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UNIVERSIDADE DA FÉ 
SACERDÓCIO REAL 
Um Reino de Sacerdotes 
 
PR DENIS FROTA 
04/06/2024 
 
 
 
 
Um breve estudo bíblico sobre a origem, funções e propósitos do Sacerdócio Real em Cristo e 
a urgente necessidade de um redirecionamento da igreja a este ministério universal. 
 
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Reino de Sacerdotes | Denis Frota 
 
 
Um Reino de Sacerdotes 
 
 Dignidade e funções dos ministros de um culto; 
 Designação do poder espiritual pertencente aos sacerdotes; 
 Corpo eclesiástico, o conjunto dos sacerdotes; 
 Ofício, função ou ocupação do sacerdote. 
 
 
Cremos que os propósitos de Deus para a humanidade permanecem 
inalterados desde o princípio. O ETERNO anseia continuamente andar 
conosco em íntima comunhão. Esse era Seu objetivo ao criar Adão, ao 
chamar para Si os filhos de Israel, e, certamente, é o Seu desígnio hoje 
em relação à Igreja de Jesus Cristo. 
 
 
O desejo amoroso do Pai Celeste abrange não só a igreja de Cristo como 
um todo, mas também cada um de nós individualmente. A intenção de 
Deus é estabelecer conosco um relacionamento íntimo, que transforme 
nossa natureza e caráter, moldando-nos à semelhança dos atributos 
divinos; e que essa mudança seja um instrumento de influência e de 
transformação dos outros. 
 
Em Gênesis, Deus trabalhou diretamente com indivíduos, como Noé, 
Sete e Enoque. Esses homens, por meio de sua fé e obediência, 
estabeleceram precedentes de relacionamento íntimo com Deus. 
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Reino de Sacerdotes | Denis Frota 
 
 
Posteriormente, a ideia de “povo de Deus” torna-se mais clara com a 
narrativa de Moisés e dos Israelitas no deserto. No entanto, mesmo 
naquela época, o SENHOR não buscava apenas uma multidão de 
adeptos religiosos. Ao contrário, Ele desejava ardentemente um 
relacionamento pessoal e íntimo com cada um. 
 
Três meses após a saída do Egito, Deus falou a Moisés sobre os Israelitas 
e revelou Sua intenção original e mais sublime para com eles. Disse 
Deus: “vós me sereis reino de sacerdotes...” (Êxodo 19:6). Essa 
declaração revela o tipo de relacionamento que o ETERNO pretende ter 
com o seu povo. 
 
YHWH planejou uma intimidade que qualificaria os israelitas a estarem 
em Sua presença e a desempenharem as funções sacerdotais. Entre as 
atribuições sacerdotais, incluíam-se o ministrar a Deus em adoração e 
intercessão e, em seguida, ministrar a outras pessoas, a partir do que 
fluísse da presença divina durante aqueles momentos. Essa era uma 
posição de honra e responsabilidade, indicando que todo o povo deveria 
viver em santidade e serviço. 
 
O plano de YHWH era que Seu povo O conhecesse e se relacionasse com 
Ele pessoal e intimamente, transformando-se em um reino de 
sacerdotes. Este conceito é reiterado no Novo Testamento, onde Pedro 
escreve aos cristãos, dizendo: 
 
“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo 
adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das 
trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2:9). 
 
No verso acima, vemos que a intenção de Deus para a Igreja é 
semelhante àquela que Ele tinha para Israel: um povo que não apenas O 
conhece, mas que também reflete Sua luz e virtudes ao mundo. 
 
O sacerdócio na Nova Aliança, portanto, é um chamado à comunhão 
profunda com Deus e ao serviço ao próximo. É um convite a cada crente 
para participar ativamente da obra divina na Terra, mediando entre 
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Reino de Sacerdotes | Denis Frota 
 
 
Deus e a humanidade, trazendo a presença de Deus ao mundo e 
intercedendo pelo povo em oração. Assim como os sacerdotes do 
Antigo Testamento ministravam no Tabernáculo e no Templo, os crentes 
hoje são chamados a serem templos vivos do Espírito Santo, onde a 
adoração e o serviço fluem continuamente. 
 
