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Atividade 3 (A3) As vigas são elementos estruturais “lineares em que a flexão é preponderante.” (NBR 6118, 2014, p.83). Por elemento linear, entende-se que a viga é uma peça em que uma das suas dimensões (em geral o comprimento) é significativamente maior que as dimensões da seção transversal (largura e espessura), superando estas dimensões em pelo menos três vezes e podendo também ser denominado de elemento tipo “barra”. De modo geral, a preferência dos projetistas e engenheiros civis é de que estas vigas tenham suas dimensões de seção transversal compatibilizadas com o projeto arquitetônico, sendo embutidas nas paredes de alvenaria com finalidade de que a divisão entre elemento de concreto armado e elemento de alvenaria cerâmica não possam ser percebidas visualmente pelo usuário. Para tanto, a largura das vigas de concreto armado deve ser menor que espessura final da parede, o que, obviamente, depende das dimensões e da posição de assentamento das unidades cerâmicas que formarão a parede (tijolo maciço, bloco vazado com 2, 4, 6 ou 8 furos, bloco estrutural, etc.). Deve-se pensar também na espessura dos revestimentos argamassados (emboço e reboco), em ambas as faces da parede. Comercialmente, há uma infinidade de blocos para paredes de vedação, com dimensões e materiais variados, porém, é mais comum a utilização de blocos cerâmicos vazados com seis como ou oito furos. Antes de definir a largura da seção transversal da viga é necessário, portanto, escolher o tipo e as dimensões dos blocos cerâmicos, considerando também a posição em que o bloco será assentado na parede. Com relação à altura das vigas, esta dimensão depende de diversos fatores, sendo que os mais importantes são: o vão a ser vencido pela viga, o tipo e a intensidade do carregamento imposto e a resistência do concreto armado. A altura deve ser suficiente para proporcionar resistência mecânica e baixa deformação. Além disso, a armadura de uma viga de seção retangular deve ser concebida não somente para que a viga resista aos esforços solicitantes, mas também para que, em caso de aumento de cargas, haja falha dúctil do elemento estrutural. Com base nas premissas de cálculo e nos dados técnicos do elemento estrutural a seguir, dimensione a armadura principal “As” (longitudinal) de uma viga submetida à flexão simples por meio das equações com Coeficientes K: concreto C25 c = 2,5 cm aço CA-50 t = 6,3 mm h = 50 cm concreto com brita 1 bw = 17 cm Mk = – 10.000 kN.cm (momento fletor negativo no apoio da viga) RESPOSTA O Cálculo do momento fletor é: Md= yf x Mk Md= 1,4 x 10.000 Md= 14.0000 km.cm Sendo o coeficiente yf que eleva os esforços solicitantes. Calculo da altura útil: d = h – c – 2t d = 50 – 2,5 – 2 x (0,63) d = 46,24 cm Resolução com as equações com coeficientes K: Primeiramente deve-se determinar o coeficiente kc, logo: Kc = bw x d² MD Kc = 17 x (46,24)² 14.000 Kc = 2,6 Com kc = 2,6 Concreto C25 e aço CA-50, adotando as determinações da tabela 1.1 do material de estudo determina-se os coeficientes: βx = 0,38, ks = 0,027 e domínio 3. Determinação da linha neutra: β= 𝑥 𝑑 x= 0,38 x 46,24 x = 17,57 cm Cálculo da armadura: β = 𝑥 𝑑 = 0,38 é menos limitante de 0,45 para o concreto C25, podendo ser calculada a armadura. As = ks x Md D As = 0,027 x 14000 46,24 As = 8,17 cm² Detalhes de armadura calculada, As = 8,17 cm² As min = 0,15 % x bw x h As min = 00015 x 17 x 50 As min = 1,275 Para área de armadura de 8,17 cm², temos: 16 Ø 8 mm → 8 cm² 10 Ø 10 mm → 8 cm² 7 Ø 12,5 mm → 8,75 cm² 4 Ø 16 mm → 8 cm ² 3 Ø 16 mm → 2 Ø 12,5 mm → 8,50 cm² Considerando a barra de maior diâmetro e concreto com brita (dmáx.agr = 19 mm), o espaçamento mínimo entre as barras é: ah, min > 2 cm Ø1=1,6 cm 1,2 dmáx.agr = 2,3 cm ah = 17 – (2 ( 2,5 + 0,63 = 1,25 ) + 3 ( 1,6) / 4 ah = 086 cm ah = 17 – 2 ( ( 25 + 0,63 ) + 1,25 ) + 3 ( 1,6 ) / 2 ah = 3,22 cm Como ah = 3,22 cm > ah, min = 2,3 cm as três barras podem ser colocadas na primeira camada. As barras de 12,5 Ø da segunda camada ficam amarradas nos ramais verticais dos estribos.