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🍄 SP 3.2: “Júpiter ou Saturno” - Intoxicação Crônica Arquivo SP3.2 - Júpiter ou Saturno .pdf Pontos Importantes: Ler: Os Botões de Napoleão Hipóteses: Os dois irmãos tiveram intoxicação crônica por metais pesados e solventes orgânicos características por doses baixas por muito tempo tendo como principal responsável a empresa que não adota medidas de segurança não respeita as normas de logística reversa de resíduos e contamina o meio ambiente. Perguntas: P1) Caracterizar Metal Pesado P2) Caracterize intoxicação crônica por metais pesados (Pb, Cd, Hg) e solventes orgânicos (benzeno) P3) Caracterizar epidemiologia, �siopatologia, diagnóstico clínico e laboratorial (animotransferases), tratamento por intoxicação crônica e solventes? P4) Qual órgão responsável por vistoriar, �scalizar, orientar, prevenção e normatização as empresas de materiais pesados e solventes orgânicos? P5) Como deve ser o manejo e descarte contendo lixo metais pesados e solventes orgânicos? P6) O que é a CIPA e explique as normas da logística reversa de resíduos? P7) Como se da a contaminação do meio ambiente e quais as consequências para população? Metal Pesado SP 3.2: “Júpiter ou Saturno” - Intoxicação Crônica 1 https://app.notion.com/signed/https%3A%2F%2Fprod-files-secure.s3.us-west-2.amazonaws.com%2F66fbc328-f8e3-4a97-92f5-8b29723e95f3%2F901908e2-f2b0-4e40-85c3-c8f5968ceee6%2FSP3.2_-_Jupiter_ou_Saturno_.pdf?table=block&id=fa51461b-5226-4e42-8568-b3704385b445&spaceId=66fbc328-f8e3-4a97-92f5-8b29723e95f3&userId=c114de08-8702-48b3-bcd1-ad82019869d6&cache=v2&imgBuildSrc=getSignedFileProxyUrl — Metais são de�nidos pelas suas propriedades físicas do elemento no estado sólido, uma característica toxicológica importante dos metais é que eles podem reagir em sistemas biológicos perdendo um ou mais elétrons para formar cations. — Pessoas em ambas as extremidades do ciclo de vida são mais suscetíveis à toxicidade — Alguns metais provocam reações imunes que incluem o mercúrio, o ouro, platina, berílio, cromo, níquel — As interações metal-proteína incluem a ligação a varias enzimas, as metalotioneínas, ligações não especí�cas a proteínas como albumina sérica ou hemoglobina, e proteínas carregadoras de metais especi�cas envolvidas no transporte de membrana de metais. Intoxicação por metais Mecanismos químicos: eles podem atuar inibindo enzimas, agem como mimetizadores de metais essenciais e se ligam a locais �siológicos que normalmente são reservados para um elemento essencial (ex: substituição do zinco por cádmio, cobre e níquel). Também podem agir como centros catalíticos para reações de oxirredução com o oxigênio molecular produzindo modi�cações oxidativas de biomoléculas. Proteínas de ligação a metais e transportadores de metais: metalotioneínas, transferrina e ferritina (armazenamento para o ferro), ceruloplasmina (transforma o ferro ferroso em férrico) SP 3.2: “Júpiter ou Saturno” - Intoxicação Crônica 2 CÁDMIO Usado nas baterias níquel-cádmio devido a sua propriedade não corrosiva (galvanoplastia) e é um subproduto da fundição de zinco e chumbo Exposição: alimentos (muitas plantas acumulam o elemento do solo), emissões industriais (ar), tabagismo é a principal fonte não ocupacional de exposição ao cádmio. Toxicidade: aguda, podendo causar irritação grave do epitélio gastrointestinal, náuseas, vômitos e dor abdominal. Neurotoxicidade: é tóxico as células tubulares e aos glomérulos, prejudicando a função renal e provocando a proteinúria. As lesões consistem em uma necrose inicial das células tubulares e degeneração, progredindo para in�amação intersticial e �brose. Não é indicado o uso de quelante por conte do grau de lesão renal que ele pode causar. Aumenta ainda mais o dano renal. Diagnóstico: anemia, redução da captação do ferro por captação Tratamento: uso de cristalóides, soros. CHUMBO É um metal tóxico ubíquo detectável em praticamente todas as fases do ambiente inerte e em todos os sistemas biológicos. Encontrado em soldas, canos de fornecimento de água, gasolina aditivada. Exposição: a tinta, alimento e água Toxicidade: inibição de enzimas e produção de patologias graves ou morte. Crianças: sintomas de encefalopatia (letargia, vômito, irritabilidade, perda do apetite e tonturas), toxicidade renal