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CÓDIGO DE ÉTICA 
E DISCIPLINA DA OAB
Atividade de Advocacia, Inscrição 
na OAB
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
260212497705
CÍNTHIA BIESEK
Assessora Jurídica do Ministério Público do Trabalho. Professora em cursos 
preparatórios para carreiras jurídicas. Autora de livros e artigos jurídicos. Aprovada 
no concurso de Analista Jurídico do TJ-SC. Especialista em Direito Administrativo 
– Extensão em Direito Digital.
 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Atividade de Advocacia, Inscrição na OAB 
Cínthia Biesek
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Atividade de Advocacia, Inscrição na OAB . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1. Atividade de Advocacia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
2. Inscrição na OAB . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
Resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30
Mapa Mental . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
Questões de Concurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64
gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65
 
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Atividade de Advocacia, Inscrição na OAB 
Cínthia Biesek
ApResentAÇÃOApResentAÇÃO
Olá, prezado(a) aluno(a). Tudo bem? Desejo que sim!
A partir de agora, vamos iniciar o estudo de Ética e Estatuto da OAB para o Exame de 
Ordem Unificado.
A regra será trazer os artigos do Estatuto da Advocacia (Lei n. 8.906/1994) e, de modo 
complementar, os principais dispositivos do Regulamento Geral e do Código de Ética e 
Disciplina – CED-OAB.
Nossa aula foi desenvolvida de forma direcionada aos tópicos que costumam ser explorados 
pela banca examinadora, com a resolução de questões já aplicadas, para identificarmos as 
preferências e os tópicos que costumam ser recorrentes nos exames de ordem.
Dessa forma, fique tranquilo(a). Vamos esmiuçar todo o conteúdo e garantir que, com 
a leitura atenta da aula, você irá confiante para a prova, tendo a certeza de que todos os 
temas importantes foram estudados.
Ah! Não se esqueça de avaliar esta aula, pois sua opinião é muito importante para 
melhorarmos ainda mais nossos materiais.
Por fim, estou à disposição para sanar todas as suas dúvidas. Não hesite em enviá-las; 
contate-me sempre que julgar necessário.
Grande abraço e bons estudos!
SEJA IMPARÁVEL!
 
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Atividade de Advocacia, Inscrição na OAB 
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ATIVIDADE DE ADVOCACIA, INSCRIÇÃO NA OABATIVIDADE DE ADVOCACIA, INSCRIÇÃO NA OAB
1 . AtIVIdAde de AdVOCACIA1 . AtIVIdAde de AdVOCACIA
Preliminarmente, faz-se necessário destacar que a Constituição Federal de 1988 consagra 
como integrantes das funções essenciais à justiça o Ministério Público, a Advocacia Pública, 
a Advocacia e a Defensoria Pública.
Ademais, o artigo 133 da Constituição Federal de 1988 dispõe que o advogado é 
indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações 
no exercício da profissão, nos limites da lei.
FUNÇÕES ESSENCIAIS À 
JUSTIÇA 
Ministério Público 
Advocacia Pública 
Advocacia 
Defensoria Pública 
O Estatuto da OAB estabelece que o advogado é indispensável à administração da justiça 
e, no seu ministério privado, presta serviço público e exerce função social (art. 2º, EOAB).
Tanto no processo judicial quanto no processo administrativo, o advogado contribui para 
a postulação de uma decisão favorável ao seu constituinte, ao convencimento do julgador, 
e seus atos constituem múnus público.
Além disso, o advogado pode contribuir para o processo legislativo e para a elaboração 
de normas jurídicas, no âmbito dos Poderes da República (art. 2º-A, EOAB).
 Obs.: No exercício da profissão, o advogado é inviolável por seus atos e manifestações, 
nos limites do Estatuto (art. 2º, § 3º, EOAB).
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ADVOGADO 
indispensável à administração da justiça 
no seu ministério privado, presta serviço público e exerce 
função social 
De acordo com o artigo 2º do Código de Ética e Disciplina da OAB, o advogado, além de ser 
indispensável à administração da Justiça, é defensor do Estado Democrático de Direito, 
dos direitos humanos e das garantias fundamentais, da cidadania, da moralidade, da 
Justiça e da paz social, cumprindo-lhe exercer o seu ministério em consonância com a sua 
elevada função pública e com os valores que lhe são inerentes.
Nesse contexto, registre-se que o advogado deve ter consciência de que o Direito é 
um meio de mitigar as desigualdades para o encontro de soluções justas e que a lei é um 
instrumento para garantir a igualdade de todos (art. 3º, CED-OAB).
 Obs.: O advogado e a advogada devem atuar com perspectiva interseccional de gênero e 
raça em todas as etapas dos procedimentos judiciais, administrativos e disciplinares, 
afastando estereótipos, preconceitos e problemas estruturais que possam causar 
indevido desequilíbrio na relação entre os sujeitos (art. 3º-A, CED-OAB).
Ao tratar da perspectiva de gênero, devem ser consideradas as desigualdades 
estruturais nos procedimentosde ÉtICA e dIsCIplInA dA OAB 
Atividade de Advocacia, Inscrição na OAB 
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− A renúncia ao patrocínio deve ser feita sem menção do motivo que a determinou, 
fazendo cessar a responsabilidade profissional pelo acompanhamento da causa, 
uma vez decorrido o prazo previsto em lei (art. 16, CED-OAB).
− O advogado deve notificar o cliente da renúncia ao mandato, preferencialmen-
te, mediante carta com aviso de recepção, comunicando, após o Juízo (art. 6º, 
Regulamento Geral).
− A renúncia ao mandato não exclui responsabilidade por danos eventualmente 
causados ao cliente ou a terceiros (art. 16, §1º, CED-OAB).
− O advogado não será responsabilizado por omissão do cliente quanto a docu-
mento ou informação que lhe devesse fornecer para a prática oportuna de ato 
processual do seu interesse (art. 16, § 2º, CED-OAB).
• Outra forma de extinção ocorre com a revogação do mandato judicial pela vontade 
do cliente, que não o desobriga do pagamento das verbas honorárias contratadas, 
assim como não retira o direito do advogado de receber o quanto lhe seja devido em 
eventual verba honorária de sucumbência, calculada proporcionalmente em face do 
serviço efetivamente prestado (art. 17, CED-OAB).
2. Inscrição na OAB.
• Para inscrição como advogado, é necessário (art. 8º, EOAB):
− capacidade civil;
− diploma ou certidão de graduação em Direito, obtido em instituição de ensino 
oficialmente autorizada e credenciada;
− título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro;
− aprovação em Exame de Ordem;
− não exercer atividade incompatível com a advocacia.
− idoneidade moral.
− prestar compromisso perante o conselho.
 ◦ De acordo com o artigo 23 do Regulamento Geral do Estatuto, na falta de diplo-
ma regularmente registrado, o requerente apresentará certidão de graduação 
em Direito, acompanhada de cópia autenticada do respectivo histórico escolar.
• É importante destacar que o estrangeiro ou o brasileiro não graduado em Direito 
no Brasil deve fazer prova do título de graduação obtido na instituição estrangeira, o 
qual será devidamente revalidado, além de demonstrar o cumprimento dos demais 
requisitos (art. 8º, §2º, EOAB).
• Logo, a conduta incompatível com a advocacia, comprovadamente imputável ao reque-
rente, impede a inscrição no quadro de advogados (art. 20, § 2º, Regulamento Geral).
− A inscrição no quadro de advogados da OAB é condicionada à consulta, pelo Con-
selho Seccional onde tramita o pedido de registro, ao banco de dados nacional de 
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inidoneidade moral, o qual é alimentado por todas as seccionais e pelo Conselho 
Federal, nos termos do artigo 20, § 3º, do Regulamento Geral.
− Não atende ao requisito de idoneidade moral aquele que tiver sido condenado 
por crime infamante, salvo reabilitação judicial (art. 8º, §4º, EOAB).
 ◦ A inidoneidade moral poderá ser suscitada por qualquer pessoa e deve ser 
declarada mediante decisão que obtenha, no mínimo, 2/3 (dois terços) dos 
votos de todos os membros do conselho competente, em procedimento que 
observe os termos do processo disciplinar (art. 8º, §3º, EOAB).
• A inscrição principal do advogado deve ser feita no Conselho Seccional em cujo 
território o advogado pretende estabelecer seu domicílio profissional (art. 10, EOAB).
− Considera-se domicílio profissional a sede principal da atividade de advocacia, 
prevalecendo, na dúvida, o domicílio da pessoa física do advogado.
• O advogado deve promover a inscrição suplementar nos Conselhos Seccionais 
em cujos territórios passar a exercer habitualmente a profissão, considerando-se 
habitualidade a intervenção judicial que exceder a 5 (cinco) causas por ano.
− O advogado fica dispensado de comunicar o exercício eventual da profissão até o 
total de 5 (cinco) causas por ano, acima do qual obriga-se à inscrição suplementar 
(art. 26, Regulamento Geral).
• Cancela-se a inscrição do profissional que (art. 11, EOAB):
− assim o requerer;
− sofrer penalidade de exclusão;
− falecer;
− passar a exercer, em caráter definitivo, atividade incompatível com a advocacia.
− perder qualquer um dos requisitos necessários para inscrição.
 ◦ O cancelamento deve ser promovido de ofício pelo conselho competente ou 
em virtude de comunicação por qualquer pessoa, em caso de aplicação de pe-
nalidade de exclusão, falecimento ou desempenho de atividade incompatível.
− Apesar do cancelamento, poderá ser feito novo pedido de inscrição, que não 
restaura o número de inscrição anterior, devendo o interessado comprovar os 
requisitos da capacidade civil, do não desempenho de atividade incompatível, de 
idoneidade moral, além de prestar novamente compromisso perante o Conselho.
 ◦ Caso o cancelamento ocorra em razão de exclusão, o novo pedido de inscrição 
deve ser acompanhado de provas de reabilitação judicial.
• Licencia-se o profissional que (art. 12, EOAB):
− assim o requerer, por motivo justificado;
− passar a exercer, em caráter temporário, atividade incompatível com o exercício 
da advocacia;
− sofrer doença mental considerada curável.
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Inscrição de estagiário
• A inscrição do estagiário é feita no Conselho Seccional em cujo território se localiza 
seu curso jurídico, sendo necessário, para a inscrição, o preenchimento dos seguintes 
requisitos (art. 9º, EOAB):
− capacidade civil;
− título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro;
− não exercer atividade incompatível com a advocacia;
− idoneidade moral;
− prestar compromisso perante o Conselho;
− ter sido admitido em estágio profissional de advocacia.
 ◦ Caso o aluno de curso jurídico exerça atividade incompatível com a advocacia, 
pode frequentar o estágio ministrado pela respectiva instituição de ensino su-
perior, para fins de aprendizagem, vedada a inscrição na OAB (art. 9º, § 3º, EOAB).
• O estágio profissional poderá ser cumprido por bacharel em Direito que queira se 
inscrever na Ordem (art. 9º, § 4º, EOAB).
• O estágio profissional de advocacia, com duração de 2 (dois) anos, realizado nos 
últimos anos do curso jurídico, pode ser mantido pelas respectivas instituições de 
ensino superior, pelos Conselhos da OAB ou por setores, órgãos jurídicos e escritórios 
de advocacia credenciados pela OAB, sendo obrigatório o estudo do Estatuto e do 
Código de Ética e Disciplina (art. 9º, § 1º, EOAB).
• O estágio profissional poderá ser realizado no regime de teletrabalho ou de trabalho 
a distância, em sistema remoto ou não, por qualquer meio telemático, sem configurar 
vínculo de emprego à adoção de qualquer uma dessas modalidades, em caso de 
pandemia ou em outras situações excepcionais que impossibilitem as atividades 
presenciais, declaradas pelo poder público (art. 9º, §5º, EOAB).
− A concessão de equipamentos, sistemas e materiais, ou reembolso de despesas 
de infraestrutura ou instalação, destinados a viabilizar a realização da atividade 
de estágio no regime de teletrabalho, deverá constar expressamente do convênio 
de estágio e do termo de estágio (art. 9º, §6º, EOAB).
Identidade profissional
• O documento de identidade profissional é de uso obrigatório no exercício da atividade 
de advogado ou de estagiário e constituiprova de identidade civil para todos os 
fins legais (art. 13, EOAB).
− São documentos de identidade profissional a carteira e o cartão expedidos pela 
OAB, os quais poderão ser emitidos no formato digital, de uso obrigatório para o 
exercício das atividades profissionais, observando-se que o uso do cartão dispensa 
o da carteira (art. 32, Regulamento Geral).
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• Em todos os documentos assinados pelo advogado no exercício de sua atividade, é 
obrigatória a indicação do nome e do número de inscrição, sendo vedado anunciar 
ou divulgar qualquer atividade relacionada com o exercício da advocacia, ou o uso da 
expressão “escritório de advocacia”, sem indicação expressa do nome e do número 
de inscrição dos advogados que o integrem ou o número de registro da sociedade de 
advogados na OAB (art. 14, EOAB).
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MAPA MENTALMAPA MENTAL
FUNÇÕES ESSENCIAIS À 
JUSTIÇA 
Ministério Público 
Advocacia Pública 
Advocacia 
Defensoria Pública 
ADVOGADO 
indispensável à administração da justiça 
no seu ministério privado, presta serviço público e exerce 
função social 
DIREITO meio de mitigar as desigualdades 
para o encontro de soluções justas 
LEI instrumento para garantir a 
igualdade de todos 
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ATIVIDADES PRIVATIVAS DE 
ADVOCACIA 
postulação a órgão do Poder Judiciário e aos 
juizados especiais 
atividades de consultoria, assessoria e 
direção jurídicas 
atos e contratos constitutivos de pessoas 
jurídicas devem ser visados por advogados 
para registro, sob pena de nulidade 
Não se inclui na atividade privativa: 
impetração de habeas corpus 
PRIVATIVOS DOS 
INSCRITOS NA OAB 
exercício da atividade de advocacia no território 
brasileiro 
denominação de advogado 
estagiário de 
advocacia pode 
praticá-los 
se regularmente inscrito 
em conjunto com 
advogado e sob 
responsabilidade deste 
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N
U
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atos privativos de 
advogado praticados 
por pessoa não 
inscrita na OAB 
sem prejuízo das sanções civis, penais e 
administrativas 
constitui exercício ilegal da profissão 
atos praticados por 
advogado 
impedido – no âmbito do impedimento 
suspenso 
licenciado 
que passar a exercer atividade 
incompatível com a advocacia 
EFETIVO EXERCÍCIO DA ATIVIDADE DE ADVOCACIA 
participação anual mínima 
em 5 atos privativos 
em causas ou questões distintas 
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O advogado postula, em juízo 
ou fora dele, fazendo prova 
do mandato 
atuar sem procuração 
urgência 
apresentação obrigatória em 
15 dias, prorrogável por igual 
período 
procuração para o foro em 
geral 
habilita o advogado a 
praticar todos os atos 
judiciais em qualquer juízo ou 
instância 
salvo os que exijam poderes 
especiais 
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 com reserva de 
poderes 
substituição parcial e provisória 
ato pessoal do advogado da causa 
substabelecido deve ajustar 
antecipadamente seus honorários com o 
substabelecente 
sem reserva de 
poderes 
substituição total e definitiva 
exige o prévio e inequívoco 
conhecimento do cliente 
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MANDADO JUDICIAL OU 
EXTRAJUDICIAL 
não se extingue pelo decurso de tempo 
salvo se o contrário for consignado no 
respectivo instrumento 
MANDATO SE PRESUME CUMPRIDO E EXTINTO 
quando concluída a causa 
ou arquivado o processo 
RENUNCIA AO 
MANDATO 
feita sem menção do motivo que a determinou 
continuará a 
representar o 
mandante 
durante os 10 dias 
seguintes à notificação da 
renúncia 
salvo se for substituído 
antes do término desse 
prazo 
não exclui responsabilidade por danos eventualmente 
causados ao cliente ou a terceiros 
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REVOGAÇÃO DO 
MANDATO JUDICIAL 
PELA VONTADE DO 
CLIENTE 
não o desobriga do pagamento das verbas 
honorárias contratadas 
não retira o direito do advogado de receber o 
quanto lhe seja devido em eventual verba 
honorária de sucumbência (calculada 
proporcionalmente em face do serviço 
efetivamente prestado) 
INIDONEIDADE MORAL 
suscitada por qualquer pessoa 
declarada mediante decisão que obtenha no 
mínimo 2/3 dos votos de todos os membros 
do conselho competente 
em procedimento que observe os termos do 
processo disciplinar 
PARA INSCRIÇÃO COMO ADVOGADO É NECESSÁRIO 
capacidade civil 
diploma/ certidão de graduação em direito 
título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro 
aprovação em Exame de Ordem 
não exercer atividade incompatível com a advocacia 
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ESTRANGEIRO OU BRASILEIRO NÃO GRADUADO EM DIREITO NO BRASIL 
fazer prova do título de graduação obtido na instituição 
estrangeira 
o qual será devidamente revalidado 
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OPRINCIPAL 
domicílio profissional 
Em caso de dúvida: domicílio da pessoa 
física do advogado 
SUPLEMENTAR intervenção judicial exceder 5 causas por 
ano 
CANCELA-SE A INSCRIÇÃO DO PROFISSIONAL QUE 
assim o requerer 
sofrer penalidade de exclusão 
falecer 
passar a exercer, em caráter definitivo, atividade 
incompatível com a advocacia 
perder qualquer um dos requisitos necessários para inscrição 
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LICENCIA-SE O PROFISSIONAL QUE 
assim o requerer, por motivo justificado 
passar a exercer, em caráter temporário, atividade 
incompatível com a advocacia 
sofrer doença mental considerada curável 
INSCRIÇÃO DO 
ESTAGIÁRIO 
feita no Conselho Seccional em cujo território se localize 
seu curso jurídico 
requisitos 
capacidade civil 
título de eleitor e quitação do 
serviço militar, se brasileiro 
não exercer atividade incompatível 
com a advocacia 
idoneidade moral 
prestar compromisso perante o 
Conselho 
ter sido admitido em estágio 
profissional de advocacia 
IDENTIDADE 
PROFISSIONAL 
uso obrigatório no exercício da 
atividade 
constitui prova de identidade civil 
para todos os fins legais 
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QUESTÕES DE CONCURSOQUESTÕES DE CONCURSO
001. 001. (FGV/2026/OAB-EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLVI) Frederico, advogado, após alcançar 
grande sucesso na advocacia, decidiu se dedicar também à construção civil, passando a 
atuar simultaneamente nas duas áreas.
Diante da afinidade temática entre o Direito Imobiliário e o setor de construção civil, 
Frederico teve a ideia de unir ambas as atividades em um único escritório, oferecendo aos 
clientes consultoria jurídica e serviços de incorporação imobiliária.
Para divulgar o seu novo empreendimento, contratou um escritório de marketing, que 
produziu uma campanha publicitária conjunta, ressaltando seus trabalhos como advogado 
e como empreendedor da construção civil.
Sobre o fato narrado, com base no Estatuto da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) É possível a divulgação conjunta, desde que respeitados o decoro e a dignidade da advocacia, 
cabendo ao Tribunal de Ética e Disciplina da OAB avaliar a adequação da publicidade.
b) É permitida a divulgação conjunta apenas quando a outra atividade também for 
regulamentada por entidade de classe, hipótese em que a OAB poderá celebrar o convênio 
para a publicidade cruzada.
c) É vedada a divulgação conjunta de advocacia com outra atividade, ainda que exercida 
pela mesma pessoa e que haja afinidade entre os ramos, como ocorre entre a advocacia 
imobiliária e a construção civil.
d) Em regra, não é possível divulgar a advocacia em conjunto com outra atividade, mas nesse 
caso seria permitido, pois as atividades são exercidas por uma mesma pessoa e possuem 
afinidade temática, inexistindo conflito ético.
002. 002. (FGV/2026/OAB-EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLVI) Alfredo é graduado em Direito 
pela Universidade Beta, mas não foi aprovado no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil 
(OAB). Durante a graduação, Alfredo não teve a oportunidade de estagiar em um escritório 
de advocacia.
Recentemente, após já estar formado, surgiu a oportunidade de estagiar em um escritório 
credenciado pelo Conselho Seccional da OAB. Ele deseja saber se pode participar do estágio 
profissional de advocacia mesmo após a conclusão de seu curso e se seria possível inscrever-
se no quadro de estagiários da OAB.
Sobre a hipótese, com base no disposto no Art. 9º do Estatuto da Advocacia e da OAB, 
assinale a afirmativa correta.
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Atividade de Advocacia, Inscrição na OAB 
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a) Alfredo não pode participar de estágio de advocacia, pois o estágio só é permitido para 
estudantes de Direito que ainda estejam cursando os últimos anos do curso jurídico.
b) Alfredo pode se inscrever no quadro de estagiários da OAB, mas somente se concluir o 
estágio profissional em uma instituição de ensino superior, e não em escritório credenciado 
pelo Conselho Seccional da OAB.
c) Alfredo pode participar do estágio profissional de advocacia e inscrever-se como estagiário 
da OAB, mesmo após a conclusão do curso, desde que o estágio seja realizado em escritório 
credenciado pela OAB.
d) Alfredo pode participar do estágio profissional, mas não poderá inscrever-se no quadro de 
estagiários da OAB, pois já concluiu a graduação em Direito e apenas alunos ainda cursando 
o ensino jurídico podem obter essa inscrição.
003. 003. (FGV/2026/OAB-EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLVI) Danilo, procurador de carreira, 
foi nomeado Procurador-Geral de sua instituição. Antes de assumir a Procuradoria-Geral 
do Estado, ele patrocinava várias causas trabalhistas contra empresas privadas e causas 
tributárias. Agora, Danilo está em dúvida se poderá continuar advogando nessas ações.
Sobre a hipótese apresentada, com base nas disposições do Estatuto da OAB sobre 
incompatibilidades e impedimentos, assinale a afirmativa correta.
a) Danilo está impedido de atuar em causas trabalhistas e tributárias contra a 
Fazenda Pública que o remunera, mas pode continuar patrocinando as causas contra 
empresas privadas.
b) Danilo poderá continuar patrocinando suas causas trabalhistas e tributárias, pois o cargo 
de Procurador-Geral do Estado não gera incompatibilidade ou impedimento para advogar 
em questões privadas.
c) Danilo poderá continuar patrocinando as causas tributárias, mas não as trabalhistas, pois 
apenas as causas tributárias contra a Fazenda Pública estão abrangidas pelo impedimento 
previsto no Estatuto da OAB.
d) Danilo não poderá continuar patrocinando suas causas trabalhistas e tributárias, pois 
o cargo de Procurador-Geral do Estado obsta o exercício da advocacia desvinculado da 
função que exerce, durante o período da investidura.