Em suma, o desejo de Deus de estabelecer um reino de sacerdotes 
reflete Seu anseio por um relacionamento transformador e íntimo com 
cada pessoa. Ele nos chama a viver em santidade, a adorá-Lo e a servir 
uns aos outros, demonstrando ao mundo o amor e a graça que 
encontramos em Sua presença. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Reino de Sacerdotes | Denis Frota 
 
 
 
A Recusa e o Fracasso dos Israelitas 
 
 
 
 
 
Lamentavelmente, os filhos de Israel fracassaram em sua relação com 
Deus e, consequentemente, não chegaram a ser um “reino de 
sacerdotes”. 
 
Quando o YHWH começou a aproximar-Se do povo e a revelar-lhe Sua 
santidade no monte Sinai, os israelitas afastaram-se Dele e transferiram 
a incumbência dessa comunhão a um único homem, dizendo a Moisés: 
 
“Fala-nos tu, e te ouviremos; porém não fale Deus conosco, para que 
não morramos” (Êxodo 20:19). “...O povo estava de longe em pé; 
Moisés, porém, se chegou à nuvem escura, onde Deus estava” (Êxodo 
20:21). 
 
Certamente, o coração daquelas pessoas não estava correto para com 
Deus e, por isso, quando YHWH passou a falar-lhes, não puderam 
suportar. 
 
Esse afastamento revela uma profunda falta de confiança no 
relacionamento que Deus queria estabelecer com eles. Em vez de 
abraçarem a oportunidade de um vínculo íntimo e direto com o Criador, 
os israelitas escolheram o medo e a distância. Eles se contentaram em 
deixar que Moisés fosse o mediador exclusivo entre eles e Deus, em vez 
de se aproximarem e assumirem o papel de um povo sacerdotal 
conforme o plano divino. 
 
As Consequências do Afastamento 
O afastamento do ideal divino logo produziu seus frutos amargos. 
Enquanto Moisés estava na presença de Deus no monte Sinai, 
recebendo as tábuas da lei e as instruções para a vida comunitária e 
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cultual de Israel, o povo, deixado à sua própria sorte, rapidamente se 
desviou. A impaciência e a falta de fé dos israelitas os levaram a ceder 
às suas próprias paixões. Eles exigiram de Aarão um deus visível, 
palpável, e assim nasceu o bezerro de ouro, um símbolo de sua 
infidelidade e falta de entendimento da natureza de Deus (Êxodo 32:1-
4). 
 
O ato de idolatria foi uma traição direta ao pacto que tinham acabado 
de fazer com Deus. Ao criarem um ídolo, os israelitas demonstraram 
uma clara rejeição à soberania e santidade de Deus, preferindo um deus 
impessoal e manipulável que não exigisse deles um comportamento 
santo e separado. Este evento foi catastrófico, pois mostrou que o 
povo, em sua maioria, não estava disposto a seguir as diretrizes divinas 
nem a manter um relacionamento de confiança e obediência com Deus. 
 
A consequência imediata foi a ira divina. Deus, em Sua justiça, ameaçou 
destruir o povo infiel e começar de novo com Moisés (Êxodo 32:9-10). 
Apenas a intercessão fervorosa de Moisés salvou os israelitas da 
destruição total. No entanto, mesmo após o perdão divino, as cicatrizes 
dessa rebelião permaneceram. Deus os abandonou quase totalmente a 
um nível relacional mais baixo, e eles se tornaram inaptos para andar de 
acordo com a intenção divina original. 
 
Além disso, esse afastamento trouxe uma série de consequências 
práticas e espirituais para os israelitas: 
 
 Perda da Intimidade com Deus - Ao rejeitarem a presença direta 
de Deus, perderam a oportunidade de um relacionamento mais 
profundo e transformador. 
 
 Fragmentação da Liderança - Ao dependerem exclusivamente de 
Moisés, criaram uma distância entre o povo e a liderança 
espiritual, o que dificultou a internalização das leis e dos 
princípios divinos. 
 Falta de Fé e Confiança - O episódio do bezerro de ouro 
demonstrou uma profunda falta de fé, que continuou a 
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manifestar-se ao longo da jornada pelo deserto, com queixas, 
murmurações e rebeliões frequentes contra Deus e Moisés. 
 
