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SP 3.4 –EM BUSCA DA PERFEIÇÃO. 
- TBL: 
- Metabolismo de aminoácidos, 
- Formação de alfa-cetoácidos (destino). 
- Metabolismo associado à hiperamonemia congênita tipo 1 e 
2. 
- Formação de porfiria. 
- Gota 
- Bilirrubina (LEMBRE! Analisar, inicialmente: o que está 
acontecendo? Essa situação ocorre ANTES do fígado? Se sim 
-> INDIRETA) 
- Metabolismo das purinas e pirimidinas. 
 
- Quando o alimento chega no nosso ESTÔMAGO, 
as células G vão produzir GASTRINA, que vai atuar 
sobre as células parietais para produção de HCl. 
Além disso, as células principais irão produzir 
Pepsinogênio, que são ativados com o HCl e 
transformam-se em Pepsina, a qual vai quebrar 
proteínas (quebra inicial em peptídeos). 
- O bolo alimentar passa a ser chamado de Quimo e 
vai para o Duodeno. Porém, vem muito ácido, e para 
haver a atuação das enzimas no Duodeno, necessita 
de um pH básico. As células S percebem essa acidez 
e liberam SECRETINA, vai atuar no PÂNCREAS, 
liberando bicarbonato para neutralização. 
- Esse processo é fundamental, pois as enzimas 
pancreáticas somente atuam no PH neutro ou básico. 
- Em seguida, a COLECISTOCININA libera o suco 
pancreático, o qual possui inúmeras enzimas que 
vão ajudar na digestão das proteínas. 
OBS: as enzimas são produzidas na forma de 
zimogênio como forma de proteção contra ataque 
proteolíticos destrutivos. 
- O pâncreas libera a enzima na forma inativa (pois 
se fossem ativadas, eram capazes de digerir o 
pâncreas). São ativadas por meio da enteroquinase. 
- A Tripsina e a Quimiotripsina quebra a proteínas 
em vários peptídeos. 
- A fase final é a quebra das ligações peptídicas em 
aminoácidos. 
- Noss enterócitos, células intestinais, tem a amino-
oligopeptidase que quebra os peptídeos em 
aminoácidos, os quais conseguem ingressar pelos 
enterócitos em nosso intestino. Após, vão para o 
fígado pelo sistema porta-hepático. 
 
METABOLISMO DE PROTEÍNAS 
 
As proteínas costumam ser utilizadas na produção de 
energia apenas em situações de jejum prolongado, 
quando os carboidratos já nãos estão disponíveis 
como combustível. 
Os aminoácidos NÃO são armazenados em forma de 
proteína para obter energia. Excesso de 
aminoácidos: vai ser convertido à ácido graxo que 
será armazenado na forma de triacilglicerol. 
 
1º) Primeiro Passo: DEGRADAÇÃO 
 
- Tira o Grupo Amina e fica um Alfa-Cetoácido, que 
é intermediário do Ciclo de Krebs, podendo gerar 
ATP. Ou, pode fazer Gliconeogênese, para gerar 
Glicose. 
 
- O grupo Amina vai virar Amônia. 
 
Exemplo Prático: 
 
Da ALANINA (um tipo de Aminoácido): ao retirar o 
seu o grupo amina, forma um alfa-Cetoácido 
chamado de PIRUVATO. Piruvato que pode entrar 
no Ciclo de Krebs ou Gliconeogênese. 
 
QUEM FAZ ESSE PROCESSO? A 
aminotransferase! Responsável por liberar o Grupo 
Amina e o Alfa-Cetoácido. 
 
E O GRUPO AMINA LIBERADO? 
 
Como a amônia é tóxica e sua conversão ocorre no 
fígado, ela deve ser incorporada a compostos não 
tóxicos e que atravessam a membrana com 
facilidade. 
Utiliza-se de um “catador”, que basicamente o cata 
de forma temporária, para que, no FÍGADO, possa 
metaboliza-lo no Ciclo da Ureia. 
 
