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Ensinando a Bíblia (MIN524), Aula 6, p.1 Aula Seis Atenção - Você pode achar erros de tradução neste material! A transcrição acima foi gerada automaticamente pelo sistema. Se o professor não falou alto o suficiente em algum momento, ou se ele usou gírias, ou ainda se falou com um sotaque ou língua diferente, o sistema pode não ter captado ou captado de forma errônea o conteúdo, levando a uma tradução incorreta do texto. Este material está sendo disponibilizado para auxiliar no entendimento da vídeo-aula. Mas por favor, tenha certeza que o usará com cuidado. Boa leitura. A QUEM ENSINAMOS, Parte 2 [ATENÇÃO: Estas aulas foram traduzidas antes de ser definido o livro-texto. Consulte o Programa de Disciplina para a informação correta a esse respeito.] Bem-vindo à aula 6. Na última aula, falamos sobre a ideia geral de domínios e estilos de aprendizagem. Uma vez identificados os tipos gerais de aprendizagem ou domínios que o alunos e professores devem ter, é necessário levar em consideração os estilos de aprendizagem do aluno. Estilos de aprendizagem individuais, maneiras específicas de aprendizagem que podem ser diferentes para cada aluno que está em sua sala de aula. Isso é um grande desafio para os professores, pois temos nosso próprio estilo de aprendizagem e, muitas vezes, ensinamos somente com base em nosso estilo preferido. Mesmo quando temos uma classe ou um grupo de estudo bíblico, um pequeno grupo, mesmo que seja em nossa sala de estar, ou ainda haja apenas quatro ou cinco outras pessoas, ou uma pequena classe, podemos nos deparar com desafios, pois essas quatro ou cinco pessoas diferentes aprenderão de maneiras diferentes. Portanto, o lado mais interessante de ser professor é abraçar o desafio de aprender sobre os alunos, saber quem são eles para que você possa conectar a verdade à vida deles. O Salmo 139 lembra-nos que nós somos espantosa e maravilhosamente criados por Deus, com exclusividade, ele nos criou à sua imagem. Para o profeta Jeremias, Deus disse: “antes que você fosse formado no ventre de sua mãe, eu já o conhecia.” Existe uma singularidade, uma individualização, na qual Deus criou cada um de nós como suas criaturas especiais. Todos somos criados à imagem de Deus, mas criados intencionalmente por ele com as Ensinando a Bíblia (MIN524), Aula 6, p.2 personalidades, as programações cerebrais, os pontos fortes, os talentos, como crentes, com os dons espirituais que ele nos deu. Dessa maneira, quando pensamos em estilos de aprendizagem, devemos analisar como cada um de nós é único ao aprender, bem como cada um dos nossos alunos. alunos é único e tem sua habilidade específica quanto à aprendizagem. Visto que esse é o caso, nós teríamos que entrevistar todos os estudantes que você tem, cada pessoa em seu estudo bíblico, para realmente entender os estilos de aprendizagem. É por isso que é importante para você, como o professor, fazer o seu melhor para conhecer todos os seus alunos. Na verdade, esse é um dos limites da tecnologia. Eu não posso conhecê-los pessoalmente e, portanto, o ambiente de ensino é comprometido em alguns aspectos. Há vantagens maravilhosas na tecnologia, mas ela nunca leva em consideração os estilos de aprendizagem individuais. É por isso que é importante para você e seu grupo, onde quer que estejam assistindo a essa aula, reunir-se com outros estudantes para dialogar, discutir, movimentar-se, ter a possibilidade de seu inspetor ou mentor lhe dar a liberdade de aprenderem da maneira como você aprende. Portanto, vamos pensar sobre esses estilos de aprendizagem que são, naturalmente, generalizações de diferentes maneiras como as pessoas aprendem, pois não podemos compreender cada aluno individualmente. Mas permita-me oferecer-lhe algumas generalizações. Marlene Lefever define estilos de aprendizagem como “a forma como um aluno vê ou percebe melhor os conteúdos e, em seguida, processa ou usa o que foi visto.” Vamos pensar, da melhor forma, sobre como um estudante vê ou percebe o que lhe é ensinado; qual é a maneira como eles aprendem melhor. Depois, veremos os