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GESTÃO DE 
TRANSPORTE
Unidade 1
Fundamentos 
de logística de 
transporte e 
distribuição
Diretor Executivo 
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Gerente Editorial 
ALESSANDRA FERREIRA
Projeto Gráfico 
TIAGO DA ROCHA
Autoria 
EMMANUELA JORDÃO
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Emmanuela Jordão
Olá. Meu nome é Emmanuela Jordão. Sou formada em 
Ciências Econômicas, mestre e doutoranda em Engenharia de 
Transportes pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Possuo 
um uma experiência técnico-profissional na área de engenharia 
de transportes de mais de 10 anos. Trabalhei para órgãos do 
Exército Brasileiro, voltados para a área de transportes. Sou 
apaixonada pelo que faço e adoro transmitir minha experiência 
de vida àqueles que estão iniciando em suas profissões. Por isso 
fui convidada pela Editora Telesapiens a integrar seu elenco de 
autores independentes. Estou muito feliz em poder ajudar você 
nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte comigo!
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Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez que:
OBJETIVO
Para o início do 
desenvolvimento 
de uma nova 
competência. DEFINIÇÃO
Houver necessidade 
de apresentar um 
novo conceito.
NOTA
Quando necessárias 
observações ou 
complementações 
para o seu 
conhecimento.
IMPORTANTE
As observações 
escritas tiveram que 
ser priorizadas para 
você.
EXPLICANDO 
MELHOR
Algo precisa ser 
melhor explicado ou 
detalhado.
VOCÊ SABIA?
Curiosidades e 
indagações lúdicas 
sobre o tema em 
estudo, se forem 
necessárias.
SAIBA MAIS
Textos, referências 
bibliográficas 
e links para 
aprofundamento do 
seu conhecimento.
ACESSE
Se for preciso acessar 
um ou mais sites 
para fazer download, 
assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast.
REFLITA
Se houver a 
necessidade de 
chamar a atenção 
sobre algo a 
ser refletido ou 
discutido.
RESUMINDO
Quando for preciso 
fazer um resumo 
acumulativo das 
últimas abordagens.
ATIVIDADES
Quando alguma 
atividade de 
autoaprendizagem 
for aplicada. TESTANDO
Quando uma 
competência for 
concluída e questões 
forem explicadas.
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Introdução e conceitos fundamentais em transporte .......... 9
Sistema de transportes ....................................................................................11
Elementos ou subsistemas de transporte ...................................... 12
Modos de transporte ..........................................................................13
Intermodalidade ...................................................................... 18
A importância da intermodalidade .................................................................20
Intermodalidade X multimodalidade ..............................................................23
Documentação ....................................................................................24
Contrato ................................................................................................24
Divisão de responsabilidade .............................................................25
Eficiência Operacional ............................................................ 28
Sistema de Distribuição .......................................................... 35
Modalidades de transporte no sistema de distribuição ............................. 35
Objetivo do sistema de distribuição ...............................................................37
Componentes do sistema de distribuição ....................................................37
Instalações fixas ..................................................................................38
Estoque de produtos ..........................................................................39
Veículos .................................................................................................39
Informações diversas .........................................................................39
Softwares e Hardware ........................................................................40
Estrutura de custos .............................................................................40
Pessoal ..................................................................................................41
Tipos de sistema de distribuição ....................................................................41
Distribuição “um para um” .................................................................42
Sistema de distribuição “um para muitos” ...................................... 44
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Você sabia que o transporte é considerado o elemento 
mais importante do custo logístico e que representa dois terços 
do gasto logístico? Se você não sabia, não tem problema! O 
importante é que a partir de agora você passará a ter acesso 
ao conhecimento que lhe permitirá aprender e conhecer 
um pouco mais sobre o setor de transportes, assim como os 
sistemas de distribuição logísticos. O setor de transportes pode 
ser considerado como uma das molas propulsoras da economia 
do país e do mundo, e merece total atenção quando estudamos 
os aspectos relacionados com a logística, pois afinal, sem 
transporte o mundo para! Vamos embarcar juntos nesta jornada 
do conhecimento? Conto com sua companhia!
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Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 1. Nosso objetivo é 
auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências 
profissionais até o término desta etapa de estudos:
1. Identificar os principais conceitos do setor de 
transportes.
2. Descrever os aspectos relacionados com a 
intermodalidade.
3. Analisar sobre a eficiência operacional do setor de 
transportes.
4. Compreender o desenvolvimento de um sistema de 
distribuição.
Agora que sabemos as principais competências que iremos 
conquistar ao longo dessa jornada do conhecimento, vamos 
juntos rumo ao infinito e além!
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Introdução e conceitos 
fundamentais em transporte
OBJETIVO
Ao término deste capítulo você será capaz de 
identificar os principais conceitos fundamentais 
em transportes. Este conhecimento é importante 
para uma melhor compreensão da importância 
do setor de transportes no escopo da logística. E 
então? Preparado e motivado para desenvolver 
esta competência? Então lá vamos nós!
O transporte
DEFINIÇÃO
O transporte pode ser definido como um 
deslocamento de uma massa, que tanto pode ser 
constituída por pessoas ou cargas, de um lugar a 
outro do espaço. Como exemplo de carga, podemos 
considerar os produtos, bens, resíduos etc.
Você deve estar se perguntando, como ocorre este 
deslocamento? Vamos entender melhor esta definição!
OBJETIVO
A carga pode ser definida como qualquer 
tipo de material que possa ser transportado, 
independentemente do tipo, forma, tamanho ou 
embalagem. As cargas podem ser classificadas em 
granel, embaladas e especiais (Castiglioni, 2007).
Este deslocamento ocorre ao longo de um percurso e 
consome uma determinada quantidade de recursos, e podemos 
citar como exemplo, certo período de tempo e uma quantidade 
de energia, que são os responsáveis pela ação da força exterior 
(força motriz) que realiza o deslocamento.