Exemplos práticos: 
 
à No caso da ALANINA, com a ação da ALT 
(Alanina-Aminotransferase) o Grupo Amina 
liberado se liga ao alfa-cetoglutarato e forma o 
GLUTAMATO. Obs.: E Alfacetoácido PIRUVATO. 
à No caso do ASPARTATO, com a ação da AST 
(Aspartato-Aminotransferase) o Grupo Amina 
liberado ao alfa-cetoglutarato, e forma o 
GLUTAMATO. Obs.: E Alfacetoácido 
OXALOACETATO. 
 
 ALT/TGP: Alanina aminotransferato/Transaminase 
Pirúvica (se der alto significa que a 
alanina está sendo transaminada) 
AST/TGO: Aspartato 
aminotransferase/Transaminase Oxalacética (se der 
alto significa 
que esta tendo muita transferência de aspartato para 
oxalacetato) . 
 
Se este processo ocorre em outros órgãos 
(processo que libera o Grupo Amina, que se liga ao 
Alfa-Cetoglutarato e forma o Glutamato), precisa-se 
transportá-lo para o Fígado, para que esse Glutamato 
libere o Grupo Amina para ir para o Ciclo da Ureia, 
para ser metabolizado e ser excretado dor corpo. 
 
Como isso ocorre? Acrescenta-se MAIS 
UM GRUPO AMINA a esse glutamato, formando 
GLUTAMINA! Com a ajuda da Glutamina Sintase. 
Agora sim, a Glutamina viaja daquele tecido ao 
fígado. 
 
Ao chegar no fígado, pela ação da 
Glutaminase, a Glutamina volta a ser Glutamato, 
liberando o Grupo Amina, que irá para o Ciclo da 
Ureia. 
 
Já o Glutamato sofre um processo de 
oxidação, pela Glutamato Desidrogenase (enzima 
mitocondrial), liberando mais um Grupo Amina 
(amônia) para o Ciclo da Ureia. E o Glutamato vira 
Alfa-Cetoglutarato, que entra no Ciclo de Krebs 
(intermediário). 
 
Obs.: Transportadores para o fígado à 
GLUTAMATO (na maioria dos tecidos extra-
hepáticos) e ALANINA (nos músculos). 
. 
 
 
 
 
 
 
 
 
à Imagem do Ciclo de Krebs para não esquecer seus 
componentes (e eventuais intermediários). 
 
CICLO DA UREIA 
 
- Acontece no fígado. 
- Lembre-se Alfa-Cetoácidos são intermediários do 
ciclo de Krebs ou faz caminho contrário para formar 
glicose (gliconeogênese). 
Para quê ele serve? Liberar a Amônia que é tóxica 
para o organismo. 
 
Relembrando: A amônia liberada a partir da 
degradação do aminoácido se liga ao alfa-
cetoglutarato, formando GLUTAMATO. 
 
O Glutamato chega até a mitocôndria e lá ocorre a 
sua transformação em íon amônia, por meio da 
glutamato desidrogenase (NH4+). Esse NH4+ liga-
se com bicarbonato, gastando energia, formando 
CARBAMOIL-FOSFATO (por meio da enzima 
carbamoil-fosfato-frutase). Este Carbamoil se liga a 
ORNITINA e, pela ação da Enzima Ornitina 
Transcarboilase, forma-se a CITRULINA (agora 
entra no Ciclo da Ureia). A citrulina se une ao 
Aspartato, transformando-se em Arginino-Succinato 
(pela arginina succinato sintase). Após, a arginina 
succinato liase (enzima), libera ARGININA e 
FUMARATO. Este Fumarato, inclusive, é 
intermediário do Ciclo de Krebs. A arginina, sofre 
a ação da Aginase (enzima), formando UREIA e 
ORNITINA. 
 
