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DIREITO INTERNACIONAL
Introdução ao Direito Internacional
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
250513279852
JESSER BORGES
Professor. Servidor no Ministério Público Federal desde 2014. Mestre em Direito.
 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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DIreIto InternacIonal 
Introdução ao Direito Internacional 
Jesser Borges
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Introdução ao Direito Internacional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1. Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
2. Breve História e Fontes de Direito dos Tratados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
2.1. Teorias que explicam o Direito Internacional e suas Implicações . . . . . . . . . 11
2.2. Fontes do Direito dos Tratados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
2.3. Normas de Jus Cogens x Soft Law . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
2.4. Deliberações de organizações internacionais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
3. Princípios de Direito Internacional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
3.1. Soberania . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
3.2. Boa-Fé nas Relações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
3.3. Solução Pacifica dos Conflitos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
3.4. Autodeterminação dos Povos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
3.5. Princípios de Direito Internacional no Brasil . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49
Gabarito comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50
referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 108
anexo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 109
 
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Introdução ao Direito Internacional 
Jesser Borges
aPreSentaÇÃoaPreSentaÇÃo
Olá, estimado(a) aluno(a)!
Espero que esteja bem. Meu nome é Jesser Rodrigues Borges, sou servidor do Ministério 
Público Federal há 11 anos, Mestre em Direito pela Universidade do Extremo Sul Catarinense 
– UNESC, na linha de pesquisa Direito, Sociedade e Estado. Sou professor das disciplinas de 
Direito Internacional Público e Privado e Direitos Humanos.
Eu e toda a equipe do GRAN estamos aqui para auxilia-lo(a) na sua jornada rumo à 
aprovação! Conte sempre conosco e não hesite em tirar todas as suas dúvidas no fórum. Ao 
longo das aulas pretendo passar toda minha experiência de mais de 15 anos de “concurseiro” 
para que a sua caminhada seja a mais tranquila possível, então teremos dicas e macetes 
que ajudarão – e muito – na hora da sua prova.
A disciplina de DIP é fundamental para sua aprovação, pois ela tem caído em todos os 
concursos jurídicos de nível superior. Então dedique tempo a ela em sua grade de estudos 
e aproveite ao máximo a nossa metodologia diferenciada.
Forte abraço e Bons Estudos!
Jesser Rodrigues Borges
 
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Introdução ao Direito Internacional 
Jesser Borges
INTRODUÇÃO AO DIREITO INTERNACIONALINTRODUÇÃO AO DIREITO INTERNACIONAL
1 . IntroDUÇÃo1 . IntroDUÇÃo
Inicialmente, é importante esclarecer que as disciplinas de Direito Internacional (Público e 
Privado) possuem cada uma as suas peculiaridades. Entretanto, grande parte dos princípios 
e diretrizes são comuns a ambas, razão pela qual a maioria dos concursos costuma cobrá-las 
dentro da mesma disciplina, como sendo uma só. Desta forma, elaboramos esse material 
que irá abordar a integralidade dos tópicos constantes em seu edital dentro da disciplina 
de Direito Internacional Público e Privado, facilitando o seu estudo.
Pois bem, para compreensão da disciplina de Direito Internacional é preciso saber, 
primeiramente, que vivemos em uma sociedade extremamente globalizada, onde 
ocorrem constantes relações entre as pessoas e os estados Nacionais. Basta pensarmos 
que, atualmente, é possível realizar compras internacionais facilmente via internet, ou 
simplesmente conversar com alguém do outro lado do planeta. Todo dia ocorrem negociações 
e transações entre empresas privados e entre estados (fornecimento de bens e serviços). 
Tudo isso envolve o direito internacional!
Nesse contexto, surge o que se denomina “sociedade internacional”. Assim, devemos 
diferenciar a ordem jurídica nacional (interna) da ordem jurídica internacional (externa). 
Afinal de contas, não há um legislativo global criando normas, mas apenas estados Soberanos 
e organizações internacionais que firmam acordos e pactos em suas relações.
Por certo que, observado os requisitos de incorporação, as normas criadas no cenário 
internacional poderão influenciar o direito interno e regulamentar essas relações.
De acordo com o professor Valerio de Oliveira Mazzuoli (2021, p. 36), o Direito 
Internacional Privado
[…] é a disciplina jurídica – baseada num método e numa técnica de aplicação do direito – que 
visa solucionar os conflitos de leis estrangeiras no espaço,que regem o Brasil nas relações Internacionais:
I – independência nacional;
II – prevalência dos direitos humanos;
III – autodeterminação dos povos;
IV – não intervenção;
V – igualdade entre os estados;
VI – defesa da paz;
VII – solução pacífica dos conflitos;
VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX – cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
X – concessão de asilo político.
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EXERCÍCIOSEXERCÍCIOS
001. 001. (COM. EXAM/MPF/2022/PROCURADOR DA REPÚBLICA/30º) Assinale a alternativa correta:
a) Pessoa incluída em listas de sanções em decorrência de resoluções do Conselho de 
Segurança das Nações Unidas ou de designação de seus comitês de sanções não pode 
solicitar sua exclusão de tais listas, devendo aguardar eventual retirada espontaneamente 
decidida pelo próprio órgão sancionador.
b) De acordo com a Convenção relativa ao Estatuto dos Refugiados (1951), não é possível 
a expulsão de indivíduo que já obteve o reconhecimento de sua condição de refugiado.
c) De acordo com a regulação legal da extradição, no caso do extraditando que esteja sendo 
processado ou tiver sido condenado, no Brasil, por outro crime punível com pena privativa 
de liberdade, a extradição será executada somente depois da conclusão do processo ou 
do cumprimento da pena, ressalvadas as hipóteses de liberação antecipada pelo Poder 
Executivo e de determinação da transferência da pessoa condenada.
d) a norma de jus cogens do Direito Internacional não tem procedimento específico de 
elaboração, podendo ser de origem convencional ou consuetudinária.
002. 002. (COM. EXAM/MPF/2022/PROCURADOR DA REPÚBLICA/30º) Assinale a alternativa correta:
I – A formação e a incorporação de um tratado internacional ao ordenamento jurídico nacional 
demandam a intervenção dos poderes executivo, legislativo e judiciário, nesta ordem.
II – A constituição estabelece prazos exíguos para a tramitação dos tratados internacionais 
perante as casas do congresso nacional.
III – A ratificação do tratado pelo presidente da república encerra a fase de formação do 
instrumento perante o direito pátrio.
IV – Admite-se a aprovação de tratados com “ressalvas” pelo congresso nacional.
a) I e III estão corretas.
b) III e IV estão corretas.
c) I, II e III estão corretas.
d) II e III estão corretas.
003. 003. (VUNESP/2024/ANALISTA/SPCINE/INTERNACIONAL I) A respeito das fontes do Direito 
Internacional Público, assinale a alternativa correta.
a) A Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados de 1969 foi o primeiro texto internacional 
a estabelecer um rol de fontes do Direito Internacional Público.
b) A principal fonte formal do Direito Internacional Público é o costume internacional, e 
sua importância se fundamenta na inexistência de um órgão que centralize a produção de 
normas jurídicas.
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c) Para se considerar que existe um costume internacional, exige-se que todos os estados 
e organizações internacionais do mundo aceitem tal prática como obrigatória.
d) A formação de um costume internacional depende de dois elementos: o material e o 
subjetivo.
e) Uma importante fonte do Direito Internacional Público são os princípios gerais do direito; 
a doutrina atual é unânime ao excluir do rol desses princípios o da boa-fé e o do non bis in 
idem.
004. 004. (AVANÇASP/2024/ANALISTA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS E INSTITUCIONAIS/CM 
OSASCO) No âmbito do Direito Internacional Público, o princípio do “jus cogens” refere-
se a normas imperativas de direito internacional geral. Sobre esse conceito, analise as 
afirmações a seguir:
I – O “jus cogens” é reconhecido pela Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados de 
1969.
II – Tratados que conflitem com uma norma de “jus cogens” são considerados nulos.
III – O conceito de “jus cogens” é aplicável apenas em situações de conflitos armados 
internacionais.
IV – A proibição do genocídio é um exemplo de norma considerada “jus cogens”.
V – As normas de “jus cogens” podem ser derrogadas pelo consentimento mútuo dos estados.
Está correto o que se afirma em:
a) I, II e IV, apenas.
b) II, III e V, apenas.
c) II e IV, apenas.
d) I, II, III e V, apenas.
e) I, II, III, IV e V.
005. 005. (CESPE-CEBRASPE/2023/PROCURADOR FEDERAL) São fontes das quais a Corte 
Internacional de Justiça poderá se valer para decidir sobre as controvérsias que lhe são 
submetidas conforme o seu estatuto
I – convenções internacionais, quer gerais, quer especiais, que estabeleçam regras 
expressamente reconhecidas pelos estados litigantes.
II – decisões judiciárias e a doutrina dos juristas mais qualificados das diferentes nações, 
como meio para a determinação das regras de direito, sendo a decisão da Corte vinculante 
para todos os países membros.
III – princípios gerais de direito reconhecidos pelas nações civilizadas.
IV – costume internacional, como prova de uma prática geral aceita como sendo o direito.
Estão certos apenas os itens
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a) I e II
b) I e IV
c) II e III
d) I, III e IV
e) II, III e IV
006. 006. (FGV/2023/JUIZ FEDERAL/TRF 1ª REGIÃO/XVII) O Direito Internacional Público (DIP) 
trata das relações jurídicas entre os estados entre si e com organizações internacionais.
Na compreensão dessas relações, são as principais fontes do DIP:
a) as convenções internacionais, os costumes internacionais e os princípios gerais de direito;
b) a constituição dos estados soberanos, os princípios gerais de direito e a ordem pública 
interna de cada Estado;
c) as convenções internacionais, os princípios gerais de direito e os julgados do Tribunal 
Penal Internacional;
d) os costumes internacionais e internos de cada Estado, os princípios gerais de direito e 
o Código de Bustamante;
e) as convenções internacionais, os costumes internacionais e as decisões vinculantes das 
Supremas Cortes dos estados envolvidos na relação jurídica.
007. 007. (CESPE-CEBRASPE/2023/OFICIAL DE CHANCELARIA/MRE) No que concerne às fontes 
do direito internacional público, assinale a opção correta.
a) O Estatuto da Corte Internacional de Justiça prevê um rol taxativo de fontes do direito 
internacional público, formado pelos tratados, pelo costume internacional, pelos princípios 
gerais de direito, pela jurisprudência e pela doutrina.
b) O costume internacional, como fonte do direito internacional público, depende de 
uma prática generalizada e de aceitação unânime dos estados-membros da sociedade 
internacional.
c) Os princípios gerais de direito, tratados como fonte do direito internacional público, 
são aqueles reconhecidos por um número suficiente de ordenamentos jurídicos internos 
e que possuem aplicabilidade à ordem internacional, a despeito de não necessariamente 
ser adotados por todos os estados-membros da sociedade internacional.
d) Os órgãos das Nações Unidas exprimem manifestações decunho mandatório, cabendo 
aos membros das Nações Unidas, em razão de previsão expressa no seu tratado constitutivo, 
acatar e fielmente executar aquelas proposições.
e) Para serem reconhecidos como fonte do direito internacional público, os atos unilaterais 
dos estados devem ser dotados de normatividade, expressando a vontade dos entes que 
o emanam de que aquela manifestação produza efeitos jurídicos na ordem internacional.
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008. 008. (CESPE-CEBRASPE/2023/OFICIAL DE CHANCELARIA/MRE) As normas imperativas 
( jus cogens)
a) são derrogáveis pelo exercício da autonomia privada dos entes internacionais.
b) prescindem do reconhecimento da comunidade internacional dos estados como um todo.
c) prevalecem sobre tratados que lhes sejam anteriores e posteriores.
d) somente podem ser modificadas por norma internacional posterior de qualquer natureza, 
à luz do critério cronológico de solução de antinomias.
e) resultam, quando descumpridas por outra norma de direito internacional público, na 
suspensão da eficácia da norma internacional não imperativa.
009. 009. (FGV/2023/ANALISTA LEGISLATIVO/CAM DEP/CONSULTOR LEGISLATIVO/ÁREA XVII) 
Surgiu entre os estados X e Y uma disputa relativa a uma situação ocorrida na área do 
comércio exterior. O Estado X alegou a seu favor um costume internacional. Por sua vez, o 
Estado Y rechaçou tal alegação, com fundamento no fato de que o costume internacional 
em questão era praticado apenas por 20 países de determinada região do continente em 
que os estados X e Y estavam localizados. Vale dizer, o Estado Y não reconhecia costumes 
internacionais de âmbito regional.
No âmbito das fontes do direito internacional público, a formação dos costumes internacionais
a) prescinde da opinio juris.
b) requer a prática generalizada, reiterada, uniforme e constante de determinado ato por 
um grupo de estados e a convicção que essa prática é juridicamente facultativa.
c) prescinde da sua aceitação unânime entre os estados.
d) requer apenas a mera reiteração de determinado ato por um grupo de estados.
e) depende da sua incorporação aos ordenamentos jurídicos nacionais.
010. 010. (FUNDATEC/2022/ANALISTA/PREF. FOZ DO IGUAÇU/RELAÇÕES INSTITUCIONAIS) Acerca 
das diferenças entre o Direito Internacional Público e o Direito Internacional Privado, relacione 
a Coluna 1 à Coluna 2 conforme temas, tópicos ou fontes de cada um.
Coluna 1 Coluna 2
1. Direito Internacional Público. ( ) Tratados celebrados entre estados soberanos.
2. Direito Internacional Privado. ( )
Regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, 
a capacidade e os direitos de família de casos que possam 
envolver mais de uma jurisdição nacional.
( )
Determinações sobre execução nacional de sentença proferida 
no estrangeiro.
( )
Costume internacional como prova da prática geral aceita 
como sendo o direito.
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A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
a) 1 – 2 – 1 – 2.
b) 2 – 1 – 2 – 1.
c) 1 – 1 – 2 – 2.
d) 2 – 2 – 1 – 1.
e) 1 – 2 – 2 – 1.
011. 011. (COM. EXAM./TRF 3/– 2025/JUIZ FEDERAL/TRF 3ª REGIÃO) Quanto a tratados 
internacionais, assinale a alternativa correta:
a) Um Estado pode invocar o fato de que seu consentimento em obrigar-se por um tratado 
foi expresso em violação de uma disposição de seu direito interno sobre competência para 
concluir tratados, a não ser que essa violação fosse manifesta e dissesse respeito a uma 
norma de seu direito interno de importância fundamental.
b) Um Estado não pode invocar o fato de que seu consentimento em obrigar-se por um 
tratado foi expresso em violação de uma disposição de seu direito interno sobre competência 
para concluir tratados, a não ser que essa violação fosse manifesta e dissesse respeito a 
uma norma de seu direito interno de importância fundamental.
c) Um Estado não pode invocar o fato de que seu consentimento em obrigar-se por um 
tratado foi expresso em violação de uma disposição de seu direito interno sobre competência 
para concluir tratados, a não ser que essa violação não fosse manifesta e não dissesse 
respeito a uma norma de seu direito interno de importância fundamental.
d) Um erro relativo à redação do texto de um tratado prejudicará inarredavelmente sua 
validade.
e) A correção do texto de um tratado já registrado não precisará ser notificada ao Secretariado 
das Nações Unidas.
012. 012. (CESPE-CEBRASPE/2024/PROFISSIONAL NÍVEL UNIVERSITÁRIO JR/ITAIPU/ADVOGADO) 
Acerca de tratados e acordos internacionais à luz da Convenção de Viena sobre Direito dos 
Tratados, de 1969, e da Constituição Federal de 1988, assinale a opção correta.
a) Ainda que desprovidos de personalidade jurídica internacional, os estados-membros 
da Federação brasileira poderão aderir a tratados destinados à constituição de entidades 
binacionais.
b) Em nenhuma hipótese é facultado ao Estado, quando aderir a tratado, apresentar uma 
reserva de forma incondicionada.
c) Tratados, convenções, acordos e protocolos são designações do mesmo gênero, 
aplicando-se a acordos entre sujeitos internacionais, concluídos mediante forma escrita ou 
consuetudinária, em conformidade com a natureza jurídica do direito internacional público.
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d) Reservas são atos multilaterais por meio dos quais os estados, ao manifestarem adesão 
ao tratado de forma coletiva, podem modificar ou excluir os efeitos jurídicos de certas 
disposições consignadas, de forma que são oponíveis em qualquer tratado.
e) O depósito do instrumento de ratificação de tratado, de competência do Poder Executivo 
federal, é ato destinado a convalidar a condução da política externa pelo presidente da 
República.
013. 013. (MARINHA/2024/QUADRO TÉCNICO DO CORPO AUXILIAR DA MARINHA/DIREITO/CPT) 
Acerca da Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados, assinale a opção correta.
a) Um tratado multilateral será sempre extinto caso o número de partes fique aquém do 
número necessário para sua entrada em vigor.
b) Quanto à observância de tratados, a Convenção dispõe que todo tratado em vigor obriga 
as partes e deve ser cumprido por elas de boa-fé – Pacta sunt servand.
c) O consentimento de um Estado em obrigar-se por um tratado pode manifestar-se apenas 
pela assinatura e troca dos instrumentos constitutivos do tratado.
d) Se a manifestação do consentimento de um Estado em obrigar-se por um tratado 
foi obtida por meio da corrupção de seu representante, pela ação direta ou indireta de 
outro Estado negociador, o Estado não poderá alegar tal corrupção para invalidar o seu 
consentimento em obrigar-se pelo tratado, cabendo-lhe, entretanto, ação regressiva em 
face do seu representante.
e) Todo Estado tem capacidade para concluir tratados. Em virtude de suas funções e 
somente mediante a apresentação de plenos poderes, são considerados representantesdo 
seu Estado aqueles que acreditados pelos estados perante uma conferência ou organização 
internacional ou um de seus órgãos, para a adoção do texto de um tratado em tal conferência, 
organização ou órgão.
014. 014. (MARINHA/2023/QUADRO TÉCNICO DO CORPO AUXILIAR DA MARINHA/DIREITO/CPT) De 
acordo com as disposições contidas na Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados, 
assinale a opção correta.
a) O Decreto n. 7.030/2009 que promulgou a Convenção de Viena, não realizou reserva às 
suas disposições, devendo ser cumprida em sua integralidade.
b) A não ser que o tratado disponha de outra forma, uma reserva pode ser retirada a 
qualquer momento, bastando o consentimento do Estado que a aceitou.
c) Um Estado não pode invocar o fato de que seu consentimento em obrigar-se por um 
tratado foi expresso em violação de uma disposição de seu direito interno sobre competência 
para concluir tratados, a não ser que essa violação fosse manifesta e dissesse respeito a 
uma norma de seu direito interno de importância fundamental.
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d) A não ser que uma intenção diferente se evidencie do tratado, ou seja estabelecida de 
outra forma, suas disposições obrigam uma parte em relação a um ato ou fato anterior 
ou a uma situação que deixou de existir antes da entrada em vigor do tratado, em relação 
a essa parte.
e) Uma obrigação nasce para um terceiro Estado de uma disposição de um tratado se as 
partes no tratado tiverem a intenção de criar a obrigação por meio dessa disposição e o 
terceiro Estado aceitar, ainda que tacitamente, essa obrigação.
015. 015. (MARINHA/2023/QUADRO TÉCNICO DO CORPO AUXILIAR DA MARINHA/DIREITO/CPT) 
De acordo com o disposto na Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados é correto 
afirmar que:
a) “tratado” significa um documento expedido pela autoridade competente de um Estado e 
pelo qual são designadas uma ou várias pessoas para representar o Estado na negociação, 
adoção ou autenticação do texto de um tratado, para manifestar o consentimento do Estado 
em obrigar-se por um tratado ou para praticar qualquer outro ato relativo a um tratado.
b) “ratificação”, “aceitação”, “aprovação” e “adesão” significam, conforme o caso, o ato 
internacional assim denominado pelo qual um Estado estabelece no plano internacional o 
seu consentimento em obrigar-se por um tratado.
c) “reserva” significa um acordo internacional concluído por escrito entre estados e regido 
pelo Direito Internacional, quer conste de um instrumento único, quer de dois ou mais 
instrumentos conexos, qualquer que seja sua denominação específica.
d) “plenos poderes” significa uma declaração unilateral, qualquer que seja a sua redação ou 
denominação, feita por um Estado ao assinar, ratificar, aceitar ou aprovar um tratado, ou 
a ele aderir, com o objetivo de excluir ou modificar o efeito jurídico de certas disposições 
do tratado em sua aplicação a esse Estado.
e) “estado contratante” significa um Estado que participou na elaboração e na adoção do 
texto do tratado.
016. 016. (COM. EXAM./MPT/– 2020/PROCURADOR DO TRABALHO/21º) Assinale a alternativa 
INCORRETA:
a) A concepção contemporânea dos direitos fundamentais da pessoa humana imbrica a 
liberdade (direitos civis e políticos), a igualdade (direitos sociais, econômicos e culturais) 
e a solidariedade (direitos ou interesses metaindividuais) como valores indissociáveis que 
se complementam entre si, tanto no âmbito internacional como no ordenamento jurídico.
b) A Convenção de Viena sobre Direitos dos Tratados de 1969 traz o regramento básico no 
Direito Internacional sobre a interpretação dos tratados, servindo de orientação para os 
intérpretes. De acordo com a referida Convenção, um tratado deve ser interpretado de 
boa-fé segundo o sentido comum atribuível aos termos do tratado em seu contexto e à 
luz de seu objetivo e finalidade.
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c) Embora não haja previsão expressa pela Convenção de Viena no sentido de que será levada 
em consideração, juntamente com o contexto, qualquer prática seguida posteriormente na 
aplicação do tratado, pela qual se estabeleça o acordo das partes relativo à sua interpretação, 
as práticas adotadas têm sido arroladas, pela jurisprudência internacional, como um dos 
princípios vetores de interpretação dos tratados.
d) Entre os princípios que regem a interpretação dos Direitos Humanos, podem ser citados 
os da máxima efetividade e da primazia da norma mais favorável ao indivíduo.
017. 017. (FGV/2024/ANALISTA LEGISLATIVO/CAM DEP/CONSULTOR LEGISLATIVO/ÁREA V/”PROVA 
C. ESP. REAPLICADA”) Assinale a opção que contempla, no Brasil, a qual entidade compete 
resolver definitivamente sobre tratados internacionais que acarretem encargos ou 
compromissos gravosos ao patrimônio nacional.
a) Competência concorrente do Senador Federal e da Câmara dos Deputados.
b) Competência exclusiva do Congresso Nacional.
c) Competência privativa do Presidente da República.
d) Competência exclusiva da União.
e) Competência privativa do Senado Federal.
018. 018. (INSTITUTO CONSULPLAN/2024/MARCENEIRO/PREF. PITANGUEIRAS/E MAIS 2 
CONCURSOS) Segundo a Constituição de 1988, a República Federativa do Brasil é regida 
nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios, EXCETO:
a) Defesa da paz.
b) Solução pacífica dos conflitos.
c) Repúdio ao terrorismo e ao racismo.
d) Insolidariedade entre os povos para o progresso da humanidade.
019. 019. (IDECAN/2025/OFICIAL/PM-BA/AUXILIAR/CFOAPM 2024) Tomando por base as 
disposições expressas na Constituição Federal de 1988, assinale a alternativa que indique 
corretamente um dos princípios pelo qual o Brasil rege suas relações internacionais.
a) Dependência nacional.
b) Prevalência dos direitos humanos.
c) Dignidade da pessoa humana.
d) Pluralismo político.
e) Valores sociais do trabalho e da livre iniciativa.
020. 020. (FUNDATEC/2024/AGENTE FISCAL/CREMERS/E MAIS 2 CONCURSOS) “O governo brasileiro 
propôs uma resolução alternativa no Conselho de Segurança da ONU, sugerindo a criação 
de um corredor humanitário em Gaza e um cessar-fogo capaz de permitir que civis sejam 
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atendidos na região que vive uma crise sem precedentes em anos” (Notícias UOL, 14/10/23). 
De acordo com o trecho da reportagem e com base no art. 4º da Constituição Federal de 
1988, que dispõe sobre os princípios que regem as relações internacionais do Brasil, qual 
dos princípios embasou a declaração do governo brasileiro?
a) Tipicidade.
b) Intimidade.
c) Devido processo legal.
d) Liberdade de expressão.
e) Defesa da paz.
021. 021. (FGV/2024/SARGENTO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO/CFS-2025) 
Matheus, policial militar no Estado de São Paulo, participou de um curso, teórico e prático, 
de aperfeiçoamento em conjunto com forças de segurança pública de outros países da 
América do Sul, no âmbito do qualse discutiram, entre outras temáticas, os princípios que 
regem as relações internacionais dos países lá presentes.
Nesse cenário, considerando as disposições da Constituição Federal, é correto afirmar que a 
República Federativa do Brasil rege-se, em suas relações internacionais, pelo princípio da(do)
a) erradicação da pobreza e da marginalização e redução das desigualdades sociais e regionais.
b) construção de uma sociedade livre, justa e solidária.
c) garantia do desenvolvimento nacional.
d) repúdio ao terrorismo e ao racismo.
022. 022. (IGEDUC/2024/GUARDA MUNICIPAL/PREF. GARANHUNS) A Convenção de Viena sobre o 
Direito dos Tratados de 1969 desempenhou um papel crucial na definição dos procedimentos 
para a assinatura e aplicação de tratados internacionais, estabelecendo-os como acordos 
regidos pelo Direito Internacional, concluídos por escrito entre estados. Essa convenção 
definiu as bases para a formalização, celebração e eficácia jurídica dos tratados internacionais 
de Direitos Humanos.
023. 023. (IGEDUC/2024/ESTAGIÁRIO/TJ-PE/DIREITO) Julgue o item subsequente.
As relações internacionais do Brasil são regidas por princípios, sendo um deles o “Princípio 
da Não intervenção”, que proíbe a um Estado de interferir-se no funcionamento de Poderes 
Públicos estrangeiros.
024. 024. (FGV/OAB UNIFICADO/NACIONAL/2018/XXVII EXAME) Em 14 de dezembro de 2009, 
o Brasil promulgou a Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados de 1969, por meio 
do Decreto n. 7.030. A Convenção codificou as principais regras a respeito da conclusão, 
entrada em vigor, interpretação e extinção de tratados internacionais.
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Tendo por base os dispositivos da Convenção, assinale a afirmativa correta.
a) Para os fins da Convenção, “tratado” significa qualquer acordo internacional concluído 
por escrito entre estados e/ou organizações internacionais.
b) Os estados são soberanos para formular reservas, independentemente do que disponha 
o tratado.
c) Um Estado não poderá invocar o seu direito interno para justificar o descumprimento de 
obrigações assumidas em um tratado internacional devidamente internalizado.
d) Os tratados que conflitem com uma norma imperativa de Direito Internacional geral têm 
sua execução suspensa até que norma ulterior de Direito Internacional geral da mesma 
natureza derrogue a norma imperativa com eles conflitante.
025. 025. (FGV/CONSULTOR LEGISLATIVO/SEN/ASSESSORAMENTO LEGISLATIVO/DEFESA 
NACIONAL, SEGURANÇA PÚBLICA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS/2012) O Direito Internacional 
(DI) pode ser entendido como o “conjunto de normas jurídicas que regulam as relações mútuas 
entre estados e, subsidiariamente, as demais pessoas internacionais, como determinadas 
organizações, e dos indivíduos”. Ao longo do século XX, o Direito Interacional (DI) ampliou 
sobremaneira seu âmbito de atuação e, no século XXI, as perspectivas são ainda maiores, 
na medida em que as interações entre os diversos sujeitos do direito internacional tende 
a se multiplicar. Entre as fontes do DI no séc. XXI, assinale a considerada mais importante 
e, ao mesmo tempo, mais democrática:
a) O Costume
b) Os Princípios Gerais do Direito
c) Os Tratados
d) A Jurisprudência
e) A Doutrina
026. 026. (COM. EXAM.TRF 2/JUIZ FEDERAL/TRF 2ª REGIÃO/2017/XVI) Quanto à internalização 
de tratados ao ordenamento nacional, assinale a opção correta:
a) O sistema de recepção de tratados internacionais previsto na Constituição Federal 
não acolhe o chamado princípio do efeito direto e imediato dos tratados ou convenções 
internacionais sobre Direitos Humanos.
b) A extradição solicitada por Estado estrangeiro para fins de cumprimento de pena somente 
poderá ser deferida depois de internalizado o tratado de extradição firmado entre o Brasil 
e o respectivo Estado estrangeiro.
c) Somente após ser aprovado em duplo turno de votação, nas duas casas do Congresso 
Nacional, seguido de publicação de Decreto Presidencial, poderá o Tratado Internacional 
adquirir validade no Direito Brasileiro.
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d) Tratado internacional que verse sobre matéria que a Constituição brasileira reserva 
ao domínio da Lei Complementar poderá ter aplicabilidade interna, bastando que no ato 
de internalização seja observado o quórum de maioria absoluta previsto no art. 69 da 
Constituição.
e) Tratados que versem sobre concretização de Direitos Humanos no plano interno não 
podem ser objeto de denúncia pelo Estado Brasileiro, sob pena de violação ao postulado 
da proibição de retrocesso.
027. 027. (CESGRANRIO/PROFISSIONAL PETROBRAS DE NÍVEL SUPERIOR/PETROBRAS/
DIREITO/2015) A homologação de uma sentença estrangeira no Brasil tem, como requisito 
indispensável,
a) haver sido proferida por autoridade competente.
b) estar autenticada pelo Ministro da Justiça brasileiro.
c) estar acompanhada de tradução, podendo ser juramentada ou não.
d) ser decisão proferida por órgão colegiado ou tribunal.
e) terem sido as partes citadas adequadamente, não se admitindo a figura da revelia.
028. 028. (COM. EXAM./TRT 21/JUIZ DO TRABALHO/TRT 21ª REGIÃO/2015/VIII) Analise as assertivas 
abaixo, e, a seguir, assinale a opção correta:
I – Os tratados e as convenções internacionais revogam ou modificam a legislação tributária 
interna e serão observados pela que lhes sobrevenha.
II – O consentimento de um Estado em obrigar-se por um tratado pode manifestar-se 
pela assinatura, troca dos instrumentos constitutivos do tratado, ratificação, aceitação, 
aprovação ou adesão, ou por quaisquer outros meios, se assim acordado.
III – Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, 
em cada casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos 
respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.
IV – Compete ao Presidente da República, auxiliado pelos ministros de Estado, celebrar 
tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso Nacional.
a) todas as assertivas estão corretas;
b) apenas as assertivas I, II e III estão corretas;
c) apenas as assertivas II, III e IV estão corretas;
d) apenas as assertivas III e IV estão corretas;
e) todas as assertivas estão incorretas.
029. 029. (CESPE-CEBRASPE/2021/APEX BRASIL/ANALISTA/ÁREA: PROCESSOS JURÍDICOS/2021) 
O direito internacional privado, haja vista sua natureza, seu objeto e suas principais fontes 
normativas, é, em sua essência, um direito de natureza
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a) jurídica interna, ao qual cabe resolver a questão jurídica propriamente dita, sendo regido 
primordialmente por tratados e convenções.
b) jurídica internacional, ao qual cabe apontar o ordenamento jurídico aplicável ao caso 
concreto, sendo formado primordialmente por fontes supranacionais.
c) jurídica internacional, incumbido de solucionar diretamente a situaçãoconflituosa 
apresentada, sendo regido principalmente pela lei interna de cada Estado nacional.
d) jurídica interna, ao qual cabe indicar a norma jurídica que poderá ser utilizada no caso 
concreto, sendo preponderantemente composto de normas produzidas pelo legislador 
interno.
030. 030. (CESPE-CEBRASPE/DIPLOMATA/TERCEIRO SECRETÁRIO/2017/ADAPTADA) A respeito 
das fontes do direito internacional público e tendo como referência a Convenção de Viena 
sobre o Direito dos Tratados, assinale a assertiva correta:
a) somente se considera “tratado” aquele acordo internacional concluído por escrito entre 
estados e assim especificamente denominado.
b) Organização Internacional são aquelas caracterizadas como Organização Não Governamental.
c) Não há vedação para que dois ou mais estados sejam depositários de um mesmo tratado.
d) A convenção de Viena sobre direito dos tratados se aplica a todos os tratados internacionais, 
mesmo que tenha entrado em vigor em período anterior à convenção.
031. 031. (CESPE-CEBRASPE/OFICIAL DE INTELIGÊNCIA/ÁREA 1/2018) De acordo com a Convenção 
de Viena sobre o Direito dos Tratados, concluída em 23 de maio de 1969, define-se por 
tratado internacional o “acordo internacional concluído por escrito entre estados e regido 
pelo direito internacional, quer conste de um instrumento único, quer de dois ou mais 
instrumentos conexos, qualquer que seja sua denominação específica”. No que se refere a 
esse assunto, marque a assertiva correta.
a) Ao defender a independência do direito internacional em relação ao direito nacional, os 
dualistas o fazem levando em consideração exclusivamente as hipóteses de conflito entre 
um tratado e uma norma de direito interno.
b) Prevalece no Brasil a teoria dualista pura, para a qual existem dois ordenamentos distintos, 
não havendo qualquer influência do direito internacional no direito interno.
c) A teoria monista defende que existem dois ordenamentos jurídicos distintos, o Direito 
Internacional e as normas jurídicas de direito interno.
d) A teoria dualista defende a existência de dois ordenamentos jurídicos, sendo que as 
normas de Direito Internacional influenciam diretamente as normas do direito interno, 
independentemente de qualquer procedimento de incorporação.
032. 032. (CESPE-CEBRASPE/ANALISTA ADMINISTRATIVO/ANAC/ÁREA 3/2012/ADAPTADA) No que 
concerne ao direito internacional público, prevalece no Brasil a teoria:
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a) dualista, segundo a qual as normas de direito internacional e de direito interno existem 
separadamente e não afetam umas às outras. b) monista, de acordo com a qual há unidade 
do ordenamento jurídico, prevalecendo as normas de direito internacional sobre as de 
direito interno.
c) dualista, segundo a qual existe apenas um único ordenamento jurídico universal.
d) dualista moderada, segundo a qualhá possibilidade de incorporação de normas 
internacionais ao ordenamento jurídico interno, desde que submetidas regularmente ao 
procedimento de incorporação.
033. 033. (CESPE-CEBRASPE/DIPLOMATA/TERCEIRO SECRETÁRIO/2015/ADAPTADA) A jurisprudência 
tem constituído importante acervo de decisões que balizam o desenvolvimento progressivo 
do direito internacional, não apenas como previsão ideal, mas como efetivo aporte à prática 
da disciplina. Acerca da aplicação do art. 38 do Estatuto da Corte Internacional de Justiça, 
de antecedentes judiciários, de tratados e de costumes, assinale a assertiva correta.
a) A noção de jus cogens, como a de normas imperativas a priori, embora não unanimemente 
reconhecida em doutrina, é invocada com referência tanto em jurisprudência quanto em 
direito internacional positivo.
b) As normas consideradas de jus cogens são aquelas que não possuem imperatividade, em 
geral são apenas orientações a serem seguidas pelos estados.
c) As regras caracterizadas como soft law são normas imperativas, que vinculam os estados 
a adotarem determinadas pedidas sob pena de sanções no cenário externo.
d) As normas denominadas jus cogens não são consideradas como fontes do Direito 
Internacional, razão pela qual não costumam ser invocadas em jurisprudência nem pela 
doutrina do Direito Internacional.
034. 034. (CESPE-CEBRASPE/AGU/ADVOGADO/2022/ADAPTADA) Princípios de tolerância são 
discutidos no contexto internacional desde a Declaração de Princípios de Tolerância da 
ONU, de 1995; e, recentemente, o Brasil promulgou a Convenção Interamericana contra 
o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de Intolerância. A partir desses 
documentos, assinala a assertiva correta.
a) O princípio da soberania dos estados possibilita que, em determinadas situações, os 
estados intervenham no âmbito de outro Estado para a resolução de eventuais conflitos 
internos.
b) Tolerância não pode ser considerada uma situação de condescendência ou indulgência 
em relação à diversidade cultural do mundo.
c) A autodeterminação dos povos garante o direito de um Estado-membro adquirir 
independência frente ao Estado Federal (direito de secessão).
d) Dado o princípio da não intervenção, nenhum Estado poderá utilizar suas forças armadas 
fora de seu território.