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Figura 1
Fonte: @freepik
É importante saber que o setor de transporte representa 
o elemento mais importante em termos de custos logísticos por 
diversas empresas. Ficou curioso? Vamos explicar melhor!
O setor de transportes, e estamos nos referindo à 
movimentação de carga, representa, geralmente, de um a dois 
terços dos custos logísticos totais. Além dos transportes, temos os 
custos relacionados com a armazenagem, com o processamento 
de pedidos, administração, manutenção de estoques, mas que 
representam frações menores dos custos logísticos (Ballou, 2006).
ACESSE
Uma maneira das empresas garantirem uma 
boa lucratividade é promovendouma boa gestão 
dos custos logísticos, mantendo desta maneira 
os processos eficientes e permitido que bons 
resultados sejam obtidos. Saiba mais sobre o 
assunto no link disponível aqui.
https://bloglogistica.com.br/mercado/gestao-de-custos-logisticos-o-que-eu-preciso-saber-sobre-o-assunto/
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Agora que já temos uma definição e entendimento do que 
é o transporte, precisamos ampliar nossos conhecimentos e 
entender melhor como é estruturado um sistema de transportes.
Preparado para conquistar mais conhecimentos? Então 
vamos lá!
Sistema de transportes
Você poderá encontrar na literatura, por meio de pesquisas, 
diversas definições sobre o que é um sistema de transportes, 
pois cada autor atribui determinada relação aos componentes 
que irão compor o sistema, e isto ocorre em função do tipo de 
ênfase dada. Desta maneira, caso a ênfase seja relacionada a 
infraestrutura a abordagem se limita a aspectos físicos, por outro 
lado, alguns autores complementam com aspectos operacionais.
Para o nosso estudo adotaremos uma abordagem mais 
operacional, mas, não deixaremos de apresentar alguns aspectos 
físicos, sendo assim, adotaremos a seguinte definição de sistema 
de transportes:
DEFINIÇÃO
O sistema de transporte pode ser definido como 
um conjunto integrado de atividades que envolvem 
recursos (humanos, materiais e conhecimento 
intelectual), necessários para o deslocamento de 
pessoas e/ou cargas ao longo de um percurso por 
um período de tempo (D’Agosto, 2015).
Você deve estar se perguntando: como é formado o 
conjunto integrado de atividades que compõe o transporte? A 
resposta é simples, mas merece bastante atenção!
O conjunto é formado pelos elementos ou subsistemas 
de transporte (via, veículo, terminal e controle) e, pelos modos 
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de transportes (rodoviário, ferroviário, aquaviário, aéreo e 
dutoviário), já iremos aprender mais sobre cada um deles, mas 
antes é importante compreender que:
IMPORTANTE
Um sistema de transportes eficiente pode 
contribuir para o aumento da competição de 
mercado, garantir uma economia de escala na 
produção e reduzir o preço das mercadorias.
Figura 2: Os modos de transporte que compõem o sistema de transporte
Fonte: @freepik
Elementos ou subsistemas de 
transporte
Os elementos ou subsistemas de transporte representam 
quatro importantes itens relacionados ao transporte: a via, o 
veículo, o terminal e o controle.
A via representa a parte física do transporte e está 
relacionada com as psitas, a sinalização horizontal e vertical 
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(estática), a sinalização semafórica (dinâmica), as obras de arte, o 
sistema de comunicação etc.
O veículo representa o meio utilizado para realizar o 
transporte e está relacionado com as características especificas, 
tais como, chassi, cabine, carroceria, sistema de propulsão, 
sistema de direção, sistema de frenagem etc.
O terminal representa o local de partida e chegada, assim 
como os componentes utilizados no local físico por cada modo 
transporte, por exemplo, pátio, baias, equipamentos de apoio, 
prédio de apoio, sinalização de pátio etc.
O controle representa o meio de sinalização e monitoramento 
utilizado por cada modo de transporte, por exemplo, sinalização 
estática e dinâmica sistema de comunicação, sistema de 
monitoramento etc.
Agora que já conhecemos os elementos, é de suma 
importância conhecer os modos de transportes, os quais são 
amplamente utilizados pela logística, afinal não podemos esquecer 
que o transporte é uma das mais importantes funções logísticas.
Modos de transporte
O sistema de transporte é formado por cinco modos de 
transportes:
 • Rodoviário
 • Ferroviário
 • Aquaviário
 • Aeroviário
 • Dutoviário
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Todos os deslocamentos, tanto de pessoas como de cargas, 
precisa necessariamente escolher um destes modos para que 
possa ser realizado.
Você pode estar se perguntando... e quais são as 
características de cada modo de transporte?
Primeiramente, precisamos saber em que modalidade se 
encontra classificado o modo de transporte, isto é, se ele é: terrestre 
(rodoviário, ferroviário e o dutoviário), aquaviário (marítimo e 
hidroviário) ou o aéreo (aeroviário). Após sabermos em que modalidade 
se adéqua cada modo de transporte, precisamos classificá-lo quanto a 
forma. E desta maneira podem ser agrupados em:
 • Unimodais: o transporte é realizado somente por uma 
modalidade;
 • Intermodais: o transporte é realizado por mais de uma 
modalidade, e é importante destacar que para cada 
trecho, realiza-se u contrato;
 • Multimodais: o transporte é realizado por mais de uma 
modalidade, mas se difere do transporte intermodal, 
porque é realizado somente um contrato.
 • Segmentados: para as diversas modalidades utilizadas, 
são elaborados diversos contratos;
 • Sucessivos: a modalidade utilizada para o transporte da 
mercadoria necessita de transbordo, desta maneira, é 
utilizado veiculo da mesma modalidade de transporte, 
e realizado somente um contrato.
IMPORTANTE
Um melhor entendimento sobre a intermodalidade 
é um das competências a serem adquiridas por 
você e será mais explorada no próximo capítulo.
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Agora que já sabemos quais são as modalidades e as 
formas dos modos de transporte, e preciso conhecer um pouco 
mais sobre cada um deles. Então vamos lá!
A Tabela 1 apresenta uma breve descrição sobre cada modo 
de transporte.