 
Aula/Questões: 
- Em adultos saudáveis, a quantidade total de 
proteínas corporais permanece constante, pois a taxa 
de síntese proteica é suficiente para substituir a 
quantidade de proteínas que é degradada. 
- Quando o grupamento amino é separado do 
aminoácido, este passa a ser chamado de 
Alfacetoácido. Vários alfacetoácidos são 
intermediários do Ciclo de Krebs. Portanto, os 
aminoácidos também produzem energia. 
- O Grupo Amino pode ser retirado por Desaminação 
ou Transaminação (etapa prévia), sendo convertido 
no íon Amônio NH4+, que é tóxico e, por isso, deve 
ser encaminhado para o Ciclo da Ureia. 
- 80% da urina é ureia (muito solúvel em água). 
- Vitamina B6 necessária para Desaminação e 
também na reação de transformação em Piruvato em 
Acetil-COA. 
- A ureia é a principal forma de eliminação do grupo 
amino oriundo dos aminoácidos, e perfaz >80% dos 
compostos nitrogenados da urina. 
 
- Para cada enzima com defeito, há uma doença 
correlacionada. Na ordem: hiperamonemia 
congênita I, II, etc. A primeira é a pior, pois fica o 
íon amônia livre. 
- Hiperamonemia congênita I – Primeira Enzima 
do Ciclo de Ureia. 
- BICICLETA DE KREBS: Do Ciclo de Krebs sai 
Aspartato e Ciclo da Ureia devolve na forma de 
fumarato. 
- Os AA são alfacetoácidos que podem ser 
glicogênicos (formam piruvato, oxalacetato) ou 
cetogênicos (formam acetil-coa, acetoacetil-coa). 
 
 
Transaminação: 
- Transferência de grupamento amino de um 
aminoácido para um a-cetoácido; 
- Localização: Citosol e mitocôndria 
(Intracelulares) 
- Enzimas: Transaminases ou Aminotransferases. 
- Reações do tipo Reversíveis 
- Coenzima: Piridoxal Fosfato – derivado de 
vitamina B6. 
 
QUESTÃO 3 - Com respeito ao ciclo da ureia analise as 
afirmativas a seguir: 
I. A ausência de uma enzima do ciclo pode resultar em 
hipoamonemia (BAIXA QUANTIDADE DE AMÔNIA) 
ou no aumento de um ou mais intermediários desse ciclo. 
Aconteceria HIPERAMONEMIA! 
II. O carbamoil-fosfatoque entra no ciclo da ureia é 
formado pelo acoplamento de NH4+ com CO 
(irreversível), (na forma HCO-) em uma reação 
irreversível que consome ATP. 
III. A clivagem do intermediário argininosuccinato produz 
o aminoácido histidina (ARGININA) e um intermediário 
do Ciclo de Krebs, o fumarato. 
Está correto o que se afirma em: 
a) I 
b) II 
c) II 
d) l e Il 
e) I, Il e III 
Transporte da Amônia: 
- Glutamina: Do metabolismo tecidual dos 
aminoácidos para o fígado. 
- Alanina: Do metabolismo do músculo em 
exercício para o fígado 
Por que os aminoácidos que entram no ciclo do ácido 
cítrico como acetil-CoA não são glicogênicos? O 
passo de Piruvato a Acetil-COA não é reversível. 
E o acetil-coa já está dentro da mitocôndria, então 
vai para o ciclo de krebs, não tem como voltar para 
o citosol para voltar a ser piruvato e voltar a ser 
glicose! Obs.: Neoglicogênese - formação de glicose 
a partir de compostos com 3 Carbonos (Piruvato, 
Alanina, Glicerol, Oxaloacetato). Acontece 
principalmente no fígado, dura por dias. Lembre-se: 
não é para formar ATP, é para formar glicose. 
 
METABOLISMO DE BASES NITROGENADAS 
(PÚRICAS E PIRIMÍDICAS) 
• As bases nitrogenadas possuem este nome em 
virtude de seu caráter alcalino (bases) e da presença 
do nitrogênio derivado dos aminoácidos. 
•As bases nitrogenadas mais importantes são aquelas 
derivadas da purina ou pirimidina: 
 
- Na Purina, a PRPP entra antes da formação do anel. 
Depois da formação do anel, Pirimidina. 
- A partir do IMP, formam-se Adeninas (AMP) e 
Guaninas (GMP). 
- As Pirimidinas primeiro formam o anel (orotato) e, 
depois, adiciona a PRPP. Após formam-se UDP 
(Uracila), CTP (Citosina) e TMP (Timina). 
- Os nucleotídeos purínicos dão origem como 
produto final ao ácido úrico. 
- O Ácido Úrico pode se precipitar na forma de 
cristais em tecidos moles e cartilagens ósseas. 
Como consequência pode ocorrer inflamação aguda 
e dor. Essa doença é conhecida como Gota Úrica. 
Esta patologia pode ser desencadeada por dieta rica 
em carnes vermelhas e álcool. 
 