Causa efeitos neurológicos em adultos, efeitos hematológicos, toxicidade renal, efeitos no sistema cardiovascular (hipertensão: 1) inativação do oxido nítrico 2) mudanças no sistema renina-angiotensina-aldosterona e aumento da atividade simpática 3) alterações nas funções ativadas pelo cálcio das células musculares lisas vasculares 4) aumento na endotelina e no tromboxano SP 3.2: “Júpiter ou Saturno” - Intoxicação Crônica 3 Mecanismo de efeitos tóxicos Em termos biomoleculares, o chumbo age de três maneiras principaIs: Ligação a diversas proteínas estruturais, enzimáticas e receptoras; Interferência em diversas vias metabólicas, principalmente mitocondriais e de segundomensageiros que regulam o metabolismo de energia celular; Efeitos mutagênicos in vitro e carcinogênicos em ratos. No cérebro, o cálcio é um componente crítico de numerosas funções bioquímicas e metabólicas e o chumbo tem a capacidade de mimetizar e competir com o cálcio alterando essas funções: — bloqueia a entrada de cálcio para os terminais nervosos, inibe as ATPases do cálcio, sódio e potássio, afetando o transporte de membrana; — inibe a utilização de cálcio pelas mitocôndrias diminuindo a produção de energia essencial às funções cerebrais interfere com os receptores do cálcio acoplados a segundos mensageiros. — Cálcio como segundo mensageiro - liberação de vesículas — Óxido nítrico é um vasodilator, e aumenta a endotelina que é um vasoscontritor que aumenta a resistência periferica SP 3.2: “Júpiter ou Saturno” - Intoxicação Crônica 4 A exposição crônica pode causar efeitos cardiovasculares, hematológicos, neuropsiquiátricos, reprodutivos e renais, bem como efeitos sobre o crescimento e desenvolvimento. Chumbo orgânico via dérmica. Inorgânico via inalação e ingestão Farmacocinética Absorção O chumbo não é biotransformado, e sim, complexado por biomoléculas, sendo diretamente absorvido, distribuído e excretado. Os compostos inorgânicos do chumbo são bem absorvidos por inalação (50 à 70%, dependendo do tamanho das partículas inaladas, densidade, forma química, solubilidade, ritmo respiratório e duração da exposição) e até 16% do chumbo ingerido por adultos pode ser absorvido. Em crianças, o percentual absorvido através da via digestiva é de 50%. Sua absorção é lenta e pode variar de acordo com característica etária, condições �siológicas e nutricionais do indivíduo exposto; Os compostos orgânicos são lipossolúveis, podendo, assim, ser absorvidos por via cutânea e respiratória, e prevalecem os transtornos nervosos após sua absorção. Já o chumbo inorgâ-nico, após a absorção, atua no organismo da mesma forma; A absorção gastrointestinal ocorre no intestino delgado e tanto a absorção quanto a deposição óssea é in�uenciada pela dieta do indivíduo exposto, tais como ingestão de cálcio (Ca), ferro (Fe), fósforo (P) e proteínas. Distribuição Uma vez absorvido, o chumbo é distribuído para o sangue (com meia-vida de 37 dias, 90% nos glóbulos vermelhos), nos tecidos moles (principalmente no fígado e rins, com meia-vida de 40 dias) e nos tecidos mineralizados ossos e dentes, com meia-vida de 27 anos - o maior depósito corporal do metal, que armazena 90 a 95% do chumbo presente no corpo). A distribuição do metal no organusmo independe da via de absorção. A distribuição do chumbo pelo organismo depende de sua taxa de transferência da corrente sanguínea para os diferentes órgãos e tecidos. Entre crianças e adultos existem inúmeras diferenças relacionadas à idade. Em adultos, os ossos contém cerca de 90 a 95% do conteúdo corpóreo total de chumbo, enquanto 80 a 90% são encontrados nas crianças. Embora a concentração de chumbo em sangue seja menorque 2% do seu total no organismo, de 90 a 99,8% do metal SP 3.2: “Júpiter ou Saturno” - Intoxicação Crônica 5 está ligado à membrana e frações de proteínas das células vermelhas (principalmente hemoglobina); Como o chumbo é qualitativamente um análogo biológico do cálcio, sua entrada e liberação do esqueleto são, em parte, controladas por muitos dos mecanismos que regulam a homeostase do mineral; A concentração do chumbo em SNC é de extrema importância toxicológica. Ocorre com maior intensidade em fetos do que em crianças no periodo pós-natal e tem predominância em cerebelo, hipocampo, córtex cerebral e medula; O chumbo orgânico pode