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CINESIOTERAPIA AMPLITUDE DE MOVIMENTO – ADM Prof. Dr. Rubens dos Santos Rosa AMPLITUDE DE MOVIMENTO ADM Definição Movimento completo possível que pode ocorrer entre 2 segmentos. Quantidade de movimento angular permitido na articulação entre duas alavancas ósseas quaisquer. (KISNER e COLBY, 2009) ADM Funcional Articulações Músculos Tendões Fáscias Cápsulas articulares Ligamentos Nervos Vasos sanguíneos Pele Para descrever a amplitude de movimento articular são usados os termos: ➢Flexão ➢Extensão ➢Abdução ➢Adução ➢Rotação A amplitude articular de movimento possível é em geral medida com um goniômetro e registrada em graus16 cap 3 http://www.google.com.br/imghp?hl=pt-BR&tab=wi Mobilizações articulares As mobilizações articulares são técnicas terapêuticas para o fisioterapeuta trabalhar o movimento com o objetivo de manter ou ganhar amplitude de movimento. Graus de mobilização articular: dosagem do movimento Segundo Kisner e Colby (2016) e Maitland (1991), após a avaliação do paciente, quando o fisioterapeuta deverá detectar qual é a limitação de movimento, quais tecidos estão envolvidos limitando a função, qual o estágio da patologia e o quadro de dor, ele deverá determinar a intensidade que usará para realizar as mobilizações. Para definir a dosagem de movimento aplicada quanto aos graus de mobilização, primeiro o fisioterapeuta deverá testar a qualidade da dor durante o movimento e observar algumas características. Por exemplo: se, ao movimentar a articulação, a dor ocorrer antes da limitação do tecido (da resistência do tecido), como aquela que ocorre com a defesa muscular após uma lesão aguda ou durante o estágio ativo de uma doença. Nesse caso, poderão ser aplicadas técnicas articulares suaves para inibição da dor, sendo o alongamento dos tecidos contraindicado. Se a dor ocorrer simultaneamente com a limitação tecidual, como a dor que ocorre quando o tecido lesado começa a se regenerar, a limitação será tratada com cuidado com técnicas de mobilização de alongamentos suaves, que são aplicadas às estruturas retraídas para melhorar gradualmente o movimento sem exacerbar o quadro de dor. Se a dor for experimentada após ser encontrada a limitação tecidual (além da resistência do tecido) devido ao alongamento de cápsula articular ou tecidos periarticulares retraídos, a articulação rígida deverá ser mobilizada com maior intensidade, alongando-se os tecidos intra e periarticulares. Para a mobilização articular, usa-se um sistema de graduação baseado em graus por meio de técnicas de oscilação graduada. As oscilações podem ser realizadas nos movimentos fsiológicos osteocinemáticos ou artrocinemáticos. Um dos sistemas de graduação para mobilização utilizados segue os critérios de Maitland (1991) (fgura a seguir). Conforme Kisner e Colby (2016) e Maitland (1991), as dosagens de movimento são divididas em cinco graus: Grau I: oscilações rítmicas de pequena amplitude são feitas no início da amplitude. Grau II: oscilações rítmicas de larga amplitude são feitas dentro da amplitude, sem atingir o limite do movimento. Grau III: oscilações rítmicas de larga amplitude são feitas até o limite do movimento disponível e forçadas dentro resistência do tecido. Grau IV: oscilações rítmicas de pequena amplitude são feitas no limite da mobilidade disponível e forçadas além da resistência do tecido. Grau V: técnica de manipulação brusca de pequena amplitude e alta velocidade para romper com as aderências no limite da amplitude disponível. Diagrama que representa as técnicas de oscilação graduada Os graus I e II são indicados para tratamento da dor, já que as oscilações têm um efeito inibitório sobre a percepção dos estímulos dolorosos pelo estímulo repetitivo dos mecanorreceptores que bloqueiam as vias nociceptivas na medula