Tabela 1: Descrição dos Modos de Transporte.
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Fonte: Elaboração própria, a partir de (Castiglioni, 2007) e (Ballou,2006)
SAIBA MAIS
Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos 
o acesso à seguinte fonte de consulta e 
aprofundamento: Livro: Gerenciamento da Cadeia 
de Suprimentos / Logística Empresarial (Ballou, 
2006).
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RESUMINDO
E então? Gostou dos conhecimentos que passamos 
para você? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, 
só para termos certeza de que você realmente 
entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos 
resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido 
que o transporte é uma importante função logística 
e que também representa a maior parcela dos 
custos logísticos. A definição de transporte é 
ampla e representa o ato de deslocamento de uma 
massa, que tanto pode ser uma carga como uma 
pessoa. Para um melhor entendimento do setor 
de transportes foi possível perceber que é preciso 
conhecer aspectos relacionados com o sistema 
de transporte. E desta maneira identificamos 
os elementos e os modos de transportes que 
formam o sistema. Os principais elementos estão 
relacionados tanto com a parte de infraestrutura 
como operacional e são eles: via, veículo, terminal e 
controle. Já os modos de transportes são divididos 
em: rodoviário, ferroviário, aquaviário, aeroviário 
e dutoviário. Vale destacar que os modos de 
transportes podem ser classificados quanto a 
modalidade e a forma.
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Intermodalidade
OBJETIVO
Ao término deste capítulo você será capaz 
de descrever os aspectos relacionados com a 
intermodalidade. Este conhecimento é importante 
para uma melhor compreensão sobre como os 
modos de transportes podem ser combinados e 
integrados entre si, visando garantir um transporte 
de carga eficiente e eficaz. Vamos começar? Então 
lá vamos nós!
A matriz modal de transporte no Brasil representa o 
percentual que cada modo de transporte que é utilizado para 
transportar pessoas e cargas.
Atualmente ela é distribuída da seguinte maneira: 62,8% 
rodoviário, 21,0% ferroviário, 12,6% aquaviário, 3,6% dutoviário 
(Lobo, 2017).
Mas por que estamos falando da matriz modal de 
transportes? Já vou te explicar!
A matriz modal de transporte nos fornece de uma maneira 
geral qual modo de transporte esta sendo mais utilizado e esta 
é uma importante informação para sabermos quando vamos 
estudar sobre intermodalidade.É importante você saber que nas últimas décadas houve 
um considerável aumento da utilização do transporte de 
mercadorias, em processos que utilizam mais de um modal 
(Ballou, 2006).
Podemos dizer que o comércio internacional tem sido um 
dos grandes responsáveis por este aumento, além de ganhos 
econômicos que tal prática proporciona.
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Como já apresentado no capítulo 1, a intermodalidade pode 
ser definida como uma forma de classificação do transporte que 
esta sendo realizado, e nos informa que o mesmo, está sendo 
realizado por mais de um modo de transporte, e que para trecho 
ou modo, um contrato foi elaborado.
IMPORTANTE
A intermodalidade tem como principal 
característica o livre intercâmbio de equipamentos 
entre os diversos modos de transporte.
Dentro deste contexto, temos a logística, a qual tem a 
preocupação de realizar uma integração eficiente de mais de um 
modo de transporte, por meio da livre troca de equipamentos 
entre os diversos modos.
Exemplo: Vamos imaginar que um contêiner, seja a carga 
que está sendo transportada em um caminhão. Por meio da 
prática da intermodalidade, a carga que se encontra no contêiner 
pode ser embarcada e transportada em um avião. Da mesma 
maneira um vagão ferroviário pode ser embarcado em um navio, 
por meio do uso de um guindaste.
Os modos de transportes combinados entre si criam 
combinações de serviços integrados (Castiglioni, 2007). No Brasil, 
temos pelos menos dez combinações, sendo elas:
1. Ferro-rodoviário
2. Ferro-hidroviário
3. Ferro-aeroviário
4. Ferro-dutoviário
5. Rodo-aéreo
6. Rodo-hidroviário
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7. Rodo-dutoviário
8. Hidrodutoviário
9. Hidroaéreo.
Todas as combinações apresentadas acima são viáveis? A 
resposta é não. São possíveis, mas nem sempre viáveis. É possível 
afirmar que todas as combinações de modalidades possuem 
vantagens e desvantagens, e que algumas podem se adaptar 
melhor a um determinado tipo de mercadoria e outras não.
IMPORTANTE
Para a escolha da melhor combinação dos 
modos de transporte, alguns aspectos devem ser 
considerados, dentre os quais podemos citar: rotas 
possíveis, menor custo, capacidade de transporte, 
natureza da carga, versatilidade, segurança, 
rapidez etc. (Castiglioni, 2007)
NOTA
O contêiner pode ser considerado o equipamento 
que melhor de adapta as muitas combinações 
multimodais.
A importância da 
intermodalidade
Você lembra que falamos da participação do transporte 
nos custos logísticos? Então, esse conhecimento é muito 
importante para compreendermos a importância da prática da 
intermodalidade.
O Brasil é um país que apresenta um sistema de transporte 
subutilizado em alguns modos, como por exemplo, o aquaviário 
e até mesmo o ferroviário. Por outro lado, se utiliza muito do 
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modo rodoviário, mas não oferece a infraestrutura necessária 
em suas vias.
Algumas sugestões podem ser realizadas como ampliar 
a rede ferroviária, rodoviária e aquaviária, com a finalidade 
de melhorar a distribuição da matriz de transporte brasileira, 
permitindo a viabilização do fornecimento do serviço pelas 
transportadoras.
É importante entender que para fortalecer a competitividade, 
se faz necessário que a qualidade dos transportes aumente, 
e consequentemente os valores de frete irão se adequar, 
proporcionando assim, uma diminuição de gastos na cadeia 
logística de uma maneira geral.
Dentro deste cenário temos a intermodalidade, que 
conforme já dito anteriormente, vem ganhando cada vez mais 
espaço em função da economia de escala proporcionada as 
empresas.