processos pelos quais eles passam para usar o que já viram. Isso é um estilo de aprendizagem. Portanto, esses os estilos são importantes para nós no campo da educação. Não só a cristã, mas também a educação secular é um campo que está sempre crescendo. Uma crescente disciplina para realmente pesquisar e entender como os alunos aprendem. Reconhece-se que não é apenas importante conhecer nosso conteúdo, mas também conhecer os nossos alunos. Deixe-me oferecer-lhe cinco benefícios que eu e outras pessoas reconhecem. Cinco benefícios para realmente entender os estilos de aprendizagem, e mostrar-lhe como eles nos ajudam como professores. Ensinando a Bíblia (MIN524), Aula 6, p.3 Número um: estilos de aprendizagem influenciam como os alunos respondem em sala de aula ou no grupo de estudo. Às vezes, pensamos que um estudante não está engajado apenas porque ele quase não fala, ou porque há aqueles que falam demais. Mas talvez o seu comportamento seja ditado por seu estilo de aprendizagem. Um aluno pode parecer não estar engajado porque ele não dá um retorno verbal, mas talvez ele não aprenda de forma verbal e só esteja recebendo a informação. Esse aluno pode estar mais envolvido do que você imagina. Mas o estilo de aprendizagem desse aluno talvez não seja aquilo que você estava esperando. Ou talvez você tenha um daqueles estudantes que parecem falar quase sem parar. Ele sempre tem que falar o que você falou, ou fazer uma pergunta, ou interromper você durante sua explicação, ou discussão sobre um assunto. Esse procedimento pode ser muito desgastante para o professor. Mas você já pensou que esses alunos podem estar fazendo isso porque é dessa forma que aprendem, que eles necessitam verbalizar a fim de realmente digerir o conteúdo, processar o que foi dito? Eles são processadores verbais. Então, número 1: podemos ver como o estilo de aprendizagem influencia cada aluno em seu aprendizado em um ambiente de sala de aula ou mesmo em um pequeno grupo. Número 2: noções básicas sobre estilos de aprendizagem irão abrir as portas para você Como professor, você terá experiências com os estudos bíblicos que irão transformar vidas. Lembrem-se: o objetivo não é apenas dar informações, mas ver vidas transformadas pelo poder de Deus. E, quanto mais você entender como Deus criou os alunos sob seus cuidados, melhor você será capaz de apresentar essas experiências transformadoras por meio dos estudos bíblicos. Número 3: esse processo de aprendizagem é muito bom para nós. Assim, podemos, como uma escola internacional, entender que os estilos de aprendizagem vão além da cultura ocidental. As diferentes culturas também têm algumas formas predominantes de aprendizagem. Os estilos de aprendizagem podem nos ajudar a ir além da cultura ocidental e permitem compreendermos que que pessoas de diferentes culturas podem aprender `sua maneira. Portanto, não ensinamos a todos da mesma maneira. Lembre-se: a pior forma de ensinar é sempre damesma forma. Nós precisamos sempre personalizar o ensino de acordo com o ambiente, os alunos e o assunto. Ensinando a Bíblia (MIN524), Aula 6, p.4 Número 4: talvez você prefira ensinar do jeito que gosta de aprender. Portanto, aprender sobre diferentes estilos de aprendizagem irá torná-lo mais abrangente e disciplinado, vai levar você a quebrar paradigmas, sair fora da sua caixa, se tornar-se um professor mais criativo, equilibrado e que atende às necessidades dos seus alunos. Número 5: Esse procedimento pode servir como um aviso para nós: devemos estar muito conscientes de que muitas das informações escritas na área da educação sobre estilos de aprendizagem vem de uma abordagem muito humanista. Mas podemos ficar tranquilos ao saber que não precisamos apenas confiar no comportamento humano para aprender, temos o Espírito Santo para nos guiar, e o Espírito Santo opera dentro de nossos alunos também. Portanto, o Espírito Santo pode superar qualquer uma das deficiências que temos na conexão com estilos de aprendizagem. Mas toda verdade é verdade de Deus, toda verdade, até mesmo aquilo que é descoberto pelo homem, tem a sua raiz e origem em Deus, porque