 Ciclo de Infidelidade - A história dos israelitas após o Sinai é 
marcada por um ciclo de infidelidade, punição, arrependimento e 
restauração, que culminou em períodos de cativeiro e exílio, 
conforme relatado nos livros históricose proféticos do Antigo 
Testamento. 
 
Em resumo, o fracasso dos israelitas em se tornarem um "reino de 
sacerdotes" não só impediu a realização do plano divino original, mas 
também trouxe consequências negativas duradouras para a nação. Este 
episódio sublinha a importância de um relacionamento direto e sincero 
com Deus, que exige fé, obediência e uma disposição para abraçar o 
chamado que Ele oferece. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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O SACERDÓCIO LEVÍTICO 
 
 
 
O sacerdócio levítico desempenhou um papel fundamental na história de 
Israel, servindo como mediador entre Deus e o povo. 
Os sacerdotes hebreus receberam de YHWH a responsabilidade de 
executar as funções pertinentes ao culto da Antiga Aliança. Auxiliados 
pelos levitas, eram eles que cuidavam do Tabernáculo, dos cerimoniais da 
Lei e das demais atividades de adoração da congregação israelita. 
Nesse sentido, os sacerdotes serviam como mediadores entre Deus e o 
povo; eles apresentavam ao Senhor as ofertas e sacrifícios trazidos pelos 
crentes daquele tempo. Havia também um líder instituído por Deus sobre 
a classe sacerdotal: o sumo sacerdote. Esse líder tinha permissão de entrar 
no Santo dos Santos uma vez por ano diante da presença de Deus 
representada sobre o propiciatório, e apresentar os sacrifícios expiatórios 
pela nação (Levítico 16:2). 
A seguir vamos explorar as origens, funções e impacto desse sacerdócio 
complexo, buscando compreender sua relevância para a fé cristã, com 
ênfase no propósito inicial de Deus para Israel como nação sacerdotal. 
I. Propósito Inicial de Deus - Uma Nação Sacerdotal 
A declaração divina "vós me sereis reino de sacerdotes, nação santa" 
(Êxodo 19:6) revela o propósito original de Deus para Israel. 
 Um Chamado à Santidade: Deus desejava que todo o povo israelita 
fosse santo e servisse como sacerdotes, representando-o diante das 
outras nações. 
 
 Uma Luz para as Nações: Israel seria uma luz para as nações, 
demonstrando ao mundo a santidade e o amor de Deus (Êxodo 
19:5). Através de seu exemplo e testemunho, as outras nações 
seriam atraídas para adorar o Deus verdadeiro. 
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Reino de Sacerdotes | Denis Frota 
 
 
 
 Um Relacionamento Direto com Deus: Deus desejava ter um 
relacionamento direto com todo o seu povo, sem a necessidade de 
intermediários. Essa visão contrasta com o sacerdócio levítico que 
se desenvolveu posteriormente. 
 
II. A Recusa do Povo e o Surgimento do Sacerdócio Levítico 
É provável que, por não haver o coração do povo em geral correspondido 
à vontade original de Deus, tenha Ele designado um grupo especial de 
sacerdotes (Exôdo 20:19-21). De modo semelhante, é provável que a tribo 
de Levi foi escolhida porque estava pronta para ouvir a Deus, pelo menos 
até certo ponto, bem como para executar Seus julgamentos (Ex 32:28). 
Vemos, portanto, que com a ordenação de um sacerdócio especial, para 
se aproximar de Deus pelo povo, a maioria da comunidade israelita 
perdeu o privilégio de se tornar aquilo que seu Criador desejava que fosse. 
 O Bezerro de Ouro: A recusa do povo em adorar a Deus no Sinai e a 
construção do bezerro de ouro (Êxodo 32) demonstraram sua falta 
de prontidão para viver como uma nação sacerdotal. 
 
 Designação da Tribo de Levi: Diante da rebelião do povo, Deus 
designou a tribo de Levi para servir como sacerdotes (Êxodo 32:28). 
Essa escolha pode ter sido estratégica, pois Levi se manteve fiel a 
Deus durante o incidente do bezerro de ouro. 
 
