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Relações 
sociais
(Prof. Rodolfo Gracioli) Segundo o Atlas da Violência 2026, o
município mais violento e o menos violento do país
(considerando municípios maiores de 100 mil habitantes)
foram, respectivamente:
a) Jequié/BA e Brusque/SC
b) Maracanaú/CE e Santa Bárbara D’Oeste/SP
c) Itapipoca/CE e Lavras/MG
d) Caucaia/CE e Bragança Paulista/SP
e) Maranguape/CE e Jaraguá do Sul/SC
Você nunca deve ter medo do que está fazendo quando está 
certo.” — Rosa Parks
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CURSO COMPLETO DE 
ATUALIDADES
AULA 26
Prof. Rodolfo Gracioli
ATLAS DA VIOLÊNCIA 2026
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O Brasil atingiu, em 2024, a menor taxa de homicídios em 11 anos,
segundo o Atlas da Violência 2026, produzido pelo Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública
(FBSP) e divulgado nesta terça-feira (26).
O número absoluto de mortes é de 42.590 homicídios registrados
oficialmente no país no ano passado, o equivalente a 20,1 assassinatos a
cada 100 mil habitantes.
A redução aparece tanto na comparação anual quanto em recortes mais
longos da série histórica. Em relação a 2023, a taxa caiu 7,4%. Em números
absolutos, a queda foi de 6,9%: no ano anterior, o Brasil havia registrado
45.747 homicídios.
https://g1.globo.com/politica/noticia/2025/05/12/homicidios-caem-no-brasil-2023-atlas-da-violenca-ipea-fbsp.ghtml
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🔎 Entre os fatores que ajudam a explicar o recuo dos homicídios, segundo
os pesquisadores, estão mudanças nas políticas de segurança estaduais e
municipais, baseadas em diagnósticos de onde o crime ocorre; alterações
nas dinâmicas do crime organizado, com tréguas entre facções em algumas
regiões; e o envelhecimento da população, já que os jovens são o principal
perfil das vítimas de homicídio.
‼️O Atlas, porém, destaca que a queda deve ser lida com cautela. Isso
porque cresceram as mortes violentas por causa indeterminada —
categoria que pode ocultar homicídios não classificados oficialmente.
Segundo estimativa dos pesquisadores, o país pode ter registrado 49.673
homicídios em 2024, o que reduziria a queda em relação a 2023 para
apenas 0,4%.
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"Os remédios que aparentemente funcionam, ou pelo menos funcionaram
em outras cidades e países, e que a ciência diz que funcionam, precisam ser
considerados. É preciso fazer política baseada em evidência e montar um
sistema de gestão que integre ações de curto prazo, com repressão
qualificada da polícia, e ações intersetoriais de prevenção social à
violência”, afirma Daniel Cerqueira, técnico de planejamento e pesquisa do
Ipea e coordenador do Atlas da Violência.
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“Isso tem sido feito há alguns anos no Brasil, aqui e acolá, em alguns
estados e municípios, e é um processo que está tomando cada vez mais
fôlego”, completa.
Nos últimos cinco anos, entre 2019 e 2024, a taxa de homicídios caiu 8,6%,
enquanto o número de vítimas recuou 6,4%. Em dez anos, a tendência
também é de queda. Entre 2014 e 2024, a taxa nacional de homicídios
caiu 33,4%, enquanto o total de mortes recuou 29,6%.
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“Isso tem sido feito há alguns anos no Brasil, aqui e acolá, em alguns
estados e municípios, e é um processo que está tomando cada vez mais
fôlego”, completa.
Nos últimos cinco anos, entre 2019 e 2024, a taxa de homicídios caiu 8,6%,
enquanto o número de vítimas recuou 6,4%. Em dez anos, a tendência
também é de queda. Entre 2014 e 2024, a taxa nacional de homicídios
caiu 33,4%, enquanto o total de mortes recuou 29,6%.
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Segundo o relatório, a redução recente foi “ampla, mas não homogênea”.
A violência letal continua concentrada em parte das regiões Norte e
Nordeste, enquanto estados do Sul, do Sudeste e o Distrito Federal
mantêm os menores índices do país
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Em 2024, 18 unidades da federação tiveram taxa de homicídios acima da
média nacional, de 20,1 mortes por 100 mil habitantes. As maiores taxas
foram registradas nos seguintes estados:
• Amapá: 45,7;
• Bahia: 40,9;
• Pernambuco: 37,3;
• Alagoas: 35,9;
• Ceará: 34,3.
Na outra ponta, veja onde foram registrados os menores níveis de
violência letal em 2024:
https://g1.globo.com/ap/amapa/
https://g1.globo.com/ba/bahia/
https://g1.globo.com/pe/pernambuco/
https://g1.globo.com/al/alagoas/
https://g1.globo.com/ce/ceara/
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• São Paulo: 6,6;
• Santa Catarina: 8,1;
• Distrito Federal: 10,3;
• Minas Gerais: 12,8;
• Rio Grande do Sul: 15,2.
https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/
https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/
https://g1.globo.com/df/distrito-federal/
https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/
https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/
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Onde a taxa mais caiu e onde aumentou em comparação com 2023
A comparação de 2024 com 2023 mostra outro recorte: não o nível de
violência em cada estado, mas a variação da taxa de homicídios de um ano
para o outro.
Nesse recorte, a melhora entre 2023 e 2024 foi relativamente disseminada,
segundo o Atlas.
Entre as taxas estaduais, apenas Maranhão, com alta de 7,6%, e Ceará,
com aumento de 5,2%, tiveram crescimento relevante. São
Paulo permaneceu estável.
https://g1.globo.com/ma/maranhao/
https://g1.globo.com/ce/ceara/
https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/
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As maiores quedas na taxa de homicídios foram registradas nos seguintes
estados:
• Amapá: -30%;
• Tocantins: -26,7%;
• Sergipe: -24,8%;
• Roraima: -22,8%;
• Acre: -20,5%.
Em números absolutos, as maiores reduções ocorreram no Rio de Janeiro,
com 772 homicídios a menos; na Bahia, com 555 a menos; no Rio Grande
do Sul, com 280 a menos; em Goiás, com 229 a menos; e no Amazonas,
também com 229 a menos.
https://g1.globo.com/ap/amapa/
https://g1.globo.com/to/tocantins/
https://g1.globo.com/se/sergipe/
https://g1.globo.com/rr/roraima/
https://g1.globo.com/ac/acre/
https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/
https://g1.globo.com/ba/bahia/
https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/
https://g1.globo.com/go/goias/
https://g1.globo.com/am/amazonas/
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Em dez anos, a taxa nacional de homicídios caiu 33,4%
Na série completa de 2014 a 2024, a taxa nacional de homicídios caiu
33,4%.
O Amapá foi o caso mais destoante no período: foi a única unidade da
federação com aumento expressivo tanto da taxa de homicídios, de
30,2%, quanto do número absoluto de mortes, de
41,8%. Pernambuco também terminou 2024 com taxa ligeiramente
superior à de 2014, alta de 1,1%.
As maiores quedas na taxa de homicídios entre 2014 e 2024 ocorreram
no Distrito Federal, com recuo de 66,2%; em Goiás, com 58,4%;
em Sergipe, com 54,6%; em São Paulo, com 53,2%; e no Rio Grande do
Norte, com 51,6%.
https://g1.globo.com/ap/amapa/
https://g1.globo.com/pe/pernambuco/
https://g1.globo.com/df/distrito-federal/
https://g1.globo.com/go/goias/
https://g1.globo.com/se/sergipe/dominem o
topo da lista, o país enfrenta forte concorrência: 252 instituições
americanas caíram de posição nesta edição.
O grande destaque positivo é a China, impulsionada por investimentos
contínuos em ensino superior. Cerca de 98% das universidades chinesas
melhoraram suas posições, lideradas pela Universidade Tsinghua (36ª). A
China é agora o país mais representado no Global 2000, com 360
instituições, superando as 313 dos Estados Unidos.
Na Europa, o quadro é de dificuldades, com quedas generalizadas no
Reino Unido, França e Alemanha devido à competição global intensificada.
https://g1.globo.com/educacao/universidade/harvard/
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Metodologia
O CWUR utiliza quatro indicadores principais para classificar as
instituições, sem depender de pesquisas de opinião ou dados
enviados pelas próprias universidades:
• Educação (25%): baseado no sucesso acadêmico de ex-alunos.
• Empregabilidade (25%): baseado no sucesso profissional de ex-
alunos em grandes empresas.
• Corpo docente (10%): medido por distinções acadêmicas de alto
nível.
• Pesquisa (40%): inclui produção total, publicações em jornais de
elite, influência e citações.
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O governo criou a Universidade Federal Indígena (Unind) a partir de
uma lei publicada nesta sexta-feira (29) no Diário Oficial da União. De
natureza autárquica e vinculada ao Ministério da Educação, a
instituição terá sede em Brasília.
De acordo com a publicação, a universidade pode ter campi em
diferentes regiões do Brasil, de forma que atenda a presença de
povos indígenas no país. As localidades não foram anunciadas.