Você arriscaria um palpite de quais tipos de mercadorias 
são transportadas utilizando a intermodalidade? Bom, se você 
falou que são as commodities, acertou!!!
Podemos citar como exemplo de commodities, os grãos, 
o minério de ferro, entre outros. Estes produtos possuem a 
característica de serem mercadorias com baixo valor agregado, 
logo para se tornarem competitivos, precisa que os custos 
inerentes a sua produção sejam perfeitamente calculados, e 
neste ponto, a realização de um transporte eficaz, permite que 
as despesas de transporte sejam bem avaliadas.
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Figura 3: Transporte intermodal rodo-hidroviário
Fonte: @freepik
Um ponto importante a ser destacado é que o transporte 
intermodal permite que as empresas realizem combinações de 
transporte,
Considerando o destino final e o tipo de carga transportada, 
de maneira a se obter a melhor combinação possível de 
transporte, para a entrega da carga.
Agora que você já sabe sobre a importância da 
intermodalidade, iremos apresentar algumas vantagens na 
utilização dessa prática. Vamos lá!
As principais vantagens da utilização da intermodalidade 
são:
1. Diminuição dos custos nas operações de transporte;
2. Redução da emissão de gases poluentes;
3. Aumento da segurança em relação ao transporte;
4. Economia no consumo de energia;
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5. Horários alternativos para o transporte de carga;
6. Aumentos da competitividade.
E aí, conseguiu perceber porque o transporte intermodal 
pode ser considerado como uma ótima estratégia para melhoria 
dos processos logísticos de uma empresa?
A intermodalidade tem como objetivo gerar valor para toda 
cadeia de suprimento, por meio da integração e parceria entre 
as empresas, além de proporcionar uma redução dos custos 
quando o processo é realizado por mais de uma empresa.
Você acha que o transporte intermodal e a mesma coisa 
que o transporte multimodal? Já sabe a resposta? Ainda não? 
Então vou te explicar a diferença entre os dois.
Intermodalidade X 
multimodalidade
Tanto o processo da intermodalidade como a 
multimodalidade, utilizam combinações de modos de transportes, 
e tem como objetivo proporcionar mais rapidez, segurança e 
eficiência no transporte das cargas, principalmente commodities.
Bom até aqui não há nenhuma informação nova para você, 
mas agora vamos identificar o que difere estes dois processos. 
Vamos lá!
Uma das primeiras diferenças entre a intermodalidade e a 
multimodalidade consiste basicamente que o primeiro processo, 
a intermodalidade, é caracterizado pela emissão de um contrato 
para cada modo de transporte,
Além de ocorrer a distinção da responsabilidade de acordo 
com a função de cada transportador. Já na multimodalidade 
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somente um contrato é emitido, abrangendo a rota total da carga 
(origem-destino) e engloba em seu escopo os serviços de coleta, 
movimentação e armazenagem das cargas.
Mas as diferenças acabaram por aqui? Não! Existem 
diferenças relacionadas com a documentação exigida em cada 
processo, o contrato de transporte e a divisão de responsabilidade. 
Vamos aprender um pouco mais!!!
Documentação
VOCÊ SABIA?
O conhecimento de transporte (CT) é um 
documento eletrônico cuja função é comprovar a 
prestação do serviço de transporte e a regularidade 
fiscal dessa operação (recolhimento dos tributos 
correspondentes da operação de transporte), e é 
de responsabilidade do transportador.
No transporte intermodal, o CT é expedido sempre que 
houver troca do modo de transporte, enquanto no transporte 
multimodal toda operação de transporte é realizada com um 
único documento, o qual é denominado Conhecimento de 
Transporte Multimodal de Cargas (CTMC), e é emitido pelo 
Operador de Transporte Multimodal (OTM). O CTMC é utilizado 
tanto como documento fiscal como contrato de prestação de 
serviços.
Contrato
O transporte intermodal pode ser considerado mais 
burocrático que do que o transporte multimodal. Esta informação 
é baseada na quantidade de contratos que são gerados na 
realização do transporte intermodal, visto que, a cada rota o 
cliente deve realizar um novo contrato com os transportadores 
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individuais, que podem apresentar cláusulas, prazos, preços e 
demais pontos distintos.
O transportemultimodal possui um trâmite mais simples, 
pois é elaborado somente um único contrato entre OTM e cliente, 
abrangendo a responsabilidade civil, contratação de seguros 
obrigatórios, registro e outras questões particulares entre as 
partes.
Divisão de responsabilidade
A divisão de responsabilidade para o transporte intermodal 
e multimodal é bem realizada, ocorrendo de maneira bem 
distinta, e neste aspecto a multimodalidade se apresenta mais 
burocrática. Vamos aprender mais sobre essa diferença entre os 
processos de transporte!
A divisão de responsabilidade no transporte intermodal 
ocorre de maneira prática, afinal a responsabilidade é separada 
entre os transportadores de cada modo de transporte e trajeto 
utilizado. Cada um se responsabiliza pelo transporte que esta 
realizando.
O transporte multimodal apresenta uma configuração 
diferente, pois possui a figura do OTM, que apesar de não realizar 
o transporte, é o único responsável por toda realização do serviço 
e deve possuir registro na Agência Nacional de Transportes 
Terrestres (ANTT). Desta maneira, o OTM realiza várias exigências 
relacionadas com o transporte da carga, tais como:
 • Garantia de existência de espaços apropriados para 
armazenagem;
 • Procedimento de baldeação;
 • Transporte e outros fatores necessários.
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ACESSE
O governo brasileiro criou um portal da 
intermodalidade aonde diversas informações 
sobre o tema podem ser obtidas. O portal permite 
que sejam criados mapas com a rota do transporte 
intermodal de grãos, minério de ferro e veículos 
automotores. Acesse aqui.
Vale a pena acessar e conferir!
