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ÉTICA E ESTATUTO 
DA OAB
Inscrição na Ordem dos Advogados 
do Brasil, Estágio Profissional
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
250904134794
CÍNTHIA BIESEK
Assessora Jurídica do Ministério Público do Trabalho. Professora em cursos 
preparatórios para carreiras jurídicas. Autora de livros e artigos jurídicos. Aprovada 
no concurso de Analista Jurídico do TJ-SC. Especialista em Direito Administrativo 
– Extensão em Direito Digital.
 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil, Estágio Profissional 
Cínthia Biesek
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil, Estágio Profissional. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1. Cancelamento da Inscrição . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
2. Licenciamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
3. Identidade Profissional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
4. Cadastro Nacional dos Advogados – CNA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
5. Cadastro Nacional das Sociedades De Advogados – CNSA . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
6. Estágio Profissional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
6.1. Estágio em Regime de Teletrabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
Resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
Mapas Mentais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
Questões de concurso. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44
Gabarito comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
 
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APReseNtAÇÃOAPReseNtAÇÃO
Olá, prezado(a) aluno(a). Tudo bem? Desejo que sim!
O exame que avalia a capacitação de bacharéis em Direito para exercer a advocacia no 
Brasil é realizado pela Ordem dos Advogados do Brasil e organizado pela Fundação Getúlio 
Vargas (FGV).
O nosso método de estudo será direcionado na individualização dos artigos, na inserção 
de comentários, contextualização dos conceitos trazidos na lei, bem como na resolução de 
questões de provas anteriores.
A regra será trazer os artigos do Estatuto da Advocacia (Lei n. 8.906/1994) e, de modo 
complementar, vamos adicionar os artigos e princípios estabelecidos no Código de Ética 
e Disciplina da OAB e no Regulamento Geral, pois os diplomas legais são complementares.
Vamos praticar muito resolvendo provas anteriores para que você consiga identificar o 
“perfil” das questões, não confunda a matéria e não caia em pegadinhas clássicas da banca. 
Todas as questões serão comentadas e nos comentários vamos enfatizar as afirmativas 
corretas para facilitar a memorização da aplicação adequada do conteúdo e da fonte 
da questão.
Dessa forma, meu (minha) caro(a), fique tranquilo(a), vamos esmiuçar todo o conteúdo 
do edital e garantir que com a leitura atenta dessas aulas você irá confiante para a prova, 
tendo a garantia de que todos os tópicos relevantes foram estudados.
Ah! Não se esqueça de avaliar esta aula, pois sua opinião é muito importante para 
melhorarmos ainda mais nossos materiais.
Por fim, estou à disposição para sanar todas as suas dúvidas, não hesite em mandá-las, 
contate-me sempre que julgar necessário.
Grande abraço e bons estudos!
SEJA IMPARÁVEL!
 
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INSCRIÇÃO NA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL, INSCRIÇÃO NA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL, 
ESTÁGIO PROFISSIONALESTÁGIO PROFISSIONAL
A atividade da advocacia integra as funções essenciais à justiça, sendo o advogado 
indispensável à administração da justiça (artigo 133 da Constituição Federal de 1988), defensor 
do Estado democrático de Direito, dos direitos humanos e das garantias fundamentais, 
da cidadania, da moralidade, da Justiça e da paz social, exercendo o seu ministério em 
consonância com sua elevada função pública.
O exercício da atividade de advocacia no território brasileiro e a denominação de 
advogado são privativos dos inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
O Estatuto de Advocacia da Ordem dos Advogados do Brasil estabelece o preenchimento 
dos seguintes requisitos para inscrição nos quadros da OAB:
EOAB
cAPÍtuLO III cAPÍtuLO III 
dA INscRIÇÃOdA INscRIÇÃO
Art. 8º Para inscrição como advogado é necessário:
I – capacidade civil;
II – diploma ou certidão de graduação em direito, obtido em instituição de ensino oficialmente 
autorizada e credenciada;
III – título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro;
IV – aprovação em Exame de Ordem;
V – não exercer atividade incompatível com a advocacia;
VI – idoneidade moral;
VII – prestar compromisso perante o conselho.
Quanto à capacidade, você já deve ter estudado em Direito Civil que ela pode ser dividida 
em dois atributos, mas vou refrescar sua memória!
A pessoa natural, ao nascer com vida, adquire personalidade jurídica, de acordo com o 
artigo 2º do Código Civil: “A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida, 
mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro”. Com isso, ao nascer a 
pessoa adquire personalidade jurídica e passa a ser sujeito de direito e obrigações, possuindo, 
então, capacidade de direito ou de gozo.
Perceba que a capacidade de direito ou de gozo é limitada, em razão da inaptidão para 
que o possuidor pratique pessoalmente os atos da vida civil – um bebê, por exemplo, não 
é capaz de expressar sua vontade, não é mesmo? Falta, desse modo, capacidade de fato 
ou de exercício, que é adquirida, em regra, quando a pessoa completa 18 (dezoito) anos de 
idade (artigo 5º, Código Civil).EM ESTÁGIO PROFISSIONAL DE ADVOCACIA 
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QUESTÕES DE CONCURSOQUESTÕES DE CONCURSO
001. 001. (FGV/2025/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLIV/PRIMEIRA FASE) O advogado Ivan 
precisava embarcar em um voo doméstico de Recife para Curitiba, a fim de participar 
do Congresso Brasileiro de Direito de Família. Ao chegar ao balcão de check-in, percebeu 
que havia esquecido todos os seus documentos de identificação em seu escritório, com 
exceção da carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na qual consta sua foto. A 
responsável pelo atendimento da companhia aérea informou que não aceitaria a carteira 
da OAB como documento de identidade e, por isso, Ivan estaria impedido de embarcar. 
Ivan argumentou que o documento deveria ser aceito como prova de identidade civil, uma 
vez que é o único documento de identidade profissional obrigatório para o exercício da 
advocacia. Sobre a hipótese, com base no Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil, 
assinale a afirmativa correta.
a) Ivan não poderá embarcar, pois a carteira da OAB não é considerada documento de 
identidade civil válido para viagens nacionais em aviões.
b) Ivan poderá embarcar, pois a carteira da OAB constitui prova de identidade civil para 
todos os fins legais, inclusive para viagens nacionais em aviões.
c) Ivan somente poderá embarcar se apresentar outro documento de identificação civil 
junto com a carteira da OAB, como medida de segurança adicional.
d) Ivan não poderá embarcar, pois a carteira da OAB só é válida como documento de 
identificação quando utilizada em exercício da atividade profissional em fóruns e tribunais.
002. 002. (FGV/OAB/42º EXAME DA ORDEM UNIFICADO-PRIMEIRA FASE/2024) Rita, advogada 
regularmente inscrita na OAB, compareceu ao Detran para providenciar a transferência de 
um veículo que acabara de adquirir.
Instada a apresentar seu documento de identificação civil, Rita apresentou sua carteira da 
OAB, a qual não foi aceita pelo funcionário da repartição, que afirmou ser imprescindível 
a apresentação da Carteira de identidade (Registro Geral) ou da Carteira Nacional de 
Habilitação (CNH).
Com base no enunciado, a recusa do documento emitido pela OAB foi
a) ilegítima, uma vez que o documento emitido pela OAB constitui prova de identidade civil 
para todos os fins legais.
b) correta, pois, à míngua de previsão legal, não poderia o funcionário do Detran admitir a 
carteira da OAB como documento de identificação civil.
c) inválida, pois, embora não haja expressa previsão legal, a carteira da OAB tem sido admitida 
como documento válido de identificação civil pela prática consuetudinária.
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d) inadequada, porém não ilegal, uma vez que os documentos de identidade profissional do 
advogado estão previstos somente no Regulamento Geral da Advocacia, não sendo exigível 
que o funcionário do Detran conheça as normas internas da OAB.
003. 003. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLI-PRIMEIRA FASE/2024) Pedro Estrela, 
brasileiro, natural de Recife/PE, foi preso em flagrante por participar de esquema criminoso 
envolvendo pirâmides financeiras e por se apresentar como advogado, mesmo sem qualquer 
formação jurídica. Tendo obtido liberdade provisória, fugiu para o Equador, onde obteve 
graduação no curso de Direito, em faculdade local.
Muitos anos depois, após ter extinta a punibilidade pelas infrações penais praticadas, decide 
voltar ao Brasil com a pretensão de exercer a advocacia. Quando da mudança para o Brasil, 
trouxe sua esposa equatoriana, Soraya, que já exercia a profissão de advogada no Equador.
Considerando o enunciado acima, e a respeito da inscrição na Ordem dos Advogados do 
Brasil, assinale a afirmativa correta.
a) Pedro Estrela, desde que atendidos os demais requisitos para a inscrição como advogado, 
poderá exercer a advocacia no Brasil, independentemente de revalidação do seu diploma, 
diante do fato de ser brasileiro nato.
b) Soraya não poderá exercer a profissão de advogada no Brasil, ainda que cumpra os demais 
requisitos para inscrição na Ordem, porque títulos de graduação obtidos em instituições 
estrangeiras não são aceitos para comprovação da aptidão por estrangeiros.
c) O título de graduação obtido por Pedro em instituição estrangeira poderá ser aceito no 
Brasil, desde que devidamente revalidado, o que não lhe garantirá a inscrição na OAB, diante 
da necessidade de aprovação no Exame de Ordem, além do preenchimento dos demais 
requisitos legais, em especial a comprovação de idoneidade moral para a função.
d) Pedro e Soraya poderão exercer livremente a função de advogado no Brasil, desde que 
sejam aprovados no Exame de Ordem, porque a aprovação nesse certame convalida os 
diplomas obtidos no exterior.
004. 004. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXIX/2023) Pedro, cidadão brasileiro, graduou-
se em Direito em renomada instituição norte-americana. Caso deseje exercer no Brasil a 
profissão de advogado, Pedro deverá solicitar inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil.
Sobre a hipótese, assinale a opção que indica o requisito que, em tal ocasião, Pedro estará 
dispensado de apresentar
a) Revalidação do título de graduação em Direito.
b) Aprovação em Exame de Ordem.
c) Ter sido admitido em estágio profissional de advocacia.
d) Prestação de compromisso perante o conselho.
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005. 005. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXVIII/2023) O advogado Alex encontra-se 
licenciado junto à OAB. Assinale a opção que, corretamente, apresenta uma causa para o 
licenciamento de Alex.
a) O requerimento de licenciamento, independentemente de motivação, formulado por Alex.
b) O fato de Alex passar a sofrer de doença física incurável.
c) O exercício por Alex, de forma definitiva, de atividade incompatível com a advocacia.
d) O fato de Alex passar a sofrer de doença mental curável.
006. 006. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXVIII/2023) Lucas, estagiário de Direito, 
descobre que Patrícia, advogada que o supervisiona, teve sua inscrição na OAB cancelada. Na 
intenção de auxiliar Patrícia a restabelecer o exercício da advocacia, Lucas passa a estudar 
a legislação que disciplina o tema.
Sobre o cancelamento da inscrição, Lucas concluiu, corretamente, que
a) deve ter motivo justificado, caso seja solicitada pelo profissional.
b) a aplicação de penalidade de exclusão impossibilita um novo pedido de inscrição.
c) deve ser promovido, de ofício, pelo conselho competente, caso decorra do exercício de 
atividade incompatível com a advocacia.
d) será restaurado o número cancelado, caso seja feito um novo pedido de inscrição.
007. 007. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXV/2022) Antônio, brasileiro, formou-se 
em Direito em uma renomada Universidade de certo país da América do Sul. Lá, conheceu 
e casou-secom uma nacional daquele país, Ana, que também se formou em Direito na 
mencionada universidade. Já graduados, Ana e Antônio decidiram mudar-se para o Brasil, 
e exercer a advocacia em Minas Gerais, uma vez que se especializaram em determinado 
ramo do Direito em que há bastante similitude com o Direito do país de origem de Ana. 
Considerando o caso narrado, assinale a afirmativa correta.
a) É vedado a Ana o exercício da advocacia no Brasil, salvo, a título precatório, como consultora 
em Direito Internacional, se não cursar novamente a graduação no nosso país. Antônio, em 
via diversa, poderá inscrever-se como advogado desde que prove seu título de graduação, 
obtido na universidade estrangeira, que este seja revalidado e que seja aprovado no Exame 
de Ordem, cumpridos os demais requisitos legais.
b) Tanto Ana quanto Antônio poderão inscrever-se como advogados, desde que provem 
seus títulos de graduação, obtidos na universidade estrangeira, que estes sejam revalidados 
e que eles sejam aprovados no Exame de Ordem, cumpridos os demais requisitos legais.
c) É vedado a Ana o exercício da advocacia no Brasil, salvo, a título precatório, como consultora 
em Direito Internacional, se não cursar novamente a graduação no nosso país. Antônio 
poderá inscrever-se como advogado desde que prove seu título de graduação, obtido na 
universidade estrangeira, independentemente de revalidação, e que seja aprovado no Exame 
de Ordem, cumpridos os demais requisitos legais.
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d) É vedado a Ana e a Antônio o exercício da advocacia no Brasil, salvo, a título precatório, como 
consultores no Direito estrangeiro, se não cursarem novamente a graduação no nosso país.
008. 008. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXV/2022) João é estagiário de Direito. É 
vedado a João praticar isoladamente – isto é, sem atuar em conjunto com o advogado ou 
o defensor público que o supervisiona – o seguinte ato:
a) assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais.
b) obter junto aos escrivães e chefes de secretarias certidões de peças de processos em curso.
c) comparecer à prática de atos extrajudiciais, sem autorização ou substabelecimento do 
advogado.
d) retirar e devolver autos em cartório, assinando a respectiva carga.
009. 009. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXIII/2021) Lia, aluna do oitavo período de 
uma Faculdade de Direito, obteve de certo escritório de advocacia a proposta de um estágio 
profissional. Assim, pretende providenciar sua inscrição como estagiária junto à OAB.
Lia deverá requerer sua inscrição como estagiária junto ao Conselho Seccional em cujo 
território se situa
a) a sede do escritório onde atuará.
b) a sede principal da sua atividade de estagiária de advocacia.
c) o seu domicílio de pessoa física.
d) a Faculdade de Direito em que estuda.
010. 010. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXIII/2021) Carlos é aluno do primeiro 
período do curso de Direito. Vinícius é bacharel em Direito, que ainda não realizou o Exame 
da Ordem. Fernanda é advogada inscrita na OAB. Todos eles são aprovados em concurso 
público realizado por Tribunal de Justiça para o preenchimento de vagas de Técnico Judiciário.
Após a investidura de Carlos, Vinícius e Fernanda em tal cargo efetivo e, enquanto perma-
necerem em atividade, é correto afirmar que
a) Carlos não poderá frequentar o estágio ministrado pela instituição de ensino superior 
em que está matriculado.
b) Vinícius preencherá os requisitos necessários para ser inscrito como advogado na OAB, 
caso venha a ser aprovado no Exame da Ordem.
c) Fernanda deverá ter sua inscrição na OAB cancelada de ofício ou em virtude de comunicação 
que pode ser feita por qualquer pessoa.
d) Fernanda deverá ter sua inscrição na OAB suspensa, restaurando-se o número em caso 
de novo pedido.
011. 011. (FGV/XXIX EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2019) Júnior é bacharel em Direito. 
Formou-se no curso jurídico há seis meses e não prestou, ainda, o Exame de Ordem para 
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sua inscrição como advogado, embora pretenda fazê-lo em breve. Por ora, Júnior é inscrito 
junto à OAB como estagiário e exerce estágio profissional de advocacia em certo escritório 
credenciado pela OAB, há um ano. Nesse exercício, poucas semanas atrás, juntamente com 
o advogado José dos Santos, devidamente inscrito como tal, prestou consultoria jurídica 
sobre determinado tema, solicitada por um cliente do escritório. Os atos foram assinados 
por ambos. Todavia, o cliente sentiu-se lesado nessa consultoria, alegando culpa grave na 
sua elaboração.
Considerando o caso hipotético, bem como a disciplina do Estatuto da Advocacia e da OAB, 
assinale a opção correta.
a) Júnior não poderia atuar como estagiário e deverá responder em âmbito disciplinar por 
essa atuação indevida. Já a responsabilidade pelo conteúdo da atuação na atividade de 
consultoria praticada é de José.
b) Júnior não poderia atuar como estagiário e deverá responder em âmbito disciplinar por 
essa atuação indevida. Já a responsabilidade pelo conteúdo da atuação na atividade de 
consultoria praticada é solidária entre Júnior e José.
c) Júnior poderia atuar como estagiário. Já a responsabilidade pelo conteúdo da atuação 
na atividade de consultoria praticada é solidária entre Júnior e José.
d) Júnior poderia atuar como estagiário. Já a responsabilidade pelo conteúdo da atuação 
na atividade de consultoria praticada é de José.
012. 012. (FGV/XXX EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2019) Maria, formada em uma renomada 
faculdade de Direito, é transexual. Após a aprovação no Exame de Ordem e do cumprimento 
dos demais requisitos, Maria receberá a carteira de identidade de advogado, relativa à sua 
inscrição originária.
Sobre a hipótese apresentada, de acordo com o disposto na Lei n. 8.906/94 e no Regulamento 
Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) É admitida a inclusão do nome social de Maria, em seguida ao nome registral, havendo 
exigência normativa de que este seja o nome pelo qual Maria se identifica e é socialmente 
reconhecida, mediante mero requerimento formulado pela advogada.
b) É admitida a inclusão do nome social de Maria, desde que, por exigência normativa, este 
seja o nome pelo qual Maria se identifica e que consta em registro civil de pessoas naturais, 
originariamente ou por alteração, mediante mero requerimento formulado pela advogada.
c) É admitida a inclusão do nome social de Maria, independentemente de menção ao 
nome registral, havendo exigência normativa de que este seja o nome pelo qual Maria 
se identifica, e é socialmente reconhecida, e de que haja prévia aprovação em sessão do 
Conselho Seccional respectivo.
d) Não há previsão na Lei n. 8.906/1994 e no Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia 
e da OAB sobre a inclusão do nome social de Maria na carteira de identidade do advogado, 
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embora tal direito possa advir de interpretação do disposto na Constituição Federal, desde 
que haja cirurgia prévia de redesignação sexual e posterior alteração do nome registral da 
advogada para aquele pelo qual ela se identifica e é socialmente reconhecida.
013. 013. (FGV/XXX EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2019) Jailton, advogado, após dez anos 
de exercício da advocacia, passou a apresentar comportamentos incomuns. Após avaliação 
médica, ele foi diagnosticado com uma doença mental curável, mediante medicação e 
tratamento bastante demorado.
Segundo as disposições do Estatuto da Advocacia e da OAB, o caso do advogado Jailton 
incide em causa de
a) suspensão do exercício profissional.
b) impedimento para o exercício profissional.
c) cancelamento da inscrição profissional.
d) licença do exercício profissional.
014. 014. (FGV/XXVII EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2018) Lúcio pretende se inscrever 
como advogado junto à OAB. Contudo, ocorre que ele passou por determinada situação 
conflituosa que foi intensamente divulgada na mídia, tendo sido publicado, em certos 
jornais, que Lúcio não teria idoneidade moral para o exercício das atividades de advogado.
Considerando que Lúcio preenche, indubitavelmente, os demais requisitos para a inscrição, 
de acordo com o Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) A inidoneidade moral apenas poderá ser suscitada junto à OAB por advogado inscrito e 
deve ser declarada por meio de decisão da diretoria do conselho competente, por maioria 
absoluta, em procedimento que observe os termos do processo disciplinar.
b) A inidoneidade moral poderá ser suscitada junto à OAB por qualquer pessoa e deve ser 
declarada por meio de decisão de, no mínimo, dois terços dos votos de todos os membros 
do conselho competente, em procedimento que observe os termos do processo disciplinar.
c) A inidoneidade moral apenas poderá ser suscitada junto à OAB por advogado inscrito 
e deve ser declarada por meio de decisão, por maioria absoluta, de todos os membros do 
conselho competente, em procedimento que observe os termos do processo disciplinar.
d) A inidoneidade moral poderá ser suscitada junto à OAB por qualquer pessoa e deve ser 
declarada por meio de decisão, por maioria simples, do Tribunal de Ética e Disciplina do 
conselho competente, em procedimento que observe os termos do processo disciplinar.
