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CÓDIGO DE ÉTICA E 
DISCIPLINA DA OAB
Direitos dos Advogados, 
Honorários Advocatícios
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
260212495251
CÍNTHIA BIESEK
Assessora Jurídica do Ministério Público do Trabalho. Professora em cursos 
preparatórios para carreiras jurídicas. Autora de livros e artigos jurídicos. Aprovada 
no concurso de Analista Jurídico do TJ-SC. Especialista em Direito Administrativo 
– Extensão em Direito Digital.
 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Direitos dos Advogados, Honorários Advocatícios 
Cínthia Biesek
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Direitos dos Advogados, Honorários Advocatícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1. Direitos dos Advogados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.1. Direitos da Advogada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
1.2. Crime de Violação de Direito ou Prerrogativa de Advogado . . . . . . . . . . . . . 23
2. Honorários Advocatícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
2.1. Substabelecimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
2.2. Cláusula Quota Litis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
2.3. Recebimento e Cobrança de Honorários . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
Resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
Mapa Mental . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50
Questões de Concurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55
gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73
gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 74
 
SUMÁRIO
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ApResentAÇÃoApResentAÇÃo
Olá, prezado(a) aluno(a). Tudo bem? Desejo que sim!
A partir de agora, vamos iniciar o estudo de Ética e Estatuto da OAB para o Exame de 
Ordem Unificado.
A regra será trazer os artigos do Estatuto da Advocacia (Lei n. 8.906/1994) e, de modo 
complementar, os principais dispositivos do Regulamento Geral e do Código de Ética e 
Disciplina – CED-OAB.
Nossa aula foi desenvolvida de forma direcionada aos tópicos que costumam ser explorados 
pela banca examinadora, com a resolução de questões já aplicadas, para identificarmos as 
preferências e os temas que costumam ser recorrentes nos exames de ordem.
Dessa forma, fique tranquilo(a), vamos esmiuçar todo o conteúdo e garantir que, com 
a leitura atenta da aula, você irá confiante para a prova, tendo a certeza de que todos os 
temas importantes foram estudados.
Ah! Não se esqueça de avaliar esta aula, pois sua opinião é muito importante para 
melhorarmos ainda mais nossos materiais.
Por fim, estou à disposição para sanar todas as suas dúvidas. Não hesite em enviá-las 
e contate-me sempre que julgar necessário.
Grande abraço e bons estudos!
SEJA IMPARÁVEL!
 
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Direitos dos Advogados, Honorários Advocatícios 
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DIREITOS DOS ADVOGADOS, DIREITOS DOS ADVOGADOS, 
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOSHONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS
1 . DiReitos Dos ADVogADos1 . DiReitos Dos ADVogADos
Inicialmente, destaco que não há hierarquia nem subordinação entre advogados, 
magistrados e membros do Ministério Público, devendo todos tratar-se com consideração 
e respeito recíprocos (art. 6º, EOAB).
As autoridades e os servidores públicos dos Poderes da República, os serventuários da 
Justiça e os membros do Ministério Público devem dispensar ao advogado, no exercício da 
profissão, tratamento compatível com a dignidade da advocacia e condições adequadas 
ao seu desempenho, preservando e resguardando, de ofício, a imagem, a reputação e a 
integridade do advogado (art. 6º, § 1º, EOAB).
O Código de Ética e Disciplina da OAB é expresso ao estabelecer o dever de urbanidade 
do advogado, que deve tratar todos com respeito e consideração, além de exigir igual 
tratamento de todos com quem se relaciona, preservando seus direitos e prerrogativas 
(art. 27, CED-OAB).
Aliás, quando há concurso entre colegas na prestação de serviços advocatícios, seja 
em caráter individual, seja no âmbito de sociedade de advogados ou de empresa ou entidade 
em que trabalhem, será necessário o tratamento condigno, que não os torne subalternos 
nem lhes avilte os serviços prestados mediante remuneração incompatível com a natureza 
do trabalho (art. 29, CED-OAB).
Acrescento que, durante as audiências de instrução e julgamento realizadas no Poder 
Judiciário, nos procedimentos de jurisdição contenciosa ou voluntária, os advogados do 
autor e do requerido devem permanecer no mesmo plano topográfico e em posição 
equidistante em relação ao magistrado que as presidir (art. 6º, § 2º, EOAB).
Lembre-se de que o art. 133 da CF/88 dispõe que o advogado é indispensável à 
administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da 
profissão, nos limites da lei.
 Obs.: Cabe, privativamente, ao Conselho Federal da OAB, em processo disciplinar próprio, 
dispor, analisar e decidir sobre a prestação efetiva do serviço jurídico realizado pelo 
advogado, sendo nulo o ato praticado com violação da sua competência privativa 
em qualquer esfera de responsabilização (art. 7º, §§ 14 e 16, EOAB).
São direitos do advogado (art. 7º, EOAB):
EOAB
Art. 7º, I – exercer, com liberdade, a profissão em todo o território nacional.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciadona condenação ou destacados do montante principal 
devido ao credor consubstanciam-se em verba de natureza alimentar, cuja satisfação 
ocorrerá com a expedição de precatório ou requisição de pequeno valor, observada a ordem 
especial restrita aos créditos dessa natureza (súmula vinculante n. 47, STF).
 Obs.: O acordo feito pelo cliente do advogado e a parte contrária, salvo aquiescência 
do profissional, não prejudica os honorários, quer os convencionados, quer os 
concedidos por sentença (art. 24, § 4º, EOAB).
No mesmo sentido, traz o art. 48, § 5º, do Código de Ética e Disciplina da OAB que “é 
vedada, em qualquer hipótese, a diminuição dos honorários contratados em decorrência 
da solução do litígio por qualquer mecanismo adequado de solução extrajudicial”.
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ACORDO FEITO PELO CLIENTE DO ADVOGADO E A PARTE 
CONTRÁRIA 
não lhe prejudica os honorários 
quer os convencionados, quer os concedidos por sentença 
salvo aquiescência do profissional 
é vedada, em qualquer hipótese, a diminuição dos honorários 
contratados em decorrência da solução do litígio por qualquer 
mecanismo adequado de solução extrajudicial 
Nos casos judiciais e administrativos, as disposições, cláusulas, regulamentos ou 
convenções individuais ou coletivas que retirem do sócio o direito ao recebimento dos 
honorários de sucumbência serão válidas somente após o protocolo de petição que revogue 
os poderes que lhe foram outorgados ou que noticie a renúncia a eles. Os honorários serão 
devidos proporcionalmente ao trabalho realizado nos processos (art. 24, § 3º-A, EOAB).
Nas causas em que for parte o empregador ou pessoa por este representada, os 
honorários de sucumbência são devidos aos advogados empregados. Caso os honorários 
de sucumbência sejam percebidos por advogado empregado de sociedade de advogados, 
estes serão partilhados entre ele e a empregadora, na forma estabelecida em acordo (art. 
21, EOAB).
Os honorários de sucumbência, por decorrerem precipuamente do exercício da advocacia 
e só acidentalmente da relação de emprego, não integram o salário ou a remuneração, não 
podendo, assim, ser considerados para efeitos trabalhistas ou previdenciários, constituindo-
se em fundo comum, cuja destinação é decidida pelos profissionais integrantes do serviço 
jurídico da empresa ou por seus representantes (art. 14, Regulamento Geral).
 Obs.: O Supremo Tribunal Federal, ao julgar a ADI n. 1.194, estabeleceu que o art. 21 
e o parágrafo único da Lei n. 8.906/1994 devem ser interpretados no sentido da 
preservação da liberdade contratual quanto à destinação dos honorários de 
sucumbência fixados judicialmente. Sendo assim, é possível a estipulação contratual 
em contrário, pois se trata de direito disponível do advogado.
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Salvo renúncia expressa do advogado aos honorários pactuados na hipótese de 
encerramento da relação contratual com o cliente, o advogado mantém o direito aos 
honorários proporcionais ao trabalho realizado nos processos judiciais e administrativos 
em que tenha atuado, nos exatos termos do contrato celebrado, inclusive em relação aos 
eventos de sucesso que porventura venham a ocorrer após o encerramento da relação 
contratual (art. 24, § 5º, EOAB).
O distrato e a rescisão do contrato de prestação de serviços advocatícios, mesmo que 
formalmente celebrados, não configuram renúncia expressa aos honorários pactuados, 
observando-se, ainda, que, na ausência de contrato, os honorários advocatícios devem ser 
arbitrados (art. 24, § 6º, EOAB).
2 .1 . sUBstABeleCiMento2 .1 . sUBstABeleCiMento
O substabelecimento é a autorização legal para que outro advogado substitua o titular 
dos poderes conferidos pelo cliente e poderá ser com ou sem reserva de poderes.
O substabelecimento com reserva de poderes é a substituição parcial e provisória, 
caracterizada como ato pessoal do advogado da causa, devendo o substabelecido ajustar 
antecipadamente seus honorários com o substabelecente. Por outro lado, o substabelecimento 
sem reserva de poderes é a substituição total e definitiva, que exige o prévio e inequívoco 
conhecimento do cliente (art. 26, CED-OAB).
O advogado substabelecido, com reserva de poderes, não pode cobrar honorários sem a 
intervenção daquele que lhe conferiu o substabelecimento, vedação que não se aplica 
na hipótese de o advogado substabelecido possuir contrato celebrado com o cliente 
(art. 26, EOAB).
No caso de substabelecimento, a verba correspondente aos honorários de sucumbência 
será repartida entre o substabelecente e o substabelecido, proporcionalmente à atuação de 
cada um no processo ou conforme houver sido ajustado entre eles (art. 51, § 1º, CED-OAB).
 Obs.: Nesse contexto, faz-se necessário ressaltar que o advogado não se sujeita à 
imposição do cliente que pretenda ver atuando com ele outros advogados, nem 
fica na contingência de aceitar a indicação de outro profissional para trabalhar no 
processo (art. 24, CED-OAB).
Quando for o caso, a Ordem dos Advogados do Brasil ou seus Tribunais de Ética e Disciplina 
poderão ser solicitados a indicar mediador que contribua para que a distribuição dos 
honorários de sucumbência entre advogados se faça segundo o critério da proporcionalidade 
(art. 51, § 2º, CED-OAB).
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 Obs.: Nos processos disciplinares que envolverem divergência sobre a percepção de 
honorários de sucumbência entre advogados, deverá ser tentada a conciliação 
preliminarmente pelo relator (art. 51, § 3º, CED-OAB).
2 .2 . ClÁUsUlA QUotA litis2 .2 . ClÁUsUlA QUotA litis
A cláusula quota litis (cláusula ad exitum) se verifica quando o advogado e o cliente 
acordam que os honorários advocatícios somente serão devidos caso a demanda seja exitosa, 
estando a remuneração do advogado condicionada ao sucesso da demanda.
De acordo com o art. 50 do Código de Ética e Disciplina da OAB, na hipótese de adoção 
da cláusula quota litis, os honorários devem ser necessariamente representados por 
pecúnia e, quando acrescidos dos honorários de sucumbência, não podem ser superiores 
às vantagens advindas a favor do cliente.
A participação do advogado em bens particulares do cliente só é admitida em caráter 
excepcional, quando este, comprovadamente, não tiver condições pecuniárias de satisfazer 
o débito de honorários e ajustar com seu patrono, em instrumento contratual, tal forma 
de pagamento.
 Obs.: Quando o objeto do serviço jurídico versar sobre prestações vencidas e vincendas, 
os honorários advocatícios poderão incidir sobre o valor de ambas, atendidos os 
requisitos da moderação e da razoabilidade.
2 .3 . ReCeBiMento e CoBRAnÇA De HonoRÁRios2 .3 . ReCeBiMento e CoBRAnÇA De HonoRÁRios
Nos termos do art. 53 do Código de Ética e Disciplina da OAB, é lícito ao advogado ou àsociedade de advogados empregar, para o recebimento de honorários, sistema de cartão 
de crédito, mediante credenciamento junto à empresa operadora do ramo.
No entanto, ressalto que eventuais ajustes com a empresa operadora que impliquem 
pagamento antecipado não afetarão a responsabilidade do advogado perante o cliente, 
em caso de rescisão do contrato de prestação de serviços, devendo ser observadas as 
disposições deste quanto à hipótese (art. 53, parágrafo único, CED-OAB).
 Obs.: O crédito por honorários advocatícios, seja do advogado autônomo, seja de sociedade 
de advogados, não autoriza o saque de duplicatas ou qualquer outro título de crédito 
de natureza mercantil, podendo, apenas, ser emitida fatura, quando o cliente assim 
pretender, com fundamento no contrato de prestação de serviços, a qual, porém, 
não poderá ser levada a protesto. Pode, todavia, ser levado a protesto o cheque ou 
a nota promissória emitida pelo cliente em favor do advogado, depois de frustrada 
a tentativa de recebimento amigável (art. 52, CED-OAB).
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Nos termos do art. 24-A do Estatuto da OAB, no caso de bloqueio universal do patrimônio 
do cliente por decisão judicial, será garantida ao advogado a liberação de até 20% (vinte 
por cento) dos bens bloqueados para fins de recebimento de honorários e reembolso de 
gastos com a defesa, ressalvadas as causas relacionadas aos crimes previstos na Lei de 
Drogas (Lei n. 11.343/2006) e observado o disposto no parágrafo único do art. 243 da 
Constituição Federal, in verbis:
CF/88
Art. 243. Parágrafo único. Todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em decorrência 
do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e da exploração de trabalho escravo será 
confiscado e reverterá a fundo especial com destinação específica, na forma da lei.
O pedido de desbloqueio de bens será feito em autos apartados, que permanecerão 
em sigilo, mediante a apresentação do respectivo contrato, observada, preferencialmente, 
a ordem estabelecida no art. 835 do Código de Processo Civil. Vejamos (art. 24-A, §§ 1º e 
2º, EOAB):
CPC
Art. 835. A penhora observará, preferencialmente, a seguinte ordem:
I – dinheiro, em espécie ou em depósito ou aplicação em instituição financeira;
II – títulos da dívida pública da União, dos Estados e do Distrito Federal com cotação em mercado;
III – títulos e valores mobiliários com cotação em mercado;
IV – veículos de via terrestre;
V – bens imóveis;
VI – bens móveis em geral;
VII – semoventes;
VIII – navios e aeronaves;
IX – ações e quotas de sociedades simples e empresárias;
X – percentual do faturamento de empresa devedora;
XI – pedras e metais preciosos;
XII – direitos aquisitivos derivados de promessa de compra e venda e de alienação fiduciária em 
garantia;
XIII – outros direitos.
Quando se tratar de dinheiro em espécie, de depósito ou de aplicação em instituição 
financeira, os valores serão transferidos diretamente para a conta do advogado ou do 
escritório de advocacia responsável pela defesa. Nos demais casos, o advogado poderá optar 
pela adjudicação do próprio bem ou por sua venda em hasta pública para a satisfação dos 
honorários devidos, nos termos do art. 879 e seguintes do CPC, devendo o valor excedente 
ser depositado em conta vinculada ao processo judicial (art. 24-A, §§ 3º a 5º do EOAB).
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BLOQUEIO 
UNIVERSAL DO 
PATRIMÔNIO DO 
CLIENTE 
garantida ao advogado a liberação de até 
20% dos bens bloqueados para fins de 
recebimento de honorários e reembolso de 
gastos com a defesa 
ressalvadas as causas relacionadas aos 
crimes previstos na Lei de Drogas 
Nos termos do art. 25 do Estatuto da OAB, prescreve em 5 (cinco) anos a ação de 
cobrança de honorários de advogado, contado o prazo do(a):
• vencimento do contrato, se houver;
• trânsito em julgado da decisão que os fixar;
• ultimação do serviço extrajudicial;
• desistência ou transação;
• renúncia ou revogação do mandato.
 Obs.: Também prescreve em 5 (cinco) anos a ação de prestação de contas pelas quantias 
recebidas pelo advogado de seu cliente ou de terceiros por conta dele (art. 25-A, EOAB).
Ressalto que a revogação do mandato judicial pela vontade do cliente não o desobriga 
do pagamento das verbas honorárias contratadas, assim como não retira o direito do 
advogado de receber o que lhe seja devido em eventual verba honorária de sucumbência, 
calculada proporcionalmente em face do serviço efetivamente prestado (art. 17, CED-OAB).
Havendo necessidade de promover arbitramento ou cobrança judicial de honorários, 
deve o advogado renunciar previamente ao mandato que recebeu do cliente em débito 
(art. 54, CED-OAB).
É conveniente mencionar que o Superior Tribunal de Justiça entende que “O termo 
inicial do prazo de prescrição da pretensão ao recebimento de honorários advocatícios 
contratados sob a condição de êxito da demanda judicial, no caso em que o mandato foi 
revogado por ato unilateral do mandante antes do término do litígio, é a data do êxito da 
demanda, e não a da revogação do mandato” (Informativo n. 759 – STJ – 4ª Turma. REsp 
1777499-RS, julgado em 22/11/2022).
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AÇÃO DE COBRANÇA 
DE HONORÁRIOS 
prescreve em 5 
anos 
contado do(a) 
vencimento do contrato, se 
houver 
trânsito em julgado da 
decisão que os fixar 
ultimação do serviço 
extrajudicial 
desistência ou transação 
renúncia ou revogação do 
mandato 
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RESUMORESUMO
DiReitos Dos ADVogADos
• Não há hierarquia nem subordinação entre advogados, magistrados e membros do 
Ministério Público, devendo todos tratar-se com consideração e respeito recíprocos 
(art. 6º, EOAB);
− As autoridades e os servidores públicos dos Poderes da República, os serventuários 
da Justiça e os membros do Ministério Público devem dispensar ao advogado, no 
exercício da profissão, tratamento compatível com a dignidade da advocacia e 
condições adequadas ao seu desempenho, preservando e resguardando, de ofício, 
a imagem, a reputação e a integridade do advogado (art. 6º, § 1º, EOAB);
• O Código de Ética e Disciplina da OAB é expresso ao estabelecer o dever de urbanidade 
do advogado, que deve tratar todos com respeito e consideração, além de exigir 
igual tratamento de todos com quem se relacione, preservando seus direitos e 
prerrogativas (art. 27, CED-OAB);
• Quando há concursoentre colegas na prestação de serviços advocatícios, seja 
em caráter individual, seja no âmbito de sociedade de advogados ou de empresa ou 
entidade em que trabalhe, será necessário o tratamento condigno, que não os torne 
subalternos nem lhes avilte os serviços prestados mediante remuneração incompatível 
com a natureza do trabalho (art. 29, CED-OAB);
• Durante as audiências de instrução e julgamento realizadas no Poder Judiciário, nos 
procedimentos de jurisdição contenciosa ou voluntária, os advogados do autor e do 
requerido devem permanecer no mesmo plano topográfico e em posição equidistante 
em relação ao magistrado que as presidir (art. 6º, § 2º, EOAB);
• São direitos do advogado (art. 7º, EOAB):
I – exercer, com liberdade, a profissão em todo o território nacional;
II – a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho, bem como de seus instrumentos de 
trabalho, de sua correspondência escrita, eletrônica, telefônica e telemática, desde que relativas 
ao exercício da advocacia.
− Presentes indícios de autoria e materialidade da prática de crime por parte de 
advogado, a autoridade judiciária competente poderá decretar a quebra da invio-
labilidade do escritório ou do local de trabalho, em decisão motivada, expedindo 
mandado de busca e apreensão, específico e pormenorizado, a ser cumprido na 
presença de representante da OAB (art. 7º, § 6º, primeira parte, EOAB);
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− O representante da OAB tem o direito de ser respeitado pelos agentes responsá-
veis pelo cumprimento do mandado de busca e apreensão, sob pena de abuso de 
autoridade (art. 7º, § 6º-C, EOAB);
− É vedada, em qualquer hipótese, a utilização dos documentos, das mídias e dos 
objetos pertencentes a clientes do advogado averiguado, bem como dos demais 
instrumentos de trabalho que contenham informações sobre clientes, salvo no 
caso de clientes do advogado averiguado que estejam sendo formalmente inves-
tigados como seus partícipes ou coautores pela prática do mesmo crime que deu 
causa à quebra da inviolabilidade (art. 7º, § 6º, parte final, e § 7º, EOAB);
− A medida judicial cautelar que importar na violação do escritório ou do local de 
trabalho do advogado deve ser aplicada excepcionalmente, desde que exista fun-
damento em indício, pelo órgão acusatório, sendo vedada a determinação quando 
fundada exclusivamente em elementos produzidos em declarações de colabo-
rador, sem confirmação por outros meios de prova (art. 7º, §§ 6º-A e 6º-B, EOAB);
− O representante da OAB tem o dever de zelar pelo fiel cumprimento do objeto da 
investigação e de impedir que documentos, mídias e objetos não relacionados à 
investigação, especialmente de outros processos do mesmo cliente ou de outros 
clientes que não sejam pertinentes à persecução penal, sejam analisados, foto-
grafados, filmados, retirados ou apreendidos do escritório de advocacia (art. 7º, 
§ 6º-C, EOAB);
− No caso de inviabilidade técnica para segregação da documentação, mídia ou objetos 
não relacionados à investigação, seja em razão da sua natureza ou do volume, no 
momento da execução da decisão judicial de apreensão ou de retirada do material, 
a cadeia de custódia deverá preservar o sigilo do seu conteúdo, assegurada a 
presença do representante da OAB (art. 7º, § 6º-D, EOAB);
 ◦ Na hipótese de inobservância do sigilo pelo agente público responsável pelo 
cumprimento do mandado de busca e apreensão, o representante da OAB fará 
o relatório do fato ocorrido, com a inclusão dos nomes dos servidores, dará 
conhecimento à autoridade judiciária e o encaminhará à OAB para a elaboração 
de notícia-crime (art. 7º, § 6º-E, EOAB);
− É garantido o direito de acompanhamento por representante da OAB e pelo pro-
fissional investigado durante a análise dos documentos e dos dispositivos de ar-
mazenamento de informação apreendidos ou interceptados (art. 7º, § 6º-F, EOAB);
 ◦ A fim de garantir o direito de acompanhamento ao representante da OAB e ao 
profissional investigado, em todos os atos, a autoridade responsável deve in-
formar à seccional da OAB, com antecedência mínima de 24 (vinte e quatro) 
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horas, a data, o horário e o local em que serão analisados os documentos e os 
equipamentos apreendidos (art. 7º, § 6º-G, EOAB);
 ◦ Em casos de urgência devidamente fundamentada pelo juiz, a análise poderá 
acontecer em prazo inferior a 24 (vinte e quatro) horas, desde que garantido o 
direito de acompanhamento (art. 7º, § 6º-H, EOAB);
− É vedado ao advogado efetuar colaboração premiada contra quem seja ou tenha 
sido seu cliente, e a inobservância importará em processo disciplinar, que poderá 
culminar na aplicação da penalidade de exclusão, sem prejuízo das penas previstas no 
Código Penal para o delito de violação do segredo profissional (art. 7º, § 6º-I, EOAB);
EOAB
Art. 7º, III – comunicar-se com seus clientes, pessoal e reservadamente, mesmo sem procuração, 
quando estes se acharem presos, detidos ou recolhidos em estabelecimentos civis ou militares, 
ainda que considerados incomunicáveis;
IV – ter a presença de representante da OAB, quando preso em flagrante, por motivo ligado ao 
exercício da advocacia, para lavratura do auto respectivo, sob pena de nulidade e, nos demais 
casos, a comunicação expressa à seccional da OAB;
V – não ser recolhido preso, antes de sentença transitada em julgado, senão em sala de Estado 
Maior, com instalações e comodidades condignas, assim reconhecidas pela OAB, e, na sua falta, 
em prisão domiciliar.
− O advogado somente poderá ser preso em flagrante, por motivo de exercício da 
profissão, em caso de crime inafiançável (art. 7º, § 3º, EOAB);
− A comunicação à seccional da OAB está relacionada à assistência prestada por re-
presentante da OAB nos inquéritos policiais ou nas ações penais em que o advogado 
figurar como indiciado, acusado ou ofendido, sempre que o fato a ele imputado 
decorrer do exercício da profissão ou a este vincular-se, sem prejuízo da atuação 
de seu defensor, nos termos do art. 16 do Regulamento Geral do Estatuto;
EOAB
Art. 7º, VI – ingressar livremente:
a) nas salas de sessões dos tribunais, mesmo além dos cancelos que separam a parte reservada 
aos magistrados;
b) nas salas e dependências de audiências, secretarias, cartórios, ofícios de justiça, serviços 
notariais e de registro, e, no caso de delegacias e prisões, mesmo fora da hora de expediente e 
independentemente da presença de seus titulares;
c) em qualquer edifício ou recinto em que funcione repartição judicial ou outro serviço público 
onde o advogado deva praticar ato ou colher prova ou informação útil ao exercício da atividade 
profissional, dentro do expediente ou fora dele, e ser atendido, desde que se ache presente 
qualquer servidor ou empregado;
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d) em qualquer assembleia ou reunião de que participe ou possa participar o seu cliente, ou 
perante a qual este deva comparecer, desde que munido de poderes especiais;
VII – permanecer sentado ou em pé e retirar-se de quaisquer locais indicados no inciso anterior, 
independentemente de licença;
VIII – dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente 
de horário previamente marcado ou outra condição, observando-se a ordem de chegada;
X – usar da palavra, pela ordem, em qualquer tribunal judicial ou administrativo, órgão de 
deliberação coletiva da administração pública ou comissão parlamentar de inquérito, mediante 
intervenção pontual e sumária, para esclarecer equívoco ou dúvida surgida em relação a fatos, 
a documentos ou a afirmações que influam na decisão;
XI – reclamar, verbalmente ou por escrito, perante qualquer juízo, tribunal ou autoridade, contra 
a inobservância de preceito de lei, regulamento ou regimento;
XII – falar, sentado ou em pé, em juízo, tribunal ou órgão de deliberação coletiva da Administração 
Pública ou do Poder Legislativo.
− O advogado poderá realizar a sustentação oral no recurso interposto contra a 
decisão monocrática de relator que julgar o mérito ou não conhecer dos seguintes 
recursos ou ações (art. 7º, § 2º-B, EOAB):
 ◦ recurso de apelação;
 ◦ recurso ordinário;
 ◦ recurso especial;
 ◦ recurso extraordinário;
 ◦ embargos de divergência;
 ◦ ação rescisória, mandado de segurança, reclamação, habeas corpus e outras 
ações de competência originária;
EOAB
Art. 7º, XIII – examinar, em qualquer órgão dos Poderes Judiciário e Legislativo, ou da Administração 
Pública em geral, autos de processos findos ou em andamento, mesmo sem procuração, quando 
não estiverem sujeitos a sigilo ou segredo de justiça, assegurada a obtenção de cópias, com 
possibilidade de tomar apontamentos;
XIV – examinar, em qualquer instituição responsável por conduzir investigação, mesmo sem 
procuração, autos de flagrante e de investigações de qualquer natureza, findos ou em andamento, 
ainda que conclusos à autoridade, podendo copiar peças e tomar apontamentos, em meio físico 
ou digital.
− Nos autos sujeitos a sigilo, deve o advogado apresentar procuração para o exercício 
do direito de examinar autos de flagrante e de investigações (art. 7º, § 10, EOAB);
− A autoridade competente poderá delimitar o acesso do advogado aos elementos 
de prova relacionados a diligências em andamento e, ainda, não documentados 
nos autos, quando houver risco de comprometimento da eficiência, da eficácia ou 
da finalidade das diligências (art. 7º, § 11, EOAB);
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JURISPRUDÊNCIA
Súmula vinculante n. 24
É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos 
de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão 
com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa.