 
. 
Artrite Gotosa = Gota. 
- O ideal é 2,5 a 3 mg/dL, não excedendo 7 mg/dL. 
- Os produtos metabólicos das pirimidinas são 
solúveis. 
- Alopurinol inibe a Xantina Oxidase. 
- Fatores de risco para Gota: cerveja, licor, xarope de 
milho, aspargos (rico em purina), pães, carne 
vermelha, atum, etc. 
- A precipitação preferencial de uratos no líquido 
sinovial ocorre porque este é um mau solvente para 
os cristais se comparado ao plasma. A preferência 
por articulações periféricas explica-se pela 
temperatura mais baixa (p. ex. 20ºC no tornozelo). 
 
 
 
Tratamento da gota 
A gota aguda atualmente é debelada com anti-
inflamatórios. Hoje em desuso devido à sua 
toxicidade, a colchicina teve papel no tratamento 
dos ataques agudos de gota porque inibia a 
polimerização da tubulina para formar microtúbulos 
(por isso, também é usada como inibidor da mitose). 
Os microtúbulos são elementos do citoesqueleto 
essenciais para a produção dos pseudópodos dos 
neutrófilos e macrófagos. 
A gota crônica (deposição de tofos) pode ser 
controlada com drogas uricosúricas, i.e., que 
facilitam a excreção renal de uratos, evitando 
hiperuricemia e, portanto, a tendência à precipitação 
dos cristais. Um exemplo é o alopurinol (Zyloric – 
inibidor da xantixa oxidase). 
 
METABOLISMO DE PORFIRINAS: 
 
• São moléculas cíclicas, formadas pela ligação de 4 
anéis pirrol. 
• Estes compostos se associam facilmente com íons 
metálicos como o Ferro (Fe) formando as 
metaloporfirinas. 
• Nos mamíferos, a principal porfirina é o heme 
presente na hemoglobina, mioglobina, citocromos, 
que funcionam como transportadores de oxigênio, 
gás carbônico e elétrons. 
 
QUESTÃO 6 - Sobre a GOTA, assinale a 
alternativa CORRETA. 
a) A gota é uma doença, caracterizada pelo 
acúmulo de cristais de ácido úrico em 
articulações, tecido sinovial, ossos e pele, 
exclusivamente, na presença de manifestações 
clínicas. 
b) Cristais de urato monossódico são a forma 
líquida do ácido úrico, produto inicial do 
metabolismo das purinas, que podem se acumular 
em tecidos orgânicos. 
c) O ácido úrico circulante na corrente sanguínea 
mantém seus níveis fisiológicos em 
concentrações próximas de 12 mg/dL (7mg/dL), 
o excedente é eliminado pelo fígado. 
d) A hipouricemia (HIPER) é considerada a alta 
concentração sérica de ácido úrico e se dá 
próxima dos 15 mg/dL, limite de solubilidade do 
urato, podendo se acumular nos tecidos, 
especialmente, se a hiperuricemia for aguda. 
e) No processo biológico de produção de urato, os 
compostos são, nos últimos estágios, 
metabolizados em xantina e essa, por sua vez, é 
oxidada de forma irreversível para produzir ácido 
úrico, pela enzima xantina oxidase. 
 
• A síntese das porfirinas se dá durante a 
diferenciação celular das hemácias e das células 
musculares, com a finalidade de produzir a 
hemoglobina e mioglobina. 
• Assim, a síntese ocorre intensamente nas células da 
medula óssea, baço e fígado. 
 
SÍNTESE DO HEME: 
• As moléculas precursoras são o succinil CoA 
(proveniente do Ciclo de Krebs) e a glicina (aa). 
 