ser biotransformado a chumbo inorgânico pelo sistema hepático. O chumbo inorgânico não é metabolizado, no entanto pode sofrer conjugação com a glutationa; Crianças de até dois anos de idade retêm 34% da quantidade total de chumbo absorvido, enquanto que esta retenção é de apenas 1% em adultos. Excreção A excreção do chumbo é extremamente lenta, o que favorece a sua acumulação no organismo. Depois da ingestão, aproximadamente 90% do chumbo que não é absorvido pela via gastrintestinal é excretado nas fezes. Os rins �ltram o chumbo inalterado, sendo possível o transporte tubular ativo se houverem altos níveis do metal absorvido. A taxa de excreção depende da taxa de �ltração glomerular e do �uxo plasmático renal, sendo o rim responsável por aproximadamente 75% da eliminação do metal. Cerca de 25 à 30% do chumbo absorvido terá excreção biliar e, 8%, através do suor, cabelo e unhas. ToxicodinÂmica Ferro → zinco (anemia - reducao patologica de hemoglobina) maior substituição; comprometimento da enzima ALA-sintetase (é possível fazer a dosagem). Indireta, destruição de hemácias = hiperbilirrubinemia Diagnóstico 1. Clínico Considerar intoxicação por chumbo em qualquer paciente com achados multissistêmicos como dor abdominal, cefaleia, anemia e, algumas vezes, neuropatia motora e insu�ciência renal. Gengiva (muito aplicável) aparece uma linha azul acidentada, linhas de burton (envenenamento por chumbo). SP 3.2: “Júpiter ou Saturno” - Intoxicação Crônica 6 A suspeita de encefalopatia pode ser realizada quando há delirium ou convulsões na presença de anemia. Sempre considerar os dados epidemiológicos. 2. Complementar Laboratorial especí�co: a Dosagem de chumbo no sangue (plumbemia - PbS) ou na urina (plumbúria - PbU) - coletar as amostras em tubos especiais livres de chumbo. Observar jejum de 4 horas e utilizar tubo com a tampa verde, heparinizado e sem gel. Crianças: níveis séricos de Pb entre 20 e 44 mcg/dL podem estar associados a alterações comportamentais e cognitivas crônicas; > 44 mcg/dL possuem alta probabilidade de sintomas e lesões graves de SNC de caráter subagudo e cronico. Adultos: A encefalopatia e a nefropatia ocorrem geralmente com níveis acima de 100 mcg/dL; Níveis sanguíneos superiores a 80 mcg/ dL estão relacionados a séria intoxicação, incluindo fortes cólicas abdominais e nefropatia; Níveis sanguíneos entre 60 e 80 mcg/dL estão geralmente associados a sintomas gastrintestinais e efeitos renais subclínicos; SP 3.2: “Júpiter ou Saturno” - Intoxicação Crônica 7 Tratamento 1. Medidas de suporte Desobstruir vias aéreas e administrar oxigênio se necessário; Monitorizar sinais vitais; Manter acesso venoso calibroso; Hidratação adequada. 2. Descontaminação Ingestão aguda: em crianças, ocasionalmente, pode ser indicada irrigação intestinal; SP 3.2: “Júpiter ou Saturno” - Intoxicação Crônica 8 Considerar a remoção endoscópica ou cirúrgica de corpos estranhos contendo chumbo; Exposição cutânea ou ocular: remover roupas e objetos contaminados e lavar com água sabão. 3. Antídoto O tratamento com quelantes reduz as concentrações sanguíneas de chumbo e aumenta a sua excreção urinária. A sua indicação depende da idade do paciente, dos exames laboratoriais e da sintomatologia, embora a redução da exposição seja a providência mais importante. A. Adultos Com encefalopatia ou sintomas sugestivos de encefalopatia ou nível sérico de chumbo > 100 mcg/dL. Administrar BAL 4 mg/Kg IM a cada 4 horas por 5 dias; após a segunda dose do BAL administrar EDTA cálcico dissódico na dose de: 50 a 75 mg/Kg/ por dia IV, em infusão continua ou dividido em 2 a 4 doses. Com sintomas leves ou nível sanguíneo de 70 a 100 mcg/dL: administrar DMSA Succimer 10 mg/Kg VO 3 X ao dia por 5 dias e após 2 x dia por 14 dias; Pacientes assintomáticos e com nível sanguíneo 69 mcg/dL. administrar BAL 4 mg/Kg IM a cada 4 horas por 5 dias; após a segunda dose do BAL administrar EDTA cálcico dissódico na dose de: 50 a 75 mg/Kg/ por dia IV, em infusão contínua ou dividido em 2 a 4 doses. Assintomáticos e com nível sanguíneo de 45-69 mcg/dL: administrar DMSA Succimer 10 mg/Kg VO 3 X ao dia por 5 dias ou após 2 x dia por 14 dias; Assintomáticos e nível sanguíneomanter um amplo gradiente de concentração para remoção de sangue capilar contendo o COV) aumenta a absorção