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035. 035. (CESPE-CEBRASPE/DPF/DELEGADO/2021/ADAPTADA) Em relação à importância dos 
elementos que compõem o Estado, assinale a assertiva correta.
a) Os estados são formados basicamente por uma base territorial e um governo soberano.
b) estados são formados por três elementos conjugados: base territorial, comunidade 
humana e uma forma de governo que pode estar subordinada à autoridade exterior.
c) Os estados são formados por 2 elementos: base territorial e o elemento humano 
denominado povo.
d) estados são formados por três elementos: base territorial, comunidade humana e uma 
forma de governo autônomo.
036. 036. (CESPE-CEBRASPE/DPF/DELEGADO/2021/ADAPTADA) Os estados possuem autonomia 
para decidir sobre a entrada de indivíduos em seu território. Nesse sentido, tendo por base 
os princípios gerais do Direito Internacional, assinale a assertiva correta:
a) o Brasil estabelece que poderá ser impedido de ingressar no País, após entrevista individual 
e independente de fundamentação, a pessoa que apresente documento de viagem que 
não seja válido para o Brasil.
b) em nenhuma hipótese admite-se o impedimento de ingresso no Brasil.
c) poderá ser impedida de ingressar no País, após entrevista individual, a pessoa que 
apresente documento de viagem que não seja válido para o Brasil, desde que o ato seja 
devidamente fundamentado.
d) dado o princípio da soberania, os estados não são obrigado a observarem, no âmbito 
interno, as normas internacionais que tutelem direitos fundamentais dos estrangeiros, 
mesmo que sejam signatários.
037. 037. (CESPE-CEBRASPE/SF ADVOGADO/2020/ADAPTADA) A respeito das fontes de direito 
internacional público, assinale a alternativa correta.
a) A lista das fontes de Direito Internacional prevista na Convenção de Viena de 1969 é 
meramente exemplificativa e não estabelece uma hierarquia entre tais fontes.
b) As fontes do direito internacional estão restritas aos Tratados e Convenções Internacionais, 
não se admitindo outras fontes.
c) Os tratados internacionais, fontes primárias do Direito Internacional, são formados a 
partir do consensoentre os estados e assumem a forma escrita ou verbal.
d) Somente são admitidos como fontes do Direito Internacional normas escritas.
038. 038. (CESPE-CEBRASPE/INSTITUTO RIO BRANCO/DIPLOMATA/2ª ETAPA/2012) Considerando 
as fontes de direito internacional público previstas no Estatuto da Corte Internacional de 
Justiça/CIJ) e as que se revelaram a posteriori, bem como a doutrina acerca das formas 
de expressão da disciplina jurídica, assinale a opção correta.
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a) De acordo com o Estatuto da Corte da Haia, a equidade constitui, apesar de seu caráter 
impreciso, fonte recorrente e prevista como obrigatória na resolução judicial de contenciosos 
internacionais.
b) A expressão não escrita do direito das gentes conforma o costume internacional como 
prática reiterada e uniforme de conduta, que, incorporada com convicção jurídica, distingue-
se de meros usos ou mesmo de práticas de cortesia internacional.
c) As convenções internacionais, que podem ser registradas ou não pela escrita, são 
consideradas, independentemente de sua denominação, fontes por excelência, previstas 
originariamente no Estatuto da CIJ.
d) Em face do caráter difuso da sociedade internacional, bem como da proliferação de 
tribunais internacionais, verifica-se no direito internacional crescente invocação de decisões 
judiciais antecedentes, arroladas como opinio juris, ainda que não previstas no Estatuto 
da CIJ.
e) Ainda que não prevista em tratado ou no Estatuto da CIJ, a invocação crescente de 
normas imperativas confere ao jus cogens manifesta qualidade de fonte da disciplina, a 
par de atos de organizações internacionais, como resoluções da ONU.
039. 039. (FGV/PREF. RECIFE/ANALISTA DE CONTROLE INTERNO/ÁREA FINANÇAS PÚBLICAS/2014) 
A Constituição Brasileira de 1988 elenca os princípios que o Brasil deverá observar no seu 
relacionamento com outros países. As opções a seguir apresentam princípios constitucionais 
observados nas relações internacionais pelo nosso país, à exceção de uma. Assinale-a.
a) Repúdio ao terrorismo
b) Prevalência dos direitos humanos
c) Autonomia nacional
d) Não intervenção
e) Concessão de asilo político
040. 040. (FGV/PREF. RECIFE/AUDITOR DO TESOURO MUNICIPAL/2014) Analise as afirmativas a seguir.
I – A soberania, a cidadania e a proteção à propriedade privada constituem fundamentos 
da República Federativa do Brasil.
II – A República Federativa do Brasil rege-se, em suas relações internacionais, pela 
autodeterminação dos povos e pela não intervenção.
III – A Constituição da República Federativa do Brasil erige a livre iniciativa como um princípio 
fundamental.
Assinale:
a) se somente a afirmativa I estiver correta.
b) se somente a afirmativa II estiver correta.
c) se somente a afirmativa III estiver correta.
d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
e) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
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041. 041. (INÉDITA/2025) Tendo como norte as diretrizes do Direito Internacional, julgue o 
item a seguir.
No cenário internacional, prevalece a dependência dos estados economicamente 
subdesenvolvidos em relação aos estados desenvolvidos.
042. 042. (INÉDITA/2025) Tendo como norte as diretrizes do Direito Internacional e as disposições 
constitucionais que regulamentam a matéria, assinale a assertiva correta:
a) após a assinatura de tratado internacional pelo Presidente da República, o documento 
deve ser submetido para deliberação do Congresso Nacional que, uma vez aprovando, 
promulgará o correspondente Decreto Executivo;
b) após a assinatura de tratado internacional pelo Presidente da República, o documento 
deve ser submetido para deliberação do Senado Federal que, uma vez aprovando, promulgará 
o correspondente Decreto Legislativo;
c) após a assinatura de tratado internacional pelo Presidente da República, o documento 
deve ser submetido para deliberação da Câmara dos Deputados que, uma vez aprovando, 
promulgará o correspondente Decreto Legislativo;
d) após a assinatura de tratado internacional pelo Presidente da República, o documento 
deve ser submetido para deliberação do Congresso Nacional que, uma vez aprovando, 
promulgará o correspondente Decreto Legislativo;
043. 043. (INÉDITA/2025) Tendo como norte as diretrizes do Direito Internacional e as disposições 
constitucionais que regulamentam a matéria, assinale a assertiva correta:
a) O Brasil não se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional;
b) Compete privativamente ao Presidente da República celebrar tratados, convenções e 
atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso Nacional;
c) Compete ao Superior Tribunal de Justiça declarar a inconstitucionalidade de tratado 
internacional;
d) Cabe à Justiça Estadual julgar as causas fundadas em tratado ou contrato da União com 
Estado estrangeiro ou organismo internacional;
044. 044. (INÉDITA/2025) Considerando o contexto de formação do Direito Internacional, suas 
fontes e teorias, assinale a assertiva correta.
a) o Direito Internacional surge como ciência jurídica somente após o fim da 2º guerra 
mundial, momento a partir do qual começam a surgir tratados internacionais.
b) o Direito Internacional Público é fruto de inúmeros fatores sociais, políticos, econômicos 
e religiosos que transformaram a ordem política da Europa na passagem da Idade Média 
para a Idade Moderna.
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c) com o fim da primeira guerra mundial firmou-se o primeiro tratado internacional de 
que se tem notícia: o pacto Briand-Kellog, também conhecido como Pacto de Proibição da 
Guerra de Agressão, que foi firmado em 1928 (período entre guerras).
d) a Convenção de Viena sobre direito dos tratados admite a formação de tratados baseados 
em compromissos verbais.
045. 045. (INÉDITA/2025) Considerando as fontes de direito internacional público previstas no 
Estatuto da Corte Internacional de Justiça/CIJ) e as que se revelaram a posteriori, bem como 
a doutrina acerca das formas de expressão da disciplina jurídica, assinale a opção correta.
a) de acordo com o princípio pacta sunt servanda, os Tratados Internacionais em vigor 
obrigam as partes e deve ser cumprido por elas de boa-fé.
b) não há previsão no âmbito do Direito Internacional do princípio pacta sunt servanda.
c) no âmbito do Direito Internacional, dado o princípio da soberania dos estados, não há 
que se falar em boa-fé nas relações.
d) no contexto das relações internacionais, o Brasil rege-se pelo princípio da intervenção.
046. 046. (INÉDITA/2025) Considerando o contexto de formação do Direito Internacional, suas 
fontes e teorias, assinale a assertiva correta.
a) a carta das Nações Unidas de 1945 foi firmada no período entre guerras e tem por objetivo 
geral censurar os conflitos armados.
b) o Tratado de Westfália foi firmado em 1969, destinado a estabelecer normas gerais 
sobre o Direito dos Tratados.c) a Convenção de Viena sobre direito dos tratados, firmada em 1648, teve por objetivo 
pôr fim à guerra dos trinta anos.
d) a carta das Nações Unidas de 1945 foi firmada na Conferência de São Francisco, tendo 
por objetivo promover a paz mundial e a garantia de direitos fundamentais.
047. 047. (INÉDITA/2025) Considerando as disposições da Carta das Nações Unidas de 1945, bem 
como os princípios gerais do Direito Internacional assinale a assertiva correta.
a) A Organização é baseada no princípio da igualdade de todos os seus Membros.
b) A Organização é baseada no princípio da proporcionalidade entre os seus Membros, 
de modo que quanto maior o seu capital alocado, maior será o seu poder de decisão na 
organização.
c) Após a sua assinatura não se admite o ingresso de novos estados membros à ONU.
d) A Assembleia Geral da ONU é restrita aos membros originários que firmaram a Carta 
em 1945.
048. 048. (INÉDITA/2025) Diante dos princípios gerais que regem o Direito Internacional, assinale 
a assertiva correta:
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Introdução ao Direito Internacional 
Jesser Borges
a) diante do princípio da soberania dos estados somente será possível firmar acordos e 
tratados internacionais se houver consentimento entre todas as partes envolvidas.
b) não há previsão expressa do princípio da boa-fé.
c) o Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelo princípio da intervenção.
d) não há previsão expressa na Constituição Federal do princípio da autodeterminação dos 
povos.
049. 049. (INÉDITA/2025) No âmbito do Direito Internacional Público, o princípio do “jus cogens” 
refere-se a normas imperativas de direito internacional geral. Sobre esse conceito, analise 
as afirmações a seguir e marque a alternativa INCORRETA:
a) As normas de jus cogens dependem de ampla aceitação pelos estados.
b) São vinculativas para os estados.
c) É nulo um tratado que, no momento de sua conclusão, conflite com uma norma imperativa 
de Direito Internacional geral.
d) uma norma imperativa de Direito Internacional geral é uma norma aceita e reconhecida 
pela comunidade internacional dos estados como um todo.
e) É imprescindível que conste expressamente escrita em Tratado Internacional
050. 050. (INÉDITA/2025) No que se refere ao Direito Internacional e as teorias que explicam 
o fenômeno de formação e incorporação das normas oriundas do Direito Internacional, é 
correto afirmar que no Brasil prevalece a teoria:
a) unitária;
b) Monista internacionalista;
c) Dualista, cabendo exclusivamente ao Poder Executivo o procedimento de incorporação 
dos Tratados Internacionais;
d) Teoria Monista
e) nenhuma das alternativas
051. 051. (INÉDITA/2025) Acerca das fontes do Direito Internacional, assinale a alternativa correta:
a) são consideradas fontes do Direito Internacional, dentre outras, os tratados e convenções 
internacionais firmados verbalmente entre os estados.
b) são consideradas fontes primárias do Direito Internacional as convenções internacionais, 
o costume internacional e os princípios gerais do Direito.
c) são consideradas fontes primárias do Direito Internacional as decisões judiciárias e a 
doutrina dos publicistas mais qualificados.
d) não se considera fonte do Direito Internacional os costumes internacionais.
052. 052. (INÉDITA/2025) No âmbito do direito internacional, o princípio da proibição ao retrocesso 
significa que não podem ser criadas normas que restrinjam direitos fundamentais já 
consagrados pela sociedade internacional.
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053. 053. (INÉDITA/2025) Assinale a assertiva que apresenta apenas fontes expressamente 
previstas do Direito Internacional.
a) tratados internacionais, costume e equidade.
b) tratados e convenções internacionais, princípios gerais do direito e equidade.
c) tratados e convenções internacionais, costume e princípios gerais do direito.
d) tratados e convenções internacionais, costume e a legislação interna dos estados.
054. 054. (INÉDITA/2025) Acerca das fontes e dos princípios gerais do Direito Internacional, 
assinale a assertiva correta:
a) as normas de soft law são consideradas inderrogáveis por tratados e convenções 
internacionais.
b) as normas de jus cogens, dada a sua imperatividade, somente poderão ser derrogadas 
por tratados e convenções internacionais;
c) as normas de soft law, dada a sua flexibilidade, não poderão ser derrogadas por tratados 
e convenções internacionais.
d) as normas de jus cogens, dada a sua imperatividade e ampla aceitação no cenário 
internacional, não poderão ser derrogadas por tratados e convenções internacionais, 
somente podendo ser modificadas por outras normas de igual natureza.
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GABARITOGABARITO
1. d
2. b
3. d
4. a
5. d
6. a
7. c
8. c
9. c
10. e
11. b
12. e
13. b
14. c
15. b
16. c
17. b
18. d
19. b
20. e
21. d
22. C
23. C
24. c
25. c
26. a
27. a
28. b
29. d
30. c
31. a
32. d
33. a
34. b
35. d
36. c
37. a
38. b
39. c
40. e
41. E
42. d
43. b
44. b
45. a
46. d
47. a
48. a
49. e
50. b
51. b
52. C
53. c
54. d
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (COM. EXAM/MPF/2022/PROCURADOR DA REPÚBLICA/30º) Assinale a alternativa correta:
a) Pessoa incluída em listas de sanções em decorrência de resoluções do Conselho de 
Segurança das Nações Unidas ou de designação de seus comitês de sanções não pode 
solicitar sua exclusão de tais listas, devendo aguardar eventual retirada espontaneamente 
decidida pelo próprio órgão sancionador.
b) De acordo com a Convenção relativa ao Estatuto dos Refugiados (1951), não é possível 
a expulsão de indivíduo que já obteve o reconhecimento de sua condição de refugiado.
c) De acordo com a regulação legal da extradição, no caso do extraditando que esteja sendo 
processado ou tiver sido condenado, no Brasil, por outro crime punível com pena privativa 
de liberdade, a extradição será executada somente depois da conclusão do processo ou 
do cumprimento da pena, ressalvadas as hipóteses de liberação antecipada pelo Poder 
Executivo e de determinação da transferência da pessoa condenada.
d) a norma de jus cogens do Direito Internacional não tem procedimento específico de 
elaboração, podendo ser de origem convencional ou consuetudinária.
Como estudamos, para ser considerada norma de Jus Cogens é necessária ampla aceitação 
por parte dos estados na comunidade internacional, não se exige procedimento específico 
de elaboração, podendo ser de origem convencional ou consuetudinária.
a) Errada. Qualquer pessoa ou entidade sancionadacom base em resolução do Conselho 
de Segurança da ONU ou de seus comitês de sanções pode solicitar a sua exclusão de tais 
listas. Nesse sentido, a Lei n. 13.810/2019, que trata do cumprimento de sanções impostas 
por resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, incluída a indisponibilidade 
de ativos de pessoas naturais e jurídicas e de entidades, dentre outros, estabelece que:
Art. 27. Qualquer pessoa natural ou jurídica ou entidade sancionada em decorrência de resoluções 
do Conselho de Segurança das Nações Unidas ou de designação de seus comitês de sanções 
poderá solicitar a sua exclusão das listas de sanções.
§ 1º a solicitação de exclusão será fundamentada, com vistas a atender aos critérios estabelecidos 
na resolução pertinente do Conselho de Segurança das Nações Unidas ou de designação de seus 
comitês de sanções, e encaminhada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
§ 2º Analisada a solicitação de exclusão, o Ministério da Justiça e Segurança Pública deverá 
encaminhá-la ao Ministério das Relações Exteriores, que a transmitirá ao Conselho de Segurança 
das Nações Unidas ou ao comitê de sanções pertinente para sua deliberação.
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b) Errada. É possível sim, em caso excepcional, a expulsão de indivíduo que já obteve o 
reconhecimento de sua condição de refugiado, especialmente nos casos de afronta à 
segurança nacional ou de atividade nociva à ordem pública. Vejamos:
Convenção relativa ao Estatuto dos Refugiados (1951)
Art. 32. Expulsão.1. Os estados Contratantes não expulsarão um refugiado que esteja regularmente 
no seu território, senão por motivos de segurança nacional ou de ordem pública.
c) Errada. Pois somente o Poder Judiciário pode autorizar a liberação antecipada. Nesse 
sentido a Lei n. 13.445/2017 (que instituiu a lei de migração):
Art. 95. Quando o extraditando estiver sendo processado ou tiver sido condenado, no Brasil, 
por crime punível com pena privativa de liberdade, a extradição será executada somente depois 
da conclusão do processo ou do cumprimento da pena, ressalvadas as hipóteses de liberação 
antecipada pelo Poder Judiciário e de determinação da transferência da pessoa condenada.
Letra d.
002. 002. (COM. EXAM/MPF/2022/PROCURADOR DA REPÚBLICA/30º) Assinale a alternativa correta:
I – A formação e a incorporação de um tratado internacional ao ordenamento jurídico nacional 
demandam a intervenção dos poderes executivo, legislativo e judiciário, nesta ordem.
II – A constituição estabelece prazos exíguos para a tramitação dos tratados internacionais 
perante as casas do congresso nacional.
III – A ratificação do tratado pelo presidente da república encerra a fase de formação do 
instrumento perante o direito pátrio.
IV – Admite-se a aprovação de tratados com “ressalvas” pelo congresso nacional.
a) I e III estão corretas.
b) III e IV estão corretas.
c) I, II e III estão corretas.
d) II e III estão corretas.
I – Errada. Em verdade, para incorporação de um tratado internacional ao ordenamento 
jurídico interno temos as seguintes fases: (i) negociações e assinatura; (ii) aprovação pelo 
Congresso Nacional; (iii) ratificação e depósito; e (iv) promulgação (estudaremos em detalhes 
na aula seguinte).
Note que não há intervenção do Poder Judiciário nesse processo.
II – Errada. A Constituição Federal não estabelece prazos relativos ao procedimento de 
incorporação de tratados internacionais nas Casas do Congresso Nacional, mas apenas 
fixa as competências de cada Poder (Executivo e Legislativo – vide os arts. 49, I, e 84, VIII, 
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CRFB/1988), assim como prevê o procedimento especial para a incorporação dos tratados 
internacionais que versam sobre direitos humanos (art. 5º, § 3º, CRFB/1988). Portanto, 
em nenhum momento há fixação de prazos no que se refere à incorporação de tratados 
internacionais.
III – Certa. Uma vez que, com a ratificação do Tratado Internacional, ocorre a vinculação do 
Estado brasileiro perante a ordem jurídica internacional, é dizer o tratado está formado. 
Lembrando que ele ainda não produzirá efeitos diretos na ordem interna, o que somente 
ocorrerá após o procedimento de incorporação que se encerra com a promulgação por 
meio de um decreto executivo.
IV – Certa. A aprovação de um tratado internacional pelo Legislativo pode ocorrer com 
ressalvas. Como aponta Tarciso Dal Maso, ao tratar da expressão atribuída ao Poder Executivo 
“para resolver definitivamente sobre Tratados Internacionais”:
Ela tem sido entendida de maneira diversa, com destaque para visão restritiva, que confere 
ao parlamento a função de aprovar ou não os tratados, já que esse seria o sentido genérico de 
referendo, e para posição de ampliação da função parlamentar nas relações internacionais, em 
movimento democrático, que admite ao Congresso Nacional elaborar ressalvas e ter outros 
papéis.
Letra b.
003. 003. (VUNESP/2024/ANALISTA/SPCINE/INTERNACIONAL I) A respeito das fontes do Direito 
Internacional Público, assinale a alternativa correta.
a) A Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados de 1969 foi o primeiro texto internacional 
a estabelecer um rol de fontes do Direito Internacional Público.
b) A principal fonte formal do Direito Internacional Público é o costume internacional, e 
sua importância se fundamenta na inexistência de um órgão que centralize a produção de 
normas jurídicas.
c) Para se considerar que existe um costume internacional, exige-se que todos os estados 
e organizações internacionais do mundo aceitem tal prática como obrigatória.
d) A formação de um costume internacional depende de dois elementos: o material e o 
subjetivo.
e) Uma importante fonte do Direito Internacional Público são os princípios gerais do direito; 
a doutrina atual é unânime ao excluir do rol desses princípios o da boa-fé e o do non bis in 
idem.
Conforme disposto no art. 38.1, alínea ‘b’ do Estatuto da CIJ, ao tratar da aplicação do 
costume como fonte do Direito Internacional, menciona que:
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Art. 38.1. A Côrte, cuja função é decidir de acordo com o direito internacional as controvérsias 
que lhe forem submetidas, aplicará:
b) o costume internacional, como prova de uma prática geral aceita como sendo o direito;
Portanto, para que se tenha a formação de um costume internacional é imprescindível a 
presença de dois elementos, quais sejam:
• Elemento material/objetivo: refere-se à “prova de uma prática geral”, ou seja, é 
necessário que se demonstre de modo concreto que a norma em questão trata-se 
de uma prática geral; e
• Elemento subjetivo/psicológico: refere-se ao elemento “aceita como sendo o 
direito”, de modo que é necessário que os sujeitos do Direito Internacional reconheçam 
amplamente essa prática.
a) Errada. Antes da Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados (firmada em 1969), já 
haviao rol das fontes do Direito Internacional previsto no Estatuto da Corte Internacional 
de Justiça, que se constitui de anexo à Carta das Nações Unidas, firmada em Francisco no 
dia 26 de junho de 1945 e promulgados no Brasil pelo Decreto n. 19.841, de 22 de outubro 
de 1945. Vejamos:
Art. 38.
1. A Côrte, cuja função é decidir de acordo com o direito internacional as controvérsias que lhe 
forem submetidas, aplicará:
a) as convenções internacionais, quer gerais, quer especiais, que estabeleçam regras expressamente 
reconhecidas pelos estados litigantes;
b) o costume internacional, como prova de uma prática geral aceita como sendo o direito;
c) os princípios gerais de direito reconhecidos pelas Nações civilizadas;
d) sob ressalva da disposição do art. 59, as decisões judiciárias e a doutrina dos publicistas mais 
qualificados das diferentes Nações, como meio auxiliar para a determinação das regras de direito.
2. A presente disposição não prejudicará a faculdade da Côrte de decidir uma questão ex aeque 
et bano, se as partes com isto concordarem.
Não obstante, a doutrina sustenta que o primeiro rol de fontes do direito internacional já 
vinha descrito na Convenção de Haia de 1907 (Mazzuoli, 2024).
b) Certa. A principal fonte no Direito Internacional são os Tratados Internacionais firmados 
pelo estados. O costume, por outro lado, é resultante de prática geral e reiterada pelos 
países, o qual passa a ser tido como obrigação legal. De acordo com Valério Mazzuoli (2024):
Os tratados internacionais são, incontestavelmente, a principal e mais concreta fonte do 
Direito Internacional Público na atualidade, não apenas em relação à segurança e estabilidade 
que trazem nas relações internacionais, mas também porque tornam o direito das gentes mais 
representativo e autêntico, na medida em que se consubstanciam na vontade livre e conjugada 
dos estados e das organizações internacionais, sem a qual não subsistiriam.
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c) Errada. Não é necessário “unanimidade”, bastando uma ampla maioria dos Estado e/ou 
Organizações Internacionais para que se reconheça determinada prática (reiterada) como 
costume internacional. Sobre o tema, importante lição de Valério Mazzuoli (2024):
Extensão geográfica do costume chamada prática generalizada de atos, pode dar-se em contexto 
universal, regional ou, até mesmo, local. Tal demonstra que para existir um costume internacional 
não se exige que todos os estados (ou organizações internacionais) do mundo aceitem certa 
prática como sendo juridicamente obrigatória (v. infra, item i). Ou seja, a expressão “prática 
geral” não requer o aceite universal de uma regra por todos os sujeitos do Direito Internacional 
Público, para só então caracterizar-se verdadeiro costume.
e) Errada. Em verdade os princípios da “boa-fé” e do “ne bis in idem” são amplamente 
reconhecidos enquanto princípios gerais do Direito das Gentes. Logo, são considerados 
fontes formais. Nesse sentido, a Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados:
Art. 26. Pacta sunt servanda
Todo tratado em vigor obriga as partes e deve ser cumprido por elas de boa-fé.
Quanto ao Ne Bis in Idem, constou no Estatuto de Roma sobre o Tribunal Penal Internacional:
Art. 20. Ne bis in idem
1. Salvo disposição contrária do presente Estatuto, nenhuma pessoa poderá ser julgada pelo 
Tribunal por atos constitutivos de crimes pelos quais este já a tenha condenado ou absolvido.
Letra d.
004. 004. (AVANÇASP/2024/ANALISTA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS E INSTITUCIONAIS/CM 
OSASCO) No âmbito do Direito Internacional Público, o princípio do “jus cogens” refere-
se a normas imperativas de direito internacional geral. Sobre esse conceito, analise as 
afirmações a seguir:
I – O “jus cogens” é reconhecido pela Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados de 
1969.
II – Tratados que conflitem com uma norma de “jus cogens” são considerados nulos.
III – O conceito de “jus cogens” é aplicável apenas em situações de conflitos armados 
internacionais.
IV – A proibição do genocídio é um exemplo de norma considerada “jus cogens”.
V – As normas de “jus cogens” podem ser derrogadas pelo consentimento mútuo dos estados.
Está correto o que se afirma em:
a) I, II e IV, apenas.
b) II, III e V, apenas.
c) II e IV, apenas.
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d) I, II, III e V, apenas.
e) I, II, III, IV e V.
I – Certa. Trata-se do disposto no art. 53 da Convenção de Viena sobre Direitos dos Tratados, 
o qual dispõe acerca das normas de jus cogens nos seguintes termos:
Art. 53. Internacional Geral (jus cogens)
É nulo um tratado que, no momento de sua conclusão, conflite com uma norma imperativa 
de Direito Internacional geral. Para os fins da presente Convenção, uma norma imperativa de 
Direito Internacional geral é uma norma aceita e reconhecida pela comunidade internacional dos 
estados como um todo, como norma da qual nenhuma derrogação é permitida e que só pode 
ser modificada por norma ulterior de Direito Internacional geral da mesma natureza.
II – Certa. Exatamente como consta no art. 53 acima mencionado, pois as normas de jus 
cogens são imperativas/obrigatórias no Direito Internacional, de modo que todas as demais 
normas deverão a elas se adaptar. Significa dizer que são cogentes, capazes de derrogar 
qualquer normas anterior que conflite com suas disposições.
III – Errada. As normas jus cogens, uma vez assim reconhecidas, são permanentes e sempre 
aplicáveis, inclusive em tempos de paz.
IV – Certo. A proibição ao genocídio é um exemplo clássico de norma jus cogens. Conforme 
Mazzuoli, “[…] parece haver consenso que uma norma que permita o genocídio, o tráfico 
de escravos, o uso da força nas relações entre potências, a guerra de agressão, a tortura 
ou a pirataria, como proíbe a Carta das Nações Unidas, por exemplo, deva ser considerada 
nula por contrariar o jus cogens”.
V – Errada. Não se admite derrogação em face das normas de jus cogens, justamente pelo 
fato de serem norma imperativas que se sobrepõem até mesmo à vontade dos estados, 
de tal modo que não podem ser derrogadas, mas somente modificadas por norma ulterior 
de Direito Internacional geral da mesma natureza.
Letra a.
005. 005. (CESPE-CEBRASPE/2023/PROCURADOR FEDERAL) São fontes das quais a Corte 
Internacional de Justiça poderá se valer para decidir sobre as controvérsias que lhe são 
submetidas conforme o seu estatuto
I – convenções internacionais, quer gerais, quer especiais, que estabeleçam regras 
expressamente reconhecidas pelos estados litigantes.
II – decisões judiciárias e a doutrina dos juristas mais qualificados das diferentes nações, 
como meio para a determinação das regras de direito, sendo a decisão da Corte vinculante 
para todos os países membros.
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III – princípios gerais de direito reconhecidos pelas nações civilizadas.
IV – costume internacional,como prova de uma prática geral aceita como sendo o direito.
Estão certos apenas os itens
a) I e II
b) I e IV
c) II e III
d) I, III e IV
e) II, III e IV
Vale mencionar que a Corte Internacional de Justiça-CIJ trata-se do órgão com jurisdição 
internacional permanente, integrante da Organização das Nações Unidas – ONU. De acordo 
com o seu Estatuto (que consta anexo à Carta da ONU, promulgada no Brasil pelo Decreto 
n. 19.841, de 22 de outubro de 1945) temos o seguinte:
O art. 38 do Estatuto da CIJ dispõe sobre as fontes utilizadas para decidir as controvérsias 
que forem submetidas, vejamos:
Art. 38.1. A Côrte, cuja função é decidir de acordo com o direito internacional as controvérsias 
que lhe forem submetidas, aplicará:
a) as convenções internacionais, quer gerais, quer especiais. que estabeleçam regras expressamente 
reconhecidas pelos estados litigantes;
b) o costume internacional, como prova de uma prática geral aceita como sendo o direito;
c) os princípios gerais de direito reconhecidos pelas Nações civilizadas;
d) sob ressalva da disposição do art. 59, as decisões judiciárias e a doutrina dos publicistas mais 
qualificados das diferentes Nações, como meio auxiliar para a determinação das regras de direito.
I – Certa. Como se nota da leitura do dispositivo acima, está de acordo com a alínea “a” do 
§ 1º do art. 38 do Estatuto da Corte.
II – Errada. Isso porque a jurisprudência e a doutrina nacionais (ou seja proferidas internamente 
por algum Estado-parte) não são fontes diretas/determinantes, mas sim fontes auxiliares, 
isso se deve ao fato de que delas não decorrem diretamente direitos, de modo que não se 
pode afirmar que elas determinam regras.
III – Certa. Exatamente como menciona a alínea “c” do § 1º do art. 38 do Estatuto da Corte.
IV – Certa. Em conformidade com a alínea “b” do parágrafo 1º do art. 38 do Estatuto da 
Corte.
Desta forma, estão corretos os itens I, III e IV.
Letra d.
006. 006. (FGV/2023/JUIZ FEDERAL/TRF 1ª REGIÃO/XVII) O Direito Internacional Público (DIP) 
trata das relações jurídicas entre os estados entre si e com organizações internacionais.
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Na compreensão dessas relações, são as principais fontes do DIP:
a) as convenções internacionais, os costumes internacionais e os princípios gerais de direito;
b) a constituição dos estados soberanos, os princípios gerais de direito e a ordem pública 
interna de cada Estado;
c) as convenções internacionais, os princípios gerais de direito e os julgados do Tribunal 
Penal Internacional;
d) os costumes internacionais e internos de cada Estado, os princípios gerais de direito e 
o Código de Bustamante;
e) as convenções internacionais, os costumes internacionais e as decisões vinculantes das 
Supremas Cortes dos estados envolvidos na relação jurídica.
Mais uma questão abordando conhecimentos sobre o art. 38 do Estatuto da Corte Internacional 
de Justiça, vejamos novamente:
Art. 38.1. A Côrte, cuja função é decidir de acordo com o direito internacional as controvérsias 
que lhe forem submetidas, aplicará:
a) as convenções internacionais, quer gerais, quer especiais. que estabeleçam regras 
expressamente reconhecidas pelos estados litigantes;
b) o costume internacional, como prova de uma prática geral aceita como sendo o direito;
c) os princípios gerais de direito reconhecidos pelas Nações civilizadas;
d) sob ressalva da disposição do art. 59, as decisões judiciárias e a doutrina dos publicistas mais 
qualificados das diferentes Nações, como meio auxiliar para a determinação das regras de direito.
Portanto, é correto afirmar que são as principais fontes do DIP as convenções internacionais, 
os costumes internacionais e os princípios gerais de direito (exatamente como menciona 
a letra A).
Note que a norma não faz referência à Constituições dos estados soberanos (daí o erro 
da letra B); aos julgados do Tribunal Penal Internacional (daí o erro da letra C); ao Código 
de Bustamante (daí o erro da letra D); nem mesmo às decisões vinculantes das Supremas 
Cortes dos estados envolvidos na relação jurídica (daí o erro da letra E).
Letra a.
007. 007. (CESPE-CEBRASPE/2023/OFICIAL DE CHANCELARIA/MRE) No que concerne às fontes 
do direito internacional público, assinale a opção correta.
a) O Estatuto da Corte Internacional de Justiça prevê um rol taxativo de fontes do direito 
internacional público, formado pelos tratados, pelo costume internacional, pelos princípios 
gerais de direito, pela jurisprudência e pela doutrina.
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b) O costume internacional, como fonte do direito internacional público, depende de 
uma prática generalizada e de aceitação unânime dos estados-membros da sociedade 
internacional.
c) Os princípios gerais de direito, tratados como fonte do direito internacional público, 
são aqueles reconhecidos por um número suficiente de ordenamentos jurídicos internos 
e que possuem aplicabilidade à ordem internacional, a despeito de não necessariamente 
ser adotados por todos os estados-membros da sociedade internacional.
d) Os órgãos das Nações Unidas exprimem manifestações de cunho mandatório, cabendo 
aos membros das Nações Unidas, em razão de previsão expressa no seu tratado constitutivo, 
acatar e fielmente executar aquelas proposições.
e) Para serem reconhecidos como fonte do direito internacional público, os atos unilaterais 
dos estados devem ser dotados de normatividade, expressando a vontade dos entes que 
o emanam de que aquela manifestação produza efeitos jurídicos na ordem internacional.
Os princípios gerais de direito, tratados como fonte do direito internacional público, são 
aqueles reconhecidos por um número suficiente de ordenamentos jurídicos internos e 
que possuem aplicabilidade à ordem internacional, a despeito de não necessariamente ser 
adotados por todos os estados-membros da sociedade internacional.
c) Certa. De fato, os princípio gerais de direito são aqueles amplamente reconhecidos nos 
ordenamentos jurídicos internos dos estados, de forma geral. Mais uma vez, assim como 
no costume, não se exige adoção absoluta/unânime por parte dos estados, mas que seja 
amplamente reconhecido.
Vamos entender cada uma das alternativas:
a) Errada. O Estatuto da Corte Internacional de Justiça não apresenta rol taxativo, apenas 
elenca os mecanismos pelos quais a Corte poderá decidir as questões que lhe são apresentadas 
no caso concreto submetido a sua jurisdição. Desta forma, a doutrina sustenta tratar-se de 
rol meramente exemplificativo das rol de fontes do Direito Internacional Público. São elas:
Art. 38.1. A Côrte, cuja função é decidir de acordo com o direito internacional as controvérsias 
que lhe forem submetidas, aplicará:
a) as convenções internacionais, quer gerais, quer especiais. que estabeleçam regras expressamente 
reconhecidas pelos estados litigantes;
b) o costume internacional, como prova de uma prática geral aceita como sendo o direito;
c) os princípios gerais de direito reconhecidos pelas Nações civilizadas;
d) sob ressalva da disposição do art. 59, as decisões judiciárias e a doutrina dos publicistas mais 
qualificados das diferentes Nações, como meio auxiliar para a determinação das regras de direito.
2. A presenteou seja, os fatos em conexão espacial 
com leis estrangeiras divergentes, autônomas e independentes, buscando seja aplicado o 
melhor direito ao caso concreto. Trata-se do conjunto de princípios e regras de direito público 
destinados a reger os fatos que orbitam ao redor de leis estrangeiras contrárias, bem assim 
os efeitos jurídicos que uma norma interna pode ter para além do domínio do Estado em que 
foi editada, quer as relações jurídicas subjacentes sejam de direito privado ou público. Como 
se vê, o DIPr é a expressão exterior do direito interno estatal (civil, comercial, administrativo, 
tributário, trabalhista etc.).
Já o Direito Internacional Público é conceituado como “[…] o conjunto de regras e 
princípios que regula a sociedade internacional” (VARELLA, 2019. p. 9). Portanto, podemos 
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conceituar o Direito Internacional Público como a disciplina jurídica que estuda as relações 
entre os estados soberanos, seus entes e os organismos internacionais, tendo como 
norte as diretrizes diplomáticas previamente estabelecidas em uma ordem mundial.
