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APG- Coração 
Objetivos: 
1. Estudar a anatomia do coração; 
2. Compreender o fluxo sanguíneo do coração; 
3. Explicar a histologia do coração; 
4. Analisar a atividade rítmica do coração. 
 
 
Localização do coração 
 
↠ O coração é relativamente pequeno, aproximadamente do tamanho de sua mão 
fechada; (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ Tem aproximadamente 12 cm de comprimento, 9 cm de largura em seu ponto mais 
amplo, e 6 cm de espessura; (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ Pesa em média 250 g nas mulheres adultas e 300 g nos homens adultos; 
(TORTORA, 14ª ed.) 
↠ O coração repousa sobre o diafragma, próximo da linha mediana da cavidade 
torácica. 
Encontra-se no mediastino, uma região anatômica que se estende do esterno à coluna 
vertebral, da primeira costela ao diafragma, e entre os pulmões (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ O ápice pontiagudo é formado pela ponta do ventrículo esquerdo (a câmara inferior 
do coração) e está situado sobre o diafragma. O ápice está direcionado para frente, 
para baixo e para a esquerda; (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ O coração é um órgão muscular que se contrai ritmicamente enquanto bombeia o 
sangue pelo sistema circulatório. Também é responsável pela produção de um 
hormônio chamado de fator natriurético atrial. (JUNQUEIRA, 13ª ed.) 
 
 
 
 
 
 
 
Pericárdio 
A membrana que envolve e protege o coração é o pericárdio. Restringe o coração à 
sua posição no mediastino, possibilitando liberdade de movimento suficiente para a 
contração vigorosa e rápida. O pericárdio consiste em duas partes principais: (1) o 
pericárdio fibroso e (2) o pericárdio seroso. (TORTORA, 14ª ed.) 
 
➢ Pericárdio Fibroso: superficial, é composto por tecido conjuntivo inelástico, 
resistente, denso e irregular. Assemelha-se a uma bolsa que repousa sobre o 
diafragma, fixando-se nele. O pericárdio fibroso impede a hiperdistensão do coração, 
fornece proteção e ancora o coração no mediastino. O pericárdio fibroso próximo ao 
ápice do coração está parcialmente fundido ao tendão central do diafragma; por 
conseguinte, o movimento do diafragma, como na respiração profunda, facilita a 
circulação do sangue pelo coração. (TORTORA, 14ª ed.) 
 
➢ Pericárdio seroso: mais profundo, é uma membrana mais fina, delicada, que forma 
uma dupla camada em torno do coração. A lâmina parietal do pericárdio seroso mais 
externa está fundida ao pericárdio fibroso. A lâmina visceral do pericárdio seroso mais 
interna, que também é chamada epicárdio, é uma das camadas da parede do coração 
e adere firmemente à sua superfície. Entre as camadas parietal e visceral do 
pericárdio seroso existe uma fina película de líquido seroso lubrificante. Esta secreção 
das células pericárdicas, conhecida como líquido pericárdico, reduz o atrito entre as 
camadas do pericárdio seroso conforme o coração se move. (TORTORA, 14ª ed.) 
 
Camadas das paredes do coração 
 
A parede do coração é constituída por três camadas: o epicárdio (camada externa), o 
miocárdio (camada intermediária) e o endocárdio (camada interna). (TORTORA, 14ª 
ed.) 
➢ O epicárdio é composto por duas camadas de tecido. A mais externa, é chamada 
lâmina visceral do pericárdio seroso. Esta camada exterior fina e transparente da 
parede do coração é composta por mesotélio. Sob o mesotélio existe uma camada 
variável de tecido fibroelástico delicado e tecido adiposo. O tecido adiposo predomina 
e torna-se mais espesso sobre as faces ventriculares, onde abriga as principais 
artérias coronárias e vasos cardíacos. O epicárdio confere uma textura lisa e 
escorregadia à face mais externa do coração. O epicárdio contém vasos sanguíneos, 
vasos linfáticos e vasos que irrigam o miocárdio. (TORTORA, 14ª ed.) Entre o folheto 
visceral (epicárdio) e o folheto parietal, existe uma quantidade pequena de líquido que 
facilita os movimentos do coração. (JUNQUEIRA, 13ª ed.) ➢ A camada média, o 
miocárdio, é responsável pela ação de bombeamento do coração e é composto por 
tecido muscular cardíaco. Compõe aproximadamente 95% da parede do coração. As 
fibras musculares (células), como as do músculo estriado esquelético, são envolvidas 
e separadas em feixes por bainhas de tecido conjuntivo compostas por endomísio e 
perimísio. As fibras musculares cardíacas são organizadas em feixes que circundam 
diagonalmente o coração e produzem as fortes ações de bombeamento do coração. 
(TORTORA, 14ª ed.) 
➢ O endocárdio mais interno é uma fina camada de endotélio que recobre uma fina 
camada de tecido conjuntivo. Fornece um revestimento liso para as câmaras do 
coração e abrange as valvas cardíacas. O revestimento endotelial liso minimiza o 
atrito de superfície conforme o sangue passa através do coração. O endocárdio é 
contínuo ao revestimento endotelial dos grandes vasos sanguíneos ligados ao 
coração. (TORTORA, 14ª ed.) 
 
