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Relatório de Prática – Laboratório Virtual Nome da Prática: Prática I - Ação de um Campo Elétrico Nome do Aluno: Paulo Victor Santos de Oliveira Data de Execução: 05/04/2026 Materiais Necessários Água destilada; Álcool etílico; Béquer; Bureta; Flanela; Hexano; Jaleco; Luvas; Máscara; Pisseta; Tubo de plástico. Métodos 1. Segurança e EPIs: Verificação e uso obrigatório de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), incluindo jaleco, máscara e luvas, para garantir a integridade durante o manuseio dos reagentes. 2. Preparação da Bancada: Organização e disposição dos materiais e vidrarias sobre a mesa de trabalho. 3. Ensaio com Água Destilada: Transferência da água destilada da pisseta para a bureta. Realizou-se a abertura da válvula para gerar um filete constante, aproximando-se o tubo de plástico (previamente atritado) para observar a interação eletrostática. 4. Ensaio com Hexano: Lavagem da bureta para evitar contaminação e transferência de hexano. Repetiu-se o procedimento de aproximação do tubo de plástico carregado para observar a ausência ou presença de deflexão no filete. 5. Ensaio com Álcool Etílico (Etanol): Transferência de álcool etílico para a bureta. Observou-se o comportamento do fluxo do líquido sob a influência do campo elétrico gerado pelo tubo de plástico atritado. 6. Descarte e Finalização: Limpeza rigorosa das vidrarias utilizadas, descarte adequado dos resíduos químicos (especialmente hexano e álcool) e organização geral do ambiente de laboratório. Coleta de Dados e Resultados Durante os experimentos, foram observados os seguintes resultados: Água Destilada: Ao aproximar o tubo de plástico atritado ao filete de água destilada, não foi observada nenhuma interação significativa. A água destilada, sendo um líquido polar, não apresenta cargas elétricas livres em quantidade suficiente para interagir com o tubo de plástico carregado. Hexano: Quando o tubo de plástico atritado foi aproximado do filete de hexano, houve uma clara atração entre o líquido e o tubo. Isso ocorre porque o hexano é um líquido apolar, ou seja, não possui uma distribuição uniforme de cargas elétricas. O atrito entre o tubo e a flanela carregou o tubo negativamente, induzindo uma separação de cargas no hexano e gerando uma atração eletrostática. Álcool Etílico: Da mesma forma que no experimento com o hexano, ao aproximar o tubo de plástico atritado do filete de álcool etílico, houve uma atração entre os dois. O álcool etílico, sendo um líquido polar, também teve suas moléculas polarizadas devido à presença do campo elétrico induzido pelo tubo de plástico carregado. Substância Reação H2O Desvio Significativo C2H5OH Desvio Leve C6H14 Sem Interação (Estática) Conclusão O experimento demonstrou claramente como a natureza molecular das substâncias influencia sua resposta a campos elétricos externos. A interação eletrostática foi evidente nas substâncias polares, com destaque para a água destilada, que apresentou o maior desvio devido ao seu forte momento de dipolo. O álcool etílico, com polaridade intermediária, confirmou essa tendência com um desvio mais sutil. Em contrapartida, o comportamento do hexano ratificou as propriedades das substâncias apolares, que permanecem indiferentes à aproximação do corpo carregado. Esses resultados estão em plena conformidade com os princípios da eletrostática e da química estrutural, evidenciando que a geometria e a distribuição de carga nas moléculas são fatores determinantes para as interações físicas da matéria. Referências Bibliográficas ATKINS, P. W.; DE PAULA, J. Físico-Química. 9. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2012. (Nota: A edição de 2010 costuma ser a original em inglês; a tradução brasileira de referência é da LTC). BROWN, T. L.; LEMAY, H. E.; BURSTEN, B. E. Química: A Ciência Central. 11. ed. São Paulo: Pearson, 2009. SILBERBERG, M. S. Química: A Natureza Molecular da Matéria e suas Transformações. 6. ed. Porto Alegre: AMGH, 2013. (Nota: No Brasil, essa edição foi publicada pelo selo AMGH/Artmed).