todas as coisas, todas as coisas subsistem nele, pois é o criador de todas as coisas. Dessa forma, qualquer verdade que seja descoberta, podemos ficar confiantes, sabendo que, mesmo as descobertas feitas pela sociologia e pela psicologia podem nos ajudar como verdade, quando não contradizem a verdade de Palavra de Deus. Assim, essa verdade pode nos ajudar a fazer com que nossos alunos estejam mais engajados. Muitas pesquisas analisaram como os estudantes preferem aprender. Portanto, há muitas informações que você pode descobrir nesse campo. Podemos falar sobre o tipo de inteligência que as pessoas têm, que é uma das maneiras como falam sobre estilos de aprendizagem. Quais são as formas de inteligência? Há 50 anos, havia apenas uma maneira de medir a inteligência, era por um teste de QI. Fazíamos esse teste e, dependendo de como respondíamos às perguntas, isso determinaria o quão inteligente uma pessoa é sobre a outra. Porém um desenvolvedor teórico chamado Howard Gardner tem nos ajudado a compreender que pode haver outros tipos de inteligência, que as pessoas não aprendem da mesma forma, as pessoas não são “programadas” da mesma forma. Elas têm estilos de aprendizagem preferenciais que se alinham com sua inteligência particular. Gardner identificou nove dessas inteligências. Na verdade, esse estudioso começou com apenas Ensinando a Bíblia (MIN524), Aula 6, p.5 oito inteligências, mas, com o passar do tempo e como ele continuou a fazer pesquisas, decidiu propor um nono tipo. Primeiramente, vamos olhar para esses oito estilos de aprendizagem, pois há o nono do qual falaremos depois. Portanto, vamos olhar para os estilos de aprendizagem de Howard Gardner e falar sobre as implicações para a sala de aula ou para o pequeno grupo de estudo bíblico. Número 1: a primeira inteligência que Gardner menciona é inteligência natural. Trata-se de alguém que se identifica bem com os elementos da natureza e pode identificá-los de maneira mais específica. Essas pessoas podem se relacionar bem com histórias da criação ou ilustrações que se baseiam na natureza. Elas gostam de explorar o mundo natural, podem desejar ter aula ao ar livre, participar das viagens de campo para explorar a criação de Deus. Um bom exemplo na Bíblia seriam os Salmos. Davi, muitas vezes, refere-se à Criação nos Salmos. O saltério é realmente um livro maravilhoso para dar uma olhada e ver muitas dessas inteligências aparecendo. Portanto, esse alguém se encaixa no número 1, inteligência natural. O número 2 se refere à inteligência física. Essas são pessoas ativas, são os alunos bem coordenados. Eles gostam de atletismo, de estar em movimento, gostam de esportes, seriam bons em fazer dramatização. Não gostam se sentar no mesmo lugar o tempo todo. Eles estão sempre animados e desejam levantar e movimentar-se e, na verdade, aprendem melhor quando estão se movendo. Eles podem até desenvolver projetos de missões. Desejam fazer alguma coisa. Não querem ficar sentados e parados. Eles aprendem executando tarefas. Na Bíblia, podemos ver o profeta Ezequiel como um homem que dramatiza muitas das profecias de Deus, sob o comando do Senhor. Ezequiel não diz a profecia, ele vive a profecia, personifica-a em tudo o que faz. Número 3: a inteligência reflexiva. As pessoas que possuem esse tipo de inteligência entendem quem são e como se sentem. Elas são muito interiorizadas, refletem sobre ideias, pensamentos, conceitos. Preferem trabalhar sozinhas. Se você propuser a uma pessoa de inteligência reflexiva um projeto em grupo, ela pode não gostar. Isso não quer dizer que não deveríamos sempre levar as pessoas para fora de suas zonas de conforto, mas saiba que pessoas com esse tipo de inteligência preferem trabalhar sozinhas. Elas procuram maneiras de se expressar, podem nem sempre ser capazes de verbalizar como estão se sentindo, mas o fazem por Ensinando a Bíblia (MIN524), Aula 6, p.6 meio da escrita ao invés da fala. Elas podem parecer tímidas e introvertidas, mas são apenas reflexivas. Sente-se muito confortáveis com a solidão. Se você mandou tirar os próximos cinco minutos para trabalhar em determinado