Heme – anexa-se às hemoglobinas e transportam 
oxigênio. Quando essa células está velha ou morre, 
a estrutura porfirina (heme) é excretada. 
A bilirrubina é o produto do metabolismo do heme. 
- Síntese do Heme: precursores – Succinil CoA 
(proveniente do Ciclo de Krebs) e Glicina (aa). 
- Porfiria: o indivíduo não possui o grupamento 
Heme. 
- Icterícia NeoNatal: Bilirrubina direta e indireta e 
pode ser causada pela imaturidade (intestino) e 
outras alterações hepáticas. 
 
As fezes dos bebês são esverdeadas, pois eles não 
possuem bactérias intestinais que agem no 
urobilinogênio para formar estercobilina 
(responsável pela coloração castanha). 
 
A bilirrubina se degrada com a luz, por isso usa 
fotossíntese. 
•Após 90 a 120 dias de atividade normal, as 
hemácias circulantes são destruídas, liberando o seu 
conteúdo de hemoglobina. 
• O grupo Heme da hemoglobina é convertida em 
pigmentos biliares e excretada por via fecal. 
 
- MEDLAB: 
- Origens do ácido úrico 
- Via catabólica do ácido úrico 
- Hiperuricemia: causas e consequências 
- Amostras para dosagem de ácido úrico 
 
 
 
 
 
 
 
Gota 
É a artrite inflamatória mais comum globalmente; 
Elevação dos níveis séricos de ácido úrico 
(hiperuricemia); 
Deposição de cristais nas articulações tendões e 
outros tecidos; 
Episódios recorrentes de inflamação aguda; 
Pode evoluir com um quadro crônico. 
 
Hiperuricemia patológica foi definida como 
concentração de urato sérico acima de 6,8mg/dl, 
quantidade que in vitro em pH e temperatura 
fisiológicas são formados os cristais de monourato 
de sódio. 
 
 
 
 
 
Diferença entre hiperuricemia e uricosúria; 
A Hiperuricemia consiste no aumento da quantidade 
de ácido úrico no sangue. Considerada a partir de 
7mg/dL. É um fator de risco para o desenvolvimento 
de gota. A Uricosúria consiste no aumento do ácido 
úrico excretado na urina. Ocorre excreção >800 
mg/24 h de ácido úrico em pacientes com dieta 
normal. 
 
Amostras: Soro, plasma, urina. Obs.: Em resumo, o 
plasma é a porção líquida do sangue que contém 
fatores de coagulação, enquanto o soro é a parte 
líquida que resta após a coagulação e a remoção dos 
fatores de coagulação. 
 
- TUTORIA: 
 
- CONCEITUAR E CARACTERIZAR O 
PROCESSO DA GOTA ÚRICA. 
(IMPORTANTE) 
 
- A gota é uma forma de artrite que causa 
episódios súbitos e graves de dor, sensibilidade, 
rubor, calor e tumefação das articulações. Afeta com 
frequência do dedão do pé (hálux). A dor e a 
tumefação da gota são causadas por cristais de ácido 
úrico depositados na articulação. O ácido úrico é 
uma substância que se forma normalmente quando o 
organismo decompõe produtos de excreção 
denominados purinas. 
O ácido úrico em geral dissolve-se no sangue 
e passa para a urina através dos rins. Na pessoa com 
gota, os níveis de ácido úrico no sangue ficam tão 
altos que se formam cristais de ácidoúrico, que se 
depositam nas articulações e em outros tecidos, 
causando inflamação do revestimento da articulação 
(sinóvia). 
 
(A gota é uma doença inflamatória que acomete 
sobretudo as articulações e ocorre quando a taxa de 
ácido úrico no sangue está em níveis acima do 
normal (hiperuricemia). 
 
A gota ocorre geralmente em três fases: 
• Dor e tumefação súbitas na articulação, que em 
geral cessam ao cabo de 5 a 10 dias 
• Um período sem sintoma algum, porém podendo 
ser seguido de outros episódios agudos graves 
• Após alguns anos, sem nenhum tratamento, podem 
ocorrer tumefação e rigidez persis- tentes, com dor 
leve a moderada, em uma ou mais articulações 
 
Episódios agudos: 
- O primeiro ocorre frequentemente à noite 
• dor e tumefação articulares súbitas e graves 
• pele lustrosa avermelhada ou violácea ao 
redor da articulação 
• extrema sensibilidade na área da articulação 
 
Formação dos Tofos 
Após vários anos, os cristais de ácido úrico podem 
acumular-se na articulação e nos tecidos 
circunjacentes, formando grandes depósitos 
denominados tofos, que têm o aspecto de caroços 
debaixo da pele. 
 
