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SP 3.4 –EM BUSCA DA PERFEIÇÃO. - TBL: - Metabolismo de aminoácidos, - Formação de alfa-cetoácidos (destino). - Metabolismo associado à hiperamonemia congênita tipo 1 e 2. - Formação de porfiria. - Gota - Bilirrubina (LEMBRE! Analisar, inicialmente: o que está acontecendo? Essa situação ocorre ANTES do fígado? Se sim -> INDIRETA) - Metabolismo das purinas e pirimidinas. - Quando o alimento chega no nosso ESTÔMAGO, as células G vão produzir GASTRINA, que vai atuar sobre as células parietais para produção de HCl. Além disso, as células principais irão produzir Pepsinogênio, que são ativados com o HCl e transformam-se em Pepsina, a qual vai quebrar proteínas (quebra inicial em peptídeos). - O bolo alimentar passa a ser chamado de Quimo e vai para o Duodeno. Porém, vem muito ácido, e para haver a atuação das enzimas no Duodeno, necessita de um pH básico. As células S percebem essa acidez e liberam SECRETINA, vai atuar no PÂNCREAS, liberando bicarbonato para neutralização. - Esse processo é fundamental, pois as enzimas pancreáticas somente atuam no PH neutro ou básico. - Em seguida, a COLECISTOCININA libera o suco pancreático, o qual possui inúmeras enzimas que vão ajudar na digestão das proteínas. OBS: as enzimas são produzidas na forma de zimogênio como forma de proteção contra ataque proteolíticos destrutivos. - O pâncreas libera a enzima na forma inativa (pois se fossem ativadas, eram capazes de digerir o pâncreas). São ativadas por meio da enteroquinase. - A Tripsina e a Quimiotripsina quebra a proteínas em vários peptídeos. - A fase final é a quebra das ligações peptídicas em aminoácidos. - Noss enterócitos, células intestinais, tem a amino- oligopeptidase que quebra os peptídeos em aminoácidos, os quais conseguem ingressar pelos enterócitos em nosso intestino. Após, vão para o fígado pelo sistema porta-hepático. METABOLISMO DE PROTEÍNAS As proteínas costumam ser utilizadas na produção de energia apenas em situações de jejum prolongado, quando os carboidratos já nãos estão disponíveis como combustível. Os aminoácidos NÃO são armazenados em forma de proteína para obter energia. Excesso de aminoácidos: vai ser convertido à ácido graxo que será armazenado na forma de triacilglicerol. 1º) Primeiro Passo: DEGRADAÇÃO - Tira o Grupo Amina e fica um Alfa-Cetoácido, que é intermediário do Ciclo de Krebs, podendo gerar ATP. Ou, pode fazer Gliconeogênese, para gerar Glicose. - O grupo Amina vai virar Amônia. Exemplo Prático: Da ALANINA (um tipo de Aminoácido): ao retirar o seu o grupo amina, forma um alfa-Cetoácido chamado de PIRUVATO. Piruvato que pode entrar no Ciclo de Krebs ou Gliconeogênese. QUEM FAZ ESSE PROCESSO? A aminotransferase! Responsável por liberar o Grupo Amina e o Alfa-Cetoácido. E O GRUPO AMINA LIBERADO? Como a amônia é tóxica e sua conversão ocorre no fígado, ela deve ser incorporada a compostos não tóxicos e que atravessam a membrana com facilidade. Utiliza-se de um “catador”, que basicamente o cata de forma temporária, para que, no FÍGADO, possa metaboliza-lo no Ciclo da Ureia. Exemplos práticos: à No caso da ALANINA, com a ação da ALT (Alanina-Aminotransferase) o Grupo Amina liberado se liga ao alfa-cetoglutarato e forma o GLUTAMATO. Obs.: E Alfacetoácido PIRUVATO. à No caso do ASPARTATO, com a ação da AST (Aspartato-Aminotransferase) o Grupo Amina liberado ao alfa-cetoglutarato, e forma o GLUTAMATO. Obs.: E Alfacetoácido OXALOACETATO. ALT/TGP: Alanina aminotransferato/Transaminase Pirúvica (se der alto significa que a alanina está sendo transaminada) AST/TGO: Aspartato aminotransferase/Transaminase Oxalacética (se der alto significa que esta tendo muita transferência de aspartato para oxalacetato) . Se este processo ocorre em outros órgãos (processo que libera o Grupo Amina, que se liga ao