Basicamente, quando nos referimos a relação existente entre estados Soberanos ou entre 
esses e os organismos internacionais (Estado x Estado; Estado x Organismo Internacional) 
estamos falando de direito internacional público. Por outro lado, quando tratamos da 
relação dos indivíduos, de cunho eminentemente privado, aí estamos nos referindo ao 
direito internacional privado.
A disciplina de direito internacional privado é o conjunto de normas criadas internamente 
(direito interno), com o objetivo de solucionar eventual conflito entre normas de ordenamentos 
distintos, determinado aquela que deve ser aplicada ao caso concreto (Mazzuoli, 2021. p. 36).
Imagine que você firmou um contrato com uma empresa alemã para importação de 
equipamentos diretamente da Alemanha. Em havendo algum problema jurídico, qual norma 
deve ser aplicada? a norma brasileira ou a norma alemã? ou ainda, existiria algum tratado ou 
convenção internacional que se aplica no caso concreto? Todas essas questões são objeto 
de estudo no âmbito do Direito Internacional Privado que estudaremos em seguida.
Por vezes, as disciplinas de Direito Internacional também são chamadas de “direito das 
gentes”. Afinal, os estados são formados de indivíduos, ocupantes de um determinado 
território, com governo soberano, e que se encontram em constante relacionamento, tanto 
interno como externo, compondo o que chamamos de sociedade internacional.
Na ordem interna temos um Estado Democrático de Direito, sistema no qual o povo 
escolhe os seus representantes e esses, legitimamente eleitos, irão criar normas a serem 
por todos cumpridas (relação vertical = Estado cria x povo cumpre).
Por outro lado, no Direito Internacional, todos os estados são Soberanos, estando, 
portanto, no mesmo patamar (relação de horizontalidade), significa dizer que todos estão 
em “pé de igualdade”, não sendo possível que um Estado crie normas e as imponha a outro 
Estado, de tal modo que somente serão observadas as normas que todas as partes 
envolvidas decidirem – de comum acordo – firmarem.
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001. 001. (CESPE-CEBRASPE/OAB REGIONALIZADO/UNIFICADO PARCIAL/EXAME ANUAL 3/2009) No 
âmbito do direito internacional, a soberania, importante característica do palco internacional, 
significa a possibilidade de:
a) um Estado impor-se sobre outro.
b) a Organização da Nações Unidas dominar a legislação dos estados participantes.
c) celebração de tratados sobre direitos humanos com o consentimento do Tribunal Penal 
Permanente.
d) igualdade entre os países, independentemente de sua dimensão ou importância econômica 
mundial.
Como dito, na ordem internacional todos os estados estão em “pé de igualdade”, de tal 
modo que, “independentemente de sua dimensão ou importância econômica mundial”, 
terão os mesmos direitos que os demais estados, não sendo possível impor-lhes normas 
a que não tenham manifestado adesão.
Letra d.
2 . BreVe HIStÓrIa e FonteS De DIreIto DoS trataDoS2 . BreVe HIStÓrIa e FonteS De DIreIto DoS trataDoS
Primeiramente, é importante ressaltar que não é nosso objeto aqui estudar com 
profundidade todos os eventos históricos que marcaram o Direito Internacional, mesmo 
porque não há consenso na doutrina acerta de todos eles. Nosso objetivo, portanto, será 
apresentar um panorama geral dos principais eventos históricos do Direito Internacional 
e que possam ser objeto de cobrança em provas.
Não há consenso doutrinário acerca da exata origem do Direito Internacional. Há autores 
que defendem que o seu surgimento ocorre com a formação das primeiras civilizações. 
Outros defendem que somente há Direito Internacional com a formação do Estado Moderno.
Aponta Varella (2019, p. 9) que uma espécie de Direito Internacional já existia na Idade 
Média. Porém, é somente com a consolidação do Estado Moderno (por volta do século XV) 
que o Direito Internacional ganha espaço enquanto disciplina jurídica, sobretudo por conta da 
formação dos estados soberanos e das expansões marítimas, o que resultou na necessidade 
de estudar a relação entre os estados. Portanto, a consolidação do Direito Internacional 
está associada à constituição dos estados europeus, bem como com à expansão marítima.
Como bem esclarece Mazzuoli (2021, p. 10):
O Direito Internacional Público, contrariamente do que pensa boa parte da doutrina, não é 
uma criação recente. Mas também não é tão antigo como pretendem alguns autores. Sem se 
poder determinar uma data precisa para o seu nascimento, tem-se como certo que o Direito 
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Internacional Público é fruto de inúmeros fatores sociais, políticos, econômicos e religiosos 
que transformaram a ordem política da Europa na passagem da Idade Média para a Idade 
Moderna. (grifo nosso).
O jurista e filósofo holandês Hugo Grotius foi um dos primeiros pensadores a estudar 
o Direito Internacional como ciência. Dentre suas obras de destaque encontram-se: Mare 
Liberum de 1609 e De Jure Belli ac Pacis (Do Direito da Guerra e da Paz), publicada em 1625, 
de tal modo que é considerado por muitos como o pai do Direito Internacional (Mazzuoli, 
2021. p. 11).
Por volta do início do século XVII foram assinados os Tratados de Westfália, cujo objetivo 
foi pôr fim à Guerra dos Trinta Anos, conflito bélico que durou de 1618 à 1648. Um dos 
elaboradores do tratado foi justamente Hugo Grotius – na condição de Embaixador da Suécia.
Outro marco para o Direito Internacional foi o Congresso de Viena, realizado em 1815. 
Esse congresso teve como objetivo encerrar as guerras napoleônicas e estruturar acordos 
de cooperação entre as nações europeias. Aponta Mazzuoli (2021, p. 12) que:
O Congresso marcou o fim das guerras napoleônicas e estabeleceu um novo sistema multilateral 
de cooperação política e econômicadisposição não prejudicará a faculdade da Côrte de decidir uma questão ex aeque 
et bano, se as partes com isto concordarem.
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b) Errada. O costume internacional – consuetudo est servanda – é tido como fonte do Direito 
Internacional, obtido a partir do resultado da prática geral e reiterada dos estados, que 
passa a ser tida como obrigação legal. Logo, para ser considerado costume internacional 
é imprescindível a prática generalizada, mas não se exige “aceitação unânime”. Conforme 
Mazzuoli (2024):
Extensão geográfica do costume chamada prática generalizada de atos, pode dar-se em contexto 
universal, regional ou, até mesmo, local. Tal demonstra que para existir um costume internacional 
não se exige que todos os estados (ou organizações internacionais) do mundo aceitem certa 
prática como sendo juridicamente obrigatória (v. infra, item i). Ou seja, a expressão “prática 
geral” não requer o aceite universal de uma regra por todos os sujeitos do Direito Internacional 
Público, para só então caracterizar-se verdadeiro costume.
d) Certa. A ONU é formada por diversos órgãos, os quais detém atribuição para expedir 
recomendações, atos sem caráter mandatório ou vinculativo diretamente para os estados. 
Vale lembrar que cada Estado-parte é soberano em seu território, somente se submetendo 
às disposições para as quais tenha voluntariamente aderido. É certo que, na maioria das 
vezes, as disposições emanadas visam a constranger (pressionar politicamente os estados) 
para que adote as medidas (a exemplo, recomendações do Conselho de Direitos Humanos), 
porém não há caráter mandatório.
e) Errada. Os atos unilaterais emitidos pelos estados não são fontes do Direito Internacional, 
justamente pelo fato de que são desprovidos de normatividade (não são abstratos nem 
genéricos). Conforme Mazzuoli (2024):
Entende-se por ato unilateral autônomo a manifestação de vontade pública e inequívoca de um 
Estado, desvinculada de qualquer tratado ou costume internacional, formulada por autoridade 
com competência para validamente engajá-lo, com a intenção de produzir efeitos jurídicos nas 
suas relações com outros estados ou organizações internacionais, com o conhecimento expresso 
destes ou destas.
Letra c.
008. 008. (CESPE-CEBRASPE/2023/OFICIAL DE CHANCELARIA/MRE) As normas imperativas 
( jus cogens)
a) são derrogáveis pelo exercício da autonomia privada dos entes internacionais.
b) prescindem do reconhecimento da comunidade internacional dos estados como um todo.
c) prevalecem sobre tratados que lhes sejam anteriores e posteriores.
d) somente podem ser modificadas por norma internacional posterior de qualquer natureza, 
à luz do critério cronológico de solução de antinomias.
e) resultam, quando descumpridas por outra norma de direito internacional público, na 
suspensão da eficácia da norma internacional não imperativa.
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Fique atento(a), as normas de jus cogens são normas imperativas do Direito Internacional, 
que se sobrepõem em relação às normas anteriores. Para o seu reconhecimento é necessário 
(imprescindível) o “reconhecimento da comunidade internacional dos estados como um 
Todo” (logo, errada a Letra B). Exemplo mais claro são as normas sobre Direitos Humanos, 
que proíbem a tortura e o tratamento desumano ou degradante.
Nesse sentido, o art. 53 da Convenção de Viena sobre Direitos dos Tratados:
Art. 53. Internacional Geral (jus cogens)
É nulo um tratado que, no momento de sua conclusão, conflite com uma norma imperativa 
de Direito Internacional geral. Para os fins da presente Convenção, uma norma imperativa de 
Direito Internacional geral é uma norma aceita e reconhecida pela comunidade internacional dos 
estados como um todo, como norma da qual nenhuma derrogação é permitida e que só pode 
ser modificada por norma ulterior de Direito Internacional geral da mesma natureza.
Como se percebe, não há que se falar que as normas de jus cogens seriam “derrogáveis 
pelo exercício da autonomia privada dos entes internacionais” (como supôs a letra A), é 
justamente o oposto como vimos, são normas imperativas de DIP.
Quanto a possibilidade de derrogação, somente se admite ser modificada por norma ulterior 
de Direito Internacional geral da mesma natureza (daí o erro da letra D).
Igualmente errada a letra E, pois não há que se falar em derrogação da norma de jus cogens 
pelo descumprimento por outra norma de DIP, nem mesmo na suspensão da eficácia da 
norma internacional não imperativa, isso porque as normas de jus cogens não admitem 
descumprimento. Qualquer outra norma em confronto com a norma jus cogens, estará 
fadada a nulidade.
Letra c.
009. 009. (FGV/2023/ANALISTA LEGISLATIVO/CAM DEP/CONSULTOR LEGISLATIVO/ÁREA XVII) 
Surgiu entre os estados X e Y uma disputa relativa a uma situação ocorrida na área do 
comércio exterior. O Estado X alegou a seu favor um costume internacional. Por sua vez, o 
Estado Y rechaçou tal alegação, com fundamento no fato de que o costume internacional 
em questão era praticado apenas por 20 países de determinada região do continente em 
que os estados X e Y estavam localizados. Vale dizer, o Estado Y não reconhecia costumes 
internacionais de âmbito regional.
No âmbito das fontes do direito internacional público, a formação dos costumes internacionais
a) prescinde da opinio juris.
b) requer a prática generalizada, reiterada, uniforme e constante de determinado ato por 
um grupo de estados e a convicção que essa prática é juridicamente facultativa.
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c) prescinde da sua aceitação unânime entre os estados.
d) requer apenas a mera reiteração de determinado ato por um grupo de estados.
e) depende da sua incorporação aos ordenamentos jurídicos nacionais.
Fique atento(a), as bancas adoram trocar esses termos “prescinde” / “imprescindível”, etc. 
Significa, portanto, que para a formação do costume internacional é prescindível (ou seja, 
dispensável) a sua aceitação unânime entre os estados, isso porque basta ampla aceitação 
para que o costume seja assim reconhecido.
Como bem menciona Mazzuoli ao tratar dos costumes no Direito Internacional:
Extensão geográfica do costume chamada prática generalizada de atos, pode dar-se em contexto 
universal, regional ou, até mesmo, local. Tal demonstra que para existir um costume internacional 
não se exige que todos os estados (ou organizações internacionais) do mundo aceitem certa 
prática como sendo juridicamente obrigatória (v. infra, item i). Ou seja, a expressão “prática 
geral” não requer o aceite universal de uma regra por todos os sujeitos do Direito Internacional 
Público, para só então caracterizar-se verdadeiro costume.
Logo, todas as demais alternativas estão em conformidade com os requisitos para a 
formação do Costume Internacional.
Letra c.
010. 010. (FUNDATEC/2022/ANALISTA/PREF.FOZ DO IGUAÇU/RELAÇÕES INSTITUCIONAIS) Acerca 
das diferenças entre o Direito Internacional Público e o Direito Internacional Privado, relacione 
a Coluna 1 à Coluna 2 conforme temas, tópicos ou fontes de cada um.
Coluna 1 Coluna 2
1. Direito Internacional Público. ( ) Tratados celebrados entre estados soberanos.
2. Direito Internacional Privado. ( )
Regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, 
a capacidade e os direitos de família de casos que possam 
envolver mais de uma jurisdição nacional.
( )
Determinações sobre execução nacional de sentença proferida 
no estrangeiro.
( )
Costume internacional como prova da prática geral aceita 
como sendo o direito.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
a) 1 – 2 – 1 – 2.
b) 2 – 1 – 2 – 1.
c) 1 – 1 – 2 – 2.
d) 2 – 2 – 1 – 1.
e) 1 – 2 – 2 – 1.
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Questão da Fundatec cobrando a diferença entre o Direito Internacional Público e o Privado. 
Vamos analisar cada assertiva:
(1) Tratados celebrados entre estados soberanos.
Direito Internacional Público, pois trata dos estados enquanto entes soberanos do Direito 
Externo, visto que são os sujeitos dotados de capacidade jurídica internacional quem criam 
os Tratados internacionais, convenções adotadas pelos estados no exercício próprio de sua 
soberania.
Por outro lado, o Direito Internacional Privado tem como principal fonte o ordenamento 
jurídico interno, destinado a reger as relações de caráter eminentemente privado que 
tenham conexão internacional.
(2) Regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de 
família de casos que possam envolver mais de uma jurisdição nacional.
Direito Internacional Privado, pois é o responsável por estabelecer a norma a ser aplicada 
ao caso concreto (nacional x internacional), a fim de solucionar eventuais conflitos quando 
há conexão internacional. Sua principal fonte é a lei nacional. No caso do Brasil temos a Lei 
de Introdução às Normas do Direito Brasileiro – LINDB. Conforme o art. 7º da LINDB:
Art. 7º a lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da 
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
(2) Determinações sobre execução nacional de sentença proferida no estrangeiro.
Direito Internacional Privado, pois como já mencionado é o responsável por solucionar 
os conflitos de leis no espaço (conexão entre o direito interno e o direito internacional), 
igualmente é o Direito Internacional Privado que estabelece normas sobre execução de 
sentenças proferidas no estrangeiro;
(1) Costume internacional como prova da prática geral aceita como sendo o direito.
Direito Internacional Público, pois envolve diretamente a relação entre os estados e as 
fontes do Direito Internacional. Sobre o tema, a Corte Internacional de Justiça – CIJ (órgão 
permanente com função jurisdicional internacional) estabelece em seu Estatuto (promulgado 
pelo Decreto n. 19.841/1945):
Art. 38.1. A Côrte, cuja função é decidir de acordo com o direito internacional as controvérsias 
que lhe forem submetidas, aplicará
b) o costume internacional, como prova de uma prática geral aceita como sendo o direito;
Letra e.
011. 011. (COM. EXAM./TRF 3/– 2025/JUIZ FEDERAL/TRF 3ª REGIÃO) Quanto a tratados 
internacionais, assinale a alternativa correta:
a) Um Estado pode invocar o fato de que seu consentimento em obrigar-se por um tratado 
foi expresso em violação de uma disposição de seu direito interno sobre competência para 
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concluir tratados, a não ser que essa violação fosse manifesta e dissesse respeito a uma 
norma de seu direito interno de importância fundamental.
b) Um Estado não pode invocar o fato de que seu consentimento em obrigar-se por um 
tratado foi expresso em violação de uma disposição de seu direito interno sobre competência 
para concluir tratados, a não ser que essa violação fosse manifesta e dissesse respeito a 
uma norma de seu direito interno de importância fundamental.
c) Um Estado não pode invocar o fato de que seu consentimento em obrigar-se por um 
tratado foi expresso em violação de uma disposição de seu direito interno sobre competência 
para concluir tratados, a não ser que essa violação não fosse manifesta e não dissesse 
respeito a uma norma de seu direito interno de importância fundamental.
d) Um erro relativo à redação do texto de um tratado prejudicará inarredavelmente sua 
validade.
e) A correção do texto de um tratado já registrado não precisará ser notificada ao Secretariado 
das Nações Unidas.
A disciplina dos Tratados Internacionais vem, em sua grande maioria, estabelecida na 
Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados, de 23 de maio 1969 (promulgada pelo 
Decreto n. 7.030/2009). De acordo com o art. 46 da mencionada Convenção:
Nulidade de Tratados – art. 46
Disposições do Direito Interno sobre Competência para Concluir Tratados
1. Um Estado não pode invocar o fato de que seu consentimento em obrigar-se por um tratado 
foi expresso em violação de uma disposição de seu direito interno sobre competência para 
concluir tratados, a não ser que essa violação fosse manifesta e dissesse respeito a uma norma 
de seu direito interno de importância fundamental.
2. Uma violação é manifesta se for objetivamente evidente para qualquer Estado que proceda, 
na matéria, de conformidade com a prática normal e de boa-fé.
Portanto, correta a letra B, pois se trata da exata disposição da Convenção, ou seja, em regra 
um Estado não pode invocar o seu Direito Interno para se eximir de obrigações assumidas 
no âmbito internacional, salvo em último caso quando a regra viola manifestamente 
uma norma interna de importância fundamental.
Vejamos o erro das demais:
a) Errada. Em regra não se pode invocar o direito interno para se eximir de obrigação 
assumida no âmbito internacional. Logo, o fato de o consentimento de um Estado, 
quando se vincula a um tratado, ter sido manifestado com violação de uma disposição do 
seu direito interno relativa à competência para concluir tratados não pode ser invocada 
por esse Estado como tendo viciado o seu consentimento.
Note que a banca confundiu tudo, somente no final mencionou que “a não ser que essa violação 
fosse manifesta e dissesse respeito a uma norma de seu direito interno de importância 
fundamental”. Portanto, a primeira parte está equivocada tornando o enunciado errado.
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c) Errada. A banca apenas adicionou a palavra “não”, tornando o enunciado errado. 
Conforme já mencionado acima, caso a violação seja evidente e disser respeito a uma norma 
de importância fundamental do seu direito interno, o Estado poderá invocar essa nulidade.
d) Errada. Não se declara a nulidade de um tratado apenas por existir um erro em sua 
redação. De acordo com art. 48 da Convenção:
Art. 48. Erro
[…]
3. Um errorelativo à redação do texto de um tratado não prejudicará sua validade; neste caso, 
aplicar-se-á o art. 79.
Vale mencionar que a correção do erro, disciplinada pelo art. 79, pode ser feita por retificação 
do próprio texto, elaboração de um instrumento com as retificações ou até mesmo um 
texto retificado do mesmo tratado.
e) Errada. Estabelece o art. 79 que é sim necessária a notificação do Secretariado da ONU 
quando houver correção de texto do tratado:
Art. 79. Correção de Erros em Textos ou em Cópias Autenticadas de Tratados
[…]
5. A correção do texto de um tratado já registrado será notificado ao Secretariado das Nações 
Unidas.
Letra b.
012. 012. (CESPE-CEBRASPE/2024/PROFISSIONAL NÍVEL UNIVERSITÁRIO JR/ITAIPU/ADVOGADO) 
Acerca de tratados e acordos internacionais à luz da Convenção de Viena sobre Direito dos 
Tratados, de 1969, e da Constituição Federal de 1988, assinale a opção correta.
a) Ainda que desprovidos de personalidade jurídica internacional, os estados-membros 
da Federação brasileira poderão aderir a tratados destinados à constituição de entidades 
binacionais.
b) Em nenhuma hipótese é facultado ao Estado, quando aderir a tratado, apresentar uma 
reserva de forma incondicionada.
c) Tratados, convenções, acordos e protocolos são designações do mesmo gênero, 
aplicando-se a acordos entre sujeitos internacionais, concluídos mediante forma escrita ou 
consuetudinária, em conformidade com a natureza jurídica do direito internacional público.
d) Reservas são atos multilaterais por meio dos quais os estados, ao manifestarem adesão 
ao tratado de forma coletiva, podem modificar ou excluir os efeitos jurídicos de certas 
disposições consignadas, de forma que são oponíveis em qualquer tratado.
e) O depósito do instrumento de ratificação de tratado, de competência do Poder Executivo 
federal, é ato destinado a convalidar a condução da política externa pelo presidente da 
República.
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Introdução ao Direito Internacional 
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A ratificação é o ato pelo qual o chefe do Poder Executivo formaliza, perante o Direito 
Internacional, de que determinado tratado concluiu o procedimento para internalização. 
Nesse sentido, ocorrem solenidades de depósito do instrumento, onde as autoridades 
trocam os documentos assinados e aprovados perante o seu legislativo.
a) Errada. Primeiramente, os estados detém personalidade jurídica internacional, são os 
sujeitos do DIP. No caso brasileiro, é a República Federativa do Brasil quem detém capacidade 
jurídica externa. Representada pelo Chefe do Poder Executivo nas suas relações com estados 
estrangeiros e organizações internacionais.
Vale mencionar que estados federados (o Rio Grande do Sul, por exemplo) não podem aderir 
a tratados internacionais justamente porque não detém personalidade jurídica internacional.
b) Errada. É admitido aos estados realizarem reservas (desde que não haja proibição expressa 
e específica no tratado) de forma incondicionada. As reservas são atos unilaterais pelos 
quais um Estado manifesta que determinado(s) dispositivo(s) de um tratado não será 
aplicável a ele. Vejamos o que estabelece a Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados:
Reservas – Art. 19
Formulação de Reservas
Um Estado pode, ao assinar, ratificar, aceitar ou aprovar um tratado, ou a ele aderir, formular 
uma reserva, a não ser que:
a) a reserva seja proibida pelo tratado;
b) o tratado disponha que só possam ser formuladas determinadas reservas, entre as quais não 
figure a reserva em questão; ou
c) nos casos não previstos nas alíneas a e b, a reserva seja incompatível com o objeto e a finalidade 
do tratado.
Dessa forma, sendo admitido no tratado a formulação de reservas, o Estado poderá fazê-
la, desde que por escrito.
c) Errada. É imprescindível para a formação do Tratado que seja escrito, conforme conceitua 
a Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados, de 1969:
Art. 2 Expressões Empregadas
1. Para os fins da presente Convenção:
a) “tratado” significa um acordo internacional concluído por escrito entre estados e regido pelo 
Direito Internacional, quer conste de um instrumento único, quer de dois ou mais instrumentos 
conexos, qualquer que seja sua denominação específica;
Logo, não se admite tratado de forma “consuetudinária”.
d) Errada. Como já mencionamos, as reservas são atos UNILATERAIS, conforme o art. 2º 
da Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados:
Art. 2 Expressões Empregadas
1. Para os fins da presente Convenção:
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d) “reserva” significa uma declaração UNILATERAL, qualquer que seja a sua redação ou denominação, 
feita por um Estado ao assinar, ratificar, aceitar ou aprovar um tratado, ou a ele aderir, com 
o objetivo de excluir ou modificar o efeito jurídico de certas disposições do tratado em sua 
aplicação a esse Estado;
Letra e.
013. 013. (MARINHA/2024/QUADRO TÉCNICO DO CORPO AUXILIAR DA MARINHA/DIREITO/CPT) 
Acerca da Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados, assinale a opção correta.
a) Um tratado multilateral será sempre extinto caso o número de partes fique aquém do 
número necessário para sua entrada em vigor.
b) Quanto à observância de tratados, a Convenção dispõe que todo tratado em vigor obriga 
as partes e deve ser cumprido por elas de boa-fé – Pacta sunt servand.
c) O consentimento de um Estado em obrigar-se por um tratado pode manifestar-se apenas 
pela assinatura e troca dos instrumentos constitutivos do tratado.
d) Se a manifestação do consentimento de um Estado em obrigar-se por um tratado 
foi obtida por meio da corrupção de seu representante, pela ação direta ou indireta de 
outro Estado negociador, o Estado não poderá alegar tal corrupção para invalidar o seu 
consentimento em obrigar-se pelo tratado, cabendo-lhe, entretanto, ação regressiva em 
face do seu representante.
e) Todo Estado tem capacidade para concluir tratados. Em virtude de suas funções e 
somente mediante a apresentação de plenos poderes, são considerados representantes do 
seu Estado aqueles que acreditados pelos estados perante uma conferência ou organização 
internacional ou um de seus órgãos, para a adoção do texto de um tratado em tal conferência, 
organização ou órgão.
Em síntese, o princípio do Pacta sunt servanda dispõe que as cláusulas pactuadas devem 
ser cumpridas. Em conjunto temos o princípio da boa-fé, os quais encontram previsão na 
Convenção de Viena desde o seu preâmbulo, vejamos:
Constatando que os princípios do livre consentimento e da boa-fé e a regra pacta sunt servanda 
são universalmente reconhecidos;
[…]
Art. 26º Pacta sunt servanda
Todo o tratado em vigor vincula as Partes e deve ser por elas cumprido de boa-fé.
[…]
Art. 31º Regra geral de interpretação
1 – Um tratado deve ser interpretado de boa-fé, de acordo com o sentido comum a atribuir aos 
termos do tratado no seu contexto e à luz dos respectivos objeto e fim.
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a) Errada. Conforme disciplina a Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados:
Art. 55º Redução das Partes num tratado multilateral a número inferior ao necessário para a 
sua entrada em vigor
Salvo disposição do tratado em contrário, um tratado multilateral não deixa de vigorar só pelo 
facto de o número das Partes se tornar inferior ao número necessário para a sua entrada em vigor.
Então em regra o tratado continua valendo, a menos que se tenha disposição em sentido 
contrário.
c) Errada. Das formas mencionadas, a Convenção de Viena também autoriza o consentimento 
por meio da ratificação, da aceitação, da aprovação, da adesão ou ainda, por outras 
formas previstas no próprio tratado:
Art. 11. Formas de manifestação do consentimento em ficar vinculado por um tratado
O consentimento de um Estado em ficar vinculado por um tratado pode manifestar-se pela 
assinatura, a troca de instrumentos constitutivos de um tratado, a ratificação, a aceitação, a 
aprovação ou a adesão, ou por qualquer outra forma acordada.
d) Errada. Nesse caso estamos diante de vício no consentimento. Estabelece o art. 50 da 
Convenção de Viena, que o Estado prejudicado pode invocar a corrupção como vício de 
consentimento, invalidando sua vinculação ao tratado:
Art. 50. Corrupção do representante de um Estado
Se a manifestação do consentimento de um Estado em ficar vinculado por um tratado tiver 
sido obtida por meio da corrupção do seu representante, efetuada direta ou indiretamente por 
outro Estado que participou na negociação, aquele Estado pode invocar essa corrupção como 
tendo viciado o seu consentimento em ficar vinculado pelo tratado.
e) Errada. De acordo com a Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados, considera-se 
PLENOS PODERES:
Art. 2º Expressões Empregadas
1. Para os fins da presente Convenção:
[…]
c) “plenos poderes” significa um documento expedido pela autoridade competente de um Estado 
e pelo qual são designadas uma ou várias pessoas para representar o Estado na negociação, 
adoção ou autenticação do texto de um tratado, para manifestar o consentimento do Estado 
em obrigar-se por um tratado ou para praticar qualquer outro ato relativo a um tratado;
Não obstante, nem sempre é necessário apresentação de carta de plenos poderes para que 
o represente do Estado conclua tratados internacionais, especialmente quando é evidente 
suas atribuições em razão do próprio cargo que a autoridade ocupa, a exemplo do Chefe 
de Estado:
Art. 7º Plenos Poderes
1. Uma pessoa é considerada representante de um Estado para a adoção ou autenticação do texto 
de um tratado ou para expressar o consentimento do Estado em obrigar-se por um tratado se:
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a) apresentar plenos poderes apropriados; ou
b) a prática dos estados interessados ou outras circunstâncias indicarem que a intenção do Estado 
era considerar essa pessoa seu representante para esses fins e dispensar os plenos poderes.
2. Em virtude de suas funções e independentemente da apresentação de plenos poderes, são 
considerados representantes do seu Estado:
a) os Chefes de Estado, os Chefes de Governo e os Ministros das Relações Exteriores, para a 
realização de todos os atos relativos à conclusão de um tratado;
b) os Chefes de missão diplomática, para a adoção do texto de um tratado entre o Estado 
acreditante e o Estado junto ao qual estão acreditados;
c) os representantes acreditados pelos estados perante uma conferência ou organização 
internacional ou um de seus órgãos, para a adoção do texto de um tratado em tal conferência, 
organização ou órgão.
Letra b.
014. 014. (MARINHA/2023/QUADRO TÉCNICO DO CORPO AUXILIAR DA MARINHA/DIREITO/CPT) De 
acordo com as disposições contidas na Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados, 
assinale a opção correta.
a) O Decreto n. 7.030/2009 que promulgou a Convenção de Viena, não realizou reserva às 
suas disposições, devendo ser cumprida em sua integralidade.
b) A não ser que o tratado disponha de outra forma, uma reserva pode ser retirada a 
qualquer momento, bastando o consentimento do Estado que a aceitou.
c) Um Estado não pode invocar o fato de que seu consentimento em obrigar-se por um 
tratado foi expresso em violação de uma disposição de seu direito interno sobre competência 
para concluir tratados, a não ser que essa violação fosse manifesta e dissesse respeito a 
uma norma de seu direito interno de importância fundamental.
d) A não ser que uma intenção diferente se evidencie do tratado, ou seja estabelecida de 
outra forma, suas disposições obrigam uma parte em relação a um ato ou fato anterior 
ou a uma situação que deixou de existir antes da entrada em vigor do tratado, em relação 
a essa parte.
e) Uma obrigação nasce para um terceiro Estado de uma disposição de um tratado se as 
partes no tratado tiverem a intenção de criar a obrigação por meio dessa disposição e o 
terceiro Estado aceitar, ainda que tacitamente, essa obrigação.
Um Estado não pode invocar o fato de que seu consentimento em obrigar-se por um tratado 
foi expresso em violação de uma disposição de seu direito interno sobre competência para 
concluir tratados, a não ser que essa violação fosse manifesta e dissesse respeito a uma 
norma de seu direito interno de importância fundamental.
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É o que estabelece o art. 46 da Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados:
Nulidade de Tratados
Art. 46. Disposições do Direito Interno sobre Competência para Concluir Tratados
1. Um Estado não pode invocar o fato de que seu consentimento em obrigar-se por um tratado 
foi expresso em violação de uma disposição de seu direito interno sobre competência para 
concluir tratados, a não ser que essa violação fosse manifesta e dissesse respeito a uma norma 
de seu direito interno de importância fundamental.
2. Uma violação é manifesta se for objetivamente evidente para qualquer Estado que proceda, 
na matéria, de conformidade com a prática normal e de boa-fé.
a) Errada. O Decreto n. 7.030/2009 que promulgou a Convenção de Viena sobre o Direito dos 
Tratados de 1969, realizou reserva quanto aos Arts. 25 e 66, os quais tratam da aplicação 
provisória de um tratado e sobre a competência genérica e automática da Corte Internacional 
de Justiça para solução de controvérsias. Vejamos:
Art. 25. Aplicação Provisória
1. Um tratado ou uma parte do tratado aplica-se provisoriamente enquanto não entra em vigor, se:
a) o próprio tratado assim dispuser; ou
b) os estados negociadores assim acordarem por outra forma.
2. A não ser que o tratado disponha ou os estados negociadores acordem de outra forma, a 
aplicação provisória de um tratado ou parte de um tratado, em relação a um Estado, termina se 
esse Estado notificar aos outros estados, entre os quais o tratado é aplicado provisoriamente, 
sua intenção de não se tornar parte no tratado.
[…]
Art. 66. Processo de Solução Judicial, de Arbitragem e de Conciliação
Se, nos termos do parágrafo 3 do art. 65, nenhuma solução foi alcançada, nos 12 meses seguintes 
à data na qual a objeção foi formulada, o seguinte processo será adotado:
a) qualquer parte na controvérsia sobre a aplicação ou a interpretação dos arts. 53 ou 64 poderá, 
mediante pedido escrito,submetê-la à decisão da Corte Internacional de Justiça, salvo se as 
partes decidirem, de comum acordo, submeter a controvérsia a arbitragem;
b) qualquer parte na controvérsia sobre a aplicação ou a interpretação de qualquer um dos 
outros artigos da Parte V da presente Convenção poderá iniciar o processo previsto no Anexo à 
Convenção, mediante pedido nesse sentido ao Secretário-Geral das Nações Unidas.
No que se refere à reserva feita ao art. 66, o Brasil considerou que a adesão ao procedimento 
deve se dar caso a caso, razão pela qual não poderia ser automático.
b) Errada. Reserva é o ato unilateral de um Estado, portanto não depende de anuência de 
outro Estado.
Art. 2º Expressões Empregadas
1. Para os fins da presente Convenção:
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d) “reserva” significa uma declaração unilateral, qualquer que seja a sua redação ou denominação, 
feita por um Estado ao assinar, ratificar, aceitar ou aprovar um tratado, ou a ele aderir, com 
o objetivo de excluir ou modificar o efeito jurídico de certas disposições do tratado em sua 
aplicação a esse Estado;
[…]
Art. 22. Retirada de Reservas e de Objeções às Reservas
1. A não ser que o tratado disponha de outra forma, uma reserva pode ser retirada a qualquer 
momento, sem que o consentimento do Estado que a aceitou seja necessário para sua retirada.
2. A não ser que o tratado disponha de outra forma, uma objeção a uma reserva pode ser retirada 
a qualquer momento.
3. A não ser que o tratado disponha ou fique acordado de outra forma:
a) a retirada de uma reserva só produzirá efeito em relação a outro Estado contratante quando 
este Estado receber a correspondente notificação;
b) a retirada de uma objeção a uma reserva só produzirá efeito quando o Estado que formulou 
a reserva receber notificação dessa retirada.
d) Errada. Aqui estamos diante do Princípio da Irretroatividade, regra geral na aplicação dos 
Tratados. A Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados dispõe que as normas jurídicas 
são elaboradas para reger situações futuras, vejamos:
Aplicação de Tratados
Art. 28. Irretroatividade de Tratados
A não ser que uma intenção diferente se evidencie do tratado, ou seja estabelecida de outra 
forma, suas disposições não obrigam uma parte em relação a um ato ou fato anterior ou a uma 
situação que deixou de existir antes da entrada em vigor do tratado, em relação a essa parte.
e) Errada. Como estudamos, em regra não é possível obrigar terceiro Estado sem o seu 
consentimento. Todo Estado detém soberania, somente podendo assumir obrigações 
de forma voluntária no cenário internacional, razão pela qual um tratado não pode criar 
obrigações nem direitos para um Estado que não o assinou.
Art. 35. Tratados que Criam Obrigações para Terceiros estados
Uma obrigação nasce para um terceiro Estado de uma disposição de um tratado se as partes no 
tratado tiverem a intenção de criar a obrigação por meio dessa disposição e o terceiro Estado 
aceitar expressamente, por escrito, essa obrigação.
Ou seja, qualquer obrigação depende de aceitação expressa por parte do Terceiro Estado 
que não assinou.
Letra c.
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015. 015. (MARINHA/2023/QUADRO TÉCNICO DO CORPO AUXILIAR DA MARINHA/DIREITO/CPT) 
De acordo com o disposto na Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados é correto 
afirmar que:
a) “tratado” significa um documento expedido pela autoridade competente de um Estado e 
pelo qual são designadas uma ou várias pessoas para representar o Estado na negociação, 
adoção ou autenticação do texto de um tratado, para manifestar o consentimento do Estado 
em obrigar-se por um tratado ou para praticar qualquer outro ato relativo a um tratado.
b) “ratificação”, “aceitação”, “aprovação” e “adesão” significam, conforme o caso, o ato 
internacional assim denominado pelo qual um Estado estabelece no plano internacional o 
seu consentimento em obrigar-se por um tratado.
c) “reserva” significa um acordo internacional concluído por escrito entre estados e regido 
pelo Direito Internacional, quer conste de um instrumento único, quer de dois ou mais 
instrumentos conexos, qualquer que seja sua denominação específica.
d) “plenos poderes” significa uma declaração unilateral, qualquer que seja a sua redação ou 
denominação, feita por um Estado ao assinar, ratificar, aceitar ou aprovar um tratado, ou 
a ele aderir, com o objetivo de excluir ou modificar o efeito jurídico de certas disposições 
do tratado em sua aplicação a esse Estado.
e) “estado contratante” significa um Estado que participou na elaboração e na adoção do 
texto do tratado.
