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E-book da Unidade 3 - Controle e Proteção Contra Incêndios e Explosões

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Controle e 
Proteção Contra 
Incêndios e 
Explosões
Unidade 3 - Sistemas de Segurança Contra Incêndio
Sumário
 
CLIQUE NO CAPÍTULO PARA SER REDIRECIONADO
Segurança em edificações e a central de gases combustíveis 
 Segurança em edificações 
 Central de gases combustíveis 
Análise preditiva sobre situações de risco 
 Análise preditiva
Isolamento de risco e carga de incêndio e pânico das edificações 
 Isolamento de risco 
 Carga de incêndio nas edificações 
Sistema preventivo móvel e fixo na prevenção de incêndios e 
pânicos 
 Sistema preventivo móvel 
 Sistema preventivo fixo 
 Hidrantes e mangotinhos 
 Chuveiros automáticos 
Referências 
5
14
24
33
42
Objetivos Definição
Explicando Melhor Você Sabia?
Acesse Resumindo
Nota Importante
Saiba Mais Reflita
Atividades Testando
Para o início do 
desenvolvimento de uma 
nova competência;
Se houver necessidade 
de se apresentar um novo 
conceito;
Algo precisa ser melhor 
explicado ou detalhado;
Curiosidades indagações 
lúdicas sobre o tema em 
estudo, se form necessarias;
Se for preciso acesar um 
ou mais sites para fazer 
dowload, assistir videos, ler 
textos, ouvir podcast;
Quando for preciso se fazer 
um resumo acumulativo 
das últimas abordagens;
quando forem necessárias 
observações ou 
complementações para o
seu conhecimento;
As observações escritas 
tiveram que ser priorizadas 
para você;
Textos, referências 
bibliográficas e links para 
aprofundamento do seu 
conhecimento;
Se houver a necessidade 
de chamar a atenção 
sobre algo a ser refletido ou 
discutido sobre;
Quando alguma atividade 
de autoaprendizagem for 
aplicada;
Quando o desenvolvimento 
de uma competência for 
concluído e questões forem 
explicadas. 
@faculdadelibano_
1
Segurança em 
edificações e a 
central de gases 
combustíveis
Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Capítulo 1
Segurança em edificações 
e a central de gases 
combustíveis
Objetivos
Ao término deste capítulo, você será capaz de identificar os requisitos 
funcionais na segurança de um edifício e o que é a central de gases 
combustíveis e a sua utilidade. E então? Motivado para desenvolver esta 
competência? Então, vamos lá. Avante!
Segurança em edificações
Conforme Seito et al. (2008), em todos os espaços compreendidos pelo processo 
produtivo, assim como a utilização do edifício, deve ser levada em consideração 
a segurança contra incêndio, percorrendo desde o estudo prévio, da concepção do 
anteprojeto, do projeto executivo até a construção, operação e manutenção.
Buxton (2017) explica que o propósito das medidas de prevenção a incêndios dentro 
de uma edificação se baseia em dificultar a propagação e reduzir a disseminação 
das chamas, e os fatores que influenciam isso são: o tamanho da edificação (a área, a 
altura, o volume), o leiaute e a configuração internos da edificação, os usos oferecidos 
e as necessidades dos usuários, os materiais de construção, os revestimentos internos e 
externos, o tipo de construção, as instalações e o mobiliário.
Tudo o que foi previsto no projeto deve ser considerado na fase de construção do edifício, 
pois a maior parte da segurança contra incêndios é definida nesta etapa do projeto, 
assim como muitas diretrizes são encaminhadas para a solução geral do problema, 
garantindo, assim, tanto a confiabilidade quanto a efetividade anteriormente previstas, 
esclarece Seito et al. (2008).
Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Segurança em edificações e a central 
de gases combustíveis
Capítulo 1
Deve-se, ainda, lembrar que parte considerável dos problemas relacionados à proteção 
contra incêndio acontece durante a fase de operação do edifício e depende da 
caracterização do tipo de ocupação, de usuário e das regulamentações compulsórias 
existentes, explana Seito et al. (2008).
Para Brentano (2007), devem ser tomadas várias medidas de proteção contra o fogo 
(Figura 1), com o propósito de proteger as pessoas e o patrimônio, cada vez que for 
construída uma edificação, pois, além da edificação possuir um projeto de sistema de 
proteção bem organizado e integrado com todos os elementos arquitetônicos, ele deve 
ser cumprido conforme o projetado e conservado permanentemente em condições 
máximas de uso.
Carvalho Junior (2017, p. 160) cita que “todas as edificações e áreas de risco onde for exigida 
a segurança estrutural contra incêndio devem obedecer aos parâmetros e exigências 
da Instrução Técnica nº 08/11 (Resistência ao fogo dos elementos de construção)”.
Mas qual a finalidade dessa Instrução Técnica?
Importante
Se a segurança contra incêndio for ignorada em qualquer uma das 
fases, o edifício ficará vulnerável a riscos funcionais inadequados, gastos 
excessivos e níveis de segurança impróprios (SEITO et al., 2008).
FIGURA 1
Medidas de proteção 
contra o fogo
FONTE
Freepik
Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Segurança em edificações e a central 
de gases combustíveis
Capítulo 1
Seu objetivo baseia-se em determinar os requisitos a serem cumpridos pelos elementos 
estruturais e de compartimentação que integram as edificações, quanto aos Tempos 
Requeridos de Resistência ao Fogo (TRRF), para que, na ocorrência de incêndio, seja 
evitado o colapso estrutural pelo tempo necessário para permitir a saída segura das 
pessoas e o acesso para as operações do Corpo de Bombeiros, descreve Carvalho 
Junior (2017).
Seito et al. (2008) destacam que as condições funcionais a serem seguidas por um 
edifício seguro estão associadas à sequência de estágios de um incêndio, as quais se 
desenvolvem no seguinte fluxo: início do incêndio, crescimento do incêndio no local 
de origem, combate, propagação para outros ambientes, evacuação do edifício, 
propagação para outros edifícios e ruína parcial ou total do edifício.
Constituída a sequência de fases de um incêndio, Seito et al. (2008) consideram que os 
requisitos funcionais atendidos pelos edifícios abrangem:
• impedir o acontecimento do princípio de incêndio;
• ocorrido o princípio de incêndio, bloquear a ocorrência da inflamação espalhada no 
ambiente;
• permitir a extinção do incêndio no local de origem, antes que a inflamação se espalhe;
• nstalada a inflamação generalizada no ambiente de origem do incêndio, atrapalhar o 
alastramento para outros lugares;
• possibilitar a evasão dos usuários do edifício;
• dificultar o alastramento do incêndio para edifícios próximos;
• conservar o edifício íntegro, sem danos, sem ruína parcial ou total;
• permitir intervenções de natureza de combate ao fogo e de resgate ou salvamento de 
vítimas.
Os edifícios podem ser divididos, segundo Carvalho Junior (2017), em grupos de risco, de 
Importante
As medidas de segurança contra incêndio nas edificações e áreas de 
risco devem ser exibidas ao Corpo de Bombeiros, lembra Carvalho Junior 
(2017).
Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Segurança em edificações e a central 
de gases combustíveis
Capítulo 1
acordo com, principalmente, três características: tipos de ocupação (atividade ou uso 
da edificação), altura da edificação e a carga de incêndio.