015. 015. (FGV/XXIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2017) O advogado Gennaro exerce suas 
atividades em sociedade de prestação de serviços de advocacia, sediada na capital paulista. 
Todas as demandas patrocinadas por Gennaro tramitam perante juízos com competência em 
São Paulo. Todavia, recentemente, a esposa de Gennaro obteve trabalho no Rio de Janeiro.
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Após buscarem a melhor solução, o casal resolveu que fixaria sua residência, com ânimo 
definitivo, na capital fluminense, cabendo a Gennaro continuar exercendo as mesmas 
funções no escritório de São Paulo. Nos dias em que não tem atividades profissionais, o 
advogado, valendo-se da ponte área, retorna ao domicílio do casal no Rio de Janeiro.
a) O Estatuto da Advocacia e da OAB impõe que Gennaro requeira a transferência de sua 
inscrição principal como advogado para o Conselho Seccional do Rio de Janeiro.
b) O Estatuto da Advocacia e da OAB impõe que Gennaro requeira a inscrição suplementar 
como advogado junto ao Conselho Seccional do Rio de Janeiro.
c) O Estatuto da Advocacia e da OAB impõe que Gennaro requeira a inscrição suplementar 
como advogado junto ao Conselho Federal da OAB.
d) O Estatuto da Advocacia e da OAB não impõe que Gennaro requeira a transferência de 
sua inscrição principal ou requeira inscrição suplementar.
016. 016. (FGV/XXIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2017) Diogo é estudante de Direito com 
elevado desempenho acadêmico. Ao ingressar nos últimos anos do curso, ele é convidado 
por um ex-professor para estagiar em seu escritório.
Inscrito nos quadros de estagiários da OAB e demonstrando alta capacidade, Diogo ganha 
a confiança dos sócios do escritório e passa a, isoladamente e sob a responsabilidade do 
advogado, retirar e devolver autos em cartório, assinando a respectiva carga; visar atos 
constitutivos de sociedades para que sejam admitidos a registro; obter junto a escrivães e 
chefes de secretaria certidões de peças ou autos de processos em curso ou findos; assinar 
petições de juntada de documentos a processos judiciais ou administrativos; e subscrever 
embargos de declaração opostos em face de decisões judiciais.
Considerando as diversas atividades desempenhadas por Diogo, isoladamente e sob a 
responsabilidade do advogado, de acordo com o Estatuto e Regulamento da OAB, ele pode
a) retirar e devolver autos em cartório, assinando a respectiva carga, bem como visar atos 
constitutivos de sociedades, para que sejam admitidos a registro.
b) obter, junto a escrivães e chefes de secretaria, certidões de peças ou autos de processos 
em curso ou findos, bem como assinar petições de juntada de documentos a processos 
judiciais ou administrativos.
c) obter, junto a escrivães e chefes de secretaria, certidões de peças ou autos de processos 
findos, mas não de processos em curso, bem como subscrever embargos de declaração 
opostos em face de decisões judiciais.
d) assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais, mas não a processos ad-
ministrativos, nem subscrever embargos de declaração opostos em face de decisões judiciais.
017. 017. (FGV/XX EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2016) Pedro iniciou sua carreira no mercado 
financeiro, no qual ocupa atualmente a função de direção em uma instituição privada. 
Contudo, buscando exercer melhor a função, matriculou-se em uma Faculdade de Direito.
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Para realizar o estágio profissional de advocacia, ao alcançar os dois últimos anos do curso 
jurídico, sem se desligar da atividade financeira, Pedro deve:
a) realizar o estágio profissional mantido em sua respectiva instituição de ensino superior 
para fins de aprendizagem, vedada sua inscrição como estagiário na OAB.
b) inscrever-se como estagiário na OAB e realizar o estágio profissional mantido em sua 
faculdade, mantido pelo Conselho da OAB ou mantido nos setores, órgãos jurídicos e 
escritórios de advocacia credenciados pela OAB.
c) inscrever-se como estagiário na OAB e realizar o estágio profissional mantido em sua 
faculdade ou mantido pelo Conselho da OAB.
d) realizar o estágio profissional mantido pelo Conselho da OAB ou mantido por setores, 
órgãos jurídicos e escritórios de advocacia credenciados pela OAB, podendo realizar, para 
fins de aprendizagem, as atividades próprias de estagiário, tais como retirar autos de 
processos em cartório. Porém, é vedada sua inscrição como estagiário junto à OAB.
018. 018. (FGV/XX EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2016-ADAPTADA) Luiz, estudante do 
quarto período da Faculdade de Direito, e seu irmão, Bernardo, que cursa o nono período na 
mesma faculdade, foram contratados pelo escritório Pereira Advogados, para atuar como 
estagiários. Bernardoé inscrito como estagiário perante o Conselho Seccional respectivo.
Sobre a atuação dos irmãos, julgue a afirmativa.
Bernardo poderá, isoladamente, realizar, de forma onerosa, atividades de consultoria e 
assessoria jurídica. Luiz poderá assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais.
019. 019. (FGV/XIX EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2016) Victor nasceu no Estado do Rio de 
Janeiro e formou-se em Direito no Estado de São Paulo. Posteriormente, passou a residir, e 
pretende atuar profissionalmente como advogado, em Fortaleza, Ceará. Porém, em razão 
de seus contatos no Rio de Janeiro, foi convidado a intervir também em feitos judiciais em 
favor de clientes nesse Estado, cabendo-lhe patrocinar seis causas no ano de 2015.
Diante do exposto, assinale a opção correta.
a) A inscrição principal de Victor deve ser realizada no Conselho Seccional de São Paulo, 
já que a inscrição principal do advogado é feita no Conselho Seccional em cujo território 
se localize seu curso jurídico. Além da principal, Victor terá a faculdade de promover sua 
inscrição suplementar nos Conselhos Seccionais do Ceará e do Rio de Janeiro, onde pretende 
exercer a profissão.
b) A inscrição principal de Victor deve ser realizada no Conselho Seccional do Rio de Janeiro, 
pois o Estatuto da OAB determina que esta seja promovida no Conselho Seccional em cujo 
território o advogado exercer intervenção judicial que exceda três causas por ano. Além 
da principal, Victor poderá promover sua inscrição suplementar nos Conselhos Seccionais 
do Ceará e de São Paulo.
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c) A inscrição principal de Victor deve ser realizada no Conselho Seccional do Ceará. Isso 
porque a inscrição principal do advogado deve ser feita no Conselho Seccional em cujo 
território pretende estabelecer o seu domicílio profissional. A promoção de inscrição 
suplementar no Conselho Seccional do Rio de Janeiro será facultativa, pois as intervenções 
judiciais pontuais, como as causas em que Victor atuará, não configuram habitualidade no 
exercício da profissão.
d) A inscrição principal de Victor deve ser realizada no Conselho Seccional do Ceará. Afinal, 
a inscrição principal do advogado deve ser feita no Conselho Seccional em cujo território 
ele pretende estabelecer o seu domicílio profissional. Além da principal, Victor deverá 
promover a inscrição suplementar no Conselho Seccional do Rio de Janeiro, já que esta é 
exigida diante de intervenção judicial que exceda cinco causas por ano.
020. 020. (FGV/XVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2015) Fernanda, estudante do 8º período 
de Direito, requereu inscrição junto à Seccional da OAB do estado onde reside. A inscrição 
foi indeferida, em razão de Fernanda ser serventuária do Tribunal de Justiça do estado. 
Fernanda recorreu da decisão, alegando que preenche todos os requisitos exigidos em lei 
para a inscrição de estagiário e que o exercício de cargo incompatível com a advocacia não 
impede a inscrição do estudante de Direito como estagiário.
Merece ser revista a decisão que indeferiu a inscrição de estagiário de Fernanda?
a) Sim, pois Fernanda exerce cargo incompatível com a advocacia e não com a realização 
de estágio.
b) Não, pois as incompatibilidades previstas em lei para o exercício da advocacia também 
devem ser observadas quando do requerimento de inscrição de estagiário.
c) Sim, pois o cargo de serventuário do Tribunal de Justiça não é incompatível com a 
advocacia, menos ainda com a realização de estágio.
d) Não, pois apenas estudantes do último período do curso de Direito podem requerer 
inscrição como estagiários.
021. 021. (FGV/XVI EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2015) Bernardo é bacharel em Direito, mas 
não está inscrito nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil, apesar de aprovado no 
Exame de Ordem. Não obstante, tem atuação na área de advocacia, realizando consultorias 
e assessorias jurídicas.
A partir da hipótese apresentada, nos termos do Regulamento Geral da Ordem dos Advogados 
do Brasil, assinale a afirmativa correta.
a) Tal conduta é permitida, por ter o bacharel logrado aprovação no Exame de Ordem.
b) Tal conduta é proibida, por ser equiparada à captação de clientela.
c) Tal conduta é permitida mediante autorização do Presidente da Seccional da Ordem dos 
Advogados do Brasil.
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d) Tal conduta é proibida, tendo em vista a ausência de inscrição na Ordem dos Advogados 
do Brasil.
022. 022. (FGV/XI EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2013) Ferrari é aluno destacado no curso 
de Direito, tendo, no decorrer dos anos, conseguido vários títulos universitários, dentre 
eles, medalhas e certificados. Indicado para representar a Universidade em que estudou, foi 
premiado em evento internacional sobre arbitragem. A repercussão desse fato aumentou seu 
prestígio e, por isso, recebeu numerosos convites para trabalhar em diversos escritórios de 
advocacia. Aceito o convite de um deles, passou a redigir minutas de contratos, sempre com 
supervisão de um advogado. Após um ano de estágio, conquistou a confiança dos advogados 
do seu setor e passou a ter autonomia cada vez maior. Diante dessas circunstâncias, passou 
a chancelar contratos sem a interferência de advogado.
Nos termos do Estatuto da Advocacia, o estagiário deve atuar
a) autonomamente, após um ano de estágio.
b) conjuntamente com um advogado, em todos os atos da advocacia.
c) autonomamente, em alguns atos permitidos pelo advogado.
d) vinculado ao advogado em atos judiciais, mas não em atos contratuais.
023. 023. (FGV/VI EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2012) O Bacharel em Direito, após aprovação 
no Exame de Ordem, deve apresentar cópia do diploma. Caso ele não tenha sido expedido, 
segundo as normas do Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB,
a) ocorrerá a inscrição provisória como advogado.
b) não poderá ocorrer a inscrição até expedido o diploma.
c) pode apresentar certidão de conclusão com histórico escolar.
d) deve obter permissão especial do Conselho Seccional.
024. 024. (FGV/IX EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2012) Sávio, aluno regularmente matriculado 
em Escola de Direito, obtém a sua graduação e, logo a seguir, aprovação no Exame de Ordem. 
Por força de movimento grevista na sua instituição, o diploma não pode ser expedido.
A respeito da inscrição no quadro de advogados, consoante as normas do Regulamento 
Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) O diploma é essencial para a inscrição nos quadros da Ordem dos Advogados.
b) O bacharel, diante do impedimento de apresentar o diploma, deve apresentar declaração 
de autoridade certificando a conclusão do curso.
c) A Ordem, diante do movimento grevista comprovado, poderá acolher declaração de 
próprio punho do requerente afirmando ter obtido grau.
d) O bacharel em Direito deve apresentar certidão de conclusão de curso e histórico es-
colar autenticado.
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025. 025. (FGV/IX EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2012) Laura, advogada na área empresarial, 
após concluir o mestrado em renomada instituição de ensino superior, é convidada para 
integrar a equipe de assessoria jurídica da empresa K S/A. No dia da entrevista final, é 
inquirida pelo Gerente Jurídico da empresa, bacharel em Direito, sem inscrição na Ordem 
dos Advogados do Brasil, apesar de o mesmo ter logrado êxito no Exame de Ordem.
Observado tal relato, consoante as normas do Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia 
e da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) O bacharel em Direito pode exercer as funções de Gerência Jurídica mesmo que não 
tenha os requisitos para ingresso na Ordem dos Advogados.
b) A função de Gerente Jurídico é privativa de advogados com regular inscrição nos quadros 
da Ordem dos Advogados.
c) O bacharel em Direito, caso preencha os requisitos legais, inclusive aprovação em Exame 
de Ordem, pode exercer funções de Gerente Jurídico antes da inscrição na Ordem dos 
Advogados.
d) A função de Gerente Jurídico, como é de confiança da empresa, pode ser exercida por 
quem não tem formação na área.
026. 026. (FGV/VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2012) Lara é sócia de determinada sociedade 
de advogados com sede no Rio de Janeiro e filial em São Paulo. Foi convidada a Integrar, 
cumulativamente e também como sócia, os quadros de outra sociedade de advogados, 
esta com sede em São Paulo e sem filiais. Aceitou o convite e rapidamente providenciou 
sua inscrição suplementar na OAB/SP, tendo em vista que passaria a exercer habitualmente 
a profissão nesse estado.
a) Lara agiu corretamente, pois, considerando-se que passaria a atuar em mais do que cinco 
causas por ano em São Paulo, era necessário que promovesse sua inscrição suplementar 
nesse estado.
b) Lara não agiu corretamente, pois é vedado ao advogado integrar mais de uma sociedade 
de advogados com sede ou filial na mesma área territorial do respectivo Conselho Seccional.
c) Lara não agiu corretamente, pois é vedado ao advogado integrar mais de uma sociedade 
de advogados dentro do território nacional.
d) Lara agiu corretamente e sequer era necessário que promovesse sua inscrição suplementar, 
pois passaria a exercer a profissão em São Paulo na qualidade de sócia e não de advogada 
empregada da sociedade em questão.
027. 027. (FGV/VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2012-ADAPTADA) Nos termos das normas do 
Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB, o Estágio Profissional de Advocacia é 
requisito para inscrição no quadro de estagiários da OAB. Dito isso, analise a afirmativa abaixo:
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O estágio profissional de advocacia pode ser ofertado por instituição de ensino superior 
em convênio com a OAB.
028. 028. (FGV/VI EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2012) Terêncio, após intensa atividade 
advocatícia, é acometido por mal de origem psiquiátrica, mas diagnosticado como passível 
de cura após tratamento prolongado. Não podendo exercer os atos da vida civil, apresenta 
requerimento à OAB. No concernente ao tema, à luz das normas aplicáveis, é correto afirmar 
que é caso de
a) cancelamento da inscrição como advogado.
b) impedimento ao exercício profissional, mantida a inscrição na OAB.
c) licença do exercício da atividade profissional.
d) penalidade de exclusão por doença.
029. 029. (FGV/VI EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2012) Caio, próspero comerciante, contrata, 
para prestação de serviços profissionais de advocacia, Mévio, que se apresenta como 
advogado. O cliente outorga a devida procuração com poderes gerais para o foro. Usando o 
referido instrumento, ocorre a propositura de ação judicial em face de Trácio. Na contestação, 
o advogado do réu alega vício na representação, uma vez que Mévio não possui registro na 
OAB, consoante certidão que apresenta nos autos judiciais. Diante de tal circunstância, é 
correto afirmar que
a) os atos praticados pelo suposto advogado não ofendem qualquer dispositivo legal.
b) verificada a ausência de inscrição profissional, deverá ser outorgado prazo para sua 
regularização.
c) os atos praticados por Mévio são nulos, pois foram praticados por pessoa não inscrita 
na OAB.
d) a declaração de nulidade dos atos processuais esgota o rol de atos sancionatórios.
030. 030. (FGV/V EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2011) Alcides, advogado de longa data, 
resolve realizar concurso para o Ministério Público, vindo a ser aprovado em primeiro lugar. 
Após os trâmites legais, é designada data para a sua posse, circunstância que acarreta seu 
requerimento para suspender sua inscrição nos quadros da OAB, o que vem a ser indeferido. 
No caso em comento, em relação a Alcides, configura-se situação de
a) cancelamento da inscrição por assunção de cargo incompatível.
b) suspensão da inscrição até a aposentadoria do membro do Ministério Público.
c) suspeição enquanto permanecer no cargo.
d) incompatibilidade, podendo atuar, como advogado, em determinadas situações.
031. 031. (FGV/IV EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2011) Semprônio reside no Estado W, 
onde mantém o seu escritório de advocacia, mas requer sua inscrição principal no Estado 
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K, onde, em alguns anos, pretende estabelecer domicílio. No concernente ao tema, à luz 
das normas estatutárias, é correto afirmar que
a) o advogado pode eleger qualquer seccional para inscrição principal ao seu arbítrio.
b) o Conselho Federal pode autorizar a inscrição principal fora da sede do escritório do advogado.
c) na dúvida entre domicílios, prevalece o da sede principal do exercício da advocacia.
d) a inscrição principal está subordinada ao domicílio profissional do advogado.
032. 032. (FGV/I EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2010) Assinale a opção correta de acordo 
com as disposições do Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB.
a) O compromisso que o requerente à inscrição nos quadros da OAB deve fazer perante 
o conselho seccional, a diretoria ou o conselho da subseção é indelegável, haja vista sua 
natureza solene e personalíssima.
b) Toda vez que figurar como indiciado em inquérito policial, por qualquer espécie de 
infração, o advogado deve ser assistido por um representante da OAB, sem prejuízo da 
atuação de seu defensor.
c) É vedado ao requerente pleitear inscrição nos quadros da OAB sem ter, regularmente 
registrado, diploma de bacharel em Direito, não suprindo sua falta nenhum outro documento.
d) O estagiário inscrito na OAB pode praticar, isoladamente, todos os atos próprios de 
advogado, desde que sua inscrição esteja regular.
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GABARITOGABARITO
1. b
2. a
3. c
4. c
5. d
6. c
7. b8. c
9. d
10. c
11. d
12. a
13. d
14. b
15. d
16. b
17. a
18. E
19. d
20. b
21. d
22. b
23. c
24. d
25. b
26. b
27. C
28. c
29. c
30. a
31. d
32. a
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (FGV/2025/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLIV/PRIMEIRA FASE) O advogado Ivan 
precisava embarcar em um voo doméstico de Recife para Curitiba, a fim de participar 
do Congresso Brasileiro de Direito de Família. Ao chegar ao balcão de check-in, percebeu 
que havia esquecido todos os seus documentos de identificação em seu escritório, com 
exceção da carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na qual consta sua foto. A 
responsável pelo atendimento da companhia aérea informou que não aceitaria a carteira 
da OAB como documento de identidade e, por isso, Ivan estaria impedido de embarcar. 
Ivan argumentou que o documento deveria ser aceito como prova de identidade civil, uma 
vez que é o único documento de identidade profissional obrigatório para o exercício da 
advocacia. Sobre a hipótese, com base no Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil, 
assinale a afirmativa correta.
a) Ivan não poderá embarcar, pois a carteira da OAB não é considerada documento de 
identidade civil válido para viagens nacionais em aviões.
b) Ivan poderá embarcar, pois a carteira da OAB constitui prova de identidade civil para 
todos os fins legais, inclusive para viagens nacionais em aviões.
c) Ivan somente poderá embarcar se apresentar outro documento de identificação civil 
junto com a carteira da OAB, como medida de segurança adicional.
d) Ivan não poderá embarcar, pois a carteira da OAB só é válida como documento de 
identificação quando utilizada em exercício da atividade profissional em fóruns e tribunais.
O documento de identidade profissional é de uso obrigatório no exercício da atividade de 
advogado ou de estagiário, e constitui prova de identidade civil para todos os fins legais 
(art. 13, EOAB). 
Letra b.