− A inobservância do direito do advogado de examinar autos de flagrante e de in-
vestigações, seja pelo fornecimento incompleto de autos, seja pelo fornecimento 
de autos em que houve a retirada de peças já incluídas no caderno investigati-
vo, implicará responsabilização criminal e funcional por abuso de autoridade 
do responsável que impedir o acesso do advogado com o intuito de prejudicar o 
exercício da defesa, sem prejuízo do direito subjetivo do advogado de requerer o 
acesso aos autos ao juiz competente (art. 7º, § 12, EOAB);
− O direito ao exame de processos e de procedimentos de investigação aplica-se 
integralmente a processos e a procedimentos eletrônicos, observadas as 
restrições quanto aos casos de sigilo, bem como de diligências em andamento 
(art. 7º, § 13, EOAB);
EOAB
Art. 7º, XV – ter vista dos processos judiciais ou administrativos de qualquer natureza, em cartório 
ou na repartição competente, ou retirá-los pelos prazos legais;
XVI – retirar autos de processos findos, mesmo sem procuração, pelo prazo de dez dias.
− O direito de ter vista dos processos judiciais ou administrativos de qualquer natu-
reza, em cartório ou na repartição competente, ou retirá-los pelos prazos legais, e 
o direito de retirar autos de processos findos, mesmo sem procuração, pelo prazo 
de 10 (dez) dias, não são absolutos, já que a lei determina que os incisos não se 
aplicam (art. 7º, § 1º, EOAB):
 ◦ aos processos sob regime de segredo de justiça;
 ◦ quando existirem nos autos documentos originais de difícil restauração ou 
ocorrer circunstância relevante que justifique a permanência dos autos em 
cartório, secretaria ou repartição, reconhecida pela autoridade em despacho 
motivado, proferido de ofício, mediante representação ou requerimento da 
parte interessada;
 ◦ até o encerramento do processo, ao advogado que houver deixado de devolver 
os respectivos autos no prazo legal, e só o fizer depois de intimado;
EOAB
Art. 7º, XVII – ser publicamente desagravado, quando ofendido no exercício da profissão ou em 
razão dela.
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− No caso de ofensa a inscrito na OAB, no exercício da profissão ou de cargo ou fun-
ção de órgão da OAB, o conselho competente deve promover o desagravo público 
do ofendido, sem prejuízo da responsabilidade criminal em que incorrer o infrator 
(art. 7º, § 5º, EOAB);
− De acordo com o art. 18 do Regulamento Geral do Estatuto, o inscrito na OAB, 
quando ofendido comprovadamente em razão do exercício profissional ou de cargo 
ou função da OAB, tem direito ao desagravo público promovido pelo:
 ◦ Conselho competente, de ofício;
 ◦ a seu pedido; ou
 ◦ de qualquer pessoa;
− O desagravo público, como instrumento de defesa dos direitos e prerrogativas da 
advocacia, não depende de concordância do ofendido, que não pode dispensá-lo, 
devendo ser promovido a critério do Conselho (art. 18, § 9º, Regulamento Geral);
− O pedido será submetido à Diretoria do Conselho competente, que poderá, nos 
casos de urgência e notoriedade, conceder imediatamente o desagravo, ad re-
ferendum do órgão competente do Conselho, conforme definido em regimento 
interno. Nos demais casos, a Diretoria remeterá o pedido de desagravo ao órgão 
competente para instrução e decisão, podendo o relator, convencendo-se da 
existência de prova ou indício de ofensa relacionada ao exercício da profissão ou 
de cargo da OAB, solicitar informações da pessoa ou autoridade ofensora, no 
prazo de 15 (quinze) dias, sem que isso configure condição para a concessão do 
desagravo (art. 18, §§ 1º e 2º, Regulamento Geral);
− O relator pode propor o arquivamento do pedido de desagravo se a ofensa for 
pessoal, se não estiver relacionada com o exercício profissional ou com as prerro-
gativas gerais do advogado ou se configurar crítica de caráter doutrinário, político 
ou religioso (art. 18, § 3º, Regulamento Geral);
− Recebidas ou não as informações e convencendo-se da procedência da ofensa, 
o relator emite parecer que é submetido ao órgão competente do Conselho, con-
forme definido em regimento interno (art. 18, § 4º, Regulamento Geral);
− Os desagravos deverão ser decididos no prazo máximo de 60(sessenta) dias. Em 
caso de acolhimento do parecer, é designada a sessão de desagravo, amplamente 
divulgada, devendo ocorrer, no prazo máximo de 30 (trinta) dias, preferencialmen-
te, no local onde a ofensa foi sofrida ou onde se encontre a autoridade ofensora 
(art. 18, §§ 5º e 6º, Regulamento Geral);
− Na sessão de desagravo, o Presidente lê a nota a ser publicada na imprensa, enca-
minhada ao ofensor e às autoridades, e registrada nos assentamentos do inscrito 
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e no Registro Nacional de Violações de Prerrogativas (art. 18, § 7º, Regulamento 
Geral);
− Ocorrendo a ofensa no território da Subseção a que se vincule o inscrito, a sessão 
de desagravo pode ser promovida pela diretoria ou conselho da Subseção, com 
representação do Conselho Seccional (art. 18, § 8º, Regulamento Geral);
− Compete ao Conselho Federal promover o desagravo público de Conselheiro Fe-
deral ou de Presidente de Conselho Seccional, quando ofendidos no exercício das 
atribuições de seus cargos e ainda quando a ofensa a advogado se revestir de re-
levância e grave violação às prerrogativas profissionais, com repercussão nacional 
(art. 19, Regulamento Geral);
 ◦ Observado o procedimento acima, o Conselho Federal indica seus representan-
tes para a sessão pública de desagravo, na sede do Conselho Seccional, salvo no 
caso de ofensa a Conselheiro Federal;
− Ressalto que compete ao Presidente do Conselho Federal, do Conselho Seccional ou 
da Subseção, ao tomar conhecimento de fato que possa causar, ou que já causou, 
violação de direitos ou prerrogativas da profissão, adotar as providências judi-
ciais e extrajudiciais cabíveis para prevenir ou restaurar o império do Estatuto, 
em sua plenitude, inclusive mediante representação administrativa, podendo o 
Presidente designar advogado, investido de poderes bastantes, para tais finali-
dades (art. 15, Regulamento Geral);
− Além do mais, compete ao Presidente do Conselho ou da Subseção representar 
contra o responsável por abuso de autoridade, quando configurada hipótese de 
atentado à garantia legal de exercício profissional (art. 17, Regulamento Geral);
EOAB
Art. 7º, XVIII – usar os símbolos privativos da profissão de advogado;
XIX – recusar-se a depor como testemunha em processo no qual funcionou ou deva funcionar, 
ou sobre fato relacionado com pessoa de quem seja ou foi advogado, mesmo quando autorizado 
ou solicitado pelo constituinte, bem como sobre fato que constitua sigilo profissional;
XX – retirar-se do recinto onde se encontre aguardando pregão para ato judicial, após trinta 
minutos do horário designado e ao qual ainda não tenha comparecido a autoridade que deva 
presidir a ele, mediante comunicação protocolizada em juízo.
− O advogado não é obrigado a depor, em processo ou procedimento judicial, admi-
nistrativo ou arbitral, sobre fatos a cujo respeito deva guardar sigilo profissional 
(art. 38, CED-OAB);
− O Poder Judiciário e o Poder Executivo devem instalar, em todos os juizados, fóruns, 
tribunais, delegacias de polícia e presídios, salas especiais permanentes para os 
advogados, com uso assegurado à OAB (art. 7º, § 4º, EOAB);
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− O advogado tem imunidade profissional, não constituindo injúria ou difamação 
puníveis qualquer manifestação de sua parte, no exercício de sua atividade, em 
juízo ou fora dele, sem prejuízo das sanções disciplinares perante a OAB, pelos 
excessos que cometer (art. 7º, § 2º, EOAB);
− No exercício da profissão, o advogado é inviolável por seus atos e manifestações, 
nos limites do Estatuto (art. 2º, § 3º, EOAB);
EOAB
Art. 7º, XXI – assistir a seus clientes investigados durante a apuração de infrações, sob pena de 
nulidade absoluta do respectivo interrogatório ou depoimento e, subsequentemente, de todos os 
elementos investigatórios e probatórios dele decorrentes ou derivados, direta ou indiretamente, 
podendo, inclusive, no curso da respectiva apuração:
a) apresentar razões e quesitos.
• São direitos da advogada (art. 7º-A, EOAB):
− Toda advogada gestante tem o direito de ter sua entrada em tribunais sem ser 
submetida a detectores de metais e aparelhos de raios X (art. 7º-A, I, a, EOAB);
− Toda advogada gestante tem direito à reserva de vaga em garagens dos fóruns 
dos tribunais (art. 7º-A, I, b, EOAB);
− Toda advogada lactante, adotante ou que der à luz tem direito ao acesso a cre-
che, onde houver, ou a local adequado ao atendimento das necessidades do bebê 
(art. 7º-A, II, EOAB);
 ◦ O direito à creche, onde houver, ou a local adequado ao atendimento das ne-
cessidades do bebê será concedido pelo prazo de 120 (cento e vinte) dias (art. 
7º-A, § 2º, EOAB c/c art. 392, Consolidação das Leis do Trabalho – CLT);
− Toda advogada gestante, lactante, adotante ou que der à luz tem o direito de 
preferência na ordem das sustentações orais e das audiências a serem realizadas 
a cada dia, mediante comprovação de sua condição (art. 7º-A, III, EOAB);
 ◦ O direito de preferência em sustentações orais e audiências será concedido pelo 
prazo de 120 (cento e vinte) dias (art. 7º-A, § 2º, EOAB c/c art. 392, Consolida-
ção das Leis do Trabalho – CLT);
− Quando for a única patrona da causa, desde que haja notificação por escrito 
ao cliente, toda advogada adotante ou que der à luz tem direito à suspensão de 
prazos processuais (art. 7º-A, IV, EOAB);
 ◦ O direito de suspensão dos prazos processuais será concedido pelo prazo de 
30 (trinta) dias, contado a partir da data do parto ou da concessão da adoção, 
mediante apresentação de certidão de nascimento ou documento similar que 
comprove a realização do parto, ou de termo judicial que tenha concedido a 
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adoção, desde que haja notificação ao cliente (art. 7º-A, § 3º, EOAB c/c art. 313, 
§ 6º, do Código de Processo Civil);
− Os direitos previstos à advogada gestante ou lactante aplicam-se enquanto 
perdurar, respectivamente, o estado gravídico ou o período de amamentação 
(art. 7º-A, § 1º, EOAB);
ADVOGADA DIREITO
GESTANTE
Não ser submetida a detectores de metais e aparelhos de raios X
Vaga especial de estacionamento
Preferência em sustentações orais e audiências
ADOTANTE E QUE DER 
À LUZ
Direito à creche
Preferência em sustentações orais e audiências
Suspensão dos prazos processuais
LACTANTE
Direito à creche
Preferência em sustentações orais e audiências
• Constitui crime, sujeito a pena de detenção, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa, 
violar os seguintes direitos/prerrogativas de advogado (art. 7º-B, EOAB):
EOAB
Art. 7º São direitos do advogado:
II – a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho, bem como de seus instrumentos 
de trabalho, de sua correspondência escrita, eletrônica, telefônica e telemática, desde que 
relativasao exercício da advocacia;
III – comunicar-se com seus clientes, pessoal e reservadamente, mesmo sem procuração, quando 
estes se acharem presos, detidos ou recolhidos em estabelecimentos civis ou militares, ainda 
que considerados incomunicáveis;
IV – ter a presença de representante da OAB, quando preso em flagrante, por motivo ligado ao 
exercício da advocacia, para lavratura do auto respectivo, sob pena de nulidade e, nos demais 
casos, a comunicação expressa à seccional da OAB;
V – não ser recolhido preso, antes de sentença transitada em julgado, senão em sala de Estado 
Maior, com instalações e comodidades condignas, e, na sua falta, em prisão domiciliar.
HonoRÁRios ADVoCAtÍCios
• Nos termos do art. 111 do Regulamento Geral do Estatuto, o Conselho Seccional fixa 
tabela de honorários advocatícios, definindo as referências mínimas e as proporções, 
quando for o caso;
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• A prestação de serviço profissional assegura aos inscritos na OAB o direito aos 
honorários convencionados, aos fixados por arbitramento judicial e aos honorários 
de sucumbência (art. 22, EOAB);
• Salvo estipulação em contrário, 1/3 (um terço) dos honorários é devido no início do 
serviço, outro terço até a decisão de primeira instância e o restante no final (art. 
22, § 3º, EOAB);
• Na falta de estipulação ou de acordo, os honorários serão fixados por arbitramento 
judicial, em remuneração compatível com o trabalho e o valor econômico da questão, 
observado obrigatoriamente o disposto nos seguintes dispositivos do Código de 
Processo Civil (art. 22, § 2º, EOAB);
• O advogado, quando indicado para patrocinar causa de juridicamente necessitado, no 
caso de impossibilidade da Defensoria Pública no local da prestação de serviço, tem 
direito aos honorários fixados pelo juiz, segundo tabela organizada pelo Conselho 
Seccional da OAB, e pagos pelo Estado (art. 22, § 1º, EOAB);
• As disposições acima a respeito dos honorários se aplicam aos honorários assistenciais, 
compreendidos como os fixados em ações coletivas propostas por entidades de 
classe em substituição processual, sem prejuízo aos honorários convencionais (art. 
22, § 6º, EOAB);
− Os honorários convencionados com entidades de classe para atuação em substi-
tuição processual poderão prever a faculdade de indicar os beneficiários que, ao 
optarem por adquirir os direitos, assumirão as obrigações decorrentes do contrato 
originário a partir do momento em que este foi celebrado, sem a necessidade de 
mais formalidades (art. 22, § 7º, EOAB);
• As disposições a respeito dos honorários não se aplicam quando se tratar de mandato 
outorgado por advogado para defesa em processo oriundo de ato ou omissão 
praticada no exercício da profissão (art. 22, § 5º, EOAB);
• Nos termos do art. 48 do Código de Ética e Disciplina da OAB, a prestação de serviços 
profissionais por advogado, individualmente ou integrado em sociedades, será 
contratada, preferentemente, por escrito;
• O contrato de prestação de serviços de advocacia não exige forma especial, devendo 
estabelecer, porém, com clareza e precisão (art. 48, § 1º, CED-OAB):
− o objeto;
− os honorários ajustados;
− a forma de pagamento;
− a extensão do patrocínio, esclarecendo se este abrangerá todos os atos do pro-
cesso ou limitar-se-á a determinado grau de jurisdição;
− além de dispor sobre a hipótese de a causa encerrar-se mediante transação ou acordo;
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• O contrato de prestação de serviços poderá dispor sobre a forma de contratação 
de profissionais para serviços auxiliares, bem como sobre o pagamento de custas 
e emolumentos, os quais, na ausência de disposição em contrário, presumem-se 
devidos pelo cliente. Caso o contrato preveja que o advogado antecipe tais despesas, 
ser-lhe-á lícito reter o respectivo valor atualizado, no ato de prestação de contas, 
mediante comprovação documental (art. 48, § 3º, CED-OAB);
− O advogado deve observar o valor mínimo da tabela de honorários instituída 
pelo respectivo Conselho Seccional onde for realizado o serviço, inclusive aquele 
referente às diligências, sob pena de caracterizar-se aviltamento de honorários 
(art. 48, § 6º, CED-OAB);
JURISPRUDÊNCIA
O Superior Tribunal de Justiça possui entendimento sumulado de que “Os honorários de 
advogado não podem ser fixados em função do salário-mínimo” (súmula n. 201, STJ).
• As disposições acima a respeito do contrato de prestação de serviços aplicam-se 
à mediação, à conciliação, à arbitragem ou a qualquer outro método adequado de 
solução dos conflitos;
• Se o advogado juntar aos autos o seu contrato de honorários antes de expedir-se 
o mandado de levantamento ou precatório, o juiz deve determinar que lhe sejam 
pagos diretamente, por dedução da quantia a ser recebida pelo constituinte, salvo 
se este provar que já os pagou (art. 22, § 4º, EOAB);
− É permitida a dedução de honorários advocatícios contratuais dos valores acres-
cidos, a título de juros de mora, ao montante repassado aos Estados e aos Muni-
cípios na forma de precatórios, como complementação de fundos constitucionais. 
Entretanto, não será permitida a dedução nas causas que decorram da execução 
de título judicial constituído em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público 
Federal (art. 22-A, EOAB);
• Também são considerados honorários convencionados aqueles decorrentes da 
indicação de cliente entre advogados ou sociedades de advogados (art. 22, § 8º, EOAB);
• A compensação de créditos, pelo advogado, de importâncias devidas ao cliente, 
somente será admissível quando o contrato de prestação de serviços a autorizar ou 
quando houver autorização especial do cliente para esse fim, por este firmada (art. 
48, § 2º, CED-OAB);
• Os honorários incluídos na condenação, por arbitramento ou sucumbência, pertencem 
ao advogado, tendo este direito autônomo para executar a sentença nesta parte, 
podendo requerer que o precatório, quando necessário, seja expedido em seu favor 
(art. 23, EOAB);
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• A decisão judicial que fixar ou arbitrar honorários e o contrato escrito que os estipular 
são títulos executivos e constituem crédito privilegiado na falência, concordata, 
concurso de credores, insolvência civil e liquidação extrajudicial, podendo ser promovida 
a execução dos honorários nos mesmos autos da ação em que tenha atuado o advogado, 
se assim lhe convier (art. 24, EOAB);
− Na hipótese de falecimento ou incapacidade civil do advogado, os honorários de 
sucumbência, proporcionais ao trabalho realizado, são recebidos por seus suces-
sores ou representantes legais (art. 24, § 2º, EOAB);
• O advogado promoverá, preferentemente, de forma destacada, a execução dos 
honorários contratuais ou sucumbenciais (art. 48, § 7º, CED-OAB);JURISPRUDÊNCIA
Os honorários advocatícios incluídos na condenação ou destacados do montante 
principal devido ao credor consubstanciam-se em verba de natureza alimentar, cuja 
satisfação ocorrerá com a expedição de precatório ou requisição de pequeno valor, 
observada ordem especial restrita aos créditos dessa natureza (súmula vinculante n. 
47, STF).
• O acordo feito pelo cliente do advogado e a parte contrária, salvo aquiescência do 
profissional, não lhe prejudica os honorários, quer os convencionados, quer os 
concedidos por sentença (art. 24, § 4º, EOAB);
− No mesmo sentido, traz o art. 48, § 5º, do Código de Ética e Disciplina da OAB que 
“é vedada, em qualquer hipótese, a diminuição dos honorários contratados em 
decorrência da solução do litígio por qualquer mecanismo adequado de solução 
extrajudicial”;
• Nos casos judiciais e administrativos, as disposições, as cláusulas, os regulamentos ou 
as convenções individuais ou coletivas que retirem do sócio o direito ao recebimento 
dos honorários de sucumbência serão válidas somente após o protocolo de petição 
que revogue os poderes que lhe foram outorgados ou que noticie a renúncia a eles, e 
os honorários serão devidos proporcionalmente ao trabalho realizado nos processos 
(art. 24, § 3º-A, EOAB);
• Nas causas em que for parte o empregador, ou pessoa por este representada, os 
honorários de sucumbência são devidos aos advogados empregados. Caso os 
honorários de sucumbência sejam percebidos por advogado empregado de sociedade de 
advogados, esses serão partilhados entre ele e a empregadora, na forma estabelecida 
em acordo (art. 21, EOAB);
• Salvo renúncia expressa do advogado aos honorários pactuados na hipótese de 
encerramento da relação contratual com o cliente, o advogado mantém o direito 
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aos honorários proporcionais ao trabalho realizado nos processos judiciais e 
administrativos em que tenha atuado, nos exatos termos do contrato celebrado, 
inclusive em relação aos eventos de sucesso que porventura venham a ocorrer após 
o encerramento da relação contratual (art. 24, § 5º, EOAB);
• O distrato e a rescisão do contrato de prestação de serviços advocatícios, mesmo 
que formalmente celebrados, não configuram renúncia expressa aos honorários 
pactuados, observando-se, ainda, que, na ausência de contrato, os honorários 
advocatícios devem ser arbitrados (art. 24, § 6º, EOAB);
• O advogado substabelecido, com reserva de poderes, não pode cobrar honorários 
sem a intervenção daquele que lhe conferiu o substabelecimento, vedação que não 
se aplica na hipótese de o advogado substabelecido, com reserva de poderes, possuir 
contrato celebrado com o cliente (art. 26, EOAB);
• De acordo com o art. 50 do Código de Ética e Disciplina da OAB, na hipótese da adoção 
de cláusula quota litis, os honorários devem ser necessariamente representados 
por pecúnia e, quando acrescidos dos honorários de sucumbência, não podem ser 
superiores às vantagens advindas a favor do cliente;
− A participação do advogado em bens particulares do cliente só é admitida em 
caráter excepcional, quando este, comprovadamente, não tiver condições pe-
cuniárias de satisfazer o débito de honorários e ajustar com o seu patrono, em 
instrumento contratual, tal forma de pagamento;
− Quando o objeto do serviço jurídico versar sobre prestações vencidas e vincendas, 
os honorários advocatícios poderão incidir sobre o valor de umas e outras, aten-
didos os requisitos da moderação e da razoabilidade;
• Nos termos do art. 24-A do Estatuto da OAB, no caso de bloqueio universal do 
patrimônio do cliente por decisão judicial, será garantida ao advogado a liberação 
de até 20% (vinte por cento) dos bens bloqueados para fins de recebimento de 
honorários e reembolso de gastos com a defesa, ressalvadas as causas relacionadas 
aos crimes previstos na Lei de Drogas (Lei n. 11.343/2006), e observado o disposto 
no parágrafo único do art. 243 da Constituição Federal, in verbis:
CF/88
Art. 243. Parágrafo único. Todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em decorrência 
do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e da exploração de trabalho escravo será 
confiscado e reverterá a fundo especial com destinação específica, na forma da lei.
• O pedido de desbloqueio de bens será feito em autos apartados, que permanecerão em 
sigilo, mediante a apresentação do respectivo contrato, observada, preferencialmente, 
a ordem estabelecida no art. 835 do Código de Processo Civil; vejamos (art. 24-A, 
§§ 1º e 2º, EOAB);
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− Quando se tratar de dinheiro em espécie, de depósito ou de aplicação em insti-
tuição financeira, os valores serão transferidos diretamente para a conta do ad-
vogado ou do escritório de advocacia responsável pela defesa. Nos demais casos, 
o advogado poderá optar pela adjudicação do próprio bem ou por sua venda em 
hasta pública para satisfação dos honorários devidos, nos termos do art. 879 e 
seguintes do CPC, devendo o valor excedente ser depositado em conta vinculada 
ao processo judicial (art. 24-A, §§ 3º a 5º do EOAB);
• Nos termos do art. 25 do Estatuto da OAB, prescreve em 5 (cinco) anos a ação de 
cobrança de honorários de advogado, contado o prazo do(a):
− vencimento do contrato, se houver;
− trânsito em julgado da decisão que os fixar;
− ultimação do serviço extrajudicial;
− desistência ou transação;
− renúncia ou revogação do mandato;
 ◦ Também prescreve em 5 (cinco) anos a ação de prestação de contas pelas 
quantias recebidas pelo advogado de seu cliente ou de terceiros por conta dele 
(art. 25-A, EOAB).
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MAPA MENTALMAPA MENTAL
D
IR
EI
TO
 
inviolabilidade do escritório/local de trabalho (instrumentos de 
trabalho/ correspondência relativas ao exercício da advocacia 
quebra da 
inviolabilidade 
Presentes indícios de autoria e materialidade 
da prática de crime por parte de advogado 
decretada pela autoridade judiciária 
competente 
em decisão motivada 
mandado de busca 
e apreensão 
específico e 
pormenorizado 
cumprido na 
presença de 
representante da 
OAB 
COLABORAÇÃO 
PREMIADA 
vedado ao advogado efetuar contra quem seja ou 
tenha sido seu cliente 
inobservância 
importará em 
processo 
disciplinar 
poderá culminar na 
aplicação da 
penalidade de 
exclusão 
sem prejuízo das 
penas previstas no 
Código Penal 
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SUSTENTAÇÃO ORAL NO RECURSO INTERPOSTO CONTRA A DECISÃO 
MONOCRÁTICA DE RELATOR QUE JULGAR O MÉRITO OU NÃO CONHECER DOS 
SEGUINTES RECURSOS OU AÇÕES 
recurso de apelação 
recurso ordinário 
recurso especial 
recurso extraordinário 
embargos de divergência 
ação rescisória, mandado de segurança, reclamação, habeas 
corpus e outras ações de competência originária 
D
ES
A
G
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B
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C
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ofensa a inscrito na OAB 
no exercício da profissão ou de cargo ou função de órgão da OAB 
sem prejuízo da responsabilidade criminal em que incorrer o infrator 
promovido 
pelo Conselho competente, de ofício 
a pedido do inscrito na OAB ofendido 
a pedido de qualquer pessoa 
promovido a critério do Conselho (não depende de concordância do 
ofendido, que não pode dispensá-lo) 
decididos no prazo máximo de 60 dias 
sessão de desagravo, amplamente 
divulgada, deve ocorrer no prazo 
máximo de 30 dias, preferencialmente 
no local onde a ofensa foi 
sofrida 
onde se encontre a 
autoridade ofensora 
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Não ser submetida a detectores 
de metais e aparelhos de raios X gestante 
Vaga especial de estacionamento gestante 
Direito à creche (120 dias) 
lactante 
adotante ou que der à luz 
Preferência em sustentações 
orais e audiências (120 dias) 
gestante 
lactante 
adotante ou que der à luz 
Suspensão dos prazos processuais 
(30 dias) 
quando for a única patrona da causa 
notificação por escrito ao cliente 
adotante ou que der à luz 
HONORÁRIOS PELA 
PRESTAÇÃO DE SERVIÇO 
PROFISSIONAL DO 
ADVOGADO INSCRITO NA 
OAB 
convencionados 
fixados por arbitramento judicial 
honorários de sucumbência 
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 não exige forma 
especial 
deve estabelecer, 
porém, com clareza 
e precisão 
objeto 
honorários ajustados 
forma de pagamento 
extensão do patrocínio (se abrangerá 
todos os atos do processo ou limitar-se-á 
a determinado grau de jurisdição) 
dispor sobre a hipótese de a causa 
encerrar-se mediante transação ou acordo 
ACORDO FEITO PELO CLIENTE DO ADVOGADO E A PARTE 
CONTRÁRIA 
não lhe prejudica os honorários 
quer os convencionados, quer os concedidos por sentença 
salvo aquiescência do profissional 
é vedada, em qualquer hipótese, a diminuição dos honorários 
contratados em decorrência da solução do litígio por qualquer 
mecanismo adequado de solução extrajudicial 
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BLOQUEIO 
UNIVERSAL DO 
PATRIMÔNIO DO 
CLIENTE 
garantida ao advogado a liberação de até 
20% dos bens bloqueados para fins de 
recebimento de honorários e reembolso de 
gastos com a defesa 
ressalvadas as causas relacionadas aos 
crimes previstos na Lei de Drogas 
AÇÃO DE 
COBRANÇA DE 
HONORÁRIOS 
prescreve em 
5 anos 
contado do(a) 
vencimento do contrato, 
se houver 
trânsito em julgado da 
decisão que os fixar 
ultimação do serviço 
extrajudicial 
desistência ou 
transação 
renúncia ou revogação 
do mandato 
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QUESTÕES DE CONCURSOQUESTÕES DE CONCURSO
001. 001. (FGV/2026/OAB-EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLVI) Paloma, advogada gestante, 
compareceu ao Fórum da Comarca de Itaporanga, PB, para participar de uma audiência. Ao 
tentar estacionar no local, foi impedida de acessar a garagem sob a justificativa de que não 
havia vagas reservadas para gestantes. Além disso, foi obrigada a passar por um detector 
de metais, mesmo tendo informado de sua condição de gestante. Indignada, Paloma buscou 
esclarecer os seus direitos.