A ocupação depende do tipo de serviço a que se dedica o empreendimento (habitações 
residenciais, edificações comerciais, industriais etc.). A altura e a limitação de área estão 
restritamente associadas ao combate ao fogo, assim, quanto maior a altura, mais difícil 
a saída das pessoas e o acesso das equipes de combate, deste modo, maiores são as 
exigências quanto aos sistemas de segurança, elucida Carvalho Junior (2017).
Buxton (2017) cita algumas precauções que devem ser tomadas, tais como: a 
proteção da estrutura, evitando o colapso estrutural inesperado; a determinação da 
combustibilidade dos principais elementos estruturais; o aprovisionamento adequado 
e correspondente de saídas de emergência; o acesso para os bombeiros (Figura 2) na 
extensão e através da edificação, para que eles possam alcançar o foco do incêndio e 
apagá-lo prontamente; e, a compartimentaçãoe separação para limitar o alastramento 
das chamas, a conservação dessas divisões através da proteção das aberturas.
Nota
As exigências do sistema de segurança são realizadas conforme a 
classificação de cada edifício (CARVALHO JÚNIOR, 2017).
FIGURA 2
Acesso para os 
Bombeiros
FONTE
Freepik
Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Segurança em edificações e a central 
de gases combustíveis
Capítulo 1
Mas o que é compartimentação, você sabe?
Compartimentação de áreas diz respeito a uma medida de proteção passiva, formada 
de elementos de construção resistentes ao fogo com a finalidade de evitar ou minimizar 
a propagação do fogo, calor e gases, tanto interna quanto externamente ao edifício e 
no mesmo pavimento ou para pavimentos elevados sucessivos, informa o Corpo de 
Bombeiros de São Paulo (2006).
A compartimentação pode ser de forma horizontal ou vertical.
A compartimentação horizontal tem como objetivo evitar o alastramento do incêndio 
do lugar de origem para outros ambientes no plano horizontal. Ela pode ser alcançada 
através dos seguintes dispositivos: paredes e portas corta-fogo; registros corta-fogo 
nos dutos que transpassam as paredes corta--fogo; selagem corta-fogo da passagem 
de cabos elétricos; tubulações das paredes corta-fogo;
vedadores corta-fogo; e, afastamentos horizontais entre as aberturas, descreve Carvalho 
Junior (2017). Já a compartimentação vertical tem como propósito evitar a propagação 
de incêndio na direção vertical, isto é, entre pavimentos elevados imediatos, e pode ser 
realizada na cobertura ou no interior dos edifícios. São exemplos: entrepisos corta-fogo; 
enclausuramento de escadas, por meio de parede corta-fogo; enclausuramento de 
poços de elevadores e monta-carga, por meio de parede corta-fogo; selos corta-fogo, 
entre outros, ilustra Carvalho Junior (2017).
Outras precauções que devem ser tomadas, de acordo com Buxton (2017), são: a 
instalação e manutenção seguras das estruturas, dos equipamentos que causam calor 
e dos equipamentos dos usuários; o isolamento dos espaços de alto risco com uma 
construção resistente ao fogo, protegendo as áreas próximas; instalações ativas de 
Você Sabia?
Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos o acesso ao seguinte 
artigo, fonte de consulta e aprofundamento: “Projeto de edificações 
visando à segurança contra incêndio” (MORAES). 
Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Segurança em edificações e a central 
de gases combustíveis
Capítulo 1
combate a incêndio para detectar ou dominar o fogo desde o seu surgimento, assim 
como diminuir seu desenvolvimento; e, fornecimento de ventilação natural ou mecânica, 
exaustão de fumaça para possibilitar a evacuação e o combate a incêndios.
Além disso, tem: a limitação da propagação das chamas através do emprego rigoroso 
dos materiais; paredes externas resistentes ao fogo ou a separação de ambientes 
para evitar o alastramento do fogo para as propriedades próximas; a proteção das 
aberturas das paredes externas e nas coberturas a utilização de isolamento com a 
combustibilidade delimitada restringindo a ignição e a propagação; treinamento de 
pessoal (Figura 3) e procedimentos de evacuação, manutenção dos equipamentos de 
prevenção a incêndios, análise de riscos, políticas de gerenciamento, explicita Buxton 
(2017).
As exigências das medidas de segurança 
contra incêndio de uma edificação diferem de 
acordo com as características da construção, 
devendo-se analisar antecipadamente os 
riscos envolvidos e, em seguida, determinar o 
melhor sistema de segurança a ser projetado, 
tendo-se em mente que um bom projeto é 
aquele que compreende a maior segurança 
possível com o menor custo, ou seja, o 
projetista deve analisar também a relação 
“custo-benefício” do projeto como um todo, 
tornando-o seguro e economicamente viável, 
explana o Corpo de Bombeiros de São Paulo 
2006.
FIGURA 3
Treinamento de pessoal
FONTE
Freepik
Central de gases combustíveis
Segundo o Corpo de Bombeiros de São Paulo (2006), o gás liquefeito de petróleo (GLP) é um 
produto formado de hidrocarbonetos com três ou quatro átomos de carbono (propano, 
propeno, butano, buteno), podendo apresentar-se em mistura entre si e com pequenas 
frações de outros hidrocarbonetos, onde apresenta as seguintes características:
• apresenta-se na forma gasosa sob a pressão atmosférica (pressão normal do 
Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Segurança em edificações e a central 
de gases combustíveis
Capítulo 1
ambiente);
• é mais pesado que o ar, causa que o faz acumular-se nas partes mais baixas dos 
ambientes, até mesmo entrando em tubulações de esgoto através de ralos, em subsolos, 
porões etc.;
• torna-se líquido quando submetido a altas pressões e, nessa
forma, é armazenado em recipientes de aço;
• oferece grande risco de explosão ambiental quando espalhado em locais fechados 
(sem ventilação suficiente);
• quando liquefeito apresenta temperatura muito abaixo de 0°C,
causando queimaduras quando em contato com os seres vivos.
Por esses motivos, seu armazenamento deve ser realizado de
acordo com as respectivas exigências.
Fernandes (2010) define a central de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) a área devidamente 
demarcada que compreende os recipientes transportáveis ou estacionário(s) e 
acessórios, indicados para o armazenamento de GLP para consumo da própria 
instalação.
Fernandes (2010) ainda explica que são obrigatórias as instalações de central de gases 
combustíveis em: todas as edificações de Risco Leve com 3 ou mais pavimentos ou área 
igual ou superior a 1.500 m², que usem gases combustíveis; todas as edificações de Risco 
Moderado ou Elevado que usem gases combustíveis; hospitais, clínicas, escolas e outros 
estabelecimentos com público transitório, que façam uso de gases combustíveis; todas 
as edificações que empreguem gases combustíveis com abastecimento a granel.
Você Sabia?
Aprofunde-se nesse item lendo a Instrução Técnica 28/2018 – 
Manipulação, armazenamento, comercialização e utilização de gás 
liquefeito de petróleo (GLP), conforme dispõe o Corpo de Bombeiros da 
Polícia Militar do Estado de São Paulo
A central de gás tem suas instalações fixas (botijões e tubulações) com a finalidade 
de fornecimento de gás combustível para o consumo de uma edificação, assim como 
Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Segurança em edificações e a central 
de gases combustíveis
Capítulo 1
possui as caixas de reguladores de segundo estágio, que são instaladas em cada 
pavimento para diminuir a pressão do gás que sai do botijão, mencionam Liberato e 
Souza (2015).