Questão que aborda conhecimentos sobre a Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados. 
Sobre o tema, o art. 2º, alínea “b” estabelece que:
Art. 2º Expressões Empregadas
1. Para os fins da presente Convenção:
b) “ratificação”, “aceitação”, “aprovação” e “adesão” significam, conforme o caso, o ato internacional 
assim denominado pelo qual um Estado estabelece no plano internacional o seu consentimento 
em obrigar-se por um tratado;
a) Errada. O art. 2º da Convenção estabelece que:
Art. 2º Expressões Empregadas
1. Para os fins da presente Convenção:
a) “tratado” significa um acordo internacional concluído por escrito entre estados e regido pelo 
Direito Internacional, quer conste de um instrumento único, quer de dois ou mais instrumentos 
conexos, qualquer que seja sua denominação específica;
Portanto, não se trata de um documento “expedido pela autoridade competente de um 
Estado…”.
c) Errada. Como vimos acima a alternativa descreve o conceito de Tratado. Por outro lado, 
Reserva seria:
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Art. 2º Expressões Empregadas
1. Para os fins da presente Convenção:
d) “reserva” significa uma declaração unilateral, qualquer que seja a sua redação ou denominação, 
feita por um Estado ao assinar, ratificar, aceitar ou aprovar um tratado, ou a ele aderir, com 
o objetivo de excluir ou modificar o efeito jurídico de certas disposições do tratado em sua 
aplicação a esse Estado;
d) Errada. A definição apresentada corresponde ao conceito de Reserva. Por outro lado, 
plenos poderes seriam:
Art. 2º Expressões Empregadas
1. Para os fins da presente Convenção:
c) “plenos poderes” significa um documento expedido pela autoridade competente de um Estado 
e pelo qual são designadas uma ou várias pessoas para representar o Estado na negociação, 
adoção ou autenticação do texto de um tratado, para manifestar o consentimento do Estado 
em obrigar-se por um tratado ou para praticar qualquer outro ato relativo a um tratado;
e) Errada. O conceito descrito corresponde ao ESTADO NEGOCIADOR. Diferentemente, 
ESTADO CONTRATANTE significa:
Art. 2º Expressões Empregadas
1. Para os fins da presente Convenção:
[…]
f) “Estado contratante” significa um Estado que consentiu em se obrigar pelo tratado, tenha ou 
não o tratado entradoem vigor;
Letra b.
016. 016. (COM. EXAM./MPT/– 2020/PROCURADOR DO TRABALHO/21º) Assinale a alternativa 
INCORRETA:
a) A concepção contemporânea dos direitos fundamentais da pessoa humana imbrica a 
liberdade (direitos civis e políticos), a igualdade (direitos sociais, econômicos e culturais) 
e a solidariedade (direitos ou interesses metaindividuais) como valores indissociáveis que 
se complementam entre si, tanto no âmbito internacional como no ordenamento jurídico.
b) A Convenção de Viena sobre Direitos dos Tratados de 1969 traz o regramento básico no 
Direito Internacional sobre a interpretação dos tratados, servindo de orientação para os 
intérpretes. De acordo com a referida Convenção, um tratado deve ser interpretado de 
boa-fé segundo o sentido comum atribuível aos termos do tratado em seu contexto e à 
luz de seu objetivo e finalidade.
c) Embora não haja previsão expressa pela Convenção de Viena no sentido de que será levada 
em consideração, juntamente com o contexto, qualquer prática seguida posteriormente na 
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aplicação do tratado, pela qual se estabeleça o acordo das partes relativo à sua interpretação, 
as práticas adotadas têm sido arroladas, pela jurisprudência internacional, como um dos 
princípios vetores de interpretação dos tratados.
d) Entre os princípios que regem a interpretação dos Direitos Humanos, podem ser citados 
os da máxima efetividade e da primazia da norma mais favorável ao indivíduo.
a) Certa. Na concepção atual, os Direitos Fundamentais devem ser compreendidos em sua 
integralidade, em conjunto, o que implica que devem abranger tanto os direitos de liberdade 
(civis e políticos), de igualdade (direitos sociais, econômicos e culturais) e a solidariedade 
(direitos ou interesses metaindividuais).
A solidariedade é considerada um direito metaindividual que complementa outros direitos 
que foram estabelecidos no âmbito internacional.
b) Certa. Trata-se de regra elementar para interpretação dos Tratados. De acordo com a 
Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados de 1969:
Art. 31.1. Um tratado deve ser interpretado de boa-fé segundo o sentido comum atribuível aos 
termos do tratado em seu contexto e à luz de seu objetivo e finalidade.
c) Errada. Existe SIM previsão expressa na Convenção de Viena no sentido de que será levada 
em consideração, juntamente com o contexto, qualquer prática seguida posteriormente 
na aplicação do tratado. Vejamos:
Art. 31.3. Serão levados em consideração, juntamente com o contexto:
a) qualquer acordo posterior entre as partes relativo à interpretação do tratado ou à aplicação 
de suas disposições;
b) qualquer prática seguida posteriormente na aplicação do tratado, pela qual se estabeleça o 
acordo das partes relativo à sua interpretação;
c) quaisquer regras pertinentes de Direito Internacional aplicáveis às relações entre as partes.
d) Certa. Na atividade de interprete dos direitos humanos, deve-se buscar a máxima 
efetividade dos direitos e garantias fundamentais, de modo a garantir o maior alcance e 
efetividade na implementação dos direitos. Também deve-se buscar a aplicação da norma 
mais favorável ao indivíduo, nesse sentido Paulo Henrique Portela:
[…] a emergência de certos ramos do Direito das Gentes, dotados de certas particularidades, vem 
levando à formulação de outras possibilidades de solução desses conflitos, como a primazia da 
norma mais favorável ao indivíduo, que prevalece dentro do Direito Internacional dos Direitos 
Humanos.
Letra c.
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017. 017. (FGV/2024/ANALISTA LEGISLATIVO/CAM DEP/CONSULTOR LEGISLATIVO/ÁREA V/”PROVA 
C. ESP. REAPLICADA”) Assinale a opção que contempla, no Brasil, a qual entidade compete 
resolver definitivamente sobre tratados internacionais que acarretem encargos ou 
compromissos gravosos ao patrimônio nacional.
a) Competência concorrente do Senador Federal e da Câmara dos Deputados.
b) Competência exclusiva do Congresso Nacional.
c) Competência privativa do Presidente da República.
d) Competência exclusiva da União.
e) Competência privativa do Senado Federal.
Trata-se de expressa disposição da Constituição Federal de 1988, vejamos:
Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:
I – resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem 
encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional;
Importante destacar que NÃO cabe ao Congresso Nacional interferir no conteúdo do texto 
do tratado, vez que já assinado e encerrada a fase de negociações.
Conforme o professor Paulo Henrique Gonçalves Portela:
A leitura do art. 49, I, da Constituição Federal pode induzir a ideia de que a ratificação passou a 
ser competência do Congresso. Entretanto, à luz do art. 84, VII e VIII, da Carta Magna, a ratificação 
continua prerrogativa do Presidente da República, a qual depende, porém, da anuência do 
Congresso Nacional. Outrossim, a redação do art. 84, VIII, pode levar a crer que a manifestação 
do Congresso no bojo do processo de elaboração de um tratado é posterior à ratificação, quando 
na realidade é anterior à ratificação, mas posterior à assinatura do ato internacional.
Letra b.
018. 018. (INSTITUTO CONSULPLAN/2024/MARCENEIRO/PREF. PITANGUEIRAS/E MAIS 2 
CONCURSOS) Segundo a Constituição de 1988, a República Federativa do Brasil é regida 
nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios, EXCETO:
a) Defesa da paz.
b) Solução pacífica dos conflitos.
c) Repúdio ao terrorismo e ao racismo.
d) Insolidariedade entre os povos para o progresso da humanidade.
Como estudamos os princípios que regem a República Federativa do Brasil nas suas relações 
internacionais encontram-se no art. 4º da Constituição Federal, nos termos seguintes:
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Art. 4º a República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes 
princípios:
I – independência nacional;
II – prevalência dos direitos humanos;
III – autodeterminação dos povos;
IV – não intervenção;
V – igualdade entre os estados;
VI – defesa da paz;
VII – solução pacífica dos conflitos;
VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX – cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
X – concessão de asilo político.
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, 
social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-
americana de nações.
Note que a banca alterou o entendimento do disposto no inciso IX ao inserir a palavra 
“insolidariedade”, quando, na verdade, seria cooperação entre os povos para o progresso 
da humanidade.
Letra d.
019. 019. (IDECAN/2025/OFICIAL/PM-BA/AUXILIAR/CFOAPM 2024) Tomando por base as 
disposições expressas na Constituição Federal de 1988, assinale a alternativa que indique 
corretamente um dos princípiospelo qual o Brasil rege suas relações internacionais.
a) Dependência nacional.
b) Prevalência dos direitos humanos.
c) Dignidade da pessoa humana.
d) Pluralismo político.
e) Valores sociais do trabalho e da livre iniciativa.
Como podemos extrair do artigo anteriormente mencionado, são princípios que regem o 
Brasil nas suas Relações Internacionais:
I – independência nacional;
II – prevalência dos direitos humanos;
III – autodeterminação dos povos;
IV – não intervenção;
V – igualdade entre os estados;
VI – defesa da paz;
VII – solução pacífica dos conflitos;
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VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX – cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
X – concessão de asilo político.
Note que a única alternativa que corresponde perfeitamente é a letra B, os demais não são 
princípios diretamente afetos às relações internacionais.
Letra b.
020. 020. (FUNDATEC/2024/AGENTE FISCAL/CREMERS/E MAIS 2 CONCURSOS) “O governo brasileiro 
propôs uma resolução alternativa no Conselho de Segurança da ONU, sugerindo a criação 
de um corredor humanitário em Gaza e um cessar-fogo capaz de permitir que civis sejam 
atendidos na região que vive uma crise sem precedentes em anos” (Notícias UOL, 14/10/23). 
De acordo com o trecho da reportagem e com base no art. 4º da Constituição Federal de 
1988, que dispõe sobre os princípios que regem as relações internacionais do Brasil, qual 
dos princípios embasou a declaração do governo brasileiro?
a) Tipicidade
b) Intimidade
c) Devido processo legal
d) Liberdade de expressão
e) Defesa da paz
Mais uma questão que aborda os princípios que regem a República Federativa do Brasil em 
suas relações Internacionais, trazidos no art. 4º da CF/1988 nos seguintes termos:
Art. 4º a República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes 
princípios:
I – independência nacional;
II – prevalência dos direitos humanos;
III – autodeterminação dos povos;
IV – não intervenção;
V – igualdade entre os estados;
VI – defesa da paz;
VII – solução pacífica dos conflitos;
VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX – cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
X – concessão de asilo político.
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, 
social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-
americana de nações.
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O caso narrado no enunciado está diretamente relacionado à defesa da paz (inclusive é o 
único princípio corresponde a uma das alternativas), tendo em vista que foi proposto um 
“um cessar-fogo capaz de permitir que civis sejam atendidos na região[…]”.
Letra e.
021. 021. (FGV/2024/SARGENTO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO/CFS-2025) 
Matheus, policial militar no Estado de São Paulo, participou de um curso, teórico e prático, 
de aperfeiçoamento em conjunto com forças de segurança pública de outros países da 
América do Sul, no âmbito do qual se discutiram, entre outras temáticas, os princípios que 
regem as relações internacionais dos países lá presentes.
Nesse cenário, considerando as disposições da Constituição Federal, é correto afirmar que a 
República Federativa do Brasil rege-se, em suas relações internacionais, pelo princípio da(do)
a) erradicação da pobreza e da marginalização e redução das desigualdades sociais e regionais.
b) construção de uma sociedade livre, justa e solidária.
c) garantia do desenvolvimento nacional.
d) repúdio ao terrorismo e ao racismo.
Cuidado com os detalhes, a banca examinadora misturou os princípios que regem a República 
Federativa do Brasil nas suas relações internacionais (previstos no art. 4º da CF/1988) com 
objetivos fundamentais. Vale frisar, são princípios que regem o Brasil nas suas Relações 
Internacionais:
I – independência nacional;
II – prevalência dos direitos humanos;
III – autodeterminação dos povos;
IV – não intervenção;
V – igualdade entre os estados;
VI – defesa da paz;
VII – solução pacífica dos conflitos;
VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX – cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
X – concessão de asilo político.
Letra d.
022. 022. (IGEDUC/2024/GUARDA MUNICIPAL/PREF. GARANHUNS) A Convenção de Viena sobre o 
Direito dos Tratados de 1969 desempenhou um papel crucial na definição dos procedimentos 
para a assinatura e aplicação de tratados internacionais, estabelecendo-os como acordos 
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regidos pelo Direito Internacional, concluídos por escrito entre estados. Essa convenção 
definiu as bases para a formalização, celebração e eficácia jurídica dos tratados internacionais 
de Direitos Humanos.
Corretíssimo! a Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados, de 23 de maio 1969 
(promulgada no Brasil pelo Decreto n. 7.030/2009) é um marco importante no Direito 
Internacional pois regula o processo internacional de formação dos tratados, desde as 
relações previas entre os estados, a negociação até normas relacionadas a execução.
Consta de seu preâmbulo:
Conscientes dos princípios de Direito Internacional incorporados na Carta das Nações Unidas, 
tais como os princípios da igualdade de direitos e da autodeterminação dos povos, da igualdade 
soberana e da independência de todos os estados, da não intervenção nos assuntos internos dos 
estados, da proibição da ameaça ou do emprego da força e do respeito universal e observância 
dos direitos humanos e das liberdades fundamentais para todos, […]
A Convenção conceitua o termo “tratado” da seguinte forma:
Art. 2 Expressões Empregadas
1. Para os fins da presente Convenção:
a) “tratado” significa um acordo internacional concluído por escrito entre estados e regido pelo 
Direito Internacional, quer conste de um instrumento único, quer de dois ou mais instrumentos 
conexos, qualquer que seja sua denominação específica;
Portanto, a Convenção estabelece as bases para formação de todos os tratados internacionais 
dos quais seus membros são parte, inclusive os de Direitos Humanos.
Certo.
023. 023. (IGEDUC/2024/ESTAGIÁRIO/TJ-PE/DIREITO) Julgue o item subsequente.
As relações internacionais do Brasil são regidas por princípios, sendo um deles o “Princípio 
da Não intervenção”, que proíbe a um Estado de interferir-se no funcionamento de Poderes 
Públicos estrangeiros.
Certo. De fato o Brasil rege-se nas suas relações internacionais, dentre outros, pelo princípio 
da não intervenção, pelo que não se admite que um Estado intervenha nos assuntos de 
interesse interno de outro. Esse princípio, inclusive, é universalmente conhecido como 
normade jus cogens, ou seja, norma imperativa do Direito das Gentes que decorre diretamente 
da Soberania dos estados.
Vale relembrar os princípios que regem o Brasil em suas relações Internacionais:
Art. 4º a República Federativado Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes 
princípios:
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I – independência nacional;
II – prevalência dos direitos humanos;
III – autodeterminação dos povos;
IV – não intervenção;
V – igualdade entre os estados;
VI – defesa da paz;
VII – solução pacífica dos conflitos;
VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX – cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
X – concessão de asilo político.
Certo.
024. 024. (FGV/OAB UNIFICADO/NACIONAL/2018/XXVII EXAME) Em 14 de dezembro de 2009, 
o Brasil promulgou a Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados de 1969, por meio 
do Decreto n. 7.030. A Convenção codificou as principais regras a respeito da conclusão, 
entrada em vigor, interpretação e extinção de tratados internacionais.
Tendo por base os dispositivos da Convenção, assinale a afirmativa correta.
a) Para os fins da Convenção, “tratado” significa qualquer acordo internacional concluído 
por escrito entre estados e/ou organizações internacionais.
b) Os estados são soberanos para formular reservas, independentemente do que disponha 
o tratado.
c) Um Estado não poderá invocar o seu direito interno para justificar o descumprimento de 
obrigações assumidas em um tratado internacional devidamente internalizado.
d) Os tratados que conflitem com uma norma imperativa de Direito Internacional geral têm 
sua execução suspensa até que norma ulterior de Direito Internacional geral da mesma 
natureza derrogue a norma imperativa com eles conflitante.
As normas de Direito Internacional, uma vez devidamente internalizadas, possuem primazia 
em relação às normas do direito interno e deverão ser observadas pelo Estado. Nesse sentido, 
a Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados de 1969 (promulgada pelo Decreto n. 
7.030), que dispôs acerca das principais regras a respeito da conclusão, entrada em vigor, 
interpretação e extinção de tratados internacionais estabelece que:
Art. 27 Direito Interno e Observância de Tratados
Uma parte não pode invocar as disposições de seu direito interno para justificar o inadimplemento 
de um tratado.
Já o art. 46 estabelece que:
Art. 46. Disposições do Direito Interno sobre Competência para Concluir Tratados
1. Um Estado não pode invocar o fato de que seu consentimento em obrigar-se por um tratado 
foi expresso em violação de uma disposição de seu direito interno sobre competência para 
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concluir tratados, a não ser que essa violação fosse manifesta e dissesse respeito a uma norma 
de seu direito interno de importância fundamental.
2. Uma violação é manifesta se for objetivamente evidente para qualquer Estado que proceda, 
na matéria, de conformidade com a prática normal e de boa-fé.
a) Errada. Não é “qualquer acordo” que será considerado tratado internacional, de acordo 
com a Convenção de Viena sobre direito dos tratados:
Art. 2º Expressões Empregadas
1. Para os fins da presente Convenção:
a) “tratado” significa um acordo internacional concluído por escrito entre estados e regido pelo 
Direito Internacional, quer conste de um instrumento único, quer de dois ou mais instrumentos 
conexos, qualquer que seja sua denominação específica;
Portanto, para ser considerado tratado internacional, o acordo deve ser regido pelo Direito 
Internacional e destinado a produzir efeitos de âmbito externo.
b) Errada. Os estados detém soberania para decidir aderir ou não aos Tratados Internacionais, 
contudo, a depender do tratado, não poderá utilizar o direito de reserva. É o caso, por 
exemplo, dos tratados que versam sobre direitos humanos fundamentais. De acordo com 
a Convenção de Viena:
Art. 19 Formulação de Reservas
Um Estado pode, ao assinar, ratificar, aceitar ou aprovar um tratado, ou a ele aderir, formular 
uma reserva, a não ser que:
a) a reserva seja proibida pelo tratado;
b) o tratado disponha que só possam ser formuladas determinadas reservas, entre as quais não 
figure a reserva em questão; ou
c) nos casos não previstos nas alíneas a e b, a reserva seja incompatível com o objeto e a finalidade 
do tratado.
d) Errada. Ocorrendo conflito entre um tratado e uma norma imperativa de Direito 
Internacional (jus cogens), o tratado será considerado nulo, as normas de jus cogens são 
consideradas inderrogáveis por meio de tratados. De acordo com a Convenção de Viena:
Art. 53. Tratado em Conflito com uma Norma Imperativa de Direito Internacional Geral (jus cogens)
É nulo um tratado que, no momento de sua conclusão, conflite com uma norma imperativa 
de Direito Internacional geral. Para os fins da presente Convenção, uma norma imperativa de 
Direito Internacional geral é uma norma aceita e reconhecida pela comunidade internacional dos 
estados como um todo, como norma da qual nenhuma derrogação é permitida e que só pode 
ser modificada por norma ulterior de Direito Internacional geral da mesma natureza.
Letra c.
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025. 025. (FGV/CONSULTOR LEGISLATIVO/SEN/ASSESSORAMENTO LEGISLATIVO/DEFESA 
NACIONAL, SEGURANÇA PÚBLICA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS/2012) O Direito Internacional 
(DI) pode ser entendido como o “conjunto de normas jurídicas que regulam as relações mútuas 
entre estados e, subsidiariamente, as demais pessoas internacionais, como determinadas 
organizações, e dos indivíduos”. Ao longo do século XX, o Direito Interacional (DI) ampliou 
sobremaneira seu âmbito de atuação e, no século XXI, as perspectivas são ainda maiores, 
na medida em que as interações entre os diversos sujeitos do direito internacional tende 
a se multiplicar. Entre as fontes do DI no séc. XXI, assinale a considerada mais importante 
e, ao mesmo tempo, mais democrática:
a) O Costume
b) Os Princípios Gerais do Direito
c) Os Tratados
d) A Jurisprudência
e) A Doutrina
A banca considerou como correta a letra c “os Tratados”, vez que, nos termos do art. 38 
do Estatuto da Corte Internacional de Justiça:
Art. 38. […]
1. A Corte, cuja função seja decidir conforme o direito internacional as controvérsias que sejam 
submetidas, deverá aplicar
2. As convenções internacionais, sejam gerais ou particulares, que estabeleçam regras 
expressamente reconhecidas pelos estados litigantes;
3. O costume internacional como prova de uma prática geralmente aceita como direito;
4. Os princípios gerais do direito reconhecidos pelas nações civilizadas;
5. As decisões judiciais e as doutrinas dos publicitários de maior competência das diversas nações, 
como meio auxiliar para a determinação das regras de direito, sem prejuízo do disposto no art. 59.
6. A presente disposição não restringe a faculdade da Corte para decidir um litígio ex aequo et 
bono, se convier às partes.
Ressalta-se que o termo “Tratados Internacionais” pode ser utilizado como sinônimo 
de “Convenções Internacionais”. Pois bem, os tratados, por serem normas escritas, cujofundamento é a manifestação de vontade dos estados, é a fonte do D.I mais utilizada no 
âmbito da CIJ, sendo considerada a mais democrática. Contudo, é bom frisar que não 
existe hierarquia entre as fontes primárias do Direito Internacional, razão pela qual há 
quem defenda a anulação da presente questão. A banca manteve o entendimento de que o 
Tratado Internacional é a normas mais “importante e, ao mesmo tempo, mais democrática” 
do D.I, portanto esse é o entendimento que devemos levar para a prova de momento.
Letra c.
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026. 026. (COM. EXAM.TRF 2/JUIZ FEDERAL/TRF 2ª REGIÃO/2017/XVI) Quanto à internalização 
de tratados ao ordenamento nacional, assinale a opção correta:
a) O sistema de recepção de tratados internacionais previsto na Constituição Federal 
não acolhe o chamado princípio do efeito direto e imediato dos tratados ou convenções 
internacionais sobre Direitos Humanos.
b) A extradição solicitada por Estado estrangeiro para fins de cumprimento de pena somente 
poderá ser deferida depois de internalizado o tratado de extradição firmado entre o Brasil 
e o respectivo Estado estrangeiro.
c) Somente após ser aprovado em duplo turno de votação, nas duas casas do Congresso 
Nacional, seguido de publicação de Decreto Presidencial, poderá o Tratado Internacional 
adquirir validade no Direito Brasileiro.
d) Tratado internacional que verse sobre matéria que a Constituição brasileira reserva 
ao domínio da Lei Complementar poderá ter aplicabilidade interna, bastando que no ato 
de internalização seja observado o quórum de maioria absoluta previsto no art. 69 da 
Constituição.
e) Tratados que versem sobre concretização de Direitos Humanos no plano interno não 
podem ser objeto de denúncia pelo Estado Brasileiro, sob pena de violação ao postulado 
da proibição de retrocesso.
De fato, a CF/1988 não consagrou os princípios do efeito direto/aplicabilidade imediata 
em relação às normas internacionais.
Significa dizer que há necessidade de submeter os tratados internacionais, bem como 
as demais normas de Direito Internacional, ao procedimento de incorporação para que 
tenham aplicabilidade no âmbito interno. Enquanto não houver essa transposição, os 
tratados internacionais não terão aplicabilidade no âmbito interno.
Veja como exemplo o que ocorre com os tratados internacionais sobre Direitos Humanos:
Art. 5º […] § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem 
aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos 
dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. (BRASIL, Constituição 
Federal de 1988).
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Em síntese, para incorporação dos tratados internacionais, deve-se observar as seguintes 
fases:
Superadas todas essas fases, o tratado adquire executoriedade no plano nacional, sendo 
incorporado ao ordenamento jurídico interno, via de regra, no mesmo patamar que Lei 
Ordinária.
Caso o tratado disponha sobre Direitos Humanos há duas hipóteses:
• Caso o tratado seja aprovado pelo rito comum (acima descrito), será incorporado 
como norma supralegal, ou seja, estará acima da legislação infraconstitucional e 
abaixo da Constituição Federal.
• Caso o tratado alcance os requisitos do § 3º do art. 5º da CF/1988 (aprovados, em 
cada Casa do CN, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros), 
serão equivalentes às emendas constitucionais.
b) Errada. Via de regra, a extradição tem como base a existência de tratado prévio entre o 
Estado solicitante e o solicitado. Contudo, a extradição também pode ser concedida nos 
casos em que o Estado solicitante se comprometer com a reciprocidade. Previa o art. 
76 do Estatuto do Estrangeiro (Lei n. 9.815/1980) que:
Art. 76. A extradição poderá ser concedida quando o governo requerente se fundamentar em 
tratado, ou quando prometer ao Brasil a reciprocidade. (grifou-se)
Embora a referida norma já tenha sido revogada pela Lei n. 13.445/2017 (Lei de Migração), o 
mesmo entendimento prevalece. De acordo com julgado do STF, “a promessa de reciprocidade 
torna indiferente a ausência de tratado, não impedindo a extradição” (STF – Ext n. 1.351, 
Relator Min. Luiz Fux, Primeira Turma).
c) Errada. Como regra geral, os tratados são incorporados pelo rito comum, ou seja, depende 
apenas de aprovação pelo CN. Somente será necessário o rito previsto no § 3º, do art. 5º da 
CF (aprovação em 2 turnos por 3/5 dos seus membros), para que os tratados internacionais 
sobre direitos humanos adquiram força de emenda constitucional.
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d) Errada. Como vimos, a regra é que os tratados internacionais são incorporados ao 
ordenamento interno no mesmo patamar que as leis ordinárias (exceto aquelas hipóteses de 
tratados sobre Direitos Humanos), não podendo, portanto, dispor de questões reservadas 
às leis complementares.
e) Errada. A proibição do retrocesso foi consolidada pelo STF em relação aos direitos 
fundamentais de caráter social. Em suma, a proibição do retrocesso tem como objetivo 
impedir que aqueles direitos fundamentais já conquistados pelo cidadão e consagrados 
no texto constitucional sejam revogados (STA 175-AgR/CE, rel. Min. Gilmar Mendes, julg. 
em 16/6/2009).
Letra a.
027. 027. (CESGRANRIO/PROFISSIONAL PETROBRAS DE NÍVEL SUPERIOR/PETROBRAS/
DIREITO/2015) A homologação de uma sentença estrangeira no Brasil tem, como requisito 
indispensável,
a) haver sido proferida por autoridade competente.
b) estar autenticada pelo Ministro da Justiça brasileiro.
c) estar acompanhada de tradução, podendo ser juramentada ou não.
d) ser decisão proferida por órgão colegiado ou tribunal.
e) terem sido as partes citadas adequadamente, não se admitindo a figura da revelia.
a) Certa. De acordo com a Lei de Introdução às Normas de Direito brasileiro (LINDB):
Art. 15. Será executada no Brasil a sentença proferida no estrangeiro, que reúna os seguintes 
requisitos:
a) haver sido proferida por juiz competente;
b) terem sido as partes citadas ou haver-se legalmente verificado à revelia;
c) ter passado em julgado e estar revestida das formalidades necessárias para a execução no 
lugar em que foi proferida;
d) estar traduzida por intérprete autorizado;
e) ter sido homologada pelo Superior Tribunal de Justiça. (em conformidade com o art. 105, 
I, ‘‘i’’, CF/1988).
As demais alternativas não estão conformidade com o mencionado dispositivo:
b) Errada. Perceba que a lei não traz tal exigência. Ademais, nos termos da Resolução n. 9 do 
STJ, a autenticação é de responsabilidade do cônsul brasileiro, e não do Ministro da Justiça:
Art. 5º Constituem requisitos indispensáveis à homologação de sentença estrangeira:
I – haver sido proferida por autoridade competente;
II – terem sido as partes citadas ou haver-se legalmente verificado a revelia;O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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III – ter transitado em julgado; e
IV – estar autenticada pelo cônsul brasileiro e acompanhada de tradução por tradutor oficial 
ou juramentado no Brasil.
c) Errada. A resolução n. 9 do STJ, em seu art. 5º, determina expressamente a necessidade 
de tradução oficial ou juramentada. Ressalta-se que a tradução oficial, por si só, já é 
juramentada.
d) Errada. O requisito acima mencionado é “proferida por autoridade competente”, portanto, 
não há exigência que seja por órgão colegiado ou tribunal.
e) Errada. O requisito é a citação válida. Se a parte não respondeu e isso acarretou em 
revelia em nada impede a homologação da sentença estrangeira.
Letra a.
028. 028. (COM. EXAM./TRT 21/JUIZ DO TRABALHO/TRT 21ª REGIÃO/2015/VIII) Analise as assertivas 
abaixo, e, a seguir, assinale a opção correta:
I – Os tratados e as convenções internacionais revogam ou modificam a legislação tributária 
interna e serão observados pela que lhes sobrevenha.
II – O consentimento de um Estado em obrigar-se por um tratado pode manifestar-se 
pela assinatura, troca dos instrumentos constitutivos do tratado, ratificação, aceitação, 
aprovação ou adesão, ou por quaisquer outros meios, se assim acordado.
III – Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, 
em cada casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos 
respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.
IV – Compete ao Presidente da República, auxiliado pelos ministros de Estado, celebrar 
tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso Nacional.
a) todas as assertivas estão corretas;
b) apenas as assertivas I, II e III estão corretas;
c) apenas as assertivas II, III e IV estão corretas;
d) apenas as assertivas III e IV estão corretas;
e) todas as assertivas estão incorretas.
I – Certa. O Supremo Tribunal Federal assentou o entendimento de que os tratados celebrados 
pelo Brasil são incorporados como Lei Ordinário, razão pela qual “revogam ou modificam a 
legislação tributária interna”, é o que se denomina princípio “lex posterior derogat legi priori” 
(lei posterior derroga a lei anterior por ela revogada). Inclusive, esse é a exata disposição 
do art. 98 do CTN:
Art. 98. Os tratados e as convenções internacionais revogam ou modificam a legislação tributária 
interna, e serão observados pela que lhes sobrevenha.
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É importante mencionar que há divergências doutrinárias e jurisprudenciais acerca dessa 
temática, a exemplo o julgado do STF n. RE 460320/PR, porém a banca não irá adentrar 
em temas muito divergentes, justamente pela possibilidade de eventuais anulações das 
questões. Portanto, recomendamos estudar o princípio em vigor e a regra geral mencionada, 
pois já será o suficiente para acertarmos eventuais questões sobre o tema.
II – Certa. É exatamente o que estabelece o art. 11 da Convenção de Viena sobre o Direito 
dos Tratados:
Art. 11: Meios de manifestar consentimento em obrigar-se por um tratado
1. O consentimento de um Estado em obrigar-se por um tratado pode manifestar-se pela 
assinatura, troca dos instrumentos constitutivos do tratado, ratificação, aceitação, aprovação 
ou adesão, ou por quaisquer outros meios, se assim for acordado.
III – Certa. Em conformidade com o § 3º do art. 5º da Constituição Federal:
Art. 5º […] § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem 
aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos 
respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.
IV – Errada. Em verdade, trata-se de competência exclusiva do Presidente da República, 
nos termos do art. 84, VIII da Constituição Federal:
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:
[…]
VIII – celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso 
Nacional;
Letra b.
029. 029. (CESPE-CEBRASPE/2021/APEX BRASIL/ANALISTA/ÁREA: PROCESSOS JURÍDICOS/2021) 
O direito internacional privado, haja vista sua natureza, seu objeto e suas principais fontes 
normativas, é, em sua essência, um direito de natureza
a) jurídica interna, ao qual cabe resolver a questão jurídica propriamente dita, sendo regido 
primordialmente por tratados e convenções.
b) jurídica internacional, ao qual cabe apontar o ordenamento jurídico aplicável ao caso 
concreto, sendo formado primordialmente por fontes supranacionais.
c) jurídica internacional, incumbido de solucionar diretamente a situação conflituosa 
apresentada, sendo regido principalmente pela lei interna de cada Estado nacional.
d) jurídica interna, ao qual cabe indicar a norma jurídica que poderá ser utilizada no caso 
concreto, sendo preponderantemente composto de normas produzidas pelo legislador interno.
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Fique Atento(a)! O objetivo do direito internacional privado é solucionar eventuais conflitos 
entre leis estrangeiras, indicando quais normas devem ser aplicadas ao caso concreto. 
Portanto, é regido pelo direito interno, ou seja, é o ordenamento jurídico pátrio que irá 
indicar a norma que tem validade no caso concreto.
De acordo com o professor Valerio de Oliveira Mazzuoli (2021, p. 36), o Direito Internacional 
Privado
[…] Trata-se do conjunto de princípios e regras de direito público destinados a reger os fatos que 
orbitam ao redor de leis estrangeiras contrárias, bem assim os efeitos jurídicos que uma norma 
interna pode ter para além do domínio do Estado em que foi editada, quer as relações jurídicas 
subjacentes sejam de direito privado ou público. Como se vê, o DIPr é a expressão exterior do 
direito interno estatal (civil, comercial, administrativo, tributário, trabalhista etc.).
Letra d.
030. 030. (CESPE-CEBRASPE/DIPLOMATA/TERCEIRO SECRETÁRIO/2017/ADAPTADA) A respeito 
das fontes do direito internacional público e tendo como referência a Convenção de Viena 
sobre o Direito dos Tratados, assinale a assertiva correta:
a) somente se considera “tratado” aquele acordo internacional concluído por escrito entre 
estados e assim especificamente denominado.
b) Organização Internacional são aquelas caracterizadas como Organização Não Governamental.
c) Não há vedação para que dois ou mais estados sejam depositários de um mesmo tratado.
d) A convenção de Viena sobre direito dos tratados se aplica a todos os tratados internacionais, 
mesmo que tenha entrado em vigor em período anterior à convenção.
De acordo com a Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados, não há qualquer vedação 
para que dois ou mais estados sejam depositários de um mesmo tratado. Nesse sentido, o 
art. 76 da referida convenção estabelece que:
Art. 76. Depositários de Tratados
1. A designação do depositário de um tratado pode ser feita pelos estados negociadores no 
próprio tratado ou de alguma outrana Europa, além de ter agregado novos princípios de Direito 
Internacional, como a proibição do tráfico negreiro, a liberdade irrestrita de navegação nos rios 
internacionais da região e as primeiras regras do protocolo diplomático. Os aspectos principais 
desse sistema perduraram até quase o início da Primeira Guerra Mundial.
Nesse contexto, surgiram vários pensadores que influenciaram o Direito Internacional, 
a exemplo do holandês Cornélio Von Bienkershoek que desenvolveu, no século XVIII, a teoria 
que ficou conhecida como “bala de canhão”, a fim de determinar o alcance do mar territorial.
Por certo que nenhum Estado pode deter o controle absoluto dos mares, e com as 
expansões marítimas isso virou um problema. Logo, surgiram as controvérsias acerca 
da distância que se considera o mar como território do país costeiro. Assim, a teoria de 
Bienkershoek propôs resolver a celeuma de uma forma bem simples: considera-se mar 
territorial o limite do alcança de uma bala de canhão. Afinal de contas, naquela época, 
esse era o limite territorial que um Estado conseguiria controlar. Qualquer embarcação 
que passasse além desse limite estaria ilesa e, portanto, em alto-mar. Essa teoria apenas 
foi superada com a Convenção de Genebra, em 1958, que codificou o mar territorial e 
com a Convenção das Nações Unidas sobre direito do mar, realizada em 1982, que definiu 
parâmetros para a extensão do mesmo.
Com a intensificação da globalização, especialmente a partir do século XX, o Direito 
Internacional se expande ainda mais, dada a intensificação das relações entre estados. O 
mesmo movimento de expansão é observado no âmbito do Direito Internacional Privado, 
pois há o estreitamento das relações, principalmente a partir da intensificação dos meios 
de comunicação, permitindo maior agilidade e economia nos negócios internacionais.