Alfa-Cetoglutarato e forma o Glutamato), precisa-se transportá-lo para o Fígado, para que esse Glutamato libere o Grupo Amina para ir para o Ciclo da Ureia, para ser metabolizado e ser excretado dor corpo. Como isso ocorre? Acrescenta-se MAIS UM GRUPO AMINA a esse glutamato, formando GLUTAMINA! Com a ajuda da Glutamina Sintase. Agora sim, a Glutamina viaja daquele tecido ao fígado. Ao chegar no fígado, pela ação da Glutaminase, a Glutamina volta a ser Glutamato, liberando o Grupo Amina, que irá para o Ciclo da Ureia. Já o Glutamato sofre um processo de oxidação, pela Glutamato Desidrogenase (enzima mitocondrial), liberando mais um Grupo Amina (amônia) para o Ciclo da Ureia. E o Glutamato vira Alfa-Cetoglutarato, que entra no Ciclo de Krebs (intermediário). Obs.: Transportadores para o fígado à GLUTAMATO (na maioria dos tecidos extra- hepáticos) e ALANINA (nos músculos). . à Imagem do Ciclo de Krebs para não esquecer seus componentes (e eventuais intermediários). CICLO DA UREIA - Acontece no fígado. - Lembre-se Alfa-Cetoácidos são intermediários do ciclo de Krebs ou faz caminho contrário para formar glicose (gliconeogênese). Para quê ele serve? Liberar a Amônia que é tóxica para o organismo. Relembrando: A amônia liberada a partir da degradação do aminoácido se liga ao alfa- cetoglutarato, formando GLUTAMATO. O Glutamato chega até a mitocôndria e lá ocorre a sua transformação em íon amônia, por meio da glutamato desidrogenase (NH4+). Esse NH4+ liga- se com bicarbonato, gastando energia, formando CARBAMOIL-FOSFATO (por meio da enzima carbamoil-fosfato-frutase). Este Carbamoil se liga a ORNITINA e, pela ação da Enzima Ornitina Transcarboilase, forma-se a CITRULINA (agora entra no Ciclo da Ureia). A citrulina se une ao Aspartato, transformando-se em Arginino-Succinato (pela arginina succinato sintase). Após, a arginina succinato liase (enzima), libera ARGININA e FUMARATO. Este Fumarato, inclusive, é intermediário do Ciclo de Krebs. A arginina, sofre a ação da Aginase (enzima), formando UREIA e ORNITINA. Aula/Questões: - Em adultos saudáveis, a quantidade total de proteínas corporais permanece constante, pois a taxa de síntese proteica é suficiente para substituir a quantidade de proteínas que é degradada. - Quando o grupamento amino é separado do aminoácido, este passa a ser chamado de Alfacetoácido. Vários alfacetoácidos são intermediários do Ciclo de Krebs. Portanto, os aminoácidos também produzem energia. - O Grupo Amino pode ser retirado por Desaminação ou Transaminação (etapa prévia), sendo convertido no íon Amônio NH4+, que é tóxico e, por isso, deve ser encaminhado para o Ciclo da Ureia. - 80% da urina é ureia (muito solúvel em água). - Vitamina B6 necessária para Desaminação e também na reação de transformação em Piruvato em Acetil-COA. - A ureia é a principal forma de eliminação do grupo amino oriundo dos aminoácidos, e perfaz >80% dos compostos nitrogenados da urina. - Para cada enzima com defeito, há uma doença correlacionada. Na ordem: hiperamonemia congênita I, II, etc. A primeira é a pior, pois fica o íon amônia livre. - Hiperamonemia congênita I – Primeira Enzima do Ciclo de Ureia. - BICICLETA DE KREBS: Do Ciclo de Krebs sai Aspartato e Ciclo da Ureia devolve na forma de fumarato. - Os AA são alfacetoácidos que podem ser glicogênicos (formam piruvato, oxalacetato) ou cetogênicos (formam acetil-coa, acetoacetil-coa). Transaminação: - Transferência de grupamento amino de um aminoácido para um a-cetoácido; - Localização: Citosol e mitocôndria (Intracelulares) - Enzimas: Transaminases ou Aminotransferases. - Reações do tipo Reversíveis - Coenzima: Piridoxal Fosfato – derivado de vitamina B6. QUESTÃO 3 - Com respeito ao ciclo da ureia analise as afirmativas a seguir: I. A ausência de uma enzima do ciclo pode resultar em hipoamonemia (BAIXA QUANTIDADE DE