 Limitações do Sacerdócio Levítico: O sacerdócio levítico, embora 
necessário naquele momento, representava uma limitação em 
relação ao propósito original de Deus. Ele restringia a mediação 
entre Deus e o povo a uma única tribo, distanciando o restante da 
nação da santidade e da adoração direta a Deus. 
III. Funções do Sacerdócio Levítico 
Os sacerdotes tinham várias responsabilidades, incluindo: oferecer 
sacrifícios, interceder pelo povo, ensinar a Lei e liderar o culto e adoração 
a YHWH. Entretanto, a essência da função sacerdotal era representar o 
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Reino de Sacerdotes | Denis Frota 
 
 
povo diante de Deus, buscando Sua presença e favor em benefício da 
comunidade. 
 
1. Oferecer Sacrifícios: Os sacerdotes eram responsáveis por oferecer 
sacrifícios animais a Deus em nome do povo, expiando seus pecados 
e restaurando a comunhão entre Deus e a humanidade (Levítico 1-
7). 
2. Ensinar a Lei: Os sacerdotes também eram responsáveis por ensinar 
a Lei de Deus ao povo, garantindo que eles vivessem de acordo com 
os princípios divinos (Levítico 10:11). 
3. Interceder pelo Povo: Os sacerdotes intercediam por Israel diante 
de Deus, implorando por perdão e bênçãos (Números 16:40-48). 
4. Cuidar do Santuário: Os sacerdotes eram responsáveis por cuidar do 
Tabernáculo, o local sagrado onde Deus habitava entre o povo 
(Êxodo 25-40). 
IV. O Sacerdócio Levítico e o Novo Testamento 
 No Novo Testamento, Jesus Cristo é apresentado como o Sumo Sacerdote 
definitivo, oferecendo o sacrifício perfeito por nossos pecados e abrindo 
caminho para uma relação direta e pessoal com Deus (Hebreus 7-10). 
 Fim do Sacerdócio Levítico: Com a morte e ressurreição de Jesus, o 
sacerdócio levítico chegou ao fim, pois Jesus cumpriu plenamente 
seu papel como mediador entre Deus e a humanidade. 
 
 Todos os Crentes como Sacerdotes: No Novo Testamento, todos os 
crentes em Jesus são considerados sacerdotes, com o privilégio de 
se aproximar de Deus em adoração e intercessão (1 Pedro 2:5). 
V. Reflexões e Aplicação 
Há pelo menos quatro importantes aplicações do estudo do Sacerdócio 
Levítico: 
1. A importância da mediação: O estudo do sacerdócio levítico nos 
ensina sobre a importância da mediação entre Deus e o homem. No 
Antigo Testamento, essa mediação era realizada pelos sacerdotes. 
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Reino de Sacerdotes | Denis Frota 
 
 
No Novo Testamento, Jesus Cristo se tornou o nosso Sumo 
Sacerdote, tornando possível uma relação direta com Deus. 
2. A responsabilidade do crente: Apesar do fim do sacerdócio levítico, 
todos os crentes em Jesus são chamados a serem "sacerdotes", 
responsáveis por adorar a Deus e interceder pelos outros. Isso 
significa que cada um de nós tem o privilégio de se aproximar de 
Deus em oração, oferecer louvores e súplicas, e compartilhar a fé 
com os outros. 
3. A busca por santidade: O sacerdócio levítico era caracterizado pela 
santidade. Da mesma forma, os crentes no Novo Testamento são 
chamados a viver uma vida santa, em separação do pecado e em 
comunhão com Deus. Isso implica em buscar a santidade em todas 
as áreas da vida, através da obediência à palavra de Deus, da oração 
e da participação nos sacramentos. 
4. O chamado à missão: Como sacerdotes, os crentes também são 
chamados a participar da missão de Deus de levar o evangelho ao 
mundo. Isso pode ser feito de diversas maneiras, como através da 
evangelização pessoal, do serviço social, do apoio à obra missionária 
e da intercessão pelos perdidos. 
 
Em suma, o sacerdócio levítico foi uma instituição complexa e importante 
na história de Israel. Apesar de ter chegado ao fim com a morte e 
ressurreição de Jesus Cristo, seus ensinamentos e princípios ainda são 
relevantes para os crentes de hoje. Ao compreendermos o propósito 
original de Deus para Israel como nação sacerdotal, a função do 
sacerdócio levítico e a importância do sacerdócio de todos os crentes em 
Jesus, podemos ser mais fiéis ao nosso chamado de adorar a Deus, 
interceder pelos outros e participar da sua missão de redenção. 
 