Câmeras do coração 
 
↠ O coração tem quatro câmaras. As duas câmaras de recepção superiores são os 
átrios, e as duas câmaras de bombeamento inferiores são os ventrículos. (TORTORA, 
14ª ed.) 
↠ O par de átrios recebe sangue dos vasos sanguíneos que retornam o sangue ao 
coração, as chamadas veias, enquanto os ventrículos ejetam o sangue do coração 
para vasos sanguíneos chamados artérias. (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ Na face anterior de cada átrio existe uma estrutura saculiforme enrugada chamada 
aurícula. Cada aurícula aumenta discretamente a capacidade de um átrio, de modo 
que ele possa conter maior volume de sangue. (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ Também na superfície do coração existem vários sulcos, que contêm vasos 
sanguíneos coronarianos e uma quantidade variável de gordura. Cada sulco marca a 
fronteira externa entre duas câmaras do coração. Os sulcos são: profundo sulco 
coronário, sulco interventricular anterior, sulco interventricular posterior (TORTORA, 
14ª ed.) 
 
Átrio Direito 
 
↠ Recebe sangue de três veias: a veia cava superior, a veia cava inferior e o seio 
coronário.; (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ O interior da parede posterior é liso; o interior da parede anterior é áspero, por 
causa de cristas musculares chamadas de músculos pectíneos, que também se 
estendem até a aurícula; (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ As partes lisas e àspera da parede atrial são separadas externamente por um sulco 
vertical superficial, o sulco terminal, e internamente por uma crista vertical, a crista 
terminal.; (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ Entre o átrio direito e o átrio esquerdo existem uma partição fina chamada septo 
interatrial.; (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ O sangue passa do átrio direito para o ventrículo direito através da valva 
atrioventricular direita, porque é composta por três válvulas. As valvas cardíacas são 
compostas por tecido conjuntivo denso recoberto por endocárdio. (TORTORA, 14ª 
ed.) 
↠ A VCS se abre na parte superior do átrio direito no nível da 3ª cartilagem costal 
direita. A VCI se abre na parte inferior do átrio direito quase alinhada com a VCS no 
nível aproximado da 5ª cartilagem costal. (MOORE, 7ª ed.) 
 
Ventrículo Direito 
 
↠ Forma a maior parte da face esternocostal do coração; (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ O interior do ventrículo direito contém uma série de cristas formadas por feixes 
elevados de fibras musculares cardíacas chamadas trabéculas cárneas; (TORTORA, 
14ª ed.) 
↠ As válvulas da valva atrioventricular direita estão conectadas às cordas tendíneas, 
que por sua vez estão ligadas a trabéculas cárneas em forma de cone chamadas 
músculos papilares; (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ Internamente, o ventrículo direito é separado do ventrículo esquerdo por uma 
partição chamada de septo interventricular; (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ O sangue passa do ventrículo direito através da valva do tronco pulmonar para uma 
grande artéria chamada de tronco pulmonar, que se divide em artérias pulmonares 
direita e esquerda e levam o sangue até os pulmões. (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ A parte de entrada do ventrículo recebe o sangue do átrio direito através do óstio 
AV direito (tricúspide), ele é circundadopor um dos anéis fibrosos do esqueleto fibroso 
do coração. O anel fibroso mantém o calibre do óstio constante, resistindo à dilatação 
que poderia resultar da passagem de sangue através dele com pressões variadas. 
(MOORE, 7ª ed.) 
 