Os recursos financeiros da universidade serão provenientes de
Orçamento Geral da União, convênios, auxílios concedidos por
entidades públicas e particulares, entre outros.
https://g1.globo.com/df/distrito-federal/cidade/brasilia/
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A lei estabelece que a Unind deve:
• ministrar ensino superior, desenvolver pesquisa e promover
extensão universitária;
• produzir conhecimentos científicos e técnicos necessários ao
fortalecimento cultural, à gestão territorial e ambiental e à
garantia dos direitos indígenas;
• valorizar e incentivar as inovações tecnológicas apropriadas aos
contextos ambientais e sociais dos territórios indígenas;
• promover a sustentabilidade socioambiental dos territórios e dos
projetos societários de bem-viver dos povos indígenas;
• valorizar, preservar e difundir os saberes, as culturas, as histórias e
as línguas dos povos indígenas do Brasil e da América Latina.
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Cargos e processo seletivo
Ainda de acordo com a lei, o ingresso no quadro de funcionários da
universidade deve ocorrer por meio de concurso público, ainda sem
data anunciada. Os cargos de professor e de técnico-administrativos
serão criados por lei específica.
Já o ingresso de alunos será estabelecido pela própria universidade
de acordo com os critérios de cada comunidade indígena e
considerando as diversidades linguística e cultural.
O primeiro Reitor e o Vice-Reitor serão nomeados pelo ministro da
Educação até que a Unind seja organizada por meio de um
estatuto. Ambos os cargos devem ser ocupados obrigatoriamente
por professores indígenas.
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https://t.me/rodolfogracioli
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OBRIGADO
Prof. Rodolfo Graciolihttps://g1.globo.com/sp/sao-paulo/
https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/
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Número de homicídios pode ser maior
O Atlas também faz uma ressalva sobre os dados oficiais. O relatório
afirma que a análise dos homicídios registrados no Sistema de Informações
sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde, fica prejudicada quando uma
parcela das mortes violentas não tem a intencionalidade identificada. Esses
casos são classificados como mortes violentas por causa indeterminada.
Para contornar esse problema, os pesquisadores usam uma metodologia
baseada em aprendizado de máquina para estimar quantas dessas mortes
podem, na verdade, ter sido homicídios. Esses casos são classificados no
relatório como homicídios ocultos.
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Com essa metodologia, o Brasil teria registrado 49.673 homicídios
estimados em 2024. A taxa estimada foi de 23,4 mortes por 100 mil
habitantes. Nesse cenário, a queda em relação a 2023 foi de apenas 0,4%,
bem menor do que a redução de 7,4% apontada pelos registros oficiais.
A diferença entre a taxa estimada e a taxa registrada chegou a 3,3 pontos
em 2024. Segundo o Atlas, esse patamar ficou acima da diferença média
observada entre 2014 e 2017, de 1,8 ponto, e também acima da média de
2019 a 2024, de 2,8 pontos. Para os pesquisadores, isso indica piora
recente na capacidade de identificar corretamente a intencionalidade das
mortes violentas.
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Homicídios ocultos quase dobraram
Em 2024, os homicídios ocultos aumentaram de 3.755 para 7.083, alta de
88,6%. A taxa de homicídios ocultos passou de 1,8 para 3,3 por 100 mil
habitantes, crescimento de 83,3%.
Com isso, os homicídios ocultos passaram a responder por 14,3% dos
homicídios estimados em 2024. Em 2023, essa proporção era de 7,6%.
No acumulado entre 2014 e 2024, o país somou cerca de 55,2 mil
homicídios ocultos. No mesmo período, o total de homicídios estimados
chegou a 638,8 mil.
Quando se considera a taxa estimada, e não apenas os registros oficiais,
as maiores taxas de homicídio em 2024 foram observadas em:
https://g1.globo.com/politica/noticia/2025/05/12/homicidios-caem-no-brasil-2023-atlas-da-violenca-ipea-fbsp.ghtml
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• Amapá: 47,1;
• Ceará: 43,7;
• Bahia: 42,6;
• Alagoas: 39,8;
• Pernambuco: 38,6.
As menores taxas de homicídio estimadas foram registradas em:
• Santa Catarina: 8,8;
• Distrito Federal: 10,9;
• São Paulo: 12,8;
• Rio Grande do Sul: 15,9;
• Minas Gerais: 18,5.
Ao todo, 16 unidades da federação ficaram acima da taxa nacional
estimada, de 23,4 homicídios por 100 mil habitantes.
https://g1.globo.com/ap/amapa/
https://g1.globo.com/ce/ceara/
https://g1.globo.com/ba/bahia/
https://g1.globo.com/al/alagoas/
https://g1.globo.com/pe/pernambuco/
https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/
https://g1.globo.com/df/distrito-federal/
https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/
https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/
https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/
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Minas, Ceará e SP têm maiores altas na taxa que inclui homicídios ocultos
Pela taxa estimada, os maiores aumentos entre 2023 e 2024 ocorreram nos
seguintes estados:
Minas Gerais: +25%;
Ceará: +23,8%;
São Paulo: +10,3%;
Maranhão: +7,8%;
Alagoas: +3,6%.
https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/
https://g1.globo.com/ce/ceara/
https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/
https://g1.globo.com/ma/maranhao/
https://g1.globo.com/al/alagoas/
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Veja abaixo onde foram registradas as maiores quedas:
Amapá: -28,3%;
Tocantins: -22,3%;
Sergipe: -21,4%;
Acre: -20,9%;
Roraima: -16,5%.
Entre 2019 e 2024, o Brasil reduziu em 6% o número estimado de
homicídios e em 8,2% a taxa estimada. No mesmo período, porém, a
queda dos homicídios ocultos foi mais modesta: 3,8% no número de casos
e 8,3% na taxa.
https://g1.globo.com/ap/amapa/
https://g1.globo.com/to/tocantins/
https://g1.globo.com/se/sergipe/
https://g1.globo.com/ac/acre/
https://g1.globo.com/rr/roraima/
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Brasil perdeu mais de 300 mil jovens para a violência em 11 anos
A juventude permanece no centro da violência letal brasileira: crianças e
adolescentes sofrem um ciclo crescente de violências não letais que
antecedem, em muitos casos, desfechos mais graves. O crescimento das
notificações de violência sexual é um dos dados mais críticos. Na primeira
infância (0 a 4 anos), os registros de violência sexual cresceram mais de
quatro vezes em uma década, saltando de 1.671 casos em 2014 para 7.845
em 2024. Na faixa de 5 a 14 anos, o aumento foi de 6.594 para 29.135
notificações no mesmo período.
Cerca de dois terços da vitimização de crianças até 14 anos ocorrem
dentro da própria residência. Para menores de 0 a 4 anos, a autoria da
violência não letal é doméstica em 79,9% dos casos.
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No caso da letalidade, de 2014 a 2024, 301.825 jovens entre 15 e 29 anos
foram assassinados — cerca de 75 por dia. Em 2024, 19.801 jovens foram
assassinados, com taxa de 42,2 homicídios por 100 mil habitantes. Do total
de jovens mortos naquele ano,
18.545 eram homens, com taxa de homicídios de 78,0 por 100 mil, quase o
dobro da taxa geral.
A violência letal é predominantemente masculina e armada. Dos 54 jovens
mortos diariamente em 2024, 51 eram homens. Além disso, entre
adolescentes de 15 a 19 anos, as armas de fogo foram utilizadas em 84,1%
dos homicídios.
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99 cidades concentram metade dos homicídios
O retrato municipal mostra que a violência letal segue muito concentrada
no território. Em 2024, o Atlas analisou 5.570 municípios com informação
válida. Desse total, 1.578 não registraram nenhum homicídio estimado no
ano.
Ainda assim, a média municipal foi de 20 homicídios por 100 mil
habitantes. Já em metade dos municípios brasileiros, a taxa ficou abaixo
de 15,3. Segundo o relatório, essa diferença mostra que um grupo
relativamente pequeno de cidades com índices muito elevados de
violência acaba puxando a média nacional para cima. Em 2024, 50% dos
homicídios do país ocorreram em apenas 99 municípios, o equivalente a
cerca de 1,8% das cidades brasileiras. Os 10 municípios com maior número
absoluto de homicídios concentraram 19,4% do total nacional.
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Municípios com mais de 100 mil habitantes tiveram maior taxa de
homicídios
O Atlas dividiu os municípios em três grupos: pequenos, com até 100 mil
habitantes; médios, com mais de 100 mil e até 500 mil habitantes; e
grandes, com mais de 500 mil habitantes.
Em 2024, os municípios médios tiveram a maior taxa média de homicídios
estimados: 24,1 por 100 mil habitantes. Eles ficaram acima dos municípios
grandes, com taxa de 23,2, e dos pequenos, com 19,7.