 
 
 
 
 
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Reino de Sacerdotes | Denis Frota 
 
 
 
O sacerdócio de Cristo 
 
 
 
O Novo Testamento deixa claro que o sacerdócio hebreu apontava 
diretamente para o sacerdócio celestial de Cristo. Ele é o grande Sumo 
Sacerdote no qual se cumpre plenamente todas as funções sacerdotais 
levíticas. Jesus éo único mediador entre Deus e os homens (1 Timóteo 
2:5). Jesus Cristo é o Sacerdote-Rei anunciado nas Escrituras (Zacarias 
6:13). 
 
O livro de Hebreus mostra que Jesus não era um sacerdote sob o sistema 
levítico, pois nasceu na tribo de Judá, e não como um levita [ver Hebreus 
7:11-14]. 
É de extrema importância observar que o Senhor Jesus, quando andou 
nesta terra, não era um sacerdote sob o sistema levítico da Lei [ver 
Hebreus 8:4], mas sim, o Cordeiro do Sacrifício! 
No entanto, no Espírito, o Senhor Jesus é de uma ordem sacerdotal muito 
superior, que as Escrituras identificam como a ordem de Melquisedeque 
(Hebreus 5:5-6). A ordem sacerdotal de Melquisedeque é anterior à Lei, já 
nos dias de Abraão [ver Gênesis 14:18-20 e Salmos 110:4]. Esse sacerdócio 
eterno tem Jesus Cristo como nosso Grande Sumo Sacerdote [ver Hebreus 
7:22–28]. 
 
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Reino de Sacerdotes | Denis Frota 
 
 
Melquisedeque Tipifica Jesus 
Melquisedeque, o sacerdote, rei da paz, reinava sobre Jerusalém. A carta 
aos Hebreus encontrou várias formas em que Jesus é tipificado nestes 
textos. 
 “... e primeiramente é, por interpretação, rei de justiça, e depois também rei de 
Salém, que é rei de paz” - Hebreus 7:2. 
Um rei de justiça, e rei da paz, reinando sobre Jerusalém, é a tipificação do 
reino messiânico, quando Jesus virá e estabelecerá o Seu reino aqui na 
terra, cuja capital será Jerusalém. E haverá verdadeiramente paz, e haverá 
um banquete, uma ceia, onde será servido pão e vinho, como 
Melquisedeque ofereceu a Abraão. 
Jesus é sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, porque o ETERNO 
atestou na Sua palavra: 
Jurou o Senhor, e não se arrependerá: tu és um sacerdote eterno, segundo a ordem 
de Melquisedeque. Salmos 110:4. 
Daí, quando João viu Jesus, no Apocalipse, ele o viu dessa maneira: 
E no meio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés 
de uma roupa comprida, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro. Apocalipse 
1:13. 
João viu Jesus, vestido com roupas semelhantes ao dos sacerdotes Levitas, 
com um cinto de ouro, que o sacerdote usava. Embora haja semelhanças 
nesta descrição, há também diferenças, uma vez que Jesus é sacerdote 
eterno, segundo a ordem de Melquisedeque. 
YHWH declarou que o Messias “se assentaria e reinaria no Seu trono”, 
acrescentando que Ele seria “um sacerdote no Seu trono” [Zacarias 6:11-
13, NKJV]. Os sacerdotes não tinham tronos e não governavam, mas Deus 
predisse um dia em que o Messias estabeleceria um Sacerdócio Real. Para 
esclarecer este ponto, Deus instruiu o Profeta a colocar uma coroa real na 
cabeça de Josué, filho de Jeozadaque, o Sumo Sacerdote. Aliás, o Sumo 
Sacerdote daquela época, Josué, tinha um nome que é uma variação de 
“Yeshua”, o Nome do Messias. 
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Reino de Sacerdotes | Denis Frota 
 