Átrio Esquerdo 
 
↠ O átrio esquerdo tem aproximadamente a mesma espessura que o átrio direito e 
forma a maior parte da base do coração; (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ Ele recebe o sangue dos pulmões, por meio das quatro veias pulmonares. Como o 
átrio direito, o interior do átrio esquerdo tem uma parede posterior lisa. Como os 
músculos pectíneos estão restritos à aurícula do átrio esquerdo, a parede anterior do 
átrio esquerdo também é lisa; (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ O sangue passa do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo através da valva 
atrioventricular esquerda, a qual tem duas válvulas. (TORTORA, 14ª ed.) 
 
Ventrículo Esquerdo 
↠ É a câmara mais espessa do coração, Forma o ápice do coração; (TORTORA, 14ª 
ed.) 
↠ Como o ventrículo direito, o ventrículo esquerdo contém trabéculas cárneas e tem 
cordas tendíneas que ancoram as válvulas da valva atrioventricular esquerda aos 
músculos papilares. (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ O sangue passa do ventrículo esquerdo através da valva da aorta na parte 
ascendente da aorta. (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ Como a pressão arterial é muito maior na circulação sistêmica do que na circulação 
pulmonar, o ventrículo esquerdo trabalha mais do que o ventrículo direito. (MOORE, 
7ª ed.) 
 
ESPESSURA E FUNÇÃO DO MIOCÁRDIO 
↠ A espessura do miocárdio das quatro câmaras varia de acordo com a função de 
cada uma das câmaras. (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ Os átrios de paredes finas entregam o sangue sob menos pressão aos ventrículos 
adjacentes. (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ Como os ventrículos bombeiam o sangue sob maior pressão por distâncias 
maiores, suas paredes são mais espessas. (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ O ventrículo esquerdo bombeia sangue por grandes distâncias a todas as outras 
partes do corpo com uma pressão maior, e a resistência ao fluxo sanguíneo é maior. 
(TORTORA, 14ª ed.) 
↠ A anatomia dos dois ventrículos confirma esta diferença funcional – a parede 
muscular do ventrículo esquerdo é consideravelmente mais espessa do que a parede 
do ventrículo direito. Observe também que o lúmen do ventrículo esquerdo é mais ou 
menos circular, em contraste com o do ventrículo direito, cujo formato é discretamente 
semilunar. (TORTORA, 14ª ed.) 
 
ESQUELETO FIBROSO DO CORAÇÃO 
 
O esqueleto fibroso é constituído por quatro anéis de tecido conjuntivo denso que 
circundam as valvas cardíacas, unidos um ao outro, e que se fundem ao septo 
interventricular. Além de formar uma base estrutural para as valvas cardíacas, o 
esqueleto fibroso evita o estiramento excessivo das valvas enquanto o sangue passa 
por elas. Também serve como um ponto de inserção para os feixes de fibras 
musculares cardíacas e atua como um isolante elétrico entre os átrios e ventrículos. 
(TORTORA, 14ª ed.) 
 
VALVAS CARDÍACAS 
 
↠ As valvas se abrem e fecham em resposta às mudanças de pressão conforme o 
coração se contrai e relaxa. (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ Cada uma das quatro valvas ajuda a assegurar o fluxo unidirecional de sangue 
através da abertura ao possibilitar que o sangue passe e, em seguida, se fechando 
para impedir o seu refluxo. (TORTORA, 14ª ed.) 
 
 
VALVAS ATRIOVENTRICULARES 
 
↠ Como estão localizadas entre um átrio e um ventrículo, estas valvas são chamadas 
atrioventriculares (AV) direita e esquerda. (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ Quando uma valva AV está aberta, as extremidades arredondadas das válvulas se 
projetam para o ventrículo. (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ Quando os ventrículos estão relaxados, os músculos papilares estão relaxados, as 
cordas tendíneas estão frouxas, e o sangue se move de uma área de maior pressão 
no átrio para uma de menor pressão nos ventrículos através das valvas AV abertas. 
(TORTORA, 14ª ed.) 
↠ Quando os ventrículos se contraem, a pressão do sangue aciona as válvulas para 
cima até que suas extremidades se encontrem e fechem a abertura. Ao mesmo tempo, 
os músculos papilares se contraem, o que traciona e retesa as cordas tendíneas. Isso 
impede que as válvulas das valvas evertam em resposta à alta pressão ventricular. 
(TORTORA, 14ª ed.) 
 