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Nos municípios pequenos, 1.578 não tiveram homicídios estimados em
2024. Outros 139 não registraram homicídios oficialmente, mas
apareceram com homicídios ocultos. Além disso, 2.139 tiveram taxas
inferiores a 10 por 100 mil habitantes. Na outra ponta, 477 municípios
pequenos registraram taxas iguais ou superiores a 50 por 100 mil.
Entre os municípios médios, 11 tiveram taxas acima de 60 homicídios por
100 mil habitantes, e 56 ficaram abaixo de 10. Entre os municípios
grandes, seis cidades tiveram taxas abaixo de 10 por 100 mil. Segundo o
Atlas, os resultados sugerem que a violência letal mais intensa não se
concentra necessariamente nas maiores metrópoles, mas frequentemente
em municípios de porte intermediário.
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Maranguape, Jequié e Maracanaú lideram ranking de assassinato entre
cidades com mais de 100 mil habitantes
Entre os 336 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, as
taxas de homicídio estimado variaram de 2 a 87,2 por 100 mil habitantes.
Ao todo, 46 municípios desse grupo tiveram taxas acima de 40 homicídios
por 100 mil habitantes. Outros 62 ficaram abaixo de 10. Além disso, 194
municípiosapresentaram taxas inferiores à referência nacional de 23,4
homicídios por 100 mil habitantes.
Atualidades 
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Entre as cidades com mais de 100 mil habitantes, as maiores taxas de
homicídio estimado foram registradas em:
Maranguape (CE): 87,2;
Jequié (BA): 79,4;
Maracanaú (CE): 74,1;
Itapipoca (CE): 74;
Caucaia (CE): 72,9.
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Entre os 20 municípios mais violentos desse grupo, 17 estavam no
Nordeste, dois no Norte e um no Centro-Oeste. A Bahia respondeu por 10
cidades nesse ranking, e o Ceará, por cinco.
Na outra ponta, as menores taxas entre municípios com mais de 100 mil
habitantes foram registradas em:
Jaraguá do Sul (SC): 2;
Brusque (SC): 2,6;
Santa Bárbara d’Oeste (SP): 3,2;
Lavras (MG): 3,6;
Bragança Paulista (SP): 3,8.
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As 10 cidades com maiores taxas de homicídio em 2024:
1º Barcelos (AM) — Homicídios: 32 | População: 18,626 | Taxa de homicídios: 171,8
2º Cruz do Espírito Santo (PB) — Homicídios: 30 | População: 17,718 | Taxa de homicídios: 169,3
3º Groaíras (CE) — Homicídios: 18 | População: 11,313 | Taxa de homicídios: 159,1
4º Barra do Rocha (BA) — Homicídios: 9 | População: 5,920 | Taxa de homicídios: 152
5º Caiçara do Rio do Vento (RN) — Homicídios: 5 | População: 3,359 | Taxa de homicídios: 148,9
6º Ribeirãozinho (MT) — Homicídios: 4 | População: 2,697 | Taxa de homicídios: 148,3
7º Porto de Pedras (AL) — Homicídios: 14 | População: 9,508 | Taxa de homicídios: 147,2
8º João Dias (RN) — Homicídios: 3 | População: 2,093 | Taxa de homicídios: 143,3
9º Ubatã (BA) — Homicídios: 23 | População: 16,097 | Taxa de homicídios: 142,9
10º Galinhos (RN) — Homicídios: 3 | População: 2,160 | Taxa de homicídios: 138,9
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As 10 cidades com menores taxas de homicídio em 2024:
1º Alfenas (MG) — Homicídios: 1 | População: 81,950 | Taxa de homicídios: 1,2
2º João Monlevade (MG) — Homicídios: 1 | População: 83,360 | Taxa de homicídios: 1,2
3º Itapira (SP) — Homicídios: 1 | População: 73,919 | Taxa de homicídios: 1,4
4º Jaraguá do Sul (SC) — Homicídios: 3 | População: 195,753 | Taxa de homicídios: 1,5
5º Embu-Guaçu (SP) — Homicídios: 1 | População: 68,805 | Taxa de homicídios: 1,5
6º Irati (PR) — Homicídios: 1 | População: 60,796 | Taxa de homicídios: 1,6
7º Nova Odessa (SP) — Homicídios: 1 | População: 64,228 | Taxa de homicídios: 1,6
8º Batatais (SP) — Homicídios: 1 | População: 59,873 | Taxa de homicídios: 1,7
9º Mafra (SC) — Homicídios: 1 | População: 57,023 | Taxa de homicídios: 1,8
10º Louveira (SP) — Homicídios: 1 | População: 54,111 | Taxa de homicídios: 1,8
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Os dados mais recentes do Atlas da Violência 2026 indicam continuidade
do crescimento dos registros de violência contra pessoas LGBTQIAPN+ no
Brasil.
Divulgado nesta terça-feira (26) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada) em parceria com o FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança
Pública), o levantamento mostra aumento das notificações entre diferentes
grupos e aponta que os indicadores seguem trajetória de alta ao longo da
série histórica analisada.
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Entre pessoas homossexuais e bissexuais, foram registrados 10.250 casos
de violência em 2024, número 5,5% superior ao observado no ano
anterior. Na comparação com o início da série, o crescimento acumulado
chegou a 212,7%, indicando expansão expressiva das notificações ao
longo da última década.
Os dados mostram que os registros contra pessoas
homossexuais passaram de 7.043 para 7.378 entre 2023 e 2024, aumento
de 4,8%. Já entre pessoas bissexuais, os casos cresceram de 2.675 para
2.872 notificações, alta de 7,4% no período.
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O Atlas também identificou aumento entre pessoas transexuais e travestis.
Em 2024, foram contabilizados 5.575 registros de violência contra esse
grupo, crescimento de 2,6% na comparação anual.
Embora o crescimento tenha sido observado em diferentes grupos, o Atlas
destaca que os padrões de vitimização não são homogêneos dentro da
população LGBTQIAPN+. O comportamento dos indicadores varia
conforme orientação sexual, identidade de gênero, faixa etária e acesso
aos mecanismos de denúncia e atendimento, o que exige leitura cautelosa
dos números agregados.
Outro ponto destacado pelo Atlas é que os registros representam apenas
os episódios que chegaram ao sistema de saúde. Por isso, os autores
alertam que os números não correspondem necessariamente à totalidade
das situações de violência vividas pela população LGBTQIAPN+, grupo
que historicamente enfrenta barreiras para denúncia e acesso institucional.
https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/rj/cassia-kis-presta-depoimento-em-caso-de-transfobia-em-shopping-no-rio/
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Os autores destacam ainda que os dados disponíveis possuem limitações e
podem não captar integralmente a violência sofrida pela população
LGBTQIAPN+, especialmente entre crianças menores de 10 anos, grupo
que não aparece de forma específica nos registros analisados.
Não obstante, na avaliação dos pesquisadores, acompanhar esses
indicadores ao longo do tempo permite identificar mudanças nos padrões
de violência e orientar políticas públicas mais direcionadas. O relatório
defende que ampliar a capacidade de registro e qualificar os dados
produzidos é parte central do enfrentamento da violência contra grupos
historicamente vulnerabilizados.
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Mortes no trânsito e a precarização do trabalho
O Atlas da Violência 2026 trata o trânsito como uma das principais frentes
de violência letal no país. Em 2024, o Brasil registrou 37.150 mortes no
trânsito, impulsionadas
principalmente pelo aumento das mortes envolvendo motocicletas,
responsáveis por 41,6% dos óbitos viários no país.
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O estudo mostra que a expansão da economia de aplicativos alterou
profundamente a dinâmica da mobilidade urbana brasileira, que
consolidou a motocicleta como instrumento de trabalho e sobrevivência
econômica para parcelas vulneráveis da população, especialmente nas
regiões Norte e Nordeste. Entre 2019 e 2024, as mortes em sinistros com
motocicletas cresceram 38%, passando de 11.182 para 15.459 óbitos.
Para os pesquisadores, a pressão por produtividade, as jornadas extensas
e a ausência de proteção social transformaram os trabalhadores de
aplicativos em um dos grupos mais expostos ao risco letal no cotidiano
urbano. No Piauí, por exemplo, as motocicletas estiveram envolvidas em
72,7% das mortes no trânsito registradas em 2024, muito acima da média
nacional.
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Idosos morrem mais por queda do que por homicídio
O Atlas aponta ainda crescimento expressivo da violência contra
idosos, mas alerta para o avanço das mortes por queda no país.
Os registros no sistema de saúde de violência contra idosos cresceram
226,3%, atingindo 30.097 casos anuais em 2024 — taxa equivalente a
88,4 notificações por 100 mil habitantes. No mesmo ano, a taxa de
homicídios entre idosos foi de 5,9 por 100 mil habitantes, o que
correspondeu à morte de 2.007 pessoas com mais de 60 anos.
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No entanto, os óbitos por causas externas de pessoas com mais de 60
anos foram causados mais por queda do que por assassinatos. O Atlas
mostra que, desde 2000, enquanto os homicídios de homens
diminuíram 6,6%, as mortes porqueda aumentaram 345%. Entre
mulheres, os homicídios caíram 2,8%, mas os óbitos por queda
cresceram 630%.