O proprietário ou responsável pela edificação deverá demonstrar a existência de 
responsabilidade técnica pelo cumprimento e de manutenção periódica das instalações 
de gases combustíveis, explana Fernandes (2010).
Resumindo
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Neste 
capítulo, você deve ter compreendido que o tamanho da edificação, o 
leiaute e a configuração internos da edificação, os usos oferecidos e as 
necessidades dos usuários, os materiais de construção, os revestimentos 
internos e externos, o tipo de construção, as instalações e o mobiliário 
influenciam nas medidas de prevenção a incêndios de uma edificação, 
sendo de extrema importância que a construção seja de acordo 
com todas as etapas previstas no projeto arquitetônico, assim como 
devem ser conservados de forma permanente em condições máximas 
de uso. Viu, ainda, os requisitos funcionais que devem ser atendidos 
pelos edifícios, as exigências da IT 08/11 que devem ser obedecidas e 
as precauções que devem ser tomadas. Por fim, você conheceu o gás 
liquefeito de petróleo (GLP), suas principais características, o que é a 
central de gases liquefeitos de petróleo e onde existe a obrigação desse 
tipo de instalação.
@faculdadelibano_
2
Análise preditiva 
sobre situações de 
risco
Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Capítulo 2
Análise preditiva sobre 
situações derisco
Objetivos
Neste capítulo, iremos aplicar os procedimentos de análise preditiva 
técnicas sobre situações de risco que possam acarretar um incêndio.
Análise preditiva
Para Seito et al. (2008), as medidas de segurança contra incêndio em uma edificação 
são imprescindíveis e essenciais para a prevenção e diminuição de acontecimentos e 
seus danos. A edificação que não tem um plano e programa estabelecido para a sua 
manutenção está propensa à situação de sinistros e, por conseguinte, aos riscos à vida, 
a perdas de ativos e a bens patrimoniais e impactos negativos ao meio ambiente.
A confiabilidade dos sistemas e equipamentos empregados na segurança contra 
incêndio deve ser verificado em todo o seu ciclo de vida, desde a concepção do projeto, 
especificações, construção, montagem, recebimento técnico, utilização, operação e 
manutenção, complementam Seito et al. (2008).
Almeida (2014) esclarece que o setor de manutenção também deve fornecer todos os 
recursos indispensáveis para assegurar que máquinas, equipamentos e instalações das 
edificações estejam em perfeito estado de desempenho. Isso compreende paredes, 
telhado, tubulações hidráulicas, instalações elétricas e o amplo conjunto de móveis, 
veículos, máquinas, equipamentos, existentes no interior da edificação.
Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Análise preditiva sobre situações de risco Capítulo 2
Dessa forma, a manutenção (Figura 4), tanto nos instrumentos de proteção quanto nas 
instalações e nos equipamentos das edificações, é imprescindível
Xenos (2014) classifica as manutenções em corretiva, preventiva e preditiva, sendo: a 
manutenção corretiva aquela que sempre é realizada depois que a falha aconteceu e 
do ponto de vista de manutenção ela se apresenta como a mais barata, contudo, pode 
gerar grandes perdas; a manutenção preventiva aquela que envolve algumas tarefas 
sistemáticas, como inspeções, reformas e trocas de peças, e acaba se tornando mais 
cara devido à troca das peças e à reforma dos componentes antes de chegarem ao 
seu limite de vida útil; e, a manutenção preditiva permite otimizar a troca das peças 
ou reforma dos componentes e ampliar o intervalo de manutenção, pois possibilita 
antecipar quando a peça ou o componente estarão próximos do seu limite de vida útil.
Importante
O uso inadequado de equipamentos elétricos, instalações elétricas 
subdimensionadas, gambiarras, falta de proteção nos circuitos, tomadas 
elétricas sobrecarregadas e equipamentos elétricos funcionando de 
forma irregular, exibindo faíscas, superaquecimento, como também os 
atritos que acontecem em máquinas e equipamentos com defeito de 
arrefecimento são algumas das causas de incêndios, informa Brentano 
(2007).
FIGURA 4
Manutenção
FONTE
Pixabay
Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Análise preditiva sobre situações de risco Capítulo 2
As técnicas de manutenção preditiva têm sido gradativamente difundidas, até mesmo 
por alguns especialistas em manutenção como algo muito avançado e ausente aos 
outros métodos de manutenção, e, por causa do emprego de tecnologia desenvolvida, 
a manutenção preditiva costuma ser abordada de forma diferenciada dentro das 
empresas, quase como uma ciência avançada demais para ficar nas mãos de qualquer 
pessoa, ilustra Xenos (2014).
Com a manutenção preditiva é possível mostrar as reais condições de desempenho 
da máquina, conforme os dados adquiridos através dos fenômenos exibidos por ela 
quando alguma peça começa a se desgastar ou alguma regulagem é precisa, ou o que 
os mecânicos popularmente chamam de “ouvir a máquina”. Esta análise possibilita a 
verificação das reais situações do equipamento e como anda a evolução de um defeito, 
permitindo o planejamento em curto prazo para uma intervenção de manutenção para 
a troca de peças e a supressão do defeito, além de demonstrar o tempo de vida útil dos 
componentes das máquinas e dos equipamentos e as condições para que esse tempo 
de vida útil seja bem aplicado, esclarece Almeida (2014).
Loser (2013) entende que, se considerarmos os resultados das investigações dos 
episódios desfavoráveis, os quais chamamos de acidentes, encontraremos fatores 
causais que aparecem com frequência, nas plantas operacionais das empresas. Dessa 
Nota
A manutenção preditiva consiste em inspeções periódicas, em que 
dados como temperatura, vibração, ruídos excessivos, entre outros, são 
verificados através de aparelhos específicos, demonstra Almeida (2014).
Nota
A manutenção preditiva, para Xenos (2014), é um dos elementos da 
manutenção preventiva, pois, ao executar a manutenção preditiva, 
suas atividades devem fazer parte do planejamento da manutenção 
preventiva.
Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Análise preditiva sobre situações de risco Capítulo 2
forma, faz-se imprescindível a implementação de programas preventivos para termos 
ciência dos riscos e ações essenciais e evitar que aconteça os sinistros. Muitos incêndios 
acontecem por falta de planos de lubrificação preventiva, em rolamentos, mancais, 
peças giratórias, assim como partes móveis, mal lubrificados e mal ajustados também 
estão entre as fontes de atrito e calor e são responsáveis por grandes incêndios.
Os equipamentos e máquinas devem ter manutenção e lubrificação periódicas para 
impedir o aquecimento, que põe em risco o ambiente de trabalho, informa Senai (2017).
Desse modo, medidas preventivas de manutenção e lubrificação devem integrar a rotina 
de trabalho nas empresas, devendo ser oferecida atenção especial para máquinas e 
equipamentos situados em ambientes de difícil acesso, pois é corriqueiro nestes lugares 
os trabalhos de manutenção, lubrificação e de inspeção serem relaxados, menciona 
Loser (2013).
