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Algumas singularidades de Wundt Schultz, D. P. & Schultz, S. E. História da Psicologia Moderna. São Paulo: Cultrix, 1998. ● Mannheim, Alemanha, 1832 ● Wundt não foi bom aluno nas primeiras séries; ● Filho de pastor; ● Tornou-se estudioso; ● Influenciado por outros grandes cientistas: Hermman von Helmohltz, Ernst Weber, Gustav Theodor Fechner ● Esforçado pesquisador e orientador. Desenhos Realistas por Charles Laveso https://desenhosrealistas.com.br/textura-de-pele/ Wundt Capítulo 5: Wilhelm Wundt e o estudo da experiência interna Saulo de Freitas Araujo ARAUJO, S. de F. Wilhelm Wundt e o estudo da experiência interna. In: (org) Jacó-Vilela, A. M.; Ferreira, A. A. L. & Portugal, F. T. História da Psicologia: rumos e percursos. Rio de Janeiro: Nau Editora, 2005. (94-104) Como podemos conhecer? Século VI a.C.: somente a variação é real, todas as coisas fluem; processos mutáveis; Século V a.C.: Reducionismo: é possível explicar o mundo de uma forma simples: átomos: Demócrito: Atomismo; materialismo; determinismo; Século V a. C.: Anaxágoras: é importante a disposição dos elementos constituintes das coisas e não somente reduzi-las aos seus elementos constituintes; Século VI a. C.: Pitágoras: a realidade pode ser compreendida através de números; Sofistas: psicologia aplicada! Como conhecemos? Validade do conhecimento X processo da cognição; Conhecimento obtido pelos sentidos X conhecimento obtido pela razão. É possível ter validade objetiva? Wilhelm Wundt (1832-1920) Um dos mais citados na história da psiclogia; Pouca compreensão acerca de seu projeto de psicologia. Alemão: língua menos difundida que o inglês; Deutsche Sprache – schwere Sprache “O que é psicologia?” “A psicologia é uma ciência empírica cujo objeto de estudo é a experiência imediata” (p. 94) Experiência mediata X imediata Wundt entende por experiência em geral um todo unitário e coerente, que pode ser concebido e elaborado cientificamente a partir de dois pontos de vista distintos, porém complementares: toda experiência pode ser analisada pelo seu conteúdo objetivo (experiência mediata) ou subjetivo (experiência imediata). No primeiro caso, a ênfase recai sobre os objetos da experiência (mundo externo), pensados independentemente do sujeito da experiência, enquanto, no segundo caso, investiga-se o próprio sujeito da experiência (mundo interno) em sua relação com os conteúdos da experiência. Ciência natural X Psicologia ciência empírica: a ciência natural (física, química, fisiologia etc.), que cuida dos conteúdos específicos da experiência mediata, uma vez que os objetos fornecidos na experiência são sempre mediados pelos fatores subjetivos; e a psicologia, que tem por objeto a experiência imediata, já que não abstrai o próprio sujeito, como a ciência natural. Maçã X Experiência do Vermelho Experiência Mediada X Experiência Imediata Naturwissenschaft X Geisteswissenschaft A distinção entre ciências da natureza (NATURWISSENSCHAFTEN) e ciências do espírito (GEISTESWISSENSCHAFTEN) foi introduzida pela primeira vez por Wilhelm Dilthey (1833-1911), na segunda metade do século XIX, na Alemanha, e refere-se à tentativa de se estabelecer uma autonomia metodológica para os estudos sobre a experiência humana em relação aos estudos sobre a natureza. Neste sentido, a inclusão da psicologia entre as ciências do espírito (Geisteswissenschaften) poderia sugerir uma contradição no pensamento de Wundt, na medida em que Wundt foi um crítico radical do espiritualismo. No entanto, essa aparente contradição se dissolve quando consideramos a diferença existente entre uma tese metafísica que afirma a existência de uma substância espiritual subjacente à nossa experiência (espiritualismo) e um postulado metodológico e epistemológico que reconhece e legitima a dualidade dessa mesma 95 experiência (imediata e mediata), sem que isso implique uma distinção metafísica sobre a natureza última da realidade (paralelismo psicofísico de Wundt). Aproximação com a ciência Luta contra a metafísica Objeto: Observável; Mensurável; Controlável; Previsível; Experiência científica Psi: ciências da natureza É importante enfatizar que, de acordo com essa definição, não há uma diferença essencial de natureza entre o mundo interno e o externo – uma vez que a experiência é um todo organizado que abrange ambos –, mas apenas uma diferença na maneira de se abordá-los. Por isso, a relação entre a psicologia e as ciências da natureza (NATURWISSENSCHAFTEN) é de complementaridade. Elas se complementam, na medida em que fornecem relatos diferentes da mesma experiência, sem que haja a possibilidade de haver uma subordinação ou redução de uma a outra. Psi: ciências do espírito Por outro lado, na medida em que a psicologia é a ciência das formas universais da experiência humana imediata, ela pode ser considerada a mais geral de todas as ciências do espírito (GEISTESWISSENSCHAFTEN ) e, portanto, o fundamento de cada uma delas em particular (filologia, história, direito etc.). Como conhecemos? Se a psicologia, portanto, é complementar às ciências naturais e o fundamento das ciências do espírito, podemos dizer que é preparatória para a filosofia. Em outras palavras, os resultados da investigação psicológica podem guiar a construção de um sistema filosófico. A questão do método e a subdivisão da psicologia Como a psicologia não estuda um objeto diferente do objeto das ciências naturais, mas apenas a mesma experiência de um outro ponto de vista, seus métodos de investigação também não podem diferir. A psicologia vai se servir, portanto, dos dois principais métodos utilizados pelas ciências da natureza: o experimento e a observação. O experimento consiste na interferência proposital (manipulação) do