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DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 – Registro de Candidatura Livro Eletrônico Presidente: Gabriel Granjeiro Vice-Presidente: Rodrigo Calado Diretor Pedagógico: Erico Teixeira Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi Gerência de Produção de Conteúdo: Magno Coimbra Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais do Gran Cursos Online. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às penalidades previstas civil e criminalmente. CÓDIGO: 230327524170 WESLEI MACHADO Weslei Machado é Promotor de Justiça Substituto no Ministério Público do Estado do Amazonas e Promotor Eleitoral da 38ª Zona Eleitoral do Estado do Amazonas, Especialista em Direito Constitucional – IDP, foi Analista Judiciário – Área Judiciária do TSE (2007/2017); foi Assessor de Desembargador no TJDFT (2016/2017; professor de diversos cursos preparatórios para concursos em Brasília; professor e foi Assessor do curso de Direito da Universidade Católica de Brasília. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 3 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado SUMÁRIO Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 Lei n. 9.504/1997 – Registro de Candidatura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 1. Lei das Eleições: Disposições Gerais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 2. Convenções Partidárias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 2.1. Data da Realização das Convenções Partidárias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 2.2. Local das Convenções Partidárias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 2.3. Formalidades e Registro na Justiça Eleitoral das Deliberações das Convenções Partidárias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 3. Coligações Partidárias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 3.1. Coligações Partidárias e os Sistemas Eleitorais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 3.2. Diretrizes para Formação das Coligações Partidárias . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 3.3. Formação das Coligações Partidárias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 3.4. Denominação das Coligações Partidárias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13 3.5. Legitimidade das Coligações Partidárias para Atuar no Processo Eleitoral 13 3.6. Federações de Partidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14 4. Propaganda Intrapartidária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 5. Escolha de Candidatos em Convenção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16 6. Cotas de gênero . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17 7. Vagas Remanescentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18 8. Registro de candidatura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18 8.1 Competência para Apreciar os Pedidos de Registro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19 8.2 Prazos de Apresentação do Pedido de Registro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19 8.3 Identificação Numérica dos Candidatos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19 8.4 Denominação dos Candidatos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 8.5. Documentos Necessários para o Pedido de Registro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22 8.6. Rito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 4 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado Resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24 Questões de Concurso. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30 Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 Gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38 Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 5 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado APRESENTAÇÃOAPRESENTAÇÃO Querido(a) aluno(a), tudo bem? Em nossa aula de hoje, iniciamos o estudo da Lei n. 9.504/1997, mais conhecida como Lei das Eleições, que estabelece as normas gerais para a realização das eleições no país. Na aula de hoje, estudaremos: (i) as disposições gerais da lei; (ii) as convenções partidárias para a escolha de candidatos e a formação de coligações; (iii) a formação de federações; (iv) o registro de candidatura Saliento que nosso estudo se encontra atualizado com as resoluções do TSE e com as mais recentes alterações legislativas ocorridas em 2022. Está preparado(a)? Sem demoras, vamos lá! O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 6 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado LEI N. 9.504/1997 – REGISTRO DE CANDIDATURALEI N. 9.504/1997 – REGISTRO DE CANDIDATURA 1. LEI DAS ELEIÇÕES: DISPOSIÇÕES GERAIS1. LEI DAS ELEIÇÕES: DISPOSIÇÕES GERAIS As disposições gerais da Lei das Eleições estão dispostas no art. 1º até o art. 5º. O art. 1º da Lei n. 9.504/1997 estabelece que eleições para todos os cargos eletivos – de Presidente da República a Vereador – realizam-se em todo o país, no primeiro domingo de outubro de ano eleitoral. Na sequência, dispõe que são simultâneas as eleições para os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal, Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual e Deputado Distrital. As eleições para os cargos de Vereador, Prefeito e Vice-Prefeito são realizadas em anos distintos dos demais cargos. Realizadas as eleições, serão considerados eleitos para os cargos de Presidente e Governador, com os respectivos- Registro de Candidatura Weslei Machado PROPAGANDA INTRAPARTIDÁRIA Os postulantes às vagas podem divulgar aos convencionais seus nomes por meio da fixação de faixas e cartazes em local próximo ao local da convenção partidária, com mensagem direcionada aos convencionais, vedado o uso de rádio, de televisão e de outdoor. Somente poderá exercer o direito de propaganda intrapartidária o cidadão filiado a partido político e que tenha a finalidade de ser candidato A afixação de faixas, cartazes, distribuição de panfletos e outras formas de expressão da propaganda intrapartidária somente serão admitidas nas imediações do local de realização das convenções partidárias. A propaganda intrapartidária poderá ser executada pelo filiado no período de quinze dias antes da data da realização das convenções. Na propaganda intrapartidária, não se deve buscar o apoio do eleitorado, mas sim dos convencionais do partido, sob pena de ficar configurada propaganda eleitoral antecipada. A afixação de faixas, cartazes, distribuição de panfletos e outras formas de expressão da propaganda intrapartidária somente serão admitidas nas imediações do local de realização das convenções partidárias. A propaganda intrapartidária, que deve atingir apenas os convencionais do partido, deve imediatamente ser retirada após a realização da convenção partidária, conforme estabelece o art. 36, § 1º, da Lei n. 9.504/1997. COTAS DE GÊNERO Do número de vagas resultante das regras previstas neste artigo, cada partido preencherá o mínimo de 30% (trinta por cento) e o máximo de 70% (setenta por cento) para candidaturas de cada sexo. (Redação dada pela Lei n. 12.034, de 2009). VAGAS REMANESCENTES Nos termos da Lei n. 14.211, de 1º de outubro de 2021, que modificou a redação do art 10 da Lei das Eleições, cada partido poderá registrar candidatos para a Câmara dos Deputados, a Câmara Legislativa, as Assembleias Legislativas e as Câmaras Municipais no total de até 100% (cem por cento) do número de lugares a preencher mais 1 (um). Na hipótese de o partido não apresentar o número máximo permitido de candidatos permitido em lei, as vagas restantes são denominadas de vagas remanescentes, que podem ser preenchidas até 30 dias antes da data do pleito. No preenchimento das vagas remanescentes, o partido pode indicar candidatos do gênero feminino e masculino, contudo deve observar o número máximo de candidatos permitidos e manter a observância dos percentuais mínimos de gênero, previsto no art. 10, § 3º, da Lei das Eleições. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12034.htm#art3 29 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado REGISTRO DE CANDIDATURA Em suma, o registro de candidatura é o procedimento administrativo pelo qual os pedidos de registro de candidatura dos pretensos candidatos são apreciados pela Justiça Eleitoral. Os pedidos de registro de candidatura podem ser realizados logo após a realização da convenção partidária e tem como termo final às 19 horas do dia 15 de agosto do ano eleitoral. Caso o partido seja omisso no requerimento dos registros dos candidatos escolhidos em convenção, estes podem apresentá-lo no prazo de 48 contados da publicação da lista de candidatos. Para a disputa dos cargos de prefeito e vereador – eleições municipais –, o requerimento deve ser endereçado ao juiz eleitoral. Para a disputa dos cargos de deputado estadual, deputado distrital, deputado federal, senador, governador e vice-governador – eleições estaduais/federais, o pedido deve ser feito ao tribunal regional eleitoral do estado. Já nas eleições para presidente e vice-presidente da República – eleições presidenciais, – o pedido deve ser realizado perante o TSE. Os candidatos aos cargos majoritários – Prefeito, Governador e Presidente da República – concorrerão com o número identificador do partido ao qual estiverem filiados. Note que os partidos e coligações somente podem escolher uma chapa, com titular e vice, para cada cargo majoritário. Nas eleições para o cargo de Senador, o número da chapa, formado por dois suplentes, será formado pela identificação do partido, acrescido de um número à direita. Os candidatos à Câmara dos Deputados concorrerão com o número do partido ao qual estiverem filiados, acrescido de dois algarismos à direita. Os candidatos às Assembleias Legislativas e à Câmara Distrital – no caso do DF –, concorrerão com o número do partido ao qual estiverem filiados, acrescidos de três algarismos à direita. No caso das eleições municipais, a lei atribui ao TSE a competência para disciplinar os critérios para definir a numeração dos candidatos. O candidato às eleições proporcionais indicará, no pedido de registro, além de seu nome completo, as variações nominais com que deseja ser registrado, até o máximo de três opções, que poderão ser o prenome, sobrenome, cognome, nome abreviado, apelido ou nome pelo qual é mais conhecido, desde que não se estabeleça dúvida quanto à sua identidade, não atente contra o pudor e não seja ridículo ou irreverente, mencionando em que ordem de preferência deseja registrar-se. Os candidatos precisam apresentar a documentação listada no art. 11 da Lei das Eleições para terem seu registro de candidatura deferido. O rito de apreciação do pedido de registro é bastante célere e pode ocorrer com ou sem impugnação ao pedido. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 30 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado QUESTÕES DE CONCURSOQUESTÕES DE CONCURSO 001. 001. (CESPE/2010/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/TRE-MT) Considere que certa eleição municipal com dois concorrentes ao cargo de prefeito tenha terminado empatada, sendo que um dos candidatos teve seu registro indeferido pela justiça eleitoral, sob o argumento de que se encontrava inelegível em decorrência de ter suas contas reprovadas pelo tribunal de contas. Com base nessa situação hipotética, assinale a opção correta. a) A aferição das condições de elegibilidade e causas de inelegibilidade deve ser realizada até o dia da eleição. b) Será necessariamente declarado eleito o candidato que teve o registro deferido, por ter sido o único que obteve votos válidos. c) Para fins de aplicação do dispositivo previsto no Código Eleitoral, somam-se aos votos anulados em decorrência da prática de conduta vedada os votos nulos por manifestação apolítica de eleitores. d) A reprovação de contas pelo tribunal de contas ou pelo Poder Legislativo necessariamente acarreta inelegibilidade e, por consequência, indeferimento do registro. e) Caso o registro seja posteriormente deferido pela justiça eleitoral, deve ser declarado eleito o candidato mais idoso. 002. 002. (VUNESP/2018/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/TRE-SP) Sobre a eleição para Presidente da República ou para Governador, é INCORRETO afirmar que a) quando for caso de 2 (dois) turnos, se ocorrer morte, desistência ou impedimento legal de candidato, não poderá o partido promover a respectiva substituição. b) quando for caso de 2 (dois) turnos, se ocorrer morte, desistência ou impedimento legal de candidato, será convocado, dentre os remanescentes, o de maior votação. c) será considerado eleito o que obtiver maioria absoluta de votos, excluídos somente os nulos. d) será considerado eleito o queobtiver a maioria absoluta de votos, excluídos os brancos e nulos. 003. 003. (CESPE/2019/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/TJ-PA) Ação ajuizada durante processo eleitoral por um dos partidos de determinada coligação para discutir eventual situação ilícita a) deverá ser extinta sem resolução do mérito, uma vez que o partido político coligado não tem legitimidade para atuar de forma isolada no curso do processo eleitoral. b) poderá prosseguir para análise do mérito da demanda, pois não se pode limitar o direito de ação de partido que participa de coligação eleitoral. c) poderá prosseguir na análise do mérito da demanda, no caso de tratar-se de ação eleitoral de cassação. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 31 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado d) deverá ser extinta sem resolução do mérito somente no caso de a situação ilícita se referir a suspeita de captação ilegal de sufrágio. e) poderá prosseguir na análise do mérito da demanda somente no caso de a situação ilícita se referir a suspeita de captação ilegal de sufrágio. 004. 004. (CESPE/2017/DELEGADO DE POLÍCIA SUBSTITUTO/PC-GO) Em ano eleitoral, na convenção estadual do partido Pdy, a direção apresentou proposta de coligação e relação de candidatos a deputado federal. Com referência a essa situação hipotética, cada uma das próximas opções apresenta uma situação também hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada, de acordo com o que prescreve a Lei n.