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Outro evento importante que marcou o Direito Internacional foi o pacto Briand-Kellog, 
também conhecido como Pacto de Proibição da Guerra de Agressão, que foi firmado em 
1928 (período entre guerras) por várias nações, tendo por objetivo coibir a guerra. Muito 
embora tenham ocorrido várias agressões armadas no período posterior à assinatura do 
referido tratado, este é considerado um marco para o Direito Internacional, pois o pacto 
passou a vigorar no cenário internacional e, ao menos no plano normativo, fixou uma 
espécie de censura ao uso das forças armadas para a solução de conflitos, caracterizando 
as ações violentas praticadas pelos estados como afronta ao Direito Internacional (Ramos, 
2016. p. 193).
Em 26 de junho de 1945 foi assinada a Carta das Nações Unidas, inicialmente, foram 50 
países signatários. Seu objetivo geral é promover a cooperação internacional e a paz mundial, 
especialmente por conta das duas grandes guerras. De acordo com o art. 1 da Carta:
Art. 1º Os propósitos das Nações unidas são:
1. Manter a paz e a segurança internacionais e, para esse fim: tomar, coletivamente, medidas 
efetivas para evitar ameaças à paz e reprimir os atos de agressão ou outra qualquer ruptura da 
paz e chegar, por meios pacíficos e de conformidade com os princípios da justiça e do direito 
internacional, a um ajuste ou solução das controvérsias ou situações que possam levar a uma 
perturbação da paz;
2. Desenvolver relações amistosas entre as nações, baseadas no respeito ao princípio de 
igualdade de direitos e de autodeterminação dos povos, e tomar outras medidas apropriadas 
ao fortalecimento da paz universal;
3. Conseguir uma cooperação internacional para resolver os problemas internacionais de caráter 
econômico, social, cultural ou humanitário, e para promover e estimular o respeito aos direitos 
humanos e às liberdades fundamentais para todos, sem distinção de raça, sexo, língua ou religião; e
4. Ser um centro destinado a harmonizar a ação das nações para a consecução desses objetivos 
comuns.
Na sequência, em 24 de outubro de 1945, na cidade de São Francisco, nos estados 
Unidos, foi criada a Organização das Nações Unidas – ONU. Nos termos do art. 2 da Carta 
das Nações Unidas:
Art. 2º A Organização e seus Membros, para a realização dos propósitos mencionados no art. 1, 
agirão de acordo com os seguintes Princípios:
1. A Organização é baseada no princípio da igualdade de todos os seus Membros.
2. Todos os Membros, a fim de assegurarem para todos em geral os direitos e vantagens resultantes 
de sua qualidade de Membros, deverão cumprir de boa-fé as obrigações por eles assumidas de 
acordo com a presente Carta.
3. Todos os Membros deverão resolver suas controvérsias internacionais por meios pacíficos, de 
modo que não sejam ameaçadas a paz, a segurança e a justiça internacionais.
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4. Todos os Membros deverão evitar em suas relações internacionais a ameaça ou o uso da força 
contra a integridade territorial ou a dependência política de qualquer Estado, ou qualquer outra 
ação incompatível com os Propósitos das Nações Unidas.
5. Todos os Membros darão às Nações toda assistência em qualquer ação a que elas recorrerem 
de acordo com a presente Carta e se absterão de dar auxílio a qual Estado contra o qual as Nações 
Unidas agirem de modo preventivo ou coercitivo.
6. A Organização fará com que os estados que não são Membros das Nações Unidas ajam de 
acordo com esses Princípios em tudo quanto for necessário à manutenção da paz e da segurança 
internacionais.
7. Nenhum dispositivo da presente Carta autorizará as Nações Unidas a intervirem em assuntos 
que dependam essencialmente da jurisdição de qualquer Estado ou obrigará os Membros a 
submeterem tais assuntos a uma solução, nos termos da presente Carta; este princípio, porém, 
não prejudicará a aplicação das medidas coercitivas constantes do Capítulo VII.
O Brasil é signatário da Carta das Nações Unidas, tendo promulgado a carta, no âmbito 
interno, em 22 de outubro de 1945, por meio do Decreto n. 19.814/1945.
Em 1969, firmou-se no cenário internacional a Convenção de Viena sobre o Direito dos 
Tratados, a qual restou promulgada no Brasil apenas em 2009 por meio do Decreto n. 7.030, 
de 14 de dezembro daquele ano.
A convenção é um marco para o Direito Internacional, pois estabelece uma série de 
princípios e diretrizes a serem observados pela comunidade internacional quando da 
assinatura de tratados internacionais. De acordo com o seu art. 5:
A presente Convenção aplica-se a todo tratado que seja o instrumento constitutivo de uma 
organização internacional e a todo tratado adotado no âmbito de uma organização internacional, 
sem prejuízo de quaisquer normas relevantes da organização.
Por certo que a sociedade é dinâmica e está em constante transformação, da mesma 
forma o direito – especialmente o Direito Internacional – está em constante evolução para 
dar respostas aos conflitos originados no tecido social.
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Introduçãoforma. O depositário pode ser um ou mais estados, uma 
organização internacional ou o principal funcionário administrativo dessa organização. 
(grifou-se)
a) Errada. Veja o que estabelece o art. 2 da Convenção:
Art. 2º
Expressões Empregadas
1. Para os fins da presente Convenção:
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a) “tratado” significa um acordo internacional concluído por escrito entre estados e regido pelo 
Direito Internacional, quer conste de um instrumento único, quer de dois ou mais instrumentos 
conexos, qualquer que seja sua denominação específica;
Portanto, não precisa constar especificamente a denominação “tratado” no documento 
para que ele seja considerado como tal.
b) Certa. As Organizações Internacionais são aquelas pessoas jurídicas de direito público 
externo, criadas pelos estados (ou por outras O.I) com finalidades específicas no cenário 
internacional, não se confundem com ONG.
d) Errada. Conforme expressamente prevê o art. 4:
Art. 4º […]
Irretroatividade da Presente Convenção
Sem prejuízo da aplicação de quaisquer regras enunciadas na presente Convenção a que os 
tratados estariam sujeitos em virtude do Direito Internacional, independentemente da Convenção, 
esta somente se aplicará aos tratados concluídos por estados após sua entrada em vigor 
em relação a esses estados.
Letra c.
031. 031. (CESPE-CEBRASPE/OFICIAL DE INTELIGÊNCIA/ÁREA 1/2018) De acordo com a Convenção 
de Viena sobre o Direito dos Tratados, concluída em 23 de maio de 1969, define-se por 
tratado internacional o “acordo internacional concluído por escrito entre estados e regido 
pelo direito internacional, quer conste de um instrumento único, quer de dois ou mais 
instrumentos conexos, qualquer que seja sua denominação específica”. No que se refere a 
esse assunto, marque a assertiva correta.
a) Ao defender a independência do direito internacional em relação ao direito nacional, os 
dualistas o fazem levando em consideração exclusivamente as hipóteses de conflito entre 
um tratado e uma norma de direito interno.
b) Prevalece no Brasil a teoria dualista pura, para a qual existem dois ordenamentos distintos, 
não havendo qualquer influência do direito internacional no direito interno.
c) A teoria monista defende que existem dois ordenamentos jurídicos distintos, o Direito 
Internacional e as normas jurídicas de direito interno.
d) A teoria dualista defende a existência de dois ordenamentos jurídicos, sendo que as 
normas de Direito Internacional influenciam diretamente as normas do direito interno, 
independentemente de qualquer procedimento de incorporação.
A questão acabou abortando conteúdo que se relaciona com a disciplina de Direito 
Constitucional e Hermenêutica Jurídica. Nesse momento, para nossa disciplina, basta 
saber que há duas grandes correntes: a corrente monista e a corrente dualista.
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Em síntese, a corrente dualista defende que há dois sistemas totalmente distintos e 
independentes: o direito interno e o direito internacional (por isso dualista), de tal modo 
que uma norma do ordenamento jurídico interno não influenciaria uma norma de direito 
internacional, do mesmo modo que uma norma de direito internacional não afetaria o 
direito interno.
Por outro lado, a teoria monista defende que existe um único ordenamento jurídica – unidade 
normativa. Para essa teoria prevalece o Direito Internacional, ou seja, havendo um Estado 
firmado determinado tratado esse seria incorporado diretamente como norma jurídica e 
teria incidência na ordem interna.
Como vimos, no Brasil, predomina a chamada corrente dualista moderada (ou monista 
internacionalista), para a qual o direito interno prevalece em relação ao internacional, não 
obstante, há possibilidade de incorporação do direito internacional a partir do procedimento 
de incorporação. Portanto, tratados e acordos internacionais podem ser incorporados 
como norma jurídica e ter vigência no ordenamento jurídico interno, desde que observado 
o procedimento para incorporação.
Desta forma, está correta a letra “a”, pois ao defender a independência do direito internacional 
em relação ao direito nacional (defendem que há dois ordenamentos jurídicos distintos e 
independentes), os dualistas o fazem levando em consideração exclusivamente as hipóteses 
de conflito entre um tratado e uma norma de direito interno.
b) Errada. No Brasil prevalece a doutrina dualista moderada ou monista internacionalista.
c) Errada. É a teoria dualista que defendia a existência de dois ordenamentos jurídicos 
distintos e independentes.
d) Errada. Para a já superada teoria dualista as normas de Direito Internacional não 
influenciariam as normas de direito interno.
Letra a.
032. 032. (CESPE-CEBRASPE/ANALISTA ADMINISTRATIVO/ANAC/ÁREA 3/2012/ADAPTADA) No que 
concerne ao direito internacional público, prevalece no Brasil a teoria:
a) dualista, segundo a qual as normas de direito internacional e de direito interno existem 
separadamente e não afetam umas às outras. b) monista, de acordo com a qual há unidade 
do ordenamento jurídico, prevalecendo as normas de direito internacional sobre as de 
direito interno.
c) dualista, segundo a qual existe apenas um único ordenamento jurídico universal.
d) dualista moderada, segundo a qual há possibilidade de incorporação de normas 
internacionais ao ordenamento jurídico interno, desde que submetidas regularmente ao 
procedimento de incorporação.
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Prevalece, no Brasil, a teoria dualista moderada (o mesmo que monista internacionalista), 
segundo a qual há possibilidade de incorporação de normas internacionais ao ordenamento 
jurídico interno, desde que submetidas regularmente ao procedimento de incorporação.
Letra d.
033. 033. (CESPE-CEBRASPE/DIPLOMATA/TERCEIRO SECRETÁRIO/2015/ADAPTADA) A jurisprudência 
tem constituído importante acervo de decisões que balizam o desenvolvimento progressivo 
do direito internacional, não apenas como previsão ideal, mas como efetivo aporte à prática 
da disciplina. Acerca da aplicação do art. 38 do Estatuto da Corte Internacional de Justiça, 
de antecedentes judiciários, de tratados e de costumes, assinale a assertiva correta.
a) A noção de jus cogens, como a de normas imperativas a priori, embora não unanimemente 
reconhecida em doutrina, é invocada com referência tanto em jurisprudência quanto em 
direito internacional positivo.
b) As normas consideradas de jus cogens são aquelas que não possuem imperatividade, em 
geral são apenas orientações a serem seguidas pelos estados.
c) As regras caracterizadas como soft law são normas imperativas, que vinculam os estados 
a adotarem determinadas pedidas sob pena de sanções no cenário externo.
d) As normas denominadas jus cogens não são consideradas como fontes do Direito 
Internacional, razão pela qual não costumam ser invocadas em jurisprudêncianem pela 
doutrina do Direito Internacional.
Em síntese, as normas de jus cogens são aquelas universalmente aceitas no cenário 
internacional, dotadas de imperatividade. Assim, consideram-se nulos os tratados que 
conflitem com uma norma imperativa de Direito Internacional geral (jus cogens). Vejamos 
o que estabelece o art. 53 da Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados:
Art. 53
Tratado em Conflito com uma Norma Imperativa de Direito Internacional Geral (jus cogens)
É nulo um tratado que, no momento de sua conclusão, conflite com uma norma imperativa 
de Direito Internacional geral. Para os fins da presente Convenção, uma norma imperativa de 
Direito Internacional geral é uma norma aceita e reconhecida pela comunidade internacional dos 
estados como um todo, como norma da qual nenhuma derrogação é permitida e que só pode 
ser modificada por norma ulterior de Direito Internacional geral da mesma natureza. (grifou-se)
Assim, por serem consideradas normas imperativas de Direito Internacional, são invocadas 
com referência tanto em jurisprudência quanto em direito internacional positivo. Portanto, 
está correta a letra a.
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b) Errada. Como vimos, as normas consideradas jus cogens são aquelas imperativas de 
Direito Internacional, razão pela qual vinculam os estados.
c) Errada. As regras caracterizadas como soft law são aquelas que não possuem imperatividade, 
em geral são consideradas apenas como orientação/recomendação aos estados.
d) Errada. É justamente o oposto, em verdade as normas de jus cogens são aquelas imperativas 
de Direito Internacional, sendo, portanto, fonte primária e imediata do D.I, com frequência 
invocadas pela jurisprudência e doutrina.
Letra a.
034. 034. (CESPE-CEBRASPE/AGU/ADVOGADO/2022/ADAPTADA) Princípios de tolerância são 
discutidos no contexto internacional desde a Declaração de Princípios de Tolerância da 
ONU, de 1995; e, recentemente, o Brasil promulgou a Convenção Interamericana contra 
o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de Intolerância. A partir desses 
documentos, assinala a assertiva correta.
a) O princípio da soberania dos estados possibilita que, em determinadas situações, os 
estados intervenham no âmbito de outro Estado para a resolução de eventuais conflitos 
internos.
b) Tolerância não pode ser considerada uma situação de condescendência ou indulgência 
em relação à diversidade cultural do mundo.
c) A autodeterminação dos povos garante o direito de um Estado-membro adquirir 
independência frente ao Estado Federal (direito de secessão).
d) Dado o princípio da não intervenção, nenhum Estado poderá utilizar suas forças armadas 
fora de seu território.
Sobre esse tema, vejamos o que dispõe o art. 1º da Declaração da ONU – Declaração de 
Princípios sobre a Tolerância de 1995:
Art. 1º Significado da tolerância
1.1 a tolerância é o respeito, a aceitação e a apreço da riqueza e da diversidade das culturas de 
nosso mundo, de nossos modos de expressão e de nossas maneiras de exprimir nossa qualidade 
de seres humanos. É fomentada pelo conhecimento, a abertura de espírito, a comunicação e a 
liberdade de pensamento, de consciência e de crença. A tolerância é a harmonia na diferença. 
Não só é um dever de ordem ética; é igualmente uma necessidade política e jurídica. A tolerância 
é uma virtude que torna a paz possível e contribui para substituir uma cultura de guerra por 
uma cultura de paz.
1.2 a tolerância não é concessão, condescendência, indulgência. A tolerância é, antes de tudo, 
uma atitude ativa fundada no reconhecimento dos direitos universais da pessoa humana e das 
liberdades fundamentais do outro. Em nenhum caso a tolerância poderia ser invocada para 
justificar lesões a esses valores fundamentais. A tolerância deve ser praticada pelos indivíduos, 
pelos grupos e pelo Estado.
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Portanto, está correta a letra b, pois, de fato, a tolerância não é concessão, condescendência, 
indulgência, razão pela qual em nenhum caso a tolerância poderia ser invocada para justificar 
lesões a valores fundamentais.
a) Errada. É justamente o oposto, o princípio da soberania dos estados garante que os 
estados estrangeiros não intervenham em assuntos de interesse interno. Vale mencionar que, 
excepcionalmente, através do conselho de segurança da ONU, e tendo vez superadas todas 
as tentativas de resolver determinado conflito pacificamente – sem sucesso, admite-se a 
intervenção da Organização Internacional (por meio de seus estados partes) em determinado 
conflito. Porém, como fica evidente, esse caso requer a existência de um conflito que possa 
comprometer a paz mundial, jamais um conflito interno.
c) Errada. É vedado o direito de secessão, ou seja, a possibilidade de um Estado-membro da 
Federação (ex.: Rio de Janeiro) se separar do Estado Federal. Assim, a autodeterminação dos 
povos não se confunde com direito de separação, mas está relacionada com a possibilidade 
dos povos escolherem livremente seu estatuto jurídico, normas, valores sociais, culturais 
e econômicos.
d) Errada. Fique atento(a), em alguns casos é possível sim a utilização das forças armadas 
de um Estado no território de outro, desde que ocorra no âmbito de alguma intervenção 
devidamente autorizada pela ONU, nas restritas hipóteses em que isso seja previsto, tal 
como ocorre nas missões de paz. Inclusive, o Brasil já participou de algumas missões de paz 
(a exemplo as missões realizadas no Haiti e no Líbano).
Letra b.
035. 035. (CESPE-CEBRASPE/DPF/DELEGADO/2021/ADAPTADA) Em relação à importância dos 
elementos que compõem o Estado, assinale a assertiva correta.
a) Os estados são formados basicamente por uma base territorial e um governo soberano.
b) estados são formados por três elementos conjugados: base territorial, comunidade 
humana e uma forma de governo que pode estar subordinada à autoridade exterior.
c) Os estados são formados por 2 elementos: base territorial e o elemento humano 
denominado povo.
d) estados são formados por três elementos: base territorial, comunidade humana e uma 
forma de governo autônomo.
Os estados detém soberania dentro de seus territórios, de tal modo que não podem estar 
subordinados à nenhuma autoridade exterior. Logo, podemos afirmar que os estados 
são formados por: uma base territorial, comunidade humana e uma forma de governo 
autônomo. Portanto, correta a letra d.
Letra d.
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036. 036. (CESPE-CEBRASPE/DPF/DELEGADO/2021/ADAPTADA) Os estados possuem autonomia 
para decidir sobre a entrada de indivíduos em seu território. Nesse sentido, tendo por base 
os princípios gerais do Direito Internacional, assinale a assertiva correta:
a) o Brasil estabelece que poderá ser impedido de ingressar no País, após entrevista individual 
e independente de fundamentação, a pessoa que apresente documento de viagem que 
não seja válido parao Brasil.
b) em nenhuma hipótese admite-se o impedimento de ingresso no Brasil.
c) poderá ser impedida de ingressar no País, após entrevista individual, a pessoa que 
apresente documento de viagem que não seja válido para o Brasil, desde que o ato seja 
devidamente fundamentado.
d) dado o princípio da soberania, os estados não são obrigado a observarem, no âmbito 
interno, as normas internacionais que tutelem direitos fundamentais dos estrangeiros, 
mesmo que sejam signatários.
Cuidado com os detalhes! De fato, o Brasil estabelece que poderá ser impedida de ingressar 
no País, após entrevista individual, a pessoa que apresente documento de viagem que 
não seja válido para o Brasil. Porém, o ato que impede o ingresso no País tem que ser 
fundamentado. Assim estabelece a lei n. 13.445/2017 – Lei de Migração:
Art. 45. Poderá ser impedida de ingressar no País, após entrevista individual e mediante ato 
fundamentado, a pessoa:
[…]
V – que apresente documento de viagem que:
a) não seja válido para o Brasil;
a) Errada. Como vimos, precisa sim de fundamentação.
b) Errada. Os estados não são obrigados a admitir o ingresso de todos os estrangeiros 
em seu território, havendo sim hipóteses em que poderão ser impedidos de ingressar em 
território nacional (a exemplo quando portar documento de identificação que não seja 
válido em nosso território), desde que o ato seja fundamentado.
d) Errada. Os estados detém soberania e capacidade jurídica internacional para decidirem 
aderir ou não às convenções e tratados internacionais. Porém, uma vez que são signatários, 
deverão adotar medidas para a fiel observância de suas normas, especialmente aquelas 
que tutelem direitos fundamentais.
Letra c.
037. 037. (CESPE-CEBRASPE/SF ADVOGADO/2020/ADAPTADA) A respeito das fontes de direito 
internacional público, assinale a alternativa correta.
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a) A lista das fontes de Direito Internacional prevista na Convenção de Viena de 1969 é 
meramente exemplificativa e não estabelece uma hierarquia entre tais fontes.
b) As fontes do direito internacional estão restritas aos Tratados e Convenções Internacionais, 
não se admitindo outras fontes.
c) Os tratados internacionais, fontes primárias do Direito Internacional, são formados a 
partir do consenso entre os estados e assumem a forma escrita ou verbal.
d) Somente são admitidos como fontes do Direito Internacional normas escritas.
De fato, a lista das fontes de DIP prevista na Convenção de Viena de 1969 é meramente 
exemplificativa, ou seja, podem existir outras fontes que não constem expressamente na 
convenção. Ademais, não há hierarquia entre essas fontes. Em síntese, as principais fontes 
de Direito dos Internacional são: as convenções internacionais; o costume internacional; 
os princípios gerais de direito; e as decisões judiciárias e a doutrina (essas últimas como 
meio auxiliar).
b) Errada. Como mencionado as fontes do D.I não se limitam aos Tratados e Convenções 
Internacionais.
c) Errada. Somente se admite a formação de tratados internacionais por escrito, não há 
previsão de “tratado verbal”.
d) Errada. Como vimos, admite-se em D.I as normas costumeiras, as quais não constam 
necessariamente codificadas por escrito.
Letra a.
038. 038. (CESPE-CEBRASPE/INSTITUTO RIO BRANCO/DIPLOMATA/2ª ETAPA/2012) Considerando 
as fontes de direito internacional público previstas no Estatuto da Corte Internacional de 
Justiça/CIJ) e as que se revelaram a posteriori, bem como a doutrina acerca das formas 
de expressão da disciplina jurídica, assinale a opção correta.
a) De acordo com o Estatuto da Corte da Haia, a equidade constitui, apesar de seu caráter 
impreciso, fonte recorrente e prevista como obrigatória na resolução judicial de contenciosos 
internacionais.
b) A expressão não escrita do direito das gentes conforma o costume internacional como 
prática reiterada e uniforme de conduta, que, incorporada com convicção jurídica, distingue-
se de meros usos ou mesmo de práticas de cortesia internacional.
c) As convenções internacionais, que podem ser registradas ou não pela escrita, são 
consideradas, independentemente de sua denominação, fontes por excelência, previstas 
originariamente no Estatuto da CIJ.
d) Em face do caráter difuso da sociedade internacional, bem como da proliferação de 
tribunais internacionais, verifica-se no direito internacional crescente invocação de decisões 
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judiciais antecedentes, arroladas como opinio juris, ainda que não previstas no Estatuto 
da CIJ.
e) Ainda que não prevista em tratado ou no Estatuto da CIJ, a invocação crescente de 
normas imperativas confere ao jus cogens manifesta qualidade de fonte da disciplina, a 
par de atos de organizações internacionais, como resoluções da ONU.
Como vimos, o costume refere-se àquelas normas do Direito Internacional entendidas 
como prática reiterada e uniforme de conduta, que, incorporada com convicção jurídica, 
distingue-se de meros usos ou mesmo de práticas de cortesia internacional.
a) Errada. Não há previsão expressa acerca da utilização da equidade como fonte do Direito 
Internacional, sendo que há muita divergência acerca da possibilidade de se utilizar a 
equidade como fonte do D.I. Portanto, a equidade não é fonte recorrente nem prevista 
como obrigatória no D.I.
c) Errada. Tratados e Convenções Internacionais somente são admitidos na forma escrita.
d) Errada. De fato, há proliferação de tribunais internacionais e crescente utilização das 
decisões judiciais antecedentes. Contudo, o erro da assertiva está em afirmar que tais 
decisões são arroladas como opinio juris “não previstas no Estatuto da CIJ”. Em verdade 
as decisões judiciais antecedentes são consideradas jurisprudência (fonte do Direito 
Internacional e não opinio juris), sendo expressamente previstas no Estatuto da CIJ:
Art. 38.1. A Côrte, cuja função é decidir de acordo com o direito internacional as controvérsias 
que lhe forem submetidas, aplicará:
a) as convenções internacionais, quer gerais, quer especiais. que estabeleçam regras 
expressamente reconhecidas pelos estados litigantes;
b) o costume internacional, como prova de uma prática geral aceita como sendo o direito;
c) os princípios gerais de direito reconhecidos pelas Nações civilizadas;
d) sob ressalva da disposição do art. 59, as decisões judiciárias e a doutrina dos publicistas 
mais qualificados das diferentes Nações, como meio auxiliar para a determinação das regras 
de direito.
e) Certa. As normas de jus cogens são as principais fontes do Direito Internacional, previstas 
expressamente pelo Estatuto da CIJ (Convenções Internacionais Gerais).
Letra b.
039. 039. (FGV/PREF. RECIFE/ANALISTA DE CONTROLE INTERNO/ÁREA FINANÇAS PÚBLICAS/2014) 
A Constituição Brasileira de 1988 elenca os princípios que o Brasil deverá observar no seu 
relacionamento com outros países. As opções a seguir apresentam princípios constitucionais 
observados nas relações internacionais pelo nosso país, à exceção de uma. Assinale-a.
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a) Repúdio ao terrorismo
b) Prevalência dos direitos humanos
c) Autonomia nacional
d) Não intervenção
e) Concessão de asilo político
Fique atento(a) aos detalhes! a “letra c” não corresponde a um princípio que rege a RFB em 
suas relações internacionais, pois o correto seria independência nacional, e não autonomia. 
De acordo com o art. 4º da CF:
Art. 4º a República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes 
princípios:
I – independência nacional;
II – prevalência dos direitos humanos;
III – autodeterminação dos povos;
IV – não intervenção;
V – igualdade entre os estados;
VI – defesa da paz;
VII – solução pacífica dos conflitos;
VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX – cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
X – concessão de asilo político.
Letra c.
040. 040. (FGV/PREF. RECIFE/AUDITOR DO TESOURO MUNICIPAL/2014) Analise as afirmativas a seguir.
I – A soberania, a cidadania e a proteção à propriedade privada constituem fundamentos 
da República Federativa do Brasil.
II – A República Federativa do Brasil rege-se, em suas relações internacionais, pela 
autodeterminação dos povos e pela não intervenção.
III – A Constituição da República Federativa do Brasil erige a livre iniciativa como um princípio 
fundamental.
Assinale:
a) se somente a afirmativa I estiver correta.
b) se somente a afirmativa II estiver correta.
c) se somente a afirmativa III estiver correta.
d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
e) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
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I – Errada. A propriedade privada não constitui fundamento da RFB. Nesse sentido a 
CF/1988 estabelece que:
Art. 1º a República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos estados e Municípios 
e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
I – a soberania;
II – a cidadania;
III – a dignidade da pessoa humana;
IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V – o pluralismo político.
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos 
ou diretamente, nos termos desta Constituição.
II – Certa. Nos termos do art. 4º da CF/1988:
Art. 4º a República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes 
princípios:
I – independência nacional;
II – prevalência dos direitos humanos;
III – autodeterminação dos povos;
IV – não intervenção;
V – igualdade entre os estados;
VI – defesa da paz;
VII – solução pacífica dos conflitos;
VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX – cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
X – concessão de asilo político.
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, 
social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-
americana de nações.
III – Certa. Estabelece a Constituição Federal em seu art. 1º que:
Art. 1º a República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos estados e Municípios 
e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
I – a soberania;
II – a cidadania;
III – a dignidade da pessoa humana;
IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V – o pluralismo político.
Letra e.
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041. 041. (INÉDITA/2025) Tendo como norte as diretrizes do Direito Internacional, julgue o 
item a seguir.
No cenário internacional, prevalece a dependência dos estados economicamente 
subdesenvolvidos em relação aos estados desenvolvidos.
Um dos princípios fundamentais de Direito Internacional é a soberania, segundo o qual todos 
os estados (independentemente de sua condição econômica, cultural, social e etc.) detém 
total autonomia no âmbito do seu território, não sendo correto afirmar que são dependentes 
de outros estados. Ademais, vale lembrar que a Constituição Federal estabelece que:
Art. 4º a República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes 
princípios:
I – independência nacional;
II – prevalência dos direitos humanos;
III – autodeterminação dos povos;
IV – não intervenção;
V – igualdade entre os estados;
VI – defesa da paz;
VII – solução pacífica dos conflitos;
VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX – cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
X – concessão de asilo político.
Errado.
042. 042. (INÉDITA/2025) Tendo como norte as diretrizes do Direito Internacional e as disposições 
constitucionais que regulamentam a matéria, assinale a assertiva correta:
a) após a assinatura de tratado internacional pelo Presidente da República, o documento 
deve ser submetido para deliberação do Congresso Nacional que, uma vez aprovando, 
promulgará o correspondente Decreto Executivo;
b) após a assinatura de tratado internacional pelo Presidente da República, o documento 
deve ser submetido para deliberação do Senado Federal que, uma vez aprovando, promulgará 
o correspondente Decreto Legislativo;
c) após a assinatura de tratado internacional pelo Presidente da República, o documento 
deve ser submetido para deliberação da Câmara dos Deputados que, uma vez aprovando, 
promulgará o correspondente Decreto Legislativo;
d) após a assinatura de tratado internacional pelo Presidente da República, o documento 
deve ser submetido para deliberação do Congresso Nacional que, uma vez aprovando, 
promulgará o correspondente Decreto Legislativo;
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Fique atento(a) aos detalhes. É da competência exclusiva do Congresso Nacional a apreciação 
de tratados, acordos ou atos internacionais, conforme expressamente estabelece a 
Constituição Federal de 88, vejamos:
Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:
I – resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem 
encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional;
Ademais, como estudamos, após a aprovação, o Congresso Nacional promulga do Decreto 
Legislativo, cuidado para não confundir com outras espécies normativas.
Letra d.
043. 043. (INÉDITA/2025) Tendo como norte as diretrizes do Direito Internacional e as disposições 
constitucionais que regulamentam a matéria, assinale a assertiva correta:
a) O Brasil não se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional;
b) Compete privativamente ao Presidente da República celebrar tratados, convenções e 
atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso Nacional;
c) Compete ao Superior Tribunal de Justiça declarar a inconstitucionalidade de tratado 
internacional;
d) Cabe à Justiça Estadual julgaras causas fundadas em tratado ou contrato da União com 
Estado estrangeiro ou organismo internacional;
Conforme expressamente dispõe a CF/1988:
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:
[…]
VIII – celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso 
Nacional;
a) Errada. Como estudamos o Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional, 
vez que é signatário do Tratado de Roma. Inclusive, tal disposição consta expressamente 
do art. 5º, § 4º da CF/1988.
c) Errada. Tal competência pertence ao Supremo Tribunal Federal, enquanto guardião da 
Constituição, vejamos o disposto na Constituição Federal:
Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, 
cabendo-lhe:
[…]
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III – julgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última instância, 
quando a decisão recorrida:
[…]
declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal;
d) Errada. Tal competência é da Justiça Federal, nos termos do art. 109, III da CF:
Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar:
[…]
III – as causas fundadas em tratado ou contrato da União com Estado estrangeiro ou organismo 
internacional;
Letra b.
044. 044. (INÉDITA/2025) Considerando o contexto de formação do Direito Internacional, suas 
fontes e teorias, assinale a assertiva correta.
a) o Direito Internacional surge como ciência jurídica somente após o fim da 2º guerra 
mundial, momento a partir do qual começam a surgir tratados internacionais.
b) o Direito Internacional Público é fruto de inúmeros fatores sociais, políticos, econômicos 
e religiosos que transformaram a ordem política da Europa na passagem da Idade Média 
para a Idade Moderna.
c) com o fim da primeira guerra mundial firmou-se o primeiro tratado internacional de 
que se tem notícia: o pacto Briand-Kellog, também conhecido como Pacto de Proibição da 
Guerra de Agressão, que foi firmado em 1928 (período entre guerras).
d) a Convenção de Viena sobre direito dos tratados admite a formação de tratados baseados 
em compromissos verbais.
De acordo com o professor Mazzuoli (2021, p. 10):
O Direito Internacional Público, contrariamente do que pensa boa parte da doutrina, não é 
uma criação recente. Mas também não é tão antigo como pretendem alguns autores. Sem se 
poder determinar uma data precisa para o seu nascimento, tem-se como certo que o Direito 
Internacional Público é fruto de inúmeros fatores sociais, políticos, econômicos e religiosos 
que transformaram a ordem política da Europa na passagem da Idade Média para a Idade 
Moderna. (grifo nosso).
Portanto, está correta a letra b, sendo certo que o Direito Internacional é fruto de inúmeros 
fatores sociais, políticos, econômicos e religiosos que transformaram a ordem política 
da Europa na passagem da Idade Média para a Idade Moderna.
a) Errada. Como estudamos, o Direito Internacional enquanto ciência jurídica começa a 
surgir a partir da formação dos estados europeus e da passagem da Idade Média para a 
Idade Moderna.
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c) Errada. Embora o pacto de Briand-Kellog, também conhecido como Pacto de Proibição 
da Guerra de Agressão, firmado em 1928 (período entre guerras), seja um importante 
marco para o Direito Internacional ele não é o primeiro tratado internacional de que se 
tem notícia, muitos outros tratados surgiram antes dele, tais como o Tratado de Westfália 
(1648), Acordos de Viena de 1815, dentre outros.
d) Errada. Como vimos, não se admite a formação de tratados de forma verbal, apenas 
por escrito.
Letra b.
045. 045. (INÉDITA/2025) Considerando as fontes de direito internacional público previstas no 
Estatuto da Corte Internacional de Justiça/CIJ) e as que se revelaram a posteriori, bem como 
a doutrina acerca das formas de expressão da disciplina jurídica, assinale a opção correta.
a) de acordo com o princípio pacta sunt servanda, os Tratados Internacionais em vigor 
obrigam as partes e deve ser cumprido por elas de boa-fé.
b) não há previsão no âmbito do Direito Internacional do princípio pacta sunt servanda.
c) no âmbito do Direito Internacional, dado o princípio da soberania dos estados, não há 
que se falar em boa-fé nas relações.
d) no contexto das relações internacionais, o Brasil rege-se pelo princípio da intervenção.
Conforme expressamente dispõe a Convenção de Viena sobre direito dos tratados:
Art. 26. […]
Pacta sunt servanda
Todo tratado em vigor obriga as partes e deve ser cumprido por elas de boa-fé.
b) Errada. Há sim previsão expressa do princípio pacta sunt servanda no Direito Internacional.
c) Errada. Como vimos acima, a Convenção de Viena sobre direito dos tratados estabelece 
expressamente o princípio da boa-fé nas relações internacionais.
d) Errada. Fique atento(a) aos detalhes, em verdade o Brasil rege-se nas suas relações 
internacionais pelo princípio da NÃO intervenção.
Letra a.
046. 046. (INÉDITA/2025) Considerando o contexto de formação do Direito Internacional, suas 
fontes e teorias, assinale a assertiva correta.
a) a carta das Nações Unidas de 1945 foi firmada no período entre guerras e tem por objetivo 
geral censurar os conflitos armados.
b) o Tratado de Westfália foi firmado em 1969, destinado a estabelecer normas gerais 
sobre o Direito dos Tratados.
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c) a Convenção de Viena sobre direito dos tratados, firmada em 1648, teve por objetivo 
pôr fim à guerra dos trinta anos.
d) a carta das Nações Unidas de 1945 foi firmada na Conferência de São Francisco, tendo 
por objetivo promover a paz mundial e a garantia de direitos fundamentais.
De fato, a carta das Nações Unidas de 1945 foi firmada na Conferência de São Francisco, 
tendo por objetivo promover a paz mundial. De acordo com o preâmbulo da Carta:
NÓS, OS POVOS DAS NAÇÕES UNIDAS, RESOLVIDOS
a preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra, que por duas vezes, no espaço da nossa 
vida, trouxe sofrimentos indizíveis à humanidade, e a reafirmar a fé nos direitos fundamentais 
do homem, na dignidade e no valor do ser humano, na igualdade de direito dos homens e das 
mulheres, assim como das nações grandes e pequenas, e a estabelecer condições sob as quais 
a justiça e o respeito às obrigações decorrentes de tratados e de outras fontes do direito 
internacional possam ser mantidos, e
a promover o progresso social e melhores condições de vida dentro de uma liberdade ampla.
E para tais fins
praticar a tolerância e viver em paz, uns com os outros, como bons vizinhos, […]
a) Errada. A Carta das Nações Unidas não foi firmada no período entre guerras, mas apenas 
no final da 2ª Guerra Mundial, e tem por objetivo geral promover a paz mundial e os Direitos 
Fundamentais, considerando a guerra como ilícito.
b)Errada. A Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados é que foifirmada em 1969, para 
estabelecer normas gerais sobre o Direito dos Tratados.
c) Errada. O tratado de Westfália é que foi firmado em 1648 para pôr fim à guerra dos trinta 
anos, ocorridas em diversos países da Europa, especialmente na Alemanha.
Letra d.