AMÔNIA) ou no aumento de um ou mais intermediários desse ciclo. Aconteceria HIPERAMONEMIA! II. O carbamoil-fosfatoque entra no ciclo da ureia é formado pelo acoplamento de NH4+ com CO (irreversível), (na forma HCO-) em uma reação irreversível que consome ATP. III. A clivagem do intermediário argininosuccinato produz o aminoácido histidina (ARGININA) e um intermediário do Ciclo de Krebs, o fumarato. Está correto o que se afirma em: a) I b) II c) II d) l e Il e) I, Il e III Transporte da Amônia: - Glutamina: Do metabolismo tecidual dos aminoácidos para o fígado. - Alanina: Do metabolismo do músculo em exercício para o fígado Por que os aminoácidos que entram no ciclo do ácido cítrico como acetil-CoA não são glicogênicos? O passo de Piruvato a Acetil-COA não é reversível. E o acetil-coa já está dentro da mitocôndria, então vai para o ciclo de krebs, não tem como voltar para o citosol para voltar a ser piruvato e voltar a ser glicose! Obs.: Neoglicogênese - formação de glicose a partir de compostos com 3 Carbonos (Piruvato, Alanina, Glicerol, Oxaloacetato). Acontece principalmente no fígado, dura por dias. Lembre-se: não é para formar ATP, é para formar glicose. METABOLISMO DE BASES NITROGENADAS (PÚRICAS E PIRIMÍDICAS) • As bases nitrogenadas possuem este nome em virtude de seu caráter alcalino (bases) e da presença do nitrogênio derivado dos aminoácidos. •As bases nitrogenadas mais importantes são aquelas derivadas da purina ou pirimidina: - Na Purina, a PRPP entra antes da formação do anel. Depois da formação do anel, Pirimidina. - A partir do IMP, formam-se Adeninas (AMP) e Guaninas (GMP). - As Pirimidinas primeiro formam o anel (orotato) e, depois, adiciona a PRPP. Após formam-se UDP (Uracila), CTP (Citosina) e TMP (Timina). - Os nucleotídeos purínicos dão origem como produto final ao ácido úrico. - O Ácido Úrico pode se precipitar na forma de cristais em tecidos moles e cartilagens ósseas. Como consequência pode ocorrer inflamação aguda e dor. Essa doença é conhecida como Gota Úrica. Esta patologia pode ser desencadeada por dieta rica em carnes vermelhas e álcool. . Artrite Gotosa = Gota. - O ideal é 2,5 a 3 mg/dL, não excedendo 7 mg/dL. - Os produtos metabólicos das pirimidinas são solúveis. - Alopurinol inibe a Xantina Oxidase. - Fatores de risco para Gota: cerveja, licor, xarope de milho, aspargos (rico em purina), pães, carne vermelha, atum, etc. - A precipitação preferencial de uratos no líquido sinovial ocorre porque este é um mau solvente para os cristais se comparado ao plasma. A preferência por articulações periféricas explica-se pela temperatura mais baixa (p. ex. 20ºC no tornozelo). Tratamento da gota A gota aguda atualmente é debelada com anti- inflamatórios. Hoje em desuso devido à sua toxicidade, a colchicina teve papel no tratamento dos ataques agudos de gota porque inibia a polimerização da tubulina para formar microtúbulos (por isso, também é usada como inibidor da mitose). Os microtúbulos são elementos do citoesqueleto essenciais para a produção dos pseudópodos dos neutrófilos e macrófagos. A gota crônica (deposição de tofos) pode ser controlada com drogas uricosúricas, i.e., que facilitam a excreção renal de uratos, evitando hiperuricemia e, portanto, a tendência à precipitação dos cristais. Um exemplo é o alopurinol (Zyloric – inibidor da xantixa oxidase). METABOLISMO DE PORFIRINAS: • São moléculas cíclicas, formadas pela ligação de 4 anéis pirrol. • Estes compostos se associam facilmente com íons metálicos como o Ferro (Fe) formando as metaloporfirinas. • Nos mamíferos, a principal porfirina é o heme presente na hemoglobina, mioglobina, citocromos, que funcionam como transportadores de oxigênio, gás carbônico e elétrons. QUESTÃO 6 - Sobre a GOTA, assinale a alternativa CORRETA. a) A gota é uma doença, caracterizada pelo acúmulo de