º 9.504/1997, que estabelece normas para as eleições. Assinale a opção que apresenta a assertiva correta. a) A lista de candidatos a deputado federal do Pdy conta dois candidatos que enfrentam processos, ainda não concluídos, de expulsão do partido. Nessa situação, os nomes desses dois candidatos devem ser substituídos, pois a lei prevê o imediato cancelamento do registro de candidatos submetidos a processo de expulsão do partido a que pertençam. b) Dos componentes da lista de candidatos do Pdy, 50% deles são do sexo feminino. Nessa situação, de acordo com a lei em apreço, a lista deverá ser recomposta, de forma a conter, no máximo, 30% de candidatos desse sexo e 70%, no mínimo, de candidatos do sexo masculino. c) O Pdy estadual deliberou coligar-se com outros dois partidos, em afronta direta às diretrizes estatutárias do órgão de direção nacional do Pdy. Nessa situação, o diretório nacional do Pdy poderá, nos termos do estatuto do partido, anular a referida deliberação feita em convenção estadual e os atos dela decorrentes. d) Na convenção, ficou decidido que seriam apresentados vinte e um candidatos para concorrer às quatorze vagas de deputado federal reservadas para o estado. Nessa situação, o número de candidatos a ser apresentado pelo partido ou pela coligação deveria corresponder a 200% das respectivas vagas, ou seja, vinte e oito candidatos. e) A lista de candidatos a deputado federal do Pdy inclui um candidato que somente completará vinte e um anos de idade no dia seis de outubro, um dia após a data das eleições. Nessa situação, esse candidato terá de ser substituído por outro candidato que complete a idade mínima de vinte e um anos até a data do certame eleitoral. 005. 005. (CESPE/2016/DELEGADO DE POLÍCIA/PC-PE) Com relação às convenções partidárias para a escolha de candidatos, assinale a opção correta. a) O prazo para que os partidos políticos deliberem com relação a seus candidatos e com relação às possíveis coligações é de, no mínimo, seis meses antes da data da eleição. b) Para que possa concorrer em uma eleição, o candidato a vereador deverá ter domicílio eleitoral na circunscrição e estar com a filiação deferida pelo partido político, no mínimo, seis meses antes da data da eleição. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 32 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado c) O estatuto de cada partido político regerá as normas para a escolha e a substituição de candidatos; em caso de omissão do referido estatuto, caberá ao órgão de direção nacional do partido, ou ao estadual, ou ao municipal, de acordo com o respectivo pleito eleitoral, estabelecer tais regramentos. d) Caberá aos diretórios partidários estadual e municipal deliberarem sobre as coligações em seus respectivos pleitos eleitorais; a legislação veda a interferência do diretório nacional em tais decisões, ainda que haja posições divergentes, decorrentes da autonomia das decisões desses diretórios. e) As candidaturas natas, às quais deputados e vereadores em exercício de seus mandatos eletivos assegurariam o registro de suas candidaturas para o mesmo cargo, não encontram respaldo no ordenamento jurídico brasileiro. 006. 006. (FCC/2012/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/TJ-RJ) As convenções partidárias para escolha de candidatos a) não poderão, por falta de atribuição legal, deliberar sobre coligações. b) poderão ser realizadas gratuitamente em prédios públicos, responsabilizando-se os partidos políticos pelos danos causados com a realização do evento. c) poderão ser substituídas por indicações do órgão de direção nacional. d) deverão ser feitas no período de 02 a 12 de julho do ano em que se realizarem as eleições. e) não terão suas deliberações lançadas em ata em livro aberto e rubricado pela Justiça Eleitoral, em razão do princípio da autonomia partidária. 007. 007. (VUNESP/2019/PROCURADOR/PREFEITURA DE SÃO FRANCISCO MORATO) Sobre o sistema eleitoral, assinale a alternativa correta. a) Na eleição direta para o Senado Federal, para prefeito e vice-prefeito, adotar-se-á o princípio da representação proporcional. b) A eleição para a Câmara dos Deputados, assembleias legislativas e câmaras municipais obedecerá ao princípio majoritário. c) A eleição para deputados federais, senadores e suplentes, presidente e vice-presidente da República, governadores, vice-governadores, deputados estaduais, prefeitos e vereadores far-se-á simultaneamente, em todo o país. d) O prazo de entrada em cartório ou na Secretaria do Tribunal, conforme o caso, de requerimento de registro de candidato a cargo eletivo terminará, improrrogavelmente, às dezenove horas do dia 15 de agosto do ano em que se realizarem as eleições. e) As convenções partidárias para a escolha dos candidatos serão realizadas, no máximo, até 10 de agosto do ano em que se realizarem as eleições. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 33 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado 008. 008. (VUNESP/2019/PROCURADOR/PREFEITURA DE CERQUILHO-SP) Para que um novo partido político possa participar das eleições, deve seu estatuto estar registrado no Tribunal Superior Eleitoral um ano antes do pleito e tenha, até a data da convenção, órgão de direção constituído na circunscrição, de acordo com o respectivo estatuto. 009. 009. (VUNESP/2019/PROCURADOR/PREFEITURA DE CERQUILHO-SP) O filiado a partido político que não é candidato não possui legitimidade e interesse para impugnar pedido de registro de coligação partidária da qual é integrante, em razão de eventuais irregularidades havidas em convenção.010. 010. (VUNESP/2018/PROCURADOR/PONTAL/SP) Na eleição direta para o Senado Federal, para a Câmara dos Deputados, para Prefeito e Vice-Prefeito, adotar-se-á o sistema proporcional. 011. 011. (VUNESP/2018/PROCURADOR/PONTAL-SP) As convenções partidárias para a escolha dos candidatos serão realizadas, no máximo, até seis meses antes do dia designado para a realização das eleições. 012. 012. (VUNESP/2018/PROCURADOR/PONTAL-SP) Podem concorrer às eleições candidatos registrados por partidos e candidatos sem partidos políticos, pois o Supremo Tribunal Federal admite a candidatura avulsa. 013. 013. (VUNESP/2018/PROCURADOR/PONTAL-SP) O prazo de entrada em cartório de requerimento de registro de candidato a cargo eletivo terminará, improrrogavelmente, às dezenove horas do dia 06 de abril do ano em que se realizarem as eleições. 014. 014. (VUNESP/2018/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/TJ-MT) As eleições para Presidente da República, para Governadores e para Prefeitos de municípios com mais de 200 mil eleitores obedecerão a) ao sistema majoritário absoluto. b) aos sistemas majoritário, majoritário e da representação proporcional, respectivamente. c) aos sistemas majoritário, da representação proporcional e da representação proporcional, respectivamente. d) aos sistemas da representação proporcional, da representação proporcional e majoritário, respectivamente. e) ao sistema da representação proporcional. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 34 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado 015. 015. (AL-RO/2018/ADVOGADO) Os partidos políticos Alfa, Beta e Gama formaram a coligação XYZ exclusivamente para as candidaturas no âmbito estadual, não se estendendo, portanto, à eleição de âmbito nacional. No curso da campanha eleitoral, o candidato João, filiado ao partido político Alfa, praticou uma ilegalidade na propaganda eleitoral e foi multado pela Justiça Eleitoral. À luz da sistemática estabelecida pela ordem jurídica, é correto afirmar que a coligação XYZ a) não precisaria ser reproduzida no âmbito nacional e somente os partidos políticos que a integram são solidariamente responsáveis pelo pagamento da multa. b) deveria ser reproduzida no âmbito nacional e somente os partidos políticos que a integram são solidariamente responsáveis pelo pagamento da multa. c) não precisaria ser reproduzida no âmbito nacional e somente o partido político Alfa é solidariamente responsável pelo pagamento da multa. d) deveria ser reproduzida no âmbito nacional e somente o partido político Alfa é solidariamente responsável pelo pagamento da multa. e) não precisaria ser reproduzida no âmbito nacional e é solidariamente responsável pelo pagamento da multa. 016. 016. (VUNESP/2018/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/TJ-RS) Com o advento da Emenda Constitucional no 97/2017, a partir das eleições de 2020, a celebração de coligações será a) vedada nas eleições proporcionais, atingindo, assim, a proibição, os cargos de Vereador, Deputado Estadual, Deputado Federal e Deputado Distrital. b) permitida para as eleições majoritárias, ou seja, em relação aos cargos de Vereador, Deputado Estadual, Deputado Federal e Deputado Distrital. c) permitida para as eleições proporcionais, ou seja, em relação aos cargos de Prefeito, Governador, Senador e Presidente da República. d) vedada em qualquer hipótese, atingindo tanto as eleições majoritárias quanto as proporcionais. e) vedada nas eleições majoritárias, atingindo, assim, a proibição, os cargos de Prefeito, Governador, Senador e Presidente da República. 017. 017. (CESPE/2017/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/TRE-TO) Os partidos deverão escolher os candidatos e deliberar sobre as coligações no período de a) vinte de julho a cinco de agosto do ano em que se realizarem as eleições. b) dezesseis de julho a cinco de agosto do ano em que se realizarem as eleições. c) cinco de julho a cinco de agosto, um ano antes de se realizarem as eleições. d) dezesseis de julho a quinze de agosto do ano em que se realizarem as eleições. e) vinte de julho a quinze de agosto, dois anos antes de se realizarem as eleições. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 35 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado 018. 018. (CESPE/2017/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/TRE-PE) As normas para a escolha dos candidatos e para a formação de coligações estão estabelecidas taxativamente na lei, em numerus clausus. 019. 019. (CESPE/2017/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/TRE-PE) Nas eleições majoritárias, consideram-se válidos apenas os votos dados a candidatos regularmente inscritos e às legendas partidárias. 020. 020. (CESPE/2017/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/TRE-PE) Candidatos filiados a qualquer partido podem inscrever-se nas chapas de coligação. 021. 021. (FCC/2017/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/TRE-SP) Laerte se interessa pelos estudos de Direito Eleitoral. Iniciante na matéria, aprendeu que as eleições acontecem em todo País, no primeiro domingo de outubro do ano respectivo e que serão realizadas, simultaneamente, para Presidente e Vice-Presidente da República, Governador e Vice- Governador de Estado e do Distrito Federal, a) Prefeito e Vice-Prefeito, sendo considerado eleito, no primeiro turno, o candidato a Presidente, a Governador ou a Prefeito que obtiver a maioria dos votos, não computados os em branco e os nulos. b) Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual e Deputado Distrital, sendo considerado eleito, no primeiro turno, o candidato a Presidente ou a Governador que obtiver a maioria absoluta de todos os votos, computados os em branco e os nulos. c) e Vereador, sendo considerado eleito, no primeiro turno, o candidato a Presidente ou a Governador que obtiver a maioria simples dos votos, não computados os em branco e os nulos. d) Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual e Deputado Distrital, sendo considerado eleito, no primeiro turno, o candidato a Presidente ou a Governador que obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos. e) Prefeito e Vice-Prefeito, sendo considerado eleito, no primeiro turno, o candidato a Presidente, a Governador ou a Prefeito que obtiver a maioria dos votos, computados os em branco e os nulos. 022. 022. (VUNESP/2016/PROCURADOR JURÍDICO/PREFEITURA DE ALUMÍNIO-SP) Estão permitidas as candidaturas avulsas, desde que o candidato esteja no gozo de seus direitos políticos. 023. 023. (CESPE/2016/DELEGADO DE POLÍCIA/PC-PE) O prazo para que os partidos políticos deliberem com relação a seus candidatos e com relação às possíveis coligações é de, no mínimo, seis meses antes da data da eleição. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 36 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado 024. 024. (CESPE/2016/DELEGADO DE POLÍCIA/PC-PE) O estatuto de cada partido político regerá as normas para a escolha e a substituição de candidatos; em caso de omissão do referido estatuto, caberá ao órgão de direção nacional do partido, ou ao estadual, ou ao municipal, de acordo com o respectivo pleitoeleitoral, estabelecer tais regramentos. 025. 025. (CESPE/2016/DELEGADO DE POLÍCIA/PC-PE) Caberá aos diretórios partidários estadual e municipal deliberarem sobre as coligações em seus respectivos pleitos eleitorais; a legislação veda a interferência do diretório nacional em tais decisões, ainda que haja posições divergentes, decorrentes da autonomia das decisões desses diretórios. 026. 026. (CESPE/2016/DELEGADO DE POLÍCIA/PC-PE) As candidaturas natas, às quais deputados e vereadores em exercício de seus mandatos eletivos assegurariam o registro de suas candidaturas para o mesmo cargo, não encontram respaldo no ordenamento jurídico brasileiro. 027. 027. (CESPE/2016/DELEGADO DE POLÍCIA/PC-PE) Nas eleições para cargos do legislativo, somente serão computados ao partido os votos dados a candidato que não participe de legenda partidária. 028. 028. (CESPE/2016/DELEGADO DE POLÍCIA/PC-PE) Em município com mais de duzentos mil habitantes, deve ocorrer segundo turno nas eleições para prefeito. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 37 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado GABARITOGABARITO 1. e 2. c 3. a 4. c 5. e 6. b 7. d 8. E 9. E 10. E 11. E 12. E 13. E 14. a 15. c 16. a 17. a 18. E 19. E 20. E 21. d 22. E 23. E 24. E 25. E 26. E 27. E 28. E O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 38 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO 001. 001. (CESPE/2010/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/TRE-MT) Considere que certa eleição municipal com dois concorrentes ao cargo de prefeito tenha terminado empatada, sendo que um dos candidatos teve seu registro indeferido pela justiça eleitoral, sob o argumento de que se encontrava inelegível em decorrência de ter suas contas reprovadas pelo tribunal de contas. Com base nessa situação hipotética, assinale a opção correta. a) A aferição das condições de elegibilidade e causas de inelegibilidade deve ser realizada até o dia da eleição. b) Será necessariamente declarado eleito o candidato que teve o registro deferido, por ter sido o único que obteve votos válidos. c) Para fins de aplicação do dispositivo previsto no Código Eleitoral, somam-se aos votos anulados em decorrência da prática de conduta vedada os votos nulos por manifestação apolítica de eleitores. d) A reprovação de contas pelo tribunal de contas ou pelo Poder Legislativo necessariamente acarreta inelegibilidade e, por consequência, indeferimento do registro. e) Caso o registro seja posteriormente deferido pela justiça eleitoral, deve ser declarado eleito o candidato mais idoso. Nas eleições majoritárias, em caso de empate entre candidatos, considera-se eleito o que for o mais idoso. Trata-se da aplicação, de forma extensiva, das normas contidas no art. 3º, § 2º da Lei n. 9.504/1997 (trata do empate entre candidatos para a disputa do segundo turno) e do art. 110 do Código Eleitoral (define a eleição em caso de empate entre candidatos nos cargos proporcionais). a) Errada. De acordo com o art. 11, § 10 da Lei n. 9.504/1997, as condições de elegibilidade e as causas de inelegibilidade devem ser aferidas no momento da formalização do pedido de registro da candidatura. b) Errada. Ainda que após as eleições, se o candidato que, inicialmente, teve o seu registro indeferido conseguir a posterior reforma dessa decisão (ou seja, conquistar o deferimento do registro), será declarado eleito o candidato mais idoso. c) Errada. Em caso de indeferimento de registro de candidatura de candidato eleito para o cargo de prefeito, devem-se fazer novas eleições, independentemente do número de votos obtidos pelo candidato. d) Errada. A rejeição das contas apenas acarreta a incidência da inelegibilidade inscrita no art. 1º, I, g da Lei Complementar n. 64/90 somente impede candidaturas quando presentes os seguintes requisitos: a) rejeição das contas; b) decisão irrecorrível; c) proferida pelo órgão competente; d) em razão da uma irregularidade insanável; e) que configure ato doloso de improbidade administrativa; f) ausência de suspensão ou anulação da decisão da corte de contas pelo Poder Judiciário. Letra e. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 39 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado 002. 002. (VUNESP/2018/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/TRE-SP) Sobre a eleição para Presidente da República ou para Governador, é INCORRETO afirmar que a) quando for caso de 2 (dois) turnos, se ocorrer morte, desistência ou impedimento legal de candidato, não poderá o partido promover a respectiva substituição. b) quando for caso de 2 (dois) turnos, se ocorrer morte, desistência ou impedimento legal de candidato, será convocado, dentre os remanescentes, o de maior votação. c) será considerado eleito o que obtiver maioria absoluta de votos, excluídos somente os nulos. d) será considerado eleito o que obtiver a maioria absoluta de votos, excluídos os brancos e nulos. Nas eleições para o cargo de Presidente da República e Governador, aplica-se o sistema eleitoral majoritário por maioria absoluta, sendo considerado eleito o candidato que obtiver a maioria absoluta dos votos válidos, excluídos os votos nulos e os votos em branco. Dessa forma, a alternativa incorreta é a letra C. a/b) Certas. Se entre o primeiro e o segundo turno de votação, ocorrer morte, renúncia ou impedimento legal, deve-se convocar, dentre os remanescentes, o de maior votação, não se admitindo a substituição de candidatos. d) Certa. Nos termos do art. 2º, caput da Lei n. 9.504/1997, Será considerado eleito o candidato a presidente ou a governador que obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos. Letra c. 003. 003. (CESPE/2019/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/TJ-PA) Ação ajuizada durante processo eleitoral por um dos partidos de determinada coligação para discutir eventual situação ilícita a) deverá ser extinta sem resolução do mérito, uma vez que o partido político coligado não tem legitimidade para atuar de forma isolada no curso do processo eleitoral. b) poderá prosseguir para análise do mérito da demanda, pois não se pode limitar o direito de ação de partido que participa de coligação eleitoral. c) poderá prosseguir na análise do mérito da demanda, no caso de tratar-se de ação eleitoral de cassação. d) deverá ser extinta sem resolução do mérito somente no caso de a situação ilícita se referir a suspeita de captação ilegal de sufrágio. e) poderá prosseguir na análise do mérito da demanda somente no caso de a situação ilícita se referir a suspeita de captação ilegal de sufrágio. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 40 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado A partir da formação de coligação, os partidos políticos integrantesdessa união partidária não possuem legitimidade para, isoladamente, propor ações perante a Justiça Eleitoral, salvo se para questionar a validade da própria coligação. Em um caso sobre esse tema, esse foi o entendimento firmado pelo Tribunal Superior Eleitoral: JURISPRUDÊNCIA Representação eleitoral. Propaganda eleitoral irregular. Propositura. Partido político integrante de coligação. Ilegitimidade ativa. Extinção sem julgamento do mérito. 1. As coligações nascem do acordo de vontades das agremiações partidárias, o qual é deliberado em suas respectivas convenções, e não do ato de homologação da Justiça Eleitoral. Precedente: Acórdão n. 15.529, Recurso Especial n. 15.529, rel. Ministro Eduardo Alckmin, de 29.9.98. 2. Por conseguinte, o partido coligado não possui legitimidade para propor, isoladamente, representação prevista no art. 96 da Lei n. 9.504/1997. (RESPE n. 22107, Rel. Min. Caputo Bastos, DJ de 18/02/2005) Desse modo, a assertiva correta é a letra A. Letra a. 004. 004. (CESPE/2017/DELEGADO DE POLÍCIA SUBSTITUTO/PC-GO) Em ano eleitoral, na convenção estadual do partido Pdy, a direção apresentou proposta de coligação e relação de candidatos a deputado federal. Com referência a essa situação hipotética, cada uma das próximas opções apresenta uma situação também hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada, de acordo com o que prescreve a Lei n.º 9.504/1997, que estabelece normas para as eleições. Assinale a opção que apresenta a assertiva correta. a) A lista de candidatos a deputado federal do Pdy conta dois candidatos que enfrentam processos, ainda não concluídos, de expulsão do partido. Nessa situação, os nomes desses dois candidatos devem ser substituídos, pois a lei prevê o imediato cancelamento do registro de candidatos submetidos a processo de expulsão do partido a que pertençam. b) Dos componentes da lista de candidatos do Pdy, 50% deles são do sexo feminino. Nessa situação, de acordo com a lei em apreço, a lista deverá ser recomposta, de forma a conter, no máximo, 30% de candidatos desse sexo e 70%, no mínimo, de candidatos do sexo masculino. c) O Pdy estadual deliberou coligar-se com outros dois partidos, em afronta direta às diretrizes estatutárias do órgão de direção nacional do Pdy. Nessa situação, o diretório nacional do Pdy poderá, nos termos do estatuto do partido, anular a referida deliberação feita em convenção estadual e os atos dela decorrentes. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 41 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado d) Na convenção, ficou decidido que seriam apresentados vinte e um candidatos para concorrer às quatorze vagas de deputado federal reservadas para o estado. Nessa situação, o número de candidatos a ser apresentado pelo partido ou pela coligação deveria corresponder a 200% das respectivas vagas, ou seja, vinte e oito candidatos. e) A lista de candidatos a deputado federal do Pdy inclui um candidato que somente completará vinte e um anos de idade no dia seis de outubro, um dia após a data das eleições. Nessa situação, esse candidato terá de ser substituído por outro candidato que complete a idade mínima de vinte e um anos até a data do certame eleitoral. Embora o enunciado faça ainda menção a coligações proporcionais, o que não é mais admitido em lei, os tópicos da questão não foram prejudicados. a) Errada. Apenas haverá o cancelamento do registro do candidato que for expulso de sua agremiação partidária até a data da eleição, ou seja, enquanto tramitar o processo administrativo para a expulsão não há que se falar em cancelamento do registro (art. 14 da Lei n. 9.504/1997). b) Errada. Do número de vagas resultante das regras previstas neste artigo, cada partido preencherá o mínimo de 30% (trinta por cento) e o máximo de 70% (setenta por cento) para candidaturas de cada sexo (art. 10, §3º da Lei n. 9.504/1997). c) Certa. Se a convenção partidária de nível inferior se opuser, na deliberação sobre coligações, às diretrizes legitimamente estabelecidas pelo órgão de direção nacional, nos termos do respectivo estatuto, poderá esse órgão anular a deliberação e os atos dela decorrentes (art. 7º, § 23º da Lei n. 9.504/1997). d) Errada. Nos termos da Lei n. 14.211, de 1º de outubro de 2021, que modificou a redação do art 10 da Lei das Eleições, cada partido poderá registrar candidatos para a Câmara dos Deputados, a Câmara Legislativa, as Assembleias Legislativas e as Câmaras Municipais no total de até 100% (cem por cento) do número de lugares a preencher mais 1 (um). Desse modo, mesmo com a nova redação do dispositivo, o item continua falso. e) Errada. Conforme o art. 11, § 2º da Lei n. 9.504/1997, a idade mínima constitucionalmente estabelecida como condição de elegibilidade é verificada tendo por referência a data da posse, salvo quando fixada em dezoito anos, hipótese em que será aferida na data-limite para o pedido de registro. Letra c. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 42 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado 005. 005. (CESPE/2016/DELEGADO DE POLÍCIA/PC-PE) Com relação às convenções partidárias para a escolha de candidatos, assinale a opção correta. a) O prazo para que os partidos políticos deliberem com relação a seus candidatos e com relação às possíveis coligações é de, no mínimo, seis meses antes da data da eleição. b) Para que possa concorrer em uma eleição, o candidato a vereador deverá ter domicílio eleitoral na circunscrição e estar com a filiação deferida pelo partido político, no mínimo, seis meses antes da data da eleição. c) O estatuto de cada partido político regerá as normas para a escolha e a substituição de candidatos; em caso de omissão do referido estatuto, caberá ao órgão de direção nacional do partido, ou ao estadual, ou ao municipal, de acordo com o respectivo pleito eleitoral, estabelecer tais regramentos. d) Caberá aos diretórios partidários estadual e municipal deliberarem sobre as coligações em seus respectivos pleitos eleitorais; a legislação veda a interferência do diretório nacional em tais decisões, ainda que haja posições divergentes, decorrentes da autonomia das decisões desses diretórios. e) As candidaturas natas, às quais deputados e vereadores em exercício de seus mandatos eletivos assegurariam o registro de suas candidaturas para o mesmo cargo, não encontram respaldo no ordenamento jurídico brasileiro. Essa questão está desatualizada em razão das alterações promovidas pela Lei n. 13.488/2017. Com essa modificação legislativa, a alternativa B também se tornou correta. A candidatura nata, prevista no art. 8º, § 1º da Lei n. 9.504/1997, garante aos detentores de mandato de deputado federal, estadual ou distrital, ou de vereador, e aos que tenham exercido esses cargos em qualquer período da legislatura que estiver em curso, o registro de candidatura para o mesmo cargo pelo partido a que estejam filiados. Entretanto, em razão da afronta ao princípio da autonomia partidária, o Supremo Tribunal Federal, na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 2.530, suspendeu os efeitos desse instituto. a) Errada. Os partidos políticos devem escolher os seus candidatos e deliberarem sobre a formação das coligações dentro do período compreendido entre 20 de julho e 5 de agosto do ano das eleições. b) Errada. Para concorrer às eleições,o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na respectiva circunscrição pelo prazo de seis meses e estar com a filiação deferida pelo partido no mesmo prazo. Essa assertiva também está correta. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 43 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado c) Errada. Em caso de omissão do estatuto no estabelecimento das normas para a realização das convenções partidárias, caberá ao órgão de direção nacional do partido estabelecer as normas a que se refere este artigo, publicando-as no Diário Oficial da União até cento e oitenta dias antes das eleições. d) Errada. Se a convenção partidária de nível inferior se opuser, na deliberação sobre coligações, às diretrizes legitimamente estabelecidas pelo órgão de direção nacional, nos termos do respectivo estatuto, poderá esse órgão anular a deliberação e os atos dela decorrentes. Letra e. 006. 006. (FCC/2012/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/TJ-RJ) As convenções partidárias para escolha de candidatos a) não poderão, por falta de atribuição legal, deliberar sobre coligações. b) poderão ser realizadas gratuitamente em prédios públicos, responsabilizando-se os partidos políticos pelos danos causados com a realização do evento. c) poderão ser substituídas por indicações do órgão de direção nacional. d) deverão ser feitas no período de 02 a 12 de julho do ano em que se realizarem as eleições. e) não terão suas deliberações lançadas em ata em livro aberto e rubricado pela Justiça Eleitoral, em razão do princípio da autonomia partidária. Nos termos do art. 8º, § 2º da Lei n. 9.504/1997, para a realização das convenções de escolha de candidatos, os partidos políticos poderão usar gratuitamente prédios públicos, responsabilizando-se por danos causados com a realização do evento. Por essa disposição legal, pode-se afirmar que a alternativa correta é a letra B. a) Errada. As convenções partidárias, realizadas entre os dias 20 de julho a 5 de agosto do ano das eleições, têm como finalidade a escolha de candidatos e a deliberação sobre formação de coligações. c) Errada. O diretório partidário da circunscrição do cargo eletivo deve realizar a convenção partidária e escolher os candidatos, devendo o diretório nacional apenas escolher candidatos a presidente e vice-presidente da república. d) Errada. A escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações deverão ser feitas no período de 20 de julho a 5 de agosto do ano em que se realizarem as eleições, nos termos do art. 8º da Lei n. 9.504/1997. e) Errada. As deliberações relativas à escolha de candidatos e sobre a formação de coligações feitas nas convenções partidárias devem ter a lavratura de ata em livro aberto, rubricado pela Justiça Eleitoral, devendo ser publicada no prazo de vinte e quatro horas em qualquer meio de comunicação. Letra b. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 44 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado 007. 007. (VUNESP/2019/PROCURADOR/PREFEITURA DE SÃO FRANCISCO MORATO) Sobre o sistema eleitoral, assinale a alternativa correta. a) Na eleição direta para o Senado Federal, para prefeito e vice-prefeito, adotar-se-á o princípio da representação proporcional. b) A eleição para a Câmara dos Deputados, assembleias legislativas e câmaras municipais obedecerá ao princípio majoritário. c) A eleição para deputados federais, senadores e suplentes, presidente e vice-presidente da República, governadores, vice-governadores, deputados estaduais, prefeitos e vereadores far-se-á simultaneamente, em todo o país. d) O prazo de entrada em cartório ou na Secretaria do Tribunal, conforme o caso, de requerimento de registro de candidato a cargo eletivo terminará, improrrogavelmente, às dezenove horas do dia 15 de agosto do ano em que se realizarem as eleições. e) As convenções partidárias para a escolha dos candidatos serão realizadas, no máximo, até 10 de agosto do ano em que se realizarem as eleições. Nos termos do art. 11 da Lei n. 9.504/1997, os partidos e coligações solicitarão à Justiça Eleitoral o registro de seus candidatos até as dezenove horas do dia 15 de agosto do ano em que se realizarem as eleições. Por essa disposição legal, pode-se afirmar que a alternativa correta é a letra D. a) Errada. Na eleição direta para o Senado Federal, para prefeito e vice-prefeito, adotar- se-á o sistema eleitoral majoritário. b) Errada. A eleição para a Câmara dos Deputados, assembleias legislativas e câmaras municipais obedecerá às regras do sistema eleitoral proporcional. c) Errada. Serão realizadas simultaneamente as eleições para presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador de estado e do Distrito Federal, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital (art. 1º, parágrafo único, I da Lei n. 9.504/1997). e) Errada. A escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações deverão ser feitas no período de 20 de julho a 5 de agosto do ano em que se realizarem as eleições. Letra d. 008. 