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1 RELATÓRIO INDIVIDUAL Nome: Janine Tainá de Sousa Moraes Matrícula:202302395351 Disciplina: Direito de Família e Sucessões Professora: Msc Larissa Lemos Garzon Tema: OS EFEITOS JURÍDICOS NA FORMAÇÃO DE FAMÍLIAS “CONSENTIDAS” ENVOLVENDO MENORES: UMA REALIDADE INTRÍNSECA NAS CIDADES DE CASTANHAL E BRAGANÇA-PA. Descrever a participação individual e detalhar a importância do tema para sua formação acadêmica CONTEXTUALIZAÇÃO: O projeto “Os efeitos jurídicos na formação de famílias ‘consentidas’ envolvendo menores” constituiu momento estratégico para abordar o tema “casamento infantil”, uma realidade recorrente nas cidades e comunidades das regiões Bragantina e Castanhalense. Para o desenvolvimento do trabalho, foi necessário o auxílio de profissionais da área jurídica e social. Com a finalidade de abordar a temática proposta em Bragança-PA, procuramos a conselheira Eucicléia Araújo e Iranilde Marte. Em Castanhal-PA, procuramos a Defensora Pública Alba Aline para compreender os trâmites e como as autoridades podem agir diante das queixas e denúncias no cotidiano. OBJETIVO: O objetivo principal ao desenvolver a pesquisa de campo foi identificar o público-alvo da problemática do ‘casamento infantil’, compreender os processos e caminhos que levam a normalização da união precoce, e entender a dinâmica das autoridades competentes quanto à garantia da proteção a crianças e adolescentes. METODOLOGIA: Para a realização da pesquisa, foram elaborados questionários a serem aplicados com os profissionais e a comunidade, com o objetivo de orientar a pesquisa e garantir a coleta de dados de forma sistemática, tais como: 1. Qual é a faixa etária do público masculino e feminino no casamento infantil? 2. Qual é a média de diferença de idade entre os parceiros? 3. O casamento infantil e juvenil é uma questão de gênero? 4. A ausência de uma idade mínima definida para a união estável dificulta a atuação do Conselho Tutelar nos casos de união que envolvem menores? 2 RESULTADOS E DISCUSSÃO: Ao analisar os dados coletados por meio dos questionários aplicados nos órgãos de proteção e na comunidade Urubuquara, compreendeu-se que a união estável entre os menores é uma prática normalizada perante a sociedade local. Constatou-se que o maior número de vítimas dessa prática abusiva concentra-se em jovens do gênero feminino, entre treze e quinze anos, uma realidade inerente, que se torna ainda mais evidente em áreas rurais. Segundo os dados coletados da associação da comunidade do Urubuquara ASSAPROVU (Associação das Produtoras e Agricultoras da Vila do Urubuquara), cerca de 52,9% dos casos ocorrem em comunidades afastadas. Conforme relato das moradoras, a prática é considerada “algo comum”, e a maioria dos casos ocorre dentro do próprio ciclo familiar. Ademais, Identificaram-se como principais consequências dessa união prematura a evasão escolar e a gravidez precoce. Segundo os relatos das conselheiras, a gravidez é motivada pela falta de informação sobre prevenção e pelo uso inadequado de métodos anticoncepcionais, que acaba resultando em gravidez indesejada. Como fatores que contribuem para o enraizamento dessa prática, destacam-se a pressão familiar, a tradição cultural e questões econômicas. 2. Conclusão (percepção individual do membro da equipe) REFLEXÃO APROFUNDADA: Com base no levantamento de informações prestadas pelas conselheiras, observou-se fragilidade na atuação dos órgãos competentes diante da ausência da idade mínima legal para a união estável. Ainda que o ordenamento jurídico considere crime a conjunção carnal com menor de quatorze anos, aos demais adolescentes aguarda-se a idade mínima para a união civil que é permitida a partir dos dezesseis anos com autorização. Enquanto o jovem não atinge a idade mínima, utiliza-se da união informal, que é normalizada pela sociedade. No entanto, é visível que o ordenamento jurídico deixa uma margem vaga para o Conselho Tutelar e dificulta a intervenção de forma efetiva. Castanhal-PA, 25 de Maio de 2026. _____________________________________________________ (assinatura)