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CENTRO UNIVERSITÁRIO METROPOLITANO – UNIFAMMA, 
 
 
 
 
 
 
 
PAULA DAIANE PERPÉTUO 
 
 
 
 
 
 
 
DOSSIÊ ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM ESPAÇOS NÃO ESCOLARES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Campo Largo - PR 
2026 
 
UNIFAMMA - CENTRO UNIVERSITÁRIO METROPOLITANO DE MARINGÁ 
Avenida Virgílio Manília, nº 22260, Jardim Ouro Cola, Maringá, Paraná. 
44 2101-5550 | www.unifamma.edu.br 
 
 
PAULA DAIANE PERPÉTUO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DOSSIÊ ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM ESPAÇOS NÃO ESCOLARES 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dossiê apresentado ao curso de Segunda 
Licenciatura em Pedagogia do Centro 
Universitário Metropolitano – UNIFAMMA, à 
disciplina de Estágio Supervisionado em 
espaços não escolares, como requisito à 
obtenção de conceito. 
 
Professora orientadora: Me. Nathalia Limeira 
 
 
 
 
 
 
Campo Largo - PR 
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SUMÁRIO 
 
INTRODUÇÃO.....................................................................................................3 
1 JUSTIFICATIVA LEGAL...................................................................................5 
2 O TRABALHO DO PEDAGOGO EM ESPAÇOS NÃO ESCOLARES............ 8 
3 ENTREVISTA COM A INSTITUIÇÃO CAMPO DE ESTÁGIO.........................9 
4 OBSERVAÇÃO EM UNIDADE NÃO ESCOLAR........................................... 13 
5 PARTICIPAÇÃO EM ESPAÇO NÃO ESCOLAR........................................... 16 
6 PLANO DE INTERVENÇÃO PARA A INSTITUIÇÃO CAMPO DE ESTÁGIO..
20 
CONSIDERAÇÕES FINAIS.............................................................................. 22 
REFERÊNCIAS................................................................................................. 24 
ANEXOS............................................................................................................24 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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INTRODUÇÃO 
 
A organização sistemática deste dossiê cumpre às exigências da 
UNIFAMMA- Centro Universitário Metropolitano de Maringá - e da disciplina de 
Estágio Supervisionado em espaços não escolares, como requisito para a 
avaliação do 16º Módulo do ano letivo de 2024, no curso de Licenciatura em 
Pedagogia. 
Diante disso, o curso de Licenciatura em Pedagogia da UNIFAMMA - 
Centro Universitário Metropolitano de Maringá - segue as determinações da Lei 
de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB nᵒ 9394/96), que autoriza o 
Conselho Nacional de Educação (CNE) conforme consta no artigo 1º item II da 
Resolução nº. 2/2002, a desempenhar o papel de definir as diretrizes 
curriculares dos cursos de graduação, a nível nacional. Este órgão prevê que o 
curso, obrigatoriamente, deve cumprir 400 horas de estágio supervisionado a 
ser realizado na Educação Infantil, nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental e 
em Gestão Escolar e Gestão em espaços não escolares. Sendo assim, os 
acadêmicos deverão receber orientações e subsídios teóricos necessários, 
para que possam realizar o estágio supervisionado. 
Em relação ao estágio supervisionado, é importante destacar o papel do 
professor da Educação Infantil e dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, o 
mesmo deve ser um observador curioso, que investiga a história, os passos, os 
avanços e as dificuldades de cada criança para que possa criar situações de 
aprendizagem, que respeitem as limitações e as potencialidades de seus 
alunos, pois o impacto das ações deste profissional na vida dos mesmos 
poderá se refletir em resultados positivos ou negativos conforme for a postura 
adotada. Neste sentido, é importante frisar, também, que a avaliação não deve 
seguir listagens de comportamentos padronizados, do que a criança é ou não 
capaz de fazer. Ao contrário, deve ocorrer de forma contínua em situações de 
aprendizagem, de acordo com as observações e registros realizados e pela 
própria fala dos alunos, no desenrolar das atividades. 
Sendo assim, considera-se o estágio supervisionado extremamente 
relevante para a vida profissional dos acadêmicos, pois oportuniza a realização 
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de observações investigativas, fazendo-os perceber quais são as 
necessidades, dificuldades e os progressos dos alunos, em várias situações de 
aprendizagem e como são estabelecidas as relações afetivas entre 
professor-aluno, aluno-aluno, na instituição campo de estágio. 
Ressalta-se ainda que o estágio supervisionado proporciona aos 
acadêmicos uma visão inicial da profissão que escolheram para exercer, pois 
sabemos que muitas vezes o que está escrito na Lei não condiz com a 
realidade das escolas. E esse fato ajudará o acadêmico a refletir sobre a 
situação real dessas instituições, para que possa atuar em prol da mudança 
dessa realidade. 
 
1 JUSTIFICATIVA LEGAL 
 
 Conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, Lei nᵒ 9394/96, 
assim como os Pareceres e Resoluções do Conselho Nacional de Educação 
(CNE), o curso de Segunda Licenciatura em Pedagogia da UNIFAMMA - 
Centro Universitário Metropolitano de Maringá - atende as demandas legais e 
pedagógicas, organizando assim a sua matriz curricular do curso, conforme o 
artigo 7º e seus incisos I, II e III: 
 
Art.7º: O curso de Licenciatura em Pedagogia terá a carga 
horária mínima de 3.200 horas de efetivo trabalho acadêmico, 
assim distribuído: 
I - 2.800 horas dedicadas às atividades formativas como 
assistência a aulas, realização de pesquisas, consultas a 
bibliotecas e centros de documentação, visitas a instituições 
educacionais e culturais, atividades práticas de diferentes 
naturezas, participação em grupos cooperativos de estudos; 
II - 300 horas dedicadas ao Estágio Supervisionado 
prioritariamente no Ensino Fundamental, contemplado também 
outras áreas específicas, se for o caso, conforme o Projeto 
Político Pedagógico da Instituição; 
III - 100 horas de atividades teórico-práticas de 
aprofundamento em áreas específicas de interesse dos alunos, 
por meio, da iniciação científica, da extensão e da monitoria. 
 