047. 047. (INÉDITA/2025) Considerando as disposições da Carta das Nações Unidas de 1945, bem 
como os princípios gerais do Direito Internacional assinale a assertiva correta.
a) A Organização é baseada no princípio da igualdade de todos os seus Membros.
b) A Organização é baseada no princípio da proporcionalidade entre os seus Membros, 
de modo que quanto maior o seu capital alocado, maior será o seu poder de decisão na 
organização.
c) Após a sua assinatura não se admite o ingresso de novos estados membros à ONU.
d) A Assembleia Geral da ONU é restrita aos membros originários que firmaram a Carta 
em 1945.
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Conforme expressamente estabelece Carta da ONU:
Art. 2. A Organização e seus Membros, para a realização dos propósitos mencionados no art. 1, 
agirão de acordo com os seguintes Princípios:
1. A Organização é baseada no princípio da igualdade de todos os seus Membros.
[…]
b) Errada. Como vimos, a ONU se baseia no princípio da igualdade entre os seus Membros, 
não há que se falar, no âmbito da ONU em proporcionalidade de capital alocado, TODOS 
SÃO IGUAIS.
c) Errada. De acordo com a Carta, a ONU é ABERTA:
Art. 4. 1. A admissão como Membro das Nações Unidas fica aberta a todos os estados amantes 
da paz que aceitarem as obrigações contidas na presente Carta e que, a juízo da Organização, 
estiverem aptos e dispostos a cumprir tais obrigações.
d) Errada. A Assembleia Geral da ONU é composta por todos os seus membros.
Letra a.
048. 048. (INÉDITA/2025) Diante dos princípios gerais que regem o Direito Internacional, assinale 
a assertiva correta:
a) diante do princípio da soberania dos estados somente será possível firmar acordos e 
tratados internacionais se houver consentimento entre todas as partes envolvidas.
b) não há previsão expressa do princípio da boa-fé.
c) o Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelo princípio da intervenção.
d) não há previsão expressa na Constituição Federal do princípio da autodeterminação dos 
povos.
Em decorrência do princípio da Soberania dos estados temos o elemento consentimento. 
Ora, se todos são soberanos em seus territórios e não é possível impor-lhes condicionantes 
que não tenham previamente aceito, somente será possível firmar acordos e tratados 
internacionais se houver consentimento entre todas as partes envolvidas.
Vejamos o erro das demais alternativas:
b) Errada. Conforme expressamente dispõe a Convenção de Viena sobre direito dos tratados:
Art. 26
Pacta sunt servanda
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c) Errada. Cuidado com os detalhes, o Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelo 
princípio da NÃO intervenção.
d) Errada. Há previsão SIM.
Art. 4º a República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes 
princípios:
[…]
III – autodeterminação dos povos;
[…]
Letra a.
049. 049. (INÉDITA/2025) No âmbito do Direito Internacional Público, o princípio do “jus cogens” 
refere-se a normas imperativas de direito internacional geral. Sobre esse conceito, analise 
as afirmações a seguir e marque a alternativa INCORRETA:
a) As normas de jus cogens dependem de ampla aceitação pelos estados.
b) São vinculativas para os estados.
c) É nulo um tratado que, no momento de sua conclusão, conflite com uma norma imperativa 
de Direito Internacional geral.
d) uma norma imperativa de Direito Internacional geral é uma norma aceita e reconhecida 
pela comunidade internacional dos estados como um todo.
e) É imprescindível que conste expressamente escrita em Tratado Internacional
A banca pediu para marcarmos a alternativa INCORRETA, sendo, portanto, a letra E nosso 
gabarito, isso porque para a formação das normas de jus cogens não se exige procedimento 
específico de elaboração, podendo ser de origem convencional ou consuetudinária. Desta 
forma, ainda que não conste expressamente escrita em um tratado internacional, poderá 
determinada norma ser reconhecida e aceita como jus cogens.
As normas de Jus Cogens são consideradas normas imperativas do Direito Internacional, 
possuindo aceitação universal, razão pela qual vinculam os estados quanto a sua estrita 
observância. Em havendo conflito entre um tratado e uma norma imperativa de Direito 
Internacional (jus cogens), o tratado será considerado nulo, pois as normas de jus cogens são 
consideradas inderrogáveis por meio de tratados. De acordo com a Convenção de Viena:
Art. 53. Tratado em Conflito com uma Norma Imperativa de Direito Internacional Geral (jus cogens)
É nulo um tratado que, no momento de sua conclusão, conflite com uma norma imperativa 
de Direito Internacional geral. Para os fins da presente Convenção, uma norma imperativa de 
Direito Internacional geral é uma norma aceita e reconhecida pela comunidade internacional dos 
estados como um todo, como norma da qual nenhuma derrogação é permitida e que só pode 
ser modificada por norma ulterior de Direito Internacional geral da mesma natureza.
Letra e.
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050. 050. (INÉDITA/2025) No que se refere ao Direito Internacional e as teorias que explicam 
o fenômeno de formação e incorporação das normas oriundas do Direito Internacional, é 
correto afirmar que no Brasil prevalece a teoria:
a) unitária;
b) Monista internacionalista;
c) Dualista, cabendo exclusivamente ao Poder Executivo o procedimento de incorporação 
dos Tratados Internacionais;
d) Teoria Monista
e) nenhuma das alternativas
De acordo com Mazzuoli (2006, p. 57), no Brasil adota-se a doutrina monista internacionalista 
(o mesmo que dualista moderada), segundo a qual “[…] o Direito Internacional Público 
encontra-se em posição de absoluta primazia sobre o Direito interno estatal. Tal primazia 
atribui aos tratados ratificados pelo Brasil (quaisquer que sejam) um status hierárquico 
superior a toda a legislação doméstica do país”.
Significa dizer que, uma vez que o Brasil ratificou determinado tratado/convenção 
internacional, tendo ocorrido o procedimento de internalização, o tratado passa a ter 
força normativa no ordenamento jurídico interno, revogando ou modificando as disposições 
ordinárias em contrário e devendo ser observados pela legislação superveniente.
Letra b.
051. 051. (INÉDITA/2025) Acerca das fontes do Direito Internacional, assinale a alternativa correta:
a) são consideradas fontes do Direito Internacional, dentre outras, os tratados e convenções 
internacionais firmados verbalmente entre os estados.
b) são consideradas fontes primárias do Direito Internacional as convenções internacionais, 
o costumeinternacional e os princípios gerais do Direito.
c) são consideradas fontes primárias do Direito Internacional as decisões judiciárias e a 
doutrina dos publicistas mais qualificados.
d) não se considera fonte do Direito Internacional os costumes internacionais.
As principais fontes do Direito dos Tratados podem ser extraídas do Estatuto da Corte 
Internacional de Justiça – CIJ de 1920. Assim estabelece o seu art. 38:
Art. 38.1. A Côrte, cuja função é decidir de acordo com o direito internacional as controvérsias 
que lhe forem submetidas, aplicará:
a) as convenções internacionais, quer gerais, quer especiais. que estabeleçam regras 
expressamente reconhecidas pelos estados litigantes;
b) o costume internacional, como prova de uma prática geral aceita como sendo o direito;
c) os princípios gerais de direito reconhecidos pelas Nações civilizadas;
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d) sob ressalva da disposição do art. 59, as decisões judiciárias e a doutrina dos publicistas 
mais qualificados das diferentes Nações, como meio auxiliar para a determinação das regras 
de direito.
Letra b.
052. 052. (INÉDITA/2025) No âmbito do direito internacional, o princípio da proibição ao retrocesso 
significa que não podem ser criadas normas que restrinjam direitos fundamentais já 
consagrados pela sociedade internacional.
É exatamente isso! O princípio da proibição (ou vedação) ao retrocesso estabelece que 
não podem ser criadas normas restringindo direitos fundamentais já consagrados pela 
sociedade internacional.
Certo.
053. 053. (INÉDITA/2025) Assinale a assertiva que apresenta apenas fontes expressamente 
previstas do Direito Internacional.
a) tratados internacionais, costume e equidade.
b) tratados e convenções internacionais, princípios gerais do direito e equidade.
c) tratados e convenções internacionais, costume e princípios gerais do direito.
d) tratados e convenções internacionais, costume e a legislação interna dos estados.
De acordo com o Estatuto da Corte Internacional de Justiça – CIJ, também conhecida como 
Corte de Haia:
Art. 38.1. A Côrte, cuja função é decidir de acordo com o direito internacional as controvérsias 
que lhe forem submetidas, aplicará:
a) as convenções internacionais, quer gerais, quer especiais. que estabeleçam regras 
expressamente reconhecidas pelos estados litigantes;
b) o costume internacional, como prova de uma prática geral aceita como sendo o direito;
c) os princípios gerais de direito reconhecidos pelas Nações civilizadas;
d) sob ressalva da disposição do art. 59, as decisões judiciárias e a doutrina dos publicistas 
mais qualificados das diferentes Nações, como meio auxiliar para a determinação das regras 
de direito.
Portanto, em síntese, as principais fontes para o Direito dos Tratados são: as convenções 
internacionais; o costume internacional; os princípios gerais de direito; e as decisões 
judiciárias e a doutrina (essas últimas como meio auxiliar).
Letra c.
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054. 054. (INÉDITA/2025) Acerca das fontes e dos princípios gerais do Direito Internacional, 
assinale a assertiva correta:
a) as normas de soft law são consideradas inderrogáveis por tratados e convenções 
internacionais.
b) as normas de jus cogens, dada a sua imperatividade, somente poderão ser derrogadas 
por tratados e convenções internacionais;
c) as normas de soft law, dada a sua flexibilidade, não poderão ser derrogadas por tratados 
e convenções internacionais.
d) as normas de jus cogens, dada a sua imperatividade e ampla aceitação no cenário 
internacional, não poderão ser derrogadas por tratados e convenções internacionais, 
somente podendo ser modificadas por outras normas de igual natureza.
Está correta apenas a letra d. Pois dada a imperatividade e ampla aceitação das normas 
de jus cogens, elas não podem ser derrogadas por tratados internacionais, somente 
podendo ser modificadas por outras normas de igual natureza. Nesse sentido, a Convenção 
de Viena estabelece que:
Art. 53. Tratado em Conflito com uma Norma Imperativa de Direito Internacional Geral (jus cogens)
É nulo um tratado que, no momento de sua conclusão, conflite com uma norma imperativa 
de Direito Internacional geral. Para os fins da presente Convenção, uma norma imperativa de 
Direito Internacional geral é uma norma aceita e reconhecida pela comunidade internacional dos 
estados como um todo, como norma da qual nenhuma derrogação é permitida e que só pode 
ser modificada por norma ulterior de Direito Internacional geral da mesma natureza.
a) Errada. Normas de soft law são sim derrogáveis por tratados e convenções internacionais, 
justamente por serem consideradas mais flexíveis. Por outro lado, as normas de jus cogens 
é que são consideradas inderrogáveis por tratados internacionais.
b) Errada. Como vimos, as normas de jus cogens são inderrogáveis por tratados internacionais, 
somente podendo ser alteradas por normas de mesmo status, ou seja, outra norma 
internacional considerada de jus cogens.
c) Errada. Como vimos, as normas de soft law podem SIM ser derrogadas por tratados e 
convenções internacionais.
Letra d.
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REFERÊNCIASREFERÊNCIAS
ACCIOLY, Hildebrando; CASELLA, Paulo Borba; SILVA, G. E. do Nascimento. Manual de Direito 
Internacional público. 25. ed. São Paulo: Saraiva, 2021.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Congresso 
Nacional, 1988.
BRASIL. Decreto n. 7.030/2009. Promulga a Convenção de Viena sobre o Direito dos 
Tratados de 1969. Brasília, DF: Presidência da República, 2009. Disponível em: https://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/decreto/d7030.htm. Acesso em: 6 
jun. 2025.
MAZZUOLI, Valerio de Oliveira. Curso de Direito Internacional privado. 5. ed. Rio de Janeiro: 
Forense, 2021.
RAMOS, André de Carvalho. Teoria Geral dos Direitos Humanos na Ordem Internacional. 6. 
ed. São Paulo: Saraiva, 2016.
VARELLA, Marcelo Dias. Direito Internacional público. 8. ed. São Paulo: Saraiva, 2019.
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ANEXOANEXO
Convenção de Viena Sobre Direito dos Tratados (Decreto n. 7.030/2009):
Promulga a Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados, concluída em 23 de maio 
de 1969, com reserva aos Arts. 25 e 66.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV, 
da Constituição, e
Considerando que o Congresso Nacional aprovou, por meio do Decreto Legislativo no 
496, de 17 de julho de 2009, a Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados,concluída 
em 23 de maio de 1969, com reserva aos Arts. 25 e 66;
Considerando que o Governo brasileiro depositou o instrumento de ratificação da referida 
Convenção junto ao Secretário-Geral das Nações Unidas em 25 de setembro de 2009;
DECRETA:
Art. 1º a Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados, concluída em 23 de maio de 
1969, com reserva aos Arts. 25 e 66, apensa por cópia ao presente Decreto, será executada 
e cumprida tão inteiramente como nela se contém.
Art. 2º São sujeitos à aprovação do Congresso Nacional quaisquer atos que possam 
resultar em revisão da referida Convenção ou que acarretem encargos ou compromissos 
gravosos ao patrimônio nacional, nos termos do art. 49, inciso I, da Constituição.
Art. 3º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 14 de dezembro de 2009
CONVENÇÃO DE VIENA SOBRE O DIREITO DOS TRATADOS
Os estados Partes na presente Convenção,
Considerando o papel fundamental dos tratados na história das relações internacionais,
Reconhecendo a importância cada vez maior dos tratados como fonte do Direito 
Internacional e como meio de desenvolver a cooperação pacífica entre as nações, quaisquer 
que sejam seus sistemas constitucionais e sociais,
Constatando que os princípios do livre consentimento e da boa-fé e a regra pacta sunt 
servanda são universalmente reconhecidos,
Afirmando que as controvérsias relativas aos tratados, tais como outras controvérsias 
internacionais, devem ser solucionadas por meios pacíficos e de conformidade com os 
princípios da Justiça e do Direito Internacional,
Recordando a determinação dos povos das Nações Unidas de criar condições necessárias 
à manutenção da Justiça e do respeito às obrigações decorrentes dos tratados,
Conscientes dos princípios de Direito Internacional incorporados na Carta das Nações 
Unidas, tais como os princípios da igualdade de direitos e da autodeterminação dos povos, 
da igualdade soberana e da independência de todos os estados, da não intervenção nos 
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assuntos internos dos estados, da proibição da ameaça ou do emprego da força e do respeito 
universal e observância dos direitos humanos e das liberdades fundamentais para todos,
Acreditando que a codificação e o desenvolvimento progressivo do direito dos tratados 
alcançados na presente Convenção promoverão os propósitos das Nações Unidas enunciados 
na Carta, que são a manutenção da paz e da segurança internacionais, o desenvolvimento 
das relações amistosas e a consecução da cooperação entre as nações,
Afirmando que as regras do Direito Internacional consuetudinário continuarão a reger 
as questões não reguladas pelas disposições da presente Convenção,
Convieram no seguinte:
PARTE I
Introdução
Art. 1º Âmbito da Presente Convenção
A presente Convenção aplica-se aos tratados entre estados.
Art. 2º Expressões Empregadas
1. Para os fins da presente Convenção:
a) “tratado” significa um acordo internacional concluído por escrito entre estados e 
regido pelo Direito Internacional, quer conste de um instrumento único, quer de dois ou 
mais instrumentos conexos, qualquer que seja sua denominação específica;
b) “ratificação”, “aceitação”, “aprovação” e “adesão” significam, conforme o caso, o ato 
internacional assim denominado pelo qual um Estado estabelece no plano internacional o 
seu consentimento em obrigar-se por um tratado;
c) “plenos poderes” significa um documento expedido pela autoridade competente de 
um Estado e pelo qual são designadas uma ou várias pessoas para representar o Estado na 
negociação, adoção ou autenticação do texto de um tratado, para manifestar o consentimento 
do Estado em obrigar-se por um tratado ou para praticar qualquer outro ato relativo a 
um tratado;
d) “reserva” significa uma declaração unilateral, qualquer que seja a sua redação ou 
denominação, feita por um Estado ao assinar, ratificar, aceitar ou aprovar um tratado, ou 
a ele aderir, com o objetivo de excluir ou modificar o efeito jurídico de certas disposições 
do tratado em sua aplicação a esse Estado;
e) “Estado negociador” significa um Estado que participou na elaboração e na adoção 
do texto do tratado;
f) “Estado contratante” significa um Estado que consentiu em se obrigar pelo tratado, 
tenha ou não o tratado entrado em vigor;
g) “parte” significa um Estado que consentiu em se obrigar pelo tratado e em relação 
ao qual este esteja em vigor;
h) “terceiro Estado” significa um Estado que não é parte no tratado;
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i) “organização internacional” significa uma organização intergovernamental.
2. As disposições do parágrafo 1 relativas às expressões empregadas na presente 
Convenção não prejudicam o emprego dessas expressões, nem os significados que lhes 
possam ser dados na legislação interna de qualquer Estado.
Art. 3º Acordos Internacionais Excluídos do Âmbito da Presente Convenção
O fato de a presente Convenção não se aplicar a acordos internacionais concluídos 
entre estados e outros sujeitos de Direito Internacional, ou entre estes outros sujeitos de 
Direito Internacional, ou a acordos internacionais que não sejam concluídos por escrito, 
não prejudicará:
a) a eficácia jurídica desses acordos;
b) a aplicação a esses acordos de quaisquer regras enunciadas na presente Convenção 
às quais estariam sujeitos em virtude do Direito Internacional, independentemente da 
Convenção;
c) a aplicação da Convenção às relações entre estados, reguladas em acordos internacionais 
em que sejam igualmente partes outros sujeitos de Direito Internacional.
Art. 4º Irretroatividade da Presente Convenção
Sem prejuízo da aplicação de quaisquer regras enunciadas na presente Convenção a que 
os tratados estariam sujeitos em virtude do Direito Internacional, independentemente da 
Convenção, esta somente se aplicará aos tratados concluídos por estados após sua entrada 
em vigor em relação a esses estados.
Art. 5º Tratados Constitutivos de Organizações Internacionais e Tratados adotados no 
Âmbito de uma Organização Internacional
A presente Convenção aplica-se a todo tratado que seja o instrumento constitutivo de 
uma organização internacional e a todo tratado adotado no âmbito de uma organização 
internacional, sem prejuízo de quaisquer normas relevantes da organização.
PARTE II
Conclusão e Entrada em Vigor de Tratados
SEÇÃO 1
Conclusão de Tratados
Art. 6º Capacidade dos estados para Concluir Tratados
Todo Estado tem capacidade para concluir tratados.
Art. 7º Plenos Poderes
1. Uma pessoa é considerada representante de um Estado para a adoção ou autenticação 
do texto de um tratado ou para expressar o consentimento do Estado em obrigar-se por 
um tratado se:
a) apresentar plenos poderes apropriados; ou
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b) a prática dos estados interessados ou outras circunstâncias indicarem que a intenção 
do Estadoera considerar essa pessoa seu representante para esses fins e dispensar os 
plenos poderes.
2. Em virtude de suas funções e independentemente da apresentação de plenos poderes, 
são considerados representantes do seu Estado:
a) os Chefes de Estado, os Chefes de Governo e os Ministros das Relações Exteriores, 
para a realização de todos os atos relativos à conclusão de um tratado;
b) os Chefes de missão diplomática, para a adoção do texto de um tratado entre o 
Estado acreditante e o Estado junto ao qual estão acreditados;
c) os representantes acreditados pelos estados perante uma conferência ou organização 
internacional ou um de seus órgãos, para a adoção do texto de um tratado em tal conferência, 
organização ou órgão.
Art. 8º Confirmação Posterior de um Ato Praticado sem Autorização
Um ato relativo à conclusão de um tratado praticado por uma pessoa que, nos termos 
do art. 7, não pode ser considerada representante de um Estado para esse fim não produz 
efeitos jurídicos, a não ser que seja confirmado, posteriormente, por esse Estado.
Art. 9º Adoção do Texto
1. A adoção do texto do tratado efetua-se pelo consentimento de todos os estados que 
participam da sua elaboração, exceto quando se aplica o disposto no parágrafo 2.
2. A adoção do texto de um tratado numa conferência internacional efetua-se pela 
maioria de dois terços dos estados presentes e votantes, salvo se esses estados, pela mesma 
maioria, decidirem aplicar uma regra diversa.
Art. 10. Autenticação do Texto
O texto de um tratado é considerado autêntico e definitivo:
a) mediante o processo previsto no texto ou acordado pelos estados que participam 
da sua elaboração; ou
b) na ausência de tal processo, pela assinatura, assinatura ad referendum ou rubrica, 
pelos representantes desses estados, do texto do tratado ou da Ata Final da Conferência 
que incorporar o referido texto.
Art. 11. Meios de Manifestar Consentimento em Obrigar-se por um Tratado
O consentimento de um Estado em obrigar-se por um tratado pode manifestar-se 
pela assinatura, troca dos instrumentos constitutivos do tratado, ratificação, aceitação, 
aprovação ou adesão, ou por quaisquer outros meios, se assim acordado.
Art. 12. Consentimento em Obrigar-se por um Tratado Manifestado pela Assinatura
1. O consentimento de um Estado em obrigar-se por um tratado manifesta-se pela 
assinatura do representante desse Estado:
a) quando o tratado dispõe que a assinatura terá esse efeito;
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b) quando se estabeleça, de outra forma, que os estados negociadores acordaram em 
dar à assinatura esse efeito; ou
c) quando a intenção do Estado interessado em dar esse efeito à assinatura decorra 
dos plenos poderes de seu representante ou tenha sido manifestada durante a negociação.
2. Para os efeitos do parágrafo 1:
a) a rubrica de um texto tem o valor de assinatura do tratado, quando ficar estabelecido 
que os estados negociadores nisso concordaram;
b) a assinatura ad referendum de um tratado pelo representante de um Estado, quando 
confirmada por esse Estado, vale como assinatura definitiva do tratado.
Art. 13. Consentimento em Obrigar-se por um Tratado Manifestado pela Troca dos seus 
Instrumentos Constitutivos
O consentimento dos estados em se obrigarem por um tratado, constituído por 
instrumentos trocados entre eles, manifesta-se por essa troca:
a) quando os instrumentos estabeleçam que a troca produzirá esse efeito; ou
b) quando fique estabelecido, por outra forma, que esses estados acordaram em que 
a troca dos instrumentos produziria esse efeito.
Art. 14. Consentimento em Obrigar-se por um Tratado Manifestado pela Ratificação, 
Aceitação ou Aprovação
1. O consentimento de um Estado em obrigar-se por um tratado manifesta-se pela 
ratificação:
a) quando o tratado disponha que esse consentimento se manifeste pela ratificação;
b) quando, por outra forma, se estabeleça que os estados negociadores acordaram em 
que a ratificação seja exigida;
c) quando o representante do Estado tenha assinado o tratado sujeito a ratificação; ou
d) quando a intenção do Estado de assinar o tratado sob reserva de ratificação decorra 
dos plenos poderes de seu representante ou tenha sido manifestada durante a negociação.
2. O consentimento de um Estado em obrigar-se por um tratado manifesta-se pela 
aceitação ou aprovação em condições análogas às aplicáveis à ratificação.
Art. 15. Consentimento em Obrigar-se por um Tratado Manifestado pela Adesão
O consentimento de um Estado em obrigar-se por um tratado manifesta-se pela adesão:
a) quando esse tratado disponha que tal consentimento pode ser manifestado, por 
esse Estado, pela adesão;
b) quando, por outra forma, se estabeleça que os estados negociadores acordaram em 
que tal consentimento pode ser manifestado, por esse Estado, pela adesão; ou
c) quando todas as partes acordaram posteriormente em que tal consentimento pode 
ser manifestado, por esse Estado, pela adesão.
Art. 16. Troca ou Depósito dos Instrumentos de Ratificação, Aceitação, Aprovação ou Adesão
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A não ser que o tratado disponha diversamente, os instrumentos de ratificação, aceitação, 
aprovação ou adesão estabelecem o consentimento de um Estado em obrigar-se por um 
tratado por ocasião:
a) da sua troca entre os estados contratantes;
b) do seu depósito junto ao depositário; ou
c) da sua notificação aos estados contratantes ou ao depositário, se assim for 
convencionado.
Art. 17. Consentimento em Obrigar-se por Parte de um Tratado e Escolha entre 
Disposições Diferentes
1. Sem prejuízo do disposto nos arts. 19 a 23, o consentimento de um Estado em obrigar-
se por parte de um tratado só produz efeito se o tratado o permitir ou se outros estados 
contratantes nisso acordarem.
2. O consentimento de um Estado em obrigar-se por um tratado que permite a escolha 
entre disposições diferentes só produz efeito se as disposições a que se refere o consentimento 
forem claramente indicadas.
Art. 18. Obrigação de Não Frustrar o Objeto e Finalidade de um Tratado antes de sua 
Entrada em Vigor
Um Estado é obrigado a abster-se da prática de atos que frustrariam o objeto e a 
finalidade de um tratado, quando:
a) tiver assinado ou trocado instrumentos constitutivos do tratado, sob reserva de 
ratificação, aceitação ou aprovação, enquanto não tiver manifestado sua intenção de não 
se tornar parte no tratado; ou
b) tiver expressado seu consentimento em obrigar-se pelo tratado no período que 
precede a entrada em vigor do tratado e com a condição de esta não ser indevidamente 
retardada.
SEÇÃO 2
Reservas
Art. 19. Formulação de Reservas
Um Estado pode, ao assinar, ratificar, aceitar ou aprovar um tratado, ou a ele aderir, 
formular uma reserva, a não ser que:
a) a reserva seja proibida pelo tratado;
b) o tratado disponha que só possam ser formuladas determinadas reservas, entre as 
quais não figure a reserva em questão; ou
c) nos casos não previstos nas alíneas a e b, a reserva seja incompatível com o objeto e 
a finalidade do tratado.
Art. 20. Aceitação de Reservas e Objeções às Reservas
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1. Uma reserva expressamente autorizada por um tratado não requer qualquer aceitação 
posterior pelos outros estados contratantes, a não ser que o tratado assim disponha.
2. Quando se infere do número limitado dos estados negociadores, assim como do objeto 
e da finalidade do tratado, que a aplicação do tratado na íntegra entre todas as partes é 
condição essencial para o consentimento de cada uma delas em obrigar-se pelo tratado, 
uma reserva requer a aceitação de todas as partes.
3. Quando o tratado é um ato constitutivo de uma organização internacional, a reserva 
exige a aceitação do órgão competente da organização, a não ser que o tratado disponha 
diversamente.
4. Nos casos não previstos nos parágrafos precedentes e a menos que o tratado disponha 
de outra forma:
a) a aceitação de uma reserva por outro Estado contratante torna o Estado autor da 
reserva parte no tratado em relação àquele outro Estado, se o tratado está em vigor ou 
quando entrar em vigor para esses estados;
b) a objeção feita a uma reserva por outro Estado contratante não impede que o tratado 
entre em vigor entre o Estado que formulou a objeção e o Estado autor da reserva, a não 
ser que uma intenção contrária tenha sido expressamente manifestada pelo Estado que 
formulou a objeção;
c) um ato que manifestar o consentimento de um Estado em obrigar-se por um tratado 
e que contiver uma reserva produzirá efeito logo que pelo menos outro Estado contratante 
aceitar a reserva.
5. Para os fins dos parágrafos 2 e 4, e a não ser que o tratado disponha diversamente, 
uma reserva é tida como aceita por um Estado se este não formulou objeção à reserva quer 
no decurso do prazo de doze meses que se seguir à data em que recebeu a notificação, 
quer na data em que manifestou o seu consentimento em obrigar-se pelo tratado, se esta 
for posterior.
Art. 21. Efeitos Jurídicos das Reservas e das Objeções às Reservas
1. Uma reserva estabelecida em relação a outra parte, de conformidade com os arts. 
19, 20 e 23:
a) modifica para o autor da reserva, em suas relações com a outra parte, as disposições 
do tratado sobre as quais incide a reserva, na medida prevista por esta; e
b) modifica essas disposições, na mesma medida, quanto a essa outra parte, em suas 
relações com o Estado autor da reserva.
2. A reserva não modifica as disposições do tratado quanto às demais partes no tratado 
em suas relações inter se.
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3. Quando um Estado que formulou objeção a uma reserva não se opôs à entrada em 
vigor do tratado entre ele próprio e o Estado autor da reserva, as disposições a que se refere 
a reserva não se aplicam entre os dois estados, na medida prevista pela reserva.
Art. 22. Retirada de Reservas e de Objeções às Reservas
1. A não ser que o tratado disponha de outra forma, uma reserva pode ser retirada a 
qualquer momento, sem que o consentimento do Estado que a aceitou seja necessário 
para sua retirada.
2. A não ser que o tratado disponha de outra forma, uma objeção a uma reserva pode 
ser retirada a qualquer momento.
3. A não ser que o tratado disponha ou fique acordado de outra forma:
a) a retirada de uma reserva só produzirá efeito em relação a outro Estado contratante 
quando este Estado receber a correspondente notificação;
b) a retirada de uma objeção a uma reserva só produzirá efeito quando o Estado que 
formulou a reserva receber notificação dessa retirada.
Art. 23. Processo Relativo às Reservas
1. A reserva, a aceitação expressa de uma reserva e a objeção a uma reserva devem ser 
formuladas por escrito e comunicadas aos estados contratantes e aos outros estados que 
tenham o direito de se tornar partes no tratado.
2. Uma reserva formulada quando da assinatura do tratado sob reserva de ratificação, 
aceitação ou aprovação, deve ser formalmente confirmada pelo Estado que a formulou 
no momento em que manifestar o seu consentimento em obrigar-se pelo tratado. Nesse 
caso, a reserva considerar-se-á feita na data de sua confirmação.
3. Uma aceitação expressa de uma reserva, ou objeção a uma reserva, feita antes da 
confirmação da reserva não requer confirmação.
4. A retirada de uma reserva ou de uma objeção a uma reserva deve ser formulada 
por escrito.
SEÇÃO 3
Entrada em Vigor dos Tratados e Aplicação Provisória
Art. 24. Entrada em vigor
1. Um tratado entra em vigor na forma e na data previstas no tratado ou acordadas 
pelos estados negociadores.
2. Na ausência de tal disposição ou acordo, um tratado entra em vigor tão logo o 
consentimento em obrigar-se pelo tratado seja manifestado por todos os estados 
negociadores.
3. Quando o consentimento de um Estado em obrigar-se por um tratado for manifestado 
após sua entrada em vigor, o tratado entrará em vigor em relação a esse Estado nessa data, 
a não ser que o tratado disponha de outra forma.
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4. Aplicam-se desde o momento da adoção do texto de um tratado as disposições 
relativas à autenticação de seu texto, à manifestação do consentimento dos estados em 
obrigarem-se pelo tratado, à maneira ou à data de sua entrada em vigor, às reservas, às 
funções de depositário e aos outros assuntos que surjam necessariamente antes da entrada 
em vigor do tratado.
Art. 25. Aplicação Provisória
1. Um tratado ou uma parte do tratado aplica-se provisoriamente enquanto não entra 
em vigor, se:
a) o próprio tratado assim dispuser; ou
b) os estados negociadores assim acordarem por outra forma.
2. A não ser que o tratado disponha ou os estados negociadores acordem de outra forma, 
a aplicação provisória de um tratado ou parte de um tratado, em relação a um Estado, 
termina se esse Estado notificar aos outros estados, entre os quais o tratado é aplicado 
provisoriamente, sua intenção de não se tornar parte no tratado.
PARTE III
Observância, Aplicação e Interpretação de Tratados
SEÇÃO 1
Observância de Tratados
Art. 26. Pacta sunt servanda
Todo tratado em vigor obriga as partes e deve ser cumprido por elas de boa-fé.
Art. 27. Direito Interno e Observância de Tratados
Uma parte não pode invocar as disposições de seu direito interno para justificar o 
inadimplemento de um tratado. Esta regra não prejudica o art. 46.
SEÇÃO 2
Aplicação de Tratados
Art. 28. Irretroatividade de Tratados
A não ser que uma intenção diferente se evidencie do tratado, ou seja estabelecida de 
outra forma, suas disposições não obrigam uma parte em relação a um ato ou fato anterior 
ou a uma situação que deixou de existir antes da entrada em vigor do tratado, em relação 
a essa parte.
Art. 29. Aplicação Territorial de Tratados
A não ser que uma intenção diferente se evidencie do tratado, ou seja estabelecida de 
outra forma, um tratado obriga cada uma da partes em relação a todo o seu território.
Art. 30. Aplicação de Tratados Sucessivos sobre o Mesmo Assunto
1. Sem prejuízo das disposições do art. 103 da Carta das Nações Unidas, os direitos 
e obrigações dos estados partes em tratados sucessivosao Direito Internacional 
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2 .1 . teorIaS QUe eXPlIcaM o DIreIto InternacIonal e SUaS IMPlIcaÇÕeS2 .1 . teorIaS QUe eXPlIcaM o DIreIto InternacIonal e SUaS IMPlIcaÇÕeS
Existem algumas teorias que surgiram com o objetivo de explicar o Direito Internacional 
e suas implicações no âmbito interno dos estados.
Sob o aspecto da ordem jurídica surgiram duas grandes teorias, são elas: dualista 
e monista.
• Teoria Monista (monismo): Note o prefixo “mono” = um, essa teoria defende a 
existência de uma única ordem jurídica, de modo que considera as normas e tratados 
internacionais incorporados ao ordenamento jurídico em posição supralegal, ou seja, 
superior às suas normas internas. Para essa teoria não há necessidade de um diploma 
legal interno que reconheça a validade das normas internacionais, pois elas teriam 
aplicabilidade direta e imediata.
• Teoria Dualista (dualismo): O dualismo (prefixo “duo” = dois) prega a existência 
de dois ordenamentos jurídicos distintos e independentes (Direito Interno x Direito 
Internacional), de modo que não haveria implicação entre eles, ou seja, uma norma 
internacional não afetaria o direito interno e vice-versa. Para essa corrente somente 
seria possível a incorporação de um tratado internacional mediante um procedimento 
de incorporação, o qual deve tramitar, necessariamente, no âmbito do Poder Legislativo. 
Significa dizer que, para o dualismo, é necessária uma norma interna estabelecendo 
a incorporação ao ordenamento jurídico da norma internacional.
De acordo com Mazzuoli (2006, p. 57), no Brasil adota-se a doutrina monista internacionalista 
(o mesmo que dualista moderada), segundo a qual “[…] o Direito Internacional Público 
encontra-se em posição de absoluta primazia sobre o Direito interno estatal. Tal primazia 
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atribui aos tratados ratificados pelo Brasil (quaisquer que sejam) um status hierárquico 
superior a toda a legislação doméstica do país”.
Significa dizer que, uma vez que o Brasil ratificou determinado tratado/convenção 
internacional, tendo ocorrido o procedimento de internalização, o tratado passa a ter 
força normativa no ordenamento jurídico interno, revogando ou modificando as disposições 
ordinárias em contrário e devendo ser observados pela legislação superveniente.
Outra teoria surgida que embasa o Direito Internacional Público analisa o elemento da 
voluntariedade dos estados, vejamos:
• Teoria Voluntarista: Defende que todas as relações internacionais estão relacionadas 
com a livre manifestação de vontade dos estados soberanos, por isso voluntarista;
• Teoria Objetivista: Por outro lado, há a teoria objetivista, a qual sustenta a existência 
de uma ordem supranacional, dotada de valores absolutos, os quais a comunidade 
internacional não poderia ignorar. Nesse sentido, a “ordem superior” obrigaria 
objetivamente (independente da manifestação de vontade) os estados, afetando 
sua ordem interna.
2 .2 . FonteS Do DIreIto DoS trataDoS2 .2 . FonteS Do DIreIto DoS trataDoS
As fontes do direito podem ser divididas em fontes materiais e fontes formais. Em 
suma, as fontes materiais são aqueles eventos concretos que influenciam a formação de 
normas no plano normativo, ou seja, são os eventos políticos, econômicos e sociais em 
razão dos quais são criadas as normas. Por outro lado, as fontes formais do direito são 
os próprios procedimentos de criação das normas jurídicas, os instrumentos pelos quais 
ganham formas, a exemplo temos a Constituição Federal no âmbito interno. Nosso enfoque 
está no estudo das fontes formais.
Importante deixar claro que, diferentemente do que ocorre no Direito Interno, no 
Direito Internacional não temos um Poder Legislativo supremo criando normas a serem 
observadas por todas as nações. Dessa forma, o estudo das fontes do direito – no cenário 
internacional – segue princípios e diretrizes gerais, especialmente levando em consideração 
que todos os estados são soberanos e iguais.