Sobre a hipótese narrada, com base no Estatuto da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) Paloma, por ser advogada gestante, tem o direito de não ser submetida a detectores 
de metais, mas o estacionamento exclusivo só é garantido em Tribunais e Fóruns Federais, 
não nos Fóruns Estaduais.
b) Os direitos de Paloma, como o de não ser submetida aos detectores de metais e à reserva 
de vagas, são aplicáveis apenas em Tribunais Superiores, e não se estendem a Fóruns de 
Comarcas Estaduais.
c) Paloma, por ser advogada gestante, tem o direito de entrar em Fóruns e Tribunais sem 
ser submetida a detectores de metais e tem direito à reserva de vagas nas garagens dos 
Fóruns dos Tribunais.
d) Paloma tem o direito de entrada no Fórum sem ser submetida a detectores de metais, 
mas o direito à reserva de vagas em garagens para gestantes é uma mera liberalidade do 
Tribunal e não é garantido por lei.
002. 002. (FGV/2026/OAB-EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLVI) Abelardo é contratado para 
representar o milionário Everardo em uma causa cível de importante vulto. Ficou combinado 
que, em caso de êxito, Abelardo fará jus a uma joia de elevadíssimo valor, a título de 
honorários. Sucede que, depois de ganhar a causa, Everardo sofreu revés na justiça criminal, 
quando uma decisão judicial determinou o bloqueio de todo o seu patrimônio pela suspeita 
de crimes financeiros.
Nesse caso, à luz do Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil e do Código de Ética e 
Disciplina, assinale a afirmativa correta.
a) Abelardo poderá requerer ao Juiz Criminal o desbloqueio de até 20% dos bens de Everardo 
para o pagamento de seus honorários e dos demais custos com a defesa.
b) Abelardo poderá, diante do bloqueio, participar dos bens particulares de Everardo, de 
forma excepcional, considerada a impossibilidade de pagamento por outro meio, ainda que 
tal forma de pagamento não tenha sido pactuada. 
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c) A cláusula de honorários de êxito ou quota litis não é vedada, mas deve necessariamente 
ser expressa em pecúnia, de modo que, prevendo-se a entrega de uma joia, constata-se a 
nulidade que determina que Abelardo só fará jus aos honorários de sucumbência, se houver.
d) A cláusula de honorários de êxito ou quota litis é vedada, de sorte que será necessário 
proceder ao arbitramento dos honorários de Abelardo, em remuneração compatível com otrabalho e o valor econômico da questão, observado obrigatoriamente o disposto no Art. 
85 do Código de Processo Civil.
003. 003. (FGV/2026/OAB-EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLVI) O advogado Toledo atua na 
defesa de Tício, investigado por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Durante as 
investigações, o próprio Toledo passou a ser investigado por suposta participação em atos 
ilícitos praticados por seu cliente.
Em troca de benefícios penais, o Ministério Público ofereceu a possibilidade de firmar acordo 
de colaboração premiada ao advogado, desde que ele fornecesse informações sobre Tício 
e outros envolvidos.
Com base no Estatuto da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) O advogado pode colaborar contra seu cliente se a colaboração resultar apenas em redução 
de pena, sendo vedada a extinção total da punibilidade em razão de delação premiada.
b) O advogado não pode celebrar colaboração premiada contra o cliente atual, mas poderá 
fazê-lo em relação a um ex-cliente, desde que não mais exista vínculo profissional formal 
entre ambos. 
c) O advogado poderá firmar colaboração premiada em face de seu cliente, desde que o 
acordo seja autorizado judicialmente, hipótese em que ficará isento de punição administrativa 
perante o Tribunal de Ética e Disciplina. 
d) O advogado não pode efetuar colaboração premiada contra quem seja ou tenha sido seu 
cliente, e a inobservância dessa regra poderá acarretar processo disciplinar com aplicação 
de uma sanção de exclusão dos quadros da OAB, sem prejuízo da responsabilização penal.
004. 004. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLV/2025) Durante muitos anos, João 
representou Pedro, na condição de seu advogado, em diversas causas. Recentemente, após 
encerrados todos os vínculos contratuais existentes entre si, Pedro passou a ser investigado 
pelo suposto cometimento de ilícitos tributários.
Sobre esse contexto, de acordo com o Estatuto da Ordem e com o Código de Ética e Disciplina 
da Ordem dos Advogados do Brasil, assinale a afirmativa correta.
a) João não poderá ser obrigado a depor como testemunha no curso de eventual processo 
judicial em face de Pedro, ainda que este expressamente o autorize ou solicite o depoimento 
do ex-advogado.
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b) João não poderá ser obrigado a depor como testemunha no curso de eventual processo 
judicial em face de Pedro, exceto se este expressamente o autorizar, ou no caso de solicitação 
do próprio ex-constituinte.
c) João poderá ser obrigado a depor sobre fatos que constituam sigilo profissional caso 
seu depoimento seja considerado imprescindível para a instrução em processos criminais 
que apurem a prática de crimes dolosos contra a vida.
d) Considerando que a investigação se iniciou após a extinção da relação profissional 
existente entre João e Pedro, não há qualquer prerrogativa em favor de João que o escuse da 
obrigação de depor como testemunha no curso de processo judicial sobre fato relacionado 
com pessoa de quem já foi advogado.
005. 005. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLV/2025) Ana é advogada e acaba de dar à 
luz seu primeiro filho, a quem ainda amamenta. Ela foi cientificada de que a Sexta Câmara 
Cível deverá julgar um caso em que é uma das advogadas constituídas pelo recorrente.
Sobre a hipótese, assinale a opção que indica o direito que Ana tem assegurado.
a) Vaga reservada na garagem do Fórum.
b) Suspensão de prazos processuais, desde que haja notificação por escrito ao cliente.
c) Entrada em tribunais sem ser submetida a detectores de metais e aparelhos de raios X.
d) Acesso a creche, onde houver, ou a local adequado para o atendimento das necessidades 
do bebê.
006. 006. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLIII/2025) Aurélio, advogado regularmente 
inscrito na OAB, recebeu uma ligação urgente da família de Adalberto, seu amigo de infância, 
informando que este havia sido preso em flagrante, acusado da prática de homicídio.
Preocupado com a situação, Aurélio dirigiu-se à Delegacia de Polícia para conversar com 
Adalberto e prestar-lhe assistência jurídica. No entanto, o Delegado Moisés negou o pedido de 
Aurélio para se comunicar pessoal e reservadamente com Adalberto, justificando a negativa 
pela gravidade do crime e pela ausência de procuração formal outorgada ao advogado.
Sobre a hipótese narrada, com base no Estatuto da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) A negativa do Delegado foi legítima, uma vez que, em razão da gravidade do crime de 
homicídio, é admissível limitar a comunicação do advogado com o preso.
b) A comunicação de Aurélio com Adalberto só poderia ocorrer mediante a apresentação 
de procuração assinada, conforme exigido para a assistência jurídica em casos graves.
c) A atuação de Aurélio é ilegal, pois a advocacia em favor de amigos próximos caracteriza 
conflito ético-profissional que inviabiliza a assistência jurídica.
d) A negativa do Delegado foi ilegal, pois Aurélio tem direito de comunicar-se pessoal e 
reservadamente com Adalberto, mesmo sem procuração, conforme previsto no Estatuto 
da OAB.
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007. 007. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLIV/2025) O advogado Gomes representou 
Dênis em uma ação de responsabilidade civil contra o Banco Alfa, tendo firmado contrato 
escrito com Dênis, no qual foi estipulado que Gomes receberia honorários convencionais de 
20% sobre o proveito econômico obtido, além dos honorários sucumbenciais que fossem 
concedidos. No entanto, Dênis entrou em contato diretamente com o advogado do Banco 
Alfa e firmou um acordo extrajudicial para receber R$ 5.000,00 de indenização por danos 
morais, sem a participação de Gomes e renunciando aos direitos aos honorários advocatícios. 
Gomes foi informado do acordo posteriormente. Sobre o caso relatado, com base no art. 
24 do Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) Dênis tem o direito de renunciar aos honorários advocatícios convencionados e 
sucumbenciais, desde que tenha feito isso expressamente no acordo com o Banco Alfa, e 
isso prejudica o direito de Gomes de receber qualquer valor.
b) O acordo firmado por Dênis com o Banco Alfa retira o direito de Gomes aos honorários 
convencionados, mas Gomes ainda pode pleitear apenas os honorários sucumbenciais, 
desde que haja condenação judicial.
c) Gomes mantém o direito aos honorários convencionados e sucumbenciais, 
independentemente do acordo realizado por Dênis com o Banco Alfa, uma vez que o acordo 
não prejudica o advogado sem sua aquiescência.
d) Gomes somente poderá cobrar os honorários convencionados se houver uma decisão 
judicial declarando nulo o acordo firmado entre Dênis e o Banco Alfa.
008. 008. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLIII/2025) Roberto, advogado criminalista, 
foi contratado para promover a defesa de Juvenal, gestor público acusado da prática de 
corrupção passiva, peculato e “lavagem” ou ocultação de valores. No decorrer do processo 
criminal, foi decretado, pelo Juízo, o bloqueio universal do patrimônio de Juvenal, visando 
ao ressarcimento do suposto dano causado ao erário, o que inviabilizou o adimplemento 
dos honorários contratuais devidos a Roberto e o reembolso de gastos com a defesa.Sobre essa hipótese, assinale a afirmativa correta.
a) Roberto terá direito à liberação de até 20% dos bens bloqueados para fins de recebimento 
de honorários e o reembolso de gastos com a defesa.
b) Roberto deverá solicitar, nos próprios autos da ação penal, a liberação de até 20% dos 
bens bloqueados, exclusivamente para o reembolso de gastos com a defesa.
c) Em virtude da supremacia do interesse público, Roberto não fará jus à liberação de 
qualquer valor tornado indisponível, até que sobrevenha eventual decisão promovendo o 
desbloqueio do patrimônio de Juvenal.
d) Em virtude do caráter alimentar dos honorários advocatícios, caso apresente o respectivo 
contrato nos autos, Roberto fará jus à liberação dos bens bloqueados até a completa 
satisfação da verba contratada, ainda que isso implique o esvaziamento do bloqueio judicial.
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009. 009. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLI/2024) Determinada operação de combate 
à corrupção conduzida pela Polícia Federal reuniu elementos indicativos de autoria e 
materialidade da prática de crime por parte de Cláudio, advogado regularmente inscrito 
na Ordem dos Advogados do Brasil.
Com base nesses elementos, a Justiça Federal expediu mandado de busca e apreensão, 
específico e pormenorizado, o qual foi cumprido, na presença de representante da OAB, no 
endereço residencial de Cláudio, o qual também lhe servia como local de trabalho. Foram 
apreendidos e periciados um notebook e dois aparelhos de telefone celular, todos contendo 
informações sobre diversos processos de clientes patrocinados por Cláudio.
A respeito da validade jurídica da diligência realizada e da utilização das informações 
encontradas nas mídias apreendidas, assinale a afirmativa correta.
a) A medida cautelar decretada é inválida, uma vez que o Estatuto da Advocacia assegura 
a inviolabilidade absoluta do escritório ou local de trabalho do advogado, e, portanto, as 
informações encontradas sobre os clientes de Cláudio não podem ser utilizadas.
b) A medida cautelar decretada é válida, porque não foi cumprida no escritório de Cláudio, 
mas na sua residência, porém as informações encontradas sobre os clientes de Cláudio 
estão protegidas de modo insuperável pelo Estatuto da Advocacia e, portanto, não podem 
ser utilizadas.
c) A medida cautelar decretada é inválida, tendo em vista a inviolabilidade do escritório ou 
local de trabalho do advogado, mas as informações encontradas sobre os clientes de Cláudio 
podem ser utilizadas, caso esses clientes também figurem formalmente como investigados.
d) A medida cautelar decretada é válida, e as informações encontradas sobre os clientes 
de Cláudio poderão ser utilizadas se esses clientes forem formalmente investigados como 
partícipes ou coautores pela prática do mesmo crime que deu causa à decretação da medida.
010. 010. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLI/2024) O juízo criminal da Comarca de 
ABC expediu mandado de prisão preventiva em desfavor de Saulo, o qual, no momento 
do cumprimento da medida, telefonou para sua amiga, a advogada criminalista Janete, 
rogando-lhe verbalmente que verificasse as razões daquela prisão, bem como levantasse 
outras informações sobre a investigação contra si instaurada.
Ao se dirigir à autoridade policial responsável, Janete foi informada de que não poderia 
ter acesso aos autos do flagrante e nem aos do respectivo caderno apuratório, uma vez 
que não apresentou prova do mandato e os autos estão integralmente submetidos a sigilo.
Com base nessas informações, e considerados os direitos da advocacia, assinale a afirmativa 
correta.
a) A negativa de acesso aos autos, na hipótese, possui respaldo legal, uma vez que, estando 
os autos submetidos a sigilo, o acesso de Janete dependeria da apresentação de procuração.
b) O Estatuto da Advocacia e da OAB assegura o direito de Janete de examinar os autos do 
flagrante e do respectivo caderno apuratório, mesmo sem procuração, ainda que submetidos 
a sigilo.
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c) Na hipótese de haver diligências em andamento, a negativa de acesso aos autos da 
investigação possui suporte legal, extensiva aos elementos de prova já documentados, 
oriundos de diligências finalizadas.
d) É vedado o fornecimento incompleto de autos ou o fornecimento de autos em que 
houve a retirada de peças relacionadas a diligências sigilosas em andamento, sob pena de 
responsabilização criminal e funcional.
011. 011. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XL/2024) Mariângela, advogada trabalhista, 
foi intimada pelo juízo da Vara do Trabalho de sua cidade para comparecer à audiência una, 
designada para 16h15 de determinado dia.
Por estar amamentando sua filha Manuela, recém-nascida, Mariângela protocolou petição nos 
autos do respectivo processo, requerendo preferência na ordem das audiências, mediante 
comprovação da sua condição. O juiz, contudo, indeferiu o pedido, com o argumento de 
que a causa é copatrocinada por uma segunda advogada, conforme procuração constante 
dos autos, a qual poderia participar do ato.
A respeito da hipótese narrada, assinale a afirmativa correta.
a) Diante da constatação de que há duas advogadas constituídas pela parte, e à míngua de 
previsão legal, a condição de lactante de Mariângela não é suficiente para o deferimento 
do pedido de preferência.
b) Conquanto inexista previsão legal para o pedido formulado por Mariângela, o juiz deveria 
ter deferido o pleito com base na práxis judiciária e no princípio da razoabilidade.
c) Apenas se Mariângela comprovasse ser a única patrona da causa, haveria previsão legal 
para que o pedido de preferência fosse atendido.
d) Mariângela tem o direito de preferência assegurado em lei, independentemente de haver 
outra advogada constituída nos autos.
012. 012. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XL/2024) Monique, advogada regularmente 
inscrita nos quadros da OAB, é investigada em inquérito policial por supostos crimes 
praticados por motivo ligado ao exercício da advocacia, tendo sido presa em flagrante, 
por crime da mesma espécie, em seu escritório, enquanto atendia a uma de suas clientes.
Considerando as disposições do Estatuto da Advocacia, é correto afirmar que
a) Monique tem direito à presença de representante da OAB para lavratura do auto de 
prisão em flagrante, visto que se trata de suposto crime por motivo ligado ao exercício da 
advocacia, sob pena de nulidade.
b) não há qualquer direito ou prerrogativa conferida pela legislação no caso em tela, devendo 
Monique receber tratamento idêntico ao dado a outros indivíduos não advogados, em razão 
do princípio da igualdade.
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c) a presença de representante da OAB no momento da lavratura do auto de prisão em 
flagrante será devida ainda que não se trate de motivo ligado ao exercício da advocacia,para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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De acordo com o art. 5º, inciso XIII, da Constituição Federal de 1988, é livre o exercício 
de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a 
lei estabelecer.
Para a inscrição como advogado, é necessário (art. 8º, EOAB):
• capacidade civil;
• diploma ou certidão de graduação em Direito, obtido em instituição de ensino 
oficialmente autorizada e credenciada;
• título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro;
• aprovação no Exame de Ordem;
• não exercer atividade incompatível com a advocacia;
• idoneidade moral;
• prestar compromisso perante o conselho.
No caso, o Estatuto da OAB prevê uma série de requisitos para a inscrição do profissional 
nos quadros da Ordem, dentre eles a verificação da capacidade técnica do profissional por 
meio do Exame de Ordem.
Lembre-se de que a constitucionalidade da exigência de prévia aprovação no exame 
de ordem para o exercício da advocacia foi reconhecida pelo STF, no julgamento do Recurso 
Extraordinário n. 603583:
JURISPRUDÊNCIA
RE 603583 – STF
TRABALHO – OFÍCIO OU PROFISSÃO – EXERCÍCIO. Consoante disposto no inciso XIII 
do art. 5º da Constituição Federal, “é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou 
profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer”. BACHARÉIS EM 
DIREITO – QUALIFICAÇÃO. Alcança-se a qualificação de bacharel em Direito mediante 
conclusão do curso respectivo e colação de grau. ADVOGADO – EXERCÍCIO PROFISSIONAL 
– EXAME DE ORDEM. O Exame de Ordem, inicialmente previsto no art. 48, inciso III, da 
Lei n. 4.215/1963 e hoje no art. 84 da Lei n. 8.906/1994, no que a atuação profissional 
repercute no campo de interesse de terceiros, mostra-se consentâneo com a 
Constituição Federal, que remete às qualificações previstas em lei. Considerações. 
(RE 603583, julgado em 26/10/2011).
EOAB
Art. 7º, II – a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho, bem como de seus instrumentos 
de trabalho, de sua correspondência escrita, eletrônica, telefônica e telemática, desde que 
relativas ao exercício da advocacia.
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Na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 1.127, o Supremo Tribunal Federal considerou 
que a inviolabilidade do escritório ou do local de trabalho é consectário da inviolabilidade 
assegurada ao advogado no exercício profissional.
A Constituição Federal prevê, no art. 5º, inciso XII, que “é inviolável o sigilo da 
correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações 
telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei 
estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal.”
Lembre-se de que estamos diante de um caso de reserva legal qualificada, na qual, além 
de ser exigida a existência de lei formal para regulamentar o instituto da interceptação de 
comunicações telefônicas, esta deve servir de prova apenas em investigação criminal ou 
em instrução processual penal, mediante ordem judicial.
 Obs.: A regulamentação exigida é dada pela Lei n. 9.296/1996, que disciplina as hipóteses de 
aplicação, os requisitos e as vedações da interceptação das comunicações telefônicas.
Presentes indícios de autoria e materialidade da prática de crime por parte de advogado, 
a autoridade judiciária competente poderá decretar a quebra da inviolabilidade do 
escritório ou do local de trabalho, em decisão motivada, expedindo mandado de busca 
e apreensão específico e pormenorizado, a ser cumprido na presença de representante 
da OAB (art. 7º, § 6º, primeira parte, EOAB).
Destaco que o representante da OAB tem o direito de ser respeitado pelos agentes 
responsáveis pelo cumprimento do mandado de busca e apreensão, sob pena de abuso de 
autoridade (art. 7º, § 6º-C, EOAB).
É vedada, em qualquer hipótese, a utilização dos documentos, das mídias e dos objetos 
pertencentes a clientes do advogado averiguado, bem como dos demais instrumentos de 
trabalho que contenham informações sobre clientes, salvo no caso de clientes do advogado 
averiguado que estejam sendo formalmente investigados como seus partícipes ou coautores 
pela prática do mesmo crime que deu causa à quebra da inviolabilidade (art. 7º, § 6º, parte 
final, e § 7º, EOAB).
A medida judicial cautelar que importar na violação do escritório ou do local de trabalho 
do advogado deve ser aplicada excepcionalmente, desde que exista fundamento em indício, 
pelo órgão acusatório, sendo vedada a determinação quando fundada exclusivamente 
em elementos produzidos em declarações de colaboradores, sem confirmação por outros 
meios de prova (art. 7º, §§ 6º-A e 6º-B, EOAB).
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Perceba que aqui há um conflito entre direitos. De um lado, procura-se assegurar ao 
advogado a liberdade de atuação, bem como o sigilo de sua atividade profissional; mas, 
por outro, tal garantia não pode impedir a aplicação de um instrumento processual penal 
em face dos advogados para acobertar a investigação de possível cometimento de crimes 
em conluio com seus clientes.
Além disso, é importante frisar que o representante da OAB tem o dever de zelar pelo 
fiel cumprimento do objeto da investigação e de impedir que documentos, mídias e objetos 
não relacionados à investigação, especialmente de outros processos do mesmo cliente ou de 
outros clientes que não sejam pertinentes à persecução penal, sejam analisados, fotografados, 
filmados, retirados ou apreendidos do escritório de advocacia (art. 7º, § 6º-C, EOAB).
Observe que o Estatuto restringe a busca e apreensão de dados referentes aos 
investigados, impedindo que a intimidade profissional do advogado seja completamente 
violada, resguardando ainda os dados de demais clientes alheios à investigação.
Tanto é assim que, no caso de inviabilidade técnica para a segregação da documentação, 
mídia ou objetos não relacionados à investigação, seja em razão de sua natureza ou do 
volume, no momento da execução da decisão judicial de apreensão ou de retirada do 
material, a cadeia de custódia deverá preservar o sigilo de seu conteúdo, assegurada a 
presença do representante da OAB (art. 7º, § 6º-D, EOAB).
 Obs.: Na hipótese de inobservância do sigilo pelo agente público responsável pelo 
cumprimento do mandado de busca e apreensão, o representante da OAB fará 
o relatório do fato ocorrido, com a inclusão dos nomes dos servidores, dará 
conhecimento à autoridade judiciária e o encaminhará à OAB para a elaboração de 
notícia-crime (art. 7º, § 6º-E, EOAB).
Ademais, é garantido o direito de acompanhamento por representante da OAB e 
pelo profissional investigado durante a análise dos documentos e dos dispositivos de 
armazenamento de informações apreendidos ou interceptados (art. 7º, § 6º-F, EOAB).
Para tanto, a fim de garantir ovisto 
que se cuida de direito conferido ao advogado em todo e qualquer crime por ele cometido.
d) o representante da OAB para acompanhar a lavratura do auto de prisão em flagrante, 
pode ser substituído por representante da Defensoria Pública, visto que ambos podem 
figurar como defensores.
013. 013. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXVIII/2023) Teresa Silva, advogada atuante 
na área criminal, tem como clientes Luiz, acusado de tráfico ilícito de drogas, e Roberto, 
acusado de crimes contra o sistema financeiro nacional. Após serem proferidas decisões 
judiciais que determinam o bloqueio universal dos patrimônios de Luiz e Roberto, Teresa 
se indaga a respeito dos meios disponíveis para obter os valores necessários ao reembolso 
de gastos com a defesa e ao recebimento de honorários desses clientes.
Sobre esse assunto, é correto concluir que
a) garantir-se-á a Teresa a liberação de 20% (vinte por cento) dos bens bloqueados de Luiz 
para o fim de reembolso de gastos com a defesa, vedado o recebimento de honorários.
b) garantir-se-á a Teresa a liberação de 20% (vinte por cento) dos bens bloqueados de 
Roberto para o fim de reembolso de gastos com a defesa e o recebimento de honorários.
c) Teresa poderá optar pela venda de bens de Luiz em hasta pública para o reembolso de 
gastos com a defesa.
d) Teresa não poderá realizar a adjudicação de bens de Roberto para a satisfação dos 
honorários devidos.
014. 014. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXVII/2023) A advogada Celina celebrou 
com a cliente Camila um contrato de prestação de serviços advocatícios. Na cláusula X, 
foi disposto que a extensão do patrocínio é limitada ao primeiro grau de jurisdição. Na 
cláusula W, foi disposto valor diverso de honorários contratuais para a hipótese de a causa 
encerrar-se por acordo.
Considerando o informado sobre o contrato realizado, de acordo com o Código de Ética e 
Disciplina da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) A cláusula X é vedada, pois não se admite tal limitação de atuação em grau de jurisdição. 
A cláusula W também é vedada, pois não se admite a previsão de valores diversos de 
honorários em caso de acordo.
b) O conteúdo da cláusula W, com disposição de valor diverso de honorários contratuais para 
a hipótese de a causa encerrar-se por acordo pode ser incluído no contrato sem que isso 
implique ilegalidade. A limitação de atuação em grau de jurisdição prevista na mencionada 
cláusula X encontra vedação legal.
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c) A cláusula X é permitida. Por sua vez, a cláusula W é vedada, pois não se admite a previsão 
de valores diversos de honorários em caso de acordo.
d) As duas cláusulas narradas não violam a disciplina do citado Código de Ética e Disciplina 
da OAB.
015. 015. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXIX/2023) Bruno, advogado, compareceu 
à audiência de conciliação acompanhado de seu cliente Carlos, tendo-lhe sido conferidos 
poderes para transacionar em juízo ou fora dele. Na audiência, foi oferecida proposta de 
acordo pela parte adversa, que não foi aceita por Bruno, visto que conflitava flagrantemente 
com os interesses de seu cliente.
Contrariado, o magistrado cassou a palavra de Bruno, determinando que não se manifestasse 
mais durante a audiência, visto que a opção de aceitar ou não o acordo seria de decisão 
única de Carlos, sem possibilidade de influência de seu patrono.
Nesse contexto, de acordo com o Estatuto da Advocacia e Ordem dos Advogados do Brasil 
(OAB), assinale a afirmativa correta.
a) O magistrado agiu corretamente, considerando que tem o dever de manter a ordem dos 
trabalhos e, em sua atuação, deve fomentar a solução pacífica dos conflitos, que estava 
sendo inviabilizada pela resistência de Bruno ao acordo.
b) A palavra de Bruno não poderia ter sido cassada sob o fundamento de que aceitar ou 
não o acordo é de decisão única de Carlos sem possibilidade de influência de seu patrono, 
vez que o advogado é indispensável à administração da justiça e deve orientar seu cliente.
c) Em insistindo em falar com seu cliente sobre a aceitação ou não do acordo, a conduta 
de Bruno acarretará responsabilidade perante a OAB, em razão da violação da ordem 
hierárquica do magistrado.
d) Em caso de manutenção da insubordinação de Bruno, o juiz poderá determinar que a 
seccional competente da Ordem dos Advogados do Brasil aplique a pena de suspensão das 
atividades de advocacia por ele desempenhadas, por prazo não inferior a dois anos.
016. 016. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXIX/2023) Durante audiência de instrução 
e julgamento da qual participou na qualidade de advogado, Robson foi comprovadamente 
ofendido por palavras desferidas pelo juiz que presidia o ato. Abalado em razão desse fato, 
Robson decide buscar as informações necessárias para obter desagravo público perante o 
Conselho Seccional competente da OAB.
A esse respeito, assinale a afirmativa correta.
a) O relator deverá solicitar informações da autoridade ofensora, como condição para a 
concessão do desagravo.
b) Não há previsão legal ou regulamentar de prazo máximo para concessão do desagravo, 
em caso de acolhimento do parecer do relator, aplicando-se o princípio da Duração Razoável 
do Processo.
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c) O desagravo será concedido em sessão realizada para essa finalidade, amplamente 
divulgada, sendo vedada, em qualquer caso, a concessão imediata.
d) A sessão de desagravo deverá ser realizada, preferencialmente, no local onde a ofensa 
foi sofrida ou onde se encontre a autoridade ofensora.
017. 017. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXIX/2023) Alice Santos, advogada, está 
sendo investigada criminalmente por ter, supostamente, cometido fraude contra o sistema 
previdenciário, em conjunto com Robson Lima, seu cliente, e Leonardo Melo, seu ex-cliente. 
O órgão competente do Ministério Público consulta a Dra. Alice Santos sobre seu interesse 
em efetuar colaboração premiada.