008. (VUNESP/2019/PROCURADOR. PREFEITURA DE CERQUILHO-SP) Para que um novo partido político possa participar das eleições, deve seu estatuto estar registrado no Tribunal Superior Eleitoral um ano antes do pleito e tenha, até a data da convenção, órgão de direção constituído na circunscrição, de acordo com o respectivo estatuto. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 45 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado Nos termos do art. 4º da Lei n. 9.504/1997, poderá participar das eleições o partido que, até seis meses antes do pleito, tenha registrado seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral, conforme o disposto em lei, e tenha, até a data da convenção, órgão de direção constituído na circunscrição, de acordo com o respectivo estatuto. Errado. 009. 009. (VUNESP/2019/PROCURADOR. PREFEITURA DE CERQUILHO-SP) O filiado a partido político que não é candidato não possui legitimidade e interesse para impugnar pedido de registro de coligação partidária da qual é integrante, em razão de eventuais irregularidades havidas em convenção. Qualquer filiado ao partido, ainda que não seja candidato, pode, em caráter excepcional, impugnar pedido de registro de coligação integrada pelo respectivo partido, nas hipóteses de eventuais irregularidades ocorridas na convenção partidária. Errado. 010. 010. (VUNESP/2018/PROCURADOR/PONTAL-/SP) Na eleição direta para o Senado Federal, para a Câmara dos Deputados, para Prefeito e Vice-Prefeito, adotar-se-á o sistema proporcional. Na eleição direta para o Senado Federal, para Prefeito e Vice-Prefeito, adotar-se-á o sistema eleitoral majoritário. Na eleição para a Câmara dos Deputados, o sistema eleitoral proporcional. Errado. 011. 011. (VUNESP/2018/PROCURADOR/PONTAL-SP) As convenções partidárias para a escolha dos candidatos serão realizadas, no máximo, até seis meses antes do dia designado para a realização das eleições. Nos termos do art. 8º da Lei n. 9.504/1997, a escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações deverão serfeitas no período de 20 de julho a 5 de agosto do ano em que se realizarem as eleições. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 46 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado 012. 012. (VUNESP/2018/PROCURADOR/PONTAL-SP) Podem concorrer às eleições candidatos registrados por partidos e candidatos sem partidos políticos, pois o Supremo Tribunal Federal admite a candidatura avulsa. Inexiste candidatura avulsa, motivo pelo qual essa assertiva está errada. Errado. 013. 013. (VUNESP/2018/PROCURADOR/PONTAL-SP) O prazo de entrada em cartório de requerimento de registro de candidato a cargo eletivo terminará, improrrogavelmente, às dezenove horas do dia 06 de abril do ano em que se realizarem as eleições. Nos termos do art. 11 da Lei n. 9.504/1997, os partidos e coligações solicitarão à Justiça Eleitoral o registro de seus candidatos até as dezenove horas do dia 15 de agosto do ano em que se realizarem as eleições. Errado. 014. 014. (VUNESP/2018/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/TJ-MT) As eleições para Presidente da República, para Governadores e para Prefeitos de municípios com mais de 200 mil eleitores obedecerão a) ao sistema majoritário absoluto. b) aos sistemas majoritário, majoritário e da representação proporcional, respectivamente. c) aos sistemas majoritário, da representação proporcional e da representação proporcional, respectivamente. d) aos sistemas da representação proporcional, da representação proporcional e majoritário, respectivamente. e) ao sistema da representação proporcional. Nos termos do art. 2º da Lei n. 9.504/1997, será considerado eleito o candidato a presidente ou a governador que obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos. Essa mesma forma de determinação do candidato eleito, aplica-se às eleições para prefeito de Município com mais de duzentos mil eleitores. Assim, nessas eleições, aplica-se o sistema eleitoral majoritário por maioria absoluta ou sistema eleitoral majoritário absoluto, motivo pelo qual a alternativa correta é a letra A. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 47 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado 015. 015. (AL-RO/2018/ADVOGADO) Os partidos políticos Alfa, Beta e Gama formaram a coligação XYZ exclusivamente para as candidaturas no âmbito estadual, não se estendendo, portanto, à eleição de âmbito nacional. No curso da campanha eleitoral, o candidato João, filiado ao partido político Alfa, praticou uma ilegalidade na propaganda eleitoral e foi multado pela Justiça Eleitoral. À luz da sistemática estabelecida pela ordem jurídica, é correto afirmar que a coligação XYZ a) não precisaria ser reproduzida no âmbito nacional e somente os partidos políticos que a integram são solidariamente responsáveis pelo pagamento da multa. b) deveria ser reproduzida no âmbito nacional e somente os partidos políticos que a integram são solidariamente responsáveis pelo pagamento da multa. c) não precisaria ser reproduzida no âmbito nacional e somente o partido político Alfa é solidariamente responsável pelo pagamento da multa. d) deveria ser reproduzida no âmbito nacional e somente o partido político Alfa é solidariamente responsável pelo pagamento da multa. e) não precisaria ser reproduzida no âmbito nacional e é solidariamente responsável pelo pagamento da multa. Em tema de formação de coligações, aplica-se o princípio da liberdade de sua formação, não havendo vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal. Por sua vez, quanto à responsabilidade pelo pagamento de multa, dispõe o art. 6º, § 5º da Lei n. 9.504/1997 que a responsabilidade pelo pagamento de multas decorrentes de propaganda eleitoral é solidária entre os candidatos e os respectivos partidos, não alcançando, contudo, outros partidos mesmo quando integrantes de uma mesma coligação. Letra c. 016. 016. (VUNESP/2018/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/TJ-RS) Com o advento da Emenda Constitucional no 97/2017, a partir das eleições de 2020, a celebração de coligações será a) vedada nas eleições proporcionais, atingindo, assim, a proibição, os cargos de Vereador, Deputado Estadual, Deputado Federal e Deputado Distrital. b) permitida para as eleições majoritárias, ou seja, em relação aos cargos de Vereador, Deputado Estadual, Deputado Federal e Deputado Distrital. c) permitida para as eleições proporcionais, ou seja, em relação aos cargos de Prefeito, Governador, Senador e Presidente da República. d) vedada em qualquer hipótese, atingindo tanto as eleições majoritárias quanto as proporcionais. e) vedada nas eleições majoritárias, atingindo, assim, a proibição, os cargos de Prefeito, Governador, Senador e Presidente da República. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 48 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado De acordo com o art. 17, § 1º da Constituição Federal, com a redação dada pela Emenda Constitucional n. 97/2017, não se admite a formação de coligações para as eleições proporcionais (Deputado Federal, Deputado Estadual, Deputado Distrital e Vereador), mas somente para as eleições majoritárias. Letra a. 017. 017. (CESPE/2017/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/TRE-TO) Os partidos deverão escolher os candidatos e deliberar sobre as coligações no período de a) vinte de julho a cinco de agosto do ano em que se realizarem as eleições. b) dezesseis de julho a cinco de agosto do ano em que se realizarem as eleições. c) cinco de julho a cinco de agosto, um ano antes de se realizarem as eleições. d) dezesseis de julho a quinze de agosto do ano em que se realizarem as eleições. e) vinte de julho a quinze de agosto, dois anos antes de se realizarem as eleições. Nos termos do art. 8º da Lei n. 9.504/1997, a escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações deverão ser feitas no período de 20 de julho a 5 de agosto do ano em que se realizarem as eleições. Letra a. 018. 018. (CESPE/2017/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/TRE-PE) As normas para a escolha dos candidatos e para a formação de coligações estão estabelecidas taxativamente na lei, em numerus clausus. Em razão do princípio da autonomia partidária, as normas para a escolha e substituição dos candidatos e para a formação de coligações serão estabelecidas no estatuto do partido, observadas as disposições desta lei. Errado. 019. 019. (CESPE/2017/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/TRE-PE) Nas eleições majoritárias, consideram-se válidos apenas os votos dados a candidatos regularmente inscritos e às legendas partidárias. Nos termos do art. 5º da Lei das Eleições, nas eleições proporcionais, contam-se como válidos apenas os votos dados a candidatos regularmente inscritos e às legendas partidárias. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 49 de 53www.grancursosonline.com.brDIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado 020. 020. (CESPE/2017/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/TRE-PE) Candidatos filiados a qualquer partido podem inscrever-se nas chapas de coligação. Nos termos do art. 6º, § 3º, I da Lei n. 9.504/1997, na chapa da coligação, podem inscrever- se candidatos filiados a qualquer partido político dela integrante. Errado. 021. 021. (FCC/2017/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/TRE-SP) Laerte se interessa pelos estudos de Direito Eleitoral. Iniciante na matéria, aprendeu que as eleições acontecem em todo País, no primeiro domingo de outubro do ano respectivo e que serão realizadas, simultaneamente, para Presidente e Vice-Presidente da República, Governador e Vice- Governador de Estado e do Distrito Federal, a) Prefeito e Vice-Prefeito, sendo considerado eleito, no primeiro turno, o candidato a Presidente, a Governador ou a Prefeito que obtiver a maioria dos votos, não computados os em branco e os nulos. b) Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual e Deputado Distrital, sendo considerado eleito, no primeiro turno, o candidato a Presidente ou a Governador que obtiver a maioria absoluta de todos os votos, computados os em branco e os nulos. c) e Vereador, sendo considerado eleito, no primeiro turno, o candidato a Presidente ou a Governador que obtiver a maioria simples dos votos, não computados os em branco e os nulos. d) Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual e Deputado Distrital, sendo considerado eleito, no primeiro turno, o candidato a Presidente ou a Governador que obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos. e) Prefeito e Vice-Prefeito, sendo considerado eleito, no primeiro turno, o candidato a Presidente, a Governador ou a Prefeito que obtiver a maioria dos votos, computados os em branco e os nulos. Nos termos do art. 1º, parágrafo único, I da Lei n. 9.504/1997, serão realizadas simultaneamente as eleições para presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador de estado e do Distrito Federal, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital. Destaque-se, ainda, que será considerado eleito o candidato a presidente ou a governador que obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos. Por essas disposições legais, pode-se afirmar que a alternativa correta é a letra D. Letra d O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 50 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado 022. 022. (VUNESP/2016/PROCURADOR JURÍDICO/PREFEITURA DE ALUMÍNIO-SP) Estão permitidas as candidaturas avulsas, desde que o candidato esteja no gozo de seus direitos políticos. Nos termos do art. 11, § 14 da Lei n. 9.504/1997, é vedado o registro de candidatura avulsa, ainda que o requerente tenha filiação partidária. Errado. 023. 023. (CESPE/2016/DELEGADO DE POLÍCIA/PC-PE) O prazo para que os partidos políticos deliberem com relação a seus candidatos e com relação às possíveis coligações é de, no mínimo, seis meses antes da data da eleição. Nos termos do art. 8º da Lei n. 9.504/1997, a escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações deverão ser feitas no período de 20 de julho a 5 de agosto do ano em que se realizarem as eleições. Errado. 024. 024. (CESPE/2016/DELEGADO DE POLÍCIA/PC-PE) O estatuto de cada partido político regerá as normas para a escolha e a substituição de candidatos; em caso de omissão do referido estatuto, caberá ao órgão de direção nacional do partido, ou ao estadual, ou ao municipal, de acordo com o respectivo pleito eleitoral, estabelecer tais regramentos. Nos termos do art. 7º da Lei n. 9.504/1997, as normas para a escolha e substituição dos candidatos e para a formação de coligações serão estabelecidas no estatuto do partido, observadas as disposições desta lei. Em caso de omissão do estatuto, caberá ao órgão de direção nacional do partido estabelecer as normas a que se refere este artigo, publicando-as no Diário Oficial da União até cento e oitenta dias antes das eleições. Errado. 025. 025. (CESPE/2016/DELEGADO DE POLÍCIA/PC-PE) Caberá aos diretórios partidários estadual e municipal deliberarem sobre as coligações em seus respectivos pleitos eleitorais; a legislação veda a interferência do diretório nacional em tais decisões, ainda que haja posições divergentes, decorrentes da autonomia das decisões desses diretórios. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 51 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado De acordo com o art. 7º, § 2º da Lei n. 9.504/1997, se a convenção partidária de nível inferior se opuser, na deliberação sobre coligações, às diretrizes legitimamente estabelecidas pelo órgão de direção nacional, nos termos do respectivo estatuto, poderá esse órgão anular a deliberação e os atos dela decorrentes. Errado. 026. 