 
O nosso Senhor Jesus possui um Sacerdócio Real eterno, estabelecido nos 
Céus. Saber quem Ele é dá uma visão maior de quem somos Nele. Quando 
você renasceu em Cristo, você entrou no mesmo Sacerdócio Real. 
E nos fizeste reis e sacerdotes para o nosso Deus - Apocalipse 5: 9-10. 
A Escritura declara que “como Ele é, assim sois vós neste mundo” [1 João 
4:17, NKJV]. 
Na função real Jesus edificou a sua Igreja como o Templo que Deus habita 
através do Espírito Santo; e na função sacerdotal ele abriu de uma vez por 
todas o caminho para o Santuário celestial através do seu próprio 
sacrifício (Hebreus 10:19-23). Como Sumo Sacerdote, Ele é o único 
mediador que conduz o seu povo à sala do trono da graça (Hebreus 4:16). 
Diferentemente dos sacerdotes da antiga dispensação que tinham que 
oferecer sacrifícios tanto para si mesmos quanto para o povo, Cristo, 
como Sumo Sacerdote, se deu a si próprio como sacrifício expiatório pelo 
pecado do seu povo. Seu sacrifício foi eficaz e definitivo; ele não precisa 
ser repetido ou complementado. 
(Leitura recomendada: Hebreus 2:17; 3:1; 4:14-16; 5:10; 6:20; 7:24-27; 
9:12-26; 10:12). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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O Sacerdócio Real dos Cristãos 
 
 
 
Os santos compartilham do sacerdócio de Cristo. Todo cristão genuíno é 
um sacerdote, porque pela obra redentora de Cristo ele tem acesso 
imediato a Deus e pode servi-lo diretamente; apresentando-lhe sacrifícios 
espirituais agradáveis. 
Contudo, o sacerdócio real dos crentes não se baseia em qualquer 
qualificação humana. Os crentes foram chamados ao sacerdócio real 
porque foi Cristo quem os constituiu um reino de sacerdotes para Deus 
(Apocalipse 1:6). 
 
Ao explicar sobre como o sacerdócio real dos crentes deriva do sacerdócio 
celestial de Cristo, Lutero diz que somos sacerdotes como Cristo é 
sacerdote; somos filhos como Ele é Filho; e somos reis como Ele é Rei. 
Calvino também explica que é uma honra singular o fato de que Deus não 
apenas nos consagrou como templo para Ele, no qual Ele habita e é 
adorado, mas também nos fez sacerdotes. 
Infelizmente muitos crentes ainda hoje desconhecem as implicações do 
profundo significado do sacerdócio real dos crentes mediante o 
sacerdócio celestial de Cristo. 
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Reino de Sacerdotes | Denis Frota 
 
 
Não é raro encontrar dentro de muitas comunidades cristãs a ideia de que 
certas pessoas estão numa posição espiritual mais privilegiada que outras. 
Entretanto, o princípio bíblico do sacerdócio real de todos os crentes 
reprova esse tipo de entendimento. Na Igreja de Cristo não há uma divisão 
entre clero e leigos. Todos os membros do Corpo de Cristo são sacerdotes 
e, mediante a pessoa do Senhor Jesus Cristo, possuem livre acesso à 
presença de Deus. 
Mas os direitos desfrutados pelos crentes como sacerdócio real são 
também deveres. Conforme vimos, o apóstolo Pedro diz que a função dos 
sacerdotes reais é proclamar as virtudes d’Aquele que os chamou das 
trevas para a sua maravilhosa luz. Isso é um direito, mas também é um 
dever; é um privilégio, mas também é uma responsabilidade. 
Como sacerdotes, todos os crentes são chamados a anunciar o Evangelho 
e trabalhar em prol da expansão do Reino de Deus. Todos os cristãos têm 
o direito de pregar a Palavra de Deus, interceder uns pelos outros, 
discipular, julgar a doutrina, e ministrar com os dons recebidos. 
Trazendo a presença de Deus ao mundo 
Quando afirmamos que os cristãos, como sacerdotes, "trazem a presença 
de Deus ao mundo", é importante que essa frase seja contextualizada 
corretamente. Há duas justificativas essenciais para essa afirmação: 
 
 Primeiro, os cristãos, em suas vidas e ações, refletem a presença 
de Deus através do serviço amoroso e da santidade, sendo 
exemplos vivos da graça e do amor de Deus. 
 
 Segundo, os cristãos, ao intercederem em oração e adorarem a 
Deus, criam ambientes onde a presença de Deus é manifesta. Eles 
conduzem outros à experiência da presença divina por meio do 
louvor, da adoração e ministração de dons espirituais. 
 
