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1. Terapia Cognitiva para Desafios Clínicos Ao identificar dificuldades no tratamento, o terapeuta deve investigar: O que o paciente faz ou deixa de fazer? • Na sessão terapêutica; • Entre as sessões (tarefas de casa, adesão ao tratamento, etc.). Os comportamentos problemáticos: • Aparecem apenas brevemente em uma sessão? • Persistem durante toda a sessão? • Repetem-se em várias sessões? A origem do problema está em: • Erros do terapeuta; • Diagnóstico inadequado; • Conceituação cognitiva incorreta; • Planejamento do tratamento; • Tarefas de casa; • Aliança terapêutica; • Definição das metas terapêuticas. 2. Modelo Cognitivo A Terapia Cognitiva parte da hipótese de que: Emoções, comportamentos e respostas fisiológicas são influenciados pela forma como a pessoa interpreta os acontecimentos. Esquema básico: Situação → Pensamento Automático → Reação emocional, comportamental e fisiológica O que determina como a pessoa se sente não é a situação em si, mas a interpretação que ela faz dela. Pensamentos Automáticos • São rápidos; • Breves; • Espontâneos; • Surgem automaticamente diante das situações. Crenças São ideias desenvolvidas ao longo da vida sobre: • Si mesmo; • Os outros; • O mundo. Crenças Centrais (Nucleares) • Mais profundas e fundamentais; • Consideradas verdades absolutas pelo indivíduo; • Globais, rígidas e generalizadas. Exemplo: “Sou incapaz.” Crenças Intermediárias Correspondem a: • Regras; • Atitudes; • Pressupostos. Exemplo: “Se eu cometer erros, serei rejeitado.” 3. Terapia do Esquema (Jeffrey Young) Jeffrey Young observou que alguns pacientes não respondiam adequadamente à Terapia Cognitiva tradicional e frequentemente abandonavam o tratamento. Ele propôs que: Mesmo identificando pensamentos automáticos, os problemas persistem quando necessidades emocionais básicas não foram adequadamente supridas, originando os Esquemas Iniciais Desadaptativos. Necessidades Emocionais Básicas 1. Vínculo seguro; 2. Autonomia e competência; 3. Liberdade para expressão emocional; 4. Espontaneidade e lazer; 5. Limites realistas. Cinco Grandes Domínios dos Esquemas 1. Desconexão e Rejeição Expectativa de que as necessidades afetivas não serão atendidas. 2. Autonomia e Desempenho Prejudicados Dificuldade em funcionar de forma independente. 3. Limites Prejudicados Problemas com autocontrole e respeito aos limites. 4. Direcionamento para o Outro Excesso de preocupação em agradar os outros. 5. Supervigilância e Inibição Controle excessivo das emoções e rigidez. Estilos de Enfrentamento dos Esquemas Resignação ao esquema A pessoa aceita o esquema como verdadeiro. Evitação do esquema Evita situações que ativem o esquema. Hipercompensação Age de maneira oposta ao esquema, tentando neutralizá-lo. Modos Esquemáticos São estados emocionais momentâneos formados pela ativação de: • Esquemas; • Emoções; • Respostas de enfrentamento. Relação Terapêutica Na Terapia do Esquema, a relação terapeuta–paciente é considerada um elemento central do tratamento. Quatro Pilares da Intervenção 1. Modificar crenças e esquemas; 2. Transformar experiências emocionais; 3. Construir novos repertórios comportamentais; 4. Utilizar a relação terapêutica como instrumento de mudança. Objetivo da Terapia do Esquema Ajudar o paciente a perceber que: O esquema parece uma verdade absoluta, mas não representa uma verdade universal. A terapia busca compreender: • O que são os esquemas; • Como surgem; • Como se mantêm; • Como afetam os relacionamentos. Imaginação Guiada (Rescripting) O paciente revisita mentalmente experiências traumáticas e ocorre uma reescrita da cena, modificando seu significado emocional. Exemplo: • O terapeuta entra simbolicamente na cena; • Protege a criança; • Afasta-a da situação de sofrimento; • Oferece cuidado e segurança. 4. Técnicas Cognitivas Diálogo Socrático Conjunto de perguntas que conduz o paciente a conclusões mais realistas e lógicas. Questionamento de Rótulos Busca avaliar se os rótulos negativos atribuídos a si mesmo são realmente adequados. Descatastrofização Estratégia que testa a realidade das interpretações catastróficas, avaliando as consequências reais de determinado evento. Questionamento de Crenças Irracionais Identifica e modifica pensamentos disfuncionais. Técnica da Cadeira Vazia Favorece: • Expressão emocional; • Desenvolvimento de habilidades; • Superação de bloqueios e inibições emocionais. 5. Modificando Preocupações e Ruminações na Terapia Cognitiva Preocupação É orientada para o futuro. Pode gerar: • Ansiedade; • Incerteza; • Esquiva; • Menor ação prática. Frequentemente produz uma falsa sensação de controle. Monitoramento das Preocupações Tem o objetivo de tornar as preocupações mais observáveis. Perguntas importantes: • Qual é o pior cenário? • Qual é o melhor cenário? • Qual é o cenário neutro? • Qual é o cenário mais provável? Tipos de Preocupação Preocupação Produtiva Leva à ação e à resolução do problema. Preocupação Improdutiva Não gera soluções e apenas mantém a ansiedade. Ruminação • Voltada para o passado ou para o presente; • Caracteriza-se pela repetição constante dos mesmos pensamentos. Soluções Imperfeitas Consiste em agir mesmo sem ter certeza absoluta. “Feito é melhor que perfeito.” Tempo de Preocupação Consiste em reservar um momento específico do dia para se preocupar, evitando que a preocupação domine todo o tempo. Aceitação da Incerteza O objetivo da terapia não é eliminar completamente as preocupações, mas: Impedir que elas controlem a vida do indivíduo. Esquema para Memorizar Situação → Pensamento Automático → Emoção → Comportamento Crenças Centrais → Crenças Intermediárias → Pensamentos Automáticos → Reações 1. Terapia Cognitiva para Desafios Clínicos O que o paciente faz ou deixa de fazer? Os comportamentos problemáticos: A origem do problema está em: 2. Modelo Cognitivo Esquema básico: Pensamentos Automáticos Crenças Crenças Centrais (Nucleares) Crenças Intermediárias 3. Terapia do Esquema (Jeffrey Young) Necessidades Emocionais Básicas Cinco Grandes Domínios dos Esquemas 1. Desconexão e Rejeição 2. Autonomia e Desempenho Prejudicados 3. Limites Prejudicados 4. Direcionamento para o Outro 5. Supervigilância e Inibição Estilos de Enfrentamento dos Esquemas Resignação ao esquema Evitação do esquema Hipercompensação Modos Esquemáticos Relação Terapêutica Quatro Pilares da Intervenção Objetivo da Terapia do Esquema Imaginação Guiada (Rescripting) 4. Técnicas Cognitivas Diálogo Socrático Questionamento de Rótulos Descatastrofização Questionamento de Crenças Irracionais Técnica da Cadeira Vazia 5. Modificando Preocupações e Ruminações na Terapia Cognitiva Preocupação Monitoramento das Preocupações Tipos de Preocupação Preocupação Produtiva Preocupação Improdutiva Ruminação Soluções Imperfeitas Tempo de Preocupação Aceitação da Incerteza Esquema para Memorizar