004. 004. (FGV/2025/OAB-EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLIV) Roberto, advogado autônomo 
com destacada atuação no Direito Criminal, foi investido no cargo de diretor jurídico da 
Nossa Estatal, empresa pública federal que atua no mercado financeiro em regime de 
competição com o setor privado. Acerca da nova condição profissional de Roberto, assinale 
a afirmativa correta.
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Atividade de Advocacia, Inscrição na OAB 
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a) A nova atividade exercida por Roberto caracteriza incompatibilidade para o exercício da 
advocacia, mesmo em causa própria.
b) Durante o período da investidura, Roberto estará exclusivamente legitimado para o 
exercício da advocacia vinculada ao cargo de diretor jurídico.
c) Roberto, durante o período da investidura,somente não poderá atuar como advogado 
autônomo contra a Fazenda Pública à qual está vinculada sua entidade empregadora.
d) Uma vez que a atuação de Roberto é na área criminal, sem relação direta com o mercado 
financeiro, Roberto poderá continuar exercendo normalmente a advocacia autônoma.
005. 005. (FGV/2024/OAB-EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLI) Atena, médica oftalmologista, e 
Dionísio, advogado atuante em Direito de Família, são casados há 5 anos e residem em casa 
alugada na cidade de Uberaba/MG.
Sendo ambos iniciantes em suas respectivas profissões e visando evitar gastos, decidem 
instalar seus escritórios profissionais na própria casa em que residem. Assim, montaram um 
consultório médico e um escritório de advocacia na parte frontal da residência e anunciaram 
conjuntamente, em outdoor próximo, os serviços médicos e advocatícios, em publicidade 
que ressaltou o fato de serem casados.
Acerca dos limites das atividades de advocacia e da publicidade do advogado, conforme 
o Código de Ética e Disciplina e o Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil, assinale a 
afirmativa correta.
a) Atena e Dionísio poderão constituir seus escritórios profissionais no mesmo imóvel, bem 
como divulgar seus respectivos trabalhos conjuntamente, desde que o outdoor em que 
incluírem a publicidade seja de pequeno porte.
b) A divulgação dos serviços de advocacia em conjunto com serviços médicos não é vedada, 
desde que tenha caráter meramente informativo e zele pela discrição e sobriedade.
c) Dionísio não poderá anunciar seus serviços advocatícios em conjunto com outras atividades, 
ainda que com sua esposa que exerce a medicina, pois o Estatuto da Ordem e o Código de 
Ética e Disciplina proíbem tal conduta de forma peremptória.
d) A divulgação conjunta dos serviços médicos e advocatícios será permitida, excepcionalmente, 
neste caso, porque Atena e Dionísio são casados e moram na mesma residência, de modo 
que não lhes seria possível exigir conduta diversa.
006. 006. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLV/2025) Helena concluiu seu mestrado 
em Administração Pública e acumulou significativo conhecimento jurídico, mas não possui 
formação em Direito nem inscrição nos quadros da OAB. Apesar disso, ela passou a oferecer 
consultoria jurídica e a atuar em audiências representando clientes.
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André, por sua vez, era advogado regularmente inscrito na OAB, porém foi suspenso do 
exercício profissional por prática de infração disciplinar. Mesmo suspenso, ele continuou a 
realizar atos privativos da advocacia, tais como peticionar e participar de audiências.
Com base nessas situações hipotéticas, assinale a afirmativa correta.
a) Os atos praticados por André, após a sua suspensão da OAB, são nulos, pois ele está 
impedido de exercer a advocacia enquanto durar a suspensão.
b) Os atos privativos da advocacia praticados por Helena, que não possui inscrição na OAB, 
são válidos, desde que seus clientes a autorizem expressamente, ratificando os atos por 
ela praticados.
c) Os atos praticados por Helena são válidos, desde que restritos à consultoria extrajudicial 
e relacionados à administração pública, uma vez que ela não representa clientes em 
processos judiciais.
d) Tanto os atos praticados por Helena quanto os atos praticados por André são anuláveis, 
porém sujeitos à convalidação, pois a atuação em audiências e a prática de consultoria 
jurídica, embora preferencialmente exercidas por advogados, podem, excepcionalmente, 
ser exercidas por pessoa com conhecimento jurídico.
007. 007. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLV/2025) Os irmãos, Matilde, advogada, e 
Frederico, consultor de empresas, decidiram firmar sociedade para prestar serviços jurídicos 
e de consultoria empresarial na capital mineira. Para isso, montaram um escritório em 
conjunto na cidade de Belo Horizonte, MG, divulgando seus serviços por meio de panfletos 
e redes sociais (Instagram e Linkedln), ressaltando a natureza jurídica e empresarial das 
atividades como um ponto de destaque do escritório.
Em relação às regras sobre a atividade privativa de advocacia e à publicidade de serviços 
advocatícios, conforme o Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil, 
assinale a afirmativa correta.
a) É vedada a divulgação dos serviços advocatícios em conjunto com qualquer outra atividade, 
inclusive a de consultoria empresarial.
b) A publicidade conjunta dos serviços advocatícios e empresariais é permitida apenas 
quando realizada por meio de plataformas digitais, como redes sociais.
c) Matilde e Frederico podem atuar conjuntamente, já que as atividades jurídicas e de 
consultoria empresarial possuem afinidade e se complementam.
d) A divulgação dos serviços advocatícios juntamente com atividades de consultoria 
empresarial é permitida, desde que os materiais de publicidade sejam sóbrios e não induzam 
ao erro.
008. 008. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLIII/2025) Afonso, condenado por tráfico de 
drogas, cumpre pena dividindo cela com Rodrigo, preso preventivamente há mais de dois 
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anos, sem que a instrução do processo por roubo a que responde tenha sido concluída. 
Indignado com a situação de Rodrigo, Afonso, que não tem formação jurídica, mas sempre 
foi habilidoso com a escrita, decide redigir um pedido de habeas corpus em folha de caderno, 
à mão, em favor de seu companheiro de cela.
Considerando o disposto no Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (EOAB), assinale 
a afirmativa correta.
a) A impetração de habeas corpus é atividade privativa de advogado regularmente inscrito na 
OAB, não podendo ser realizada por um leigo, ainda que em defesa de direitos fundamentais.
b) Afonso poderá redigir e impetrar o habeas corpus em favor de Rodrigo, pois a impetração 
desse remédio constitucional não está incluída entre as atividades privativas da advocacia.
c) Afonso somente poderia impetrar o habeas corpus se comprovasse que não havia advogado 
disponível para atuar no caso de Rodrigo.
d) A impetração de habeas corpus é vedada para leigos quando se trata de crimes graves, 
como roubo, exigindo obrigatoriamente a atuação de advogado.
009. 009. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLIV/2025) O advogado Ivan precisava embarcar 
em um voo doméstico de Recife para Curitiba, a fim de participar do Congresso Brasileiro 
de Direito de Família. Ao chegar ao balcão de check-in, percebeu que havia esquecido todos 
os seus documentos de identificação em seu escritório, com exceção da carteira da Ordem 
dos Advogados do Brasil (OAB), na qual consta sua foto. A responsável pelo atendimento 
da companhia aérea informou que não aceitaria a carteira da OAB como documento de 
identidade e, por isso, Ivan estaria impedido de embarcar. Ivan argumentou que o documento 
deveria ser aceito como prova de identidade civil, uma vez que é o único documento de 
identidade profissional obrigatório para o exercício da advocacia. Sobre a hipótese, com 
base no Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil, assinale a afirmativa correta.
a) Ivan não poderá embarcar, pois a carteira da OAB não é considerada documento de 
identidade civil válido para viagens nacionais em aviões.
b)Ivan poderá embarcar, pois a carteira da OAB constitui prova de identidade civil para 
todos os fins legais, inclusive para viagens nacionais em aviões.
c) Ivan somente poderá embarcar se apresentar outro documento de identificação civil 
junto com a carteira da OAB, como medida de segurança adicional.
d) Ivan não poderá embarcar, pois a carteira da OAB só é válida como documento de 
identificação quando utilizada em exercício da atividade profissional em fóruns e tribunais.
010. 010. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLII/2024) A sociedade empresária Alfa 
contratou o advogado João Carlos para propor ação de repetição de indébito tributário 
contra a Fazenda Nacional. Foi outorgado mandato específico para a referida demanda e 
celebrado o respectivo contrato de honorários.
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No decorrer da prestação dos serviços, devido ao grande conhecimento de João Carlos 
em outras áreas do direito, bem como à sua pronta disponibilidade, os responsáveis pela 
Alfa passaram a consultá−lo informalmente sobre diversos assuntos da empresa, inclusive 
adotando medidas e tomando decisões a partir das orientações verbais prestadas. Seis 
meses após o início dessas consultas, a empresa Alfa e João Carlos formalizaram outro 
contrato de honorários advocatícios, com efeitos prospectivos, desta feita para a prestação 
da atividade consultiva em curso.
Acerca da atuação profissional de João Carlos durante o período anterior à formalização 
do contrato de honorários, assinale a afirmativa correta.
a) Não há como reconhecer as atividades prestadas por João Carlos no período anterior à 
formalização do contrato de honorários, pois a atuação do advogado, salvo em situações 
urgentes, exige a prova do mandato.
b) A outorga de mandato para as atividades de consultoria jurídica é prescindível, porém 
a falta de formalização dos serviços prestados, por meio de contrato de honorários, torna 
o período anterior insuscetível de reconhecimento.
c) As atividades prestadas por João Carlos no período podem ser reconhecidas, uma vez 
que a consultoria jurídica independe de outorga de mandato ou formalização por contrato 
de honorários, sendo desinfluente o modo pelo qual foram prestados os serviços.
d) O não reconhecimento das atividades prestadas por João Carlos no período anterior à 
formalização do contrato de honorários decorre do fato de que a atuação se deu de forma 
verbal, de tal modo que, se a atuação tivesse se dado por escrito, as atividades prestadas 
poderiam ser reconhecidas.
011. 011. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLI/2024) A advogada Marina prestou 
consultoria na área de Direito Tributário para uma sociedade empresária, analisando um 
tema importante para as funções da referida pessoa jurídica.
Sobre a atividade da advogada, de acordo com o Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale 
a afirmativa correta.
a) A mencionada consultoria deve ser prestada exclusivamente de modo escrito e pressupõe 
formalização de contrato de honorários.
b) Se a pessoa jurídica e a advogada assim acordarem, independentemente de mandato ou 
mesmo da formalização do contrato de honorários, é possível a prestação da consultoria 
por escrito ou verbalmente.
c) Caso a consultoria seja prestada verbalmente, a concordância com essa forma deve ser 
expressa por ambas as partes em contrato escrito de prestação de serviços advocatícios.
d) A consultoria prestada por Marina pode ser realizada de modo escrito ou verbalmente 
e, assim, o contrato de prestação de serviços advocatícios pode ser verbal ou escrito, mas 
é necessária a outorga de mandato.
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012. 012. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XL/2024) Sebastião, advogado, celebrou 
contrato de mandato com o cliente Amir, para representá-lo extrajudicialmente, tendo 
realizado diligências em prol da resolução do imbróglio.
Desde a celebração do mandato, passaram-se mais de 20 (vinte) anos, mas as atividades 
para as quais Amir contratou Sebastião, por sua própria natureza, se protraíram no tempo, 
sendo ainda necessárias a Amir.
Sobre a hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta.
a) O mandato extinguiu-se pelo decurso do tempo, salvo se previsto prazo diverso no 
respectivo instrumento.
b) O mandato extinguiu-se pelo decurso do tempo, sendo vedada a previsão de prazo diverso 
no respectivo instrumento.
c) O mandato não se extinguiu pelo decurso do tempo, salvo se foi consignado prazo no 
respectivo instrumento.
d) O mandato não se extinguiu pelo decurso do tempo, sendo vedada a estipulação de prazo 
no respectivo instrumento.
013. 013. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLII/2024) Rita, advogada regularmente 
inscrita na OAB, compareceu ao Detran para providenciar a transferência de um veículo 
que acabara de adquirir.
Instada a apresentar seu documento de identificação civil, Rita apresentou sua carteira da 
OAB, a qual não foi aceita pelo funcionário da repartição, que afirmou ser imprescindível 
a apresentação da Carteira de identidade (Registro Geral) ou da Carteira Nacional de 
Habilitação (CNH).
Com base no enunciado, a recusa do documento emitido pela OAB foi
a) ilegítima, uma vez que o documento emitido pela OAB constitui prova de identidade civil 
para todos os fins legais.
b) correta, pois, à míngua de previsão legal, não poderia o funcionário do Detran admitir a 
carteira da OAB como documento de identificação civil.
c) inválida, pois, embora não haja expressa previsão legal, a carteira da OAB tem sido admitida 
como documento válido de identificação civil pela prática consuetudinária.
d) inadequada, porém não ilegal, uma vez que os documentos de identidade profissional do 
advogado estão previstos somente no Regulamento Geral da Advocacia, não sendo exigível 
que o funcionário do Detran conheça as normas internas da OAB.
014. 014. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLI/2024) Pedro Estrela, brasileiro, natural 
de Recife/PE, foi preso em flagrante por participar de esquema criminoso envolvendo 
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pirâmides financeiras e por se apresentar como advogado, mesmo sem qualquer formação 
jurídica. Tendo obtido liberdade provisória, fugiu para o Equador, onde obteve graduação 
no curso de Direito, em faculdade local.
Muitos anos depois, após ter extinta a punibilidade pelas infrações penais praticadas, decide 
voltar ao Brasil com a pretensão de exercer a advocacia. Quando da mudança para o Brasil, 
trouxe sua esposa equatoriana, Soraya, que já exercia a profissão de advogada no Equador.
Considerando o enunciado acima, e a respeito da inscrição na Ordem dos Advogados do 
Brasil, assinale a afirmativa correta.
a) Pedro Estrela, desde que atendidos os demais requisitos para a inscrição como advogado, 
poderá exercer a advocacia no Brasil, independentemente de revalidaçãodo seu diploma, 
diante do fato de ser brasileiro nato.
b) Soraya não poderá exercer a profissão de advogada no Brasil, ainda que cumpra os demais 
requisitos para inscrição na Ordem, porque títulos de graduação obtidos em instituições 
estrangeiras não são aceitos para comprovação da aptidão por estrangeiros.
c) O título de graduação obtido por Pedro em instituição estrangeira poderá ser aceito no 
Brasil, desde que devidamente revalidado, o que não lhe garantirá a inscrição na OAB, diante 
da necessidade de aprovação no Exame de Ordem, além do preenchimento dos demais 
requisitos legais, em especial a comprovação de idoneidade moral para a função.
d) Pedro e Soraya poderão exercer livremente a função de advogado no Brasil, desde que 
sejam aprovados no Exame de Ordem, porque a aprovação nesse certame convalida os 
diplomas obtidos no exterior.
015. 015. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXIX/2023) Luana, advogada especialista em 
Direito Civil, é procurada por Carla, que busca ajuizar demanda para obtenção de indenização 
por danos morais e materiais em face de seu vizinho. Ao tomar conhecimento dos fatos, 
Luana percebe que aquele era o último dia possível para o ajuizamento da ação, visto que 
a prescrição da pretensão de sua cliente se consumaria no dia seguinte.
Luana, então, peticionou, perante o juízo competente, sem, contudo, ter tido tempo hábil 
para anexar aos autos a procuração de sua cliente, em razão da urgência decorrente da 
iminente prescrição.
Nesse contexto, considerando as disposições do Estatuto da Ordem dos Advogados do 
Brasil, assinale a afirmativa correta.
a) A advogada Luana não pode postular em juízo ou fora dele sem procuração, ainda que 
em situação de alegada urgência.
b) A urgência, por si só, não é suficiente para justificar a não apresentação da procuração, 
devendo ser conjugada com iminente risco à integridade física ou à vida do cliente.
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c) Luana não está obrigada a apresentar procuração, visto que o mandato conferido por 
seus clientes é presumido pelos fatos narrados na inicial e pela documentação que a instrui.
d) No contexto da iminente prescrição da pretensão de sua cliente, Luana, afirmando 
urgência, pode atuar sem procuração, obrigando-se a apresentá-la no prazo de quinze dias, 
prorrogável por igual período.
016. 016. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXIX/2023) O advogado Edson foi contratado 
para prestar a um cliente assessoria jurídica quanto a uma questão imobiliária.
Considerando o caso hipotético, assinale a afirmativa correta.
a) Edson pode prestar a assessoria de modo verbal. Também não é necessária a outorga 
de mandato ou formalização por contrato de honorários
b) Edson deve prestar a assessoria de modo escrito. Faz-se necessária a outorga de mandato, 
mesmo que não haja formalização por contrato de honorários.
c) Edson pode prestar a assessoria de modo verbal. É necessária a outorga de mandato, 
mesmo que não haja formalização por contrato de honorários.
d) Edson deve prestar a assessoria de modo escrito, mas não é necessária a outorga de 
mandato ou formalização por contrato de honorários.
017. 017. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXVII/2023) Teresa, advogada contratada 
por Carina para representar seus interesses em ação judicial, decide renunciar ao mandato.
Em 16/02/2023, Teresa redige notificação de renúncia e a envia por meio de correspondência 
com aviso de recebimento a Carina, que a recebe em 28/02/2023.
No dia seguinte, Carina ajusta com a advogada Fernanda que ela passará a representar 
seus interesses na ação judicial a partir de então, mas ainda não assina nova procuração.
Considerando esse cenário, sobre o cumprimento de prazo processual com vencimento no 
dia 02/03/2023, assinale a afirmativa correta.
a) Teresa deve cumprir o prazo porque continuará obrigada, durante os dez dias seguintes 
à notificação de renúncia, a representar Carina, mesmo que tenha sido substituída antes 
do término desse prazo.
b) Teresa estará desobrigada do cumprimento do prazo, porque Carina foi notificada da 
renúncia ao mandato em data anterior ao seu vencimento.
c) Fernanda não poderá cumprir o prazo, já que somente poderá postular em juízo fazendo 
prova do mandato.
d) Fernanda poderá cumprir o prazo, já que, afirmando urgência, poderá atuar sem procuração, 
obrigando-se a apresentá-la no prazo de quinze dias, prorrogável por igual período.
018. 018. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXIX/2023) Pedro, cidadão brasileiro, graduou-
se em Direito em renomada instituição norte-americana. Caso deseje exercer no Brasil a 
profissão de advogado, Pedro deverá solicitar inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil.
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Sobre a hipótese, assinale a opção que indica o requisito que, em tal ocasião, Pedro estará 
dispensado de apresentar
a) Revalidação do título de graduação em Direito.
b) Aprovação em Exame de Ordem.
c) Ter sido admitido em estágio profissional de advocacia.
d) Prestação de compromisso perante o conselho.
019. 019. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXVIII/2023) O advogado Alex encontra-se 
licenciado junto à OAB. Assinale a opção que, corretamente, apresenta uma causa para o 
licenciamento de Alex.
a) O requerimento de licenciamento, independentemente de motivação, formulado por Alex.
b) O fato de Alex passar a sofrer de doença física incurável.
c) O exercício por Alex, de forma definitiva, de atividade incompatível com a advocacia.
d) O fato de Alex passar a sofrer de doença mental curável.
020. 020. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXVIII/2023) Lucas, estagiário de Direito, 
descobre que Patrícia, advogada que o supervisiona, teve sua inscrição na OAB cancelada. Na 
intenção de auxiliar Patrícia a restabelecer o exercício da advocacia, Lucas passa a estudar 
a legislação que disciplina o tema.
Sobre o cancelamento da inscrição, Lucas concluiu, corretamente, que
a) deve ter motivo justificado, caso seja solicitada pelo profissional.
b) a aplicação de penalidade de exclusão impossibilita um novo pedido de inscrição.
c) deve ser promovido, de ofício, pelo conselho competente, caso decorra do exercício de 
atividade incompatível com a advocacia.
d) será restaurado o número cancelado, caso seja feito um novo pedido de inscrição.
021. 021. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXVI/2022) O advogado Francisco Campos, 
acadêmico respeitado no universo jurídico, por solicitação do Presidente da Comissão 
de Constituição e Justiça da Câmara de Deputados, realizou estudos e sugestões para a 
alteração de determinado diploma legal.
Sobre a atividade realizada por Francisco Campos, assinale a afirmativa correta.
a) A contribuição de Francisco dá-se como a de qualquer cidadão, não se configurando 
atividade da advocacia, dentre as elencadas no Estatuto da Advocacia e da OAB.
b) É vedada ao advogado a atividade mencionada junto ao Poder Legislativo.
c) A referida contribuição de Francisco é autorizada apenas se Francisco for titular 
de mandato eletivo, hipótese em que, no que se refere ao exercício da advocacia, ele 
estará impedido.
d) Enquanto advogado, é legítimo a Francisco contribuir com a elaboração de normas 
jurídicas,no âmbito dos Poderes da República.
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022. 022. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXV/2022) Maria, advogada, sente falta de 
confiança na relação profissional que mantém com Pedro, cliente que representa em ação 
judicial. Maria externa essa impressão a Pedro, mas as dúvidas existentes não são dissipadas. 
Maria decide, então, renunciar ao mandato. Considerando essa situação hipotética, é correto 
afirmar que o ato de renúncia ao patrocínio
a) excluirá a responsabilidade de Maria por danos eventualmente causados a Pedro após 
dez dias da notificação, salvo se for substituída antes do término desse prazo.
b) obrigará Maria a depositar em juízo bens, valores e documentos que lhe hajam sido 
confiados e ainda estejam em seu poder.
c) fará cessar de imediato a responsabilidade profissional de Maria pelo acompanhamento 
da causa.
d) deverá ser feita sem menção do motivo que a determinou.