002. 002. (FGV/OAB/42º EXAME DA ORDEM UNIFICADO-PRIMEIRA FASE/2024) Rita, advogada 
regularmente inscrita na OAB, compareceu ao Detran para providenciar a transferência de 
um veículo que acabara de adquirir.
Instada a apresentar seu documento de identificação civil, Rita apresentou sua carteira da 
OAB, a qual não foi aceita pelo funcionário da repartição, que afirmou ser imprescindível 
a apresentação da Carteira de identidade (Registro Geral) ou da Carteira Nacional de 
Habilitação (CNH).
Com base no enunciado, a recusa do documento emitido pela OAB foi
a) ilegítima, uma vez que o documento emitido pela OAB constitui prova de identidade civil 
para todos os fins legais.
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b) correta, pois, à míngua de previsão legal, não poderia o funcionário do Detran admitir a 
carteira da OAB como documento de identificação civil.
c) inválida, pois, embora não haja expressa previsão legal, a carteira da OAB tem sido admitida 
como documento válido de identificação civil pela prática consuetudinária.
d) inadequada, porém não ilegal, uma vez que os documentos de identidade profissional do 
advogado estão previstos somente no Regulamento Geral da Advocacia, não sendo exigível 
que o funcionário do Detran conheça as normas internas da OAB.
O documento de identidade profissional é de uso obrigatório no exercício da atividade de 
advogado ou de estagiário, e constitui prova de identidade civil para todos os fins legais 
(artigo 13, do EOAB).
Letra a.
003. 003. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLI-PRIMEIRA FASE/2024) Pedro Estrela, 
brasileiro, natural de Recife/PE, foi preso em flagrante por participar de esquema criminoso 
envolvendo pirâmides financeiras e por se apresentar como advogado, mesmo sem qualquer 
formação jurídica. Tendo obtido liberdade provisória, fugiu para o Equador, onde obteve 
graduação no curso de Direito, em faculdade local.
Muitos anos depois, após ter extinta a punibilidade pelas infrações penais praticadas, decide 
voltar ao Brasil com a pretensão de exercer a advocacia. Quando da mudança para o Brasil, 
trouxe sua esposa equatoriana, Soraya, que já exercia a profissão de advogada no Equador.
Considerando o enunciado acima, e a respeito da inscrição na Ordem dos Advogados do 
Brasil, assinale a afirmativa correta.
a) Pedro Estrela, desde que atendidos os demais requisitos para a inscrição como advogado, 
poderá exercer a advocacia no Brasil, independentemente de revalidação do seu diploma, 
diante do fato de ser brasileiro nato.
b) Soraya não poderá exercer a profissão de advogada no Brasil, ainda que cumpra os demais 
requisitos para inscrição na Ordem, porque títulos de graduação obtidos em instituições 
estrangeiras não são aceitos para comprovação da aptidão por estrangeiros.
c) O título de graduação obtido por Pedro em instituição estrangeira poderá ser aceito no 
Brasil, desde que devidamente revalidado, o que não lhe garantirá a inscrição na OAB, diante 
da necessidade de aprovação no Exame de Ordem, além do preenchimento dos demais 
requisitos legais, em especial a comprovação de idoneidade moral para a função.
d) Pedro e Soraya poderão exercer livremente a função de advogado no Brasil, desde que 
sejam aprovados no Exame de Ordem, porque a aprovação nesse certame convalida os 
diplomas obtidos no exterior.
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Nos termos do artigo 8º, § 2º, do EOAB, o estrangeiro (Soraya) ou o brasileiro não graduado 
em Direito no Brasil (Pedro) deve fazer prova do título de graduação obtido na instituição 
estrangeira, o qual será devidamente revalidado, além de demonstrar o cumprimento dos 
demais requisitos previstos no artigo artigo 8º do EOAB, in verbis:
Art. 8º Para inscrição como advogado é necessário:
I – capacidade civil;
(...);
III – título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro;
IV – aprovação em Exame de Ordem;
V – não exercer atividade incompatível com a advocacia;
VI – idoneidade moral;
VII – prestar compromisso perante o conselho.
Letra c.
004. 004. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXIX/2023) Pedro, cidadão brasileiro, graduou-
se em Direito em renomada instituição norte-americana. Caso deseje exercer no Brasil a 
profissão de advogado, Pedro deverá solicitar inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil.
Sobre a hipótese, assinale a opção que indica o requisito que, em tal ocasião, Pedro estará 
dispensado de apresentar
a) Revalidação do título de graduação em Direito.
b) Aprovação em Exame de Ordem.
c) Ter sido admitido em estágio profissional de advocacia.
d) Prestação de compromisso perante o conselho.
De acordo com o § 2º, do artigo 8º, do EOAB, o estrangeiro ou o brasileiro não graduado 
em Direito no Brasil deverá fazer prova do título de graduação obtido na instituição 
estrangeira, o qual serádevidamente revalidado, além de demonstrar o cumprimento dos 
demais requisitos previstos no artigo 8º, do EOAB, in verbis:
Art. 8º Para inscrição como advogado é necessário:
I – capacidade civil;
III – título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro;
IV – aprovação em Exame de Ordem;
V – não exercer atividade incompatível com a advocacia;
VI – idoneidade moral;
VII – prestar compromisso perante o conselho.
Letra c.
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005. 005. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXVIII/2023) O advogado Alex encontra-se 
licenciado junto à OAB. Assinale a opção que, corretamente, apresenta uma causa para o 
licenciamento de Alex.
a) O requerimento de licenciamento, independentemente de motivação, formulado por Alex.
b) O fato de Alex passar a sofrer de doença física incurável.
c) O exercício por Alex, de forma definitiva, de atividade incompatível com a advocacia.
d) O fato de Alex passar a sofrer de doença mental curável.
a) Errada. O advogado licencia-se se assim o requerer, por motivo justificado (artigo 12, 
inciso I, do EOAB). O cancelamento pode ser solicitado independentemente de motivação 
(artigo 11, inciso I, do EOAB).
b) Errada. O advogado licencia-se quando sofrer doença mental curável (artigo 12, inciso III, 
do EOAB).
c) Errada. Quando o advogado passar a exercer, em caráter definitivo, atividade incompatível 
com a advocacia terá cancelada sua inscrição (artigo 11, inciso IV, do EOAB). No caso de 
incompatibilidade temporária o advogado licencia-se (artigo 12, inciso II, do EOAB).
d) Certa. O advogado licencia-se quando sofrer doença mental curável (artigo 12, inciso III, 
do EOAB).
Letra d.
006. 006. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXVIII/2023) Lucas, estagiário de Direito, 
descobre que Patrícia, advogada que o supervisiona, teve sua inscrição na OAB cancelada. Na 
intenção de auxiliar Patrícia a restabelecer o exercício da advocacia, Lucas passa a estudar 
a legislação que disciplina o tema.
Sobre o cancelamento da inscrição, Lucas concluiu, corretamente, que
a) deve ter motivo justificado, caso seja solicitada pelo profissional.
b) a aplicação de penalidade de exclusão impossibilita um novo pedido de inscrição.
c) deve ser promovido, de ofício, pelo conselho competente, caso decorra do exercício de 
atividade incompatível com a advocacia.
d) será restaurado o número cancelado, caso seja feito um novo pedido de inscrição.
a) Errada. O cancelamento pode ser solicitado independentemente de motivação (artigo 11, 
inciso I, do EOAB).
b) Errada. Apesar do cancelamento, poderá ser feito novo pedido de inscrição, que não 
restaura o número de inscrição anterior. Ao interessado cabe a prova dos requisitos da 
capacidade civil, do não desempenho de atividade incompatível, de idoneidade moral, 
de prestar novamente compromisso perante o Conselho, bem como, no caso de sofrer 
penalidade de exclusão, de provas de reabilitação (artigo 11, §§ 2º e 3º, do EOAB).
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c) Certa. O cancelamento será promovido de ofício em caso de aplicação de penalidade de 
exclusão, falecimento ou com o desempenho de atividade incompatível (artigo 11, § 1º, 
do EOAB).
d) Errada. Apesar do cancelamento, poderá ser feito novo pedido de inscrição, que não 
restaura o número de inscrição anterior (artigo 11, § 2º, do EOAB).
Letra c.
007. 007. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXV/2022) Antônio, brasileiro, formou-se 
em Direito em uma renomada Universidade de certo país da América do Sul. Lá, conheceu 
e casou-se com uma nacional daquele país, Ana, que também se formou em Direito na 
mencionada universidade. Já graduados, Ana e Antônio decidiram mudar-se para o Brasil, 
e exercer a advocacia em Minas Gerais, uma vez que se especializaram em determinado 
ramo do Direito em que há bastante similitude com o Direito do país de origem de Ana. 
Considerando o caso narrado, assinale a afirmativa correta.
a) É vedado a Ana o exercício da advocacia no Brasil, salvo, a título precatório, como consultora 
em Direito Internacional, se não cursar novamente a graduação no nosso país. Antônio, em 
via diversa, poderá inscrever-se como advogado desde que prove seu título de graduação, 
obtido na universidade estrangeira, que este seja revalidado e que seja aprovado no Exame 
de Ordem, cumpridos os demais requisitos legais.
b) Tanto Ana quanto Antônio poderão inscrever-se como advogados, desde que provem 
seus títulos de graduação, obtidos na universidade estrangeira, que estes sejam revalidados 
e que eles sejam aprovados no Exame de Ordem, cumpridos os demais requisitos legais.
c) É vedado a Ana o exercício da advocacia no Brasil, salvo, a título precatório, como consultora 
em Direito Internacional, se não cursar novamente a graduação no nosso país. Antônio 
poderá inscrever-se como advogado desde que prove seu título de graduação, obtido na 
universidade estrangeira, independentemente de revalidação, e que seja aprovado no Exame 
de Ordem, cumpridos os demais requisitos legais.
d) É vedado a Ana e a Antônio o exercício da advocacia no Brasil, salvo, a título precatório, como 
consultores no Direito estrangeiro, se não cursarem novamente a graduação no nosso país.
De acordo com o § 2º, do artigo 8º, do EOAB, o estrangeiro ou o brasileiro não graduado 
em Direito no Brasil deverá fazer prova do título de graduação obtido na instituição 
estrangeira, o qual será devidamente revalidado, além de demonstrar o cumprimento dos 
demais requisitos previstos no artigo 8º, do EOAB, in verbis:
Art. 8º Para inscrição como advogado é necessário:
I – capacidade civil;
III – título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro;
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IV – aprovação em Exame de Ordem;
V – não exercer atividade incompatível com a advocacia;
VI – idoneidade moral;
VII – prestar compromisso perante o conselho.
Letra b.
008. 008. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXV/2022) João é estagiário de Direito. É 
vedado a João praticar isoladamente – isto é, sem atuar em conjunto com o advogado ou 
o defensor público que o supervisiona – o seguinte ato:
a) assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais.
b) obter junto aos escrivães e chefes de secretarias certidões de peças de processos em curso.
c) comparecer à prática de atos extrajudiciais, sem autorização ou substabelecimento do 
advogado.
d) retirar e devolver autos em cartório, assinando a respectiva carga.
O estagiário inscrito na OAB pode praticar isoladamente os seguintes atos, sob a 
responsabilidade do advogado (artigo 29, §1º, do Regulamento Geral):
• retirar e devolver autos em cartório, assinando a respectiva carga;
• obter junto aos escrivães e chefes de secretarias certidões de peças ou autos de 
processos em curso ou findos;
• assinar petições de juntadade documentos a processos judiciais ou administrativos.
Entretanto, para o exercício de atos extrajudiciais, o estagiário pode comparecer 
isoladamente, QUANDO RECEBER AUTORIZAÇÃO OU SUBSTABELECIMENTO DO ADVOGADO 
(artigo 29, § 2º, do Regulamento Geral).
Letra c.
009. 009. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXIII/2021) Lia, aluna do oitavo período de 
uma Faculdade de Direito, obteve de certo escritório de advocacia a proposta de um estágio 
profissional. Assim, pretende providenciar sua inscrição como estagiária junto à OAB.
Lia deverá requerer sua inscrição como estagiária junto ao Conselho Seccional em cujo 
território se situa
a) a sede do escritório onde atuará.
b) a sede principal da sua atividade de estagiária de advocacia.
c) o seu domicílio de pessoa física.
d) a Faculdade de Direito em que estuda.
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A INSCRIÇÃO do estagiário é feita no Conselho Seccional em cujo território se localize seu 
curso jurídico, nos termos do artigo 9º, do Estatuto da OAB.
Letra d.
010. 010. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXIII/2021) Carlos é aluno do primeiro 
período do curso de Direito. Vinícius é bacharel em Direito, que ainda não realizou o Exame 
da Ordem. Fernanda é advogada inscrita na OAB. Todos eles são aprovados em concurso 
público realizado por Tribunal de Justiça para o preenchimento de vagas de Técnico Judiciário.
Após a investidura de Carlos, Vinícius e Fernanda em tal cargo efetivo e, enquanto 
permanecerem em atividade, é correto afirmar que
a) Carlos não poderá frequentar o estágio ministrado pela instituição de ensino superior 
em que está matriculado.
b) Vinícius preencherá os requisitos necessários para ser inscrito como advogado na OAB, 
caso venha a ser aprovado no Exame da Ordem.
c) Fernanda deverá ter sua inscrição na OAB cancelada de ofício ou em virtude de comunicação 
que pode ser feita por qualquer pessoa.
d) Fernanda deverá ter sua inscrição na OAB suspensa, restaurando-se o número em caso 
de novo pedido.
De acordo com o artigo 11, do EOAB, cancela-se a inscrição do profissional quando passar 
a exercer, em caráter definitivo, atividade incompatível com a advocacia, bem como:
• o advogado requerer;
• sofrer penalidade de exclusão;
• falecer;
• perder qualquer um dos requisitos necessários para inscrição.
Desse modo, Fernanda deverá ter sua inscrição na OAB cancelada de ofício ou em virtude 
de comunicação que pode ser feita por qualquer pessoa, uma vez que está inscrita na OAB 
e foi investida em cargo efetivo no Tribunal de Justiça.
a) Errada. Caso o aluno de curso jurídico exerça atividade incompatível com a advocacia, 
pode frequentar o estágio ministrado pela respectiva instituição de ensino superior, para 
fins de aprendizagem, vedada a inscrição na OAB (artigo 9º, § 3º, do EOAB).
b) Errada. Nos termos do artigo 8º, inciso V, do Estatuto da OAB, para inscrição como 
advogado é necessário, dentre outros requisitos, não exercer atividade incompatível 
com a advocacia.
d) Errada. De acordo com o artigo 11, do EOAB, cancela-se a inscrição do profissional quando 
passar a exercer, em caráter definitivo, atividade incompatível com a advocacia.
Letra c.
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011. 011. (FGV/XXIX EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2019) Júnior é bacharel em Direito. 
Formou-se no curso jurídico há seis meses e não prestou, ainda, o Exame de Ordem para 
sua inscrição como advogado, embora pretenda fazê-lo em breve. Por ora, Júnior é inscrito 
junto à OAB como estagiário e exerce estágio profissional de advocacia em certo escritório 
credenciado pela OAB, há um ano. Nesse exercício, poucas semanas atrás, juntamente com 
o advogado José dos Santos, devidamente inscrito como tal, prestou consultoria jurídica 
sobre determinado tema, solicitada por um cliente do escritório. Os atos foram assinados 
por ambos. Todavia, o cliente sentiu-se lesado nessa consultoria, alegando culpa grave na 
sua elaboração.
Considerando o caso hipotético, bem como a disciplina do Estatuto da Advocacia e da OAB, 
assinale a opção correta.
a) Júnior não poderia atuar como estagiário e deverá responder em âmbito disciplinar por 
essa atuação indevida. Já a responsabilidade pelo conteúdo da atuação na atividade de 
consultoria praticada é de José.
b) Júnior não poderia atuar como estagiário e deverá responder em âmbito disciplinar por 
essa atuação indevida. Já a responsabilidade pelo conteúdo da atuação na atividade de 
consultoria praticada é solidária entre Júnior e José.
c) Júnior poderia atuar como estagiário. Já a responsabilidade pelo conteúdo da atuação 
na atividade de consultoria praticada é solidária entre Júnior e José.
d) Júnior poderia atuar como estagiário. Já a responsabilidade pelo conteúdo da atuação 
na atividade de consultoria praticada é de José.
De acordo com o artigo 27, do Regulamento do Estatuto da OAB, o estágio profissional 
de advocacia, inclusive para graduados, é requisito necessário à inscrição no quadro de 
estagiários da OAB e meio adequado de aprendizagem prática.
Além do mais, o estagiário de advocacia, se regularmente inscrito, poderá praticar os 
atos privativos de advogado em conjunto com advogado e sob responsabilidade deste, 
observado o regimento geral (artigo 3º, § 2º).
Lembrando que inclusive os atos que o estagiário inscrito na OAB pode praticar isoladamente 
são de responsabilidade do advogado (§1º, do artigo 29, do Regulamento Geral).
a) Errada. Considerando que Junior está inscrito na Ordem como estagiário está au-
torizado a praticar os atos privativos de advogado em conjunto com advogado e sob 
responsabilidade deste.
b) Errada. Não há o que se falar em responsabilidade solidária, já que apesar de Junior estar 
inscrito na Ordem como estagiário e, portanto, autorizado a praticar os atos privativos de 
advogado em conjunto com advogado, a responsabilidade será EXCLUSIVA deste último.
c) Errada. A responsabilidade não é solidária, mas sim exclusiva do advogado que atuou em 
conjunto com Junior.
Letra d.
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012. 012. (FGV/XXX EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2019) Maria, formada em uma renomada 
faculdade de Direito, é transexual. Após a aprovação no Exame de Ordem e do cumprimento 
dos demais requisitos, Maria receberá a carteira de identidade de advogado, relativa à sua 
inscrição originária.
Sobre a hipótese apresentada, de acordo com o disposto na Lei n. 8.906/94 e no Regulamento 
Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) É admitida a inclusão do nome social de Maria, em seguida ao nome registral, havendo 
exigência normativa de que este seja o nome pelo qual Maria se identifica e é socialmente 
reconhecida, mediante mero requerimento formulado pela advogada.
b) É admitida a inclusão do nome social de Maria, desde que, por exigência normativa, esteseja o nome pelo qual Maria se identifica e que consta em registro civil de pessoas naturais, 
originariamente ou por alteração, mediante mero requerimento formulado pela advogada.
c) É admitida a inclusão do nome social de Maria, independentemente de menção ao 
nome registral, havendo exigência normativa de que este seja o nome pelo qual Maria 
se identifica, e é socialmente reconhecida, e de que haja prévia aprovação em sessão do 
Conselho Seccional respectivo.
d) Não há previsão na Lei n. 8.906/1994 e no Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia 
e da OAB sobre a inclusão do nome social de Maria na carteira de identidade do advogado, 
embora tal direito possa advir de interpretação do disposto na Constituição Federal, desde 
que haja cirurgia prévia de redesignação sexual e posterior alteração do nome registral da 
advogada para aquele pelo qual ela se identifica e é socialmente reconhecida.
Quanto aos dados de identificação do advogado são necessários os seguintes, nesta 
ordem: número da inscrição, nome, nome social, filiação, naturalidade, data do nascimento, 
nacionalidade, data da colação de grau, data do compromisso e data da expedição, e à 
assinatura do Presidente do Conselho Seccional.
O nome social é a designação pela qual a pessoa travesti ou transexual se identifica 
e é socialmente reconhecida e será inserido na identificação do advogado mediante 
requerimento (artigo 33, parágrafo único, do Regulamento Geral).
Letra a.
013. 013. (FGV/XXX EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2019) Jailton, advogado, após dez anos 
de exercício da advocacia, passou a apresentar comportamentos incomuns. Após avaliação 
médica, ele foi diagnosticado com uma doença mental curável, mediante medicação e 
tratamento bastante demorado.