projeto silenciosamente em sua mesa, essas pessoas se sairão muito bem. Número 4: os alunos visuais, aqueles com uma inteligência visual, enxergam através de sua imaginação, de maneira concreta. É quase como se, quando você está falando, eles estão tentando pintar um quadro das palavras na cabeça. E quando você usa objetos, quando coloca as coisas diante deles, isso realmente envolve o aprendiz visual. Eles entendem os conceitos de espaço e distância facilmente. Envolvem-se nas ideias quando são capazes de ver claramente a ideia, são pessoas que imaginam. Eles se dão bem se você usar recursos visuais, lições de objeto ou visualizações, representações da realidade dessa forma. Número cinco: pessoas de inteligência verbal, alunos verbais. Eles gostam de fazer discursos, não se importam de conversar em sala de aula, gostam de um debate, envolvem-se com os outros no diálogo. Eles aprendem melhor dessa maneira. Podem ficar contentes em contar histórias e até mesmo recitar poemas em ou ler trabalhos e redigir trabalhos. Eles aprendem melhor por meio de palavras, ler, falar e ouvir. O aluno verbal pode ter um vocabulário muito grande, pode usar palavras das quais os outros alunos podem rir, às vezes, pois não conhecem essas palavras. Eles querem falar e, para aprender, precisam receber a oportunidade de falar. Número 6: pessoas com inteligência relacional. Talvez o oposto da inteligência reflexiva, a inteligência relacional é altamente social. Esses alunos gostam de se envolver em trabalhos de grupo, fazem amigos facilmente e são bons oradores. Atraem as pessoas para uma conversa. Muitas vezes, são solidários, percebemcomo as pessoas ao seu redor se sentem. Como professor, sua linguagem corporal pode ajudar a pessoa relacional ou pode distanciá-la. Assim, mesmo como professores, podemos responder a alguns desses estilos de aprendizagem simplesmente pelo nosso movimento. Se uma pessoa relacional quer se envolver na conversa e vê o professor se distanciando, isso pode comprometer a sua aprendizagem. A linguagem corporal do professor é facilmente percebida por esses alunos. Eles são atraídos para atividades que envolvem os outros. Ensinando a Bíblia (MIN524), Aula 6, p.7 O número 7 é a inteligência musical. Eles gostam de música, são frequentemente bons ouvintes em geral devido a sua aptidão musical. Eles podem não tocar um instrumento, mas conhecem muito os temas e ideias musicais; respondem ao ritmo e ao tom. Portanto, o professor monótono pode não ser o melhor professor para um aprendiz musical. O aluno musical quer alguém que tenha inflexão em sua voz, que fale em níveis e volumes diferentes, que varie o volume e o tom de sua voz a fim de envolver o aluno. Eles até gostam de cantar, ou de fazer música como parte de um projeto. Podem se mover de acordo com o ritmo da música enquanto ouvem. Gostam de ouvir música enquanto estão estudando. Eis uma técnica que eu usei de vez em quando no contexto de sala de aula: quando dou um projeto a um grupo, ou estudo uma passagem da escritura, por exemplo, marco o tempo daquela passagem da escritura usando uma música ou uma peça musical. Então, tocamos música suavemente no fundo enquanto eles estão trabalhando. Ou eu vou usar a música em transições. Por exemplo, darei quatro ou cinco minutos em uma determinada etapa para fazer uma certa tarefa ou projeto e, depois, no final desse tempo, vou avisá-los: quando ouvirem a música começar a tocar, será a hora de terminar esse trabalho. Assim, uso a música sinalizar dessas formas. Portanto, a música nem sempre está ligada diretamente à lição, mas o uso da música na lição vai envolver o aluno com inteligência musical. Eles podem até querer escrever música como parte de uma tarefa. O número oito é o aluno de inteligência lógica. Isso pode parecer mais como a inteligência clássica, “a inteligência normal ou esperada.” O aluno com esse tipo de inteligência gosta de resolver problemas. Enxergam os padrões do mundo e podem raciocinar, usando desafios ou problemas que recebem. Eles dependem fortemente de analogias, gostam de fazer comparações, de pensar em termos abstratos, de