023. 023. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXIV/2022) Aline, advogada inscrita na OAB, 
poderá praticar validamente, durante o período em que estiver cumprindo sanção disciplinar 
de suspensão, o seguinte ato:
a) impetrar habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça.
b) visar ato constitutivo de cooperativa, para que seja levado a registro.
c) complementar parecer que elaborara em resposta à consulta jurídica.
d) interpor recurso com pedido de reforma de sentença que lhe foi desfavorável em processo 
no qual atuava em causa própria.
024. 024. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXIV/2022) Determinada sociedade de 
advogados sustenta que os serviços por ela prestados são considerados de notória 
especialização, para fins de contratação com a Administração Pública.
Sobre tal conceito, nos termos do Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa 
correta.
a) Todas as atividades privativas da advocacia são consideradas como serviços de notória 
especialização, tratando-se de atributo da atuação técnica do advogado, não extensível 
à sociedade de advogados.
b) Todas as atividades privativas da advocacia são consideradas como serviços de notória 
especialização, conceito que se estende à atuação profissional do advogado ou da sociedade 
de advogados.
c) Apenas exercem serviços de notória especialização o advogado ou a sociedade de advogados 
cujo trabalho seja possível inferir ser essencial e, indiscutivelmente, o mais adequado à 
plena satisfação do objeto do contrato.
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d) Apenas exercem serviços de notória especialização o advogado cujo trabalho seja possível 
inferir ser essencial e, indiscutivelmente, o mais adequado à plena satisfação do objeto 
do contrato, tratando-se de atributo da atuação técnica do advogado, não extensível à 
sociedade de advogados.
025. 025. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXV/2022) Antônio, brasileiro, formou-se 
em Direito em uma renomada Universidade de certo país da América do Sul. Lá, conheceu 
e casou-se com uma nacional daquele país, Ana, que também se formou em Direito na 
mencionada universidade. Já graduados, Ana e Antônio decidiram mudar-se para o Brasil, 
e exercer a advocacia em Minas Gerais, uma vez que se especializaram em determinado 
ramo do Direito em que há bastante similitude com o Direito do país de origem de Ana. 
Considerando o caso narrado, assinale a afirmativa correta.
a) É vedado a Ana o exercício da advocacia no Brasil, salvo, a título precatório, como consultora 
em Direito Internacional, se não cursar novamente a graduação no nosso país. Antônio, em 
via diversa, poderá inscrever-se como advogado desde que prove seu título de graduação, 
obtido na universidade estrangeira, que este seja revalidado e que seja aprovado no Exame 
de Ordem, cumpridos os demais requisitos legais.
b) Tanto Ana quanto Antônio poderão inscrever-se como advogados, desde que provem 
seus títulos de graduação, obtidos na universidade estrangeira, que estes sejam revalidados 
e que eles sejam aprovados no Exame de Ordem, cumpridos os demais requisitos legais.
c) É vedado a Ana o exercício da advocacia no Brasil, salvo, a título precatório, como consultora 
em Direito Internacional, se não cursar novamente a graduação no nosso país. Antônio 
poderá inscrever-se como advogado desde que prove seu título de graduação, obtido na 
universidade estrangeira, independentemente de revalidação, e que seja aprovado no Exame 
de Ordem, cumpridos os demais requisitos legais.
d) É vedado a Ana e a Antônio o exercício da advocacia no Brasil, salvo, a título precatório, 
como consultores no Direito estrangeiro, se não cursarem novamente a graduação no 
nosso país.
026. 026. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXV/2022) João é estagiário de Direito. É 
vedado a João praticar isoladamente – isto é, sem atuar em conjunto com o advogado ou 
o defensor público que o supervisiona – o seguinte ato:
a) assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais.
b) obter junto aos escrivães e chefes de secretarias certidões de peças de processos 
em curso.
c) comparecer à prática de atos extrajudiciais, sem autorização ou substabelecimento 
do advogado.
d) retirar e devolver autos em cartório, assinando a respectiva carga.
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027. 027. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXIII/2021) Anderson, advogado, decidiu 
renunciar ao mandato outorgado por Adriana. Nessa hipótese, segundo o Estatuto da 
Advocacia e da OAB, é correto afirmar que Anderson continuará a representar Adriana por
a) 10 dias, contados da notificação da renúncia, ainda que Adriana constitua novo advogado 
antes desse prazo.
b) 15 dias, contados da notificação da renúncia, ainda que Adriana constitua novo advogado 
antes desse prazo.
c) 15 dias, contados da notificação da renúncia, exceto se Adriana constituir novo advogado 
antes desse prazo.
d) 10 dias, contados da notificação da renúncia, exceto se Adriana constituir novo advogado 
antes desse prazo.
028. 028. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXIII/2021) Lia, aluna do oitavo período de 
uma Faculdade de Direito, obteve de certo escritório de advocacia a proposta de um estágio 
profissional. Assim, pretende providenciar sua inscrição como estagiária junto à OAB.
Lia deverá requerer sua inscrição como estagiária junto ao Conselho Seccional em cujo 
território se situa
a) a sede do escritório onde atuará.
b) a sede principal da sua atividade de estagiária de advocacia.
c) o seu domicílio de pessoa física.
d) a Faculdade de Direito em que estuda.
029. 029. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXIII/2021) Carlos é aluno do primeiro 
período do curso de Direito. Vinícius é bacharel em Direito, que ainda não realizou o Exame 
da Ordem. Fernanda é advogada inscrita na OAB. Todos eles são aprovados em concurso 
público realizado por Tribunal de Justiça para o preenchimentode vagas de Técnico Judiciário.
Após a investidura de Carlos, Vinícius e Fernanda em tal cargo efetivo e, enquanto 
permanecerem em atividade, é correto afirmar que
a) Carlos não poderá frequentar o estágio ministrado pela instituição de ensino superior 
em que está matriculado.
b) Vinícius preencherá os requisitos necessários para ser inscrito como advogado na OAB, 
caso venha a ser aprovado no Exame da Ordem.
c) Fernanda deverá ter sua inscrição na OAB cancelada de ofício ou em virtude de comunicação 
que pode ser feita por qualquer pessoa.
d) Fernanda deverá ter sua inscrição na OAB suspensa, restaurando-se o número em caso 
de novo pedido.
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030. 030. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXIII/2021) Gabriel, advogado, exerce 
o patrocínio de Bruno em certo processo administrativo. Todavia, foi necessário o 
substabelecimento do mandato a Henrique.
Considerando a hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta.
a) O substabelecimento do mandato com reserva de poderes a Henrique exigirá inequívoco 
conhecimento de Bruno.
b) Diante de substabelecimento com reserva de poderes, Henrique deverá ajustar 
antecipadamente os seus honorários com Bruno.
c) Caso Bruno não aceite a atuação de Henrique, por preferir o trabalho de outro advogado, 
Gabriel deverá privilegiar a atuação do outro profissional com ele no processo.
d) Diante de substabelecimento com reserva de poderes a Henrique, este não poderá cobrar 
honorários sem a intervenção de Gabriel.
031. 031. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXVIII/2019) Maria Lúcia é parte em um 
processo judicial que tramita em determinada Vara da Infância e Juventude, sendo defendida, 
nos autos, pelo advogado Jeremias, integrante da Sociedade de Advogados Y.
No curso da lide, ela recebe a informação de que a criança, cujos interesses são debatidos 
no feito, encontra-se em proeminente situação de risco, por fato que ocorrera há poucas 
horas. Ocorre que o advogado Jeremias não se encontra na cidade naquela data. Por isso, 
Maria Lúcia procura o advogado Paulo, o qual, após analisar a situação, conclui ser necessário 
postular, imediatamente, medida de busca e apreensão do infante.
Considerando o caso hipotético, assinale a afirmativa correta.
a) Paulo poderá aceitar procuração de Maria Lúcia e postular a busca e apreensão, 
independentemente de prévio conhecimento de Jeremias ou da Sociedade de Advogados Y.
b) Paulo poderá aceitar procuração de Maria Lúcia e postular a busca e apreensão, apenas 
após o prévio conhecimento de Jeremias, não sendo suficiente informar à Sociedade de 
Advogados Y, sob pena de cometimento de infração ética.
c) Paulo poderá aceitar procuração de Maria Lúcia e postular a busca e apreensão, apenas 
após o prévio conhecimento de Jeremias ou da Sociedade de Advogados Y, sob pena de 
cometimento de infração ética.
d) Paulo não poderá aceitar procuração de Maria Lúcia e postular a busca e apreensão, 
mesmo que seja promovido o prévio conhecimento de Jeremias e da Sociedade de Advogados 
Y, sem antes ocorrer a renúncia ou revogação do mandato, sob pena de cometimento de 
infração ética.
032. 032. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXX/2019) O advogado Geraldo foi regularmente 
constituído por certo cliente para defendê-lo em um processo judicial no qual esse cliente 
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é réu. Geraldo ofereceu contestação, e o processo segue atualmente seu trâmite regular, 
não tendo sido, por ora, designada audiência de instrução e julgamento.
Todavia, por razões insuperáveis que o impedem de continuar exercendo o mandato, 
Geraldo resolve renunciar. Em 12/02/2019, Geraldo fez a notificação válida da renúncia. 
Três dias depois da notificação, o mandante constituiu novo advogado, substituindo-o. 
Todo o ocorrido foi informado nos autos.
Considerando o caso narrado, de acordo com o Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale 
a afirmativa correta.
a) Geraldo continuará a representar o mandante durante os dez dias seguintes à notificação 
da renúncia.
b) O dever de Geraldo de representar o mandante cessa diante da substituição do advogado, 
independentemente do decurso de prazo.
c) Geraldo continuará a representar o mandante até que seja proferida e publicada sentença 
nos autos, ainda que recorrível.
d) Geraldo continuará a representar o mandante até o término da audiência de instrução 
e julgamento.
033. 033. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXIX/2019) Júnior é bacharel em Direito. 
Formou-se no curso jurídico há seis meses e não prestou, ainda, o Exame de Ordem para 
sua inscrição como advogado, embora pretenda fazê-lo em breve. Por ora, Júnior é inscrito 
junto à OAB como estagiário e exerce estágio profissional de advocacia em certo escritório 
credenciado pela OAB, há um ano. Nesse exercício, poucas semanas atrás, juntamente com 
o advogado José dos Santos, devidamente inscrito como tal, prestou consultoria jurídica 
sobre determinado tema, solicitada por um cliente do escritório. Os atos foram assinados 
por ambos. Todavia, o cliente sentiu-se lesado nessa consultoria, alegando culpa grave na 
sua elaboração.
Considerando o caso hipotético, bem como a disciplina do Estatuto da Advocacia e da OAB, 
assinale a opção correta.
a) Júnior não poderia atuar como estagiário e deverá responder em âmbito disciplinar por 
essa atuação indevida. Já a responsabilidade pelo conteúdo da atuação na atividade de 
consultoria praticada é de José.
b) Júnior não poderia atuar como estagiário e deverá responder em âmbito disciplinar por 
essa atuação indevida. Já a responsabilidade pelo conteúdo da atuação na atividade de 
consultoria praticada é solidária entre Júnior e José.
c) Júnior poderia atuar como estagiário. Já a responsabilidade pelo conteúdo da atuação 
na atividade de consultoria praticada é solidária entre Júnior e José.
d) Júnior poderia atuar como estagiário. Já a responsabilidade pelo conteúdo da atuação 
na atividade de consultoria praticada é de José.
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034. 034. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXX/2019) Maria, formada em uma renomada 
faculdade de Direito, é transexual. Após a aprovação no Exame de Ordem e do cumprimento 
dos demais requisitos, Maria receberá a carteira de identidade de advogado, relativa à sua 
inscrição originária.
Sobre a hipótese apresentada, de acordo com o disposto na Lei n. 8.906/94 e no Regulamento 
Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) É admitida a inclusão do nome social de Maria, em seguida ao nome registral, havendo 
exigência normativa de que este seja o nome pelo qual Maria se identifica e é socialmente 
reconhecida, mediante mero requerimento formulado pela advogada.
b) É admitida a inclusão do nome social de Maria, desde que, por exigência normativa, este 
seja onome pelo qual Maria se identifica e que consta em registro civil de pessoas naturais, 
originariamente ou por alteração, mediante mero requerimento formulado pela advogada.
c) É admitida a inclusão do nome social de Maria, independentemente de menção ao 
nome registral, havendo exigência normativa de que este seja o nome pelo qual Maria 
se identifica, e é socialmente reconhecida, e de que haja prévia aprovação em sessão do 
Conselho Seccional respectivo.
d) Não há previsão na Lei n. 8.906/94 e no Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e 
da OAB sobre a inclusão do nome social de Maria na carteira de identidade do advogado, 
embora tal direito possa advir de interpretação do disposto na Constituição Federal, desde 
que haja cirurgia prévia de redesignação sexual e posterior alteração do nome registral da 
advogada para aquele pelo qual ela se identifica e é socialmente reconhecida.
035. 035. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXX/2019) Jailton, advogado, após dez anos 
de exercício da advocacia, passou a apresentar comportamentos incomuns. Após avaliação 
médica, ele foi diagnosticado com uma doença mental curável, mediante medicação e 
tratamento bastante demorado.
Segundo as disposições do Estatuto da Advocacia e da OAB, o caso do advogado Jailton 
incide em causa de
a) suspensão do exercício profissional.
b) impedimento para o exercício profissional.
c) cancelamento da inscrição profissional.
d) licença do exercício profissional.
036. 036. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXVII/2018) Guilherme é bacharel em Direito, 
não inscrito na OAB como advogado. Ao se deparar com situações de ilegalidade que ameaçam 
a liberdade de locomoção de seus amigos César e João, e com situação de abuso de poder 
que ameaça direito líquido e certo de seu amigo Antônio, Guilherme, valendo-se de seus 
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conhecimentos jurídicos, impetra habeas corpus em favor de César na Justiça Comum 
Estadual, em 1ª instância; habeas corpus em favor de Antônio, perante o Tribunal de 
Justiça, em 2ª instância; e mandado de segurança em favor de João, na Justiça Federal, 
em 1ª instância.
a) Guilherme pode impetrar habeas corpus em favor de César, mas não pode impetrar habeas 
corpus em favor de Antônio, nem mandado de segurança em favor de João.
b) Guilherme pode impetrar habeas corpus em favor de César e Antônio, mas não pode 
impetrar mandado de segurança em favor de João.
c) Guilherme pode impetrar habeas corpus em favor de César e Antônio, e também pode 
impetrar mandado de segurança em favor de João.
d) Guilherme pode impetrar mandado de segurança em favor de João, mas não pode 
impetrar habeas corpus em favor de César e Antônio.
037. 037. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXVI/2018) O advogado José Maria 
celebrou contrato de mandato, há muitos anos, com o cliente Antônio para defendê-lo 
extrajudicialmente em certa questão. O instrumento não previu, de forma expressa, o 
prazo de duração do mandato.
Considerando a hipótese descrita, assinale a afirmativa correta.
a) Ausente previsão de prazo no instrumento, o contrato de mandato extrajudicial é válido 
e será extinto pelo decurso do prazo de 15 anos, salvo renovação expressa.
b) Ausente previsão de prazo no instrumento, o mandato extrajudicial é válido e não será 
extinto pelo decurso de qualquer prazo.
c) Ausente previsão de prazo no instrumento, o mandato extrajudicial é anulável e não será 
extinto pelo decurso de qualquer prazo, mas a anulabilidade pode ser pronunciada por 
decisão judicial, mediante alegação dos interessados.
d) Ausente previsão de prazo no instrumento, o mandato extrajudicial é válido e será extinto 
pelo decurso do prazo de 20 anos, salvo renovação expressa.
038. 038. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXV/2018) O advogado Ícaro dos Santos, 
regularmente constituído para a defesa judicial de certo cliente, necessitou, para o correto 
exercício do mandato, que o cliente lhe apresentasse alguns documentos. Após Ícaro 
solicitar-lhe os documentos diversas vezes, realizando inúmeras tentativas de contato, o 
cliente manteve-se inerte por prazo superior a três meses.
Considerando o caso narrado, assinale a afirmativa correta.
a) Diante da inércia do cliente, o Código de Ética e Disciplina da OAB dispõe que se presume 
extinto automaticamente o mandato.
b) Diante da inércia do cliente, o Código de Ética e Disciplina da OAB dispõe que é recomendada 
a renúncia ao mandato. Ainda de acordo com o diploma, a renúncia ao patrocínio deve ser 
feita com menção do motivo que a determinou.
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c) Diante da inércia do cliente, o Código de Ética e Disciplina da OAB dispõe que é recomendado 
ao advogado peticionar nos autos, solicitando a intimação pessoal do cliente para apresentação 
dos documentos. Apenas após o ato, se mantida a inércia, presume-se extinto o mandato.
d) Diante da inércia do cliente, o Código de Ética e Disciplina da OAB dispõe que é recomendada 
a renúncia ao mandato. Ainda de acordo com o diploma, a renúncia ao patrocínio deve ser 
feita sem menção do motivo que a determinou.
039. 039. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXVII/2018) Lúcio pretende se inscrever 
como advogado junto à OAB. Contudo, ocorre que ele passou por determinada situação 
conflituosa que foi intensamente divulgada na mídia, tendo sido publicado, em certos 
jornais, que Lúcio não teria idoneidade moral para o exercício das atividades de advogado.
Considerando que Lúcio preenche, indubitavelmente, os demais requisitos para a inscrição, 
de acordo com o Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) A inidoneidade moral apenas poderá ser suscitada junto à OAB por advogado inscrito e 
deve ser declarada por meio de decisão da diretoria do conselho competente, por maioria 
absoluta, em procedimento que observe os termos do processo disciplinar.
b) A inidoneidade moral poderá ser suscitada junto à OAB por qualquer pessoa e deve ser 
declarada por meio de decisão de, no mínimo, dois terços dos votos de todos os membros 
do conselho competente, em procedimento que observe os termos do processo disciplinar.
c) A inidoneidade moral apenas poderá ser suscitada junto à OAB por advogado inscrito 
e deve ser declarada por meio de decisão, por maioria absoluta, de todos os membros do 
conselho competente, em procedimento que observe os termos do processo disciplinar.
d) A inidoneidade moral poderá ser suscitada junto à OAB por qualquer pessoa e deve ser 
declarada por meio de decisão, por maioria simples, do Tribunal de Ética e Disciplina do 
conselho competente, em procedimento que observe os termos do processo disciplinar.
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GABARITOGABARITO
1. c
2. c
3. d
4. b
5. c
6. a
7. a
8. b
9. b
10. c
11. b
12. c
13. a
14. c
15. d
16. a
17. d
18.c
19. d
20. c
21. d
22. d
23. a
24. c
25. b
26. c
27. d
28. d
29. c
30. d
31. a
32. b
33. d
34. a
35. d
36. a
37. b
38. d
39. b
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (FGV/2026/OAB-EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLVI) Frederico, advogado, após alcançar 
grande sucesso na advocacia, decidiu se dedicar também à construção civil, passando a 
atuar simultaneamente nas duas áreas.
Diante da afinidade temática entre o Direito Imobiliário e o setor de construção civil, 
Frederico teve a ideia de unir ambas as atividades em um único escritório, oferecendo aos 
clientes consultoria jurídica e serviços de incorporação imobiliária.
Para divulgar o seu novo empreendimento, contratou um escritório de marketing, que 
produziu uma campanha publicitária conjunta, ressaltando seus trabalhos como advogado 
e como empreendedor da construção civil.
Sobre o fato narrado, com base no Estatuto da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) É possível a divulgação conjunta, desde que respeitados o decoro e a dignidade da advocacia, 
cabendo ao Tribunal de Ética e Disciplina da OAB avaliar a adequação da publicidade.
b) É permitida a divulgação conjunta apenas quando a outra atividade também for 
regulamentada por entidade de classe, hipótese em que a OAB poderá celebrar o convênio 
para a publicidade cruzada.
c) É vedada a divulgação conjunta de advocacia com outra atividade, ainda que exercida 
pela mesma pessoa e que haja afinidade entre os ramos, como ocorre entre a advocacia 
imobiliária e a construção civil.
d) Em regra, não é possível divulgar a advocacia em conjunto com outra atividade, mas nesse 
caso seria permitido, pois as atividades são exercidas por uma mesma pessoa e possuem 
afinidade temática, inexistindo conflito ético.
É vedada a divulgação de advocacia em conjunto com outra atividade (art. 1º, §3º, EOAB).
Letra c.
002. 002. (FGV/2026/OAB-EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLVI) Alfredo é graduado em Direito 
pela Universidade Beta, mas não foi aprovado no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil 
(OAB). Durante a graduação, Alfredo não teve a oportunidade de estagiar em um escritório 
de advocacia.
Recentemente, após já estar formado, surgiu a oportunidade de estagiar em um escritório 
credenciado pelo Conselho Seccional da OAB. Ele deseja saber se pode participar do estágio 
profissional de advocacia mesmo após a conclusão de seu curso e se seria possível inscrever-
se no quadro de estagiários da OAB.
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Sobre a hipótese, com base no disposto no Art. 9º do Estatuto da Advocacia e da OAB, 
assinale a afirmativa correta.
a) Alfredo não pode participar de estágio de advocacia, pois o estágio só é permitido para 
estudantes de Direito que ainda estejam cursando os últimos anos do curso jurídico.
b) Alfredo pode se inscrever no quadro de estagiários da OAB, mas somente se concluir o 
estágio profissional em uma instituição de ensino superior, e não em escritório credenciado 
pelo Conselho Seccional da OAB.
c) Alfredo pode participar do estágio profissional de advocacia e inscrever-se como estagiário 
da OAB, mesmo após a conclusão do curso, desde que o estágio seja realizado em escritório 
credenciado pela OAB.
d) Alfredo pode participar do estágio profissional, mas não poderá inscrever-se no quadro de 
estagiários da OAB, pois já concluiu a graduação em Direito e apenas alunos ainda cursando 
o ensino jurídico podem obter essa inscrição.
O estágio profissional poderá ser cumprido por bacharel em Direito que queira se inscrever 
na Ordem (art. 9º, § 4º, EOAB).
O estágio profissional de advocacia, com duração de 2 (dois) anos, realizado nos últimos 
anos do curso jurídico, pode ser mantido pelas respectivas instituições de ensino superior, 
pelos Conselhos da OAB, ou por setores, órgãos jurídicos e escritórios de advocacia 
credenciados pela OAB, sendo obrigatório o estudo do Estatuto e do Código de Ética e 
Disciplina (art. 9º, §1º, EOAB).
