades, o termo “chegada”. Mais abaixo 
temos a delimitação d2 5 linhas retas no sentido horizontal em que marcam as distâncias 85,33m, 100m, 110m, 115m e 135m.
• Internamente à esquerda, centralizado, com parte da área atravessando as raias, temos, a área de lançamento do dardo (comprimento de 
36 metros, 4 metros de largura e lançamento com ângulo de 29º) e, acima martelo/disco (ambos com ângulo de lançamento 34,92º), abaixo, 
lançamento de peso (ângulo de lançamento 34,92º) 
• Internamente à direita, outra área para lançamento de dardo com as mesmas medidas, salto em altura ( 25 metros de comprimento, no nível 
do solo um retângulo de 4x6 metros onde se posiciona o sarrafo e o colchão para queda)
Figura 2 - Esquema que representa a pista de atletismo/ Fonte: adaptada de Müller e Ritzdorf (2000).
20Na-
quela época ainda o que predominava nas escolas era 
o quarteto de conjunto (voleibol, basquetebol, futebol 
e handebol). Quando ingressei na universidade e me 
deparei com aquela imensidão da pista de atletismo me 
senti de certa forma privilegiada, mas ao mesmo tempo 
assustada, porque tudo era muito novo pra mim, as pro-
vas, os implementos, os nomes dos espaços das pistas. 
Enfim, era muita coisa pra aprender em um ano! Eu pos-
so dizer que eu venci o novo que estava a minha frente, 
todas as práticas pedagógicas que tivemos, as mini aulas 
em dupla com sorteio dos conteúdos, tudo contribuiu 
para que eu aprendesse. Não me tornei uma atleta, mes-
 139
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
mo porque esse não era o objetivo da disciplina, mas me sinto capacitada a ensinar iniciantes do atletismo. E tudo que 
aprendi foi válido quando estou na escola com crianças e adolescentes, e olha que já faz muito tempo!
Agora vamos literalmente pôr a mão na massa! Procure assistir vídeos sobre o arremesso de peso, o lançamento 
do disco, dardo e martelo, observe o início do movimento, posição em que o atleta está, como ele segura o material 
(implemento), qual o movimento corporal final que ele realiza, como o corpo dele fica no final do movimento. Ob-
serve cada movimento do corpo - braços, pernas, tronco, cabeça. 
Agora vamos registrar no seu diário de bordo suas observações completando a tabela abaixo
Prova começo meio fim
Arremesso de peso
Cabeça:
tronco:
pernas:
braços:
movimento:
Cabeça:
tronco:
pernas:
braços:
movimento:
Cabeça:
tronco:
pernas:
braços:
movimento:
Lançamento do disco
Cabeça:
tronco:
pernas:
braços:
movimento:
Cabeça:
tronco:
pernas:
braços:
movimento:
Cabeça:
tronco:
pernas:
braços:
movimento:
Lançamento do dardo
Cabeça:
tronco:
pernas:
braços:
movimento:
Cabeça:
tronco:
pernas:
braços:
movimento:
Cabeça:
tronco:
pernas:
braços:
movimento:
Lançamento do martelo
Cabeça:
tronco:
pernas:
braços:
movimento:
Cabeça:
tronco:
pernas:
braços:
movimento:
Cabeça:
tronco:
pernas:
braços:
movimento:
Tabela 1: Registro da experimentação (pesquisa). / Fonte:elaborado pela professora
Agora anote no seu diário de bordo quais as fases mais difíceis de cada uma delas segundo o seu olhar. Essa ação de 
observar e analisar os movimentos de um exercício, são primordiais para um profissional da educação física, uma vez 
que aprendemos por meio desta , e ainda mais para o atletismo, que um bom desempenho, uma boa performance 
depende de uma execução exímia das fases e movimentos do esporte que estiver praticando.
Highlight
140 
 
LANÇAMENTOS E ARREMESSOS
No vocabulário esportivo, temos, em comum, as palavras 
arremesso e lançamento designando provas diferentes 
no atletismo, sendo o arremesso separado para a prova 
do peso, e o lançamento, para as provas de martelo, dardo 
e disco. A questão que se coloca é: se os implementos se-
rão, por ação do atleta, “enviados” a um local o mais longe 
possível com o uso das mãos, seguindo os movimentos 
técnicos de cada prova específica, por que então não usa-
mos um único nome para todos os implementos? Seja 
arremesso ou lançamento, por que não se usa somente 
uma palavra, já que ambas são consideradas sinônimas 
na língua portuguesa, segundo o dicionário?
O fato é que, no estudo do esporte como cultura 
corporal produzida pela história humana, as ações são 
compreendidas como esporte de controle da ação do 
outro (esporte coletivos como handebol, basquetebol, 
voleibol etc.) e como domínio da própria ação corporal 
(como é o caso do atletismo). Neste caso, confirmamos 
o fato de que o atletismo é um esporte individual que 
exige o controle e o domínio corporal humano e pessoal 
do atleta. 
O professor/treinador deve instrumentalizar o alu-
no/atleta com o conhecimento que possibilite pensar o 
movimento, antes, durante e depois para, desta forma, 
participar ativamente na construção desse movimento, 
permitindo a abertura a um estilo próprio.
 141
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
O arremesso pode ser considerado todo o movi-
mento que se inicia com os membros flexionados e que, 
ao final, chegam à extensão. Já o lançamento pode de-
signar o movimento que começa com os membros do 
implemento em extensão e termina em flexão.
Conheceremos os nomes das modalidades dos 
lançamentos: arremesso do peso, lançamentos do 
disco, do dardo e do martelo. Eles possuem uma 
série de situações características deste grupo de mo-
dalidade. Você perceberá que as características dos 
engenhos utilizados são diferentes umas das outras 
– o tamanho, o peso e os locais onde são praticados 
incluem-se nestas diferenças –. As técnicas ditadas 
pelas regras influenciam toda a sequência de mo-
vimentos, que são únicos. Contudo existem vários 
pontos em comum entre todos os lançamentos, o que 
os tornam mais compreensíveis sob o ponto de vista 
mecânico dos movimentos.
O principal objetivo dos lançamentos é maximi-
zar a distância percorrida pelos engenhos.
Descrição da Imagem figura em preto e branco, mostra um atleta em posição de empunhadura do peso na mão direita pronto para o arremesso, 
em vista lateral, apresentado em 10 posições.
Posição um: O atleta está com a perna esquerda semiflexionada em suspensão, perna direita estendida tocando o solo realizando o apoio. O 
tronco totalmente flexionado à frente, com o braço esquerdo para baixo estendido. O braço direito flexionado segurando o peso abaixo da 
orelha apoiando na região do pescoço.
Posição dois: O corpo fica totalmente flexionado à frente, pernas flexionadas com o braço esquerdo para baixo estendido. O braço direito fle-
xionado segurando o peso abaixo da orelha apoiando na região do pescoço.
Posição três: O corpo continua flexionado à frente, porém agora com as pernas estendidas, onde a esquerda está dando um passo para trás. O 
braço direito flexionado segurando o peso abaixo da orelha apoiando na região do pescoço. Braço esquerdo semi flexionado à frente do corpo.
Posição quatro: Perna direita flexionada ainda como apoio, perna esquerda continua indo como um passo para trás, quadril começa a girar. O 
braço direito flexionado segurando o peso abaixo da orelha apoiando na região do pescoço. Braço esquerdo semi flexionado à frente do corpo.
Posição cinco: Perna direita flexionada como apoio, perna esquerda agora é apoiada no solo com o quadril girando à esquerda. O braço direito 
flexionado segurando o peso abaixo da orelha, apoiando na região do pescoço. Braço esquerdo flexionado à frente do corpo na altura do queixo.
Posição seis: Perna direita começa a transferir o peso de apoio para a esquerda, quadril já rotacionado para a esquerda. O braço direito flexionado 
segurando o peso abaixo da orelha apoiando na região do pescoço. Braço esquerdo flexionado à frente do corpo, na mesma posição do direito.
Posição sete: O ponto de apoio já foi passado da perna direita para a perna esquerda, onde a direita é relaxada atrás do corpo e a esquerda é 
estendida à frente. O quadril está rotacionando para o lado contrário da posição inicial. O braço direito flexionado segurando o peso abaixo da 
orelha apoiando na região do pescoço, se prepara para o lançamento. Braço esquerdo semi flexionado à frente do corpo.
Posição oito: A perna direita está relaxada atrás do corpo e a esquerda estendida à frente como apoio. O quadril aqui, já está rotacionado para 
o lado contrário da posição inicial. O braço direito flexionado segurando o peso abaixo da orelha apoiando na região no pescoço, se prepara 
para o lançamento, retirando o peso do apoio no pescoço. Braço esquerdo flexionado à frente do corpo.
Posição nove: Todo o corpo estendido, pernas estendidas, tronco ereto e braço direito estendido jogando o peso acima da linha da cabeça, 
para cima e para frente. Braço esquerdo flexionado à frente do corpo. Quadril fazendo o movimento de rotação, trazendo a perna direita de 
trás para frente.
Posição dez: O apoio volta para a perna direita, semi flexionada, perna esquerda flexionada, fora do solo, em abertura lateral. Tronco inclinadopara frente, braços abduzidos e flexionados lateralmente ao corpo. 
Figura 1 – Arremesso do peso / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
142 
 
Descrição da Imagem figura em preto e branco, mostra um atleta com um dardo empunhado na mão direita, apresentado em 14 posições, 
em vista lateral.
Posição um: O atleta em fase de corrida, segura o dardo com a mão direita que está flexionada em um ângulo reto para cima. Braço esquerdo 
flexionado ao lado do corpo. Perna esquerda toca o chão, perna direita flexionada atrás, em uma trajetória de trás para frente.
Posição dois: O braço direito começa a ser direcionado para trás, ainda flexionado. Braço esquerdo flexionado ao lado do corpo. Perna esquerda 
ainda em contato com o solo, perna direita semi flexionada à frente, pronta para tocar o solo.
Posição três: Braço direito continua na trajetória para trás, ainda flexionado. Braço esquerdo flexionado ao lado do corpo. A perna direita toca 
o solo agora, fazendo com que a esquerda seja flexionada atrás.
Posição quatro: O braço direito está totalmente estendido para trás, braço esquerdo estendido à frente, perna direita em meia ponta tocando 
o solo, perna esquerda semiflexionada à frente, pronta para tocar o solo. 
Posição cinco: Perna esquerda estendida tocando o solo e apoiando o movimento, perna direita estendida atrás em uma trajetória de trás para 
frente, se preparando para realizar a passada cruzada. Braço direito estendido atrás, braço esquerdo estendido na lateral do corpo. Tronco 
rotacionado para a direita.
Posição seis: Perna esquerda estendida tocando o solo e apoiando o movimento, perna direita semi flexionada à frente da esquerda, realizando 
o começo da passada cruzada. Ambos os braços estendidos à direita e atrás, tronco rotacionado à direita e cabeça olhando para frente.
Posição sete: Em fase de voo, o atleta tem a perna esquerda semiflexionada atrás, perna direita semi flexionada à frente da esquerda, realizando 
a passada cruzada. Ambos os braços estendidos à direita e atrás, tronco rotacionado à direita e cabeça olhando para frente.
Posição oito: Finalização da passada cruzada, onde a perna direita toca o solo e a esquerda passa para a frente. O braço esquerdo se estende à 
frente em uma trajetória da direita para a esquerda, começando a rotação do tronco para a esquerda. O braço direito continua estendido atrás.
Posição nove: A perna esquerda se prepara para tocar o solo estendida à frente, a perna direita está semi flexionada. Braço esquerdo continua 
sua trajetória para a esquerda e o direito continua estendido atrás.
Posição dez: A perna esquerda toca o solo e a perna direita está em meia ponta. Braço esquerdo segue na trajetória para a esquerda, rotacio-
nando o tronco para frente, braço direito continua estendido atrás.
Posição onze: A perna esquerda continua estendida à frente e a perna direita em meia ponta. Braço esquerdo finaliza a trajetória para a es-
querda, rotacionando o tronco e o quadril todo para frente, braço direito é hiper estendido para trás sendo “puxado” pela rotação do tronco.
Posição doze: O tronco e o quadril já estão todos rotacionados para frente, braço esquerdo está flexionado ao lado do corpo, braço direito está 
flexionado ao lado da cabeça, elevando o dardo acima da cabeça. A perna esquerda continua estendida à frente e a perna direita em meia ponta.
Posição treze: O tronco e o quadril permanecem rotacionados para frente, o braço esquerdo se mantém flexionado ao lado do corpo, braço 
direito está estendido acima da cabeça pronto para o lançamento do dardo. A perna esquerda continua estendida à frente e a perna direita em 
meia ponta. Cabeça rotacionada para a esquerda.
Posição quatorze: a perna direita que estava atrás, agora dá um passo à frente para apoiar o movimento. Perna esquerda é flexionada atrás, 
tronco é semi flexionado à frente. Braço esquerdo flexionado ao lado do corpo e braço direito estendido para baixo.
Figura 2 – Lançamento do dardo / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
 143
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Descrição da Imagem figura em preto e branco, mostra um atleta com o disco empunhado na mão direita em posição de lançamento, apre-
sentando em 13 posições.
Posição um: O atleta começa o movimento de costas, com a perna direita flexionada como apoio, tocando o solo à frente do corpo. Perna es-
querda semiflexionada apoiada em meia ponta atrás, com o quadril girado à esquerda. O braço direito estendido atrás segurando o disco. Braço 
esquerdo flexionado à frente do corpo na altura do queixo.
Posição dois: Em giro, o atleta está com a perna direita semi flexionada atrás, tocando o solo. Perna esquerda semiflexionada apoiada no solo 
à frente. O braço direito estendido atrás segurando o disco. Braço esquerdo flexionado à frente do corpo na altura do queixo. O atleta fez um 
giro de 180° à esquerda, em relação à primeira posição.
Posição três: Em giro, a perna esquerda é flexionada à frente do corpo, dá sustentação para o giro, perna direita semi flexionada atrás, acompanha 
o giro. O braço direito estendido atrás segurando o disco. Braço esquerdo estendido à frente do corpo.
Posição quatro: Em giro, a perna direita se prepara para tocar o solo à frente, a perna esquerda permanece como apoio atrás. O braço direito 
estendido atrás segurando o disco. Braço esquerdo estendido à frente do corpo.
Posição cinco: Em giro, a perna direita toca o solo à frente, a perna esquerda permanece estendida atrás, porém fora de contato com o solo. O 
braço direito estendido atrás segurando o disco. Braço esquerdo estendido à frente do corpo.
Posição seis: Em giro, a perna direita tocando o solo, serve como apoio para o giro, perna esquerda semiflexionada ao lado da direita, para dar 
continuidade ao giro. O braço direito estendido atrás segurando o disco. O braço esquerdo é flexionado à frente do corpo.
Posição sete: Em giro, o atleta leva a perna esquerda para trás, para que toque o solo como apoio, perna direita mantém a meia ponta no solo. 
Tronco rotacionando para a esquerda. O braço direito estendido atrás segurando o disco. O braço esquerdo é flexionado à frente do corpo.
Posição oito: A perna esquerda toca o solo, travando o movimento de giro, a direita é estendida atrás para dar continuidade à força de quadril. 
O braço direito estendido atrás segurando o disco. O braço esquerdo é flexionado à frente do corpo.
Posição nove: A perna esquerda está apoiada no solo e a perna direita está em meia ponta. Braço esquerdo estendido segue na trajetória para 
a esquerda, rotacionando o tronco para frente, braço direito continua estendido atrás.
Posição dez: A perna esquerda continua estendida à frente e a perna direita em meia ponta. Braço esquerdo finaliza a trajetória para a esquerda, 
rotacionando o tronco e o quadril todo para frente, braço direito é hiper estendido para trás sendo “puxado” pela rotação do tronco.
Posição onze: O tronco e o quadril já estão todos rotacionados para frente, braço esquerdo está flexionado ao lado do corpo, braço direito está 
estendido ao lado do corpo na altura do ombro. A perna esquerda continua estendida à frente e a perna direita em meia ponta.
Posição doze: O tronco e o quadril permanecem rotacionados para frente, o braço esquerdo se mantém flexionado ao lado do corpo, braço 
direito está estendido à frente do corpo, na altura da cabeça pronto para o lançamento do disco. A perna esquerda continua estendida à frente 
e a perna direita em meia ponta.
Posição treze: A perna direita que estava atrás, agora dá um passo à frente para apoiar o movimento. Perna esquerda é flexionada atrás, tronco 
é semi flexionado à frente. Braço esquerdo flexionado ao lado do corpo e braço direito flexionado à frente do corpo.
Figura 3 – Lançamento do disco / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
144 
 