cristais de ácido úrico em articulações, tecido sinovial, ossos e pele, exclusivamente, na presença de manifestações clínicas. b) Cristais de urato monossódico são a forma líquida do ácido úrico, produto inicial do metabolismo das purinas, que podem se acumular em tecidos orgânicos. c) O ácido úrico circulante na corrente sanguínea mantém seus níveis fisiológicos em concentrações próximas de 12 mg/dL (7mg/dL), o excedente é eliminado pelo fígado. d) A hipouricemia (HIPER) é considerada a alta concentração sérica de ácido úrico e se dá próxima dos 15 mg/dL, limite de solubilidade do urato, podendo se acumular nos tecidos, especialmente, se a hiperuricemia for aguda. e) No processo biológico de produção de urato, os compostos são, nos últimos estágios, metabolizados em xantina e essa, por sua vez, é oxidada de forma irreversível para produzir ácido úrico, pela enzima xantina oxidase. • A síntese das porfirinas se dá durante a diferenciação celular das hemácias e das células musculares, com a finalidade de produzir a hemoglobina e mioglobina. • Assim, a síntese ocorre intensamente nas células da medula óssea, baço e fígado. SÍNTESE DO HEME: • As moléculas precursoras são o succinil CoA (proveniente do Ciclo de Krebs) e a glicina (aa). Heme – anexa-se às hemoglobinas e transportam oxigênio. Quando essa células está velha ou morre, a estrutura porfirina (heme) é excretada. A bilirrubina é o produto do metabolismo do heme. - Síntese do Heme: precursores – Succinil CoA (proveniente do Ciclo de Krebs) e Glicina (aa). - Porfiria: o indivíduo não possui o grupamento Heme. - Icterícia NeoNatal: Bilirrubina direta e indireta e pode ser causada pela imaturidade (intestino) e outras alterações hepáticas. As fezes dos bebês são esverdeadas, pois eles não possuem bactérias intestinais que agem no urobilinogênio para formar estercobilina (responsável pela coloração castanha). A bilirrubina se degrada com a luz, por isso usa fotossíntese. •Após 90 a 120 dias de atividade normal, as hemácias circulantes são destruídas, liberando o seu conteúdo de hemoglobina. • O grupo Heme da hemoglobina é convertida em pigmentos biliares e excretada por via fecal. - MEDLAB: - Origens do ácido úrico - Via catabólica do ácido úrico - Hiperuricemia: causas e consequências - Amostras para dosagem de ácido úrico Gota É a artrite inflamatória mais comum globalmente; Elevação dos níveis séricos de ácido úrico (hiperuricemia); Deposição de cristais nas articulações tendões e outros tecidos; Episódios recorrentes de inflamação aguda; Pode evoluir com um quadro crônico. Hiperuricemia patológica foi definida como concentração de urato sérico acima de 6,8mg/dl, quantidade que in vitro em pH e temperatura fisiológicas são formados os cristais de monourato de sódio. Diferença entre hiperuricemia e uricosúria; A Hiperuricemia consiste no aumento da quantidade de ácido úrico no sangue. Considerada a partir de 7mg/dL. É um fator de risco para o desenvolvimento de gota. A Uricosúria consiste no aumento do ácido úrico excretado na urina. Ocorre excreção >800 mg/24 h de ácido úrico em pacientes com dieta normal. Amostras: Soro, plasma, urina. Obs.: Em resumo, o plasma é a porção líquida do sangue que contém fatores de coagulação, enquanto o soro é a parte líquida que resta após a coagulação e a remoção dos fatores de coagulação. - TUTORIA: - CONCEITUAR E CARACTERIZAR O PROCESSO DA GOTA ÚRICA. (IMPORTANTE) - A gota é uma forma de artrite que causa episódios súbitos e graves de dor, sensibilidade, rubor, calor e tumefação das articulações. Afeta com frequência do dedão do pé (hálux). A dor e a tumefação da gota são causadas por cristais de ácido úrico depositados na articulação. O ácido úrico é uma substância que se forma normalmente quando o organismo decompõe produtos de excreção denominados purinas. O ácido úrico