Prévia do material em texto
O USO DO MICROAGULHAMENTO NO TARTAMENTO E A PREVENÇÃO DA FLACIDEZ DA FACE. Introdução Na busca de tratamentos ligados aos padrões de beleza a procura por clinicas de estética se torna cada vez maior com o passar dos anos. O envelhecimento e alterações na pele, dependendo do tipo de pele ou mesmo herança genética o envelhecimento é inevitável e dependendo do caso são irreversíveis por se tratar de uma pele muito sensível, devido a perda da elasticidade e aparecendo a flacidez e as rugas. Mas alguns fatores podem acelerar a degradação das fibras faciais como sol, álcool, poluição e a má alimentação. Com o passar dos anos vamos envelhecendo de forma semelhante e devemos ter os cuidados pratica de exercícios, alimentação balanceada e cuidados com a pele. O envelhecimento facial e a maior preocupação entre os homens e mulheres que buscam os tratamentos para satisfação pessoal. Atualmente existe uma preocupação na desaceleração do envelhecimento e isso é possível através dos cosméticos e tratamentos que são realizados por especialistas da área de estética, a utilizando princípios ativos específicos que atuam estimulando diretamente o processo da pele com o uso de ácido hialurônico, colágeno e elastina combatendo os radicais livres. O USO DA TÉCNICA A técnica de microagulhamento, também conhecida como indução percutânea de colágeno (IPC), é um procedimento no qual se utilizam microagulhas com a finalidade de provocar microperfurações na pele e estimular um processo inflamatório com consequente produção de colágeno sem danificar totalmente a epiderme como em outras técnicas ablativas ( NEGRÃO, 2015). O microagulhamento é considerado como um procedimento seguro já que pode ser realizado em qualquer fototipo de pele, não retirando por inteiro as camadas sendo assim superficial. Sendo ele muito eficaz, indolor, minimamente invasivo, de tecnologia simples e de menor custo quando comparado com outras técnicas, como as cirurgias plastica. Existe dois tipos de rugas a dinâmica e a estéticas. A dinâmica são linhas que formam pela contração muscular que com o passar do tempo vai causando as rugas que aparecem ao realizarmos os movimentos de expressão como sorrir, chorar ou mesmo quando fazemos caretas. Como consequência destas contrações, surgem rugas em locais como testa ou entre as sobrancelhas, ao redor dos lábios e nos olhos que são os chamados pés de galinha entre outras. Rugas que são visíveis somente com o rosto em movimento. Rugas estéticas, são aquelas permanentes, que já marcaram de forma definitiva e podem ser vistas mesmo quando o rosto está em repouso, essas marcas causam muita frustação em algumas mulheres. São geralmente mais profundas e mais difícil de ser tratadas. Aparecendo por consequência do envelhecimento natural da pele muitas vezes por não ter os cuidados necessário com o uso de protetor solar ou cremes próprios para o equilíbrio da face o corpo, por anos de repetição das rugas dinâmicas, e também por fatores externos como a exposição solar, fumo, poluição, entre outros fatores que levam a diminuição das fibras de colágeno e elastina. Todas as camadas de pele sofrem modificações em função da desaceleração do ritmo de desenvolvimento celular resultando na perda progressiva da reserva funcional, sem que comprometa as necessidades básicas, determinada por fatores intrínsecos e extrínsecos que resulta em flacidez facial (CARREIRO; ENEIDA, 2012). Mariana Negrão (2015, p. 47-48) afirma que os autores são unânimes ao dizer que “[..] para atingir o objetivo é preciso um tamanho mínimo de agulha, ou seja, 0,5 mm. Isso porque segundo eles, esse é o tamanho mínimo a atingir a junção dermo-epidérmica e dessa forma conseguir sinalizar o fibroblasto a produzir o colágeno após a liberação dos fatores de crescimento fibroblástico (FGF) e TGFβ-3. [...]” Os tratamentos para a anatomia do rosto humano têm sido estudados para que a cada dia seja identificado qual melhor procedimento a ser realizado tanto invasivos e não invasivos para reduzir os sinais de envelhecimentos e restauração da aparecia mais jovem no rosto do paciente. O mecanismo de ação da técnica de microagulhamento principia com a ruptura da integridade da barreira cutânea ao desagregar os queratinócitos, o que culmina com a liberação de citocinas. Não podemos esquecer que as peles a ser tratadas depende muito da saúde vital e cada pessoa tem um processo diferente para ser utilizado nas frequências e nos procedimentos de rejuvenescimento facial com microagulhamento. Os tratamentos são múltiplos e ao examinar os seus efeitos precisamos de uma ferramenta que permite analisamos e estudarmos qual será o método apropriado para cada pele, para alcançarmos o melhor resultados terapêuticos avaliando doo paciente a cada seção de microagulhamento. As micro lesões provocadas pelas agulhas do roller na pele inicia-se o processo de cicatrização em três fases. A primeira, fase inflamatória onde a pele fica vermelha e inchada, não podendo tomar sol e tendo que usar o protetor solar, logo após a lesão, liberam