Descrição da Imagem figura em preto e branco, mostra um atleta empunhando o martelo em posição de lançamento, apresentado em 17 
posições mostrando o movimento completo. 
Posição um: Em pé, com as pernas estendidastocando o solo, o atleta tem em suas mãos o martelo, segurando com ambas as mãos, o martelo 
está posicionado atrás da cabeça, braços flexionados passando pelas laterais do rosto.
Posição dois: Com os braços estendidos à frente do corpo segurando o martelo, as pernas estão semi flexionadas, pronta para dar início ao 
primeiro giro.
Posição três: O atleta mantém os braços estendidos à frente do corpo segurando o martelo na altura do peito, perna esquerda dá sustentação 
ao giro, perna direita é semi flexionada ao lado do corpo.
Posição quatro: De costas, agora o atleta mantém os braços estendidos à frente do corpo, com a posição das mãos acima da linha do nariz 
segurando o martelo. As pernas estão flexionadas, sendo que a direita está à frente e a esquerda atrás.
Posição cinco: De lado, o atleta mantém os braços estendidos à frente do corpo, com a posição das mãos acima da linha do queixo segurando 
o martelo. As pernas estão flexionadas, direita à frente e esquerda atrás.
Posição seis: De frente, o atleta finaliza o primeiro giro, com os braços estendidos à frente do corpo segurando o martelo na altura do umbigo, 
as pernas estão semi flexionadas, pronta para dar início ao próximo giro.
Posição sete: De lado, atleta mantém os braços estendidos à frente do corpo segurando o martelo, perna esquerda dá sustentação ao giro, 
perna direita é semi flexionada ao lado do corpo.
Posição oito: De costas, agora o atleta mantém os braços estendidos à frente do corpo, com a posição das mãos acima da linha do nariz segu-
rando o martelo. As pernas estão flexionadas, sendo que a direita está à frente e a esquerda atrás.
Posição nove: De lado, o atleta mantém os braços estendidos à frente do corpo, com a posição das mãos acima da linha do queixo segurando 
o martelo. As pernas estão flexionadas, direita à frente e esquerda atrás.
Posição dez: De frente, o atleta finaliza o segundo giro, com os braços estendidos à frente do corpo segurando o martelo na altura do umbigo, 
as pernas estão semi flexionadas, pronta para dar início ao próximo giro.
Posição onze: De lado, atleta mantém os braços estendidos à frente do corpo segurando o martelo, perna esquerda dá sustentação ao giro, 
perna direita é semi flexionada ao lado do corpo.
Posição doze: De costas, agora o atleta mantém os braços estendidos à frente do corpo, com a posição das mãos acima da linha do nariz segu-
rando o martelo. As pernas estão flexionadas, sendo que a direita está à frente e a esquerda atrás.
Posição treze: De lado, o atleta mantém os braços estendidos à frente do corpo, com a posição das mãos acima da linha do queixo segurando 
o martelo. As pernas estão flexionadas, direita à frente e esquerda atrás.
Posição quatorze: De frente, o atleta finaliza o terceiro giro, com os braços estendidos à frente do corpo segurando o martelo na altura do umbigo, 
as pernas estão semi flexionadas, prontas para finalizar o movimento.
Posição quinze: De lado, atleta mantém os braços estendidos à frente do corpo segurando o martelo, perna esquerda dá sustentação ao giro, 
perna direita é semi flexionada ao lado do corpo. Nesse momento o impulso do giro é focado todo nos braços para que o lançamento seja 
efetivo. O tronco é levemente inclinado para trás.
Posição dezesseis: Com o tronco levemente inclinado para trás, a perna esquerda dá firmeza ao movimento, e a direita acompanha, semi flexio-
nada, ao lado do corpo. Os braços estão estendidos completamente, à frente, na altura dos ombros, para o lançamento do martelo.
Posição dezessete: Os braços finalizam o movimento estendidos acima da cabeça, perna esquerda estendida, tocando o solo e a perna direita 
semi flexionada ao lado do corpo.
Figura 4 – Lançamento do martelo / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
Os movimentos dos lançamentos são divididos em quatro fases, conforme Fernandes (1978), e são comuns a todos:
a. Preparação.
b. Construção do movimento.
c. Lançamento.
d. Recuperação.
 145
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Na fase de preparação, o aluno/atleta deverá pegar 
o implemento e se preparar para a construção do mo-
vimento. Nesta fase deve se posicionar no que cha-
mamos de posição de força (figura 5) para que possa 
construir o movimento de forma correta com êxito. 
Buscando desenvolver e construir a força que será 
transferida para o peso no momento do lançamento.
Na fase de construção do movimento, o objeti-
vo é aumentar a velocidade do lançamento e acelerar 
a velocidade do corpo e do implemento para o nível 
ideal. Essa velocidade é feita em um movimento line-
ar (reto) no lançamento do dardo e no arremesso do 
peso e, em movimentos rotacionais, no lançamento 
do disco e do martelo.
Na fase de lançamento, a velocidade é armaze-
nada aumentando a transferência do peso do corpo 
para o implemento que será lançado. Existe um mo-
mento, em todos os lançamentos, que é chamado de 
posição de forma, é a ligação entre a construção do 
movimento e o lançamento.
Um dos pontos mais importantes para os lan-
çamentos é a posição de força. Para a sua execução 
nos vários lançamentos, você deverá observar alguns 
pontos comuns:
• Tensão muscular em todo o corpo.
Descrição da Imagem figura em preto e branco, mostra um atleta 
apresentando duas posições de força diferentes para a empunha-
dura do peso, uma com vista lateral e a outra frontal. Na posição 
um apresenta-se de costas para o lançamento, na posição dois 
apresenta-se de lado para o lançamento.
Posição um - vista lateral: Perna direita flexionada como apoio, 
tocando o solo. Perna esquerda apoiada em um bloco no solo, 
com o quadril girado à esquerda. O braço direito flexionado se-
gurando o peso abaixo da orelha, apoiando na região do pescoço. 
Braço esquerdo flexionado à frente do corpo na altura do queixo.
Posição dois - vista frontal: Perna direita flexionada como apoio, 
tocando o solo. Perna esquerda apoiada em um bloco no solo, 
com o quadril girado à esquerda. O braço direito flexionado se-
gurando o peso abaixo da orelha, apoiando na região do pescoço. 
Braço esquerdo flexionado à frente do corpo na altura do queixo.
Figura 5 – Posição de força do arremesso do peso / Fonte: adap-
tado de Müller e Ritzdorf (2002).
• Posição equilibrada com os dois pés no chão.
• O peso do corpo sobre o pé direito com o calca-
nhar direito levemente levantado.
• Inclinação atrás levemente em direção ao lança-
mento.
Caro(a) aluno(a), a seguir, apresentaremos algumas fi-
guras da posição de força para os lançamentos.
146 
 
Veja como se dá a posição de força do Lançamento do dardo
Descrição da Imagem figura em preto e branco, mostra um ho-
mem preparado em posição de força para lançar o disco em duas 
visões, frontal e oblíqua.
Visão frontal do corpo: circunferência no solo, corpo de frente, 
pernas afastadas lateralmente, perna direita flexionando, pé direi-
to de apoio no solo com os dedos, leve inclinação do tronco para 
a esquerda, braço esquerdo flexionado na altura do ombro com 
o cotovelo lateralmente, cabeça alinhada com o pé direito, braço 
direito na altura do ombro atrás flexionado empunhando o disco 
para realizar o movimento ântero posterior.
Visão oblíqua do corpo: circunferência no solo com uma cruz di-
vidindo toda a área interna, uma seta na linha horizontal da cruz 
apontando para a direita, corpo ocupando o canto direito superior 
da circunferência, braço direito quase completando o ângulo de 
90º flexionado empunhando o disco, mostrando a direção do giro 
que acontece no sentido anti horário.
Figura 6 – Posição de força do lançamento do disco / Fonte: 
adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
Observe a posição de força do Lançamento do disco
Descrição da Imagem figura em preto e branco, mostra a posição de força do lançamento do dardo, apresentando duas figuras de uma mulher 
em pé com visão lateral, ela está correndo para o lado direito da imagem. Em ambas as pernas estão afastadas no sentido sagital com a perna 
direita atrás apoiada no solo com os dedos do pé e perna esquerda à frente. 
Figura 1 - Acima há a descrição:Posição de força - tronco um pouco para trás, braço esquerdo num ângulo de 45 graus estendido lateralmente 
ao corpo, braço direito para trás semi flexionado empunhando o dardo com a palma da mão para cima, o dardo está numa inclinação com 
ângulo de 45 graus.
Figura 2 - Acima há a descrição: Posição em arco - tronco um pouco para trás, o peso do corpo na perna esquerda que está a frente faz com 
que o quadril se desloque para a esquerda, isso implica em realizar o lançamento fazendo o movimento com o braço direito de forma arco.
Figura 7 – Posição de força do lançamento do dardo / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
 147
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Veja como deve ser a posição de força do Lançamento do martelo
Descrição da Imagem figura em preto e branco, mostra um homem em pé, lançamento do martelo em 2 posições, mostrando a posição de 
força. Nas duas posições há uma semicircunferência no solo com o côncavo voltado para o homem.
Primeira posição: corpo de frente levemente posicionado para a esquerda, as pernas levemente afastadas lateralmente semi flexionado, tronco 
ereto com as duas mãos empunhadas no martelo bem no meio a frente na altura da cintura.
Segunda posição: corpo de frente levemente posicionado para a esquerda, as pernas levemente afastadas lateralmente semi flexionado, tronco 
inclinado para trás, os braços esticados empunhando o martelo elevando os braços acima do umbigo, martelo já está distante do corpo na 
altura do joelho.
Figura 8 – Posição de força do lançamento do martelo / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
Na fase de lançamento, o aluno deverá manter o mo-
vimento e iniciar a aceleração final do implemento. Os 
movimentos devem ser contínuos e deverão ser utiliza-
das todas as alavancas, em um movimento de extensão 
completa de todas as articulações.
Pontos importantes a serem observados na fase de 
lançamento:
• Ação completa e sucessiva de movimentos se-
quenciais com a extensão completa de todas as 
articulações do tornozelo, do joelho, do quadril, 
do tronco, do ombro, do cotovelo e dos punhos.
• Extensão rápida da perna direita, utilizando os 
músculos dela para elevar o corpo.
• Ação forte da perna esquerda para acelerar o 
lado direito e, assim, produzir movimento ver-
tical.
• Posição de torção, provocando pré-tensão no 
tronco, no ombro e nos braços – que podem ser 
usados para produzir aceleração contínua.
• Ação bloqueadora do lado esquerdo, permitin-
do que o lado direito possa continuar a produzir 
força. 
Na fase de recuperação, o objetivo é recuperar a posi-
ção de equilíbrio, evitando, assim, ultrapassar os limites 
regulamentados do setor de lançamento.
É necessário compreender de forma clara as fases do 
lançamento do martelo, evidenciando o que é essencial 
em cada uma delas e colaborando no melhor aprendi-
zado. As fases do molinete são essencialmente as mais 
elaboradas e necessitam de uma melhor compreensão.
Após visualizar os diferentes tipos de empunhadu-
ras com suas respectivas posições de força, fica evidente 
a necessidade de se conhecer de forma individual cada 
uma das fases de cada arremesso ou lançamento dos 
implementos supracitados. Tendo em vista que esta uni-
dade tratará destas provas, você vai conhecer um pouco 
mais de cada uma com suas fases e especificidades.
148 
 
ARREMESSO DE PESO
O Arremesso de Peso é uma das provas do Atletismo com uso de implemento e por esse motivo faz-se necessário que 
aprendamos o manejo, ou seja, o uso correto desse implemento e as fases desde o início até o fim do arremesso. Vamos lá?
A regulamentação do arremesso do peso é totalmen-
te britânica, inclusive o peso do implemento, 7,256kg, 
correspondente a 16 libras inglesas, que era precisamen-
te o que pesavam os projéteis dos famosos canhões bri-
tânicos do início do século XIX. 
A origem desta prova parece ser irlandesa, pois nos 
Jogos Tailteanos, no início da Era de Cristo, os Cel-
tas disputavam uma prova de arremesso de pedra 
que pelas descrições correspondem ao lançamento 
atual. [...] Aliás, é interessante notar que na Penín-
sula Ibérica, nas províncias onde ainda se encon-
tram concentração humanas etnicamente celtas, 
Galiza na Espanha e Trás-os-Montes em Portugal, 
ainda se disputa uma competição chamada de “ar-
remesso do calhau”, que se assemelha ao nosso mo-
derno arremesso do peso (CBAt, [2019],)¹.
As técnicas praticadas para o arremesso são duas: a téc-
nica linear e a rotacional. Entretanto, é possível praticar, 
e até mesmo competir fazendo o lançamento, sem se 
deslocar a partir da posição de força. A técnica indica-
da e estudada neste livro será a linear (MATTHIESEN; 
RANGEL; DARIDO, 2014).
As fases do arremesso do peso são divididas em 
preparação, deslocamento, arremesso e recuperação. An-
tes de iniciar a primeira fase, na preparação, é neces-
sário aprender a pegar ou a empunhar o peso. A Figura 
9 mostra exatamente como deve ser realizada esta ação.
 149
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Nesta outra figura é possível perceber como o peso empu-
nhado pelo atleta fica em contato com a região do pescoço 
abaixo da orelha, e como a mão deve segurar o peso de 
forma que ele encaixe na palma da mesma e fique apoiado 
nos dedos.
Descrição da Imagem A figura em preto e branco, mostra a empunhadura do peso em dois desenhos. À esquerda, imagem aproximada apa-
rece somente a mão com a palma para cima, polegar afastado dos demais dedos, o peso apoiado nos dedos e nas articulações da palma e dos 
dedos formando uma côncava que envolve o peso. À direita o desenho mais aberto mostrando um homem de frente, da cintura para cima, o 
braço esquerdo esticado na linha do ombro à frente, braço direito flexionado com a palma da mão para frente empunhando o peso que está 
encostado no pescoço.
Figura 9 – Ilustração da “pega” (empunhadura) do peso / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
Descrição da Imagem fotografia com um recorte que evidencia 
somente a região e forma que ocorre a empunhadura do peso, 
com detalhe no ombro, orelha e mão do homem que encontra-se 
com o tronco inclinado à frente. A mão está com a palma para cima 
apoiando o peso encostado no pescoço, logo abaixo da orelha, 
a cabeça um pouco inclinada para frente olhando para o chão.
Figura 10 – A “pega” (empunhadura) do peso
150 
 