026. (CESPE/2016/DELEGADO DE POLÍCIA/PC-PE) As candidaturas natas, às quais deputados e vereadores em exercício de seus mandatos eletivos assegurariam o registro de suas candidaturas para o mesmo cargo, não encontram respaldo no ordenamento jurídico brasileiro. A candidatura nata, prevista no art. 8º, § 1º da Lei n. 9.504/1997, garante aos detentores de mandato de deputado federal, estadual ou distrital, ou de vereador, e aos que tenham exercido esses cargos em qualquer período da legislatura que estiver em curso, o registro de candidatura para o mesmo cargo pelo partido a que estejam filiados. Entretanto, em razão da afronta ao princípio da autonomia partidária, o Supremo Tribunal Federal, na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 2.530, suspendeu os efeitos desse instituto. Errado. 027. 027. (CESPE/2016/DELEGADO DE POLÍCIA/PC-PE) Nas eleições para cargos do legislativo, somente serão computados ao partido os votos dados a candidato que não participe de legenda partidária. Nos termos do art. 5º da Lei n. 9.504/1997, nas eleições proporcionais, contam-se como válidos apenas os votos dados a candidatos regularmente inscritos e às legendas partidárias. Errado. 028. 028. (CESPE/2016/DELEGADO DE POLÍCIA/PC-PE) Em município com mais de duzentos mil habitantes, deve ocorrer segundo turno nas eleições para prefeito. Será aplicável o sistema eleitoral majoritário por maioria absoluta às eleições para prefeito nos municípios que tenham mais de duzentos mil eleitores, sendo que, nessa situação, se em primeiro turno de votação nenhum candidato alcançar a maioria absoluta dos votos, será realizado um segundo turno de votação. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 52 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado REFERÊNCIASREFERÊNCIAS ALMEIDA, Roberto Moreira. Direito Eleitoral. 2. ed. rev. atual. e ampl. Salvador: JusPodivm, 2009. BARROS, Francisco Dirceu. Direito Eleitoral: teoria, jurisprudência e mais de 1000 questões comentadas. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. BRANCO, Tatiana Coutinho Castelo, CARVALHEDO, Marcos, KALKMANN, Tiago. Súmulas do TSE Comentadas. Ed. Lura Editorial. São Paulo. 2017. CÂNDIDO, Joel J.Direito Eleitoral Brasileiro. 12. ed. rev., atual. e ampl. Bauru: Edipro, 2006. CERQUEIRA, Thales Tácito Pontes Luz de Pádua. CERQUEIRA, Camila Medeiros de Albuquerque Pontes Luz de Pádua. Tratado de Direito Eleitoral. São Paulo: Premier Máxima, 2008. COÊLHO, Marcus Vinicius Furtado. Direito Eleitoral e Processo Eleitoral – Direito Penal Eleitoral e Direito Político. Rio de Janeiro: Renovar, 2008. COSTA, Adriano Soares da. Instituições de Direito Eleitoral. 7. ed. rev., atual. e ampl. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2008. DIDIER JR., Fredie. CUNHA, Leonardo José Carneiro da. Curso de Direito Processual Civil: Meios de Impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais. 5. ed. rev., atual. e ampl. Salvador: JusPodivm, 2008. GOMES, José Jairo. Direito Eleitoral. 3. ed. rev. e atual. Belo Horizonte: Del Rey, 2008. RAMAYANA, Marcos. Direito Eleitoral. 8. ed. rev., atual. e ampl. Rio de Janeiro: Impetus, 2008. VELLOSO, Carlos Mário da Silva. AGRA, Walber de Moura. Elementos de Direito Eleitoral. São Paulo: Saraiva, 2009. ZILIO, Rodrigo López. Direito Eleitoral: noções preliminares, elegibilidade e inelegibilidade, processo eleitoral (da convenção à prestação de contas), ações eleitorais. Porto Alegre: Verbo Jurídico, 2008. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br Abra caminhos crie futuros gran.com.br O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. Sumário Apresentação Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura 1. Lei das Eleições: Disposições Gerais 2. Convenções Partidárias 2.1. Data da Realização das Convenções Partidárias 2.2. Local das Convenções Partidárias 2.3. Formalidades e Registro na Justiça Eleitoral das Deliberações das Convenções Partidárias 3. Coligações Partidárias 3.1. Coligações Partidárias e os Sistemas Eleitorais 3.2. Diretrizes para Formação das Coligações Partidárias 3.3. Formação das Coligações Partidárias 3.4. Denominação das Coligações Partidárias 3.5. Legitimidade das Coligações Partidárias para Atuar no Processo Eleitoral 3.6. Federações de Partidos 4. Propaganda Intrapartidária 5. Escolha de Candidatos em Convenção 6. Cotas de gênero 7. Vagas Remanescentes 8. Registro de candidatura 8.1 Competência para Apreciar os Pedidos de Registro 8.2 Prazos de Apresentação do Pedido de Registro 8.3 Identificação Numérica dos Candidatos 8.4 Denominação dos Candidatos 8.5. Documentos Necessários para o Pedido de Registro 8.6. Rito Resumo Questões de Concurso Gabarito Gabarito Comentado Referênciasvices, os que obtiverem maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos. Se nenhum candidato alcançar a maioria absoluta na primeira votação, ocorrida no primeiro domingo de outubro, será feita nova eleição no último domingo do referido mês, concorrendo os dois candidatos mais votados, na qual será eleito o que obtiver a maioria relativa dos votos. Essa regra, que prever a realização de um 2º turno, aplica-se ao cargo de prefeito, mas somente naqueles municípios com mais de 200 mil eleitores. Nos termos do art. 2º da Lei das Eleições, é possível que entre a realização do 1º e 2º turnos ocorra a morte, desistência ou impedimento legal do titular da chapa apta a participar do 2º turno (não é do vice). Nesse caso, para viabilizar a realização do 2º turno da eleição, deve ser convocado o de maior votação entre os remanescentes e, no caso de empate entre estes, o mais idoso (art. 2º, §§ 2º e 3º, da Lei das Eleições). A substituição pode ocorrer também antes de realizado o pleito. Neste caso, a regra geral é a substituição do faltante, observando-se, cumulativamente, o prazo de 10 dias do evento que deu origem à substituição e de 20 dias antes da eleição, previsto no art. 13 da Lei das Eleições. Se o impedimento do vice for em razão do evento morte, é preciso providenciar a substituição no prazo de 10 dias do evento. Porém, não é necessário observar o prazo de até 20 dias antes da eleição, dada a imprevisibilidade do citado evento. Art. 13. É facultado ao partido ou coligação substituir candidato que for considerado inelegível, renunciar ou falecer após o termo final do prazo do registro ou, ainda, tiver seu registro indeferido ou cancelado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 7 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado § 1º A escolha do substituto far-se-á na forma estabelecida no estatuto do partido a que pertencer o substituído, e o registro deverá ser requerido até 10 (dez) dias contados do fato ou da notificação do partido da decisão judicial que deu origem à substituição. (Redação dada pela Lei n. 12.034, de 2009) § 3º Tanto nas eleições majoritárias como nas proporcionais, a substituição só se efetivará se o novo pedido for apresentado até 20 (vinte) dias antes do pleito, exceto em caso de falecimento de candidato, quando a substituição poderá ser efetivada após esse prazo. (Redação dada pela Lei n. 12.891, de 2013) EXEMPLO Ciclano e seu vice Fúlvio estão concorrendo aos cargos de prefeito e vice-prefeito. Contudo, 25 dias antes da eleição, o candidato a vice, Fúlvio, decide desistir da disputa. Nesse caso, a chapa poderá fazer a substituição, pois ainda não foi ultrapassado o prazo de 20 até as eleições. Porém, terá de fazê-lo observando também o prazo de 10 dias. Nesse caso específico, note que a chapa não poderá usar os 10 dias que tem direito. Terá que fazer a substituição em até 5 dias do fato, para, assim, cumprir, cumulativamente, o prazo de substituição de até 20 dias antes do pleito. Aliás, o evento morte, pela própria natureza imprevisível e incontrolável que ostenta, nunca é causa de implosão da chapa. É o que podemos notar, por exemplo, quando o evento morte ocorre após a chapa ter sido eleita. Nesse caso a morte importa na diplomação, ou se já ocorrida, na posse do sobrevivente, mesmo que este seja o vice. É o caso do Ex-presidente José Sarney, que, na qualidade de vice, tomou posse como titular no lugar falecido Tancredo Neves, titular da chapa. Os candidatos eleitos são diplomados pela Justiça Eleitoral e, na sequência, tomam posse e entram em exercício. A EC n. 111 modificou a redação dos arts. 28 e 82 da CF e alterou a data da posse dos candidatos eleitos de alguns cargos eletivos. Segundo a nova redação do art. 28 da Carta Magna, a posse dos eleitos para os cargos de Governador e de Vice-Governador será realizada em 6 de janeiro do ano seguinte à eleição. Antes da modificação, esse evento ocorria no dia 1º de janeiro. Já a nova redação do art. 82 da Constituição Federal informa que a posse dos eleitos para os cargos de Presidente e de Vice-Presidente ocorre no dia 5 de janeiro do ano subsequente ao pleito, e não mais no dia 1º de janeiro, como afirmava a antiga redação. Essas alterações, todavia, somente entrarão em vigor no pleito de 2026. 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Contudo, para o nosso estudo, interessa especificamente as convenções partidárias realizadas para deliberar sobre a formação de coligações e a escolha de candidatos, porquanto, essas, diferentes das demais reuniões partidárias, possuem características próprias, quais sejam: (i) fazem parte do chamado microprocesso eleitoral; (ii) somente podem ser realizadas no período determinado por lei; (iii) são pautadas pela discussão sobre a formação de coligações e a escolha de candidatos; (iv) recebem tratamento formal diferenciado pela Justiça Eleitoral no que concerne ao registro das deliberações nela tomadas. 2.1. DATA DA REALIZAÇÃO DAS CONVENÇÕES PARTIDÁRIAS2.1. DATA DA REALIZAÇÃO DAS CONVENÇÕES PARTIDÁRIAS De acordo com a nova redação dada pela Lei n. 13.165/2015 ao art. 8º da Lei n. 9.504/1997, as convenções partidárias para a escolha de candidatos e formação de coligações devem ser realizadas no período de 20 de julho a 5 de agosto do ano em que se realizarem as eleições. 2.2. LOCAL DAS CONVENÇÕES PARTIDÁRIAS2.2. LOCAL DAS CONVENÇÕES PARTIDÁRIAS À exceção da convenção municipal, que deve ocorrer no município em que realizadas as eleições, para as demais, de âmbito nacional e estadual, o partido pode, observando seu estatuto, definir qualquer local dentro da circunscrição do cargo em disputa. Nos termos do art. 8º, § 2º da Lei das Eleições, para a realização das convenções partidárias, faculta-se aos partidos o uso gratuito de prédios públicos, como escolas, ginásios desportivos, casas legislativas, desde que as atividades neles desenvolvidas não fiquem prejudicadas. Frise-se, contudo, que a cessão do prédio público é apenas do espaço físico, não se revelando possível a utilização de servidores públicos que nele trabalham para a organização do evento. Ademais, o partido solicitante ficará responsável por eventual dano ao patrimônio público que decorra do evento. 2.3. FORMALIDADES E REGISTRO NA JUSTIÇA ELEITORAL DAS DELIBERAÇÕES 2.3. FORMALIDADES E REGISTRO NA JUSTIÇA ELEITORAL DAS DELIBERAÇÕES DAS CONVENÇÕES PARTIDÁRIASDAS CONVENÇÕES PARTIDÁRIAS A convenção partidária deve ser convocada pelo diretório da circunscrição do pleito, por carta, notificação pessoal, edital ou outro meio eficaz, de acordo com o definido no estatuto do partido. Uma vez realizada a convenção partidária, o art. 8º da Lei das Eleições estabelece que a ata da reunião deve ser lavrada em livro aberto rubricado pela Justiça Eleitoral e publicada em vinte e quatro horas em qualquer meio de comunicação. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilizaçãocivil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 9 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado Sem prejuízo dessa publicação, a ata da convenção e a lista dos presentes são digitadas no Módulo Externo do Sistema de Candidaturas (CANDex) e transmitidas ao juízo eleitoral competente até o dia seguinte à convenção, ou, na impossibilidade, entregue em mídia no balcão do órgão competente para: I – serem publicadas no sítio do Tribunal Superior Eleitoral, na página de Divulgação de Candidaturas e de Prestação de Contas Eleitorais (DivulgaCandContas) (Lei n. 9.504/1997, art. 8º); e II – integrar os autos de registro de candidatura. A publicidade da ata e o seu envio à Justiça Eleitoral afigura-se como uma garantia dos convencionais de que as deliberações tomadas na convenção serão observadas pelo partido durante o processo eleitoral. Para finalizar, a ata deverá ser juntada aos processos de pedido de registro de candidatura. Isso deve ocorrer tanto no pedido de registro do partido/coligação, apreciado no Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários, o chamado DRAP, quanto nos requerimentos de registro de candidatura individuais. 3. COLIGAÇÕES PARTIDÁRIAS3. COLIGAÇÕES PARTIDÁRIAS Na lição de José Jairo Gomes (2017, p. 339), coligação partidária é: O consórcio de partidos políticos formado com o propósito de atuação conjunta e cooperativa na disputa eleitoral. Em outras palavras, as coligações partidárias representam a união de partidos que, no período eleitoral, unem suas forças e atuam em conjunto para obter votos suficientes para eleger seus candidatos, que são escolhidos do quadro de filiados dos partidos que dela fazem parte. Trata-se, portanto, de uma pessoa jurídica de direito privado pro tempore (temporária), que existe apenas entre a data de sua formalização, ocorrida na convenção do partido e o término do período eleitoral. 3.1. COLIGAÇÕES PARTIDÁRIAS E OS SISTEMAS ELEITORAIS3.1. COLIGAÇÕES PARTIDÁRIAS E OS SISTEMAS ELEITORAIS No Brasil, temos dois sistemas eleitorais. No sistema majoritário, utilizado nas eleições para os cargos do Poder Executivo e para o cargo de Senador da República, é eleito o candidato que obtém a maior quantidade de votos; e o sistema proporcional, utilizado para os cargos do Poder Legislativo à exceção, do cargo de Senador da República, em que os eleitos são determinados com base em cálculos aritméticos que levam em consideração o número de votos obtidos pelo partido e o número de cadeiras em disputa. Nesse sistema, nem sempre o candidato mais votado é o eleito, pois as vagas são inicialmente atribuídas ao partido na proporção do número de votos obtidos e só depois, internamente, são distribuídas entre os candidatos a ele pertencentes de acordo com a votação obtida. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 10 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado A antiga redação do art. 17, § 1º, da CF admitia a formação de coligação em ambos os sistemas eleitorais – majoritário e proporcional. A partir da edição da EC n. 97, de 2017, que alterou a redação do citado artigo constitucional, a formação de coligações ficou restrita ao sistema majoritário. Confira a atual redação do texto constitucional: Art. 17, § 1º É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna e estabelecer regras sobre escolha, formação e duração de seus órgãos permanentes e provisórios e sobre sua organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações nas eleições majoritárias, vedada a sua celebração nas eleições proporcionais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária. (Redação dada pela Emenda Constitucional n. 97, de 2017) 3.2. DIRETRIZES PARA FORMAÇÃO DAS COLIGAÇÕES PARTIDÁRIAS3.2. DIRETRIZES PARA FORMAÇÃO DAS COLIGAÇÕES PARTIDÁRIAS A vontade de os partidos se coligarem se vincula, em regra, a diretrizes estabelecidas livremente no estatuto das agremiações, em homenagem ao princípio da Autonomia Partidária, insculpido no art. 17, § 1º, da CF. Essas regras intestinas podem deliberar, por exemplo, que o partido X não poderá se coligar com o partido Y. Caso o estatuto seja omisso quanto ao tema, caberá ao órgão de direção nacional do partido político, de forma exclusiva, estabelecer as regras, publicando-as no Diário Oficial da União em até 180 (cento e oitenta) dias da eleição (Lei n. 9.504/1997, art. 7º, § 1º). No ponto, sublinhamos que, conforme já decidido pelo TSE, essa competência do órgão de direção nacional não pode ser delegada a nenhum órgão estadual, sob pena de afronta ao caráter nacional que deve ostentar o partido, nos termos do art. 17, § 1º, da CF/88. Se a convenção partidária de nível inferior se opuser às diretrizes legitimamente estabelecidas pelo órgão de direção nacional sobre a formação de coligação, o órgão de cúpula do partido poderá anular as deliberações e os atos da convenção de menor hierarquia, em reforço ao caráter nacional dos partidos políticos (art. 7º, § 2º, da Lei n. 9.504/1997). A anulação de deliberações de convenções partidárias deverá ser comunicada à Justiça Eleitoral no prazo de 30 dias após a data limite para o registro de candidatos. Se, da anulação, decorrer a necessidade de escolha de novos candidatos, o pedido de registro deverá ser apresentado à Justiça Eleitoral nos 10 dias seguintes à deliberação, observado o prazo limite do art. 13 da Lei das Eleições, que é de até 20 dias antes do pleito. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 11 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado EXEMPLO Imagine que o estatuto do partido A seja omisso quanto às diretrizes para a formação de coligações. Nas eleições municipais de 2024, o órgão de nacional do partido A decide, então, que a agremiação partidária somente poderá formar coligação com os partidos B e C. Contudo, o diretório municipal de Cabrobó do partido A decide, na convenção municipal, formar coligação com o partido D. Nessa situação, o órgão nacional do partido A está autorizado a anular a convenção municipal do diretório de Cabrobó. O partido A deverá informar o fato à Justiça Eleitoral para que esta considere a anulação na análise de eventual pedido de registro de candidatura escolhido na convenção anulada. Caso deseje, poderá organizar uma nova convenção partidária municipal que siga as orientações do partido definidas pelo órgão de cúpula do partido e apresentar novos candidatos. 3.3. FORMAÇÃO DAS COLIGAÇÕES PARTIDÁRIAS3.3. FORMAÇÃO DAS COLIGAÇÕES PARTIDÁRIAS A coligação nasce com a adesão de partidos manifestada na convenção partidária, não por ocasião de sua homologação pela Justiça Eleitoral (TSE, AG n. 5.052/SP). Essas convenções são realizadas entre os dias 20 de julho a 5 de agosto do ano da eleição, devidamente registradas em ata lavrada em livro aberto e rubricado pela Justiça Eleitoral, sendo publicada no prazo de 24h, em qualquer meio de comunicação (art. 8º da Lei n. 9.504/1997). Considerando que cada partido é livre para fixar a data de sua convenção dentro do período legal permitido, nem sempre é possível decidir nessa reunião qual será o formato definitivoda coligação, ou seja, quais partidos farão parte dela. Essa dificuldade é amenizada pela possibilidade de, durante a convenção partidária, os convencionais delegarem à Comissão Executiva ou a outro órgão partidário a efetiva formação de coligação ou a escolha de candidatos, o que poderá ocorrer até 15 de agosto do ano da eleição, último dia para o registro de candidatos. Nesse sentido a jurisprudência do TSE: JURISPRUDÊNCIA É lícito ao partido político, em deliberação efetuada em convenção, delegar à comissão executiva ou a outro órgão partidário a escolha de candidatos. (REspe n. 2930-71/SP, rel. Min. Gilmar Mendes, PSESS de 30.10.2014). No entanto, se na convenção nada se deliberar sobre essa delegação de poderes, a regra temporal deve ser rigorosamente observada, vedado, inclusive, a celebração de acordo que tenha por objeto a inserção de partido político em determinada coligação, quando já esgotado o prazo para a realização das convenções partidárias (AgR-REspe n. 31.673/GO, rel. Min. Marcelo Ribeiro, PSESS 16/10/2008). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 12 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado A respeito das possibilidades de formação de coligações, Olivar Coneglian (2018, p. 51) nos ensina que: No processo de formação de coligações para as eleições majoritárias, um único partido não pode participar de duas coligações diferentes com partidos diversos em uma mesma circunscrição. O que se admite é que a mesma coligação formada para governador se repita na eleição para senador, ou nesta os partidos caminhem isolados ou não lancem candidatos. Para afastar qualquer dúvida sobre essa matéria, vamos a uma hipótese didática sobre a formação de coligações para os cargos majoritários no Estado: Assim, imagine, por hipótese, que os partidos A, B, C e D formam uma coligação para concorrer ao cargo de governador em determinado Estado. Nesse caso, é possível a formação das seguintes coligações para concorrer ao cargo de Senador: a) a formação de idêntica coligação com os partidos A, B, C e D para concorrer ao cargo de Senador. b) o lançamento isolado de candidatos dos partidos A, B, C e D para concorrer ao cargo de Senador. De outro modo, nessas mesmas eleições estaduais não é permitido a formação das seguintes coligações: a) a formação de duas coligações para Senador: uma com os partidos A e B; a outra com os partidos C e D. b) a formação de coligação de três deles para a eleição de Senador (A, B e C), deixando isolado D. O pedido de registro do partido D será deferido, mas não o da coligação. c) A formação de uma coligação para Senador com os partidos A e B e o lançamento isolado de candidatos pelos partidos C e D. Neste caso, os pedidos de registros dos candidatos isolados serão deferidos, mas não o da coligação. d) A formação de uma coligação com os quatro partidos mais um novo que não se coligou para governador (A, B, C, D e E). Olivar Coneglian (2018, p. 52), contudo, nos alerta que a candidatura de governador não é mais importante que a de Senador, e não condiciona esta. E a recíproca é verdadeira. Assim consigna que: Pode haver coligação para senador, e os partidos dela componentes marcharem isolados para a candidatura de governador, ou não lançarem candidatos à eleição de governador. Lembre-se, no ponto, que não existe mais o instituto da verticalização de coligações. Assim, a formação de coligações nas eleições estaduais para os cargos majoritários não se vincula ao quadro de coligações formado nas eleições presidenciais. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 13 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado 3.4. DENOMINAÇÃO DAS COLIGAÇÕES PARTIDÁRIAS3.4. DENOMINAÇÃO DAS COLIGAÇÕES PARTIDÁRIAS Cada partido possui um nome oficial registrado no TSE, tais como, Movimento Democrático Brasileiro (MDB) ou Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Recentemente, o Tribunal decidiu que no nome da agremiação partidária não precisa conter a expressão “partido” e aprovou a alteração do nome do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMBD) para Movimento Democrático Brasileiro (MDB) (Pet n. 128, Rel. Min. Admar Gonzaga, DJe de 17.5.2018). Em outra ocasião, decidiu também que o nome do partido não precisa vir acompanhado de sigla, ao aprovar a alteração do nome do Partido Progressista Social (PPS) para Cidadania. A coligação terá denominação própria, diferente dos nomes das agremiações que dela fazem parte, por exemplo, Coligação Força Brasília, ou a junção de todas as siglas dos partidos que a integram – Coligação PT/PMDB/PSO. Não poderá, contudo, incluir ou fazer referência a nome ou número de candidato, nem conter pedido de voto para partido político. Assim, são proibidos nomes como Coligação João é o Melhor ou Coligação Vote em João (art. 6º, §§ 1 e 1-A da Lei das Eleições). Apesar de ter sido facultado às coligações optarem por uma denominação própria, sublinho que, na propaganda eleitoral, essas pessoas jurídicas pro tempore devem, sob sua denominação, listar a legenda dos partidos que dela fazem parte. 3.5. LEGITIMIDADE DAS COLIGAÇÕES PARTIDÁRIAS PARA ATUAR NO 3.5. LEGITIMIDADE DAS COLIGAÇÕES PARTIDÁRIAS PARA ATUAR NO PROCESSO ELEITORALPROCESSO ELEITORAL A coligação, enquanto existir, funcionará como um só partido no relacionamento com a Justiça Eleitoral e no trato dos interesses interpartidários, substituindo-se às agremiações que a ela pertençam (art. 6º, § 1º, da Lei n. 9.504/1997). Nessa compreensão, o partido político coligado somente possui legitimidade para atuar de forma isolada no processo eleitoral quando questionar a validade da própria coligação, durante o período compreendido entre a data da convenção e o termo final do prazo para a impugnação do registro de candidatos. Noutro falar, durante o processo eleitoral, o partido coligado não poderá, em reforço ao caráter unitário da coligação, agir individualmente para impugnar outras candidaturas, apresentar ações eleitorais ou mesmo interpor recursos, restabelecendo-se essa legitimidade ao final desse período. Nos termos do art. 6º, § 3º, III e IV, da Lei n. 9.504/1997, a coligação deve designar um representante, que terá atribuições equivalentes às de presidente de partido político, no trato dos interesses e na representação da coligação perante à Justiça Eleitoral. Quando a atuação da coligação for judicial, v.g., ajuizamento de uma ação, o representante da coligação ou um dos seus delegados deve providenciar a constituição de advogado, para satisfazer a exigência da capacidade postulatória para estar em juízo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 14 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado 3.6. FEDERAÇÕES DE PARTIDOS3.6. FEDERAÇÕES DE PARTIDOS A criação de federações de partido é uma novidade introduzida pela Lei n. 14.208, de 28 de setembro de 2021, que inclui o art. 11-A na Lei n. 9.096/95. Segundo o novo dispositivo legal, dois ou mais partido políticos poderão reunir-se em federação, a qual, após sua constituição e respectivo registroperante o Tribunal Superior Eleitoral, atuará como se fosse uma única agremiação partidária. Não obstante a criação da federação, ficam assegurados a identidade e a autonomia dos partidos participantes da Federação. A elas aplica-se, todavia, as normas que regem o funcionamento parlamentar e a fidelidade partidária. Neste último caso, o novel diploma legal é expresso em afirmar que perderá o mandato o detentor de cargo eletivo que se desfiliar, sem justa causa, de partido que integra a federação. A formação de federações é precedida por alguns eventos indispensáveis a sua constituição. De início, os órgãos de direção nacional de cada um dos partidos que pretendem formar a federação devem fazer constar em resolução essa decisão. Além disso, devem ser criados um programa e um estatuto próprio da federação e constituídos os seus órgãos de direção nacional. De posse da documentação comprobatória desses atos, os interessados devem encaminhá-la ao TSE para registro. A EC define como data limite para a criação das federações a data final de realização das convenções partidárias. A criação de federação obedecerá ainda às seguintes regras: I – a federação somente poderá ser integrada por partidos com registro definitivo no Tribunal Superior Eleitoral; II – os partidos reunidos em federação deverão permanecer a ela filiados por, no mínimo, 4 (quatro) anos; III – a federação poderá ser constituída até a data final do período de realização das convenções partidárias; IV – a federação terá abrangência nacional e seu registro será encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral. A saída do partido da federação antes do prazo mínimo de 4 anos, acarretará a vedação de: a) Ingressar em outra federação; b) De celebrar coligação nas 2 (duas) eleições seguintes e, até completar o prazo mínimo remanescente, d) De utilizar o fundo partidário. Na hipótese de saída de um partido da federação, esta continuará existindo até a eleição seguinte, desde que nela permaneçam 2 (dois) ou mais partidos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 15 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado Por fim, com vistas a explicitar o funcionamento da federação durante o período eleitoral, a nova orientação normativa dispõe que se aplicam à federação de partidos todas as normas que regem as atividades dos partidos políticos no que diz respeito às eleições, inclusive no que se refere à escolha e registro de candidatos para as eleições majoritárias e proporcionais, à arrecadação e aplicação de recursos em campanhas eleitorais, à propaganda eleitoral, à contagem de votos, à obtenção de cadeiras, à prestação de contas e à convocação de suplentes. Não confunda as federações de partidos com as coligações. Existem diferenças entre elas, dentre as quais podemos destacar. • A formação da coligação ocorre durante o período de realização das convenções partidárias; a federação pode ser criada a qualquer tempo desde que não ultrapassado o período de convenções partidárias; • A coligação existe apenas durante o período eleitoral; a federação existe pelo prazo mínimo de 4 anos; • A coligação não possui necessariamente alcance nacional; a federação obrigatoriamente terá o caráter nacional; • A coligação não possui estatuto ou programa próprios, enquanto a federação possui; • A regularidade da coligação é analisada, a cada eleição, no Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP); a regularidade da federação é analisada, uma única vez, no seu pedido de registro. • A decisão do partido de sair da coligação, embora possa lhe trazer prejuízos eleitorais, não implica a vedação de participar de futuras coligações ou mesmo de receber recursos do fundo partidário, como ocorre com o partido que decide deixar a federação antes do prazo mínimo de 4 anos. Por fim, o TSE, ao atualizar as resoluções para as eleições de 2022, fixou a regra de que tanto a Federação como os partidos que dela fazem parte devem, na escolha de seus candidatos, observar a cota de gênero, prevista no art. 10, § 3º, da Lei n. 9.504/1997. 4. PROPAGANDA INTRAPARTIDÁRIA4. PROPAGANDA INTRAPARTIDÁRIA Os postulantes à candidatos podem divulgar aos convencionais do partido seus nomes por meio da fixação de faixas e cartazes em local próximo ao local da convenção partidária, vedado o uso de rádio, de televisão e de outdoor. Por expressa previsão legal, o legislador dispôs que a utilização da propaganda intrapartidária deve se dar por aqueles que queiram exercer o seu direito à elegibilidade. Dessa forma, em razão da condição de elegibilidade inscrita no art. 14, § 3º, V, da CF/88 somente poderá exercer o direito de propaganda intrapartidária o cidadão filiado a partido político e que tenha a finalidade de ser candidato. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 16 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado Além disso, o cidadão que deseja ser candidato deve restringir o âmbito de realização de sua ação de propaganda aos limites do seu partido político, sob pena de possível configuração de propaganda eleitoral antecipada. Portanto, na propaganda intrapartidária, não se deve buscar o apoio do eleitorado, mas sim dos convencionais do partido. Quanto ao período de sua realização, a propaganda intrapartidária poderá ser executada pelo filiado no período de quinze dias antes da data da realização das convenções. Art. 36, § 1º Ao postulante a candidatura a cargo eletivo é permitida a realização, na quinzena anterior à escolha pelo partido, de propaganda intrapartidária com vista à indicação de seu nome [...]. Dada a sua finalidade e os seus destinatários, a Lei das Eleições impõe limites à sua utilização pelos pretensos candidatos. Com efeito, para impedir o acesso a essa propaganda pelos eleitores em geral, o art. 36, § 1º do mencionado diploma legal definiu expressamente formas de execução da propaganda intrapartidária que, dado o seu potencial de disseminação, estão proibidas. São elas: • uso de outdoor; • uso do rádio; • uso da televisão. Em acréscimo, ressalta-se que também não é permitida a divulgação de propaganda intrapartidária em redes sociais, como, por exemplo, o facebook (REspe n. 264-28/RJ, rel. Min. Edson Fachin, DJe de 3.12.2018). Ainda para impedir o acesso do eleitorado em geral, esta propaganda deve imediatamente ser retirada após a realização da convenção partidária, conforme estabelece o art. 36, § 1º, da Lei n. 9.504/1997. Por último, vale ressaltar que é vedada a transmissão ao vivo por emissora de rádio e televisão das prévias partidárias, sem prejuízo da cobertura dos meios de comunicação social, nos termos do art. 36-A, § 1º, da Lei n. 9.504/1997. 5. ESCOLHA DE CANDIDATOS EM CONVENÇÃO5. ESCOLHA DE CANDIDATOS EM CONVENÇÃO Todo cidadão que deseje se candidatar em pleitos eleitorais deve necessariamente se filiar a um partido político, nos termos do art. 14, § 3º, V, da CF/88. Porém, vale notar, a filiação, por si só, não garante o status de pretenso candidato da agremiação. Ainda que o requerente tenha filiação partidária – condição de elegibilidade constitucional –, é vedado o registro de sua candidatura avulsa, ou seja, sem a escolha de seu nome por um partido político. E em regra, a escolha do partido se dá em uma convenção partidária. Nesse sentido: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciadopara GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 17 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado JURISPRUDÊNCIA Não sendo comprovada a escolha do candidato em convenção partidária, o indeferimento do pedido de registro de candidatura é medida que se impõe. (RCAND n. 76744/DF, rel. Min. João Otávio de Noronha, PSESS de 5.8.2014). Além de proibir as candidaturas avulsas, não há regra legal em vigor que ampare a chamada candidatura nata. Embora o art. 8º, § 1º, da Lei n. 9.504/1997 estabeleça que aos detentores de mandato de Deputado Federal, Estadual ou Distrital, ou de Vereador, e aos que tenham exercido esses cargos em qualquer período da legislatura que estiver em curso, é assegurado o registro de candidatura para o mesmo cargo pelo partido a que estejam filiados. O STF, ao apreciar a ADIN 2530, suspendeu a eficácia dessa norma. A escolha de candidatos em convenção é matéria que deve ser deliberada, em regra, nas reuniões partidárias, realizadas obrigatoriamente entre os dias 20 de julho a 5 de agosto do ano da eleição. A Justiça Eleitoral não reconhece decisões sobre essas matérias deliberadas em convenções realizadas fora desse prazo, por ferir a isonomia entre os partidos políticos e comprometer a legitimidade do pleito. Como exceções a essa regra, temos: (i) a possibilidade de, na convenção partidária, haver a delegação para algum órgão interno do partido deliberar sobre essas matérias, conforme já estudamos ao tratar das coligações partidárias; (ii) a escolha de candidatos para vagas remanescentes e; (iii) a substituição de candidatos. Como regra geral, cada partido poderá requerer registros de candidatura para os cargos em que a eleição ocorre pelo sistema proporcional – vereador, deputado estadual, deputado distrital, deputado federal – no total de até 100% do número de lugares a preencher mais um, consoante a nova redação do art. 10 da Lei das Eleições, dada pela Lei n. 14.211/2021. Para os cargos em que a eleição ocorre pelo sistema majoritário, o partido ou coligação somente poderá lançar uma chapa, com titular e vice, para os cargos de prefeito, governador e presidente da República. No caso de senador, a chapa única deverá possuir um titular e dois suplentes, caso a renovação seja de 1/3 do Senado Federal (1 vaga em disputa), e dois titulares com cada um deles ostentando dois suplentes, caso a renovação seja de 2/3 das cadeiras (2 vagas em disputa) 6. COTAS DE GÊNERO6. COTAS DE GÊNERO O art. 10, § 3º, da Lei n. 9.504/1997, exige que partidos, no lançamento de suas candidaturas para cargos proporcionais, observem a seguinte regra: Art. 10, § 3º Do número de vagas resultante das regras previstas neste artigo, cada partido preencherá o mínimo de 30% (trinta por cento) e o máximo de 70% (setenta por cento) para candidaturas de cada sexo. (Redação dada pela Lei n. 12.034, de 2009) O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12034.htm#art3 18 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado O estabelecimento de percentuais mínimos de participação, embora não faça menção ao gênero, a toda evidência visa aumentar a participação das mulheres no cenário político do país, que é dominado pelos homens. Conforme determina o art. 17, § 3º, da Res.-TSE n. 23.609/2019, que cuida de registro de candidatura para as eleições, no cálculo de vagas previsto para ambos os sexos, qualquer fração resultante será igualada a um no cálculo do percentual mínimo estabelecido para um dos gêneros e desprezada no cálculo das vagas restantes para o outro, sempre atendendo aos percentuais mínimos. 7. VAGAS REMANESCENTES7. VAGAS REMANESCENTES Nos termos da Lei n. 14.211, de 1º de outubro de 2021, que modificou a redação do art. 10 da Lei das Eleições, cada partido poderá registrar candidatos para a Câmara dos Deputados, a Câmara Legislativa, as Assembleias Legislativas e as Câmaras Municipais no total de até 100% (cem por cento) do número de lugares a preencher mais 1 (um). Lembre-se que, de acordo com as mudanças promovidas pela Emenda Constitucional n. 97/2017, não se admite a formação de coligações para as eleições proporcionais. Na hipótese de o partido não escolher em convenção partidária o número máximo de candidatos a que ele tem direito, as restantes são denominadas: vagas remanescentes. Essas vagas remanescentes poderão ser preenchidas no prazo de até 30 dias antes da data das eleições, nos termos do art. 10, § 5º, da Lei n. 9.504/1997. Art. 10, § 5º No caso de as convenções para a escolha de candidatos não indicarem o número máximo de candidatos previsto no caput, os órgãos de direção dos partidos respectivos poderão preencher as vagas remanescentes até trinta dias antes do pleito. (Redação dada pela Lei n. 13.165, de 2015) Note que as vagas remanescentes surgem ao final da convenção partidária. De maneira alguma se relacionam com a desistência ou ausência de registro de candidatos escolhidos em convenção. No preenchimento das vagas remanescentes, o partido pode indicar candidatos do gênero feminino e masculino, contudo deve observar o número máximo de candidatos permitidos e manter a observância dos percentuais mínimos de gênero, previsto no art. 10, § 3º, da Lei das Eleições. 8. REGISTRO DE CANDIDATURA8. REGISTRO DE CANDIDATURA Em suma, o registro de candidatura é o procedimento administrativo pelo qual os pedidos de registro de candidatura dos pretensos candidatos são apreciados pela Justiça Eleitoral. Neles, os órgãos da Justiça Eleitoral avaliam se os requerentes preenchem as condições de elegibilidade e se estão livres da incidência de causas de inelegibilidades. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 19 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado Nos termos da jurisprudência do STF: JURISPRUDÊNCIA O pleito de registro de candidatura é vinculado à área administrativa. Forma-se processo de natureza administrativa, somente surgindo contencioso jurisdicional na hipótese de impugnação. (QO/AO n. 510, rel. Min. Marco Aurélio, DJ de 28.5.1999). 8.1 COMPETÊNCIA PARA APRECIAR OS PEDIDOS DE REGISTRO8.1 COMPETÊNCIA PARA APRECIAR OS PEDIDOS DE REGISTRO Existem dois tipos de pedido de registros nas eleições: a) os pedidos de registro individuais dos candidatos, os chamados Requerimentos de Registros de Candidatura (RRC); b) os Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários, mais conhecido como DRAP, cuja análise recai sobre requisitos afetos aos partidos, coligações e Federações, a fim de verificar os quantitativos mínimos da cota de gênero, a regularidade da convenção, a constituição de diretório na circunscrição do pleito, a regular formação da coligação/ Federação, entre outros. Para a disputa dos cargos de prefeito e vereador – eleições municipais –, o requerimento deve ser endereçado ao juiz eleitoral. Para a disputa dos cargos de deputado estadual, deputado distrital, deputado federal, senador, governador e vice-governador – eleições estaduais/federais, o pedido deve ser feito ao tribunal regional eleitoral do estado. Já nas eleiçõespara presidente e vice-presidente da República – eleições presidenciais, – o pedido deve ser realizado perante o TSE. 8.2 PRAZOS DE APRESENTAÇÃO DO PEDIDO DE REGISTRO8.2 PRAZOS DE APRESENTAÇÃO DO PEDIDO DE REGISTRO Os pedidos de registro de candidatura podem ser realizados logo após a realização da convenção partidária e tem como termo final às 19 horas do dia 15 de agosto do ano eleitoral. Caso o partido seja omisso no requerimento dos registros dos candidatos escolhidos em convenção, estes podem apresentá-lo no prazo de 48 contados da publicação da lista de candidatos. 8.3 IDENTIFICAÇÃO NUMÉRICA DOS CANDIDATOS8.3 IDENTIFICAÇÃO NUMÉRICA DOS CANDIDATOS O art. 15 da Lei das Eleições determina alguns critérios para definição do número dos candidatos escolhidos em convenção. Parte do número é definido por esses critérios, a outra pelo partido ao qual pertence o candidato. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 20 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado Os candidatos aos cargos majoritários – Prefeito, Governador e Presidente da República – concorrerão com o número identificador do partido ao qual estiverem filiados. Note que os partidos e coligações somente podem escolher uma chapa, com titular e vice, para cada cargo majoritário. Nas eleições para o cargo de Senador, o número da chapa, formado por dois suplentes, será formado pela identificação do partido, acrescido de um número à direita. Os candidatos à Câmara dos Deputados concorrerão com o número do partido ao qual estiverem filiados, acrescido de dois algarismos à direita. Os candidatos às Assembleias Legislativas estaduais e à Câmara Distrital – no caso do DF –, concorrerão com o número do partido ao qual estiverem filiados, acrescidos de três algarismos à direita. Nas eleições municipais, a Lei atribui ao TSE a competência para disciplinar os critérios para definir a numeração dos candidatos. 8.4 DENOMINAÇÃO DOS CANDIDATOS8.4 DENOMINAÇÃO DOS CANDIDATOS A denominação dos candidatos é regulada pelo art. 12 da Lei das Eleições: Art. 12. O candidato às eleições proporcionais indicará, no pedido de registro, além de seu nome completo, as variações nominais com que deseja ser registrado, até o máximo de três opções, que poderão ser o prenome, sobrenome, cognome, nome abreviado, apelido ou nome pelo qual é mais conhecido, desde que não se estabeleça dúvida quanto à sua identidade, não atente contra o pudor e não seja ridículo ou irreverente, mencionando em que ordem de preferência deseja registrar-se. Pelas regras estabelecidas, um candidato que se chame Mauro Silva Bastos pode apresentar, na ordem de sua preferência, as seguintes opções: • Mauro – prenome; • Silva, Bastos ou Silva Bastos – qualquer um dos sobrenomes; • Maurão ou Ruivo ou qualquer outro – apelido ou nome pelo qual é conhecido. Havendo a ocorrência de homonímias gráficas ou fonéticas para o mesmo cargo – nomes iguais ou nomes diferentes, mas com idêntica pronúncia –, cabe à Justiça Eleitoral resolver a questão. Para tanto, a Justiça Eleitoral aplica os seguintes critérios, definidos nos incisos do § 1º do art. 12 da Lei das Eleições: • Havendo homonímia, a Justiça Eleitoral poderá exigir dos candidatos prova de que são conhecidos pela opção apresentada no pedido de registro. Esse procedimento, mesmo nos casos em que não houver homonímia, deverá ser realizado, a fim de evitar que candidatos se aproveitem de nomes famosos, com os quais não possuem vínculo O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 21 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado algum, para angariar votos. O TSE, inclusive, já rejeitou, no REspe n. 8816/BA, pedido de registro de uma candidata ao cargo de deputado federal pela Bahia, que requereu a variação “Xuxa”, tornando duvidosa sua identificação. De igual modo, indeferiu, no REspe n. 20.156/SP, o requerimento de candidato que, aproveitando-se de sua semelhança com Enéas Ferreira Carneiro – conhecido ex-candidato à Presidência da República – requereu a variação nominal de “Enéas (Branco, Carvalhedo, Kalkmann, 2017, p. 29); • Se ambos comprovarem serem conhecidos pelos nomes indicados, terá preferência, na sequência indicada, o candidato que, na data máxima prevista para o registro: (i) esteja exercendo mandato eletivo ou (ii) tenha exercido nos últimos quatro anos, ou (iii) nos últimos quatro anos tenha se candidatado com o nome que indicou; • Não se resolvendo o caso pelas regras anteriores, a Justiça Eleitoral deverá observar qual candidato que, pela sua vida política, social ou profissional, seja identificado por um dado nome que tenha indicado, será deferido o registro com esse nome. Caso essas regras não sejam suficientes para resolver o conflito, a Justiça Eleitoral deverá notificar os candidatos para que, em dois dias, cheguem a um acordo. Inexistindo acordo, a Justiça Eleitoral registrará a variação nominal do candidato que primeiro a tenha requerido, nos termos da Súmula n. 4 do TSE: JURISPRUDÊNCIA Súmula n. 4 Não havendo preferência entre candidatos que pretendam o registro da mesma variação nominal, defere-se o do que primeiro o tenha requerido. É vedado o uso por candidato a pleito proporcional de idêntica variação nominal de candidato às eleições majoritárias na mesma circunscrição, salvo para candidato que esteja exercendo mandato eletivo ou o tenha exercido nos últimos quatro anos, ou que, nesse mesmo prazo, tenha concorrido em eleição com o nome coincidente. Assim, para se configurar a incompatibilidade, a homonímia deve ocorrer entre candidatos que disputam a mesma eleição, como, por exemplo, um candidato a vereador e outro a prefeito, eleições municipais. Em qualquer caso, não poderá indicar variação que atente contra o pudor, seja ridícula ou irreverente. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 22 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado 8.5. DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA O PEDIDO DE REGISTRO8.5. DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA O PEDIDO DE REGISTRO Com vistas a demonstrarem estarem aptos a participar do pleito, os pretensos candidatos devem instruir o pedido de registro de candidatura com os seguintes documentos, consoante estabelece o art. 11 da Lei das Eleições: Art. 11, § 1º O pedido de registro deve ser instruído com os seguintes documentos: I – Cópia da ata da convenção que escolheu os candidatos II – autorização do candidato, por escrito; III – prova de filiação partidária; IV – declaração de bens, assinada pelo candidato; V – cópia do título eleitoral ou certidão, fornecida pelo cartório eleitoral, de que o candidato é eleitor na circunscrição ou requereu sua inscrição ou transferência de domicílio no prazo previsto no art. 9º; VI – certidão de quitação eleitoral; VII – certidões criminais fornecidas pelos órgãos de distribuição da Justiça Eleitoral, Federal e Estadual; VIII – fotografia do candidato, nas dimensões estabelecidas em instrução da Justiça Eleitoral, para efeito do disposto no § 1º do art. 59. IX – propostas defendidas pelo candidato a Prefeito,a Governador de Estado e a Presidente da República. 8.6. RITO8.6. RITO O rito a ser observado nos requerimentos de registro de candidatura é bastante célere. Protocolado o requerimento de registro de candidatura, o presidente do Tribunal ou o juiz eleitoral, no caso de eleição municipal, determinará a publicação do edital com os nomes dos pretensos candidatos para ciência dos interessados. Da publicação desse edital, correrá: • O prazo de 48 horas para que o candidato escolhido em convenção requeira individualmente o registro de sua candidatura (RRCI), caso o partido político ou a coligação não o tenha requerido, na forma prevista no art. 11, § 4º, da Lei n. 9.504/1997; • O prazo de cinco dias para que qualquer cidadão apresente notícia de inelegibilidade; • O prazo de cinco dias para que os legitimados, inclusive o Ministério Público Eleitoral, impugnem os pedidos de registro dos partidos, coligações e candidatos, nos termos do art. 3º da Lei Complementar n. 64/1990 e da Súmula n. 49 do TSE. Destaco que essa intimação via edital é uma exceção à regra que exige a intimação pessoal do Ministério Público, a teor do que dispõe o art. 3º da LC n. 64/1990. A respeito da necessidade de intimação pessoal do Ministério Público Eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral, com amparo no art. 3º, da LC n. 64/1990, já decidiu que o prazo de impugnação para o parquet, a exemplo dos demais legitimados, começa a valer da publicação do edital com a relação de candidatos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 23 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado Neste ponto, para fins de facilitar a compreensão da matéria, vamos dividir o estudo do rito a ser observado no processo de registro de candidatura levando em consideração duas situações distintas: • pedido de registro sem impugnação; • pedido de registro com impugnação ou notícia de inelegibilidade, que vamos estudar Na aula de ações eleitorais no tópico “Ação de Impugnação de Registro de Candidatura (AIRC)”. 8.6.1. RITO SEM IMPUGNAÇÃO Não havendo impugnação ao registro de candidatura, a Secretaria certificará o decurso de prazo e encaminhará os autos conclusos ao juiz eleitoral ou relator. Constatado algum vício ou omissão na documentação juntada pelo candidato que obste o deferimento do registro, ou seja, não observadas as condições de registrabilidade, como alguns autores as denominam, o partido político a coligação ou o candidato será intimado para sanar a irregularidade no prazo de três dias. Esgotado esse prazo, se o juiz ou relator constatar a existência de impedimento à candidatura, ainda que não tenha sido objeto de impugnação ou notícia de inelegibilidade, deverá, de ofício, determinar a intimação do interessado para que se manifeste sobre o óbice no prazo de três dias, nos termos do art. 37, caput, da Res.-TSE n. 23.609/2019. A Súmula n. 45 do TSE é expressa em admitir a atuação de ofício do magistrado nos processos de registro de candidatura, mas desde que observado o contraditório e ampla defesa. Confira: JURISPRUDÊNCIA Súmula n. 45 Nos processos de registro de candidatura, o Juiz Eleitoral pode conhecer de ofício da existência de causas de inelegibilidade ou da ausência de condição de elegibilidade, desde que resguardados o contraditório e a ampla defesa. Após a manifestação do interessado, os autos serão enviados ao Ministério Público Eleitoral para emissão de parecer no prazo de dois dias, o qual deverá ficar adstrito ao impedimento identificado de ofício pelo juiz ou relator. Em seguida, os autos serão conclusos ao magistrado para decisão. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 24 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado RESUMORESUMO LEI DAS ELEIÇÕES: DISPOSIÇÕES GERAIS Em substituição às leis temporárias que disciplinavam cada eleição, o legislador editou a Lei n. 9.504/1997, também conhecida como Lei das Eleições, que passou a regular, de forma permanente, as eleições realizadas no país. As resoluções do TSE passaram a ter caráter permanente desde as eleições de 2020, de modo que, sem prejuízo de acolher inovações jurisprudenciais e legislativas, para as eleições seguintes não haverá a edição de novas resoluções. O art. 1º da Lei n. 9.504/1997 estabelece que eleições para todos os cargos eletivos – de Presidente da República a Vereador – realizam-se em todo o país, no primeiro domingo de outubro de ano eleitoral. As eleições para os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal, Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual e Deputado Distrital. As eleições para os cargos de Vereador, Prefeito e Vice- Prefeito são realizadas em anos distintos dos demais cargos. Para serem eleitos no 1º turno os candidatos aos cargos de Presidente e Governador devem obter maioria absoluta dos votos, não computados os em branco e os nulos. Essa mesma regra se aplica ao cargo de prefeito nos municípios com mais de 200 mil eleitores. Em caso de morte, desistência ou impedimento legal do titular da chapa apta a participar do 2º turno das eleições, deve ser convocado o de maior votação entre os remanescentes e, no caso de empate entre eles, o mais idoso. Poderá participar das eleições o partido que, até seis meses antes do pleito, tenha registrado seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral, conforme o disposto em lei, e tenha, até a data da convenção, órgão de direção constituído na circunscrição, de acordo com o respectivo estatuto. Nas eleições proporcionais, contam-se como válidos apenas os votos dados a candidatos regularmente inscritos e às legendas partidárias. CONVENÇÕES PARTIDÁRIAS As convenções partidárias são reuniões promovidas pelos filiados, denominados convencionais, a fim de deliberar sobre questões internas da agremiação. As convenções partidárias para a escolha de candidatos e formação de coligação são obrigatoriamente realizadas entre os dias 20 de julho a 5 de agosto. À exceção da convenção municipal, que deve ocorrer no município onde realizada as eleições, para as demais, de âmbito nacional e estadual, o partido pode, observando seu estatuto, definir qualquer local dentro do país. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 25 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado A convenção partidária deve ser convocada pelo diretório da circunscrição, por carta, notificação pessoal, edital ou outro meio eficaz, de acordo com o definido no estatuto do partido. A definição do prazo a ser observado entre a convocação dos convencionais e a realização da convenção partidária, bem como, o quorum de deliberação para iniciar a reunião e deliberar sobre a pauta são questões interna corporis do partido, definidas no estatuto da agremiação. O princípio da autonomia partidária garante independência para o partido editar as regras para a realização de suas convenções partidárias, escolha de candidatos e definição sobre a formação das coligações. As decisões partidárias internas, inclusive as produzidas em convençõespartidárias, ainda que protegidas pelo manto do princípio da autonomia partidária, não podem ficar imunes ao controle jurisdicional quando violarem o processo democrático ou atentarem contra os direitos fundamentais dos filiados. COLIGAÇÕES PARTIDÁRIAS As coligações partidárias representam a união de partidos que, no período eleitoral, juntam suas forças e atuam em conjunto para obter votos suficientes para eleger seus candidatos, que são escolhidos do quadro de filiados dos partidos que dela fazem parte. As coligações partidárias são pessoas jurídicas de direito privado pro tempore (temporária), que existem apenas entre a data de sua formalização, ocorrida na convenção do partido e o término do período eleitoral. A formação de coligações não segue a regra da verticalização, mas sofre a incidência do princípio da liberdade de formação das coligações. Assim, nada impede que partidos coligados em nível nacional para o cargo de Presidente da República sejam adversários nas eleições realizadas nos Estados. A antiga redação do art. 17, § 1º, da CF admitia a formação de coligação em ambos os sistemas eleitorais – majoritário e proporcional. A partir da edição da EC n. 97, de 2017, que alterou a redação do citado artigo constitucional, a formação de coligações ficou restrita ao sistema majoritário. A vontade de os partidos se coligarem se vincula, em regra, a diretrizes estabelecidas livremente no estatuto das agremiações, em homenagem ao princípio da Autonomia Partidária, insculpido no art. 17, § 1º, da CF. Caso o estatuto seja omisso, caberá ao órgão de direção nacional do partido político, de forma exclusiva, estabelecê-las, publicando-as no Diário Oficial da União em até 180 dias da eleição (Lei n. 9.504/1997, art. 7º, § 1º). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br 26 de 53www.grancursosonline.com.br DIREITO ELEITORAL Lei n. 9.504/1997 - Registro de Candidatura Weslei Machado Se a convenção partidária de nível inferior se opuser, na deliberação sobre coligações, às diretrizes legitimamente estabelecidas pelo órgão de direção nacional, no respectivo estatuto ou em publicação avulsa no DJU, esse órgão de cúpula do partido poderá anular a deliberação e os atos dela decorrentes, em reforço ao caráter nacional dos partidos políticos. Qualquer filiado ao partido, ainda que não seja candidato, pode, em caráter excepcional, impugnar pedido de registro de coligação integrada pelo respectivo partido, nas hipóteses de eventuais irregularidades ocorridas na convenção partidária. Coligações ou partidos adversários não podem questionar vícios ocorridos na convenção de partidos adversários por se tratar de matéria interna corporis. É permitido que, nas convenções partidárias para a escolha de candidatos e formação de coligações, os convencionais deleguem essas atribuições à Comissão Executiva ou a outro órgão partidário. No processo de formação de coligações para as eleições majoritárias, um único partido não pode participar de duas coligações diferentes com partidos diversos em uma mesma circunscrição. A coligação pode optar por uma denominação própria ou por ser reconhecida pela junção de todas as siglas dos partidos que a integram. A denominação da coligação não poderá incluir ou fazer referência a nome ou número de candidato, nem conter pedido de voto para partido político. A coligação funcionará como um só partido no relacionamento com a Justiça Eleitoral e no trato dos interesses interpartidários, substituindo-se às agremiações que a ela pertençam. O partido político coligado somente possui legitimidade para atuar de forma isolada no processo eleitoral quando questionar a validade da própria coligação, durante o período compreendido entre a data da convenção e o termo final do prazo para a impugnação do registro de candidatos. ESCOLHA DE CANDIDATOS EM CONVENÇÃO PARTIDÁRIA Todo cidadão que deseje se candidatar em pleitos eleitorais deve necessariamente se filiar a um partido político, nos termos do art. 14, § 3º, V, da CF/88. É vedado o registro de sua candidatura avulsa, ou seja, sem a escolha de seu nome por um partido político, em regra, em uma convenção partidária. A escolha de candidatos em convenção é, com a deliberação sobre formação de coligação, matéria que deve ser deliberada, em regra, nas reuniões partidárias realizadas obrigatoriamente entre os dias 20 de julho a 5 de agosto do ano da eleição. Não há regra legal em vigor que ampare a chamada candidatura nata, porquanto o art. 8º, § 1º, da Lei das Eleições teve, por meio de decisão cautelar do STF, na ADIN n. 2530, sua eficácia suspensa. 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IDENTIFICAÇÃO NUMÉRICA DE CANDIDATOS Cada partido político possui um número que o identifica na eleição. A exemplo dos partidos, os candidatos também são identificados por números na urna eletrônica. A fixação dessa numeração é realizada na própria convenção partidária que o escolhe. Os candidatos aos cargos majoritários – Prefeito, Governador e Presidente da República – concorrerão com o número identificador do partido ao qual estiverem filiados. Nas eleições para o cargo de Senador, o número da chapa, formado por dois suplentes, será formado pela identificação do partido, acrescido de um número à direita. Os candidatos à Câmara dos Deputados concorrerão com o número do partido ao qual estiverem filiados, acrescido de dois algarismos à direita. Os candidatos às Assembleias Legislativas e à Câmara Distrital – no caso do DF –, concorrerão com o número do partido ao qual estiverem filiados, acrescidos de três algarismos à direita. No caso das eleições municipais, a Lei atribui ao TSE a competência para disciplinar os critérios para definir a numeração dos candidatos. Considerando que essas eleições acontecem em anos distintos das demais eleições, o TSE tem adotado os mesmos critérios para as eleições estaduais/federais, de modo que a chapa para prefeito recebe o número do partido ao qual pertence o titular da chapa, enquanto os vereadores concorrem com os dois primeiros números do partido, acrescidos de mais três algarismos à direita. A escolha dos algarismos acrescidos à direita do número do partido é realizada por meio de sorteio na convenção partidária, consoante dispõe o art. 100, § 2º, do CE. 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