Segundo Daniel Cerqueira, técnico de planejamento e pesquisa do
Ipea e coordenador do Atlas da Violência, os dados mostram que o
Brasil não está preparado para o envelhecimento da população.
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"Precisamos pensar com urgência em políticas sérias e intersetoriais. A
solução não é apenas ter mais hospitais. É preciso investir em qualidade
de vida, prática de exercícios físicos, mobiliário urbano adequado,
adaptação das casas e uma série de outras medidas que envolvem
políticas urbanas, esporte, educação e diferentes áreas”, diz o
especialista.
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De acordo com o Atlas, a expectativa é que, nos próximos 15 anos, o
número de quedas no Brasil seja maior do que o número de
homicídios, considerando a população, não apenas idosos. "Claro que
quem mais morre por queda é idoso, porque a gente sabe que quem
cai mais são os idosos. É um dado muito impactante”, afirma
Cerqueira.
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O Brasil registrou o assassinato de 3.642 mulheres em 2024, o que
corresponde a 3,4 mortes a cada 100 mil pessoas do sexo feminino. Os
dados são do Atlas da Violência 2026, publicado nesta terça-feira (25).
O número representa uma queda de 6,7% em relação a 2023, quando
foram documentados 3.903 homicídios de mulheres. De acordo com o
levantamento, há uma tendência de redução desse tipo de crime desde
2014 — primeiro ano da série histórica. Em dez anos, o estudo registrou
uma queda de 27,7% na taxa de mortes violentas de mulheres.
https://g1.globo.com/politica/noticia/2025/05/12/assassinatos-de-mulheres-e-de-criancas-de-0-a-4-anos-cresceram-em-2023-no-brasil-diz-atlas-da-violencia.ghtml
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A socióloga e diretora do FBSP, Samira Bueno, afirma que, apesar da
tendência de queda nos assassinatos de mulheres, houve nos últimos anos
um aumento no número de mortes registradas como “causa
indeterminada”, o que pode gerar subnotificação dos homicídios
femininos, já que parte dessas ocorrências pode esconder assassinatos que
não foram corretamente identificados pelas autoridades.
“Entre 2023 e 2024, os registros de mortes violentas sem causa
determinada cresceram 23,8%. Nessa classificação entram óbitos que
necessariamente decorreram de acidente, homicídio ou suicídio, mas cuja
causa específica não pôde ser concluída pelo médico legista. Parte desses
casos envolve mulheres assassinadas. Ou seja, a queda das mortes violentas
de mulheres é um dado importante, mas precisa ser analisada com cautela,
porque pode haver essa lacuna nos dados”, afirma.
https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/05/10/brasileiros-afirmam-conviver-com-o-crime-organizado-no-bairro-onde-moram.ghtml
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Apesar do recuo, o volume absoluto de casos segue elevado. Ao longo da
década, 46.336 mulheres foram assassinadas no Brasil. O maior índice de
mortes violentas dessa parcela da população foi registrado em 2017,
quando a taxa de homicídios atingiu 4,7 mortes por 100 mil mulheres.
Os estados com as maiores taxas de assassinato de mulheres por 100 mil
habitantes foram Roraima (12,6), Rondônia (5,7), Ceará (5,7), Bahia (5,4) e
Pernambuco (5,4), o que indica que os níveis mais elevados de violência
letal contra mulheres se concentraram nas regiões Norte e Nordeste.
Alguns estados apresentaram índices inferiores à média nacional. São
Paulo se destacou com a menor taxa do país em 2024, registrando 1,5
homicídio por 100 mil mulheres, além de uma trajetória consistente de
queda ao longo da série histórica. Em 2014, o estado registrava 2,7 mortes
violentas a cada 100 mil mulheres.
https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/03/04/metade-dos-feminicidios-no-brasil-ocorre-em-cidades-de-ate-100-mil-habitantes-diz-pesquisa.ghtml
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Também ficaram abaixo da média nacional Acre (2,8), Amapá (2,5), Distrito
Federal (2,2), Rio de Janeiro (2,9), Rio Grande do Norte (2,8), Santa
Catarina (2,2) e Sergipe (2,2).
Segundo o levantamento, esses estados registraram reduções ao longo do
período analisado, algumas bastante expressivas, como em Sergipe (-
37,1%) e no Amapá (-32,4%), indicando avanços mais consistentes na
diminuição da violência letal contra mulheres nesses contextos.
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Do total de mortes violentas de mulheres registradas no Brasil, 35,2%
aconteceram dentro das residências das vítimas. O percentual é o mesmo
registrado em 2023.
Os homicídios de mulheres dentro de casa apresentaram um
comportamento diferente do restante das mortes violentas ao longo da
última década, de acordo com o estudo.
Enquanto os assassinatos ocorridos fora das residências acompanharam a
tendência geral de queda da violência letal no país, os casos registrados
dentro de casa permaneceram relativamente estáveis.
Para os pesquisadores, isso indica que a redução dos homicídios de
mulheres não ocorreu de forma homogênea e que a violência doméstica
continua resistente às quedas observadas em outros contextos.
https://g1.globo.com/politica/noticia/2025/05/12/homicidios-caem-no-brasil-2023-atlas-da-violenca-ipea-fbsp.ghtml
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Mulheres negras assassinadas
As mulheres negras são as principais vítimas da violência letal no país,
segundo o Atlas. Das 3.642 mulheres assassinadas, 2.457 eram pretas, o
equivalente a 67,5% do total registrado.
Entre 2014 e 2024, a taxa de homicídios nesse grupo caiu de 5,6 para 4
mortes por 100 mil mulheres — uma redução de 28,6% no período.
Para a antropóloga Débora Diniz, a violência contra as mulheres no Brasil
tem “endereço e perfil social definidos”.
“Ela ocorre majoritariamente dentro de casa, atinge sobretudo mulheres
negras e se manifesta de diferentes formas ao longo da vida — da
negligência contra meninas e idosas à violência física e sexual contra
jovens e adultas”, afirma.
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Violência contra a mulher
Em 2024, 293.842 mulheres foram vítimas de violência não letal no Brasil,
sendo que a maior parte dos casos (64%) ocorreu em contexto doméstico.
Os registros desse tipo de violência cresceram 6,1% em 2024 na
comparação com o ano anterior.
Os maiores aumentos ocorreram nos casos de negligência — definidos
como omissão, por parte do cuidador, de prover necessidades básicas —,
com alta de 13,8%. As vítimas desse tipo de violência estão
majoritariamente na faixa etária de 0 a 9 anos (51,9%) e acima dos 70 anos.
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As notificações de violência sexual também cresceram 10,8%. Entre
meninas de 10 a 14 anos, 45,5% de todas as violências reportadas foram
casos de violência sexual, o que sugere forte incidência de abusos
intrafamiliares e situações de vulnerabilidade associadas à dependência.
Dos 15 aos 69 anos, a violência física aparece como a manifestação mais
comum, frequentemente associada a relações íntimas e acompanhada por
uma alta proporção de violência múltipla, indicando que diferentes formas
de agressão tendem a ocorrer simultaneamente.
Se destaca também o aumento de 27,2% nos registros classificados
genericamente como violência doméstica não identificada, sem
detalhamento sobre o tipo de agressão. "Esse estudo também é uma
maneira de a gente chamar atenção para a qualidade dessas classificações
e tentar responder porque houve uma piora nesses dados da saúde nos
últimos anos", diz Samira.
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A violência contra a mulher é, pela primeira vez, considerada pela maioria
dos brasileiros a forma de criminalidade mais grave do país. É o que
aponta pesquisa do Datafolha encomendada pelo Movimento Mulher
360 e divulgada nesta segunda-feira(1).
O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em capitais e
regiões metropolitanas de todas as regiões do Brasil, entre 6 e 11 de abril
de 2026. Segundo os dados, 61% dos entrevistados apontam a violência
contra a mulher como a forma mais grave de criminalidade, índice muito
acima do segundo colocado, o tráfico de drogas, com 16%.
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A percepção é ainda mais intensa entre as mulheres: 73% delas citam a
violência de gênero como o problema mais grave, ante 49% dos homens.
Entre mulheres de 16 a 24 anos, o índice chega a 77%.
A maioria dos entrevistados (89%) avalia que os casos de violência contra a
mulher aumentaram nos últimos 12 meses. Entre as mulheres, o índice
sobe para 94%; entre os homens, é de 83%.
Além disso, 71% acreditam que as mulheres correm mais perigo dentro de
casa do que fora dela.
https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/sp/com-107-casos-sp-bate-recorde-de-registros-de-feminicidio-em-2026/
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Apesar do reconhecimento amplo da violência física, a pesquisa revela que
agressões psicológicas e situações de controle ainda são frequentemente
normalizadas.
Apenas 55% dos entrevistados consideram violência um marido impedir a
esposa de sair sozinha para uma comemoração. O entendimento é
semelhante quando o comportamento envolve controlar as amizades da
parceira — 58% classificam o comportamento como violência.