Letra c.
003. 003. (FGV/2026/OAB-EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLVI) Danilo, procurador de carreira, 
foi nomeado Procurador-Geral de sua instituição. Antes de assumir a Procuradoria-Geral 
do Estado, ele patrocinava várias causas trabalhistas contra empresas privadas e causas 
tributárias. Agora, Danilo está em dúvida se poderá continuar advogando nessas ações.
Sobre a hipótese apresentada, com base nas disposições do Estatuto da OAB sobre 
incompatibilidades e impedimentos, assinale a afirmativa correta.
a) Danilo está impedido de atuar em causas trabalhistas e tributárias contra a Fazenda Pública 
que o remunera, mas pode continuar patrocinando as causas contra empresas privadas.
b) Danilo poderá continuar patrocinando suas causas trabalhistas e tributárias, pois o cargo 
de Procurador-Geral do Estado não gera incompatibilidade ou impedimento para advogar 
em questões privadas.
c) Danilo poderá continuar patrocinando as causas tributárias, mas não as trabalhistas, pois 
apenas as causas tributárias contra a Fazenda Pública estão abrangidas pelo impedimento 
previsto no Estatuto da OAB.
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d) Danilo não poderá continuar patrocinando suas causas trabalhistas e tributárias, pois 
o cargo de Procurador-Geral do Estado obsta o exercício da advocacia desvinculado da 
função que exerce, durante o período da investidura.
O Estatuto traz regulamentação especial referente aos Procuradores Gerais, Advogados 
Gerais, Defensores Gerais e dirigentes de órgãos jurídicos da Administração Pública direta, 
indireta e fundacional, estabelecendo que estão exclusivamente legitimados para o 
exercício da advocacia vinculada à função que exerçam, durante o período da investidura 
(art. 29, EOAB).
Letra d.
004. 004. (FGV/2025/OAB-EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLIV) Roberto, advogado autônomo 
com destacada atuação no Direito Criminal, foi investido no cargo de diretor jurídico da 
Nossa Estatal, empresa pública federal que atua no mercado financeiro em regime de 
competição com o setor privado. Acerca da nova condição profissional de Roberto, assinale 
a afirmativa correta.
a) A nova atividade exercida por Roberto caracteriza incompatibilidade para o exercício da 
advocacia, mesmo em causa própria.
b) Durante o período da investidura, Roberto estará exclusivamente legitimado para o 
exercício da advocacia vinculada ao cargo de diretor jurídico.
c) Roberto, durante o período da investidura, somente não poderá atuar como advogado 
autônomo contra a Fazenda Pública à qual está vinculada sua entidade empregadora.
d) Uma vez que a atuação de Roberto é na área criminal, sem relação direta com o mercado 
financeiro, Roberto poderá continuar exercendo normalmente a advocacia autônoma.
Os Procuradores Gerais, Advogados Gerais, Defensores Gerais e dirigentes de órgãos 
jurídicos daque envolvem mulheres. Por sua vez, na perspectiva 
de raça, devem ser levadas em conta as particularidades de grupos historicamente 
discriminados em razão da cor da pele.
Destaco que o Provimento n. 228, de 19 de agosto de 2024, regulamenta a observância 
da tramitação e o julgamento com perspectiva de gênero nos processos da OAB.
DIREITO meio de mitigar as desigualdades 
para o encontro de soluções justas 
LEI instrumento para garantir a 
igualdade de todos 
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São atividades privativas da advocacia (art. 1º, EOAB):
• a postulação a órgão do Poder Judiciário e aos juizados especiais;
• as atividades de consultoria, assessoria e direção jurídicas.
Não se inclui na atividade privativa de advocacia a impetração de habeas corpus em 
qualquer instância ou tribunal.
Quanto ao habeas corpus, faz-se necessário lembrar que se trata de remédio constitucional 
de legitimidade universal, uma vez que poderá ser impetrado por qualquer pessoa, em seu 
favor ou de outrem, bem como pelo Ministério Público (art. 654, Código de Processo Penal – 
CPP), sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua 
liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder (artigo 5º, inciso LXVIII, CF/88).
 Obs.: O inciso I do artigo 1º foi objeto de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI n. 1.127), 
na qual foi retirada a expressão “qualquer” após ser declarada inconstitucional. 
Vejamos a redação anterior: “I – a postulação a qualquer órgão do Poder Judiciário 
[...]”.
O termo foi declarado inconstitucional pelo entendimento do Supremo Tribunal 
Federal – STF de que impor a presença do advogado em toda e qualquer manifestação 
perante os órgãos do Poder Judiciário vai de encontro ao regramento constitucional, 
considerando que o advogado é indispensável à administração da Justiça; entretanto, 
sua presença pode ser dispensada em certos atos jurisdicionais.
Sendo assim, não pode o legislador, na elaboração do Estatuto da OAB, exigir a 
presença do advogado para postulação a “qualquer” órgão, pois não é absoluta a 
vedação ao legislador de dispensar a participação do advogado em determinadas 
causas, desde que essa dispensa seja feita com base nos princípios da razoabilidade 
e da proporcionalidade.
EXEMPLO
Nas causas de valor até 20 (vinte) salários mínimos, as partes comparecerão pessoalmen-
te, podendo ser assistidas por advogado; nas de valor superior, a assistência é obrigatória 
(art. 9º, Lei n. 9.099/1995 – Juizados Especiais).
Outro exemplo é a existência do instituto do jus postulandi perante a Justiça do Trabalho, em 
razão do qual, em regra, os empregados e os empregadores poderão reclamar pessoalmente e 
acompanhar suas reclamações até o final (art. 791, Consolidação das Leis do Trabalho – CLT).
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Quanto à atividade privativa de consultoria, assessoria e direção jurídicas, Paulo Lobo 
(Comentários ao Estatuto da Advocacia e da OAB – 2017) diferencia os termos trazidos 
pela legislação:
A assessoria jurídica é espécie do gênero advocacia extrajudicial, pública ou privada, que se 
perfaz auxiliando quem deva tomar decisões, realizar atos ou participar de situações com 
efeitos jurídicos, reunindo dados e informações de natureza jurídica, sem exercício formal de 
consultoria. Se o assessor proferir pareceres, conjuga a atividade de assessoria em sentido 
estrito com a atividade de consultoria jurídica.
Direção jurídica tem o significado de administrar, gerir, coordenar, definir diretrizes de 
serviços jurídicos. [...] Para os dirigentes jurídicos é essencial a atividade-fim de gestão de serviço 
jurídico, enquanto são complementares as atividades de assessoria e consultoria jurídicas, que 
podem ou não ser por eles exercidas. Os atos de advocacia de quem exerce direção jurídica são 
presumidos, sem necessidade de comprovação específica.
Destaco que é defeso (proibido) ao advogado prestar serviços de assessoria e consultoria 
jurídicas para terceiros em sociedades que não possam ser registradas na OAB (art. 4º, 
parágrafo único, do Regulamento Geral).
As atividades de consultoria e assessoria jurídicas podem ser exercidas de modo verbal 
ou por escrito, a critério do advogado e do cliente, e independem de outorga de mandato 
ou de formalização por contrato de honorários (art. 5º, § 4º, EOAB).
Nos termos do artigo 7º do Regulamento Geral do Estatuto, a função de diretoria e 
gerência jurídicas em qualquer empresa pública, privada ou paraestatal, inclusive em 
instituições financeiras, é privativa de advogado, não podendo ser exercida por quem não 
se encontre regularmente inscrito na OAB.
Ainda em caráter extrajudicial, os atos e contratos constitutivos de pessoas jurídicas, 
sob pena de nulidade, só podem ser admitidos a registro, nos órgãos competentes, quando 
visados por advogados (art. 1º, §2º, EOAB).
De acordo com o artigo 2º do Regulamento Geral do Estatuto, o visto do advogado em 
atos constitutivos de pessoas jurídicas, indispensável ao registro e arquivamento nos órgãos 
competentes, deve resultar da efetiva constatação, pelo profissional que os examinar, de 
que os respectivos instrumentos preenchem as exigências legais pertinentes, estando 
impedidos de exercer esse ato de advocacia os advogados que prestem serviços a órgãos 
ou entidades da Administração Pública direta ou indireta, da unidade federativa a que se 
vincula a Junta Comercial ou a quaisquer repartições administrativas competentes para 
o mencionado registro.
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Ressalto que o STF entende que a obrigatoriedade do visto de advogado para o registro de 
atos e contratos constitutivos de pessoas jurídicas não ofende os princípios constitucionais 
da isonomia e da liberdade associativa (ADI n. 1.194).
 Obs.: O Estatuto da OAB veda a divulgação da advocacia em conjunto com outra atividade 
(art. 1º, § 3º, EAOB).
ATIVIDADES PRIVATIVAS DE 
ADVOCACIA 
postulação a órgão do Poder Judiciário e aos 
juizados especiais 
atividades de consultoria, assessoria e 
direção jurídicas 
atos e contratos constitutivos de pessoas 
jurídicas devem ser visados por advogados 
para registro, sob pena de nulidade 
Não se inclui na atividade privativa: 
impetração de habeas corpus 
O exercício da atividade de advocacia no território brasileiro e a denominação de advogado 
são privativos dos inscritos na OAB (art. 3º, EOAB).
O estagiário de advocacia, se regularmente inscrito, poderá praticar os atos privativos 
de advogado em conjunto com o advogado e sob a responsabilidade deste, observado o 
regimento geral (art. 3º, § 2º, EOAB).
Segundo o artigo 29 do Regulamento Geral do Estatuto, os atos de advocacia podem ser 
subscritos por estagiário inscrito na OAB, em conjunto com o advogado ou o defensor público.
O estagiárioAdministração Pública direta, indireta e fundacional são exclusivamente 
legitimados para o exercício da advocacia vinculada à função que exerçam, durante o 
período da investidura (art. 29, EOAB).
Letra b.
005. 005. (FGV/2024/OAB-EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLI) Atena, médica oftalmologista, e 
Dionísio, advogado atuante em Direito de Família, são casados há 5 anos e residem em casa 
alugada na cidade de Uberaba/MG.
Sendo ambos iniciantes em suas respectivas profissões e visando evitar gastos, decidem 
instalar seus escritórios profissionais na própria casa em que residem. Assim, montaram um 
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consultório médico e um escritório de advocacia na parte frontal da residência e anunciaram 
conjuntamente, em outdoor próximo, os serviços médicos e advocatícios, em publicidade 
que ressaltou o fato de serem casados.
Acerca dos limites das atividades de advocacia e da publicidade do advogado, conforme 
o Código de Ética e Disciplina e o Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil, assinale a 
afirmativa correta.
a) Atena e Dionísio poderão constituir seus escritórios profissionais no mesmo imóvel, bem 
como divulgar seus respectivos trabalhos conjuntamente, desde que o outdoor em que 
incluírem a publicidade seja de pequeno porte.
b) A divulgação dos serviços de advocacia em conjunto com serviços médicos não é vedada, 
desde que tenha caráter meramente informativo e zele pela discrição e sobriedade.
c) Dionísio não poderá anunciar seus serviços advocatícios em conjunto com outras atividades, 
ainda que com sua esposa que exerce a medicina, pois o Estatuto da Ordem e o Código de 
Ética e Disciplina proíbem tal conduta de forma peremptória.
d) A divulgação conjunta dos serviços médicos e advocatícios será permitida, excepcionalmente, 
neste caso, porque Atena e Dionísio são casados e moram na mesma residência, de modo 
que não lhes seria possível exigir conduta diversa.
De acordo com o artigo 1º, § 3º, do Estatuto da OAB é vedada a divulgação de advocacia 
em conjunto com outra atividade.
Letra c.
006. 006. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLV/2025) Helena concluiu seu mestrado 
em Administração Pública e acumulou significativo conhecimento jurídico, mas não possui 
formação em Direito nem inscrição nos quadros da OAB. Apesar disso, ela passou a oferecer 
consultoria jurídica e a atuar em audiências representando clientes.
André, por sua vez, era advogado regularmente inscrito na OAB, porém foi suspenso do 
exercício profissional por prática de infração disciplinar. Mesmo suspenso, ele continuou a 
realizar atos privativos da advocacia, tais como peticionar e participar de audiências.
Com base nessas situações hipotéticas, assinale a afirmativa correta.
a) Os atos praticados por André, após a sua suspensão da OAB, são nulos, pois ele está 
impedido de exercer a advocacia enquanto durar a suspensão.
b) Os atos privativos da advocacia praticados por Helena, que não possui inscrição na OAB, 
são válidos, desde que seus clientes a autorizem expressamente, ratificando os atos por 
ela praticados.
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c) Os atos praticados por Helena são válidos, desde que restritos à consultoria extrajudicial e 
relacionados à administração pública, uma vez que ela não representa clientes em processos 
judiciais.
d) Tanto os atos praticados por Helena quanto os atos praticados por André são anuláveis, 
porém sujeitos à convalidação, pois a atuação em audiências e a prática de consultoria 
jurídica, embora preferencialmente exercidas por advogados, podem, excepcionalmente, 
ser exercidas por pessoa com conhecimento jurídico.
São nulos os atos privativos de advogado praticados por pessoa não inscrita na OAB, sem 
prejuízo das sanções civis, penais e administrativas. São também nulos os atos praticados 
por advogado impedido – no âmbito do impedimento – suspenso, licenciado ou que passe 
a exercer atividade incompatível com a advocacia (art. 4º, EOAB).
Registre-se, ainda, que, nos termos do artigo 1º, inciso I, do Estatuto da OAB, são atividades 
privativas da advocacia as atividades de consultoria, assessoria e direção jurídicas.
Letra a.
007. 007. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLV/2025) Os irmãos, Matilde, advogada, e 
Frederico, consultor de empresas, decidiram firmar sociedade para prestar serviços jurídicos 
e de consultoria empresarial na capital mineira. Para isso, montaram um escritório em 
conjunto na cidade de Belo Horizonte, MG, divulgando seus serviços por meio de panfletos 
e redes sociais (Instagram e Linkedln), ressaltando a natureza jurídica e empresarial das 
atividades como um ponto de destaque do escritório.
Em relação às regras sobre a atividade privativa de advocacia e à publicidade de serviços 
advocatícios, conforme o Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil, 
assinale a afirmativa correta.
a) É vedada a divulgação dos serviços advocatícios em conjunto com qualquer outra atividade, 
inclusive a de consultoria empresarial.
b) A publicidade conjunta dos serviços advocatícios e empresariais é permitida apenas 
quando realizada por meio de plataformas digitais, como redes sociais.
c) Matilde e Frederico podem atuar conjuntamente, já que as atividades jurídicas e de 
consultoria empresarial possuem afinidade e se complementam.
d) A divulgação dos serviços advocatícios juntamente com atividades de consultoria 
empresarial é permitida, desde que os materiais de publicidade sejam sóbrios e não induzam 
ao erro.
É vedada a divulgação de advocacia em conjunto com outra atividade (art. 1º, § 3º, EOAB).
Letra a.
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008. 008. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLIII/2025) Afonso, condenado por tráfico de 
drogas, cumpre pena dividindo cela com Rodrigo, preso preventivamente há mais de dois 
anos, sem que a instrução do processo por roubo a que responde tenha sido concluída. 
Indignado com a situação de Rodrigo, Afonso, que não tem formação jurídica, mas sempre 
foi habilidoso com a escrita, decide redigir um pedido de habeas corpus em folha de caderno, 
à mão, em favor de seu companheiro de cela.
Considerando o disposto no Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (EOAB), assinale 
a afirmativa correta.
a) A impetração de habeas corpus é atividade privativa de advogado regularmente inscrito na 
OAB, não podendo ser realizada por um leigo, ainda que em defesa de direitos fundamentais.
b) Afonso poderá redigir e impetrar o habeas corpus em favor de Rodrigo, pois a impetração 
desse remédio constitucional não está incluída entre as atividades privativas da advocacia.
c) Afonso somente poderia impetrar o habeas corpus se comprovasse que não havia advogado 
disponível para atuar no caso de Rodrigo.
d) A impetração de habeas corpus é vedada para leigos quando se trata de crimes graves, 
comoroubo, exigindo obrigatoriamente a atuação de advogado.
Nos termos do artigo 1º, § 1º, do Estatuto da OAB, não se inclui na atividade privativa de 
advocacia a impetração de habeas corpus em qualquer instância ou tribunal.
Letra b.
009. 009. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLIV/2025) O advogado Ivan precisava embarcar 
em um voo doméstico de Recife para Curitiba, a fim de participar do Congresso Brasileiro 
de Direito de Família. Ao chegar ao balcão de check-in, percebeu que havia esquecido todos 
os seus documentos de identificação em seu escritório, com exceção da carteira da Ordem 
dos Advogados do Brasil (OAB), na qual consta sua foto. A responsável pelo atendimento 
da companhia aérea informou que não aceitaria a carteira da OAB como documento de 
identidade e, por isso, Ivan estaria impedido de embarcar. Ivan argumentou que o documento 
deveria ser aceito como prova de identidade civil, uma vez que é o único documento de 
identidade profissional obrigatório para o exercício da advocacia. Sobre a hipótese, com 
base no Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil, assinale a afirmativa correta.
a) Ivan não poderá embarcar, pois a carteira da OAB não é considerada documento de 
identidade civil válido para viagens nacionais em aviões.
b) Ivan poderá embarcar, pois a carteira da OAB constitui prova de identidade civil para 
todos os fins legais, inclusive para viagens nacionais em aviões.
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c) Ivan somente poderá embarcar se apresentar outro documento de identificação civil 
junto com a carteira da OAB, como medida de segurança adicional.
d) Ivan não poderá embarcar, pois a carteira da OAB só é válida como documento de 
identificação quando utilizada em exercício da atividade profissional em fóruns e tribunais.
O documento de identidade profissional é de uso obrigatório no exercício da atividade 
de advogado ou estagiário e constitui prova de identidade civil para todos os fins legais 
(art. 13, EOAB).
Letra b.
010. 010. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLII/2024) A sociedade empresária Alfa 
contratou o advogado João Carlos para propor ação de repetição de indébito tributário 
contra a Fazenda Nacional. Foi outorgado mandato específico para a referida demanda e 
celebrado o respectivo contrato de honorários.
No decorrer da prestação dos serviços, devido ao grande conhecimento de João Carlos 
em outras áreas do direito, bem como à sua pronta disponibilidade, os responsáveis pela 
Alfa passaram a consultá−lo informalmente sobre diversos assuntos da empresa, inclusive 
adotando medidas e tomando decisões a partir das orientações verbais prestadas. Seis 
meses após o início dessas consultas, a empresa Alfa e João Carlos formalizaram outro 
contrato de honorários advocatícios, com efeitos prospectivos, desta feita para a prestação 
da atividade consultiva em curso.
Acerca da atuação profissional de João Carlos durante o período anterior à formalização 
do contrato de honorários, assinale a afirmativa correta.
a) Não há como reconhecer as atividades prestadas por João Carlos no período anterior à 
formalização do contrato de honorários, pois a atuação do advogado, salvo em situações 
urgentes, exige a prova do mandato.
b) A outorga de mandato para as atividades de consultoria jurídica é prescindível, porém 
a falta de formalização dos serviços prestados, por meio de contrato de honorários, torna 
o período anterior insuscetível de reconhecimento.
c) As atividades prestadas por João Carlos no período podem ser reconhecidas, uma vez 
que a consultoria jurídica independe de outorga de mandato ou formalização por contrato 
de honorários, sendo desinfluente o modo pelo qual foram prestados os serviços.
d) O não reconhecimento das atividades prestadas por João Carlos no período anterior à 
formalização do contrato de honorários decorre do fato de que a atuação se deu de forma 
verbal, de tal modo que, se a atuação tivesse se dado por escrito, as atividades prestadas 
poderiam ser reconhecidas.
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As atividades de consultoria e assessoria jurídicas podem ser exercidas de modo verbal 
ou por escrito, a critério do advogado e do cliente, e independem de outorga de mandato 
ou de formalização por contrato de honorários (art. 5º, § 4º, EOAB).
Letra c.
011. 011. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLI/2024) A advogada Marina prestou 
consultoria na área de Direito Tributário para uma sociedade empresária, analisando um 
tema importante para as funções da referida pessoa jurídica.
Sobre a atividade da advogada, de acordo com o Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale 
a afirmativa correta.
a) A mencionada consultoria deve ser prestada exclusivamente de modo escrito e pressupõe 
formalização de contrato de honorários.
b) Se a pessoa jurídica e a advogada assim acordarem, independentemente de mandato ou 
mesmo da formalização do contrato de honorários, é possível a prestação da consultoria 
por escrito ou verbalmente.
c) Caso a consultoria seja prestada verbalmente, a concordância com essa forma deve ser 
expressa por ambas as partes em contrato escrito de prestação de serviços advocatícios.
d) A consultoria prestada por Marina pode ser realizada de modo escrito ou verbalmente 
e, assim, o contrato de prestação de serviços advocatícios pode ser verbal ou escrito, mas 
é necessária a outorga de mandato.
As atividades de consultoria e assessoria jurídicas podem ser exercidas de modo verbal 
ou por escrito, a critério do advogado e do cliente, e independem de outorga de mandato 
ou de formalização por contrato de honorários (art. 5º, § 4º, do EOAB).
Letra b.
012. 012. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XL/2024) Sebastião, advogado, celebrou 
contrato de mandato com o cliente Amir, para representá-lo extrajudicialmente, tendo 
realizado diligências em prol da resolução do imbróglio.
Desde a celebração do mandato, passaram-se mais de 20 (vinte) anos, mas as atividades 
para as quais Amir contratou Sebastião, por sua própria natureza, se protraíram no tempo, 
sendo ainda necessárias a Amir.
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a) O mandato extinguiu-se pelo decurso do tempo, salvo se previsto prazo diverso no 
respectivo instrumento.
b) O mandato extinguiu-se pelo decurso do tempo, sendo vedada a previsão de prazo diverso 
no respectivo instrumento.
c) O mandato não se extinguiu pelo decurso do tempo, salvo se foi consignado prazo no 
respectivo instrumento.
d) O mandato não se extinguiu pelo decurso do tempo, sendo vedada a estipulação de prazo 
no respectivo instrumento.
Nos termos do artigo 18 do Código de Ética e Disciplina, o mandado judicial ou extrajudicial 
não se extingue pelo decurso de tempo, salvo se o contrário for consignado no respectivo 
instrumento.