De acordo com Camilo Junior (2019), a maioria dos grandes incêndios já sucedidos 
surgiram devido a problemas elétricos, sobrecarga, curto-circuito e outros, por 
esse motivo é muito importante que todas as instalações sejam examinadas e bem 
dimensionadas, quanto à carga que irão aguentar, por profissionais especializados na 
área. A fiscalização é a melhor ação preventiva e a manutenção apropriada, sempre 
que preciso, é a arma contra o sinistro.
Camilo Junior (2019) ainda explica que a eletricidade estática é a aglomeração de 
potencial elétrico de um corpo em relação ao outro e aparece em máquinas em 
movimentos e este acúmulo pode ser evitado colocando “terra” às máquinas, pois o 
FIGURA 5
Muitos incêndios
FONTE
Freepik
Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Análise preditiva sobre situações de risco Capítulo 2
desenvolvimento de potencial elétrico não pode ser impedido, contudo, pode-se evitar 
o acúmulo, como no caso da descarga elétrica do raio.
Araújo (2005) complementa afirmando que o perigo mais elevado que a eletricidade 
estática pode efetuar são as faíscas que poderão provocar explosão de vapores, gases, 
poeiras, inflamáveis etc., que decorrem em incêndio.
O aterramento relaciona-se com a ligação intencional de partes de uma instalação 
elétrica a uma ligação de terra comum e, geralmente, o aterramento protege contra 
dois riscos: incêndio e choque elétrico. Existe risco de incêndio quando uma corrente 
se evade de um fio energizado partido ou de uma conexão e chega a um ponto de 
tensão zero por algum caminho diferente do caminho normal, este caminho acaba 
apresentando uma resistência elevada, assim, a corrente pode gerar calor suficiente, 
por efeito Joule, para iniciar um incêndio, descreve Petruzella (2013).
Máquinas, equipamentos, prateleiras, contêineres, tanques etc., devem estar aterrados, 
senão poderá se desenvolver o Triângulo do Fogo, causando incêndios (SENAI, 2017).
Importante
Os incêndios causados pelos raios são muito comuns, por isso todas as 
edificações devem possuir a proteção de um para-raios, cuja instalação 
e manutenção devem ser realizadas por especialistas (SENAI, 2017).
Você Sabia?
Quando o fusível queima sucessivas vezes é sinal de problemas na 
instalação elétrica,assim, não se devem trocar fusíveis normais por 
outros de maior capacidade, adaptados ou mesmo por recursos 
caseiros, como moedas etc., pois esse improviso extingue a proteção da 
instalação elétrica, explana Senai (2017).
Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Análise preditiva sobre situações de risco Capítulo 2
Outra maneira de prevenção é prestar atenção aos trabalhos efetivados nas empresas 
que possam provocar ignição, para isso, a Permissão de Trabalhos a Quente apresenta 
os procedimentos essenciais para vistoriar os ambientes e maneiras de desempenhar 
os trabalhos a quente (Figura 6) na manutenção de equipamentos e máquinas, dando 
orientação para a efetivação segura do trabalho e treinamentos para as atividades 
executadas, menciona Loser (2013).
Valle (2019) lembra que, no Brasil, ainda não 
existe uma regulamentação que determine 
nesses casos a implantação de uma Norma 
sobre Trabalho a Quente, mas, com certeza, 
as boas práticas transformam essa norma 
essencial, pois fazer uma boa solda numa 
área de inflamáveis, sem adotar uma norma 
de trabalho a quente é, seguramente, um 
risco inaceitável.
Os processos de autorização de trabalho 
devem fazer menção, quando cabíveis, 
aos métodos de sinalização e bloqueio, 
liberação e supervisão de entrada em 
espaços confinados, cuidados no trabalho 
a quente, entre outros. Este procedimento 
também deve antecipar medidas claras de 
passagem de serviço assim como as fases 
de encerramento, relata Araújo (2010).
FIGURA 6
Trabalho a quente
FONTE
Freepik
A finalização de um trabalho deve prever a liberação de pressões residuais, 
descontaminação de linhas, purga para evitar formação de misturas explosivas, 
destinação adequada de resíduos, guarda de equipamentos, entre outras situações 
perigosas, cita Araújo (2010, p. 236).
Aos trabalhos efetivados a quente, com probabilidade de produção de fontes de ignição 
ou inerentes à atividade (solda, corte, moagem, perfuração, uso de ferramentas elétricas, 
trabalho em altura, entre outros), deve-se antecipar um processo formal de autorização 
que abarque o executante e as áreas acometidas. Como medidas preventivas, poderá 
ser realizado o acompanhamento dos níveis de explosividade da área, o bloqueio onde 
Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Análise preditiva sobre situações de risco Capítulo 2
indispensável, o isolamento da área e de combustíveis em um raio mínimo sugerido de 
10 m (ou maior, dependendo das condições da atividade), fornecimento adicional de 
ventilação ou exaustão, além de uma reunião de trabalho para explicar quais atividade 
serão realizadas e quais as demais medidas a serem tomadas, descreve Fazenda (2009).
O acesso a espaços confinados também é outra tarefa que devemos analisar, descritos 
como espaços fechados (tanques, caldeira, grande container, caixas subterrâneas, entre 
outros), recomenda-se um acompanhamento dos níveis de oxigênio e de explosividade 
para a efetivação dessas atividades, e a iluminação deve ser à prova de explosões 
de baixa voltagem. Todos os espaços confinados (Figura 7) devem ser inventariados 
e identificados, além disso, uma reunião entre executores, responsáveis pela área e 
pessoal de segurança, deve ser dirigida antes da autorização formal, que terá validade 
apenas para o tempo previsto para a realização da atividade, devendo ser reavaliada 
se necessário, lembra Fazenda (2009).
Importante
Todos os ambientes em que não são permitidos trabalhos a quente devem 
estar devidamente sinalizados, de acordo com a NR 26 – Sinalização de 
Segurança (LOSER, 2013).
FIGURA 7
Espaços confinados
FONTE
Freepik
Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Análise preditiva sobre situações de risco Capítulo 2
Vejamos mais alguns pontos:
Os líquidos inflamáveis não devem ser armazenados com materiais combustíveis sólidos, 
nem estocados em grandes quantidades nos ambientes de trabalho, pois o acúmulo de 
gases desprendidos dos materiais pode causar explosões que começariam incêndios, 
explica Senai (2017).
Deve-se, também, evitar o acúmulo de lixo nas prateleiras, assim como o acúmulo de 
materiais molhados de substâncias inflamáveis, como óleos, graxas e solventes, pois 
esses tecidos encharcados de óleo podem inflamar naturalmente, assim como a falta 
de arrumação e limpeza promove o crescimento do fogo, atrapalhando sua extinção 
(SENAI, 2017).
Senai (2017) ainda menciona que não se deve esquecer que apenas um simples cigarro 
pode causar grandes tragédias, assim, ao terminar de fumar, deve-se apagar totalmente 
o que restou dele e, ao jogar as cinzas e pontas de cigarro no lixo, é imprescindível que 
se observe se estão realmente apagadas.
