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A Lei de Falências e Recuperação Judicial (Lei nº 11.101/2005) foi criada com o objetivo de auxiliar empresas que enfrentam dificuldades financeiras, permitindo a reorganização de suas atividades para evitar a falência e preservar empregos. Porém, a eficiência desse recurso depende da forma como a empresa conduz sua administração e organiza seu processo de recuperação. Um exemplo considerado positivo é o da LATAM Airlines. Durante a pandemia da Covid-19, o setor aéreo sofreu fortes impactos econômicos, levando a companhia a entrar em recuperação judicial nos Estados Unidos. A empresa utilizou o processo para renegociar dívidas, reduzir custos operacionais e reestruturar suas atividades. Conforme divulgado pela CNN Brasil, a LATAM conseguiu sair da recuperação judicial em 2022 com uma situação financeira mais organizada, conseguindo manter suas operações no mercado. Esse caso demonstra que a recuperação judicial pode funcionar como uma oportunidade de reorganização e continuidade empresarial. Em contrapartida, a Americanas tornou-se um exemplo negativo. A empresa entrou em recuperação judicial em 2023 após a descoberta de inconsistências contábeis bilionárias. A situação provocou grande repercussão negativa, afetando investidores, fornecedores e consumidores. Segundo o G1 Economia, o caso evidenciou falhas relacionadas à governança corporativa e à transparência financeira, comprometendo seriamente a credibilidade da organização. Dessa maneira, observa-se que a recuperação judicial pode representar tanto uma alternativa para recuperação financeira quanto um fator de desgaste para a imagem empresarial. O caso da LATAM mostra que planejamento, reorganização e boa gestão podem contribuir para a superação da crise. Já o caso da Americanas demonstra como problemas administrativos e falhas éticas podem comprometer a confiança do mercado e dificultar a continuidade dos negócios. De acordo com Chiavenato (2021), empresas que investem em planejamento estratégico, inovação, ética e gestão eficiente possuem maiores condições de enfrentar períodos de instabilidade econômica. O autor também destaca que a capacidade de adaptação às mudanças do mercado é essencial para a sobrevivência e sustentabilidade das organizações no longo prazo. Referências BRASIL. Lei nº 11.101, de 9 de fevereiro de 2005. Regula a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 9 fev. 2005. Disponível em: Planalto. Acesso em: 9 maio 2026. CHIAVENATO, Idalberto. Administração nos novos tempos. 4. ed. Barueri: Atlas, 2021. LATAM Airlines sai de recuperação judicial nos EUA. CNN Brasil. Acesso em: 9 maio 2026. AMERICANAS entra com pedido de recuperação judicial. G1 Economia. Acesso em: 9 maio 2026.