A violência patrimonial também não é reconhecida de forma ampla:
apenas 58% veem como violência um marido que controla o salário da
esposa. O cenário muda quando se trata de agressões físicas. Humilhar a
companheira em público é reconhecido como violência por 94% dos
entrevistados. Forçar a esposa a ter relação sexual atinge 95%.
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Relatos das vítimas
Em módulo de autopreenchimento respondido por 875 mulheres, o
levantamento revelou que três em cada quatro (74%) já viveram alguma
situação de violência.
A forma mais comum relatada foi xingamentos ou insultos (59%), seguida
de ameaças de bater, empurrar ou chutar (45%) e ser seguida ou
intimidada (43%).
Violência sexual também foi citada de forma significativa: 38% das
mulheres disseram ter sido tocadas ou agarradas sem permissão. Uma em
cada quatro relatou ter sido espancada ou sofreu tentativa de
enforcamento, e 22% foram ameaçadas com armas ou facas. Cada vítima
havia passado por, em média, três situações de violência ao longo da vida.
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Silêncio e desconfiança nas instituições
Diante da agressão mais grave sofrida nos últimos 12 meses, 37% das
mulheres afirmaram não ter tomado nenhuma atitude.
A baixa confiança nas instituições ajuda a explicar o silêncio: apenas 19%
das mulheres dizem confiar muito na polícia para protegê-las. Entre
os homens, o índice é de 31%.
Enquanto 55% dos homens consideram as leis de proteção às mulheres
adequadas, o mesmo percentual de mulheres as considera insuficientes.
A Lei Maria da Penha é conhecida por 97% dos entrevistados, mas apenas
57% sabem o número de telefone para denunciar violência contra a
mulher.
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Onde buscar ajuda
Mulheres em situação de violência podem ligar para o Ligue 180, a Central
de Atendimento à Mulher, disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana,
inclusive nos finais de semana e feriados. O serviço
é gratuito, sigiloso e atende também do exterior. Para emergências,
o número é o 190 (Polícia Militar). Casos podem ser registrados
presencialmente nas Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) ou, em
alguns estados, por meio de boletim de ocorrência eletrônico. O CVV
(Centro de Valorização da Vida) atende pelo número 188 para situações de
crise emocional.
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Culpabilização da vítima
A pesquisa também apontou que a culpabilização das vítimas ainda é
disseminada: 61% dos entrevistados concordam que muitos casos de
violência são consequência de escolhas erradas das mulheres ao buscar um
parceiro.
O índice varia conforme a escolaridade: cai de 73%, entre os entrevistados
com ensino fundamental, para 48% entre os que têm ensino superior.
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Mais de 2.300 casos de descumprimento de medida protetiva de urgência,
no contexto da violência doméstica, foram registrados no mês de abril
deste ano somente no estado de São Paulo.
Os dados são da Secretaria de Segurança Pública, que registrou um
aumento de 23,5% em relação ao mesmo período do ano passado,
quando houve quase 1.900 registros desse tipo.
Outro crime que teve aumento no estado foi o estupro: em abril, foram
1.328 casos; 13% a mais que no mesmo mês do ano passado. Também no
estado, 20 mulheres foram vítimas de feminicídio em abril, um caso a
menos na comparação com o mesmo período de 2025.
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Apesar disso, aumentou de 97 para 120 o número de tentativas de
homicídio contra mulheres — neste caso, não somente por causa da
condição de mulher. Já os casos de agressão física contra mulheres
passaram dos 6.500 em abril, uma alta de 24% em relação ao mesmo mês
do ano passado.
Quanto aos casos de homicídio doloso, 210 pessoas foram assassinadas no
estado de São Paulo no mês de abril. Segundo a SSP, as 210 pessoas
mortas nesse período são vítimas dos 202 episódios de homicídios dolosos
registrados no mês passado. No mesmo período do ano passado, foram
cinco vítimas a menos.
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A Justiça brasileira registrou 171.036 medidas protetivas concedidas no 1º
trimestre de 2026. O número é maior não apenas para os três primeiros
meses do ano, mas também em comparação a todos os trimestres
monitorados desde 2020. Os dados inéditos do Conselho Nacional de
Justiça (CNJ) mostram que, a cada 45 segundos, uma mulher recebe a
proteção judicial
O mês de março deste ano contabilizou um máximo histórico: 93.782
medidas protetivas. O número é 13,4% maior que o recorde anterior, de
82.697, em setembro de 2025. Em comparação ao trimestre passado,
o crescimento é de 7,52%.
https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/03/31/brasil-tem-mais-de-mil-casos-de-crimes-de-racismo-na-fase-de-cumprimento-da-pena.ghtml
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As medidas protetivas são ferramentas de proteção a mulheres em
situações de risco por violência e, em geral, são concedidas após o pedido
da vítima — em delegacias especializadas ou diretamente ao juiz —, por
meio da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006).
Com variações mensais, o volume de proteções judiciais dessa natureza
cresce no Brasil, desde que os dados começaram a ser monitorados em
janeiro de 2020. Na época, contabilizava-se cerca de 20 mil medidas por
mês.
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Cresce a proteção e a violência
A alta na concessão de medidas acontece em meio ao aumento da
letalidade contra mulheres. No mesmo período, o país registrou 399 vítimas
de feminicídio entre os meses de janeiro e março — o mais letal desde
2015, de acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública
(MJSP).
Crescimento na proteção e também na morte de mulheres pode parecer
contraditório. Porém, os números reforçam o cenário de aumento da
violência contra o gênero, esclarece Nathalie Malveiro, procuradora de
Justiça Criminal do Ministério Público de São Paulo (MPSP). O aumento da
busca pela Justiça por mulheres em risco cresce na medida em que a
violência também ganha força no país e o assunto é difundido entre as
brasileiras, para a procuradora. “Quanto mais se fala, mais as mulheres se
sentem seguras, mais elas registram a ocorrência e pedem a medida
protetiva”, afirma.
https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/05/05/brasil-registra-um-feminicidio-a-cada-5-horas-e-25-minutos-no-1o-trimestre.ghtml
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Lei obriga agressor de mulher a usar tornozeleira de imediato
A aplicaçãoimediata da tornozeleira eletrônica em agressores de mulheres
é autorizada por delegados desde abril, pela Lei 15.383, de 2026. A vítima
pode possuir um dispositivo de alerta para eventual aproximação do
agressor.
A fiscalização das políticas públicas de proteção a mulheres em risco é
fundamental para a eficiência das medidas, de acordo com a procuradora.
“A medida protetiva deve ser monitorada para que seja cumprida”, afirma.
https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/03/18/violencia-domestica-senado-aprova-projeto-que-exige-uso-de-tornozeleira-eletronica-pelos-agressores.ghtml
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A violência sexual representa 45,5% das notificações de agressão contra
meninas de 10 a 14 anos no Brasil, segundo dados do Atlas da Violência
2026 divulgados nesta terça-feira (26) pelo Fórum Brasileiro de Segurança
Pública em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
(Ipea).
As notificações de violência sexual contra crianças e adolescentes
registradas pelo sistema de saúde tiveram um salto entre 2023 e 2024:
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• Primeira infância (0 a 4 anos): As notificações subiram de 7.315 em 2023
para 7.845 em 2024.
• Crianças e pré-adolescentes (5 a 14 anos): Faixa de maior
vulnerabilidade, saltou de 26.125 para 29.135 casos em doze meses.
• Adolescentes (15 a 19 anos): Os registros passaram de 6.124 em 2023
para 6.869 em 2024.
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Entre 2014 e 2024 o número de notificações quadruplicou. De acordo com
o Atlas, isso expõe uma crise de proteção infanto-juvenil que atinge
desproporcionalmente as meninas e tem como cenário principal o
ambiente que deveria ser o mais seguro: a própria residência.
A violência sexual é a forma de agressão que apresenta a maior
disparidade de gênero no país: em 2024, 86,9% das vítimas são do sexo
feminino, contra 13,1% de meninos. Segundo o relatório, essa assimetria
indica que o crime está estruturado em relações de poder, controle do
corpo e normas sociais que fragilizam a posição das meninas desde a
infância.
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O grupo mais vulnerável é o de crianças e pré-adolescentes entre 5 e 14
anos, que concentra aproximadamente 66% de todos os casos registrados
em 2024. Embora os números absolutos na primeira infância (0 a 4 anos)
sejam menores, o crescimento proporcional nessa faixa foi o mais
acentuado.
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Residência é o principal local de violência
Diferente da violência letal urbana, que ocorre majoritariamente em vias
públicas, a violência não-letal (que engloba violências sexual, psicológica,
física e negligência) contra crianças é um fenômeno predominantemente
doméstico. Entre crianças de 0 a 4 anos, 67,3% das agressões entre 2014 e
2024, considerando todos os tipos de violência, ocorrem dentro de casa.
À medida que a idade avança, a violência extrafamiliar ganha relevância,
mas a residência permanece como o local de quase metade (49%) das
notificações, mesmo na adolescência.