Letrac.
013. 013. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLII/2024) Rita, advogada regularmente 
inscrita na OAB, compareceu ao Detran para providenciar a transferência de um veículo 
que acabara de adquirir.
Instada a apresentar seu documento de identificação civil, Rita apresentou sua carteira da 
OAB, a qual não foi aceita pelo funcionário da repartição, que afirmou ser imprescindível 
a apresentação da Carteira de identidade (Registro Geral) ou da Carteira Nacional de 
Habilitação (CNH).
Com base no enunciado, a recusa do documento emitido pela OAB foi
a) ilegítima, uma vez que o documento emitido pela OAB constitui prova de identidade civil 
para todos os fins legais.
b) correta, pois, à míngua de previsão legal, não poderia o funcionário do Detran admitir a 
carteira da OAB como documento de identificação civil.
c) inválida, pois, embora não haja expressa previsão legal, a carteira da OAB tem sido admitida 
como documento válido de identificação civil pela prática consuetudinária.
d) inadequada, porém não ilegal, uma vez que os documentos de identidade profissional do 
advogado estão previstos somente no Regulamento Geral da Advocacia, não sendo exigível 
que o funcionário do Detran conheça as normas internas da OAB.
O documento de identidade profissional é de uso obrigatório no exercício da atividade 
de advogado ou estagiário e constitui prova de identidade civil para todos os fins legais 
(art. 13, EOAB).
Letra a.
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Atividade de Advocacia, Inscrição na OAB 
Cínthia Biesek
014. 014. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLI/2024) Pedro Estrela, brasileiro, natural 
de Recife/PE, foi preso em flagrante por participar de esquema criminoso envolvendo 
pirâmides financeiras e por se apresentar como advogado, mesmo sem qualquer formação 
jurídica. Tendo obtido liberdade provisória, fugiu para o Equador, onde obteve graduação 
no curso de Direito, em faculdade local.
Muitos anos depois, após ter extinta a punibilidade pelas infrações penais praticadas, decide 
voltar ao Brasil com a pretensão de exercer a advocacia. Quando da mudança para o Brasil, 
trouxe sua esposa equatoriana, Soraya, que já exercia a profissão de advogada no Equador.
Considerando o enunciado acima, e a respeito da inscrição na Ordem dos Advogados do 
Brasil, assinale a afirmativa correta.
a) Pedro Estrela, desde que atendidos os demais requisitos para a inscrição como advogado, 
poderá exercer a advocacia no Brasil, independentemente de revalidação do seu diploma, 
diante do fato de ser brasileiro nato.
b) Soraya não poderá exercer a profissão de advogada no Brasil, ainda que cumpra os demais 
requisitos para inscrição na Ordem, porque títulos de graduação obtidos em instituições 
estrangeiras não são aceitos para comprovação da aptidão por estrangeiros.
c) O título de graduação obtido por Pedro em instituição estrangeira poderá ser aceito no 
Brasil, desde que devidamente revalidado, o que não lhe garantirá a inscrição na OAB, diante 
da necessidade de aprovação no Exame de Ordem, além do preenchimento dos demais 
requisitos legais, em especial a comprovação de idoneidade moral para a função.
d) Pedro e Soraya poderão exercer livremente a função de advogado no Brasil, desde que 
sejam aprovados no Exame de Ordem, porque a aprovação nesse certame convalida os 
diplomas obtidos no exterior.
Nos termos do artigo 8º, § 2º, do Estatuto da OAB, o estrangeiro (Soraya) ou o brasileiro 
não graduado em Direito no Brasil (Pedro) deve fazer prova do título de graduação obtido 
na instituição estrangeira, o qual será devidamente revalidado, além de demonstrar o 
cumprimento dos demais requisitos previstos no artigo 8º do Estatuto da OAB:
• capacidade civil;
• diploma ou certidão de graduação em Direito, obtido em instituição de ensino 
oficialmente autorizada e credenciada;
• título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro;
• aprovação em Exame de Ordem;
• não exercer atividade incompatível com a advocacia;
• idoneidade moral;
• prestar compromisso perante o conselho.
Letra c.
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Atividade de Advocacia, Inscrição na OAB 
Cínthia Biesek
015. 015. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXIX/2023) Luana, advogada especialista em 
Direito Civil, é procurada por Carla, que busca ajuizar demanda para obtenção de indenização 
por danos morais e materiais em face de seu vizinho. Ao tomar conhecimento dos fatos, 
Luana percebe que aquele era o último dia possível para o ajuizamento da ação, visto que 
a prescrição da pretensão de sua cliente se consumaria no dia seguinte.
Luana, então, peticionou, perante o juízo competente, sem, contudo, ter tido tempo hábil 
para anexar aos autos a procuração de sua cliente, em razão da urgência decorrente da 
iminente prescrição.
Nesse contexto, considerando as disposições do Estatuto da Ordem dos Advogados do 
Brasil, assinale a afirmativa correta.
a) A advogada Luana não pode postular em juízo ou fora dele sem procuração, ainda que 
em situação de alegada urgência.
b) A urgência, por si só, não é suficiente para justificar a não apresentação da procuração, 
devendo ser conjugada com iminente risco à integridade física ou à vida do cliente.
c) Luana não está obrigada a apresentar procuração, visto que o mandato conferido por 
seus clientes é presumido pelos fatos narrados na inicial e pela documentação que a instrui.
d) No contexto da iminente prescrição da pretensão de sua cliente, Luana, afirmando 
urgência, pode atuar sem procuração, obrigando-se a apresentá-la no prazo de quinze dias, 
prorrogável por igual período.
O advogado postula, em juízo ou fora dele, fazendo prova do mandato. No entanto, ao 
afirmar urgência, o advogado pode atuar sem procuração, obrigando-se a apresentá-la 
no prazo de 15 (quinze) dias, prorrogável por igual período (art. 5º, EOAB).
Letra d.
016. 016. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXIX/2023) O advogado Edson foi contratado 
para prestar a um cliente assessoria jurídica quanto a uma questão imobiliária.
Considerando o caso hipotético, assinale a afirmativa correta.
a) Edson pode prestar a assessoria de modo verbal. Também não é necessária a outorga 
de mandato ou formalização por contrato de honorários
b) Edson deve prestar a assessoria de modo escrito. Faz-se necessária a outorga de mandato, 
mesmo que não haja formalização por contrato de honorários.
c) Edson pode prestar a assessoria de modo verbal. É necessária a outorga de mandato, 
mesmo que não haja formalização por contrato de honorários.
d) Edson deve prestar a assessoria de modo escrito, mas não é necessária a outorga de 
mandato ou formalização por contrato de honorários.
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Atividade de Advocacia, Inscrição na OAB 
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As atividades de consultoria e assessoria jurídicas podem ser exercidas de modo verbal ou 
por escrito, a critério do advogado e do cliente, e independem de outorga de mandato ou 
de formalização por contrato de honorários (art. 5º,§ 4º, EOAB).
Letra a.
017. 017. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXVII/2023) Teresa, advogada contratada 
por Carina para representar seus interesses em ação judicial, decide renunciar ao mandato.
Em 16/02/2023, Teresa redige notificação de renúncia e a envia por meio de correspondência 
com aviso de recebimento a Carina, que a recebe em 28/02/2023.
No dia seguinte, Carina ajusta com a advogada Fernanda que ela passará a representar 
seus interesses na ação judicial a partir de então, mas ainda não assina nova procuração.
Considerando esse cenário, sobre o cumprimento de prazo processual com vencimento no 
dia 02/03/2023, assinale a afirmativa correta.
a) Teresa deve cumprir o prazo porque continuará obrigada, durante os dez dias seguintes 
à notificação de renúncia, a representar Carina, mesmo que tenha sido substituída antes 
do término desse prazo.
b) Teresa estará desobrigada do cumprimento do prazo, porque Carina foi notificada da 
renúncia ao mandato em data anterior ao seu vencimento.
c) Fernanda não poderá cumprir o prazo, já que somente poderá postular em juízo fazendo 
prova do mandato.
d) Fernanda poderá cumprir o prazo, já que, afirmando urgência, poderá atuar sem procuração, 
obrigando-se a apresentá-la no prazo de quinze dias, prorrogável por igual período.
O advogado postula, em juízo ou fora dele, fazendo prova do mandato. No entanto, ao 
afirmar urgência, o advogado pode atuar sem procuração, obrigando-se a apresentá-la 
no prazo de 15 (quinze) dias, prorrogável por igual período (art. 5º, EOAB).
O advogado que renunciar ao mandato continuará, durante os 10 (dez) dias seguintes 
à notificação da renúncia, a representar o mandante, salvo se for substituído antes do 
término desse prazo (art. 5º, § 3º, EOAB).
Letra d.
018. 018. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXIX/2023) Pedro, cidadão brasileiro, graduou-
se em Direito em renomada instituição norte-americana. Caso deseje exercer no Brasil a 
profissão de advogado, Pedro deverá solicitar inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil.
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Sobre a hipótese, assinale a opção que indica o requisito que, em tal ocasião, Pedro estará 
dispensado de apresentar
a) Revalidação do título de graduação em Direito.
b) Aprovação em Exame de Ordem.
c) Ter sido admitido em estágio profissional de advocacia.
d) Prestação de compromisso perante o conselho.
Nos termos do artigo 8º, § 2º, do Estatuto da OAB, o estrangeiro (Soraya) ou o brasileiro 
não graduado em Direito no Brasil (Pedro) deve fazer prova do título de graduação obtido 
na instituição estrangeira, o qual será devidamente revalidado, além de demonstrar o 
cumprimento dos demais requisitos previstos no artigo 8º do Estatuto da OAB:
• capacidade civil;
• diploma ou certidão de graduação em Direito, obtido em instituição de ensino 
oficialmente autorizada e credenciada;
• título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro;
• aprovação no Exame de Ordem;
• não exercer atividade incompatível com a advocacia;
• idoneidade moral;
• prestar compromisso perante o conselho.
Letra c.
019. 019. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXVIII/2023) O advogado Alex encontra-se 
licenciado junto à OAB. Assinale a opção que, corretamente, apresenta uma causa para o 
licenciamento de Alex.
a) O requerimento de licenciamento, independentemente de motivação, formulado por Alex.
b) O fato de Alex passar a sofrer de doença física incurável.
c) O exercício por Alex, de forma definitiva, de atividade incompatível com a advocacia.
d) O fato de Alex passar a sofrer de doença mental curável.
Licencia-se o profissional que (art. 12, EOAB):
• assim o requerer, por motivo justificado.
• passar a exercer, em caráter temporário, atividade incompatível com o exercício 
da advocacia;
• sofrer doença mental considerada curável;
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Cancela-se a inscrição do profissional que (art. 11, EOAB):
• assim o requerer;
• sofrer penalidade de exclusão;
• falecer;
• passar a exercer, em caráter definitivo, atividade incompatível com a advocacia;
• perder qualquer um dos requisitos necessários para inscrição.
Letra d.
020. 020. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXVIII/2023) Lucas, estagiário de Direito, 
descobre que Patrícia, advogada que o supervisiona, teve sua inscrição na OAB cancelada. Na 
intenção de auxiliar Patrícia a restabelecer o exercício da advocacia, Lucas passa a estudar 
a legislação que disciplina o tema.
Sobre o cancelamento da inscrição, Lucas concluiu, corretamente, que
a) deve ter motivo justificado, caso seja solicitada pelo profissional.
b) a aplicação de penalidade de exclusão impossibilita um novo pedido de inscrição.
c) deve ser promovido, de ofício, pelo conselho competente, caso decorra do exercício de 
atividade incompatível com a advocacia.
d) será restaurado o número cancelado, caso seja feito um novo pedido de inscrição.
Cancela-se a inscrição do profissional que assim o requer (art. 11, inciso I, EOAB). Lembre-se: 
é o requerimento de licenciamento que deve ter motivo justificado (art. 12, inciso I, EOAB).
Apesar do cancelamento, poderá ser feito novo pedido de inscrição, que não restaura o 
número de inscrição anterior, devendo o interessado comprovar os requisitos da capacidade 
civil, do não desempenho de atividade incompatível e de idoneidade moral, além de prestar 
novamente compromisso perante o Conselho. Caso o cancelamento ocorra em razão 
de exclusão, o novo pedido de inscrição também deve ser acompanhado de provas de 
reabilitação judicial (art. 11, §§ 2º e 3º, EOAB).
Ademais, o cancelamento deve ser promovido de ofício pelo conselho competente ou 
em virtude de comunicação por qualquer pessoa, em caso de aplicação de penalidade de 
exclusão, falecimento ou desempenho de atividade incompatível (art. 11, § 1º, EOAB).
Letra c.
021. 021. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXVI/2022) O advogado Francisco Campos, 
acadêmico respeitado no universo jurídico, por solicitação do Presidente da Comissão 
de Constituição e Justiça da Câmara de Deputados, realizou estudos e sugestões para a 
alteração de determinado diploma legal.
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Sobre a atividade realizada por Francisco Campos, assinale a afirmativa correta.
a) A contribuição de Francisco dá-se como a de qualquer cidadão, não se configurando 
atividade da advocacia, dentre as elencadas no Estatuto da Advocacia e da OAB.
b) É vedada ao advogado a atividade mencionada junto ao Poder Legislativo.
c) A referida contribuição de Francisco é autorizada apenas se Francisco for titular de 
mandato eletivo, hipótese em que, no que se refere ao exercício da advocacia, ele estará 
impedido.
d) Enquanto advogado, é legítimo a Francisco contribuir com a elaboração de normas 
jurídicas, no âmbito dos Poderes da República.
Oadvogado pode contribuir com o processo legislativo e com a elaboração de normas 
jurídicas no âmbito dos Poderes da República (art. 2º-A, EOAB).
Letra d.
022. 022. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXV/2022) Maria, advogada, sente falta de 
confiança na relação profissional que mantém com Pedro, cliente que representa em ação 
judicial. Maria externa essa impressão a Pedro, mas as dúvidas existentes não são dissipadas. 
Maria decide, então, renunciar ao mandato. Considerando essa situação hipotética, é correto 
afirmar que o ato de renúncia ao patrocínio
a) excluirá a responsabilidade de Maria por danos eventualmente causados a Pedro após 
dez dias da notificação, salvo se for substituída antes do término desse prazo.
b) obrigará Maria a depositar em juízo bens, valores e documentos que lhe hajam sido 
confiados e ainda estejam em seu poder.
c) fará cessar de imediato a responsabilidade profissional de Maria pelo acompanhamento 
da causa.
d) deverá ser feita sem menção do motivo que a determinou.
a) Errada. A renúncia ao mandato não exclui a responsabilidade por danos eventualmente 
causados ao cliente ou a terceiros (art. 16, § 1º, CED-OAB).
b) Errada. A conclusão ou desistência da causa, tenha havido ou não extinção do mandato, obriga 
o advogado a devolver ao cliente bens, valores e documentos que lhe hajam sido confiados 
e ainda estejam em seu poder, bem como a prestar-lhe contas, pormenorizadamente, sem 
prejuízo de esclarecimentos complementares que se mostrem pertinentes e necessários. 
No entanto, ressalto que a parcela dos honorários paga pelos serviços até então prestados 
não se inclui entre os valores a serem devolvidos (art. 12, CED-OAB).
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c) Errada. O advogado que renunciar ao mandato continuará, durante os 10 (dez) dias 
seguintes à notificação da renúncia, a representar o mandante, salvo se for substituído 
antes do término desse prazo (art. 5º, §3º, EOAB).
d) Certa. A renúncia ao patrocínio deve ser feita sem menção do motivo que a determinou, 
fazendo cessar a responsabilidade profissional pelo acompanhamento da causa, uma vez 
decorrido o prazo previsto em lei (art. 16, CED-OAB).
Letra d.
023. 023. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXIV/2022) Aline, advogada inscrita na OAB, 
poderá praticar validamente, durante o período em que estiver cumprindo sanção disciplinar 
de suspensão, o seguinte ato:
a) impetrar habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça.
b) visar ato constitutivo de cooperativa, para que seja levado a registro.
c) complementar parecer que elaborara em resposta à consulta jurídica.
d) interpor recurso com pedido de reforma de sentença que lhe foi desfavorável em processo 
no qual atuava em causa própria.
São atividades privativas da advocacia (art. 1º, EOAB):
• a postulação a órgão do Poder Judiciário e aos juizados especiais;
• as atividades de consultoria, assessoria e direção jurídicas.
Ainda em caráter extrajudicial, os atos e contratos constitutivos de pessoas jurídicas, sob 
pena de nulidade, só podem ser admitidos a registro nos órgãos competentes quando 
visados por advogados (art. 1º, §2º, EOAB).
Nos termos do artigo 1º, §1º, do Estatuto da OAB, não se inclui na atividade privativa da 
advocacia a impetração de habeas corpus em qualquer instância ou tribunal.
Letra a.
024. 024. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXIV/2022) Determinada sociedade de 
advogados sustenta que os serviços por ela prestados são considerados de notória 
especialização, para fins de contratação com a Administração Pública.
Sobre tal conceito, nos termos do Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a 
afirmativa correta.
a) Todas as atividades privativas da advocacia são consideradas como serviços de notória 
especialização, tratando-se de atributo da atuação técnica do advogado, não extensível 
à sociedade de advogados.
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b) Todas as atividades privativas da advocacia são consideradas como serviços de notória 
especialização, conceito que se estende à atuação profissional do advogado ou da sociedade 
de advogados.
c) Apenas exercem serviços de notória especialização o advogado ou a sociedade de advogados 
cujo trabalho seja possível inferir ser essencial e, indiscutivelmente, o mais adequado à 
plena satisfação do objeto do contrato.
d) Apenas exercem serviços de notória especialização o advogado cujo trabalho seja possível 
inferir ser essencial e, indiscutivelmente, o mais adequado à plena satisfação do objeto 
do contrato, tratando-se de atributo da atuação técnica do advogado, não extensível à 
sociedade de advogados.
Os serviços profissionais de advogado são, por sua natureza, técnicos e singulares, quando 
comprovada sua notória especialização, nos termos da lei (art. 3º-A, EOAB).
Considera-se notória especialização o profissional ou a sociedade de advogados cujo conceito 
no campo de sua especialidade, decorrente de desempenho anterior, estudos, experiências, 
publicações, organização, aparelhamento, equipe técnica ou outros requisitos relacionados 
com suas atividades, permita inferir que seu trabalho é essencial e indiscutivelmente o 
mais adequado à plena satisfação do objeto do contrato.
Letra c.
025. 025. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXV/2022) Antônio, brasileiro, formou-se 
em Direito em uma renomada Universidade de certo país da América do Sul. Lá, conheceu 
e casou-se com uma nacional daquele país, Ana, que também se formou em Direito na 
mencionada universidade. Já graduados, Ana e Antônio decidiram mudar-se para o Brasil, 
e exercer a advocacia em Minas Gerais, uma vez que se especializaram em determinado 
ramo do Direito em que há bastante similitude com o Direito do país de origem de Ana. 
Considerando o caso narrado, assinale a afirmativa correta.
a) É vedado a Ana o exercício da advocacia no Brasil, salvo, a título precatório, como consultora 
em Direito Internacional, se não cursar novamente a graduação no nosso país. Antônio, em 
via diversa, poderá inscrever-se como advogado desde que prove seu título de graduação, 
obtido na universidade estrangeira, que este seja revalidado e que seja aprovado no Exame 
de Ordem, cumpridos os demais requisitos legais.
b) Tanto Ana quanto Antônio poderão inscrever-se como advogados, desde que provem 
seus títulos de graduação, obtidos na universidade estrangeira, que estes sejam revalidados 
e que eles sejam aprovados no Exame de Ordem, cumpridos os demais requisitos legais.
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c) É vedado a Ana o exercício da advocacia no Brasil, salvo, a título precatório, como consultora 
em Direito Internacional, se não cursar novamente a graduação no nosso país. Antônio 
poderá inscrever-se como advogado desde que prove seu título de graduação, obtido na 
universidade estrangeira, independentementede revalidação, e que seja aprovado no Exame 
de Ordem, cumpridos os demais requisitos legais.
d) É vedado a Ana e a Antônio o exercício da advocacia no Brasil, salvo, a título precatório, 
como consultores no Direito estrangeiro, se não cursarem novamente a graduação no nosso 
país.
Nos termos do artigo 8º, § 2º, do Estatuto da OAB, o estrangeiro (Soraya) ou o brasileiro 
não graduado em Direito no Brasil (Pedro) deve fazer prova do título de graduação obtido 
na instituição estrangeira, o qual será devidamente revalidado, além de demonstrar o 
cumprimento dos demais requisitos previstos no artigo 8º do Estatuto da OAB:
• capacidade civil.
• diploma ou certidão de graduação em Direito, obtido em instituição de ensino 
oficialmente autorizada e credenciada;
• título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro;
• aprovação em Exame de Ordem;
• não exercer atividade incompatível com a advocacia;
• idoneidade moral;
• prestar compromisso perante o conselho.
Letra b.
026. 026. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXV/2022) João é estagiário de Direito. É 
vedado a João praticar isoladamente – isto é, sem atuar em conjunto com o advogado ou 
o defensor público que o supervisiona – o seguinte ato:
a) assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais.
b) obter junto aos escrivães e chefes de secretarias certidões de peças de processos 
em curso.
c) comparecer à prática de atos extrajudiciais, sem autorização ou substabelecimento do 
advogado.
d) retirar e devolver autos em cartório, assinando a respectiva carga.
O estagiário inscrito na OAB pode praticar isoladamente os seguintes atos, sob a 
responsabilidade do advogado (art. 29, § 1º, Regulamento Geral):
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• retirar e devolver autos em cartório, assinando a respectiva carga;
• obter, junto aos escrivães e chefes de secretarias, certidões de peças ou autos de 
processos em curso ou findos;
• assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais ou administrativos.
Além disso, para o exercício de atos extrajudiciais, o estagiário pode comparecer 
isoladamente, quando receber autorização ou substabelecimento do advogado 
(art. 29, § 2º, Regulamento Geral).
Letra c.