em geral dissolve-se no sangue e passa para a urina através dos rins. Na pessoa com gota, os níveis de ácido úrico no sangue ficam tão altos que se formam cristais de ácidoúrico, que se depositam nas articulações e em outros tecidos, causando inflamação do revestimento da articulação (sinóvia). (A gota é uma doença inflamatória que acomete sobretudo as articulações e ocorre quando a taxa de ácido úrico no sangue está em níveis acima do normal (hiperuricemia). A gota ocorre geralmente em três fases: • Dor e tumefação súbitas na articulação, que em geral cessam ao cabo de 5 a 10 dias • Um período sem sintoma algum, porém podendo ser seguido de outros episódios agudos graves • Após alguns anos, sem nenhum tratamento, podem ocorrer tumefação e rigidez persis- tentes, com dor leve a moderada, em uma ou mais articulações Episódios agudos: - O primeiro ocorre frequentemente à noite • dor e tumefação articulares súbitas e graves • pele lustrosa avermelhada ou violácea ao redor da articulação • extrema sensibilidade na área da articulação Formação dos Tofos Após vários anos, os cristais de ácido úrico podem acumular-se na articulação e nos tecidos circunjacentes, formando grandes depósitos denominados tofos, que têm o aspecto de caroços debaixo da pele. Outros Problemas - Os cristais de ácido úrico podem formar pedras nos rins, nos ureteres (tubos que ligam os rins com a bexiga), ou na própria bexiga. - Podem ocorrer depósitos quando você não bebe a quantidade de líquidos suficientes para que a urina possa dissolver todo o ácido úrico. - Podem também formar-se depósitos em decorrência de anormalidades metabólicas, como, por exemplo, a incapacidade do organismo de tornar a urina menos ácida. Causas - Quase todas as pessoas com gota têm níveis aumentados de ácido úrico no sangue (hipe- ruricemia). Há muitas pessoas, porém, que têm hiperuricemia mas não têm gota. A hiperuricemia é causada por uma das situações seguintes, ou por ambas: • Os rins não conseguem livrar-se do ácido úrico com rapidez suficiente. • O organismo produz ácido úrico demais. Dores: - Colchicina - Antiinflamatórios não-esteróides (AINEs) - Inibidores da COX-2 (ERETICOXIB). Controle do nível de ácido úrico: - Alopurinol - reduz a quantidade de ácido úrico no sangue e na urina diminuindo a velocidade com que o organismo produz ácido úrico. Fatores associados: obesidade, ingestão de álcool, ingestão de diuréticos. Alimentos a serem evitados: • Sardinhas, anchovas e frutos do mar • Aves domésticas e carnes • Miúdos (rim, fígado) • Legumes (feijão, soja, ervilha). A colchicina é um medicamento utilizado principalmente para o tratamento da gota e da artrite gotosa. Seu mecanismo de ação envolve vários efeitos biológicos, mas o principal está relacionado à inibição da migração dos leucócitos e à supressão da resposta inflamatória. A colchicina atua ligando-se à tubulina, uma proteína estrutural que faz parte do citoesqueleto das células. Especificamente, a colchicina se liga à subunidade de tubulina chamada beta-tubulina, impedindo sua polimerização e a formação de microtúbulos estáveis. Os microtúbulos são componentes essenciais para a função celular, estando envolvidos na divisão celular, no transporte intracelular e na movimentação dos leucócitos. Ao inibir a formação de microtúbulos, a colchicina interfere na migração dos leucócitos, que são células do sistema imunológico responsáveis pela resposta inflamatória. A migração dos leucócitos é um processo fundamental na inflamação, e a colchicina reduz essa resposta, diminuindo a quantidade de leucócitos presentes nas articulações afetadas pela gota. Isso leva a uma diminuição da inflamação e dos sintomas associados. Alopurinol promove a resolução dos tofos e cristais de ácido úrico por redução das concentrações de urato. Não tem atividade analgésica