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Para Juliana, "quando se lida com essas ocorrências, geralmente o autor é
alguém do círculo muito íntimo dos afetos da vítima. Então isso torna
ainda mais difícil o reconhecimento da violência e mesmo a sua denúncia".
O relatório aponta que a centralidade do ambiente doméstico dificulta a
identificação dos crimes, que acabam invisibilizados por laços de
dependência e assimetria de poder entre a vítima e o agressor.
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Veja o percentual de notificação de violência em cada faixa etária, de
acordo com o local de ocorrência:
0 a 4 anos
Violência doméstica: 79,9%
Violência extrafamiliar: 7,7%
Violência institucional: 0,8%
Outros: 11,5%
5 a 14 anos
Violência doméstica: 56,2%
Violência extrafamiliar: 26,0%
Violência institucional: 1,3%
Outros: 16,5%
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15 a 19 anos
Violência doméstica: 45,5%
Violência extrafamiliar: 39,9%
Violência institucional: 3,4%
Outros: 11,2%
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O conceito de polivitimização
O Atlas da Violência indica que a violência sexual raramente é um episódio
isolado e apresenta o conceito de polivitimização, em que diferentes
formas de agressão tendem a se acumular: crianças expostas à negligência
ou violência psicológica nos primeiros anos de vida frequentemente
permanecem em contextos de vulnerabilidade que facilitam a vitimização
sexual posterior.
Em 2024, a faixa de 5 a 14 anos liderou as notificações não apenas de
violência sexual, mas também de violência psicológica, reforçando a lógica
de sobreposição de experiências traumáticas.
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Sete em cada dez homicídios registrados no Brasil em 2024 foram
cometidos com armas de fogo, segundo o Atlas da Violência 2026. A
categoria inclui dispositivos que utilizam força expansiva para disparar
projéteis por meio de um cano — como revólveres, pistolas, espingardas,
rifles, fuzis e até metralhadoras.
As informações do estudo foram divulgadas nesta terça-feira (26) pelo
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de
Segurança Pública (FBSP).
Segundo o levantamento, ao todo, o Brasil contabilizou 29.870 homicídios
por arma de fogo. Trata-se de 70,1% do total de 42.590 homicídios
oficialmente registrados pelo Ministério da Saúde em 2024.
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Esta é a menor proporção de homicídios cometidos com arma de fogo
desde 2014, embora o índice permaneça próximo das médias históricas.
Em relação a 2023, houve queda de 8,8%.
Ao mesmo tempo, os dados mostram que a redução ocorreu na maior
parte do país, mas de forma desigual entre os estados.
O Nordeste concentra oito dos dez estados com maior participação de
armas de fogo nos homicídios registrados: Ceará (85,6%), Paraíba (83,9%),
Bahia (81,1%), Pernambuco (79,1%), Rio Grande do Norte (78,6%), Alagoas
(76,1%), Sergipe (75,5%) e Maranhão (73,5%). Completam a lista Amapá
(83,7%) e Rio Grande do Sul (71,8%). A média nacional é de 70,1%.
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Na outra ponta, Distrito Federal (40,6%), Roraima (43,7%) e Tocantins
(49,8%) registraram as menores proporções de homicídios cometidos com
armas de fogo.
Considerando os dados dos últimos dez anos, todos os estados do
Sudeste reduziram a participação de armas de fogo nos homicídios. Já no
Norte, cinco dos oito estados registraram tendência de alta no período.
Os maiores aumentos foram observados no Amapá (+40,9% em dez anos)
e em Roraima (+41,7%). Em sentido oposto, o Distrito Federal teve a maior
redução do país: queda de 45,9% nos registros de homicídios cometidos
com armas de fogo na última década.
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O Atlas da Violência também aponta para o crescimento do uso de armas
mais modernas e letais. O estudo cita um artigo acadêmico de Langeani e
Pollachi (2025), que analisou a circulação ilícita de armas de fogo no Brasil
entre 2019 e 2023.
Segundo o artigo, houve queda na apreensão de revólveres, que passaram
de 38% para 35%, e aumento no confisco de pistolas semiautomáticas, de
17% para 28%. Ao mesmo tempo, foi registrada maior incidência de armas
de estilo militar: de 1,7% para 2,4% no país e de 3% para 4,3% no Sudeste.
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Para os pesquisadores, a mudança sugere maior acesso de organizações
criminosas a diferentes tipos de armamento, provenientes de origens
distintas. Rifles, por exemplo, costumam estar ligados ao tráfico
internacional, com armas e peças vindas dos Estados Unidos, além da
produção doméstica irregular de dispositivos sem número de série. Já as
metralhadoras tendem a ser desviadas de arsenais militares ou de forças
de segurança.
Ainda de acordo com o artigo, o cenário está diretamente ligado à
flexibilização no acesso a armas de maior calibre entre 2019e 2022,
durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A hipótese dos
autores é de que, neste período, a ampliação do mercado legal contribuiu
para o desvio de armamentos ao mercado ilegal.
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Para os pesquisadores, a mudança sugere maior acesso de organizações
criminosas a diferentes tipos de armamento, provenientes de origens
distintas. Rifles, por exemplo, costumam estar ligados ao tráfico
internacional, com armas e peças vindas dos Estados Unidos, além da
produção doméstica irregular de dispositivos sem número de série. Já as
metralhadoras tendem a ser desviadas de arsenais militares ou de forças
de segurança.
Ainda de acordo com o artigo, o cenário está diretamente ligado à
flexibilização no acesso a armas de maior calibre entre 2019 e 2022,
durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A hipótese dos
autores é de que, neste período, a ampliação do mercado legal contribuiu
para o desvio de armamentos ao mercado ilegal.
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Seis das 10 cidades mais violentas do Brasil ficam na Bahia, apontou o Atlas
da Violência 2026, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), e
divulgado nesta terça-feira (26). O estudo, que traz dados de 2024,
analisou índices de todos os estados do Brasil.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) que as
mortes violentas apresentaram reduções consecutivas nos últimos três
anos e que, em 2024, a polícia contabilizou uma queda de 8,7% nos
registros de crimes graves contra a vida.
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Em 2024, o Brasil registrou 42.590 homicídios e uma taxa de 20,1
homicídios por 100 mil habitantes. Em Jequié, no sudoeste da Bahia, a
taxa ficou em 79,4 por 100 mil habitantes, ou seja, mais de três vezes a
média nacional.
Além de Jequié, as cidades de Camaçari e Simões Filho, ambas na Região
Metropolitana de Salvador, apareceram no ranking das mais violentas. Veja
abaixo:
https://g1.globo.com/ba/bahia/cidade/jequie/
https://g1.globo.com/ba/bahia/cidade/salvador/
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Todas as cidades baianas citadas no ranking acima também integraram a
lista das 20 cidades mais violentas do país do Anuário Brasileiro de
Segurança Pública 2024, divulgado em julho de 2025.
No ranking divulgado nesta terça-feira, Salvador aparece em 20º na lista
das mais violentas, com uma taxa de 52,7 homicídios por 100 mil
habitantes. A cidade é considerada a capital mais violenta de todo o país,
seguida de Maceió (45,9), Macapá (45,6), Recife (45,5) e Fortaleza (42,2).
Os índices da capital e das outras cidades do estado colocaram a Bahia
como o segundo estado mais violenta do Brasil, com uma taxa de 40,9,
ficando atrás apenas do Amapá, com que teve o índice de 45,7.
https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2025/07/24/bahia-cidades-mais-violentas-do-brasil.ghtml
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A Bahia também tem índices altos quando o assunto são os homicídios de
mulheres. Enquanto a taxa do Brasil é de 3,4 a cada 100 mil habitantes, a
da Bahia é de 5,4. Apesar da média acima da nacional, houve redução de
10% entre 2023 e 2024.
Neste tema, os estados de Roraima, Rondônia e Ceará lideram o ranking
com taxas de 12,6, 5,7 e 5,7, respectivamente.
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A cidade de Maranguape teve a maior taxa de homicídios entre as cidades
com mais de 100 mil habitantes do Brasil em 2024, segundo dados do Atlas
da Violência 2026, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O
estudo foi divulgado nesta terça-feira (26).
Outras cidades do Ceará aparecem entre as que tiveram as maiores taxas
do país no estudo: Maracanaú, Itapipoca e Caucaia. Com isso, o estado
teve quatro cidades entre as cinco com maiores índices de homicídios no
Brasil em 2024
https://g1.globo.com/ce/ceara/cidade/maranguape/
https://g1.globo.com/ce/ceara/cidade/maracanau/
https://g1.globo.com/ce/ceara/cidade/itapipoca/
https://g1.globo.com/ce/ceara/cidade/caucaia/
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A taxa mais alta do país ficou com Maranguape, que registrou índice de
87,2 homicídios por 100 mil habitantes. As outras cidades cearenses
aparecem na terceira, quarta e quinta posição do ranking.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) respondeu, em
nota, que "são referentes ao ano de 2024 os dados divulgados no Atlas da
Violência, publicação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e
do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP)"
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No total, foram listados 336 municípios brasileiros com mais de 100 mil
habitantes no Atlas da Violência. Dentre elas, as maiores taxas de
homicídios estimados foram registradas em:
Maranguape (CE): 87,2
Jequié (BA): 79,4
Maracanaú (CE): 74,1
Itapipoca (CE): 74
Caucaia (CE): 72,9
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Da lista acima, Maranguape é o município com a menor população, com
108 mil habitantes. A cidade também apareceu como a mais violenta do
Brasil no Anuário Brasileiro de Segurança 2025, divulgado em julho de
2025.