VÁLVULAS SEMILUNARES 
 
↠ As valvas da aorta e do tronco pulmonar são compostas por três válvulas 
semilunares. (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ Cada válvula se insere na parede arterial por sua margem externa convexa. 
(TORTORA, 14ª ed.) 
↠ As valvas do tronco pulmonar e da aorta possibilitam a ejeção de sangue do 
coração para as artérias, mas evitam o refluxo de sangue para os ventrículos. 
(TORTORA, 14ª ed.) 
 
Surpreendentemente, talvez, não há valvas nas junções da veia cava com o átrio 
direito ou das veias pulmonares com o átrio esquerdo. Quando os átrios se contraem, 
um pequeno volume de sangue reflui dos átrios para estes vasos. No entanto, o refluxo 
é minimizado por um mecanismo diferente; conforme o músculo atrial se contrai, ele 
comprime e quase colapsa as fracas paredes dos pontos de entrada das veias. 
 
 
 
Circulação sistêmica e pulmonar 
 
↠ Na circulação pós-natal, o coração bombeia o sangue em dois circuitos fechados a 
cada contração – circulação sistêmica e circulação pulmonar. (TORTORA, 14ª ed.) 
O lado esquerdo do coração é a bomba para a circulação sistêmica; ele recebe sangue 
oxigenado (rico em oxigênio) vermelho brilhante dos pulmões. 
O ventrículo esquerdo ejeta sangue para a aorta. A partir da aorta, o sangue se divide 
em correntes separadas, entrando progressivamente em artérias sistêmicas menores 
que o transportam a todos os órgãos do corpo – com exceção dos alvéolos dos 
pulmões, os quais são irrigados pela circulação pulmonar. 
Nos tecidos sistêmicos, as artérias dão origem a arteríolas de menor diâmetro, que 
por fim levam a extensos leitos de capilares sistêmicos. 
A troca de nutrientes e gases ocorre através das finas paredes capilares. O sangue 
libera O2 (oxigênio) e capta CO2 (dióxido de carbono). Na maior parte dos casos, o 
sangue flui por meio de um único capilar e então entra em uma vênula sistêmica. As 
vênulas transportam o sangue desoxigenado dos tecidos e se fundem para formar 
veias sistêmicas maiores. 
Por fim, o sangue reflui para o átrio direito. (TORTORA, 14ª ed.) O lado direito do 
coração é a bomba para a circulação pulmonar; ele recebe todo o sangue 
desoxigenado vermelho escuro que retorna da circulação sistêmica. 
O sangue ejetado do ventrículo direito flui para o tronco pulmonar, que se divide em 
artérias pulmonares que levam o sangue para os pulmões direito e esquerdo. Nos 
capilares pulmonares, o sangue descarrega o CO2, que é expirado, e capta o O2 do 
ar inalado. O sangue recentemente oxigenado então flui para as veias pulmonares e 
retorna ao átrio esquerdo. (TORTORA, 14ª ed.) 
 
Circulação coronariana 
 
↠ O miocárdio tem a sua própria rede de vasos sanguíneos, a circulação coronariana 
ou circulação cardíaca. (TORTORA, 14ª ed.) 
As artérias coronárias ramificam-se da parte ascendente da aorta e cercam o coração 
como uma coroa circundando a cabeça. Enquanto o coração está se contraindo, 
pouco sangue flui nas artérias coronárias, porque elas estão bem comprimidas. 
Quando o coração relaxa, no entanto, a pressão do sangue elevada na aorta 
impulsiona o sangue ao longo das artérias coronárias até os vasos capilares e, em 
seguida, às veias coronárias. (TORTORA, 14ª ed.) 
 