Outros Problemas 
- Os cristais de ácido úrico podem formar pedras nos 
rins, nos ureteres (tubos que ligam os rins com a 
bexiga), ou na própria bexiga. 
- Podem ocorrer depósitos quando você não bebe a 
quantidade de líquidos suficientes para que a urina 
possa dissolver todo o ácido úrico. 
- Podem também formar-se depósitos em 
decorrência de anormalidades metabólicas, como, 
por exemplo, a incapacidade do organismo de tornar 
a urina menos ácida. 
 
Causas 
- Quase todas as pessoas com gota têm níveis 
aumentados de ácido úrico no sangue (hipe- 
ruricemia). Há muitas pessoas, porém, que têm 
hiperuricemia mas não têm gota. 
 
A hiperuricemia é causada por uma das situações 
seguintes, ou por ambas: 
 
• Os rins não conseguem livrar-se do ácido úrico com 
rapidez suficiente. 
• O organismo produz ácido úrico demais. 
 
Dores: 
- Colchicina 
- Antiinflamatórios não-esteróides (AINEs) 
- Inibidores da COX-2 (ERETICOXIB). 
 
Controle do nível de ácido úrico: 
- Alopurinol - reduz a quantidade de ácido úrico no 
sangue e na urina diminuindo a velocidade com que 
o organismo produz ácido úrico. 
 
Fatores associados: obesidade, ingestão de álcool, 
ingestão de diuréticos. 
 
Alimentos a serem evitados: 
• Sardinhas, anchovas e frutos do mar 
• Aves domésticas e carnes 
• Miúdos (rim, fígado) 
• Legumes (feijão, soja, ervilha). 
 
A colchicina é um medicamento utilizado 
principalmente para o tratamento da gota e da artrite 
gotosa. Seu mecanismo de ação envolve vários 
efeitos biológicos, mas o principal está relacionado 
à inibição da migração dos leucócitos e à supressão 
da resposta inflamatória. 
A colchicina atua ligando-se à tubulina, uma 
proteína estrutural que faz parte do citoesqueleto das 
células. Especificamente, a colchicina se liga à 
subunidade de tubulina chamada beta-tubulina, 
impedindo sua polimerização e a formação de 
microtúbulos estáveis. Os microtúbulos são 
componentes essenciais para a função celular, 
estando envolvidos na divisão celular, no transporte 
intracelular e na movimentação dos leucócitos. 
Ao inibir a formação de microtúbulos, a 
colchicina interfere na migração dos leucócitos, que 
são células do sistema imunológico responsáveis 
pela resposta inflamatória. A migração dos 
leucócitos é um processo fundamental na 
inflamação, e a colchicina reduz essa resposta, 
diminuindo a quantidade de leucócitos presentes nas 
articulações afetadas pela gota. Isso leva a uma 
diminuição da inflamação e dos sintomas 
associados. 
 
Alopurinol promove a resolução dos tofos e 
cristais de ácido úrico por redução das concentrações 
de urato. Não tem atividade analgésica ou 
antiinflamatória e não é útil no tratamento de ataques 
agudos de gota, podendo prolongar e exacerbar a 
inflamação durante a fase aguda. 
O alopurinol é um inibidor da xantina oxidase. O 
alopurinol e o oxipurinol, seu principal metabólito, 
diminuem os níveis de ácido úrico no plasma e na 
urina através da inibição da xantina oxidase, enzima 
que catalisa a oxidação de hipoxantina em xantina e 
de xantina em ácido úrico. 
 