 
O cumprimento desta determinação legal é obrigatório, cabendo à 
Instituição de Ensino Superior organizar sua matriz curricular de forma a 
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contemplar tais exigências, o que garante aos acadêmicos uma formação 
completa, abordando os aspectos necessários à atuação profissional. 
O curso de Pedagogia da UNIFAMMA oferece, a partir do 9º Módulo do 
curso, a Pesquisa e Prática Pedagógica como componente curricular, com o 
intuito de embasar teoricamente seus acadêmicos, bem como estabelecer uma 
relação qualitativa entre a teoria e a prática. 
 
Art. 3º O estudante de Pedagogia trabalhará com um repertório 
de informações e habilidades composto por pluralidade de 
conhecimentos teóricos e práticos, cuja consolidação será 
proporcionada no exercício da profissão, fundamentando-se em 
princípios de interdisciplinaridade, contextualização, 
democratização, pertinência e relevância social, ética e 
sensibilidade afetiva e estética. Parágrafo único. Para a 
formação do licenciado em Pedagogia é central: 
I - o conhecimento da escola como organização complexa que 
tem a função de promover a educação para e na cidadania; 
II - a pesquisa, a análise e a aplicação dos resultados de 
investigações de interesse da área educacional; 
III - a participação na gestão de processos educativos e na 
organização e funcionamento de sistemas e instituições de 
ensino. 
 
Visandoa um contato mais direto com a área educacional, o acadêmico 
frequentará as Instituições – campo de estágio, sendo acompanhado e 
orientado pela coordenação do curso de Pedagogia. 
O artigo 8º expressa a integralização dos estudos: 
 
Art. 8º Nos termos do Projeto Político Pedagógico da 
Instituição, a integralização de estudos será efetivada por meio 
de: 
I – Estágio curricular a ser realizado, ao longo do curso, 
de modo a assegurar aos graduandos experiência de exercício 
profissional, em ambientes escolares e não escolares que 
ampliem e fortaleçam atitudes éticas, conhecimentos e 
competências: 
Na Educação Infantil e nos Anos Iniciais do Ensino 
Fundamental, prioritariamente; 
Nas disciplinas pedagógicas dos cursos de Ensino Médio, na 
Modalidade Normal; 
Na educação Profissional na área de serviços e de apoio 
escolar; 
Na educação de Jovens e Adultos; 
Na participação em atividades da gestão de processos 
educativos, no planejamento, implementação, coordenação, 
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acompanhamento e avaliação de atividades e projetos 
educativos; 
Em reuniões de formação pedagógica. 
 
 O artigo abaixo retrata a formação do profissional nos seus diferentes 
níveis de ensino. Este deve relacionar teoria e prática de modo a contemplar a 
prática pedagógica eficaz e qualitativa. 
 
Art. 61º A formação de profissionais da educação, de modo a 
atender aos objetivos dos diferentes níveis e modalidades de 
ensino e as características de cada fase do desenvolvimento 
do educando, terá como fundamentos: 
I – a associação entre teorias e práticas inclusive mediante a 
capacitação em serviço; 
II – aproveitamento da formação de ensino e outras atividades. 
 
Para uma melhor formação profissional, é de suma importância que haja 
a integração entre teoria e prática. Dessa forma, a disciplina Pesquisa e Prática 
Pedagógica possibilita essa realidade ao acadêmico desde o início de sua 
capacitação profissional para uma melhor formação. Portanto: 
 
Art. 4º - O curso de Licenciatura em Pedagogia destina-se à 
formação de professores para exercer funções de magistério 
na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino 
Fundamental, nos cursos de Ensino Médio, na modalidade 
Normal, de Educação Profissional na área de serviços e apoio 
escolar e em outras áreas nas quais sejam previstos 
conhecimentos pedagógicos. As atividades docentes também 
compreendem participação na organização e gestão de 
sistemas e instituições de ensino, englobando: 
I - planejamento, execução, coordenação, acompanhamento e 
avaliação de tarefas próprias do setor da Educação; 
II - planejamento, execução, coordenação, acompanhamento e 
avaliação de projetos e experiências educativas não-escolares; 
III - produção e difusão do conhecimento científico-tecnológico 
do campo educacional, em contextos escolares e 
não-escolares. 
 
 Considerando essa exigência legal, a matriz curricular deste curso está 
organizada com o intuito de articular teoria e prática, envolvendo todas as 
disciplinas de maneira integralizadora, proporcionando ao futuro docente uma 
formação ética e científica para atuar na Educação Infantil, Anos Iniciais do 
Ensino Fundamental e em Gestão em espaços educativos formais e não 
formais. 
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Porém, vale ressaltar que as Diretrizes legais não constituem apenas 
atividades realizadas para o cumprimento de carga horária, mais que isso, visa 
uma melhor qualidade de ensino no Ensino Superior e como consequência, 
uma melhor formação profissional dos futuros docentes. 
 