SAIBA MAIS
Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos 
o acesso à seguinte fonte de consulta e 
aprofundamento: Artigo: “Avaliação da 
ecoeficiência na intermodalidade para o transporte 
regional de carga – o caso do calcário siderúrgico” 
(OLIVEIRA et al), acessível clicando aqui.
https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br
https://www.revistatransportes.org.br/anpet/article/view/2016
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RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de 
que você realmente entendeu o tema de estudo 
deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. 
Você deve ter aprendido que o Brasil possui 
uma matriz de transporte predominantemente 
rodoviária, o que significa que este é o modo de 
transporte mais utilizado no país para o transporte 
de carga e até mesmo de pessoas. Dentro deste 
contexto vimos o transporte intermodal, que é 
um processo utilizado para gerar mais rapidez, 
segurança e economia de escala ao transporte 
de cargas. As commodities são os tipos de cargas 
que geralmente são transportados utilizando o 
transporte intermodal, por meio de contêineres. 
A intermodalidade possui muitas vantagens 
que proporcionam valor para toda cadeia de 
suprimento. Além do transporte intermodal, 
observamos que também existe o transporte 
multimodal, que apesar de terem em comum a 
utilização de várias modalidades de transporte, 
possuem muitas diferenças entre as quais se 
podem citar: documentação necessária, contrato, 
divisão de responsabilidade.
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Eficiência Operacional
OBJETIVO
Ao término deste capítulo você será capaz de analisar 
e discorrer sobre a eficiência operacional do setor 
de transporte. Este conhecimento é importante, 
pois permite que você tenha um entendimento da 
importância da utilização do processo de transporte 
intermodal e da combinação correta entre as 
modalidades de transporte. E então? Preparado 
e motivado para desenvolver esta competência? 
Então lá vamos nós!
ACESSE
Assista ao vídeo e comece a entender como se 
encontra, atualmente, a eficiência operacional 
do setor de transportes no Brasil. A reportagem 
apresenta um breve panorama e um bom conteúdo 
sobre o tema. Acesse aqui.
Agora que você já assistiu ao vídeo, já sabe que nossa 
eficiência operacional é muito prejudicada em função da matriz 
de transportes brasileira. Lembra que falamos dela no capítulo 
2? O modo rodoviário é o mais utilizado no país, e devido a 
fatores relacionados a ele (infraestrutura, combustíveis, entre 
outros) a eficiência de nossas operações de transportes é baixa, 
se comparada a outros países.
Mas antes de começarmos a nos aprofundar no tema, você 
saberia me dizer o que significa a palavra eficiência? Se você não 
sabe, tudo bem! Eu vou te explicar agora!
De acordo com o Dicionário Aurélio de Português (2019), 
eficiência significa a capacidade de realizar atividades de modo 
eficaz e com o mínimo de desperdício, produtividade, capacidade 
de realizar ou desenvolver alguma coisa demonstrando eficácia 
e efetividade. Desta maneira, o que queremos é que você pode 
https://www.youtube.com/watch?v=MXYquyXkg0c
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entender melhor sobre os aspectos que se relacionam com a 
eficiência operacional do setor de transportes, considerando os 
modos disponíveis.
A figura 4 apresenta uma comparação da matriz de 
transporte de carga de alguns países em relação a matriz 
brasileira. Observe e tire suas conclusões!
Figura 4: Comparação da matriz de transporte de carga
Fonte: Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF, 2018)
Ao observar o gráfico acima, podemos perceber algumas 
questões e que nos levam a seguinte reflexão: um país que possui 
uma matriz de transporte predominantemente rodoviária, possui 
uma total eficiência operacional em transportes?
O Brasil é um país de dimensões continentais, mas não 
usufrui de uma malha ferroviária extensa e tão pouco explora as 
vantagens do modo aquaviário. Ao contrário da Rússia, que em 
muito usufrui da ferrovia ou até mesmo os Estados Unidos, um 
dos países que mais utiliza o modo aquaviário para o transporte 
de cargas.
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Ora, se o transporte rodoviário apresenta um dos maiores 
custos de transporte inerentes a sua operação (combustível, 
manutenção, etc.), e ele é o mais utilizado no Brasil, logo, podemos 
concluir que nossa operação de transporte de cargas poderia ser 
mais eficiente se outros modos de transporte fossem utilizados.
Antonio Nucifora, presidente do Banco Mundial para o 
Brasil, escreveu em seu artigo na Folha de São Paulo (2018), que 
a eficiência logística brasileira é baixa devido a predominância 
do transporte rodoviário. As utilizações de outros modos de 
transporte poderiam proporcionar uma economia de cerca 
de 0,7% do Produto Interno Brasileiro (PIB) a cada ano caso se 
optasse pelos modos ferroviário ou aquaviário.
Os custos logísticos do Brasil são considerados os mais altos 
da América Latina, e representam em média 12,2% do PIB do Brasil, 
enquanto nos Estados Unidos, os custos logísticos ficam ligeiramente 
abaixo de 8% segundo dados da consultoria Ilos (Lobo, 2017).
Exemplo: Para exemplificarmos como os custos logísticos 
afetam a eficiência operacional, a consultoria Ilos (Lobo, 2017)
realizou uma pesquisa e constatou que o custo da exportação da 
soja partido de Xangai (China) seria 33% mais alto saindo de Mato 
Grosso (Brasil) do que de Illinois (EUA), considerando que o custo do 
transporte marítimo fosse mais elevado a partir dos EUA.
O presidente do Banco Mundial (Nucifora, 2018) ainda faz 
uma importante afirmação, que você com suas competências 
adquiridas até o momento, já sabe muito bem: “A eficiência 
logística no Brasil é baixa por causa da predominância do 
transporte rodoviário”.
Até o momento apresentamos vários pontos que ressaltam 
os motivos que levam a uma baixa eficiência operacional de 
transporte no Brasil, mas
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Precisamos pensar como isso pode ser minimizado, já que 
uma mudança na matriz de transportes não ocorrerá no curto 
prazo. Então qual a saída?