Com base na legislação aplicável, assinale a afirmativa que apresenta, corretamente, o que 
ela concluiu.
a) Poderá efetuar colaboração premiada contra Leonardo Melo, já que ele não ostenta mais 
a condição de seu cliente.
b) Poderá efetuar colaboração premiada contra Robson Lima, por se tratar de cliente que 
está sendo formalmente investigado como coautor pela prática do mesmo crime.
c) Caso efetue colaboração premiada contra Robson Lima, estará sujeita a processo disciplinar, 
que poderá culminar na aplicação da pena de suspensão.
d) Caso efetue colaboração premiada contra Leonardo Melo, estará sujeita às penas do 
crime de violação do segredo profissional.
018. 018. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXVIII/2023) Maria, advogada regularmente 
inscrita na OAB, encontra-se gestante. Em razão de sua condição, Maria tem direitos 
específicos previstos no Estatuto da Advocacia e da OAB.
Assinale a opção que apresenta, corretamente um desses direitos.
a) Durante a gravidez, ela terá direito a uma vaga garantida nas garagens dos fóruns de 
todos os tribunais.
b) Durante a gravidez ela terá preferência na realização das audiências a serem realizadas 
no dia, independentemente de comprovação de sua condição.
c) Após dar à luz, ela terá direito à suspensãodos prazos processuais por 60 (sessenta) dias, 
contados a partir da data do parto, se for a única patrona da causa.
d) Após dar à luz, ela terá preferência na ordem das sustentações orais, mediante comprovação 
de sua condição, pelo período de 90 (noventa) dias, contados a partir da data do parto.
019. 019. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXVIII/2023) A medida cautelar de busca 
e apreensão a ser cumprida no escritório do advogado José foi regularmente deferida, 
por Juízo competente. Considerou o magistrado que havia nos autos indícios de autoria e 
materialidade da prática de crime por José, juntamente com um cliente seu, de nome Oswaldo.
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Quanto à situação hipotética narrada, assinale a afirmativa correta.
a) É dever do representante da OAB presente ao ato, durante o cumprimento do mandado 
de busca e apreensão, impedir que documentos referentes a outros processos em face de 
Oswaldo, não relacionados ao objeto da investigação que ensejou a cautelar, sejam retirados 
do escritório, exceto se o volume ou natureza dos objetos impedirem o resguardo do sigilo 
através da cadeia de custódia.
b) A análise dos documentos apreendidos deve ser feita mediante comunicação prévia ao 
Conselho Federal da OAB, com antecedência mínima e impreterível de 48 horas.
c) Caso seja essencial à sua defesa no processo criminal, é admitido que José efetue 
colaboração premiada em face de Oswaldo, desde que haja confirmação das imputações 
por outros meios de prova.
d) É direito de José estar presente na ocasião designada para análise do conteúdo dos 
documentos apreendidos, quando do cumprimento do mandado de busca e apreensão.
020. 020. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXVII/2023/ADAPTADA) Pedro, advogado, 
é investigado criminalmente, em conjunto com Antônio, seu ex-cliente, e Matheus, juiz da 
comarca, em razão de sua suposta participação em atos fraudulentos que importaram o 
pagamento de benefícios previdenciários indevidos.
No âmbito das investigações, a autoridade judiciária competente determina medida cautelar 
de busca e apreensão que importa violação do local de trabalho de Pedro. Posteriormente, 
Pedro é consultado pelo órgão encarregado da investigação criminal acerca de seu interesse 
na celebração de acordo de colaboração premiada.
Sobre essas medidas, assinale a afirmativa correta.
a) É válida a medida de busca e apreensão executada no local de trabalho de Pedro se 
fundada exclusivamente em declarações de outro colaborador, sem confirmação por outros 
meios de prova.
b) Em hipótese excepcional, podem ser usados na investigação documentos, mídias e objetos 
pertencentes a outros clientes de Pedro.
c) Se Pedro efetuar colaboração premiada contra Antônio, tal ato importará em processo 
disciplinar, que poderá culminar com a aplicação da sanção de suspensão.
d) Se Pedro efetuar colaboração premiada contra Matheus, não estará sujeito às penas 
relativas ao crime de violação do segredo profissional.
021. 021. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXVI/2022) Hildegardo dos Santos, advogado, 
é contratado em regime de dedicação exclusiva como empregado da sociedade XPTO 
Advogados Associados. Em tal condição, Hildegardo atuou no patrocínio dos interesses de 
cliente da sociedade de advogados que se sagrou vencedor em demanda judicial. Hildegardo, 
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diante dessa situação, tem dúvidas a respeito do destino dos honorários de sucumbência 
que perceberá, a serem pagos pela parte vencida na demanda judicial. Ao consultar a 
legislação aplicável, ele ficou sabendo que os honorários
a) serão devidos à sociedade empregadora.
b) constituem direito pessoal do advogado empregado.
c) serão devidos à sociedade empregadora, podendo ser partilhados com o advogado 
empregado, caso estabelecido em acordo coletivo ou convenção coletiva.
d) serão partilhados entre o advogado empregado e a sociedade empregadora, na forma 
estabelecida em acordo.
022. 022. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXVI/2022) Celso, advogado, foi contratado 
por Maria, servidora pública, para ajuizar ação com pedido de pagamento de determinada 
gratificação. O contrato celebrado entre eles prevê que Celso somente receberá honorários 
caso a demanda seja exitosa, em percentual do proveito econômico obtido por Maria.
Em tal caso, é correto afirmar que
a) os honorários contratuais não poderão incidir sobre o valor das parcelas vincendas da 
gratificação.
b) os honorários foram pactuados de forma correta, já que, nessa hipótese, deveriam ser 
necessariamente representados por pecúnia.
c) os honorários não podem ser superiores às vantagens advindas a favor de Maria, exceto 
se acrescidos aos honorários de sucumbência.
d) os honorários contratuais não poderão incidir sobre o valor das parcelas vencidas da 
gratificação.
023. 023. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXV/2022) Em certa comarca, em razão da 
insuficiência do número de defensores públicos em atuação, o Juiz Caio nomeou o advogado 
Pedro para defender um réu juridicamente necessitado. Quanto aos honorários a serem 
recebidos por Pedro, assinale a afirmativa correta.
a) Pedro apenas terá direito ao recebimento de honorários na hipótese de a parte contrária 
ser sucumbente, a serem pagos pelo autor.
b) Pedro tem direito a honorários fixados pelo juiz, independentemente de sucumbência, 
a serem pagos pelo Estado, segundo a tabela organizada pelo Conselho Seccional da OAB.
c) Pedro tem direito a honorários fixados pelo juiz, independentemente de sucumbência, a 
serem pagos pela Defensoria Pública, segundo a tabela organizada pelo Defensor Público 
Geral do Estado.
d) Pedro apenas terá direito ao recebimento de honorários na hipótese de a parte contrária 
ser sucumbente, a serem pagos pela Defensoria Pública.
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024. 024. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXIV/2022) O advogado César foi procurado 
pelo cliente Vinícius, que pretendia sua atuação defendendo-o em processo judicial. 
Ambos, então, ajustaram certo valor em honorários, por meio de contrato escrito. Na fase 
de execução do processo, César recebeu pagamentos de importâncias devidas a Vinícius e 
pretende realizar a compensação com os créditos de que é titular.
Com base no caso narrado, assinale a afirmativa correta.
a) É admissível a compensação de créditos apenas na hipótese de o contrato de prestação 
de serviços a autorizar; se for silente o contrato, é vedada, mesmo diante de autorização 
posterior pelo cliente.
b) É admissível a compensação de créditos somente se o contrato de prestação de serviços a 
autorizar; caso silente o contrato, é possível a compensação, se houver autorização especial 
firmada pelo cliente para esse fim.
c) A compensação pretendida apenas será cabível se houver autorização especialfirmada 
pelo cliente para esse fim; no contrato de prestação de serviços não é admitida a inclusão 
prévia de cláusula autorizativa de compensação de créditos.
d) A compensação de créditos é vedada, não sendo admitida a inclusão prévia de cláusula 
autorizativa no contrato de prestação de serviços; tampouco, autoriza-se tal compensação, 
ainda que diante de autorização especial firmada pelo cliente para esse fim.
025. 025. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXII/2021) Caio procurou o advogado Rodrigo 
para que este ajuizasse, em favor do primeiro, determinada demanda judicial. Rodrigo, 
interessado no patrocínio da causa, celebrou com Caio contrato de prestação de serviços 
advocatícios com adoção de cláusula quota litis.
Considerando o contrato celebrado, assinale a afirmativa correta.
a) A adoção da cláusula quota litis é vedada pelo Código de Ética e Disciplina da OAB, de 
modo que o caso deverá ser regido pela disciplina afeta aos contratos silentes sobre os 
valores devidos a título de honorários contratuais.
b) A adoção da mencionada cláusula é admitida, mas é vedado que os honorários contratados, 
acrescidos dos honorários da sucumbência, sejam superiores às vantagens advindas por 
Caio; além disso, não é admitido que os honorários advocatícios incidam sobre o valor de 
prestações vincendas.
c) A inclusão da cláusula em questão é autorizada, caso em que os honorários contratuais 
devem ser limitados às vantagens advindas por Caio, excluídos de tal limitação os honorários 
da sucumbência; além disso, não é admitido que os honorários advocatícios incidam sobre 
o valor de prestações vincendas.
d) A cláusula quota litis, incluída no contrato, é permitida, mas é vedado que os honorários 
contratados, acrescidos dos honorários da sucumbência, sejam superiores às vantagens 
advindas por Caio; além disso, admite-se que os honorários advocatícios incidam sobre o 
valor de prestações vincendas, se estabelecidos com moderação e razoabilidade.
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026. 026. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXIII/2021) A entidade de classe X, atuando 
em substituição processual, obteve, no âmbito de certo processo coletivo, decisão favorável 
aos membros da categoria. A advogada Cleide patrocinou a demanda, tendo convencionado 
com a entidade, previamente, certo valor em honorários. Ao final do feito, foram fixados 
honorários sucumbenciais pelo juiz.
Sobre o caso apresentado, assinale a afirmativa correta.
a) Cleide deverá optar entre os honorários convencionais e os sucumbenciais.
b) Cleide terá direito aos honorários sucumbenciais, sem prejuízo dos honorários convencionais.
c) Cleide só terá direito aos honorários convencionais e não aos sucumbenciais, que competirão 
à entidade de classe.
d) Cleide terá apenas direito aos honorários convencionais e não aos sucumbenciais, que 
reverterão ao Fundo de Amparo ao Trabalhador.
027. 027. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXIII/2021) Gabriel, advogado, exerce 
o patrocínio de Bruno em certo processo administrativo. Todavia, foi necessário o 
substabelecimento do mandato a Henrique.
Considerando a hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta.
a) O substabelecimento do mandato com reserva de poderes a Henrique exigirá inequívoco 
conhecimento de Bruno.
b) Diante de substabelecimento com reserva de poderes, Henrique deverá ajustar 
antecipadamente os seus honorários com Bruno.
c) Caso Bruno não aceite a atuação de Henrique, por preferir o trabalho de outro advogado, 
Gabriel deverá privilegiar a atuação do outro profissional com ele no processo.
d) Diante de substabelecimento com reserva de poderes a Henrique, este não poderá cobrar 
honorários sem a intervenção de Gabriel.
028. 028. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXII/2021) O advogado Júnior foi procurado 
pela família de João, preso em razão da decretação de prisão temporária em certo 
estabelecimento prisional. Dirigindo-se ao local, Júnior foi informado que João é considerado 
um preso de alta periculosidade pelo sistema prisional, tendo em vista o cometimento de 
diversos crimes violentos, inclusive contra um advogado, integração a organização criminosa 
e descobrimento de um plano de fuga a ser executado pelo mesmo grupo.
Diante de tais circunstâncias, o diretor do estabelecimento conduziu Júnior a uma sala 
especial, onde poderia conversar com João na presença de um agente prisional destinado a 
garantir a segurança do próprio Júnior e dos demais. Além disso, foi exigida a apresentação 
de procuração pelo advogado antes de deixar o estabelecimento prisional.
Considerando o caso narrado, assinale a afirmativa correta.
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a) É exigível a apresentação de procuração. Quanto às condições exigidas para a realização 
da entrevista, por serem devidamente justificadas, não indicam violação de direitos.
b) Não é exigível a apresentação de procuração. Já as condições exigidas para a realização 
da entrevista violam direitos e implicam o cometimento de fato penalmente típico pelo 
diretor do estabelecimento.
c) É exigível a apresentação de procuração. Já as condições exigidas para a realização da 
entrevista indicam violação de direitos, devendo ser combatidas por meio das medidas 
judiciais cabíveis, tais como a impetração de habeas corpus.
d) Não é exigível a apresentação de procuração. Já as condições exigidas para a realização 
da entrevista indicam violação de direitos, devendo ser combatidas por meio das medidas 
judiciais cabíveis, tais como a impetração de habeas corpus, não se tratando de fato 
tipificado penalmente.
029. 029. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXII/2021) Maria, advogada, adotou o 
recém-nascido João. A fim de organizar sua rotina, Maria verifica que tem contestação a 
apresentar em quinze dias e audiência agendada em quarenta dias, em processos distintos, 
nos quais figura como única advogada das partes que representa.
Sobre a situação apresentada, assinale a afirmativa correta.
a) Maria, ao comparecer ao fórum para a realização da audiência, terá direito a reserva de 
vaga na garagem.
b) Maria terá preferência de ordem para a realização da audiência, mediante comprovação 
de sua condição.
c) Maria terá o prazo para apresentar a contestação interrompido, desde que notifique o 
cliente por escrito.
d) Maria, ao comparecer ao fórum para a realização da audiência, não deverá ser submetida 
a detectores de metais e aparelhos de raio X, se estiver acompanhada de João.
030. 030. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXII/2021) A advogada Clotilde, em 
manifestação oral em juízo, proferiu algumas palavras sobre o adversário processual de seu 
cliente. Na ocasião, a pessoa mencionada alegou que teria sido vítima de crime de injúria.
Considerando o disposto no Estatuto da Advocacia e da OAB, é correto afirmar que
a) as palavras proferidas podem constituir crime de injúria, a fim de se tutelar a adequada 
condução da atividade jurisdicional. Além disso, Clotilde poderá responder disciplinarmente 
perante a OAB pelos excessos que tiver cometido.
b) a imunidade profissional conferida a Clotilde assegura que as palavras proferidas não 
constituem injúria, tampouco são passíveis de responsabilização disciplinar perantea OAB, 
independentemente da alegação de excesso.
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c) a imunidade profissional conferida a Clotilde assegura que as palavras proferidas não 
constituem injúria. Contudo, ela poderá responder disciplinarmente perante a OAB pelos 
excessos que tiver cometido.
d) as palavras proferidas podem constituir crime de injúria, a fim de se tutelar a adequada 
condução da atividade jurisdicional. Contudo, não são passíveis de responsabilização 
disciplinar perante a OAB, independentemente da alegação de excesso.
031. 031. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXI/2020) O advogado Fernando foi contratado 
por Flávio para defendê-lo, extrajudicialmente, tendo em vista a pendência de inquérito 
civil em face do cliente. O contrato celebrado por ambos foi assinado em 10/03/15, não 
prevista data de vencimento.
Em 10/03/17, foi concluída a atuação de Fernando, tendo sido homologado o arquivamento 
do inquérito civil junto ao Conselho Superior do Ministério Público. Em 10/03/18, Fernando 
notificou extrajudicialmente Flávio, pois este ainda não havia adimplido os valores relativos 
aos honorários contratuais acordados.
A ação de cobrança de honorários a ser proposta por Fernando prescreve em
a) três anos, contados de 10/03/15.
b) cinco anos, contados de 10/03/17.
c) três anos, contados de 10/03/18.
d) cinco anos, contados de 10/03/15.
032. 032. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXIX/2019) A conduta de um juiz em certa 
comarca implicou violação a prerrogativas de advogados previstas na Lei n. 8.906/1994, 
demandando representação administrativo-disciplinar em face do magistrado.
Considerando a hipótese narrada, de acordo com o Regulamento Geral do Estatuto da 
Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) É competência dos presidentes do Conselho Federal, do Conselho Seccional ou da Subseção 
formularem a representação administrativa cabível. Em razão da natureza da autoridade 
e da providência, o ato não pode ser delegado a outro advogado.
b) É competência apenas dos presidentes do Conselho Federal ou do Conselho Seccional 
formularem a representação administrativa cabível. Todavia, pode ser designado outro 
advogado, investido de poderes bastantes, para o ato.
c) É competência apenas do presidente do Conselho Seccional formular a representação 
administrativa cabível. Em razão da natureza da autoridade e da providência, o ato não 
pode ser delegado a outro advogado.
d) É competência dos presidentes do Conselho Federal, do Conselho Seccional ou da Subseção 
formularem a representação administrativa cabível. Todavia, pode ser designado outro 
advogado, investido de poderes bastantes, para o ato.
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033. 033. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXIX/2019) O advogado João, conselheiro em 
certo Conselho Seccional da OAB, foi condenado, pelo cometimento de crime de tráfico 
de influência, a uma pena privativa de liberdade. João respondeu ao processo todo em 
liberdade, apenas tendo sido decretada a prisão após o trânsito em julgado da sentença 
condenatória.
Quanto aos direitos de João, considerando o disposto no Estatuto da Advocacia e da OAB, 
assinale a afirmativa correta.
a) João tem direito à prisão domiciliar em razão de suas atividades profissionais, ou à prisão 
em sala de Estado Maior, durante todo o cumprimento da pena que se inicia, a critério do 
juiz competente.
b) João tem direito a ser preso em sala de Estado Maior durante o cumprimento integral da 
pena que se inicia. Apenas na falta desta, em razão de suas atividades profissionais, terá 
direito à prisão domiciliar.
c) João não tem direito a ser preso em sala de Estado Maior em nenhum momento do 
cumprimento da pena que se inicia, nem terá direito, em decorrência de suas atividades 
profissionais, à prisão domiciliar.
d) João tem direito a ser preso em sala de Estado Maior apenas durante o transcurso de 
seu mandato como conselheiro, mas não terá direito, em decorrência de suas atividades 
profissionais, à prisão domiciliar.
034. 034. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXIX/2019) O advogado X foi preso em 
flagrante enquanto furtava garrafas de vinho, de valor bastante expressivo, em determinado 
supermercado. Conduzido à delegacia, foi lavrado o auto de prisão em flagrante, sem a 
presença de representante da OAB.
Com base no disposto no Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) A lavratura do auto de prisão em flagrante foi eivada de nulidade, em razão da ausência 
de representante da OAB, devendo a prisão ser relaxada.
b) A lavratura do auto de prisão em flagrante não é viciada, desde que haja comunicação 
expressa à seccional da OAB respectiva.
c) A lavratura do auto de prisão em flagrante foi eivada de nulidade, em razão da ausência 
de representante da OAB, devendo ser concedida liberdade provisória não cumulada com 
aplicação de medidas cautelares diversas da prisão.
d) A lavratura do auto de prisão em flagrante não é viciada e independe de comunicação à 
seccional da OAB respectiva.
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035. 035. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXX/2019) Em certa situação, uma advogada, 
inscrita na OAB, foi ofendida em razão do exercício profissional durante a realização de 
uma audiência judicial. O ocorrido foi amplamente divulgado na mídia, assumindo grande 
notoriedade e revelando, de modo urgente, a necessidade de desagravo público.
Considerando que o desagravo será promovido pelo Conselho competente, seja pelo órgão 
com atribuição ou pela Diretoria ad referendum, assinale a afirmativa correta.
a) A atuação se dará apenas mediante provocação, a pedido da ofendida ou de qualquer 
outra pessoa. É condição para concessão do desagravo a solicitação de informações à pessoa 
ou autoridade apontada como ofensora.
b) A atuação se dará de ofício ou mediante pedido, o qual deverá ser formulado pela 
ofendida, seu representante legal ou advogado inscrito na OAB. É condição para concessão 
do desagravo a solicitação de informações à pessoa ou autoridade apontada como ofensora.
c) A atuação se dará de ofício ou mediante provocação, seja da ofendida ou de qualquer 
outra pessoa. Não é condição para concessão do desagravo a solicitação de informações à 
pessoa ou autoridade apontada como ofensora.
d) A atuação se dará de ofício ou mediante pedido, o qual deverá ser formulado pela ofendida, 
seu representante legal ou advogado inscrito na OAB. Não é condição para concessão do 
desagravo a solicitação de informações à pessoa ou autoridade apontada como ofensora.
036. 036. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXVIII/2019) Jorge é advogado, atuando 
no escritório modelo de uma universidade. Em certa ocasião, Jorge é consultado por um 
cliente, pois este gostaria de esclarecer dúvidas sobre honorários advocatícios. Ocliente 
indaga a Jorge sobre o que seriam os honorários assistenciais.
Considerando o disposto no Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a opção que apresenta 
a resposta de Jorge.
a) Os honorários assistenciais são aqueles pagos diretamente ao advogado que promove 
a juntada aos autos do seu contrato de honorários antes de expedir-se o mandado de 
levantamento ou precatório.
b) Os honorários assistenciais são aqueles devidos ao advogado em periodicidade determinada, 
pela prestação de serviços advocatícios de forma continuada, nas situações que o cliente 
venha a ter necessidade, como contrapartida à chamada “advocacia de partido”.
c) Os honorários assistenciais são aqueles fixados pelo juiz ao advogado indicado para 
patrocinar causa de juridicamente necessitado, no caso de impossibilidade da Defensoria 
Pública no local da prestação do serviço.
d) Os honorários assistenciais são aqueles fixados em ações coletivas propostas por entidades 
de classe em substituição processual.
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Direitos dos Advogados, Honorários Advocatícios 
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037. 037. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXVIII/2019) Eduardo contrata o advogado 
Marcelo para propor ação condenatória de obrigação de fazer em face de João. São 
convencionados honorários contratuais, porém o contrato de honorários advocatícios 
é omisso quanto à forma de pagamento. Proposta a ação, Marcelo cobra de Eduardo o 
pagamento de metade dos honorários acordados.
De acordo com o Estatuto da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) Marcelo pode cobrar de Eduardo metade dos honorários, pois na ausência de estipulação 
sobre a forma de pagamento, metade dos honorários é devida no início do serviço e metade 
é devida no final.
b) Marcelo pode cobrar de Eduardo metade dos honorários, pois na ausência de estipulação 
sobre a forma de pagamento, os honorários são devidos integralmente desde o início do serviço.
c) Marcelo não pode cobrar de Eduardo metade dos honorários, pois na ausência de esti-
pulação sobre a forma de pagamento, os honorários somente são devidos após a decisão 
de primeira instância.
d) Marcelo não pode cobrar de Eduardo metade dos honorários, pois na ausência de 
estipulação sobre a forma de pagamento, apenas um terço é devido no início do serviço.
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GABARITOGABARITO
1. c
2. a
3. d
4. a
5. d
6. d
7. c
8. a
9. d
10. a
11. d
12. a
13. b
14. d
15. b
16. d
17. d
18. a
19. d
20. d
21. d
22. b
23. b
24. b
25. d
26. b
27. d
28. b
29. b
30. c
31. b
32. d
33. c
34. b
35. c
36. d
37. d
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (FGV/2026/OAB-EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLVI) Paloma, advogada gestante, 
compareceu ao Fórum da Comarca de Itaporanga, PB, para participar de uma audiência. Ao 
tentar estacionar no local, foi impedida de acessar a garagem sob a justificativa de que não 
havia vagas reservadas para gestantes. Além disso, foi obrigada a passar por um detector 
de metais, mesmo tendo informado de sua condição de gestante. Indignada, Paloma buscou 
esclarecer os seus direitos.
Sobre a hipótese narrada, com base no Estatuto da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) Paloma, por ser advogada gestante, tem o direito de não ser submetida a detectores 
de metais, mas o estacionamento exclusivo só é garantido em Tribunais e Fóruns Federais, 
não nos Fóruns Estaduais.
b) Os direitos de Paloma, como o de não ser submetida aos detectores de metais e à reserva 
de vagas, são aplicáveis apenas em Tribunais Superiores, e não se estendem a Fóruns de 
Comarcas Estaduais.
c) Paloma, por ser advogada gestante, tem o direito de entrar em Fóruns e Tribunais sem 
ser submetida a detectores de metais e tem direito à reserva de vagas nas garagens dos 
Fóruns dos Tribunais.
d) Paloma tem o direito de entrada no Fórum sem ser submetida a detectores de metais, 
mas o direito à reserva de vagas em garagens para gestantes é uma mera liberalidade do 
Tribunal e não é garantido por lei.
São direitos da advogada gestante: entrada em tribunais sem ser submetida a detectores 
de metais e aparelhos de raios X, bem como reserva de vaga em garagens dos fóruns dos 
tribunais (art. 7º-A, EOAB).
Letra c.
002. 002. (FGV/2026/OAB-EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLVI) Abelardo é contratado para 
representar o milionário Everardo em uma causa cível de importante vulto. Ficou combinado 
que, em caso de êxito, Abelardo fará jus a uma joia de elevadíssimo valor, a título de 
honorários. Sucede que, depois de ganhar a causa, Everardo sofreu revés na justiça criminal, 
quando uma decisão judicial determinou o bloqueio de todo o seu patrimônio pela suspeita 
de crimes financeiros.
Nesse caso, à luz do Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil e do Código de Ética e 
Disciplina, assinale a afirmativa correta.
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a) Abelardo poderá requerer ao Juiz Criminal o desbloqueio de até 20% dos bens de Everardo 
para o pagamento de seus honorários e dos demais custos com a defesa.
b) Abelardo poderá, diante do bloqueio, participar dos bens particulares de Everardo, de 
forma excepcional, considerada a impossibilidade de pagamento por outro meio, ainda que 
tal forma de pagamento não tenha sido pactuada. 
c) A cláusula de honorários de êxito ou quota litis não é vedada, mas deve necessariamente 
ser expressa em pecúnia, de modo que, prevendo-se a entrega de uma joia, constata-se a 
nulidade que determina que Abelardo só fará jus aos honorários de sucumbência, se houver.
d) A cláusula de honorários de êxito ou quota litis é vedada, de sorte que será necessário 
proceder ao arbitramento dos honorários de Abelardo, em remuneração compatível com o 
trabalho e o valor econômico da questão, observado obrigatoriamente o disposto no Art. 
85 do Código de Processo Civil.
Nos termos do artigo 24-A do Estatuto da OAB, no caso de bloqueio universal do patrimônio 
do cliente por decisão judicial, será garantido ao advogado a liberação de até 20% (vinte 
por cento) dos bens bloqueados para fins de recebimento de honorários e reembolso de 
gastos com a defesa, ressalvadas as causas relacionadas aos crimes previstos na Lei de 
Drogas (Lei n. 11.343/2006).
Ademais, de acordo com o artigo 50 do Código de Ética e Disciplina da OAB, na hipótese da 
adoção de cláusula quota litis, os honorários devem ser necessariamente representados por 
pecúnia e, quando acrescidos dos honorários desucumbência, não podem ser superiores 
às vantagens advindas a favor do cliente.
Registre-se que a participação do advogado em bens particulares do cliente só é admitida 
em caráter excepcional, quando esse, comprovadamente, não tiver condições pecuniárias de 
satisfazer o débito de honorários e ajustar com o seu patrono, em instrumento contratual, 
tal forma de pagamento.
Letra a.
003. 003. (FGV/2026/OAB-EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLVI) O advogado Toledo atua na 
defesa de Tício, investigado por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Durante as 
investigações, o próprio Toledo passou a ser investigado por suposta participação em atos 
ilícitos praticados por seu cliente.
Em troca de benefícios penais, o Ministério Público ofereceu a possibilidade de firmar acordo 
de colaboração premiada ao advogado, desde que ele fornecesse informações sobre Tício 
e outros envolvidos.
Com base no Estatuto da OAB, assinale a afirmativa correta.
