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Aluna: Victória Bartholomeu Alegre 
RA: 28322196 
Curso: Psicologia, 3º semestre 
 
SÍNTESE DO CASO DO PEQUENO ALBERT (LITTLE ALBERT) 
A psicologia norte-americana no início do século XX foi marcada por uma crescente 
insatisfação com o método introspectivo de Wundt e Titchener, por ser considerado 
pouco objetivo e pouco científico. Havia uma preocupação crescente em tornar a 
psicologia mais próxima das ciências naturais, com métodos observáveis e 
verificáveis, além de uma maior valorização da aplicação prática do conhecimento. A 
psicologia animal e o funcionalismo forneceram bases importantes para a formulação 
do behaviorismo de John B. Watson. 
Em 1913, Watson fez algumas palestras sobre sua proposta para a psicologia, que 
foram chamadas de "manifesto behaviorista" (Watson, 1913). Nesse manifesto, ele 
rejeitava as abordagens estruturalista e funcionalista e afirmava que a psicologia 
deveria abandonar o método introspeccionista e deixar de estudar somente a 
consciência e adotar o comportamento observável como objeto central de 
investigação. Foi nesse contexto que, trabalhando na Johns Hopkins University , 
Watson realizou pesquisas com bebês para demonstrar que os princípios do 
behaviorismo poderiam explicar o comportamento humano. Entre esses estudos, 
destaca-se o experimento que ficou conhecido como o caso do Pequeno Albert. 
Este experimento tinha o objetivo de demonstrar que emoções, como o medo, 
poderiam ser aprendidas por meio do condicionamento. No começo da pesquisa, foi 
apresentado a uma variedade de estímulos ao Albert, incluindo um rato branco, um 
coelho e outros itens peludos. Ele não mostrou sinais de medo em relação a essas 
experiências, sugerindo que a resposta de medo não era inata para ele. 
Os cientistas, então, começaram a ligar a presença do rato branco a um som alto e 
incômodo, criado ao golpear uma barra de ferro com um martelo logo atrás da criança. 
O ruído gerava, de forma instintiva, uma resposta de medo e choro. Depois de 
diversas repetições dessa conexão (rato + som) Albert passou a demonstrar temor ao 
apenas avistar o rato, mesmo na ausência do barulho. 
Após o condicionamento, Albert passou a temer não apenas o rato branco, mas 
também uma grande variedade de objetos brancos semelhantes. Seu medo incluía 
outros objetos peludos. Dessa forma, Watson e Rayner também observaram um 
fenômeno conhecido como generalização de estímulos. 
Resumindo o experimento: 
• O barulho era o estímulo incondicionado (provocava medo naturalmente). 
• O medo era a resposta incondicionada. 
• O rato, antes neutro, se tornou um estímulo condicionado. 
• O medo do rato passou a ser uma resposta condicionada. 
O objetivo de desenvolver um procedimento sistemático para remover o medo 
condicionado não foi alcançado devido à saída da criança do hospital onde o estudo 
era conduzido. 
Apesar de sua importância histórica, o experimento recebeu muitas críticas, 
principalmente em relação ao método utilizado e às questões éticas. Além disso, o 
estudo é considerado problemático do ponto de vista ético, pois provocou sofrimento 
em um bebê e não houve um procedimento claro para eliminar o medo condicionado. 
Na época, porém, ainda não existiam regras éticas formais para pesquisas com seres 
humanos. Mesmo com essas limitações, o caso do Pequeno Albert se tornou um 
marco na história da psicologia. Ele ajudou a fortalecer o behaviorismo e mostrou a 
importância de métodos mais objetivos e experimentais.

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