espinhal e no tronco encefálico. Esses movimentos feitos sem alongamento ajudam a mover o líquido sinovial para melhorar a nutrição da cartilagem. Por sua vez, os graus III e IV têm como objetivo primário o alongamento dos tecidos. As técnicas de manipulação brusca estão fora do escopo deste livro e requerem um curso para treinamento avançado. Áreas como a quiropraxia e a osteopatia utilizam o grau V como uma das abordagens. Ao lidar com perda de mobilidade articular, são recomendadas técnicas sustentadas aplicadas de maneira cíclica; quanto mais tempo a força de alongamento puder ser mantida, maior o arrastamento e a deformação plástica do tecido conjuntivo (KISNER; COLBY, 2016). Segundo Kaltenborn (1999), as técnicas de mobilização intra-articular translatória sustentada também podem ser divididas em graus (fgura a seguir) de acordo com a dosagem aplicada. Grau I (com folga): é aplicada uma separação (tração) de pequena amplitude onde nenhuma sobrecarga estiver localizada sobre a cápsula. Grau II (tensionado): é aplicada separação ou deslizamento sufciente para tensionar os tecidos em torno da articulação, de forma a “tirar a folga”. Grau III (alongado): é aplicada separação ou deslizamento com amplitude grande o suficiente para alongar a cápsula e as estruturas capsulares ao redor. Os graus I e II podem ser usados com o objetivo de aliviar a dor e para manter a mobilidade intra-articular. Já o grau III é indicado para alongar estruturas articulares e aumentar a mobilidade intra-articular. Diagrama que representa as técnicas de mobilização: intra-articular translatória sustentada Tipos de Amplitude de Movimento ➢ADM passiva ➢ADM ativa ➢ADM ativo assistida ➢ADM auto assistida ou automobilização ADM passiva Definição É o movimento dentro de um segmento dentro da ADM livre , sendo produzido inteiramente por uma força externa, ocorre pouca ou nenhuma contração voluntária Essa força externa pode ser a gravidade, um aparelho, outra pessoa ou outra parte do corpo da própria pessoa.8 cap 3 Indicações para ADM passiva ➢Tecidos com inflamação aguda ➢Inflamação pós lesão ou cirurgia (em geral dura de 2 a 6 dias) ➢Quando o paciente não é capaz ou não está autorizado a movimentar ativamente o(s) segmento(s) do corpo ➢Manter a mobilidade dos tecidos adjacentes ➢Paciente em estado de coma ➢Paciente paralisado ou em repouso absoluto Metas da ADM passiva ➢Manter a mobilidade da articulação ➢Manter a elasticidade mecânica do músculo ➢Minimizar os efeitos da formação de contraturas ➢Auxiliar a circulação e a dinâmica vascular ➢Favorecer o movimento sinovial para a nutrição da cartilagem e difusão de materiais dentro da articulação ➢Diminuir ou inibir a dor ➢Auxiliar o processo de cicatrização após lesões cirúrgicas ➢Ajudar a manter no paciente a percepção dois movimento Limitações da ADM passiva ➢Não previne atrofia muscular ➢Não aumenta força ou resistência à fadiga. ➢Não auxilia na circulação na mesma extensão que a contração muscular ativa, voluntária http://i.ebayimg.com/t/OptiFlex-S-Shoulder-CPM-/00/s/NDUwWDMxMQ==/$(KGrHqF,!lMFCSjPoI()BQ2G-0WGYw~~60_1.JPG • http://www.google.com.br/imghp?hl=pt-BR&tab=wi javascript:; Precauções e contra indicações da ADM passiva ➢Não realizar quando interferem de modo negativo no processo de cicatrização ➢Quando a resposta do paciente ou sua condição colocarem em risco a sua própria vida ➢Excesso de movimento ou movimentos errados podem causar dor e inflamação Procedimentos da ADM passiva ➢Examinar e avaliar os comprometimentos e o grau de função do paciente ➢Determinar as precauções e os prognósticos ➢Planejar a intervenção ➢Determinar a habilidade do paciente para participar da atividade ➢Eleger a ADM (passiva, ativo-assistida, ativa) ➢Determinar a quantidade de movimento que pode ser aplicada com segurança ➢Monitorar a condição