O objetivo dessa técnica é segurar o peso com firmeza, cujo peso fica apoiado nos dedos e nas bases destes. Os dedos 
devem ficar paralelos e ligeiramente afastados. O peso estará encostado no pescoço, por baixo do maxilar, e o polegar, 
na traqueia. O cotovelo deverá se posicionar em um ângulo de 45° em relação ao corpo.
Fase de preparação: o objetivo desta fase, como o próprio nome indica, é preparar-se para iniciar o deslocamento. 
21
Descrição da Imagem figura em preto e branco, mostra um atleta demonstrando o início do movimento de arremesso de peso com a empu-
nhadura de costas em dois quadros, com uma visão lateral, no primeiro quadro tem uma posição, no segundo quadro duas posições.
Quadro 1 - Posição de apresentação. O atleta em pé, com a perna direita apoiada no solo, perna esquerda semi estendida atrás, na ponta do 
pé. Braço esquerdo estendido acima da cabeça.O braço direito flexionado segurando o peso abaixo da orelha apoiando na região do pescoço.
Quadro 2 - Posição um: O atleta está com a perna esquerda semiflexionada em suspensão, perna direita estendida tocando o solo realizando 
o apoio. O tronco totalmente flexionado à frente, com o braço esquerdo para baixo estendido. O braço direito flexionado segurando o peso 
abaixo da orelha apoiando na região do pescoço.
Posição dois: O corpo fica totalmente flexionado à frente, pernas flexionadas com o braço esquerdo para baixo estendido. O braço direito fle-
xionado segurando o peso abaixo da orelha apoiando na região do pescoço. Aqui existe um círculo no joelho esquerdo flexionado, indicando o 
início do movimento, com o número 01.
Figura 11 – Ilustração da preparação para o arremesso / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
Característicastécnicas: o arremessador começa de pé, no final do círculo de arremesso, e de costas para a direção 
do lançamento. O tronco deve ser inclinado para a frente e paralelo ao chão. O corpo fica equilibrado em apenas uma 
perna. A perna de apoio deve estar flexionada enquanto que a perna esquerda é estendida para trás (1), conforme a 
Figura 11.
Fase do deslocamento: o objetivo desta fase é acelerar o corpo e preparar-se para lançar. 
 151
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Características técnicas: o lançador deverá mover-se para trás em uma ação plantar do pé da perna que impulsiona o 
corpo. Essa ação deverá ser precedida pela extensão para trás da perna livre. A perna de apoio deverá ser apoiada pelo 
Descrição da Imagem figura em preto e branco, mostra um atleta demonstrando a posição de deslocamento do arremesso do peso em cinco 
posições, a primeira em posição frontal, e as demais em posição lateral.
Posição um - vista frontal: O corpo flexionado à frente, com as pernas estendidas, onde a esquerda está dando um passo para trás e a direita à 
frente. O braço direito flexionado segurando o peso abaixo da orelha apoiando na região do pescoço. Braço esquerdo semi flexionado à frente 
do corpo.
Posição dois - vista lateral: O atleta está com a perna esquerda semiflexionada em suspensão, perna direita estendida tocando o solo realizando o 
apoio com o antepé. O tronco totalmente flexionado à frente, com o braço esquerdo para baixo estendido. O braço direito flexionado segurando 
o peso abaixo da orelha apoiando na região do pescoço.
Posição três: O atleta está com a perna esquerda semiflexionada ainda em suspensão, perna direita estendida tocando o solo, mas agora reali-
zando o apoio com o calcanhar. O tronco totalmente flexionado à frente, com o braço esquerdo para baixo estendido. O braço direito flexionado 
segurando o peso abaixo da orelha apoiando na região do pescoço.
Posição quatro: O corpo flexionado à frente, com as pernas estendidas, onde a esquerda está dando um passo para trás, ainda sem tocar o 
solo e a direita à frente, com apoio no solo pelo calcanhar. O braço direito flexionado segurando o peso abaixo da orelha apoiando na região do 
pescoço. Braço esquerdo semi flexionado à frente do corpo.
Posição cinco: O corpo flexionado à frente, com a perna esquerda está dando um passo para trás, ainda sem tocar o solo e a direita está flexionada 
à frente, tocando o solo com o apoio do antepé. O braço direito flexionado segurando o peso abaixo da orelha apoiando na região do pescoço. 
Braço esquerdo semi flexionado à frente do corpo.
Figura 12 – Ilustração do deslocamento do arremesso do peso / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
Descrição da Imagem Dois círculos um ao lado do outro, dividido em quatro quadrantes, mostrando a posição dos pés através de pegadas. O 
primeiro círculo mostra duas pegadas lado a lado, a pegada direita está no primeiro quadrante, apontada para a esquerda. A pegada esquerda 
está no quarto quadrante, apontada para a esquerda. Uma seta aponta para trás, indicando a direção que a pegada deverá ir. No segundo círculo 
a pegada direita está pisando no vértice dos quatro quadrantes, em diagonal do terceiro para o primeiro quadrante, apontando para baixo. O 
pé esquerdo no terceiro quadrante apontando para baixo.
Figura 13 – Ilustração da movimentação dos pés no círculo de 
arremesso / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
calcanhar. Durante o deslocamento, a perna de apoio de-
verá ser arrastada sem perder contato com o solo (Figura 
12). O tronco mantém-se na posição inicial. A Figura 13 
demonstra a posição dos pés na área de arremesso.
152 
 
Fase do arremesso: os objetivos são manter a velocidade do peso e iniciar a aceleração final.
Características técnicas: consistem em manter o peso do corpo sobre a perna direita e o joelho flexionado. O 
calcanhar da perna direita e os dedos devem estar posicionados na mesma linha. O tronco deverá realizar uma torção. 
A cabeça e o braço esquerdo devem estar virados para trás. O cotovelo direito estará em um ângulo de 90º em relação 
ao tronco. O arremesso propriamente dito começa com as ações expostas na Figura 14.
Descrição da Imagem figura em preto e branco, mostra um atleta demonstrando as fases do arremesso de peso em 4 posições com vista lateral, 
na mão direita ele segura uma bola de ferro maciça.
Posição um: Perna direita flexionada como apoio, perna esquerda é apoiada no solo com o quadril girando à esquerda. O braço direito flexio-
nado segurando o peso abaixo da orelha, apoiando na região do pescoço. Braço esquerdo flexionado à frente do corpo na altura do queixo.
Posição dois: Perna direita começa a transferir o peso de apoio para a esquerda, quadril já rotacionado para a esquerda. O braço direito flexionado 
segurando o peso abaixo da orelha apoiando na região do pescoço. Braço esquerdo flexionado à frente do corpo, na mesma posição do direito.
Posição três: O ponto de apoio já foi passado da perna direita para a perna esquerda, onde a direita é relaxada atrás do corpo e a esquerda é 
estendida à frente. O quadril está rotacionando para o lado contrário da posição inicial. O braço direito flexionado segurando o peso abaixo da 
orelha apoiando na região do pescoço, se prepara para o lançamento. Braço esquerdo semi flexionado à frente do corpo.
Posição quatro: A perna direita está relaxada atrás do corpo e a esquerda estendida à frente como apoio. O quadril aqui, já está rotacionado 
para o lado contrário da posição inicial. O braço direito flexionado segurando o peso abaixo da orelha apoiando na região no pescoço, se prepara 
para o lançamento, retirando o peso do apoio no pescoço. Braço esquerdo flexionado à frente do corpo.
Figura 14 - fases do arremesso de peso / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
O objetivo é transferir a velocidade do deslocamento para o peso. Neste momento, a perna direita deverá empurrar 
o corpo, ficando em extensão. O quadril deverá girar na direção do arremesso. A perna esquerda, antes de começar a 
empurrar o peso, deve estar em extensão e determinará o ângulo de saída do peso. O movimento de rotação do tronco 
é bloqueado pelo braço esquerdo. O cotovelo do braço direito deverá estar alto. No final desse momento, o peso do 
corpo deve ser transferido para a perna esquerda.
Na fase final do arremesso, a velocidade do corpo do arremessador é transferida para o peso.
 153
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Descrição da Imagem figura em preto e branco, mostra um atleta 
realizando a finalização do arremesso de peso em 2 posições com 
vista lateral, na mão direita ele segura uma bola de ferro maciça.
Posição um: A perna direita está relaxada atrás do corpo e a es-
querda estendida à frente como apoio. O quadril aqui, já está 
rotacionado para o lado contrário da posição inicial. O braço direito 
flexionado segurando o peso abaixo da orelha apoiando na região 
no pescoço, se prepara para o lançamento, retirando o peso do 
apoio no pescoço. Braço esquerdo flexionado à frente do corpo.
Posição dois: Todo o corpo estendido, pernas estendidas, tronco 
ereto e braço direito estendido jogando o peso acima da linha da 
cabeça, para cima e para frente. Braço esquerdo flexionado à fren-
te do corpo. Quadril fazendo o movimento de rotação, trazendo 
a perna direita de trás para frente.
Figura 15 – Ilustração da finalização do arremesso do peso / 
Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
O movimento final começa por meio da extensão completa dos membros inferiores e do tronco. Na sequência, o 
cotovelo deve ser estendido completamente e finalizado pela extensão da articulação do punho e dos dedos. O braço 
esquerdo deve estar flexionado e junto ao tronco. Os pés mantêm-se em contato com o solo até o final do arremesso.
Fase de recuperação: o objetivo desta fase é estabilizar o corpo para evitar que ele ultrapasse o limite da 
área de lançamento (círculo).
Descrição da Imagem figura em preto e branco, mostra um atleta 
realizando a fase final do arremesso de peso recuperandoo equi-
líbrio após perder contato com o implemento, em 2 posições com 
vista lateral. Na mão direita ele segura uma bola de ferro maciça.
Posição um: Todo o corpo estendido, pernas estendidas, tronco 
ereto e braço direito estendido jogando o peso acima da linha da 
cabeça, para cima e para frente. Braço esquerdo flexionado à fren-
te do corpo. Quadril fazendo o movimento de rotação, trazendo 
a perna direita de trás para frente.
Posição dois: O apoio volta para a perna direita, semi flexionada, 
perna esquerda flexionada, fora do solo, em abertura lateral. 
Tronco inclinado para frente, braços abduzidos e flexionados la-
teralmente ao corpo.
Figura 16 – Ilustração da fase de recuperação do arremesso do 
peso / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
Características técnicas: indicam que o arremessador, após soltar o peso, deverá inverter as posições das pernas, sen-
do que a perna direita deve ficar flexionada, e a parte superior do tronco, abaixada e equilibrada pela perna esquerda. 
Neste momento, a visão do arremessador estará direcionada ao solo.
154 
 
Exercícios de aprendizado
No primeiro passo do aprendizado, o peso deverá ser introduzido ao pro-
cesso. Como é uma disciplina que exige cuidados, as normas de segurança de-
vem ser enfatizadas. Por exemplo, ninguém deverá ficar à frente da área onde 
será utilizada para lançar. Após segurar o peso na mão (Figura 17), o aluno 
deverá fazer pequenas extensões com o braço a fim de sentir o implemento 
(1). O passo seguinte deverá estimular lançamentos para frente (2) e para trás 
(3). O objetivo desses exercícios é fazer a adaptação ao peso e à resistência.
Quanto à segurança e à organização nas aulas e práticas: Todo 
equipamento (material) utilizado deve estar em perfeitas condições 
de uso e deve ser guardado em local seguro após a sua utilização. 
Não utilizar os dardos quando transportados na horizontal, eles de-
vem ser transportados na vertical. Nunca realize exercícios sozinho. 
Quem lança fica sozinho na área; os demais, afastados deste local, 
atrás da linha, e deve-se certificar que não há ninguém na área de 
queda antes do lançamento.
Os implementos só devem ser buscados quando todos forem lan-
çados. Evitar dias chuvosos. Nas aulas, deve-se manter espaços de 
2 a 3 m entre os participantes. Estes cuidados devem ser mantidos 
mesmo que sejam utilizados materiais alternativos, pois, assim, evi-
ta-se acidentes.
Fonte: os autores.
 155
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Observação: todos os movimentos deverão ser feitos 
com completa extensão das articulações envolvidas.
Segundo passo: lançar o peso de frente à área de ar-
remesso. O objetivo é compreender os movimentos bá-
sicos do lançamento utilizando a perna para gerar força 
e o movimento dos braços com extensão completa para 
o lançamento. A posição inicial deverá ser com os pés 
afastados em relação à largura dos ombros. Os joelhos 
devem ser flexionados e, em seguida (após estendê-lo 
totalmente, sem sair do solo), o peso deverá ser empur-
rado para frente e ligeiramente para cima. Variar este 
movimento com o recuo da perna direita (Figura 18).
Descrição da Imagem: Três quadros de figuras em preto e branco, mostrando posições diferentes do peso empunhado, para exercícios de 
adaptação com o peso.
Quadro 1: Vista frontal de um homem em pé empunhando o peso em duas posições. Primeira posição: pernas ligeiramente afastadas, tronco 
ereto, braço esquerdo semi flexionado com a mão à frente do corpo na altura da cintura, braço direito com o peso empunhado na altura do 
ombro. Segunda posição: pernas ligeiramente afastadas, tronco ereto, braço esquerdo semi flexionado lateralmente do corpo, braço direito 
esticado para cima alinhado com o ombro empunhando o peso.
Quadro 2: vista lateral do corpo empunhando o peso em duas posições. Primeira posição: corpo com a frente para a direita, tronco inclinado 
para frente, pernas flexionadas e lateralmente afastadas, mãos na altura do joelho empunhando o peso, cabeça alinhada com o joelho. Segunda 
posição: Corpo levemente inclinado para frente, braços estendidos realizando o lançamento do peso (este já no ar), pernas estendidas tocando 
o solo apenas com as pontas dos pés.
Quadro 3: Vista lateral de um homem com o corpo virado para a esquerda, lançando o peso para trás por cima da cabeça em 4 posições. 
Primeira posição: joelhos flexionados com ângulo de 90º, tronco inclinado à frente, joelhos e ombro na mesma linha, afastamento lateral das 
pernas, braços esticados para baixo segurando a bola no meio das pernas, cabeça olhando para frente. Segunda posição: joelhos flexionados 
aumentando o ângulo anterior, tronco um pouco inclinado para trás, peso empunhado com as duas mãos à frente do corpo a altura da cintura. 
Terceira posição: pernas e tronco esticados, tronco inclinado para trás, braços esticados segurando a bola na altura do esterno, cabeça olhando 
para cima. Quarta posição: Corpo totalmente esticado levemente inclinado para trás (na fase aérea sem contato com o solo), desde os pés até 
aos braços que se encontram esticados acima da cabeça já sem contato com a bola que está no ar acima da cabeça.
Figura 17 – Exercícios de adaptação ao peso e aos arremessos / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
156 
 
Terceiro: é lançar a partir de um passo. O objetivo é compreender a ação da perna direita e o bloqueio do lado esquer-
do. A posição inicial deverá ser igual à posição do segundo passo. Em seguida, deverá dar um passo à frente – com o 
quadril e o ombro voltados para a direção do arremesso – para frente. Lançar a partir de uma rotação e da extensão 
rápida da perna direita e bloqueio do la do direito (Figura 19).
Descrição da Imagem: Dois quadros, em preto e branco, mostram exercícios pedagógicos para o arremesso de peso com vista lateral do 
movimento.
Quadro 1 - Um atleta - 02 posições: Posição um: O braço direito flexionado segurando o peso abaixo da orelha apoiando na região do pescoço. 
Braço esquerdo flexionado à frente do corpo. Pernas unidas e flexionadas. Posição dois: Todo o corpo estendido, pernas unidas e estendidas, tronco 
ereto e braço direito estendido jogando o peso acima da linha da cabeça, para cima e para frente. Braço esquerdo flexionado à frente do corpo. 
Quadro 2 - Um atleta - 03 posições: Posição um: O braço direito flexionado segurando o peso abaixo da orelha apoiando na região do pescoço. 
Braço esquerdo flexionado à frente do corpo. Pernas unidas e flexionadas. Posição dois: A perna direita está relaxada atrás do corpo e a esquerda 
estendida à frente como apoio. O quadril aqui, já está rotacionado para o lado contrário da posição inicial. O braço direito flexionado segurando 
o peso abaixo da orelha apoiando na região no pescoço, se prepara para o lançamento, retirando o peso do apoio no pescoço. Braço esquerdo 
flexionado à frente do corpo. Posição três: Todo o corpo estendido, pernas estendidas, tronco ereto e braço direito estendido jogando o peso 
acima da linha da cabeça, para cima e para frente. Braço esquerdo flexionado à frente do corpo. Quadril fazendo o movimento de rotação, 
trazendo a perna direita de trás para frente.
Figura 18 – Exercícios pedagógicos do arremesso / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
 157
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Descrição da Imagem figura em preto e branco, mostra um atleta demonstrando o movimento do arremesso de peso iniciado de frente, com 
vista lateral em 5 posições. Na mão direita ele segura uma bola de ferro maciça.
Posição um: posição do corpo de frente para a direita, pernas unidas semi flexionadas, tronco levemente inclinado para trás, braço esquerdo 
flexionado a frente do corpo com a mão na altura da boca, mão direita empunhando o peso no pescoço. 
Posição dois: Perna direita começa a transferir o peso de apoio para a esquerda, quadril já rotacionado para a esquerda. O braço direito flexionado 
segurando o peso abaixo da orelha apoiando na região do pescoço. Braço esquerdo flexionado à frente do corpo, na mesma posição do direito.Posição três: O ponto de apoio já foi passado da perna direita para a perna esquerda, onde a direita é relaxada atrás do corpo e a esquerda é 
estendida à frente. O quadril está rotacionando para o lado contrário da posição inicial. O braço direito flexionado segurando o peso abaixo da 
orelha apoiando na região do pescoço, se prepara para o lançamento. Braço esquerdo semi flexionado à frente do corpo.
Posição quatro: A perna direita está relaxada atrás do corpo e a esquerda estendida à frente como apoio. O quadril aqui, já está rotacionado 
para o lado contrário da posição inicial. O braço direito flexionado segurando o peso abaixo da orelha apoiando na região no pescoço, se prepara 
para o lançamento, retirando o peso do apoio no pescoço. Braço esquerdo flexionado à frente do corpo.
Posição cinco: Todo o corpo estendido, pernas estendidas, tronco ereto e braço direito estendido jogando o peso acima da linha da cabeça, para 
cima e para frente. Braço esquerdo flexionado à frente do corpo. Quadril fazendo o movimento de rotação, trazendo a perna direita de trás 
para frente. que nosant iliatem invenis ipsa none sequo cuscid endit esed essin res dolorum quiaestium imus ilibear umendam volupta tectist 
aut ea necto to eum sinvenis nient
Figura 19 – Movimento da fase de 
arremesso de frente / Fonte: adaptado 
de Müller e Ritzdorf (2002).
Quarto passo: o objetivo é compreender a posição de força e lançar a partir dela. A posição inicial deve ser de costas 
para a direção do arremesso. Fazer o giro a partir da ação da perna direita, lançar para frente e ligeiramente para cima 
sem perder o contato com o solo (Figura 20).
158 
 