027. 027. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXIII/2021) Anderson, advogado, decidiu 
renunciar ao mandato outorgado por Adriana. Nessa hipótese, segundo o Estatuto da 
Advocacia e da OAB, é correto afirmar que Anderson continuará a representar Adriana por
a) 10 dias, contados da notificação da renúncia, ainda que Adriana constitua novo advogado 
antes desse prazo.
b) 15 dias, contados da notificação da renúncia, ainda que Adriana constitua novo advogado 
antes desse prazo.
c) 15 dias, contados da notificação da renúncia, exceto se Adriana constituir novo advogado 
antes desse prazo.
d) 10 dias, contados da notificação da renúncia, exceto se Adriana constituir novo advogado 
antes desse prazo.
O advogado que renunciar ao mandato continuará, durante os 10 (dez) dias seguintes 
à notificação da renúncia, a representar o mandante, salvo se for substituído antes do 
término desse prazo (art. 5º, § 3º, EOAB).
Letra d.
028. 028. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXIII/2021) Lia, aluna do oitavo período de 
uma Faculdade de Direito, obteve de certo escritório de advocacia a proposta de um estágio 
profissional. Assim, pretende providenciar sua inscrição como estagiária junto à OAB.
Lia deverá requerer sua inscrição como estagiária junto ao Conselho Seccional em cujo 
território se situa
a) a sede do escritório onde atuará.
b) a sede principal da sua atividade de estagiária de advocacia.
c) o seu domicílio de pessoa física.
d) a Faculdade de Direito em que estuda.
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Atividade de Advocacia, Inscrição na OAB 
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A inscrição do estagiário é feita no Conselho Seccional em cujo território se localiza seu 
curso jurídico (art. 9º, EOAB).
Letra d.
029. 029. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXIII/2021) Carlos é aluno do primeiro 
período do curso de Direito. Vinícius é bacharel em Direito, que ainda não realizou o Exame 
da Ordem. Fernanda é advogada inscrita na OAB. Todos eles são aprovados em concurso 
público realizado por Tribunal de Justiça para o preenchimento de vagas de Técnico Judiciário.
Após a investidura de Carlos, Vinícius e Fernanda em tal cargo efetivo e, enquanto 
permanecerem em atividade, é correto afirmar que
a) Carlos não poderá frequentar o estágio ministrado pela instituição de ensino superior 
em que está matriculado.
b) Vinícius preencherá os requisitos necessários para ser inscrito como advogado na OAB, 
caso venha a ser aprovado no Exame da Ordem.
c) Fernanda deverá ter sua inscrição na OAB cancelada de ofício ou em virtude de comunicação 
que pode ser feita por qualquer pessoa.
d) Fernanda deverá ter sua inscrição na OAB suspensa, restaurando-se o número em caso 
de novo pedido.
Cancela-se a inscrição do profissional que (art. 11, EOAB):
• assim o requerer.
• sofrer penalidade de exclusão;
• falecer;
• passar a exercer, em caráter definitivo, atividade incompatível com a advocacia 
(Fernanda);
• perder qualquer um dos requisitos necessários para a inscrição.
Destaco que o cancelamento deve ser promovido de ofício pelo conselho competente ou 
em virtude de comunicação por qualquer pessoa, em caso de aplicação de penalidade de 
exclusão, falecimento ou desempenho de atividade incompatível (art. 11, § 1º, EOAB).
Caso o aluno de curso jurídico exerça atividade incompatível com a advocacia, pode 
frequentar o estágio ministrado pela respectiva instituição de ensino superior para fins 
de aprendizagem, vedada a inscrição na OAB (art. 9º, § 3º, EOAB).
Para a inscrição como advogado, é necessário (art. 8º, EOAB):
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• capacidade civil;
• diploma ou certidão de graduação em direito, obtido em instituição de ensino 
oficialmente autorizada e credenciada;
• título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro;
• aprovação em Exame de Ordem;
• não exercer atividade incompatível com a advocacia (Vinícius);
• idoneidade moral;
• prestar compromisso perante o conselho.
Letra c.
030. 030. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXIII/2021) Gabriel, advogado, exerce 
o patrocínio de Bruno em certo processo administrativo. Todavia, foi necessário o 
substabelecimento do mandato a Henrique.
Considerando a hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta.
a) O substabelecimento do mandato com reserva de poderes a Henrique exigirá inequívoco 
conhecimento de Bruno.
b) Diante de substabelecimento com reserva de poderes, Henrique deverá ajustar 
antecipadamente os seus honorários com Bruno.
c) Caso Bruno não aceite a atuação de Henrique, por preferir o trabalho de outro advogado, 
Gabriel deverá privilegiar a atuação do outro profissional com ele no processo.
d)Diante de substabelecimento com reserva de poderes a Henrique, este não poderá cobrar 
honorários sem a intervenção de Gabriel.
O advogado substabelecido, com reserva de poderes, não pode cobrar honorários sem a 
intervenção daquele que lhe conferiu o substabelecimento, vedação que não se aplica 
na hipótese de o advogado substabelecido possuir contrato celebrado com o cliente 
(art. 26, EOAB).
O substabelecimento com reserva de poderes é a substituição parcial e provisória, caracterizada 
como ato pessoal do advogado da causa, devendo o substabelecido ajustar antecipadamente 
seus honorários com o substabelecente. De outra parte, o substabelecimento sem reserva 
de poderes é a substituição total e definitiva, que exige o prévio e inequívoco conhecimento 
do cliente (art. 26, CED-OAB).
Nesse contexto, faz-se necessário ressaltar que o advogado não se sujeita à imposição do 
cliente que pretenda vê-lo atuando com outros advogados, nem fica na contingência de 
aceitar a indicação de outro profissional para trabalhar com ele no processo (art. 24, CED-OAB).
Letra d.
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031. 031. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXVIII/2019) Maria Lúcia é parte em um 
processo judicial que tramita em determinada Vara da Infância e Juventude, sendo defendida, 
nos autos, pelo advogado Jeremias, integrante da Sociedade de Advogados Y.
No curso da lide, ela recebe a informação de que a criança, cujos interesses são debatidos 
no feito, encontra-se em proeminente situação de risco, por fato que ocorrera há poucas 
horas. Ocorre que o advogado Jeremias não se encontra na cidade naquela data. Por isso, 
Maria Lúcia procura o advogado Paulo, o qual, após analisar a situação, conclui ser necessário 
postular, imediatamente, medida de busca e apreensão do infante.
Considerando o caso hipotético, assinale a afirmativa correta.
a) Paulo poderá aceitar procuração de Maria Lúcia e postular a busca e apreensão, 
independentemente de prévio conhecimento de Jeremias ou da Sociedade de Advogados Y.
b) Paulo poderá aceitar procuração de Maria Lúcia e postular a busca e apreensão, apenas 
após o prévio conhecimento de Jeremias, não sendo suficiente informar à Sociedade de 
Advogados Y, sob pena de cometimento de infração ética.
c) Paulo poderá aceitar procuração de Maria Lúcia e postular a busca e apreensão, apenas 
após o prévio conhecimento de Jeremias ou da Sociedade de Advogados Y, sob pena de 
cometimento de infração ética.
d) Paulo não poderá aceitar procuração de Maria Lúcia e postular a busca e apreensão, 
mesmo que seja promovido o prévio conhecimento de Jeremias e da Sociedade de Advogados 
Y, sem antes ocorrer a renúncia ou revogação do mandato, sob pena de cometimento de 
infração ética.
Em regra, o advogado não deve aceitar procuração de quem já tenha patrono constituído, 
sem prévio conhecimento deste, salvo por motivo plenamente justificável ou para a adoção 
de medidas judiciais urgentes e inadiáveis, de acordo com o artigo 14 do Código de Ética 
e Disciplina da OAB.
No caso, verifica-se a necessidade de adoção de medida judicial de urgência de busca e 
apreensão da criança, considerando que o infante se encontra em proeminente situação 
de risco; justificada, portanto, a aceitação de procuração independentemente do prévio 
conhecimento do patrono já constituído pela parte.
Letra a.
032. 032. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXX/2019) O advogado Geraldo foi regularmente 
constituído por certo cliente para defendê-lo em um processo judicial no qual esse cliente 
é réu. Geraldo ofereceu contestação, e o processo segue atualmente seu trâmite regular, 
não tendo sido, por ora, designada audiência de instrução e julgamento.
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Todavia, por razões insuperáveis que o impedem de continuar exercendo o mandato, 
Geraldo resolve renunciar. Em 12/02/2019, Geraldo fez a notificação válida da renúncia. 
Três dias depois da notificação, o mandante constituiu novo advogado, substituindo-o. 
Todo o ocorrido foi informado nos autos.
Considerando o caso narrado, de acordo com o Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale 
a afirmativa correta.
a) Geraldo continuará a representar o mandante durante os dez dias seguintes à notificação 
da renúncia.
b) O dever de Geraldo de representar o mandante cessa diante da substituição do advogado, 
independentemente do decurso de prazo.
c) Geraldo continuará a representar o mandante até que seja proferida e publicada sentença 
nos autos, ainda que recorrível.
d) Geraldo continuará a representar o mandante até o término da audiência de instrução 
e julgamento.
O advogado que renunciar ao mandato continuará, durante os 10 (dez) dias seguintes 
à notificação da renúncia, a representar o mandante, salvo se for substituído antes do 
término desse prazo (art. 5º, § 3º, EOAB).
Letra b.
033. 033. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXIX/2019) Júnior é bacharel em Direito. 
Formou-se no curso jurídico há seis meses e não prestou, ainda, o Exame de Ordem para 
sua inscrição como advogado, embora pretenda fazê-lo em breve. Por ora, Júnior é inscrito 
junto à OAB como estagiário e exerce estágio profissional de advocacia em certo escritório 
credenciado pela OAB, há um ano. Nesse exercício, poucas semanas atrás, juntamente com 
o advogado José dos Santos, devidamente inscrito como tal, prestou consultoria jurídica 
sobre determinado tema, solicitada por um cliente do escritório. Os atos foram assinados 
por ambos. Todavia, o cliente sentiu-se lesado nessa consultoria, alegando culpa grave na 
sua elaboração.
Considerando o caso hipotético, bem como a disciplina do Estatuto da Advocacia e da OAB, 
assinale a opção correta.
a) Júnior não poderia atuar como estagiário e deverá responder em âmbito disciplinar por 
essa atuação indevida. Já a responsabilidade pelo conteúdo da atuação na atividade de 
consultoria praticada é de José.
b) Júnior não poderia atuar como estagiário e deverá responder em âmbito disciplinar por 
essa atuação indevida. Já a responsabilidade pelo conteúdo da atuação na atividade de 
consultoria praticada é solidária entre Júnior e José.
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c) Júnior poderia atuar como estagiário. Já a responsabilidade pelo conteúdo da atuação 
na atividade de consultoria praticada é solidária entre Júnior e José.
d) Júnior poderia atuar como estagiário. Já a responsabilidade pelo conteúdo da atuação 
na atividade de consultoria praticada é de José.
O estágio profissional poderá ser cumprido por bacharel em Direito que queira inscrever-
se na Ordem (art. 9º, § 4º, EOAB).
Ademais, o estagiário de advocacia, se regularmente inscrito, poderá praticar os atos 
privativos de advogado, em conjunto com um advogado e sob a responsabilidade deste, 
observado o regimento geral (art. 3º, § 2º, EOAB).
Letrad.
034. 034. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXX/2019) Maria, formada em uma renomada 
faculdade de Direito, é transexual. Após a aprovação no Exame de Ordem e do cumprimento 
dos demais requisitos, Maria receberá a carteira de identidade de advogado, relativa à sua 
inscrição originária.
Sobre a hipótese apresentada, de acordo com o disposto na Lei n. 8.906/94 e no Regulamento 
Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) É admitida a inclusão do nome social de Maria, em seguida ao nome registral, havendo 
exigência normativa de que este seja o nome pelo qual Maria se identifica e é socialmente 
reconhecida, mediante mero requerimento formulado pela advogada.
b) É admitida a inclusão do nome social de Maria, desde que, por exigência normativa, este 
seja o nome pelo qual Maria se identifica e que consta em registro civil de pessoas naturais, 
originariamente ou por alteração, mediante mero requerimento formulado pela advogada.
c) É admitida a inclusão do nome social de Maria, independentemente de menção ao 
nome registral, havendo exigência normativa de que este seja o nome pelo qual Maria 
se identifica, e é socialmente reconhecida, e de que haja prévia aprovação em sessão do 
Conselho Seccional respectivo.
d) Não há previsão na Lei n. 8.906/94 e no Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e 
da OAB sobre a inclusão do nome social de Maria na carteira de identidade do advogado, 
embora tal direito possa advir de interpretação do disposto na Constituição Federal, desde 
que haja cirurgia prévia de redesignação sexual e posterior alteração do nome registral da 
advogada para aquele pelo qual ela se identifica e é socialmente reconhecida.
A carteira de identidade do advogado, relativa à inscrição originária, deve observar, entre 
outros, os seguintes critérios (art. 33, inciso III, do Regulamento Geral):
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III – a segunda página destina-se aos dados de identificação do advogado, na seguinte ordem: 
número da inscrição, nome, nome social, filiação, naturalidade, data do nascimento, nacionalidade, 
data da colação de grau, data do compromisso e data da expedição, e à assinatura do Presidente 
do Conselho Seccional;
O nome social é a designação pela qual a pessoa travesti ou transexual se identifica e é 
socialmente reconhecida e será inserido na identificação do advogado mediante requerimento 
(art. 33, parágrafo único, do Regulamento Geral).
Letra a.
035. 035. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXX/2019) Jailton, advogado, após dez anos 
de exercício da advocacia, passou a apresentar comportamentos incomuns. Após avaliação 
médica, ele foi diagnosticado com uma doença mental curável, mediante medicação e 
tratamento bastante demorado.
Segundo as disposições do Estatuto da Advocacia e da OAB, o caso do advogado Jailton 
incide em causa de
a) suspensão do exercício profissional.
b) impedimento para o exercício profissional.
c) cancelamento da inscrição profissional.
d) licença do exercício profissional.
Licencia-se o profissional que (art. 12, EOAB):
• assim o requerer, por motivo justificado;
• passar a exercer, em caráter temporário, atividade incompatível com o exercício 
da advocacia;
• sofrer doença mental considerada curável.
Letra d.
036. 036. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXVII/2018) Guilherme é bacharel em Direito, 
não inscrito na OAB como advogado. Ao se deparar com situações de ilegalidade que 
ameaçam a liberdade de locomoção de seus amigos César e João, e com situação de abuso 
de poder que ameaça direito líquido e certo de seu amigo Antônio, Guilherme, valendo-
se de seus conhecimentos jurídicos, impetra habeas corpus em favor de César na Justiça 
Comum Estadual, em 1ª instância; habeas corpus em favor de Antônio, perante o Tribunal 
de Justiça, em 2ª instância; e mandado de segurança em favor de João, na Justiça Federal, 
em 1ª instância.
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a) Guilherme pode impetrar habeas corpus em favor de César, mas não pode impetrar habeas 
corpus em favor de Antônio, nem mandado de segurança em favor de João.
b) Guilherme pode impetrar habeas corpus em favor de César e Antônio, mas não pode 
impetrar mandado de segurança em favor de João.
c) Guilherme pode impetrar habeas corpus em favor de César e Antônio, e também pode 
impetrar mandado de segurança em favor de João.
d) Guilherme pode impetrar mandado de segurança em favor de João, mas não pode 
impetrar habeas corpus em favor de César e Antônio.
Nos termos do artigo 1º, § 1º, do Estatuto da OAB, não se inclui na atividade privativa de 
advocacia a impetração de habeas corpus em qualquer instância ou tribunal.
Lembre-se de que o habeas corpus é um remédio constitucional de legitimidade universal 
sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua 
liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder (artigo 5º, inciso LXVIII, CF/88).
Logo, Guilherme pode impetrar habeas corpus em favor de César, ante a legitimidade 
universal.
O mesmo não ocorre com o mandado de segurança, que será concedido para proteger direito 
líquido e certo quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade 
pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público (art. 5º, 
inciso LXIX, CF/88), sendo, portanto, atividade privativa da advocacia.
Letra a.
037. 037. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXVI/2018) O advogado José Maria 
celebrou contrato de mandato, há muitos anos, com o cliente Antônio para defendê-lo 
extrajudicialmente em certa questão. O instrumento não previu, de forma expressa, o 
prazo de duração do mandato.
Considerando a hipótese descrita, assinale a afirmativa correta.
a) Ausente previsão de prazo no instrumento, o contrato de mandato extrajudicial é válido 
e será extinto pelo decurso do prazo de 15 anos, salvo renovação expressa.
b) Ausente previsão de prazo no instrumento, o mandato extrajudicial é válido e não será 
extinto pelo decurso de qualquer prazo.
c) Ausente previsão de prazo no instrumento, o mandato extrajudicial é anulável e não será 
extinto pelo decurso de qualquer prazo, mas a anulabilidade pode ser pronunciada por 
decisão judicial, mediante alegação dos interessados.
d) Ausente previsão de prazo no instrumento, o mandato extrajudicial é válido e será extinto 
pelo decurso do prazo de 20 anos, salvo renovação expressa.
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Nos termos do artigo 18 do Código de Ética e Disciplina, o mandado judicial ou extrajudicial 
não se extingue pelo decurso de tempo, salvo se o contrário for consignado no respectivo 
instrumento.
Letra b.
038. 038. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXV/2018) O advogado Ícaro dos Santos, 
regularmente constituído para a defesa judicial de certo cliente, necessitou, parao correto 
exercício do mandato, que o cliente lhe apresentasse alguns documentos. Após Ícaro 
solicitar-lhe os documentos diversas vezes, realizando inúmeras tentativas de contato, o 
cliente manteve-se inerte por prazo superior a três meses.
Considerando o caso narrado, assinale a afirmativa correta.
a) Diante da inércia do cliente, o Código de Ética e Disciplina da OAB dispõe que se presume 
extinto automaticamente o mandato.
b) Diante da inércia do cliente, o Código de Ética e Disciplina da OAB dispõe que é recomendada 
a renúncia ao mandato. Ainda de acordo com o diploma, a renúncia ao patrocínio deve ser 
feita com menção do motivo que a determinou.
c) Diante da inércia do cliente, o Código de Ética e Disciplina da OAB dispõe que é recomendado 
ao advogado peticionar nos autos, solicitando a intimação pessoal do cliente para apresentação 
dos documentos. Apenas após o ato, se mantida a inércia, presume-se extinto o mandato.
d) Diante da inércia do cliente, o Código de Ética e Disciplina da OAB dispõe que é recomendada 
a renúncia ao mandato. Ainda de acordo com o diploma, a renúncia ao patrocínio deve ser 
feita sem menção do motivo que a determinou.
O advogado não deve deixar ao abandono ou ao desamparo as causas sob seu patrocínio, 
sendo recomendável que, em face de dificuldades insuperáveis ou da inércia do cliente 
quanto às providências que lhe tenham sido solicitadas, renuncie ao mandato (art. 15, 
CED-OAB).
A renúncia ao patrocínio deve ser feita sem menção ao motivo que a determinou, fazendo 
cessar a responsabilidade profissional pelo acompanhamento da causa, uma vez decorrido 
o prazo previsto em lei (art. 16, CED-OAB).
Letra d.
039. 039. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXVII/2018) Lúcio pretende se inscrever 
como advogado junto à OAB. Contudo, ocorre que ele passou por determinada situação 
conflituosa que foi intensamente divulgada na mídia, tendo sido publicado, em certos 
jornais, que Lúcio não teria idoneidade moral para o exercício das atividades de advogado.
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Considerando que Lúcio preenche, indubitavelmente, os demais requisitos para a inscrição, 
de acordo com o Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) A inidoneidade moral apenas poderá ser suscitada junto à OAB por advogado inscrito e 
deve ser declarada por meio de decisão da diretoria do conselho competente, por maioria 
absoluta, em procedimento que observe os termos do processo disciplinar.
b) A inidoneidade moral poderá ser suscitada junto à OAB por qualquer pessoa e deve ser 
declarada por meio de decisão de, no mínimo, dois terços dos votos de todos os membros 
do conselho competente, em procedimento que observe os termos do processo disciplinar.
c) A inidoneidade moral apenas poderá ser suscitada junto à OAB por advogado inscrito 
e deve ser declarada por meio de decisão, por maioria absoluta, de todos os membros do 
conselho competente, em procedimento que observe os termos do processo disciplinar.
d) A inidoneidade moral poderá ser suscitada junto à OAB por qualquer pessoa e deve ser 
declarada por meio de decisão, por maioria simples, do Tribunal de Ética e Disciplina do 
conselho competente, em procedimento que observe os termos do processo disciplinar.
A inidoneidade moral poderá ser suscitada por qualquer pessoa e deve ser declarada 
mediante decisão que obtenha, no mínimo, 2/3 (dois terços) dos votos de todos os 
membros do conselho competente, em procedimento que observe os termos do processo 
disciplinar (art. 8º, § 3º, EOAB).
Letra b.
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	Sumário
	Apresentação
	Atividade de Advocacia, Inscrição na OAB
	1. Atividade de Advocacia
	2. Inscrição na OAB
	Resumo
	Mapa Mental
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentadoinscrito na OAB pode praticar isoladamente os seguintes atos, sob a 
responsabilidade do advogado (art. 29, § 1º, Regulamento Geral):
• retirar e devolver autos em cartório, assinando a respectiva carga;
• obter junto aos escrivães e chefes de secretarias certidões de peças ou autos de 
processos em curso ou findos;
• assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais ou administrativos.
Além disso, para o exercício de atos extrajudiciais, o estagiário pode comparecer 
isoladamente, quando receber autorização ou substabelecimento do advogado (art. 29, 
§ 2º, Regulamento Geral).
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São nulos os atos privativos de advogado praticados por pessoa não inscrita na OAB, sem 
prejuízo das sanções civis, penais e administrativas.
Aliás, a prática de atos privativos de advocacia por profissionais e sociedades não inscritas 
na OAB constitui exercício ilegal da profissão (art. 4º, Regulamento Geral).
São também nulos os atos praticados por advogado impedido – no âmbito do 
impedimento – suspenso, licenciado ou que passe a exercer atividade incompatível com 
a advocacia (art. 4º, EOAB).
Nesse contexto, pontua-se que o Superior Tribunal de Justiça – STJ decidiu que “não 
se decreta a nulidade dos atos praticados por advogado afastado do exercício profissional, 
se foram ratificados por novo procurador constituído nos autos e da irregularidade da 
representação processual não adveio prejuízo a qualquer das partes.” (Recurso Especial n. 