Em 1920 foi elaborado o Estatuto da Corte Internacional de Justiça – CIJ, também 
conhecida como Corte de Haia, destinado a reger “[…] o primeiro tribunal vocacionado para 
resolver litígios entre estados sem qualquer limitação de ordem geográfica ou temática” 
(Rezek, 2022. p. 13). Assim estabelece o seu art. 38:
Art. 38.1. A Côrte, cuja função é decidir de acordo com o direito internacional as controvérsias 
que lhe forem submetidas, aplicará:
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a) as convenções internacionais, quer gerais, quer especiais. que estabeleçam regras 
expressamente reconhecidas pelos estados litigantes;
b) o costume internacional, como prova de uma prática geral aceita como sendo o direito;
c) os princípios gerais de direito reconhecidos pelas Nações civilizadas;
d) sob ressalva da disposição do art. 59, as decisões judiciárias e a doutrina dos publicistas 
mais qualificados das diferentes Nações, como meio auxiliar para a determinação das regras 
de direito.
Portanto, em síntese, as principais fontes para o Direito dos Tratados são: as convenções 
internacionais; o costume internacional; os princípios gerais de direito; e as decisões 
judiciárias e a doutrina (essas últimas como meio auxiliar).
É importante ressaltar que esse rol apresentado pela CIJ é meramente exemplificativo, 
de tal modo que podem haver outras fontes que não estejam expressamente previstas no 
referido Estatuto.
Vamos conhecer cada uma delas:
2 .2 .1 . conVenÇÕeS InternacIonaIS
Importa esclarecer que grande parte da doutrina considera as expressões “Convenções 
Internacionais” e “Tratados Internacionais” como sinônimas, vez que ambos os instrumentos 
são acordos firmados voluntariamente pelos estados no cenário internacional. Não obstante, 
alguns autores preferem diferenciar os termos sob o argumento de que as Convenções 
seriam instrumentos mais amplos, multilaterais (firmados por várias nações), e criadas 
com o objetivo de fixar normas gerais. Por outro lado, os tratados seriam mais específicos, 
firmados por 2 ou mais estados com o objetivo de produzir efeitos na ordem jurídica 
internacional.
Para o nosso estudo basta saber que alguns autores preferem diferenciar os termos 
sendo as Convenções de âmbito mais geral e o Tratado de âmbito mais restrito. No mais, 
os termos podem ser considerados como sinônimos para o nosso estudo, sendo ambos os 
instrumentos fontes do Direito Internacional.
Como vimos, as Convenções Internacionais são acordos multilaterais firmados por 
estados Soberanos com o objetivo de estabelecer normas gerais sobre determinado tema. 
Desta forma, é possível estabelecer padrões a serem seguidos de modo uniforme pelos 
membros signatários. A título de exemplo temos:
• Convenção Americana Sobre Direitos Humanos de 1969;
• Convenção sobre Direitos da Criança de 1990;
• Pacto Internacional dos Direito Civis e Políticos de 1992;
• Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher 
de 1995, dentre outros.
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a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civilsobre o mesmo assunto serão 
determinados de conformidade com os parágrafos seguintes.
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2. Quando um tratado estipular que está subordinado a um tratado anterior ou posterior 
ou que não deve ser considerado incompatível com esse outro tratado, as disposições deste 
último prevalecerão.
3. Quando todas as partes no tratado anterior são igualmente partes no tratado posterior, 
sem que o tratado anterior tenha cessado de vigorar ou sem que a sua aplicação tenha sido 
suspensa nos termos do art. 59, o tratado anterior só se aplica na medida em que as suas 
disposições sejam compatíveis com as do tratado posterior.
4. Quando as partes no tratado posterior não incluem todas as partes no tratado anterior:
a) nas relações entre os estados partes nos dois tratados, aplica-se o disposto no 
parágrafo 3;
b) nas relações entre um Estado parte nos dois tratados e um Estado parte apenas em 
um desses tratados, o tratado em que os dois estados são partes rege os seus direitos e 
obrigações recíprocos.
5. O parágrafo 4 aplica-se sem prejuízo do art. 41, ou de qualquer questão relativa à 
extinção ou suspensão da execução de um tratado nos termos do art. 60 ou de qualquer 
questão de responsabilidade que possa surgir para um Estado da conclusão ou da aplicação 
de um tratado cujas disposições sejam incompatíveis com suas obrigações em relação a 
outro Estado nos termos de outro tratado.
SEÇÃO 3
Interpretação de Tratados
Art. 31. Regra Geral de Interpretação
1. Um tratado deve ser interpretado de boa-fé segundo o sentido comum atribuível 
aos termos do tratado em seu contexto e à luz de seu objetivo e finalidade.
2. Para os fins de interpretação de um tratado, o contexto compreenderá, além do 
texto, seu preâmbulo e anexos:
a) qualquer acordo relativo ao tratado e feito entre todas as partes em conexão com 
a conclusão do tratado;
b) qualquer instrumento estabelecido por uma ou várias partes em conexão com a 
conclusão do tratado e aceito pelas outras partes como instrumento relativo ao tratado.
3. Serão levados em consideração, juntamente com o contexto:
a) qualquer acordo posterior entre as partes relativo à interpretação do tratado ou à 
aplicação de suas disposições;
b) qualquer prática seguida posteriormente na aplicação do tratado, pela qual se 
estabeleça o acordo das partes relativo à sua interpretação;
c) quaisquer regras pertinentes de Direito Internacional aplicáveis às relações entre 
as partes.
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4. Um termo será entendido em sentido especial se estiver estabelecido que essa era 
a intenção das partes.
Art. 32. Meios Suplementares de Interpretação
Pode-se recorrer a meios suplementares de interpretação, inclusive aos trabalhos 
preparatórios do tratado e às circunstâncias de sua conclusão, a fim de confirmar o sentido 
resultante da aplicação do art. 31 ou de determinar o sentido quando a interpretação, de 
conformidade com o art. 31:
a) deixa o sentido ambíguo ou obscuro; ou
b) conduz a um resultado que é manifestamente absurdo ou desarrazoado.
Art. 33. Interpretação de Tratados Autenticados em Duas ou Mais Línguas
1. Quando um tratado foi autenticado em duas ou mais línguas, seu texto faz igualmente 
fé em cada uma delas, a não ser que o tratado disponha ou as partes concordem que, em 
caso de divergência, prevaleça um texto determinado.
2. Uma versão do tratado em língua diversa daquelas em que o texto foi autenticado 
só será considerada texto autêntico se o tratado o previr ou as partes nisso concordarem.
3. Presume-se que os termos do tratado têm o mesmo sentido nos diversos textos 
autênticos.
4. Salvo o caso em que um determinado texto prevalece nos termos do parágrafo 1, 
quando a comparação dos textos autênticos revela uma diferença de sentido que a aplicação 
dos arts. 31 e 32 não elimina, adotar-se-á o sentido que, tendo em conta o objeto e a 
finalidade do tratado, melhor conciliar os textos.
SEÇÃO 4
Tratados e Terceiros estados
Art. 34. Regra Geral com Relação a Terceiros estados
Um tratado não cria obrigações nem direitos para um terceiro Estado sem o seu 
consentimento.
Art. 35. Tratados que Criam Obrigações para Terceiros estados
Uma obrigação nasce para um terceiro Estado de uma disposição de um tratado se as 
partes no tratado tiverem a intenção de criar a obrigação por meio dessa disposição e o 
terceiro Estado aceitar expressamente, por escrito, essa obrigação.
Art. 36. Tratados que Criam Direitos para Terceiros estados
1. Um direito nasce para um terceiro Estado de uma disposição de um tratado se as 
partes no tratado tiverem a intenção de conferir, por meio dessa disposição, esse direito 
quer a um terceiro Estado, quer a um grupo de estados a que pertença, quer a todos os 
estados, e o terceiro Estado nisso consentir. Presume-se o seu consentimento até indicação 
em contrário, a menos que o tratado disponha diversamente.
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2. Um Estado que exerce um direito nos termos do parágrafo 1 deve respeitar, para o 
exercício desse direito, as condições previstas no tratado ou estabelecidas de acordo com 
o tratado.
Art. 37. Revogação ou Modificação de Obrigações ou Direitos de Terceiros estados
1. Qualquer obrigação que tiver nascido para um terceiro Estado nos termos do art. 35 
só poderá ser revogada ou modificada com o consentimento das partes no tratado e do 
terceiro Estado, salvo se ficar estabelecido que elas haviam acordado diversamente.
2. Qualquer direito que tiver nascido para um terceiro Estado nos termos do art. 36 
não poderá ser revogado ou modificado pelas partes, se ficar estabelecido ter havido a 
intenção de que o direito não fosse revogável ou sujeito a modificação sem o consentimento 
do terceiro Estado.
Art. 38. Regras de um Tratado Tornadas Obrigatórias para Terceiros estados por Força 
do Costume Internacional
Nada nos arts. 34 a 37 impede que uma regra prevista em um tratado se torne 
obrigatória para terceiros estados como regra consuetudinária de Direito Internacional, 
reconhecida como tal.
PARTE IV
Emenda e Modificação de Tratados
Art. 39. Regra Geral Relativa à Emenda de Tratados
Um tratado poderá ser emendado por acordo entre as partes. As regras estabelecidas na 
parte II aplicar-se-ão a tal acordo, salvo na medida em que o tratado dispuser diversamente.
Art. 40. Emenda de Tratados Multilaterais
1. A não ser que o tratado disponha diversamente, a emenda de tratados multilaterais 
reger-se-á pelos parágrafos seguintes.
2. Qualquer proposta para emendar um tratado multilateral entre todas as partes 
deverá ser notificada a todos os estados contratantes, cada um dos quais terá o direito 
de participar:
a) na decisão quanto à ação a ser tomada sobre essa proposta;
b) na negociação e conclusão de qualquer acordo para a emenda do tratado.
3. Todo Estado que possa ser parte notratado poderá igualmente ser parte no 
tratado emendado.
4. O acordo de emenda não vincula os estados que já são partes no tratado e que não 
se tornaram partes no acordo de emenda; em relação a esses estados, aplicar-se-á o art. 
30, parágrafo 4 (b).
5. Qualquer Estado que se torne parte no tratado após a entrada em vigor do acordo 
de emenda será considerado, a menos que manifeste intenção diferente:
a) parte no tratado emendado; e
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b) parte no tratado não emendado em relação às partes no tratado não vinculadas pelo 
acordo de emenda.
Art. 41. Acordos para Modificar Tratados Multilaterais somente entre Algumas Partes
1. Duas ou mais partes num tratado multilateral podem concluir um acordo para 
modificar o tratado, somente entre si, desde que:
a) a possibilidade de tal modificação seja prevista no tratado; ou
b) a modificação em questão não seja proibida pelo tratado; e
i) não prejudique o gozo pelas outras partes dos direitos provenientes do tratado nem 
o cumprimento de suas obrigações
ii) não diga respeito a uma disposição cuja derrogação seja incompatível com a execução 
efetiva do objeto e da finalidade do tratado em seu conjunto.
2. A não ser que, no caso previsto na alínea a do parágrafo 1, o tratado disponha de 
outra forma, as partes em questão notificarão às outras partes sua intenção de concluir 
o acordo e as modificações que este introduz no tratado.
PARTE V
Nulidade, Extinção e Suspensão da Execução de Tratados
SEÇÃO 1
Disposições Gerais
Art. 42. Validade e Vigência de Tratados
1. A validade de um tratado ou do consentimento de um Estado em obrigar-se por um 
tratado só pode ser contestada mediante a aplicação da presente Convenção.
2. A extinção de um tratado, sua denúncia ou a retirada de uma das partes só poderá 
ocorrer em virtude da aplicação das disposições do tratado ou da presente Convenção. A 
mesma regra aplica-se à suspensão da execução de um tratado.
Art. 43. Obrigações Impostas pelo Direito Internacional, Independentemente de 
um Tratado
A nulidade de um tratado, sua extinção ou denúncia, a retirada de uma das partes ou a 
suspensão da execução de um tratado em consequência da aplicação da presente Convenção 
ou das disposições do tratado não prejudicarão, de nenhum modo, o dever de um Estado 
de cumprir qualquer obrigação enunciada no tratado à qual estaria ele sujeito em virtude 
do Direito Internacional, independentemente do tratado.
Art. 44. Divisibilidade das Disposições de um Tratado
1. O direito de uma parte, previsto num tratado ou decorrente do art. 56, de denunciar, 
retirar-se ou suspender a execução do tratado, só pode ser exercido em relação à totalidade 
do tratado, a menos que este disponha ou as partes acordem diversamente.
2. Uma causa de nulidade, de extinção, de retirada de uma das partes ou de suspensão 
de execução de um tratado, reconhecida na presente Convenção, só pode ser alegada em 
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relação à totalidade do tratado, salvo nas condições previstas nos parágrafos seguintes 
ou no art. 60.
3. Se a causa diz respeito apenas a determinadas cláusulas, só pode ser alegada em 
relação a essas cláusulas e desde que:
a) essas cláusulas sejam separáveis do resto do tratado no que concerne a sua aplicação;
b) resulte do tratado ou fique estabelecido de outra forma que a aceitação dessas 
cláusulas não constituía para a outra parte, ou para as outras partes no tratado, uma base 
essencial do seu consentimento em obrigar-se pelo tratado em seu conjunto; e
c) não seja injusto continuar a executar o resto do tratado.
4. Nos casos previstos nos arts. 49 e 50, o Estado que tem o direito de alegar o dolo ou 
a corrupção pode fazê-lo em relação à totalidade do tratado ou, nos termos do parágrafo 
3, somente às determinadas cláusulas.
5. Nos casos previstos nos arts. 51, 52 e 53 a divisão das disposições de um tratado 
não é permitida.
Art. 45. Perda do Direito de Invocar Causa de Nulidade, Extinção, Retirada ou Suspensão 
da Execução de um Tratado
Um Estado não pode mais invocar uma causa de nulidade, de extinção, de retirada ou 
de suspensão da execução de um tratado, com base nos arts. 46 a 50 ou nos arts. 60 e 62, 
se, depois de haver tomado conhecimento dos fatos, esse Estado:
a) tiver aceito, expressamente, que o tratado é válido, permanece em vigor ou continua 
em execução conforme o caso, ou
b) em virtude de sua conduta, deva ser considerado como tendo concordado em que o 
tratado é válido, permanece em vigor ou continua em execução, conforme o caso.
SEÇÃO 2
Nulidade de Tratados
Art. 46. Disposições do Direito Interno sobre Competência para Concluir Tratados
1. Um Estado não pode invocar o fato de que seu consentimento em obrigar-se por um 
tratado foi expresso em violação de uma disposição de seu direito interno sobre competência 
para concluir tratados, a não ser que essa violação fosse manifesta e dissesse respeito a 
uma norma de seu direito interno de importância fundamental.
2. Uma violação é manifesta se for objetivamente evidente para qualquer Estado que 
proceda, na matéria, de conformidade com a prática normal e de boa-fé.
Art. 47. Restrições Específicas ao Poder de Manifestar o Consentimento de um Estado
Se o poder conferido a um representante de manifestar o consentimento de um Estado 
em obrigar-se por um determinado tratado tiver sido objeto de restrição específica, o fato 
de o representante não respeitar a restrição não pode ser invocado como invalidando o 
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consentimento expresso, a não ser que a restrição tenha sido notificada aos outros estados 
negociadores antes da manifestação do consentimento.
Art. 48. Erro
1. Um Estado pode invocar erro no tratado como tendo invalidado o seu consentimento 
em obrigar-se pelo tratado se o erro se referir a um fato ou situação que esse Estado 
supunha existir no momento em que o tratado foi concluído e que constituía uma base 
essencial de seu consentimento em obrigar-se pelo tratado.
2. O parágrafo 1 não se aplica se o referido Estado contribui para tal erro pela sua 
conduta ou se as circunstâncias foram tais que o Estado devia ter-se apercebido da 
possibilidade de erro.
3. Um erro relativo à redação do texto de um tratado não prejudicará sua validade; neste 
caso, aplicar-se-á o art. 79.
Art. 49. Dolo
Se um Estado foi levado a concluir um tratado pela conduta fraudulenta de outro Estado 
negociador, o Estado pode invocar a fraude como tendo invalidado o seu consentimento 
em obrigar-se pelo tratado.
Art. 50. Corrupção de Representante de um Estado
Se a manifestação do consentimento de um Estado em obrigar-se por um tratado 
foi obtida por meio da corrupção de seu representante, pela ação direta ou indireta de 
outro Estado negociador, o Estado pode alegar tal corrupção como tendo invalidado o seu 
consentimento emobrigar-se pelo tratado.
Art. 51. Coação de Representante de um Estado
Não produzirá qualquer efeito jurídico a manifestação do consentimento de um Estado 
em obrigar-se por um tratado que tenha sido obtida pela coação de seu representante, 
por meio de atos ou ameaças dirigidas contra ele.
Art. 52. Coação de um Estado pela Ameaça ou Emprego da Força
É nulo um tratado cuja conclusão foi obtida pela ameaça ou o emprego da força em 
violação dos princípios de Direito Internacional incorporados na Carta das Nações Unidas.
Art. 53. Tratado em Conflito com uma Norma Imperativa de Direito Internacional Geral 
(jus cogens)
É nulo um tratado que, no momento de sua conclusão, conflite com uma norma imperativa 
de Direito Internacional geral. Para os fins da presente Convenção, uma norma imperativa de 
Direito Internacional geral é uma norma aceita e reconhecida pela comunidade internacional 
dos estados como um todo, como norma da qual nenhuma derrogação é permitida e que só 
pode ser modificada por norma ulterior de Direito Internacional geral da mesma natureza.
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SEÇÃO 3
Extinção e Suspensão da Execução de Tratados
Art. 54. Extinção ou Retirada de um Tratado em Virtude de suas Disposições ou por 
consentimento das Partes
A extinção de um tratado ou a retirada de uma das partes pode ter lugar:
a) de conformidade com as disposições do tratado; ou
b) a qualquer momento, pelo consentimento de todas as partes, após consulta com os 
outros estados contratantes.
Art. 55. Redução das Partes num Tratado Multilateral aquém do Número Necessário 
para sua Entrada em Vigor
A não ser que o tratado disponha diversamente, um tratado multilateral não se extingue 
pelo simples fato de que o número de partes ficou aquém do número necessário para sua 
entrada em vigor.
Art. 56. Denúncia, ou Retirada, de um Tratado que não Contém Disposições sobre 
Extinção, Denúncia ou Retirada
1. Um tratado que não contém disposição relativa à sua extinção, e que não prevê 
denúncia ou retirada, não é suscetível de denúncia ou retirada, a não ser que:
a) se estabeleça terem as partes tencionado admitir a possibilidade da denúncia ou 
retirada; ou
b) um direito de denúncia ou retirada possa ser deduzido da natureza do tratado.
2. Uma parte deverá notificar, com pelo menos doze meses de antecedência, a sua 
intenção de denunciar ou de se retirar de um tratado, nos termos do parágrafo 1.
Art. 57. Suspensão da Execução de um Tratado em Virtude de suas Disposições ou pelo 
Consentimento das Partes
A execução de um tratado em relação a todas as partes ou a uma parte determinada 
pode ser suspensa:
a) de conformidade com as disposições do tratado; ou
b) a qualquer momento, pelo consentimento de todas as partes, após consulta com os 
outros estados contratantes
Art. 58. Suspensão da Execução de Tratado Multilateral por Acordo apenas entre 
Algumas da Partes
1. Duas ou mais partes num tratado multilateral podem concluir um acordo para 
suspender temporariamente, e somente entre si, a execução das disposições de um tratado se:
a) a possibilidade de tal suspensão estiver prevista pelo tratado; ou
b) essa suspensão não for proibida pelo tratado e:
i) não prejudicar o gozo, pelas outras partes, dos seus direitos decorrentes do tratado 
nem o cumprimento de suas obrigações
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ii) não for incompatível com o objeto e a finalidade do tratado.
2. Salvo se, num caso previsto no parágrafo 1 (a), o tratado dispuser diversamente, 
as partes em questão notificarão às outras partes sua intenção de concluir o acordo e as 
disposições do tratado cuja execução pretendem suspender.
Art. 59. Extinção ou Suspensão da Execução de um Tratado em Virtude da Conclusão 
de um Tratado Posterior
1. Considerar-se-á extinto um tratado se todas as suas partes concluírem um tratado 
posterior sobre o mesmo assunto e:
a) resultar do tratado posterior, ou ficar estabelecido por outra forma, que a intenção 
das partes foi regular o assunto por este tratado; ou
b) as disposições do tratado posterior forem de tal modo incompatíveis com as do 
anterior, que os dois tratados não possam ser aplicados ao mesmo tempo.
2. Considera-se apenas suspensa a execução do tratado anterior se se depreender do 
tratado posterior, ou ficar estabelecido de outra forma, que essa era a intenção das partes.
Art. 60. Extinção ou Suspensão da Execução de um Tratado em Consequência de 
sua Violação
1. Uma violação substancial de um tratado bilateral por uma das partes autoriza a outra 
parte a invocar a violação como causa de extinção ou suspensão da execução de tratado, 
no todo ou em parte.
2. Uma violação substancial de um tratado multilateral por uma das partes autoriza:
a) as outras partes, por consentimento unânime, a suspenderem a execução do tratado, 
no todo ou em parte, ou a extinguirem o tratado, quer:
i) nas relações entre elas e o Estado faltoso;
ii) entre todas as partes;
b) uma parte especialmente prejudicada pela violação a invocá-la como causa para 
suspender a execução do tratado, no todo ou em parte, nas relações entre ela e o Estado faltoso;
c) qualquer parte que não seja o Estado faltoso a invocar a violação como causa para 
suspender a execução do tratado, no todo ou em parte, no que lhe diga respeito, se o tratado 
for de tal natureza que uma violação substancial de suas disposições por parte modifique 
radicalmente a situação de cada uma das partes quanto ao cumprimento posterior de suas 
obrigações decorrentes do tratado.
3. Uma violação substancial de um tratado, para os fins deste artigo, consiste:
a) numa rejeição do tratado não sancionada pela presente Convenção; ou
b) na violação de uma disposição essencial para a consecução do objeto ou da finalidade 
do tratado.
4. Os parágrafos anteriores não prejudicam qualquer disposição do tratado aplicável 
em caso de violação.
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5. Os parágrafos 1 a 3 não se aplicam às disposições sobre a proteção da pessoa humana 
contidas em tratados de caráter humanitário, especialmente às disposições que proíbem 
qualquer forma de represália contra pessoas protegidas por tais tratados.
Art. 61. Impossibilidade Superveniente de Cumprimento
1. Uma parte pode invocar a impossibilidade de cumprir um tratado como causa para 
extinguir o tratado ou dele retirar-se, se esta possibilidade resultar da destruição ou do 
desaparecimento definitivo de um objeto indispensável ao cumprimento do tratado. Se a 
impossibilidade for temporária, pode ser invocada somente como causa para suspender 
a execução do tratado.
2. A impossibilidade de cumprimento não pode ser invocada por uma das partes como 
causa para extinguir um tratado, dele retirar-se, ou suspender a execução do mesmo, se a 
impossibilidade resultar de uma violação, por essa parte, quer de uma obrigação decorrente 
do tratado,quer de qualquer outra obrigação internacional em relação a qualquer outra 
parte no tratado.
Art. 62. Mudança Fundamental de Circunstâncias
1. Uma mudança fundamental de circunstâncias, ocorrida em relação às existentes no 
momento da conclusão de um tratado, e não prevista pelas partes, não pode ser invocada 
como causa para extinguir um tratado ou dele retirar-se, salvo se:
a) a existência dessas circunstâncias tiver constituído uma condição essencial do 
consentimento das partes em obrigarem-se pelo tratado; e
b) essa mudança tiver por efeito a modificação radical do alcance das obrigações ainda 
pendentes de cumprimento em virtude do tratado.
2. Uma mudança fundamental de circunstâncias não pode ser invocada pela parte como 
causa para extinguir um tratado ou dele retirar-se:
a) se o tratado estabelecer limites; ou
b) se a mudança fundamental resultar de violação, pela parte que a invoca, seja de 
uma obrigação decorrente do tratado, seja de qualquer outra obrigação internacional em 
relação a qualquer outra parte no tratado.
3. Se, nos termos dos parágrafos anteriores, uma parte pode invocar uma mudança 
fundamental de circunstâncias como causa para extinguir um tratado ou dele retirar-se, 
pode também invocá-la como causa para suspender a execução do tratado.
Art. 63. Rompimento de Relações Diplomáticas e Consulares
O rompimento de relações diplomáticas ou consulares entre partes em um tratado não 
afetará as relações jurídicas estabelecidas entre elas pelo tratado, salvo na medida em que 
a existência de relações diplomáticas ou consulares for indispensável à aplicação do tratado.
Art. 64. Superveniência de uma Nova Norma Imperativa de Direito Internacional Geral 
(jus cogens)
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Se sobrevier uma nova norma imperativa de Direito Internacional geral, qualquer tratado 
existente que estiver em conflito com essa norma torna-se nulo e extingue-se.
SEÇÃO 4
Processo
Art. 65. Processo Relativo à Nulidade, Extinção, Retirada ou Suspensão da Execução de 
um Tratado
1. Uma parte que, nos termos da presente Convenção, invocar quer um vício no seu 
consentimento em obrigar-se por um tratado, quer uma causa para impugnar a validade 
de um tratado, extingui-lo, dele retirar-se ou suspender sua aplicação, deve notificar sua 
pretensão às outras partes. A notificação indicará a medida que se propõe tomar em relação 
ao tratado e as razões para isso.
2. Salvo em caso de extrema urgência, decorrido o prazo de pelo menos três meses 
contados do recebimento da notificação, se nenhuma parte tiver formulado objeções, a 
parte que fez a notificação pode tomar, na forma prevista pelo art. 67, a medida que propôs.
3. Se, porém, qualquer outra parte tiver formulado uma objeção, as partes deverão 
procurar uma solução pelos meios previstos, no art. 33 da Carta das Nações Unidas.
4. Nada nos parágrafos anteriores afetará os direitos ou obrigações das partes decorrentes 
de quaisquer disposições em vigor que obriguem as partes com relação à solução de 
controvérsias.
5. Sem prejuízo do art. 45, o fato de um Estado não ter feito a notificação prevista no 
parágrafo 1 não o impede de fazer tal notificação em resposta a outra parte que exija o 
cumprimento do tratado ou alegue a sua violação.
Art. 66. Processo de Solução Judicial, de Arbitragem e de Conciliação
Se, nos termos do parágrafo 3 do art. 65, nenhuma solução foi alcançada, nos 12 meses 
seguintes à data na qual a objeção foi formulada, o seguinte processo será adotado:
a) qualquer parte na controvérsia sobre a aplicação ou a interpretação dos arts. 53 ou 64 
poderá, mediante pedido escrito, submetê-la à decisão da Corte Internacional de Justiça, 
salvo se as partes decidirem, de comum acordo, submeter a controvérsia a arbitragem;
b) qualquer parte na controvérsia sobre a aplicação ou a interpretação de qualquer um 
dos outros artigos da Parte V da presente Convenção poderá iniciar o processo previsto no 
Anexo à Convenção, mediante pedido nesse sentido ao Secretário-Geral das Nações Unidas.
Art. 67. Instrumentos Declaratórios da Nulidade, da Extinção, da Retirada ou Suspensão 
da Execução de um Tratado
1. A notificação prevista no parágrafo 1 do art. 65 deve ser feita por escrito.
2. Qualquer ato que declare a nulidade, a extinção, a retirada ou a suspensão da execução 
de um tratado, nos termos das disposições do tratado ou dos parágrafos 2 e 3 do art. 
65, será levado a efeito através de um instrumento comunicado às outras partes. Se o 
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instrumento não for assinado pelo Chefe de Estado, Chefe de Governo ou Ministro das 
Relações Exteriores, o representante do Estado que faz a comunicação poderá ser convidado 
a exibir plenos poderes.
Art. 68. Revogação de Notificações e Instrumentos Previstos nos Arts. 65 e 67
Uma notificação ou um instrumento previstos nos arts. 65 ou 67 podem ser revogados 
a qualquer momento antes que produzam efeitos.
SEÇÃO 5
Consequências da Nulidade, da Extinção e da Suspensão da Execução de um Tratado
Art. 69. Consequências da Nulidade de um Tratado
1. É nulo um tratado cuja nulidade resulta das disposições da presente Convenção. As 
disposições de um tratado nulo não têm eficácia jurídica.
2. Se, todavia, tiverem sido praticados atos em virtude desse tratado:
a) cada parte pode exigir de qualquer outra parte o estabelecimento, na medida do 
possível, em suas relações mútuas, da situação que teria existido se esses atos não tivessem 
sido praticados;
b) os atos praticados de boa-fé, antes de a nulidade haver sido invocada, não serão 
tornados ilegais pelo simples motivo da nulidade do tratado.
3. Nos casos previsto pelos arts. 49, 50, 51 ou 52, o parágrafo 2 não se aplica com relação 
à parte a que é imputado o dolo, o ato de corrupção ou a coação.
4. No caso da nulidade do consentimento de um determinado Estado em obrigar-se 
por um tratado multilateral, aplicam-se as regras acima nas relações entre esse Estado e 
as partes no tratado.
Art. 70. Consequências da Extinção de um Tratado
1. A menos que o tratado disponha ou as partes acordem de outra forma, a extinção 
de um, tratado, nos termos de suas disposições ou da presente Convenção:
a) libera as partes de qualquer obrigação de continuar a cumprir o tratado;
b) não prejudica qualquer direito, obrigação ou situação jurídica das partes, criados pela 
execução do tratado antes de sua extinção.
2. Se um Estado denunciar um tratado multilateral ou dele se retirar, o parágrafo 1 
aplica-se nas relações entre esse Estado e cada uma das outras partes no tratado, a partir 
da data em que produza efeito essa denúncia ou retirada.
Art. 71. Consequências da Nulidade de um Tratado em Conflito com uma Norma
Imperativa de Direito Internacional Geral
1. No caso de um tratado nulo em virtude do art. 53, as partes são obrigadas a:
a) eliminar, na medida do possível, as consequências de qualquer ato praticado com 
base em uma disposição que esteja em conflito com a norma imperativa de Direito 
Internacional geral; e
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b) adaptar suas relações mútuas à norma imperativa do Direito Internacional geral.
2. Quando um tratado se torne nulo e seja extinto, nos termos do art. 64, a extinção 
do tratado:
a) libera as partes de qualquer obrigação de continuar a cumprir o tratado;
b) não prejudica qualquer direito, obrigação ou situação jurídica das partes, criados 
pela execução do tratado, antes de sua extinção; entretanto, esses direitos, obrigações ou 
situações só podem ser mantidos posteriormente, na medida em que sua manutenção não 
entre em conflito com a nova norma imperativa de Direito Internacional geral.
Art. 72. Consequências da Suspensão da Execução de um Tratado
1. A não ser que o tratado disponha ou as partes acordem de outra forma, a suspensão 
da execução de um tratado, nos termos de suas disposições ou da presente Convenção:
a) libera as partes, entre as quais a execução do tratado seja suspensa, da obrigação de 
cumprir o tratado nas suas relações mútuas durante o período da suspensão;
b) não tem outro efeito sobre as relações jurídicas entre as partes, estabelecidas 
pelo tratado.
2. Durante o período da suspensão, as partes devem abster-se de atos tendentes a 
obstruir o reinício da execução do tratado.
PARTE VI
Disposições Diversas
Art. 73. Caso de Sucessão de estados, de Responsabilidade de um Estado e de Início 
de Hostilidades
As disposições da presente Convenção não prejulgarão qualquer questão que possa 
surgir em relação a um tratado, em virtude da sucessão de estados, da responsabilidade 
internacional de um Estado ou do início de hostilidades entre estados.
Art. 74. Relações Diplomáticas e Consulares e Conclusão de Tratados
O rompimento ou a ausência de relações diplomáticas ou consulares entre dois ou mais 
estados não obsta à conclusão de tratados entre os referidos estados. A conclusão de um 
tratado, por si, não produz efeitos sobre as relações diplomáticas ou consulares.
Art. 75. Caso de Estado Agressor
As disposições da presente Convenção não prejudicam qualquer obrigação que, em 
relação a um tratado, possa resultar para um Estado agressor de medidas tomadas em 
conformidade com a Carta das Nações Unidas, relativas à agressão cometida por esse Estado.
PARTE VII
Depositários, Notificações, Correções e Registro
Art. 76. Depositários de Tratados
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1. A designação do depositário de um tratado pode ser feita pelos estados negociadores 
no próprio tratado ou de alguma outra forma. O depositário pode ser um ou mais estados, 
uma organização internacional ou o principal funcionário administrativo dessa organização.
2. As funções do depositário de um tratado têm caráter internacional e o depositário é 
obrigado a agir imparcialmente no seu desempenho. Em especial, não afetará essa obrigação 
o fato de um tratado não ter entrado em vigor entre algumas das partes ou de ter surgido 
uma divergência, entre um Estado e o depositário, relativa ao desempenho das funções 
deste último.
Art. 77. Funções dos Depositários
1. As funções do depositário, a não ser que o tratado disponha ou os estados contratantes 
acordem de outra forma, compreendem particularmente:
a) guardar o texto original do tratado e quaisquer plenos poderes que lhe tenham sido 
entregues;
b) preparar cópias autenticadas do texto original e quaisquer textos do tratado em 
outros idiomas que possam ser exigidos pelo tratado e remetê-los às partes e aos estados 
que tenham direito a ser partes no tratado;
c) receber quaisquer assinaturas ao tratado, receber e guardar quaisquer instrumentos, 
notificações e comunicações pertinentes ao mesmo;
d) examinar se a assinatura ou qualquer instrumento, notificação ou comunicação 
relativa ao tratado, está em boa e devida forma e, se necessário, chamar a atenção do 
Estado em causa sobre a questão;
e) informar as partes e os estados que tenham direito a ser partes no tratado de 
quaisquer atos, notificações ou comunicações relativas ao tratado;
f) informar os estados que tenham direito a ser partes no tratado sobre quando tiver 
sido recebido ou depositado o número de assinaturas ou de instrumentos de ratificação, 
de aceitação, de aprovação ou de adesão exigidos para a entrada em vigor do tratado;
g) registrar o tratado junto ao Secretariado das Nações Unidas;
h) exercer as funções previstas em outras disposições da presente Convenção.
2. Se surgir uma divergência entre um Estado e o depositário a respeito do exercício 
das funções deste último, o depositário levará a questão ao conhecimento dos estados 
signatários e dos estados contratantes ou, se for o caso, do órgão competente da organização 
internacional em causa.
Art. 78. Notificações e Comunicações
A não ser que o tratado ou a presente Convenção disponham de outra forma, uma 
notificação ou comunicação que deva ser feita por um Estado, nos termos da presente 
Convenção:
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a) será transmitida, se não houver depositário, diretamente aos estados a que se destina 
ou, se houver depositário, a este último;
b) será considerada como tendo sido feita pelo Estado em causa somente a partir do 
seu recebimento pelo Estado ao qual é transmitida ou, se for o caso, pelo depositário;
c) se tiver sido transmitida a um depositário, será considerada como tendo sido recebida 
pelo Estado ao qual é destinada somente a partir do momento em que este Estado tenha 
recebido do depositário a informação prevista no parágrafo 1 (e) do art. 77.
Art. 79. Correção de Erros em Textos ou em Cópias Autenticadas de Tratados
1. Quando, após a autenticação do texto de um tratado, os estados signatários e os 
estados contratantes acordarem em que nele existe erro, este, salvo decisão sobre diferente 
maneira de correção, será corrigido:
a) mediante a correção apropriada no texto, rubricada por representantes devidamente 
credenciados;
b) mediante a elaboração ou troca de instrumento ou instrumentos em que estiver 
consignada a correção que se acordou em fazer; ou
c) mediante a elaboração de um texto corrigido da totalidade do tratado, segundo o 
mesmo processo utilizado para o texto original.
2. Quando o tratado tiver um depositário, este deve notificar aos estados signatários 
e contratantes a existência do erro e a proposta de corrigi-lo e fixar um prazo apropriado 
durante o qual possam ser formulados objeções à correção proposta. Se, expirado o prazo:
a) nenhuma objeção tiver sido feita, o depositário deve efetuar e rubricar a correção 
do texto, lavrar a ata de retificação do texto e remeter cópias da mesma às partes e aos 
estados que tenham direito a ser partes no tratado;
b) uma objeção tiver sido feita, o depositário deve comunicá-la aos estados signatários 
e aos estados contratantes.