Quinto passo: o objetivo é entender o deslocamento e unir à posição de força.
Para isto, pode-se pedir auxílio a um companheiro ou ao professor que segurará o braço livre do peso. O desli-
zamento deverá ser feito ao longo de uma linha que poderá ser desenhada no solo. Após finalizar o deslizamento, o 
aluno deverá parar, fixar a posição de força, corrigir e repetir até aprender o movimento.
Descrição da Imagem figura em preto e branco, mostra um atleta demonstrando o movimento do arremesso de peso iniciado de costas, com 
vista lateral em 5 posições. Na mão direita ele segura uma bola de ferro maciça.
Posição um: Perna direita flexionada como apoio, perna esquerda agora é apoiada no solo com o quadril girando à esquerda. O braço direito 
flexionado segurando o peso abaixo da orelha, apoiando na região do pescoço. Braço esquerdo flexionado à frente do corpo na altura do queixo.
Posição dois: Perna direita começa a transferir o peso de apoio para a esquerda, quadril já rotacionado para a esquerda. O braço direito flexionado 
segurando o peso abaixo da orelha apoiando na região do pescoço. Braço esquerdo flexionado à frente do corpo, na mesma posição do direito.
Posição três: O ponto de apoio já foi passado da perna direita para a perna esquerda, onde a direita é relaxada atrás do corpo e a esquerda é 
estendida à frente. O quadril está rotacionando para o lado contrário da posição inicial. O braço direito flexionado segurando o peso abaixo da 
orelha apoiando na região do pescoço, se prepara para o lançamento. Braço esquerdo semi flexionado à frente do corpo.
Posição quatro: A perna direita está relaxada atrás do corpo e a esquerda estendida à frente como apoio. O quadril aqui, já está rotacionado 
para o lado contrário da posição inicial. O braço direito flexionado segurando o peso abaixo da orelha apoiando na região no pescoço, se prepara 
para o lançamento, retirando o peso do apoio no pescoço. Braço esquerdo flexionado à frente do corpo.
Posição cinco: Todo o corpo estendido, pernas estendidas, tronco ereto e braço direito estendido jogando o peso acima da linha da cabeça, para cima 
e para frente. Braço esquerdo flexionado à frente do corpo. Quadril fazendo o movimento de rotação, trazendo a perna direita de trás para frente.
Figura 20 – Movimento da fase de 
arremesso com giro do tronco / Fonte: 
adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
 159
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Sexto passo: arremesso a partir da sequência completa. O objetivo é unir todas as partes e lançar com deslocamento 
na técnica linear.
A sequência completa deverá ser realizada com e sem peso, ela pode ser praticada com pesos menores. A posição 
de força deve ser corrigida sempre que necessário (Figura 22).
Descrição da Imagem duas figuras em preto e branco, mostram exercícios para deslocamento linear com vista lateral do movimento.
Figura 1 - Dois atletas - 01 posição: O atleta um está virado para a direita e o atleta dois de frente para ele, virado para a esquerda. O atleta 
um está em posição de “afundo”, pernas flexionadas, direita à frente e esquerda atrás. Tronco levemente inclinado para frente. Braços unidos 
à frente do corpo, segurando a mão do atleta dois. O atleta dois, está em posição de “afundo” também, com a perna direita à frente, porém a 
esquerda está atrás, para dar a passada. O braço direito flexionado segurando o peso abaixo da orelha apoiando na região do pescoço. O braço 
esquerdo segurando as mãos do atleta um.
Figura 2 - Um atleta - 08 posições: Posição um: O atleta tem o corpo totalmente flexionado à frente, pernas flexionadas com o braço esquerdo 
para baixo estendido. O braço direito flexionado segurando o peso abaixo da orelha apoiando na região do pescoço.
Posição dois: O corpo continua flexionado à frente, porém agora com as pernas estendidas, onde a esquerda está dando um passo para trás. O 
braço direito flexionado segurando o peso abaixo da orelha apoiando na região do pescoço. Braço esquerdo semi flexionado à frente do corpo.
Posição três: Perna direita flexionada ainda como apoio, perna esquerda continua indo como um passo para trás, quadril começa a girar. O 
braço direito flexionado segurando o peso abaixo da orelha apoiando na região do pescoço. Braço esquerdo semi flexionado à frente do corpo.
Posição quatro: Perna direita flexionada como apoio, perna esquerda agora é apoiada no solo com o quadril girando à esquerda. O braço direito 
flexionado segurando o peso abaixo da orelha, apoiando na região do pescoço. Braço esquerdo flexionado à frente do corpo na altura do queixo.
Posição cinco: O atleta volta para a primeira posição onde tem o corpo totalmente flexionado à frente, pernas flexionadas com o braço esquerdo 
para baixo estendido. O braço direito flexionado segurando o peso abaixo da orelha apoiando na região do pescoço.
Posição seis: O corpo continua flexionado à frente, porém agora com as pernas estendidas, onde a esquerda está dando um passo para trás. O 
braço direito flexionado segurando o peso abaixo da orelha apoiando na região do pescoço. Braço esquerdo semi flexionado à frente do corpo.
Posição sete: Perna direita flexionada ainda como apoio, perna esquerda continua indo como um passo para trás, quadril começa a girar. O 
braço direito flexionado segurando o peso abaixo da orelha apoiando na região do pescoço. Braço esquerdo semi flexionado à frente do corpo.
Posição oito: Perna direita flexionada como apoio, perna esquerda agora é apoiada no solo com o quadril girando à esquerda. O braço direito 
flexionado segurando o peso abaixo da orelha, apoiando na região do pescoço. Braço esquerdo flexionado à frente do corpo na altura do queixo.
Figura 21 – Exercícios para o deslocamento linear / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
1 2
160 
 
Descrição da Imagem figura em preto e branco, mostra um atleta realizando o movimento completo do arremesso de peso com vista lateral 
em 10 posições. Na mão direita ele segura uma bola de ferro maciça.
Posição um: O atleta está com a perna esquerda semiflexionada em suspensão, perna direita estendida tocando o solo realizando o apoio. O 
tronco totalmente flexionado à frente, com o braço esquerdo para baixo estendido. O braço direito flexionado segurando o peso abaixo da 
orelha apoiando na região do pescoço.
Posição dois: O corpo fica totalmente flexionado à frente, pernas flexionadas com o braço esquerdopara baixo estendido. O braço direito fle-
xionado segurando o peso abaixo da orelha apoiando na região do pescoço.
Posição três: O corpo continua flexionado à frente, porém agora com as pernas estendidas, onde a esquerda está dando um passo para trás. O 
braço direito flexionado segurando o peso abaixo da orelha apoiando na região do pescoço. Braço esquerdo semi flexionado à frente do corpo.
Posição quatro: Perna direita flexionada ainda como apoio, perna esquerda continua indo como um passo para trás, quadril começa a girar. O 
braço direito flexionado segurando o peso abaixo da orelha apoiando na região do pescoço. Braço esquerdo semi flexionado à frente do corpo.
Posição cinco: Perna direita flexionada como apoio, perna esquerda agora é apoiada no solo com o quadril girando à esquerda. O braço direito 
flexionado segurando o peso abaixo da orelha, apoiando na região do pescoço. Braço esquerdo flexionado à frente do corpo na altura do queixo.
Posição seis: Perna direita começa a transferir o peso de apoio para a esquerda, quadril já rotacionado para a esquerda. O braço direito flexionado 
segurando o peso abaixo da orelha apoiando na região do pescoço. Braço esquerdo flexionado à frente do corpo, na mesma posição do direito.
Posição sete: O ponto de apoio já foi passado da perna direita para a perna esquerda, onde a direita é relaxada atrás do corpo e a esquerda é 
estendida à frente. O quadril está rotacionando para o lado contrário da posição inicial. O braço direito flexionado segurando o peso abaixo da 
orelha apoiando na região do pescoço, se prepara para o lançamento. Braço esquerdo semi flexionado à frente do corpo.
Posição oito: A perna direita está relaxada atrás do corpo e a esquerda estendida à frente como apoio. O quadril aqui, já está rotacionado para 
o lado contrário da posição inicial. O braço direito flexionado segurando o peso abaixo da orelha apoiando na região no pescoço, se prepara 
para o lançamento, retirando o peso do apoio no pescoço. Braço esquerdo flexionado à frente do corpo.
Posição nove: Todo o corpo estendido, pernas estendidas, tronco ereto e braço direito estendido jogando o peso acima da linha da cabeça, 
para cima e para frente. Braço esquerdo flexionado à frente do corpo. Quadril fazendo o movimento de rotação, trazendo a perna direita de 
trás para frente.
Posição dez: O apoio volta para a perna direita, semi flexionada, perna esquerda flexionada, fora do solo, em abertura lateral. Tronco inclinado 
para frente, braços abduzidos e flexionados lateralmente ao corpo.
Figura 22 – Sequência completa do arremesso do peso / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
Descrição da Imagem fotografia de uma atleta, se preparando 
para o arremesso de peso. O braço direito flexionado segurando 
o peso abaixo da orelha apoiando na região do pescoço. Braço 
esquerdo semi flexionado lateralmente ao corpo. Tronco inclinado 
lateralmente à direita.
Figura 23 – Arremesso de peso 
 161
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Finalizando o arremesso de peso, precisamos concentrar a nossa atenção nos pontos importantes das fases deste gesto 
técnico: a preparação, onde acontece a posição de força/empunhadura, a construção do movimento - o momento 
de tensão gera a força para o arremesso, o arremesso, em que se transfere a velocidade/força adquirida no movimento 
para o implemento/peso, e a recuperação - preocupa-se com a manutenção do atleta na área de lançamento respei-
tando os limites geográficos estabelecidos na regra.
LANÇAMENTO DO DISCO
A origem da prova é muito conhecida. Quem não teve oportunidade de ver uma reprodução da famosa estátua cha-
mada Diskobólos, de Myron?
O lançamento do disco na Antiguidade era parte integrante do Pentatlo Pesado, que incluía o salto em distância, o “sta-
dion”, o lançamento do dardo e uma luta, juntamente com o lançamento do disco. Acredita-se que teria sido incluído 
no programa olímpico da Antiguidade na 18ª Olimpíada, em 708 a.C. (BORGES, 2019, on-line)3. 
O peso e a medida do disco, para homens, é de 2 kg, com 219 e 221 mm de diâmetro e 44 a 46 mm de espessura; para 
mulheres, é de 1 kg, de 180 a 182 mm de diâmetro e 37 a 39 mm de espessura (PACIEVITCH, 2016, on-line)4.
A sequência completa do lançamento do disco é dividida em fases. Elas possuem a denominação de prepara-
ção, rotação ou giro, lançamento e recuperação. Tal como no arremesso do peso, antes de iniciar os movimen-
tos, é necessário compreender e saber como se deve empunhar o disco. A empunhadura também possui o nome de 
“pega” (LOHMANN, 2011).
De acordo com a Figura 24, o disco deve ser sustentado pelas últimas articulações dos dedos (1). Estes de-
vem estar afastados do disco. O punho deve ficar relaxado (2). O disco deverá ser apoiado na base da mão (2), 
o polegar deve apenas encostar para dar equilíbrio ao disco (3).
Título: Eternos Campeões
Ano: 2011
Sinopse: o documentário acompanha atletas que participam de competições para 
idosos e eles provam que não existe idade máxima para a prática de esportes. 
162 
 
Fase de preparação: o objetivo desta fase é preparar o lançador para a rotação ou giro e criar a pré-tensão nos ombros 
e braços.
Características técnicas: as costas devem ficar posicionadas na direção do lançamento. As pernas deverão ficar 
afastadas na largura dos ombros, e os joelhos, ligeiramente flexionados. O peso do corpo deve ser equilibrado no terço 
anterior dos pés ou na região plantar. O disco precisa ser balançado para trás, e o calcanhar esquerdo deverá ser eleva-
do. O tronco gira durante o balanço, e os braços necessitam ser mantidos à altura dos ombros (Figura 25).
Descrição da Imagem Duas figuras em preto e branco, mostram uma 
mão com a empunhadura correta do disco, em visão oblíqua e lateral. 
Figura 01 - Vista oblíqua: Um disco sendo segurado pela mão direi-
ta, visto de cima. Dedos levemente afastados. O disco é segurado 
(1) pela falange distal dos dedos, ou seja, a última articulação, onde 
encaixa na borda do disco. O dedão (3) fica relaxado, em cima do 
disco. Há círculos evidenciando as posições dos dedos.
Figura 02 - Vista lateral: Um disco sendo segurado pela mão direita, 
visto de lado. Dedos levemente afastados. O disco é segurado (1) 
pela falange distal dos dedos, ou seja, a última articulação, onde 
encaixa na borda do disco. O punho (2) deve estar relaxado, sem 
tensionar essa articulação, que se encaixa na borda oposta que 
estão os dedos. O dedão (3) fica relaxado, em cima do disco. Há 
círculos evidenciando as posições dos dedos e do punho.
Figura 24 – Ilustração da empunhadura do lançamento do disco 
/ Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
Descrição da Imagem figura em preto e branco, mostra um atleta realizando a fase do balanço do disco em 03 posições. Há uma seta no meio 
do círculo e entre as pernas do atleta, em todas as posições, evidenciando que realiza-se o movimento de rotação com os pés, mas sem sair da 
posição inicial destes. 
Posição um: Em posição de agachamento, com as pernas flexionadas, o atleta segura o disco com as duas mãos, à esquerda de seu corpo. 
Posição dois: Com as pernas flexionadas, o atleta tem o tronco flexionado à frente, com o braço esquerdo estendido à frente e o braço direito 
estendido atrás, segurando o disco.
Posição três: O atleta tem a perna esquerda tocando o solo em meia ponta e relaxada. A perna direita está tocando o solo em apoio. O tronco 
está rotacionado para a direita. Os braços estão estendidos, esquerdo à frente e direito atrás. Na mão direita, o atleta segura o disco. Há uma 
linha pontilhada mostrando o alinhamento do disco com o calcanhar do pé esquerdo.
Figura 25 – Ilustração da fase de balanço do lançamento do disco / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
 163
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Fase de rotação ou giro: é a parte inicial; tem como objetivo o ganho de velocidade com a rotação do corpo.
Características técnicas: o joelho, o braço e a região plantar do pé do lado esquerdo rodam em um movimento 
ativo e simultâneo. O peso do corpo é totalmentesustentado pela perna esquerda que está ligeiramente flexionada. O 
braço que segura o disco deverá ficar atrasado em relação ao tronco. A perna direita acompanha o movimento e passa 
rasante, acompanhando o giro (Figura 26).
Descrição da Imagem figura em preto e branco, mostra um atleta realizando a fase de rotação do lançamento do disco em 4 posições. Na mão 
direita ele segura o disco.
Posição um: O atleta começa o movimento de costas, com a perna direita flexionada como apoio, tocando o solo à frente do corpo. Perna es-
querda semiflexionada apoiada em meia ponta atrás, com o quadril girado à esquerda. O braço direito estendido atrás segurando o disco. Braço 
esquerdo flexionado à frente do corpo na altura do queixo.
Posição dois: Em giro, o atleta está com a perna direita semi flexionada atrás, tocando o solo. Perna esquerda semiflexionada apoiada no solo 
à frente. O braço direito estendido atrás segurando o disco. Braço esquerdo flexionado à frente do corpo na altura do queixo. O atleta fez um 
giro de 180° à esquerda, em relação à primeira posição.
Posição três: Em giro, a perna esquerda é flexionada à frente do corpo, dá sustentação para o giro, perna direita semi flexionada atrás, acompanha 
o giro. O braço direito estendido atrás segurando o disco. Braço esquerdo estendido à frente do corpo.
Posição quatro: Em giro, a perna direita se prepara para tocar o solo à frente, a perna esquerda permanece como apoio atrás. O braço direito 
estendido atrás segurando o disco. Braço esquerdo estendido à frente do corpo.
Figura 26 – Ilustração do início da fase de rotação do lançamento do disco / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
Fase de rotação ou giro: é a segunda etapa; o objetivo 
desta fase é o lançador e o disco ganharem velocidade, 
bem como criar pré-tensão do tronco.
Características técnicas: o pé esquerdo é que im-
pulsiona o corpo para frente, e a parte anterior do pé 
estará voltada para a direção do lançamento. Durante 
o giro, o lançador dará um breve salto rasante sem es-
tender a perna de impulsão. O pé direito faz uma abor-
dagem no solo e será apoiado pelo terço anterior do pé 
girando para dentro. O braço esquerdo mantém-se fle-
xionado à frente do tronco. A perna esquerda passa pela 
perna direita em direção à frente do corpo (Figura 27).
164 
 