trabalhar com ideias. Ficam muito confortáveis no mundo das ideias, estando o concreto diante deles ou não. E, por esse motivo, eles gostam de quebra-cabeças e jogos. Assim, o aluno lógico é capaz de juntar as peças Por fim, existe o nono tipo de inteligência, que Gardner mais tarde adicionou à sua lista e até mesmo lutou com ela quando a acrescentou, a chamada de aprendizagem existencial. Ele adicionou essa inteligência e depois ficou com vergonha de ter definido o termo e até mesmo de tê-lo adicionado. Mas eu queria falar sobre ela porque você irá vê-la em outras literaturas. Mas ele foi muito vago em suas descrições sobre a inteligência existencial. Ele a considerou como a Ensinando a Bíblia (MIN524), Aula 6, p.8 conexão espiritual ou até mesmo mística que os alunos são capazes de fazer. Afirmou que existem alguns alunos que parecem ter a cabeça nas nuvens, aqueles que podem não parecer envolvidos no mundo concreto, sua mente parece estar sempre em outro lugar. São capazes de enxergar a imagem maior do ensino e podem conectar o que você está dizendo em aula até mesmo com questões maiores da vida. Eles estão sempre procurando além do assunto que está sendo ensinado, buscando a sua conexão com outros elementos do universo. Agora, biblicamente, essas são as pessoas que se movem direto da história ensinada em uma passagem da escritura para as maiores ideias da história redentora de Deus. Elas pensam como o que está sendo ensinado em uma passagem específica das Escrituras pode ser conectado a tudo aquilo que Deus ensinou e nos revelou em sua palavra. Então, eles são ótimas pessoas para se ter por perto em uma sala de aula. Procure por essas inteligências, olhe para os alunos na sua sala de aula ou no pequeno grupo que você ensina. Permita-me pedir para você fazer o seguinte: reveja essa lista, essas nove inteligências, volte e deixe-me perguntar: com qual dessas inteligências você se identifica? Você se encontra em uma dessas categorias? Você se encontrou em mais de uma categoria? É muito normal e natural que você se enxergue não apenas em uma, mas talvez duas ou três dessas características. É um bom lembrete para nós, sabermos que são generalizações, que são categorias, mas não podemos simplesmente rotular alguém com uma declaração e deixar que seja tudo o que elas são como alunos. Deus nos criou de forma multifacetada, ele nos deu personalidades originais e diferentes e até mesmo, através do tempo, mudamos com base nas nossas experiências. Portanto, alguém que não é, por natureza, um aluno relacional, pode aprender, ao longo do tempo, a se envolver mais na conversa. Dessa forma, precisamos ter cuidado ao usar essas categorias vagamente, mas elas podem nos ajudar a identificar e tentar nos engajar com as pessoas em nossas aulas. Não queremos tentar espremer nossos alunos em um único modelo. Portanto, enquanto continuamos a pensar sobre estilos de aprendizagem, precisamos olhar realmente o trabalho de Marlene Lefever. Dra. Lefever realmente nos ajudou, dando-nos dois aspectos dos estilos de aprendizagem que são dignos de nossa consideração. Vou passar o resto do meu tempo com você nessa aula pensando sobre esses dois aspectos de estilos de aprendizagem. O primeiro ela chama de processo de aprendizagem natural. LeFever pega a ideia Ensinando a Bíblia (MIN524), Aula 6, p.9 de uma especialista em aprendizagem, chamada Bernice McCarthy, e a aplica ao contexto cristão, à medida que desenvolve mais o trabalho de McCarthy. Lefever sugere um processo que pode ser usado em qualquer ambiente de ensino para ajudar o professor a ensinar todos os diferentes alunos que podem encontrar na sala de aula. Seguindo um ciclo que ela propõe com quatro movimentos diferentes, quatro diferentes classificações, o professor deverá perceber que cada aluno tem a oportunidade de conectar-se com a aula, cada aluno tem a oportunidade de brilhar. Cada aluno, diz McCarthy, encontrará seu lugar favorito em um desses quadrantes do ciclo, e é aí que o aluno será capaz de desenvolver melhor seu potencial. Logo, vamos dar uma olhada neste ciclo. A primeira seção, o primeiro