Segundo as disposições do Estatuto da Advocacia e da OAB, o caso do advogado Jailton 
incide em causa de
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a) suspensão do exercício profissional.
b) impedimento para o exercício profissional.
c) cancelamento da inscrição profissional.
d) licença do exercício profissional.
De acordo com o artigo 12, do Estatuto da OAB, o profissional advogado poderá licenciar-se 
se assim o requerer, por motivo justificado, quando passar a exercer, em caráter temporário, 
atividade incompatível com o exercício da advocacia, ou quando sofrer doença mental 
considerada CURÁVEL.
Letra d.
014. 014. (FGV/XXVII EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2018) Lúcio pretende se inscrever 
como advogado junto à OAB. Contudo, ocorre que ele passou por determinada situação 
conflituosa que foi intensamente divulgada na mídia, tendo sido publicado, em certos 
jornais, que Lúcio não teria idoneidade moral para o exercício das atividades de advogado.
Considerando que Lúcio preenche, indubitavelmente, os demais requisitos para a inscrição, 
de acordo com o Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) A inidoneidade moral apenas poderá ser suscitada junto à OAB por advogado inscrito e 
deve ser declarada por meio de decisão da diretoria do conselho competente, por maioria 
absoluta, em procedimento que observe os termos do processo disciplinar.
b) A inidoneidade moral poderá ser suscitada junto à OAB por qualquer pessoa e deve ser 
declarada por meio de decisão de, no mínimo, dois terços dos votos de todos os membros 
do conselho competente, em procedimento que observe os termos do processo disciplinar.
c) A inidoneidade moral apenas poderá ser suscitada junto à OAB por advogado inscrito 
e deve ser declarada por meio de decisão, por maioria absoluta, de todos os membros do 
conselho competente, em procedimento que observe os termos do processo disciplinar.
d) A inidoneidade moral poderá ser suscitada junto à OAB por qualquer pessoa e deve ser 
declarada por meio de decisão, por maioria simples, do Tribunal de Ética e Disciplina do 
conselho competente, em procedimento que observe os termos do processo disciplinar.
De acordo com o artigo 8º, § 3º, do Estatuto da OAB, a inidoneidade moral poderá ser 
suscitada por qualquer pessoa, e deve ser declarada mediante decisão que obtenha 
no mínimo dois terços dos votos de todos os membros do conselho competente, em 
procedimento que observe os termos do processo disciplinar. Além disso, ressalto que 
a idoneidade moral é avaliada constantemente, não sendo apenas um requisito para a 
inscrição nos quadros da OAB.
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a) Errada. A inidoneidade moral poderá ser suscitada por qualquer pessoa, e não apenas por 
advogado inscrito nos quadros da OAB. Ademais, deverá ser declarada mediante decisão que 
obtenha no mínimo dois terços dos votos de todos os membros do conselho competente, 
e não por meio de decisão da diretoria do conselho competente, por maioria absoluta.
c) Errada. A inidoneidade moral poderá ser suscitada por qualquer pessoa, e não apenas 
por advogado inscrito nos quadros da OAB, e deve ser declarada mediante decisão que 
obtenha no mínimo dois terços dos votos de todos os membros do conselho competente, 
e não por meio de decisão por maioria absoluta.
d) Errada. A inidoneidade moral deve ser declarada mediante decisão que obtenha no 
mínimo dois terços dos votos de todos os membros do conselho competente, e não por 
meio de decisão, por maioria simples, do Tribunal de Ética e Disciplina.
Letra b.
015. 015. (FGV/XXIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2017) O advogado Gennaro exerce suas 
atividades em sociedade de prestação de serviços de advocacia, sediada na capital paulista. 
Todas as demandas patrocinadas por Gennaro tramitam perante juízos com competência em 
São Paulo. Todavia, recentemente, a esposa de Gennaro obteve trabalho no Rio de Janeiro.
Após buscarem a melhor solução, o casal resolveu que fixaria sua residência, com ânimo 
definitivo, na capital fluminense, cabendo a Gennaro continuar exercendo as mesmas 
funções no escritório de São Paulo. Nos dias em que não tem atividades profissionais, o 
advogado, valendo-se da ponte área, retorna ao domicílio do casal no Rio de Janeiro.
a) O Estatuto da Advocacia e da OAB impõe que Gennaro requeira a transferência de sua 
inscrição principal como advogado para o Conselho Seccional do Rio de Janeiro.
b) O Estatuto da Advocacia e da OAB impõe que Gennaro requeira a inscrição suplementar 
como advogado junto ao Conselho Seccional do Rio de Janeiro.
c) O Estatuto da Advocacia e da OAB impõe que Gennaro requeira a inscrição suplementar 
como advogado junto ao Conselho Federal da OAB.
d) O Estatuto da Advocacia e da OAB não impõe que Gennaro requeira a transferência de 
sua inscrição principal ou requeira inscrição suplementar.
Inicialmente, você deve lembrar que o endereço da pessoa física do advogado não é, 
necessariamente, o seu domicílio profissional: o que deve ser levado em conta é o local 
em que fica localizada a sede principal de advocacia, no caso, São Paulo. O domicílio 
da pessoa física prevalecerá apenas em caso de dúvida (artigo 10, §1º, do Estatuto da 
OAB). Dito isso, a mudança de endereço de Gennaro de São Paulo para o Rio não interfere de 
imediato na sua atuação profissional. A situação trazida na questão não diz que Gennaro 
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exerce a advocacia no Rio de Janeiro. Assim, observando-se o que traz o § 2º do artigo 
10, a atuação em outra Seccional, quando não exceder cinco causas por ano, não exige 
a realização de inscrição suplementar.
a) Errada. A questão não diz que Gennaro irá exercer a advocacia no Rio de Janeiro, havendo 
apenas a mudança de endereço da pessoa física. A transferência deverá ocorrer nos casos em 
que houver mudança efetiva do domicílio profissional (artigo10, § 3º, do Estatuto da OAB).
b) Errada. A inscrição suplementar deverá ser requerida quando a intervenção judicial 
exceder cinco causas por ano (artigo10, § 2º, do Estatuto da OAB).
c) Errada. Não é o caso de requerimento de inscrição suplementar e, ainda que fosse, esta 
deveria ser requerida ao Conselho da Seccional do Rio de Janeiro, e não ao Conselho Federal 
da OAB.
Letra d.
016. 016. (FGV/XXIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2017) Diogo é estudante de Direito com 
elevado desempenho acadêmico. Ao ingressar nos últimos anos do curso, ele é convidado 
por um ex-professor para estagiar em seu escritório.
Inscrito nos quadros de estagiários da OAB e demonstrando alta capacidade, Diogo ganha 
a confiança dos sócios do escritório e passa a, isoladamente e sob a responsabilidade do 
advogado, retirar e devolver autos em cartório, assinando a respectiva carga; visar atos 
constitutivos de sociedades para que sejam admitidos a registro; obter junto a escrivães e 
chefes de secretaria certidões de peças ou autos de processos em curso ou findos; assinar 
petições de juntada de documentos a processos judiciais ou administrativos; e subscrever 
embargos de declaração opostos em face de decisões judiciais.
Considerando as diversas atividades desempenhadas por Diogo, isoladamente e sob a 
responsabilidade do advogado, de acordo com o Estatuto e Regulamento da OAB, ele pode
a) retirar e devolver autos em cartório, assinando a respectiva carga, bem como visar atos 
constitutivos de sociedades, para que sejam admitidos a registro.
b) obter, junto a escrivães e chefes de secretaria, certidões de peças ou autos de processos 
em curso ou findos, bem como assinar petições de juntada de documentos a processos 
judiciais ou administrativos.
c) obter, junto a escrivães e chefes de secretaria, certidões de peças ou autos de processos 
findos, mas não de processos em curso, bem como subscrever embargos de declaração 
opostos em face de decisões judiciais.
d) assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais, mas não a processos 
administrativos, nem subscrever embargos de declaração opostos em face de decisões judiciais.
Segundo o artigo 29, do Regulamento Geral do Estatuto da OAB, os atos privativos da 
advocacia, previstos no artigo 1º do Estatuto, podem ser subscritos por estagiário inscrito 
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na OAB, em conjunto com o advogado ou o defensor público. Entretanto, o estagiário 
inscrito na OAB pode praticar isoladamente os seguintes atos, sob a responsabilidade 
do advogado (§1º):
I – retirar e devolver autos em cartório, assinando a respectiva carga;
II – obter junto aos escrivães e chefes de secretarias certidões de peças ou autos de processos 
em curso ou findos;
III – assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais ou administrativos.
Para o exercício de atos extrajudiciais, o estagiário pode comparecer isoladamente, quando 
receber autorização ou substabelecimento do advogado (artigo 29, § 2º, do Regulamento 
Geral).
Letra b.
017. 017. (FGV/XX EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2016) Pedro iniciou sua carreira no mercado 
financeiro, no qual ocupa atualmente a função de direção em uma instituição privada. 
Contudo, buscando exercer melhor a função, matriculou-se em uma Faculdade de Direito.
Para realizar o estágio profissional de advocacia, ao alcançar os dois últimos anos do curso 
jurídico, sem se desligar da atividade financeira, Pedro deve:
a) realizar o estágio profissional mantido em sua respectiva instituição de ensino superior 
para fins de aprendizagem, vedada sua inscrição como estagiário na OAB.
b) inscrever-se como estagiário na OAB e realizar o estágio profissional mantido em sua 
faculdade, mantido pelo Conselho da OAB ou mantido nos setores, órgãos jurídicos e 
escritórios de advocacia credenciados pela OAB.
c) inscrever-se como estagiário na OAB e realizar o estágio profissional mantido em sua 
faculdade ou mantido pelo Conselho da OAB.
d) realizar o estágio profissional mantido pelo Conselho da OAB ou mantido por setores, 
órgãos jurídicos e escritórios de advocacia credenciados pela OAB, podendo realizar, para 
fins de aprendizagem, as atividades próprias de estagiário, tais como retirar autos de 
processos em cartório. Porém, é vedada sua inscrição como estagiário junto à OAB.
De acordo com o artigo 28, inciso VIII, do Estatuto da OAB, a advocacia é incompatível com 
a atividade dos ocupantes de funções de direção e gerência em instituições financeiras, 
inclusive privadas. Ademais, o § 3º, do artigo 9º, dispõe que o aluno do curso jurídico que 
exerça atividade incompatível com a advocacia pode frequentar o estágio ministrado 
pela respectiva instituição de ensino superior, para fins de aprendizagem, sendo vedada 
a inscrição na OAB.
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b) Errada. É vedada a inscrição nos quadros da OAB, já que o aluno desempenha atividade 
incompatível com a advocacia e, ainda, só poderá frequentar estágio, para fins de 
aprendizagem, ministrado pela respectiva instituição de ensino superior.
c) Errada. É vedada a inscrição nos quadros da OAB, já que o aluno desempenha atividade 
incompatível com a advocacia e, ainda, só poderá frequentar estágio, para fins de 
aprendizagem, ministrado pela respectiva instituição de ensino superior.
d) Errada. Pedro só poderia frequentar estágio, para fins de aprendizagem, ministrado pela 
respectiva instituição de ensino superior. Contudo, é correta a afirmação de que é vedada 
sua inscrição como estagiário junto à OAB.
Letra a.
018. 018. (FGV/XX EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2016-ADAPTADA) Luiz, estudante do 
quarto período da Faculdade de Direito, e seu irmão, Bernardo, que cursa o nono período na 
mesma faculdade, foram contratados pelo escritório Pereira Advogados, para atuar como 
estagiários. Bernardo é inscrito como estagiário perante o Conselho Seccional respectivo.
Sobre a atuação dos irmãos, julgue a afirmativa.
Bernardo poderá, isoladamente, realizar, de forma onerosa, atividades de consultoria e asses-
soria jurídica. Luiz poderá assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais.
O estagiário de advocacia, se regularmente inscrito, poderá praticar os atos privativos 
de advogado em conjunto com advogado e sob responsabilidade deste, observado o 
regimentoO conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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Segundo Pablo Stolze Gagliano e Rodolfo Pamplona Filho (Manual de Direito Civil. São 
Paulo: Saraiva, 2017):
Todo ser humano tem, assim, capacidade de direito, pelo fato de que a personalidade jurídica 
é atributo inerente à sua condição. (...) Nem toda pessoa, porém, possuía aptidão para 
exercer pessoalmente os seus direitos, praticando atos jurídicos, em razão de limitações 
orgânicas ou psicológicas.
Se puderem atuar pessoalmente, possuem, também, capacidade de fato ou de exercício. 
Reunidos os dois atributos, fala-se em capacidade civil plena.
Veja que, no contexto do nosso estudo, quando a lei fala em capacidade civil não é 
suficiente a capacidade de direito, pois esta é inerente a todas as pessoas, sendo necessária 
a conjugação das duas espécies para que a pessoa adquira capacidade plena.
CAPACIDADE DE 
DIREITO/GOZO 
CAPACIDADE DE 
FATO/EXERCÍCIO 
CAPACIDADE PLENA 
Quanto ao tema, é conveniente destacar que a incapacidade cessará para os menores 
pela colação de grau em curso superior (artigo 5º, parágrafo único, inciso IV, do Código Civil).
Tal possibilidade é prevista pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que autoriza que 
alunos com extraordinário aproveitamento nos estudos, demonstrado por meio de provas 
e outros instrumentos de avaliação específicos, aplicados por banca examinadora especial, 
possam ter abreviada a duração dos seus cursos, de acordo com as normas dos sistemas 
de ensino (artigo 47, § 2º, Lei n. 9.394/1996).
De acordo com Paulo Lobo (Comentários ao Estatuto da Advocacia e da OAB. São Paulo: 
Saraiva, 2017):
Antes de completar 18 anos, pode haver a inscrição do interessado, se for comprovada sua 
graduação no curso jurídico. O Código Civil (artigo 5º, inciso IV, parágrafo único) inclui a graduação 
universitária como causa de maioridade civil, sem necessidade de emancipação concedida pelos 
pais. Nesse caso, o diploma é a prova da capacidade civil.
A exigência de diploma parece óbvia, mas devemos entender que é possível a substituição 
do diploma pela certidão de graduação em Direito, uma vez que o futuro advogado, tendo 
já concluído a graduação, não pode ser prejudicado pela instituição de ensino pela demora 
na emissão do diploma, o documento formal.
A certidão, nesse caso, irá atestar que o aluno concluiu a graduação e é bacharel em 
Direito, estando apto a adentrar no mercado de trabalho.
De acordo com o artigo 23, do Regulamento Geral da OAB, na falta de diploma regularmente 
registrado, o requerente apresentará certidão de graduação em Direito, acompanhada de 
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cópia autenticada do respectivo histórico escolar. Ademais, a lei exige que a instituição 
de ensino seja autorizada e credenciada.
O Superior Tribunal de Justiça já decidiu que a inscrição como advogado, nos quadros 
da OAB, de quem apresente diploma ou certidão de graduação em Direito “obtido em 
instituição de ensino oficialmente autorizada e credenciada” não pode ser impedida pelo 
fato de o curso de Direito não ter sido reconhecido pelo MEC (Informativo n. 586 – REsp 
1.288.991-PR, julgado em 14/6/2016).
É importante destacar que o estrangeiro ou o brasileiro não graduado em Direito no 
Brasil deve fazer prova do título de graduação obtido na instituição estrangeira, o qual 
será devidamente revalidado, além de demonstrar o cumprimento dos demais requisitos 
previstos neste artigo (§ 2º, artigo 8º, do EOAB).
A exigência do título de eleitor está associada ao conceito de cidadão e ao pleno gozo 
dos direitos civis e políticos por parte do requerente da inscrição brasileiro (artigo 14, § 1º, 
da CF/1988).
O serviço militar, por sua vez, consiste no exercício de atividades específicas, 
desempenhadas nas Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica), obrigatório para 
todos os brasileiros, ficando isentas as mulheres em tempo de paz (artigo 143, da CF/1988).
Desse modo, apenas os requerentes do sexo masculino devem cumprir a exigência de 
quitação do serviço militar.
Outro pressuposto um tanto quanto óbvio é a aprovação no Exame de Ordem.
A obrigatoriedade de realização do exame decorre diretamente do princípio da liberdade 
profissional condicionada à qualificação, previsto no artigo 5º, inciso XIII, da CF/1988: 
“é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações 
profissionais que a lei estabelecer”.
Acrescento, apenas para aprofundar seu estudo, que o dispositivo trazido acima é um 
clássico exemplo de norma de eficácia contida, observada a classificação da aplicabilidade 
das normas constitucionais proposta por José Afonso da Silva, a qual é tida como norma 
apta a produzir todos os seus efeitos, desde a promulgação da Constituição Federal de 
1988, mas que pode ser (discricionariedade) restringida pelo legislador.
No caso, diante da relevância da atuação do profissional advogado, e tendo em vista 
também o múnus público relacionado com o ministério da advocacia, é necessária a verificação 
da qualificação técnica do profissional antes de sua inserção no mercado de trabalho.
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Sobre o requisito, destaco que já foi questionada a constitucionalidade da obrigatoriedade 
de realização do exame, através do Recurso Extraordinário n. 603.583, no qual foi reconhecida a 
repercussão geral do tema e proferida decisão reconhecendo a constitucionalidade do exame:
JURISPRUDÊNCIA
RE 603583 – STF
TRABALHO – OFÍCIO OU PROFISSÃO – EXERCÍCIO. Consoante disposto no inciso XIII do 
artigo 5º da Constituição Federal, “é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou 
profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer”. BACHARÉIS 
EM DIREITO – QUALIFICAÇÃO. Alcança-se a qualificação de bacharel em Direito 
mediante conclusão do curso respectivo e colação de grau. ADVOGADO – EXERCÍCIO 
PROFISSIONAL – EXAME DE ORDEM. O Exame de Ordem, inicialmente previsto no 
artigo 48, inciso III, da Lei n. 4.215/63 e hoje no artigo 84 da Lei n. 8.906/94, no que 
a atuação profissional repercute no campo de interesse de terceiros, mostra-se 
consentâneo com a Constituição Federal, que remete às qualificações previstas 
em lei. Considerações. (RE 603583, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, 
julgado em 26/10/2011, ACÓRDÃO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL – MÉRITO DJe-
102 DIVULG 24-05-2012 PUBLIC 25-05-2012 RTJ VOL-00222-01 PP-00550)
Também é indispensável a leitura de parte do voto do Ministro Marco Aurélio, relator, 
no qual menciona que:
Destarte, o desempenho da advocacia por indivíduo de formação técnica deficiente poderá 
causar prejuízo irreparável ou, quando menos, de difícil reparação ao seu constituinte. A 
representação judicial despreparada pode custar a um indivíduo a sua liberdade, o imóvel em 
quegeral (artigo 3º, § 2º, do Estatuto da OAB). São atividades privativas de advocacia: a 
postulação a órgão do Poder Judiciário e aos juizados especiais; as atividades de consultoria, 
assessoria e direção jurídicas, bem como a vistoria de atos e contratos constitutivos de 
pessoas jurídicas, sob pena de nulidade (artigo 1º). No caso, Bernardo não pode, isoladamente, 
realizar atividade de consultoria e assessoria jurídica, já que esta é uma atividade privativa 
de advogado.
Errado.
019. 019. (FGV/XIX EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2016) Victor nasceu no Estado do Rio de 
Janeiro e formou-se em Direito no Estado de São Paulo. Posteriormente, passou a residir, e 
pretende atuar profissionalmente como advogado, em Fortaleza, Ceará. Porém, em razão 
de seus contatos no Rio de Janeiro, foi convidado a intervir também em feitos judiciais em 
favor de clientes nesse Estado, cabendo-lhe patrocinar seis causas no ano de 2015.
Diante do exposto, assinale a opção correta.