2 O TRABALHO DO PEDAGOGO EM ESPAÇOS NÃO ESCOLARES 
 
O trabalho do pedagogo em espaços não escolares representa uma 
importante expansão do campo de atuação profissional, transcendendo os 
limites da escola tradicional e alcançando diversos contextos sociais. Estes 
espaços caracterizam-se pela flexibilidade metodológica e pela capacidade de 
atender diferentes públicos com necessidades específicas. 
As Organizações Não Governamentais (ONGs) constituem um dos 
principais campos de atuação para pedagogos em espaços não escolares. 
Nestas instituições, o profissional desenvolve projetos socioeducativos voltados 
para comunidades em situação de vulnerabilidade social, atuando na 
elaboração de programas educativos, coordenação de atividades pedagógicas 
e formação de educadores sociais. O trabalho em ONGs exige do pedagogo 
uma compreensão ampla dos contextos sociais e culturais, bem como a 
capacidade de desenvolver metodologias participativas que promovam o 
protagonismo dos educandos. 
A educação não formal desenvolvida nestes espaços possui 
características próprias que a distinguem da educação escolar. Ela se 
caracteriza pela flexibilidade curricular, pela adaptação às necessidades 
específicas dos grupos atendidos e pela utilização de metodologias ativas que 
favorecem a participação e o diálogo. O pedagogo que atua em ONGs deve 
dominar técnicas de educação popular, baseadas nos princípios freirianos, que 
partem da realidade concreta dos educandos e buscam promover a 
conscientização crítica e a transformação social. 
As competências necessárias para o trabalho pedagógico em ONGs 
incluem habilidades técnicas, sociais e éticas. Entre as competências técnicas 
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destacam-se o planejamento educacional adaptado aos contextos não 
escolares, o domínio de metodologias participativas e a capacidade de 
avaliação de processos educativos não formais. As competências sociais 
envolvem a mediação de conflitos, o trabalho em equipe interdisciplinar e a 
comunicação intercultural. Já as competências éticas referem-se ao 
compromisso social, ao respeito à diversidade e à responsabilidade 
profissional. 
O pedagogo em ONGs utiliza metodologias específicas adequadas aos 
objetivos da educação não formal. A educação popular constitui uma 
abordagem fundamental, enfatizando o diálogo, a participação ativa e a 
construção coletiva do conhecimento. As oficinas pedagógicas, os círculos de 
cultura e as atividades lúdicas são estratégias frequentemente empregadas 
para promover aprendizagens significativas e fortalecer vínculos comunitários. 
Os principais desafios enfrentados pelo pedagogo em espaços não 
escolares incluem a necessidade de maior reconhecimento profissional, a 
carência de formação específica para esta área de atuação, as limitações de 
recursos financeiros e as dificuldades de articulação com políticas públicas. 
Apesar destes desafios, as perspectivas são promissoras, com crescimento 
das oportunidades de atuação, desenvolvimento de novas metodologias e 
maior valorização da educação não formal. 
O trabalho do pedagogo em ONGs contribui significativamente para a 
democratização da educação e para a promoção da inclusão social. Através de 
práticas educativas contextualizadas e participativas, estes profissionais atuam 
na formação de cidadãos críticos e na construção de uma sociedade mais justa 
e solidária. A experiência em espaços não escolares enriquece a formação do 
pedagogo, proporcionando uma visão ampliada da educação e de suas 
possibilidades transformadoras. 
 
 
 
 
 