quadrante deste ciclo, são os alunos colaborativos. Os alunos colaborativos, ou seja, começam com o que eles já sabem, ou sentem, ou com o que eles já precisam e é fácil para eles partilhar as suas experiências. Alunos colaborativos, em uma lição, precisam de uma resposta à pergunta: porque eu preciso saber isso? Se eles não têm a resposta a essa pergunta, será muito difícil eles se envolverem na aprendizagem. O conteúdo pode ser maravilhoso, as informações que você está ensinando podem ser úteis, mas se você não conectar as razões pelas quais eles precisam aprender isso, então eles não serão capazes de avançar na lição. Por exemplo, observei a razão dos estilos de aprendizado, pois precisamos conhecê-los para relacionar melhor a verdade com a vida nos nossos professores ou alunos. Se você for um aluno colaborativo, precisava ouvir isso de mim, ou o resto dessa informação não iria ajudá-lo. Os alunos colaborativos são bons em olhar para o quadro geral, mas nem sempre conseguem observar os detalhes. Querem o panorama geral, mas podem se confundir com alguns detalhes ao longo do caminho. E eles provavelmente precisam falar para aprender. Portanto, o aluno colaborativo é aquele primeiro quadrante no qual alguns dos nossos alunos vão se encaixar. O segundo quadrante são os alunos analíticos. Esses precisam aprender algo novo em todas as lições. E se perguntam: que novos conteúdos eu preciso aprender? Bem, você talvez tenha passado pelo programa de graduação na Piedmont International University e usado o livro de Lefever. Portanto, talvez você esteja pensando se eu vou adicionar um novo elemento na discussão, algo que você ainda não tenha aprendido na aula anterior. Portanto, cabe a mim, como um professor, saber que você precisa ouvir algo novo hoje. Eles perguntam o seguinte: que coisas novas eu preciso saber? E são pensadores. O aluno analítico é Ensinando a Bíblia (MIN524), Aula 6, p.10 um pensador, e pensa em ordem sequencial. Esses são aqueles que, novamente, em nossa cultura ocidental, pelas normas tradicionais, são os alunos considerados como os mais espertos, os mais críticos. Agora, permita-me enfatizar o seguinte: não estamos sugerindo que apenas uma categoria de estudante é inteligente. No entanto, pelas normas da sociedade aqui no Ocidente, esses seriam os alunos que se encaixam nessa categoria do aluno inteligente. A terceira categoria, o terceiro quadrante nesse ciclo do processo de aprendizagem natural é o aluno do senso comum. Esse precisa de um laboratório seguro no qual ele possa construir sobre o que aconteceu anteriormente. O aluno de senso comum precisa ter a resposta para a pergunta: como isso funciona? Eles não querem ficar com a teoria, querem ver realmente como essa teoria se aplica em sala de aula. Então, quanto mais exemplos eu dou, como professor, melhor esses estudantes se sairão. Quanto mais oportunidades práticas com base naquilo que você está ensinando você der, melhor será para os alunos do senso incomum. Eles precisam colocar o que aprenderam em ação rapidamente. Se eles não aplicarem o que aprenderam dentro de 24 a 48 horas, é provável que não retenham o que foi ensinado em sala de aula. A prática é a força deles. Portanto, eles precisam estar engajados. Na verdade, LeFever continua a salientar que esses alunos de senso comum são os que precisam mover-se na lição. Ela diz, em sua experiência que, quase sempre, o aluno do senso comum precisa estar em movimento para aprender. Eles precisam estar em pé e se movimentando. Se seus corpos não estiverem em movimento, diz Lefever, suas mentes não estarão funcionando. Dessa forma, é importante levar isso em conta no ambiente de ensino. Em seguida, existe o quarto quadrante deste processo de aprendizagem natural, que são os alunos dinâmicos. Esses precisam encontrar maneiras criativas de usar o que foi aprendido em sala de aula. Eles levam a aprendizagem para fora da sala, para a vida cotidiana. São os futuros pensadores. Eles fazem a pergunta: o que isso pode se tornar? O que pode surgir daquilo que aprendi? Como posso pegar o que aprendi, desenvolver e fazer algo novo