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FASCIÍTE NECROTIZANTE: ASPECTOS CLÍNICOS, FISIOPATOLÓGICOS E TERAPÊUTICOS Jessica Campos de Sousa 1 RESUMO Analisar evidências científicas acerca dos aspectos clínicos, fisiopatológicos, diagnósticos e terapêuticos da fasciíte necrotizante. Trata-se de revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa. Os resultados indicam que a doença apresenta evolução rápida, elevada mortalidade e associação com comorbidades, sendo o diagnóstico precoce fator determinante para prognóstico favorável. Conclui-se que o reconhecimento clínico precoce e a intervenção multidisciplinar imediata são essenciais para reduzir morbimortalidade. Descritores: Fasciíte Necrotizante; Infecção de Tecidos Moles; Necrose; Diagnóstico Precoce; Sepse. 2 INTRODUÇÃO A fasciíte necrotizante consiste em infecção bacteriana invasiva caracterizada por progressão rápida, necrose extensa e elevada taxa de mortalidade. Pequenos traumas cutâneos representam as principais portas de entrada para microrganismos patogênicos. Trata-se de emergência médica que exige reconhecimento clínico imediato e intervenção terapêutica precoce. 3 MÉTODO Trata-se de revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa, fundamentada em publicações científicas selecionadas conforme relevância temática, atualidade e consistência metodológica. 4 RESULTADOS 4.1 Manifestações clínicas Os sinais iniciais incluem dor intensa desproporcional ao exame físico, edema e hiperemia local. A progressão pode evoluir rapidamente para cianose, formação de bolhas e necrose cutânea. A mortalidade varia entre 13% e 26%, sendo influenciada pelo tempo para diagnóstico e presença de comorbidades associadas. 4.2 Classificação microbiológica Tipo I: polimicrobiana, envolvendo bactérias anaeróbias e facultativas. Tipo II: monomicrobiana, geralmente causada por estreptococos do grupo A, podendo ocorrer coinfecção com Staphylococcus aureus. 5 FISIOPATOLOGIA A fisiopatologia envolve interação complexa entre fatores de virulência bacteriana e resposta inflamatória do hospedeiro. Toxinas bacterianas promovem destruição tecidual, trombose microvascular e isquemia local, resultando em necrose progressiva. A disseminação sistêmica pode desencadear resposta inflamatória exacerbada, culminando em sepse e falência múltipla de órgãos. 6 DIAGNÓSTICO O diagnóstico baseia-se principalmente na suspeita clínica precoce associada a exames laboratoriais, culturas microbiológicas e biópsia tecidual. A identificação rápida da doença está diretamente relacionada à redução da mortalidade. 7 TRATAMENTO O manejo terapêutico inclui reposição volêmica, antibioticoterapia de amplo espectro e desbridamento cirúrgico agressivo do tecido necrosado. A intervenção precoce constitui o principal fator prognóstico favorável. 8 DISCUSSÃO Evidências científicas demonstram que atrasos superiores a 24 horas para início do tratamento estão associados ao aumento significativo da mortalidade. Pacientes com doenças metabólicas, vasculares ou imunossupressão apresentam maior risco de evolução desfavorável. A antibioticoterapia empírica inicial, associada ao manejo cirúrgico imediato, permanece como estratégia fundamental. 9 CONCLUSÃO A fasciíte necrotizante é patologia rara, porém grave e potencialmente fatal. O diagnóstico precoce e o tratamento imediato são determinantes para a sobrevida. Destaca-se a importância da atuação multiprofissional, especialmente da enfermagem, na identificação precoce dos sinais clínicos e no suporte intensivo ao paciente. REFERÊNCIAS BARRA F, et al. Fasciíte necrotizante: aspectos clínicos e terapêuticos. 2019. HALISKI A, et al. Diagnóstico e manejo da fasciíte necrotizante. 2023. SOARES L, et al. Manifestações clínicas da fasciíte necrotizante. 2018.