pulmonar. — A absorção pela pele acontece pela penetração do estrato córneo por difusão passiva. Os determinantes da taxa de absorção dérmica são: concentração química, area de superfície exposta, duração da exposição, a integridade, a espessura do estrato córneo, a lipo�licidade e o peso molecular do solvente. Transporte e distribuição: Os solventes transportados pelo sangue arterial são distribuídos de acordo com a taxa de �uxo sanguíneo tecidual e do coe�ciente de partição tecido:sangue do referido solvente. Solventes relativamente hidro�licos solubilizam em diferentes graus no plasma. Solventes lipo�licos não se ligam às proteínas plasmáticas ou à hemoglobina, mas dividem-se em sítios hidrofóbicos nas moléculas. Distribuem-se nos fosfolipídios, nas lipoproteínas e no colesterol presentes no sangue. Solventes Orgânicos - BENZENO É derivado do petróleo e usado na síntese de outros produtos químicos. SP 3.2: “Júpiter ou Saturno” - Intoxicação Crônica 11 É referida uma toxicidade hematopoiética da exposição crônica ao benzeno e manifesta-se como anemia, leucopenia, trombocitopenia. Estudos demonstram alta relação a exposição do benzeno e a leucemia mieloide aguda. Reações complementares: Vários mecanismos potenciais requerem ações complementares de benzeno e diversos de seus metabólitos para toxicida-de. (1) Um número de metabólitos do benzeno liga-se covalen-temente a GSH, proteínas, DNA e RNA. Isso pode resultar em rompimento do microambiente hematopoiético funcional pela inibição de enzimas, destruição de determinadas populações de células e alteração do crescimento de outros tipos de células. Uma ligação covalente de hidroquinonas com as proteínas da �bra do fuso inibirá a replicação celular. (2) O estresse oxidativo contribui para a toxicidade do benzeno. Como a medula óssea é rica em atividade da peroxidase, metabólitos fenólicos do benzeno podem ser ativados a derivados de quinona reativos, que podem provocar dano de DNA, levando a mutação celular ou apoptose. A modulação da apoptose pode levar a hematopoiese anômala e progressão neoplásica CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes O que é? É uma exigência para empresas que possuem mais de 20 funcionários composta tanto por empregados como por empregadores. Qual sua função? A CIPA é responsável por observar quais são os riscos iminentes e promover formas de prevenção Quais os objetivos? Prevenir acidentes de trabalho e promover a saúde dos funcionários As principais atribuições são: — determinar quais são os pontos que apresentam riscos na empresa; — observar as normas em relação aos trabalhos executados e se há algo em desacordo que precisa ser melhorado; — realizar um relatório sobre as condições de trabalhodo espaço, com todas as observações necessárias; — estabelecer um plano de ação que considere a adequação dos pontos em desacordo; — focar opções de prevenção aos acidentes; — manter avaliações periódicas do local do trabalho, estabelecendo quais foram as mudanças apresentadas e quais pontos devem ser melhorados. SP 3.2: “Júpiter ou Saturno” - Intoxicação Crônica 12 Quais os benefícios da CIPA para a empresa: treinamento, melhores condições de trabalho, redução de custos (direcionamento de gastos) Manejo e descarte correto dos Lixo Especiais De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, oferecem riscos os resíduos que apresentam: — in�amabilidade: é a capacidade de um resíduo entrar em combustão facilmente ou até espontaneamente; — corrosividade: é o componente ácido do resíduo que pode atacar materiais e organismos vivos; — reatividade: são resíduos que reagem com outras substâncias de maneira violenta e imediata, podendo liberar calor e energia; — toxicidade: resíduos com essas características agem sobre organismos vivos, provocando danos às suas estruturas biomoleculares, podem incluir aspectos carcinogênicos, teratogênicos, mutagênicos, entre outros; — Patogenicidade: resíduos que apresentam características biológicas infecciosas, contendo microorganismos ou suas toxinas, capazes de produzir doenças em homem e animais. Sendo assim, as geradoras são obrigadas a cuidar do gerenciamento, transporte, tratamento e destinação �nal do lixo especial. Esse cuidado deve ser constante. O ideal é as geradoras investirem em tecnologias e instalações