com isso? Eles podem mergulhar nas coisas sem pensar totalmente nelas, então isso é o oposto da pessoa analítica. Eles estão prontos para agir antes de saber para onde estão indo. Eles irão saltar antes de ver a rede aparecer. Portanto, eles correm riscos. São experimentais. Têm atitudes experimentais, e sua atitude talvez seja a seguinte, como disse Dave Ramsey: se você cometer um erro em uma decisão, não tem problema, você pode tomar outra decisão. Eles são experimentais. Não se Ensinando a Bíblia (MIN524), Aula 6, p.11 importam em correr riscos e tentar coisas novas. Então, como todos esses trabalham juntos? E qual dele você é? Boas perguntas. Bem, no seu Caderno do Aluno, você encontrará uma avaliação para fazer, a qual foi desenvolvida por Dra. Lefever. Quero que você dedique apenas alguns minutos e trabalhe no início dessa avaliação. Analise essas quatro seções para ver onde você se encaixa no processo de aprendizagem natural. Bem, depois de ter concluído a avaliação, isso o ajudará a prever qual é a sua base para a aprendizagem. Agora, lembre-se: assim como as inteligências que mencionamos, você pode encontrar-se em mais de um lugar, mas procure o seu lugar mais forte no processo de aprendizagem natural. Isso também será a sua base para ensinar, e você precisa estar ciente disso à medida que segue em frente. E você também pode prever, com base em quem está no quadrante oposto de você, ou no quadrante oposto do que você marcou, quais são os alunos de sua classe que provavelmente não irão gostar de você como professor. E, vamos ser honestos, todos nós encontraremos alunos em nossos ambientes de ensino, independentemente de quão grande ou pequeno sejam. Certamente vamos encontrar alunos que não se relacionam muito conosco. Ou não importa o quão duro trabalhamos, é difícil, para nós, conectar-nos com eles. Mesmo assim, ainda somos obrigados, como irmãos e irmãs em Cristo, a encontrar maneiras de servir os alunos. Mas é bom ser capaz de entender que não é necessariamente apenas uma diferença de personalidade, pode ser apenas uma diferença de estilo de aprendizado, pode ser que simplesmente não nos encaixemos como gostaríamos de fazer. Portanto, é bom estar ciente disso e procurar outras maneiras pelas quais podemos envolver os alunos no processo de aprendizagem. Agora, infelizmente, muitas configurações de classes de estudo bíblico são projetadas apenas com o aluno ativo em mente. A maioria das aprendizagens acontece em nossos grupos de estudo bíblico e em contextos que podem ser considerados mais um ambiente estéril, um ambiente estático, onde, como nossas sessões de vídeo podem parecer, há uma pessoa que está falando e um público cativo que está ouvindo. Obviamente, na sala de aula, precisamos ter tanta atividade quanto pudermos, porque, como já dissemos, nem todo mundo aprende da mesma forma. A maioria das aprendizagens que realizamos se restringe a apenas alguns alunos. Então, é aqui que precisamos entender aquilo que Lefever chama de modalidades de aprendizagem. EssasEnsinando a Bíblia (MIN524), Aula 6, p.12 modalidades podem ser muito úteis, e Lefever enumera três modos delas. Existem outros estudiosos que listam mais modos, mas acredito que o método de Lefever seja o mais simples e a melhor condensação dessas modalidades, as quais irão nos ajudar a compreender o panorama da aprendizagem. Preste atenção ao que Lefever diz, pois isso é muito importante, portanto, certifique-se de que você esteja tomando nota disso. Lefever diz que 30% dos nossos alunos podem aprender independentemente da modalidade. Portanto, quase um terço da nossa sala de aula não necessariamente precisa que foquemos nessas três áreas que estamos prestes a mencionar. Mas isso significa que 70% da nossa sala precisa de uma ajudinha extra. 