A frase "trazendo a presença de Deus ao mundo" pode, de fato, lembrar 
mais a função profética, que é diretamente associada à comunicação da 
palavra de Deus e à denúncia do pecado. No entanto, os sacerdotes 
também "trazem a presença de Deus" no sentido de facilitarem a 
comunhão com Ele através da intercessão, adoração e mediação. 
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Reino de Sacerdotes | Denis Frota 
 
 
Portanto, ao se referir ao papel dos crentes como sacerdotes que 
"trazem a presença de Deus ao mundo", é crucial destacar que isso se 
dá principalmente através da intercessão, adoração e serviço, enquanto 
o aspecto profético seria mais apropriado ao proclamar e denunciar. A 
distinção é sutil, mas significativa para a compreensão dos diferentes 
papéis que ambos, sacerdotes e profetas, desempenham na narrativa 
bíblica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Reino de Sacerdotes | Denis Frota21 
 
Reino de Sacerdotes | Denis Frota 
 
 
O Plano de Deus Para a Igreja 
 
Desde o começo, a Bíblia mostra que o projeto de Deus era de uma nação 
sacerdotal, ou seja, um reino de sacerdotes, com duas funções conjugadas: a 
ministração ao Senhor aliada ao governo (governança do Reino). 
 
 
A história da Igreja informa que, logo após a partida dos apóstolos, os 
líderes das congregações começaram a obter um destaque cada vez 
maior. Bispos passaram a estender sua autoridade para além de uma 
cidade, por fim “cobrindo” regiões inteiras. Mais e mais ênfase foi 
colocada em posições religiosas e sobre a necessidade de submissão 
àqueles que as ocupavam. 
As posições religiosas continuaram através dos séculos até atingir seu 
apogeu com o aparecimento de chefes supremos. Esse processo não 
deveria nos surpreender porque todos os movimentos cristãos se deixam 
levar para essa direção. 
Atualmente, embora o protestantismo tenha feito algum progresso, 
libertando-se do jugo e escravidão encontrados no sistema religioso do 
qual saiu, infelizmente ainda conserva alguns de seus erros. 
 
O plano de Deus para a Igreja 
Jesus Cristo nos instruiu a levar as boas- novas até aos confins da terra. 
Somos embaixadores do Reino de Deus levando a todos a mensagem da 
reconciliação do homem com o Pai Celeste. Somos também integrantes do 
Sacerdócio Real. Todos nós somos convocados para o sacerdócio real. 
Desse relacionamento, então, brotará o ministério sacerdotal, permitindo 
que os desígnios de Deus sejam atingidos. 
A verdade é que se não estivermos ativamente engajados no trabalho de 
ministrar aos outros, quer pela pregação do evangelho, quer pelo 
exercício de nossos dons espirituais, estamos fora do propósito divino. 
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Deus espera que cada um de Seu povo esteja empenhado na Obra. Somos 
todos ministros e todos fomos chamados e ordenados pelo nosso Sumo 
Sacerdote para realizar um trabalho do Sacerdócio Real até a sua volta (Jo. 
15:16). 
Quando Jesus Cristo ascendeu ao Pai, concedeu dons à sua Igreja. Esses 
dons espirituais não foram dados só a uns poucos escolhidos, mas a todos 
(I Co. 12:7). Cada função e cada parte é vital, à semelhança do que 
acontece com nossos diferentes órgãos e membros. Quando uma parte 
aparentemente pequena ou insignificante não está funcionando 
normalmente, todo o resto sofre. Dá-se o mesmo com a Igreja hoje. 
Quando todo o trabalho é feito somente por alguns, existe uma grande 
perda para o Corpo de Cristo. 
Somos ungidos para servir, portanto, à medida que dermos, mais nos será 
dado.Trata-se de uma lei espiritual. Se somos meros recebedores - 
semana após semana escutando de outros que gastaram seu tempo na 
presença de Deus - nosso conhecimento provavelmente aumentará, mas 
nossas vidas não serão mudadas. Essa é a infeliz condição de muitos na 
Igreja de hoje. Temos nossos “palestrantes, mas temos igualmente a 
“maioria passiva” a depender de outros para a realização do trabalho. 
Infelizmente, um grande número de reuniões cristãs estão repletas de 
bebês espirituais superalimentados que permanecem inativos. As 
conseqüências negativas desse fenômeno às vezes não estão evidentes à 
primeira vista, contudo, elas são reais e trarão prejuízos. 
Quando começamos a ministrar com os dons que recebemos do Alto, 
percebemos o quanto nossas vidas precisam de transformação e isso nos 
estimula a buscar o Senhor para nos aperfeiçoar. Se queremos 
verdadeiramente avançar em direção à maturidade, é essencial que todos 
nos tornemos sacerdotes que estejam exercendo suas funções na casa de 
Deus. 
O ministério sacerdotal não tem como finalidade apenas o nosso 
crescimento, mas também o progresso dos demais. Não importa saber 
quais sejam as suas funções espirituais no corpo, há sempre pessoas que 
precisam do que você tem. Quer seja uma pequena ou grande medida 
espiritual, você é absolutamente indispensável. Em algum lugar, entre os 
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Reino de Sacerdotes | Denis Frota 
 