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a) O advogado pode colaborar contra seu cliente se a colaboração resultar apenas em redução 
de pena, sendo vedada a extinção total da punibilidade em razão de delação premiada.
b) O advogado não pode celebrar colaboração premiada contra o cliente atual, mas poderá 
fazê-lo em relação a um ex-cliente, desde que não mais exista vínculo profissional formal 
entre ambos. 
c) O advogado poderá firmar colaboração premiada em face de seu cliente, desde que o 
acordo seja autorizado judicialmente, hipótese em que ficará isento de punição administrativa 
perante o Tribunal de Ética e Disciplina. 
d) O advogado não pode efetuar colaboração premiada contra quem seja ou tenha sido seu 
cliente, e a inobservância dessa regra poderá acarretar processo disciplinar com aplicação 
de uma sanção de exclusão dos quadros da OAB, sem prejuízo da responsabilização penal.
É vedado ao advogado efetuar colaboração premiada contra quem seja ou tenha sido 
seu cliente, e a inobservância importará em processo disciplinar, que poderá culminar na 
aplicação da penalidade de exclusão, sem prejuízo das penas previstas no Código Penal 
para o delito de violação do segredo profissional (art. 7º, § 6º-I, EOAB).
Letra d.
004. 004. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLV/2025) Durante muitos anos, João 
representou Pedro, na condição de seu advogado, em diversas causas. Recentemente, após 
encerrados todos os vínculos contratuais existentes entre si, Pedro passou a ser investigado 
pelo suposto cometimento de ilícitos tributários.
Sobre esse contexto, de acordo com o Estatuto da Ordem e com o Código de Ética e Disciplina 
da Ordem dos Advogados do Brasil, assinale a afirmativa correta.
a) João não poderá ser obrigado a depor como testemunha no curso de eventual processo 
judicial em face de Pedro, ainda que este expressamente o autorize ou solicite o depoimento 
do ex-advogado.
b) João não poderá ser obrigado a depor como testemunha no curso de eventual processo 
judicial em face de Pedro, exceto se este expressamente o autorizar, ou no caso de solicitação 
do próprio ex-constituinte.
c) João poderá ser obrigado a depor sobre fatos que constituam sigilo profissional caso 
seu depoimento seja considerado imprescindível para a instrução em processos criminais 
que apurem a prática de crimes dolosos contra a vida.
d) Considerando que a investigação se iniciou após a extinção da relação profissional 
existente entre João e Pedro, não há qualquer prerrogativa em favor de João que o escuse da 
obrigação de depor como testemunha no curso de processo judicial sobre fato relacionado 
com pessoa de quem já foi advogado.
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O advogado tem o direito de se recusar a depor como testemunha em processo no qual 
funcionou ou deva funcionar, ou sobre fato relacionado com pessoa de quem seja ou foi 
advogado, mesmo quando autorizado ou solicitado pelo constituinte, bem como sobre fato 
que constitua sigilo profissional (art. 7º, XIX, EOAB).
Letra a.
005. 005. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLV/2025) Ana é advogada e acaba de dar à 
luz seu primeiro filho, a quem ainda amamenta. Ela foi cientificada de que a Sexta Câmara 
Cível deverá julgar um caso em que é uma das advogadas constituídas pelo recorrente.
Sobre a hipótese, assinale a opção que indica o direito que Ana tem assegurado.
a) Vaga reservada na garagem do Fórum.
b) Suspensão de prazos processuais, desde que haja notificação por escrito ao cliente.
c) Entrada em tribunais sem ser submetida a detectores de metais e aparelhos de raios X.
d) Acesso a creche, onde houver, ou a local adequado para o atendimento das necessidades 
do bebê.
São direitos da advogada (art. 7º-A, EOAB):
I – gestante:
a) entrada em tribunais sem ser submetida a detectores de metais e aparelhos de raios X;
b) reserva de vaga em garagens dos fóruns dos tribunais;
II – lactante, adotante ou que der à luz, acesso a creche, onde houver, ou a local adequado ao 
atendimento das necessidades do bebê;
III – gestante, lactante, adotante ou que der à luz, preferência na ordem das sustentações 
orais e das audiências a serem realizadas a cada dia, mediante comprovação de sua condição;
IV – adotante ou que der à luz, suspensão de prazos processuais quando for a única patrona da 
causa, desde que haja notificação por escrito ao cliente.
Letra d.
006. 006. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLIII/2025) Aurélio, advogado regularmente 
inscrito na OAB, recebeu uma ligação urgente da família de Adalberto, seu amigo de infância, 
informando que este havia sido preso em flagrante, acusado da prática de homicídio.
Preocupado com a situação, Aurélio dirigiu-se à Delegacia de Polícia para conversar com 
Adalberto e prestar-lhe assistência jurídica. No entanto, o Delegado Moisés negou o pedido de 
Aurélio para se comunicar pessoal e reservadamente com Adalberto, justificando a negativa 
pela gravidade do crime e pela ausência de procuração formal outorgada ao advogado.
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Sobre a hipótese narrada, com base no Estatuto da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) A negativa do Delegado foi legítima, uma vez que, em razão da gravidade do crime de 
homicídio, é admissível limitar a comunicação do advogado com o preso.
b) A comunicação de Aurélio com Adalberto só poderia ocorrer mediante a apresentação 
de procuração assinada, conforme exigido para a assistência jurídica em casos graves.
c) A atuação de Aurélio é ilegal, pois a advocacia em favor de amigos próximos caracteriza 
conflito ético-profissional que inviabiliza a assistência jurídica.
d) A negativa do Delegado foi ilegal, pois Aurélio tem direito de comunicar-se pessoal e 
reservadamente com Adalberto, mesmo sem procuração, conforme previsto no Estatuto 
da OAB.
É direito do advogado comunicar-se com seus clientes, pessoal e reservadamente,mesmo sem procuração, quando estes se encontrarem presos, detidos ou recolhidos 
em estabelecimentos civis ou militares, ainda que considerados incomunicáveis (art. 7º, 
III, EOAB).
Letra d.
007. 007. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLIV/2025) O advogado Gomes representou 
Dênis em uma ação de responsabilidade civil contra o Banco Alfa, tendo firmado contrato 
escrito com Dênis, no qual foi estipulado que Gomes receberia honorários convencionais de 
20% sobre o proveito econômico obtido, além dos honorários sucumbenciais que fossem 
concedidos. No entanto, Dênis entrou em contato diretamente com o advogado do Banco 
Alfa e firmou um acordo extrajudicial para receber R$ 5.000,00 de indenização por danos 
morais, sem a participação de Gomes e renunciando aos direitos aos honorários advocatícios. 
Gomes foi informado do acordo posteriormente. Sobre o caso relatado, com base no art. 
24 do Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) Dênis tem o direito de renunciar aos honorários advocatícios convencionados e 
sucumbenciais, desde que tenha feito isso expressamente no acordo com o Banco Alfa, e 
isso prejudica o direito de Gomes de receber qualquer valor.
b) O acordo firmado por Dênis com o Banco Alfa retira o direito de Gomes aos honorários 
convencionados, mas Gomes ainda pode pleitear apenas os honorários sucumbenciais, 
desde que haja condenação judicial.
c) Gomes mantém o direito aos honorários convencionados e sucumbenciais, 
independentemente do acordo realizado por Dênis com o Banco Alfa, uma vez que o acordo 
não prejudica o advogado sem sua aquiescência.
d) Gomes somente poderá cobrar os honorários convencionados se houver uma decisão 
judicial declarando nulo o acordo firmado entre Dênis e o Banco Alfa.
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O acordo feito pelo cliente do advogado e a parte contrária, salvo aquiescência do profissional, 
não prejudica os honorários, quer os convencionados, quer os concedidos por sentença 
(art. 24, § 4º, EOAB).
Letra c.
008. 008. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLIII/2025) Roberto, advogado criminalista, 
foi contratado para promover a defesa de Juvenal, gestor público acusado da prática de 
corrupção passiva, peculato e “lavagem” ou ocultação de valores. No decorrer do processo 
criminal, foi decretado, pelo Juízo, o bloqueio universal do patrimônio de Juvenal, visando 
ao ressarcimento do suposto dano causado ao erário, o que inviabilizou o adimplemento 
dos honorários contratuais devidos a Roberto e o reembolso de gastos com a defesa.
Sobre essa hipótese, assinale a afirmativa correta.
a) Roberto terá direito à liberação de até 20% dos bens bloqueados para fins de recebimento 
de honorários e o reembolso de gastos com a defesa.
b) Roberto deverá solicitar, nos próprios autos da ação penal, a liberação de até 20% dos 
bens bloqueados, exclusivamente para o reembolso de gastos com a defesa.
c) Em virtude da supremacia do interesse público, Roberto não fará jus à liberação de 
qualquer valor tornado indisponível, até que sobrevenha eventual decisão promovendo o 
desbloqueio do patrimônio de Juvenal.
d) Em virtude do caráter alimentar dos honorários advocatícios, caso apresente o respectivo 
contrato nos autos, Roberto fará jus à liberação dos bens bloqueados até a completa 
satisfação da verba contratada, ainda que isso implique o esvaziamento do bloqueio judicial.
Nos termos do art. 24-A do Estatuto da OAB, no caso de bloqueio universal do patrimônio 
do cliente por decisão judicial, será garantida ao advogado a liberação de até 20% (vinte 
por cento) dos bens bloqueados para fins de recebimento de honorários e reembolso de 
gastos com a defesa, ressalvadas as causas relacionadas aos crimes previstos na Lei de 
Drogas (Lei n. 11.343/2006).
Letra a.
009. 009. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLI/2024) Determinada operação de combate 
à corrupção conduzida pela Polícia Federal reuniu elementos indicativos de autoria e 
materialidade da prática de crime por parte de Cláudio, advogado regularmente inscrito 
na Ordem dos Advogados do Brasil.
Com base nesses elementos, a Justiça Federal expediu mandado de busca e apreensão, 
específico e pormenorizado, o qual foi cumprido, na presença de representante da OAB, no 
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endereço residencial de Cláudio, o qual também lhe servia como local de trabalho. Foram 
apreendidos e periciados um notebook e dois aparelhos de telefone celular, todos contendo 
informações sobre diversos processos de clientes patrocinados por Cláudio.
A respeito da validade jurídica da diligência realizada e da utilização das informações 
encontradas nas mídias apreendidas, assinale a afirmativa correta.
a) A medida cautelar decretada é inválida, uma vez que o Estatuto da Advocacia assegura 
a inviolabilidade absoluta do escritório ou local de trabalho do advogado, e, portanto, as 
informações encontradas sobre os clientes de Cláudio não podem ser utilizadas.
b) A medida cautelar decretada é válida, porque não foi cumprida no escritório de Cláudio, 
mas na sua residência, porém as informações encontradas sobre os clientes de Cláudio 
estão protegidas de modo insuperável pelo Estatuto da Advocacia e, portanto, não podem 
ser utilizadas.
c) A medida cautelar decretada é inválida, tendo em vista a inviolabilidade do escritório ou 
local de trabalho do advogado, mas as informações encontradas sobre os clientes de Cláudio 
podem ser utilizadas, caso esses clientes também figurem formalmente como investigados.
d) A medida cautelar decretada é válida, e as informações encontradas sobre os clientes 
de Cláudio poderão ser utilizadas se esses clientes forem formalmente investigados como 
partícipes ou coautores pela prática do mesmo crime que deu causa à decretação da medida.
Presentes indícios de autoria e materialidade da prática de crime por parte de advogado, 
a autoridade judiciária competente poderá decretar a quebra da inviolabilidade do 
escritório ou do local de trabalho, em decisão motivada, expedindo mandado de busca 
e apreensão, específico e pormenorizado, a ser cumprido na presença de representante 
da OAB (art. 7º, § 6º, primeira parte, do EOAB).
É vedada, em qualquer hipótese, a utilização dos documentos, das mídias e dos objetos 
pertencentes a clientes do advogado averiguado, bem como dos demais instrumentos de 
trabalho que contenham informações sobre clientes, salvo no caso de clientes do advogado 
averiguado que estejam sendo formalmente investigados como seus partícipes ou coautores 
pela prática do mesmo crime que deu causa à quebra da inviolabilidade (art. 7º, § 6º, parte 
final, e § 7º, EOAB).
Letra d.
010. 010. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLI/2024) O juízo criminal da Comarca de 
ABC expediu mandado de prisão preventiva em desfavor de Saulo, o qual, no momento 
do cumprimento da medida, telefonou para sua amiga, a advogada criminalista Janete, 
rogando-lhe verbalmente que verificasse as razões daquela prisão, bem como levantasse 
outras informações sobre a investigação contra si instaurada.
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Ao se dirigir à autoridade policial responsável, Janete foi informada de que não poderia 
ter acesso aos autos do flagrante e nem aos do respectivo caderno apuratório, uma vez 
que não apresentou prova do mandato e os autos estão integralmente submetidos a sigilo.
Com base nessas informações, e considerados os direitos da advocacia, assinale a afirmativa 
correta.
a) A negativa de acesso aos autos, na hipótese, possui respaldo legal, uma vez que, estando 
os autos submetidos a sigilo, o acesso de Janete dependeria da apresentação de procuração.
b) O Estatuto da Advocacia e da OAB assegura o direito de Janete de examinar os autos do 
flagrante e do respectivo caderno apuratório, mesmo sem procuração, ainda que submetidos 
a sigilo.
c) Na hipótese de haver diligências em andamento, a negativa de acesso aos autos da 
investigação possui suporte legal, extensiva aos elementos de prova já documentados, 
oriundos de diligências finalizadas.
d) É vedado o fornecimento incompleto de autos ou o fornecimento de autos em que 
houve a retirada de peças relacionadas a diligências sigilosas em andamento, sob pena de 
responsabilização criminal e funcional.
O advogado tem o direito de examinar, em qualquer instituição responsável por conduzir 
investigação, mesmo sem procuração, os autos de flagrante e de investigações de 
qualquer natureza, findos ou em andamento, ainda que conclusos à autoridade, podendo 
copiar peças e tomar apontamentos, em meio físico ou digital (art. 7º, XIV, EOAB).
No entanto, nos autos sujeitos a sigilo, o advogado deve apresentar procuração para o 
exercício do direito de examinar os autos de flagrante e de investigações (art. 7º, § 10, EOAB).
Ademais, a autoridade competente poderá delimitar o acesso do advogado aos elementos 
de prova relacionados a diligências em andamento e, ainda, não documentados nos autos, 
quando houver risco de comprometimento da eficiência, da eficácia ou da finalidade das 
diligências (art. 7º, § 11, EOAB).
Letra a.
011. 011. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XL/2024) Mariângela, advogada trabalhista, 
foi intimada pelo juízo da Vara do Trabalho de sua cidade para comparecer à audiência una, 
designada para 16h15 de determinado dia.
Por estar amamentando sua filha Manuela, recém-nascida, Mariângela protocolou petição nos 
autos do respectivo processo, requerendo preferência na ordem das audiências, mediante 
comprovação da sua condição. O juiz, contudo, indeferiu o pedido, com o argumento de 
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que a causa é copatrocinada por uma segunda advogada, conforme procuração constante 
dos autos, a qual poderia participar do ato.
A respeito da hipótese narrada, assinale a afirmativa correta.
a) Diante da constatação de que há duas advogadas constituídas pela parte, e à míngua de 
previsão legal, a condição de lactante de Mariângela não é suficiente para o deferimento 
do pedido de preferência.
b) Conquanto inexista previsão legal para o pedido formulado por Mariângela, o juiz deveria 
ter deferido o pleito com base na práxis judiciária e no princípio da razoabilidade.
c) Apenas se Mariângela comprovasse ser a única patrona da causa, haveria previsão legal 
para que o pedido de preferência fosse atendido.
d) Mariângela tem o direito de preferência assegurado em lei, independentemente de haver 
outra advogada constituída nos autos.
Toda advogada gestante, lactante, adotante ou que der à luz tem o direito de preferência 
na ordem das sustentações orais e das audiências a serem realizadas a cada dia, mediante 
comprovação de sua condição (art. 7º-A, III, EOAB).
Letra d.
012. 012. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XL/2024) Monique, advogada regularmente 
inscrita nos quadros da OAB, é investigada em inquérito policial por supostos crimes 
praticados por motivo ligado ao exercício da advocacia, tendo sido presa em flagrante, 
por crime da mesma espécie, em seu escritório, enquanto atendia a uma de suas clientes.
Considerando as disposições do Estatuto da Advocacia, é correto afirmar que
a) Monique tem direito à presença de representante da OAB para lavratura do auto de 
prisão em flagrante, visto que se trata de suposto crime por motivo ligado ao exercício da 
advocacia, sob pena de nulidade.
b) não há qualquer direito ou prerrogativa conferida pela legislação no caso em tela, devendo 
Monique receber tratamento idêntico ao dado a outros indivíduos não advogados, em razão 
do princípio da igualdade.
c) a presença de representante da OAB no momento da lavratura do auto de prisão em 
flagrante será devida ainda que não se trate de motivo ligado ao exercício da advocacia, visto 
que se cuida de direito conferido ao advogado em todo e qualquer crime por ele cometido.
d) o representante da OAB para acompanhar a lavratura do auto de prisão em flagrante, 
pode ser substituído por representante da Defensoria Pública, visto que ambos podem 
figurar como defensores.
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Quando preso em flagrante, por motivo ligado ao exercício da advocacia, o advogado 
tem o direito de ter a presença de um representante da OAB para a lavratura do auto 
respectivo, sob pena de nulidade e, nos demais casos, da comunicação expressa à seccional 
da OAB (art. 7º, IV, EOAB).
Letra a.
013. 013. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXVIII/2023) Teresa Silva, advogada atuante 
na área criminal, tem como clientes Luiz, acusado de tráfico ilícito de drogas, e Roberto, 
acusado de crimes contra o sistema financeiro nacional. Após serem proferidas decisões 
judiciais que determinam o bloqueio universal dos patrimônios de Luiz e Roberto, Teresa 
se indaga a respeito dos meios disponíveis para obter os valores necessários ao reembolso 
de gastos com a defesa e ao recebimento de honorários desses clientes.
Sobre esse assunto, é correto concluir que
a) garantir-se-á a Teresa a liberação de 20% (vinte por cento) dos bens bloqueados de Luiz 
para o fim de reembolso de gastos com a defesa, vedado o recebimento de honorários.
b) garantir-se-á a Teresa a liberação de 20% (vinte por cento) dos bens bloqueados de 
Roberto para o fim de reembolso de gastos com a defesa e o recebimento de honorários.
c) Teresa poderá optar pela venda de bens de Luiz em hasta pública para o reembolso de 
gastos com a defesa.
d) Teresa não poderá realizar a adjudicação de bens de Roberto para a satisfação dos 
honorários devidos.
Nos termos do art. 24-A do Estatuto da OAB, no caso de bloqueio universal do patrimônio 
do cliente por decisão judicial, será garantida ao advogado a liberação de até 20% (vinte 
por cento) dos bens bloqueados para fins de recebimento de honorários e reembolso de 
gastos com a defesa, ressalvadas as causas relacionadas aos crimes previstos na Lei de 
Drogas (Lei n. 11.343/2006).
Quando se tratar de dinheiro em espécie, de depósito ou de aplicação em instituição 
financeira, os valores serão transferidos diretamente paraa conta do advogado ou do 
escritório de advocacia responsável pela defesa. Nos demais casos, o advogado poderá optar 
pela adjudicação do próprio bem ou por sua venda em hasta pública para a satisfação dos 
honorários devidos, nos termos do art. 879 e seguintes do CPC, devendo o valor excedente 
ser depositado em conta vinculada ao processo judicial (art. 24-A, §§ 3º a 5º do EOAB).
Letra b.
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014. 014. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXVII/2023) A advogada Celina celebrou 
com a cliente Camila um contrato de prestação de serviços advocatícios. Na cláusula X, 
foi disposto que a extensão do patrocínio é limitada ao primeiro grau de jurisdição. Na 
cláusula W, foi disposto valor diverso de honorários contratuais para a hipótese de a causa 
encerrar-se por acordo.
Considerando o informado sobre o contrato realizado, de acordo com o Código de Ética e 
Disciplina da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) A cláusula X é vedada, pois não se admite tal limitação de atuação em grau de jurisdição. 
A cláusula W também é vedada, pois não se admite a previsão de valores diversos de 
honorários em caso de acordo.
b) O conteúdo da cláusula W, com disposição de valor diverso de honorários contratuais para 
a hipótese de a causa encerrar-se por acordo pode ser incluído no contrato sem que isso 
implique ilegalidade. A limitação de atuação em grau de jurisdição prevista na mencionada 
cláusula X encontra vedação legal.
c) A cláusula X é permitida. Por sua vez, a cláusula W é vedada, pois não se admite a previsão 
de valores diversos de honorários em caso de acordo.
d) As duas cláusulas narradas não violam a disciplina do citado Código de Ética e Disciplina 
da OAB.
O contrato de prestação de serviços de advocacia não exige forma especial, devendo 
estabelecer, porém, com clareza e precisão (art. 48, § 1º, CED-OAB):
• o objeto;
• os honorários ajustados;
• a forma de pagamento;
• a extensão do patrocínio, esclarecendo se este abrangerá todos os atos do processo 
ou limitar-se-á a determinado grau de jurisdição;
• além de dispor sobre a hipótese de a causa encerrar-se mediante transação ou acordo.
Letra d.
015. 015. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXIX/2023) Bruno, advogado, compareceu 
à audiência de conciliação acompanhado de seu cliente Carlos, tendo-lhe sido conferidos 
poderes para transacionar em juízo ou fora dele. Na audiência, foi oferecida proposta de 
acordo pela parte adversa, que não foi aceita por Bruno, visto que conflitava flagrantemente 
com os interesses de seu cliente.
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Contrariado, o magistrado cassou a palavra de Bruno, determinando que não se manifestasse 
mais durante a audiência, visto que a opção de aceitar ou não o acordo seria de decisão 
única de Carlos, sem possibilidade de influência de seu patrono.
Nesse contexto, de acordo com o Estatuto da Advocacia e Ordem dos Advogados do Brasil 
(OAB), assinale a afirmativa correta.
a) O magistrado agiu corretamente, considerando que tem o dever de manter a ordem dos 
trabalhos e, em sua atuação, deve fomentar a solução pacífica dos conflitos, que estava 
sendo inviabilizada pela resistência de Bruno ao acordo.
b) A palavra de Bruno não poderia ter sido cassada sob o fundamento de que aceitar ou 
não o acordo é de decisão única de Carlos sem possibilidade de influência de seu patrono, 
vez que o advogado é indispensável à administração da justiça e deve orientar seu cliente.
c) Em insistindo em falar com seu cliente sobre a aceitação ou não do acordo, a conduta 
de Bruno acarretará responsabilidade perante a OAB, em razão da violação da ordem 
hierárquica do magistrado.
d) Em caso de manutenção da insubordinação de Bruno, o juiz poderá determinar que a 
seccional competente da Ordem dos Advogados do Brasil aplique a pena de suspensão das 
atividades de advocacia por ele desempenhadas, por prazo não inferior a dois anos.
O advogado é indispensável à administração da justiça e, no seu ministério privado, presta 
serviço público e exerce função social (art. 2º, EOAB c/c art. 133, CF/88).
Ademais, não há hierarquia nem subordinação entre advogados, magistrados e membros 
do Ministério Público, devendo todos tratar-se com consideração e respeito recíprocos 
(art. 6º, EOAB).
Letra b.
016. 016. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXIX/2023) Durante audiência de instrução 
e julgamento da qual participou na qualidade de advogado, Robson foi comprovadamente 
ofendido por palavras desferidas pelo juiz que presidia o ato. Abalado em razão desse fato, 
Robson decide buscar as informações necessárias para obter desagravo público perante o 
Conselho Seccional competente da OAB.
A esse respeito, assinale a afirmativa correta.
a) O relator deverá solicitar informações da autoridade ofensora, como condição para a 
concessão do desagravo.
b) Não há previsão legal ou regulamentar de prazo máximo para concessão do desagravo, 
em caso de acolhimento do parecer do relator, aplicando-se o princípio da Duração Razoável 
do Processo.
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c) O desagravo será concedido em sessão realizada para essa finalidade, amplamente 
divulgada, sendo vedada, em qualquer caso, a concessão imediata.
d) A sessão de desagravo deverá ser realizada, preferencialmente, no local onde a ofensa 
foi sofrida ou onde se encontre a autoridade ofensora.
a) Errada. O relator, convencendo-se da existência de prova ou indício de ofensa relacionada 
ao exercício da profissão ou de cargo da OAB, solicitará informações da pessoa ou autoridade 
ofensora, no prazo de 15 (quinze) dias, sem que isso configure condição para a concessão 
do desagravo (art. 18, § 2º, Regulamento Geral).
b) Errada. Os desagravos deverão ser decididos no prazo máximo de 60 (sessenta) dias 
(art. 18, § 5º, Regulamento Geral).
c) Errada. O pedido de desagravo será submetido à Diretoria do Conselho competente, 
que poderá, nos casos de urgência e notoriedade, conceder imediatamente o desagravo, ad 
referendum do órgão competente do Conselho, conforme definido em regimento interno. 
Nos demais casos, a Diretoria remeterá o pedido de desagravo ao órgão competente para 
instrução e decisão (art. 18, §§ 1º e 2º, Regulamento Geral).
d) Certa. Em caso de acolhimento do parecer, é designada a sessão de desagravo, amplamente 
divulgada, devendo ocorrer, no prazo máximo de 30 (trinta) dias, preferencialmente, no 
local onde a ofensa foi sofrida ou onde se encontre a autoridade ofensora (art. 18, § 6º, 
Regulamento Geral).
Letra d.
017. 017. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXIX/2023) Alice Santos, advogada, está 
sendo investigada criminalmente por ter, supostamente, cometido fraude contra o sistema 
previdenciário, em conjunto com Robson Lima, seu cliente, e Leonardo Melo, seu ex-cliente. 
O órgão competentedo Ministério Público consulta a Dra. Alice Santos sobre seu interesse 
em efetuar colaboração premiada.
Com base na legislação aplicável, assinale a afirmativa que apresenta, corretamente, o que 
ela concluiu.
a) Poderá efetuar colaboração premiada contra Leonardo Melo, já que ele não ostenta mais 
a condição de seu cliente.
b) Poderá efetuar colaboração premiada contra Robson Lima, por se tratar de cliente que 
está sendo formalmente investigado como coautor pela prática do mesmo crime.
c) Caso efetue colaboração premiada contra Robson Lima, estará sujeita a processo disciplinar, 
que poderá culminar na aplicação da pena de suspensão.
d) Caso efetue colaboração premiada contra Leonardo Melo, estará sujeita às penas do 
crime de violação do segredo profissional.
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É vedado ao advogado efetuar colaboração premiada contra quem seja ou tenha sido 
seu cliente, e a inobservância importará em processo disciplinar, que poderá culminar na 
aplicação da penalidade de exclusão, sem prejuízo das penas previstas no Código Penal 
para o delito de violação do segredo profissional (art. 7º, § 6º-I, EOAB).
Letra d.
018. 018. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXVIII/2023) Maria, advogada regularmente 
inscrita na OAB, encontra-se gestante. Em razão de sua condição, Maria tem direitos 
específicos previstos no Estatuto da Advocacia e da OAB.
Assinale a opção que apresenta, corretamente um desses direitos.
a) Durante a gravidez, ela terá direito a uma vaga garantida nas garagens dos fóruns de 
todos os tribunais.
b) Durante a gravidez ela terá preferência na realização das audiências a serem realizadas 
no dia, independentemente de comprovação de sua condição.
c) Após dar à luz, ela terá direito à suspensão dos prazos processuais por 60 (sessenta) dias, 
contados a partir da data do parto, se for a única patrona da causa.
d) Após dar à luz, ela terá preferência na ordem das sustentações orais, mediante comprovação 
de sua condição, pelo período de 90 (noventa) dias, contados a partir da data do parto.