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a) A inscrição principal de Victor deve ser realizada no Conselho Seccional de São Paulo, 
já que a inscrição principal do advogado é feita no Conselho Seccional em cujo território 
se localize seu curso jurídico. Além da principal, Victor terá a faculdade de promover sua 
inscrição suplementar nos Conselhos Seccionais do Ceará e do Rio de Janeiro, onde pretende 
exercer a profissão.
b) A inscrição principal de Victor deve ser realizada no Conselho Seccional do Rio de Janeiro, 
pois o Estatuto da OAB determina que esta seja promovida no Conselho Seccional em cujo 
território o advogado exercer intervenção judicial que exceda três causas por ano. Além 
da principal, Victor poderá promover sua inscrição suplementar nos Conselhos Seccionais 
do Ceará e de São Paulo.
c) A inscrição principal de Victor deve ser realizada no Conselho Seccional do Ceará. Isso 
porque a inscrição principal do advogado deve ser feita no Conselho Seccional em cujo 
território pretende estabelecer o seu domicílio profissional. A promoção de inscrição 
suplementar no Conselho Seccional do Rio de Janeiro será facultativa, pois as intervenções 
judiciais pontuais, como as causas em que Victor atuará, não configuram habitualidade no 
exercício da profissão.
d) A inscrição principal de Victor deve ser realizada no Conselho Seccional do Ceará. Afinal, 
a inscrição principal do advogado deve ser feita no Conselho Seccional em cujo território 
ele pretende estabelecer o seu domicílio profissional. Além da principal, Victor deverá 
promover a inscrição suplementar no Conselho Seccional do Rio de Janeiro, já que esta é 
exigida diante de intervenção judicial que exceda cinco causas por ano.
Considerando que Victor pretende atuar profissionalmente como advogado em Fortaleza, 
no Ceará, lá será seu domicílio profissional e lá deverá ser feita sua inscrição principal 
(artigo 10, Estatuto da OAB). Além disso, considerando que sua intervenção judicial no Rio 
de Janeiro irá ultrapassar o limite de cinco causas por ano, deverá requerer inscrição 
suplementar no respectivo Conselho Seccional (artigo 10, § 2º, do Estatuto da OAB).
a) Errada. A inscrição não está atrelada ao território em que se localiza o curso jurídico, mas, 
sim, ao local em que o advogado pretende atuar profissionalmente. Ademais, considerando 
que a intervenção judicial na Seccional do Rio de Janeiro irá ultrapassar cinco causas em um 
ano, não é uma faculdade Victor promover sua inscrição suplementar, mas, sim, um dever.
b) Errada. A inscrição suplementar deverá ser efetuada no Conselho Seccional do Rio de 
Janeiro, considerando que a intervenção judicial irá ultrapassar o limite de cinco causas em 
um ano, e não três, como traz a alternativa. Por outro lado, não há razão para ser solicitada 
inscrição suplementar no Conselho Seccional de São Paulo, já que Victor não pretende atuar 
naquele estado.
c) Errada. A habitualidade é configurada quando a intervenção judicial exceder cinco causas 
por ano (artigo 10, § 2º, do Estatuto da OAB).
Letra d.
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020. 020. (FGV/XVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2015) Fernanda, estudante do 8º período 
de Direito, requereu inscrição junto à Seccional da OAB do estado onde reside. A inscrição 
foi indeferida, em razão de Fernanda ser serventuária do Tribunal de Justiça do estado. 
Fernanda recorreu da decisão, alegando que preenche todos os requisitos exigidos em lei 
para a inscrição de estagiário e que o exercício de cargo incompatível com a advocacia não 
impede a inscrição do estudante de Direito como estagiário.
Merece ser revista a decisão que indeferiu a inscrição de estagiário de Fernanda?
a) Sim, pois Fernanda exerce cargo incompatível com a advocacia e não com a realização 
de estágio.
b) Não, pois as incompatibilidades previstas em lei para o exercício da advocacia também 
devem ser observadas quando do requerimento de inscrição de estagiário.
c) Sim, pois o cargo de serventuário do Tribunal de Justiça não é incompatível com a 
advocacia, menos ainda com a realização de estágio.
d) Não, pois apenas estudantes do último período do curso de Direito podem requerer 
inscrição como estagiários.
É vedado ao estagiário de advocacia exercer atividade incompatível, conforme determina 
o artigo 9º, inciso I, do Estatuto da OAB. Ademais, se o estágio fosse ministrado pela 
instituição de ensino superior, o aluno poderia frequentá-lo para fins de aprendizagem, 
sendo, contudo, vedada a inscrição na OAB (§ 2º).
a) Errada. É vedado ao estagiário de advocacia exercer atividade incompatível (artigo 9º, 
inciso I, do Estatuto).
c) Errada. Conforme o artigo 28, inciso IV, do Estatuto da OAB, é incompatível com a atividade 
da advocacia, assim entendida a desempenhada pelo advogado e pelo estagiário de advocacia, 
a ocupação de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a qualquer órgão do 
Poder Judiciário e os que exercem serviços notariais e de registro.
d) Errada. O estágio profissional de advocacia tem duração de dois anos, devendo ser 
realizado nos últimos anos do curso jurídico, e não apenas no último período (artigo 9º, § 1º, 
do Estatuto da OAB).
Letra b.
021. 021. (FGV/XVI EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2015) Bernardo é bacharel em Direito, mas 
não está inscrito nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil, apesar de aprovado no 
Exame de Ordem. Não obstante, tem atuação na área de advocacia, realizando consultorias 
e assessorias jurídicas.
A partir da hipótese apresentada, nos termos do Regulamento Geral da Ordem dos Advogados 
do Brasil, assinale a afirmativa correta.
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a) Tal conduta é permitida, por ter o bacharel logrado aprovação no Exame de Ordem.
b) Tal conduta é proibida, por ser equiparada à captação de clientela.
c) Talconduta é permitida mediante autorização do Presidente da Seccional da Ordem dos 
Advogados do Brasil.
d) Tal conduta é proibida, tendo em vista a ausência de inscrição na Ordem dos Advogados 
do Brasil.
O exercício da atividade da advocacia no território brasileiro e a denominação de advogado 
são privativos dos inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – artigo 3º, do 
Estatuto da OAB. A aprovação no Exame de Ordem, por sua vez, é um dos requisitos 
para inscrição como advogado (artigo 8º, inciso IV, do Estatuto da OAB). No caso, Bernardo 
é apenas bacharel em Direito; foi aprovado no Exame de Ordem, mas não requereu sua 
inscrição nos quadros da OAB, não podendo, portanto, desempenhar as atividades privativas 
de advogado.
a) Errada. A aprovação no Exame de Ordem é um dos requisitos necessários para a inscrição 
do advogado, não sendo suficiente para atuação na área de advocacia.
b) Errada. Tal conduta não é equiparada à captação de clientela, mas é, sim, caso de exercício 
ilegal da profissão (artigo 4º, do Regulamento Geral da OAB).
c) Errada. O desempenha da atividade da advocacia depende da inscrição nos quadros da 
OAB. Se preenchidos os requisitos do artigo 8º, do Estatuto da OAB, não cabe ao Presidente 
da Seccional da OAB autorizar, ou não, o desempenho de atividade de advocacia.
Letra d.
022. 022. (FGV/XI EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2013) Ferrari é aluno destacado no curso 
de Direito, tendo, no decorrer dos anos, conseguido vários títulos universitários, dentre 
eles, medalhas e certificados. Indicado para representar a Universidade em que estudou, foi 
premiado em evento internacional sobre arbitragem. A repercussão desse fato aumentou seu 
prestígio e, por isso, recebeu numerosos convites para trabalhar em diversos escritórios de 
advocacia. Aceito o convite de um deles, passou a redigir minutas de contratos, sempre com 
supervisão de um advogado. Após um ano de estágio, conquistou a confiança dos advogados 
do seu setor e passou a ter autonomia cada vez maior. Diante dessas circunstâncias, passou 
a chancelar contratos sem a interferência de advogado.
Nos termos do Estatuto da Advocacia, o estagiário deve atuar
a) autonomamente, após um ano de estágio.
b) conjuntamente com um advogado, em todos os atos da advocacia.
c) autonomamente, em alguns atos permitidos pelo advogado.
d) vinculado ao advogado em atos judiciais, mas não em atos contratuais.
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Os méritos acadêmicos de Ferrari não interferem na sua qualificação como estagiário 
de advocacia. Desse modo, considerando que Ferrari é estagiário de advocacia, poderá 
praticar os atos privativos de advogado em conjunto com advogado e sob responsabilidade 
deste, observado o regimento geral (artigo 3º, § 2º, do Estatuto da OAB).
a) Errada. Assim como os méritos acadêmicos, o período de duração do estágio não interfere 
nas atividades privativas desempenhadas pelo estagiário, que devem ser realizadas em 
conjunto com advogado e sob responsabilidade deste, observado o regimento geral (artigo 
3º, § 2º, do Estatuto da OAB).
c) Errada. Ao estagiário não é conferida autonomia de atuação, devendo os atos privativos 
de advogado ser realizados em conjunto com advogado e sob responsabilidade deste.
d) Errada. Sabemos que uma das atividades privativas de advogado é o visto em atos e 
contratos constitutivos de pessoas jurídicas (artigo 1º, § 2º, do Estatuto da OAB), de modo 
que a restrição no desempenho das atividades privativas não se restringe ao âmbito judicial.
Letra b.
023. 023. (FGV/VI EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2012) O Bacharel em Direito, após aprovação 
no Exame de Ordem, deve apresentar cópia do diploma. Caso ele não tenha sido expedido, 
segundo as normas do Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB,
a) ocorrerá a inscrição provisória como advogado.
b) não poderá ocorrer a inscrição até expedido o diploma.
c) pode apresentar certidão de conclusão com histórico escolar.
d) deve obter permissão especial do Conselho Seccional.
É possível a substituição do diploma pela certidão de graduação em Direito, uma vez 
que o futuro advogado, tendo já concluído a graduação, não pode ser prejudicado pela 
instituição de ensino pela demora na emissão do diploma, o documento formal. A certidão, 
nesse caso, irá atestar que o aluno concluiu a graduação e é bacharel em Direito, estando 
apto a adentrar no mercado de trabalho (artigo 8º, inciso II, do Estatuto da OAB). De 
acordo com o artigo 23 do Regulamento Geral da OAB, na falta de diploma regularmente 
registrado, o requerente apresentará certidão de graduação em Direito, acompanhada 
de cópia autenticada do respectivo histórico escolar.
a) Errada. Na ausência do diploma, o bacharel em Direito poderá apresentar certidão de 
graduação em Direito (artigo 8º, inciso II, do Estatuto da OAB), não havendo que se falar 
em inscrição provisória.
b) Errada. O bacharel não pode ser prejudicado pela demora na expedição do diploma. 
Pensando nisso, o legislador previu a possibilidade de substituição do diploma pela certidão 
de graduação em Direito (artigo 8º, inciso II, do Estatuto da OAB).
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d) Errada. O Conselho Seccional não tem competência para emitir permissão especial nesse 
caso, restando a prova da graduação feita por meio do diploma ou da certidão de graduação 
em Direito (artigo 8º, inciso II, do Estatuto da OAB).
Letra c.
024. 024. (FGV/IX EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2012) Sávio, aluno regularmente matriculado 
em Escola de Direito, obtém a sua graduação e, logo a seguir, aprovação no Exame de Ordem. 
Por força de movimento grevista na sua instituição, o diploma não pode ser expedido.
A respeito da inscrição no quadro de advogados, consoante as normas do Regulamento 
Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) O diploma é essencial para a inscrição nos quadros da Ordem dos Advogados.
b) O bacharel, diante do impedimento de apresentar o diploma, deve apresentar declaração 
de autoridade certificando a conclusão do curso.
c) A Ordem, diante do movimento grevista comprovado, poderá acolher declaração de 
próprio punho do requerente afirmando ter obtido grau.
d) O bacharel em Direito deve apresentar certidão de conclusão de curso e histórico es-
colar autenticado.
É possível a substituição do diploma pela certidão de graduação em Direito, uma vez 
que o futuro advogado não pode ser prejudicado pela instituição de ensino pela demora na 
emissão do diploma, sendo que já concluiu a graduação e resta pendente apenas a emissão 
do documento formal. A certidão, nesse caso, irá atestar que o aluno concluiu a graduação 
e é bacharel em Direito, estando apto a adentrar no mercado de trabalho (artigo 8º, inciso II, 
do Estatuto da OAB). De acordo com o artigo 23 do Regulamento Geral da OAB, na falta de 
diploma regularmente registrado, o requerente apresentará certidão de graduação em 
Direito, acompanhada de cópia autenticada do respectivo histórico escolar.
a) Errada. Realmente o diploma é essencial para a inscrição nos quadros da OAB, todavia, a 
fim de evitar prejuízos aos aprovados no Exame de Ordem, o legislador estabeleceuque o 
documento oficial poderá ser substituído pela certidão de conclusão de curso, acompanhada 
do histórico escolar autenticado, nos termos do artigo 8º, inciso II, do Estatuto da OAB c/c 
artigo 23 do Regulamento Geral da OAB.
b) Errada. Não é suficiente a declaração, já que é necessária a certidão de conclusão de 
curso, acompanhada do histórico escolar autenticado (artigo 8º, inciso II, do Estatuto da 
OAB c/c artigo 23 do Regulamento Geral da OAB).
c) Errada. Não tem validade alguma a declaração de próprio punho elaborada pelo requerente. 
É necessária a apresentação de certidão de conclusão de curso, acompanhada do histórico 
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escolar autenticado (artigo 8º, inciso II, do Estatuto da OAB c/c artigo 23 do Regulamento 
Geral da OAB).
Letra d.
025. 025. (FGV/IX EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2012) Laura, advogada na área empresarial, 
após concluir o mestrado em renomada instituição de ensino superior, é convidada para 
integrar a equipe de assessoria jurídica da empresa K S/A. No dia da entrevista final, é 
inquirida pelo Gerente Jurídico da empresa, bacharel em Direito, sem inscrição na Ordem 
dos Advogados do Brasil, apesar de o mesmo ter logrado êxito no Exame de Ordem.
Observado tal relato, consoante as normas do Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia 
e da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) O bacharel em Direito pode exercer as funções de Gerência Jurídica mesmo que não 
tenha os requisitos para ingresso na Ordem dos Advogados.
b) A função de Gerente Jurídico é privativa de advogados com regular inscrição nos quadros 
da Ordem dos Advogados.
c) O bacharel em Direito, caso preencha os requisitos legais, inclusive aprovação em Exame 
de Ordem, pode exercer funções de Gerente Jurídico antes da inscrição na Ordem dos 
Advogados.
d) A função de Gerente Jurídico, como é de confiança da empresa, pode ser exercida por 
quem não tem formação na área.
O exercício da atividade da advocacia no território brasileiro e a denominação de advogado 
são privativos dos inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – artigo 3º do Estatuto 
da OAB. A aprovação no Exame de Ordem, por sua vez, é um dos requisitos para inscrição 
como advogado (artigo 8º, inciso IV, do Estatuto da OAB). No caso, o Gerente Jurídico da 
empresa é apenas bacharel em Direito aprovado no Exame de Ordem; ele não requereu 
sua inscrição nos quadros da OAB, e não pode, portanto, desempenhar as atividades 
privativas de advogado previstas no artigo 1º, do Estatuto da OAB: postulação a qualquer 
órgão do Poder Judiciário e aos juizados especiais, bem como atividades de consultoria, 
assessoria e direção jurídicas.
a) Errada. O bacharel em Direito não pode exercer as funções privativas de advogado, sendo 
necessária a inscrição perante os quadros da OAB (artigo 1º, do Estatuto da OAB).
c) Errada. O bacharel em Direito não pode exercer as funções privativas de advogado, sendo 
necessária a inscrição perante os quadros da OAB que exige, dentre outros requisitos, a 
prévia aprovação no Exame de Ordem (artigo 8º, do Estatuto da OAB).
d) Errada. As atividades de consultoria, assessoria e direção jurídicas são privativas de 
advocacia, conforme o artigo 1º do Estatuto da OAB.
Letra b.
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026. 026. (FGV/VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2012) Lara é sócia de determinada sociedade 
de advogados com sede no Rio de Janeiro e filial em São Paulo. Foi convidada a Integrar, 
cumulativamente e também como sócia, os quadros de outra sociedade de advogados, 
esta com sede em São Paulo e sem filiais. Aceitou o convite e rapidamente providenciou 
sua inscrição suplementar na OAB/SP, tendo em vista que passaria a exercer habitualmente 
a profissão nesse estado.
a) Lara agiu corretamente, pois, considerando-se que passaria a atuar em mais do que cinco 
causas por ano em São Paulo, era necessário que promovesse sua inscrição suplementar 
nesse estado.
b) Lara não agiu corretamente, pois é vedado ao advogado integrar mais de uma sociedade 
de advogados com sede ou filial na mesma área territorial do respectivo Conselho Seccional.
c) Lara não agiu corretamente, pois é vedado ao advogado integrar mais de uma sociedade 
de advogados dentro do território nacional.
d) Lara agiu corretamente e sequer era necessário que promovesse sua inscrição suplementar, 
pois passaria a exercer a profissão em São Paulo na qualidade de sócia e não de advogada 
empregada da sociedade em questão.
A questão acima exige o conhecimento de matéria que ainda não estudamos. Porém, 
associado a isso está o conhecimento acerca da habitualidade profissional em mais de 
uma Seccional. O gabarito da questão é encontrado no artigo 15, § 4º, do Estatuto da OAB:
Art. 15. Os advogados podem reunir-se em sociedade simples de prestação de serviços de 
advocacia ou constituir sociedade unipessoal de advocacia, na forma disciplinada nesta Lei e 
no regulamento geral.
§ 4º Nenhum advogado pode integrar mais de uma sociedade de advogados, constituir mais 
de uma sociedade unipessoal de advocacia, ou integrar, simultaneamente, uma sociedade 
de advogados e uma sociedade unipessoal de advocacia, com sede ou filial na mesma área 
territorial do respectivo Conselho Seccional.
a) Errada. A inscrição suplementar deverá ser requerida quando a intervenção judicial 
exceder cinco causas por ano (artigo10, § 2º, do Estatuto da OAB). No caso, não se sabe se 
a atuação profissional de Lara irá ou não ultrapassar cinco causas por ano.
c) Errada. Como dito acima, é vedado ao advogado integrar mais de uma sociedade de 
advogados dentro da mesma área territorial do respectivo Conselho Seccional.
d) Errada. A inscrição suplementar não está associada à qualidade de sócia ou de advogada 
empregada, devendo ser requerida quando a intervenção judicial exceder cinco causas 
por ano (artigo10, § 2º, do Estatuto da OAB). Além disso, a conduta de integrar mais de 
uma sociedade de advogados com sede ou filial na mesma área territorial do respectivo 
Conselho Seccional é vedada.
Letra b.
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027. 027. (FGV/VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2012-ADAPTADA) Nos termos das normas do 
Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB, o Estágio Profissional de Advocacia é 
requisito para inscrição no quadro de estagiários da OAB. Dito isso, analise a afirmativa abaixo:
O estágio profissional de advocacia pode ser ofertado por instituição de ensino superior 
em convênio com a OAB.
O estágio profissional de advocacia, com duração de dois anos, realizado nos últimos anos 
do curso jurídico, pode ser mantido pelas respectivas instituições de ensino superior, pelos 
Conselhos da OAB, ou por setores, órgãos jurídicos e escritórios de advocacia credenciados 
pela OAB, sendo obrigatório o estudo do Estatuto e do Código de Éticae Disciplina (artigo 
9º, § 1º, do Estatuto da OAB).
Certo.