Descrição da Imagem figura em preto e branco, mostra um atleta realizando a primeira parte do giro do lançamento do disco em 03 posições. 
Na mão direita ele segura o disco.
Posição um: Em giro, a perna direita se prepara para tocar o solo à frente, a perna esquerda permanece como apoio atrás. O braço direito 
estendido atrás segurando o disco. Braço esquerdo estendido à frente do corpo.
Posição dois: Em giro, a perna direita toca o solo à frente, a perna esquerda permanece estendida atrás, porém fora de contato com o solo. O 
braço direito estendido atrás segurando o disco. Braço esquerdo estendido à frente do corpo.
Posição três Em giro, a perna direita tocando o solo, serve como apoio para o giro, perna esquerda semiflexionada ao lado da direita, para dar 
continuidade ao giro. O braço direito estendido atrás segurando o disco. O braço esquerdo é flexionado à frente do corpo.
Figura 27 – Ilustração da primeira parte do giro do lançamento do disco / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
A movimentação dos pés é importante para conseguir a posição adequada, equilibrada e correta do corpo. Veja a 
sequência do movimento na Figura 28.
Descrição da Imagem: Quatro círculos um ao lado do outro, dividido em quatro quadrantes, mostrando a posição dos pés através de pegadas, 
com uma seta central, de baixo para cima, indicando a direção do lançamento. Primeiro círculo mostra duas pegadas de frente para a base da 
figura, a direita no primeiro quadrante, à esquerda no segundo quadrante com uma seta circular ao redor dela, mostrando a direção que o 
próximo passo deverá estar. As pontas dos pés estão mais escuras na pegada. A segunda figura mostra a pegada esquerda já apontada para a 
direita, e a pegada direita com uma seta indicando que deverá passar sobre a esquerda, realizando um “passo cruzado”. As pontas dos pés estão 
mais escuras na pegada. Na terceira figura o pé direito está pisando sob o vértice dos quatro quadrantes, e a pegada esquerda se mantém no 
quadrante dois, onde tem uma seta indicando que deverá passar sobre a direita, realizando um “passo cruzado”. As pontas dos pés estão mais 
escuras na pegada. Na quarta figura os pés estão dispostos no quadrante quatro, virados para a direita. A ponta do pé direito está mais escura, 
enquanto que no pé esquerdo está toda a lateral interna escurecida na pegada.
Figura 28 – Ilustração do movimento dos pés para o giro do lançamento do disco / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
 165
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
A seta indica a direção do lançamento. A parte escura dos pés significa que o corpo está apoiado nela. A posição de 
força, na última figura à direita, ocupa metade do círculo.
Fase do lançamento: esta fase será dividida para a melhor compreensão dos movimentos. Os objetivos são man-
ter a posição equilibrada do corpo e preparar-se para a aceleração final do lançamento. 
Características técnicas: no início da fase de lançamento, têm como função indicar os movimentos dessa parte 
da fase. A perna direita deve estar flexionada, em sequência, o pé da perna direita gira pela planta na direção do lan-
çamento. O disco, neste momento, deverá se posicionar à altura da cabeça. A perna esquerda toca o solo rapidamente, 
logo após a direita (Figura 29).
Descrição da Imagem: figura em preto e branco, mostra um atleta realizando a parte final do lançamento do disco, com o disco empunhado 
na mão direita em 02 posições.
Posição um: Em giro, a perna direita tocando o solo, serve como apoio para o giro, perna esquerda semiflexionada ao lado da direita, para dar 
continuidade ao giro. O braço direito estendido atrás segurando o disco. O braço esquerdo é flexionado à frente do corpo.
Posição dois: Em giro, o atleta leva a perna esquerda para trás, para que toque o solo como apoio, perna direita mantém a meia ponta no solo. 
Tronco rotacionando para a esquerda. O braço direito estendido atrás segurando o disco. O braço esquerdo é flexionado à frente do corpo.
Figura 29 – Ilustração da parte final do giro do lançamento do disco / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
A posição de força na fase de lançamento tem como objetivo preparar-se para a aceleração final do lançamento. O 
peso do corpo é sustentado pela perna direita, que estará flexionada. A linha dos ombros estará na mesma linha do pé 
direito (Figura 30).
166 
 
Fase final do lançamento: o objetivo, neste momento da fase de lançamento, é transferir a velocidade do desloca-
mento para o disco.
Características técnicas: a perna direita realiza uma rotação, seguida de uma extensão com a máxima potência. 
O lado direito do quadril gira em direção à frente do círculo ou da direção do lançamento. A parte esquerda do cor-
po é bloqueada pela extensão da perna esquerda e pela flexão do cotovelo esquerdo, que deve estar flexionado junto 
ao tronco. O peso do corpo é transferido da perna direita para a esquerda. O disco sai da mão à altura do ombro ou 
levemente mais baixo (Figura 31).
Descrição da Imagem figura em preto e branco, mostra um ho-
mem preparado para lançar o disco com a posição de força em 
duas visões.
Visão frontal do corpo: circunferência no solo, corpo de frente, 
pernas afastadas lateralmente, perna direita flexionando, pé direi-
to de apoio no solo com os dedos, leve inclinação do tronco para 
a esquerda, braço esquerdo flexionado na altura do ombro com 
o cotovelo lateralmente, cabeça alinhada com o pé direito, braço 
direito na altura do ombro atrás flexionado empunhando o disco 
para realizar o movimento ântero posterior.
Visão oblíqua do corpo: circunferência no solo com uma cruz di-
vidindo toda a área interna, uma seta na linha horizontal da cruz 
apontando para a direita,corpo ocupando o canto direito superior 
da circunferência, braço direito quase completando o ângulo de 
90º flexionado empunhando o disco, mostrando a direção do giro 
que acontece no sentido anti horário.
Figura 30 – Ilustração da posição de força do lançamento do 
disco / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
Descrição da Imagem figura em preto e branco, mostra um atleta realizando a fase do lançamento do disco em 4 posições do movimento, 
demonstrando o movimento do braço e empunhando o disco com a mão direita. Nas quatro posições há no solo uma meia circunferência (180º) 
desenhada com o côncavo voltado para o homem.
Primeira posição: O pé direito atrás apoiado no chão com a ponta dos dedos com joelho flexionado, perna esquerda à frente. Tronco levemente 
inclinado para trás, braço esquerdo esticado lateralmente na altura do ombro. Braço direito para trás segurando o disco lateralmente na altura 
da cintura, cabeça olhando para cima e para a frente. leve rotação do quadril para a direita deixando o tronco para a frente.
Segunda posição: o braço direito modifica-se começando a mover-se na direção da frente para lançar, o braço esquerdo levemente flexionado 
mais perto do corpo, pé direito apoiado bem na ponta dos dedos. 
Terceira posição: o braço direito movimenta-se para a frente está na altura do ombro com o disco lateralmente, o braço esquerdo flexionado 
lateralmente com o cotovelo para trás e a mão próxima do tronco, tronco ereto.
Quarta posição: tronco levemente para a esquerda, braço direito totalmente esticado a frente e a esquerda do corpo na altura da cabeça já no 
final do lançamento do disco ainda empunhado, braço esquerdo flexionado com o cotovelo para baixo e mão próxima do corpo. cabeça para 
a frente olhando na direção do horizonte
Figura 31 – Ilustração da fase do lançamento do lançamento do disco / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
 167
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Exercícios técnico-pedagógicos para o aprendizado e o desenvolvimento da prática
O processo de aprendizagem dos alunos começa pela adaptação ao material e, gradualmente, são somados ele-
mentos e informações para executar ações motoras em uma determinada sequência lógica, sobre a qual, posterior-
mente, será possível realizar um movimento completo e dinâmico.
Primeiro passo: introdução do elemento
Após assimilar a empunhadura (ou pega do disco) o aluno deverá realizar alguns exercícios dinâmicos para en-
tender as suas rotações. Também é importante enfatizar as normas de segurança, uma vez que o disco é um elemento 
que facilmente escapa das mãos e pode variar a sua direção. Então é necessário que todos que não estiverem lançando 
fiquem atrás da posição em que o disco se direcionará. Vale a regra básica: todos lançam e todos buscam (FRÓMETA; 
TAKAHASHI, 2004). 
Descrição da Imagem figura em preto e branco, mostra um homem com o corpo em pé na posição virado para a esquerda em 2 posições 
do movimento demonstrando a parte final do lançamento do disco empunhado com a mão direita. Nas duas posições há no solo uma meia 
circunferência (180º) desenhada com o côncavo voltado para o homem.
Primeira posição: tronco levemente para a esquerda, braço direito totalmente esticado a frente e a esquerda do corpo na altura da cabeça já no 
final do lançamento do disco ainda empunhado, braço esquerdo flexionado com o cotovelo para baixo e mão próxima do corpo. cabeça para 
a frente olhando na direção do horizonte. 
Segunda posição: há a transferência de peso para a perna direita que posiciona-se à frente, a perna esquerda encontra-se no ar para trás esti-
cada, o tronco inclinado à frente com leve rotação para a esquerda. Braço direito flexionado à frente do corpo para baixo já sem o disco na mão. 
Braço esquerdo semi flexionado para trás com a mão na altura da cintura.
Figura 32 – Ilustração do lançamento e recuperação do lança-
mento do disco / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
Fase de recuperação: o objetivo desta fase é a estabilização do corpo a fim de evitar que sejam ultrapassados os limi-
tes da borda do setor de lançamento. 
Características técnicas: inverter a posição das pernas rapidamente, a perna direita deve ser flexionada para re-
cuperar a posição corporal, o tronco abaixa levemente à frente e a perna esquerda é elevada para manter o equilíbrio 
(Figura 32).
168 
 