METABOLISMO DO ÁLCOOL: 
 
1. Absorção: Quando uma pessoa ingere bebidas 
alcoólicas, o álcool é rapidamente absorvido pelo 
estômago e principalmente pelo intestino delgado. 
Ele entra na corrente sanguínea e é transportado 
para o fígado. Ela é absorvida sem passar pela 
digestão química. 
2. Oxidação: No fígado, o álcool é metabolizado pela 
enzima álcool desidrogenase (ADH) em 
acetaldeído, que é uma substância tóxica. Essa 
reação ocorre em duas etapas: primeiro, o álcool é 
convertido em acetaldeído pela ADH, e depois, o 
acetaldeído é convertido em acetato pela enzima 
acetaldeído desidrogenase (ALDH). O acetato é 
uma substância menos tóxica. 
O NAD+ é convertido em NADH nas duas etapas. 
O Acetado pode ser convertido em Acetil-COA, 
que pode ser usado no Ciclo de Krebs e na síntese 
de Lipídeos. 
3. Eliminação: O acetato é convertido em dióxido de 
carbono e água por meio de reações metabólicas 
adicionais. O dióxido de carbono é exalado pelos 
pulmões, enquanto a água é eliminada pelo suor, 
urina e respiração. 
 
O sistema de enzimas microssomais oxidativas 
(SEMO) pertencem à família dos citocromos e 
compreendem um sistema alternativo de 
metabolização do álcool no fígado. O SEMO 
transforma o álcool em acetaldeído pela ação do 
citocromo P450 2E1 ou CYP2E1 presentes nas 
células hepáticas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- CONSEQUÊNCIAS DO JEJUM 
PROLOGADO ASSOCIADO AO USO DO 
ÁLCOOL 
Quando estamos em jejum, falta glicose, então o 
corpo produz glicose pela gliconeogênese, e essa via 
usa o NAD+ pra acontecer, mas quando ingerimos o 
álcool em jejum, tem a produção excessiva de 
NADH no corpo, essa alta concentração de NADH 
impede a utilização do NAD+ já que está produzindo 
muito NADH, inibindo, então, a gliconeogênese. Na 
gliconeogênese, o lactato transforma em piruvato 
que se transforma em oxalacetato e depois em 
malato, mas a alta concentração de NADH ajuda o 
piruvato voltar a ser lactato e o malato a oxalacetato, 
ou seja, ele trava a reação, promovendo o acumulo 
de lactato e não deixando ele ser convertido, ou seja, 
não deixa a reação continuar e não forma glicose. 
Além disso, o lactato acumulado é convertido em 
ácido láctico causando acidose metabólica e a não 
produção de glicose no jejum causa a hipoglicemia, 
juntos causa o coma alcoólico. 
A fartura de NADH também inibe a oxidação 
de ácidos graxos. O propósito metabólico da 
oxidação de ácidos graxos é gerar NADH para a 
produção de ATP pela fosforilação oxidativa, porém 
as necessidades de NADH do indivíduo que 
consome álcool são supridas pelo metabolismo do 
etanol. Dessa forma, o excesso de NADH sinaliza 
que as condições estão corretas para a síntese de 
ácidos graxos. Como consequência, há acúmulo de 
triacilgliceróis no fígado, o que causa uma condição 
conhecida como “fígado gorduroso” ou esteatose 
hepática, que é exacerbada nos indivíduos obesos. 
- MORFO: 
 
FÍGADO: 
-É uma glândula do corpo humano 
- Localiza-se na cavidade abdominal abaixo do 
diafragma 
- O fígado se estende pelas 3 regiões clínicas 
superiores: hipocôndrio direito (maior parte), região 
epigástrica e hipocôndrio esquerdo. 
Possui duas faces, uma voltada para o músculo 
diafragma (diafragmática-) e outra voltada 
inferiormente (visceral). 
 
- A porta hepática permite a passagem de estruturas, 
algumas entram e outras saem. O conjunto dessas 
estruturas e chamado de pedículo hepático. 
- O fígado é coberto pelo peritônio, exceto na área 
nua do fígado (região em contato com o diafragma), 
porta do fígado (para que nao prejudique a passagem 
de estruturas) e a fossa da vesícula biliar. 
 