70% das pessoas de nossa turma, 7 entre 10 dos seus alunos, talvez, precisarão mais de nós, como professores, para se envolverem no aprendizado. E, por causa desses 70%, que Lefever nos recomenda compreender e conhecer essas três modalidades de aprendizagem. Primeiro, são os alunos auditivos. Desses 70% que permanecem, 20% serão alunos auditivos. Isso significa que eles recordam o que ouvem. Na verdade, eles guardarão aproximadamente 75% daquilo que ouvem, e as meninas se enquadram mais nesta categoria do que os meninos. Isso explica porque, muitas vezes, pensamos que meninos não gostam da escola, ou que eles não aproveitam o estudo bíblico. Achamos isso porque eles simplesmente não são aprendizes auditivos. Muito do conteúdo que ensinamos é auditivo. A próxima classe são os alunos visuais. 40% do restante do grupo que precisa de ajuda é classificado como alunos visuais. Esses lembram-se de aproximadamente 75% do que observam na aula. Portanto, a estratégia como usar objetos e escrita no quadro ajudará o aluno visual. Agora, quando você fala, quando faz um bom discurso e se comunica claramente; quando escreve ou mostra imagens ao mesmo tempo, isso revela muita técnica para se conectar com estes grupos: o aluno auditivo e o visual. Mas existe uma terceira categoria, essa terceira modalidade de aprendizado, que é o aluno tátil ou cinestésico. Esse aluno é aquele que aprende com as mãos, ou precisa se movimentar para aprender. Eles precisam se levantar e andar. E 40% dos alunos desse grupo maior se enquadram nessa categoria. Agora, você consegue adivinhar qual gênero se enquadra mais no aluno tátil? É isso mesmo: são os meninos. É por isso que os meninos estão se mexendo, que os garotos sempre parecem ter que dizer alguma coisa. Se você ensina crianças, sabe o que estou prestes a dizer. Quando olhamos para os meninos na sala de aula, muitas vezes precisamos mandar que fiquem quietos. E porque Ensinando a Bíblia (MIN524), Aula 6, p.13 queremos que eles fiquem quietos e não sejam uma distração para os outros, às vezes podemos estar impedindo-os de aprender da maneira com que Deus os criou para aprender. Portanto, precisamos saber a lidar com isso. É claro que não podemos permitir que os alunos táteis distraiam tanto os alunos auditivos e visuais a ponto de não conseguirmos fazer nada na sala de aula. Dessa forma, uma maneira de fazer isso é sermos estratégicos e, como professores, preparar e canalizar algumas atividades que ponham os alunos táteis em movimento. Talvez seja tão simples como ter uma tarefa de grupo no canto da sala e pedir ao grupo para se mover para o canto. Bem, todos os alunos da sala podem estar participando, mas você vai acertar o estilo de aprendizagem daqueles que são táteis com mais força nessa atividade. Assim, para equilibrar essas atividades, para pensar e estar conscientes como professores e, na medida em que começarmos a falar sobre métodos em aulas futuras, essa compreensão dos estilos de aprendizagem é fundamental. Então, você pode começar a pensar: bem, quanto mais olho para os meus alunos, quando penso nas pessoas sobre as quais Deus me deu a mordomia para ensinar a sua Palavra, à medida que observo seus estilos de aprendizado, que técnicas, que métodos, que abordagens eu preciso tomar com base em quem Deus os criou para ser? Quais técnicas eu preciso usar para melhor conectar sua verdade com as suas vidas? Bem, recapitulando, hoje nós conversamos sobre estilos de aprendizagem. Revisamos as inteligências múltiplas de Howard Gardner, os nove tipos diferentes de inteligência. Em seguida, analisamos o processo natural de aprendizado da Dra. Lefever. Depois, olhamos também as três modalidades de aprendizado. Quero que você pegue essa informação e comece a pensar novamente sobre si mesmo, imagine-se ensinando, veja se você pode encontrar e identificar você mesmo. Como você aprende? Quando você está no culto ouvindo a pregação do pastor, como você se envolve com isso? Você faz anotações? Senta com seu livro fechado, apenas ouvindo? Quanto mais o sermão avança, mais você começa a sentir vontade de se mexer? Talvez isso ajudará a identificar como Deus o programou para aprender. E talvez isso o ajude a dar um pouco mais de graça para aqueles em sua sala de aula com base em como Deus os programou. [ATENÇÃO: Estas aulas foram traduzidas antes de ser definido o livro-texto. Consulte o Programa de Disciplina para a informação correta a esse respeito.]