São direitos da advogada:
• Não ser submetida a detectores de metais e aparelhos de raios X: toda advogada 
gestante tem o direito de ter sua entrada em tribunais sem ser submetida a detectores 
de metais e aparelhos de raios X (art. 7º-A, I, a, EOAB);
• Vaga especial de estacionamento: toda advogada gestante tem direito à reserva 
de vaga em garagens dos fóruns dos tribunais (art. 7º-A, I, b, EOAB);
• Direito à creche: toda advogada lactante, adotante ou que der à luz tem direito ao 
acesso a creche, onde houver, ou a local adequado ao atendimento das necessidades 
do bebê (art. 7º-A, II, EOAB);
− O direito à creche, onde houver, ou a local adequado ao atendimento das neces-
sidades do bebê será concedido pelo prazo de 120 (cento e vinte) dias (art. 7º-A, 
§ 2º, EOAB c/c art. 392, CLT);
• Preferência em sustentações orais e audiências: toda advogada gestante, lactante, 
adotante ou que der à luz tem o direito de preferência na ordem das sustentações 
orais e das audiências a serem realizadas a cada dia, mediante comprovação de sua 
condição (art. 7º-A, III, EOAB);
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− O direito de preferência em sustentações orais e audiências será concedido pelo 
prazo de 120 (cento e vinte) dias (art. 7º-A, § 2º, EOAB c/c art. 392, CLT);
• Suspensão dos prazos processuais a partir do parto ou adoção: quando for a única 
patrona da causa, desde que haja notificação por escrito ao cliente, toda advogada 
adotante ou que der à luz tem direito à suspensão de prazos processuais (art. 7º-A, 
IV, EOAB);
− O direito de suspensão dos prazos processuais será concedido pelo prazo de 30 
(trinta) dias, contado a partir da data do parto ou da concessão da adoção, me-
diante apresentação de certidão de nascimento ou documento similar que com-
prove a realização do parto, ou de termo judicial que tenha concedido a adoção, 
desde que haja notificação ao cliente (art. 7º-A, § 3º, EOAB c/c art. 313, § 6º, do 
Código de Processo Civil).
Os direitos previstos à advogada gestante ou lactante se aplicam enquanto perdurar, 
respectivamente, o estado gravídico ou o período de amamentação (art. 7º-A, § 1º, EOAB).
Letra a.
019. 019. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXVIII/2023) A medida cautelar de busca 
e apreensão a ser cumprida no escritório do advogado José foi regularmente deferida, 
por Juízo competente. Considerou o magistrado que havia nos autos indícios de autoria e 
materialidade da prática de crime por José, juntamente com um cliente seu, de nome Oswaldo.
Quanto à situação hipotética narrada, assinale a afirmativa correta.
a) É dever do representante da OAB presente ao ato, durante o cumprimento do mandado 
de busca e apreensão, impedir que documentos referentes a outros processos em face de 
Oswaldo, não relacionados ao objeto da investigação que ensejou a cautelar, sejam retirados 
do escritório, exceto se o volume ou natureza dos objetos impedirem o resguardo do sigilo 
através da cadeia de custódia.
b) A análise dos documentos apreendidos deve ser feita mediante comunicação prévia ao 
Conselho Federal da OAB, com antecedência mínima e impreterível de 48 horas.
c) Caso seja essencial à sua defesa no processo criminal, é admitido que José efetue 
colaboração premiada em face de Oswaldo, desde que haja confirmação das imputações 
por outros meios de prova.
d) É direito de José estar presente na ocasião designada para análise do conteúdo dos 
documentos apreendidos, quando do cumprimento do mandado de busca e apreensão.
a) Errada. O representante da OAB tem o dever de zelar pelo fiel cumprimento do objeto da 
investigação e de impedir que documentos, mídias e objetos não relacionados à investigação, 
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especialmente de outros processos do mesmo cliente ou de outros clientes que não sejam 
pertinentes à persecução penal, sejam analisados, fotografados, filmados, retirados ou 
apreendidos do escritório de advocacia (art. 7º, § 6º-C, EOAB).
No entanto, no caso de inviabilidade técnica para a segregação da documentação, mídia 
ou objetos não relacionados à investigação, seja em razão de sua natureza ou do volume, 
no momento da execução da decisão judicial de apreensão ou retirada do material, a 
cadeia de custódia deverá preservar o sigilo de seu conteúdo, assegurada a presença 
do representante da OAB (art. 7º, § 6º-D, EOAB).
b) Errada. A fim de garantir o direito de acompanhamento ao representante da OAB e 
ao profissional investigado, em todos os atos, a autoridade responsável deve informar 
à seccional da OAB, com antecedência mínima de 24 (vinte e quatro) horas, a data, o 
horário e o local em que serão analisados os documentos e os equipamentos apreendidos 
(art. 7º, § 6º-G, EOAB).
c) Errada.direito de acompanhamento ao representante da OAB 
e ao profissional investigado em todos os atos, a autoridade responsável deve informar 
à seccional da OAB, com antecedência mínima de 24 (vinte e quatro) horas, a data, o 
horário e o local em que serão analisados os documentos e os equipamentos apreendidos 
(art. 7º, § 6º-G, EOAB).
Entretanto, em casos de urgência devidamente fundamentada pelo juiz, a análise 
poderá ocorrer em prazo inferior a 24 (vinte e quatro) horas, desde que garantido o direito 
de acompanhamento (art. 7º, § 6º-H, EOAB).
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É vedado ao advogado efetuar colaboração premiada contra quem seja ou tenha sido 
seu cliente, e a inobservância importará em processo disciplinar, que poderá culminar na 
aplicação da penalidade de exclusão, sem prejuízo das penas previstas no Código Penal 
para o delito de violação do segredo profissional (art. 7º, § 6º-I, EOAB).
D
IR
EI
TO
 
inviolabilidade do escritório/local de trabalho (instrumentos de 
trabalho/ correspondência relativas ao exercício da advocacia 
quebra da 
inviolabilidade 
Presentes indícios de autoria e materialidade 
da prática de crime por parte de advogado 
decretada pela autoridade judiciária 
competente 
em decisão motivada 
mandado de busca 
e apreensão 
específico e 
pormenorizado 
cumprido na 
presença de 
representante da 
OAB 
COLABORAÇÃO 
PREMIADA 
vedado ao advogado efetuar contra quem seja ou 
tenha sido seu cliente 
inobservância 
importará em 
processo 
disciplinar 
poderá culminar na 
aplicação da 
penalidade de 
exclusão 
sem prejuízo das 
penas previstas no 
Código Penal 
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EOAB
Art. 7º, III – comunicar-se com seus clientes, pessoal e reservadamente, mesmo sem procuração, 
quando estes se acharem presos, detidos ou recolhidos em estabelecimentos civis ou militares, 
ainda que considerados incomunicáveis.
O advogado tem o direito de se comunicar com seus clientes, pessoal e reservadamente, 
mesmo sem procuração, quando estes se encontrarem presos, detidos ou recolhidos em 
estabelecimentos civis ou militares, ainda que considerados incomunicáveis.
A exigência de procuração, por exemplo, iria obstar o exercício pleno da atividade 
profissional do advogado, além de ferir um direito fundamental do preso, que é a assistência 
de advogado (art. 5º, inciso LXIII, da CF/88).
Acrescento que a comunicação faz parte do direito do preso à autodefesa, uma das 
espécies que compõem a ampla defesa (art. 5º, inciso LV, da CF/88).
Sobre o tema, Paulo Lobo (Comentários ao Estatuto da Advocacia e da OAB – 2017) 
discorre que:
A prisão ou mesmo a incomunicabilidade do cliente não podem prejudicar a atividade do profissional. 
A tutela do sigilo envolve o direito do advogado de comunicar-se pessoal e reservadamente com 
o cliente preso, sem qualquer interferência ou impedimento do estabelecimento prisional e dos 
agentes policiais.
A eventual incomunicabilidade do cliente preso não vincula o advogado, mesmo quando ainda 
não munido de procuração, fato muito frequente nessas situações.
Desse modo, a comunicação entre o advogado e seu cliente não pode ser restringida 
em nenhuma circunstância, devendo ser permitida mesmo que o preso seja considerado 
incomunicável.
EOAB
Art. 7º, IV – ter a presença de representante da OAB, quando preso em flagrante, por motivo 
ligado ao exercício da advocacia, para lavratura do auto respectivo, sob pena de nulidade e, nos 
demais casos, a comunicação expressa à seccional da OAB;
V – não ser recolhido preso, antes de sentença transitada em julgado, senão em sala de Estado 
Maior, com instalações e comodidades condignas, assim reconhecidas pela OAB, e, na sua falta, 
em prisão domiciliar.
O advogado somente poderá ser preso em flagrante, por motivo do exercício da 
profissão, em caso de crime inafiançável (art. 7º, § 3º, EOAB).
Na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 1.127, o Supremo Tribunal Federal considerou 
que o múnus constitucional exercido pelo advogado justifica a garantia de que ele somente 
seja preso em flagrante e na hipótese de crime inafiançável.
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Quando preso em flagrante por motivo ligado ao exercício da advocacia, o advogado tem 
o direito de ter a presença de um representante da OAB para a lavratura do auto respectivo, 
sob pena de nulidade e, nos demais casos, de comunicação expressa à seccional da OAB.
Na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 1.127, o Supremo Tribunal Federal considerou 
que “a presença de representante da OAB em caso de prisão em flagrante de advogado 
constitui garantia da inviolabilidade da atuação profissional. A cominação de nulidade da 
prisão, caso não se faça a comunicação, configura sanção para tornar efetiva a norma”.
Quanto à presença do representante da OAB, discorre Paulo Lobo (Comentários ao 
Estatuto da Advocacia e da OAB – 2017) que:
A presença necessária do representante da OAB não é simbólica, porque ele tem o direito e dever 
de participar da autuação, assinando-a como fiscal da legalidade do ato, fazendo consignar os 
protestos e incidentes que julgue necessários.
Destaco que a comunicação à seccional da OAB está relacionada à assistência prestada 
por representante da OAB nos inquéritos policiais ou nas ações penais em que o advogado 
figure como indiciado, acusado ou ofendido, sempre que o fato a ele imputado decorrer 
do exercício da profissão ou a este se vincular, sem prejuízo da atuação de seu defensor, 
nos termos do art. 16 do Regulamento Geral do Estatuto.
Além do mais, é direito do advogado não ser recolhido preso antes de sentença transitada 
em julgado, senão em sala de Estado Maior, com instalações e comodidades condignas e, 
na sua falta, em prisão domiciliar.
Ressalto que, na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 1.127, o Supremo Tribunal Federal 
considerou que a prisão do advogado em sala de Estado Maior é garantia suficiente para 
que ele fique provisoriamente detido em condições compatíveis com o seu múnus público.
O texto original do Estatuto exigia que a OAB averiguasse e reconhecesse se as instalações 
e comodidades eram realmente condignas. Contudo, no julgamento da Ação Direta de 
Inconstitucionalidade (ADI n. 1.127), a expressão “assim reconhecida pela OAB” foi declarada 
inconstitucional. O Supremo considerou que o controle das salas especiais para advogados 
é prerrogativa da administração forense e, ainda, estabeleceu que a administração de 
estabelecimentos prisionais e congêneres constitui uma prerrogativa indelegável do Estado.
 Obs.: O direito de ser recolhido em sala de estado-maior e, na sua falta, em prisão domiciliar 
ocorre somente nos casos de prisão cautelar. Com o trânsito em julgado da sentença 
condenatória, o cumprimento da pena impostaÉ vedado ao advogado efetuar colaboração premiada contra quem seja ou tenha 
sido seu cliente, e a inobservância importará em processo disciplinar, que poderá culminar 
na aplicação da penalidade de exclusão, sem prejuízo das penas previstas no Código Penal 
para o delito de violação do segredo profissional (art. 7º, § 6º-I, EOAB).
d) Certa. É garantido o direito de acompanhamento por representante da OAB e 
pelo profissional investigado durante a análise dos documentos e dos dispositivos de 
armazenamento de informação apreendidos ou interceptados (art. 7º, § 6º-F, EOAB).
Letra d.
020. 020. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXVII/2023/ADAPTADA) Pedro, advogado, 
é investigado criminalmente, em conjunto com Antônio, seu ex-cliente, e Matheus, juiz da 
comarca, em razão de sua suposta participação em atos fraudulentos que importaram o 
pagamento de benefícios previdenciários indevidos.
No âmbito das investigações, a autoridade judiciária competente determina medida cautelar 
de busca e apreensão que importa violação do local de trabalho de Pedro. Posteriormente, 
Pedro é consultado pelo órgão encarregado da investigação criminal acerca de seu interesse 
na celebração de acordo de colaboração premiada.
Sobre essas medidas, assinale a afirmativa correta.
a) É válida a medida de busca e apreensão executada no local de trabalho de Pedro se 
fundada exclusivamente em declarações de outro colaborador, sem confirmação por outros 
meios de prova.
b) Em hipótese excepcional, podem ser usados na investigação documentos, mídias e objetos 
pertencentes a outros clientes de Pedro.
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c) Se Pedro efetuar colaboração premiada contra Antônio, tal ato importará em processo 
disciplinar, que poderá culminar com a aplicação da sanção de suspensão.
d) Se Pedro efetuar colaboração premiada contra Matheus, não estará sujeito às penas 
relativas ao crime de violação do segredo profissional.
a) Errada. A medida judicial cautelar que importar na violação do escritório ou do local de 
trabalho do advogado deve ser aplicada excepcionalmente, desde que exista fundamento em 
indício, pelo órgão acusatório, sendo vedada a determinação quando fundada exclusivamente 
em elementos produzidos em declarações de colaborador, sem confirmação por outros 
meios de prova (art. 7º, §§ 6º-A e 6º-B, EOAB).
b) Errada. É vedada, em qualquer hipótese, a utilização dos documentos, das mídias 
e dos objetos pertencentes a clientes do advogado averiguado, bem como dos demais 
instrumentos de trabalho que contenham informações sobre clientes, salvo no caso de 
clientes do advogado averiguado que estejam sendo formalmente investigados como 
seus partícipes ou coautores pela prática do mesmo crime que deu causa à quebra da 
inviolabilidade (art. 7º, § 6º, parte final, e § 7º, EOAB).
c) Errada. É vedado ao advogado efetuar colaboração premiada contra quem seja ou tenha 
sido seu cliente, e a inobservância importará em processo disciplinar, que poderá culminar 
na aplicação da penalidade de exclusão, sem prejuízo das penas previstas no Código Penal 
para o delito de violação do segredo profissional (art. 7º, § 6º-I, EOAB).
d) Certa. É vedado ao advogado efetuar colaboração premiada contra quem seja ou tenha 
sido seu cliente (art. 7º, § 6º-I, EOAB). Tendo em vista que Matheus é juiz da comarca, 
não há o que se falar em vedação nem mesmo na aplicação de penalidade por violação de 
segredo profissional.
Letra d.
021. 021. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXVI/2022) Hildegardo dos Santos, advogado, 
é contratado em regime de dedicação exclusiva como empregado da sociedade XPTO 
Advogados Associados. Em tal condição, Hildegardo atuou no patrocínio dos interesses de 
cliente da sociedade de advogados que se sagrou vencedor em demanda judicial. Hildegardo, 
diante dessa situação, tem dúvidas a respeito do destino dos honorários de sucumbência 
que perceberá, a serem pagos pela parte vencida na demanda judicial. Ao consultar a 
legislação aplicável, ele ficou sabendo que os honorários
a) serão devidos à sociedade empregadora.
b) constituem direito pessoal do advogado empregado.
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c) serão devidos à sociedade empregadora, podendo ser partilhados com o advogado 
empregado, caso estabelecido em acordo coletivo ou convenção coletiva.
d) serão partilhados entre o advogado empregado e a sociedade empregadora, na forma 
estabelecida em acordo.
Nas causas em que for parte o empregador, ou pessoa por este representada, os honorários de 
sucumbência são devidos aos advogados empregados. Caso os honorários de sucumbência 
sejam percebidos por advogado empregado de sociedade de advogados, estes serão 
partilhados entre ele e a empregadora, na forma estabelecida em acordo (art. 21, EOAB).
Letra d.
022. 022. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXVI/2022) Celso, advogado, foi contratado 
por Maria, servidora pública, para ajuizar ação com pedido de pagamento de determinada 
gratificação. O contrato celebrado entre eles prevê que Celso somente receberá honorários 
caso a demanda seja exitosa, em percentual do proveito econômico obtido por Maria.
Em tal caso, é correto afirmar que
a) os honorários contratuais não poderão incidir sobre o valor das parcelas vincendas da 
gratificação.
b) os honorários foram pactuados de forma correta, já que, nessa hipótese, deveriam ser 
necessariamente representados por pecúnia.
c) os honorários não podem ser superiores às vantagens advindas a favor de Maria, exceto 
se acrescidos aos honorários de sucumbência.
d) os honorários contratuais não poderão incidir sobre o valor das parcelas vencidas da 
gratificação.
De acordo com o art. 50 do Código de Ética e Disciplina da OAB, na hipótese da adoção de 
cláusula quota litis, os honorários devem ser necessariamente representados por pecúnia e, 
quando acrescidos dos honorários de sucumbência, não podem ser superiores às vantagens 
advindas a favor do cliente.
Quando o objeto do serviço jurídico versar sobre prestações vencidas e vincendas, os 
honorários advocatícios poderão incidir sobre o valor de umas e outras, atendidos os 
requisitos da moderação e da razoabilidade (art. 50, § 2º, CED-OAB).
Letra b.
023. 023. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXV/2022) Em certa comarca, em razão da 
insuficiência do número de defensores públicos em atuação, o Juiz Caio nomeou o advogado 
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Pedro para defender um réu juridicamente necessitado. Quanto aos honorários a serem 
recebidos por Pedro, assinale a afirmativa correta.
a) Pedro apenas terá direito ao recebimento de honorários na hipótese de a parte contrária 
ser sucumbente, a serem pagos pelo autor.
b) Pedro tem direito a honorários fixados pelo juiz, independentemente de sucumbência, 
a serem pagos pelo Estado, segundoa tabela organizada pelo Conselho Seccional da OAB.
c) Pedro tem direito a honorários fixados pelo juiz, independentemente de sucumbência, a 
serem pagos pela Defensoria Pública, segundo a tabela organizada pelo Defensor Público 
Geral do Estado.
d) Pedro apenas terá direito ao recebimento de honorários na hipótese de a parte contrária 
ser sucumbente, a serem pagos pela Defensoria Pública.
O advogado, quando indicado para patrocinar a causa de juridicamente necessitado, no caso 
de impossibilidade da Defensoria Pública no local da prestação de serviço, tem direito aos 
honorários fixados pelo juiz, segundo tabela organizada pelo Conselho Seccional da OAB e 
pagos pelo Estado (art. 22, § 1º, EOAB).
Letra b.
024. 024. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXIV/2022) O advogado César foi procurado 
pelo cliente Vinícius, que pretendia sua atuação defendendo-o em processo judicial. 
Ambos, então, ajustaram certo valor em honorários, por meio de contrato escrito. Na fase 
de execução do processo, César recebeu pagamentos de importâncias devidas a Vinícius e 
pretende realizar a compensação com os créditos de que é titular.
Com base no caso narrado, assinale a afirmativa correta.
a) É admissível a compensação de créditos apenas na hipótese de o contrato de prestação 
de serviços a autorizar; se for silente o contrato, é vedada, mesmo diante de autorização 
posterior pelo cliente.
b) É admissível a compensação de créditos somente se o contrato de prestação de serviços a 
autorizar; caso silente o contrato, é possível a compensação, se houver autorização especial 
firmada pelo cliente para esse fim.
c) A compensação pretendida apenas será cabível se houver autorização especial firmada 
pelo cliente para esse fim; no contrato de prestação de serviços não é admitida a inclusão 
prévia de cláusula autorizativa de compensação de créditos.
d) A compensação de créditos é vedada, não sendo admitida a inclusão prévia de cláusula 
autorizativa no contrato de prestação de serviços; tampouco, autoriza-se tal compensação, 
ainda que diante de autorização especial firmada pelo cliente para esse fim.
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A compensação de créditos, pelo advogado, de importâncias devidas ao cliente, somente 
será admissível quando o contrato de prestação de serviços a autorizar ou quando houver 
autorização especial do cliente para esse fim, por este firmada (art. 48, § 2º, CED-OAB).
Letra b.
025. 025. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXII/2021) Caio procurou o advogado Rodrigo 
para que este ajuizasse, em favor do primeiro, determinada demanda judicial. Rodrigo, 
interessado no patrocínio da causa, celebrou com Caio contrato de prestação de serviços 
advocatícios com adoção de cláusula quota litis.
Considerando o contrato celebrado, assinale a afirmativa correta.
a) A adoção da cláusula quota litis é vedada pelo Código de Ética e Disciplina da OAB, de 
modo que o caso deverá ser regido pela disciplina afeta aos contratos silentes sobre os 
valores devidos a título de honorários contratuais.
b) A adoção da mencionada cláusula é admitida, mas é vedado que os honorários contratados, 
acrescidos dos honorários da sucumbência, sejam superiores às vantagens advindas por 
Caio; além disso, não é admitido que os honorários advocatícios incidam sobre o valor de 
prestações vincendas.
c) A inclusão da cláusula em questão é autorizada, caso em que os honorários contratuais 
devem ser limitados às vantagens advindas por Caio, excluídos de tal limitação os honorários 
da sucumbência; além disso, não é admitido que os honorários advocatícios incidam sobre 
o valor de prestações vincendas.
d) A cláusula quota litis, incluída no contrato, é permitida, mas é vedado que os honorários 
contratados, acrescidos dos honorários da sucumbência, sejam superiores às vantagens 
advindas por Caio; além disso, admite-se que os honorários advocatícios incidam sobre o 
valor de prestações vincendas, se estabelecidos com moderação e razoabilidade.
De acordo com o art. 50 do Código de Ética e Disciplina da OAB, na hipótese de adoção de 
cláusula quota litis, os honorários devem ser necessariamente representados por pecúnia e, 
quando acrescidos dos honorários de sucumbência, não podem ser superiores às vantagens 
advindas a favor do cliente.
Quando o objeto do serviço jurídico versar sobre prestações vencidas e vincendas, os 
honorários advocatícios poderão incidir sobre o valor de ambas, atendidos os requisitos 
da moderação e da razoabilidade (art. 50, § 2º, CED-OAB).
Letra d.
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026. 026. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXIII/2021) A entidade de classe X, atuando 
em substituição processual, obteve, no âmbito de certo processo coletivo, decisão favorável 
aos membros da categoria. A advogada Cleide patrocinou a demanda, tendo convencionado 
com a entidade, previamente, certo valor em honorários. Ao final do feito, foram fixados 
honorários sucumbenciais pelo juiz.
Sobre o caso apresentado, assinale a afirmativa correta.
a) Cleide deverá optar entre os honorários convencionais e os sucumbenciais.
b) Cleide terá direito aos honorários sucumbenciais, sem prejuízo dos honorários convencionais.
c) Cleide só terá direito aos honorários convencionais e não aos sucumbenciais, que competirão 
à entidade de classe.
d) Cleide terá apenas direito aos honorários convencionais e não aos sucumbenciais, que 
reverterão ao Fundo de Amparo ao Trabalhador.
As disposições a respeito dos honorários aplicam-se aos honorários assistenciais, 
compreendidos como os fixados em ações coletivas propostas por entidades de classe 
em substituição processual, sem prejuízo dos honorários convencionais (art. 22, §§ 6º e 
7º, EOAB).
Logo, a prestação de serviço profissional assegura aos inscritos na OAB o direito aos 
honorários convencionados, aos fixados por arbitramento judicial e aos honorários de 
sucumbência (art. 22, EOAB).
Letra b.
027. 027. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXIII/2021) Gabriel, advogado, exerce 
o patrocínio de Bruno em certo processo administrativo. Todavia, foi necessário o 
substabelecimento do mandato a Henrique.
Considerando a hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta.
a) O substabelecimento do mandato com reserva de poderes a Henrique exigirá inequívoco 
conhecimento de Bruno.
b) Diante de substabelecimento com reserva de poderes, Henrique deverá ajustar 
antecipadamente os seus honorários com Bruno.
c) Caso Bruno não aceite a atuação de Henrique, por preferir o trabalho de outro advogado, 
Gabriel deverá privilegiar a atuação do outro profissional com ele no processo.
d) Diante de substabelecimento com reserva de poderes a Henrique, este não poderá cobrar 
honorários sem a intervenção de Gabriel.
O advogado substabelecido, com reserva de poderes, não pode cobrar honorários sem a 
intervenção daquele que lhe conferiu o substabelecimento, vedação que não se aplica na 
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hipótese de o advogado substabelecido possuir contrato celebrado com o cliente (art. 
26, EOAB).
O substabelecimento com reserva de poderes é a substituição parcial e provisória, caracterizada 
como ato pessoal do advogado da causa, devendo o substabelecido ajustar antecipadamente 
seus honorários com o substabelecente. De outra parte, o substabelecimento sem reserva 
de poderes é a substituição total e definitiva, que exige o prévio e inequívoco conhecimento 
do cliente (art. 26, CED-OAB).
Nesse contexto, faz-se necessário ressaltar que o advogado não se sujeita à imposição 
do cliente que pretenda vê-lo atuando com outros advogados, nem fica na contingência 
de aceitar a indicação de outro profissional para trabalhar com ele no processo (art. 24, 
CED-OAB).
Letra d.
028. 028. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXII/2021) O advogado Júnior foi procurado 
pela família de João, preso em razão da decretação de prisão temporária em certo 
estabelecimento prisional. Dirigindo-se ao local, Júnior foi informado que João é considerado 
um preso de alta periculosidade pelo sistema prisional, tendo em vista o cometimento de 
diversos crimes violentos, inclusive contra um advogado, integração a organização criminosa 
e descobrimento de um plano de fuga a ser executado pelo mesmo grupo.
Diante de tais circunstâncias, o diretor do estabelecimento conduziu Júnior a uma sala 
especial, onde poderia conversar com João na presença de um agente prisional destinado a 
garantir a segurança do próprio Júnior e dos demais. Além disso, foi exigida a apresentação 
de procuração pelo advogado antes de deixar o estabelecimento prisional.
Considerando o caso narrado, assinale a afirmativa correta.
a) É exigível a apresentação de procuração. Quanto às condições exigidas para a realização 
da entrevista, por serem devidamente justificadas, não indicam violação de direitos.
b) Não é exigível a apresentação de procuração. Já as condições exigidas para a realização 
da entrevista violam direitos e implicam o cometimento de fato penalmente típico pelo 
diretor do estabelecimento.
c) É exigível a apresentação de procuração. Já as condições exigidas para a realização da 
entrevista indicam violação de direitos, devendo ser combatidas por meio das medidas 
judiciais cabíveis, tais como a impetração de habeas corpus.
d) Não é exigível a apresentação de procuração. Já as condições exigidas para a realização 
da entrevista indicam violação de direitos, devendo ser combatidas por meio das medidas 
judiciais cabíveis, tais como a impetração de habeas corpus, não se tratando de fato 
tipificado penalmente.
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O advogado tem o direito de se comunicar com seus clientes, pessoal e reservadamente, 
mesmo sem procuração, quando estes se encontrarem presos, detidos ou recolhidos em 
estabelecimentos civis ou militares, ainda que considerados incomunicáveis (art. 7º, III, EOAB).
Ademais, constitui crime, sujeito a pena de detenção, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa, 
violar os seguintes direitos/prerrogativas de advogado (art. 7º-B, EOAB).