ou antiinflamatória e não é útil no tratamento de ataques agudos de gota, podendo prolongar e exacerbar a inflamação durante a fase aguda. O alopurinol é um inibidor da xantina oxidase. O alopurinol e o oxipurinol, seu principal metabólito, diminuem os níveis de ácido úrico no plasma e na urina através da inibição da xantina oxidase, enzima que catalisa a oxidação de hipoxantina em xantina e de xantina em ácido úrico. METABOLISMO DO ÁLCOOL: 1. Absorção: Quando uma pessoa ingere bebidas alcoólicas, o álcool é rapidamente absorvido pelo estômago e principalmente pelo intestino delgado. Ele entra na corrente sanguínea e é transportado para o fígado. Ela é absorvida sem passar pela digestão química. 2. Oxidação: No fígado, o álcool é metabolizado pela enzima álcool desidrogenase (ADH) em acetaldeído, que é uma substância tóxica. Essa reação ocorre em duas etapas: primeiro, o álcool é convertido em acetaldeído pela ADH, e depois, o acetaldeído é convertido em acetato pela enzima acetaldeído desidrogenase (ALDH). O acetato é uma substância menos tóxica. O NAD+ é convertido em NADH nas duas etapas. O Acetado pode ser convertido em Acetil-COA, que pode ser usado no Ciclo de Krebs e na síntese de Lipídeos. 3. Eliminação: O acetato é convertido em dióxido de carbono e água por meio de reações metabólicas adicionais. O dióxido de carbono é exalado pelos pulmões, enquanto a água é eliminada pelo suor, urina e respiração. O sistema de enzimas microssomais oxidativas (SEMO) pertencem à família dos citocromos e compreendem um sistema alternativo de metabolização do álcool no fígado. O SEMO transforma o álcool em acetaldeído pela ação do citocromo P450 2E1 ou CYP2E1 presentes nas células hepáticas. - CONSEQUÊNCIAS DO JEJUM PROLOGADO ASSOCIADO AO USO DO ÁLCOOL Quando estamos em jejum, falta glicose, então o corpo produz glicose pela gliconeogênese, e essa via usa o NAD+ pra acontecer, mas quando ingerimos o álcool em jejum, tem a produção excessiva de NADH no corpo, essa alta concentração de NADH impede a utilização do NAD+ já que está produzindo muito NADH, inibindo, então, a gliconeogênese. Na gliconeogênese, o lactato transforma em piruvato que se transforma em oxalacetato e depois em malato, mas a alta concentração de NADH ajuda o piruvato voltar a ser lactato e o malato a oxalacetato, ou seja, ele trava a reação, promovendo o acumulo de lactato e não deixando ele ser convertido, ou seja, não deixa a reação continuar e não forma glicose. Além disso, o lactato acumulado é convertido em ácido láctico causando acidose metabólica e a não produção de glicose no jejum causa a hipoglicemia, juntos causa o coma alcoólico. A fartura de NADH também inibe a oxidação de ácidos graxos. O propósito metabólico da oxidação de ácidos graxos é gerar NADH para a produção de ATP pela fosforilação oxidativa, porém as necessidades de NADH do indivíduo que consome álcool são supridas pelo metabolismo do etanol. Dessa forma, o excesso de NADH sinaliza que as condições estão corretas para a síntese de ácidos graxos. Como consequência, há acúmulo de triacilgliceróis no fígado, o que causa uma condição conhecida como “fígado gorduroso” ou esteatose hepática, que é exacerbada nos indivíduos obesos. - MORFO: FÍGADO: -É uma glândula do corpo humano - Localiza-se na cavidade abdominal abaixo do diafragma - O fígado se estende pelas 3 regiões clínicas superiores: hipocôndrio direito (maior parte), região epigástrica e hipocôndrio esquerdo. Possui duas faces, uma voltada para o músculo diafragma (diafragmática-) e outra voltada inferiormente (visceral). - A porta hepática permite a passagem de estruturas, algumas entram e outras saem. O conjunto dessas estruturas e chamado de pedículo hepático. - O fígado é coberto pelo peritônio, exceto na área nua do fígado (região em contato com o diafragma), porta