No Atlas da Violência, Maranguape teve 39 homicídios registrados em
2024, somados a 56 homicídios ocultos. No total, o relatório aponta
um total de 95 homicídios estimados na cidade.
A SSPDS rebateu que, em Maranguape, em 2026, a diminuição dos Crimes
Violentos Letais e Intencionais (CVLIs) foi de 95,8%, com um (01) CVLI
registrado, em comparação com os 24 CVLIs ocorridos entre janeiro e abril
do ano passado.
https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2025/07/24/maranguape-no-ceara-e-a-cidade-com-o-maior-indice-de-homicidios-no-brasil-aponta-estudo.ghtml
IDH EM ALTA
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O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) divulgou,
nesta terça-feira (26), novos dados do Índice de Desenvolvimento Humano
Municipal (IDHM) do Brasil referentes ao período de 2012 a 2024. Pela
primeira vez na série histórica, o país alcançou o patamar de muito alto
desenvolvimento humano, atingindo índice de 0,805 em 2024 — o melhor
nível já registrado pelo Brasil.
Os dados fazem parte de uma nova edição do Radar IDHM, publicação
que volta a ser divulgada após dez anos. O levantamento também marca
os 30 anos do primeiro Relatório de Desenvolvimento Humano produzido
no país e reforça a trajetória do PNUD na consolidação de políticas
públicas voltadas ao desenvolvimento humano e à redução das
desigualdades.
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Segundo o chefe do PNUD no Brasil, Claudio Providas, o resultado reflete
décadas de investimentos e políticas públicas voltadas à melhoria da
qualidade de vida da população. “Não é um número insignificante.
Representa décadas de investimento público, de políticas que prolongaram
vidas, abriram as portas das escolas e colocaram renda nas mãos das
pessoas. Isso merece ser reconhecido”, afirma.
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Apesar do avanço histórico, o relatório aponta que as desigualdades
raciais, de gênero e regionais ainda permanecem significativas no país.
Quando ajustado pela desigualdade, o IDHM brasileiro cai de 0,805 para
0,641, indicando que parte da população ainda vive distante da média
nacional.
"O fato de o Brasil ter alcançado um IDH muito alto nos dá uma plataforma.
A tarefa agora é não se contentar com a média. É usar essa plataforma para
construir um sistema educacional à altura do momento — um sistema
tecnologicamente fluente, informado sobre as questões climáticas e
economicamente honesto sobre o que o futuro exige. A sociedade
brasileira como um todo tem um papel decisivo no avanço do IDH, e o
desenvolvimento humano não é produzido apenas pelo governo, embora
ele tenha um papel fundamental. O relatório insistemuito na ideia de
escolhas coletivas", destaca Providas.
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Quando analisados os recortes populacionais, o levantamento mostra que
o IDH da população branca é de 0,851, acima da média nacional,
enquanto o da população negra é de 0,774. Entre homens e mulheres, os
indicadores também revelam disparidades, sobretudo quando
considerado o IDHM ajustado pela renda do trabalho. O índice dos
homens é de 0,802, enquanto o das mulheres é de 0,798.
Os dados também revelam diferenças regionais expressivas. No Rio
Grande do Sul, por exemplo, um homem branco tem expectativa de vida
média de 81 anos. Já no Amapá, um homem negro vive, em média, 73
anos. Em relação à renda, uma pessoa branca no Distrito Federal tem
rendimento médio de R$ 1.987, enquanto uma pessoa negra no Maranhão
registra média de R$ 446.
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Segundo a coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do
PNUD no Brasil, a economista Betina Barbosa, o crescimento do IDHM
brasileiro está diretamente ligado aos avanços na educação,
especialmente entre a população negra. “O desenvolvimento brasileiro não
vai melhorar se não for um desenvolvimento inclusivo. Inclusão significa
trazer para o conjunto de políticas públicas a população negra e as
mulheres”, afirma.
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O estudo aponta que a educação foi a dimensão que mais impulsionou o
crescimento do IDHM brasileiro ao longo da série histórica. O relatório
também associa parte desse avanço a políticas públicas de inclusão social
e permanência escolar, como o Bolsa Família, que ajudou a ampliar a
frequência escolar e reduzir o trabalho infantil.
“O Brasil atingiu sua melhor marca, mas agora entra em um novo ciclo de
desenvolvimento. É um desafio de país maduro, que exige enfrentar
desigualdades históricas de raça, gênero e renda”, acrescentou Betina
Barbosa.
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Outro dado destacado pelo levantamento mostra que políticas públicas
voltadas à inclusão social vêm contribuindo para reduzir desigualdades
históricas. Em 2021, estimava-se que a população negra levaria 35 anos
para alcançar o mesmo IDH da população branca. Em 2024, essa projeção
caiu para 26 anos.
O estudo também aponta os impactos da pandemia de Covid-19 sobre os
indicadores sociais. Em 2020 e 2021, houve queda nos índices de
desenvolvimento humano em todo o país, afetando especialmente
longevidade, renda e educação. Segundo o PNUD, o Brasil ainda não
recuperou completamente o ritmo de crescimento observado antes da
crise sanitária.
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Como o IDH é calculado?
O cálculo do IDH se baseia em outros três indicadores essenciais para
entender determinada população, explica Paloma, os quais são:
✅ Produto Interno Bruto (PIB) per capita, que é um indicador de renda;
✅ Expectativa de vida, que é um indicador de saúde;
✅ Escolarização, alfabetização e grau de instrução, que são indicadores de
educação.
https://brasilescola.uol.com.br/economia/pib.htm
https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-expectativa-vida.htm
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Para cada fator acima são atribuídos valores para as populações. Dessa
forma, é obtido o quociente para cada um dos indicadores (renda, sáude e
educação), e assim, é feita uma média.
O valor do IDH fica sempre entre 0 e 1, sendo que quanto mais próximo
de 1, maior é o desenvolvimento de um país ou território. Veja, abaixo, os
intervalos das categorias de IDH:
• Baixo: 0 a 0,554.
• Médio: 0,555 a 0,699.
• Alto: 0,700 a 0,799.
• Muito alto: 0,800 a 1.
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Qual a diferença entre IDH e IDHM?
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é um indicador global
enquanto o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) é um
indicador de avlaiação de todos os 5.565 municípios brasileiros.
Segundo o Ipea, o cálculo do IDHM é feito a partir das informações do
Censo Demográfico e considera as mesmas três dimensões (longevidade,
educação e renda).
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O rendimento médio de todas as fontes de renda da população residente
no Brasil subiu 5,4% no ano passado, de R$ 3.195 para R$ 3.367, e atingiu o
maior valor da história, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística). Apesar do recorde, as desigualdades voltaram a crescer.
Rendimento recebido pelos brasileiros bate recorde em 2025. Do total de
habitantes do Brasil, 143 milhões tinham algum tipo de renda, o
equivalente a 67,2% da população. Entre eles, os ganhos médios
aumentaram para R$ 3.367 e superaram o maior valor da série histórica da
Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) sobre o
rendimento de todas as fontes, coletada desde 2012.
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Renda associada aos programas sociais foi a única que caiu. O rendimento
das pessoas que recebem algum benefício dos governos federal, estadual
ou municipal passou de R$ 875 para R$ 870. Mesmo sendo a única variação
anual negativa, o valor dos auxílios saltou 71,26% desde 2019, quando o
rendimento dos beneficiários era de R$ 508.
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Evolução dos rendimentos não impede aumento do Índice de Gini.
Conhecido por apresentar a concentração de renda entre 0 (máxima
igualdade) a 1 (máxima desigualdade), o indicador subiu de 0,487 para
0,491 no ano passado. Mesmo com a variação positiva, o índice segue em
patamar abaixo dos valores de 2018 e 2019, anos que registraram o
máximo da série histórica (0,506).
Região Sul (0,445) permanece como a menos desigual do Brasil. O Índice de
Gini também recuou no Nordeste (de 0,509 para 0,507), variação que não
retira da região o status de mais desigual do país. Na passagem de 2024
para 2025, houve o avanço no Norte (de 0,477 para 0,491), Centro-Oeste
(de 0,464 para 0,485) e Sudeste (de 0,476 para 0,482).
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Ter uma renda de R$ 3,6 mil em já inclui um cidadão nos 10% mais ricos do
país. As informações constam na Pnad Continua (Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios Contínua).