 
cristãos que você conhece ou no mundo à sua volta, há pessoas para as 
quais seus dons e talentos são muito importantes. 
A sua medida do poder do Alto é essencial para o crescimento e bem estar 
espiritual dos outros. Deus entregou essa medida a você por causa das 
pessoas ao seu redor, sendo, portanto, importante exercitar o seu 
ministério sacerdotal. Em Sua sabedoria, nosso Pai construiu a Igreja de 
tal modo que cada membro depende dos demais. Assim sendo, para que 
“todos cheguemos” à maturidade (Ef. 4:13). 
 
O Papel dos Líderes 
Sem dúvida a liderança tem base nos ensinamentos bíblicos e é necessária 
para uma condição saudável da igreja. 
O encargo de um verdadeiro líder é de auxiliar os outros a cumprirem o 
seu ministério, crescendo em tudo o que Deus lhes preparou. Tais líderes 
são facilmente reconhecíveis, pois sempre terão como prioridade os 
interesses e o progresso espiritual dos outros. 
“Os reis dos povos dominam sobre eles, e os que exercem autoridade são 
chamados benfeitores. Mas vós não sois assim; pelo contrário, o maior 
entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve” 
(Lc. 22:25-26). 
A verdadeira liderança sempre será levantada por Deus. No plano divino a 
programação humana é substituída por ministérios espirituais, levantados 
por Ele em nosso meio. Quando fazemos as coisas à maneira de Deus, o 
ministério de cada um é primeiramente descoberto, para depois serem 
incentivados naquela função específica. 
Considerando que Deus lhe preparou e chamou, Ele também irá prover 
uma forma de você começar a servir no Reino de Deus. Quando você 
realmente começar á agir na função para a qual Deus lhe designou, as 
portas da oportunidade se abrirão diante de você e as pessoas 
reconhecerão a mão divina em sua vida.Provavelmente tudo começará 
vagarosamente a princípio e poderá até parecer pequeno e insignificante 
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Reino de Sacerdotes | Denis Frota 
 
 
(Zc. 4:10). Todavia, à medida que você exercitar os talentos que Deus lhe 
deu, fiel e diligentemente, estes crescerão e você igualmente crescerá. 
A vontade de Deus é que sejamos para Ele um reino de sacerdotes. Cada 
um de nós possui um ministério para ser desempenhado e serviços 
espirituais para realizar. 
Quando comparecermos diante do SENHOR, teremos de prestar contas de 
nossas obras (Ap. 2:23). Naquele dia, aquilo que realizamos testificará a 
nossa verdadeira condição espiritual. Não poderemos dizer que não 
conhecíamos as necessidades ou que não estávamos qualificados. 
Lembre-se que o mesmo Deus que operou poderosamente nos apóstolos 
e profetas vive também em cada um dos Seus filhos. O SENHOR é capaz de 
fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos se 
apenas O obedecermos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Sacerdócio Real – Um Reino de Sacerdotes. 
Denis Frota – Pastor-sênior da Comunidade de Nova Vida em Itapajé - Ceará. 
 
Direitos reservados *2024. Permitimos a cópia desta obra para fins não comerciais ou 
financeiros. Gentileza citar a fonte. 
 
Contato com o autor: 
denisfrota@yahoo.com 
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