3. As regras enunciadas nos parágrafos 1 e 2 aplicam-se igualmente quando o texto, 
autenticado em duas ou mais línguas, apresentar uma falta de concordância que, de acordo 
com os estados signatários e os estados contratantes, deva ser corrigida.
4. O texto corrigido substitui ab initio o texto defeituoso,a não ser que os estados 
signatários e os estados contratantes decidam de outra forma.
5. A correção do texto de um tratado já registrado será notificado ao Secretariado das 
Nações Unidas.
6. Quando se descobrir um erro numa cópia autenticada de um tratado, o depositário 
deve lavrar uma ata mencionando a retificação e remeter cópia da mesma aos estados 
signatários e aos estados contratantes.
Art. 80. Registro e Publicação de Tratados
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1. Após sua entrada em vigor, os tratados serão remetidos ao Secretariado das Nações 
Unidas para fins de registro ou de classificação e catalogação, conforme o caso, bem como 
de publicação
2. A designação de um depositário constitui autorização para este praticar os atos 
previstos no parágrafo anterior.
PARTE VIII
Disposições Finais
Art. 81. Assinatura
A presente Convenção ficará aberta à assinatura de todos. Os estados Membros das 
Nações Unidas ou de qualquer das agências especializadas ou da Agência Internacional de 
Energia Atômica, assim como de todas as partes no Estatuto da Corte Internacional de 
Justiça e de qualquer outro Estado convidado pela Assembleia Geral das Nações Unidas 
a tornar-se parte na Convenção, da seguinte maneira: até 30 de novembro de 1969, no 
Ministério Federal dos Negócios Estrangeiros da República da Áustria e, posteriormente, 
até 30 de abril de 1970, na sede das Nações Unidas em Nova York.
Art. 82. Ratificação
A presente Convenção é sujeita à ratificação. Os instrumentos de ratificação serão 
depositados junto ao Secretário-Geral das Nações Unidas.
Art. 83. Adesão
A presente Convenção permanecerá aberta à adesão de todo Estado pertencente 
a qualquer das categorias mencionadas no art. 81. Os instrumentos de adesão serão 
depositados junto ao Secretário-Geral das Nações Unidas.
Art. 84. Entrada em Vigor
1. A presente Convenção entrará em vigor no trigésimo dia que se seguir à data do 
depósito do trigésimo quinto instrumento de ratificação ou adesão.
2. Para cada Estado que ratificar a Convenção ou a ela aderir após o depósito do trigésimo 
quinto instrumento de ratificação ou adesão, a Convenção entrará em vigor no trigésimo 
dia após o depósito, por esse Estado, de seu instrumento de ratificação ou adesão.
Art. 85. Textos Autênticos
O original da presente Convenção, cujos textos em chinês, espanhol, francês, inglês e 
russo fazem igualmente fé, será depositado junto ao Secretário-Geral das Nações Unidas.
Em fé do que, os plenipotenciários abaixo assinados, devidamente autorizados por seus 
respectivos Governos, assinaram a presente Convenção.
Feita em Viena, aos vinte e três dias de maio de mil novecentos e sessenta e nove.
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	Sumário
	Apresentação
	Introdução ao Direito Internacional
	1. Introdução
	2. Breve História e Fontes de Direito dos Tratados
	2.1. Teorias que explicam o Direito Internacional e suas Implicações
	2.2. Fontes do Direito dos Tratados
	2.3. Normas de Jus Cogens x Soft Law
	2.4. Deliberações de organizações internacionais
	3. Princípios de Direito Internacional
	3.1. Soberania
	3.2. Boa-Fé nas Relações
	3.3. Solução Pacifica dos Conflitos
	3.4. Autodeterminação dos Povos
	3.5. Princípios de Direito Internacional no Brasil
	Resumo
	Exercícios
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	Referências
	Anexoe criminal.
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Os Tratados e Convenções Internacionais se constituem de acordos formais, razão pela 
qual devem ser escritos, materializados em um documento. Portanto, diferentemente do 
que ocorre com os costumes, os tratados não admitem a forma oral (Rezek, 2022. p. 15).
Outro elemento imprescindível dos Tratados Internacionais são os sujeitos que os 
compõem. Apenas podem fazer parte de um Tratado Internacional as pessoas jurídicas de 
direito internacional público, ou seja, estados soberanos e as Organizações Internacionais 
(Rezek, 2022. p. 15).
Vale ressaltar que o objetivo dos tratados é a produção de efeitos jurídicos, razão pela qual 
criam obrigações aos estados signatários. Como bem aponta Francisco Rezek (2022, p. 16),
[…] o acordo formal entre estados é o ato jurídico que produz a norma, e que por produzi-la 
desencadeia efeitos de direito, gera obrigações e prerrogativas, caracteriza enfim, na plenitude 
de seus dois elementos, o tratado internacional.
2 .2 .2 . coStUMe InternacIonal
O costume internacional são regras de conduta, as quais surgem historicamente em 
decorrência da ampla aceitação no cenário internacional. Diferentemente dos tratados e 
convenções internacionais, os costumes não se encontram codificados em um instrumento 
escrito. Conforme afirma Mazzuoli (2021, p. 70):
O costume internacional – não obstante a proliferação dos tratados, especialmente dos que 
codificam costumes precedentes – tem ainda um papel de grande relevância na formação 
e desenvolvimento do Direito Internacional Público; primeiro, por estabelecer um corpo 
de regras universalmente aplicáveis em vários domínios do direito das gentes e, segundo, por 
permitir a criação de regras gerais, que são as regras-fundamentos da constituição da sociedade 
internacional. Assim, diferentemente dos tratados, que têm o seu âmbito de aplicação reduzido 
aos estados que os ratificaram, os costumes proliferam-se para a generalidade dos sujeitos 
internacionais, mesmo para os reticentes. Daí continuar sendo o costume – mesmo com a 
ascensão numérica dos tratados internacionais – um valioso elemento de determinação das 
regras do Direito Internacional Público.
Ressalta-se que não há diferença hierárquica entre os costumes internacionais e os 
tratados e convenções internacionais, ambos são fontes de produção do direito. Por certo 
que, em sendo o tratado um instrumento escrito, por vezes há maior dificuldade em se 
demonstrar a existência e validade das normas costumeiras.
2 .2 .3 . PrIncÍPIoS GeraIS De DIreIto
Os princípios gerais de direito são aquelas normas gerais, universalmente aceitas, e que 
servem de técnica para a interpretação e aplicação das normas jurídicas. Os princípios gerais 
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são utilizados tanto para a solução de eventuais litígios como para a formação de novas 
normas, razão pela qual se constitui de uma importante fonte para o Direito Internacional
2 .2 .4 . JUrISPrUDÊncIa e DoUtrIna
A jurisprudência é o conjunto de decisões emanadas do Poder Judiciário e que podem 
servir como base para interpretação e aplicação do direito. São os precedentes.
Já a doutrina constitui-se do entendimento proferido por estudiosos de uma determinada 
temática, que adquire autoridade por ter sido elaborada por especialistas no assunto.
No âmbito do Direito Internacional, assim como especificamente como fonte para a 
produção de Tratados Internacionais, a Jurisprudência e a Doutrina são técnicas utilizadas 
de modo auxiliar, ou seja, não são fontes direitas de formação dos tratados. Não obstante, 
podem ser utilizadas como meio auxiliar para a interpretação e aplicação dos tratados.
2 .2 .5 . acorDo eXecUtIVo
Um acordo executivo ocorre quando o chefe do Poder Executivo (no nosso caso o 
próprio Presidente da República), por si só, assume obrigações no âmbito internacional, 
independentemente de parecer do Poder Legislativo.
Vale ressaltar que, no Brasil, para que os acordos e tratados internacionais tenham 
validade no âmbito interno é imprescindível submetê-los a deliberação do Congresso 
Nacional, ou seja, precisam passar pelo procedimento de incorporação, sem o qual não 
produzem efeitos.
2 .2 .6 . analoGIa e eQUIDaDe no DIreIto InternacIonal
A analogia e a equidade são métodos de integração jurídica utilizados no Direito 
Internacional com o objetivo de solucionar os casos em que não há normas específicas 
aplicáveis ou ainda quando há conflitos aparentes entre duas normas. Em suma podemos 
conceituar analogia e equidade da seguinte forma:
• Analogia: Refere-se à possibilidade de aplicar determinada norma existente a um caso 
para o qual não foi originalmente prevista, mas que apresenta semelhança relevante 
com o caso regulado. No âmbito do Direito Internacional, é possível utilizarmos a 
analogia para suprir lacunas normativas, garantindo coerência e previsibilidade nas 
decisões.
EXEMPLO
No caso “Nottebohm (Liechtenstein vs. Guatemala)”, julgado pela Corte Internacional de 
Justiça em 1955, Liechtenstein acionou a Corte Internacional de Justiça contra a Guatemala, 
defendendo que o seu nacional (de nome Nottebohm), teve a nacionalidade guatemalteca 
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negada pelo simples fato de naturalizar-se em Liechtenstein. Nesse caso, em que pese não 
houvesse norma específica para a temática, a CIJ recorreu – por analogia – aos critérios de 
nacionalidade utilizados no direito interno e em tratados de nacionalidade para definir vínculo 
efetivo entre o indivíduo e o Estado. Essa decisão deixa evidente o entendimento da Corte no 
sentido de que, na ausência de uma regra internacional explícita sobre “nacionalidade efetiva”, 
a Corte poderá aplicar regras similares de contextos análogos para formar seu entendimento.
• Equidade: Trata-se de mecanismo pela qual se aplicam os princípios de justiça e 
imparcialidade para alcançar soluções justas em casos concretos, especialmente 
quando a aplicação estrita da lei seria inadequada ou inexistente. No âmbito 
internacional, a equidade permite decisões que consideram as particularidades das 
partes envolvidas e as circunstâncias específicas do caso, mesmo que em aparente 
contrariedade a uma norma, desde que amparada nos princípios gerais do Direito 
Internacional. 
EXEMPLO
Caso da Delimitação Marítima (Líbia vs. Malta) – CIJ, 1985. Esse caso envolveu uma disputa 
sobre a delimitação da plataforma continental entre os dois países. Ocasião em que a Corte 
aplicou o princípio da equidade para alcançar um resultado mais justo, considerando a 
proporcionalidade das costas e outros fatores geográficos relevantes, mesmo na ausência de 
uma norma específica e matemática para a divisão. Logo, é possível a utilização da equidade 
não como substituição do direito, mas como método interpretativo dentro da legalidade, 
buscando equilíbrio entre os interesses das partes, de modo a se alcançar uma decisão 
mais justa e equilibrada.
Vale mencionar que o próprio Estatuto da Corte Internacional de Justiça (CIJ), no art. 38, 
reconhece a possibilidade de a Corte decidir com basena equidade (“ex aequo et bono”, que 
em tradução literal seria “de acordo com o direito e o bem”) se as partes assim concordarem. 
Portanto, embora não seja uma fonte direta do Direito Internacional, a equidade pode ser 
utilizada como fundamento para decisões internacionais, vejamos:
Art. 38.1. A Côrte, cuja função é decidir de acordo com o direito internacional as controvérsias 
que lhe forem submetidas, aplicará:
[…]
2. A presente disposição não prejudicará a faculdade da Côrte de decidir uma questão ex aeque 
et bano, se as partes com isto concordarem.
Quanto à jurisprudência da CIJ, há casos em que a Corte utilizou a equidade para 
resolver disputas, especialmente em questões de delimitação marítima e fronteiriça. Outro 
exemplo foi o caso da Plataforma Continental do Mar do Norte (1969), ocasião em que a 
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CIJ considerou os princípios equitativos para determinar a delimitação marítima entre as 
partes envolvidas.
Como vem ensina RESEK (2024), a analogia e a equidade no Direito Internacional são:
[…] meios para compensar seja a inexistência da norma, seja sua evidente falta de préstimo 
para proporcionar ao caso concreto um deslinde minimamente justo. Analogia e equidade são 
métodos de raciocínio jurídico: não é exato, pois, que a segunda configure uma fonte alternativa 
de direito, nem que a primeira represente um recurso de apoio hermenêutico. O uso da analogia 
consiste em fazer valer, para determinada situação de fato, a norma jurídica concebida para 
aplicar-se a uma situa ção semelhante, na falta de regra que se ajuste ao exato contorno do caso 
posto ante o intérprete. O método, assim, é de compensação integrativa, e seu uso encontra 
certas limitações em direito internacional — tal como as encontra em direito interno. […] Em 
direito das gentes não se podem construir, pelo método analógico, restrições à soberania, nem 
hipóteses de submissão do Estado ao juízo exterior, arbitral ou judiciário.
[…]
Parece generalizada a convicção de que a equidade pode operar tanto na hipótese de insuficiência 
da norma de direito positivo aplicável quanto naquela em que a norma, embora bastante, traz 
ao caso concreto uma solução inaceitável pelo senso de justiça do intérprete. Cuida-se, então, 
de decidir à luz de normas outras — mais comumente de princípios — que preencham o vazio 
eventual, ou que tomem o lugar da regra considerada iníqua ante a singularidade da espécie. 
Não é, pois, a própria equidade que substitui a norma faltante ou imprópria, qual se aquela, em 
vez de método, fosse ela mesma uma norma substantiva de ilimitado alcance.
Em resumo, tanto a analogia como a equidade são ferramentas reconhecidas no Direito 
Internacional para suprir lacunas normativas, tendo por objetivo proferir decisões mais 
justas e razoáveis para o caso concreto, sendo imprescindível observar as restrições impostas 
pelo Direito Internacional.
002. 002. (CESPE-CEBRASPE/2023/OFICIAL DE CHANCELARIA/MRE) No que concerne às fontes 
do direito internacional público, assinale a opção correta.
a) O Estatuto da Corte Internacional de Justiça prevê um rol taxativo de fontes do direito 
internacional público, formado pelos tratados, pelo costume internacional, pelos princípios 
gerais de direito, pela jurisprudência e pela doutrina.
b) O costume internacional, como fonte do direito internacional público, depende de 
uma prática generalizada e de aceitação unânime dos estados-membros da sociedade 
internacional.
c) Os princípios gerais de direito, tratados como fonte do direito internacional público, 
são aqueles reconhecidos por um número suficiente de ordenamentos jurídicos internos 
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e que possuem aplicabilidade à ordem internacional, a despeito de não necessariamente 
ser adotados por todos os estados-membros da sociedade internacional.
d) Os órgãos das Nações Unidas exprimem manifestações de cunho mandatório, cabendo 
aos membros das Nações Unidas, em razão de previsão expressa no seu tratado constitutivo, 
acatar e fielmente executar aquelas proposições.
e) Para serem reconhecidos como fonte do direito internacional público, os atos unilaterais 
dos estados devem ser dotados de normatividade, expressando a vontade dos entes que 
o emanam de que aquela manifestação produza efeitos jurídicos na ordem internacional.
De fato, os princípio gerais de direito são aqueles amplamente reconhecidos nos ordenamentos 
jurídicos internos dos estados, de forma geral. Mais uma vez, assim como no costume, 
não se exige adoção absoluta/unânime por parte dos estados, mas que seja amplamente 
reconhecido.
a) Errada. O Estatuto da Corte Internacional de Justiça não apresenta rol taxativo, apenas 
elenca os mecanismos pelos quais a Corte poderá decidir as questões que lhe são apresentadas 
no caso concreto submetido a sua jurisdição. Desta forma, a doutrina sustenta tratar-se 
de rol meramente exemplificativo das rol de fontes do Direito Internacional Público.
b) Errada. O costume internacional – consuetudo est servanda – é tido como fonte do Direito 
Internacional, obtido a partir do resultado da prática geral e reiterada dos estados, que 
passa a ser tida como obrigação legal. Logo, para ser considerado costume internacional 
é imprescindível a prática generalizada, mas não se exige “aceitação unânime”. Conforme 
Mazzuoli (2024):
Extensão geográfica do costume chamada prática generalizada de atos, pode dar-se em contexto 
universal, regional ou, até mesmo, local. Tal demonstra que para existir um costume internacional 
não se exige que todos os estados (ou organizações internacionais) do mundo aceitem certa 
prática como sendo juridicamente obrigatória (v. infra, item i). Ou seja, a expressão “prática 
geral” não requer o aceite universal de uma regra por todos os sujeitos do Direito Internacional 
Público, para só então caracterizar-se verdadeiro costume.
d) Certa. A ONU é formada por diversos órgãos, os quais detém atribuição para expedir 
recomendações, atos sem caráter mandatório ou vinculativo diretamente para os estados. 
Vale lembrar que cada Estado-parte é soberano em seu território, somente se submetendo 
às disposições para as quais tenha voluntariamente aderido.
e) Errada. Os atos unilaterais emitidos pelos estados não são fontes do Direito Internacional, 
justamente pelo fato de que são desprovidos de normatividade (não são abstratos nem 
genéricos).
Letra c.
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003. 003. (FGV/2023/ANALISTA LEGISLATIVO (CAM DEP)/CONSULTOR LEGISLATIVO/ÁREA XVII) 
Surgiu entre os estados X e Y uma disputa relativa a uma situação ocorrida na área do 
comércio exterior. O Estado X alegou a seu favor um costume internacional. Por sua vez, o 
Estado Y rechaçou tal alegação, com fundamento no fato de que o costume internacional 
em questão era praticado apenas por 20 países de determinadaregião do continente em 
que os estados X e Y estavam localizados. Vale dizer, o Estado Y não reconhecia costumes 
internacionais de âmbito regional.
No âmbito das fontes do direito internacional público, a formação dos costumes internacionais
a) prescinde da opinio juris.
b) requer a prática generalizada, reiterada, uniforme e constante de determinado ato por 
um grupo de estados e a convicção que essa prática é juridicamente facultativa.
c) prescinde da sua aceitação unânime entre os estados.
d) requer apenas a mera reiteração de determinado ato por um grupo de estados.
e) depende da sua incorporação aos ordenamentos jurídicos nacionais.
Fique atento(a), as bancas adoram trocar esses termos “prescinde” / “imprescindível”, etc. 
Significa, portanto, que para a formação do costume internacional é prescindível (ou seja, 
dispensável) a sua aceitação unânime entre os estados, isso porque basta ampla aceitação 
para que o costume seja assim reconhecido.
Como bem menciona Mazzuoli ao tratar dos costumes no Direito Internacional:
Extensão geográfica do costume chamada prática generalizada de atos, pode dar-se em contexto 
universal, regional ou, até mesmo, local. Tal demonstra que para existir um costume internacional 
não se exige que todos os estados (ou organizações internacionais) do mundo aceitem certa 
prática como sendo juridicamente obrigatória (v. infra, item i). Ou seja, a expressão “prática 
geral” não requer o aceite universal de uma regra por todos os sujeitos do Direito Internacional 
Público, para só então caracterizar-se verdadeiro costume.
Logo, todas as demais alternativas estão em conformidade com os requisitos para a 
formação do Costume Internacional.
Letra c.
2 .3 . norMaS De JUS coGenS X SoFt laW2 .3 . norMaS De JUS coGenS X SoFt laW
No âmbito do Direito Internacional surgem dois termos para distinguir a força vinculante 
de determinadas normas, são eles: jus cogens e soft law.
• Jus Cogens: São consideradas normas imperativas do Direito Internacional, possuindo 
aceitação universal, razão pela qual vinculam os estados quanto a sua estrita 
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observância. Em havendo conflito entre um tratado e uma norma imperativa de 
Direito Internacional (jus cogens), o tratado será considerado nulo, pois as normas 
de jus cogens são consideradas inderrogáveis por meio de tratados. De acordo com 
a Convenção de Viena:
Art. 53. Tratado em Conflito com uma Norma Imperativa de Direito Internacional Geral (jus cogens)
É nulo um tratado que, no momento de sua conclusão, conflite com uma norma imperativa 
de Direito Internacional geral. Para os fins da presente Convenção, uma norma imperativa de 
Direito Internacional geral é uma norma aceita e reconhecida pela comunidade internacional dos 
estados como um todo, como norma da qual nenhuma derrogação é permitida e que só pode 
ser modificada por norma ulterior de Direito Internacional geral da mesma natureza.
Para ser considerada norma de Jus Cogens é necessário ampla aceitação por parte dos 
estados na comunidade internacional, não se exige procedimento específico de elaboração, 
podendo ser de origem convencional ou consuetudinária.
• Soft Law: São aquelas normas mais flexíveis do Direito Internacional que funcionam 
como espécie de recomendação/orientação aos estados. O exemplo mais comum de 
soft law são algumas disposições relativas ao meio ambiente. Portanto, a soft law 
não vincula os estados, apenas recomenda a adoção de determinadas medidas.
Veja como foi cobrado:
004. 004. (CESPE-CEBRASPE/2023/OFICIAL DE CHANCELARIA/MRE) As normas imperativas 
( jus cogens)
a) são derrogáveis pelo exercício da autonomia privada dos entes internacionais.
b) prescindem do reconhecimento da comunidade internacional dos estados como um todo.
c) prevalecem sobre tratados que lhes sejam anteriores e posteriores.
d) somente podem ser modificadas por norma internacional posterior de qualquer natureza, 
à luz do critério cronológico de solução de antinomias.
e) resultam, quando descumpridas por outra norma de direito internacional público, na 
suspensão da eficácia da norma internacional não imperativa.
Fique atento(a), as normas de jus cogens são normas imperativas do Direito Internacional, 
que se sobrepõem em relação às normas anteriores. Para o seu reconhecimento é necessário 
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(imprescindível) o “reconhecimento da comunidade internacional dos estados como um 
Todo” (logo, errada a Letra B). Exemplo mais claro são as normas sobre Direitos Humanos, 
que proíbem a tortura e o tratamento desumano ou degradante.
Nesse sentido, o art. 53 da Convenção de Viena sobre Direitos dos Tratados:
Art. 53. Internacional Geral (jus cogens)
É nulo um tratado que, no momento de sua conclusão, conflite com uma norma imperativa 
de Direito Internacional geral. Para os fins da presente Convenção, uma norma imperativa de 
Direito Internacional geral é uma norma aceita e reconhecida pela comunidade internacional dos 
estados como um todo, como norma da qual nenhuma derrogação é permitida e que só pode 
ser modificada por norma ulterior de Direito Internacional geral da mesma natureza.
Como se percebe, não há que se falar que as normas de jus cogens seriam “derrogáveis 
pelo exercício da autonomia privada dos entes internacionais” (como supôs a letra A), é 
justamente o oposto como vimos, são normas imperativas de DIP.
Quanto a possibilidade de derrogação, somente se admite ser modificada por norma ulterior 
de Direito Internacional geral da mesma natureza (daí o erro da letra D).
Igualmente errada a letra E, pois não há que se falar em derrogação da norma de jus cogens 
pelo descumprimento por outra norma de DIP, nem mesmo na suspensão da eficácia da 
norma internacional não imperativa, isso porque as normas de jus cogens não admitem 
descumprimento. Qualquer outra norma em confronto com a norma jus cogens, estará 
fadada a nulidade.
Letra c.
2 .4 . DelIBeraÇÕeS De orGanIZaÇÕeS InternacIonaIS2 .4 . DelIBeraÇÕeS De orGanIZaÇÕeS InternacIonaIS
 As Organizações Internacionais são entes do Direito Internacional, detentoras de 
capacidade jurídica própria e formada pelos estados-membros que a constituíram, tendo 
por objetivo produzir efeitos jurídicos internacionais. A exemplo temos a Organização das 
Nações Unidas – ONU (que estudaremos em mais detalhes na aula própria), cujo objetivo 
primordial é a defesa da paz mundial e da promoção dos Direitos Humanos em nível Global. 
A ONU é composta por 193 estados-membros, sendo a principal Organização Internacional 
que temos na atualidade. Diversas são as Organizações Internacionais, apenas a título de 
exemplo, além da ONU, temos a Organização Internacional do Trabalho – OIT; Organização 
Mundial do Comércio (OMC); o Fundo Monetário Internacional (FMI); a Organização do 
Tratado do Atlântico Norte (OTAN), dentre diversos outros.
Assim, a deliberações dessas organizações internacionais referem-se às decisões tomadas 
por seus órgãos competentes, como assembleias gerais, conselhos ou comitês, no âmbito 
de suas atribuições e procedimentos estabelecidos. Tais deliberações podem resultar em 
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resoluções, recomendações ou outros atos que orientam ou determinam ações para os 
estados-membros ou para a própria organização. 
EXEMPLO
A Convenção n. 182 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), adotada em 1999, trata da 
proibição das piores formas de trabalho infantil e da ação imediata para sua eliminação. Após 
sua adoção na Conferência Internacional do Trabalho, a convenção foi submetida à ratificação 
pelos estados-membros da OIT. Uma vez ratificada, tornou-se juridicamente vinculante para 
os países que a aceitaram, obrigando-os a implementar medidas para erradicar as piores 
formas de trabalho infantil em seus territórios. 
Fica evidente, portanto, que as deliberações das organizações internacionais podem 
resultar em recomendações/orientações gerais, ou até, como no caso acima, em instrumentos 
normativos que, após o devido processo de ratificação, impõem obrigações legais aos 
estados-membros, contribuindo para a harmonização de normas e a promoção de objetivos 
comuns no cenário internacional.
Importante lembrar que os estados são soberanos em seus territórios, de modo que 
a eles não poderá ser imposta obrigação a que não tenha manifestado expressa adesão. 
Sobre a temática das deliberações de Organizações Internacionais e o dever dos estados-
membros em cumpri-las merece transcrição a lição de Rezek (2024), para quem:
Resoluções, recomendações, declarações, diretrizes: tais os títulos que usualmente qualificam 
as decisões das organizações internacionais contemporâneas, variando seu exato significado e 
seus efeitos conforme a entidade de que se cuide. Muitas dessas normas obrigam a totalidade 
dos membros da organização, ainda que adotadas por órgão sem representação do conjunto, 
ou por votação não unânime em plenário. É certo, porém, que tal fenômeno somente ocorre no 
domínio das decisões procedimentais, e outras de escasso relevo. No que concerne às decisões 
importantes, estas só obrigam quando tomadas por voz unânime, e, se majoritárias, obrigam 
apenas os integrantes da corrente vitoriosa, tanto sendo verdadeiro até mesmo no âmbito das 
organizações europeias, as que mais longe terão levado seu nível de aprimoramento institucional. 
[grifo nosso]
005. 005. (CESPE-CEBRASPE/CONSULTOR LEGISLATIVO/SEN/ASSESSORAMENTO LEGISLATIVO/
DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO, RELAÇÕES INTERNACIONAIS E DEFESA NACIONAL/2002) 
Considerando o ato jurídico internacional, julgue o item abaixo.
De acordo com o art. 2º da Convenção de Viena acerca do direito dos tratados, entende-se 
por tratado um acordo internacional concluído por escrito entre estados e outros sujeitos 
de direito internacional ou entre os próprios sujeitos de direito internacional e regido 
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pelo direito internacional, quer conste de um instrumento único, quer de dois ou mais 
instrumentos conexos, qualquer que seja a sua denominação específica.
Como estudamos os estados são sujeitos originários do Direito Internacional os quais detém 
capacidade para firmar tratados. Além disso, as Organizações Internacionais também podem 
firmar tratados. Conforme a Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados de 1969:
Art. 2º
Definições
1 – Para os fins da presente Convenção:
a) “Tratado” designa um acordo internacional concluído por escrito entre estados e regido pelo 
direito internacional, quer esteja consignado num instrumento único, quer em dois ou mais 
instrumentos conexos, e qualquer que seja a sua denominação particular; (grifo nosso)
Posteriormente, a Convenção de Viena de 1986 estabeleceu que:
Art. 2º
Expressões empregadas
1. Para os fins da presente Convenção:
a) “tratado” significa um acordo internacional regido pelo Direito Internacional e celebrado por 
escrito
i) entre um ou mais estados e uma ou mais organizações
internacionais; ou
ii) entre organizações internacionais, quer este acordo conste de um único instrumento ou de 
dois ou mais instrumentos conexos e qualquer que seja sua denominação específica;
Certo.
3 . PrIncÍPIoS De DIreIto InternacIonal3 . PrIncÍPIoS De DIreIto InternacIonal
De pronto, podemos observar que o Direito Internacional rege-se por alguns princípios 
gerais, vejamos:
3 .1 . SoBeranIa3 .1 . SoBeranIa
É importante deixar claro que todos os estados detêm soberania em seu território. Não 
há um Estado “melhor” ou “pior” que o outro, independentemente do tamanho do território 
ou do poder econômico, TODOS são estados soberanos em seu território, de modo que não 
é possível impor-lhes condições a que não tenham manifestado expressa adesão.
Em decorrência do princípio da Soberania dos estados temos o elemento consentimento. 
Ora, se todos são soberanos em seus territórios e não é possível impor-lhes condicionantes 
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que não tenham previamente aceito, somente será possível firmar acordos e tratados 
internacionais se houver consentimento entre todas as partes envolvidas.
Além do mais, os estados devem respeitar a soberania dos outros estados, significa 
dizer que não podem intervir em assuntos alheios, relacionados exclusivamente a outro 
Estado soberano.
3.2. BOA-FÉ NAS RELAÇÕES3.2. BOA-FÉ NAS RELAÇÕES
Os estados soberanos devem agir com boa-fé nas suas relações, assim produzem maior 
segurança no cenário internacional. Um dos principais efeitos da boa-fé é a observância do 
princípio conhecido como Pacta Sunt Servanda, que significa, em síntese, que as cláusulas 
pactuadas devem ser cumpridas.
Nesse sentido, o art. 26 da Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados de 1969 
dispõe que:
Art. 26.
Pacta sunt servanda
Todo tratado em vigor obriga as partes e deve ser cumprido por elas de boa-fé.
3 .3 . SolUÇÃo PacIFIca DoS conFlItoS3 .3 . SolUÇÃo PacIFIca DoS conFlItoS
Basicamente esse princípio orienta que os estados devem evitar ao máximo o uso da 
ameaça/força, devendo sempre buscar a solução pacifica dos conflitos. Vale mencionar, 
inclusive, que esse é um dos princípios que rege o Brasil em suas relações internacionais 
(art. 4º da Constituição Federal de 1988).
No cenário internacional, países firmam acordos que proíbem o uso da força, somente 
sendo permitida em caso de defesa. Fique tranquilo(a), mais adiante aprofundaremos 
esse tópico.
3 .4 . aUtoDeterMInaÇÃo DoS PoVoS3 .4 . aUtoDeterMInaÇÃo DoS PoVoS
Trata-se de um princípio universal que todos os povos sejam tratados de forma igualitária, 
respeitada a sua identidade cultural, política e econômica. A autodeterminação dos povos 
está relacionada com a capacidade dos sujeitos de um Estado determinarem o seu próprio 
ordenamento jurídico e as estruturas que melhor atendam às suas necessidades. Por 
exemplo, não se pode cogitar que um Estado estrangeiro venha determinar ao Brasil quais 
leis devam ser seguidas e quais as condutas devam ser consideradas inadequadas.
3 .5 . PrIncÍPIoS De DIreIto InternacIonal no BraSIl3 .5 . PrIncÍPIoS De DIreIto InternacIonal no BraSIlNo caso brasileiro, a Constituição Federal de 1988 estabelece os seguintes princípios 
gerais relacionados às relações internacionais nos seguintes temos:
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Art. 4º a República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes 
princípios:
I – independência nacional;
II – prevalência dos direitos humanos;
III – autodeterminação dos povos;
IV – não intervenção;
V – igualdade entre os estados;
VI – defesa da paz;
VII – solução pacífica dos conflitos;
VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX – cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
X – concessão de asilo político.
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, 
social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-
americana de nações.
006. 006. (FUNDATEC/2024/AGENTE FISCAL (CREMERS) (E MAIS 2 CONCURSOS) “O governo 
brasileiro propôs uma resolução alternativa no Conselho de Segurança da ONU, sugerindo 
a criação de um corredor humanitário em Gaza e um cessar-fogo capaz de permitir que 
civis sejam atendidos na região que vive uma crise sem precedentes em anos”
(Notícias UOL, 14/10/23)
De acordo com o trecho da reportagem e com base no art. 4º da Constituição Federal de 
1988, que dispõe sobre os princípios que regem as relações internacionais do Brasil, qual 
dos princípios embasou a declaração do governo brasileiro?
a) Tipicidade.
b) Intimidade.
c) Devido processo legal.
d) Liberdade de expressão.
e) Defesa da paz.
Mais uma questão que aborda os princípios que regem a República Federativa do Brasil em 
suas relações Internacionais, trazidos no art. 4º da CF/1988 nos seguintes termos:
Art. 4º a República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes 
princípios:
I – independência nacional;
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II – prevalência dos direitos humanos;
III – autodeterminação dos povos;
IV – não intervenção;
V – igualdade entre os estados;
VI – defesa da paz;
VII – solução pacífica dos conflitos;
VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX – cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
X – concessão de asilo político.
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, 
social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-
americana de nações.
O caso narrado no enunciado está diretamente relacionado à defesa da paz (inclusive é o 
único princípio corresponde a uma das alternativas), tendo em vista que foi proposto um 
“um cessar-fogo capaz de permitir que civis sejam atendidos na região[…]”.
Letra e.
007. 007. (IDECAN/2025/OFICIAL (PM BA)/AUXILIAR/CFOAPM 2024) Tomando por base as 
disposições expressas na Constituição Federal de 1988, assinale a alternativa que indique 
corretamente um dos princípios pelo qual o Brasil rege suas relações internacionais.
a) Dependência nacional.
b) Prevalência dos direitos humanos.
c) Dignidade da pessoa humana.
d) Pluralismo político.
e) Valores sociais do trabalho e da livre iniciativa.
Como podemos extrair do artigo anteriormente mencionado, são princípios que regem o 
Brasil nas suas Relações Internacionais:
I – independência nacional;
II – prevalência dos direitos humanos;
III – autodeterminação dos povos;
IV – não intervenção;
V – igualdade entre os estados;
VI – defesa da paz;
VII – solução pacífica dos conflitos;
VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX – cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
X – concessão de asilo político.
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Introdução ao Direito Internacional 
Jesser Borges
Note que a única alternativa que corresponde perfeitamente é a letra B, os demais não são 
princípios diretamente afetos às relações internacionais.
Letra b.
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RESUMORESUMO
O Direito Internacional é dividido em Público e Privado:
• Direito Internacional Privado: disciplina jurídica interna de Direito Público, cujo 
objetivo é resolver os conflitos entre leis estrangeiras divergentes, definindo a 
aplicabilidade e eventuais efeitos nas relações privadas;
• Direito Internacional Público: disciplina jurídica que estuda as relações entre os 
estados soberanos, seus entes e os organismos internacionais, observadas diretrizes 
globais.
Teorias que explicam o Direito Internacional
• Teoria Monista (monismo): defende a existência de uma única ordem jurídica, 
de modo que considera as normas e tratados internacionais incorporados direta e 
imediatamente ao ordenamento jurídico em posição supralegal.
• Teoria Dualista (dualismo): prega a existência de dois ordenamentos jurídicos distintos 
e independentes (Direito Interno x Direito Internacional), de modo que não haveria 
implicação entre eles
• Teoria Voluntarista: Defende que todas as relações internacionais estão relacionadas 
com a livre manifestação de vontade dos estados soberanos, por isso voluntarista;
• Teoria Objetivista: Sustenta a existência de uma ordem supranacional, dotada de 
valores absolutos, os quais a comunidade internacional não poderia ignorar.
Fontes do Direito dos Tratados
• Convenções Internacionais: acordos multilaterais firmados por estados Soberanos 
com o objetivo de estabelecer normas gerais sobre determinado tema;
• Costume internacional: são regras de conduta, as quais surgem historicamente 
em decorrência da ampla aceitação no cenário internacional, embora não esteja 
codificadas;
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• Princípios Gerais de Direito: normas gerais, universalmente aceitas, e que servem 
de técnica para a interpretação e aplicação das normas jurídicas.
• Jurisprudência e Doutrina: a Jurisprudência e a Doutrina são técnicas utilizadas 
de modo auxiliar, ou seja, não são fontes direitas de formação dos tratados. Não 
obstante, podem ser utilizadas como meio auxiliar para a interpretação e aplicação 
dos tratados.
Princípios de Direito Internacional
• Soberania;
• Boa-fé nas relações;
• Pacta Sunt Servanda (cláusulas pactuadas devem ser cumpridas);
• Solução pacifica dos conflitos;
• Autodeterminação dos povos
Princípios

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