449.627, 06/09/2004).
PRIVATIVOS DOS 
INSCRITOS NA OAB 
exercício da atividade de advocacia no território 
brasileiro 
denominação de advogado 
estagiário de 
advocacia pode 
praticá-los 
se regularmente inscrito 
em conjunto com 
advogado e sob 
responsabilidade deste 
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N
U
LO
S
 
atos privativos de 
advogado praticados 
por pessoa não 
inscrita na OAB 
sem prejuízo das sanções civis, penais e 
administrativas 
constitui exercício ilegal da profissão 
atos praticados por 
advogado 
impedido – no âmbito do impedimento 
suspenso 
licenciado 
que passar a exercer atividade 
incompatível com a advocacia 
Os serviços profissionais de advogado são, por sua natureza, técnicos e singulares, 
quando comprovada sua notória especialização, nos termos da lei (art. 3º-A, EOAB).
Considera-se notória especialização o profissional ou a sociedade de advogados 
cujo conceito no campo de sua especialidade, decorrente de desempenho anterior, 
estudos, experiências, publicações, organização, aparelhamento, equipe técnica ou outros 
requisitos relacionados às suas atividades, permita inferir que o seu trabalho é essencial e 
indiscutivelmente o mais adequado à plena satisfação do objeto do contrato.
 Obs.: Considera-se efetivo exercício da atividade de advocacia a participação anual 
mínima em 5 (cinco) atos privativos previstos no artigo 1º do Estatuto, em causas 
ou questões distintas, devendo a comprovação do efetivo exercício ocorrer mediante 
(art. 5º, Regulamento Geral):
a) certidão expedida por cartórios ou secretarias judiciais;
b) cópia autenticada de atos privativos;
c) certidão expedida pelo órgão público no qual o advogado exerça função privativa do seu ofício, 
indicando os atos praticados.
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EFETIVO EXERCÍCIO DA ATIVIDADE DE ADVOCACIA 
participação anual mínima 
em 5 atos privativos 
em causas ou questões distintas 
MAndAtO
O mandato nada mais é do que a procuração, documento por meio do qual o cliente 
confere ao advogado poderes para representá-lo na esfera judicial e/ou extrajudicial.
O advogado postula, em juízo ou fora dele, fazendo prova do mandato. No entanto, ao 
afirmar urgência, o advogado pode atuar sem procuração, obrigando-se a apresentá-la 
no prazo de 15 (quinze) dias, prorrogável por igual período (art. 5º, EOAB).
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 115 do Superior Tribunal de Justiça
Na instancia especial é inexistente recurso interposto por advogado sem procuração 
nos autos.
A procuração para o foro em geral habilita o advogado a praticar todos os atos judiciais 
em qualquer juízo ou instância, salvo os que exigem poderes especiais.
 Obs.: De acordo com o artigo 105 do Código de Processo Civil, são atos do processo que 
exigem cláusula específica: receber citação, confessar, reconhecer a procedência do 
pedido, transigir, desistir, renunciar ao direito sobre o qual se funda a ação, receber, 
dar quitação, firmar compromisso e assinar declaração de hipossuficiência econômica.
Em regra, o advogado não deve aceitar procuração de quem já tenha patrono 
constituído, sem prévio conhecimento deste, salvo por motivo plenamente justificável 
ou para a adoção de medidas judiciais urgentes e inadiáveis, de acordo com o artigo 14 do 
Código de Ética e Disciplina da OAB.
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O advogado postula, em juízo 
ou fora dele, fazendo prova 
do mandato 
atuar sem procuração 
urgência 
apresentação obrigatória em 
15 dias, prorrogável por igual 
período 
procuração para o foro em 
geral 
habilita o advogado a 
praticar todos os atos 
judiciais em qualquer juízo ou 
instância 
salvo os que exijam poderes 
especiais 
Os poderes conferidos ao advogado podem ser substabelecidos a outro advogado, que 
irá sub-rogar-se aos poderes conferidos.
O substabelecimento é a autorização legal para que outro advogado substitua o titular 
dos poderes conferidos pelo cliente e poderá ser com ou sem reserva de poderes.
O substabelecimento com reserva de poderes é a substituição parcial e provisória, 
caracterizada como ato pessoal do advogado da causa, devendo o substabelecido ajustar 
antecipadamente seus honorários com o substabelecente. Por outro lado, o substabelecimento 
sem reserva de poderes é a substituição total e definitiva, que exige o prévio e inequívoco 
conhecimento do cliente (art. 26, CED-OAB).
O advogado substabelecido, com reserva de poderes, não pode cobrar honorários sem a 
intervenção daquele que lhe conferiu o substabelecimento, vedação que não se aplica 
na hipótese de o advogado substabelecido possuir contrato celebrado com o cliente 
(art. 26, EOAB).
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No caso de substabelecimento, a verba correspondente aos honorários de sucumbência 
será repartida entre o substabelecente e o substabelecido, proporcionalmente à atuação de 
cada um no processo ou conforme houver sido ajustado entre eles (art. 51, §1º, CED-OAB).
 Obs.: Nesse contexto, faz-se necessário ressaltar que o advogado não se sujeita à 
imposição do cliente que pretenda vê-lo atuando com outros advogados, nem 
fica na contingência de aceitar a indicação de outro profissional para trabalhar com 
ele no processo (art. 24, CED-OAB).
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 com reserva de 
poderes 
substituição parcial e provisória 
ato pessoal do advogado da causa 
substabelecido deve ajustar 
antecipadamente seus honorários com o 
substabelecente 
sem reserva de 
poderes 
substituição total e definitiva 
exige o prévio e inequívoco 
conhecimento do cliente 
O mandado judicial ou extrajudicial não se extingue pelo decurso de tempo, salvo se 
o contrário for consignado no respectivo instrumento (art. 18, CED-OAB).
Por outro lado, o mandato presume-se cumprido e extinto quando concluída a causa 
ou arquivado o processo (art. 13, CED-OAB).
 Obs.: A conclusão ou desistência da causa, tenha havido ou não extinção do mandato, 
obriga o advogado a devolver ao cliente bens, valores e documentos que lhe 
hajam sido confiados e ainda estejam em seu poder, bem como a prestar-lhe 
contas, pormenorizadamente, sem prejuízo de esclarecimentos complementares 
que se mostrem pertinentes e necessários. No entanto, ressalto que a parcela dos 
honorários paga pelos serviços até então prestados não se inclui entre os valores 
a serem devolvidos (art. 12, CED-OAB).
O advogado não deve deixar ao abandono ou ao desamparo as causas sob seu patrocínio, 
sendo recomendável que, em face de dificuldades insuperáveis ou da inércia do cliente quanto 
a providências que lhe tenham sido solicitadas, renuncie ao mandato (art. 15, CED-OAB).
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O advogado que renunciar ao mandato continuará, durante os 10 (dez) dias seguintes 
à notificação da renúncia, a representar o mandante, salvo se for substituído antes do 
término desse prazo (art. 5º, § 3º, EOAB).
A renúncia ao patrocínio deve ser feita sem menção ao motivo que a determinou, 
fazendo cessar a responsabilidade profissional pelo acompanhamento da causa, uma vez 
decorrido o prazo previsto em lei (art. 16, CED-OAB).
O advogado deve notificar o cliente da renúncia ao mandato, preferencialmente, mediante 
carta com aviso de recebimento, comunicando-o após o Juízo (art. 6º, Regulamento Geral).
A renúncia ao mandato não exclui a responsabilidade por danos eventualmente 
causados ao cliente ou a terceiros (art. 16, § 1º, CED-OAB).
 Obs.: O advogado não será responsabilizado por omissão do cliente quanto a documentos 
ou informações que lhe devesse fornecer para a prática oportuna de ato processual 
de seu interesse (art. 16, § 2º, CED-OAB).
Outra forma de extinção ocorre com a revogação do mandato judicial pela vontade do 
cliente, o que não o desobriga do pagamento das verbas honorárias contratadas, assim 
como não retira o direito do advogado de receber o quanto lhe seja devido em eventual verba 
honorária de sucumbência, calculada proporcionalmente em face do serviço efetivamente 
prestado (art. 17, CED-OAB).
MANDADO JUDICIAL OU 
EXTRAJUDICIAL 
não se extingue pelo decurso de tempo 
salvo se o contrário for consignado no 
respectivo instrumento 
MANDATO SE PRESUME CUMPRIDO E EXTINTO 
quando concluída a causa 
ou arquivado o processo 
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RENUNCIA AO 
MANDATO 
feita sem menção do motivo que a determinou 
continuará a 
representar o 
mandante 
durante os 10 dias 
seguintes à notificação da 
renúncia 
salvo se for substituído 
antes do término desse 
prazo 
não exclui responsabilidade por danos eventualmente 
causados ao cliente ou a terceiros 
REVOGAÇÃO DO 
MANDATO JUDICIAL 
PELA VONTADE DO 
CLIENTE 
não o desobriga do pagamento das verbas 
honorárias contratadas 
não retira o direito do advogado de receber o 
quanto lhe seja devido em eventual verba 
honorária de sucumbência (calculada 
proporcionalmente em face do serviço 
efetivamente prestado) 
AdVOCACIA pÚBlICA
Registre-se que a literalidade do Estatuto traz que:
EOAB
Art. 3º.
§ 1º Exercem atividade de advocacia, sujeitando-se ao regime desta lei, além do regime próprio 
a que se subordinem, os integrantes da Advocacia-Geral da União, da Procuradoria da Fazenda 
Nacional, da Defensoria Pública e das Procuradorias e Consultorias Jurídicas dos Estados, 
do Distrito Federal, dos Municípios e das respectivas entidades de administração indireta e 
fundacional.
Além disso, o Estatuto traz regulamentação especial referente aos Procuradores Gerais, 
Advogados Gerais, Defensores Gerais e dirigentes de órgãos jurídicos da Administração 
Pública direta, indireta e fundacional, estabelecendo que estão exclusivamente legitimados 
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para o exercício da advocacia vinculada à função que exercem, durante o período da 
investidura (art. 29, EOAB).
Dispõe ainda que os servidores da administração direta, indireta e fundacional estão 
impedidos de exercer a advocacia contra a Fazenda Pública que os remunera ou à qual 
esteja vinculada a entidade empregadora (art. 30, inciso I, EOAB).
O Regulamento Geral do Estatuto, em seu artigo 9º, por sua vez, acrescenta que:
Regulamento Geral do Estatuto
Art. 9º. Exercem a advocacia pública os integrantes da Advocacia-Geral da União, da Defensoria 
Pública e das Procuradorias e Consultorias Jurídicas dos Estados, do Distrito Federal, dos 
Municípios, das autarquias e das fundações públicas, estando obrigados à inscrição na OAB, para 
o exercício de suas atividades.
Parágrafo único. Os integrantes da advocacia pública são elegíveis e podem integrar qualquer 
órgão da OAB.
Art. 10. Os integrantes da advocacia pública, no exercício de atividade privativa prevista no art. 
1º do Estatuto, sujeitam-se ao regime do Estatuto, deste Regulamento Geral e do Código de 
Ética e Disciplina, inclusive quanto às infrações e sanções disciplinares.
No mesmo sentido, vejamos o que determina o Código de Ética e Disciplina da OAB:
CED-OAB
Art. 8º As disposições deste Código obrigam igualmente os órgãos de advocacia pública, e 
advogados públicos, incluindo aqueles que ocupem posição de chefia e direção jurídica.
§ 1º O advogado público exercerá suas funções com independência técnica, contribuindo para 
a solução ou redução de litigiosidade, sempre que possível.
§ 2º O advogado público, inclusive o que exercecargo de chefia ou direção jurídica, observará nas 
relações com os colegas, autoridades, servidores e o público em geral, o dever de urbanidade, 
tratando a todos com respeito e consideração, ao mesmo tempo em que preservará suas 
prerrogativas e o direito de receber igual tratamento das pessoas com as quais se relacione.
No entanto, ressalto que o Supremo Tribunal Federal entende que é inconstitucional 
qualquer interpretação que resulte no condicionamento da capacidade postulatória dos 
membros da Defensoria Pública à inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil.
JURISPRUDÊNCIA
TEMA 1074 STF
É inconstitucional a exigência de inscrição do Defensor Público nos quadros da Ordem 
dos Advogados do Brasil – OAB. RE 1240999/SP, julgado em 3/11/2021.
 Obs.: É oportuno mencionar que foi admitida repercussão geral no Recurso Extraordinário 
n. 609.517 (Tema 936), pendente de julgamento, no qual o Supremo Tribunal Federal 
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decidirá a respeito da constitucionalidade da exigência de inscrição de advogado 
público nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil para o exercício de suas 
funções públicas.
2 . InsCRIÇÃO nA OAB2 . InsCRIÇÃO nA OAB
Para a inscrição como advogado, é necessário (art. 8º, EOAB):
• capacidade civil;
• diploma ou certidão de graduação em Direito, obtido em instituição de ensino 
oficialmente autorizada e credenciada;
• título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro;
• aprovação em Exame de Ordem;
• não exercer atividade incompatível com a advocacia;
• idoneidade moral;
• prestar compromisso perante o conselho.
Quanto à capacidade, é importante lembrar que ela pode ser dividida em dois atributos: 
capacidade de direito ou de gozo e capacidade de fato ou de exercício.
Ao nascer, a pessoa adquire personalidade civil e passa a ser sujeito de direitos e 
obrigações, possuindo, então, capacidade de direito ou de gozo, de acordo com o artigo 2º 
do Código Civil, in verbis:
CC
Art. 2º A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida, mas a lei põe a salvo, 
desde a concepção, os direitos do nascituro.
Por sua vez, a capacidade de fato ou de exercício é adquirida, em regra, quando a pessoa 
completa 18 (dezoito) anos de idade, nos termos do art. 5º do Código Civil. Vejamos:
CC
Art. 5º A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática 
de todos os atos da vida civil.
Observe que, quando se trata de requisito para inscrição nos quadros da OAB, faz-se 
necessária a conjugação dos dois atributos da capacidade, de modo que o futuro inscrito 
possua capacidade plena.
Segundo Pablo Stolze Gagliano e Rodolfo Pamplona Filho (Manual de Direito Civil. São 
Paulo: Saraiva, 2017):
Todo ser humano tem, assim, capacidade de direito, pelo fato de que a personalidade jurídica 
é atributo inerente à sua condição. [...] Nem toda pessoa, porém, possuía aptidão para 
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exercer pessoalmente os seus direitos, praticando atos jurídicos, em razão de limitações 
orgânicas ou psicológicas.
Se puderem atuar pessoalmente, possuem, também, capacidade de fato ou de exercício. 
Reunidos os dois atributos, fala-se em capacidade civil plena.
Quanto à exigência de diploma, destaca-se a possibilidade de inscrição mediante a 
apresentação de certidão de graduação em Direito, de modo que aquele que ainda não 
teve o documento formal de diploma emitido não seja prejudicado.
De acordo com o artigo 23 do Regulamento Geral do Estatuto, na falta de diploma 
regularmente registrado, o requerente apresentará certidão de graduação em Direito, 
acompanhada de cópia autenticada do respectivo histórico escolar.
É importante destacar que o estrangeiro ou o brasileiro não graduado em Direito no 
Brasil deve fazer prova do título de graduação obtido na instituição estrangeira, o qual 
será devidamente revalidado, além de demonstrar o cumprimento dos demais requisitos 
(art. 8º, § 2º, EOAB).
A exigência do título de eleitor está associada ao conceito de cidadão e ao pleno gozo dos 
direitos civis e políticos por parte do brasileiro requerente da inscrição (art. 14, § 1º, CF/88).
O serviço militar, por sua vez, consiste no exercício de atividades específicas 
desempenhadas nas Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica), sendo obrigatório 
para todos os brasileiros, ficando isentas as mulheres em tempo de paz (art. 143, CF/88).
 Obs.: Observe que apenas os requerentes do sexo masculino devem cumprir a exigência 
de quitação do serviço militar.
Outro pressuposto, um tanto quanto óbvio, é a aprovação no Exame de Ordem, que é 
regulamentado em provimento do Conselho Federal da OAB.
A obrigatoriedade de realização do exame decorre diretamente do princípio da liberdade 
profissional condicionada à qualificação, previsto no artigo 5º, inciso XIII, da CF/88: “é livre o 
exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais 
que a lei estabelecer.”
Destaco que a constitucionalidade da exigência de prévia aprovação no exame de 
ordem para o exercício da advocacia foi reconhecida pelo STF no julgamento do Recurso 
Extraordinário n. 603583:
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JURISPRUDÊNCIA
RE 603583 – STF
TRABALHO – OFÍCIO OU PROFISSÃO – EXERCÍCIO. Consoante disposto no inciso XIII do 
artigo 5º da Constituição Federal, “é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou 
profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer”. BACHARÉIS EM 
DIREITO – QUALIFICAÇÃO. Alcança-se a qualificação de bacharel em Direito mediante 
conclusão do curso respectivo e colação de grau. ADVOGADO – EXERCÍCIO PROFISSIONAL 
– EXAME DE ORDEM. O Exame de Ordem, inicialmente previsto no artigo 48, inciso III, 
da Lei n. 4.215/63 e hoje no artigo 84 da Lei n. 8.906/94, no que a atuação profissional 
repercute no campo de interesse de terceiros, mostra-se consentâneo com a 
Constituição Federal, que remete às qualificações previstas em lei. Considerações. 
(RE 603583, julgado em 26/10/2011).
Para a inscrição como advogado, é necessário, ainda, que o requerente não exerça 
atividade incompatível com a advocacia e possua idoneidade moral.
O dicionário Aurélio conceitua idoneidade como “característica de quem aparenta ser 
honesto; qualidade da pessoa apta a desempenhar funções, cargos ou trabalhos; qualidade 
do que é idôneo, que convém de modo perfeito ou é adequado”.
Logo, a conduta incompatível com a advocacia, comprovadamente imputável ao 
requerente, impede a inscrição no quadro de advogados (art. 20, § 2º, Regulamento Geral).
Aliás, a inscrição no quadro de advogados da OAB é condicionada à consulta, pelo Conselho 
Seccional onde tramita o pedido de registro, ao banco de dados nacional de inidoneidade 
moral, o qual é alimentado por todas as seccionaise pelo Conselho Federal, nos termos do 
artigo 20, § 3º, do Regulamento Geral.
Não atende ao requisito de idoneidade moral aquele que tiver sido condenado por crime 
infamante, salvo reabilitação judicial (art. 8º, §4º, EOAB).
Registre-se que a inidoneidade moral poderá ser suscitada por qualquer pessoa e deve 
ser declarada mediante decisão que obtenha, no mínimo, 2/3 (dois terços) dos votos de 
todos os membros do conselho competente, em procedimento que observe os termos do 
processo disciplinar (art. 8º, §3º, EOAB).
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INIDONEIDADE MORAL 
suscitada por qualquer pessoa 
declarada mediante decisão que obtenha no 
mínimo 2/3 dos votos de todos os membros 
do conselho competente 
em procedimento que observe os termos do 
processo disciplinar 
Por fim, o último requisito para efetivar a inscrição como advogado é o ato solene de 
prestar compromisso perante o Conselho, no qual o futuro advogado compromete-se a 
exercer com nobreza o ministério da advocacia.
O requerente à inscrição principal presta o seguinte compromisso, de pé e com a mão 
direita no peito esquerdo, perante o Conselho Seccional, a Diretoria ou o Conselho da 
Subseção (art. 20 do Regulamento Geral):
Prometo exercer a advocacia com dignidade e independência, observar a ética, os deveres e 
prerrogativas profissionais e defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado Democrático, 
os direitos humanos, a justiça social, a boa aplicação das leis, a rápida administração da justiça 
e o aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas.
Ressalto que o compromisso é indelegável em razão de sua natureza solene e 
personalíssima (art. 20, § 1º, Regulamento Geral).
PARA INSCRIÇÃO COMO ADVOGADO É NECESSÁRIO 
capacidade civil 
diploma/ certidão de graduação em direito 
título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro 
aprovação em Exame de Ordem 
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ESTRANGEIRO OU BRASILEIRO NÃO GRADUADO EM DIREITO NO BRASIL 
fazer prova do título de graduação obtido na instituição 
estrangeira 
o qual será devidamente revalidado 
A inscrição principal do advogado deve ser feita no Conselho Seccional em cujo território 
o advogado pretende estabelecer seu domicílio profissional (art. 10, EOAB).
Para tanto, considera-se domicílio profissional a sede principal da atividade de advocacia, 
prevalecendo, na dúvida, o domicílio da pessoa física do advogado.
Além da principal, o advogado deve promover a inscrição suplementar nos Conselhos 
Seccionais em cujos territórios passar a exercer habitualmente a profissão, considerando-
se habitualidade a intervenção judicial que exceder cinco (5) causas por ano.
O advogado fica dispensado de comunicar o exercício eventual da profissão até o total 
de 5 (cinco) causas por ano, acima do qual obriga-se à inscrição suplementar (art. 26 do 
Regulamento Geral).
Além disso, é importante considerar que o artigo 15, § 5º, do Estatuto da OAB autoriza a 
criação de filiais e a atuação dos advogados em áreas de outro Conselho Seccional, devendo 
o ato de constituição de filial ser averbado no registro da sociedade e arquivado no Conselho 
Seccional onde se instalar, ficando os sócios, inclusive o titular da sociedade unipessoal de 
advocacia, obrigados à inscrição suplementar.
 Obs.: No caso de mudança efetiva de domicílio profissional para outra unidade federativa, 
o advogado deve requerer a transferência de sua inscrição para o Conselho Seccional 
correspondente, devendo o Conselho Seccional suspender o pedido de transferência 
ou de inscrição suplementar ao verificar a existência de vício ou ilegalidade na 
inscrição principal, representando contra ela ao Conselho Federal.
O advogado pode requerer o registro em seus assentamentos de fatos comprovados 
de sua atividade profissional ou cultural, ou a ela relacionados, e de serviços prestados à 
classe, à OAB e ao País (art. 21, Regulamento Geral).