Assim, voltamos no conceito de intermodalidade, já discutido 
no capítulo 2, aonde foram apresentadas diversas vantagens para 
a utilização desseprocesso, e agora iremos analisar pela vertente 
de ganho na eficiência operacional do transporte de cargas.
O Blog Logística (2015) destaca que o processo de 
transporte intermodal, nos últimos anos, vem se consolidando 
como uma das principais maneiras de otimização de processos 
logísticos, com a finalidade de garantir operações mais eficientes 
com custos menores.
Figura 5: A intermodalidade
Fonte: @freepik
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A tabela 2 apresenta uma relação com medidas que podem 
ser adotadas tanto pelas empresas, com a finalidade de maximizar 
a eficiência dos processos intermodais, e consequentemente a 
eficiência operacional do transporte.
Tabela 2: Sugestões de medidas de eficiência para os processos intermodais
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Fonte: Adaptado pelo autor de Blog Logística (Link: https://www.bloglogistica.com.br/
mercado/dez-dicas-para-maximizar-a- eficiencia-intermodal/)
SAIBA MAIS
Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos o 
acesso ao seguinte site Blog Logística, o blog possui 
inúmeros artigos sobre o tema intermodalidade e 
eficiência operacional em transportes, que podem 
ajudar a entender mais sobre o tema. Acessível 
clicando aqui.
https://bloglogistica.com.br/
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RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos 
certeza de que você realmente entendeu o 
tema de estudo deste capítulo, vamos resumir 
tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que 
a eficiência operacional para o transporte está 
estritamente relacionada com a escolha do modo 
de transporte adequado para o transporte da 
carga. A matriz de transportes brasileira nos indica 
que o modo que é mais utilizado é o rodoviário, 
o qual possui altos custos, implicando em uma 
baixa eficiência logística para o transporte. Desta 
maneira, a intermodalidade é entendida como 
um processo que pode auxiliar na melhora da 
eficiência operacional. Algumas medidas podem 
ser sugeridas na busca de um melhor processo de 
intermodalidade.
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Sistema de Distribuição
OBJETIVO
Ao término deste capítulo você será capaz de 
compreender o desenvolvimento de um sistema de 
distribuição. Este conhecimento é importante, para 
um melhor entendimento sobre todos os aspectos 
relacionados com o sistema de distribuição, 
contemplando seus componentes e os tipos de 
sistema. E então? Preparado e motivado para 
desenvolver esta competência? Então lá vamos nós!
Para entendermos sobre um sistema de distribuição, 
devemos identificar qual o seu objetivo, por quem é formada, e 
quais os tipos de sistemas de distribuição existentes. Mas antes 
iremos saber quais são os modos de transportes que operam no 
sistema de distribuição. Então vamos começar!
Modalidades de transporte no 
sistema de distribuição
Como já vimos nos capítulos 1, 2 e 3, o setor de transporte 
é de suma importância para as operações de logísticas, pois são 
responsáveis pelo maior percentual dos custos logísticos. Foi 
aprendido também que a intermodalidade é um processo que 
auxilia na busca pela eficiência operacional dos transportes.
Estes conhecimentos já adquiridos te ajudarão a entender 
melhor os aspectos relacionados com o transporte nos sistemas 
de distribuição.
E agora precisamos saber: qual o papel dos modos de 
transporte na distribuição dos produtos?
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VOCÊ SABIA?
Tanto nos países da Europa como nos Estados 
Unidos, a distribuição de produtos desde as 
fábricas até os centros atacadistas ou varejistas 
pode ser realizada por meio de modalidades de 
transportes diversas: rodovia, ferrovia, transporte 
aquaviário, aéreo e dutos para casos especiais 
(Novaes, 2007). Com os conhecimentos adquiridos, 
você acha que no Brasil ocorre da mesma maneira?
Tenho certeza que você respondeu que não! Por aqui, 
nossos modos de transporte não conseguem se combinar 
entre si, propiciando os processos intermodais ou até mesmo 
multimodais. Este fato afeta muito a otimização da distribuição 
dos produtos, afinal, temos uma grande extensão rodoviária, 
mas nossas ferrovias não formam uma rede com boa cobertura 
do território nacional, além disso, as opções de transporte 
aquaviário também não são amplas.
O modo rodoviário, conforme já sinalizado na matriz de 
transporte brasileira, é o modo mais utilizado para o transporte 
de produtos manufaturados. Não restam muitas opções para 
a realização do transporte conjugado, em função de aspectos 
de infraestrutura e operacionais. Cada modo de transporte 
possui vantagens e desvantagens em relação ao transporte de 
mercadorias, e consequentemente sua utilização em um sistema 
de distribuição.
A partir de agora vamos entender um pouco mais sobre 
o desenvolvimento de um sistema de distribuição, e procurar 
entender melhor seu funcionamento. Vamos nessa!
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Objetivo do sistema de 
distribuição
O objetivo geral de uma distribuição física, de uma maneira 
resumida, é de forma simples e prática, levar os produtos certos 
para os lugares certos, no momento certo e com o nível de 
serviço, pelo menor custo possível (Novaes, 2007).
Ao analisar a descrição do objetivo da distribuição física já 
conseguimos perceber que estamos falando de um processo, 
que possui etapas, e que devem ser executadas com eficiência e 
eficácia. Mas quais são as etapas a serem executadas?
DEFINIÇÃO
A distribuição abrange os segmentos que se iniciam 
desde a saída do produto da fábrica até o momento 
da sua entrega final ao consumidor. Desta maneira, 
alguns componentes são necessários para sua 
realização. Vamos conhecer agora um pouco mais 
sobre cada componente.
Componentes do sistema de 
distribuição
A distribuição física é formada por 7 componente físicos ou 
informacionais, dentre os quais podemos destacar:
 • Instalações fixas (centros de distribuição, armazéns);
 • Estoque de produtos;
 • Veículos;
 • Informações diversas;
 • Hardware e software diversos;
 • Custos;
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 • Pessoal.
Precisamos conhecer melhor cada um destes componentes, 
e é isso que vamos fazer agora!