Resumindo
Neste capítulo, você deve ter compreendido que os sistemas de 
segurança e equipamentos empregados no combate a incêndio 
devem ser continuamente verificados, assim como as máquinas, 
equipamentos, instalações e toda a estrutura da edificação, pois, sem a 
devida manutenção, corre-se o risco de acontecer os sinistros. Viu que as 
manutenções podem ser do tipo corretiva, preventiva e preditiva, e que a 
preditiva permite otimizar a troca de peças ou reforma dos componentes 
ampliando o intervalo de manutenção e possibilitando prever o 
momento em que estarão próximos do seu limite. Por fim, aprendeu 
que é imprescindível a observação de várias causas de incêndios, 
adotando meios preventivos para evitar seus acontecimentos, como no 
caso de falta de lubrificação preventiva em rolamentos, mancais, peças 
giratórias, assim como partes móveis, mal lubrificados e mal ajustados, 
que também estão entre as fontes de atrito e calor e são responsáveis 
por grandes incêndios, assim como os problemas elétricos, sobrecarga, 
Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Análise preditiva sobre situações de risco Capítulo 2
curto-circuito e outros. Por esse motivo, é muito importante que todas as 
instalações sejam examinadas e bem dimensionadas quanto à carga 
que irão aguentar por profissionais especializados na área. E, além disso, 
viu os trabalhos efetivados nas empresas que possam provocar ignição, 
por isso a Permissão de Trabalhos a Quente apresenta os procedimentos 
essenciais para vistoriar os ambientes e as maneiras de desempenhar 
os trabalhos a quente. Já o acesso a espaços confinados recomenda-
se um acompanhamento dos níveis de oxigênio e de explosividade 
para a efetivação dessas atividades, e a iluminação deve ser à prova 
de explosões de baixa voltagem, como também nos casos dos líquidos 
inflamáveis, do acúmulo de lixo e da utilização do cigarro.
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3
Isolamento de 
risco e carga de 
incêndio e pânico 
das edificações
Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Capítulo 3
Isolamento de risco e carga 
de incêndio e pânico das 
edificações
Objetivos
Neste capítulo, iremos examinar as principais características e a 
importância do isolamento de risco e a descrição da carga de incêndio 
das edificações.
Isolamento de risco
De acordo com Fernandes (2010), as edificações poderão ser classificadas em vários 
aspectos, quando seguidas as Normas Brasileiras e os Códigos de Prevenção de 
Incêndios existentes, contudo, no que se refere à construção e ao risco de incêndio elas 
podem ser classificadas da seguinte forma.
Quanto à construção:
• Combustíveis – abrangem as edificações construídas no todo ou em partes em 
madeira;
• Resistentes ao fogo – compreendem as edificações construídas com materiais que 
resistem ao fogo, como o ferro;
• Incombustíveis – abrangem as edificações construídas absolutamente em 
concreto.
Quanto ao risco de incêndio:
• Risco leve – envolvem as edificações de potencial calorífico sutil;
• Risco moderado – incluem as edificações de potencial calorífico limitado;
• Risco elevado – abarcam as ocupações de potencial calorífico intenso.
Para o dimensionamento da área de risco de uma edificação (Figura 8), são consideradas 
como área de risco todo ambiente coberto ou não, onde possa acontecero incêndio, 
Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Isolamento de risco e carga de 
incêndio e pânico das edificações
Capítulo 3
sendo que serão calculadas como área de risco as áreas cobertas, ainda que edificadas 
em material incombustível ou resistente ao fogo, e as áreas descobertas serão calculadas 
como área de risco quando empregadas como depósito de materiais combustíveis, 
informa Fernandes (2010). 
As áreas de risco, segundo Fernandes (2010), são classificadas em isoladas, 
compartimentadas e incorporadas:
• A área de risco isolada é a separada de qualquer outra área de risco por espaços 
desocupados e poderão ser dimensionadas em separado e peculiar a cada agrupamento 
de áreas isoladas.
• A área de risco compartimentada é aquela que possui compartimentação horizontal 
ou vertical através de elementos construturais, os quais apresentam resistência à 
propagação do fogo a outras partes do risco ou a outros riscos e poderão ter seus 
dimensionamentos efetuados sobre o risco específico de cada área compartimentada, 
sendo que o sistema preventivo será definido em razão da somatória destas áreas.
• Já a área de risco incorporada é aquela que não possui isolamento, tornando 
possível a propagação do fogo a outras áreas de risco e terão seus dimensionamentos 
executados sobre o risco específico de cada área, obedecidas as exigências mínimas 
do risco predominante.
Para o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (2019, p. 3), o isolamento de 
risco apresenta-se com a “distância ou proteção que eliminam o risco de transmissão 
FIGURA 8
Risco de uma 
edificação
FONTE
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Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Isolamento de risco e carga de 
incêndio e pânico das edificações
Capítulo 3
do fogo, de tal forma que, para fins de previsão das exigências de medidas de segurança 
contra incêndio, uma edificação seja considerada independente em relação à outra”.
De acordo com a Instrução Técnica nº 07/11 – Separação entre edificações – Isolamento 
de risco, o propósito da separação entre edificações (Figura 9) é controlar o risco 
de propagação do incêndio por radiação de calor, convecção de gases quentes e 
transmissão de calor, garantindo que o incêndio derivado de uma edificação não se 
alastre para outra, esclarece Carvalho Junior (2017).
Seito et al. (2008) explica que o isolamento de risco efetuado através do afastamento 
entre edificações pode ser alcançado por distâncias seguras entre fachadas (caso 
mais comum) ou entre a cobertura de uma edificação de menor altura e a fachada de 
uma edificação próxima. Essa distância segura está diretamente associada ao nível de 
radiação oriunda da edificação expositora, condição que depende da severidade do 
incêndio, da área de aberturas da fachada e da resistência das paredes.
FIGURA 9
Separação entre 
edificações
FONTE
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Nota
A severidade do incêndio está associada ao tamanho do compartimento 
incendiado e à carga de incêndio da edificação, explanam Seito et al. 
(2008).
Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Isolamento de risco e carga de 
incêndio e pânico das edificações
Capítulo 3
O isolamento de risco pode ser obtido por parede corta-fogo entre as edificações e 
isolamento de risco em instalações.
O isolamento de risco por parede corta-fogo se refere ao tipo de afastamento entre as 
edificações que pode ser trocado por uma parede corta-fogo construída de acordo 
com as normas técnicas e que tenha como características principais a resistência ao 
fogo, resistência mecânica, isolamento térmico e estanqueidade, sem qualquer tipo de 
abertura, mesmo que protegida. 
Deve ter resistência mecânica necessária para aguentar, sem grandes danos, impactos 
de cargas ou equipamentos normais em trabalho, assim como suportar o colapso 
da estrutura do telhado em caso de danos. A propriedade de isolamento térmico 
deve atribuir à parede corta-fogo a capacidade de suportar à transmissão de calor, 
evitando que a temperatura na face não exposta ao fogo supere determinados limites. 
A estanqueidade evita a passagem de chamas ou gases quentes, por um período de 
tempo determinado, esclarecem Seito et al. (2008).
Já o isolamento de risco em instalações demonstra que é possível fazer o isolamento 
de riscos em instalações da mesma maneira que em edificações, seja por distâncias 
seguras, de forma que o fogo não possa se alastrar, seja por paredes corta-fogo, 
tornando as instalações separadas.
Contudo, algumas diferenças devem ser consideradas, sendo a primeira delas a que 
todas as instalações de produção, armazenamento e distribuição de líquidos ou gases 
combustíveis ou inflamáveis devem possuir determinadas distâncias de edificações, 
vias de circulação.