geral do paciente e suas respostas durante e após o exame de intervenção➢Observar qualquer mudança nos sinais vitais, no calor e na cor do segmento, dor ou qualidade do movimento ➢Documentar e comunicar os achados e as intervenções ➢Reavaliar e modificar a intervenção se necessário Flexão de ombro Técnica ADM dos flexores e extensores extrínsecos dos dedos Flexão combinada de quadril e joelho Indicações para ADM ativa ➢Sempre que o paciente for capaz de contrair os músculos ativamente e mover um segmento, com ou sem assistência, faz-se o uso da ADM ativa ➢Quando um paciente tem uma musculatura fraca e é incapaz de mover uma articulação por toda a amplitude desejada (em geral contra a gravidade) ➢Pode ser usada para programas de condicionamento aeróbicos ➢Quando algum segmento do corpo permanece imobilizado por algum tempo ADM ativa Definição É o movimento de um segmento dentro da ADM livre produzido pela contração ativa dos músculos que cruzam aquela articulação. Metas da ADM ativa ➢Manter a elasticidade fisiológica e a contratilidade dos músculos participantes ➢Fornecer feedback sensorial proveniente dos músculos em contração ➢Fornecer estímulos para a integridade dos ossos e dos tecidos articulares ➢Favorecer a circulação e prevenir a formação de trombos ➢Desenvolver a coordenação e as habilidades motoras para as atividades funcionais Limitações da ADM ativa ➢Não mantém e nem aumenta a força dos músculos fortes ➢Não desenvolve habilidade ou coordenação, exceto nos padrões de movimentos que se usa Precauções e contra-indicações da ADM ativa ➢Pós infarto do miocárdio e ➢Cirurgias de revascularização do miocárdio ou angioplastia coronária, a ADM ativa dos membros superiores e as pequenas caminhadas são, em geral, toleradas com monitoramento cuidadoso dos sintomas Procedimentos da ADM ativa ➢Examinar e avaliar os comprometimentos e o grau de função do paciente ➢Determinar as precauções e os prognósticos ➢Planejar a intervenção ➢Determinar a habilidade do paciente para participar da atividade ➢Eleger a ADM (passiva, ativo-assistida, ativa) ➢Determinar a quantidade de movimento que pode ser aplicada com segurança ➢Monitorar a condição geral do paciente e suas respostas durante e após o exame de intervenção ➢Observar qualquer mudança nos sinais vitais, no calor e na cor do segmento, dor ou qualidade do movimento ➢Documentar e comunicar os achados e as intervenções ➢Reavaliar e modificar a intervenção se necessário http://www.ativecorepilates.com.br/wpcontent/uploa ds/2012/02/2.-ADM-Cap-2.pdf Paciente realizando abdução de quadril ativa Técnicas Paciente realizando flexão de quadril ativa Paciente deitado fazendo abdução simultânea bilateral Paciente deitado fazendo flexão de quadril Observações Qualquer tipo de ADM tanto passiva quanto ativa tem sido contra indicada nos seguintes eventos: ➢Quando realizada imediatamente após lacerações agudas ➢Fraturas ➢Cirurgias (usar monitorando a tolerância do paciente) ADM ativo assistida Definição É um tipo de exercício de ADM ativo no qual uma força externa manual ou mecânica oferece assistência quando os músculos mobilizadores primários precisam de ajuda para completar o movimento, não ocorre contração muscular voluntária. Indicações para ADM ativo assistida Quando o paciente for capaz de compreender e aprender o que fazer Após uma cirurgia ou lesão traumática a técnica é usada para proteger os tecidos em cicatrização quando uma contração muscular mais intensa é contra indicada Metas da ADM ativo assistida ➢Deve ser bem orientado ➢Pode ser uni ou poliarticular ➢Pode ser baseado em atividades funcionais ➢É importante que o terapeuta utilize voz de comando ➢Utilizar fixação e facilitação Limitações da ADM ativo assistida ➢Não mantém e nem aumenta a força dos músculos fortes ➢Não desenvolve habilidade ou coordenação, exceto