Instalações fixas
As instalações fixas representam o primeiro componente 
de um sistema de distribuição fixa, e estão relacionados com os 
espaços cuja finalidade é armazenar as cargas até o momento 
em que sejam transferidas para lojas ou entregues aos clientes.
Um importante aspecto a ser destacado sobre as instalações 
fixas é que as mesmas precisam ser providas de facilidades para 
descargas dos produtos,
transporte interno e carregamento de veículos para 
distribuição (plataformas de carga/descarga, carrinhos, 
empilhadeiras, entre outros).
Figura 5: Exemplo de instalação fixa com equipamento em utilização
Fonte: @freepik
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Estoque de produtos
Este é um componente que se tornou um grande encargo 
para as empresas, afinal o custo do capital dos produtos 
acabados é alto. O estoque pode permanecer tanto no depósito 
das fábricas, como nos centros de distribuição dos atacadistas, 
nos distribuidores e varejistas, nas lojas de varejo e até mesmo 
nos veículos de transporte.
Veículos
Os veículos são os responsáveis pela movimentação da 
carga e se adaptam de acordo com o tipo de operação que está 
sendo realizada.
A utilização de veículos maiores é uma demanda de 
operação de transferência, que ocorrem do fabricante de 
determinado produto até o centro de distribuição do varejista ou 
até mesmo para o depósito do atacadista. 
Quando a operação a ser realizada é para o transporte de 
uma quantidade menor de carga, por exemplo, o abastecimento 
de lojas é utilizado veículos menores, que facilitam a circulação 
nos centros urbanos, afinal este tipo de operação, geralmente 
ocorrem nas cidades.
Informações diversas
Para que a distribuição física ocorra de maneira correta 
é necessário que todas as informações relacionadasao cliente 
sejam cadastradas, tais como: a quantidade de produtos a serem 
entregues, condições de entrega, tipo de acondicionamento da 
carga, roteiros de distribuição, além de outros.
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Softwares e Hardware
Para que as atividades de distribuição sejam planejadas, 
programadas e controladas, a utilização de softwares, tais como 
aplicativos auxiliam na elaboração da roteirização dos veículos, 
controle de pedidos, monitoramento da frota, entre outros.
Em relação ao hardware, o sistema de GPS para 
monitoramento da frota é um bom exemplo da tecnologia que 
vem sendo utilizada a favor dos sistemas de distribuição.
Estrutura de custos
A estrutura de custos pode ser considerada um dos mais 
importantes componentes de um sistema de distribuição, pois 
é por meio dele que as empresas podem operar de forma 
competitiva.
O tipo de operação que está sendo realizada irá influenciar 
totalmente na estrutura de custo, e neste caso, temos a operação 
de transferência e de distribuição.
A operação de transferência tem como característica a 
lotação completa de um veiculo, um transporte ponto a ponto, 
onde o custo do transporte é calculado com base na distância e 
na quantidade de carga que esta sendo transportada.
Já a operação de distribuição, o veículo não opera com 
lotação completa, na grande maioria das vezes os roteiros são 
compartilhados e as cargas são fracionadas e é neste ponto que 
há uma oneração no custo do serviço. Por que isso ocorre?
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Porque cada cliente possui sua rotina de serviço e 
consequentemente um tempo para receber a mercadoria, um 
tipo de equipamento, que são práticas que não aumentam a 
quilometragem percorrida pelo veiculo, mas oneram o custo do 
serviço, em função do resultado das horas inativas do pessoal e 
do equipamento alocado à distribuição física.
Pessoal
Não menos importante o aspecto humano também é um 
dos componentes do sistema de distribuição, e para que ele 
funcione de forma competitiva, se faz necessário que pessoas 
capacitadas e treinadas atuem nele.
A interligação correta deste componente com os demais 
auxilia o funcionamento do sistema de distribuição física.
Agora que conhecemos os componentes do sistema de 
distribuição é importante que você também saiba quais são os 
tipos de sistema de distribuição. Pronto para aprender mais? 
Então lá vamos nós.
Tipos de sistema de distribuição
Existem dois tipos de sistema de distribuição: um para um 
ou um para muitos. Claro que outras variações podem ocorrer, 
mas estas são os dois principais tipos.
Vamos conhecer um pouco mais de cada um dos tipos de 
sistema de distribuição.
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Distribuição “um para um”
DEFINIÇÃO
A distribuição “um para um” pode ser definida 
como uma operação em que o veículo é totalmente 
carregado, ou seja, lotação completa e realiza o 
transporte da carga de um ponto a outro. Este 
último ponto pode ser um centro de distribuição 
(CD), uma loja ou outra instalação qualquer. Para o 
setor de transportes essa operação é denominada 
de transferência de produtos.
Neste tipo de operação, busca-se o melhor acondicionamento 
da carga no veículo, este aspecto é importante porque no sistema 
de distribuição “um para muitos”, geralmente não se consegue 
essa otimização da carga no veículo.
Na operação distribuição “um para um” apresenta alguns 
elementos básicos que podem influenciar na operação (Novaes, 
2007), sendo eles:
1. Distância entre o ponto de origem e o ponto de 
destino: é um dos elementos que mais influem nessa 
forma de distribuição, pois influencia a seleção do tipo 
de veículo, o dimensionamento da frota, o custo e o 
frete a ser cobrado;
2. Velocidade operacional: é a velocidade média entre os 
pontos de origem e destino, descontando os tempos 
nos terminais;
3. Tempo de carga e descarga: se refere ao tempo 
total despendido na pesagem, conferência, emissão 
de documentos, bem como nas operações de carga e 
descarga;
4. Tempo porta a porta: fator muito importante para os 
usuários do serviço de transporte;
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5. Quantidade ou volume do carregamento: pode ser 
considerado outro fator de muita importância para a 
distribuição física dos produtos. A opção de um serviço 
próprio de distribuição pode ser uma alternativa 
quando a empresa tem grandes volumes a serem 
transportados, e neste ponto, a empresa pode optar 
em ter uma frota própria ou terceirizada, mas sempre 
planejada e operada de acordo com as especificações;
6. Disponibilidade de carga de retorno: a não existência 
da carga de retorno pode afetar o nível de serviço 
oferecido ao cliente, visto que, o veículo irá retornar 
vazio para o ponto inicial;
7. Densidade da carga: o tipo de carga irá influenciar 
na escolha do tipo de veículo a ser escolhido para o 
transporte, o que irá impactar no custo da operação. 