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (8) pelo IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística). De acordo com as informações do
IBGE, em 2025, a renda média dos brasileiros que estão nesse grupo foi
de R$ 3.590. Esse grupo é composto por cerca de 21,2 milhões de
pessoas.
https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/rendimento-dos-brasileiros-bate-recorde-de-r-3-367-em-2025-aponta-ibge/
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Já o 1% mais ricos teve renda média registrada de R$ 24,9 mil, com 2,1
milhões de pessoas se enquadrando nesse grupo. Os 5% mais pobres
tiveram renda média verifica em R$ 166, grupo representado por 10,7
milhões.
Na outra ponta da pirâmide social do Brasil, grande parte dos brasileiros
têm renda média abaixo do valor considerado o mínimo existencial para
viver,definido em R$ 600 reais.
Veja abaixo a lista das maiores renda média per capta em 2025:
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1% - R$ 24,9 mil - 2,1 milhões de brasileiros
4% - R$ 9.648 - 10,6 milhões de brasileiros
10% - R$ 3.590 - 21,2 milhões de brasileiros
50% - R$ 1.311 - 106,1 milhões de brasileiros
EDUCAÇÃO EM PAUTA
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Pela primeira vez, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) vai permitir
que candidatos com transtorno de ansiedade ou Transtorno Obsessivo-
Compulsivo (TOC) tenham um acompanhante autorizado nos dias de prova.
A novidade está prevista no edital do Enem 2026, divulgado pelo Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
O atendimento especializado inédito também contemplará participantes
com fibromialgia — síndrome crônica caracterizada principalmente por dor
generalizada no corpo. A condição também costuma provocar fadiga
intensa, alterações no sono,dificuldade de concentração e sensibilidade
aumentada ao toque.
https://g1.globo.com/tudo-sobre/enem/
https://g1.globo.com/tudo-sobre/inep/
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🧠 Como funcionará o acompanhamento?
Segundo o Inep, participantes diagnosticados com histórico de crise de
ansiedade ou TOC poderão solicitar a presença de uma pessoa de
suporte. Esse acompanhante ficará em uma sala reservada e monitorada
por fiscais, podendo ser acionado em situações de necessidade de
acolhimento ou estabilização emocional do candidato.
O espaço também poderá ser usado por profissionais responsáveis por
auxiliar participantes que precisem de apoio para ir ao banheiro ou se
alimentar durante a aplicação do exame.
Para ter acesso ao recurso, será necessário apresentar documentação
comprobatória, como laudo médico, no momento da solicitação do
atendimento especializado.
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🧠 Lista de atendimentos especializados
O Inep afirma que a política de acessibilidade do Enem abrange pessoas
com deficiências, transtornos e necessidades específicas de saúde, além
de situações como gestação, lactação, internação hospitalar e mobilidade
reduzida.
Todos os recursos precisam ser solicitados previamente pelos participantes,
conforme os critérios definidos no edital.
Entre os atendimentos já oferecidos estão:
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prova ampliada e superampliada;
videoprova em Libras;
leitor de tela em computador;
tradutor-intérprete de Libras;
leitura labial;
auxílio ledor;
auxílio para transcrição das respostas;
guia-intérprete para pessoas com surdocegueira;
mobiliário acessível;
sala adaptada para pessoas com mobilidade reduzida;
sala para lactantes;
aplicação em classe hospitalar;
tempo adicional de 60 minutos;
calculadora para participantes com discalculia.
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O Inep destaca que o Enem foi uma das primeiras avaliações do país a
adotar prova em Braille. Em 2020, o exame também passou a permitir a
escrita e correção da redação nesse sistema tátil, utilizado por pessoas
cegas ou com baixa visão.
De acordo com o Inep, o número de participantes que utilizaram
atendimento especializado no Enem cresceu fortemente nos últimos anos.
Entre 2022 e 2025, a quantidade de pessoas atendidas passou de 30.856
para 89.770 — um aumento de 191%.
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Desde 2024, o órgão recomendava que pais "refletissem" sobre o uso de
smartphones perto das crianças, mas, nas novas diretrizes, apresentou
orientações mais concretas. Os pais foram também incentivados a
desenvolver "hábitos saudáveis de uso de telas para si mesmos",
acrescentando que isso influencia diretamente os hábitos das crianças.
Pesquisas citadas pelas autoridades de saúde suecas mostram que o uso
frequente de telas por pais pode afetar negativamente a interação com os
filhos, enquanto os filhos de pais que usam muito dispositivos eletrônicos
têm maior probabilidade de desenvolver comportamentos semelhantes.
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A agência de saúde pública da Suécia pediu na segunda-feira (1º) que pais
deixem os celulares de lado ao passarem tempo com seus filhos. As novas
recomendações se baseiam em pesquisas sobre o impacto do uso de telas,
de acordo com o órgão.
"Guarde o celular quando estiver com seu filho. Use-o apenas se for
necessário ou quando estiver usando junto com a criança", diz o
comunicado da Agência de Saúde Pública da Suécia.
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"As crianças não são influenciadas apenas pelo que os adultos dizem, mas
também pelo que fazem. Por isso, pequenas mudanças no cotidiano podem
fazer diferença tanto nas interações do presente quanto nos hábitos da
criança ao longo do tempo", afirma Helena Frielingsdorf, psiquiatra que
atua na agência.
Outras recomendações da agência incluem adotar "zonas livres de telas",
semelhantes às sugeridas para crianças, como quartos e a mesa de jantar;
evitar telas antes de dormir; e não apresentar as telas às crianças antes dos
dois anos de idade.
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Em 2024, o órgão afirmou que o excesso de telas pode piorar a qualidade do sono,
provocar depressão em crianças e resultar em atividade Nos últimos anos, o país
nórdico tem buscado reduzir o tempo que crianças passam em celulares.
O governo sueco anunciou em janeiro que pretende proibir smartphones nas
escolas para alunos até o nono ano, o que corresponde a crianças e adolescentes
de até 15 ou 16 anos. A vedação já foi adotada pelo Brasil no ano passado, por
meio de uma lei aprovada no Congresso Nacional.
Enquanto isso, mais de uma dezena de países tem discutido restringir o acesso de
menores de idade às redes sociais. No Brasil, começou a valer em março a lei
conhecida como ECA Digital, que não proíbe a presença de menores de idade nas
redes, mas impõe uma série de restrições ao conteúdo que eles podem acessar.
https://g1.globo.com/educacao/noticia/2025/01/27/celulares-proibidos-nas-escolas-saiba-o-que-muda-na-volta-as-aulas.ghtml
https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/03/17/eca-digital-comeca-a-valer-e-impoe-novas-regras-para-criancas-e-jovens-em-redes-sociais-jogos-e-sites.ghtml
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A Universidade de São Paulo (USP) foi considerada a melhor universidade
da América Latina, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira
(1º) pelo Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR).
A universidade paulista ocupa o 119º lugar mundial (de um total de 21.291
instituições) e faz parte de um grupo que representa 0,6% das melhores
faculdades do mundo.
https://g1.globo.com/educacao/universidade/usp/
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Apesar da conquista, a USP caiu uma posição em relação ao ano
anterior devido a declínios nos indicadores de educação, corpo docente e
pesquisa.
A universidade ocupa a 82ª posição mundial no indicador de citações de
artigos científicos, quesito que concentra metade do peso total da
avaliação.
https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/06/01/ranking-lista-global-universidades-cwur-2026.ghtml
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45 das 52 universidades brasileiras que integram a lista das melhores no
mundo caíram de posição no CWUR. A queda generalizada, que atingiu
87% das instituições brasileiras, é atribuída principalmente à queda no
desempenho em pesquisa e à crescente competição global com
instituições mais bem financiadas.
A edição de 2026 indica um cenário nacional preocupante: apenas cinco
universidades brasileiras subiram de posição, enquanto duas mantiveram
seus postos e 44 tiveram queda especificamente no indicador de pesquisa.
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) é a segunda melhor
ranqueada. No entanto, caiu 15 posições para o 346º lugar. Já a
Universidade de Campinas (Unicamp), que desceu 10 postos, ocupa a 379ª
colocação.
https://g1.globo.com/educacao/universidade/ufrj/
https://g1.globo.com/educacao/universidade/unicamp/
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Internacionalmente, a Universidade Harvard lidera o ranking pelo 15º ano
consecutivo, seguida pelo MIT e Stanford. Embora os EUA dominem o
topo da lista, o país enfrenta forte concorrência: 252 instituições
americanas caíram de posição nesta edição.
O grande destaque positivo é a China, impulsionada por investimentos
contínuos em ensino superior. Cerca de 98% das universidades chinesas
melhoraram suas posições, lideradas pela Universidade Tsinghua (36ª). A
China é agora o país mais representado no Global 2000, com 360
instituições, superando as 313 dos Estados Unidos.
Na Europa, o quadro é de dificuldades, com quedas generalizadas no
Reino Unido, França e Alemanha devido à competição global intensificada.
https://g1.globo.com/educacao/universidade/harvard/
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Internacionalmente, a Universidade Harvard lidera o ranking pelo 15º ano
consecutivo, seguida pelo MIT e Stanford. Embora os EUA

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