para tratamento e disposição do lixo especial. Existem tratamentos que conseguem reduzir ou eliminar a periculosidade do lixo especial ou imobilizar os componentes perigosos, �xando-os em materiais insolúveis. Só depois de neutralizados os riscos, o lixo especial pode ser destinado, por exemplo, aos aterros sanitários. Investir na reciclagem é outra medida que dá uma destinação e�ciente ao lixo especial. O diferencial dessa técnica é que ela dá vida nova aos resíduos perigosos, transformando-os em matéria-prima ou subproduto com valor comercial. — placas de circuito eletrônico de microcomputadores podem passar pelo processo de lixiviação e darem origem a estanho e cobre. — pilhas e baterias podem ser recicladas virando pigmentos que dão cor a fogos de arti�cio, pisos cerâmicos, vidros e tintas. — lâmpadas podem ser recicladas por meio de diferentes tipos de tecnologias: processo de separação centrifuga, separação Kapp, de lavagem de vidros quebrados, o processo Shredder e de extração do mercúrio. SP 3.2: “Júpiter ou Saturno” - Intoxicação Crônica 13 http://www.mma.gov.br/ Solventes orgânicos e soluções de compostos orgânicos Evitar misturar aleatoriamente os solventes. Além de ser uma prática perigosa, di�culta medidas de recuperação e puri�cação, e em geral aumenta o custo de descarte �nal para as amostras não recuperáveis. 1. Para descarte (incineração) Separar em diferentes recipientes adotando a seguinte corrente: Solventes não halogenados, 5% água Solventes halogenados, 5% água Solventes contendo pesticidas. Misturas de acetonitrila e água ou solução tampão, de uso comum em cromatogra�a, deverão ser segregados em recipientes próprios para posterior tratamento, antes do descarte. 2. Para recuperação Sempre que um solvente estiver sendo produzido como resíduo em grande quantidade e sua recuperação for viável, ele deverá ser segregado em um recipiente próprio. Separar em diferentes recipientes adotando a seguinte corrente: Solventes halogenados — clorofórmio, diclorometano, tetracloreto de carbono, tricloroetano, etc Acetatos e aldeídos Ésteres e éteres — acetato de etila, éter etílico, etc. Hidrocarbonetos — pentano, hexano, tolueno e derivados, etc. Álcoois e cetonas — etanol, metanol, acetona, butanol, isopropanol, etc. 3. Resíduos sólidos de orgânicos perigosos Deverão ser segregados e identi�cados para tratamento e/ou disposição �nal. Sólidos orgânicos com ou sem metais pesados SP 3.2: “Júpiter ou Saturno” - Intoxicação Crônica 14 Peróxidos orgânicos 4. Resíduos aquosos com metais pesados O metal deverá ser precipitado no local de sua geração. O resíduo líquido aquoso poderá ser descartado na pia, somente após análise para veri�cação da e�ciência do procedimento de precipitação e acerto de pH. O precipitado deverá ser empacotado e armazenado em depósitos do departamento de origem. Somente deverão ser encaminhados ao LRQ metais para recuperação. Soluções contendo metais pesados com contaminação orgânica deverão ser segregadas e identi�cadas para tratamento e/ou disposição �nal. O metal deverá ser precipitado e o resíduo orgânico ou orgânico/aquoso deverá ser tratado de acordo com sua classe. Resíduos de metais preciosos ou recicláveis sais ou soluções contendo prata, ouro, platina, irídio, rutênio, etc. Resíduos contendo metais ou ligas (exceto hidrolizáveis) — ferro, estanho, bronze, latão, zinco, solda, papel alumínio 5. Outros Materiais diversos tais como tintas, vernizes, resinasdiversas, óleos de bomba de vácuo (exceção àqueles contaminados com PCB's), �uídos hidráulicos, etc. Segregar e identi�car para tratamento e/ou disposição Segurança do trabalhador: uso de EPI’s; normativas importantes NR-5; PPRA; PCMSO: Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - O PCMSO é um programa que especi�ca procedimentos e condutas a serem adotadas pelas empresas em função dos riscos aos quais os empregados se expõem no ambiente de trabalho. Seu objetivo é prevenir, detectar precocemente, monitorar e controlar possíveis danos à saúde do empregado Referências: https://www.sorocaba.unesp.br/Home/CIPA/normas_gerenciamento.pdf Fundamentos em Toxicologia de Casarett e Doull Manual de Toxicologia Clínica SP 3.2: “Júpiter ou Saturno” - Intoxicação Crônica 15 https://www.sorocaba.unesp.br/Home/CIPA/normas_gerenciamento.pdf