EOAB
Art. 7º São direitos do advogado:
II – a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho, bem como de seus instrumentos 
de trabalho, de sua correspondência escrita, eletrônica, telefônica e telemática, desde que 
relativas ao exercício da advocacia;
III – comunicar-se com seus clientes, pessoal e reservadamente, mesmo sem procuração, quando 
estes se acharem presos, detidos ou recolhidos em estabelecimentos civis ou militares, ainda 
que considerados incomunicáveis;
IV – ter a presença de representante da OAB, quando preso em flagrante, por motivo ligado ao 
exercício da advocacia, para lavratura do auto respectivo, sob pena de nulidade e, nos demais 
casos, a comunicação expressa à seccional da OAB;
V – não ser recolhido preso, antes de sentença transitada em julgado, senão em sala de Estado 
Maior, com instalações e comodidades condignas, e, na sua falta, em prisão domiciliar.
Letra b.
029. 029. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXII/2021) Maria, advogada, adotou o 
recém-nascido João. A fim de organizar sua rotina, Maria verifica que tem contestação a 
apresentar em quinze dias e audiência agendada em quarenta dias, em processos distintos, 
nos quais figura como única advogada das partes que representa.
Sobre a situação apresentada, assinale a afirmativa correta.
a) Maria, ao comparecer ao fórum para a realização da audiência, terá direito a reserva de 
vaga na garagem.
b) Maria terá preferência de ordem para a realização da audiência, mediante comprovação 
de sua condição.
c) Maria terá o prazo para apresentar a contestação interrompido, desde que notifique o 
cliente por escrito.
d) Maria, ao comparecer ao fórum para a realização da audiência, não deverá ser submetida 
a detectores de metais e aparelhos de raio X, se estiver acompanhada de João.
a) Errada. Toda advogada gestante tem direito à reserva de vaga em garagens dos fóruns 
dos tribunais (art. 7º-A, I, b, EOAB).
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b) Certa. Toda advogada gestante, lactante, adotante ou que der à luz tem o direito de 
preferência na ordem das sustentações orais e das audiências a serem realizadas a cada 
dia, mediante comprovação de sua condição (art. 7º-A, III, EOAB).
c) Errada. Quando for a única patrona da causa, desde que haja notificação por escrito 
ao cliente, toda advogada adotante ou que der à luz tem direito à suspensão de prazos 
processuais (art. 7º-A, IV, EOAB).
Lembre-se de que o direito à suspensão dos prazos processuais será concedido pelo prazo 
de 30 (trinta) dias, contado a partir da data do parto ou da concessão da adoção, mediante 
apresentação de certidão de nascimento ou documento similar que comprove a realização 
do parto, ou de termo judicial que tenha concedido a adoção, desde que haja notificação 
ao cliente (art. 7º-A, § 3º, EOAB c/c art. 313, § 6º, do Código de Processo Civil).
d) Errada. Toda advogada gestante tem o direito de ter sua entrada em tribunais sem ser 
submetida a detectores de metais e aparelhos de raios X (art. 7º-A, I, a, EOAB).
Letra b.
030. 030. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXII/2021) A advogada Clotilde, em 
manifestação oral em juízo, proferiu algumas palavras sobre o adversário processual de seu 
cliente. Na ocasião, a pessoa mencionada alegou que teria sido vítima de crime de injúria.
Considerando o disposto no Estatuto da Advocacia e da OAB, é correto afirmar que
a) as palavras proferidas podem constituir crime de injúria, a fim de se tutelar a adequada 
condução da atividade jurisdicional. Além disso, Clotilde poderá responder disciplinarmente 
perante a OAB pelos excessos que tiver cometido.
b) a imunidade profissional conferida a Clotilde assegura que as palavras proferidas não 
constituem injúria, tampouco são passíveis de responsabilização disciplinar perante a OAB, 
independentemente da alegação de excesso.
c) a imunidade profissional conferida a Clotilde assegura que as palavras proferidas não 
constituem injúria. Contudo, ela poderá responder disciplinarmente perante a OABpelos 
excessos que tiver cometido.
d) as palavras proferidas podem constituir crime de injúria, a fim de se tutelar a adequada 
condução da atividade jurisdicional. Contudo, não são passíveis de responsabilização 
disciplinar perante a OAB, independentemente da alegação de excesso.
O advogado tem imunidade profissional, não constituindo injúria ou difamação puníveis 
qualquer manifestação de sua parte, no exercício de sua atividade, em juízo ou fora dele, 
sem prejuízo das sanções disciplinares perante a OAB, pelos excessos que cometer (art. 7º, 
§ 2º, EOAB).
Letra c.
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031. 031. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXI/2020) O advogado Fernando foi contratado 
por Flávio para defendê-lo, extrajudicialmente, tendo em vista a pendência de inquérito 
civil em face do cliente. O contrato celebrado por ambos foi assinado em 10/03/15, não 
prevista data de vencimento.
Em 10/03/17, foi concluída a atuação de Fernando, tendo sido homologado o arquivamento 
do inquérito civil junto ao Conselho Superior do Ministério Público. Em 10/03/18, Fernando 
notificou extrajudicialmente Flávio, pois este ainda não havia adimplido os valores relativos 
aos honorários contratuais acordados.
A ação de cobrança de honorários a ser proposta por Fernando prescreve em
a) três anos, contados de 10/03/15.
b) cinco anos, contados de 10/03/17.
c) três anos, contados de 10/03/18.
d) cinco anos, contados de 10/03/15.
Nos termos do art. 25 do Estatuto da OAB, prescreve em 5 (cinco) anos a ação de cobrança 
de honorários de advogado, contado o prazo do(a):
• vencimento do contrato, se houver;
• trânsito em julgado da decisão que os fixar;
• ultimação do serviço extrajudicial;
• desistência ou transação;
• renúncia ou revogação do mandato.
Letra b.
032. 032. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXIX/2019) A conduta de um juiz em certa 
comarca implicou violação a prerrogativas de advogados previstas na Lei n. 8.906/1994, 
demandando representação administrativo-disciplinar em face do magistrado.
Considerando a hipótese narrada, de acordo com o Regulamento Geral do Estatuto da 
Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) É competência dos presidentes do Conselho Federal, do Conselho Seccional ou da Subseção 
formularem a representação administrativa cabível. Em razão da natureza da autoridade 
e da providência, o ato não pode ser delegado a outro advogado.
b) É competência apenas dos presidentes do Conselho Federal ou do Conselho Seccional 
formularem a representação administrativa cabível. Todavia, pode ser designado outro 
advogado, investido de poderes bastantes, para o ato.
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c) É competência apenas do presidente do Conselho Seccional formular a representação 
administrativa cabível. Em razão da natureza da autoridade e da providência, o ato não 
pode ser delegado a outro advogado.
d) É competência dos presidentes do Conselho Federal, do Conselho Seccional ou da Subseção 
formularem a representação administrativa cabível. Todavia, pode ser designado outro 
advogado, investido de poderes bastantes, para o ato.
Compete ao Presidente do Conselho Federal, do Conselho Seccional ou da Subseção, ao 
tomar conhecimento de fato que possa causar ou que já causou violação de direitos 
ou prerrogativas da profissão, adotar as providências judiciais e extrajudiciais cabíveis 
para prevenir ou restaurar o império do Estatuto em sua plenitude, inclusive mediante 
representação administrativa, podendo o Presidente designar advogado investido de 
poderes bastantes para tais finalidades (art. 15, Regulamento Geral).
Letra d.
033. 033. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXIX/2019) O advogado João, conselheiro em 
certo Conselho Seccional da OAB, foi condenado, pelo cometimento de crime de tráfico de 
influência, a uma pena privativa de liberdade. João respondeu ao processo todo em liberdade, 
apenas tendo sido decretada a prisão após o trânsito em julgado da sentença condenatória.
Quanto aos direitos de João, considerando o disposto no Estatuto da Advocacia e da OAB, 
assinale a afirmativa correta.
a) João tem direito à prisão domiciliar em razão de suas atividades profissionais, ou à prisão 
em sala de Estado Maior, durante todo o cumprimento da pena que se inicia, a critério do 
juiz competente.
b) João tem direito a ser preso em sala de Estado Maior durante o cumprimento integral da 
pena que se inicia. Apenas na falta desta, em razão de suas atividades profissionais, terá 
direito à prisão domiciliar.
c) João não tem direito a ser preso em sala de Estado Maior em nenhum momento do 
cumprimento da pena que se inicia, nem terá direito, em decorrência de suas atividades 
profissionais, à prisão domiciliar.
d) João tem direito a ser preso em sala de Estado Maior apenas durante o transcurso de 
seu mandato como conselheiro, mas não terá direito, em decorrência de suas atividades 
profissionais, à prisão domiciliar.
É direito do advogado não ser recolhido preso antes de sentença transitada em julgado, 
senão em sala de Estado Maior, com instalações e comodidades condignas e, na sua falta, 
em prisão domiciliar (art. 7º, V, EOAB).
Letra c.
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034. 034. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXIX/2019) O advogado X foi preso em 
flagrante enquanto furtava garrafas de vinho, de valor bastante expressivo, em determinado 
supermercado. Conduzido à delegacia, foi lavrado o auto de prisão em flagrante, sem a 
presença de representante da OAB.
Com base no disposto no Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) A lavratura do auto de prisão em flagrante foi eivada de nulidade, em razão da ausência 
de representante da OAB, devendo a prisão ser relaxada.
b) A lavratura do auto de prisão em flagrante não é viciada, desde que haja comunicação 
expressa à seccional da OAB respectiva.
c) A lavratura do auto de prisão em flagrante foi eivada de nulidade, em razão da ausência 
de representante da OAB, devendo ser concedida liberdade provisória não cumulada com 
aplicação de medidas cautelares diversas da prisão.
d) A lavratura do auto de prisão em flagrante não é viciada e independe de comunicação à 
seccional da OAB respectiva.
Quando preso em flagrante, por motivo ligado ao exercício da advocacia, o advogado 
tem o direito de ter a presença de um representante da OAB para a lavratura do auto 
respectivo, sob pena de nulidade e, nos demais casos, a comunicação expressa à seccional 
da OAB (art. 7º, IV, EOAB).
Letra b.
035. 035. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXX/2019) Em certa situação, uma advogada, 
inscrita na OAB, foi ofendida em razão do exercício profissional durante a realização de 
uma audiência judicial. O ocorrido foi amplamente divulgado na mídia, assumindo grande 
notoriedade e revelando, de modo urgente, a necessidadede desagravo público.
Considerando que o desagravo será promovido pelo Conselho competente, seja pelo órgão 
com atribuição ou pela Diretoria ad referendum, assinale a afirmativa correta.
a) A atuação se dará apenas mediante provocação, a pedido da ofendida ou de qualquer 
outra pessoa. É condição para concessão do desagravo a solicitação de informações à pessoa 
ou autoridade apontada como ofensora.
b) A atuação se dará de ofício ou mediante pedido, o qual deverá ser formulado pela 
ofendida, seu representante legal ou advogado inscrito na OAB. É condição para concessão 
do desagravo a solicitação de informações à pessoa ou autoridade apontada como ofensora.
c) A atuação se dará de ofício ou mediante provocação, seja da ofendida ou de qualquer 
outra pessoa. Não é condição para concessão do desagravo a solicitação de informações à 
pessoa ou autoridade apontada como ofensora.
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d) A atuação se dará de ofício ou mediante pedido, o qual deverá ser formulado pela ofendida, 
seu representante legal ou advogado inscrito na OAB. Não é condição para concessão do 
desagravo a solicitação de informações à pessoa ou autoridade apontada como ofensora.
De acordo com o art. 18 do Regulamento Geral do Estatuto, o inscrito na OAB, quando 
ofendido comprovadamente em razão do exercício profissional ou de cargo ou função da 
OAB, tem direito ao desagravo público promovido pelo:
• Conselho competente, de ofício;
• a seu pedido; ou
• de qualquer pessoa.
Além disso, o relator, convencendo-se da existência de prova ou indício de ofensa relacionada 
ao exercício da profissão ou de cargo da OAB, solicitará informações da pessoa ou autoridade 
ofensora, no prazo de 15 (quinze) dias, sem que isso configure condição para a concessão 
do desagravo (art. 18, § 2º, Regulamento Geral).
Letra c.
036. 036. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXVIII/2019) Jorge é advogado, atuando 
no escritório modelo de uma universidade. Em certa ocasião, Jorge é consultado por um 
cliente, pois este gostaria de esclarecer dúvidas sobre honorários advocatícios. O cliente 
indaga a Jorge sobre o que seriam os honorários assistenciais.
Considerando o disposto no Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a opção que apresenta 
a resposta de Jorge.
a) Os honorários assistenciais são aqueles pagos diretamente ao advogado que promove 
a juntada aos autos do seu contrato de honorários antes de expedir-se o mandado de 
levantamento ou precatório.
b) Os honorários assistenciais são aqueles devidos ao advogado em periodicidade determinada, 
pela prestação de serviços advocatícios de forma continuada, nas situações que o cliente 
venha a ter necessidade, como contrapartida à chamada “advocacia de partido”.
c) Os honorários assistenciais são aqueles fixados pelo juiz ao advogado indicado para 
patrocinar causa de juridicamente necessitado, no caso de impossibilidade da Defensoria 
Pública no local da prestação do serviço.
d) Os honorários assistenciais são aqueles fixados em ações coletivas propostas por entidades 
de classe em substituição processual.
As disposições a respeito dos honorários aplicam-se aos honorários assistenciais, 
compreendidos como os fixados em ações coletivas propostas por entidades de classe 
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em substituição processual, sem prejuízo dos honorários convencionais (art. 22, §§ 6º e 
7º, EOAB).
Letra d.
037. 037. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXVIII/2019) Eduardo contrata o advogado 
Marcelo para propor ação condenatória de obrigação de fazer em face de João. São 
convencionados honorários contratuais, porém o contrato de honorários advocatícios 
é omisso quanto à forma de pagamento. Proposta a ação, Marcelo cobra de Eduardo o 
pagamento de metade dos honorários acordados.
De acordo com o Estatuto da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) Marcelo pode cobrar de Eduardo metade dos honorários, pois na ausência de estipulação 
sobre a forma de pagamento, metade dos honorários é devida no início do serviço e metade 
é devida no final.
b) Marcelo pode cobrar de Eduardo metade dos honorários, pois na ausência de estipulação 
sobre a forma de pagamento, os honorários são devidos integralmente desde o início do serviço.
c) Marcelo não pode cobrar de Eduardo metade dos honorários, pois na ausência de esti-
pulação sobre a forma de pagamento, os honorários somente são devidos após a decisão 
de primeira instância.
d) Marcelo não pode cobrar de Eduardo metade dos honorários, pois na ausência de 
estipulação sobre a forma de pagamento, apenas um terço é devido no início do serviço.
Salvo estipulação em contrário, um terço dos honorários é devido no início do serviço, 
outro terço até a decisão de primeira instância e o restante no final (art. 22, § 3º, EOAB).
Letra d.
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	Apresentação
	Direitos dos Advogados, Honorários Advocatícios
	1. Direitos dos Advogados
	1.1. Direitos da Advogada
	1.2. Crime de Violação de Direito ou Prerrogativa de Advogado
	2. Honorários Advocatícios
	2.1. Substabelecimento
	2.2. Cláusula Quota Litis
	2.3. Recebimento e Cobrança de Honorários
	Resumo
	Mapa Mental
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentadodar-se-á em presídios comuns.
EOAB
Art. 7º, VI – ingressar livremente:
a) nas salas de sessões dos tribunais, mesmo além dos cancelos que separam a parte reservada 
aos magistrados;
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b) nas salas e dependências de audiências, secretarias, cartórios, ofícios de justiça, serviços 
notariais e de registro, e, no caso de delegacias e prisões, mesmo fora da hora de expediente e 
independentemente da presença de seus titulares;
c) em qualquer edifício ou recinto em que funcione repartição judicial ou outro serviço público 
onde o advogado deva praticar ato ou colher prova ou informação útil ao exercício da atividade 
profissional, dentro do expediente ou fora dele, e ser atendido, desde que se ache presente 
qualquer servidor ou empregado;
d) em qualquer assembleia ou reunião de que participe ou possa participar o seu cliente, ou 
perante a qual este deva comparecer, desde que munido de poderes especiais.
A regra é que o acesso do advogado às salas de sessões dos tribunais, audiências judiciais, 
secretarias, cartórios, ofícios de justiça, serviços notariais e de registro ocorra durante o 
horário de expediente.
 Obs.: No caso de delegacias e prisões, o ingresso é livre, sendo irrelevante o horário de 
funcionamento regular, bem como a presença ou ausência de seus titulares.
Destaca-se que o advogado não precisa apresentar procuração para circular livremente 
nos locais indicados acima, sendo requisito apenas para reunião ou assembleia da qual 
participe ou possa participar seu cliente ou perante a qual este deva comparecer.
EOAB
Art. 7º, VII – permanecer sentado ou em pé e retirar-se de quaisquer locais indicados no inciso 
anterior, independentemente de licença;
VIII – dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente 
de horário previamente marcado ou outra condição, observando-se a ordem de chegada.
Prezado(a), cuidado com as pegadinhas da banca quanto aos direitos elencados acima. O 
advogado poderá permanecer (sentado ou em pé) e retirar-se, independentemente de 
licença, de qualquer um destes locais:
• salas de sessões dos tribunais;
• salas e dependências de audiências, secretarias, cartórios, ofícios de justiça, 
serviços notariais e de registro, delegacias e prisões;
• em qualquer edifício ou recinto em que funcione repartição judicial ou outro 
serviço público onde o advogado deva praticar ato ou colher prova ou informação 
útil ao exercício da atividade profissional;
• em qualquer assembleia ou reunião de que participe ou possa participar o seu cliente, 
ou perante a qual este deva comparecer, desde que munido de poderes especiais.
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Além disso, cuidado: não podem ser criados embaraços ao acesso do advogado aos 
magistrados, pois ele tem o direito de se dirigir diretamente aos magistrados em suas 
salas e gabinetes de trabalho. Inclusive, esse direito pode ser exercido independentemente 
de horário previamente marcado, sendo necessário apenas observar a ordem de chegada.
EOAB
Art. 7º, X – usar da palavra, pela ordem, em qualquer tribunal judicial ou administrativo, órgão de 
deliberação coletiva da administração pública ou comissão parlamentar de inquérito, mediante 
intervenção pontual e sumária, para esclarecer equívoco ou dúvida surgida em relação a fatos, 
a documentos ou a afirmações que influam na decisão;
XI – reclamar, verbalmente ou por escrito, perante qualquer juízo, tribunal ou autoridade, contra 
a inobservância de preceito de lei, regulamento ou regimento;
XII – falar, sentado ou em pé, em juízo, tribunal ou órgão de deliberação coletiva da Administração 
Pública ou do Poder Legislativo.
Uma das principais formas de atuação do advogado no exercício da advocacia é por 
meio de suas manifestações orais.
Em uma análise global do ordenamento jurídico brasileiro, podemos observar que este 
migra cada vez mais em direção à oralidade. Sendo assim, o uso da palavra pelo advogado 
não pode ser restringido, pois é um de seus principais direitos.
Observe que o direito de usar a palavra, pela ordem, pode ser exercido em qualquer 
tribunal administrativo, órgão de deliberação coletiva da administração pública ou comissão 
parlamentar de inquérito (CPI).
Ademais, saliento que a intervenção do advogado, além de sumária, deverá ser pontual, 
visando esclarecer equívoco ou dúvida surgida em relação a fatos, documentos ou afirmações 
que influam na decisão.
O advogado poderá realizar a sustentação oral no recurso interposto contra a decisão 
monocrática do relator que julgar o mérito ou não conhecer dos seguintes recursos ou 
ações (art. 7º, § 2º-B, EOAB):
• recurso de apelação;
• recurso ordinário;
• recurso especial;
• recurso extraordinário;
• embargos de divergência;
• ação rescisória; mandado de segurança; reclamação; habeas corpus; e outras ações de 
competência originária.
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SUSTENTAÇÃO ORAL NO RECURSO INTERPOSTO CONTRA A DECISÃO 
MONOCRÁTICA DE RELATOR QUE JULGAR O MÉRITO OU NÃO CONHECER DOS 
SEGUINTES RECURSOS OU AÇÕES 
recurso de apelação 
recurso ordinário 
recurso especial 
recurso extraordinário 
embargos de divergência 
ação rescisória, mandado de segurança, reclamação, habeas 
corpus e outras ações de competência originária 
EOAB
Art. 7º, XIII – examinar, em qualquer órgão dos Poderes Judiciário e Legislativo, ou da Administração 
Pública em geral, autos de processos findos ou em andamento, mesmo sem procuração, quando 
não estiverem sujeitos a sigilo ou segredo de justiça, assegurada a obtenção de cópias, com 
possibilidade de tomar apontamentos;
XIV – examinar, em qualquer instituição responsável por conduzir investigação, mesmo sem 
procuração, autos de flagrante e de investigações de qualquer natureza, findos ou em andamento, 
ainda que conclusos à autoridade, podendo copiar peças e tomar apontamentos, em meio físico 
ou digital.
O advogado tem o direito de examinar, em qualquer órgão dos Poderes Judiciário 
e Legislativo ou da Administração Pública em geral, autos de processos findos ou em 
andamento, mesmo sem procuração, quando não estiverem sujeitos a sigilo ou segredo 
de justiça, assegurada a obtenção de cópias e a possibilidade de tomar apontamentos.
Além disso, o advogado tem o direito de examinar, em qualquer instituição responsável 
por conduzir investigações, mesmo sem procuração, autos de flagrante e de investigações 
de qualquer natureza, findos ou em andamento, ainda que conclusos à autoridade, podendo 
copiar peças e tomar apontamentos, em meio físico ou digital.
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Nos autos sujeitos a sigilo, deve o advogado apresentar procuração para o exercício do 
direito de examinar os autos de flagrante e de investigações (art. 7º, § 10, EOAB).
Ademais, a autoridade competente poderá delimitar o acesso do advogado aos elementos 
de prova relacionados a diligências em andamento e, ainda, não documentados nos autos, 
quando houver risco de comprometimento da eficiência, da eficácia ou da finalidade das 
diligências (art. 7º, § 11, EOAB).
Sobre o assunto, foi editada a súmula vinculante n. 14 do Supremo Tribunal Federal:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula vinculante n. 24
É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos 
de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão 
com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa.
A inobservância do direito do advogado de examinar autos de flagrante e de investigações, 
seja pelo fornecimento incompleto de autos, seja pelo fornecimento de autos em que 
houve a retirada de peças já incluídas no caderno investigativo, implicará responsabilização 
criminal e funcional por abuso de autoridade do responsável que impedir o acesso do 
advogado com o intuito de prejudicar o exercício da defesa, sem prejuízo do direito subjetivo 
do advogado de requerer o acesso aos autos ao juiz competente (art. 7º, § 12, EOAB).
 Obs.: O direito ao exame de processos e de procedimentos de investigação aplica-
se integralmente a processos e procedimentos eletrônicos, observadas as 
restrições quanto aos casos de sigilo, bem como às diligências em andamento 
(art. 7º, § 13, EOAB).
EOAB
Art. 7º, XV – ter vista dos processos judiciais ou administrativos de qualquer natureza, em cartório 
ou na repartição competente, ou retirá-los pelos prazos legais;
XVI – retirar autos de processos findos, mesmo sem procuração, pelo prazo de dez dias.
Registre-se que o direito de ter vista dos processos judiciais ou administrativos de 
qualquer natureza, em cartório ou na repartição competente, ou retirá-los pelos prazos 
legais, e o direito de retirar autos de processos findos, mesmo sem procuração, pelo prazo 
de 10 (dez) dias, não são absolutos, já que a lei determina que os incisos não se aplicam 
(art. 7º, § 1º, EOAB):
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• aos processos sob regime de segredo de justiça;
• quando existirem nos autos documentos originais de difícil restauração ou ocorrer 
circunstância relevante que justifique a permanência dos autos em cartório, secretaria 
ou repartição, reconhecida pela autoridade em despacho motivado, proferido de 
ofício, mediante representação ou requerimento da parte interessada;
• até o encerramento do processo, ao advogado que houver deixado de devolver os 
respectivos autos no prazo legal, e só o fizer depois de intimado.
 Obs.: Prezado(a), apesar de constar no Estatuto da OAB que a Lei n. 14.365, de 2 de junho 
de 2022, revogou o § 1º do art. 7º, é importante saber que ocorreu uma “falha na 
técnica legislativa”.
professora, como assim?professora, como assim?
Calma, o que aconteceu foi um erro material na publicação da Lei n. 14.365, de 2 de 
junho de 2022, que inseriu novos parágrafos ao dispositivo e, em vez de renumerar, 
equivocadamente constou como revogado.
Ressalto que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI n. 7.231, afirmou 
que a revogação de dispositivos legais em razão de erro material de redação é:
JURISPRUDÊNCIA
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. INCOMPATIBILIDADE ENTRE O PROJETO DE 
LEI APROVADO E A REDAÇÃO FINAL DA LEI. REVOGAÇÃO DE DISPOSITIVOS LEGAIS EM 
RAZÃO DE ERRO MATERIAL DE REDAÇÃO. AUSÊNCIA DE DELIBERAÇÃO DO CONGRESSO 
NACIONAL SOBRE A REVOGAÇÃO DOS DISPOSITIVOS. ERRO RECONHECIDO PELA CÂMARA 
DOS DEPUTADOS, PELO SENADO FEDERAL E PELO PODER EXECUTIVO. DISTORÇÃO DA 
MANIFESTAÇÃO DE VONTADE DO PARLAMENTO. VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO 
LEGISLATIVO (Art. 59 E SEGUINTES DA CF) E AO PRINCÍPIO DEMOCRÁTICO (Art. 1º, CF). 
INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL. PROCEDÊNCIA DO PEDIDO.
1. O texto da Lei n. 14.365/2022, no ponto em que revoga os §§ 1º e 2º do art. 7º da 
Lei n. 8.906/1994 (Estatuto da OAB), não foi objeto de deliberação pelo Congresso e, 
portanto, não representa a vontade parlamentar, pois a revogação decorreu de erro 
material na elaboração da redação final da lei.
2. O erro no processo de formação das leis que distorça a manifestação de vontade 
do Poder Legislativo enseja a inconstitucionalidade formal, por violação ao devido 
processo legislativo, previsto nos arts. 59 e seguintes da Constituição Federal, e ao 
princípio democrático (Art. 1º, caput, CF).
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3. O exame da tramitação legislativa pelo STF é excepcional e restrito apenas às 
situações em que há fundamento constitucional para intervenção do Poder Judiciário. 
No caso dos autos, o próprio Poder Legislativo afastou a eventual alegação de se cuidar 
de ato interna corporis para que esta Corte corrija o erro no processo legislativo que 
deu ensejo à revogação dos §§ 1º e 2º da Lei n. 8.906/1994.
4. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente para declarar formalmente 
inconstitucional o art. 2º da Lei n. 14.365/2022, exclusivamente no ponto em que 
revoga os §§ 1º e 2º do art. 7º da Lei n. 8.906/1994.
EOAB
Art. 7º, XVII – ser publicamente desagravado, quando ofendido no exercício da profissão ou em 
razão dela.
No caso de ofensa a inscrito na OAB, no exercício da profissão ou de cargo ou função de 
órgão da OAB, o conselho competente deve promover o desagravo público do ofendido, 
sem prejuízo da responsabilidade criminal em que incorrer o infrator (art. 7º, § 5º, EOAB).
De acordo com o art. 18 do Regulamento Geral do Estatuto, o inscrito na OAB, quando 
ofendido comprovadamente em razão do exercício profissional ou de cargo ou função da 
OAB, tem direito ao desagravo público promovido pelo:
• Conselho competente, de ofício;
• a seu pedido; ou
• de qualquer pessoa.
Ao tratar do desagravo, Paulo Lobo (Comentários ao Estatuto da Advocacia e da OAB 
– 2017) afirma que “Esse procedimento peculiar e formal tem por fito tornar pública a 
solidariedade da classe ao colega ofendido, mediante ato da OAB, e o repúdio coletivo 
ao ofensor.”
O desagravo público, como instrumento de defesa dos direitos e prerrogativas da advocacia, 
não depende da concordância do ofendido, que não pode dispensá-lo, devendo ser 
promovido a critério do Conselho (art. 18, § 9º, Regulamento Geral).