(públicas ou internas à edificação), transformadores ou outros equipamentos elétricos 
etc., nessa situação, o isolamento de risco é obrigatório, e não uma opção ao projetista. 
Outra diferença importante é que, nas prováveis situações de existir troca da distância 
por paredes corta-fogo, esses elementos devem possuir tempo de resistência ao fogo 
superior àqueles empregados para isolamento em edificações, sendo, assim, mais 
robustos, citam Seito et al. (2008).
Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Isolamento de risco e carga de 
incêndio e pânico das edificações
Capítulo 3
Carga de incêndio nas edificações
A carga de incêndio, conforme Silva (2014), é a totalização dos potenciais caloríficos de 
todos os materiais nos interiores do compartimento, envolvendo mobiliário, revestimentos 
e outros materiais combustíveis e, possivelmente, até a estrutura (madeira).
Para Fernandes (2010), a carga de incêndio é o material combustível de uma edificação 
ou de parte dela, manifestado em termos de massa média de materiais combustíveis 
por unidade de área, sendo calculada a liberação de calor com base no valor calorífico 
dos materiais, abrangendo móveis e o seu conteúdo, divisórias, acabamento de pisos, 
paredes e forros, tapetes, cortinas e outros.
“Portanto, podemos resumir a definição de carga de incêndio de um prédio, na quantidade 
máxima de material combustível existente na sua estrutura e na sua ocupação, passíveis 
de queimar em caso de incêndio”, descreve Fernandes (2010, p. 21).
Buxton (2019) explica que a maioria da carga de incêndio de uma edificação é formada 
pelos materiais internos, sobre o qual o projetista talvez não desempenhe qualquer 
influência. Alguns tipos de ocupações apresentam controles ligados à possibilidade 
de ignição do mobiliário (as edificações domésticas e onde existe aglomeração de 
indivíduos, com legislação relativa ao licenciamento, hospitais e prisões, segundo as 
normas governamentais).
A carga de incêndio de um prédio é um elemento que deixa analisar de acordo com a 
teoria a intensidade do fogo (Figura 10) na casualidade de acontecer um incêndio, deste 
modo dispensa colocar uma classificação da intensidade provável de incêndios em 
prédios conforme a sua ocupação, lembra Fernandes (2010).
Importante
Para a análise da carga de incêndio, o fator mais importante a ser levado 
em consideração é o poder calorífico dos vários combustíveis, ou seja, 
o número de calorias tiradas por quilo de combustível completamente 
queimado, informa Fernandes (2010).
Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Isolamento de risco e carga de 
incêndio e pânico das edificações
Capítulo 3
 Fernandes (2010) esclarece que, na 
prática, alguns aspectos são importantes 
na análise da carga de incêndio, devendo 
sempre serem considerados:
• que a intensidade do incêndio é 
verificada pelo tipo de material
incendiado e pela velocidade da queima;
• que a rapidez da combustão é 
altamente influenciada pela disposição 
do material, pois a velocidade da 
combustão será realizada na razão 
direta das áreas reveladas, assim, 
materiais estocados em pilhas sólidas 
queimarão mais vagarosamente que os 
organizados em prateleiras tipo “racks” 
com extensos canais de ventilação 
verticaise horizontais;
FIGURA 10
Intensidade do fogo
FONTE
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• que na duração de um incêndio o principal motivo é a quantidade de material suscetível 
de ser incendiado;
• iguais quantidades de materiais de queima rápida e de queima lenta podem causar 
incêndios de duração diferentes e nem sempre comparáveis, pois as edificações em 
geral, conforme as suas características particulares, têm cargas de incêndios exclusivas 
de acordo com a sua ocupação.
O potencial calorífico é a grandeza que caracteriza a quantidade de energia térmica 
compreendida em um determinado material e é medido em megajoule (MJ), elucida 
Silva (2014).
Você Sabia?
Aprofunde-se nesse tema lendo a Norma de Procedimento Técnico 
014 – “Carga de incêndio nas edificações e áreas de risco” (CORPO DE 
BOMBEIROS DO PARANÁ).
Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Isolamento de risco e carga de 
incêndio e pânico das edificações
Capítulo 3
Segundo Silva (2014), o valor da carga de incêndio pode ser determinado ou por medição 
ou levando em consideração valores padronizados. Determinar por medição significa 
avaliar a massa (kg) de cada material interno ao compartimento e multiplicar pelo seu 
respectivo potencial calorífico específico (MJ/kg), assim, o resultado final será a carga 
de incêndio (Figura 11).
Já os valores padronizados podem ser encontrados nas normas técnicas dos Corpos de 
Bombeiros dos Estado, por exemplo, na do Corpo de Bombeiros do Paraná.
EXEMPLO: Tome-se uma mesa de madeira de 20 kg arquivando 5 kg de papel. A carga 
de incêndio móvel será: 20 kg x 17,5 MJ/kg + 5 MJ x 20 MJ/kg = 450 MJ (tomando como 
referência o potencial calorífico da madeira sendo 17,6 MJ/kg e o do papel 20 MJ/kg), 
exemplifica Silva (2014).
Fernandes (2010) ainda demonstra que devido à sua carga de incêndio é que, de forma 
genérica, podemos classificar a edificação segundo o seu risco, sendo que:
• Risco Leve – Carga de Incêndio até 300 MJ/m²;
• Risco Moderado – Carga de Incêndio entre 300 e 1.200 MJ/m²;
• Risco Elevado – Carga de Incêndio acima de 1.200 MJ/m².
A carga de incêndio específica é o valor da carga de incêndio em um compartimento 
dividido pela área de piso do compartimento, portanto, sua unidade de medida será em 
megajoule por metro quadrado (MJ/m2), menciona Fernandes (2010).
FIGURA 11
Carga de incêndio
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Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Isolamento de risco e carga de 
incêndio e pânico das edificações
Capítulo 3
 
Resumindo
Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema 
de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve 
ter aprendido que as edificações podem ser classificadas: quanto à 
construção em combustíveis, resistentes ao fogo e incombustíveis; 
e quanto ao risco de incêndio em risco leve, risco moderado e risco 
elevado; e, são consideradas como área de risco todo ambiente 
coberto que possa acontecer o incêndio e essas áreas de risco são 
classificadas em isoladas, compartimentadas e incorporadas. Viu que 
o isolamento de risco é a distância ou proteção que eliminam o risco 
de transmissão do fogo, de tal forma que, para fins de previsão das 
exigências de medidas de segurança contra incêndio, uma edificação 
seja considerada independente em relação à outra; que risco efetuado 
através do afastamento entre edificações pode ser alcançado por 
distâncias seguras entre fachadas ou entre a cobertura de uma 
edificação de menor altura e a fachada de uma edificação próxima, e 
que o isolamento de risco pode ser obtido por parede corta-fogo entre as 
edificações e isolamento de risco em instalações. Por fim, compreendeu a 
carga de incêndio que é a totalização dos potenciais caloríficos de todos 
os materiais nos interiores do compartimento, envolvendo mobiliário, 
revestimentos e outros materiais combustíveis e, possivelmente, até a 
estrutura (madeira), e como esta carga de incêndio pode ser calculada.