do fígado (para que nao prejudique a passagem de estruturas) e a fossa da vesícula biliar. - A veia porta atua trazendo sangue absorvido do sistema digestório. Chega ao fígado rico em nutrientes absorvidos pela mucosa do digestório infradiafragmático. Esses nutrientessão metabolizados no fígado pelos hepatócitos. - A artéria hepática própria atua trazendo sangue oxigenado para nutrir os hepatócito. - Ducto hepáticos trazem do interior do fígado a bile, que é produzida pelos hepatócitos. A bile é produzida pelo fígado, segue para o caminho extra hepático, pelo ducto hepático esquerdo (DHE) e o ducto hepático direito (DHD) e vai para o ducto hepático comum (DHC). Do ducto hepático comum, ela segue para o ducto cístico e é armazenado na vesícula biliar. IMPRESSÕES • Gástrica; • Renal; • Duodenal; • Cólica. Ampola hepatopancreática: também chamada de ampola de Vater, é formada pela união do ducto pancreático com o ducto colédoco (biliar comum). A ampola está especificamente localizada na papila maior do duodeno. O sistema portal hepático é constituído por uma rede de veias que drenam sangue de grande parte do sistema digestivo para o fígado. Segundo a clássica descrição, a veia porta hepática é formada pela união das veias mesentérica superior e esplênica. A veia mesentérica inferior desemboca na veia esplênica. Ademais, as veias gástricas (direita e esquerda) convergem diretamente na veia porta. HISTOLOGIA: Sistema Porta Hepático Os produtos da digestão que são absorvidos pelos capilares sanguíneos do intestino não entram diretamente na circulação geral. Em vez disso, esse sangue é liberado primeiramente ao fígado. Os capilares do sistema digestório drenam na veia porta do fígado que transporta o sangue, aos capilares hepáticos. Somente após o sangue ter passado através desse leito capilar secundário é que ele entra na circulação geral através da veia hepática que drena o fígado. O termo sistema porta é utilizado para descrever esse padrão único de circulação: capilares ⇒ veia ⇒ capilares ⇒ veia. Além de receber sangue venoso do intestino, o fígado recebe sangue arterial através da artéria hepática própria. Lóbulos Hepáticos As placas hepáticas são dispostas em unidades funcionais denominadas lóbulos hepáticos No meio de cada lóbulo existe uma veia central, e na periferia de cada lóbulo existem ramos da veia porta do fígado e da artéria hepática, os quais drenam em sinusóides localizados entre as placas hepáticas. O sangue arte- rial e o sangue venoso portal, contendo moléculas absorvidas do trato GI, misturam-se à medida que o sangue flui nos sinusóides, da periferia do lóbulo até a veia central. As veias centrais de diferentes lóbulos hepáticos convergem para formar a veia hepática, que transporta o sangue do fígado para a veia cava inferior. A bile é produzida pelos hepatócitos e secretada para o interior de canais finos denominados canalículos biliares, localizados no in- terior de cada placa hepática (Figura 18.20). Esses canalículos biliares são drenados na periferia de cada lóbulo por ductos biliares, os quais, por sua vez, drenam em ductos hepáticos que transportam a bile para fora do fígado. Como o sangue é transportado pelos sinusóides e a bile percorre uma direção oposta no interior das placas hepáticas, o sangue e a bile não se misturam nos lóbulos hepáticos. GLICOGENÓLISE NO FÍGADO: Os hepatócitos armazenam-se no formato de glicogênio. Os hepatócitos da periferia de cada lóbulo recebem o sangue portal rico em glicose e armazenam uma parte dessa glicose no formato de glicogênio. Quando os níveis sanguíneos de glicose caem, os hepatócitos metabolizam o glicogênio em glicose e a devolvem-na para a corrente sanguínea. O glicogênio pode ser visto no interior dos hepatócitos no formato de grânulos, normalmente associados ao retículo endoplasmático liso.