nos padrões de movimentos que se usa Precauções e contra indicações da ADM ativa assistida ➢Pós infarto do miocárdio e ➢Cirurgias de revascularização do miocárdio ou angioplastia coronária, a ADM ativa dos membros superiores e as pequenas caminhadas são, em geral, toleradas com monitoramento cuidadoso dos sintomas Formas Manual Com equipamentos: ➢Bastão ➢Escada de dedos ➢Escalada de parede ➢Rolamento de bola ➢Polias ➢Pranchas com rodas (skate) Procedimentos da ADM ativa assistida ➢Examinar e avaliar os comprometimentos e o grau de função do paciente ➢Determinar as precauções e os prognósticos ➢Planejar a intervenção ➢Determinar a habilidade do paciente para participar da atividade ➢Eleger a ADM (passiva, ativo-assistida, ativa) ➢Determinar a quantidade de movimento que pode ser aplicada com segurança ➢Monitorar a condição geral do paciente e suas respostas durante e após o exame de intervenção ➢Observar qualquer mudança nos sinais vitais, no calor e na cor do segmento, dor ou qualidade do movimento ➢Documentar e comunicar os achados e as intervenções ➢Reavaliar e modificar a intervenção se necessário ADM auto assistida ou automobilização Definição Nesse caso, o paciente se automobiliza usando o membro normal para mobilizar o membro lesado. A automobilização também pode ser realizada com recursos externos (bastões, cordas, bolas, aparelhos para exercícios recíprocos) associados ao movimento, de forma que um membro assiste ao movimento do membro contralateral (HALL; BRODY, 1999; KISNER; COLBY, 2016). Os exercícios de automobilização tornam-se muito úteis como exercícios domiciliares, assim, o paciente pode manter em casa o trabalho desenvolvido pelo fisioterapeuta. Na figura abaixo, solicitou-se que o paciente utilizasse o membro direito apoiado por baixo do membro esquerdo operado de forma a auxiliar a extensão do joelho, já que esse paciente apresentava fraqueza muscular do quadríceps esquerdo (grau II de força). Indicações para ADM auto assistida ou automobilização Quando o paciente for capaz de compreender e aprender o que fazer. Após uma cirurgia ou lesão traumática a técnica é usada para proteger os tecidos em cicatrização quando uma contração muscular mais intensa é contra indicada. Metas da ADM auto assistida ou automobilização ➢Deve ser bem orientado ➢Pode ser uni ou poliarticular ➢Pode ser baseado em atividades funcionais ➢É importante que o terapeuta utilize voz de comando ➢Utilizar fixação e facilitação Limitações da ADM auto assistida ou automobilização ➢Não mantém e nem aumenta a força dos músculos fortes ➢Não desenvolve habilidade ou coordenação, exceto nos padrões de movimentos que se usa Precauções e contra indicações da ADM auto assistida ou automobilização ➢Pós infarto do miocárdio e ➢Cirurgias de revascularização do miocárdio ou angioplastia coronária, a ADM ativa dos membros superiores e as pequenas caminhadas são, em geral, toleradas com monitoramento cuidadoso dos sintomas Paciente aplicando extensão de polegar auto assistida Técnicas Paciente aplicando flexão e extensão de dedos auto assistida Flexão de quadril auto assistida Movimentos auto assistidos de tornozelo e dedos do pé Uso de polias (equipamentos) para assistir a elevação de ombro Escalada de parede para elevação de ombro Paciente usando um bastão para flexão auto assistida Paciente usando bastão para abdução e adução horizontal Paciente usando bastão para rotação de ombro auto assistida Bibliografia • KISNER, C.; COLBY L. A. Exercícios Terapêuticos. Editora Manole; Quinta edição; SP 2009. • HALL, CARRIEM; BRODY, LORI THEIN. Exercício Terapêutico na busca da função. Guanabara Koogan, 2001. • SHANKAR. Prescrição de Exercícios. Guanabara Koogan, 2002. Slide 1: CINESIOTERAPIA Slide 2: AMPLITUDE DE MOVIMENTO ADM Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45