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3 ENTREVISTA COM A INSTITUIÇÃO CAMPO DE ESTÁGIO 
 
A entrevista com a direção da Associação Iniciativa Cultural Passos da 
Criança foi realizada com o diretor Iago Penaves da Silva Borborema,proporcionando uma compreensão abrangente sobre a estrutura, 
funcionamento e proposta pedagógica da instituição campo de estágio. Esta 
atividade constituiu uma etapa fundamental para o conhecimento da 
organização e sua contribuição para a formação em espaços não escolares. 
A Associação é uma instituição privada localizada na Rua Manoel 
Martins de Abreu, em Curitiba, que atua no desenvolvimento de atividades 
culturais e educativas voltadas para crianças e adolescentes. A instituição foi 
fundada em 2020 e desde então tem se consolidado como um importante 
espaço de educação não formal na comunidade local. 
A diretora Adriana dos Santos Costa possui formação em Licenciatura 
em Pedagogia e especialização em Neuropsicomotricidade, atuando na área 
educacional há aproximadamente 12 anos. Sua trajetória profissional iniciou-se 
como professora em escolas municipais, evoluindo posteriormente para cargos 
de gestão. Está na direção da Associação há 4 anos, desde a fundação da 
instituição, demonstrando um comprometimento duradouro com o projeto 
educativo desenvolvido. 
O processo de escolha da direção na instituição ocorre através do 
conselho fundador, considerando que se trata de uma associação privada. As 
exigências para o cargo incluem formação superior em Pedagogia, experiência 
mínima de cinco anos na área educacional, conhecimento em gestão de 
projetos culturais e habilidades de liderança. A especialização em 
neuropsicomotricidade da atual diretora representou um diferencial importante 
para sua seleção, agregando conhecimentos específicos sobre 
desenvolvimento infantil ao trabalho da instituição. 
O relacionamento entre a direção e os demais colaboradores 
caracteriza-se pela proximidade e colaboração. A diretora procura manter um 
ambiente de diálogo aberto, realizando reuniões semanais para alinhamento 
das atividades e incentivando a participação de todos os profissionais nas 
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decisões que afetam o trabalho pedagógico. Esta abordagem participativa 
contribui para um clima organizacional positivo e para o engajamento da equipe 
nos objetivos institucionais. 
A missão da Associação Iniciativa Cultural Passos da Criança é 
promover o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes através de 
atividades culturais e educativas. Os valores que norteiam o trabalho incluem 
inclusão social, respeito à diversidade, educação de qualidade, valorização da 
cultura local e desenvolvimento da cidadania. Estes princípios orientam todas 
as ações desenvolvidas pela instituição e refletem seu compromisso com a 
transformação social através da educação. 
Quanto às condições de trabalho, a diretora destaca que a instituição 
oferece boas condições físicas e um ambiente colaborativo que favorece o 
desempenho profissional. No entanto, identifica como principais empecilhos a 
limitação de recursos financeiros para expansão dos projetos e a dificuldade 
em captar novos parceiros e patrocinadores para sustentar as atividades 
desenvolvidas. Estes desafios são comuns às organizações do terceiro setor e 
exigem estratégias criativas de captação de recursos e estabelecimento de 
parcerias. 
O trabalho cotidiano da direção envolve múltiplas atividades que 
abrangem desde o acompanhamento pedagógico até a gestão administrativa e 
financeira. A rotina diária inclui acompanhamento das atividades pedagógicas, 
reuniões com coordenadores, atendimento aos pais, gestão administrativa e 
financeira, planejamento de novos projetos e articulação com parceiros 
externos. Além disso, a diretora dedica tempo para a formação continuada da 
equipe, reconhecendo a importância do desenvolvimento profissional contínuo 
para a qualidade do trabalho desenvolvido. 
A gestão democrática é uma realidade na instituição, sendo promovida 
através de diferentes estratégias participativas. São realizadas reuniões 
mensais com toda a equipe para decisões coletivas, funcionam comissões 
temáticas com representantes de diferentes áreas, são feitas consultas 
regulares aos beneficiários sobre as atividades desenvolvidas e ocorre uma 
assembleia anual com a comunidade. Estas práticas garantem que diferentes 
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vozes sejam ouvidas no processo decisório e contribuem para a legitimidade 
das ações desenvolvidas. 
O controle de qualidade da instituição é realizado através de múltiplos 
instrumentos de avaliação. São utilizados indicadores de desempenho como 
frequência dos beneficiários, avaliações de satisfação, relatórios de 
desenvolvimento das crianças, auditorias internas semestrais e avaliação 
externa anual por consultoria especializada. Este sistema de monitoramento 
permite identificar pontos fortes e aspectos que necessitam de melhorias, 
contribuindo para o aprimoramento contínuo dos serviços oferecidos. 
Os princípios de gestão são aplicados de forma integrada, envolvendo 
diferentes aspectos organizacionais. A organização mantém estrutura clara 
com definição de funções, fluxos de trabalho estabelecidos, documentação 
padronizada e sistema de comunicação interna eficiente. O planejamento é 
realizado através da elaboração de plano estratégico anual com metas 
específicas, cronograma de atividades, orçamento detalhado e indicadores de 
acompanhamento, com revisões trimestrais. A liderança é exercida de forma 
participativa, incentivando a autonomia da equipe, promovendo o 
desenvolvimento profissional e mantendo comunicação transparente. O 
trabalho em equipe é promovido através de reuniões regulares, projetos 
interdisciplinares, formação continuada coletiva e atividades de integração. A 
instituição mantém-se aberta a inovações e mudanças, incorporando novas 
metodologias pedagógicas, tecnologias educacionais, parcerias inovadoras e 
adaptação às necessidades da comunidade. A prestação de contas é realizada 
através de relatórios mensais de atividades, demonstrativos financeiros 
trimestrais, relatório anual de impacto social e apresentações regulares aos 
parceiros e financiadores. 
A instituição possui um plano de ação anual elaborado coletivamente em 
dezembro, com participação da equipe técnica e representantes da 
comunidade. Este plano é avaliado trimestralmente e ajustado quando 
necessário, demonstrando flexibilidade e capacidade de adaptação às 
circunstâncias. As principais dificuldades encontradas para alcançar as metas 
propostas incluem captação de recursos suficientes, alta rotatividade de 
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voluntários, burocracia para parcerias públicas e necessidade de maior 
divulgação dos resultados na comunidade. 
A entrevista revelou uma instituição bem estruturada, com liderança 
competente e comprometida, que desenvolve um trabalho significativo na área 
da educação não formal. A Associação Iniciativa Cultural Passos da Criança 
demonstra ter uma proposta pedagógica consistente, práticas de gestão 
democrática e um sistema de avaliação adequado para o acompanhamento de 
seus resultados. Os desafios identificados são comuns às organizações do 
terceiro setor, mas a instituição demonstra capacidade de enfrentá-los através 
de estratégias criativas e trabalho colaborativo. 
 