Características técnicas: um exercício que deve ser realizado para entender a rotação do disco é o de rolar o 
disco no chão para frente soltando-o pelo dedo indicador e lançá-lo para cima, fazendo-o girar no sentido horário 
(Figura 33).
Segundo passo: lançar de frente
O objetivo deste exercício é aprender a soltar o disco a partir do movimento de lançamento com aceleração.
Características técnicas: como exposto na Figura 34, a posição inicial é de frente na direção do lançamento com 
os pés paralelos (1). O aluno deve lançar a partir desta posição. Com um pé à frente e o outro atrás, realizar o lança-
mento inclinando o tronco para trás e usando as pernas para impulsionar o corpo (2). Realizar ambos os exercícios 
utilizando implementos diversos, como bolas, arcos, medicine balls leves, e também lançar direcionando ao alvo.
Descrição da Imagem duas figuras, em preto e branco, mostram um homem realizando movimento de adaptação com o disco.
Figura 1 - visão lateral do homem que está de frente para o lado direito, tronco inclinado à frente quase na linha da cintura, perna esquerda 
à frente, perna direita afastada atrás semi flexionada apoiada pelos dedos no solo. O braço direito semi flexionado com a mão na altura do 
joelho esquerdo, braço direito está estendido após lançar o disco para que este role no chão, há uma seta em cima do disco no solo indicando 
o sentido horário. 
Figura 2 - visão lateral do homem que está de frente para a direita, tronco um pouco inclinado a frente alinha com o joelho esquerdo que está 
posicionado a frente, perna direita atrás apoiada no solo com os dedos do pé. Braço esquerdo flexionado a frente com a mão para cima, braço 
direito lança o disco para cima e para frente e encontra-se esticado, disco no ar acima da linha da cabeça uma seta indica a rotação no sentido 
horário do disco e outra indica diagonal para a direita.
Figura 33 – Exercício de adaptação ao giro do lançamento do disco / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
 169
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Descrição da Imagem dois quadros, com figuras em preto e branco, mostram um homem realizando exercícios com o disco. 
Quadro 1: Um homem com o corpo em pé na posição virado para a esquerda em 2 posições do movimento demonstrando o movimento do 
braço empunhando o disco com a mão direita. 
Primeira posição: Cabeça olhando para cima e para a frente olhando acima do horizonte. As duas pernas agrupadas e os joelhos semi flexionados. 
Posição do corpo virado para a esquerda, tronco ligeiramente inclinado para trás, braço esquerdo esticado lateralmente na altura do ombro, 
braço direito esticado para trás empunhando o disco com a mão na altura da cintura, disco bem afastado do corpo, pernas afastadas no sentido 
ântero posterior, a esquerda a frente e a direita atrás levemente flexionada com apoio dos dedos no solo.
Segunda posição: movimento demonstrando a parte final do lançamento do disco empunhado com a mão direita. Tronco levemente para a 
esquerda, braço direito totalmente esticado a frente e a esquerda do corpo na altura da cabeça já no final do lançamento do disco ainda empu-
nhado, braço esquerdo flexionado com o cotovelo para baixo e mão próxima do corpo. Cabeça para a frente olhando na direção do horizonte. 
As duas pernas agrupadas e os joelhos semi flexionados.
Quadro 2: Um homem com o corpo em pé na posição virado para a esquerda em 3 posições do movimento demonstrando o movimento do 
braço empunhando o disco com a mão direita. 
Primeira posição: O pé direito atrás apoiado no chão com a ponta dos dedos com joelho flexionado, perna esquerda à frente. Tronco levemen-
te inclinado para trás, braço esquerdo esticadoObserve a imagem da pista de atletismo oficial, reflita sobre as inúmeras formas de pistas de atletismo Brasil 
afora, em que os profissionais de Educação Física têm que desenvolver suas aulas em locais que apresentem 
desde um piso emborrachado até um terreno de terra. A ausência de uma estrutura adequada não pode ser 
um empecilho para que os alunos sejam privados de ter acesso ao conhecimento!
Primeiras competições 
de atletismo no Brasil.
Criação do órgão o�cial 
mundial responsável pela 
administração do atletismo, 
a International Amateur 
Athletic Federation – IAAF 
O atletismo brasileiro, por meio da 
Confederação Brasileira de Desportos 
(CBD), �lia-se à IAAF
Primeira participação do 
Brasil em Jogos 
Olímpicos (Paris, 1924). Primeira participação 
das mulheres em Jogos 
Olímpicos (Amsterdã, 
1928).
Primeira competição o�cial 
de atletismo no Brasil 
(Campeonato brasileiro entre 
estados).
Realização da primeira 
edição do Troféu Brasil 
de Atletismo (principal 
competição o�cial do 
atletismo brasileiro).Criação da Confederação 
Brasileira de Atletismo 
(CBAt), órgão responsável 
pela administração do 
atletismo nacional até os 
dias de hoje.
Realização dos 
primeiros Jogos 
Olímpicos. 
1896
1910
1912
1914
1924
1928
1929
1945
1977
A IAAF altera a sua denominação para 
International Association of Athletics 
Federation (Associação Internacional 
das Federações de Atletismo).
2001
Os períodos mais recentes que envolvem o atletismo regulamentado e oficialmente tratado como uma modalidade 
esportiva e olímpica passam pelas datas a seguir:
 21
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Após muitos anos, atualmente o Atletismo é muito mais 
do que uma expressão Olímpica, pois é praticado em 
centenas de países. Além disso, é considerado, por mui-
tos, como um dos esportes mais populares em todo o 
mundo, envolvendo um conjunto de provas individuais 
e em grupos, exibindo os mais diversos movimentos que 
o homem é capaz de realizar. Segundo a Confederação 
Brasileira de Atletismo (CBAt, Online), 
na moderna definição, o Atletismo é um esporte 
com provas de pista (corridas), de campo (saltos e 
lançamentos), provas combinadas como decatlo e 
heptatlo (que reúnem provas de pista e de campo), 
o pedestrianismo (corridas de rua, como a mara-
tona), corridas em campo (cross country), corridas 
em montanha, e marcha atlética. 
O Atletismo precisa ser compreendido como uma ex-
pressão do movimento humano intencional, planejado 
e treinado. Este conjunto de movimentos reconhecidos 
como uma categoria denominada Atletismo, foram de-
senvolvidos pelo homem e são estudados por ele nas 
mais diversas áreas de conhecimento, desde a história 
até a biologia, faremos aqui uma abordagem desse mo-
vimento presente na vida do homem moderno que o 
faz ter um jeito próprio de viver e agir consigo mesmo 
e com os outros ao seu redor. Essa reflexão faz-se ne-
cessária na medida em que você, futuro profissional de 
Educação Física, precisa pensar sobre o “movimento” e 
“homem” que irá trabalhar.
Sabemos que o ser humano é gerado, nasce, cresce, se 
desenvolve, se torna jovem, adulto, idoso; mas como se dá 
esse processo tão fantástico que é a vida humana? As pes-
soas, desde o nascimento até a velhice, passam por diversos 
processos de crescimento, desenvolvimento e amadureci-
mento. Por isto, a prática de atividades físicas ou de esportes, 
independentemente da idade do grupo atendido, não deve 
acontecer sem se levar em consideração esses processos, 
pois uma atividade é, ao mesmo tempo, dependente e de-
terminante deles. 
Cada movimento a ser realizado pelo grupo com o 
qual você trabalha terá que ser pensado e analisado, an-
teriormente, quanto à faixa etária (idade), às condições 
motoras dos indivíduos integrantes desse grupo (está-
gios do desenvolvimento motor) e, ainda, em como es-
ses sujeitos relacionam-se com o ambiente onde vivem 
(resposta do sujeito aos estímulos do ambiente). Sobre 
este conhecimento, temos muito a discutir e a conhecer, 
afinal, em toda ação pedagógica aplicada por profissio-
nal/professor da Educação Física, faz-se necessário o 
conhecimento acerca do ser humano como um ser em 
constante transformação.
Segundo David Gallahue e John C. Ozmuz (2005), 
durante a sua vida, o ser humano, apresenta algumas 
fases de desenvolvimento e, em relação ao movimento, 
passa por estágios, que são influenciados por aspectos 
bio-psico-sociais, ou seja, o desenvolvimento de habili-
dades motoras depende e é também determinado pelo 
ambiente externo (oferecendo estímulos e oportunida-
des para a prática, incentivando, assim, a permanência) 
e interno (existem influências herdadas geneticamente 
nos indivíduos). Dentro desta concepção de construção 
do movimento humano, fica evidente que a intervenção 
de um profissional capacitado para atuar com diferentes 
idades torna-se imprescindível para que aconteça a tran-
sição progressiva de uma fase para a outra.
Uma progressão bem-sucedida por meio de tran-
sição, aplicação e estágio de aplicação ao longo da vida 
em uma tarefa de movimento particular depende de 
níveis maduros de realização na fase de movimento 
fundamental. Um indivíduo raramente obterá sucesso 
22 
 
em softball, por exemplo, caso as suas habilidades de 
bater, de arremessar e apanhar ou de correr não atin-
girem níveis maduros. Há a suposição de uma barreira 
de proficiência entre a fase de movimento fundamen-
tal e a fase de movimento especializado do desenvol-
vimento. A transição de uma fase a outra depende da 
aplicação de padrões maduros de movimento a uma 
grande variedade de habilidades ligadas a este. Caso os 
padrões não sejam maduros, a habilidade será prejudi-
cada (GALLAHUE; OZMUZ, 2005). 
É evidente, portanto, que existe um conjunto de fato-
res que interferem para que o indivíduo passe ou perma-
neça em um estágio neste ou naquele movimento, e a nossa 
intervenção, como propositores de movimentos dos mais 
diversos tipos, fará a diferença no desenvolvimento desse 
indivíduo tanto quanto ele permitir-se praticar. A seguir, 
apresentamos a ampulheta heurística desenvolvida por 
Gallahue e Ozmuz (2005), figura 3, que representa o as-
pecto descritivo do desenvolvimento motor ao longo da 
vida do indivíduo em desenvolvimento típico.
Utilização
permanente
na vida diária
Utilização
permanente
recreativa
Utilização
permanente
competitiva
Fase motora
especializada
Fase motora
fundamental
Fase motora
rudimentar
Fase motora
re�exiva
Faixas etárias aproximadas
de desenvolvimento
Os estágios de
desenvolvimento motor
14 anos e acima
de 11 a 13 anos
de 6 a 7 anos
de 4 a 5 anos
de 2 a 3 anos
de 7 a 10 anos
de 1 a 2 anos
do nascimento
até 1 ano
de 4 meses a 1 ano
dentro dp útero e até
4 meses de idade
Estágio de Utilização Permanente
Estágio de Aplicação
Estágio Transitório
Estágio Maduro
Estágio Elementar
Estágio Inicial
Estágio de
Pré-Controle
Estágio de Iniciação de Re�exos
Estágio de Decodi�cação de Informações
Estágio de Codi�cação de Informações
Descrição da Imagem A imagem ilustrativa mostra uma ampulheta explicativa das fases do desenvolvimento no ser humano, desde o nasci-
mento até a vida adulta. 
• Na parte superior interna estão descritas as 3 formas de utilização do movimento permanente, na vida diária, recreativa e competitiva. Elas 
são a condição da passagem das quatro fases descritas na parte inferior da ampulheta, de baixo para cima de forma crescente, fase motora 
reflexiva, rudimentar, fundamental e especializada.
• Ao lado esquerdo da ampulheta, externamente,debaixo para cima, estão escritos as Faixas Etárias Aproximadas de Desenvolvimento, que 
indicam início e término de cada uma das fases contidas na parte interna. Ao lado direito,externamente e debaixo para cima, estão escritos os 
Estágios de Desenvolvimento Motor, que se relacionam com cada fase motora e com a faixa etária correspondente, da seguinte forma: fase 
motora reflexiva - estágio de codificação de informações (dentro do útero e até 4 meses de idade) elateralmente na altura do ombro. Cabeça olhando para cima e para a frente, o braço direito 
começando a mover-se na direção da frente para lançar, o braço esquerdo levemente flexionado mais perto do corpo, pé direito apoiado bem 
na ponta dos dedos. 
Segunda posição: o braço direito movimenta-se para a frente está na altura do ombro com o disco lateralmente, o braço esquerdo flexionado 
lateralmente com o cotovelo para trás e a mão próxima do tronco, tronco ereto.
Terceira posição: tronco levemente para a esquerda, braço direito totalmente esticado a frente e a esquerda do corpo na altura da cabeça já no 
final do lançamento do disco ainda empunhado, braço esquerdo flexionado com o cotovelo para baixo e mão próxima do corpo. cabeça para 
a frente olhando na direção do horizonte.
Figura 34 – Exercícios: lançar de frente (1) e com afastamento dos pés (2) / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
21
170 
 
Terceiro passo: lançamento lateral
O objetivo é compreender a ação da perna direita e do quadril para o lançamento. 
Características técnicas: comece o exercício com o lado esquerdo do corpo (para quem é destro) na direção do 
lançamento, os pés estarão afastados à largura dos ombros. Em seguida, o disco deve ser balançado para trás sobre a 
perna direita e atrás do quadril (a perna direita tem a ação de pivô). O calcanhar da perna direita deve girar para fora, 
enquanto o quadril é girado para frente e para o interior. O braço é o último a fazer a ação de lançar o disco, a perna 
esquerda é bloqueada após lançar. 
Descrição da Imagem figura em preto e branco, mostra um homem em pé realizando o lançamento do disco que se encontra empunhado na mão 
direita, com vista lateral do movimento, em cinco posições. Em todas as posições há uma meia circunferência (180º) com o côncavo para o homem.
Primeira posição: posição do corpo de frente, pernas afastadas mais que largura dos ombros, tronco ligeiramente inclinado à direita, braço es-
querdo flexionado à frente do corpo na altura do ombro, braço direito atrás do corpo na altura segurando o disco, tronco inclinado à esquerda 
com a cabeça alinhado com o pé direito.
Segunda posição:posição do corpo virado para a esquerda, tronco ligeiramente inclinado para trás, braço esquerdo esticado lateralmente na altura 
do ombro, braço direito esticado para trás segurando o disco com a mão na altura da cintura, disco bem afastado do corpo, pernas afastadas 
no sentido ântero posterior, a esquerda a frente e a direita atrás levemente flexionada com apoio dos dedos no solo.
Terceira posição:posição do corpo virado para a esquerda, tronco ereto, braço esquerdo flexionado lateralmente na altura do ombro, braço 
direito esticado para trás segurando o bambolê com a mão na altura da cintura, bambolê se aproximando do corpo, pernas afastadas no sentido 
ântero posterior, a esquerda a frente e a direita atrás levemente flexionada com apoio dos dedos no solo.
Quarta posição:posição do corpo virado para a esquerda, tronco ereto, braço esquerdo flexionado lateralmente na altura do ombro, braço 
direito esticado para trás segurando o disco com a mão na altura da cintura, disco se aproximando do corpo em posição quase na altura do 
ombro, pernas afastadas no sentido ântero posterior, a esquerda a frente e a direita atrás levemente flexionada com apoio dos dedos no solo.
Quinta posição:posição do corpo virado para a esquerda com pequena rotação, tronco ereto, braço esquerdo flexionado lateralmente na altura 
do ombro, braço direito esticado a frente e acima do corpo indo na direção da rotação do tronco, esticado já sem contato com o bambolê (no 
ar), pernas afastadas no sentido ântero posterior, a esquerda a frente e a direita atrás levemente flexionada com apoio dos dedos no solo.
Figura 35 – Lançamento a partir da posição lateral / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
 171
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Quarto passo: lançamento a partir da posição de força
O objetivo deste exercício é aprender toda a ação utilizando as alavancas envolvidas no lançamento parado. 
Características técnicas: lançar de costas para a direção do lançamento. Movimento contínuo até o lançamento, 
que deverá ser feito para frente e para cima com a palma da mão voltada para baixo. 
Quinto passo: lançamento com rotação
O objetivo é compreender a rotação ou o giro. 
Características técnicas: o início do exercício de lançamento é de fora do círculo ou atrás da linha inicial de giro. 
O disco é colocado atrás do corpo. O aluno deve entrar no círculo com o pé esquerdo, e o pé direito deve ser apoiado 
no centro do círculo ou logo à frente. A seguir, é feito um giro sobre a perna direita apoiada e, assim, lançar a partir 
desse movimento contínuo (Figura 37).
Descrição da Imagem figura em preto e branco, mostra um homem em pé realizando o lançamento do disco a partir da posição de força em 
cinco posições. Em todas as posições há uma meia circunferência (180º) com o côncavo para o homem.
Primeira posição: posição do corpo de frente, pernas afastadas mais que largura dos ombros, tronco ligeiramente inclinado à direita, braço es-
querdo flexionado à frente do corpo na altura do ombro, braço direito atrás do corpo na altura segurando o disco, tronco inclinado à esquerda 
com a cabeça alinhado com o pé direito.
Segunda posição:posição do corpo virado para a esquerda, tronco ligeiramente inclinado para trás, braço esquerdo esticado lateralmente na altura 
do ombro, braço direito esticado para trás segurando o disco com a mão na altura da cintura, disco bem afastado do corpo, pernas afastadas 
no sentido ântero posterior, a esquerda a frente e a direita atrás levemente flexionada com apoio dos dedos no solo.
Terceira posição:posição do corpo virado para a esquerda, tronco ereto, braço esquerdo flexionado lateralmente na altura do ombro, braço 
direito esticado para trás segurando o bambolê com a mão na altura da cintura, bambolê se aproximando do corpo, pernas afastadas no sentido 
ântero posterior, a esquerda a frente e a direita atrás levemente flexionada com apoio dos dedos no solo.
Quarta posição:posição do corpo virado para a esquerda, tronco ereto, braço esquerdo flexionado lateralmente na altura do ombro, braço 
direito esticado para trás segurando o disco com a mão na altura da cintura, disco se aproximando do corpo em posição quase na altura do 
ombro, pernas afastadas no sentido ântero posterior, a esquerda a frente e a direita atrás levemente flexionada com apoio dos dedos no solo.
Quinta posição:posição do corpo virado para a esquerda com pequena rotação, tronco ereto, braço esquerdo flexionado lateralmente na altura 
do ombro, braço direito esticado a frente e acima do corpo indo na direção da rotação do tronco, esticado já sem contato com o bambolê (no 
ar), pernas afastadas no sentido ântero posterior, a esquerda a frente e a direita atrás levemente flexionada com apoio dos dedos no solo.
Figura 36 – Lançamento a partir da posição de força / Fonte: adaptado de Müller e Ritzdorf (2002).
172 
 