028. 028. (FGV/VI EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2012) Terêncio, após intensa atividade 
advocatícia, é acometido por mal de origem psiquiátrica, mas diagnosticado como passível 
de cura após tratamento prolongado. Não podendo exercer os atos da vida civil, apresenta 
requerimento à OAB. No concernente ao tema, à luz das normas aplicáveis, é correto afirmar 
que é caso de
a) cancelamento da inscrição como advogado.
b) impedimento ao exercício profissional, mantida a inscrição na OAB.
c) licença do exercício da atividade profissional.
d) penalidade de exclusão por doença.
O profissional advogado poderá licenciar-se: se assim o requerer, por motivo justificado, 
quando passar a exercer, em caráter temporário, atividade incompatível com o exercício da 
advocacia, ou quando sofrer doença mental considerada curável (artigo 12, do Estatuto 
da OAB).
a) Errada. São várias as possibilidades que ensejam o cancelamento da inscrição: quando o 
advogado requerer; quando sofrer penalidade de exclusão; quando falecer; quando passar 
a exercer, em caráter definitivo, atividade incompatível com a advocacia; quando perder 
qualquer um dos requisitos necessários para inscrição (artigo 11, do Estatuto da OAB). 
Desse modo, não se enquadra o caso trazido na questão, já que a doença é curável.
b) Errada. A doença não é caso de impedimento, sendo impedidos de exercer a advocacia 
(artigo 30, do Estatuto da OAB): os servidores da administração direta, indireta e fundacional, 
contra a Fazenda Pública que os remunere ou à qual seja vinculada a entidade empregadora, 
bem como os membros do Poder Legislativo, em seus diferentes níveis, contra ou a favor 
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das pessoas jurídicas de direito público, empresas públicas, sociedades de economia mista, 
fundações públicas, entidades paraestatais ou empresas concessionárias ou permissionárias 
de serviço público.
d) Errada. A doença não enseja a penalidade de exclusão, cabível nos casos de aplicação, 
por três vezes, de suspensão, e se cometidas as infrações de fazer falsa prova de qualquer 
dos requisitos para inscrição na OAB, tornar-se moralmente inidôneo para o exercício da 
advocacia e praticar crime infamante (artigo 38, do Estatuto da OAB).
Letra c.
029. 029. (FGV/VI EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2012) Caio, próspero comerciante, contrata, 
para prestação de serviços profissionais de advocacia, Mévio, que se apresenta como 
advogado. O cliente outorga a devida procuração com poderes gerais para o foro. Usando o 
referido instrumento, ocorre a propositura de ação judicial em face de Trácio. Na contestação, 
o advogado do réu alega vício na representação, uma vez que Mévio não possui registro na 
OAB, consoante certidão que apresenta nos autos judiciais. Diante de tal circunstância, é 
correto afirmar que
a) os atos praticados pelo suposto advogado não ofendem qualquer dispositivo legal.
b) verificada a ausência de inscrição profissional, deverá ser outorgado prazo para sua 
regularização.
c) os atos praticados por Mévio são nulos, pois foram praticados por pessoa não inscrita 
na OAB.
d) a declaração de nulidade dos atos processuais esgota o rol de atos sancionatórios.
O exercício da atividade de advocacia no território brasileiro e a denominação de advogado 
são privativos dos inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), conforme estabelece 
o artigo 3º do Estatuto da OAB. De acordo com o artigo 4º, são nulos os atos privativos de 
advogado praticados por pessoa não inscrita na OAB, sem prejuízo das sanções civis, 
penais e administrativas.
a) Errada. Os atos privativos de advogado praticados por pessoa não inscrita são nulos e 
ensejam sanções nas esferas civil, penal e administrativa (artigo 4º, do Estatuto da OAB).
b) Errada. A nulidade dos atos, nesse caso, será absoluta, ou seja, a nulidade não pode ser 
sanada e o ato não pode ser convalidado. Todavia, o Superior Tribunal de Justiça entendeu, 
no julgamento do Recurso Especial n. 449.627, que não será decretada a nulidade dos atos 
praticados por advogado afastado do exercício profissional, se foram ratificados por novo 
procurador constituído nos autos, bem como se a nulidade não prejudicar qualquer das 
partes (LOBO, 2017).
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d) Errada. O autor da prática de atos privativos de advogado não inscrito na OAB está sujeito 
a sanções na esfera civil, penal e administrativa (artigo 4º, do Estatuto da OAB).
Letra c.
030. 030. (FGV/V EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2011) Alcides, advogado de longa data, 
resolve realizar concurso para o Ministério Público, vindo a ser aprovado em primeiro lugar. 
Após os trâmites legais, é designada data para a sua posse, circunstância que acarreta seu 
requerimento para suspender sua inscrição nos quadros da OAB, o que vem a ser indeferido. 
No caso em comento, em relação a Alcides, configura-se situação de
a) cancelamento da inscrição por assunção de cargo incompatível.
b) suspensão da inscrição até a aposentadoria do membro do Ministério Público.
c) suspeição enquanto permanecer no cargo.
d) incompatibilidade, podendo atuar, como advogado, em determinadas situações.
De acordo com o artigo 28, inciso II, do Estatuto da OAB, a advocacia é incompatível com a 
atividade dos membros de órgãos do Poder Judiciário, do Ministério Público, dos tribunais 
e conselhos de contas, dos juizados especiais, da justiça de paz, juízes classistas, bem 
como de todos os que exerçam função de julgamento em órgãos de deliberação coletiva 
da administração pública direta e indireta. São várias as possibilidades que ensejam o 
cancelamento da inscrição: quando o advogado requerer; quando sofrer penalidade de 
exclusão; quando falecer; quando passar a exercer, em caráter definitivo, atividade 
incompatível com a advocacia; quando perder qualquer um dos requisitos necessários 
para inscrição (artigo 11, inciso IV, do Estatuto da OAB).
b) Errada. O exercício em caráter definitivo de atividade incompatível com a advocacia, 
como é o caso da questão, uma vez que Alcides irá tornar-se membro do Ministério Público 
(artigo 28, inciso II, do Estatuto da OAB), enseja o cancelamento da inscrição (artigo 11, 
inciso IV, do Estatuto da OAB).
c) Errada. O exercício em caráter definitivo de atividade incompatível com a advocacia enseja 
o cancelamento da inscrição (artigo 11, inciso IV, do Estatuto da OAB), e não suspeição, 
enquanto permanecer no cargo.
d) Errada. A posse de Alcides como membro do Ministério Público o impede completamente 
de exercer o ministério da advocacia (artigo 28, inciso II, do Estatuto da OAB).
Letra a.
031. 031. (FGV/IV EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2011) Semprônio reside no Estado W, onde 
mantém o seu escritório de advocacia, mas requer sua inscrição principal no Estado K, onde, 
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em alguns anos, pretende estabelecer domicílio. No concernente ao tema, à luz das normas 
estatutárias, é correto afirmar que
a) o advogado pode eleger qualquer seccional para inscrição principal ao seu arbítrio.
b) o Conselho Federal pode autorizar a inscrição principal fora da sede do escritório do 
advogado.
c) na dúvida entre domicílios, prevalece o da sede principal do exercício da advocacia.
d) a inscrição principal está subordinada ao domicílio profissional do advogado.
A inscrição principal do advogado deve ser feita no Conselho Seccional em cujo território 
ele pretende estabelecer o seu domicílio profissional. Como domicílio entende-se a 
sede principal de advocacia (artigo 10 do Estatuto da OAB). No caso, Semprônio pretende, 
em alguns anos, estabelecer domicílio no estado K, não alterando em nada sua atividade 
profissional, mas, sim, o domicílio da pessoa física do advogado. Portanto, a inscrição 
principal deve permanecer no estado W.
a) Errada. A inscrição principal está vinculada ao domicílio principal, não cabendo ao advogado 
eleger qualquer seccional para a inscrição principal.
b) Errada. A inscrição principal está vinculada ao domicílio principal. Não cabe ao Conselho 
Federal autorizar ou não a inscrição principal fora da sede do escritório do advogado.
c) Errada. De acordo com o § 1º, do artigo 10, do Estatuto da OAB, na dúvida acerca da sede 
principal, deverá prevalecer o domicílio da pessoa física do advogado.
Letra d.
032. 032. (FGV/I EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2010) Assinale a opção correta de acordo 
com as disposições do Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB.
a) O compromisso que o requerente à inscrição nos quadros da OAB deve fazer perante 
o conselho seccional, a diretoria ou o conselho da subseção é indelegável, haja vista sua 
natureza solene e personalíssima.
b) Toda vez que figurar como indiciado em inquérito policial, por qualquer espécie de 
infração, o advogado deve ser assistido por um representante da OAB, sem prejuízo da 
atuação de seu defensor.
c) É vedado ao requerente pleitear inscrição nos quadros da OAB sem ter, regularmente 
registrado, diploma de bacharel em Direito, não suprindo sua falta nenhum outro documento.
d) O estagiário inscrito na OAB pode praticar, isoladamente, todos os atos próprios de 
advogado, desde que sua inscrição esteja regular.
Prestar compromisso é ato solene no qual o futuro advogado se compromete a exercer com 
nobreza ministério da advocacia. O compromisso é personalíssimo e não pode ser delegado. 
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No ato, o advogado deverá proferir o seguinte compromisso (artigo 20 do Regulamento 
Geral da OAB):
Prometo exercer a advocacia com dignidade e independência, observar a ética, os deveres e 
prerrogativas profissionais e defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado Democrático, 
os direitos humanos, a justiça social, a boa aplicação das leis, a rápida administração da justiça 
e o aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas.
Ademais, o compromisso será prestado de pé e com a mão direita no peito esquerdo perante 
o Conselho Seccional, a Diretoria ou o Conselho da Subseção (artigo 20, do Regulamento 
Geral da OAB).
b) Errada. O tema da alternativa é estudado no Regulamento Geral da OAB, e o erro é a 
afirmação de que o advogado indiciado em inquérito policial, por qualquer espécie de in-
fração, será assistido por um representante da OAB. Na verdade, de acordo com o artigo 
16 do Regulamento Geral da OAB, o advogado contará com a assistência de representante 
da OAB nos inquéritos policiais ou nas ações penais em que figurar como indiciado, acusa-
do ou ofendido, sempre que o fato a ele imputado decorrer do exercício da profissão ou a 
este se vincular.
c) Errada. É possível a substituição do diploma pela certidão de graduação em Direito, uma 
vez que o futuro advogado não pode ser prejudicado pela instituição de ensino pela demora 
na emissão do diploma, sendo que já concluiu a graduação e resta pendente apenas a emissão 
do documento formal. A certidão, nesse caso, irá atestar que o aluno concluiu a graduação 
e é bacharel em Direito, estando apto a adentrar no mercado de trabalho (artigo 8º, inciso 
II, do Estatuto da OAB). De acordo com o artigo 23 do Regulamento Geral da OAB, na falta 
de diploma regularmente registrado, o requerente apresentará certidão de graduação em 
Direito, acompanhada de cópia autenticada do respectivo histórico escolar.
d) Errada. O estagiário de advocacia, se regularmente inscrito, poderá praticar os atos 
privativos de advogado em conjunto com advogado e sob responsabilidade deste, observado 
o regimento geral (artigo 3º, § 2º, do Estatuto da OAB).
Letra a.
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	Sumário
	Apresentação
	Inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil, Estágio Profissional
	1. Cancelamento da Inscrição
	2. Licenciamento
	3. Identidade Profissional
	4. Cadastro Nacional dos Advogados – CNA
	5. Cadastro Nacional das Sociedades De Advogados – CNSA
	6. Estágio Profissional
	6.1. Estágio em Regime de Teletrabalho
	Resumo
	Mapas Mentais
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentadoreside, a guarda de seus filhos; a consultoria jurídica prestada por profissional desprovido 
da necessária habilitação técnica pode submeter o seu cliente a sanções gravosas, ocasionando 
prejuízos capazes de fechar empresas. Por essas razões, existe justificativa plausível para a 
prévia verificação da qualificação profissional do bacharel em Direito para que possa exercer a 
advocacia. Sobreleva, in casu, interesse coletivo relevante na aferição da capacidade técnica do 
indivíduo que tenciona ingressar no exercício profissional das atividades privativas do advogado.
Para a inscrição como advogado é necessário, ainda, que o requerente não exerça 
atividade incompatível com a advocacia.
O Estatuto determina que a advocacia é incompatível, mesmo em causa própria, com 
as seguintes atividades:
EOAB
Art. 28. A advocacia é incompatível, mesmo em causa própria, com as seguintes atividades:
I – chefe do Poder Executivo e membros da Mesa do Poder Legislativo e seus substitutos legais;
II – membros de órgãos do Poder Judiciário, do Ministério Público, dos tribunais e conselhos 
de contas, dos juizados especiais, da justiça de paz, juízes classistas, bem como de todos 
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os que exerçam função de julgamento em órgãos de deliberação coletiva da administração 
pública direta e indireta;
III – ocupantes de cargos ou funções de direção em Órgãos da Administração Pública direta 
ou indireta, em suas fundações e em suas empresas controladas ou concessionárias de 
serviço público;
IV – ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a qualquer órgão 
do Poder Judiciário e os que exercem serviços notariais e de registro;
V – ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a atividade policial de 
qualquer natureza;
VI – militares de qualquer natureza, na ativa;
VII – ocupantes de cargos ou funções que tenham competência de lançamento, arrecadação 
ou fiscalização de tributos e contribuições parafiscais;
VIII – ocupantes de funções de direção e gerência em instituições financeiras, inclusive privadas.
§ 1º A incompatibilidade permanece mesmo que o ocupante do cargo ou função deixe de exercê-
lo temporariamente.
§ 2º Não se incluem nas hipóteses do inciso III os que não detenham poder de decisão relevante 
sobre interesses de terceiro, a juízo do conselho competente da OAB, bem como a administração 
acadêmica diretamente relacionada ao magistério jurídico.
§ 3º As causas de incompatibilidade previstas nas hipóteses dos incisos V e VI do caput deste 
artigo não se aplicam ao exercício da advocacia em causa própria, estritamente para fins de 
defesa e tutela de direitos pessoais, desde que mediante inscrição especial na OAB, vedada a 
participação em sociedade de advogados. (Incluído pela Lei n. 14.365, de 2022)
§ 4º A inscrição especial a que se refere o § 3º deste artigo deverá constar do documento profissional 
de registro na OAB e não isenta o profissional do pagamento da contribuição anual, de multas e 
de preços de serviços devidos à OAB, na forma por ela estabelecida, vedada cobrança em valor 
superior ao exigido para os demais membros inscritos. (Incluído pela Lei n. 14.365, de 2022)
Prezado(a), muito cuidado, os §§ 3º e 4º do artigo 28 do Estatuto, foram declarados 
inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADI 7227, ocorrido em 
março de 2023, uma vez que a incompatibilidade do exercício da advocacia, mesmo em causa 
própria, pelos integrantes das polícias e militares na ativa, objetiva obstar a ocorrência de 
conflitos de interesse, preservar a necessidade de exclusividade no desempenho das 
atividades policiais ou militares, ou da função de advogado, e manter o núcleo essencial 
do direito à liberdade de profissão, que não é inviabilizado em geral, mas restrito o exercício 
concomitante de duas profissões, assegurada, contudo, a liberdade de escolha entre elas.
 Obs.: Todas as hipóteses de impedimento serão estudadas mais detalhadamente nas nossas 
próximas aulas. Fique tranquilo: por ora, a leitura do dispositivo acima é suficiente.
A idoneidade moral é um conceito jurídico indeterminado, porém determinável após 
ser efetuada análise do caso concreto.
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A conduta incompatível com a advocacia, comprovadamente imputável ao requerente, 
impede a inscrição no quadro de advogados (artigo 20, §2º, do Regulamento Geral).
O dicionário Aurélio conceitua idoneidade como “característica de quem aparenta ser 
honesto; qualidade da pessoa apta a desempenhar funções, cargos ou trabalhos. Qualidade 
do que é idôneo, que convém de modo perfeito ou é adequado”.
Segundo Paulo Lobo (Comentários ao Estatuto da Advocacia e da OAB. São Paulo: 
Saraiva, 2017),
O sexto requisito é a idoneidade moral. É um conceito indeterminado (porém determinável), 
cujo conteúdo depende da mediação concretizadora do Conselho competente, em cada caso. Os 
parâmetros não são subjetivos, mas decorrem da aferição objetiva de standards valorativos 
que se captam na comunidade profissional, no tempo e no espaço, e que contam com o máximo 
de consenso na consciência jurídica.
De maneira geral, não são compatíveis com a idoneidade moral atitudes e comportamentos 
imputáveis ao interessado, que contaminarão necessariamente sua atividade profissional, 
em desprestígio da advocacia.
A inscrição no quadro de advogados da OAB é condicionada à consulta, pelo Conselho 
Seccional onde tramita o pedido de registro, ao banco de dados nacional de inidoneidade 
moral, o qual é alimentado por todas as Seccionais e pelo Conselho Federal, nos termos do 
artigo 20, § 3º, do Regulamento Geral.
O Pleno do Conselho Federal da OAB editou as súmulas n. 06/2018, n. 9/2019, n. 10/2019 
e n. 11/2019, referentes à idoneidade, com os seguintes enunciados:
JURISPRUDÊNCIA
SÚMULA N. 06/2018/COP – INSCRIÇÃO. IDONEIDADE.
Nos processos de inscrição, o Conselho competente poderá suscitar incidente de 
apuração de idoneidade, quando se tratar de pessoa que de forma grave ou reiterada 
tenha ofendido as prerrogativas da advocacia, assegurando-se o contraditório e a 
ampla defesa (DOU, Seção 1, 07.06.2018, p. 129).
SÚMULA N. 09/2019/COP – INIDONEIDADE MORAL. VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER. 
ANÁLISE DO CONSELHO SECCIONAL DA OAB. Requisitos para a inscrição nos quadros 
da Ordem dos Advogados do Brasil. Inidoneidade moral. A prática de violência contra a 
mulher, assim definida na “Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a 
Violência contra a Mulher – ‘Convenção de Belém do Pará’ (1994)”, constitui fator apto 
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a demonstrar a ausência de idoneidade moral para a inscrição de bacharel em Direito 
nos quadros da OAB, independente da instância criminal, assegurado aoConselho 
Seccional a análise de cada caso concreto (DEOAB, 21/03/2019, p. 3).
SÚMULA N. 10/2019/COP – INIDONEIDADE MORAL. VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E 
ADOLESCENTES, IDOSOS E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA OU MENTAL. ANÁLISE 
DO CONSELHO SECCIONAL DA OAB. Requisitos para a inscrição nos quadros da Ordem 
dos Advogados do Brasil. Inidoneidade moral. A prática de violência contra crianças e 
adolescentes, idosos e pessoas com deficiência física ou mental constitui fator apto a 
demonstrar a ausência de idoneidade moral para a inscrição de bacharel em Direito 
nos quadros da OAB, independente da instância criminal, assegurado ao Conselho 
Seccional a análise de cada caso concreto (DEOAB, 21/03/2019, pp. 3/4).
SÚMULA N. 11/2019/COP – INIDONEIDADE MORAL. VIOLÊNCIA CONTRA PESSOA 
LGBTI+. ANÁLISE DO CONSELHO SECCIONAL DA OAB. Requisitos para a inscrição nos 
quadros da Ordem dos Advogados do Brasil. Inidoneidade moral. A prática de violência 
contra pessoas LGBTI+, em razão da Orientação Sexual, Identidade de Gênero e 
Expressão de Gênero, constitui fator apto a demonstrar a ausência de idoneidade 
moral para inscrição de bacharel em Direito nos quadros da OAB, independente da 
instância criminal, assegurado ao Conselho Seccional a análise do cada caso concreto 
(DEOAB, 12.06.2019, p.1).
O Estatuto determina que a inidoneidade moral poderá ser suscitada por qualquer 
pessoa, e deve ser declarada mediante decisão que obtenha no mínimo 2/3 (dois terços) 
dos votos de todos os membros do conselho competente, em procedimento que observe 
os termos do processo disciplinar (§ 3º, artigo 8º, do EOAB).