ARTÉRIAS CORONÁRIAS 
↠ Duas artérias coronárias, as artérias coronárias esquerda e direita, ramificam-se da 
parte ascendente da aorta e fornecem sangue oxigenado para o miocárdio. 
(TORTORA, 14ª ed.) 
↠ A artéria coronária esquerda passa inferiormente à aurícula esquerda e se divide 
nos ramos interventricular anterior e circunflexo. (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ A artéria coronária direita emite pequenos ramos (ramos atriais) para o átrio direito.Ela continua inferiormente à aurícula direita e, por fim, se divide em ramos 
interventricular posterior e marginal direito. coração e transporta sangue oxigenado à 
parede do ventrículo direito. (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ A maior parte do corpo recebe sangue de ramos de mais de uma artéria, e onde 
duas ou mais artérias irrigam a mesma região, elas normalmente se conectam entre 
si. (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ Essas conexões, chamadas de anastomoses, fornecem vias alternativas, 
chamadas de circulação colateral, para que o sangue chegue a um órgão ou tecido 
específico. (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ O miocárdio contém muitas anastomoses que conectam ramos de uma 
determinada artéria coronária ou se estendem entre os ramos de diferentes artérias 
coronárias. (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ As anastomoses fornecem desvios para o sangue arterial se uma via principal 
estiver obstruída. Assim, o músculo cardíaco pode receber oxigênio suficiente, mesmo 
que uma de suas artérias coronárias esteja parcialmente bloqueada. (TORTORA, 14ª 
ed.) 
 
VEIAS CORONÁRIAS 
A maior parte do sangue venoso do miocárdio drena para um grande seio vascular no 
sulco coronário na face posterior do coração, chamado seio coronário. (TORTORA, 
14ª ed.) O sangue venoso do seio coronário drena para o átrio direito. As principais 
tributárias que transportam sangue para o seio coronário são: (TORTORA, 14ª ed.) 
➢ Veia cardíaca magna no sulco interventricular anterior, que drena as áreas do 
coração irrigadas pela artéria coronária esquerda (ventrículos esquerdo e direito e 
átrio esquerdo); 
➢ Veia interventricular posterior no sulco interventricular posterior, que drena as áreas 
irrigadas pelo ramo interventricular posterior da artéria coronária direita (ventrículos 
esquerdo e direito); 
➢ Veia cardíaca parva no sulco coronário, que drena o átrio direito e o ventrículo 
direito; 
➢ Veias anteriores do ventrículo direito, que drenam o ventrículo direito e drenam 
diretamente para o átrio direito. 
 
HISTOLOGIA DO MÚSCULO CARDÍACO 
 
↠ Em comparação às fibras musculares esqueléticas, as fibras musculares cardíacas 
são mais curtas e menos circulares em um corte transversal. (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ Apresentam ramificação, que dão a cada fibra muscular cardíaca uma aparência 
de “degrau”. (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ Geralmente, existe um núcleo central, embora uma célula ocasionalmente tenha 
dois núcleos. (TORTORA, 14ª ed.) 
 
 
As extremidades das fibras musculares cardíacas se ligam às fibras vizinhas por 
espessamentos transversais irregulares de sarcolema chamados discos intercalares. 
Os discos contêm desmossomos, que mantêm as fibras unidas, e junções 
comunicantes, que possibilitam que os potenciais de ação musculares sejam 
conduzidos de uma fibra muscular para as fibras vizinhas. As junções comunicantes 
possibilitam que todo o miocárdio dos átrios ou dos ventrículos se contraia como uma 
única unidade, coordenada. (TORTORA, 14ª ed.) 
As mitocôndrias são maiores e mais numerosas nas fibras do músculo cardíaco do 
que nas fibras musculares esqueléticas. As fibras musculares cardíacas têm o mesmo 
arranjo de actina e miosina, e as mesmas bandas, zonas e discos Z, que as fibras 
musculares esqueléticas. Os túbulos transversos do músculo cardíaco são mais 
largos, mas menos abundantes do que no músculo esquelético; há um único túbulo 
transverso por sarcômero no disco Z. (TORTORA, 14ª ed.) 
 