4 OBSERVAÇÃO EM UNIDADE NÃO ESCOLAR 
 
A observação em unidade não escolar constitui uma etapa fundamental 
do estágio supervisionado, permitindo ao estagiário conhecer na prática o 
funcionamento da instituição, as metodologias utilizadas, as relações 
estabelecidas e os processos educativos desenvolvidos em espaços nãoformais de educação. Esta atividade proporciona uma compreensão mais 
aprofundada sobre a realidade do trabalho pedagógico fora do ambiente 
escolar tradicional. 
Durante o período de observação na Associação Iniciativa Cultural, foi 
possível acompanhar diferentes momentos da rotina institucional, desde as 
atividades pedagógicas desenvolvidas com as crianças e adolescentes até as 
reuniões de planejamento da equipe técnica. A observação foi realizada de 
forma sistemática, registrando aspectos relacionados ao espaço físico, à 
organização das atividades, às metodologias empregadas, às relações 
interpessoais e aos processos de ensino-aprendizagem. 
O espaço físico da instituição apresenta uma estrutura adequada para o 
desenvolvimento das atividades propostas, com salas amplas e bem 
iluminadas, biblioteca comunitária, sala de informática, ateliê de artes e um 
pátio coberto utilizado para atividades coletivas. Os ambientes são organizados 
de forma a favorecer a interação entre os participantes e a realização de 
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atividades diversificadas. As paredes são decoradas com produções das 
crianças e adolescentes, criando um ambiente acolhedor e estimulante que 
valoriza as criações dos educandos. 
A organização das atividades segue uma rotina estruturada, mas 
flexível, que permite adaptações conforme as necessidades do grupo. O dia 
inicia com uma roda de conversa onde são discutidos os assuntos do dia, 
compartilhadas experiências e definidas as atividades a serem desenvolvidas. 
Esta prática demonstra a valorização do diálogo e da participação ativa dos 
educandos no processo educativo, características fundamentais da educação 
não formal. 
As metodologias utilizadas pela instituição baseiam-se nos princípios da 
educação popular, priorizando a participação ativa dos educandos, o diálogo e 
a construção coletiva do conhecimento. Foi possível observar o 
desenvolvimento de oficinas temáticas, círculos de cultura, atividades artísticas 
e projetos comunitários. As oficinas de arte, por exemplo, não se limitam ao 
ensino de técnicas, mas promovem reflexões sobre identidade, cultura e 
cidadania, integrando o fazer artístico com a formação crítica dos participantes. 
Durante a observação das atividades com crianças de 6 a 12 anos, 
percebeu-se que os educadores utilizam uma abordagem lúdica e participativa, 
respeitando o ritmo de aprendizagem de cada criança e valorizando suas 
experiências prévias. As atividades de reforço escolar são desenvolvidas de 
forma contextualizada, relacionando os conteúdos curriculares com a realidade 
vivenciada pelas crianças em seu cotidiano. Esta prática evidencia a 
preocupação em tornar a aprendizagem significativa e conectada com a vida 
dos educandos. 
Com os adolescentes de 13 a 17 anos, as atividades observadas 
incluíam oficinas de protagonismo juvenil, discussões sobre projeto de vida, 
atividades de geração de renda e formação para o mercado de trabalho. Os 
educadores atuam como mediadores, incentivando a participação ativa dos 
jovens e promovendo reflexões sobre questões sociais, políticas e culturais. A 
metodologia utilizada favorece o desenvolvimento da autonomia e do 
pensamento crítico, preparando os adolescentes para o exercício da cidadania. 
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As relações interpessoais observadas na instituição caracterizam-se 
pelo respeito mútuo, afetividade e horizontalidade. Os educadores mantêm 
uma postura acolhedora e próxima dos educandos, estabelecendo vínculos 
que favorecem o processo educativo. Foi possível observar que as crianças e 
adolescentes se sentem à vontade para expressar suas opiniões, fazer 
questionamentos e participar ativamente das discussões propostas. Esta 
atmosfera de confiança e respeito é fundamental para o desenvolvimento de 
um trabalho educativo de qualidade em espaços não escolares. 
A equipe técnica demonstra integração e colaboração no 
desenvolvimento das atividades. Durante as reuniões de planejamento 
observadas, percebeu-se que as decisões são tomadas de forma participativa, 
com contribuições de todos os profissionais envolvidos. A coordenação 
pedagógica atua como articuladora, promovendo o diálogo entre os diferentes 
setores e garantindo a coerência das ações desenvolvidas com a proposta 
pedagógica da instituição. 
Os processos de avaliação observados diferem significativamente 
daqueles utilizados no ambiente escolar formal. A avaliação é processual e 
participativa, envolvendo autoavaliação dos educandos, avaliação coletiva das 
atividades e acompanhamento individual do desenvolvimento de cada 
participante. Foram observadas rodas de avaliação onde os próprios 
educandos refletem sobre seu aprendizado e sugerem melhorias para as 
atividades desenvolvidas. Esta prática evidencia o protagonismo dos 
educandos no processo educativo e a valorização de suas percepções sobre a 
própria aprendizagem. 
A participação das famílias na vida da instituição é outro aspecto 
relevante observado. Durante o período de observação, foi possível 
acompanhar reuniões com pais e responsáveis, onde são discutidos o 
desenvolvimento das crianças e adolescentes, planejadas atividades conjuntas 
e fortalecidos os vínculos entre família e instituição. Esta integração é 
fundamental para o sucesso do trabalho educativo desenvolvido, uma vez que 
amplia o impacto das ações para além dos muros da organização. 
A observação também permitiu identificar alguns desafios enfrentados 
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pela instituição. A limitação de recursos materiais é evidente em alguns 
momentos, exigindo criatividade da equipe para desenvolver atividades com 
materiais alternativos. A alta rotatividade de alguns profissionais, 
especialmente voluntários, também representa um desafio para a continuidade 
de determinados projetos. No entanto, a equipe demonstra capacidade de 
adaptação e busca constante por soluções criativas para superar as 
dificuldades encontradas. 
O envolvimento da instituição com a comunidade local é outro aspecto 
observado durante o período de estágio. A Associação Iniciativa Cultural 
mantém parcerias com outras organizações da região, participa de eventos 
comunitários e desenvolve projetos que beneficiam não apenas seus 
educandos diretos, mas toda a comunidade do entorno. Esta articulação 
territorial demonstra a compreensão da instituição sobre seu papel social e sua 
responsabilidade com o desenvolvimento local. 
A observação das atividades desenvolvidas evidenciou a importância do 
trabalho pedagógico em espaços não escolares para a complementação da 
educação formal e para a formação integral dos educandos. As metodologias 
utilizadas, baseadas na participação ativa e no diálogo, contribuem para o 
desenvolvimento da autonomia, do pensamento crítico e da consciência cidadã 
dos participantes. 
Durante o período observado, foi possível perceber que a educação não 
formal desenvolvida pela instituição não compete com a escola, mas a 
complementa, oferecendo oportunidades de aprendizagem que muitas vezes 
não são contempladas no currículo escolar tradicional. As atividades culturais e 
artísticas, as discussões sobre cidadania e direitos, as oficinas de geração de 
renda e os projetos comunitários ampliam as possibilidades educativas dos 
educandos e contribuem para sua formação integral. 
A experiência de observação proporcionou uma compreensão mais 
ampla sobre as possibilidades de atuação do pedagogo em espaços nãoescolares, evidenciando a riqueza e a diversidade deste campo de trabalho. A 
observação sistemática das práticas desenvolvidas pela Associação Iniciativa 
Cultural contribuiu significativamente para a formação profissional, oferecendo 
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referências concretas sobre metodologias, estratégias e abordagens 
adequadas ao trabalho educativo em contextos não formais. 
 