- A veia porta atua trazendo sangue absorvido do 
sistema digestório. Chega ao fígado rico em 
nutrientes absorvidos pela mucosa do digestório 
infradiafragmático. Esses nutrientessão 
metabolizados no fígado pelos hepatócitos. 
- A artéria hepática própria atua trazendo sangue 
oxigenado para nutrir os hepatócito. 
- Ducto hepáticos trazem do interior do fígado a bile, 
que é produzida pelos hepatócitos. A bile é produzida 
pelo fígado, segue para o caminho extra hepático, 
pelo ducto hepático esquerdo (DHE) e o ducto 
hepático direito (DHD) e vai para o ducto hepático 
comum (DHC). Do ducto hepático comum, ela segue 
para o ducto cístico e é armazenado na vesícula 
biliar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
IMPRESSÕES 
• Gástrica; 
• Renal; 
• Duodenal; 
• Cólica. 
 
 
Ampola hepatopancreática: também 
chamada de ampola de Vater, é formada pela união 
do ducto pancreático com o ducto colédoco (biliar 
comum). A ampola está especificamente localizada 
na papila maior do duodeno. 
 
O sistema portal hepático é constituído por 
uma rede de veias que drenam sangue de grande 
parte do sistema digestivo para o fígado. Segundo a 
clássica descrição, a veia porta hepática é formada 
pela união das veias mesentérica superior e 
esplênica. A veia mesentérica inferior desemboca 
na veia esplênica. Ademais, as veias gástricas 
(direita e esquerda) convergem diretamente na veia 
porta. 
 
 
 
 
 
 
HISTOLOGIA: 
 
Sistema Porta Hepático 
 
Os produtos da digestão que são absorvidos pelos 
capilares sanguíneos do intestino não entram 
diretamente na circulação geral. Em vez disso, esse 
sangue é liberado primeiramente ao fígado. Os 
capilares do sistema digestório drenam na veia porta 
do fígado que transporta o sangue, aos capilares 
hepáticos. Somente após o sangue ter passado 
através desse leito capilar secundário é que ele entra 
na circulação geral através da veia hepática que 
drena o fígado. O termo sistema porta é utilizado 
para descrever esse padrão único de circulação: 
capilares ⇒ veia ⇒ capilares ⇒ veia. Além de 
receber sangue venoso do intestino, o fígado recebe 
sangue arterial através da artéria hepática própria. 
 
Lóbulos Hepáticos 
 
As placas hepáticas são dispostas em unidades 
funcionais denominadas lóbulos hepáticos No meio 
de cada lóbulo existe uma veia central, e na periferia 
de cada lóbulo existem ramos da veia porta do fígado 
e da artéria hepática, os quais drenam em sinusóides 
localizados entre as placas hepáticas. O sangue arte- 
rial e o sangue venoso portal, contendo moléculas 
absorvidas do trato GI, misturam-se à medida 
que o sangue flui nos sinusóides, da periferia do 
lóbulo até a veia central. As veias centrais de 
diferentes lóbulos hepáticos convergem para formar 
a veia hepática, que transporta o sangue do fígado 
para a veia cava inferior. 
A bile é produzida pelos hepatócitos e 
secretada para o interior de canais finos 
denominados canalículos biliares, localizados no in- 
terior de cada placa hepática (Figura 18.20). Esses 
canalículos biliares são drenados na periferia de cada 
lóbulo por ductos biliares, os quais, por sua vez, 
drenam em ductos hepáticos que transportam a bile 
para fora do fígado. Como o sangue é transportado 
pelos sinusóides e a bile percorre uma direção oposta 
no interior das placas hepáticas, o sangue e a bile 
não se misturam nos lóbulos hepáticos. 
 
GLICOGENÓLISE NO FÍGADO: Os hepatócitos 
armazenam-se no formato de glicogênio. Os 
hepatócitos da periferia de cada lóbulo recebem o 
sangue portal rico em glicose e armazenam uma 
parte dessa glicose no formato de glicogênio. 
Quando os níveis sanguíneos de glicose caem, os 
hepatócitos metabolizam o glicogênio em glicose e a 
devolvem-na para a corrente sanguínea. O 
glicogênio pode ser visto no interior dos hepatócitos 
no formato de grânulos, normalmente associados ao 
retículo endoplasmático liso.

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