Sistema de condução 
 
↠ A atividade elétrica inerente e rítmica é o motivo das contrações cardíacas ao longo 
da vida. (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ A fonte desta atividade elétrica é uma rede de fibras musculares cardíacas 
especializadas chamadas fibras autorrítmicas, porque são autoexcitáveis. 
(TORTORA, 14ª ed.) 
As áreas escuras que cruzam as fibras miocárdicas são referidas como discos intercalados; 
elas são, na verdade, membranas celulares que separam as células miocárdicas umas das 
outras. Em cada disco intercalado, as membranas celulares se fundem entre si, para formar 
junções “comunicantes” permeáveis (gap junctions), que permitem rápida difusão, quase 
totalmente livre, dos íons. Dessa forma, o miocárdio forma sincício de muitas células 
musculares cardíacas, no qual as células estão tão interconectadas que, quando uma célula 
é excitada, o potencial de ação se espalha rapidamente para todas. O coração é, na verdade, 
composto por dois sincícios; o sincício atrial e o sincício ventricular, que forma as paredes dos 
ventrículos. (GUYTON, 13ª ed). 
 
As fibras possuem duas funções importantes: 
↠ Agem como marca-passo, definindo o ritmo da excitação elétrica que provoca a 
contração do coração. (TORTORA, 14ª ed.) 
↠ Formam o sistema de condução do coração, uma rede de fibras musculares 
cardíacas especializadas que oferecem uma via para que cada ciclo de excitação 
cardíaca se propague pelo coração. (TORTORA, 14ª ed.) 
 
RESUMO DAS FASES DO POTENCIAL DE AÇÃO DO MIOCÁRDIO (GUYTON, 13ª ed.) 
 
➢ Fase 0 (despolarização), os canais rápidos de sódio abrem. Quando a célula 
cardíaca é estimulada e se despolariza, o potencial de membrana fica mais positivo. 
Os canais de sódio ativados por voltagem (canais rápidos de sódio) abrem e permitem 
que o sódio flua rapidamente para dentro da célula e a despolarize. O potencial de 
membrana alcança cerca de + 20 milivolts antes dos canais de sódio encerrarem. 
➢ Fase 1 (despolarização inicial), os canais rápidos de sódio encerram. Os canais de 
sódio encerram, a célula começa a repolarizar e os íons potássio saem da célula 
através dos canais de potássio abertos. 
➢ Fase 2 (platô), os canais de cálcio abrem e os canais rápidos de potássio encerram. 
Ocorre uma breve repolarização inicial e o potencial de ação alcança um platô em 
consequência de (1) maior permeabilidade dos íons cálcio; e (2) diminuição da 
permeabilidade dos íons potássio. Os canais de íons cálcio, ativados por voltagem, 
abrem lentamente durante as fases 1 e 0, e o cálcio entra na célula. Depois, os canais 
de potássio encerram e a combinação da redução do efluxo de íons potássio e o 
aumento do influxo de íons cálcio conduz a que o potencial de ação alcance um platô 
➢ Fase 3 (polarização rápida), os canais de cálcio encerram e os canais lentos de 
potássio abrem. O fechamento dos canais de íons cálcio e o aumento da 
permeabilidade aos íons potássio, permitindo que os íons potássio saiam rapidamente 
da célula, põem fim ao platô e retornam o potencial de membrana da célula ao seu 
nível de repouso. 
➢ Fase 4 (potencial de membrana de repouso) com valor médio aproximado de –90 
milivolts. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os potenciais de ação cardíacos se propagam ao longo do sistema de condução na 
seguinte sequência: (TORTORA, 14ª ed.) 
➢ A excitação cardíaca normalmente começa no nó sinoatrial (SA), localizado na 
parede atrial direita, discretamente inferior e lateral à abertura da veia cava superior. 
As células do nó SA não têm potencial de repouso estável. Em vez disso, elas se 
despolarizam repetida e espontaneamente até um limiar. A despolarização 
espontânea é um potencial marca-passo. Quando o potencial marca-passo alcança o 
limiar, ele dispara um potencial de ação. Cada potencial de ação do nó SA se propaga 
ao longo de ambos os átrios via junções comunicantes nos discos intercalares das 
fibras musculares atriais. Após o potencial de ação, os dois átrios se contraem ao 
mesmo tempo. 
➢ Ao ser conduzido ao longo das fibras musculares atriais, o potencial de ação 
alcança o nó atrioventricular (AV), localizado no septo interatrial, imediatamente 
anterior à abertura do seio coronário. No nó AV, o potencial de ação se desacelera 
consideravelmente, como resultado de várias diferenças na estrutura celular do nó 
AV. Este atraso fornece tempo para os átrios drenarem seu sangue para os ventrículos 
➢ A partir do nó AV, o potencial de ação entra no fascículo atrioventricular (AV) (feixe 
de His,).Este fascículo é o único local em que os potenciais de ação podem ser 
conduzidos dos átrios para os ventrículos. (Em outros lugares, o esqueleto fibroso do 
coração isola eletricamente os átrios dos ventrículos.) 
➢ Depois da propagação pelo fascículo AV, o potencial de ação entra nos ramos 
direito e esquerdo. Os ramos se estendem ao longo do septo interventricular em 
direção ao ápice do coração. 
➢ Por fim, os ramos subendocárdicos calibrosos (fibras de Purkinje) conduzem 
rapidamente o potencial de ação, começando no ápice do coração e subindo em 
direção ao restante do miocárdio ventricular. Em seguida, os ventrículos se contraem, 
deslocando o sangue para cima em direção às válvulas semilunares. 
 