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 PRINCIPAL 
domicílio profissional 
Em caso de dúvida: domicílio da pessoa 
física do advogado 
SUPLEMENTAR intervenção judicial exceder 5 causas por 
ano 
Cancelamento da inscrição
Cancela-se a inscrição do profissional que (art. 11, EOAB):
• assim o requerer;
• sofrer penalidade de exclusão;
• falecer;
• passar a exercer, em caráter definitivo, atividade incompatível com a advocacia;
• perder qualquer um dos requisitos necessários para inscrição;
Destaco que o cancelamento deve ser promovido de ofício pelo conselho competente 
ou em virtude de comunicação por qualquer pessoa, em caso de aplicação de penalidade 
de exclusão, falecimento ou desempenho de atividade incompatível.
 Obs.: Apesar do cancelamento, poderá ser feito novo pedido de inscrição, que não restaura 
o número de inscrição anterior, devendo o interessado comprovar os requisitos 
da capacidade civil, do não desempenho de atividade incompatível e de idoneidade 
moral, além de prestar novamente compromisso perante o Conselho.
Além disso, caso o cancelamento ocorra em razão de exclusão, o novo pedido de 
inscrição também deve ser acompanhado de provas de reabilitação judicial.
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Atividade de Advocacia, Inscrição na OAB 
Cínthia Biesek
CANCELA-SE A INSCRIÇÃO DO PROFISSIONAL QUE 
assim o requerer 
sofrer penalidade de exclusão 
falecer 
passar a exercer, em caráter definitivo, atividade 
incompatível com a advocacia 
perder qualquer um dos requisitos necessários para inscrição 
lICenCIAMentO
Licencia-se o profissional que (art. 12, EOAB):
• assim o requerer, por motivo justificado;
• passar a exercer, em caráter temporário, atividade incompatível com o exercício 
da advocacia;
• sofrer doença mental considerada curável;
Cuidado para não confundir: diferentemente da solicitação de cancelamento de inscrição, 
o requerimento de licenciamento deve ter motivo justificado.
LICENCIA-SE O PROFISSIONAL QUE 
assim o requerer, por motivo justificado 
passar a exercer, em caráter temporário, atividade 
incompatível com a advocacia 
sofrer doença mental considerada curável 
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Atividade de Advocacia, Inscrição na OAB 
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InsCRIÇÃO de estAgIÁRIO
A inscrição do estagiário é feita no Conselho Seccional em cujo território se localiza 
seu curso jurídico, sendo necessário, para a inscrição, o preenchimento dos seguintes 
requisitos (art. 9º, EOAB):
• capacidade civil;
• título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro;
• não exercer atividade incompatível com a advocacia;
• idoneidade moral;
• prestar compromisso perante o Conselho;
• ter sido admitido em estágio profissional de advocacia;
Caso o aluno de curso jurídico exerça atividade incompatível com a advocacia, pode 
frequentar o estágio ministrado pela respectiva instituição de ensino superior para fins 
de aprendizagem, vedada a inscrição na OAB (art. 9º, § 3º, EOAB).
 Obs.: O estágio profissional poderá ser cumprido por bacharel em Direito que queira 
inscrever-se na Ordem (art. 9º, § 4º, EOAB).
O estágio profissional de advocacia, com duração de 2 (dois) anos, realizado nos 
últimos anos do curso jurídico, pode ser mantido pelas respectivas instituições de ensino 
superior, pelos Conselhos da OAB ou por setores, órgãos jurídicos e escritórios de advocacia 
credenciados pela OAB, sendo obrigatório o estudo do Estatuto e do Código de Ética e 
Disciplina (art. 9º, § 1º, EOAB).
De acordo com o artigo 27 do Regulamento do Estatuto, o estágio profissional de 
advocacia, inclusive para graduados, é requisito necessário à inscrição no quadro de 
estagiários da OAB e meio adequado de aprendizagem prática.
O estágio profissional de advocacia pode ser oferecido pela instituição de ensino 
superior autorizada e credenciada, em convênio com a OAB, complementando a carga 
horária do estágio curricular supervisionado com atividades práticas típicas de advogado 
e com o estudo do Estatuto e do Código de Ética e Disciplina, observado o tempo conjunto 
mínimo de 300 (trezentas) horas, distribuídas em 2 (dois) ou mais anos.
A complementação da carga horária, no total estabelecido no convênio, pode ser 
efetivada na forma de atividades jurídicas no núcleo de prática jurídica da instituição 
de ensino, na Defensoria Pública, em escritórios de advocacia ou em setores jurídicos 
públicos ou privados, credenciados e fiscalizados pela OAB.
As atividades de estágio ministradas por instituições de ensino, para fins de convênio 
com a OAB, são exclusivamente práticas, incluindo a redação de atos processuais, as 
rotinas processuais, a assistência e a atuação em audiências e sessões, as visitas a órgãos 
judiciários, a prestação de serviços jurídicos e as técnicas de negociação coletiva, arbitragem 
e conciliação.
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Atividade de Advocacia, Inscrição na OAB 
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O estágio realizado na Defensoria Pública da União, do Distrito Federal ou dos Estados, 
na forma do artigo 145 da Lei Complementar n. 80/1994, é considerado válido para fins de 
inscrição no quadro de estagiários da OAB (art. 28 do Regulamento Geral).
O estágio profissional de advocacia realizado integralmente fora da instituição de 
ensino compreende as atividades fixadas em convênio entre o escritório de advocacia ou 
a entidade que receba o estagiário e a OAB, nos termos do artigo 30 do Regulamento Geral.
 Obs.: O estágio profissional poderá ser realizado no regime de teletrabalho ou de trabalho 
à distância, em sistema remoto ou não, por qualquer meio telemático, sem configurar 
vínculo de emprego a adoção de qualquer uma dessas modalidades, em caso de 
pandemia ou em outras situações excepcionais que impossibilitem as atividades 
presenciais, declaradas pelo poder público (art. 9º, §5º, EOAB).
Registre-se que a concessão de equipamentos, sistemas e materiais, ou reembolso 
de despesas de infraestrutura ou instalação, destinados a viabilizar a realização da 
atividade de estágio no regime de teletrabalho, deverá constar expressamente do 
convênio de estágio e do termo de estágio (art. 9º, §6º, EOAB).
Cada Conselho Seccional mantém uma Comissão de Estágio e Exame de Ordem, a quem 
incumbe coordenar, fiscalizar e executar as atividades decorrentes do estágio profissional 
da advocacia, podendo instituir subcomissões nas Subseções, nos termos do artigo 31 do 
Regulamento Geral do Estatuto.
Compete ao Presidente do Conselho Seccional designar a Comissão, que pode ser 
composta por advogados não integrantes do Conselho.
Os convênios de estágio profissional e suas alterações, firmados pelo Presidente do 
Conselho ou da Subseção, quando esta receber delegação de competência, são previamente 
elaborados pela Comissão, que tem poderes para negociá-los com as instituições interessadas.
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INSCRIÇÃO DO 
ESTAGIÁRIO 
feita no Conselho Seccional em cujo território se localize 
seu curso jurídico 
requisitos 
capacidade civil 
título de eleitor e quitação do 
serviço militar, se brasileiro 
não exercer atividade incompatível 
com a advocacia 
idoneidade moral 
prestar compromisso perante o 
Conselho 
ter sido admitido em estágio 
profissional de advocacia 
IdentIdAde pROFIssIOnAl
O documento de identidade profissional é de uso obrigatório no exercício da atividade 
de advogado ou estagiário e constitui prova de identidade civil para todos os fins legais 
(art. 13, EOAB).
São documentos de identidade profissional a carteira e o cartão expedidos pela OAB, 
os quais poderão ser emitidos no formato digital, de uso obrigatório para o exercício das 
atividades profissionais, observando-se que o uso do cartão dispensa o da carteira (art. 
32, Regulamento Geral).
Em todos os documentos assinados pelo advogado no exercício de sua atividade, é obrigatória 
a indicação do nome e do número de inscrição, sendo vedado anunciar ou divulgar qualquer 
atividade relacionada ao exercício da advocacia ou o uso da expressão “escritório de advocacia” 
sem a indicação expressa do nome e do número de inscrição dos advogados que o integrem 
ou o número de registro da sociedade de advogados na OAB (art. 14, EOAB).
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Atividade de Advocacia, Inscrição na OAB 
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A carteira de identidade do advogado, relativa à inscrição originária, tem as dimensões 
de 7,00 (sete) x 11,00 (onze) centímetros e observa os seguintes critérios (art. 33, 
Regulamento Geral):
I – a capa, em fundo vermelho, contém as armas da República e as expressões “Ordem dos 
Advogados do Brasil” e “Carteira de Identidade de Advogado”;
II – a primeira página repete o conteúdo da capa, acrescentado da expressão “Conselho Seccional 
de (...)” e do inteiro teor do art. 13 do Estatuto;
III – a segunda página destina-se aos dados de identificação do advogado, na seguinte ordem: 
número da inscrição, nome, nome social, filiação, naturalidade, data do nascimento, nacionalidade, 
data da colação de grau, data do compromisso e data da expedição, e àassinatura do Presidente 
do Conselho Seccional;
 Obs.: Registre-se que o nome social é a designação pela qual a pessoa travesti ou transexual 
se identifica e é socialmente reconhecida, e será inserido na identificação do advogado 
mediante requerimento (art. 33, parágrafo único, do Regulamento Geral).
IV – a terceira página é dividida para os espaços de uma foto 3 (três) x 4 (quatro) centímetros, 
da impressão digital e da assinatura do portador;
V – as demais páginas, em branco e numeradas, destinam-se ao reconhecimento de firma dos 
signatários e às anotações da OAB, firmadas pelo Secretário-Geral ou Adjunto, incluindo as 
incompatibilidades e os impedimentos, o exercício de mandatos, as designações para comissões, 
as funções na OAB, os serviços relevantes à profissão e os dados da inscrição suplementar, pelo 
Conselho que a deferir;
VI – a última página destina-se à transcrição do art. 7º do Estatuto.
O cartão de identidade tem o mesmo modelo e conteúdo do cartão de identificação 
pessoal (registro geral), com as seguintes adaptações, segundo o modelo aprovado pela 
Diretoria do Conselho Federal (art. 34 do Regulamento Geral):
I – o fundo é de cor branca e a impressão dos caracteres e armas da República, de cor vermelha;
II – o anverso contém os seguintes dados, nesta sequência: Ordem dos Advogados do Brasil, 
Conselho Seccional de (...), Identidade de Advogado (em destaque), n. da inscrição, nome, nome 
social, filiação, naturalidade, data do nascimento e data da expedição, e a assinatura do Presidente, 
podendo ser acrescentados os dados de identificação de registro geral, de CPF, eleitoral e outros;
III – o verso destina-se à fotografia, observações e assinatura do portador.
No caso de inscrição suplementar, o cartão é específico, indicando-se: “N. da Inscrição 
Suplementar:” (em negrito ou sublinhado).
Os Conselhos Federal e Seccionais podem emitir cartão de identidade para seus membros 
e para os membros das Subseções, acrescentando, abaixo do termo “Identidade de Advogado”, 
sua qualificação de conselheiro ou dirigente da OAB e, no verso, o prazo de validade, 
coincidente com o mandato.
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 Obs.: O cartão de identidade profissional digital dos advogados e estagiários, constituindo 
versão eletrônica de identidade para todos os fins legais, submete-se à disciplina 
prevista no Regulamento Geral.
O suporte material do cartão de identidade é resistente, devendo conter dispositivo 
para armazenamento de certificado digital (art. 36 do Regulamento Geral).
 Obs.: Aos estagiários inscritos, fica obrigatória a emissão de cartão de identidade, mas 
a expedição da carteira somente ocorrerá em caso de requerimento específico, 
com o pagamento da taxa estabelecida pela Seccional à qual o estagiário estiver 
vinculado (art. 32, §2º, Regulamento Geral).
De acordo com o artigo 35 do Regulamento Geral do Estatuto, o cartão de identidade 
do estagiário tem o mesmo modelo e conteúdo do cartão de identidade do advogado, com 
a indicação de “Identidade de Estagiário” em destaque e do prazo de validade, que não 
pode ultrapassar 3 (três) anos nem ser prorrogado.
Ademais, o cartão de identidade do estagiário perde sua validade imediatamente após 
a prestação do compromisso como advogado.
IDENTIDADE 
PROFISSIONAL 
uso obrigatório no exercício da 
atividade 
constitui prova de identidade civil 
para todos os fins legais 
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RESUMORESUMO
1. Atividade de advocacia.
• O Estatuto da OAB estabelece que o advogado é indispensável à administração da 
justiça e, no seu ministério privado, presta serviço público e exerce função social 
(art. 2º, EOAB).
− Tanto no processo judicial quanto no processo administrativo, o advogado contribui 
com a postulação de decisão favorável ao seu constituinte, ao convencimento do 
julgador, e seus atos constituem múnus público.
− O advogado pode contribuir com o processo legislativo e com a elaboração de 
normas jurídicas no âmbito dos Poderes da República (art. 2º-A, EOAB).
 ◦ No exercício da profissão, o advogado é inviolável por seus atos e manifesta-
ções, nos limites do Estatuto (art. 2º, § 3º, EOAB).
• De acordo com o artigo 2º do Código de Ética e Disciplina da OAB, o advogado, além 
de ser indispensável à administração da Justiça, é defensor do Estado Democrático 
de Direito, dos direitos humanos e das garantias fundamentais, da cidadania, da 
moralidade, da Justiça e da paz social, cumprindo-lhe exercer o seu ministério em 
consonância com a sua elevada função pública e com os valores que lhe são inerentes.
− O advogado deve ter consciência de que o Direito é um meio de mitigar as desi-
gualdades para o encontro de soluções justas e que a lei é um instrumento para 
garantir a igualdade de todos (art. 3º, CED-OAB).
− O advogado e a advogada devem atuar com perspectiva interseccional de gênero 
e raça em todas as etapas dos procedimentos judicial, administrativo e discipli-
nar, afastando estereótipos, preconceitos e problemas estruturais que possam 
causar indevido desequilíbrio na relação entre os sujeitos (art. 3º-A, CED-OAB).
• São atividades privativas da advocacia (art. 1º, EOAB):
− a postulação a órgão do Poder Judiciário e aos juizados especiais;
− as atividades de consultoria, assessoria e direção jurídicas.
 ◦ Não se inclui na atividade privativa de advocacia a impetração de habeas cor-
pus em qualquer instância ou tribunal.
• Destaco que é defeso (proibido) ao advogado prestar serviços de assessoria e 
consultoria jurídicas para terceiros em sociedades que não possam ser registradas 
na OAB (art. 4º, parágrafo único, Regulamento Geral).
• As atividades de consultoria e assessoria jurídicas podem ser exercidas de modo 
verbal ou por escrito, a critério do advogado e do cliente, e independem de outorga 
de mandato ou de formalização por contrato de honorários (art. 5º, §4º, EOAB).
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• Ainda em caráter extrajudicial, temos que os atos e contratos constitutivos de 
pessoas jurídicas, sob pena de nulidade, só podem ser admitidos a registro, nos 
órgãos competentes, quando visados por advogados (art. 1º, §2º, EOAB).
− De acordo com o artigo 2º do Regulamento Geral do Estatuto, o visto do advogado 
em atos constitutivos de pessoas jurídicas, indispensável ao registro e arquivamento 
nos órgãos competentes, deve resultar da efetiva constatação, pelo profissional 
que os examinar, de que os respectivos instrumentos preenchem as exigências 
legais pertinentes, estando impedidos de exercer esse ato de advocacia os ad-
vogados que prestem serviços a órgãos ou entidades da Administração Pública 
direta ou indireta, da unidade federativa a que se vincule a Junta Comercial, ou a 
quaisquer repartições administrativas competentes para o mencionado registro.• O exercício da atividade de advocacia no território brasileiro e a denominação de 
advogado são privativos dos inscritos na OAB (art. 3º, EOAB).
− O estagiário de advocacia, se regularmente inscrito, poderá praticar os atos pri-
vativos de advogado, em conjunto com advogado e sob responsabilidade deste, 
observado o regimento geral (art. 3º, § 2º, EOAB).
− Segundo o artigo 29 do Regulamento Geral do Estatuto, os atos de advocacia po-
dem ser subscritos por estagiário inscrito na OAB, em conjunto com o advogado 
ou o defensor público.
− O estagiário inscrito na OAB pode praticar isoladamente os seguintes atos, sob a 
responsabilidade do advogado (art. 29, § 1º, Regulamento Geral):
 ◦ retirar e devolver autos em cartório, assinando a respectiva carga;
 ◦ obter, junto aos escrivães e chefes de secretarias, certidões de peças ou autos 
de processos em curso ou findos;
 ◦ assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais ou administrativos.
− Para o exercício de atos extrajudiciais, o estagiário pode comparecer isoladamente 
quando receber autorização ou substabelecimento do advogado (art. 29, § 2º, 
Regulamento Geral).
• São nulos os atos privativos de advogado praticados por pessoa não inscrita na 
OAB, sem prejuízo das sanções civis, penais e administrativas.
 ◦ A prática de atos privativos de advocacia, por profissionais e sociedades não ins-
critas na OAB, constitui exercício ilegal da profissão (art. 4º, Regulamento Geral).
− São também nulos os atos praticados por advogado impedido – no âmbito do 
impedimento – suspenso, licenciado ou que passar a exercer atividade incom-
patível com a advocacia (art. 4º, EOAB).
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JURISPRUDÊNCIA
O Superior Tribunal de Justiça – STJ decidiu no sentido de que “não se decreta a 
nulidade dos atos praticados por advogado afastado do exercício profissional, se 
foram ratificados por novo procurador constituído aos autos e da irregularidade da 
representação processual não adveio prejuízo a qualquer das partes.” (Recurso Especial 
n. 449.627, 06/09/2004).
• Os serviços profissionais de advogado são, por sua natureza, técnicos e singulares, 
quando comprovada sua notória especialização, nos termos da lei (art. 3º-A, EOAB).
− Considera-se notória especialização o profissional ou a sociedade de advogados 
cujo conceito no campo de sua especialidade, decorrente de desempenho anterior, 
estudos, experiências, publicações, organização, aparelhamento, equipe técnica 
ou de outros requisitos relacionados com suas atividades, permita inferir que o 
seu trabalho é essencial e indiscutivelmente o mais adequado à plena satisfação 
do objeto do contrato.
• Considera-se efetivo exercício da atividade de advocacia a participação anual 
mínima em 5 (cinco) atos privativos previstos no artigo 1º do Estatuto, em causas 
ou questões distintas, devendo a comprovação do efetivo exercício ocorrer mediante 
(art. 5º, Regulamento Geral):
a) certidão expedida por cartórios ou secretarias judiciais;
b) cópia autenticada de atos privativos;
c) certidão expedida pelo órgão público no qual o advogado exerça função privativa do seu ofício, 
indicando os atos praticados.
• O advogado postula, em juízo ou fora dele, fazendo prova do mandato. No entanto, 
afirmando urgência, o advogado pode atuar sem procuração, obrigando-se a 
apresentá-la no prazo de 15 (quinze) dias, prorrogável por igual período (art. 5º, EOAB).
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 115 do Superior Tribunal de Justiça
Na instancia especial é inexistente recurso interposto por advogado sem procuração 
nos autos.
• A procuração para o foro em geral habilita o advogado a praticar todos os atos judiciais 
em qualquer juízo ou instância, salvo os que exijam poderes especiais.
• Em regra, o advogado não deve aceitar procuração de quem já tenha patrono 
constituído, sem prévio conhecimento deste, salvo por motivo plenamente justificável 
ou para adoção de medidas judiciais urgentes e inadiáveis, de acordo com o artigo 
14 do Código de Ética e Disciplina da OAB.
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• Os poderes conferidos ao advogado podem ser substabelecidos a outro advogado, 
que irá sub-rogar-se dos poderes conferidos. O substabelecimento é a autorização 
legal para que outro advogado substitua o titular dos poderes conferidos pelo cliente 
e poderá ser com reserva de poderes ou sem reserva de poderes.
− O substabelecimento com reserva de poderes é a substituição parcial e provisória, 
caracterizada como ato pessoal do advogado da causa, devendo o substabelecido 
ajustar antecipadamente seus honorários com o substabelecente. De outra parte, 
o substabelecimento sem reserva de poderes, é a substituição total e definitiva, 
que exige o prévio e inequívoco conhecimento do cliente (art. 26, CED-OAB).
− O advogado substabelecido, com reserva de poderes, não pode cobrar honorários 
sem a intervenção daquele que lhe conferiu o substabelecimento, vedação que 
não se aplica na hipótese de o advogado substabelecido, com reserva de poderes, 
possuir contrato celebrado com o cliente (art. 26, EOAB).
− No caso de substabelecimento, a verba correspondente aos honorários de su-
cumbência será repartida entre o substabelecente e o substabelecido, propor-
cionalmente à atuação de cada um no processo ou conforme haja sido entre eles 
ajustado (art. 51, §1º, CED-OAB).
 ◦ O advogado não se sujeita à imposição do cliente que pretenda ver com ele 
atuando outros advogados, nem fica na contingência de aceitar a indicação 
de outro profissional para com ele trabalhar no processo (art. 24, CED-OAB).
• O mandado judicial ou extrajudicial não se extingue pelo decurso de tempo, salvo 
se o contrário for consignado no respectivo instrumento (art. 18, CED-OAB).
• O mandato se presume cumprido e extinto quando concluída a causa ou arquivado 
o processo (art. 13, CED-OAB).
− A conclusão ou desistência da causa, tenha havido, ou não, extinção do mandato, 
obriga o advogado a devolver ao cliente bens, valores e documentos que lhe hajam 
sido confiados e ainda estejam em seu poder, bem como a prestar-lhe contas, 
pormenorizadamente, sem prejuízo de esclarecimentos complementares que se 
mostrem pertinentes e necessários. No entanto, ressalto que a parcela dos ho-
norários paga pelos serviços até então prestados não se inclui entre os valores a 
serem devolvidos (art. 12, CED-OAB).
• O advogado não deve deixar ao abandono ou ao desamparo as causas sob seu 
patrocínio, sendo recomendável que, em face de dificuldades insuperáveis ou inércia 
do cliente quanto a providências que lhe tenham sido solicitadas, renuncie ao mandato 
(art. 15, CED-OAB).
− O advogado que renunciar ao mandato continuará, durante os 10 (dez) dias se-
guintes à notificação da renúncia, a representar o mandante, salvo se for subs-
tituído antes do término desse prazo (art. 5º, §3º, EOAB).
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