Ademais, há presunção legal de inidoneidade quando ocorrer a condenação por crime 
infamante, salvo reabilitação judicial (§ 4º), conforme destaca Lobo (Comentários ao 
Estatuto da Advocacia e da OAB. São Paulo: Saraiva, 2017):
Há uma hipótese taxativa de inidoneidade moral, dada sua gravidade, contida no § 4º do art. 8º 
e que merece destaque: a do crime infamante. Não é qualquer crime, mas aquele, entre os tipos 
penais, que provoca o forte repúdio ético da comunidade geral e profissional, acarretando 
desonra para seu autor, e que pode gerar desprestígio para a advocacia se for admitido seu 
autor a exercê-la. Infamante é conceito indeterminado, de delimitação difícil, devendo ser 
concretizado caso a caso pelo Conselho Seccional.
(...)
A extinção da punibilidade da prescrição punitiva não afasta a existência do fato tipificado 
como crime, notadamente se infamante. É infamante e atentatório à dignidade da advocacia 
o crime de estelionato e de falsificação documental, impedindo a inscrição do interessado nos 
quadros da OAB.
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Suscitada por qualquer pessoa 
Decisão de no mínimo 2/3 dos votos de todos 
os membros do conselho competente 
Observado o processo disciplinar 
INIDONEIDADE MORAL 
 Obs.: Podemos extrair do Estatuto que a idoneidade moral é avaliada constantemente, 
não sendo apenas um requisito para a inscrição nos quadros da OAB, uma vez que 
constitui infração disciplinar tornar-se moralmente inidôneo para o exercício da 
advocacia, bem como praticar crime infamante (artigo 34, incisos XXVII e XXVIII, do 
EOAB), o que enseja a exclusão do advogado dos quadros da OAB (artigo 38, inciso 
II, do EOAB).Ademais, como no Brasil não são admitidas penas de caráter perpétuo, 
conforme determina a Carta Magna (artigo 5º, inciso XLVII, alínea “b”, a inscrição 
poderá ser requerida novamente se houver reabilitação judicial.
Sobre o assunto, Lobo (Comentários ao Estatuto da Advocacia e da OAB. São Paulo: 
Saraiva, 2017) acrescenta:
De qualquer forma, após reabilitação regularmente deferida, está desimpedido para nova 
inscrição, porque no sistema jurídico brasileiro inexiste consequência perpétua da pena. Em 
simetria com a situação do que teve a inscrição cancelada por investir-se em cargo incompatível 
com a advocacia, por aplicação analógica do § 2º do art. 11 da Lei n. 8.906/94, o reabilitado não 
necessita submeter-se ao Exame de Ordem, nem juntar comprovação de título de eleitor 
e de quitação com o serviço militar quando pedir nova inscrição, pois seus documentos da 
inscrição anterior permanecem com o Conselho Seccional, que tem o dever perpétuo de custódia.
Por fim, o último requisito para efetivar a inscrição como advogado é o ato solene de 
prestar compromisso perante o Conselho, no qual o futuro advogado compromete-se a 
exercer com nobreza ministério da advocacia.
O requerente à inscrição principal presta o seguinte compromisso, de pé e com a mão 
direita no peito esquerdo, perante o Conselho Seccional, a Diretoria ou o Conselho da 
Subseção (artigo 20, do Regulamento Geral da OAB):
Prometo exercer a advocacia com dignidade e independência, observar a ética, os deveres e 
prerrogativas profissionais e defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado Democrático, 
os direitos humanos, a justiça social, a boa aplicação das leis, a rápida administração da justiça 
e o aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas.
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O compromisso é indelegável em razão de sua natureza solene e personalíssima (artigo 20, 
§1º, do Regulamento Geral).
CAPACIDADE CIVIL 
PARA INSCRIÇÃO COMO ADVOGADO É NECESSÁRIO: 
DIPLOMA OU CERTIDÃO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO – INSTITUIÇÃO 
OFICIALMENTE AUTORIZADA E CREDENCIADA 
TÍTULO DE ELEITOR E QUITAÇÃO DO SERVIÇO MILITAR, SE BRASILEIRO 
APROVAÇÃO EM EXAME DE ORDEM 
NÃO EXERCER ATIVIDADE INCOMPATÍVEL COM A ADVOCACIA 
IDONEIDADE MORAL 
PRESTAR COMPROMISSO PERANTE O CONSELHO 
PROVA DO TÍTULO DE GRADUAÇÃO, 
QUE SERÁ REVALIDADO 
ALÉM DO CUMPRIMENTO DOS 
DEMAIS REQUISITOS 
ESTRANGEIRO/ BRASILEIRO 
NÃO GRADUADO EM DIREITO 
NO BRASIL 
Os requisitos vistos acima não precisam ser preenchidos quando o candidato se inscreve 
para realizar o Exame da Ordem, mas, sim, quando solicita a inscrição definitiva perante os 
quadros da OAB; ou seja, após a aprovação no exame.
O Superior Tribunal de Justiça já decidiu nesse sentido, fazendo referência à sumula da 
Corte n. 266, referente aos concursos públicos, vejamos:
JURISPRUDÊNCIA
ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL. CONSELHO PROFISSIONAL. EXAME DA ORDEM 
DOS ADVOGADOS DO BRASIL. COMPROVAÇÃO DOS REQUISITOS PARA INSCRIÇÃO NO 
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CERTAME. IMPOSSIBILIDADE. ART. 8º DA LEI N. 8.906/94 APLICAÇÃO ANALÓGICA DA 
SÚMULA N. 266 DESTA CORTE SUPERIOR.
1. Não se pode exigir que o preenchimento dos requisitos elencados no art. 8º da Lei 
n. 8.906/94 se dê no momento das inscrições em quaisquer das fases do certame. Tal 
exigência só pode ser feita por conta da inscrição final nos quadros do conselho 
profissional. Incidência, com adaptações, da Súmula n. 266 desta Corte (REsp 984.193/
SC, SegundaTurma, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, DJe 12.9.2008). 2. A literalidade 
do art. 8º, inc. II, da Lei n. 8.906/94 preconiza que o diploma ou certidão de graduação 
em direito será cobrado na oportunidade de inscrição como advogado. 3. Não se 
pode exigir que o preenchimento dos requisitos elencados no art. 8º da Lei n. 8.906/94 
sejam comprovados desde o momento em que o candidato se inscreve para o exame 
admissional. 4. Tal exigência presente no certame importa violação da legislação federal 
acima transcrita, e não mera norma infralegal – como quer a parte interessada no agravo. 
5. Agravo regimental não provido. (AgRg no REsp 1099464/RS, Rel. Ministro MAURO 
CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 23/03/2010, DJe 12/04/2010).
SÚMULA 266
O diploma ou habilitação legal para o exercício do cargo deve ser exigido na posse e 
não na inscrição para o concurso público. (Súmula 266, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 
22/05/2002, DJ 29/05/2002 p. 135).
O advogado pode requerer o registro nos seus assentamentos de fatos comprovados 
de sua atividade profissional ou cultural ou a ela relacionados e de serviços prestados à 
classe, à OAB e ao País (artigo 21, do Regulamento Geral).
A inscrição principal do advogado deve ser feita no Conselho Seccional em cujo território 
o advogado pretende estabelecer o seu domicílio profissional, entendendo-se como 
domicílio a sede principal de advocacia. Em caso de dúvida, prevalece o domicílio da pessoa 
física do advogado (artigo 10, do EOAB).
A atuação do advogado não fica restrita ao território de seu domicílio profissional, já que 
pode atuar em outros territórios, exigindo-se apenas a realização de inscrição suplementar 
nos Conselhos Seccionais quando a intervenção judicial exceder de 5 (cinco) causas por 
ano (artigo 10, § 2º, do EOAB).
Dessa forma, o advogado fica dispensado de comunicar o exercício eventual da profissão, 
até o total de cinco causas por ano, acima do qual obriga-se à inscrição suplementar, nos 
termos do artigo 26, do Regulamento Geral do Estatuto da OAB.
Além disso, é importante considerar que o artigo 15, § 5º, do EOAB autoriza a criação de 
filiais e a atuação dos advogados em áreas de outro Conselho Seccional, sendo que o ato de 
constituição de filial deve ser averbado no registro da sociedade e arquivado no Conselho 
Seccional onde se instalar, ficando os sócios, inclusive o titular da sociedade unipessoal 
de advocacia, obrigados à inscrição suplementar.
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SUPLEMENTAR 
Intervenção judicial em + de 
5 causas por ano 
INSCRIÇÃO 
PRINCIPAL 
Domicílio profissional 
Por outro lado, no caso de mudança efetiva de domicílio profissional para outra unidade 
federativa, o advogado deve requerer a transferência de sua inscrição para o Conselho 
Seccional correspondente, sendo que o Conselho Seccional deve suspender o pedido de 
transferência ou de inscrição suplementar ao verificar a existência de vício ou ilegalidade 
na inscrição principal, contra ela representando ao Conselho Federal (artigo 10, §§ 3º e 
4º, do EOAB).
 Obs.: Os pedidos de transferência de inscrição de advogados são regulados em Provimento 
do Conselho Federal (artigo 25, do Regulamento Geral).
1. cANceLAMeNtO dA INscRIÇÃO1. cANceLAMeNtO dA INscRIÇÃO
São várias as possibilidades que ensejam o cancelamento da inscrição. De acordo com 
o artigo 11, do EOAB, cancela-se a inscrição do profissional quando:
• o advogado requerer;
• sofrer penalidade de exclusão;
• falecer;
• passar a exercer, em caráter definitivo, atividade incompatível com a advocacia;
• perder qualquer um dos requisitos necessários para inscrição.
Destaco que o cancelamento será promovido de ofício em caso de aplicação de pena-
lidade de exclusão, falecimento ou com o desempenho de atividade incompatível (artigo 11, 
§ 1º, do EOAB).
Apesar do cancelamento, poderá ser feito novo pedido de inscrição, que não restaura o 
número de inscrição anterior. Ao interessado cabe a prova dos requisitos da capacidade civil 
(artigo 8º, inciso I), do não desempenho de atividade incompatível (inciso V), de idoneidade 
moral (inciso VI), além de prestar novamente compromisso perante o Conselho (inciso VII) 
(artigo 11, § 2º, do EOAB).
 Obs.: Caso o cancelamento ocorra em razão de exclusão, o novo pedido de inscrição também 
deve ser acompanhado de provas de reabilitação judicial (11, § 3º, do EOAB).
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Requerimento do advogado 
Penalidade de exclusão 
Falecimento 
Exercício, em definitivo, de atividade incompatível 
Perda de qualquer requisito necessário para inscrição 
NOVO PEDIDO DE 
INSCRIÇÃO NÃO 
RESTAURA O N. DE 
INSCRIÇÃO ANTERIOR 
CANCELAMENTO 
DA INSCRIÇÃO 
2. LIceNcIAMeNtO2. LIceNcIAMeNtO
Nos termos do artigo 12, do EOAB, licencia-se o profissional que:
• assim o requerer, por motivo justificado;
• passar a exercer, em caráter temporário, atividade incompatível com o exercício 
da advocacia;
• sofrer doença mental considerada curável.
Durante o período em que o advogado estiver licenciado, ficará desobrigado do 
pagamento das anuidades, se assim expressamente requerer, conforme entendimento 
pacificado do Conselho Federal da OAB:
JURISPRUDÊNCIA
SÚMULA N. 03/2012/COP – ADVOGADO. OAB. PAGAMENTO DE ANUIDADES. OBRIGA-
TORIEDADE. SUSPENSÃO. LICENÇA.
I – É obrigatório o pagamento de anuidades pelo advogado suspenso temporariamente 
de suas atividades profissionais. II – O advogado regularmente licenciado do exercício 
profissional não está sujeito ao pagamento das anuidades, sendo, contudo, obrigatória 
sua manifestação expressa de opção nesse sentido, presumindo-se, com a ausência de 
requerimento correspondente, que pretende fazer jus aos benefícios proporcionados 
pela OAB, com a manutenção da obrigatoriedade do respectivo recolhimento (DOU, 
Seção 1, 9.10.2012, p. 124).
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Requerimento, por 
motivo justificado, do 
advogado 
Sofrer doença 
mental curável 
Exercício, temporário, de 
atividade incompatível 
LICENCIAMENTO 
3. IdeNtIdAde PROFIssIONAL3. IdeNtIdAde PROFIssIONAL
O documento de identidade profissional é de uso obrigatório no exercício da atividade 
de advogado ou de estagiário, e constitui prova de identidade civil para todos os fins 
legais (artigo 13, do EOAB).
De acordo com o artigo 32, do Regulamento Geral do Estatuto da OAB, são documentos 
de identidade profissional, de uso obrigatório para o exercício das atividades profissionais: 
a carteira e o cartão emitidos pela OAB aos advogados e as advogadas, os quais podem ser 
emitidos de forma digital, sendo que o uso do cartão dispensa o da carteira.
Aos estagiários inscritos fica obrigatória a emissão de cartão de identidade, sendo que a 
expedição de carteira somente ocorrerá em caso de requerimentoespecífico com o paga-
mento de taxa estabelecida pela Seccional a qual estiver o estagiário vinculado (artigo 32, 
§2º, do Regulamento Geral).
Em todos os documentos assinados pelo advogado no exercício de sua atividade é 
obrigatória a indicação do nome e do número de inscrição, sendo vedado anunciar ou 
divulgar qualquer atividade relacionada com o exercício da advocacia, ou o uso da expressão 
escritório de advocacia, sem indicação expressa do nome e do número de inscrição dos 
advogados que o integrem ou o número de registro da sociedade de advogados na OAB 
(artigo 14, do EOAB).
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001. 001. (FGV/OAB/42º EXAME DA ORDEM UNIFICADO-PRIMEIRA FASE/2024) Rita, advogada 
regularmente inscrita na OAB, compareceu ao Detran para providenciar a transferência de 
um veículo que acabara de adquirir.
Instada a apresentar seu documento de identificação civil, Rita apresentou sua carteira da 
OAB, a qual não foi aceita pelo funcionário da repartição, que afirmou ser imprescindível 
a apresentação da Carteira de identidade (Registro Geral) ou da Carteira Nacional de 
Habilitação (CNH).
Com base no enunciado, a recusa do documento emitido pela OAB foi
a) ilegítima, uma vez que o documento emitido pela OAB constitui prova de identidade civil 
para todos os fins legais.
b) correta, pois, à míngua de previsão legal, não poderia o funcionário do Detran admitir a 
carteira da OAB como documento de identificação civil.
c) inválida, pois, embora não haja expressa previsão legal, a carteira da OAB tem sido admitida 
como documento válido de identificação civil pela prática consuetudinária.
d) inadequada, porém não ilegal, uma vez que os documentos de identidade profissional do 
advogado estão previstos somente no Regulamento Geral da Advocacia, não sendo exigível 
que o funcionário do Detran conheça as normas internas da OAB.
O documento de identidade profissional é de uso obrigatório no exercício da atividade de 
advogado ou de estagiário, e constitui prova de identidade civil para todos os fins legais 
(artigo 13, do EOAB).
Letra a.
O Regulamento Geral do Estatuto da OAB estabelece alguns critérios de padronização 
da carteira de identidade do advogado e do cartão:
• CARTEIRA DE IDENTIDADE do advogado, relativa à inscrição originária: tem as 
dimensões de 7,00 (sete) x 11,00 (onze) centímetros e observa os seguintes critérios 
(artigo 33, do Regulamento Geral):
I – a capa, em fundo vermelho, contém as armas da República e as expressões “Ordem dos 
Advogados do Brasil” e “Carteira de Identidade de Advogado”;
II – a primeira página repete o conteúdo da capa, acrescentado da expressão “Conselho Seccional 
de (...)” e do inteiro teor do art. 13 do Estatuto;
III – a segunda página destina-se aos dados de identificação do advogado, na seguinte ordem: 
número da inscrição, nome, nome social, filiação, naturalidade, data do nascimento, nacionalidade, 
data da colação de grau, data do compromisso e data da expedição, e à assinatura do Presidente 
do Conselho Seccional;
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IV – a terceira página é dividida para os espaços de uma foto 3 (três) x 4 (quatro) centímetros, 
da impressão digital e da assinatura do portador;
V – as demais páginas, em branco e numeradas, destinam-se ao reconhecimento de firma dos 
signatários e às anotações da OAB, firmadas pelo Secretário-Geral ou Adjunto, incluindo as 
incompatibilidades e os impedimentos, o exercício de mandatos, as designações para comissões, 
as funções na OAB, os serviços relevantes à profissão e os dados da inscrição suplementar, pelo 
Conselho que a deferir;
VI – a última página destina-se à transcrição do art. 7º do Estatuto.
 Obs.: É conveniente frisar que os dados de identificação do advogado são os seguintes: 
número da inscrição, nome, nome social, filiação, naturalidade, data do nascimento, 
nacionalidade, data da colação de grau, data do compromisso e data da expedição, 
e à assinatura do Presidente do Conselho Seccional.
O NOME SOCIAL é a designação pela qual a pessoa travesti ou transexual se identifica 
e é socialmente reconhecida e será inserido na identificação do advogado mediante 
requerimento (artigo 33, parágrafo único, do Regulamento Geral).
• CARTÃO DE IDENTIDADE: tem o mesmo modelo e conteúdo do cartão de identificação 
pessoal (registro geral), com as seguintes adaptações, segundo o modelo aprovado 
pela Diretoria do Conselho Federal:
I – o fundo é de cor branca e a impressão dos caracteres e armas da República, de cor vermelha;
II – o anverso contém os seguintes dados, nesta sequência: Ordem dos Advogados do Brasil, 
Conselho Seccional de (...), Identidade de Advogado (em destaque), n. da inscrição, nome, nome 
social, filiação, naturalidade, data do nascimento e data da expedição, e a assinatura do Presidente, 
podendo ser acrescentados os dados de identificação de registro geral, de CPF, eleitoral e outros;
III – o verso destina-se à fotografia, observações e assinatura do portador.
 Obs.: No caso de inscrição suplementar o cartão é específico, indicando-se: “N. da 
Inscrição Suplementar:” (em negrito ou sublinhado).
Os Conselhos Federal e Seccionais podem emitir cartão de identidade para os seus 
membros e para os membros das Subseções, acrescentando, abaixo do termo “Identidade 
de Advogado”, sua qualificação de conselheiro ou dirigente da OAB e, no verso, o prazo de 
validade, coincidente com o mandato.
O suporte material do cartão de identidade é resistente, devendo conter dispositivo 
para armazenamento de certificado digital.
Além do mais, destaco que o cartão de identidade profissional DIGITAL dos advogados 
e estagiários, constituindo versão eletrônica de identidade para todos os fins legais (artigo 
13 da Lei n. 8.906/1994 – EAOAB), submete-se à disciplina prevista no Regulamento Geral.
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4. cAdAstRO N4. cAdAstRO NACIONAL DOS ADVOGADOS – CNAACIONAL DOS ADVOGADOS – CNA
O artigo 24, do Regulamento Geral estabelece a incumbência aos Conselhos Seccionais da 
OAB de alimentar, automaticamente, por via eletrônica, o Cadastro Nacional dos Advogados 
– CNA, mantendo as informações correspondentes constantemente atualizadas.
§ 1º O CNA deve conter o nome completo de cada advogado, o nome social, o número da inscrição, 
o Conselho Seccional e a Subseção a que está vinculado, o número de inscrição no CPF, a filiação, 
o sexo, a data de inscrição na OAB e sua modalidade, a existência de penalidades eventualmente 
aplicadas, estas em campo reservado, a fotografia, o endereço completo e o número de telefone 
profissional, o endereço do correio eletrônico e o nome da sociedade de advogados de que 
eventualmente faça parte, ou esteja associado, e, opcionalmente, o nome profissional, a existência 
de deficiênciade que seja portador, opção para doação de órgãos, Registro Geral, data e órgão 
emissor, número do título de eleitor, zona, seção, UF eleitoral, certificado militar e passaporte.