Por conta própria, as fibras autorrítmicas do nó SA iniciariam um potencial de ação a cada 0,6 
s, ou 100 vezes por minuto. Assim, o nó SA define o ritmo de contração do coração – é o 
marca-passo natural. Esta frequência é mais rápida do que a de qualquer outra fibra 
autorrítmica. Como os potenciais de ação do nó SA se espalham ao longo do sistema de 
condução e estimulam outras áreas antes que estas sejam capazes de produzir um potencial 
de ação no seu próprio ritmo, mais lento, o nó SA age como o marca-passo natural do coração. 
Os impulsos nervosos da divisão autônoma do sistema nervoso (SNA) e hormônios 
transportados pelo sangue (como a epinefrina) modificam sua sincronização e força a cada 
batimento cardíaco, mas não estabelecem o ritmo de base. Em uma pessoa em repouso, por 
exemplo, a acetilcolina liberada pela parte parassimpática do SNA atrasa a estimulação do nó 
SA para a cada aproximadamente 0,8 s, ou 75 potenciais de ação por minuto. (TORTORA, 
14ª ed.) 
 
CICLO CARDÍACO 
 
O conjunto dos eventos cardíacos, que ocorre entre o início de um batimento e o início 
do próximo, é denominado ciclo cardíaco. Cada ciclo é iniciado pela geração 
espontânea de potencial de ação no nodo sinusal. (GUYTON, 13ª ed.) Em cada ciclo 
cardíaco, os átrios e ventrículos se contraem e relaxam alternadamente, forçando o 
sangue das áreas de alta pressão às áreas de baixa pressão. Enquanto uma câmara 
do coração se contrai, a pressão arterial dentro dela aumenta. (TORTORA, 14ª ed.) O 
ciclo cardíaco consiste no período de relaxamento, chamado diástole, durante o qual 
o coração se enche de sangue, seguido pelo período de contração, chamado sístole. 
(GUYTON, 13ª ed.) A duração total do ciclo cardíaco, incluindo a sístole e a diástole, 
é a recíproca da frequência cardíaca. Por exemplo, se a frequência cardíaca é de 72 
batimentos/min, a duração do ciclo cardíaco é de 1/72 batimentos/min — 
aproximadamente 0,0139 minuto por batimento, ou 0,833 segundo por batimento. 
(GUYTON, 13ª ed.) 
 
Bulhas cardíacas 
↠ O som dos batimentos cardíacos é decorrente principalmente da turbulência do 
sangue causada pelo fechamento das valvas cardíacas. 
↠ Durante cada ciclo cardíaco, existem quatro bulhas cardíacas, mas em um coração 
normal apenas a primeira e a segunda bulhas cardíacas (B1 e B2) são auscultadas 
com um estetoscópio. 
↠ A primeira bulha (B1), a qual pode ser descrita como um som de tum, é mais forte 
e um pouco mais longa do que a segunda bulha. B1 é causada pela turbulência do 
sangue associada ao fechamento das valvas AV logo depois de a sístole ventricular 
começar. 
↠ A segunda bulha (B2), que é mais breve e não tão forte quanto a primeira, pode ser 
descrita como um som de tá. B2 é causada pela turbulência no sangue associada ao 
fechamento das valvas do tronco pulmonar e da aorta no início da diástole ventricular 
 