5 PARTICIPAÇÃO EM ESPAÇO NÃO ESCOLAR 
 
A participação ativa em espaço não escolar representa uma etapa 
fundamental do estágio supervisionado, permitindo ao estagiário vivenciar na 
prática os processos educativos desenvolvidos em contextos não formais de 
educação. Esta experiência proporciona o desenvolvimento de competências 
específicas para atuação em espaços não escolares, bem como a 
compreensão das particularidades metodológicas e relacionais que 
caracterizam este campo de trabalho. 
Durante o período de participação na Associação Iniciativa Cultural, foi 
possível envolver-se diretamente nas atividades desenvolvidas com diferentes 
grupos, contribuindo para o planejamento, execução e avaliação das ações 
educativas. Esta vivência prática complementou as observações realizadas 
anteriormente, oferecendo uma perspectiva mais completa sobre o trabalho 
pedagógico em espaços não escolares. 
A participação iniciou-se com o acompanhamento das atividades de 
reforço escolar desenvolvidas com crianças de 6 a 12 anos. Neste contexto, foi 
possível auxiliar os educadores no desenvolvimento de estratégias 
pedagógicas diferenciadas para atender às necessidades específicas de cada 
criança. A abordagem utilizada diferia significativamente daquela observada no 
ambiente escolar tradicional, priorizando a contextualização dos conteúdos 
com a realidade vivenciada pelas crianças e a utilização de metodologias 
lúdicas para facilitar a aprendizagem. 
Durante as oficinas de arte desenvolvidas com o grupo de crianças, a 
participação envolveu o auxílio na organização dos materiais, o 
acompanhamento individual das crianças em suas produções e a mediação de 
discussões sobre os trabalhos realizados. Foi possível perceber como as 
atividades artísticas transcendem o simples fazer técnico, promovendo 
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reflexões sobre identidade, cultura e expressão pessoal. As crianças 
demonstravam grande entusiasmo e criatividade, utilizando a arte como forma 
de comunicação e expressão de suas experiências cotidianas. 
Com o grupo de adolescentes de 13 a 17 anos, a participação 
concentrou-se nas oficinas de protagonismo juvenil e nas discussões sobre 
projeto de vida. Nestas atividades, foi possível atuar como mediadora de 
debates, auxiliar na elaboração de projetos pessoais dos jovens e contribuir 
para o desenvolvimento de atividades que promovessem a reflexão crítica 
sobre questões sociais e políticas. Os adolescentes demonstraram grande 
interesse em discutir temas relacionados aos seus direitos, às oportunidades 
de formação profissional e aos desafios enfrentados em sua comunidade. 
A participação nas rodas de conversa revelou-se uma experiência 
particularmente enriquecedora. Nestas atividades, os educandos têm a 
oportunidade de compartilhar suas experiências, expressar suas opiniões e 
construir coletivamente reflexões sobre diversos temas. Como participante, foi 
possível contribuir com questionamentos que estimulassem o pensamento 
crítico dos educandos e auxiliar na mediação de conflitos que eventualmente 
surgiam durante as discussões. Esta experiência evidenciou a importância do 
diálogo como metodologia fundamental da educação não formal. 
Durante as atividades de educação de jovens e adultos, a participação 
envolveu o auxílio no desenvolvimento de materiais didáticos adaptados às 
necessidades específicas deste público, bem como o acompanhamento 
individual dos educandos em suas dificuldades de aprendizagem. Foi possível 
observar como a educação de adultos em espaços não escolares requer 
abordagens metodológicas específicas, que considerem as experiências 
prévias dos educandos e suas motivações para retomar os estudos. 
A participação nas reuniões de planejamento da equipe técnica 
proporcionou uma compreensão mais aprofundada sobre os processos de 
gestão pedagógica em espaços não escolares. Nestas reuniões, foi possível 
contribuir com sugestões para o aprimoramento das atividades desenvolvidas, 
participar da elaboração de novos projetos e compreender como se dá a 
articulação entre os diferentes programas da instituição. A gestão participativa 
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praticada pela equipe evidenciou a importância da colaboração e do diálogo 
para o sucesso do trabalho educativo. 
Durante o desenvolvimento de um projeto comunitário sobre 
sustentabilidade ambiental, a participação envolveu a pesquisa de materiais, a 
elaboração de atividades educativas e a coordenação de grupos de trabalho. 
Este projeto integrava educandos de diferentes faixas etárias e suas famílias, 
promovendo a reflexão sobre questões ambientais e o desenvolvimento de 
práticas sustentáveis na comunidade. A experiência evidenciou como os 
espaços não escolares podem promover a integração entre diferentes 
gerações e contribuir para a transformação social. 
A participação nas atividades de formação continuada da equipe técnica 
proporcionou uma compreensão sobre a importância do desenvolvimento 
profissional contínuo para o trabalho em espaços não escolares. Durante estes 
momentos, foram discutidas novas metodologias, compartilhadas experiências 
e refletidas as práticas desenvolvidas. Esta experiência evidenciou como a 
educação não formal exige dos profissionais uma constante atualização e 
reflexão sobre suas práticas. 
Durante as atividades de articulação com outras organizações da 
comunidade, foi possível participar de reuniões de planejamento de ações 
conjuntas e eventos comunitários. Esta experiência demonstrou a importância 
das parcerias e da articulação territorial para o fortalecimento do trabalho 
desenvolvido em espaços não escolares. A capacidade de estabelecer 
conexões com outros atores sociais revelou-se fundamental para a ampliação 
do impacto das ações educativas. 
A participação nas atividades de avaliação dos programas 
desenvolvidos pela instituição proporcionou uma compreensão sobre os 
processos avaliativos específicos da educação não formal. Diferentemente da 
avaliação escolar tradicional, os processos observados priorizavam a avaliação 
processual, a autoavaliação dos educandos e a avaliação coletiva das 
atividades. Esta experiência evidenciou como a avaliação em espaços não 
escolares pode ser um instrumento de reflexão e melhoria contínua das 
práticas educativas. 
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Durante o período de participação, foi possível desenvolver e aplicar 
uma oficina sobre "Direitos da Criança e do Adolescente" com o grupo de 
adolescentes. Esta atividade envolveu pesquisa prévia sobre o tema, 
elaboração de materiais didáticos adequados ao público-alvo e utilização de 
metodologias participativas para promover a reflexão e o debate. A experiência 
de conduzir uma atividade educativa de forma autônoma contribuiu 
significativamente para o desenvolvimento de competências específicas para 
atuação em espaços não escolares. 
A participação nas atividades de captação de recursose elaboração de 
projetos proporcionou uma compreensão sobre os desafios de sustentabilidade 
enfrentados pelas organizações do terceiro setor. Foi possível auxiliar na 
elaboração de propostas de financiamento, na organização de eventos de 
arrecadação e na articulação com potenciais parceiros. Esta experiência 
evidenciou como o trabalho em espaços não escolares exige competências 
que transcendem o campo pedagógico, incluindo habilidades de gestão, 
comunicação e articulação política. 
Durante as atividades desenvolvidas com as famílias dos educandos, a 
participação envolveu o auxílio na organização de encontros formativos, 
oficinas de geração de renda e atividades de integração. Esta experiência 
demonstrou a importância da participação familiar para o sucesso do trabalho 
educativo desenvolvido em espaços não escolares. A capacidade de envolver 
as famílias como parceiras no processo educativo revelou-se fundamental para 
a ampliação do impacto das ações desenvolvidas. 
A experiência de participação ativa na Associação Iniciativa Cultural 
proporcionou uma compreensão prática sobre as especificidades do trabalho 
pedagógico em espaços não escolares. As metodologias participativas, a 
flexibilidade curricular, a valorização das experiências dos educandos e a 
integração com a comunidade revelaram-se características fundamentais deste 
campo de atuação. A participação direta nas atividades permitiu o 
desenvolvimento de competências específicas e a reflexão sobre as 
possibilidades de contribuição do pedagogo para a democratização da 
educação e a transformação social. 
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6 PLANO DE INTERVENÇÃO PARA A INSTITUIÇÃO CAMPO DE ESTÁGIO 
 