fatores quimiotáticos acarretando na invasão de outras plaquetas, neutrófilos e fibroblastos na área lesionada, como os fatores de crescimento de transformação secretam fatores de crescimento que têm ação. A segunda fase, de cicatrização, há quimiotaxia de monócitos, que se transformam em macrófagos e secretam fator de crescimento dos fibroblastos. A terceira, fase de maturação ou remodelação, que é principalmente realizada pelos fibroblastos, o colágeno tipo III é substituído lentamente pelo colágeno tipo I que é mais duradouro e persiste por um prazo que varia de cinco a sete anos. (TAKANO, 2013). Segundo os autores Lima, Lima e Takano (2013, p. 111) “Para que toda essa cascata inflamatória se instale, o trauma provocado pela agulha deve atingir profundidade na pele de um a 3mm, com preservação da epiderme, que foi apenas perfurada e não removida. Centenas de micro lesões são criadas, resultando colunas de coleção de sangue na derme, acompanhadas de edema da área tratada e hemostasia praticamente imediata. A intensidade dessas reações é proporcional ao comprimento da agulha utilizada no procedimento.” A utilização do roller para o tratamento deve ser descartável e poderá ser usado apenas uma vez, e conforme o número de agulhas varia de 190 a 540 unidades ou tamanho 0,2 mm até 3,0 mm deve ser analisado conforme a pele da paciente. O tratamento deve ser feito de forma segura, a utilização de creme anestésico poderá aliviar na dor na realização do procedimento. Os efeitos com o aparelho são de vai e vem em quadrantes vertical, horizontal, direita e esquerda não exercendo força no roller. As sensações esperadas após o procedimento é vermelhidão, queimação e sensação de calor no rosto. Já Negrão (2015), em seu livro, classifica os equipamentos de acordo com o comprimento das agulhas e mostra que a aplicação da técnica e os objetivos pretendidos estão diretamente relacionados com o comprimento das agulhas (figura 1). Nessa classificação os equipamentos são divididos em roller cosmético (de até 0,3 mm), roller terapêutico (de 0,5 mm a 1,5mm) e roller médico (acima de 2,0 mm). AS INDICAÇÔES E CONTRAINDICAÇÔES As indicações são rugas que aparecem no rosto, Melasma, para cicatrização de espinha, envelhecimento da pele quando perde a elasticidade e as contraindicação são os cânceres de peles, verrugas, doenças de peles entre outras. COSIDERAÇÔES FINAIS Todo tratamento antes de ser feito tem que analisar se pode ser feito na paciente, quantas seções terão que ser aplicar na pele, qual será o objetivo a ser atingido. Os produtos a ser utilizados tem que ser testado e aprovados pela ANVISA e ser usado por pessoas com habilidade no procedimento com os pacientes, assim não terá problemas indesejáveis futuramente. Existe vários tratamentos com preenchimento pois todos nos queremos nos sentir bem aparentemente e buscamos o que nos incomoda para fazer o tratamento, mas devemos ser cuidadosos com os procedimentos, pois tudo pode ter um riscoe o tratamento do microagulhamento e de baixo risco. Apesar de ser uma técnica relativamente nova, tem demonstrado resultados muito eficazes na aplicação com produtos especializado, principalmente quando associada aos dermocosméticos e outras técnicas. Entretanto ainda tem muitos estudos necessários para determinar o correto mecanismo de ação para de fato chegar ao resultado, pois, com esse conhecimento juntamente, e com o conhecimento de fisiologia pode-se obter resultados ainda melhores nos tratamentos realizados com essa técnica. Ainda são poucos os artigos científicos com estudos encontrados para esse procedimento do microagulhamento a seco ou associado a dermocosméticos, mas o procedimento utilizado nas peles das clientes tem sido gratificante notando uma melhora gradativamente, e a maioria das vezes os experimentos são realizados pelos próprios fabricantes o que torna os resultados direcionado para seus produtos. Esta técnica permite ainda muito estudo e pesquisa na pratica deste mecanismo de ação até sua associação com os produtos a serem utilizado para que se tenha melhor resultados. REFERÊNCIAS CARREIRO, Eneida Morais et al.: Tratamento de Rejuvenescimento Facial pela 2 Estética e Fisioterapia DermatoFuncional, estudo de caso. Catussaba-issn 2237-3608, 3 v. 1, n. 2, p. 47-54, 2012. FABBROCINI, G. et al. Tratamento de rugas periorbitais por terapia de indução de colágeno. Surgical & Cosmetic Dermatology, Naples, v. 1, n. 3, p. 106-111, maio 2009. Disponível em: . Acesso em: 12 fev. 2016. LIMA, E. A. Associação do microagulhamento ao peeling de fenol: uma nova proposta terapêutica em flacidez, rugas e cicatrizes de acne da face. Surgical & Cosmetic Dermatology, Recife, v. 7, n. 4, p. 328-331, nov. 2015. Disponível em: . Acesso em: 12 fev. 2016. LIMA, E. V. A.; LIMA, M. A.; TAKANO, D. Microagulhamento: estudo experimental. Surgical & Cosmetic Dermatology, Recife, v. 5, n. 2, p. 110-114, jun. 2013. Disponível em: . Acesso em: 3 fev. 2016. . NEGRÃO, M. M. C. Microagulhamento: bases fisiológicas e práticas. 1. ed. São Paulo: CR8 Editora, 2015. image1.jpeg