§ 2º No cadastro são incluídas, igualmente, informações sobre o cancelamento das inscrições.
§ 3º O Conselho Seccional em que o advogado mantenha inscrição suplementar deverá registrar 
a punição disciplinar imposta por outra Seccional, no CNA, em até 24 (vinte e quatro) horas, 
a contar da comunicação de que trata o art. 70, § 2º, do EAOAB.
5. cAdAstRO NAcIONAL dAs sOcIedAdes 5. cAdAstRO NAcIONAL dAs sOcIedAdes 
DE ADVOGADOS – CNSADE ADVOGADOS – CNSA
De igual modo, aos Conselhos Seccionais da OAB incumbe alimentar, automaticamente 
e em tempo real, por via eletrônica, o Cadastro Nacional das Sociedades de Advogados 
– CNSA, mantendo as informações correspondentes constantemente atualizadas, quais 
sejam (artigo 24-A do Regulamento Geral):
§ 1º O CNSA deve conter a razão social, o número de registro perante a seccional, a data do pedido 
de registro e a do efetivo registro, o prazo de duração, o endereço completo, inclusive telefone 
e correio eletrônico, nome, nome social e qualificação de todos os sócios e as modificações 
ocorridas em seu quadro social.
§ 2º Mantendo a sociedade filiais, os dados destas, bem como os números de inscrição suplementar 
de seus sócios, após averbados no Conselho Seccional no qual se localiza o escritório sede, serão 
averbados no CNSA.
§ 3º São igualmente averbados no CNSA os ajustes de associação ou de colaboração.
§ 4º São proibidas razões sociais iguais ou semelhantes, prevalecendo a razão social da 
sociedade com inscrição mais antiga.
§ 5º Constatando-se semelhança ou identidade de razões sociais, o Conselho Federal da OAB 
solicitará, de ofício, a alteração da razão social mais recente, caso a sociedade com registro 
mais recente não requeira a alteração da sua razão social, acrescentando ou excluindo dados 
que a distinga da sociedade precedentemente registrada.
§ 6º Verificado conflito de interesses envolvendo sociedades em razão de identidade ou 
semelhança de razões sociais, em Estados diversos, a questão será apreciada pelo Conselho 
Federal da OAB, garantindo-se o devido processo legal.
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6. estÁGIO PROFIssIONAL6. estÁGIO PROFIssIONAL
Do mesmo modo como é exigida a inscrição do profissional nos quadros da OAB para 
que exerça a atividade da advocacia e seja denominado advogado, é exigida a inscrição do 
estagiário de advocacia.
Relembro que o estagiário de advocacia, se regularmente inscrito, poderá praticar os 
atos privativos de advogado em conjunto com advogado e sob responsabilidade deste, 
observado o regimento geral (artigo 3º, § 2º, do EOAB).
 Obs.: São atividades privativas de advocacia (artigo 1º, do EOAB): a postulação a órgão do 
Poder Judiciário e aos juizados especiais; as atividades de consultoria, assessoria e 
direção jurídicas, bem como a vistoria de atos e contratos constitutivos de pessoas 
jurídicas, sob pena de nulidade.
Segundo o artigo 29, do Regulamento Geral do Estatuto da OAB, os atos de advocacia, 
previstos no artigo 1º, do Estatuto, podem ser subscritos por estagiário inscrito na OAB, 
em conjunto com o advogado ou o defensor público.
De outra parte, o estagiário inscrito na OAB pode praticar isoladamente os seguintes 
atos, sob a responsabilidade do advogado (artigo 29, §1º, do Regulamento Geral):
• retirar e devolver autos em cartório, assinando a respectiva carga;
• obter junto aos escrivães e chefes de secretarias certidões de peças ou autos de 
processos em curso ou findos;
• assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais ou administrativos.
Além do mais, para o exercício de atos extrajudiciais, o estagiário pode comparecer 
isoladamente, quando receber autorização ou substabelecimento do advogado (artigo 
29, § 2º, do Regulamento Geral).
Retirar e devolver autos em cartório, 
assinando a respectiva carga 
Obter junto aos escrivães e chefes de 
secretarias certidões de peças ou autos de 
processos em curso ou findos 
Assinar petições de juntada de documentos a 
processos judiciais ou administrativos 
ESTAGIÁRIO 
INSCRITO 
PRATICAR 
ISOLADAMENTE 
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De acordo com o artigo 9º, § 1º, do EOAB, o estágio profissional de advocacia, com 
duração de 2 (dois) anos, realizado nos últimos anos do curso jurídico, pode ser mantido 
pelas respectivas instituições de ensino superior, pelos Conselhos da OAB, ou por setores, 
órgãos jurídicos e escritórios de advocacia credenciados pela OAB, sendo obrigatório o 
estudo do Estatuto e do Código de Ética e Disciplina.
De acordo com o artigo 27, do Regulamento do Estatuto da OAB, o estágio profissional 
de advocacia, inclusive para graduados, é requisito necessário à inscrição no quadro de 
estagiários da OAB e meio adequado de aprendizagem prática.
§ 1º O estágio profissional de advocacia pode ser oferecido pela instituição de ensino superior 
autorizada e credenciada, em convênio com a OAB, complementando-se a carga horária do estágio 
curricular supervisionado com atividades práticas típicas de advogado e de estudo do Estatuto e 
do Código de Ética e Disciplina, observado o tempo conjunto mínimo de 300 (trezentas) horas, 
distribuído em dois ou mais anos.
§ 2º A complementação da carga horária, no total estabelecido no convênio, pode ser efetivada 
na forma de atividades jurídicas no núcleo de prática jurídica da instituição de ensino, na 
Defensoria Pública, em escritórios de advocacia ou em setores jurídicos públicos ou privados, 
credenciados e fiscalizados pela OAB.
§ 3º As atividades de estágio ministrado por instituição de ensino, para fins de convênio com 
a OAB, são exclusivamente práticas, incluindo a redação de atos processuais e profissionais, 
as rotinas processuais, a assistência e a atuação em audiências e sessões, as visitas a órgãos 
judiciários, a prestação de serviços jurídicos e as técnicas de negociação coletiva, de arbitragem 
e de conciliação.
 Obs.: O estágio realizado na Defensoria Pública da União, do Distrito Federal ou dos Estados, 
na forma do artigo 145 da Lei Complementar n. 80/1994, é considerado válido para 
fins de inscrição no quadro de estagiários da OAB (artigo 28, do Regulamento Geral).
O estágio profissional de advocacia realizado integralmente fora da instituição de 
ensino compreende as atividades fixadas em convênio entre o escritório de advocacia ou 
entidade que receba o estagiário e a OAB, nos termos do artigo 30, do Regulamento Geral.
A INSCRIÇÃO do estagiário é feita no Conselho Seccional em cujo território se localize 
seu curso jurídico, sendo necessário, para a inscrição, o preenchimento dos seguintes 
requisitos (artigo 9º, do EOAB):
I – capacidade civil;
II – título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro;
III – não exercer atividade incompatível com a advocacia;
IV – idoneidade moral;
VII – prestar compromisso perante o Conselho;
VIII – ter sido admitido em estágio profissional de advocacia.
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Caso o aluno de curso jurídico exerça atividade incompatível com a advocacia, pode 
frequentar o estágio ministrado pela respectiva instituição de ensino superior, para fins 
de aprendizagem, vedada a inscrição na OAB (artigo 9º, § 3º, do EOAB).
O estágio profissional poderá ser cumprido por bacharel em Direito que queira se 
inscrever na Ordem (artigo 9º, § 4º, do EOAB).
CAPACIDADE CIVIL 
PARA INSCRIÇÃO COMO ESTAGIÁRIO É NECESSÁRIO: 
TÍTULO DE ELEITOR E QUITAÇÃO DO SERVIÇO MILITAR, SE BRASILEIRO 
NÃO EXERCER ATIVIDADE INCOMPATÍVEL COM A ADVOCACIA 
IDONEIDADE MORAL 
PRESTAR COMPROMISSO PERANTE O CONSELHO 
TER SIDO ADMITIDO EM ESTÁGIO PROFISSIONAL DE ADVOCACIA 
Vimos anteriormente que é obrigatória a emissão de cartão de identidade aos estagiários 
inscritos, sendo que a expedição de carteira somente ocorrerá em caso de requerimento 
específico com o pagamento de taxa estabelecida pela Seccional a qual estiver o estagiário 
vinculado (artigo 32, §2º, do Regulamento Geral).
Pois bem.
De acordo com o artigo 35, do Regulamento Geral do Estatuto da OAB, o cartão de 
identidade do estagiário tem o mesmo modelo e conteúdo do cartão de identidade do 
advogado, com a indicação de “Identidade de Estagiário”, em destaque, e do prazo de 
validade, que não pode ultrapassar 3 (três) anos nem ser prorrogado.
 Obs.: O cartão de identidade do estagiário perde sua validade imediatamente após a 
prestação do compromisso como advogado.
Cada Conselho Seccional mantém uma Comissão de Estágio e Exame de Ordem, a quem 
incumbe coordenar, fiscalizar e executar as atividades decorrentes do estágio profissional 
da advocacia, que pode instituir subcomissões nas Subseções, nos termos do artigo 31 do 
Regulamento Geral.
Compete ao Presidente do Conselho Seccional designar a Comissão, que pode ser 
composta por advogados não integrantes do Conselho.
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Os convênios de estágio profissional e suas alterações, firmados pelo Presidente do 
Conselho ou da Subseção, quando esta receber delegação de competência, são previamente 
elaborados pela Comissão, que tem poderes para negociá-los com as instituições interessadas.
6.1. estÁ6.1. estÁGIO eM ReGIMe de teLetRABALHOGIO eM ReGIMe de teLetRABALHO
A Lei n. 14.365, de 02 de junho de 2022 trouxe a possibilidade de realização do estágio 
profissional no regime de teletrabalho ou de trabalho a distância em sistema remoto ou não, 
por qualquer meio telemático, sem configurar vínculo de emprego a adoção de qualquer 
uma dessas modalidades em caso de pandemia ou em outras situações excepcionais que 
impossibilitem as atividades presenciais, declaradas pelo poder público, vejamos:
EOAB
Art. 9º, § 5º Em caso de pandemia ou em outras situações excepcionais que impossibilitem as 
atividades presenciais, declaradas pelo poder público, o estágio profissional poderá ser realizado 
no regime de teletrabalho ou de trabalho a distância em sistema remoto ou não, por qualquer meio 
telemático, sem configurar vínculo de emprego a adoção de qualquer uma dessas modalidades. 
(Incluído pela Lei n. 14.365, de 2022)
§ 6º Se houver concessão, pela parte contratante ou conveniada, de equipamentos, sistemas 
e materiais ou reembolso de despesas de infraestrutura ou instalação, todos destinados a 
viabilizar a realização da atividade de estágio prevista no § 5º deste artigo, essa informação 
deverá constar, expressamente, do convênio de estágio e do termo de estágio. (Incluído pela 
Lei n. 14.365, de 2022)
Atente-se ao fato de que a concessão de equipamentos, sistemas e materiais ou 
reembolso de despesas de infraestrutura ou instalação, destinados a viabilizar a realização 
da atividade de estágio no regime de teletrabalho, deverá constar, expressamente, do 
convênio de estágio e do termo de estágio.
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RESUMORESUMO
• O exercício da atividade de advocacia no território brasileiro e a denominação de 
advogado são privativos dos inscritos na OAB.
• O Estatuto de Advocacia da Ordem dos Advogados do Brasil estabelece o preenchimento 
dos seguintes requisitos para inscrição nos quadros da OAB:
− capacidade civil;
− diploma ou certidão de graduação em direito, obtido em instituição de ensino 
oficialmente autorizada e credenciada;
− título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro;
− aprovação em Exame de Ordem;
− não exercer atividade incompatível com a advocacia;
− idoneidade moral;
− prestar compromisso perante o conselho.
 ◦ Na falta de diploma regularmente registrado, o requerente apresentará certi-
dão de graduação em Direito, acompanhada de cópia autenticada do respectivo 
histórico escolar. Ademais, a lei exige que a instituição de ensino seja autorizada 
e credenciada.
 ◦ Faço uma ressalva quanto ao estrangeiro ou ao brasileiro não graduado em 
Direito no Brasil que deve fazer prova do título de graduação obtido na insti-
tuição estrangeira, o qual será devidamente revalidado, além de demonstrar o 
cumprimento dos demais requisitos.
 ◦ A inidoneidade moral poderá ser suscitada por qualquer pessoa, e deve ser de-
clarada mediante decisão que obtenha no mínimo 2/3 dos votos de todos os 
membros do conselho competente, em procedimento que observe os termos 
do processo disciplinar. Há presunção legal de inidoneidade quando ocorrer a 
condenação por crime infamante, salvo reabilitação judicial.
 ◦ O compromisso é indelegável em razão de sua natureza solene e personalíssima.
• A inscrição principal do advogado deve ser feita no Conselho Seccional em cujo 
território o advogado pretende estabelecer o seu domicílio profissional, entendendo-
se como domicílio a sede principal de advocacia. Em caso de dúvida, prevalece o 
domicílio da pessoa física do advogado.
• A atuação do advogado não fica restrita ao território de seu domicílio profissional, já 
que pode atuar em outros territórios, exigindo-se apenas a realização de inscrição 
suplementar nos Conselhos Seccionais quando a intervenção judicial exceder de 5 
causas por ano.
− O advogado fica dispensado de comunicar o exercício eventual da profissão, até o 
total de 5 causas por ano, acima do qual obriga-se à inscrição suplementar.
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• No caso de mudança efetiva de domicílio profissional para outra unidade federativa, 
o advogado deve requerer a transferência de sua inscrição para o Conselho Seccional 
correspondente, sendo que o Conselho Seccional deve suspender o pedido de 
transferênciaou de inscrição suplementar ao verificar a existência de vício ou ilegalidade 
na inscrição principal, contra ela representando ao Conselho Federal.
• Cancela-se a inscrição do profissional quando:
− o advogado requerer;
− sofrer penalidade de exclusão;
− falecer;
− passar a exercer, em caráter definitivo, atividade incompatível com a advocacia;
− perder qualquer um dos requisitos necessários para inscrição.
• Licencia-se o profissional que:
− assim o requerer, por motivo justificado;
− passar a exercer, em caráter temporário, atividade incompatível com o exercício 
da advocacia;
− sofrer doença mental considerada curável.
• O documento de identidade profissional é de uso obrigatório no exercício da 
atividade de advogado ou de estagiário, e constitui prova de identidade civil para 
todos os fins legais.
• São documentos de identidade profissional, de uso obrigatório para o exercício das 
atividades profissionais: a carteira e o cartão emitidos pela OAB aos advogados e 
as advogadas, os quais podem ser emitidos de forma digital, sendo que o uso do 
cartão dispensa o da carteira.
− Aos estagiários inscritos fica obrigatória a emissão de cartão de identidade, 
sendo que a expedição de carteira somente ocorrerá em caso de requerimento 
específico com o pagamento de taxa estabelecida pela Seccional a qual estiver o 
estagiário vinculado.
• Em todos os documentos assinados pelo advogado no exercício de sua atividade é 
obrigatória a indicação do nome e do número de inscrição, sendo vedado anunciar 
ou divulgar qualquer atividade relacionada com o exercício da advocacia, ou o uso 
da expressão escritório de advocacia, sem indicação expressa do nome e do número 
de inscrição dos advogados que o integrem ou o número de registro da sociedade 
de advogados na OAB.
estÁGIO PROFIssIONAL
• Do mesmo modo como é exigida a inscrição do profissional nos quadros da OAB para 
que exerça a atividade da advocacia e seja denominado advogado, é exigida a inscrição 
do estagiário de advocacia.
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• Os atos de advocacia, previstos no artigo 1º do Estatuto, podem ser subscritos por 
estagiário inscrito na OAB, em conjunto com o advogado ou o defensor público.
• O estagiário inscrito na OAB pode praticar isoladamente os seguintes atos, sob a 
responsabilidade do advogado:
− retirar e devolver autos em cartório, assinando a respectiva carga;
− obter junto aos escrivães e chefes de secretarias certidões de peças ou autos de 
processos em curso ou findos;
− assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais ou administrativos.
 ◦ Para o exercício de atos extrajudiciais, o estagiário pode comparecer isolada-
mente, quando receber autorização ou substabelecimento do advogado.
• O estágio profissional de advocacia, com duração de 2 anos, realizado nos últimos 
anos do curso jurídico, pode ser mantido pelas respectivas instituições de ensino 
superior, pelos Conselhos da OAB, ou por setores, órgãos jurídicos e escritórios de 
advocacia credenciados pela OAB, sendo obrigatório o estudo do Estatuto e do 
Código de Ética e Disciplina.
• O estágio profissional de advocacia realizado integralmente fora da instituição de 
ensino compreende as atividades fixadas em convênio entre o escritório de advocacia 
ou entidade que receba o estagiário e a OAB.
• A inscrição do estagiário é feita no Conselho Seccional em cujo território se localize 
seu curso jurídico, sendo necessário, para a inscrição, o preenchimento dos seguintes 
requisitos:
− capacidade civil;
− título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro;
− não exercer atividade incompatível com a advocacia;
− idoneidade moral;
− prestar compromisso perante o Conselho;
− ter sido admitido em estágio profissional de advocacia.
• Caso o aluno de curso jurídico exerça atividade incompatível com a advocacia, pode 
frequentar o estágio ministrado pela respectiva instituição de ensino superior, para 
fins de aprendizagem, vedada a inscrição na OAB.
• O cartão de identidade do estagiário tem o mesmo modelo e conteúdo do cartão de 
identidade do advogado, com a indicação de “Identidade de Estagiário”, em destaque, 
e do prazo de validade, que não pode ultrapassar 3 anos nem ser prorrogado.
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MAPAS MENTAISMAPAS MENTAIS
CAPACIDADE DE 
DIREITO/GOZO 
CAPACIDADE DE 
FATO/EXERCÍCIO 
CAPACIDADE PLENA 
Suscitada por qualquer pessoa 
Decisão de no mínimo 2/3 dos votos de todos 
os membros do conselho competente 
Observado o processo disciplinar 
INIDONEIDADE MORAL 
CAPACIDADE CIVIL 
PARA INSCRIÇÃO COMO ADVOGADO É NECESSÁRIO: 
DIPLOMA OU CERTIDÃO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO – INSTITUIÇÃO 
OFICIALMENTE AUTORIZADA E CREDENCIADA 
TÍTULO DE ELEITOR E QUITAÇÃO DO SERVIÇO MILITAR, SE BRASILEIRO 
APROVAÇÃO EM EXAME DE ORDEM 
NÃO EXERCER ATIVIDADE INCOMPATÍVEL COM A ADVOCACIA 
IDONEIDADE MORAL 
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PROVA DO TÍTULO DE GRADUAÇÃO, 
QUE SERÁ REVALIDADO 
ALÉM DO CUMPRIMENTO DOS 
DEMAIS REQUISITOS 
ESTRANGEIRO/ BRASILEIRO 
NÃO GRADUADO EM DIREITO 
NO BRASIL 
SUPLEMENTAR 
Intervenção judicial em + de 
5 causas por ano 
INSCRIÇÃO 
PRINCIPAL 
Domicílio profissional 
Requerimento do advogado 
Penalidade de exclusão 
Falecimento 
Exercício, em definitivo, de atividade incompatível 
Perda de qualquer requisito necessário para inscrição 
NOVO PEDIDO DE 
INSCRIÇÃO NÃO 
RESTAURA O N. DE 
INSCRIÇÃO ANTERIOR 
CANCELAMENTO 
DA INSCRIÇÃO 
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Requerimento, por 
motivo justificado, do 
advogado 
Sofrer doença 
mental curável 
Exercício, temporário, de 
atividade incompatível 
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