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4
Sistema preventivo 
móvel e fixo na 
prevenção de 
incêndios e 
pânicos
Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Capítulo 4
Sistema preventivo 
móvel e fixo na prevenção 
deincêndios e pânicos
Objetivos
Neste capítulo, iremos diferenciar e descrever os sistemas fixo e móvel, 
demonstrando as exigências de cada um deles nas edificações.
Sistema preventivo móvel
O sistema preventivo móvel é formado pelos extintores, e, como o próprio nome diz, eles 
podem ser movimentados, não sendo fixos.
Fernandes (2010) explica que será obrigatório o sistema móvel de proteção contra 
incêndios por extintores em todas as edificações submetidas ao Código de Prevenção 
de Incêndios do Corpo de Bombeiros, mesmo nas edificações em que for determinado 
o uso do sistema fixo de proteção contra incêndios por hidrantes.
O Corpo de Bombeiros de São Paulo (2018) determina que a quantidade e o tipo de 
extintores portáteis e sobre rodas devem ser dimensionados para cada ambiente 
conforme:
• a área a ser protegida;
• as distâncias a serem atravessadas para alcançar o extintor;
• os riscos a proteger (resultante de variável “natureza da atividade praticada ou 
equipamento a proteger”).
Os extintores deverão estar situados onde tiver menor probabilidade do fogo dificultar 
o seu acesso, onde ficarem visíveis, para que todos os usuários da edificação fiquem 
familiarizados com a sua localização, e não deverão ficar escondidos por pilhas de 
Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Sistema preventivo móvel e fixo na 
prevenção de incêndios e pânicos
Capítulo 4
mercadorias, matérias-primas ou outro material qualquer, além de estarem protegidos 
contra golpes, explicita Fernandes (2010).
Todos os extintores deverão possuir selos do INMETRO, e este selo deve conter a data de 
fabricação do extintor, e a cada 5 anos estes deverão ser submetidos a teste hidrostático 
para garantia do casco do aparelho. Nas etiquetas de carga (Figura 12) e recarga dos 
extintores deverá estar incluído o nome do proprietário e o endereço da edificação ao 
qual os extintores devem proteger, informa Fernandes (2010).
Carvalho Junior (2017) afirma que os extintores devem ser colocados em locais acessíveis 
e sem impedimentos para a utilização imediata em princípios de incêndio, não podendo 
ser acomodados em escadas e devem conservar--se desimpedidos, segundo o 
estabelecido na Instrução Técnica 20.
O sistema móvel de proteção por extintores, de acordo com Fernandes (2010), possui 
espaço de ação máxima de uma unidade extintora, conforme a classificação da 
Nota
Os extintores devem ser espalhados de tal forma que seja adequado à 
extinção dos tipos de incêndios dentro de sua área de proteção, relata 
Carvalho Junior (2017).
FIGURA 12
Etiquetas de carga
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Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Sistema preventivo móvel e fixo na 
prevenção de incêndios e pânicos
Capítulo 4
edificação quanto ao risco de incêndio, sendo que:
• Risco Leve – 500 m², devendo os extintores ser organizados de tal forma que possam ser 
alcançados de qualquer ponto da área protegida, sem que tenha precisão do operador 
andar mais de 20 m;
• Risco Moderado – 250 m², devendo os extintores ser organizados de tal forma que 
possam ser alcançados de qualquer ponto da área protegida, sem que tenha precisão 
do operador andar mais de 15 m;
• Risco Elevado – 150 m², devendo os extintores ser organizados de tal forma que possam 
ser alcançados de qualquer ponto da área protegida, sem que tenha precisão do 
operador andar mais de 10 m.
Os riscos especiais, como casa de medidores, cabinas de força, depósitos de gases 
inflamáveis e caldeiras, devem ser resguardados por extintores, independentemente 
de outros que protejam a área onde estão localizados os demais riscos. Devem ser 
previstas, no mínimo, independente da área, risco a proteger e distância a atravessar, 
duas unidades extintoras, sendo propostas para proteção de incêndio em sólidos e 
equipamentos elétricos energizados, esclarece o Corpo de Bombeiros deSão Paulo 
(2018).
A disposição dos riscos é efetuada conforme a carga de incêndio encontrada na 
Instrução Técnica 14/2019 – Carga de Incêndio nas Edificações e Áreas de Risco, analisa 
Carvalho Junior (2017).
Carvalho Junior (2017) lembra, ainda, que quando os extintores forem colocados em 
paredes ou divisórias devem possuir altura máxima de fixação de 1,6 m do piso e a parte 
inferior deve conservar-se, no mínimo, a 0,10 m do piso, sendo aceita a acomodação de 
extintores em abrigo ou sobre o piso acabado, desde que conservem-se amparados 
em suporte apropriados (Figura 13), com altura recomendada entre 0,10 m e 0,20 m do 
piso.
Importante
Quando o risco for protegido por sistema de proteção por hidrantes, 
deverão ser previstos, preponderantemente, extintores próprios para as 
classes de fogo B e C, cita Fernandes (2010).
 
Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Sistema preventivo móvel e fixo na 
prevenção de incêndios e pânicos
Capítulo 4
Quanto aos extintores sobre rodas, esses podem substituir até a metade da disposição 
dos extintores em um pavimento, não podendo, contudo, ser tratados como proteção 
única para uma edificação ou pavimento, e tanto os extintores portáteis quanto os 
extintores sobre rodas devem ter selo ou marca de conformidade de órgão competente 
ou credenciado e ser submetidos a inspeções e manutenções constantes, explana o 
Corpo de Bombeiros de São Paulo (2018).
Sistema preventivo fixo
Conforme Brentano (2007), os sistemas fixos são formados por redes de canalizações 
fixadas nas edificações e possui como elementos de aspersão a água sobre o fogo, 
os hidrantes, os mangotinhos, os chuveiros automáticos e os projetores ou bicos 
nebulizadores. Vejamos as principais exigências de algum deles:
1 - Hidrantes e mangotinhos
Fernandes (2010) informa que será obrigatório o sistema fixo de proteção contra incêndios 
por hidrantes (Figura 14) em todas as edificações que tenham três ou mais pavimentos 
para Risco Moderado ou Elevado, e quatro ou mais pavimentos para Risco Leve, não 
compreendendo como tal o 1º subsolo, desde que este não seja utilizado como piso de 
descarga, assim como todas as edificações com número qualquer de pavimentos e 
área igual ou superior a 1.500 m² se de Risco Leve, ou 1.000 m² se de Risco Moderado ou 
Elevado, também precisarão de sistema fixo de proteção por hidrantes.
FIGURA 13
Suporte apropriados
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Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Sistema preventivo móvel e fixo na 
prevenção de incêndios e pânicos
Capítulo 4
Segundo o Corpo de Bombeiros de São Paulo (2018), o dimensionamento do sistema é 
projetado:
• conforme a classificação de carga de incêndio esperada;
• de modo a assegurar uma pressão e vazão mínima nas tomadas de água (hidrantes) 
mais desfavoráveis;
• que garanta uma reserva de água para o funcionamento de um número mínimo de 
hidrantes mais desfavoráveis, por um determinado tempo.
Todos os sistemas devem possuir dispositivo de recalque, tratando- se de um 
prolongamento de mesmo diâmetro da tubulação principal, cujos engates sejam 
compatíveis com os empregados pelos Corpo de Bombeiros, e este dispositivo de 
recalque deve ser de preferência do tipo coluna. Onde existir a impossibilidade técnica, 
o dispositivo de recalque pode ser colocado no passeio público, esclarece Carvalho 
Junior (2017).