Com base na observação e participação realizadas na Associação 
Iniciativa Cultural Passos da Criança, foi possível identificar a necessidade de 
implementar um programa de formação continuada para os educadores sociais 
da instituição, visando o aprimoramento das práticas pedagógicas 
desenvolvidas em espaços não escolares. A demanda surgiu a partir da 
constatação de que alguns educadores, especialmente os voluntários, 
apresentam dificuldades na aplicação de metodologias participativas 
adequadas à educação não formal. Muitos profissionais possuem formação 
voltada para o ensino tradicional e necessitam de orientações específicas para 
atuar em contextos não escolares, onde a flexibilidade metodológica e a 
participação ativa dos educandos são fundamentais. 
O objetivo geral da intervenção é capacitar a equipe de educadores para 
o desenvolvimento de práticas pedagógicas mais efetivas em espaços não 
escolares, fortalecendo as competências necessárias para o trabalho com 
educação não formal. Como objetivos específicos, pretende-se apresentar os 
fundamentos teóricos da educação não formal, desenvolver habilidades para 
utilização de metodologias participativas, promover a reflexão sobre as 
especificidades do trabalho educativo em ONGs e criar um espaço permanente 
de troca de experiências entre os educadores. 
A metodologia proposta baseia-se nos princípios da educação popular e 
da formação continuada participativa. Serão realizados encontros mensais com 
duração de quatro horas, utilizando dinâmicas de grupo, oficinas práticas, 
estudos de caso e rodas de conversa. A abordagem privilegiará a troca de 
experiências entre os participantes e a construção coletiva de conhecimentos, 
respeitando os saberes prévios de cada educador. 
O cronograma prevê a realização de oito encontros ao longo de oito 
meses, abordando temas como fundamentos da educação não formal, 
metodologias participativas, avaliação em espaços não escolares, trabalho com 
grupos, mediação de conflitos, articulação com a comunidade, captação de 
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recursos e sustentabilidade de projetos sociais. Cada encontro será estruturado 
com momentos teóricos e práticos, garantindo a aplicabilidade dos 
conhecimentos construídos. 
Os recursos necessários incluem material didático, equipamentos 
audiovisuais, espaço adequado para as atividades e eventual contratação de 
facilitadores externos para temas específicos. A instituição poderá buscar 
parcerias com universidades locais para viabilizar a formação, reduzindo custos 
e ampliando as possibilidades de aprendizagem. 
A avaliação da intervenção será processual e participativa, envolvendo 
autoavaliação dos participantes, avaliação coletiva dos encontros e 
acompanhamento das mudanças nas práticas pedagógicas desenvolvidas. 
Serão utilizados instrumentos como questionários de satisfação, relatórios de 
aplicação das metodologias aprendidas e rodas de avaliação ao final de cada 
encontro. 
Os resultados esperados incluem o aprimoramento das práticas 
pedagógicas dos educadores, maior integração da equipe, fortalecimento da 
identidade institucional e melhoria da qualidade dos serviços oferecidos aos 
educandos. A longo prazo, espera-se que a formação continuada torne-se uma 
prática permanente na instituição, contribuindo para o desenvolvimento 
profissional contínuo dos educadores sociais. 
Esta proposta de intervenção representa uma contribuição concreta para 
o fortalecimento da Associação Iniciativa Cultural Passos da Criança, 
promovendo o desenvolvimento de competências específicas para o trabalho 
em espaços não escolares e contribuindo para a qualificação da educação não 
formal oferecida pela instituição. 
 