O pedido será submetido à Diretoria do Conselho competente, que poderá, nos casos 
de urgência e notoriedade, conceder imediatamente o desagravo, ad referendum do órgão 
competente do Conselho, conforme definido em regimento interno. Nos demais casos, a 
Diretoria remeterá o pedido de desagravo ao órgão competente para instrução e decisão, 
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podendo o relator, convencendo-se da existência de prova ou indício de ofensa relacionada 
ao exercício da profissão ou ao cargo da OAB, solicitar informações da pessoa ou autoridade 
ofensora, no prazo de 15 (quinze) dias, sem que isso configure condição para a concessão 
do desagravo (art. 18, §§ 1º e 2º, Regulamento Geral).
 Obs.: O relator pode propor o arquivamento do pedido de desagravo se a ofensa for 
pessoal, se não estiver relacionada ao exercício profissional ou às prerrogativas 
gerais do advogado, ou se configurar crítica de caráter doutrinário, político ou 
religioso (art. 18, § 3º, Regulamento Geral).
Recebidas ou não as informações e convencendo-se da procedência da ofensa, o relator 
emite parecer que é submetido ao órgão competente do Conselho, conforme definido em 
regimento interno (art. 18, § 4º, Regulamento Geral).
Os desagravos deverão ser decididos no prazo máximo de 60 (sessenta) dias. Em caso de 
acolhimento do parecer, é designada a sessão de desagravo, amplamente divulgada, devendo 
ocorrer, no prazo máximo de 30 (trinta) dias, preferencialmente, no local onde a ofensa foi 
sofrida ou onde se encontra a autoridade ofensora (art. 18, §§ 5º e 6º, Regulamento Geral).
Na sessão de desagravo, o Presidente lê a nota a ser publicada na imprensa, encaminhada 
ao ofensor e às autoridades, e registrada nos assentamentos do inscrito e no Registro 
Nacional de Violações de Prerrogativas (art. 18, § 7º, Regulamento Geral).
Ocorrendo a ofensa no território da Subseção a que se vincula o inscrito, a sessão de 
desagravo pode ser promovida pela diretoria ou pelo conselho da Subseção, com representação 
do Conselho Seccional (art. 18, § 8º, Regulamento Geral).
 Obs.: Compete ao Conselho Federal promover o desagravo público de Conselheiro Federal 
ou de Presidente de Conselho Seccional quando ofendidos no exercício das atribuições 
de seus cargos e ainda quando a ofensa a advogado se revestir de relevância e 
grave violação às prerrogativas profissionais, com repercussão nacional (art. 19, 
Regulamento Geral).
Observado o procedimento acima, o Conselho Federal indica seus representantes 
para a sessão pública de desagravo, na sede do Conselho Seccional, salvo no caso 
de ofensa a Conselheiro Federal.
Ressalto que compete ao Presidente do Conselho Federal, ao do Conselho Seccional ou 
da Subseção, ao tomar conhecimento de fato que possa causar, ou que já causou, violação 
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de direitos ou prerrogativas da profissão, adotar as providências judiciais e extrajudiciais 
cabíveis para prevenir ou restaurar o império do Estatuto, em sua plenitude, inclusive 
mediante representação administrativa, podendo o Presidente designar advogado investido 
de poderes bastantes para tais finalidades (art. 15, Regulamento Geral).
Além disso, compete ao Presidente do Conselho ou da Subseção representar contra 
o responsável por abuso de autoridade, quando configurada a hipótese de atentado à 
garantia legal do exercício profissional (art. 17, Regulamento Geral).
D
ES
A
G
R
AV
O
 P
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B
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C
O
 
ofensa a inscrito na OAB 
no exercício da profissão ou de cargo ou função de órgão da OAB 
sem prejuízo da responsabilidade criminal em que incorrer o infrator 
promovido 
pelo Conselho competente, de ofício 
a pedido do inscrito na OAB ofendido 
a pedido de qualquer pessoa 
promovido a critério do Conselho (não depende de concordância do 
ofendido, que não pode dispensá-lo) 
decididos no prazo máximo de 60 dias 
sessão de desagravo, amplamente 
divulgada, deve ocorrer no prazo 
máximo de 30 dias, preferencialmente 
no local onde a ofensa foi 
sofrida 
onde se encontre a 
autoridade ofensora 
EOAB
Art. 7º, XVIII – usar os símbolos privativos da profissão de advogado.
Símbolos privativos são aqueles aprovados ou difundidos pelo Conselho Federal da 
Ordem, além dos que a tradição vinculou à advocacia.
Os símbolos não podem ser confundidos com os meios de identificação profissional 
(carteira, cartão e número de inscrição), pois são formas externas genéricas e ostensivas, 
como desenhos, togas, vestimentas, anéis, adornos etc. Apenas o Conselho Federal da 
Ordem tem competência para criá-los ou aprová-los, levando-se em conta a uniformidade 
nacional imposta (Paulo Lobo – Comentários ao Estatuto da Advocacia e da OAB – 2017).
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Art. 7º, XIX – recusar-se a depor como testemunha em processo no qual funcionou ou deva 
funcionar, ou sobre fato relacionado com pessoa de quem seja ou foi advogado, mesmo quando 
autorizado ou solicitado pelo constituinte, bem como sobre fato que constitua sigilo profissional;
XX – retirar-se do recinto onde se encontre aguardando pregão para ato judicial, após trinta 
minutos do horário designado e ao qual ainda não tenha comparecido a autoridade que deva 
presidir a ele, mediante comunicação protocolizada em juízo.
Observe que o advogado não poderá ser obrigado a depor como testemunha sobre fato 
que constitua sigilo profissional, bem como sobre fato relacionado a pessoa de quem seja 
ou foi advogado, mesmo quando autorizado ou solicitado pelo constituinte.
Do mesmo modo, poderá recusar-se a depor como testemunha em processo no qual 
funcionou ou deva funcionar.
 Obs.: O advogado não é obrigado a depor, em processo ou procedimento judicial, 
administrativo ou arbitral, sobre fatos a cujo respeito deve guardar sigilo profissional 
(art. 38, CED-OAB).
Saliento que o Poder Judiciário e o Poder Executivo devem instalar, em todos os juizados, 
fóruns, tribunais, delegacias de polícia e presídios, salas especiais permanentes para os 
advogados, com uso assegurado à OAB (art. 7º, § 4º, EOAB).
Ademais, o advogado tem imunidade profissional, não constituindo injúria ou difamação 
puníveis qualquer manifestação de sua parte, no exercício de sua atividade, em juízo ou fora 
dele, sem prejuízo das sanções disciplinares perante a OAB, pelos excessos que cometer 
(art. 7º, § 2º, EOAB).
 Obs.: No exercício da profissão, o advogado é inviolável por seus atos e manifestações, 
nos limites do Estatuto (art. 2º, § 3º, do EOAB).
Paulo Lobo (Comentários ao Estatuto da Advocacia e da OAB – 2017) leciona que:
A imunidade profissional estabelecida pelo Estatuto é a imunidade penal do advogado por suas 
manifestações, palavras e atos que possam ser considerados ofensivos por qualquer pessoa 
ou autoridade. Resulta da garantia ao princípio de libertas convinciandi. A imunidade é relativa 
aos atos e manifestações empregados no exercício da advocacia, não tutelando os que deste 
excederem ou disserem respeito a fatos e situações de natureza pessoal.
No julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 1.127-8, o plenário do Supremo 
Tribunal Federal considerou que a imunidade é indispensável para que o advogado possa exercer 
condignamente e amplamente seu múnus público.No entanto, declarou inconstitucional 
a abrangência da imunidade profissional do advogado quanto ao delito de desacato, pois 
conflita com a autoridade do magistrado na condução da atividade jurisdicional.
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 Obs.: Lembre-se de que, no julgamento da ADI n. 7.231, o Supremo Tribunal Federal 
julgou inconstitucional o art. 2º da Lei n. 14.365/2022, exclusivamente no ponto 
em que revoga os §§ 1º e 2º do art. 7º da Lei n. 8.906/1994, pois esse ponto da lei 
não foi objeto de deliberação pelo Congresso e, portanto, não representa a vontade 
parlamentar, uma vez que a revogação decorreu de erro material na elaboração da 
redação final da lei.
EOAB
Art. 7º, XXI – assistir a seus clientes investigados durante a apuração de infrações, sob pena de 
nulidade absoluta do respectivo interrogatório ou depoimento e, subsequentemente, de todos os 
elementos investigatórios e probatórios dele decorrentes ou derivados, direta ou indiretamente, 
podendo, inclusive, no curso da respectiva apuração:
a) apresentar razões e quesitos.
O advogado tem o direito de assistir a seus clientes durante a apuração de infrações, 
sob pena de nulidade absoluta, podendo, inclusive, no curso da respectiva apuração, 
apresentar razões e quesitos.
Observe que a nulidade absoluta abrange o interrogatório ou depoimento e, 
subsequentemente, todos os elementos investigatórios e probatórios dele decorrentes 
ou derivados, direta ou indiretamente.
1 .1 . DiReitos DA ADVogADA1 .1 . DiReitos DA ADVogADA
São direitos da advogada (art. 7º-A, EOAB):
I – gestante:
a) entrada em tribunais sem ser submetida a detectores de metais e aparelhos de raios X;
b) reserva de vaga em garagens dos fóruns dos tribunais;
II – lactante, adotante ou que der à luz, acesso a creche, onde houver, ou a local adequado ao 
atendimento das necessidades do bebê;
III – gestante, lactante, adotante ou que der à luz, preferência na ordem das sustentações orais 
e das audiências a serem realizadas a cada dia, mediante comprovação de sua condição;
IV – adotante ou que der à luz, suspensão de prazos processuais quando for a única patrona da 
causa, desde que haja notificação por escrito ao cliente.
A Constituição Federal de 1988 é expressa ao garantir que todos são iguais perante a 
lei, sem distinção de qualquer natureza, sendo homens e mulheres iguais em direitos e 
obrigações (art. 5º, caput e inciso I, CF/88).
Estamos diante do princípio da igualdade material, que estabelece o tratamento 
igual para os que se encontram em situações equivalentes e desigual para os que estão em 
situações diversas, na medida de suas desigualdades.
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A Lei n. 13.363/2016, que alterou o Estatuto da Advocacia para incluir direitos às advogadas 
gestantes, lactantes e no período pós-parto ou adoção, trouxe avanços importantes para 
assegurar às mulheres condições que lhes permitam conciliar a maternidade com o exercício 
da advocacia, dando efetividade à equidade de gênero:
• Não ser submetida a detectores de metais e aparelhos de raios X: toda advogada 
gestante tem o direito de ter sua entrada em tribunais sem ser submetida a detectores 
de metais e aparelhos de raios X (art. 7º-A, I, a, EOAB);
• Vaga especial de estacionamento: toda advogada gestante tem direito à reserva 
de vaga em garagens dos fóruns dos tribunais (art. 7º-A, I, b, EOAB);
• Direito à creche: toda advogada lactante, adotante ou que der à luz tem direito ao 
acesso a creche, onde houver, ou a local adequado ao atendimento das necessidades 
do bebê (art. 7º-A, II, EOAB);
 Obs.: O direito à creche, onde houver, ou a local adequado ao atendimento das necessidades 
do bebê, será concedido pelo prazo de 120 (cento e vinte) dias (art. 7º-A, § 2º, 
EOAB c/c art. 392, Consolidação das Leis do Trabalho – CLT).
• Preferência em sustentações orais e audiências: toda advogada gestante, lactante, 
adotante ou que der à luz tem o direito de preferência na ordem das sustentações 
orais e das audiências a serem realizadas a cada dia, mediante comprovação de sua 
condição (art. 7º-A, III, EOAB);
 Obs.: O direito de preferência em sustentações orais e audiências será concedido pelo 
prazo de 120 (cento e vinte) dias (art. 7º-A, § 2º, EOAB c/c art. 392 da Consolidação 
das Leis do Trabalho – CLT).
• Suspensão dos prazos processuais a partir do parto ou adoção: quando for a única 
patrona da causa, desde que haja notificação por escrito ao cliente, toda advogada 
adotante ou que der à luz tem direito à suspensão de prazos processuais (art. 7º-A, 
IV, EOAB).
 Obs.: O direito de suspensão dos prazos processuais será concedido pelo prazo de 30 
(trinta) dias, contado a partir da data do parto ou da concessão da adoção, mediante 
apresentação de certidão de nascimento ou documento similar que comprove a 
realização do parto, ou de termo judicial que tenha concedido a adoção, desde que 
haja notificação ao cliente (art. 7º-A, § 3º, EOAB c/c art. 313, § 6º, do Código de 
Processo Civil).
Registre-se que os direitos previstos à advogada gestante ou lactante se aplicam 
enquanto perdurar, respectivamente, o estado gravídico ou o período de amamentação 
(art. 7º-A, § 1º, EOAB).
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Não ser submetida a detectores 
de metais e aparelhos de raios X gestante 
Vaga especial de estacionamento gestante 
Direito à creche (120 dias) 
lactante 
adotante ou que der à luz 
Preferência em sustentações 
orais e audiências (120 dias) 
gestante 
lactante 
adotante ou que der à luz 
Suspensão dos prazos processuais 
(30 dias) 
quando for a única patrona da causa 
notificação por escrito ao cliente 
adotante ou que der à luz 
ADVOGADA DIREITO
GESTANTE
Não ser submetida a detectores de metais e a aparelhos de raios X
Vaga especial de estacionamento
Preferência em sustentações orais e audiências
ADOTANTE E QUE DER 
À LUZ
Direito à creche
Preferência em sustentações orais e audiências
Suspensão dos prazos processuais
LACTANTE
Direito à creche
Preferência em sustentações orais e audiências
1 .2 . CRiMe De ViolAÇÃo De DiReito oU pReRRogAtiVA De ADVogADo1 .2 . CRiMe De ViolAÇÃo De DiReito oU pReRRogAtiVA De ADVogADo
Constitui crime, sujeito a pena de detenção de 2 (dois) a 4 (quatro) anos e multa, 
violar os seguintes direitos/prerrogativas de advogado (art. 7º-B, EOAB):
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EOAB
Art. 7º São direitosdo advogado:
II – a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho, bem como de seus instrumentos 
de trabalho, de sua correspondência escrita, eletrônica, telefônica e telemática, desde que 
relativas ao exercício da advocacia;
III – comunicar-se com seus clientes, pessoal e reservadamente, mesmo sem procuração, quando 
estes se acharem presos, detidos ou recolhidos em estabelecimentos civis ou militares, ainda 
que considerados incomunicáveis;
IV – ter a presença de representante da OAB, quando preso em flagrante, por motivo ligado ao 
exercício da advocacia, para lavratura do auto respectivo, sob pena de nulidade e, nos demais 
casos, a comunicação expressa à seccional da OAB;
V – não ser recolhido preso, antes de sentença transitada em julgado, senão em sala de Estado 
Maior, com instalações e comodidades condignas, e, na sua falta, em prisão domiciliar.
2 . HonoRÁRios ADVoCAtÍCios2 . HonoRÁRios ADVoCAtÍCios
Os honorários advocatícios são a contraprestação devida aos advogados pela prestação 
de seus serviços profissionais.
Nos termos do art. 111 do Regulamento Geral do Estatuto, o Conselho Seccional fixa 
a tabela de honorários advocatícios, definindo as referências mínimas e as proporções, 
quando for o caso.
 Obs.: Cabe ao Conselho Federal da OAB dispor, analisar e decidir sobre os honorários 
advocatícios dos serviços jurídicos realizados pelo advogado, resguardado o sigilo e 
observado o disposto no inciso XXXV do art. 5º da Constituição Federal: “XXXV – a 
lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito” (art. 7º, 
§ 15, EOAB).
A prestação de serviço profissional assegura aos inscritos na OAB o direito aos honorários 
convencionados, aos fixados por arbitramento judicial e aos honorários de sucumbência 
(art. 22, EOAB).
Salvo estipulação em contrário, 1/3 (um terço) dos honorários é devido no início do serviço, 
outro terço até a decisão de primeira instância e o restante no final (art. 22, § 3º, EOAB).
Na falta de estipulação ou de acordo, os honorários serão fixados por arbitramento 
judicial, em remuneração compatível com o trabalho e o valor econômico da questão, 
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observado obrigatoriamente o disposto nos seguintes dispositivos do Código de Processo 
Civil (art. 22, § 2º, EOAB):
CPC
Art. 85. A sentença condenará o vencido a pagar honorários ao advogado do vencedor.
§ 2º Os honorários serão fixados entre o mínimo de 10% (dez por cento) e o máximo de 20% 
(vinte por cento) sobre o valor da condenação, do proveito econômico obtido ou, não sendo 
possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa, atendidos:
I – o grau de zelo do profissional;
II – o lugar de prestação do serviço;
III – a natureza e a importância da causa;
IV – o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço.
§ 3º Nas causas em que a Fazenda Pública for parte, a fixação dos honorários observará os 
critérios estabelecidos nos incisos I a IV do § 2º e os seguintes percentuais:
I – mínimo de dez e máximo de vinte por cento sobre o valor da condenação ou do proveito 
econômico obtido até 200 (duzentos) salários-mínimos;
II – mínimo de oito e máximo de dez por cento sobre o valor da condenação ou do proveito 
econômico obtido acima de 200 (duzentos) salários-mínimos até 2.000 (dois mil) salários-mínimos;
III – mínimo de cinco e máximo de oito por cento sobre o valor da condenação ou do proveito 
econômico obtido acima de 2.000 (dois mil) salários-mínimos até 20.000 (vinte mil) salários-mínimos;
IV – mínimo de três e máximo de cinco por cento sobre o valor da condenação ou do proveito 
econômico obtido acima de 20.000 (vinte mil) salários-mínimos até 100.000 (cem mil) 
salários-mínimos;
V – mínimo de um e máximo de três por cento sobre o valor da condenação ou do proveito 
econômico obtido acima de 100.000 (cem mil) salários-mínimos.
§ 4º Em qualquer das hipóteses do § 3º:
I – os percentuais previstos nos incisos I a V devem ser aplicados desde logo, quando for líquida 
a sentença;
II – não sendo líquida a sentença, a definição do percentual, nos termos previstos nos incisos I 
a V, somente ocorrerá quando liquidado o julgado;
III – não havendo condenação principal ou não sendo possível mensurar o proveito econômico 
obtido, a condenação em honorários dar-se-á sobre o valor atualizado da causa;
IV – será considerado o salário-mínimo vigente quando prolatada sentença líquida ou o que 
estiver em vigor na data da decisão de liquidação.
§ 5º Quando, conforme o caso, a condenação contra a Fazenda Pública ou o benefício econômico 
obtido pelo vencedor ou o valor da causa for superior ao valor previsto no inciso I do § 3º, a 
fixação do percentual de honorários deve observar a faixa inicial e, naquilo que a exceder, a faixa 
subsequente, e assim sucessivamente.
§ 6º Os limites e critérios previstos nos §§ 2º e 3º aplicam-se independentemente de qual seja 
o conteúdo da decisão, inclusive aos casos de improcedência ou de sentença sem resolução 
de mérito.
§ 6º-A. Quando o valor da condenação ou do proveito econômico obtido ou o valor atualizado 
da causa for líquido ou liquidável, para fins de fixação dos honorários advocatícios, nos termos 
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dos §§ 2º e 3º, é proibida a apreciação equitativa, salvo nas hipóteses expressamente previstas 
no § 8º deste artigo.
§ 8º Nas causas em que for inestimável ou irrisório o proveito econômico ou, ainda, quando o 
valor da causa for muito baixo, o juiz fixará o valor dos honorários por apreciação equitativa, 
observando o disposto nos incisos do § 2º.
§ 8º-A. Na hipótese do § 8º deste artigo, para fins de fixação equitativa de honorários 
sucumbenciais, o juiz deverá observar os valores recomendados pelo Conselho Seccional da 
Ordem dos Advogados do Brasil a título de honorários advocatícios ou o limite mínimo de 10% 
(dez por cento) estabelecido no § 2º deste artigo, aplicando-se o que for maior.
§ 9º Na ação de indenização por ato ilícito contra pessoa, o percentual de honorários incidirá 
sobre a soma das prestações vencidas acrescida de 12 (doze) prestações vincendas.
§ 10. Nos casos de perda do objeto, os honorários serão devidos por quem deu causa ao processo.
O advogado, quando indicado para patrocinar causa de juridicamente necessitado, no 
caso de impossibilidade da Defensoria Pública no local da prestação de serviço, tem direito 
aos honorários fixados pelo juiz, segundo tabela organizada pelo Conselho Seccional da 
OAB, e pagos pelo Estado (art. 22, § 1º, EOAB).
 Obs.: As disposições acima a respeito dos honorários aplicam-se aos honorários 
assistenciais, compreendidos como aqueles fixados em ações coletivas propostas 
por entidades de classe em substituição processual, sem prejuízo dos honorários 
convencionais (art. 22, § 6º, EOAB).
Aliás, os honorários convencionados com entidades de classe para atuação em 
substituição processual poderão prever a faculdade de indicar os beneficiários que, 
ao optarem por adquirir os direitos, assumirão as obrigações decorrentes do contrato 
originário a partir do momento em que este foi celebrado, sem a necessidade de 
mais formalidades (art. 22,§ 7º, EOAB).
As disposições a respeito dos honorários não se aplicam quando se tratar de mandato 
outorgado por advogado para defesa em processo oriundo de ato ou omissão praticada 
no exercício da profissão (art. 22, § 5º, EOAB).
HONORÁRIOS PELA 
PRESTAÇÃO DE SERVIÇO 
PROFISSIONAL DO 
ADVOGADO INSCRITO NA 
OAB 
convencionados 
fixados por arbitramento judicial 
honorários de sucumbência 
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Nos termos do art. 48 do Código de Ética e Disciplina da OAB, a prestação de serviços 
profissionais por advogado, individualmente ou integrada em sociedades, será contratada, 
preferencialmente, por escrito.
Lembre-se, inclusive, de que as atividades de consultoria e assessoria jurídicas podem 
ser exercidas de modo verbal ou por escrito, a critério do advogado e do cliente, e independem 
de outorga de mandato ou de formalização por contrato de honorários (art. 5º, § 4º, EOAB).
O contrato de prestação de serviços de advocacia não exige forma especial, devendo 
estabelecer, porém, com clareza e precisão (art. 48, § 1º, CED-OAB):
• o objeto;
• os honorários ajustados;
• a forma de pagamento;
• a extensão do patrocínio, esclarecendo se este abrangerá todos os atos do processo 
ou limitar-se-á a determinado grau de jurisdição;
• além de dispor sobre a hipótese de a causa encerrar-se mediante transação ou acordo.
O contrato de prestação de serviços poderá dispor sobre a forma de contratação 
de profissionais para serviços auxiliares, bem como sobre o pagamento de custas e 
emolumentos, os quais, na ausência de disposição em contrário, presumem-se devidos pelo 
cliente. Caso o contrato preveja que o advogado antecipe tais despesas, ser-lhe-á lícito 
reter o respectivo valor atualizado, no ato de prestação de contas, mediante comprovação 
documental (art. 48, § 3º, CED-OAB).
O advogado deve observar o valor mínimo da tabela de honorários instituída pelo 
respectivo Conselho Seccional onde for realizado o serviço, inclusive aquele referente às 
diligências, sob pena de caracterizar-se aviltamento de honorários (art. 48, § 6º, CED-OAB).
Registre-se que os honorários profissionais devem ser fixados com moderação, atendidos 
os seguintes elementos (art. 49, CED-OAB):
• a relevância, o vulto, a complexidade e a dificuldade das questões versadas;
• o trabalho e o tempo a serem empregados;
• a possibilidade de o advogado ficar impedido de intervir em outros casos ou de se 
desavir com outros clientes ou terceiros;
• o valor da causa, a condição econômica do cliente e o proveito para este resultante 
do serviço profissional;
• o caráter da intervenção, conforme se trate de serviço a cliente eventual, frequente 
ou constante;
• o lugar da prestação dos serviços, conforme se trate do domicílio do advogado ou 
de outro;
• a competência do profissional;
• a praxe do foro sobre trabalhos análogos.
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Nesse contexto, destaco que o Superior Tribunal de Justiça possui entendimento 
sumulado de que “Os honorários de advogado não podem ser fixados em função do salário-
mínimo” (Súmula n. 201, STJ).
 Obs.: As disposições acima a respeito do contrato de prestação de serviços aplicam-se 
à mediação, à conciliação, à arbitragem ou a qualquer outro método adequado de 
solução dos conflitos.
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 não exige forma 
especial 
deve estabelecer, 
porém, com clareza 
e precisão 
objeto 
honorários ajustados 
forma de pagamento 
extensão do patrocínio (se abrangerá 
todos os atos do processo ou limitar-se-á 
a determinado grau de jurisdição) 
dispor sobre a hipótese de a causa 
encerrar-se mediante transação ou acordo 
Se o advogado juntar aos autos o seu contrato de honorários antes de expedir-se 
o mandado de levantamento ou precatório, o juiz deve determinar que lhe sejam pagos 
diretamente, por dedução da quantia a ser recebida pelo constituinte, salvo se este provar 
que já os pagou (art. 22, § 4º, EOAB).
Ademais, é permitida a dedução de honorários advocatícios contratuais dos valores 
acrescidos, a título de juros de mora, ao montante repassado aos Estados e aos Municípios 
na forma de precatórios, como complementação de fundos constitucionais. Entretanto, 
não será permitida a dedução nas causas que decorram da execução de título judicial 
constituído em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal (art. 22-A, EOAB).
 Obs.: Também são considerados honorários convencionados aqueles decorrentes da 
indicação de clientes entre advogados ou sociedades de advogados (art. 22, § 8º, EOAB).
Nesse contexto, faz-se necessário pontuar que será aplicada a regra de que a 
sociedade de advogados e a sociedade unipessoal de advocacia deverão recolher seus 
tributos sobre a parcela da receita que efetivamente lhes couber, com a exclusão 
da receita que for transferida a outros advogados ou a sociedades que atuem em 
forma de parceria para o atendimento ao cliente (art. 15, § 9º, EOAB).
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A compensação de créditos, pelo advogado, de importâncias devidas ao cliente, somente 
será admissível quando o contrato de prestação de serviços a autorizar ou quando houver 
autorização especial do cliente para esse fim, por este firmada (art. 48, § 2º, CED-OAB).
Os honorários incluídos na condenação, por arbitramento ou sucumbência, pertencem 
ao advogado, tendo este direito autônomo para executar a sentença nesta parte, podendo 
requerer que o precatório, quando necessário, seja expedido em seu favor (art. 23, EOAB).
No mesmo sentido, o art. 51 do Código de Ética e Disciplina da OAB estabelece que os 
honorários de sucumbência e os honorários contratuais, pertencendo ao advogado que 
houver atuado na causa, poderão ser executados por ele, assistindo-lhe direito autônomo 
para promover a execução do capítulo da sentença que os estabelecer ou para postular, 
quando for o caso, a expedição de precatório ou requisição de pequeno valor em seu favor.
A decisão judicial que fixar ou arbitrar honorários e o contrato escrito que os estipular são 
títulos executivos e constituem crédito privilegiado na falência, concordata, concurso 
de credores, insolvência civil e liquidação extrajudicial, podendo ser promovida a execução 
dos honorários nos mesmos autos da ação em que tenha atuado o advogado, se assim lhe 
convier (art. 24, EOAB).
Na hipótese de falecimento ou incapacidade civil do advogado, os honorários de 
sucumbência, proporcionais ao trabalho realizado, são recebidos por seus sucessores ou 
representantes legais (art. 24, § 2º, EOAB).
O advogado promoverá, preferentemente, de forma destacada, a execução dos honorários 
contratuais ou sucumbenciais (art. 48, § 7º, CED-OAB).
Os honorários advocatícios incluídos

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