Sexto passo: lançamento completo com giro
Características técnicas: como exposto na Figura 38, todas as fases são unidas em uma sequência completa. 
Deve-se praticar a sequência corrigindo a posição de força e lançar discos mais leves e materiais diferentes, incluindo 
bolas mais pesadas (até 2 kg).
Descrição da Imagem figura em preto e branco, mostra um atleta realizando o movimento de lançamento do disco que se encontra empunhado 
na mão direita, com deslocamento e rotação, em 08 posições.
Posição um: A perna esquerda está estendida à frente e a perna direita em meia ponta. Braço esquerdo finaliza a trajetória para a esquerda, 
rotacionando o tronco e o quadril todo para frente, braço direito é hiper estendido para trás sendo “puxado” pela rotação do tronco.
Posição dois: Em giro, a perna direita se prepara para tocar o solo à frente, a perna esquerda permanece como apoio atrás. O braço direito 
estendido atrás segurando o disco. Braço esquerdo estendido à frente do corpo.
Posiçãoestágio de decodificação de informações 
(de 4 meses a 1 ano); fase motora rudimentar - estágio de inibição de reflexos (do nascimento até 1 ano) e estágio de pré-controle (de 1 a 2 
anos); fase motora fundamental - estágio inicial (de 2 a 3 anos), estágio elementar (de 4 a 5 anos) e estágio maduro (de 6 a 7 anos); fase motora 
especializada - estágio transitório (de 7 a 10 anos), estágio de aplicação (de 11 a 13 anos) e estágio de utilização permanente (14 anos e acima).
Figura 3 - Ampulheta heurística das fases do movimento humano / Fonte: Gallahue e Ozmuz (2005).
 23
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Pudemos perceber, na ampulheta heurística, que o mo-
vimento humano existe desde a fase uterina, podendo 
desenvolver-se ao longo de toda a vida humana, passan-
do por várias fases, e cada uma dessas fases possui ainda 
sub-fases chamadas por Gallahue de estágios, sendo eles 
Estágio dependentes da idade e do ambiente externo 
para que aconteça a passagem para o estágio seguinte.
O movimento humano assim percebido expõe a 
importância da oferta de atividades físicas para o ser 
humano, esteja ele em qualquer uma das fases e estágio, 
pois o movimento está para a tarefa da mesma forma 
que a idade está para o movimento. Essa relação tríade 
entre movimento, biologia e tarefa fica evidente da am-
pulheta do desenvolvimento motor, formando um con-
junto de relações coesas entre o homem, a tarefa, fatores 
internos e externos, as fases do desenvolvimento motor 
e a aquisição de um movimento controlado.
Na figura 4, a ampulheta representa uma visão 
descritiva do desenvolvimento, em que o triângulo 
representa uma visão explanatória. Ambos úteis para 
compreender o desenvolvimento motor.
Controle Motor e 
Competência do Movimento
Hereditariedade Meio Ambiente
Movimentos
Especializados
Movimentos
Fundamentais
Movimentos Rudimentares
Movimentos Re�exos
Fatores dentro
da tarefa
Fatores Individuais Fa
to
res A
mbientais
Descrição da Imagem A figura ilustrada apresenta-se em forma de uma ampulheta com linhas pretas e fundo branco com parte inferior em 
cinza. Sobreposto a parte inferior da ampulheta temos dois triângulos de tamanhos diferentes, um dentro do outro, com a base para cima.
• A parte inferior da ampulheta contém os nomes dos movimentos motores de baixo para cima: movimentos reflexivos, movimentos rudimen-
tares, movimentos fundamentais e movimentos especializados. 
• Na parte superior interna sobem três setas apontando para cima onde está escrito controle motor e competência do movimento. 
• O triângulo grande tem uma seta apontada para cima dentro, na ponta inferior do triângulo, do lado de fora está escrito Fatores dentro da tarefa. 
• Outra seta apontando para a ponta superior esquerda do triângulo grande e escrito externamente Fatores individuais. 
• Uma terceira seta apontada para cima na ponta direita do triângulo grande e externamente escrito fatores ambientais. 
• Sobre a base do triângulo no lado esquerdo está escrito hereditariedade, e do lado direito está escrito meio ambiente.
Figura 4 - Ampulheta do desenvolvimento motor / Fonte: Gallahue e Ozmuz (2005).
24 
 
Como mostra a ampulheta, do desenvolvimento motor, os 
quatro tipos de movimentos (reflexivo, rudimentar, fun-
damental e especializado) que Gallahue e Ozmuz (2005) 
apresentam devem ser percebidos e reconhecidos por nós, 
profissionais da área da Educação, em qualquer atividade 
aplicada em nossa prática, para que possamos intervir de 
forma eficiente, produtiva e positiva no movimento e na 
vida do indivíduo que estamos atendendo. Porém, para 
isto, é necessário que também conheçamos as fases do 
desenvolvimento motor com as suas particularidades (in-
fância, adolescência, juventude, vida adulta e velhice), nos 
mantendo atentos a como o ser humano se comporta em 
cada uma delas para, assim, saber como agir nesta relação 
interpessoal professor/aluno, treinador/atleta.
Reconhecer as condições que podem limitar ou 
aprimorar o desenvolvimento constitui a chave para o 
ensino bem-sucedido na fase de habilidade de movi-
mento especializado. Uma vez identificadas tais condi-
ções para cada indivíduo, o ensino torna-se mais uma 
questão de reduzir o constrangimento (condições limi-
tantes) e maximizar as affordances (condições aprimo-
radas) ao invés de simplesmente enfatizar mecanica-
mente a execução “correta” da habilidade (GALLAHUE; 
OZMUZ, 2005).
Um indivíduo não chegará espontaneamente a um determinado estágio de movimento quando atingir a idade 
esperada para aquele movimento. O alcance de um estágio é dependente do desenvolvimento biológico, do 
ambiente e da tarefa sugerida (exercício).
Fonte: os autores.
 25
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Assim, as habilidades de movimento especializado são movi-
mentos maduros fundamentais adaptados para as exigências 
específicas de uma atividade esportiva, recreativa ou do dia a 
dia. O ponto até onde tais habilidades são desenvolvidas de-
pende da combinação de condições específicas das exigên-
cias da tarefa, da biologia do indivíduo e das condições do 
meio de aprendizagem (GALLAHUE; OZMUZ, 2005).
Quanto à especialização do movimento, Gallahue e 
Ozmuz (2005) se referem à prática de treinamento de 
uma dada modalidade esportiva, período em que serão 
automatizados aqueles movimentos que chegaram ao 
estágio maduro. Mas, em nossa prática, podemos nos 
deparar com alunos/atletas nos diferentes estágios de 
desenvolvimento do movimento e, por isto, a nossa in-
tervenção é pertinente e necessária.
Lembremos que estamos trabalhando com a formação 
de futuros professores ou técnicos, que precisam conhecer e 
compreender como se dá a aprendizagem de um movimen-
to, didaticamente falando, e temos em Gallajue e Ozmuz 
(2005) uma boa base para essa compreensão.
Esses movimentos, descritos por Gallahue e Ozmuz 
(2005), não devem ser compreendidos de forma estanque, 
como um lugar a alcançar, em que existe somente um ca-
minho de acesso. Muitas são as teorias na atualidade que 
estudam e descrevem de forma detalhada, para nós profis-
sionais da área da Educação Física, a forma como o movi-
mento humano é entendido no processo de ensino-apren-
dizagem. Uma dessas teorias está na obra sobre o trabalho 
educativo na Educação Física, do professor Reiner Hilde-
brandt-Stramann (2017).
O autor aborda o movimento como um proces-
so construído, não como um modelo a ser alcançado. 
Quem sabe essa teoria seja a resposta para tantos talen-
tos esportivos que se apresentam hoje, os quais fogem 
dos padrões de movimento antes estudados e traçados 
como ideais para um resultado eficaz na competição. 
Aquilo que chamamos de “estilo” não seria um caminho 
diferente e, talvez, mais eficaz para chegar a um objetivo? 
Como não havia conhecimento sobre aquele “atalho”, 
deu-se o nome de estilo.
Título: Além da Sala de Aula
Ano: 2011
Sinopse: Stacey Bess é uma professora em busca do primeiro emprego. Con-
trariando suas expectativas, a jovem é contratada para lecionar em uma escola 
pouco convencional: um projeto social para crianças sem-teto. Logo em seus 
primeiros dias, ela precisa vencer seus medos e preconceitos, além das condições 
precárias do local de ensino. Com seu próprio esforço e economias (devido ao 
não pagamento de seu salário), Stacey muda a realidade da escola e as crianças 
começam a desenvolver seu aprendizado.
26 
 
O movimento precisa ser entendido sob o ponto de vista 
da construção, interagindo o tempo todo com o biológi-
co, o psicológico, o social e a tarefa motora no processo 
de aquisição das habilidades físicas. Somente assim o 
professor/treinador terá resultado positivo em seu tra-
balho de intervenção na aprendizagem de determinado 
movimento/modalidade. Nesse processo de construção, 
existe uma relação aberta de interação entre professor/
treinador e aluno/atleta, proporcionando e experimen-
tando em cada ação e em cada exercício proposto, o mo-
vimento que será construído na aula/treino, mas modi-
ficado e questionado por ambos.
O desenvolvimento humano écaracterizado pela 
aquisição de capacidades cognitivas, emocionais, sociais 
e de movimento. O desenvolvimento destas aquisições 
nas crianças e nos jovens pode ser promovido nas se-
guintes funções: 
[...] a função instrumental contém a capacidade de 
se movimentar de maneira econômica, hábil, jeito-
sa e acomodável ao meio ambiente. A função social 
contém a capacidade de contatar outras pessoas 
por intermédio do movimento. A função simbólica 
contém a capacidade de expressar algo mediante o 
movimento, e a função sensível contém a capaci-
dade de explorar materiais ou a si mesmo, ou de 
construir, com materiais, situações de movimento 
(HILDEBRANDT-STRAMANN, 2017, p. 39).
Como profissionais da área da Educação Física, preci-
samos entender que o conhecimento da técnica não 
impede que o processo de construção do movimento 
aconteça em conjunto, principalmente quando estamos 
trabalhando com grupos de crianças que precisam, an-
tes de aprender a técnica, desenvolver as habilidades 
motoras, pois essas crianças ainda não têm a percepção 
de suas competências. Sem falar também dos inúmeros 
adultos que chegam aos nossos cuidados com percepção 
zero daquilo que eles podem e do que são capazes de 
realizar. Por estes motivos, a construção dessa percepção 
de competência está diretamente ligada à nossa profis-
são em qualquer ambiente, seja dentro ou fora da escola, 
seja no clube ou no treino.
O movimentar-se proporciona experiências em, no mínimo, três áreas (HILDEBRANDT-STRAMANN, 
2017, p. 39): 
1. Mediante as funções instrumental e sensitiva: é possível adquirir experiências com o material 
por meio do movimento.
2. Por intermédio da função social: é possível fazer experiências sociais por meio do contato 
com outras pessoas.
3. Por meio da função simbólica: é possível fazer experiências corporais mediante um confronto 
direto com o seu próprio corpo pelo movimento.
 27
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Compreendendo o movimento desta forma, Hildebran-
dt-Stramann (2017) propõe aos profissionais o seu ensi-
no por meio da teoria de aprendizagem móvel, ou seja, 
a aprendizagem por meio do movimento para ganhar 
conhecimentos e experiências sobre o que é ensinado, 
pensando sobre, fazendo relações com outros temas e 
movimentos. Este método traz importantes contribui-
ções à medida que alarga a variedade de movimentos a 
serem proporcionados. Ao mesmo tempo, traz profun-
didade ao que é ensinado, saindo da mera experimen-
tação, da prática pela prática, pois tal método objetiva a 
consciência da mente sobre o corpo durante todo o pro-
cesso, colocando-se como um desafio para a nossa área 
de atuação, a qual busca a repetição de um movimen-
to ao encontro da técnica perfeita e eficaz. Para melhor 
compreensão, acompanhe o fluxograma (figura 5):
Aprender
com
movimento
Movimento
acompanha o
processo de
aprendizagem
Intervalos de movimento
Mobiliários móveis
Trabalho num plano de
semana, trabalho livre,
aprendizagem em estações
Aprender por
meio do
movimento
Movimento como
um meio para
adquirir
conhecimentos/
experiência
sobre o assunto
ou tema tratado
No ensino das disciplinas
No ensino
interdisciplinar
No ensino com
projetos
Descrição da Imagem A imagem é um fluxograma que expressa uma teia do conhecimento sobre a diferença inter-relacional de duas formas 
de aprendizagem móvel. 
• O fluxograma inicia com um retângulo que contém a informação “aprender com movimento”, uma flecha na horizontal sai desse retângulo e 
aponta para outro retângulo que apresenta a informação “movimento acompanha o processo de aprendizagem”, desse retângulo saem três 
flechas, que apontam para “intervalos do movimento”, “mobiliários móveis” e “trabalho num plano de semana, trabalho livre, aprendizagem 
em estações”. 
• Abaixo, uma segunda sequência do “aprender por meio do movimento”, uma flecha aponta para um retângulo que informa “movimento como 
um meio para adquirir conhecimentos/experiência sobre o assunto ou tema tratado”; esse retângulo é ligado por uma flecha de ao retângulo 
de cima “movimento acompanha o processo de aprendizagem”. 
• Ainda na segunda sequência, três flechas apontam para “no ensino das disciplinas”, “no ensino interdisciplinar” e “no ensino com projetos”.
Figura 5 - Teoria da aprendizagem móvel / Fonte: Hildebrandt-Stramann (2017).
28 
 
A seguir, você terá uma aproximação com os conteúdos da Física e as suas relações com o movimento. Esta ciência, 
tão necessária para a Educação Física e que tem sido tão negligenciada em nossa prática, mantendo-se guardada 
somente para o esporte de rendimento, ajudará na sua compreensão do conteúdo sob o ponto de vista da aprendiza-
gem, colaborando para que você, futuro profissional, passe do papel de executor dos movimentos para a função de 
intermediador deles.
Os aspectos fundamentais da biomecânica humana devem nos levar a pensar sobre o movimento em si, como 
ele acontece no tempo e no espaço. Por isto, faz-se necessário que tenhamos conhecimento de suas definições básicas, 
bem como do que produz os movimentos, uma vez que o atletismo tem como premissa básica desenvolvê-los, princi-
palmente aqueles essenciais ao ser humano.
A biomecânica (bio = seres vivos; mecânica = movimento) pode ser compreendida como presente 
em todo ser vivo que se movimenta. No ser humano, se apresenta desde o ato de engatinhar, andar 
e correr, até os mais complexos movimentos, como os gestos esportivos de competição. Qualquer 
movimento pode ser analisado a partir do estudo funcional ou cinesiológico. Para que isto ocorra, 
podemos utilizar um dos recursos para entender a biomecânica: por meio da caracterização dos 
movimentos (também denominada “mecânica”) ou via a compreensão das causas do movimento 
(denominada “cinética”).
Pensar o movimento antes, durante e após a sua execução colabora para o seu aprimoramento. O 
professor deve proporcionar laboratórios de ideias/práticas do movimento para que, no seu pro-
cesso de construção, aconteça o enriquecimento de possibilidades de execução, originando, assim, 
movimentos conscientes, maduros e individualizados.
O professor/treinador de Educação Física poderá, a partir dos conhecimentos em biomecânica, promover uma prá-
tica que poderá contribuir para a efetivação de processos educativos com o objetivo de alterar o comportamento 
corporal consciente no dia a dia e, também, a sua relação com as práticas corporais, fazendo-o pensar no que está 
executando, quais as qualidades físicas utilizadas no movimento e em que plano este acontece, ou seja, estudar sobre 
o movimento, como ele é construído no tempo e no espaço ocupados por nós.
 29
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
O profissional de Educação Física, na condição ocupa-
cional de professor, tem como responsabilidade não so-
mente os aspectos técnico-pedagógicos ou esportivos, 
mas também a função de contribuir para a melhoria da 
qualidade na saúde das crianças e dos jovens, com ênfase 
nas informações que foram desenvolvidas por meio de es-
tudos científicos, como sentar em uma cadeira na posição 
ergonomicamente correta; transportar uma mochila; ou 
receber outras orientações que possam contribuir para a 
melhoria da saúde. Assim, essa profissão objetiva ir além 
do que se ensina nas quadras, nos campos ou na aula.
O conceito de biomecânica para o movimento hu-
mano, tratando-se de aprendizagem, deve ir além do 
entendimento em relação à palavra. Portanto, a biome-
cânica pode ser definida como a ciência que estuda os 
movimentos dos seres vivos, considerando as forças 
internas e externas que atuam sobre eles (MÜLLER; 
RITZDORF, 2000).
As forças produzem o movimento: ela puxa ou 
empurra um corpo ou um objeto em dado espaço, 
por exemplo. A força não é visível, mas sabe-se que 
ela existe pelos resultados que produz. Por exemplo, 
um aluno aplica uma força no apoio dos pés no solo 
quando corre. Essa força pode ser exposta de duas for-
mas: as forças internas, que são resultados das contra-
ções musculares voluntárias que tracionam os ossos; 
e as externas,aquelas que se encontram no ambien-
te e fora do nosso corpo, como a gravidade e o atrito 
(HALL; TARANTO, 2000).
A velocidade é a rapidez com a qual um objeto se 
move a uma determinada direção. Esse objeto pode ser o 
corpo humano ou um implemento lançado. Um corredor 
de 100 m que corre esta distância em 10 s, correu 100 m 
com uma velocidade de 10 m/s. A velocidade horizontal é 
determinada dividindo a distância percorrida pelo tempo 
gasto nela (HALL; TARANTO, 2000).
Pode ser compreendida como a capacidade de 
atingir a maior velocidade possível no menor espaço 
de tempo. Qualquer objeto ou corpo que parte de uma 
posição estática necessita desse tempo para atingir a 
velocidade máxima. Por exemplo, o velocista quando 
parte para a corrida após o tiro de partida, ou um obje-
to quando é lançado. 
Um estudo realizado com jovens velocistas chi-
lenos de 13 anos verificou que eles alcançaram a ve-
locidade máxima (7,04 m/s) aos 30 m em uma prova 
de 60 m rasos, realizada à máxima velocidade, sendo 
que esta tendeu a manter-se estável até os 45 m (DÍAZ, 
1990). Tais resultados (...), indicam uma tendência de 
jovens desta idade não conseguirem acelerar além des-
tas distâncias. A capacidade de aceleração de jovens ve-
locistas parece ser inferior à de adultos, na qual tem-se 
observado que a máxima velocidade de atletas adultos, 
na condição de treinados, pode ser alcançada dos 50 
aos 70m. Em análise realizada com os ex-recordistas 
mundiais dos 100m rasos Carl Lewis e Ben Johnson, 
verificou-se que esses atletas conseguiam acelerar até 
os 60m da prova e sustentar tal velocidade até os 70m 
(DICK, 1989), demonstrando grande capacidade de 
aceleração.(DAL PUPO, 2008, nº 118, ANO12) 
O movimento linear acontece em linha reta, e o 
movimento rotacional (ou de translação) ocorre sobre 
um eixo de rotação. No atletismo, os movimentos são, 
regularmente, a combinação de ambos e ela é conhe-
cida como movimento geral. Na corrida, por exemplo, 
o corpo se movimenta de forma linear e as pernas re-
alizam um movimento rotacional, conforme pode-se 
observar na figura 6:
30 
 