Fatores que influenciam nos batimentos cardíacos 
 
➢ Controle parassimpático O neurotransmissor parassimpático acetilcolina (ACh) 
diminui a frequência cardíaca. A acetilcolina ativa os receptores colinérgicos 
muscarínicos que influenciam os canais de K e Ca2. A combinação dos dois efeitos 
faz a célula levar mais tempo para alcançar o limiar, atrasando o início do potencial 
de ação no marcapasso e diminuindo a frequência cardíaca. (SILVERTHORN, 7ª ed.) 
➢ Controle simpático A estimulação simpática nas células marca-passo acelera a 
frequência cardíaca. As catecolaminas noradrenalina (dos neurônios simpáticos) e 
adrenalina (da medula da glândula suprarrenal) aumentam o fluxo iônico através dos 
canais If e de Ca2 . A entrada mais rápida de cátions acelera a taxa de despolarização, 
fazendo a célula atingir o limiar mais rapidamente e, assim, aumentando a taxa de 
disparo do potencial de ação Quando o marca-passo dispara potenciais de ação mais 
rapidamente, a frequência cardíaca aumenta. (SILVERTHORN, 7ª ed.) 
 
Determinados produtos químicos influenciam a fisiologia de base do músculo cardíaco 
e a frequência cardíaca. Por exemplo, a hipoxia (nível de oxigênio reduzido), acidose 
(pH baixo) e alcalose (pH elevado) deprimem a atividade cardíaca. Vários hormônios 
e cátions têm grandes efeitos sobre o coração: (TORTORA, 14ª ed.) 
 
➢ Hormônios: A epinefrina e a norepinefrina (provenientes da medula da glândula 
suprarrenal) melhoram a efetividade do bombeamento cardíaco. Estes hormônios 
afetam as fibras musculares cardíacas de modo muito semelhante à maneira como o 
faz a norepinefrina liberada pelos nervos aceleradores cardíacos – aumentam a 
frequência e a contratilidade cardíacas. O exercício, o estresse e a excitação fazem 
com que as medulas das glândulas suprarrenais liberem mais hormônios. Os 
hormônios tireoidianos também melhoram a contratilidade cardíaca e aumentam a 
frequência cardíaca. Um sinal de hipertireoidismo é a taquicardia, ou seja, uma 
frequência cardíaca de repouso elevada. 
➢ Cátions: Dado que as diferenças entre as concentrações intracelulares e 
extracelulares de vários cátions (p. ex., Na+ e K+) são cruciais para a produção de 
potenciais de ação em todas as fibras nervosas e musculares, não é de se estranhar 
que os desequilíbrios iônicos possam comprometer rapidamente a efetividade do 
bombeamento cardíaco. As concentrações relativas de três cátions – K+, Ca2+ e Na+ 
– exercem efeito acentuado na função cardíaca. Níveis sanguíneos elevados de K+ 
ou Na+ diminuem a frequência e a contratilidade cardíaca. O excesso de Na+ bloqueia 
o influxo de Ca2+ durante potenciais de ação cardíacos, diminuindo assim a força de 
contração, enquanto o excesso de K+ bloqueia a produção de potenciais de ação. Um 
aumento moderado do nível intersticial (e, portanto, intracelular) de Ca2+ acelera a 
frequência cardíaca e fortalece as contrações cardíacas. 
Também influenciam na frequência cardíaca de repouso: 
➢ A idade; 
➢ O sexo; 
➢ A condição física; 
➢ A temperatura corporal; 
 
Toda substância química que afeta a contratilidade é chamada de agente inotrópico, e sua 
influência é chamada de efeito inotrópico. Se uma substância química aumenta a força de 
contração, ela possui um efeito inotrópico positivo. Por exemplo, as catecolaminas adrenalina 
e noradrenalina e fármacos, como os digitálicos, aumentam a contratilidade e, portanto, 
possuem efeitos inotrópicos positivos. Substâncias químicas com efeito inotrópico negativo 
diminuem a contratilidade. (SILVERTHORN, 7ª ed.)

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