FIGURA 14
Sistema fixo de proteção contra 
incêndio por hidrantes
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Importante
O dimensionamento do sistema de mangotinhos é idêntico ao sistema 
de hidrantes, lembra o Corpo de Bombeiros de São Paulo.
Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Sistema preventivo móvel e fixo na 
prevenção de incêndios e pânicos
Capítulo 4
A face mais próxima do hidrante de recalque do tipo enterrado (de passeio) deverá ser 
colocado a 50 centímetros da guia do passeio da rua onde estiver localizada a entrada 
principal da área do risco, em frente a este, e o seu abrigo deverá ser fabricado em 
caixa de alvenaria, com tampa metálica sinalizada com as palavras “HIDRANTE”, com 
dimensões de 0,70 m x 0,60 m, descreve Fernandes (2010). 
O hidrante de recalque tipo “fachada” deverá ficar situado junto ao acesso principal 
da edificação, podendo ainda ser colocado no muro de fronteira do terreno com a rua, 
com a aceitação virada para a rua e para baixo em um ângulo de 45° e a uma altura 
entre 0,60 m e 1,00 m em relação ao piso do passeio, devendo ser colocado em abrigo 
padrão do Corpo de Bombeiros, de 45 x 75 x 18 cm, consideradas as demais exigências 
dos hidrantes de parede, relata Fernandes (2010).
2- Chuveiros automáticos
Conforme a NBR 10897:1990, os sistemas de chuveiros automáticos classificam-se em: 
sistema de tubo molhado, sistema de tubo seco, sistema de ação prévia, sistema dilúvio 
e sistema combinado de tubo seco e ação prévia.
O sistema de tubo molhado é aquele que utiliza chuveiros automáticos (Figura 15) 
associados aos ramais de uma rede de tubulação fixa compreendendo água sob pressão. 
O de tubo seco baseia-se em uma rede de tubulação fixa possuindo ar comprimido ou 
nitrogênio sob pressão, na qual estão situados chuveiros automáticos em seus ramais. 
O de ação prévia trata-se de uma rede de tubo seco englobando ar que pode estar ou 
não sob pressão, em cujos ramais são colocados os chuveiros automáticos. 
O de dilúvio compõe-se de uma rede de tubulação seca em cujos ramais estão 
colocados os chuveiros automáticos abertos, isto é, não têm elementos termossensíveis 
Nota
Para os sistemas com vazão superior a 1.000 l/min deve existir duas 
entradas para o recalque de água através de veículo de combate a 
incêndio do Corpo de Bombeiros (CARVALHO JUNIOR, 2017).
Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Sistema preventivo móvel e fixo na 
prevenção de incêndios e pânicos
Capítulo 4
e nenhum tipo de obstrução. Já o combinado de tubo seco e ação prévia exibe as 
características essenciais desses dois tipos de sistema e é formado de uma rede de 
tubo seco possuindo ar comprimido, em cujos ramais estão colocados os chuveiros 
automáticos, e de um sistema suplementar de detecção de incêndio de operação muito 
mais sensível que os chuveiros automáticos, instalado na mesma área dos chuveiros, 
explicita Seito et al. (2008).
O Corpo de Bombeiros de São Paulo (2018) informa que o dimensionamento do sistema 
é realizado:
• conforme a severidade do incêndio que se espera;
• de modo a assegurar em toda a rede níveis de pressão e vazão em todos os chuveiros 
automáticos, com o objetivo de atender a um valor mínimo estabelecido;
• para que a distribuição de água seja de maneira satisfatória homogênea, dentro de 
uma área de alcance predeterminada;
• de modo que seja acionado automaticamente e com rapidez, com o objetivo de 
controlar ou eliminar o incêndio em seu começo;
• segundo o risco, sendo que o arranjo do material tanto no que diz respeito à ativação 
quanto ao acesso do agente extintor ao foco de incêndio são importantíssimos. Quando 
o armazenamento for superior a 3,7 m, obrigatoriamente deve atender à Instrução 
Técnica 24 – Chuveiros automáticos para áreas de depósitos, seja qual for o risco.
Carvalho Junior (2017) lembra que a norma brasileira que determina os espaçamentos, 
a localização e o alcance ou área de cobertura dos chuveiros automáticos é a NBR 
10897/2014 – Sistemas de Proteção contra Incêndios por Chuveiros Automáticos 
– Requisitos. E os espaçamentos e alcances dos chuveiros automáticos alteram 
FIGURA 15
Chuveiros automáticos 
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Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Sistema preventivo móvel e fixo na 
prevenção de incêndios e pânicos
Capítulo 4
conforme os modelos e o posicionamento das instalações dos chuveiros automáticos, 
a classificação dos riscos do local a serem protegidos, áreas e distribuição espacial 
desses ambientes, características dos materiais e existência de obstrução nos tetos 
onde os chuveiros serão colocados.
A distância máxima aceita entre chuveiros automáticos deveser fundamentada na 
distância entre chuveiros automáticos no mesmo ramal ou ramais adjacentes, devendo 
esta ser medida ao longo da inclinação do telhado, explana Carvalho Junior (2017).
Nota
Para conhecer as áreas de cobertura máxima entre chuveiros 
automáticos, o arquiteto deve examinar tabelas específicas, ilustra 
Carvalho Junior (2017).
Resumindo
Neste capítulo, você deve ter compreendido que o sistema móvel é 
formado pelos extintores e são obrigatórios mesmo nas edificações em 
que é determinado o uso do sistema fixo de proteção contra incêndios 
por hidrantes, que existem vários fatores que determinam a quantidade 
obrigatória de extintores portáteis e sobre rodas e a forma como devem 
ser dimensionados, sua localização correta e as principais exigências 
relacionados com os respectivos riscos. Viu também que o sistema 
preventivo fixo são canalizações fixadas nas edificações e podem ser os 
hidrantes, os mangotinhos, os chuveiros automáticos, os projetores ou 
bicos nebulizadores. Por fim, viu que os hidrantes e mangotinhos possuem 
o mesmo dimensionamento, conhecendo qual é a obrigatoriedade 
do uso de hidrantes e as principais exigências, assim como quais as 
classificações dos chuveiros automáticos, o dimensionamento e a 
distância máxima aceita.
Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Referências
ALMEIDA, P. S. de. Manutenção Mecânica Industrial: Conceitos Básicos e Tecnologia 
Aplicada. São Paulo: Érica, 2014
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perigosos. 2. ed. Rio de Janeiro: GVC, 2005.
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Janeiro: GVC, 2010
BARSANO, P. R.; BARBOSA, R. P.. Segurança do trabalho: guia prático e didático. 2. ed. São 
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Editora Oficina de textos, 2016.
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Editora, 2017.
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Senac, 2019.
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elétrica, telefonia, NBR 15575 - Norma de Desempenho. 2. ed. São Paulo: Blucher, 2019.
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nas edificações e áreas de risco. Coletânea de manuais técnicos de bombeiros. 1. ed. 
2006
Controle e Proteção Contra 
Incêndios e Explosões
Referências
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entre edificações. 2019. Disponível em: http://www.cbmerj.rj.gov.br/pdfs/notas-tecnicas/
NT%202-17%20-%20

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