Prévia do material em texto
profrodolfogracioli Prof. Rodolfo Gracioli https://t.me/rodolfogracioli https://t.me/rodolfogracioli Material - Descrição do vídeo! Organização da aula Fez alguma prova recente? Envie para o professor! rodolfogracioli@gmail.com Onde encontrar as aulas do CURSO COMPLETO DE ATUALIDADES? Pesquisa dentro da área de: CURSOS EXCLUSIVOS CONTEÚDO BÔNUS - Rascunho / Papiro / Caderno / Bloquinho de anotação - Intervalo por volta das 16h - Material da aula com anotações no TELEGRAM (após a aula) https://t.me/rodolfogracioli https://t.me/rodolfogracioli - Tire suas dúvidas ao vivo - Atualize seu caderno! - Interaja no chat mais animado da Anote aí nossas próximas aulas! Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Relações sociais (Prof. Rodolfo Gracioli) Segundo o Atlas da Violência 2026, o município mais violento e o menos violento do país (considerando municípios maiores de 100 mil habitantes) foram, respectivamente: a) Jequié/BA e Brusque/SC b) Maracanaú/CE e Santa Bárbara D’Oeste/SP c) Itapipoca/CE e Lavras/MG d) Caucaia/CE e Bragança Paulista/SP e) Maranguape/CE e Jaraguá do Sul/SC Você nunca deve ter medo do que está fazendo quando está certo.” — Rosa Parks profrodolfogracioli Prof. Rodolfo Gracioli https://t.me/rodolfogracioli https://t.me/rodolfogracioli CURSO COMPLETO DE ATUALIDADES AULA 26 Prof. Rodolfo Gracioli ATLAS DA VIOLÊNCIA 2026 Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli O Brasil atingiu, em 2024, a menor taxa de homicídios em 11 anos, segundo o Atlas da Violência 2026, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e divulgado nesta terça-feira (26). O número absoluto de mortes é de 42.590 homicídios registrados oficialmente no país no ano passado, o equivalente a 20,1 assassinatos a cada 100 mil habitantes. A redução aparece tanto na comparação anual quanto em recortes mais longos da série histórica. Em relação a 2023, a taxa caiu 7,4%. Em números absolutos, a queda foi de 6,9%: no ano anterior, o Brasil havia registrado 45.747 homicídios. https://g1.globo.com/politica/noticia/2025/05/12/homicidios-caem-no-brasil-2023-atlas-da-violenca-ipea-fbsp.ghtml Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli 🔎 Entre os fatores que ajudam a explicar o recuo dos homicídios, segundo os pesquisadores, estão mudanças nas políticas de segurança estaduais e municipais, baseadas em diagnósticos de onde o crime ocorre; alterações nas dinâmicas do crime organizado, com tréguas entre facções em algumas regiões; e o envelhecimento da população, já que os jovens são o principal perfil das vítimas de homicídio. ‼️O Atlas, porém, destaca que a queda deve ser lida com cautela. Isso porque cresceram as mortes violentas por causa indeterminada — categoria que pode ocultar homicídios não classificados oficialmente. Segundo estimativa dos pesquisadores, o país pode ter registrado 49.673 homicídios em 2024, o que reduziria a queda em relação a 2023 para apenas 0,4%. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli "Os remédios que aparentemente funcionam, ou pelo menos funcionaram em outras cidades e países, e que a ciência diz que funcionam, precisam ser considerados. É preciso fazer política baseada em evidência e montar um sistema de gestão que integre ações de curto prazo, com repressão qualificada da polícia, e ações intersetoriais de prevenção social à violência”, afirma Daniel Cerqueira, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea e coordenador do Atlas da Violência. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli “Isso tem sido feito há alguns anos no Brasil, aqui e acolá, em alguns estados e municípios, e é um processo que está tomando cada vez mais fôlego”, completa. Nos últimos cinco anos, entre 2019 e 2024, a taxa de homicídios caiu 8,6%, enquanto o número de vítimas recuou 6,4%. Em dez anos, a tendência também é de queda. Entre 2014 e 2024, a taxa nacional de homicídios caiu 33,4%, enquanto o total de mortes recuou 29,6%. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli “Isso tem sido feito há alguns anos no Brasil, aqui e acolá, em alguns estados e municípios, e é um processo que está tomando cada vez mais fôlego”, completa. Nos últimos cinco anos, entre 2019 e 2024, a taxa de homicídios caiu 8,6%, enquanto o número de vítimas recuou 6,4%. Em dez anos, a tendência também é de queda. Entre 2014 e 2024, a taxa nacional de homicídios caiu 33,4%, enquanto o total de mortes recuou 29,6%. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Segundo o relatório, a redução recente foi “ampla, mas não homogênea”. A violência letal continua concentrada em parte das regiões Norte e Nordeste, enquanto estados do Sul, do Sudeste e o Distrito Federal mantêm os menores índices do país Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Em 2024, 18 unidades da federação tiveram taxa de homicídios acima da média nacional, de 20,1 mortes por 100 mil habitantes. As maiores taxas foram registradas nos seguintes estados: • Amapá: 45,7; • Bahia: 40,9; • Pernambuco: 37,3; • Alagoas: 35,9; • Ceará: 34,3. Na outra ponta, veja onde foram registrados os menores níveis de violência letal em 2024: https://g1.globo.com/ap/amapa/ https://g1.globo.com/ba/bahia/ https://g1.globo.com/pe/pernambuco/ https://g1.globo.com/al/alagoas/ https://g1.globo.com/ce/ceara/ Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli • São Paulo: 6,6; • Santa Catarina: 8,1; • Distrito Federal: 10,3; • Minas Gerais: 12,8; • Rio Grande do Sul: 15,2. https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/ https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/ https://g1.globo.com/df/distrito-federal/ https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/ https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/ Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Onde a taxa mais caiu e onde aumentou em comparação com 2023 A comparação de 2024 com 2023 mostra outro recorte: não o nível de violência em cada estado, mas a variação da taxa de homicídios de um ano para o outro. Nesse recorte, a melhora entre 2023 e 2024 foi relativamente disseminada, segundo o Atlas. Entre as taxas estaduais, apenas Maranhão, com alta de 7,6%, e Ceará, com aumento de 5,2%, tiveram crescimento relevante. São Paulo permaneceu estável. https://g1.globo.com/ma/maranhao/ https://g1.globo.com/ce/ceara/ https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/ Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli As maiores quedas na taxa de homicídios foram registradas nos seguintes estados: • Amapá: -30%; • Tocantins: -26,7%; • Sergipe: -24,8%; • Roraima: -22,8%; • Acre: -20,5%. Em números absolutos, as maiores reduções ocorreram no Rio de Janeiro, com 772 homicídios a menos; na Bahia, com 555 a menos; no Rio Grande do Sul, com 280 a menos; em Goiás, com 229 a menos; e no Amazonas, também com 229 a menos. https://g1.globo.com/ap/amapa/ https://g1.globo.com/to/tocantins/ https://g1.globo.com/se/sergipe/ https://g1.globo.com/rr/roraima/ https://g1.globo.com/ac/acre/ https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/ https://g1.globo.com/ba/bahia/ https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/ https://g1.globo.com/go/goias/ https://g1.globo.com/am/amazonas/ Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Em dez anos, a taxa nacional de homicídios caiu 33,4% Na série completa de 2014 a 2024, a taxa nacional de homicídios caiu 33,4%. O Amapá foi o caso mais destoante no período: foi a única unidade da federação com aumento expressivo tanto da taxa de homicídios, de 30,2%, quanto do número absoluto de mortes, de 41,8%. Pernambuco também terminou 2024 com taxa ligeiramente superior à de 2014, alta de 1,1%. As maiores quedas na taxa de homicídios entre 2014 e 2024 ocorreram no Distrito Federal, com recuo de 66,2%; em Goiás, com 58,4%; em Sergipe, com 54,6%; em São Paulo, com 53,2%; e no Rio Grande do Norte, com 51,6%. https://g1.globo.com/ap/amapa/ https://g1.globo.com/pe/pernambuco/ https://g1.globo.com/df/distrito-federal/ https://g1.globo.com/go/goias/ https://g1.globo.com/se/sergipe/dominem o topo da lista, o país enfrenta forte concorrência: 252 instituições americanas caíram de posição nesta edição. O grande destaque positivo é a China, impulsionada por investimentos contínuos em ensino superior. Cerca de 98% das universidades chinesas melhoraram suas posições, lideradas pela Universidade Tsinghua (36ª). A China é agora o país mais representado no Global 2000, com 360 instituições, superando as 313 dos Estados Unidos. Na Europa, o quadro é de dificuldades, com quedas generalizadas no Reino Unido, França e Alemanha devido à competição global intensificada. https://g1.globo.com/educacao/universidade/harvard/ Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Metodologia O CWUR utiliza quatro indicadores principais para classificar as instituições, sem depender de pesquisas de opinião ou dados enviados pelas próprias universidades: • Educação (25%): baseado no sucesso acadêmico de ex-alunos. • Empregabilidade (25%): baseado no sucesso profissional de ex- alunos em grandes empresas. • Corpo docente (10%): medido por distinções acadêmicas de alto nível. • Pesquisa (40%): inclui produção total, publicações em jornais de elite, influência e citações. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli O governo criou a Universidade Federal Indígena (Unind) a partir de uma lei publicada nesta sexta-feira (29) no Diário Oficial da União. De natureza autárquica e vinculada ao Ministério da Educação, a instituição terá sede em Brasília. De acordo com a publicação, a universidade pode ter campi em diferentes regiões do Brasil, de forma que atenda a presença de povos indígenas no país. As localidades não foram anunciadas. Os recursos financeiros da universidade serão provenientes de Orçamento Geral da União, convênios, auxílios concedidos por entidades públicas e particulares, entre outros. https://g1.globo.com/df/distrito-federal/cidade/brasilia/ Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli A lei estabelece que a Unind deve: • ministrar ensino superior, desenvolver pesquisa e promover extensão universitária; • produzir conhecimentos científicos e técnicos necessários ao fortalecimento cultural, à gestão territorial e ambiental e à garantia dos direitos indígenas; • valorizar e incentivar as inovações tecnológicas apropriadas aos contextos ambientais e sociais dos territórios indígenas; • promover a sustentabilidade socioambiental dos territórios e dos projetos societários de bem-viver dos povos indígenas; • valorizar, preservar e difundir os saberes, as culturas, as histórias e as línguas dos povos indígenas do Brasil e da América Latina. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Cargos e processo seletivo Ainda de acordo com a lei, o ingresso no quadro de funcionários da universidade deve ocorrer por meio de concurso público, ainda sem data anunciada. Os cargos de professor e de técnico-administrativos serão criados por lei específica. Já o ingresso de alunos será estabelecido pela própria universidade de acordo com os critérios de cada comunidade indígena e considerando as diversidades linguística e cultural. O primeiro Reitor e o Vice-Reitor serão nomeados pelo ministro da Educação até que a Unind seja organizada por meio de um estatuto. Ambos os cargos devem ser ocupados obrigatoriamente por professores indígenas. profrodolfogracioli Prof. Rodolfo Gracioli https://t.me/rodolfogracioli https://t.me/rodolfogracioli OBRIGADO Prof. Rodolfo Graciolihttps://g1.globo.com/sp/sao-paulo/ https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/ Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Número de homicídios pode ser maior O Atlas também faz uma ressalva sobre os dados oficiais. O relatório afirma que a análise dos homicídios registrados no Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde, fica prejudicada quando uma parcela das mortes violentas não tem a intencionalidade identificada. Esses casos são classificados como mortes violentas por causa indeterminada. Para contornar esse problema, os pesquisadores usam uma metodologia baseada em aprendizado de máquina para estimar quantas dessas mortes podem, na verdade, ter sido homicídios. Esses casos são classificados no relatório como homicídios ocultos. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Com essa metodologia, o Brasil teria registrado 49.673 homicídios estimados em 2024. A taxa estimada foi de 23,4 mortes por 100 mil habitantes. Nesse cenário, a queda em relação a 2023 foi de apenas 0,4%, bem menor do que a redução de 7,4% apontada pelos registros oficiais. A diferença entre a taxa estimada e a taxa registrada chegou a 3,3 pontos em 2024. Segundo o Atlas, esse patamar ficou acima da diferença média observada entre 2014 e 2017, de 1,8 ponto, e também acima da média de 2019 a 2024, de 2,8 pontos. Para os pesquisadores, isso indica piora recente na capacidade de identificar corretamente a intencionalidade das mortes violentas. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Homicídios ocultos quase dobraram Em 2024, os homicídios ocultos aumentaram de 3.755 para 7.083, alta de 88,6%. A taxa de homicídios ocultos passou de 1,8 para 3,3 por 100 mil habitantes, crescimento de 83,3%. Com isso, os homicídios ocultos passaram a responder por 14,3% dos homicídios estimados em 2024. Em 2023, essa proporção era de 7,6%. No acumulado entre 2014 e 2024, o país somou cerca de 55,2 mil homicídios ocultos. No mesmo período, o total de homicídios estimados chegou a 638,8 mil. Quando se considera a taxa estimada, e não apenas os registros oficiais, as maiores taxas de homicídio em 2024 foram observadas em: https://g1.globo.com/politica/noticia/2025/05/12/homicidios-caem-no-brasil-2023-atlas-da-violenca-ipea-fbsp.ghtml Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli • Amapá: 47,1; • Ceará: 43,7; • Bahia: 42,6; • Alagoas: 39,8; • Pernambuco: 38,6. As menores taxas de homicídio estimadas foram registradas em: • Santa Catarina: 8,8; • Distrito Federal: 10,9; • São Paulo: 12,8; • Rio Grande do Sul: 15,9; • Minas Gerais: 18,5. Ao todo, 16 unidades da federação ficaram acima da taxa nacional estimada, de 23,4 homicídios por 100 mil habitantes. https://g1.globo.com/ap/amapa/ https://g1.globo.com/ce/ceara/ https://g1.globo.com/ba/bahia/ https://g1.globo.com/al/alagoas/ https://g1.globo.com/pe/pernambuco/ https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/ https://g1.globo.com/df/distrito-federal/ https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/ https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/ https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/ Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Minas, Ceará e SP têm maiores altas na taxa que inclui homicídios ocultos Pela taxa estimada, os maiores aumentos entre 2023 e 2024 ocorreram nos seguintes estados: Minas Gerais: +25%; Ceará: +23,8%; São Paulo: +10,3%; Maranhão: +7,8%; Alagoas: +3,6%. https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/ https://g1.globo.com/ce/ceara/ https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/ https://g1.globo.com/ma/maranhao/ https://g1.globo.com/al/alagoas/ Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Veja abaixo onde foram registradas as maiores quedas: Amapá: -28,3%; Tocantins: -22,3%; Sergipe: -21,4%; Acre: -20,9%; Roraima: -16,5%. Entre 2019 e 2024, o Brasil reduziu em 6% o número estimado de homicídios e em 8,2% a taxa estimada. No mesmo período, porém, a queda dos homicídios ocultos foi mais modesta: 3,8% no número de casos e 8,3% na taxa. https://g1.globo.com/ap/amapa/ https://g1.globo.com/to/tocantins/ https://g1.globo.com/se/sergipe/ https://g1.globo.com/ac/acre/ https://g1.globo.com/rr/roraima/ Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Brasil perdeu mais de 300 mil jovens para a violência em 11 anos A juventude permanece no centro da violência letal brasileira: crianças e adolescentes sofrem um ciclo crescente de violências não letais que antecedem, em muitos casos, desfechos mais graves. O crescimento das notificações de violência sexual é um dos dados mais críticos. Na primeira infância (0 a 4 anos), os registros de violência sexual cresceram mais de quatro vezes em uma década, saltando de 1.671 casos em 2014 para 7.845 em 2024. Na faixa de 5 a 14 anos, o aumento foi de 6.594 para 29.135 notificações no mesmo período. Cerca de dois terços da vitimização de crianças até 14 anos ocorrem dentro da própria residência. Para menores de 0 a 4 anos, a autoria da violência não letal é doméstica em 79,9% dos casos. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli No caso da letalidade, de 2014 a 2024, 301.825 jovens entre 15 e 29 anos foram assassinados — cerca de 75 por dia. Em 2024, 19.801 jovens foram assassinados, com taxa de 42,2 homicídios por 100 mil habitantes. Do total de jovens mortos naquele ano, 18.545 eram homens, com taxa de homicídios de 78,0 por 100 mil, quase o dobro da taxa geral. A violência letal é predominantemente masculina e armada. Dos 54 jovens mortos diariamente em 2024, 51 eram homens. Além disso, entre adolescentes de 15 a 19 anos, as armas de fogo foram utilizadas em 84,1% dos homicídios. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli 99 cidades concentram metade dos homicídios O retrato municipal mostra que a violência letal segue muito concentrada no território. Em 2024, o Atlas analisou 5.570 municípios com informação válida. Desse total, 1.578 não registraram nenhum homicídio estimado no ano. Ainda assim, a média municipal foi de 20 homicídios por 100 mil habitantes. Já em metade dos municípios brasileiros, a taxa ficou abaixo de 15,3. Segundo o relatório, essa diferença mostra que um grupo relativamente pequeno de cidades com índices muito elevados de violência acaba puxando a média nacional para cima. Em 2024, 50% dos homicídios do país ocorreram em apenas 99 municípios, o equivalente a cerca de 1,8% das cidades brasileiras. Os 10 municípios com maior número absoluto de homicídios concentraram 19,4% do total nacional. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Municípios com mais de 100 mil habitantes tiveram maior taxa de homicídios O Atlas dividiu os municípios em três grupos: pequenos, com até 100 mil habitantes; médios, com mais de 100 mil e até 500 mil habitantes; e grandes, com mais de 500 mil habitantes. Em 2024, os municípios médios tiveram a maior taxa média de homicídios estimados: 24,1 por 100 mil habitantes. Eles ficaram acima dos municípios grandes, com taxa de 23,2, e dos pequenos, com 19,7. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Nos municípios pequenos, 1.578 não tiveram homicídios estimados em 2024. Outros 139 não registraram homicídios oficialmente, mas apareceram com homicídios ocultos. Além disso, 2.139 tiveram taxas inferiores a 10 por 100 mil habitantes. Na outra ponta, 477 municípios pequenos registraram taxas iguais ou superiores a 50 por 100 mil. Entre os municípios médios, 11 tiveram taxas acima de 60 homicídios por 100 mil habitantes, e 56 ficaram abaixo de 10. Entre os municípios grandes, seis cidades tiveram taxas abaixo de 10 por 100 mil. Segundo o Atlas, os resultados sugerem que a violência letal mais intensa não se concentra necessariamente nas maiores metrópoles, mas frequentemente em municípios de porte intermediário. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Maranguape, Jequié e Maracanaú lideram ranking de assassinato entre cidades com mais de 100 mil habitantes Entre os 336 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, as taxas de homicídio estimado variaram de 2 a 87,2 por 100 mil habitantes. Ao todo, 46 municípios desse grupo tiveram taxas acima de 40 homicídios por 100 mil habitantes. Outros 62 ficaram abaixo de 10. Além disso, 194 municípiosapresentaram taxas inferiores à referência nacional de 23,4 homicídios por 100 mil habitantes. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Entre as cidades com mais de 100 mil habitantes, as maiores taxas de homicídio estimado foram registradas em: Maranguape (CE): 87,2; Jequié (BA): 79,4; Maracanaú (CE): 74,1; Itapipoca (CE): 74; Caucaia (CE): 72,9. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Entre os 20 municípios mais violentos desse grupo, 17 estavam no Nordeste, dois no Norte e um no Centro-Oeste. A Bahia respondeu por 10 cidades nesse ranking, e o Ceará, por cinco. Na outra ponta, as menores taxas entre municípios com mais de 100 mil habitantes foram registradas em: Jaraguá do Sul (SC): 2; Brusque (SC): 2,6; Santa Bárbara d’Oeste (SP): 3,2; Lavras (MG): 3,6; Bragança Paulista (SP): 3,8. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli As 10 cidades com maiores taxas de homicídio em 2024: 1º Barcelos (AM) — Homicídios: 32 | População: 18,626 | Taxa de homicídios: 171,8 2º Cruz do Espírito Santo (PB) — Homicídios: 30 | População: 17,718 | Taxa de homicídios: 169,3 3º Groaíras (CE) — Homicídios: 18 | População: 11,313 | Taxa de homicídios: 159,1 4º Barra do Rocha (BA) — Homicídios: 9 | População: 5,920 | Taxa de homicídios: 152 5º Caiçara do Rio do Vento (RN) — Homicídios: 5 | População: 3,359 | Taxa de homicídios: 148,9 6º Ribeirãozinho (MT) — Homicídios: 4 | População: 2,697 | Taxa de homicídios: 148,3 7º Porto de Pedras (AL) — Homicídios: 14 | População: 9,508 | Taxa de homicídios: 147,2 8º João Dias (RN) — Homicídios: 3 | População: 2,093 | Taxa de homicídios: 143,3 9º Ubatã (BA) — Homicídios: 23 | População: 16,097 | Taxa de homicídios: 142,9 10º Galinhos (RN) — Homicídios: 3 | População: 2,160 | Taxa de homicídios: 138,9 Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli As 10 cidades com menores taxas de homicídio em 2024: 1º Alfenas (MG) — Homicídios: 1 | População: 81,950 | Taxa de homicídios: 1,2 2º João Monlevade (MG) — Homicídios: 1 | População: 83,360 | Taxa de homicídios: 1,2 3º Itapira (SP) — Homicídios: 1 | População: 73,919 | Taxa de homicídios: 1,4 4º Jaraguá do Sul (SC) — Homicídios: 3 | População: 195,753 | Taxa de homicídios: 1,5 5º Embu-Guaçu (SP) — Homicídios: 1 | População: 68,805 | Taxa de homicídios: 1,5 6º Irati (PR) — Homicídios: 1 | População: 60,796 | Taxa de homicídios: 1,6 7º Nova Odessa (SP) — Homicídios: 1 | População: 64,228 | Taxa de homicídios: 1,6 8º Batatais (SP) — Homicídios: 1 | População: 59,873 | Taxa de homicídios: 1,7 9º Mafra (SC) — Homicídios: 1 | População: 57,023 | Taxa de homicídios: 1,8 10º Louveira (SP) — Homicídios: 1 | População: 54,111 | Taxa de homicídios: 1,8 Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Os dados mais recentes do Atlas da Violência 2026 indicam continuidade do crescimento dos registros de violência contra pessoas LGBTQIAPN+ no Brasil. Divulgado nesta terça-feira (26) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em parceria com o FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública), o levantamento mostra aumento das notificações entre diferentes grupos e aponta que os indicadores seguem trajetória de alta ao longo da série histórica analisada. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Entre pessoas homossexuais e bissexuais, foram registrados 10.250 casos de violência em 2024, número 5,5% superior ao observado no ano anterior. Na comparação com o início da série, o crescimento acumulado chegou a 212,7%, indicando expansão expressiva das notificações ao longo da última década. Os dados mostram que os registros contra pessoas homossexuais passaram de 7.043 para 7.378 entre 2023 e 2024, aumento de 4,8%. Já entre pessoas bissexuais, os casos cresceram de 2.675 para 2.872 notificações, alta de 7,4% no período. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli O Atlas também identificou aumento entre pessoas transexuais e travestis. Em 2024, foram contabilizados 5.575 registros de violência contra esse grupo, crescimento de 2,6% na comparação anual. Embora o crescimento tenha sido observado em diferentes grupos, o Atlas destaca que os padrões de vitimização não são homogêneos dentro da população LGBTQIAPN+. O comportamento dos indicadores varia conforme orientação sexual, identidade de gênero, faixa etária e acesso aos mecanismos de denúncia e atendimento, o que exige leitura cautelosa dos números agregados. Outro ponto destacado pelo Atlas é que os registros representam apenas os episódios que chegaram ao sistema de saúde. Por isso, os autores alertam que os números não correspondem necessariamente à totalidade das situações de violência vividas pela população LGBTQIAPN+, grupo que historicamente enfrenta barreiras para denúncia e acesso institucional. https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/rj/cassia-kis-presta-depoimento-em-caso-de-transfobia-em-shopping-no-rio/ Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Os autores destacam ainda que os dados disponíveis possuem limitações e podem não captar integralmente a violência sofrida pela população LGBTQIAPN+, especialmente entre crianças menores de 10 anos, grupo que não aparece de forma específica nos registros analisados. Não obstante, na avaliação dos pesquisadores, acompanhar esses indicadores ao longo do tempo permite identificar mudanças nos padrões de violência e orientar políticas públicas mais direcionadas. O relatório defende que ampliar a capacidade de registro e qualificar os dados produzidos é parte central do enfrentamento da violência contra grupos historicamente vulnerabilizados. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Mortes no trânsito e a precarização do trabalho O Atlas da Violência 2026 trata o trânsito como uma das principais frentes de violência letal no país. Em 2024, o Brasil registrou 37.150 mortes no trânsito, impulsionadas principalmente pelo aumento das mortes envolvendo motocicletas, responsáveis por 41,6% dos óbitos viários no país. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli O estudo mostra que a expansão da economia de aplicativos alterou profundamente a dinâmica da mobilidade urbana brasileira, que consolidou a motocicleta como instrumento de trabalho e sobrevivência econômica para parcelas vulneráveis da população, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Entre 2019 e 2024, as mortes em sinistros com motocicletas cresceram 38%, passando de 11.182 para 15.459 óbitos. Para os pesquisadores, a pressão por produtividade, as jornadas extensas e a ausência de proteção social transformaram os trabalhadores de aplicativos em um dos grupos mais expostos ao risco letal no cotidiano urbano. No Piauí, por exemplo, as motocicletas estiveram envolvidas em 72,7% das mortes no trânsito registradas em 2024, muito acima da média nacional. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Idosos morrem mais por queda do que por homicídio O Atlas aponta ainda crescimento expressivo da violência contra idosos, mas alerta para o avanço das mortes por queda no país. Os registros no sistema de saúde de violência contra idosos cresceram 226,3%, atingindo 30.097 casos anuais em 2024 — taxa equivalente a 88,4 notificações por 100 mil habitantes. No mesmo ano, a taxa de homicídios entre idosos foi de 5,9 por 100 mil habitantes, o que correspondeu à morte de 2.007 pessoas com mais de 60 anos. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli No entanto, os óbitos por causas externas de pessoas com mais de 60 anos foram causados mais por queda do que por assassinatos. O Atlas mostra que, desde 2000, enquanto os homicídios de homens diminuíram 6,6%, as mortes porqueda aumentaram 345%. Entre mulheres, os homicídios caíram 2,8%, mas os óbitos por queda cresceram 630%. Segundo Daniel Cerqueira, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea e coordenador do Atlas da Violência, os dados mostram que o Brasil não está preparado para o envelhecimento da população. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli "Precisamos pensar com urgência em políticas sérias e intersetoriais. A solução não é apenas ter mais hospitais. É preciso investir em qualidade de vida, prática de exercícios físicos, mobiliário urbano adequado, adaptação das casas e uma série de outras medidas que envolvem políticas urbanas, esporte, educação e diferentes áreas”, diz o especialista. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli De acordo com o Atlas, a expectativa é que, nos próximos 15 anos, o número de quedas no Brasil seja maior do que o número de homicídios, considerando a população, não apenas idosos. "Claro que quem mais morre por queda é idoso, porque a gente sabe que quem cai mais são os idosos. É um dado muito impactante”, afirma Cerqueira. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli O Brasil registrou o assassinato de 3.642 mulheres em 2024, o que corresponde a 3,4 mortes a cada 100 mil pessoas do sexo feminino. Os dados são do Atlas da Violência 2026, publicado nesta terça-feira (25). O número representa uma queda de 6,7% em relação a 2023, quando foram documentados 3.903 homicídios de mulheres. De acordo com o levantamento, há uma tendência de redução desse tipo de crime desde 2014 — primeiro ano da série histórica. Em dez anos, o estudo registrou uma queda de 27,7% na taxa de mortes violentas de mulheres. https://g1.globo.com/politica/noticia/2025/05/12/assassinatos-de-mulheres-e-de-criancas-de-0-a-4-anos-cresceram-em-2023-no-brasil-diz-atlas-da-violencia.ghtml Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli A socióloga e diretora do FBSP, Samira Bueno, afirma que, apesar da tendência de queda nos assassinatos de mulheres, houve nos últimos anos um aumento no número de mortes registradas como “causa indeterminada”, o que pode gerar subnotificação dos homicídios femininos, já que parte dessas ocorrências pode esconder assassinatos que não foram corretamente identificados pelas autoridades. “Entre 2023 e 2024, os registros de mortes violentas sem causa determinada cresceram 23,8%. Nessa classificação entram óbitos que necessariamente decorreram de acidente, homicídio ou suicídio, mas cuja causa específica não pôde ser concluída pelo médico legista. Parte desses casos envolve mulheres assassinadas. Ou seja, a queda das mortes violentas de mulheres é um dado importante, mas precisa ser analisada com cautela, porque pode haver essa lacuna nos dados”, afirma. https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/05/10/brasileiros-afirmam-conviver-com-o-crime-organizado-no-bairro-onde-moram.ghtml Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Apesar do recuo, o volume absoluto de casos segue elevado. Ao longo da década, 46.336 mulheres foram assassinadas no Brasil. O maior índice de mortes violentas dessa parcela da população foi registrado em 2017, quando a taxa de homicídios atingiu 4,7 mortes por 100 mil mulheres. Os estados com as maiores taxas de assassinato de mulheres por 100 mil habitantes foram Roraima (12,6), Rondônia (5,7), Ceará (5,7), Bahia (5,4) e Pernambuco (5,4), o que indica que os níveis mais elevados de violência letal contra mulheres se concentraram nas regiões Norte e Nordeste. Alguns estados apresentaram índices inferiores à média nacional. São Paulo se destacou com a menor taxa do país em 2024, registrando 1,5 homicídio por 100 mil mulheres, além de uma trajetória consistente de queda ao longo da série histórica. Em 2014, o estado registrava 2,7 mortes violentas a cada 100 mil mulheres. https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/03/04/metade-dos-feminicidios-no-brasil-ocorre-em-cidades-de-ate-100-mil-habitantes-diz-pesquisa.ghtml Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Também ficaram abaixo da média nacional Acre (2,8), Amapá (2,5), Distrito Federal (2,2), Rio de Janeiro (2,9), Rio Grande do Norte (2,8), Santa Catarina (2,2) e Sergipe (2,2). Segundo o levantamento, esses estados registraram reduções ao longo do período analisado, algumas bastante expressivas, como em Sergipe (- 37,1%) e no Amapá (-32,4%), indicando avanços mais consistentes na diminuição da violência letal contra mulheres nesses contextos. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Do total de mortes violentas de mulheres registradas no Brasil, 35,2% aconteceram dentro das residências das vítimas. O percentual é o mesmo registrado em 2023. Os homicídios de mulheres dentro de casa apresentaram um comportamento diferente do restante das mortes violentas ao longo da última década, de acordo com o estudo. Enquanto os assassinatos ocorridos fora das residências acompanharam a tendência geral de queda da violência letal no país, os casos registrados dentro de casa permaneceram relativamente estáveis. Para os pesquisadores, isso indica que a redução dos homicídios de mulheres não ocorreu de forma homogênea e que a violência doméstica continua resistente às quedas observadas em outros contextos. https://g1.globo.com/politica/noticia/2025/05/12/homicidios-caem-no-brasil-2023-atlas-da-violenca-ipea-fbsp.ghtml Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Mulheres negras assassinadas As mulheres negras são as principais vítimas da violência letal no país, segundo o Atlas. Das 3.642 mulheres assassinadas, 2.457 eram pretas, o equivalente a 67,5% do total registrado. Entre 2014 e 2024, a taxa de homicídios nesse grupo caiu de 5,6 para 4 mortes por 100 mil mulheres — uma redução de 28,6% no período. Para a antropóloga Débora Diniz, a violência contra as mulheres no Brasil tem “endereço e perfil social definidos”. “Ela ocorre majoritariamente dentro de casa, atinge sobretudo mulheres negras e se manifesta de diferentes formas ao longo da vida — da negligência contra meninas e idosas à violência física e sexual contra jovens e adultas”, afirma. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Violência contra a mulher Em 2024, 293.842 mulheres foram vítimas de violência não letal no Brasil, sendo que a maior parte dos casos (64%) ocorreu em contexto doméstico. Os registros desse tipo de violência cresceram 6,1% em 2024 na comparação com o ano anterior. Os maiores aumentos ocorreram nos casos de negligência — definidos como omissão, por parte do cuidador, de prover necessidades básicas —, com alta de 13,8%. As vítimas desse tipo de violência estão majoritariamente na faixa etária de 0 a 9 anos (51,9%) e acima dos 70 anos. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli As notificações de violência sexual também cresceram 10,8%. Entre meninas de 10 a 14 anos, 45,5% de todas as violências reportadas foram casos de violência sexual, o que sugere forte incidência de abusos intrafamiliares e situações de vulnerabilidade associadas à dependência. Dos 15 aos 69 anos, a violência física aparece como a manifestação mais comum, frequentemente associada a relações íntimas e acompanhada por uma alta proporção de violência múltipla, indicando que diferentes formas de agressão tendem a ocorrer simultaneamente. Se destaca também o aumento de 27,2% nos registros classificados genericamente como violência doméstica não identificada, sem detalhamento sobre o tipo de agressão. "Esse estudo também é uma maneira de a gente chamar atenção para a qualidade dessas classificações e tentar responder porque houve uma piora nesses dados da saúde nos últimos anos", diz Samira. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli A violência contra a mulher é, pela primeira vez, considerada pela maioria dos brasileiros a forma de criminalidade mais grave do país. É o que aponta pesquisa do Datafolha encomendada pelo Movimento Mulher 360 e divulgada nesta segunda-feira(1). O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em capitais e regiões metropolitanas de todas as regiões do Brasil, entre 6 e 11 de abril de 2026. Segundo os dados, 61% dos entrevistados apontam a violência contra a mulher como a forma mais grave de criminalidade, índice muito acima do segundo colocado, o tráfico de drogas, com 16%. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli A percepção é ainda mais intensa entre as mulheres: 73% delas citam a violência de gênero como o problema mais grave, ante 49% dos homens. Entre mulheres de 16 a 24 anos, o índice chega a 77%. A maioria dos entrevistados (89%) avalia que os casos de violência contra a mulher aumentaram nos últimos 12 meses. Entre as mulheres, o índice sobe para 94%; entre os homens, é de 83%. Além disso, 71% acreditam que as mulheres correm mais perigo dentro de casa do que fora dela. https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/sp/com-107-casos-sp-bate-recorde-de-registros-de-feminicidio-em-2026/ Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Apesar do reconhecimento amplo da violência física, a pesquisa revela que agressões psicológicas e situações de controle ainda são frequentemente normalizadas. Apenas 55% dos entrevistados consideram violência um marido impedir a esposa de sair sozinha para uma comemoração. O entendimento é semelhante quando o comportamento envolve controlar as amizades da parceira — 58% classificam o comportamento como violência. A violência patrimonial também não é reconhecida de forma ampla: apenas 58% veem como violência um marido que controla o salário da esposa. O cenário muda quando se trata de agressões físicas. Humilhar a companheira em público é reconhecido como violência por 94% dos entrevistados. Forçar a esposa a ter relação sexual atinge 95%. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Relatos das vítimas Em módulo de autopreenchimento respondido por 875 mulheres, o levantamento revelou que três em cada quatro (74%) já viveram alguma situação de violência. A forma mais comum relatada foi xingamentos ou insultos (59%), seguida de ameaças de bater, empurrar ou chutar (45%) e ser seguida ou intimidada (43%). Violência sexual também foi citada de forma significativa: 38% das mulheres disseram ter sido tocadas ou agarradas sem permissão. Uma em cada quatro relatou ter sido espancada ou sofreu tentativa de enforcamento, e 22% foram ameaçadas com armas ou facas. Cada vítima havia passado por, em média, três situações de violência ao longo da vida. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Silêncio e desconfiança nas instituições Diante da agressão mais grave sofrida nos últimos 12 meses, 37% das mulheres afirmaram não ter tomado nenhuma atitude. A baixa confiança nas instituições ajuda a explicar o silêncio: apenas 19% das mulheres dizem confiar muito na polícia para protegê-las. Entre os homens, o índice é de 31%. Enquanto 55% dos homens consideram as leis de proteção às mulheres adequadas, o mesmo percentual de mulheres as considera insuficientes. A Lei Maria da Penha é conhecida por 97% dos entrevistados, mas apenas 57% sabem o número de telefone para denunciar violência contra a mulher. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Onde buscar ajuda Mulheres em situação de violência podem ligar para o Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher, disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive nos finais de semana e feriados. O serviço é gratuito, sigiloso e atende também do exterior. Para emergências, o número é o 190 (Polícia Militar). Casos podem ser registrados presencialmente nas Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) ou, em alguns estados, por meio de boletim de ocorrência eletrônico. O CVV (Centro de Valorização da Vida) atende pelo número 188 para situações de crise emocional. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Culpabilização da vítima A pesquisa também apontou que a culpabilização das vítimas ainda é disseminada: 61% dos entrevistados concordam que muitos casos de violência são consequência de escolhas erradas das mulheres ao buscar um parceiro. O índice varia conforme a escolaridade: cai de 73%, entre os entrevistados com ensino fundamental, para 48% entre os que têm ensino superior. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Mais de 2.300 casos de descumprimento de medida protetiva de urgência, no contexto da violência doméstica, foram registrados no mês de abril deste ano somente no estado de São Paulo. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública, que registrou um aumento de 23,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando houve quase 1.900 registros desse tipo. Outro crime que teve aumento no estado foi o estupro: em abril, foram 1.328 casos; 13% a mais que no mesmo mês do ano passado. Também no estado, 20 mulheres foram vítimas de feminicídio em abril, um caso a menos na comparação com o mesmo período de 2025. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Apesar disso, aumentou de 97 para 120 o número de tentativas de homicídio contra mulheres — neste caso, não somente por causa da condição de mulher. Já os casos de agressão física contra mulheres passaram dos 6.500 em abril, uma alta de 24% em relação ao mesmo mês do ano passado. Quanto aos casos de homicídio doloso, 210 pessoas foram assassinadas no estado de São Paulo no mês de abril. Segundo a SSP, as 210 pessoas mortas nesse período são vítimas dos 202 episódios de homicídios dolosos registrados no mês passado. No mesmo período do ano passado, foram cinco vítimas a menos. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli A Justiça brasileira registrou 171.036 medidas protetivas concedidas no 1º trimestre de 2026. O número é maior não apenas para os três primeiros meses do ano, mas também em comparação a todos os trimestres monitorados desde 2020. Os dados inéditos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que, a cada 45 segundos, uma mulher recebe a proteção judicial O mês de março deste ano contabilizou um máximo histórico: 93.782 medidas protetivas. O número é 13,4% maior que o recorde anterior, de 82.697, em setembro de 2025. Em comparação ao trimestre passado, o crescimento é de 7,52%. https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/03/31/brasil-tem-mais-de-mil-casos-de-crimes-de-racismo-na-fase-de-cumprimento-da-pena.ghtml Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli As medidas protetivas são ferramentas de proteção a mulheres em situações de risco por violência e, em geral, são concedidas após o pedido da vítima — em delegacias especializadas ou diretamente ao juiz —, por meio da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006). Com variações mensais, o volume de proteções judiciais dessa natureza cresce no Brasil, desde que os dados começaram a ser monitorados em janeiro de 2020. Na época, contabilizava-se cerca de 20 mil medidas por mês. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Cresce a proteção e a violência A alta na concessão de medidas acontece em meio ao aumento da letalidade contra mulheres. No mesmo período, o país registrou 399 vítimas de feminicídio entre os meses de janeiro e março — o mais letal desde 2015, de acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Crescimento na proteção e também na morte de mulheres pode parecer contraditório. Porém, os números reforçam o cenário de aumento da violência contra o gênero, esclarece Nathalie Malveiro, procuradora de Justiça Criminal do Ministério Público de São Paulo (MPSP). O aumento da busca pela Justiça por mulheres em risco cresce na medida em que a violência também ganha força no país e o assunto é difundido entre as brasileiras, para a procuradora. “Quanto mais se fala, mais as mulheres se sentem seguras, mais elas registram a ocorrência e pedem a medida protetiva”, afirma. https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/05/05/brasil-registra-um-feminicidio-a-cada-5-horas-e-25-minutos-no-1o-trimestre.ghtml Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Lei obriga agressor de mulher a usar tornozeleira de imediato A aplicaçãoimediata da tornozeleira eletrônica em agressores de mulheres é autorizada por delegados desde abril, pela Lei 15.383, de 2026. A vítima pode possuir um dispositivo de alerta para eventual aproximação do agressor. A fiscalização das políticas públicas de proteção a mulheres em risco é fundamental para a eficiência das medidas, de acordo com a procuradora. “A medida protetiva deve ser monitorada para que seja cumprida”, afirma. https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/03/18/violencia-domestica-senado-aprova-projeto-que-exige-uso-de-tornozeleira-eletronica-pelos-agressores.ghtml Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli A violência sexual representa 45,5% das notificações de agressão contra meninas de 10 a 14 anos no Brasil, segundo dados do Atlas da Violência 2026 divulgados nesta terça-feira (26) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). As notificações de violência sexual contra crianças e adolescentes registradas pelo sistema de saúde tiveram um salto entre 2023 e 2024: Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli • Primeira infância (0 a 4 anos): As notificações subiram de 7.315 em 2023 para 7.845 em 2024. • Crianças e pré-adolescentes (5 a 14 anos): Faixa de maior vulnerabilidade, saltou de 26.125 para 29.135 casos em doze meses. • Adolescentes (15 a 19 anos): Os registros passaram de 6.124 em 2023 para 6.869 em 2024. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Entre 2014 e 2024 o número de notificações quadruplicou. De acordo com o Atlas, isso expõe uma crise de proteção infanto-juvenil que atinge desproporcionalmente as meninas e tem como cenário principal o ambiente que deveria ser o mais seguro: a própria residência. A violência sexual é a forma de agressão que apresenta a maior disparidade de gênero no país: em 2024, 86,9% das vítimas são do sexo feminino, contra 13,1% de meninos. Segundo o relatório, essa assimetria indica que o crime está estruturado em relações de poder, controle do corpo e normas sociais que fragilizam a posição das meninas desde a infância. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli O grupo mais vulnerável é o de crianças e pré-adolescentes entre 5 e 14 anos, que concentra aproximadamente 66% de todos os casos registrados em 2024. Embora os números absolutos na primeira infância (0 a 4 anos) sejam menores, o crescimento proporcional nessa faixa foi o mais acentuado. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Residência é o principal local de violência Diferente da violência letal urbana, que ocorre majoritariamente em vias públicas, a violência não-letal (que engloba violências sexual, psicológica, física e negligência) contra crianças é um fenômeno predominantemente doméstico. Entre crianças de 0 a 4 anos, 67,3% das agressões entre 2014 e 2024, considerando todos os tipos de violência, ocorrem dentro de casa. À medida que a idade avança, a violência extrafamiliar ganha relevância, mas a residência permanece como o local de quase metade (49%) das notificações, mesmo na adolescência. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Para Juliana, "quando se lida com essas ocorrências, geralmente o autor é alguém do círculo muito íntimo dos afetos da vítima. Então isso torna ainda mais difícil o reconhecimento da violência e mesmo a sua denúncia". O relatório aponta que a centralidade do ambiente doméstico dificulta a identificação dos crimes, que acabam invisibilizados por laços de dependência e assimetria de poder entre a vítima e o agressor. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Veja o percentual de notificação de violência em cada faixa etária, de acordo com o local de ocorrência: 0 a 4 anos Violência doméstica: 79,9% Violência extrafamiliar: 7,7% Violência institucional: 0,8% Outros: 11,5% 5 a 14 anos Violência doméstica: 56,2% Violência extrafamiliar: 26,0% Violência institucional: 1,3% Outros: 16,5% Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli 15 a 19 anos Violência doméstica: 45,5% Violência extrafamiliar: 39,9% Violência institucional: 3,4% Outros: 11,2% Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli O conceito de polivitimização O Atlas da Violência indica que a violência sexual raramente é um episódio isolado e apresenta o conceito de polivitimização, em que diferentes formas de agressão tendem a se acumular: crianças expostas à negligência ou violência psicológica nos primeiros anos de vida frequentemente permanecem em contextos de vulnerabilidade que facilitam a vitimização sexual posterior. Em 2024, a faixa de 5 a 14 anos liderou as notificações não apenas de violência sexual, mas também de violência psicológica, reforçando a lógica de sobreposição de experiências traumáticas. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Sete em cada dez homicídios registrados no Brasil em 2024 foram cometidos com armas de fogo, segundo o Atlas da Violência 2026. A categoria inclui dispositivos que utilizam força expansiva para disparar projéteis por meio de um cano — como revólveres, pistolas, espingardas, rifles, fuzis e até metralhadoras. As informações do estudo foram divulgadas nesta terça-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Segundo o levantamento, ao todo, o Brasil contabilizou 29.870 homicídios por arma de fogo. Trata-se de 70,1% do total de 42.590 homicídios oficialmente registrados pelo Ministério da Saúde em 2024. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Esta é a menor proporção de homicídios cometidos com arma de fogo desde 2014, embora o índice permaneça próximo das médias históricas. Em relação a 2023, houve queda de 8,8%. Ao mesmo tempo, os dados mostram que a redução ocorreu na maior parte do país, mas de forma desigual entre os estados. O Nordeste concentra oito dos dez estados com maior participação de armas de fogo nos homicídios registrados: Ceará (85,6%), Paraíba (83,9%), Bahia (81,1%), Pernambuco (79,1%), Rio Grande do Norte (78,6%), Alagoas (76,1%), Sergipe (75,5%) e Maranhão (73,5%). Completam a lista Amapá (83,7%) e Rio Grande do Sul (71,8%). A média nacional é de 70,1%. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Na outra ponta, Distrito Federal (40,6%), Roraima (43,7%) e Tocantins (49,8%) registraram as menores proporções de homicídios cometidos com armas de fogo. Considerando os dados dos últimos dez anos, todos os estados do Sudeste reduziram a participação de armas de fogo nos homicídios. Já no Norte, cinco dos oito estados registraram tendência de alta no período. Os maiores aumentos foram observados no Amapá (+40,9% em dez anos) e em Roraima (+41,7%). Em sentido oposto, o Distrito Federal teve a maior redução do país: queda de 45,9% nos registros de homicídios cometidos com armas de fogo na última década. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli O Atlas da Violência também aponta para o crescimento do uso de armas mais modernas e letais. O estudo cita um artigo acadêmico de Langeani e Pollachi (2025), que analisou a circulação ilícita de armas de fogo no Brasil entre 2019 e 2023. Segundo o artigo, houve queda na apreensão de revólveres, que passaram de 38% para 35%, e aumento no confisco de pistolas semiautomáticas, de 17% para 28%. Ao mesmo tempo, foi registrada maior incidência de armas de estilo militar: de 1,7% para 2,4% no país e de 3% para 4,3% no Sudeste. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Para os pesquisadores, a mudança sugere maior acesso de organizações criminosas a diferentes tipos de armamento, provenientes de origens distintas. Rifles, por exemplo, costumam estar ligados ao tráfico internacional, com armas e peças vindas dos Estados Unidos, além da produção doméstica irregular de dispositivos sem número de série. Já as metralhadoras tendem a ser desviadas de arsenais militares ou de forças de segurança. Ainda de acordo com o artigo, o cenário está diretamente ligado à flexibilização no acesso a armas de maior calibre entre 2019e 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A hipótese dos autores é de que, neste período, a ampliação do mercado legal contribuiu para o desvio de armamentos ao mercado ilegal. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Para os pesquisadores, a mudança sugere maior acesso de organizações criminosas a diferentes tipos de armamento, provenientes de origens distintas. Rifles, por exemplo, costumam estar ligados ao tráfico internacional, com armas e peças vindas dos Estados Unidos, além da produção doméstica irregular de dispositivos sem número de série. Já as metralhadoras tendem a ser desviadas de arsenais militares ou de forças de segurança. Ainda de acordo com o artigo, o cenário está diretamente ligado à flexibilização no acesso a armas de maior calibre entre 2019 e 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A hipótese dos autores é de que, neste período, a ampliação do mercado legal contribuiu para o desvio de armamentos ao mercado ilegal. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Seis das 10 cidades mais violentas do Brasil ficam na Bahia, apontou o Atlas da Violência 2026, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), e divulgado nesta terça-feira (26). O estudo, que traz dados de 2024, analisou índices de todos os estados do Brasil. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) que as mortes violentas apresentaram reduções consecutivas nos últimos três anos e que, em 2024, a polícia contabilizou uma queda de 8,7% nos registros de crimes graves contra a vida. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Em 2024, o Brasil registrou 42.590 homicídios e uma taxa de 20,1 homicídios por 100 mil habitantes. Em Jequié, no sudoeste da Bahia, a taxa ficou em 79,4 por 100 mil habitantes, ou seja, mais de três vezes a média nacional. Além de Jequié, as cidades de Camaçari e Simões Filho, ambas na Região Metropolitana de Salvador, apareceram no ranking das mais violentas. Veja abaixo: https://g1.globo.com/ba/bahia/cidade/jequie/ https://g1.globo.com/ba/bahia/cidade/salvador/ Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Todas as cidades baianas citadas no ranking acima também integraram a lista das 20 cidades mais violentas do país do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024, divulgado em julho de 2025. No ranking divulgado nesta terça-feira, Salvador aparece em 20º na lista das mais violentas, com uma taxa de 52,7 homicídios por 100 mil habitantes. A cidade é considerada a capital mais violenta de todo o país, seguida de Maceió (45,9), Macapá (45,6), Recife (45,5) e Fortaleza (42,2). Os índices da capital e das outras cidades do estado colocaram a Bahia como o segundo estado mais violenta do Brasil, com uma taxa de 40,9, ficando atrás apenas do Amapá, com que teve o índice de 45,7. https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2025/07/24/bahia-cidades-mais-violentas-do-brasil.ghtml Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli A Bahia também tem índices altos quando o assunto são os homicídios de mulheres. Enquanto a taxa do Brasil é de 3,4 a cada 100 mil habitantes, a da Bahia é de 5,4. Apesar da média acima da nacional, houve redução de 10% entre 2023 e 2024. Neste tema, os estados de Roraima, Rondônia e Ceará lideram o ranking com taxas de 12,6, 5,7 e 5,7, respectivamente. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli A cidade de Maranguape teve a maior taxa de homicídios entre as cidades com mais de 100 mil habitantes do Brasil em 2024, segundo dados do Atlas da Violência 2026, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O estudo foi divulgado nesta terça-feira (26). Outras cidades do Ceará aparecem entre as que tiveram as maiores taxas do país no estudo: Maracanaú, Itapipoca e Caucaia. Com isso, o estado teve quatro cidades entre as cinco com maiores índices de homicídios no Brasil em 2024 https://g1.globo.com/ce/ceara/cidade/maranguape/ https://g1.globo.com/ce/ceara/cidade/maracanau/ https://g1.globo.com/ce/ceara/cidade/itapipoca/ https://g1.globo.com/ce/ceara/cidade/caucaia/ Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli A taxa mais alta do país ficou com Maranguape, que registrou índice de 87,2 homicídios por 100 mil habitantes. As outras cidades cearenses aparecem na terceira, quarta e quinta posição do ranking. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) respondeu, em nota, que "são referentes ao ano de 2024 os dados divulgados no Atlas da Violência, publicação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP)" Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli No total, foram listados 336 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes no Atlas da Violência. Dentre elas, as maiores taxas de homicídios estimados foram registradas em: Maranguape (CE): 87,2 Jequié (BA): 79,4 Maracanaú (CE): 74,1 Itapipoca (CE): 74 Caucaia (CE): 72,9 Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Da lista acima, Maranguape é o município com a menor população, com 108 mil habitantes. A cidade também apareceu como a mais violenta do Brasil no Anuário Brasileiro de Segurança 2025, divulgado em julho de 2025. No Atlas da Violência, Maranguape teve 39 homicídios registrados em 2024, somados a 56 homicídios ocultos. No total, o relatório aponta um total de 95 homicídios estimados na cidade. A SSPDS rebateu que, em Maranguape, em 2026, a diminuição dos Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs) foi de 95,8%, com um (01) CVLI registrado, em comparação com os 24 CVLIs ocorridos entre janeiro e abril do ano passado. https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2025/07/24/maranguape-no-ceara-e-a-cidade-com-o-maior-indice-de-homicidios-no-brasil-aponta-estudo.ghtml IDH EM ALTA Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) divulgou, nesta terça-feira (26), novos dados do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Brasil referentes ao período de 2012 a 2024. Pela primeira vez na série histórica, o país alcançou o patamar de muito alto desenvolvimento humano, atingindo índice de 0,805 em 2024 — o melhor nível já registrado pelo Brasil. Os dados fazem parte de uma nova edição do Radar IDHM, publicação que volta a ser divulgada após dez anos. O levantamento também marca os 30 anos do primeiro Relatório de Desenvolvimento Humano produzido no país e reforça a trajetória do PNUD na consolidação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento humano e à redução das desigualdades. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Segundo o chefe do PNUD no Brasil, Claudio Providas, o resultado reflete décadas de investimentos e políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade de vida da população. “Não é um número insignificante. Representa décadas de investimento público, de políticas que prolongaram vidas, abriram as portas das escolas e colocaram renda nas mãos das pessoas. Isso merece ser reconhecido”, afirma. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Apesar do avanço histórico, o relatório aponta que as desigualdades raciais, de gênero e regionais ainda permanecem significativas no país. Quando ajustado pela desigualdade, o IDHM brasileiro cai de 0,805 para 0,641, indicando que parte da população ainda vive distante da média nacional. "O fato de o Brasil ter alcançado um IDH muito alto nos dá uma plataforma. A tarefa agora é não se contentar com a média. É usar essa plataforma para construir um sistema educacional à altura do momento — um sistema tecnologicamente fluente, informado sobre as questões climáticas e economicamente honesto sobre o que o futuro exige. A sociedade brasileira como um todo tem um papel decisivo no avanço do IDH, e o desenvolvimento humano não é produzido apenas pelo governo, embora ele tenha um papel fundamental. O relatório insistemuito na ideia de escolhas coletivas", destaca Providas. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Quando analisados os recortes populacionais, o levantamento mostra que o IDH da população branca é de 0,851, acima da média nacional, enquanto o da população negra é de 0,774. Entre homens e mulheres, os indicadores também revelam disparidades, sobretudo quando considerado o IDHM ajustado pela renda do trabalho. O índice dos homens é de 0,802, enquanto o das mulheres é de 0,798. Os dados também revelam diferenças regionais expressivas. No Rio Grande do Sul, por exemplo, um homem branco tem expectativa de vida média de 81 anos. Já no Amapá, um homem negro vive, em média, 73 anos. Em relação à renda, uma pessoa branca no Distrito Federal tem rendimento médio de R$ 1.987, enquanto uma pessoa negra no Maranhão registra média de R$ 446. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Segundo a coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do PNUD no Brasil, a economista Betina Barbosa, o crescimento do IDHM brasileiro está diretamente ligado aos avanços na educação, especialmente entre a população negra. “O desenvolvimento brasileiro não vai melhorar se não for um desenvolvimento inclusivo. Inclusão significa trazer para o conjunto de políticas públicas a população negra e as mulheres”, afirma. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli O estudo aponta que a educação foi a dimensão que mais impulsionou o crescimento do IDHM brasileiro ao longo da série histórica. O relatório também associa parte desse avanço a políticas públicas de inclusão social e permanência escolar, como o Bolsa Família, que ajudou a ampliar a frequência escolar e reduzir o trabalho infantil. “O Brasil atingiu sua melhor marca, mas agora entra em um novo ciclo de desenvolvimento. É um desafio de país maduro, que exige enfrentar desigualdades históricas de raça, gênero e renda”, acrescentou Betina Barbosa. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Outro dado destacado pelo levantamento mostra que políticas públicas voltadas à inclusão social vêm contribuindo para reduzir desigualdades históricas. Em 2021, estimava-se que a população negra levaria 35 anos para alcançar o mesmo IDH da população branca. Em 2024, essa projeção caiu para 26 anos. O estudo também aponta os impactos da pandemia de Covid-19 sobre os indicadores sociais. Em 2020 e 2021, houve queda nos índices de desenvolvimento humano em todo o país, afetando especialmente longevidade, renda e educação. Segundo o PNUD, o Brasil ainda não recuperou completamente o ritmo de crescimento observado antes da crise sanitária. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Como o IDH é calculado? O cálculo do IDH se baseia em outros três indicadores essenciais para entender determinada população, explica Paloma, os quais são: ✅ Produto Interno Bruto (PIB) per capita, que é um indicador de renda; ✅ Expectativa de vida, que é um indicador de saúde; ✅ Escolarização, alfabetização e grau de instrução, que são indicadores de educação. https://brasilescola.uol.com.br/economia/pib.htm https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-expectativa-vida.htm Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Para cada fator acima são atribuídos valores para as populações. Dessa forma, é obtido o quociente para cada um dos indicadores (renda, sáude e educação), e assim, é feita uma média. O valor do IDH fica sempre entre 0 e 1, sendo que quanto mais próximo de 1, maior é o desenvolvimento de um país ou território. Veja, abaixo, os intervalos das categorias de IDH: • Baixo: 0 a 0,554. • Médio: 0,555 a 0,699. • Alto: 0,700 a 0,799. • Muito alto: 0,800 a 1. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Qual a diferença entre IDH e IDHM? O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é um indicador global enquanto o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) é um indicador de avlaiação de todos os 5.565 municípios brasileiros. Segundo o Ipea, o cálculo do IDHM é feito a partir das informações do Censo Demográfico e considera as mesmas três dimensões (longevidade, educação e renda). Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli O rendimento médio de todas as fontes de renda da população residente no Brasil subiu 5,4% no ano passado, de R$ 3.195 para R$ 3.367, e atingiu o maior valor da história, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Apesar do recorde, as desigualdades voltaram a crescer. Rendimento recebido pelos brasileiros bate recorde em 2025. Do total de habitantes do Brasil, 143 milhões tinham algum tipo de renda, o equivalente a 67,2% da população. Entre eles, os ganhos médios aumentaram para R$ 3.367 e superaram o maior valor da série histórica da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) sobre o rendimento de todas as fontes, coletada desde 2012. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Renda associada aos programas sociais foi a única que caiu. O rendimento das pessoas que recebem algum benefício dos governos federal, estadual ou municipal passou de R$ 875 para R$ 870. Mesmo sendo a única variação anual negativa, o valor dos auxílios saltou 71,26% desde 2019, quando o rendimento dos beneficiários era de R$ 508. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Evolução dos rendimentos não impede aumento do Índice de Gini. Conhecido por apresentar a concentração de renda entre 0 (máxima igualdade) a 1 (máxima desigualdade), o indicador subiu de 0,487 para 0,491 no ano passado. Mesmo com a variação positiva, o índice segue em patamar abaixo dos valores de 2018 e 2019, anos que registraram o máximo da série histórica (0,506). Região Sul (0,445) permanece como a menos desigual do Brasil. O Índice de Gini também recuou no Nordeste (de 0,509 para 0,507), variação que não retira da região o status de mais desigual do país. Na passagem de 2024 para 2025, houve o avanço no Norte (de 0,477 para 0,491), Centro-Oeste (de 0,464 para 0,485) e Sudeste (de 0,476 para 0,482). Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Ter uma renda de R$ 3,6 mil em já inclui um cidadão nos 10% mais ricos do país. As informações constam na Pnad Continua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). De acordo com as informações do IBGE, em 2025, a renda média dos brasileiros que estão nesse grupo foi de R$ 3.590. Esse grupo é composto por cerca de 21,2 milhões de pessoas. https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/rendimento-dos-brasileiros-bate-recorde-de-r-3-367-em-2025-aponta-ibge/ Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Já o 1% mais ricos teve renda média registrada de R$ 24,9 mil, com 2,1 milhões de pessoas se enquadrando nesse grupo. Os 5% mais pobres tiveram renda média verifica em R$ 166, grupo representado por 10,7 milhões. Na outra ponta da pirâmide social do Brasil, grande parte dos brasileiros têm renda média abaixo do valor considerado o mínimo existencial para viver,definido em R$ 600 reais. Veja abaixo a lista das maiores renda média per capta em 2025: Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli 1% - R$ 24,9 mil - 2,1 milhões de brasileiros 4% - R$ 9.648 - 10,6 milhões de brasileiros 10% - R$ 3.590 - 21,2 milhões de brasileiros 50% - R$ 1.311 - 106,1 milhões de brasileiros EDUCAÇÃO EM PAUTA Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Pela primeira vez, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) vai permitir que candidatos com transtorno de ansiedade ou Transtorno Obsessivo- Compulsivo (TOC) tenham um acompanhante autorizado nos dias de prova. A novidade está prevista no edital do Enem 2026, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O atendimento especializado inédito também contemplará participantes com fibromialgia — síndrome crônica caracterizada principalmente por dor generalizada no corpo. A condição também costuma provocar fadiga intensa, alterações no sono,dificuldade de concentração e sensibilidade aumentada ao toque. https://g1.globo.com/tudo-sobre/enem/ https://g1.globo.com/tudo-sobre/inep/ Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli 🧠 Como funcionará o acompanhamento? Segundo o Inep, participantes diagnosticados com histórico de crise de ansiedade ou TOC poderão solicitar a presença de uma pessoa de suporte. Esse acompanhante ficará em uma sala reservada e monitorada por fiscais, podendo ser acionado em situações de necessidade de acolhimento ou estabilização emocional do candidato. O espaço também poderá ser usado por profissionais responsáveis por auxiliar participantes que precisem de apoio para ir ao banheiro ou se alimentar durante a aplicação do exame. Para ter acesso ao recurso, será necessário apresentar documentação comprobatória, como laudo médico, no momento da solicitação do atendimento especializado. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli 🧠 Lista de atendimentos especializados O Inep afirma que a política de acessibilidade do Enem abrange pessoas com deficiências, transtornos e necessidades específicas de saúde, além de situações como gestação, lactação, internação hospitalar e mobilidade reduzida. Todos os recursos precisam ser solicitados previamente pelos participantes, conforme os critérios definidos no edital. Entre os atendimentos já oferecidos estão: Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli prova ampliada e superampliada; videoprova em Libras; leitor de tela em computador; tradutor-intérprete de Libras; leitura labial; auxílio ledor; auxílio para transcrição das respostas; guia-intérprete para pessoas com surdocegueira; mobiliário acessível; sala adaptada para pessoas com mobilidade reduzida; sala para lactantes; aplicação em classe hospitalar; tempo adicional de 60 minutos; calculadora para participantes com discalculia. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli O Inep destaca que o Enem foi uma das primeiras avaliações do país a adotar prova em Braille. Em 2020, o exame também passou a permitir a escrita e correção da redação nesse sistema tátil, utilizado por pessoas cegas ou com baixa visão. De acordo com o Inep, o número de participantes que utilizaram atendimento especializado no Enem cresceu fortemente nos últimos anos. Entre 2022 e 2025, a quantidade de pessoas atendidas passou de 30.856 para 89.770 — um aumento de 191%. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Desde 2024, o órgão recomendava que pais "refletissem" sobre o uso de smartphones perto das crianças, mas, nas novas diretrizes, apresentou orientações mais concretas. Os pais foram também incentivados a desenvolver "hábitos saudáveis de uso de telas para si mesmos", acrescentando que isso influencia diretamente os hábitos das crianças. Pesquisas citadas pelas autoridades de saúde suecas mostram que o uso frequente de telas por pais pode afetar negativamente a interação com os filhos, enquanto os filhos de pais que usam muito dispositivos eletrônicos têm maior probabilidade de desenvolver comportamentos semelhantes. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli A agência de saúde pública da Suécia pediu na segunda-feira (1º) que pais deixem os celulares de lado ao passarem tempo com seus filhos. As novas recomendações se baseiam em pesquisas sobre o impacto do uso de telas, de acordo com o órgão. "Guarde o celular quando estiver com seu filho. Use-o apenas se for necessário ou quando estiver usando junto com a criança", diz o comunicado da Agência de Saúde Pública da Suécia. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli "As crianças não são influenciadas apenas pelo que os adultos dizem, mas também pelo que fazem. Por isso, pequenas mudanças no cotidiano podem fazer diferença tanto nas interações do presente quanto nos hábitos da criança ao longo do tempo", afirma Helena Frielingsdorf, psiquiatra que atua na agência. Outras recomendações da agência incluem adotar "zonas livres de telas", semelhantes às sugeridas para crianças, como quartos e a mesa de jantar; evitar telas antes de dormir; e não apresentar as telas às crianças antes dos dois anos de idade. Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Em 2024, o órgão afirmou que o excesso de telas pode piorar a qualidade do sono, provocar depressão em crianças e resultar em atividade Nos últimos anos, o país nórdico tem buscado reduzir o tempo que crianças passam em celulares. O governo sueco anunciou em janeiro que pretende proibir smartphones nas escolas para alunos até o nono ano, o que corresponde a crianças e adolescentes de até 15 ou 16 anos. A vedação já foi adotada pelo Brasil no ano passado, por meio de uma lei aprovada no Congresso Nacional. Enquanto isso, mais de uma dezena de países tem discutido restringir o acesso de menores de idade às redes sociais. No Brasil, começou a valer em março a lei conhecida como ECA Digital, que não proíbe a presença de menores de idade nas redes, mas impõe uma série de restrições ao conteúdo que eles podem acessar. https://g1.globo.com/educacao/noticia/2025/01/27/celulares-proibidos-nas-escolas-saiba-o-que-muda-na-volta-as-aulas.ghtml https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/03/17/eca-digital-comeca-a-valer-e-impoe-novas-regras-para-criancas-e-jovens-em-redes-sociais-jogos-e-sites.ghtml Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli A Universidade de São Paulo (USP) foi considerada a melhor universidade da América Latina, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (1º) pelo Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR). A universidade paulista ocupa o 119º lugar mundial (de um total de 21.291 instituições) e faz parte de um grupo que representa 0,6% das melhores faculdades do mundo. https://g1.globo.com/educacao/universidade/usp/ Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Apesar da conquista, a USP caiu uma posição em relação ao ano anterior devido a declínios nos indicadores de educação, corpo docente e pesquisa. A universidade ocupa a 82ª posição mundial no indicador de citações de artigos científicos, quesito que concentra metade do peso total da avaliação. https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/06/01/ranking-lista-global-universidades-cwur-2026.ghtml Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli 45 das 52 universidades brasileiras que integram a lista das melhores no mundo caíram de posição no CWUR. A queda generalizada, que atingiu 87% das instituições brasileiras, é atribuída principalmente à queda no desempenho em pesquisa e à crescente competição global com instituições mais bem financiadas. A edição de 2026 indica um cenário nacional preocupante: apenas cinco universidades brasileiras subiram de posição, enquanto duas mantiveram seus postos e 44 tiveram queda especificamente no indicador de pesquisa. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) é a segunda melhor ranqueada. No entanto, caiu 15 posições para o 346º lugar. Já a Universidade de Campinas (Unicamp), que desceu 10 postos, ocupa a 379ª colocação. https://g1.globo.com/educacao/universidade/ufrj/ https://g1.globo.com/educacao/universidade/unicamp/ Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Internacionalmente, a Universidade Harvard lidera o ranking pelo 15º ano consecutivo, seguida pelo MIT e Stanford. Embora os EUA dominem o topo da lista, o país enfrenta forte concorrência: 252 instituições americanas caíram de posição nesta edição. O grande destaque positivo é a China, impulsionada por investimentos contínuos em ensino superior. Cerca de 98% das universidades chinesas melhoraram suas posições, lideradas pela Universidade Tsinghua (36ª). A China é agora o país mais representado no Global 2000, com 360 instituições, superando as 313 dos Estados Unidos. Na Europa, o quadro é de dificuldades, com quedas generalizadas no Reino Unido, França e Alemanha devido à competição global intensificada. https://g1.globo.com/educacao/universidade/harvard/ Atualidades Prof. Rodolfo Gracioli Internacionalmente, a Universidade Harvard lidera o ranking pelo 15º ano consecutivo, seguida pelo MIT e Stanford. Embora os EUA