Movimentos no plano sagital sobre 
eixos articulares
Movimentos no plano sagital sobre o 
centro de gravidade
Movimentos no plano sagital 
sobre um eixo externo
Descrição da Imagem a imagem ilustrada mostra desenhos de seis corpos realizando movimentos rotacionais, movimentos em que o corpo 
se movimenta no sentido de trás para frente e de frente para trás, todos no plano sagital. 
• A primeira imagem está no canto esquerdo superior, uma mulher em pé, com o pé direito de apoio no chão, perna esquerda flexionada à 
frente na altura do quadril, o tronco ereto, os braços esticados à frente do corpo com as palmas espalmadas (unidades), uma seta vermelha 
indica o plano sagital. 
• Ao lado, outro desenho de um corpo na horizontal, com as pernas flexionadas mostrando para cima o joelho, pés de apoio no chão, os braços 
flexionados na altura da cabeça apoiados atrás dela, uma flecha acima da cabeça indica que o movimento é feito elevando a cabeça e tronco 
a frente (movimento de abdominal). 
• Logo abaixo dele duas mãos sobrepostas com a esquerda em cima da direita, realizando o movimento de levantar os dedos e abaixar num 
movimento de abre e fecha sem perder o contato da palma. Setas vermelhas indicam a direção do movimento dos dedos. 
• Abaixo dessas duas imagens, o desenho de uma jovem realizando um mortal para trás, o corpo começa com uma fase aérea esticando o corpo 
pra cima, quando o corpo adquire a altura correspondente dele mesmo, as pernas são agrupadas junto do tronco, braços semiflexionados 
próximo dos joelhos, enviando com a velocidade o peso do corpo para cima e para trás, as pernas se aproximam do chão completando a 
rotação do corpo no plano sagital e o corpo termina o movimento com os dois pés de apoio como base, o tronco inclinado à frente quase 
agrupado com os joelhos e braços semi-flexionados, uma seta vermelha indica o plano sagital do corpo.
• Na parte superior direita da imagem temos mais um desenho de um homem realizando o movimento de uma passada de corrida, tronco ereto, 
a imagem é duplicada para mostrar a troca do pé apoio e a fase aérea da passada, o pé de apoio é o direito, a perna esquerda aparece flexionada 
para trás e em seguida com elevação do joelho a frente, os braços realizam o movimento alternado de flexão à frente do corpo e extensão atrás.
• Abaixo dele mais dois movimentos de uma atleta no plano sagital com o eixo externo do corpo, um ao lado do outro, primeiro realizando 
um movimento de flip flap em que o corpo se estica verticalmente inclinando-se para trás até a atleta tocar o solo com as mãos realizando a 
rotação do corpo, a perna direita (uma seta vermelha indica a direção do movimento para trás) serve de base junto com as mãos e a esquer-
da é elevada e estica-se no alto sendo levado na direção da cabeça e na sequência já é possível ver o corpo já assumindo a posição final do 
movimento com o corpo inclinado em posição decúbito dorsal com o pé esquerdo de apoio preparando-se para levantar o tronco e perder 
o contato das mãos com o solo.
• À esquerda inferiormente temos o último corpo que aparece com o movimento sagital, uma ginasta dependurada ou suspensa numa barra, 
usando as mãos em contato com a barra, o corpo esticado e setas vermelhas indicam a direção do movimento girando para frente e sendo 
realizado sobre o eixo da barra.
Figura 6- Ilustração de exemplos de exercícios com movimentos lineares. / Fonte: adaptada de Thompson (2016).
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 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Vamos agora estudar brevemente sobre as leis do mo-
vimento, para ajudá-lo a compreender melhor as forças 
que exercem sobre o corpo. A compreensão da relação 
entre força e movimento deve-se principalmente ao 
inglês Isaac Newton (1642-1727). Ele é conhecido por 
enunciar as três leis do movimento, em 1687, em sua 
obra Philosophiae Naturalis Principia Mathematica.
A primeira lei do movimento ou inércia de Newton ale-
ga que “todo corpo continua em seu estado de repouso ou 
de movimento uniforme em uma linha reta, a menos que 
seja forçado a mudar aquele estado por forças aplicadas so-
bre ele” (UNESCO, 2013, p.17). O mais importante é saber 
como aplicar essa lei na prática. Um corredor, por exemplo, 
não sairá do lugar no bloco de partida se não aplicar uma 
força sobre ele. O saltador ou o barreirista não conseguirá 
saltar ou ultrapassar as barreiras se não aplicar uma força 
que mude a direção da corrida. 
A segunda lei do movimento ou aceleração expõe 
que “a aceleração de um corpo é proporcional à força que 
a produz e ocorre na direção em que a força atua” (UNES-
CO, 2013, p. 18). Isto é, quanto maior a força, maior a 
aceleração. Esta depende da quantidade de força aplicada 
sobre um corpo. Nos lançamentos, quanto maior a força 
exercida sobre o objeto lançado, maior será a aceleração. 
Uma vez lançado esse objeto, não haverá nenhuma força 
que possa ser exercida sobre ele para acelerar. O mesmo 
se aplica aos saltos, quanto maior for a força aplicada no 
momento da impulsão, mais aceleração, altura ou distân-
cia poderá ser obtida.
A terceira lei do movimento ou lei da reação diz que 
“para cada ação existe uma reação igual e no sentido 
oposto” (UNESCO, 2013, p. 19). 
Por exemplo, um corredor exerce uma força contra 
o solo no momento em que impulsiona o corpo para 
frente, isto cria uma reação igual e oposta que provoca 
o deslocamento do corpo no sentido da corrida. A lei da 
reação também se aplica aos movimentos que ocorrem 
em suspensão. Nestas situações, a reação igual e oposta 
ocorre nos movimentos de outras partes do corpo. Um 
saltador, por exemplo, projetará o tronco, as pernas e os 
braços à frente no momento da queda, a reação igual e 
oposta do tronco em relação às pernas auxiliará na per-
feita queda na areia. Veja a figura 7:
Descrição da Imagem a imagem mostra um homem em duas 
posições corporais diferentes, a primeira com o corpo em pé 
realizando o movimento deuma passada de corrida, com o tron-
co ligeiramente inclinado à frente num ângulo de 30 graus, o pé 
direito é o pé de apoio, está atrás apoiado com as falanges no 
chão, a perna esquerda flexionada à frente e joelho formando 
um ângulo de 40 graus, o braço direito semi-flexionado a frente 
formando ângulo de 45 graus, o braço esquerdo esticado ao longo 
do corpo preparando-se para realizar uma semi-flexão, a cabeça 
ereta olhando para a frente. A segunda posição mostra o final do 
movimento com os dois pés de apoio juntos e o tronco inclinado 
à frente buscando o equilíbrio corporal, os braços na altura do 
quadril, essa imagem é acompanhada de duas setas uma superior 
e outra inferior, ambas para a esquerda, além de uma imagem 
pontilhada indicando como o movimento corporal desenvolveu-se 
pelo espaço com o tronco ereto e braços levantados acima da ca-
beça enquanto a perna direita era trazida para unir-se à esquerda.
Figura 7 - Figura representativa da ação e reação
Fonte: adaptado de IAAF (2009).
32 
 
A gravidade é uma força que nos puxa para o centro da Terra e está permanentemente presente. Essa força é exercida 
em cada objeto e em cada corpo no planeta, sendo que cada objeto ou corpo possui um ponto imaginário onde essa 
força atua. O corpo humano é uma forma complexa que se modifica constantemente em relação aos movimentos. O 
centro de gravidade desloca-se de acordo com os movimentos do corpo, como mostra a Figura 8.
Centro de gravidade
Linha de gravidade
Barra de suporte
Descrição da Imagem a imagem retrata uma criança em quatro posições corporais diferentes em que o centro de gravidade permanece o 
mesmo. Na primeira posição a cabeça apoiada no chão, as mãos apoiadas no chão lateralmente a cabeça com os cotovelos formando um ângulo 
de 45 graus, a cabeça e o tronco formam a base, o tronco e as pernas unidas, ambos esticados para cima, a linha pontilhada divide o corpo em 
duas metades da cabeça aos pés, um círculo pequeno vermelho na altura do umbigo. A segunda posição apresenta o corpo em sentido lateral 
virado para a esquerda, a perna direita faz a base apoiada com o pé no chão, levemente flexionada, a perna esquerda esticada atrás no sentido 
contrário a cabeça, o tronco inclinado à frente do corpo, ambos os braços esticados para trás como se fossem encontrar-se, uma linha pontilhada 
divide o corpo em duas partes iguais da cabeça ao pé de apoio, um círculo vermelho aparece na altura do umbigo. A terceira posição mostra 
um corpo em pé de frente, com as pernas afastadas lateralmente na mesma distância dos ombros com os dois pés formando a base no chão, o 
tronco reto,a cabeça olhando a frente, os braços esticados ao longo do corpo, levemente desencostados da coxa num ângulo menor que 30 graus, 
um círculo vermelho pequeno na altura do umbigo. A quarta posição mostra um corpo em pé de frente, com as pernas afastadas lateralmente 
na mesma distância dos ombros, os dois pés formando a base no chão, o tronco reto, os braços esticados para cima, ladeando a cabeça, que 
permanece olhando a frente. Na imagem há uma legenda indicando que o círculo vermelho é o centro da gravidade; a linha pontilhada, seria a 
linha da gravidade; e a base de suporte está indicada com uma marcação na horizontal em azul.
Figura 8 - Representação do ponto do Centro de Gravidade (C.G.) no corpo em várias posições / Fonte: Gallahue e Ozmuz (2005).
Quando uma pessoa salta ou lança um implemento 
(disco, dardo, peso etc.), a gravidade atua como uma 
força que puxa a pessoa ou o implemento em direção 
ao solo. O desenho da trajetória pelo C.G. (Centro de 
Gravidade) de um corpo em suspensão é uma curva de-
nominada parábola ou movimento parabólico. 
A trajetória deste depende de três fatores:
• Velocidade de lançamento.
• Ângulo de impulsão ou lançamento.
• Altura do C.G. do saltador no momento da im-
pulsão ou do C.G. do implemento no momento 
do lançamento.
As aulas que envolvem o movimento humano devem 
proporcionar um espaço de laboratório corporal para os 
que a fazem, permitindo que a vivência motora enrique-
ça o conhecimento de diversos elementos necessários 
para que a prática de movimentos seja na fase de aquisi-
ção ou de especialização destes.
 33
 EDUCAÇÃO FÍSICA 
Diante de todos os conhecimentos abordados nesta 
unidade, você pôde perceber que existem muitas áreas 
que influenciam o ensino-aprendizagem do Atletismo. 
Além dessa necessidade de conhecimento de outras 
áreas, é importante não esquecer, quando for ministrar 
uma aula ou um treino, que em cada fase o ser humano 
tem possibilidades de movimentos diferentes e preci-
sa ser compreendido nela, por isso precisamos conhe-
cer cada uma das fases da vida humana entendendo o 
comportamento psicológico e motor de cada indivíduo 
sob o olhar aprimorado de um professor/treinador de 
Educação Física. Além disso, o conhecimento e a com-
preensão das fases do movimento humano permite aos 
profissionais da Educação Física um planejamento mais 
eficaz para cada grupo que irá atender, atendendo a ne-
cessidade específica de cada fase.
O percurso de estudo que fizemos até aqui teve 
início na compreensão de que as origens do Atletismo 
podem ser “vistas” historicamente no homem primitivo, 
mas é somente na Grécia que podemos perceber clara-
mente a prática desse esporte com a gênese das Olim-
píadas como um evento de exibição da capacidade hu-
mana de superar limites. Sabemos que a compreensão 
do Atletismo envolve muitas questões históricas, muitas 
vezes controversas, porém aos profissionais de Educação 
Física cabe o estudo da área obtendo uma visão integral 
dessa manifestação esportiva-cultural do homem, pos-
sibilitando no seu fazer pedagógico o acesso ao aluno/
atleta às práticas corporais envolvidas neste esporte.
Não podemos esquecer de que a interdisciplinarida-
de é inevitável para qualquer área de conhecimento, e o 
entendimento da biomecânica do movimento permite 
ao profissional de Educação Física entender mais deta-
lhadamente o movimento, em que plano ele acontece, a 
origem da força, os músculos envolvidos para que possa 
ensinar com maior clareza, eficácia e ao mesmo tempo 
entender em que fase do movimento está a dificuldade 
do aluno/atleta.
Assim, todo entendimento aqui proposto tem o ob-
jetivo de trazer-lhe uma formação integral para que es-
teja capacitado a trabalhar com o Atletismo em diferen-
tes espaços profissionais, tendo uma ação diferenciada 
no mercado de trabalho. 
O trabalho docente com o conteúdo de atletismo em 
unidades escolares - pelo profissional iniciante - deve 
ser carregado de muito estudo e preparo antecipado 
para uma visão macro daquilo que se tem a ensinar 
e do que o aluno naquela idade é capaz de aprender, 
lembrando das fases do desenvolvimento motor do 
ser humano, das leis da física que regem o movimento 
e da técnica que se deseja ensinar ao aluno. Acesse o 
podcast e conheça as experiências vivenciadas por um 
professor e saiba como ele pode resolver os desafios 
que encontrar.
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atividades de estudo
Chegamos ao final da nossa unidade e agora é o momento de fazermos uma retomada de todo conteúdo 
estudado, você está pronto? Sugiro que você construa um Mapa Mental de seus estudos usando os conceitos 
propostos, sendo estes: Atletismo; Homem primitivo; Movimento para a sobrevivência; Grécia e jogos olímpi-
cos; Desenvolvimento motor; Biomecânica do movimento. Descreva os aspectos importantes discutidos em 
cada palavra chave.
Homem primitivo
Movimento para a sobrevivência
Grécia e jogos olímpicos
ATLETISMO
Desenvolvimento motor Biomecênica do movimento
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atividades de estudo
Me. Élen Carla da Costa Baraldi
Me. Humberto Garcia de Oliveira
Oportunidades de Aprendizagem
Nesta unidade faremos grandes descobertas sobre as corridas, 
essa prova tão específica do Atletismo que desperta em muitas 
pessoas curiosidades e ao mesmo tempo espanto, afinal, por 
meio de longos e fortes períodos de treinamento é possível 
alcançar grandes performances, e ao longo

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