Desta maneira, cargas com baixa densidade lotam o 
veículo por volume, e não por peso;
8. Dimensões e morfologia das unidades transportadas: 
este elemento esta relacionado com a forma da carga 
também afetam o arranjo, o manuseio e o transporte;
9. Valor unitário: o valor da carga irá influenciar no tipo 
de veículo a ser escolhido, assim como a necessidade 
de um sistema de monitoramento e de segurança;
10. Acondicionamento (carga solta, paletizada, a granel 
etc.): é um elemento que se bem realizado por auxiliar 
na redução do tempo de carga e descarga;
11. Grau de fragilidade: a fragilidade da carga irá 
influenciar nos cuidados necessários no processo de 
embalagem do produto, no manuseio e no transporte;
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12. Grau de periculosidade: este elemento tem 
consequências importantes para na distribuição dos 
produtos, pois é necessário o cumprimento de diversas 
exigências;
13. Compatibilidade entre produtos de natureza 
diversa: este elemento é importante, pois é um fator 
facilitador de acondicionamento de carga em veículos;
14. Custo total: elemento de extrema importância para 
o sistema de distribuição, permitindo que a empresa 
realize economias de escala.
Todos os elementos citados precisam ser operacionalizados 
com eficiência para que a operação de transferência seja bem 
executada, oferecendo um nível de serviço adequado, com o 
menor custo possível.
No próximo passo é entender sobre o segundo tipo de 
sistema de distribuição, isto é, distribuição “um para muitos”.
Sistema de distribuição “um para 
muitos”
DEFINIÇÃO
O sistema de distribuição “um para muitos”, 
também conhecida como operação de distribuição, 
ocorre quando o veículo é carregado no CD do 
varejista com mercadorias destinadas a diversas 
lojas ou clientes, além de executar um roteiro de 
entregas predeterminado (Novaes, 2007).
Na operação distribuição “um para muitos” apresenta 
alguns elementos básicos que podem influenciar na operação 
(Novaes, 2007), sendo eles:
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1. Divisão da região a ser atendida em zonas ou bolsões 
e entrega;
2. Distancia entre o CD e o bolsão de entrega;
3. Velocidades operacionais médias;
4. Tempo de parada em cada cliente;
5. Tempo de ciclo (necessário para contemplar um roteiro 
e voltar ao depósito);
6. Frequência das visitas às lojas ou aos clientes;
7. Quantidade de mercadoria a ser entregue em cada loja 
ou cliente do roteiro;
8. Densidade da carga;
9. Dimensões e morfologia das unidades transportadas;
10. Valor unitário;
11. Tipo de acondicionamento da carga;
12. Grau de fragilidade;
13. Grau de periculosidade;
14. Compatibilidade entre produtos de natureza diversa;
15. Custo global.
SAIBA MAIS
Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos 
o acesso à seguinte fonte de consulta e 
aprofundamento: Livro: Logística e Gerenciamento 
da Cadeia de Distribuição (Novaes, 2007).
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RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certezade que você realmente entendeu o tema de 
estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que 
vimos. Você deve ter aprendido que os modos 
de transportes já apresentados nos capítulos 
anteriores desta unidade, irão compor o sistema 
de distribuição. Um sistema de distribuição pode 
ser caracterizado por dois tipos de operação: 
transferência (um para um) e distribuição (um 
para todos). Os dois tipos de operações possuem 
características bem particulares, por exemplo, 
a operação de transferência se caracteriza por 
utilizar veículos maiores com lotação completa, já a 
operação de distribuição utiliza veículos menores, 
e geralmente transporta cargas fracionadas. 
Ambas as operações possuem elementos básicos 
que as influenciam. Outro ponto importante sobre 
os sistemas de distribuição esta relacionado com 
os componentes do sistema, eles são responsáveis 
pelo seu desenvolvimento. Desta maneira, 
concluímos a Unidade 1, esperamos que você 
tenha gostado do conteúdo apresentado e que 
tenha contribuído para adquirir competências que 
lhe auxiliarão em sua vida profissional. Te vejo na 
Unidade 2! Até lá!!
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RE
FE
RÊ
N
CI
A
S
ANTF. (2018). Brasil nos Trilhos: a retomada do crescimento do 
país passas pelas ferrovias de carga: a importância econômica do 
setor ferroviário no Brasil. IiPEA-FGV .
Ballou, R. H. (2006). Gerenciamento da cadeia de Suprimentos / 
Logística Empresarial. Porto Alegre: Bookman.
Castiglioni, J. A. (2007). Logística Operacional. São Paulo: Érica.
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rodoviario-do-brasil/
Português, D. A. (2019). Dicionário Aurélio Online de Português. 
Acesso em 27 de 12 de 2019, disponível em Dicionário Aurélio 
Online de Português: https://www.dicio.com.br/
	Introdução e conceitos fundamentais em transporte
	Sistema de transportes
	Elementos ou subsistemas de transporte
	Modos de transporte
	Intermodalidade
	A importância da intermodalidade
	Intermodalidade X multimodalidade
	Documentação
	Contrato
	Divisão de responsabilidade
	Eficiência Operacional
	Sistema de Distribuição
	Modalidades de transporte no sistema de distribuição
	Objetivo do sistema de distribuição
	Componentes do sistema de distribuição
	Instalações fixas
	Estoque de produtos
	Veículos
	Informações diversas
	Softwares e Hardware
	Estrutura de custos
	Pessoal
	Tipos de sistema de distribuição
	Distribuição “um para um”
	Sistema de distribuição “um para muitos”

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