 
 
 
 
 
 
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CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
O estágio supervisionado em espaços não escolares realizado na 
Associação Iniciativa Cultural Passos da Criança proporcionou uma experiência 
formativa fundamental para a compreensão das possibilidades de atuação do 
pedagogo além dos limites da escola tradicional. Esta vivência prática permitiu 
o reconhecimento da educação não formal como campo legítimo e necessário 
para a formação integral dos educandos e para a democratização do acesso à 
educação. 
Durante o período de observação e participação, foi possível constatar 
que o trabalho pedagógico em espaços não escolares possui características 
específicas que o distinguem da educação formal. A flexibilidade metodológica, 
a valorização das experiências dos educandos, a utilização de metodologias 
participativas e a integração com a comunidade revelaram-se elementos 
fundamentais para o desenvolvimento de práticas educativas significativas e 
transformadoras. 
A experiência evidenciou que o pedagogo que atua em ONGs e demais 
espaços não escolares necessita desenvolver competências específicas que 
transcendem a formação tradicional voltada para o ambiente escolar. 
Habilidades como mediação de conflitos, trabalho com grupos diversos, 
articulação comunitária, captação de recursos e gestão de projetos sociais 
mostram-se essenciais para o sucesso profissional neste campo de atuação. 
A Associação Iniciativa Cultural demonstrou ser uma instituição bem 
estruturada, com proposta pedagógica consistente e práticas de gestão 
democrática que favorecem o desenvolvimento de um trabalho educativo de 
qualidade. Os desafios identificados, especialmente relacionados à 
sustentabilidade financeira e à formação continuada dos educadores, são 
comuns às organizações do terceiro setor e exigem estratégias criativas para 
sua superação. 
O plano de intervenção proposto, focado na formação continuada dos 
educadores sociais, representa uma contribuição concreta para o 
fortalecimento da instituição e para a qualificação dos serviçosoferecidos. Esta 
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proposta demonstra como o estágio supervisionado pode transcender a mera 
observação, oferecendo retorno efetivo para a instituição campo de estágio. 
A experiência de estágio em espaços não escolares ampliou 
significativamente a compreensão sobre as possibilidades de atuação 
profissional do pedagogo, evidenciando que a educação não se restringe aos 
muros da escola. Os espaços não escolares constituem importantes campos 
de trabalho que contribuem para a complementação da educação formal e para 
a formação de cidadãos críticos e participativos. 
Por fim, este estágio supervisionado cumpriu plenamente seus objetivos 
formativos, proporcionando uma visão ampliada da educação e das 
responsabilidades do pedagogo na sociedade contemporânea. A experiência 
reforçou a importância da educação não formal como instrumento de 
transformação social e de promoção da justiça educacional, preparando o 
futuro profissional para atuar de forma competente e comprometida em 
diversos contextos educativos. 
 
REFERÊNCIAS 
 
GOHN, M. G. Educação não formal e o educador social: atuação no 
desenvolvimento de projetos sociais. São Paulo: Cortez, 2010. 
 
FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. 50. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2011. 
 
LIBÂNEO, J. C. Pedagogia e pedagogos, para quê? 12. ed. São Paulo: 
Cortez, 2010. 
 
TRILLA, J. A educação não-formal. In: ARANTES, V. A. (Org.). Educação 
formal e não-formal. São Paulo: Summus, 2008. 
 
ANEXOS 
 
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	INTRODUÇÃO 
	1 JUSTIFICATIVA LEGAL 
	2 O TRABALHO DO PEDAGOGO EM ESPAÇOS NÃO ESCOLARES 
	3 ENTREVISTA COM A INSTITUIÇÃO CAMPO DE ESTÁGIO 
	4 OBSERVAÇÃO EM UNIDADE NÃO ESCOLAR 
	5 PARTICIPAÇÃO EM ESPAÇO NÃO ESCOLAR 
	6 PLANO DE INTERVENÇÃO PARA A INSTITUIÇÃO CAMPO DE ESTÁGIO 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	CONSIDERAÇÕES FINAIS 
	 
	REFERÊNCIAS 
	 
	ANEXOS

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