pesquisador sobre o início, a duração e o modo de apresentação dos fenômenos investigados (como na física, na química e na fisiologia). A observação propriamente dita refere-se à mera apreensão de fenômenos ou objetos, sem que haja qualquer interferência por parte do observador (como na botânica, na anatomia e na astronomia). o sujeito da experiência também é objeto Há, porém, uma diferença metodológica significativa entre a psicologia e as ciências da natureza, decorrente da especificidade da perspectiva psicológica. Em primeiro lugar, já que a psicologia é o estudo da experiência imediata, seu conteúdo revela apenas processos, jamais objetos estáveis, como acontece na observação científica da natureza. Em segundo lugar, a psicologia não pode desconsiderar ou colocar entre parênteses, como fazem as ciências naturais, o sujeito da experiência, uma vez que este é precisamente o assunto de seu interesse. Alterações na intenção Além disso, seria muito difícil que, mesmo em situações frequentemente repetidas, os mesmos elementos objetivos da experiência imediata viessem acompanhados da mesma condição do sujeito. Em outras palavras, a intenção do observador, que deve estar presente nas observações científicas, altera significativamente o início e o curso dos processos psíquicos. Levando em consideração essa particularidade dos eventos psicológicos, o psicólogo estaria, portanto, impossibilitado, por princípio, de utilizar a observação pura ou auto-observação (Selbstbeobachtung) no domínio da psicologia individual. A introspecção treinada É importante estar atento para este ponto, tendo em vista o fato de que Wundt é muitas vezes acusado de ser um dos principais defensores da auto-observação ou introspecção tradicional, que remonta à tradição filosófica. No entanto, o que permanece em grande parte ignorado por seus intérpretes, e que está implícito nas considerações anteriores, é a diferença fundamental que ele estabeleceu entre a auto-observação (Selbsbeobachtung)e a percepção interna (innere Wahrnehmung). Essa última, segundo Wundt, por estar baseada no controle experimental das condições externas da experiência, substituiria a introspecção tradicional e livraria a psicologia das duras críticas feitas por diversos autores ao introspeccionismo. Isso não significa, porém, que não haja lugar para a pura observação na psicologia. Ao contrário, existem fatos psíquicos que, embora não sejam objetos reais do mundo externo, possuem o caráter de objetos psíquicos, na medida em que sua natureza é relativamente estável e que independem do observador. Além disso, eles têm uma outra característica em comum, que os tornam adequados à observação: eles são inacessíveis pelo método experimental. Mas que objetos psíquicos são esses? São aquilo que Wundt chama de produtos mentais surgidos ao longo da história, como a linguagem, a religião, os mitos e os costumes, que dependem de certas condições psíquicas gerais, as quais podemos inferir com base em suas características objetivas. GEISTESWISSENSCHAFTEN Processo mentais superiores Psicologia Cultural (dos Povos): Völkerpsychologie Método: comparativo, observação dos produtos da mente, relatos etnológicos. Psicologia social NATURWISSENSCHAFTEN Processos básicos da mente Psicologia do indivíduo Método: Experimentação via a introspecção treinada da experiência imediata Psicologia experimental Mecanicismo de Jack: ir por partes Estudar do simples para o complexo; Complexos psíquicos (psychische Gebilde): a palavra complexo é imprecisa nesse contexto, pois remete à psicologia analítica. (p. 98); Elementos juntos criam características próprias do conjunto: estrutura; configuração; compostos; me lembrou a ideia de gestalt; O conceito de fusão (Verschmelzung) e o princípio da síntese criadora; Conceito esquecido por muitos discípulos; Diferente do associacionismo que envolve um certo automatismo. Apercepção: consciência Consciência: conexão entre compostos psíquicos; Associacionismo: associação entre ideias Wundt X Titchner Discípulo fundou o elementarismo e expurgou a psicologia cultural (“Psicologia dos povos”); Dificuldade de tradução; Ciência do observável e da redução aos elementos e a busca dos mecanismos associativos subjacentes; Wundt ainda tinha a ideia de síntese criativa que ia além da simples associação entre elementos: voluntarismo. Informações Interessantes Schultz, D. P. & Schultz, S. E. História da Psicologia Moderna. São Paulo: Cultrix, 1998. ● Réplicas do laboratório de Wundt foram feitas em outras partes do mundo, na Rússia e no Japão. Estudantes incendiaram a do Japão no movimento estudantil de 1960 (p. 79); ● A Psicologia não deslanchou na própria Alemanha diferente dos EUA, permanecendo um subcampo da filosofia até a década de 1940; Condições Experimentais da Introspecção de Wundt 1) O observador deve ser capaz de determinar quando o processo pode ser introduzido; 2) Ele deve estar num estado de prontidão ou de atenção concentrada; 3) Deve ser possível repetir a observação várias vezes; 4) As condições experimentais devem ser passíveis de variação em termos de manipulação controlada de estímulos. Tríplice Problema da Psicologia 1. Analisar os processos conscientes até chegar aos seus elementos básicos; 2. Descobrir como esses elementos são sintetizados ou organizados; 3. Determinar as leis de conexão que governam a sua organização. Tempo de Reação Associação com uma palavra estímulo que é apresentada: assim era medido o tempo de reação; Jung tem um teste semelhante com outro objetivo: encontrar complexos através da resistência. Teoria Tridimensional do Sentimento Utilização do metrônomo: A) Prazer-desprazer B) Tensão-relaxamento C) Excitação-depressão Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34